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23jacque

Peru; Machu Picchu + Vale Sagrado de Bike 4mil p/p

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Viagem 7 dias em baixa temporada (setembro/2017)

Essa vigem foi planejado nos detalhe em 2 meses, mas já era desejada e pesquisada por muito tempo. 

Fomos de mochila e encaramos um voo direto pra Cusco e em seguida um trem  para Águas Calientes/Machu Picchu.

Dica: tenha algum tempo entre a chegada do voo e a próxima atividade; nosso voo de Lima para Cusco foi cancelado e fui no balcão exigir meu embarque por causa do trem em seguida. O bom é q estávamos de mochila então nos alocaram em outro voo. O ruim é que não tentei antecipar o voo logo q cheguei em Lima (tinha 8 horas até  o próximo embarque). 

Logo que chegamos em Lima, fui numa farmácia e comprei o soroche pils (remédio pra altitude que tinha lido em relatos aqui do blog), trocamos 100 dólares por moeda local (não vale a pena trocar tudo pq no aeroporto o câmbio não é tão bom) e fomos aguardar nosso voo para Cusco. 

Pegamos o trem e fomos rumo à Águas Calientes.

Descansamos para subir MachoPicchu no dia seguinte.

Para não pagar 2 diárias, deixamos as mochilas no café q tem perto dos embarque de ônibus pro parque. Saímos de madrugada, pegamos a fila as 5 da manhã (pode ir antes pq já não víamos o inicio da fila) e retiramos na volta. Ali tem internet, então descansamos e fizemos um lanche por ali e depois pegamos o trem de retorno pra Cusco.

Em Cusco fizemos a visita de varios locais que permite acesso com o boleto turístico, mas o melhor passeio foi de bike pelo Vale Sagrado: vale muito a pena! Veja no vídeo que o percurso divide-se com 3 paradas e maior parte em descida.

 

Agenda 

10/09 Voo Floripa/Cusco (22h chegada)

11/09 Trem Poroy/ Agua Calientes (1 noite)

12/09 Entrada Machupicchu/Huyanapicchu + trem retorno Poroy/Cusco (4 noites).

13/09 Passeio turístico com guia a tarde.

14/09 Rota bike 30km com guia dia todo.

15/09 Passeio centro histórico Cusco (boleto turístico) + compras.

16/09 voo retorno Cusco/Floripa.

 

Investimento:

R$ 3.638,36 passagem ida/volta p/2 Latan 

www.latan.com (Floripa/Guarulhos/Lima/Cusco)

 

R$ 410,00 Machuppichu + Huyanapicchu p/2 www.machupicchu.gob.pe (208,00 Soles por pessoa).

 

R$ 1.200,00 Trem ida/volta Perurail p/2

www.perurail.com Saída Poroy para Águas Calientes - embarque Vistadome: ida USD 98,00/ volta USD 104,00 por pessoa.

 

R$ 150,00 ônibus  ida/volta Águas Calientes/ Machuppichu p/2. USD 12,00 o trecho = USD 24,00 ida/volta por pessoa.

 

R$ 1,00 Banheiro machupicchu p/p na entrada parque (Soles 1,00).

 

R$ 70,00 Hostel em Águas Calientes. Suíte privado (até 4 pessoas) com Wi-Fi. Sem café da manhã ( 1 noite).

-----

R$ 290,00 Hostel em Cusco perto da praça das armas. Suíte privado (até 4 pessoas) negociei o café da manhã: Hostal Kaypacha (4  Noites) Booking.

-----

R$ 260,00 boleto Turístico p/2. Uso por 10 dias e inclui 12 locais para visitação (130,00 Soles pago p/p). 

Negociei direto pelo Hostal Kaypacha.

 

R$ 50,00 Passeio com transporte e guia turístico p/2. Passa pelos locais Catedral Central (R$ 25,00 paga p/p) + Qorinkancha (R$ 15,00 paga p/p) + Tipon + Saqsayhuamana.

 

R$ 290,00 Passeio bike p/2 que inclui transporte de taxi + ônibus + almoço + guia. USD 45,00 por pessoa. Passa nos locais Morais e Minas de Sal (R$ 10,00 pago p/p). 

 

######

Custo total +- R$ 7.800,00 / 3.900,00 p/p.

Contendo passeios + alimentação (almoço e café) + equilíbrio de altitude (chá/folhas de coca R$ 20,00, balas de menta/coca R$20,00, remédio soroche pils R$ 85,00) + jantares (Hamburgeria El Furgo/ Republica Pisco/ Inkazteka).

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    • Por rezinhatucci
      - R$1.500 de passagem pela Latam saindo 7h40 de GRU e chegando em Cusco às 14h (com escala em Lima). Tem voos mais baratos de madrugada, mas preferimos não fazer escala no meio da noite. A volta foi das 9h40 às 19h45.
      - Hotel Santa Maria em Cusco – 7 noites por R$1.713. Ótima localização, bom chuveiro, bom wi-fi, café da manhã ok, mas ficamos no quarto 102 que era colado com a cozinha então o barulho começava as 5h da manhã... complicado. Também não tinha frigobar, nem abajur, e não colocavam tapete no banheiro e nem toalha de rosto.
      - Restaurantes: comemos muito bem e gastamos cerca de S/130 e S/170 nas refeições (com drinks e sobremesa). Recomendo o famoso Chicha do chef Gastón Acúrio (ceviche e maravilhoso ravióli de abóbora, com globo de chocolate de sobremesa), Morena (pisco sour feito na sua frente com toda a explicação), Marcelo Batata (steak de alpaca, frango adocicado e cheese cake de queijo de cabra), Greens (menu super variado de comida orgânica deliciosa – amei um sanduíche de queijo de cabra, tomate seco, cebola caramelizada e abobrinha), Papachos (hambúrguer), Justina (pizza boa e por S/40) – fica do lado do bar Cholos, que tem música boa e várias cervejas artesanais.
      - compre o boleto turístico (S/130) que dá direito a entrar em vários museus, Centro Qosqo de Arte Nativo (onde tem um show de dança típica) e sítios arqueológicos. Dá pra comprar em algumas das atrações inclusas no boleto ou na Av. Sol 103 (todos os dias das 8h às 18h).
      - um táxi do aeroporto pro centro (Plaza de Armas) não passa de S/25 (negocie sempre antes).
      - em Cusco: Qorikancha (Templo Dourado); bairro de San Blas (galerias, lojinhas, bares e um mirante com uma vista legal da cidade); Mercado Central de San Pedro (pechinchar sempre e quem sabe se arriscar nas comidas típicas e que ali são baratas); Museu Casa Concha (sobre Machu Picchu – incrível ir logo depois de ir pra Machu Picchu. Custa S/20); ruínas Sacsaywamán (vale muito a pena! Fomos de táxi e voltamos pro centro a pé); Museo Arte Precolombiano (muito interessante!); Museo Histórico Regional (também valeu a pena); música e dança típica no Centro Qosqo de Arte Nativo (começa às 19h mas é bom chegar até 18h20 – tem uma bela fila!); Museu Inka (não tão interessante quanto outros); meu guia (Lonely Planet) dava a dica do Museo de Plantas Sagradas, Mágicas y Medicinales, mas ele fechou. Tem um com o mesmo nome mas que não vale nem um pouco a pena – nem poderia ser considerado um museu.
      - fizemos o passeio Moray e Salineiras por S/50 (incluindo o ingresso pras Salineiras). Fechamos na agência que tinha no nosso hotel mas não gostamos. Demorou 1h30 pra buscar todo mundo e reunir no ônibus e depois ficava só meia hora em cada lugar. O passeio em si é incrível mas recomendo fazer tour privado ou no máximo numa van.
      - como não gostamos do tour de ônibus, resolvemos fazer o passeio do Vale Sagrado de táxi. Custou S/180, mesmo preço que as agências vendem o tour de van. Combinei por WhatsApp com o taxista Rafael – tel. +51974892015 – email [email protected]). Foi ótimo pq podíamos administrar o tempo e ele ia explicando as coisas conforme íamos passando (inclusive as ruínas).
      - perto de Cusco paramos num lugar chamado Awana Kancha, onde vc vê e alimenta lhamas e alpacas, vê a produção artesanal de tecidos e uma variedade de tipos de batata e milho cultivados na região. Muito legal! Entrada gratuita.
      - fomos nas ruínas de Pisac e no Mercado de Pisac (achei melhor que o de Cusco), e lá comemos empanadas feitas em enormes fornos de barros (tradicional e barato, gostosinho – nada muito espetacular, mas matou a fome). Em seguida fomos para as incríveis ruínas de Ollantaytambo. Se tiver tempo, acho que vale dormir uma noite nessa charmosa cidade. Não comemos por lá mas tivemos uma indicação de restaurante na praça principal: Chuncho.
      - em Ollantaytambo pegamos o trem da IncaRail às 16h36 para Águas Calientes. Leva 1h30 até Águas Calientes. Um lindo trajeto, mas bem caro. A ida foi US$68 no trem The Voyager e a volta foi US$103 no trem 360°. Não achei que valeu a pena a diferença de preço – recomendo comprar o mais barato mesmo e com antecedência (comprei pelo site uns 20 dias antes da viagem).
      - Hotel Tambo Inn em Águas Calientes – 1 noite por US$30. Bem simples mas a gente não precisava de mais do que aquilo. Café da manhã ok e deixamos as mochilas de graça no dia seguinte, quando fomos pra Machu Picchu.
      - compramos os ingressos pra Machu Picchu em Cusco, assim que chegamos, na Calle Garcilaso (quase esquina com a Calle Heladeros). S/152 e aceita cartão. Vc tem que escolher se vai de manhã ou a tarde e isso estará escrito no seu ingresso. Vc pode subir a pé ou comprar o ticket pro ônibus – US$24 ida e volta (comprado em Águas Calientes). Precisa levar o passaporte pra conseguir comprar as duas coisas.
      - muita gente quer pegar os primeiros ônibus pra Machu Picchu (começa às 5h30), então fica na fila desde 4h30 – a ideia é ver o nascer do sol lá de cima. Fomos às 7h e achei ótimo – nem 5min na fila e conseguimos fazer todo o passeio antes do sol do meio dia. Chegando no parque contratamos uma guia só pra gente (eles começam pedindo S/150 mas negociamos e pagamos S/130). Foi ótimo ter um guia só pra gente e recomendo que no máximo o guia seja pra 6 ou 8 pessoas (aí obviamente fica mais barato o valor por pessoa). Ir sem guia nem pensar (vi bastante gente vagando sem guia). Não esqueça de levar repelente, protetor solar, água e de carimbar seu passaporte na saída.
      - em Águas Calientes as coisas são bem caras e muita gente reclama de serviço ruim. Almoçamos no Restaurante Indio Feliz e achamos bom.
      - passeios que não fizemos mas que parecem incríveis são a Lagoa Humantay (que fica a 4h de Cusco + uma caminhada) e a Rainbow Mountain (que fica a 3h de Cusco + uma caminhada) – vi que uma alternativa a Rainbow Mountain é Palccoyo (conhecida com Três Rainbows), que ainda não está cheia de turistas mas fica um pouco mais longe: 4h de Cusco + caminhada.
    • Por debalves
      Olá amigos Mochileiros!
      Venho por meio deste relato, contar nossa experiência nesse país incrível que é o Peru! Lendo outros relatos por aqui, descobri que a maioria das pessoas vai para o Peru para uma experiência mais... como diria... mais roots, aquela coisa de trilha nível intenso, acampamento e vida selvagem... Mas nós estávamos procurando uma experiência mais tranquila, light, e sem muito esforço físico. Não que não gostemos de fazer exercícios, mas quem acompanha meus relatos pode ver que uma série de problemas foi acontecendo em nossas vidas nos últimos meses e dentre eles, uma hérnia de disco lombar e uma cirurgia de tireoide que me atrapalhou um pouco os planos e não consigo mais planejar experiências que me exijam tanto o lado físico. Então, por isso que nossa viagem foi mais "light". 🙃

      Eu confesso que há muito tempo tinha vontade de conhecer o Peru e, é claro, o Machu Picchu. Mas desde que minha cunhada e eu começamos a perturbar meu irmão e meu marido com essa ideia, há uns 5 anos atrás, mais ou menos, eles foram irredutíveis. Meu irmão ainda aceitava ir para Lima para uma viagem gastronômica, mas Rodrigo (marido) não gostou de nenhuma ideia sobre o Peru. Mas eis que este ano Rodrigo, fazendo curso de espanhol, se depara com um professor que é peruano (e acho que ele já ficou um pouco mais aberto à ideia de conhecer o Peru) e somando ao fato que eu queria ir conhecer a Grécia esse ano, mas o Euro está muito caro e o Rodrigo deve ter ficado desesperado com meus assuntos de viagem, depois da minha cirurgia de tireoide, quando eu só pensava na recuperação, ele veio com a ideia: “vamos viajar para o Peru nas férias?!”. Ele queria "hablar español"... mas eu só conseguia pensar na Grécia (ainda mais que uma amiga tinha acabado de voltar de lá) e eu fiquei meio desanimada à princípio com o Peru, logo eu que tanto atormentei os outros com essa idéia de viagem... mas depois entrei no clima de conhecer o Peru e embarquei nos planejamentos.

      Nossa viagem foi agora em Setembro, de 03 a 12, conhecendo primeiro Lima e depois Cusco. O nosso vôo foi pela Avianca, não lembro o valor, mas vou consultar o Rodrigo e já digo à vocês. O voo partiu do Rio de Janeiro cedinho, às 5:45 da manhã e tivemos que estar no aeroporto por volta das 3:40 da manhã... sério, se eu soubesse quem inventa esses horários de voo, eu esganava! Não dormimos nada, chegamos por volta de 9h da manhã, se não me engano, e o check in era só à tarde... que raiva! Ficamos mortinhos com farofa!

      O Voo foi tranquilo, a entrada no País também. Pensei que iam implicar conosco e nos revistar porque nossa última viagem foi para a Colômbia, achando que fazíamos parte do tráfico de drogas e na hora das perguntas, até esqueci que dia que voltaríamos (me deu um branco), mas a funcionária não levou em consideração, fez alguns comentários dizendo que gostaria de ir passear em Cusco também e nos liberou. Graças a Deus! Também não pediram nossa carteira internacional da vacinação de febre amarela (que nos pediram umas 3 vezes na Colômbia)... mas levamos, claro! Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! 🤣🤣🤣

      Saindo do Aeroporto, pegamos um táxi até o hotel. Caminho comprido, em alguns momentos se vê muitas áreas bem feias e pobres, mas em outros, o caminho é  bonito, que dá para ver o mar... mas está cheio de obras e em muitos pontos a vista para o mar fica bloqueada.  O hotel fica no bairro de Miraflores, que é um dos bairros mais "arrumadinhos", que os turistas mais ficam em Lima. Ficamos no hotel Ibis Larco Miraflores. Achei bem localizado e bem arrumadinho e confortável. Assim que chegamos, fizemos o check in e a funcionária da recepção nos indicou uma saída lateral onde poderíamos deixar a mala até o horário que o quarto estaria pronto. Segundo ela, se quiséssemos, teria um quarto à disposição no momento, mas era em um dos andares mais baixos e portanto, mais barulhento. Resolvemos esperar. Saímos com a mala e no local indicado, encontramos uma rampa de carro, de estacionamento... será que teríamos que descer?! Na frente do hotel ficam uns senhores oferecendo passeios pela cidade para os turistas, mas não entendemos nada do que nos foi dito e resolvemos não arriscar perguntar onde era pra deixar a mala. Rodrigo desceu a rampa  freando a mala pesada (coitado) e lá embaixo ficava realmente um espaço cheio de malas, com um funcionário cadastrando elas. Deixamos a nossa e fomos passear. Eu ainda estava um pouco desnorteada com o horário do vôo, sem conseguir raciocinar direito sobre o que fazer na cidade, então falei com o Rodrigo para andarmos pela rua principal, a Av Larco, até o shopping. Tinha lido em blogs de viagem que nessa Avenida Larco tem de tudo: casas de câmbio, lojas de chip de celular, restaurantes, lojas de lembrancinha, etc. Rodrigo ativou o roamming do celular com o sistema de pontos que ele foi acumulando ao longo do tempo e que conseguiu fazer essa troca. A internet não nos decepcionou e não tivemos que comprar chip de celular dessa vez! Fomos andando, trocamos  mais algum dinheiro em casa de câmbio e até que chegamos rapidinho no shopping. Rodrigo falou: “é aqui”. Mas era tipo uma praça, um mirante atravessando a rua, com vista para o mar lá embaixo. Quando chegamos mais perto que vimos que realmente era o shopping... só que o shopping era para baixo! Nessa “praça” tinha escadas para baixo e dava pra ver que tinham muitas lojas lá embaixo.

      Ficamos tirando fotos da vista e depois passeando pelo shopping. Foi quando começou um vento muito, muito frio e não aguentamos ficar próximo ao mar, estava muito frio para as roupas que estávamos vestindo (e olha que estávamos de casaco)!

      Tudo no shopping era bastante caro, muitas lojas de marca... mas até que a praça de alimentação tinha cadeias de fast food que eram bem em conta. Rodrigo não quis arriscar comer comida peruana logo no primeiro dia e quis comer o Pizza Hut que encontramos. Só que o lugar era muito simpleszinho, um balcãozinho, só tinha 4 sabores de pizza, e o Rodrigo pediu uma pizza que vinha com uns pães de alho, mas eis que a danada era minúscula! Eu pedi uma lasagna e veio em uma embalagem que mais parecia uma “quentinha da esquina”... mas não estava ruim não. Ficamos com medo da comida peruana, pois não somos de comer comida muito temperada. Eu tive alguns problemas na Alemanha com temperos e levei todos os remédios que poderia para qualquer indisposição para essa viagem! Alimentados e ainda com frio, seguimos de volta para o hotel. Conseguimos um quarto no oitavo andar e nos instalamos. Aproveitamos para descansar um pouco, já que não dormimos nada à noite. Aos nos recuperarmos, já era noite e saímos para comer novamente. Próximo ao hotel comemos em um lugar chamado La Lucha Sanguchería Criolla, que achamos muito, muito bom! São uns sanduíches de pão redondo com diferentes recheios, que vem com batatas fritas (que tem casca e tudo) e molhos pra acompanhar. Muito gostoso! Após comer, fomos visitar o shopping Larcomar novamente e ver a paisagem com a perspectiva das luzes da noite.

      Nesse dia aproveitamos para descansar mais, já que a coluna reclama bastante da poltrona e da viagem de avião.

      No dia seguinte acordamos refeitos e fomos bater pernas. Pegamos um uber (foi bem tranquilo pegar uber na frente do hotel) e rumamos para a Plaza de Armas. Custou em torno de 18 soles. Chegando lá, algumas ruas estavam fechadas em torno da Praça e descobrimos somente depois que teve um evento da guarda, mas só vimos o finalzinho, pois na hora do início, estávamos visitando a Catedral.  Tiramos muitas fotos com todos os prédios que ficam ao redor da praça e depois visitamos a Catedral (ingressos 10 Soles), bem bonita. Tiramos algumas fotos na Plaza Perú também (uma praça pequenininha com uma bandeirona do Peru, que fica ali pertinho) e rumamos para a Igreja de são Francisco. Muitas pessoas tentando vender de tudo ali em volta da igreja, assediando os turistas. Visitamos o interior da igreja e não pagamos nada, mas não fomos na parte paga. Confesso que não visitamos um dos maiores pontos turísticos que são as Catacumbas do Convento São Francisco (me julguem... Não gosto desses passeios mórbidos...) mas vimos algumas catacumbas na visita da Catedral, que foi bem interessante, mas um pouco claustrofóbico.

      Eu queria conhecer a Casa de la Gastronomia Peruana, mas Rodrigo não ficou animado. Andamos mais um pouco pelas ruazinhas do centro e ainda visitamos um mercadinho de artesanato que achamos no meio do caminho. A fome apertou e fomos procurar algum lugar próximo para comer. Convenci o Rodrigo a experimentar o Tanta, que é a versão mais em conta do Astrid y Gastón, também do famoso chef Gastón. Tínhamos visto esse Tanta no shopping Larcomar no dia anterior também, mas não comemos lá, achamos tudo bem caro.

      Entrando no Tanta próximo a Plaza de Armas, confirmamos que era caro mesmo, cada prato em torno de 40 soles! Mas resolvemos experimentar. Perguntamos ao garçom se os pratos eram para duas pessoas. Não eram, mas eles poderiam “dividir” um prato em duas porções menores. Aceitamos e pagamos pra ver. Pedimos Lomo Saltado. Cada prato nosso veio uma porção menor do que o prato geralmente vem (comparei olhando o prato dos outros clientes), mas como as porções são normalmente bem servidas, acabamos comendo bem, ficamos satisfeitos! E estava muito bom, apesar do molho que acompanha a carne ser bem temperado! Pedimos Inca kola para experimentar e ainda pedi um suspiro limeño para experimentar também e gostei bastante (apesar da consistência ser diferente do que eu achava que seria). Gastamos 78 Soles no total.

       Estávamos alimentados e a minha idéia era visitar o Museo Larco à tarde. Pedimos um Uber e rumamos para o museu, que parece ser um tanto distante da parte mais turística da cidade. Passamos em locais que pareciam bem humildes e ficamos comparando com alguns bairros do Rio de Janeiro. Gastamos em torno de 12 soles no uber. Chegando ao Museu, tem uma rampa bem grandinha para acessá-lo e em seguida, a casa lá em cima. Eles têm um bebedouro com água com rodelinhas de laranja para os visitantes e adorei a ideia. O ingresso foi bem caro, 30 soles cada um, mas o Museu é muito interessante e fiquei encantada com a visita! Como bebi bastante água de graça, achei que economizei na água e gastei no ingresso (hehehe, que vergonha isso, não?!). Esse museu me lembrou bastante o Museo Del Oro em Bogotá, e conta toda a história dos Incas e as regiões onde habitaram. Achei que iríamos visitar tudo rápido, mas como sempre, demoramos um bocado olhando tudo e ficamos cansados. Em uma parte “anexa”, cruzando um jardim central da casa que é o museu, fica a exposição das peças que são representações sexuais... e essas são um tanto divertidas!

      Nessa hora meu celular deu pane e começou a cair a bateria vertiginosamente. Resolvemos voltar para o hotel de uber novamente (custou 18 soles pra voltar), pra ligar o celular na tomada e recarregar. Encontramos um Pizza Hut grande próximo ao Shopping Larcomar e fomos lá lanchar e desfazer a impressão ruim que ficamos da pizza minúscula que Rodrigo comeu no shopping. Pedimos uma grande para dividir e dessa vez contávamos com mais sabores para escolher! E foi lá que tivemos uma ótima surpresa! O garçom falava espanhol muito rápido, mas conseguimos conversar com ele e responder coerentemente às perguntas.  Brinquei com ele que falava rápido e ele brincou com a gente algo do tipo que ele não entendia o português quando falávamos rápido também. Deu um orgulho por estarmos treinando bem o espanhol da gente, sabe?!

      À noite novamente fazia muuuito frio lá, mas dessa vez estávamos melhor agasalhados! Depois da pizza descansamos porque o dia foi intenso e no dia seguinte tinha mais visitas!

      No dia seguinte acordamos e pegamos um uber (em torno de 8 soles) e fomos para um sítio arqueológico chamado Huaca Pucllana. São ruínas pré-incas, as visitas são guiadas em espanhol ou inglês e custa 12 soles a entrada. Existe a Huaca Pucllana e a Huaca Huallamarca. Alguns dizem que as duas se complementam e outros dizem que é mais do mesmo. Resolvemos visitar só a que era mais "perto" de onde estávamos hospedados e gostei bastante! A fila para comprar a entrada estava bem grande e achei que iria demorar bastante, mas foi rápido, a próxima visita em espanhol estava começando assim que entramos e foi tudo bem dinâmico e interessante.  Ficamos encantados com a visita, achamos tudo muito interessante e bem organizado! Só uma coisa que não tinham falado com a gente antes é que ficamos muito empoeirados. Nossos tênis e barra das calças era só areia no final do passeio! Vão preparados!

      Foi lá também que compramos a água mais barata de toda a viagem, que custou somente 1,50 Soles na máquina!

      Ao terminar a visita, fomos procurar um restaurante próximo para comer, mas todos que encontrávamos eram bem caros. Vimos um italiano que era caro... Andamos mais um pouco até um que era a mistura de restaurante chinês e peruano (as famosas Chifás) que tinha visto recomendado em blogs de viagem (não lembro o nome do restaurante agora), mas chegando lá demos uma olhada geral no cardápio e vimos que os preços de cada prato eram mais de 50 soles... desistimos. Pegamos um outro uber até o shopping Larcomar (7,50 soles) e resolvemos almoçar em uma chifá no shopping mesmo, só que essa chifá era uma cadeia de fast food... mas estava gostosinho também e foi mais barato, gastamos em torno de 30 soles nós dois.

      Após comer, fomos passear mais um pouco. Nossa ideia era ir passeando tranquilo à “beira mar” (só que o beira mar deles é em cima da falésia, o mar fica lá embaixo), e visitar a série de parques que ficam um atrás do outro nesse caminho, que se chama Malecón de Miraflores. Eu tinha separado algumas coisas que queria conhecer: O Parque Del Amor, o Farol, o parque Maria Reiche... Saímos do shopping e fomos andando tranquilos. Os parques são todos muito bem arrumadinhos e limpinhos. As pessoas levam suas crianças e seus cachorros para passear. O Parque Del Amor é um dos primeiros e é bem movimentado de turistas e de vendedores. Seguimos adiante e passamos por áreas arborizadas e lindinhas, quadras de tênis, pelo farol, por mais parques com brinquedos para as crianças, pela pista de parapente... bem, agora só faltava o parque Maria Reiche, que tem a decoração com as flores que lembra as linhas de Nasca... mas onde está?!

      De onde estávamos, olhávamos mais adiante e parecia que os parques tinham menos gente circulando... tinha umas obras acontecendo próximo e ficamos com um certo receio de continuar e nos darmos mal. O Google apontava que era ali (depois descobrimos que tinha um colégio chamado Maria Reiche ali)... como já estávamos cansados, resolvemos voltar. Por mim voltaríamos à pé novamente, mas Rodrigo reclamava muito que seus pés doíam e queria voltar de uber. Pegamos um uber de volta para o hotel e custou em torno de 7,50 soles.

      Chegando no hotel fomos descansar um pouco e acabamos pegando no sono. A ideia era conhecer o Circuito Magico del água no Parque de La Reserva. Acabamos rumando para lá um pouco depois do que imaginávamos, para depois comer alguma coisa. Ficamos com medo de deixar para outro dia e acabar perdendo a visita. O uber custou em torno de 13 euros para lá e o caminho foi bem comprido. O ingresso acho que foi 10 soles para cada.

      Chegando lá, achamos que era pequeno, mas qual não foi nossa surpresa com o tamanho das fontes e a quantidade de água! E são várias fontes, cada uma com  design diferente e cores e músicas, tudo bem legal. Muitas crianças brincando, tem até um parque de diversões lá dentro também.

      Visitamos todas as fontes que víamos e tiramos fotos com todas. Algumas fontes são interativas. Existe uma que é um túnel que podemos entrar e não nos molhamos. E outra, que quando a água abaixa, conseguimos andar até o meio e ficar lá dentro assistindo o show das águas sem nos molharmos (teoricamente) e quando a água abaixa de novo, saímos de lá.

      Bem, eu fiquei um tempo ganhando coragem para entrar nessa fonte, pois não preciso nem dizer que estava muito frio e eu não queria me molhar pra ter que passar mais frio depois, né ?!  Quando ganhei coragem e entrei, descobri que nessa fonte a água que vem de cima não molha a gente, mas quando ela bate no chão (que tem uma grade de ralo), ela respinga e molha a barra da calça e o sapato da gente todo. Concluindo: fiquei com os pés todos molhados e passando frio! O Rodrigo ia depois de mim e acabou desistindo, para não passar frio também. 😟 Depois disso, resolvemos ir embora e nesse momento foi um pouco difícil de pegar o uber, pois tinha muitos táxis em volta da saída do parque, mas conseguimos e o uber custou 12,50 soles.

      Fomos para a La lucha Sanguchería Criolla novamente comer os gostosos sanduíches com o maior prazer, de novo.

      Esse dia também foi intenso: nos empoeiramos de manhã e nos molhamos de noite... Mas descansamos para no dia seguinte passear mais.

    • Por FelipeMendes
      Salve, pessoal! Segue um relato de uma viagem breve que eu e minha esposa fizemos ao Peru agora na primeira semana de setembro, aproveitando uns dias livres que conseguimos. Foi tudo decidido muito rápido, mas acho que funcionou bem, pois pegamos dicas de amigos que tinham ido e que nos ajudaram bastante a decidir o que fazer.
      Passagens 
      Compramos as passagens no Submarino Viagens por pouco mais de R$ 1.500 por pessoa, com exatamente um mês de antecedência (compra em 1º de agosto, início da viagem em 1º de setembro). Em outros dias e horários conseguiríamos preços um pouco melhores - não parece ser impossível ir por R$ 1.300. Mas também pode sair mais caro (voltamos no sábado; se fosse domingo, passaria de R$ 1.700). Todas as pernas eram pela Latam, exceto a Lima-Cusco, que foi pela Peruvian.
      A compra não foi confirmada no cartão, e tive que ligar para o Submarino para confirmar. Não sei sei por erro, forma de compensação ou algo parecido, mas eles nos alocaram na classe executiva na ida. Experiência nova e muito positiva.   Câmbio Como tínhamos dólares guardados e lemos muitos relatos de pessoas que falaram que não valia a pena levar real (valia mais fazer câmbio de dólar aqui e refazer lá), decidimos levar. Em média o câmbio fica entre 3,25 e 3,30 soles por dólar (exceção ao primeiro câmbio que fizemos, no aeroporto de Lima, para ter algum dinheiro para chegar à cidade. Lá foi muito pior, foi coisa de 3,05, talvez menos).   Transporte Em Lima usamos transporte público (Metropolitano) quando fizemos um deslocamento maior. Barato, rápido e seguro. Do aeroporto para Lima fomos de táxi (40 soles). De Lima para o aeroporto, de van da Quick Llama (15 soles por pessoa). Em Cusco, contratamos transfer junto ao cara que nos vendeu os passeios para ir e voltar do aeroporto (15 soles cada perna). De resto, só andamos a pé ou nos veículos dos passeios.   Hospedagens Em Lima ficamos no hotel Suítes Larco 656. em Miraflores. Excelente localização, ótimo café da manhã, quarto limpo e amplo, cama e banheiros muito bons. Nada a reclamar. Recomendo bastante. Pagamos R$ 394 para as duas diárias (preço final em reais, sem IOF, reservado pelo Hoteis.com).   Quando chegamos a Cusco, ficamos no hotel Casona Quera. Também altamente recomendado. Pertíssimo da Praça de Armas. É um hotel simples (realmente é uma "casona"), mas limpo, com camas confortáveis, banheiro bastante ok, café da manhã bastante decente. Ainda ficamos em um quarto que tinha uma sacadinha, bem bacana. Pagamos R$ 257 para duas diárias, também pelo Hoteis.com - mesmo esquema, sem IOF.   Em Aguascalientes (Machu Picchu Pueblo) ficamos no Hostal Dalila. Como a cidade é simplesmente um dormitório, não colocaria nenhum problema nele. É extremamente simples e sem café da manhã. Porém, minha esposa achou sujo. Alguma coisa caiu debaixo da cama e estava cheio de poeira quando ela foi pegar. Além disso ela ficou com a impressão de que os lençóis não estavam muito limpos. Não recomendo, portanto. Pagamos US$ 20 (em dinheiro vivo na chegada) para uma diária. Reservamos pelo Booking.com.    Voltando a Cusco, ficamos no Hatun Quilla, pois quando reservamos o Quera estava muito caro para estes dias. Também recomendo bastante. Mais um lugar simples e honesto, com cama ótima, banheiro decente. Perto da Praça de Armas, também. O quarto era bem amplo, com decoração simpática. O único porém é o café da manhã, que é bem mais ou menos: só pão, manteiga, geleia, café, chá e suco (refresco). Nem uma frutinha pra contar história. Reservamos pelo Booking e pagamos no próprio hotel (US$ 59 para duas diárias, pagamos com cartão de crédito).   Passeios em Cusco Muita gente falou para não contratarmos os passeios no Brasil, e sim pesquisarmos por lá, já que há dezenas de agências. Preferimos adiantar, já que tinha boas referências de preços, e não me arrependi. Ganhamos um bom tempo e tenho certeza de termos pagado preços justos. Se não foram os mais baratos, foi bem perto disso. Fechamos tudo com a Mapis Explorer, empresa do Ronald. Ele é extremamente atencioso e atende por Whatsapp: +51 976 919 696. Nos posts relativos a cada dia escrevo os preços de cada passeio.   (Todas as fotos deste post foram tiradas com meu celular, um iPhone 5S. Portanto, são fotos ruins, mas é só pra dar uma ideia)
    • Por Ane_rb
      Boa noite! 
      Estou indo viajar com meu noivo para lima dia 16, onde ficaremos 2 noites, 16 e 17, e iremos dia 18 para cusco e voltaremos para lima dia 25 de outubro as 5 estaremos voltando para lima e depois SP. 
      E por enquanto estamos meios perdidos quanto ao roteiro, e menor custo para melhor aproveitar nossa estadia. Estamos por enquanto seguindo o roteiro do "Vai por mim" -  viaje na viagem. Ele indica para visitarmos o centro historico de lima, Museu larco, e de noite ir no bairro barranco, huaca Pucllana, Malecon de mira flores, circuito magico da agua. Tem algo que vocês excluem? Incluem? Hoteis que ficaria melhor e mais barato? Ou airbnb? Hostel? 
       
    • Por Dalberto Duro
      DE MACHU PICCHU AO SALAR DE UYUNI EM 15 DIAS.



      Por Dalberto Duro e Daniele Salvalagio

      Julho, 2017.



      Uma viagem com data de inicio em março de 2017, quando comprei minha passagem rumo ao Peru e Bolívia, data de embarque foi dia 30 de junho com retorno no dia 14 de julho. Vim planejando essa viagem desde o inicio do ano, roteiros, blogs, coletei o máximo de informações possíveis assim como todo viajante de primeira viagem faz, o que levar, cultura local, valores, aonde ir... Porém na prática tudo se intensifica ainda mais, e o orçamento se mostra extremamente útil. De início eu iria partir num mochilão sozinho, eu, minha mochila, minha barraca e Deus no comando, eis que começaram a aparecer interessados, meu primo, um casal de amigos e minha namorada, porém meu primo teve que desistir em cima do laço, então partimos para a aventura em dois casais.

      A ideia inicial sempre foi de conhecer Machu Picchu e o Salar de Uyuni, então montei um roteiro no qual me possibilitasse isso, com muitas pesquisas de passagens aéreas, vendo as datas na qual eu estaria de férias, consegui montar um roteiro de viagem que iniciaria em Cusco, passando por Aguas Calientes, retornando a Cusco, e seguindo para Copacabana, para enfim terminar em Uyuni.

      Abaixo colocarei os gastos totais, despesas e a quantia em dinheiro que levamos possivelmente isso ajudara alguém em seu orçamento numa possível viagem a esses destinos.

      (todos os valores do orçamento e dos gastos valem por duas pessoas, no caso, meu e da minha namorada).



      ORÇAMENTO PARA A VIAGEM:

      R$ 3.000,00 (CASAL) = U$ 882,00

      + U$ 37,00 (doações de familiares)

      U$ 882,00 + U$ 37,00 = U$ 919,00



      GASTOS ANTECEDÊNTES:

      - passagem aérea POA > CUSCO / SANTA CRUZ DE LA SIERRA > POA= R$1.300,00 + R$ 1.700,00 = R$ 3.000,00 – Empresa AVIANCA

      - passagem áerea UYUNI > SANTA CRUZ DE LA SIERRA = R$ 374,00 + 374,00 = R$ 748,00 - Empresa AMASZONAS

      - ingressos Machu Picchu: R$ 208,00 + R$ 208,00 = R$ 416,00

      - Ajuda na gasolina/ pedágio (ate POA): R$ 132,00

      - Estacionamento para 14 dias em POA prox. Ao aeroporto: R$ 124,00.

      + taxas no cartão de credito do comprador.











      CÂMBIO no PERU:

      Total: U$ 170,00 = Soles 540,50

      Cota máxima a 3,23



      CÂMBIO na BOLIVIA:

      Total: U$ 175,00 = Bs 1.169,50

      Cota máxima a 6,85

      Total: R$ 350,00 = Bs 675,00

      Cota máxima a 1,95



      Obs.: ATENÇÃO ao trocar as notas, notas de Dolar com a inicial em CB B2 dificilmente você conseguira trocar no Peru e Bolívia.

      - Casas de cambio não trocam notas de U$ 1,00.





      DIA 1 (29.06.17)

      Saímos de Itapema/SC conforme o combinado, as 16h30, viagem tranquila pela BR 101 e freeway chegando em POA as 22h30, deixamos o carro no estacionamento já reservado com antecedência, e fomos levados ate o aeroporto Salgado Filho. Madrugamos nos banquinhos do aeroporto ate a hora do voo (6h30).

      GASTOS: cafezinho R$ 9,00



      DIA 2 (30.06.17)

      Chegada em Lima no Peru as 9h30 no horário local (2h a menos de Brasília), ficamos 5h no aeroporto por conta da conexão do voo ate Cusco.

      Pegamos o avião as 14h30 para enfim duas horas depois aterrissarmos em Cusco. Na chegada, já tivemos a primeira impressão em relação a folha de coca, que ela seria muito útil, pois fomos recepcionados com a mesma, já logo metendo na boca pra sentir qual é a dela. No lado de fora, taxista não falta, ofereceram 30 soles até o nosso hostel, eis que a Dani grita "5 soles", e um individuo, no impulso levanta a mão e ganhava novos clientes, então a dica é, pechinchar da resultado!

      Tivemos a sorte de o taxista, Luan, ter uma agência de turismo, a Luan Travels, então ele nos levou até o Hostel Sol Imperial(reservamos pelo ebooking) e depois a sua agência, nosso propósito era pesquisar em varias agências os valores dos pacotes, mas acabamos conseguindo fechar todos nossos roteiros planejados (Humantay Lake, Vinicunca, Vale Sagrado, ida e volta até Aguas Calientes, e a passagem de ônibus de Cusco para Copacabana, na Bolívia) por um valor muito bom, U$ 150,00 por pessoa, incluso o café da manhã, almoço e um guia em espanhol. Como já havíamos pesquisado na internet alguns valores, então este preço ficou abaixo do que tínhamos visto. Resolvido essa questão do Tur, fomos fazer uma primeira janta em Cusco, conhecendo a linda Plaza de Las Armas, ao lado encontramos uma pizzaria, Don Marcelo, pedimos duas pizzas médias e mais a famosa Inca Cola, bem parecida com a laranjinha no Brasil, não tomamos cerveja porque estava muito caro. Por fim terminamos a noite dando uma volta na Plaza e voltamos para o hostel. Lugares para jantar é o que não falta nessa região, porém o negócio é pesquisar preço, como não queríamos gastar muito, pizza foi a melhor solução para o momento!



      DICAS:

      1- Troque o menos possível na casa de câmbio dos aeroportos, é mais caro.

      2- Pechinchar com os taxistas é lei de sobrevivência.

      3- Recomendadíssima a agência de turismo em Cusco Luan Travels. Cumpriram com todo o combinado e além de tudo ele fala muito bem o português!

      4- Compras de artesanatos com as "tiazinhas típicas" nos arredores da Plaza de Armas sai muito mais barato do que comprar nas lojas, compramos até em R$. São ótimas para negociar.



      Link no facebook e numero do whats app do Luan Travels

      http://https://www.facebook.com/profile.php?id=100013806961975

      +51 950 590 055 – Luan



      GASTOS:

      - Tour (incluso transporte, alimentação e guia) por pessoa U$ 150,00

      - Pizzaria S 29,00 por casal

      - Toucas peruana, 2 unid. S 14,00

      - Padaria S 10,00



      DIA 3 (01.07.17)

      No primeiro dia de tour, fomos conhecer o Vale Sagrado, saímos as 6h40 do Hostel, pegamos um ônibus com vários turistas e locais, a guia foi a melhor possível, explicou tudo. O primeiro local de visita foi a cidade de Chinchero, lá conhecemos as mulheres típicas da região, onde produzem seus artesanatos a moda caseira mesmo, muito bacana, lá compramos algumas lembranças e casacos feitos de lã de alpaca.

      Depois fomos conhecer as ruínas de Morais, que eram usadas para a agricultura, uma arquitetura muito vista pela região, depois fomos até as Salinas de Maras, mas acabamos não entrando para ir conhecer de perto pois tem que pagar S 10,00 para entrar, porém ficamos aguardando na recepção e podemos apreciar a vista das Salinas. Depois fomos almoçar na cidade de Ollantaytambo, em um restaurante muito bom, buffet livre, que já estava pago (pelo Tur), pós almoço a gente conheceu as ruínas de Ollantaytambo, lugar lindo, cheio de história. Pisac foi outra cidade com ruínas que passamos, e para encerrar o 1º dia passamos em um local onde são produzidos joias de prata, compramos pequenos pedaços de pedras extraídas em Machu Picchu, e por fim retornamos para Cusco por volta das 20h.

      Vale muito a pena fazer esse Tur pelo Vale Sagrado, em cada lugar visitado uma nova história, uma nova cultura, uma nova lenda aprendida e sem contar as fotos maravilhosas que podemos tirar para guardar na lembrança.



      GASTOS:

      - Dois casacos de lã de alpaca em Chinchero S 100,00

      - Dois lenços de lã S 20,00

      - Milho Roxo + bala de coca S 8,00

      - Pedras S 7,00

      - Mercado S 24,00

      - Souvenir S 15,00

      - Garrafinha conhaque S 10,00

      - Bebida no almoço S 10,00



      DIA 4 (02.07.17)

      O dia começou cedo, as 4h30 estávamos a espera da van para nos levar ao Humantay Lake, uma laguna a mais de 4 mil metros de altitude, aos pés dos Andes, partimos durante 5h até o local, mas no trajeto já ficamos deslumbrado com as paisagens, curvas acentuadas, e também vimos o pessoal que parte para a trilha Inca de 3, 4 dias ou mais, interessantíssimo para a próxima vinda ao Peru! Tivemos o café da manhã numa casa local, o café não foi de muito agrado de todos, café frio, e tinha pouco conteúdo, mas vida de mochileiro tem dessas coisas. Em relação à laguna, lugar lindo, uma agua indescritível, pena estar nublado e não poder ver a montanha por traz dela. Digamos que sofrimento foi mais na subida, caminhada curta, mas a altitude pesa muito, caminhada de tartaruga, mas vencida, a trilha levou 1h30. O almoço, ao contrário do café da manhã, rendeu elogios de todos, preparado no alojamento aos pés da trilha, o chef de cozinha ganhou até gorjeta da galera. La conhecemos os primeiros amigos de trip, muito bacana. Voltamos para Cusco às 19h em uma van bem apertadinha, mas o cansaço matou a galera na van.



      DICAS:

      1- Folhas e chá de COCA são fundamentais.

      2- Muita água para hidratar e vale levar um lanchinho para repor as energias após a subida.

      GASTOS:

      - reservado mais uma noite no Hostel Sol Imperial U$ 12,00 (casal)

      - Gorjeta U$ 1,00



      DIA 5 (03.07.17)

      Dia de partir para Aguas Calientes, a van nos buscou as 7h30, mas os motoristas de vans lá no Peru, tem a mania de pegar os passageiros, pararem no posto e ficarem "proseando", então saímos um pouco mais tarde. Depois disso paramos para almoçar e foi na casa de uma família, um dos melhores rangos que comemos, e pagamos barato. Depois de 6h de estrada, onde levamos vários sustos, neblina em desfiladeiros onde não se enxergava 3 metros a frente, e o nosso "motora" acelerando, coração na mão, mas tudo certo. O cara tinha falado que fazia o trajeto todos dias durante 11 anos, então estávamos com alguém que sabia onde estava, sãs e salvos chegamos a Hidrelétrica onde inicia a trilha para Aguas Calientes.

      Chegamos lá meio “zonzos” mas vivos, então começamos a trilha, onde se tem duas opções, ou de trem, ou a pé, e partimos na mais econômica é claro, levamos 3h caminhando pela trilha do trem até Aguas Calientes, fomos bem tranquilos, sem pressa e com peso. Chegamos na cidade já era noite, fizemos o check in no hostel e enfim, um banho, com dificuldade para regular a temperatura, mas conseguimos depois de muita luta! Saímos para conhecer a cidade, nos informamos sobre a trilha e o ônibus para subir até Machu Picchu, e optamos por subir de busão e voltar pela trilha, compramos os tickets próximos ao terminal, bem na beira do rio, depois saímos para jantar.



      DICAS:

      1- Leve pouca roupa para Aguas Calientes, levamos muito mais do que o necessário, deixamos a metade das coisas no hostel em Cusco, mas poderia ter ficado mais.

      GASTOS:

      - almoço S 20,00 (casal)

      - parada na estrada, lanche S 14,00.

      - janta S 46,00 (casal)

      - passagem ônibus para Machu Picchu U$ 24,00 (casal)



      DIA 6 (04.07.17)

      Enfim o dia, mas esperado da trip, era dia de Machu Picchu!

      Decidimos ir para o terminal meia hora antes da saída do primeiro bus, pois queríamos ver o nascer do sol, grande erro, deveríamos ter madrugado na fila, chegamos lá e a fila parecia interminável, e não parava de chegar gente, loucura, mas tudo certo. Começaram a sair os ônibus e a fila vinha encurtando, até que entramos, chegamos lá em cima, na entrada, por volta das 7h, como tínhamos o ingresso de MP + montanha, nosso horário era até as 8h pra subir a montanha. Beleza, entramos, e quando vimos MP pela primeira vez, ficamos cego, era muita energia, sonho sendo realizado, tudo lindo e maravilhoso, fotos, até meditar nós meditamos lá em cima. Mas como nem tudo são flores, não enxergamos a placa para subir a montanha, mas nem nos tocamos nisso, pois achávamos que estávamos lá, por que a vista era aquela, mas fomos nos dar conta que a montanha era em outra trilha quando já passava das 10h, e não nos permitiram subir. Ficamos bem chateados, mas alguns turistas nos deram a dica de uma trilha paralela, onde se tem como destino o templo do sol, caminhamos até lá, realmente, vale a pena, dizem algumas pessoas, que nem é preciso subir a montanha (pago) se for subir essa trilha paralela, por que a vista é muito parecida, bom, passado esse contratempo, a cidade Inca é MARAVILHOSA, inexplicável, só realmente quem esteve lá sabe a energia que tem, meta concluída!

      Saímos de MP era passado meio dia, pois o ingresso só possibilita ficar por lá um turno, retornamos pela trilha, e tiro certeiro ter subido de busão, trilha com escadas altas, levamos 1h30 para descer, imagina subir e de madrugada ainda, complicado, mas vimos pessoas de varias idades subindo e descendo ela, nenhum bicho de sete cabeças. Durante a tarde, conhecemos mais a cidade e fomos as "compras", no outro lado do rio, onde se tem muito mais lojas, tipo um camelô e mais barato. À noite saímos para jantar novamente, e acabamos pagando um pouco mais caro, devido a falta de informação, nos cobraram uma taxa na qual se cobra em todos restaurantes lá, porém não havia sido cobrado na noite anterior em outro restaurante, feito isso, sentamos no banquinho lá na praça principal, cheio de turistas, e tomamos uma garrafinha de pisco com soda, pra finalizar bem o dia.



      DICAS:

      1- Ao entrar em MP, fique atento às placas.

      2- Se quiser entrar bem cedo em MP, madrugue na fila do bus.

      3- Obrigatório trocar o ingresso comprado pela net de MP, na Casa da Cultura, que fica ao lado da praça principal em Aguas Calientes.

      4- Não é obrigado a pegar um guia em MP, não pegamos, mas eles ficam iguais a um urubu na carniça insistindo, mas é de boa você consegue fazer o Tur sem eles, e tem alguns gente boa que se você tem dúvidas eles respondem!

      5- Vale a pena subir até MP de bus, são U$ 12,00, mas você chega inteiro lá em cima, e a descida fica o seu critério. Sem contar que na cidade você vai subir e descer muitooo.

      6- Compras saem muito mais barato no "outro" lado do rio, onde tem varias cabanas tipo um camelô, e da pra pechinchar a vontade.

      7- Consulte se os restaurantes vão cobrar os 10%.



      GASTOS:

      - banana S 2,00

      - compras no "camelô" S 80,00

      - pisco + soda S 6,00 (casal)

      - janta S 52,50 (casal)



      DIA 7 (05.07.17)

      Ultima manhã em Aguas Calientes, hora de voltar para a trilha, acordamos sem pressa, preparamos uns sanduíches com manteiga e queijo, algumas frutas, até porque as frutas lá são vendidas por unidades, o que sai caro. Não conseguimos visitar as aguas termais, uma pelo tempo, mas principalmente pelo valor, que sai S 20,00 por pessoa. Saímos às 10h para a caminhada, para não ter pressa, pois tínhamos que estar lá no ponto de encontro, na Hidroelétrica no máx. as 14h30, pois as vans ficam lá esperando você, e é uma bagunça a chamada que os caras fazem, é todo mundo gritando, correria, turisitada perdida... Bom, na ida fomos com um motorista em uma van, na volta, outro motorista em outra van que nos chamou na lista dele, então muita atenção nessa hora. Durante a trilha, na beira do rio, avistamos algo que não fazíamos ideia que dava pra enxergar, Machu Picchu, lá do alto da montanha. Na ida para Aguas Calientes, iniciamos a trilha por uma entrada, porém descobrimos que se pode iniciar de outro ponto, mais fácil, pois a que a maioria vai tem subidas, e essa é menos intenso, fica logo após as vendinhas na beira do trilho, em frente ao campo sintético à direita. Levamos 2h30 para retornar a Hidroelétrica, foi menos intensa que a ida. Chegamos a Cusco eram 21h, só deu tempo de ir ao hostel tomar um banho e capotar, porque o ultimo dia em Cusco começaria as 3h30.



      DICAS:

      1- ficar atento à chamada dos motoristas das vans na hora de retornar a Cusco, nem sempre é o mesmo motora da ida.

      2- todas as vans começam a sair da hidroelétrica às 15h.



      GASTOS:

      - mercado S 15,00 (casal)

      - dois chapéus S 20,00

      - pagamento das duas noites no hostel U$ 15,00 (casal)

      - fruta nas vendinhas anexa ao trilho S 3,00

      - taxi em Cusco até o hostel S 6,00 (casal)



      DIA 8 (06.07.17)

      O dia em que mais madrugamos às 3h já estávamos de pé, mas a van só nos buscou as 4h no hostel, é dia de conhecermos a Raimbow Mountain, conhecida como Vinicunca, pelas fotos que vimos pela net, estávamos bem entusiasmados, viajamos cerca de 3h até o local que iríamos tomar o café da manhã, lugar aconchegante, café muito bem servido, ficamos bem satisfeito, junto houve uma explicação dos guias que iriam acompanhar toda a galera na subida, haviam mais de 40 pessoas no café, foi explicado todo o roteiro, guias bem atenciosos, e seguimos rumo a Vinicunca. Chegando no início da trilha, existem vários nativos, com cavalos, mulas, que ajudam as pessoas a subirem a trilha, aí já imaginamos onde estávamos nos enfiando, bastante frio e altitude pegando forte, mas era só o início, quem quiser pagar e pegar um cavalo, um nativo vai guiando, por questão de segurança, e durante todo o trajeto, eles passam por você, oferecendo o serviço. Foram pouco mais de 3h até o cume, muito sofrido, realmente chegamos ao limite nesse dia, um carregava o outro, cinco passos no máximo de cada vez. Ao final são 5 mil metros a cima do nível do mar o desgaste realmente é muito grande, principalmente para nós que moramos no nível do mal.. mas não desistimos, persistimos em meio as montanhas, e fomos recompensados ao instante que chegamos lá em cima, foi muita emoção, estávamos a 5.278 metros de altitude, é incrível, de um lado você avista Vinicunca, linda, um arco-íris e do outro lado, os Andes, muita neve nas montanhas, certamente um dia que jamais esqueceremos. Ficamos pouco tempo lá em cima, muito vento, e os guias já estavam retornando, tínhamos que seguir com o grupo, infelizmente, na decida, sentimos também os efeitos da altitude. Retornamos ao mesmo local do café, mas para o almoço, comida muito boa também, porém a Dani ficou mal durante o resto do dia devido a altitude, foi pesado, mas tudo ficou bem ao retornarmos para Cusco. Chegamos já era a noite, e tínhamos a passagem de ônibus para Copacabana já reservada para as 22h30, então nos despedimos de Cusco em uma pizzaria, tomando uma boa cusqueña, cerveja mais famosa na região. Pegamos as mochilas e fomos ao terminal de ônibus, embarcamos em um da empresa Huayruro, muito bom, confortável, e sentamos bem na frente no segundo andar, as pernas agradeciam.



      DICAS:

      1- bastão de trekking ajuda, e muito, em Vinicunca.

      2- folha de coca, e um líquido que os guias passam pra você inalar, são indispensáveis, feito de álcool e ervas.

      3- se tiver dinheiro sobrando, ir de cavalo não é ruim, mas a emoção de subir aquela montanha nas pernas é fora do comum.

      4- sempre peça a cerveja mais gelada, pois eles costumam vender em temperatura ambiente (fria).

      5- se for viajar de Cusco > Copacabana, leve algum alimento e água no bus.



      GASTOS:

      - água S 5,00

      - pizza S 45,00 (casal)

      - acetona, pros "cascos" da Dani S 2,00.

      - balinhas doces pra montanha S 1,00



      DIA 9 (07.07.17)

      As 5h40 da manhã, chegamos a Puno, ainda no Peru, ficamos 1h30 no terminal, para continuar seguindo para Copacabana, vimos o nascer do sol já a beira do gigante lago Titicaca, seguimos viagem já com as folhas da aduana nacional da Bolívia e o registro de entrada (imigração) para preencher. As 11h chegamos na fronteira, descemos para dar entrada no lado boliviano, atravessamos a fronteira a pé, e pegamos o busão no outro lado, lá já fizemos o primeiro câmbio para os bolivianos (Bs), mais meia hora, chegamos em Copacabana, ainda dentro do bus, um tiozinho, entra cobrando a entrada para a cidade, já começa ali mesmo os gastos. Descemos e fomos em direção a praia na beira do lago, a primeira impressão já foi a que ficou, esperávamos mais da cidade turística, sabíamos que na Bolívia seria mais precário, mas não tanto. Enquanto os homens foram dar uma olhada no camping que se encontra lá no canto na orla, as meninas ficaram tomando conta das mochilas, mas optamos por passar a primeira das duas noites em Copacabana, em um hostel, Pizarro, fomos muito bem recebidos, e conseguimos um desconto (algo difícil lá), a programação para o próximo dia seria acampar na Isla del Sol. Demos uma passada em algumas agências, para comprar a passagem de bus para Uyuni, a passagem de barco para a Isla del Sol, e cogitar os valores do tour em Uyuni, fechamos com uma tia que tem uma agência na avenida principal, ônibus e barco no dia seguinte. Em relação à comida, nosso almoço, foi fraco, de certo pegamos o cozinheiro em um mal dia, em um dos vários restaurantes que tem por lá, mas a janta foi recompensada, fomos a outro restaurante, na rua principal, que dá acesso a praia, se chama Waly Suma, esse vale a pena ir, pós isso, conhecemos um pouco da cidade a noite, muita sujeira, e povo ruim de negocio viu, parecem que não gostam de vender.



      DICAS:

      1- Pechinchar na Bolívia é ruim em relação ao Peru

      2- Compre as passagens na mesma agência para melhorar no desconto.

      3- Diferente do Peru, na Bolívia ficamos em "quartos matrimonial", cada casal em um quarto, pelo mesmo valor se fosse os quatro no mesmo quarto.

      4- Se acaso você for fazer o mesmo roteiro, reserve um dia para ficar em Puno, para conhecer as ilhas flutuantes, muito tradicional na região, não nos organizamos para isso, mas lamentamos não ter conhecimo as ilhas em vez de passar um dia em Copacabana.



      GASTOS:

      - entrada na cidade Bs 4,00 (casal)

      - Pringles Bs 20,00

      - mercado Bs 45,00

      - almoço Bs 40,00 (casal)

      - janta + cerveja Bs 75,00 (casal)

      - passagem de ônibus para Uyuni + passagem de barco de Ida para Isla del Sol U$ 42,00 (casal)

      - uma noite no hostel Pizarro Bs 110,00 (casal)

      - souvenir Bs 10,00



      DIA 9 (08.07.17)

      Acordamos no hostel e logo partimos para a orla para pegar o primeiro barco do dia, com saída para a Isla del Sol, em média dura 1h a 1h30, depende do carregamento do barco, como fomos em lotação máxima, durou um pouco mais, chegando na Isla, tivemos uma “surpresinha”, pagar uma entrada na Isla para os nativos, que mal deixam você sair do barco e já te atacam. A entrada da Isla é bem bonita, cheia de árvores e flores, já passa mais confiança do que Copacabana. Tiramos algumas informações sobre a volta no outro dia, e compramos os tickets de volta. Atenção, compre o ticket de volta a Copabana apenas no dia em que voltar, pois compramos com antecedência, e houve confusão entre eles na hora de embarcar, cuidado! Passando esse estresse, tudo maravilhoso na Isla, compramos alguns souvenires, e subimos até o topo, onde dizem ser muito bonito, e realmente, uma das vistas mais bonitas da trip, montamos a barraca bem no topo da Isla del Sol, uma vista panorâmica com visão do lago todo e os Andes ao fundo, ficamos bem ao lado de um “templo” que fazem o ritual local, uma energia muito boa. Para completar, céu azul, pôr do sol e nascer da lua cheia do outro lado, foram mágicos, o frio abaixo de zero a noite foi recompensado por aquele momento. Comemos, bebemos e partiu barraca.



      DICAS:

      1- Nós nos arrependemos de não ter passado as duas noites na Isla del Sol, na nossa opinião, muito melhor do que Copacabana.

      2- Comprem o ticket para voltar a Copacabana no dia do embarque.

      3- Os melhores e mais baratos souvenir ficam na Isla, pelo menos conseguimos pechinchar melhor com as locais em relação à Copacabana.

      4- A comida é mais cara na Isla.



      GASTOS:

      - entrada na Isla del Sol Bs 20,00 (casal)

      - tickets de volta Bs 50,00 (casal)

      - souvenir Bs 40,00



      DIA 10 (09.07.17)

      Acordamos a tempo de ver o nascer do sol, desmontamos as barracas, e nos despedimos daquele lugar lindo. Chegamos lá em baixo da Isla para pegar o barco de volta era 8h foi quando o tiozinho do barco nos disse que não se deve comprar o ticket de volta no dia anterior, mas tudo certo voltamos em um barco sozinhos, onde durou 1h. Chegamos em Copacabana, retornamos ao hostel Pizarro onde tínhamos deixado algumas coisas, e muito simpáticos, os donos do hostel nos deixaram tomar um banho antes de pegarmos o bus para Uyuni, demos um valor simbólico para eles só para retribuir hospitalidade, pois não tínhamos feito outra reserva neste dia. Levamos as bagagens na agência onde compramos os tickets, e saímos para comer algo, voltamos aos Waly Suma, comer uma “hamburguesa” como dizem lá, e depois fomos pegar o bus. Saímos de Copacabana as 13h30, com destino final a Uyuni, porém tendo uma parada em La Paz, cidade louca, ficamos “de cara”, tirando a vista da montanha com neve ao fundo, nada nos atraiu lá, mas também só tivemos tempo de ficar 3h na rodoviária esperando o bus para Uyuni.



      DICAS:

      1- Fique bem atento com suas mochilas/bagagens na rodoviária em La Paz.

      2- Leve papel higiênico com você se for utilizar o banheiro da rodoviária.



      GASTOS:

      - almoço Copacabana Bs 40,00 (casal)

      - souvenir Bs 10,00

      - banho no hostel Bs 5,00 (todos)



      DIA 11 (10.07.17)

      Chegamos a Uyuni com um frio de -5, estávamos virados em uns bonecos de neve, muito frio, o que esquentou foi à receptividade dos vendedores de pacotes para o Salar, eles atacam na hora que você desce do bus, e pechinche sem medo, essa é a hora, de varias mulheres que nos cercavam, uma conversou melhor, e fez um valor atrativo. Fomos até um café com ela para conversar melhor, ela nos levou até sua agência, a Yurajh Tika, que significa flor branca em quéchua, e explicou o roteiro de três dias e duas noites que queríamos, tendo uma variação em relação à maioria, o que gostamos. Fechamos por um bom valor, bem abaixo que tínhamos pesquisado na net e em Copacabana. Esperamos até às 10h, horário que saía o tour na maioria das agências, junto com nos quatro, tinha mais cinco brasileiros, uma chilena e um casal europeu, na qual iriam seis em um jipe e a outra metade em outro. No primeiro dia, passamos no cemitério de trens do sec. XVIII, depois em Colchani para comprar souvenir, onde mais se vê variedades em produtos, sua grande maioria feita de sal, depois saímos para o Salar, nosso guia, Denis, nos levou na parte alagada, pois no inverno não chove, e as partes alagadas são menores, mas valeu a pena, muita loucura você esta pisando no maior deserto de sal do mundo, tiramos fotos e depois fomos almoçar em um “restaurante” de sal no meio do Salar, onde se tem a placa bem grande da corrida automotiva Dakar e a Plaza das bandeiras. O dia seguiu com as fotos em perspectivas no meio do deserto, Isla Incahuasi, a ilha de cactos gigantes, que chegam a medir 10 metros, muito irado, e por fim o pôr do sol lindo no Salar. Após isso fomos para o hotel de sal, que fica em um roteiro deslocado aos demais, no qual só estávamo-nos da agência Yujajh Tika lá, hotel bem aconchegante, e realmente, tudo é de sal, muito legal. Podemos ficar em um quarto “matrimonial” também, o banheiro era compartilhado, e a ducha era quente, pois estava muito frio, a janta foi servida, e que janta, estavam de parabéns.



      DICAS:

      1- A agência Yurajh Tika é uma agência nova em Uyuni, familiar, tudo o que falaram sobre o tour foi realizado, alimentação muito boa, café da manhã, almoço e janta, o jipe 4x4 bem confortável e o guia Denis muito gente boa, nos explicava tudo.

      2- Os souvenires de sal que se compra em Colchani, são muito bonitos, mas o problema é que derreteram tudo aqui no Brasil, os Imãs já não existem mais, uma pena.

      3- Por mais que tenham as refeições no tour, sempre é bom levar uma bolacha, agua, papel higiênico.

      4- Pagamos para entrar na Isla Incahuasi, mas não foi nos pedido o ticket, apenas para o uso do banheiro.



      Link no facebook da agência Yurajh Tika

      http://https://www.facebook.com/Yurajh-Tika-Expediciones-1866163136965638/



      GASTOS:

      - tour de 3 dias e 2 noites com a Yurajh Tika Bs 1.300,00 (casal)

      - mercado Bs 25,00

      - Isla Incahuasi Bs 30,00 (casal)

      - souvenir Bs 27,00



      DIA 12 (11.07.17)

      Acordamos por volta das 7h para tomar o café da manha, saímos para o segundo dia do tour, passando primeiro pela gruta das galáxias, tínhamos que pagar a parte, nós não entramos, mas dizem que é bem legal. Continuamos seguindo o roteiro, e começamos devagarzinho a encontrar neve pelo caminho, até que o deserto de areia se transformou e ficou tudo branco, muito lindo, descemos para brincar um pouco, primeiro contato com a neve, pensa! Continuamos o passeio, passando por algumas lagunas no meio do nada, avistamos vulcões, plantas petrificadas, a famosa Arbol de Piedra, e outras paisagens surreais, além de alguns animais silvestres no deserto. Almoçamos na beira de uma laguna, e tivemos que pagar para entrar na área das lagunas, no fim da tarde chegamos à famosa laguna colorada e depois partimos para o “refugio” onde passaríamos a segunda noite. Quando chegamos lá, era melhor do que imaginávamos, só não tinha calefação no quarto e agua quente, foi sem banho mesmo, fazia muito frio, enquanto jantávamos houve uma apresentação de crianças da região, bem engraçados, e depois fomos dormir, pois o dia seguinte começaria as 5h.




      GASTOS:

      - entrada na região das lagunas Bs 300,00 (casal)

      - gorjeta para as crianças Bs 2,00



      DIA 13 (12.07.17)

      Ultimo dia de tour, mas não começou bem para mim, passei mal durante a noite, diarreia e vômitos, que bom que foi no ultimo dia né! Mas vida que segue alguns remédios para dentro e bora, primeiro ponto a ser visitado foram os gêiseres, estávamos a mais de 4 mil metros de altitude, muito louco e com um cheiro muito ruim, de ovo podre, mas pensa, aquele vapor vem lá do centro da terra... Continuamos a viagem, e passamos nas aguas termais, eu fiquei louco para entrar, mas estava muito mal, deixa para a próxima, o principal ponto turístico do dia era a Laguna Verde, porem não podemos ir, pois com a baixa temperatura ela estava congelada, e não se poderia ver muita coisa, uma pena, por fim começamos a fazer o retorno para Uyuni, passando por algumas lagunas, vilarejos no meio do nada, Denis fez questão de encontrar um medico em algum postinho de saúde para me atender, encontramos um sujeito, injeção tomada, alguns remédios para levar, e segue viagem, chegamos em Uyuni por volta das 17h30, com o efeito dos remédios já estava melhor, podemos dar uma saída para comer algo e ir ao hostel para passar a ultima noite em Uyuni.



      GASTOS:

      - remédios Bs 25,00

      - banheiro Bs 3,00

      - pipoca Bs 6,00

      - uma noite no hostel em Uyuni Bs 120,00 (casal)



      DIA 14 (13.07.17)

      Tínhamos o avião para iniciar o retorno para o Brasil as 8h25, de Uyuni para Santa Cruz de la Sierra, Denis se comprometeu a nos levar, e assim fez, fizemos o check in no aeroporto de Uyuni e pegamos os voo, como tinha escala em La Paz, ficamos apenas 30 minutos no aeroporto, e já pegamos o outro voo para Santa Cruz de la Sierra. Chegamos as 11h30 e ficamos até as 7h30 do outro dia, um chá de cadeira, como estávamos com pouquíssimo dinheiro, não era viável deixar as bagagens em um guarda volumes, e pagar um taxi ou bus para ir conhecer a cidade, iria dar muito gasto, então ficamos por lá mesmo.



      DICAS:

      1- Optamos por comprar uma passagem aérea de Uyuni para SCS pela questão do horário, pois o ônibus levaria 18h e o valor não compensava entre um e outro.

      2- Se for fazer o mesmo esquema de volta (voo) planeje ter um pouco de dinheiro para dar uma volta pela cidade.

      3- O aeroporto de SCS é tranquilo, armamos acampamento lá, em nenhum instante fomos incomodados.



      GASTOS:

      - taxa aeroporto Bs 22,00 (casal)

      - Almoço aeroporto Bs 65,00 (casal)

      - janta Bs 65,00 (casal)



      Dia 15 (14.07.17)

      Depois de 15h no aeroporto de SCS, pegamos o voo para Porto Alegre, com escala em Lima, sendo que iriamos ficar mais 11h em Lima, sendo assim, como já conhecia o aeroporto de Lima, logo pensamos, em Lima podemos dar uma volta, pois o aeroporto é mais próximo da cidade e tem umas lanchonetes no entorno, resposta errada!!! Chegamos as 8h30, horário local, mas como o voo era escala, tivemos que ir direto para a área de pré-embarque, ou poderíamos sair do aero, mas teria que pagar U$ 30,00 por pessoa, e lá se vai mais um chá de cadeira. Mas o pior é que na área de pré-embarque não tem câmbio, e nós sem nada de soles ou dólar, apenas um pouco de real e 21 bolivianos que nos sobrou, sorte que o casal que estava junto com a gente na trip, tinha um pouco de dólar ainda, e deu pra segurar as pontas até a vinda pra POA. Sorte ainda, que encontramos uma loja dentro do aeroporto que tinha amostra de chocolate, já ajudou a sustentar até o voo, depois a galera só estava pelo lanche do avião! Embarcamos rumo ao Brasil as 22h30, chegando a POA as 4h30 do dia 15.



      DICAS:

      1- Se o seu voo for uma escala, tente trocar o dinheiro local em um câmbio antes de entrar na sala de pré-embarque.

      2- Tentei trocar o real por soles ou dólar através de um funcionário do aeroporto, mas ele cobrava uma “propina” para ir ao cambio, já estava com pouco, não rolou.

      3- As mantas da companhia aérea Avianca foram muito uteis na nossa trip, vale a pena pegar pelo menos uma.



      GASTOS:

      - lanche e agua no aeroporto em Lima U$ 11,00



      E essa foi a nossa primeira trip de mochilão. Esperamos que nosso relato ajude mais mochileiros a desvendar esses lugares incríveis do Peru e Bolívia.

      Hasta Luego!!!!!
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