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MÉXICO (SET/OUT - 2017) - Histórias, fotos, gastos... e terremotos

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Salve galera mochileira, estou aqui mais uma vez pra compartilhar com vocês outra viagem minha, dessa vez o destino foi o México, a viagem foi entre 17/09/17 e 11/10/17. Por conta da minha vida corrida não tive tempo de fazer o relato antes, então conforme for escrevendo vou postando aqui.

Antes de começar o relato, eu vou colocar algumas informações básicas como hospedagens, alimentação, transporte e afins, assim quem tiver interessado apenas nisso não precisa depois perder tempo lendo todo o relato.

 

ROTEIRO

 

O roteiro final acabou sendo o seguinte:

 

São Paulo - Panamá / Panamá - Cidade do México

Cidade do México - 5 dias;

Oaxaca de Juarez: 2 dias;

San Cristobal de Las Casas: 3 dias;

Valladolid: 2 dias;

Tulum: 2 dias;

Playa del Carmem: 3 dias;

Cancún: 5 dias;

Cidade do México: 1 dia.

Cidade do México - Panamá / Panamá - São Paulo

 

PASSAGENS AÉREAS

As passagens aéreas, após muita pesquisa, comprei pela Copa Airlines (direto no site deles), tanto a ida quanto a volta tinha conexão no Panamá, saiu R$ 1440,00 parcelados em 5 vezes.


ALIMENTAÇÃO

Na Cidade do México comi muito na rua, a variedade de carrinhos e barraquinhas de tacos e outras coisas é enorme, e é bem barato, uma porção com 5 tacos variava entre 35 e 45 tacos, comer em restaurante também é de boa, procurem os que tem “comida rápida”, o preço médio é entre 50 e 65 pesos, dá pra comer bem.

Com relação à pimenta não precisem se preocupar, pois na maioria das vezes ela vem separada da comida pra você colocar, e quando vem junto eles avisam que “pica”, portanto quem não gosta pode ficar tranquilo. Claro que às vezes rola umas “pegadinhas” :oops::oops:, mas dá pra sobrevivier (se tiver dúvida, pergunte antes e cuidado com o “pica poco”, é tipo um russo falando que faz pouco frio na Rússia).

Existem muitas coisas gostosas pra se comer no México, aconselho experimentar tudo, vou colocar abaixo algumas informações de comidas que podem encontrar por lá, algumas provei outras não por esquecimento (tipo, depois vou provar isso, e acabava esquecendo).

Torta de pastor: ao contrário do que o nome sugere, é um sanduíche feito com uma carne que lembra o nosso churrasco grego, é bem gostoso e tem no país todo. (PROVEI)

Conchinita Pibil: é um prato feito com carne de porco encontrado no estado de Yucatán. (NÃO PROVEI)

Gorditas: é um tipo de salgado recheado com queijo ou carne, a massa dela é a mesma da tortilha. (NÃO PROVEI)

Mole: mole é um tipo de molho encontrado facilmente no México, existem vários tipos, o mais popular é o mole poblano, ele é feito com chocolate e pimenta, inclusive existe uma receita de frango, o chamado “pollo ao mole poblano”, por incrível que pareça é bem gostoso (e eu não curto essa paradas agridoces). Pra se ter uma ideia, a guacamole é um tipo de mole. (PROVEI)

Chamoy: é um tipo de molho ou condimento, sei lá, muito comum no México, se usa em doces, sucos, e até existe uma versão da famosa michelada feito com chamoy. Tem também um tipo de raspadinha chamada chamoyada, muito popular por lá. (PROVEI)

Esquites: é o milho cozido misturado com queijo, sal, pó de chile (pimenta) e suco de limão, é servido num copo. (NÃO PROVEI)

Elotes: é uma espiga de milho grelhada coberta com maionese ou manteiga, leva pimenta em pó e queijo em cima. (NÃO PROVEI)

Marquesita: não confundam com a Bruna (ba – dá- tum), é um doce que existe na região de Yucatán , é uma espécie de crepe enrolado em canudo com recheio, que você pode escolher, é muito bom, recomendo o de Nutella com queijo bola (um tipo de queijo comum por lá). (PROVEI)

Água: se você não curte água com gás (como eu), essa dica é importante, no México, quando for comprar água, olhe o rótulo e veja se é mineral ou purificada, a mineral é a com gás e a purificada é a normal. Por não saber, tive que beber 2l de água com gás.

Água de jamaica: água é normalmente como chamam os sucos por lá (tem também os licuados, mas não entendi bem a diferença, e só tomei as águas), e um dos mais populares é a água de jamaica, que nada mais é um tipo de hibisco encontrado facilmente no México, tem uma coloração roxa. Existem várias bebidas feitas com jamaica, desde sucos, vinhos e até refrigerante. (PROVEI, tanto as águas quanto o vinho de jamaica)

Refresco: é como chamam refrigerante no México, diferente dos outros países onde é gaseosa.

Horchata: é uma bebida feita com arroz e amêndoas, não é alcoólico. (NÃO PROVEI)

No México é muito comum uns mercadinhos que lembram muito as nossas lojas de conveniência de postos de gasolina e tem várias redes, as mais populares são a Oxxo (que existe também na Colômbia) e a Seven Eleven, dá pra comprar algumas coisas básicas, mas são bem mais caras que um mercado convencional, elas quebram apenas o galho quando não tiver mercado por perto. Sugiro o cachorro-quente do Oxxo, chamado Vikingo, rola uma promoção 3 vezes por semana (um dos dias é sábado) que são 2 por 30 pesos mais um refrigerante de 600 ml.

 

SEGURANÇA

Particularmente não tive problemas com segurança no México. Na Cidade do México, pelo menos na região central era uma média de uns 5 policiais por esquina, sem exagero (em algumas tinha menos e em outras mais), nas cidades do interior também caminhava de noite numa boa. Claro que furtos e roubos existem, basta tomar os mesmos cuidados que você tomaria se estivesse em uma grande metrópole aqui que nada acontecerá por lá.

 

TRANSPORTE

Na Cidade do México dá pra se deslocar de metrô, Metrobus, trem ligeiro, além de táxi e UBER. O metrô tem 9 linhas que ligam a vários pontos da cidade, o Metrobus é uma espécie de ônibus com corredor próprio e tem uma cara de metrô, pra quem já foi a Bogotá, na Colômbia, lembra muito o Transmilênio. UBER e táxi não cheguei a usar mas dizem funcionar bem e ser barato.

Nas cidades do interior não usei transporte público porque as cidades costumam ser pequenas e dá pra fazer tudo a pé, em Oaxaca usei micro-ônibus para ir até Monte Albán, em San Cristobal usei van para ir e voltar de San Juan Chamula e em Valladolid usei van e ônibus pra ir e voltar de Chichen Itzá.

Os deslocamentos entre cidades são feitos pela empresa ADO (lê-se “a-dê-ó”), que é a empresa que monopoliza o transporte no México, existem outras companhias como OCC, ADO Platinum, ADO Gl, AV, entre outras que pertencem a rede ADO. Todos que peguei, mesmo os mais baratos (sim, existe variedade de preços) eram confortáveis, alguns tem até carregador de celular. Recomendo baixar o aplicativo da empresa, inclusive se comprar antecipado (tanto pela Internet quanto pessoalmente no guichê), em alguns casos sai mais barato que comprar no dia. Eles cobram uma taxa de 9 pesos junto com a passagem.

Também existem transportes mais baratos, como vans (pelo menos no litoral tinha e eram mais baratos que os ADO's), mas não cheguei a testar nenhum.


HOSPEDAGEM

Eu fiquei nos seguintes hostels:

Cidade do México: México City Hostel, localizado próximo ao Zócalo (principal praça da cidade), bem no Centro Histórico, próximo da estação Zócalo do metrô. É um prédio onde os quartos ficam no 3º e 4º pisos, a cozinha e o refeitório no 2º piso e no térreo fica a recepção, onde vendem algumas bebidas como cerveja, água e refrigerante e também adaptadores de tomada. Tem café da manhã incluído, aliás, um dos melhores que tive, é bem sortido, tem suco, café, água quente e sachês de chá, iogurte, frutas cortadas (melancia e melão), cereal, e mais alguma comida feita no dia, tipo ovos mexidos, tacos no molho (é bem apimentado, pra quem não curte, fica a dica). A cozinha é grande, tem WI-Fi (nos quartos pega meio fraco) e tem lockers individuais nos quartos. Os banheiros são separados: os chuveiros ficam em um e os sanitários ficam em outro, e os masculinos ficam no 3º piso e os femininos no 4º.

Oaxaca: Iguana Hostel, fica bem no centro, é uma casa comum, meio velha por fora e não tem identificação, mas por dentro é bem legal, assim que passa a recepção tem um espaço bem grande com almofadas no chão, umas redes e mesinhas, a cozinha é bem grande e talvez uma das mais equipadas que já vi, os quartos são bem espaçosos e nas camas tem tomadas e uma luminaria individual em cada cama, o banheiro tem lugar dentro do box pra colocar roupa, toalha, itens de banho. Tem também uma churrasqueira e uma área que fica na parte de trás, subindo uma escadaria. Não possui café da manhã mas você usar a cozinha pra fazer o seu.

San Cristobal de las Casas: também fiquei no Iguana Hostel (é da mesma rede do de Oaxaca), são duas casas que ficam separadas por uma enorme praça, em uma ficam alguns quartos e a cozinha, que fica na parte de cima. Na outra casa fica a outra parte do hostel, onde tem mais quartos e um bar (que só funciona aos finais de semana), não sei se tem cozinha lá também. No café da manhã você ganha uma espécie de panqueca doce bem gostosa e dá pra usar a cozinha pra fazer algo. É bem localizado (até porque a cidade é pequena então tudo acaba sendo meio perto).

Valladolid: Tunich Naj Hostel, vi muita gente recomendando e resolvi apostar, é uma casa bem grande, o quarto coletivo fica ao lado da recepção, é bem grande, os banheiros ficam nos fundos (tem saída pelo quarto), a cozinha também é externa, fica bem localizado (mesmo caso de San Cristobal). No primeiro dia você ganha um café da manhã de cortesia. O dono e os funcionários são muito simpáticos.

Tulum: Nativus Hostel, é um grande casarão com uma cozinha não muito grande, uma enorme sala, os quartos ficam no andar de cima e tem ar condicionado. Tem um único banheiro interno e os outros ficam do lado de fora, próximos da piscina, tem café da manhã incluso, com pão de forma (tem uma torradeira se quiser usar), manteiga, geleía, cereal, café e água quante para fazer chá. O único problema é que se chover muito a rua enche (não chegou a alagar totalmente, mas na esquina tinha que desviar do pequeno lago que formou). Localização também é boa, próximo do terminal e de mercados.

Playa del Carmem: Enjoy Playa Hostel, fica há uma duas quadras da 5ª Avenida (a principal da cidade), é por andares: a recepção, a cozinha (que é bem apertada) e o bar ficam no térreo, os quartos e os banheiros no andar de cima e tem um terraço com refeitório e redes. O café da manhã é simples mas bom: café, chá, frutas, pão com manteiga ou geleía e cereal. O staff é ótimo e a localição boa, perto de tudo, inclusive se caminhar umas ruas pra trás tem um Wallmart gigantesco.

Cancún: Mermaid Hostel, fica no centro da cidade, tem um grande mercado próximo e andando um pouco tem um enorme Wallmart. Também não é muito longe da rodoviária, e andando duas quadras tem o ponto onde pega os ônibus que vão para a praia. O hostel tem uma enorme sala, a cozinha é razoável, no café da manhã eles disponibilizam os ingredientes para cada um fazer o seu (pão de forma, café solúvel, chá, leite, cereal manteiga, geléia, ovos, alguns temperos, tem chaleira, torradeira). Os quartos têm ar-condicionado e banheiro interno, tem uma área externa com redes.

No geral, não tenho nada a reclamar de nenhuma hospedagem do México, mas sempre pesquiso bastante e usei o Booking para fechar todas as reservas, além de pegar umas ofertas ainda tenho pontos que me dão mais vantagens em futuras reservas.


LEMBRANCINHAS

Melhor lugar pra comprar lembrancinhas é na Cidade do México, os preços são melhores, recomendo os mercados La Ciudadela e San Juan (San Juan tem dois, o normal e o de lembrancinhas, esse fica na Ayuntamiento, em frente a bodega La Europea). No restante do país também é possível encontrar bastante coisas, mas os preços em geral são mais altos (se pesquisar direito talvez até ache algo mais em conta).

Em relação a bebidas, se for comprar mezcal, compre em Oaxaca, é mais barato e tem mais variedades, recomendo também o vinho de jamaica em San Cristobal de Las Casas, muito bom e só vi por lá. Tequila é fácil comprar em qualquer lugar, mas recomendo olhar o Wallmart, o Soriana e a rede La Europea, há marcas boas com variedades de preços (às vezes uma marca é mais barato em um lugar e mais caro em outro). Segundo me recomendaram, as marcas consideradas boas são 1800, Corralejo, Dom Julio, Herradura, e lembrem-se de olhar o rótulo, tem que estar escrito 100% agave, e fujam das “triple destilación”. Pelo menos foram as dicas que me deram por lá.

 

Segue abaixo uma planilha que elaborei com custos e roteiros que fiz pro lá.

 

Continua...

Planilha México_2017.xls

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22 horas atrás, Marcos Nakayama disse:

@alexandresfcpg Cara, que relato massa! Valeu!

Uma dúvida: a água do mar é morna ou gelada nesses lugares?

Valeu Marcos, tentei fazer o melhor que pude (preciso tomar vergonha e escrever o último dia que faltou)!
Cara, a água lá é na medida certa, nem quente, nem fria, show de bola, e fora que fui em outubro (pleno outono) e tava um calor da porra, então mesmo se tivesse gelada compensava entrar.

  • 1 mês depois...
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DIA 24 – 10/10 - Cancún / Cidade do México


 

Levantei umas 5h, tinha comprado a passagem de ônibus para às 6h, era o tempo de tomar um café da manhã, me arrumar e vazar, a Vanessa tinha dito no dia anterior que eu poderia montar o café da manhã sem problemas, era só pegar as coisas e já era.

Tava de noite ainda e caminhei até o terminal, era perto, peguei o busão e já próximo ao aeroporto arriou o mundo. O aeroporto de Cancún é um pouco longe da cidade, levou quase uma meia hora pra chegar lá, o meu vôo saia do terminal 2, e ele para primeiro no 1 e ainda vai para o 3 depois, eles são afastados um do outro.

Na hora de descer, ele parou longe e tive que pegar minha mochila e caminhar até o terminal debaixo de uma puta chuva, mas beleza.

Meu vôo era às 8h52 e fiquei fazendo hora, o foda é que o Wi-Fi lá é pago, como tava entediado acabei comprando um pacote de 50 pesos, não lembro quanto tempo dava, mas foi o suficiente pra passar a hora.

O tempo melhorou, o vôo foi tranquilo e em 2h30 estava na CDMX. Deixei minha mochila num locker do aeroporto (custava 120 pesos por um período de 24h) e peguei o metrô até a estação Chapultepec, minha primeira parada seria o Museu da Antropologia que eu queria ter visitado mas não pude por causa do terremoto. Entrei pelo bosque e andei um bocado até chegar nele. Antes de comprar a entrada, fui a uma exposição sobre os maias que estava acontecendo num salão na entrada do museu, foi bem interessante e grátis.

 

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Depois comprei a entrada e comecei a explorar o local, realmente tem muita coisa pra se ver. São várias salas, cada uma especifica sobre um povo do México: maias, astecas, zapotecas, povos do Caribe, do Norte e por aí vai; e em cada uma tinha imagens, bonecos representando os povos com suas roupas típicas, reproduções de habitações, gráficos, enfim, era uma verdadeira viagem pela história do país. Devo ter passado umas 3h ou 4h lá dentro, são dois andares e várias galerias, realmente vale muito a pena, um dos melhores museus que já conheci na vida.

 

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Saindo de lá, caminhei um pouco pelo bosque e parei pra comer num trailer, tinha muita fila (o lugar estava muito movimentado, era um belo dia de sol e calor) e segui em direção ao Castillo de Chapultepec.

Quando cheguei lá, descobri que fechava às 17h e já eram umas 16h30, acelerei pra subir (sim, ele fica no alto e é uma subidinha chata) e pra miiiiiinhaaaa alegriiiiiaaaa descobri que a bilheteria já havia fechado e a entrada estava liberada DE GRÁTIS!!!!!!

Mas precisava ser rápido, porque só teria uma meia hora pra visitar o lugar, mas dei conta, esse lugar era a casa de verão do rei se não me engano, tinha vários cômodos bem preservados, é bem suntuoso. Também tem uma bela vista panorâmica da cidade. É um passeio interessante, mas deve ser melhor ainda feito com calma.

 

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De lá, segui rumo ao mercado La Ciudadela, afinal, tinha deixado pra aquele dia comprar lembrancinhas, mas creio que foi uma péssima ideia. Como uma toupeira que sou, fui lá, olhei novamente preços e resolvi (gênio) ir no outro (o San Juan) ver se conseguia preços melhores, só que lá já estava quase tudo fechado, daí me dei conta do horário: eram quase 18h, corri até o outro e já tava começando a fechar várias lojas, mas ainda sim consegui pegar muitas abertas e algumas que, apesar de fechando, me atenderam. Mas quase fiquei na mão. Conselho: se quiserem comprar lembrancinhas, ou compra antes ou vai cedo, senão fica corrido e corre o risco de não conseguir.

Já começava a anoitecer e bateu um frio desgraçado do nada, achei estranho porque no tempo que fiquei lá não fez frio em nenhum dia, e estávamos mais próximos do verão (é hemisfério norte anta) ::toma::, mas o fato que esfriou bastante, e eu estava só bermuda e camiseta.

Parei num restaurante chinês que tinha buffet, mandei um rango e sai pra enrolar um pouco mais na cidade (meu vôo era só às 6h52) e ver se em algum lugar estava passando o jogo do Brasil (Brasil x Chile pela última rodada das eliminatórias), mas além de só estarem passando o jogo da Argentina com o Equador, o frio apertou e decidi, contrariado, voltar pro aeroporto, peguei o metrô na praça Bellas Artes e tive que ficar fazendo toda a hora do mundo no aeroporto, fora que pra ajudar a Internet não funcionava (só consegui conexão umas 1h ou 2h da manhã, e bem ruim mesmo assim) e o check in pra despachar a mala (tive que retirar ela do locker pra pegar blusa de frio, e uma vez retirada, teria que pagar novamente pra guardar de novo) só abriria às 4h e não pude dormir pra tomar conta da mochila (melhor prevenir que remediar). Ah, e quando conectei a Internet, percebi que o Michradu, um colaborador frequente aqui do Mochileiros e é mexicano, havia me mandando mensagem dizendo pra combinar com ele assim que eu chegasse em CDMX de dar algum peão pela cidade, mas só vi aquela hora.


 

GASTOS DO DIA


 

Internet no aeroporto: 50,00 (cartão)

Guardar mochila: 120,00

Museu Antropologia: 70,00

Torta: 50,00

Castillo de Chapultepec: 0800 hahahaha

Água: 6,00

Chaveiros e ímãs: 430,00

Sombrero: 160,00

Mascara: 85,00

Camisas: 310,00

Caveiras: 210,00

Rango chinês: 109,00 (89,00 + 20 refri)

Jornais para embrulhar as coisas na mochila: 6,00

Chaveiro no aeroporto: 90,00

Cappuccino: 25,00

Rosquinha: 13,00


 

Continua...

 

 

 

 

 

 

 

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DIA 25 – 11/10 (dia bonus) - Cidade do México / Panamá City / Guarulhos


 

Minha viagem já havia acabado, mas resolvi escrever sobre esse dia porque passei um perrengue que quase me ferrou, só pra registrar mesmo.

Meu vôo estava programado pras 6h52, fiz o check in certinho, despachei a mochila, passei na imigração (curiosidade, eles não carimbam seu passaporte na saída, apenas pegam aquele papelzinho que te entregam na chegada e só) e aguardei até o embarque, estava chovendo um pouco, mas até aí tudo bem, entrei no avião e fiquei aguardando a decolagem. O problema é que comecei a perceber que a hora passava e nada, resumindo, tinha muitos vôos da Aeroméxico saindo naquele horário e o aeroporto priorizou eles, acabamos saindo só às 7h30, uns 40 minutos de atraso, e comecei a fazer as contas, pois minha conexão no Panamá era curta, eu chegaria às 10h45 e o vôo pra Guarulhos sairia às 11h36, portanto comecei a ficar preocupado.

Na minha inocência, imaginei que se desse algo errado a companhia aguardaria, afinal tinha muitos passageiros que perderiam o vôo. Dei uma cochilada e quando acordei estávamos no Panamá próximos de aterrissar, olhei a hora e eram 11h20, estava preocupado, e percebi que havia um casal brasileiro atrás de mim, puxei papo e eles também estavam preocupados, e isso aumentou quando o comandante começou a falar sobre os procedimentos de aterrissagem e sobre quem tinha conexão, pra minha surpresa ele anunciou o portão 29 (que era onde sairia meu vôo segundo estava na passagem) para quem ia a San José, na Costa Rica, daí pensei “E o meu?”

Assim que ele pousou, quase 11h30, até todo mundo sair e tal, demorou mais uns minutos e perguntei ao comissário onde era o portão pra São Paulo e ele disse que era o 31. Lá saio eu disparado e aí que percebi o quanto estava fodido: eu tinha desembarcado no portão 1, e lembram quando disse que na ida havia achado o aeroporto pequeno, só que descobriria que não? Pois é, tinha que percorrer 31 portões até o meu avião em uns 5 minutos. Pra ajudar mais, o esquema dos portões era tipo, do 1 ao 6, depois alguns corredores, lojas, e bem lá na frente do 7 ao 10, depois mais uma caminhada, isso até o 31. Meu pé estava um pouco dolorido do dia anterior e não podia correr, eu apenas andava ao estilo Jason, parecia que queria ir ao banheiro. Quando me aproximei, um cara com uma camisa da Costa Rica gritou “São Paulo, já está saindo!”, aí corri, a mulher estava quase fechando a porta, daí gritei pra esperar e ela disse você: “Da Silva? (é o primeiro sobrenome que aparece na minha reserva)”, eu disse que sim e ela disse que já estava pra partir, faltava só eu e o casal que estava atrás de mim. Ou seja, na verdade só tinha nós três que iríamos pro Brasil naquele vôo, óbvio que eles não esperariam.

Entrei no avião, todos já estavam sentados, e fiquei esperando aflito o casal, pois achei que perderiam o vôo, e uns minutos depois eles chegaram, e por coincidência sentaram atrás de mim de novo. O senhor contou que tinha trombose e não podia ir muito rápido, ele estava esbaforido, e que a mulher do balcão já estava passando rádio pra eles serem colocados no próximo vôo.

Finalmente estava voltando pra casa, mas já no Brasil, quando estávamos em Minas Gerais, percebi que o avião passou umas duas vezes por cima de uma igrejinha no alto de um morro, quando olho no mapa (aquele que tem na tela de entretenimento) vi que o avião estava andando em círculos, e nesse momento o comandante anunciou que devido ao mau tempo em SP, não tínhamos autorização pra prosseguir e teríamos que aguardar um pouco, e se não resolvesse teríamos que ir pra Viracopos (Campinas). Eh lasqueira, tava difícil aquele vôo, mas após alguns minutos recebemos a tal autorização e pudemos seguir, pra finalmente pousar sãos e salvos, e assim termino o relato da minha viagem, espero que tenha sido interessante pra quem leu e que logo possa estar aqui relatando outra viagem.


 

Abraços galera mochileira!

 

 

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Você citou que outubro estava perto do verão lá? É hemisfério Norte,ao contrário daqui.

Fiz um dia parecido com o seu,só que ao contrário, pela manhã fui ao Castillo,um Polícia não me deixou entrar devido a estar com uma garrafa de água e,aí fui ao museu,que é longe do Castillo, então fiquei naquela enormidade a tarde toda e não vi tudo.

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3 minutos atrás, D FABIANO disse:

Você citou que outubro estava perto do verão lá? É hemisfério Norte,ao contrário daqui.

Fiz um dia parecido com o seu,só que ao contrário, pela manhã fui ao Castillo,um Polícia não me deixou entrar devido a estar com uma garrafa de água e,aí fui ao museu,que é longe do Castillo, então fiquei naquela enormidade a tarde toda e não vi tudo.

Hahahaha, pode crer, viajei grandão, isso que dá escrever fazendo outra coisa, vou até editar, valeu pelo toque!

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Muito bom seu relato, e apareci nele, kkkkkkkk. Que bom que teve sorte para entrar no Castelo de graça, também aplica para quem chega antes das 9h, uma vez fui com um amigo mineiro e como chegamos antes que abrissem as bilhererias entramos de graça, o castelo é dos meus sítios favoritos da cidade.

Não deu para nos encontrar, mas quem sabe logo nos encontremos em algum canto do mundo (é sério, já encontrei amigos em Torres del Paine e New York sem sabes que estavam aí).

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16 horas atrás, michradu disse:

Muito bom seu relato, e apareci nele, kkkkkkkk. Que bom que teve sorte para entrar no Castelo de graça, também aplica para quem chega antes das 9h, uma vez fui com um amigo mineiro e como chegamos antes que abrissem as bilhererias entramos de graça, o castelo é dos meus sítios favoritos da cidade.

Não deu para nos encontrar, mas quem sabe logo nos encontremos em algum canto do mundo (é sério, já encontrei amigos em Torres del Paine e New York sem sabes que estavam aí).

Valeu cara, pois é, não foi dessa vez mas não faltará oportunidade, quem sabe na Copa de 2026 kkk (sim, pretendo ir).

  • 1 mês depois...
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Alexandre, parabéns  pelo post, por favor, vc esteve durante a epoca de furacões, teve algum na sua rota, ou voce ouviu sobre algum, grato

 

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Em 25/09/2018 em 20:09, Enigma disse:

Alexandre, parabéns  pelo post, por favor, vc esteve durante a epoca de furacões, teve algum na sua rota, ou voce ouviu sobre algum, grato

 

Valeu Enigma, obrigado por ter acompanhado!

Eu fui entre setembro e outubro, que é época de furacão no Caribe, quando cheguei lá tava rolando o Irma nos EUA, tinha acabado de ter um (acho que Jose) que zuou um pouco a região da costa oeste e tinha a ameaça de outro, mas que não rolou, fora o que relatei que quase azedou minha vida em Cancún.

Infelizmente nessa época é comum furacões no Caribe, não sei se o México sofre muito com isso, talvez o @michradu possa responder melhor, mas é bom se informar antes de ir principalmente na estação de furacões.

 

Abraço e qualquer dúvida berra aí que eu tô a disposição!

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