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3Dia 1 (05/02)

Cheguei em havana por volta de meio dia. Voo tranquilo. Aeroporto bem modesto. Começamos já a perceber o que é Cuba. Troquei 300 euros no próprio aeroporto (tinha lido que as taxas não variavam, porém já não sei mais se é assim. Hoje vou verificar isso).

Gastei 30 cups do aeroporto até o Hostel Casa de Ania. (acredito que seja esse o preço mesmo, também não estava afim de chorar preço tendo em vista que queria chegar logo e deitar.)

Ao chegar dei uma deitada, já comecei a me ambientar em relação à internet (aqui no hostel é 50 cents meia hora, 1 cup 1 hora, sem promoção mesmo. Rs), e logo depois saí para almoçar e começar a conhecer Havana. Do hostel é perto para andar pelo “Malecón”. Encontrei um restaurante agradável e resolvi almoçar por ali mesmo (La Abadia. Comida justa. Pareciam mais especialistas em frutos do mar e tal, mas não tava afim disso naquela hora. Comi um Fricassé de frango, pedi uma água e uma sobremesa, muito boa por sinal. Tudo deu 6,60 cups).

Após isso foi seguindo o Malecón até chegar ao “Museo de La Revolución”. Andei bastante, porém encontrei. 8 Cups a entrada. Museu bacana (modesto como tudo em Havana), e com um grande aporte histórico e cultural. Conta a história da revolução de maneira bem simples e didática. Tem uma parte reservada para Che guevara e outro malandro lá que não conhecia. “Cienfuegos”. Vale a pena ler e saber um pouco mais sobre a história dessa galera. Tem um anexo ao museu, com alguns carros, jipes, “tanques”, aviões, barcos, botes, mísseis, tudo que participou e teve a ver com a revolução.

Saindo de lá fui em direção à “Habana vieja”, andar por lá meio sem destino mesmo. Acabou que lembrei do “Bodeguita del Medio”, e resolvi procurar por ele. Dei uma sorte que tinham umas placas indicando o lugar. Ao chegar já ta rolando um som bem característico de Havana e uma galera na rua tirando foto e tomando, é lógico, o Mojito da casa. Não fiquei por ali muito tempo, nem quis tomar o mojito, pq eu começava a sentir o que depois me daria mais dor de cabeça literalmente. Estava me sentindo meio tonto, dor de cabça e gargante inflamada. Resolvi tomar esse Mojito depois. Rs

Saí de lá e logo ali próximo tem a “Catedral de Havana”. Entrei, rezei e agradeci. Depois fiquei sentado na calçada observando o pessoal que passava e ouvindo uma bandinha que tocava num restaurante que ficava em frente. Tem uma “baianas cubanas”, vamos assim dizer, que ficam tirando foto (dão uma risada maneira, colocam um charutão na boca e o gringo senta no meio das duas.). Fiquei um bom tempo ali (tava cansado e como já disse, tava meio na merda já).

 

 

Gastos (1º dia)

Táxi (aeroporto-hostel) 30 cups

Almoço (La Abadia) 6,60

Museo La Revolucion 8 Cups

Água pequena 1 Cup

Sloppy bar (2 cervezas e 1 tapa) 10 cup

1 burrito no hostel 3,50 cup

1 agua grande 2 cup

 

 

Dia 2 (06/02)

Depois de uma noite de muito frio (ar condicionado insano do quarto do hostel), eu acordei com muita dor de cabeça, dor na garganta, nariz escorrendo (resumindo, tava bem podre). Perguntei pro cara aqui do hostel onde comprar remédio, e ele me recomendou ir ao Hotel “Habana Libre”, pois lá tem “tiendas” estrangeiras.

Chegando la, consegui achar a farmácia para estrangeiros. Dipirona comprada e imediatamente tomada (8,15 cuc), só me restava sair batendo perna pra conhecer um pouco mais de havana.

Pesquisando no mapa que o Hostel me deu (dei mole, esqueci de baixar o maps.me e fazer o download do mapa de cuba...e no wi-fi do hostel não era possível isso, então era tudo no mapinha que me deram...mas cumpri bem a missão.), resolvi ir à faculdade de Havana. Desci a “Calzada de Infante” e me deparei com a bela universidade. Subi as escadas, tirei umas fotos, e saí entrando na facul. Como é fevereiro, acredito que não tinha muita gente. Achei que tinha pouco, mas ainda sim tinha uma galera lá. Andei um pouco mais por lá e depois saí. Después, eu tava meio sem rumo (normal), porém lembrei que ainda não tinha passado no Capitólio.

Andei bastante (eu ando mesmo, gosto de ir observando tudo), mas recomendo pegar um taxi . O capitólio atualmente está em obras (24 de fevereiro é a data que acaba toda a obra), com isso só era possível visitar um lugar chamado “Al Mambi desconocido” (restos mortais de um soldado que lutou na guerra de independência de Cuba) . É muito bonito. Logo que vc chega tem umas meninas que são guias (de graça), e ela te explica a história do capitólio, o pq ele foi construído, que não é uma replica igual do capitólio de Washington (e que inclusive é mais alto), e o significado das diversas estátuas, e outras coisas que tem por lá. Acredito que depois de 24 de fevereiro, seja mais bacana. Será possível visitar todo Capitólio.

Saí do Capitólio, tirei mais algumas fotos (a região em volta do Capitólio é bem bonita. Tem uns hotéis famosos por ali), e quando avistei aqueles ônibus de turistas, resolvi entrar. Seria bom pra chegar no Memorial  José Martí e não andar que nem um doido. O esquema do ônibus é o mesmo utilizado em outros países. Vc paga 10 cuc e tem uma certa faixa de horário pra vc utilizar (bastante tempo, quase o dia todo). Pois bem, saltei no memorial, muito bonito por sinal (1 pra subir e ficar na parte externa tirando foto, e mais 5 cuc se vc quiser entrar no museu e no “mirante”.). Nessa região também ficam aqueles prédios com a caroça do Che Guevara e de um outro malandro.

Novamente entrei no busão, ele andou pra cacete, foi até um “município” chamado Playa (no caminho tem bastante hotel bacana, inclusive passou por uma escola de mergulho....pode ser que eu passe por lá esses dias), não achei mais nada interessante (tem um cemitério enorme também....tem um pessoal que visita lá...não fiz questão.). No final, ele para tipo num ponto final, espera pra ver se a galera vai sair pra comer (ng saiu) e volta. Tava morrendo de fome, e nem sabia mas ele passava perto da região de perto do meu hostel. Comi e voltei pra usar uma hora de internet e descansar....se melhorar, de noite quero ouvir umas musicas por aqui.

 

Gastos 2º dia

Desayuno “A La Cubano” 3,50 cup

Remédio 8,15

Bustour 10

Memorial José Martí 06

Almoço 14,20

Àgua 0,70

 

3º dia (07/02)

Bem, acordei 1h30 da manhã com um casal fazendo saliências no quarto (inveja branca), e também com dor de cabeça e nariz entupido (o efeito do remédio estava na hora de acabar), porém dei um jeito e dormi sem tomar remédio mesmo.

Acordei às 07h00, tomei um banho gelado, tomei o remédio e pedi o café da manha no hostel (muito bom por sinal, amanha vou repetir!). Tinha definido que iria conhecer Habana Vieja como um todo. Tirei foto do livro guia de Cuba aqui do hostel, e parti!

Fiquei esperando aquele ônibus tour que falei anteriormente durante uma hora (na real eu bizonhei, pq o ônibus só começa a operar a partir de 09h e passa no ponto aqui perto do hostel às 09:30.). Bem, esperei o danado e embarquei. Dessa vez eles me deram um guia com todas as paradas, o que facilita vc se guiar. ( ou vc pode tirar foto da placa que fica em todo ponto de ônibus). Lendo o guia, eu achei que ia atééé o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, porém descobri na hora que não. O último ponto te deixa num mercado (bom pra comprar lembranças). Saí nesse último ponto, dei uma volta la dentro, mas não estava afim de comprar nada. Saí de lá e resolvi caminhar beirando a orla.

Beirando a orla, eu vi o lugar onde a galera pegava o ferry pra ir pro outro lado da baía. E aí resolvi pegar essa bagaça e ver como chegava no bendito do forte do outro lado da baía. Por lá vi alguns turistas meio perdidos, mas geral na esperança de chegar lá.

Não foi difícil, peguei o ferry pra Casablanca (bem rápido, uns 10 minutos pra chegar), e de lá é só subir a rua que vc chega na entrada do forte.

Pra minha surpresa, só aceitam CUP na entrada, e não CUC (WTF???), a entrada é 3 cuc, mas deixei 3 cup lá mesmo (o que me arrependi depois) e entrei. Outra surpresa que tive, é que o lugar tava cheio pra cacete! Tava rolando a “Feira do Libro Cubana”, cujo o país convidado especialmente era a China! Rs. Show.

Bem, muitos estudantes, gente pra cacete mesmo, dei uma andada no forte (que é imenso!), mas não me interessei em nada. Queria mesmo conhecer o lugar, a questão dos livros eu tava descartando. Primeiro vc entra nesse primeiro forte, depois vc tem q descer, pagar uma outra entrada (achei bizarro isso! Pq não cobrar logo uma entrada pra tudo??) e vc vai pro outro forte.

Chegando no outro forte, que é o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, tinha várias barraquinhas vendendo artesanatos (muitas na verdade. Não sei se é sempre assim, ou pq tava rolando a bienal do livro cubana lá.). Não tinha nada falando sobre a história ou coisa parecida. Se tinha passei despercebido, pq o movimento era mt grande. Tb tinha bastante barraca de comida e coisas afins (para fins de curiosidade, lá tem uma farmácia internacional! Sim, no meio do forte! Rs. Comprei meu neosoro cubano lá.).).

Tirei fotos, explorei o lugar, e resolvi sair. Andei tudo de novo ao contrário, até o lugar do ferry. 1 CUP! A passagem é 1 cup! Foda que a gente acaba pagando mais caro, mas como tinha trocado antes lá no forte, paguei o justo na volta.

De volta à Habana Vieja, resolvi visitar aqueles lugares que tinha colocado como objetivo no início do dia kkkkk. Fui nas plazas (Plaza de armas, Plaza de San Francisoe pra finalizar a Plaza Vieja). A que mais me chamou a atenção foi sem dúvida a Plaza Vieja. Muito bem conservada e bonita, parei num “Brew Pub” e fui tomar minhas cervejas. Dei sorte que sentei em frente à bandinha, e pude acompanhar eles tocando. 3 cup cada chopp (achei justo pelo lugar e pela qualidade), peguei um taxi (fiquei puto pq perdi o papel do ônibus! O Planejado era voltar o o bustour, porém perdi o bendito papel em algum lugar....).

No taxi o maluco me fez uma oferta sobre uns charutos, e comprei (20 cuc numa caixa com 20 mini charutos. Depois me digam se ta caro, ou se me dei bem. Se é que é verdadeiro.kkkk).

Vou tentar agora colocar os gastos...kk

 

Gastos 3º Dia

Café da manha hostel 3,50

Bustour 10

Passagem de ida pra “Casablanca” 1 cuc

Entrada no forte 3 cuc

Almoço 10 cuc

Entrada no outro forte 3 CUP (troquei numas barraquinhas azuis)

Volta no ferry 1 CUP (peguei o bizu)

Cervezas na plaza vieja 09 CUC

Churros 0,75 cuc

Pizza 02 cuc

Taxi 06 cuc

Mini charutos 20 cuc

Janta 3,50 cuc

 

4º Dia (08/02)

Melhor noite dormida! \0/. Consegui dormir de boa. Achei que ia sair na noite de ontem. Mas caí no sono quando parei pra ler um pouco (21h, rs / Stephen King – A redoma). Bem. Acho q acordei de madrugada, mas não lembro. Dormi bem mesmo. Acordei 07h.

Acordei. Bati um papo com a galera (ou tentei), tomei café da manhã, banho e saí. Resolvi ir à praia hoje. Perguntei ao cara da recepção e ele me disse que bastaria eu pegar um taxi colectivo até o Capitolio, e de lá pegar outro. (achei bizarro pq disse que ia só dar 2 cucs tudo). A primeira parte deu certo. Paguei 3 CUP até o capitólio, muito barato, mas chegando lá não encontrava o taxi colectivo para Playa de Este. Os taxistas só me ofereciam viagem “solo” (50 cup, 25 cup...). Quando tava desistindo, perguntei a mais um, e ele me ofereceu à 10 cuc. Parti. Até achei justo pagar esse valor pq o lugar é longe, porém por aqui isso é caro.

Enfim, cheguei em Ganabo, praia grande, bonita, estilo caribe (areia branca, mar com aquela coloração típica, porém a agua era fria. Rs. E porra, tinha várias águas vivas cubanas (são azuis) e queimam. Entrei, fiquei um tempo lá e depois só fiquei de boa na areia lendo meu livro e pegando sol). Almocei por lá, comprei um chapéu (??kkk). Na hora de voltar descobri que tinha um bustour pra lá tb. (05 cuc!! Pqp, eu e minha mania de gastar dinheiro de bobeira.) Mas beleza. Vivendo e aprendendo. Rs. O ônibus deixa na Plaza Central. Dei uma volta por lá, mas não fiz nada de interessante mais....

Voltei andando mermo pro hostel. Rs

Vamos ver se hoje dou uma saída e falo um pouco da night cubana....Adiós.

E preciso melhorar meu inglês rs.

 

Gastos 4º dia

Café da manhã hostel 3,50 cuc

1º Taxi colectivo 3 CUP

2º Taxi coletivo 10 CUC

Chapéu 05 cuc

Bono 50 CUp

Almoço 7,50 cuc

Mercadin 02 cuc

Volta Bus tour 05 cuc

Cerveja hostel 3 cuc

 

5º dia (09/02)

Bem. Não saí ontem. Acordei, dormi um pouco mais. Hoje estava sem planos de turismo. Fiquei enrolando e lendo no hostel até meio dia mais ou menos. Saí para procurar o “Zuerra e el cuervo”, e para comprar meus imãs de viagem. Andei pra um lado que ainda não tinha ido, nada de interessante...Achei a “Avenida de Los Presidentes”, mas não me interessei. Na volta, consegui achar o bar (era o mesmo que já tinha visto, o da cabine telefônica....). Parei num bar ali do lado pra tomar minhas cervejinhas de lei, e observar a galera. Almocei, voltei ao hostel. Vi que precisava trocar mais 20 dólares pelo menos para curtir um pouco da noite de hoje. (vai que....)

Gastos 5º dia

Café da manhã 3,75

Cambio de 20 dolares (17,50 cucs)

3 imãs 3 cuc

Almoço 7 cuc

Água 0,70 cuc

 

Impressão de Cuba

Bem, eu realmente achava que encontraria um país mais “fechado”, com menos influências estrangeiras (músicas, roupas e etc), e um pouco mais de miséria. Porém não foi bem isso o que vi. Sim, realmente a cidade precisa muito de uma reestruturação e de obras (grande maioria dos casarões e prédios de havanas com a aparência de abandonados e necessitando, a meu ver, de reformas estruturais urgentes), os carros são bem antigos e inseguros (cinto de segurança e air bag não existem), apesar de nesses 5 dias não ver nenhum absurdo no trânsito. E também uma grande quantidade de lixo, em algumas esquinas, nas gramas e etc.

Não sei se pelo fato de estar em Havana, capital de Cuba, a população aqui tenha uma condição melhor. Mas o que me parecia é que todos estavam acostumados a viverem com o que tem (apesar que me assustei com a quantidade de celulares, caixinhas de som bluetooth, carros novos e outros apetrechos eletrônicos. Não esperava ver tantos) As pessoas me pareceram ok com tudo isso. Não vi ninguém reclamando, nem demonstrando insatisfação (ok, só fiquei 5 dias). Crianças na rua, não vi. Geral com uniforme. Bem, depois que acabavam as aulas, deu pra ver várias dando rolê na cidade. Mas não me recordo de nenhuma pedindo dinheiro, ou “trabalhando”, como podemos ver no Brasil. Mas me pareceram com qualquer adolescentes na idades deles, andando em bandos com uma caixa de som bluetooth tocando reggaeton a todo volume.

A internet funciona em alguns pontos da cidade. Onde vc ver um monte de gente sentada, mexendo no celular, é pq ali é um ponto de wi-fi. Compre seu cartão, digite a senha do wi-fi e aproveite pra navegar na internet.

Não há engarrafamentos (poucos carros). A estrada até Ganabo me pareceu boa (sem buracos).

A região da praia achei muito bem conservada e bonita. Me surpreendeu. Até pelo que li, dizendo que ali é uma praia que os cubanos frequentam, e não a massa dos turistas.

A mensagem de Fidel castro e Che Guevara é forte e presente em toda cidade. Em lojas, em casas, nas praças, em prédios públicos, podemos ver fotos dos dois e mensagens sobre a revolução. Acredito que grande parte da população apoie o governo e a revolução.

Muitos turistas caminhando por havana, não senti presença de violência em nenhum momento, ou insegurança de caminhar por alguma rua. De noite as ruas são pouco iluminadas, mas ainda sim não há perigo.

No geral, achei muito válida a minha passagem por esse país que gera tanta curiosidade pelo fato de ser um país Comunista, socialista e etc. Voltaria para conhecer as diversas praias (Varadero, Cayo Largo e etc.).

Preciso deixar aqui a conversa que tive com o taxista a caminho do aeroporto. Começamos a conversar sobre Cuba, e as impressões que geralmente o país deixa para os estrangeiros. E da mesma forma que eu fiquei, normalmente os outros turistas também ficam. Achando que era bem pior, e quando chega em Havana, vê que não é bem assim. Chegamos no assunto que os cubanos não saíam da ilha, nisso ele me disse que seus pais, que trabalharam e moraram toda vida em Havana, NUNCA conheceram outros lugares de CUBA, por não deixarem. Ele mesmo, o qual a profissão era taxista, só conheceu outras cidades pq foi a trabalho. Ele me disse da vontade de conhecer a Espanha e de voltar, disse que não queria sair de Cuba, apesar de muitos cubanos quererem. Como ele disse, e como pude ver, Havana e Cuba sobrevive muito em parte do turismo, o que caiu um pouco depois do Trump, se não me engano. Muitos cruzeiros que paravam em Havana, agora já não param mais.

CHEGADA AO MÉXICO

6º Dia. (10 /02)

Cheguei ao México da mesma forma que em cuba, de ressaca e com sono! Rs. Porém foi por uma razão muito justa. Galera do hostel lá em cuba animou pra sair em Havana, (Fábrica de Arte. Muito bom lugar! Vários ambientes, realmente tem mostra de artes, mas tem reggaeton, tem show de banda de jazz cubana, tem bar, tem bastante coisa. Altamente recomendado).

Cheguei na Cidade do México às 09h aproximadamente, e como é bom voltar pro capitalismo.....rs. Após passar pelos trâmites normais de entrada em qq país, fiz um lanche, tomei um café no Starbucks, e já consegui comprar um chip (sincard) aqui do México. Chamei um Uber e fui ao Hostel. Estava tendo tipo um comício, ou algo do tipo no Zócalo (local onde fica a bandeira enorme do México). Pegamos um trânsito básico, mas cheguei ao hostel. Como o check in era só às 14:00 (não fiquei nada feliz, queria deitar), guardei a mala no hostel e fui dar uma volta próximo ao hostel. A rua estava muito cheia, devido ao comício que disse anteriormente. Entrei na Catedral Metropolitana do México. Muito bonita! Entrei, fiquei bem surpreso com a igreja, assisti ao finalzinho da missa, e depois tirei umas fotos por ali. Voltei ao hostel, pois estava muito cansado. Nesse dia não fiz mais nada praticamente. Li, depois fui ao terraço. Tem um espaço bem legal, tomei umas cervejas, mas logo depois desci. Tava sem clima, e a música também não ajudava (algum tipo de deep lounge house music kkkk).

Ah, senti a altitude um pouco. Coração palpitante, ruim pra dormir. E um pouco ofegante. Porém nada absurdo.

Gastos (que lembro)

Adaptador 100 pesos

Hostel 600 pesos

Almoço 200 pesos mais ou menos

Sincard (chip) 195

Starbucks e carls jr não lembro

Cervejas (não lembro quantas) 40 pesos cada. Bebi umas 6? 240 pesos

Água e pãozinho 50 pesos?

 

7º Dia. (11/02)

Após uma noite boa de sono. Era dia de andar. Resolvi fazer as coisas mais próximas ao hostel, já que eu estava no centro nervoso da cidade. Passei no museu da economia (bacana, paguei 65 pesos era promoção pq era cedo, 09:30.). Fiquei uma hora lá mais ou menos e peguei a direção ao “Palacio de Mineria” e “Museu Nacional de Arte”. Entrei somente no “mineria” (era de graça e tava vazio rs). No museu nacional de arte tinha uma fila bacana pra entrar e não tava afim de ficar ali. Segui em direção ao “Palacio de Bellas Artes” (muito bonito, tanto por fora, quanto por dentro). A entrada era de graça, então entrei. Não conheço, e nem sei opinar sobre arte, mas lá fui eu ficar vendo quadros de Diego Rivera. Maneiro os quadros. Tinha bastante coisa sobre as culturas ancestrais do México. Mas passava, olhava, se fosse ler tudo eu tava lá até agora. No último andar era sobre decoração de interior. Poha, nem subi.

Dali segui para a “Torre Latinoamericana”. Paguei 110 pesos, e subi. É bacana, dá pra ver a cidade toda, ter uma noção de onde é cada coisa, a distância e tal, e uma linda visão do Palacio Bellas Artes e do parque em frente (que acabei não indo).

Fiz um lanche por lá (150 pesos eu acho, nachos com carne, bem bacana, e um sanduiche com frango, queijo e presunto, bacana também.) Desci e fui em direção à “Plaza de la Constitución”. Como já tinha ido à Catedral, fui em direção ao “Museu de la Ciudad”. Confesso que caguei quando vi a frente do negocio. Voltei pra “plaza” pra ir ao Palácio Nacional. A entrada lá é de graça, vc deixa seu passaporte, guarda a mochila e pega tudo na saída. Muito bonito lá dentro. Tem uma parte só destinada ao Benito Juárez (grande líder dos mexicanos), e depois vc segue e encontra vários paredões pintados pelo Diego Rivero, que trata muito da história do México. Bem bonito.

Saindo de lá andei pelas ruas, queria ir ao “Templo Mayor”, mas deixei pra outro dia pq eu estava bem cansado de caminhar (talvez ainda pela altitude).

 

Gastos

Torre Latinoamericana 130 (paguei mais 20 pra ir num museuzinho lá)

Lanche 150 pesos acho

Museu da economia 65 pesos

Café 32 pesos

Chocolate 36 pesos

 

8º Dia (12/02)

Mermão, passa rápido essa poha. Bem, hoje acordei meio tarde, esse colchão ta foda de dormir. Bem, caguei pro café da manhã, acordei, me arrumei e saí rumo ao museu da Monocelha, ou também Frida Kahlo. Porra, estudei mapa, entrei na internet pra ver caminho, decidi ir de metrô, fui feliz da vida, troquei de estação, andei pra cacete. Cheguei, tava fechado.....

Beleza, não tinha me atentado ao detalhe do museu da monocelha não abrir segunda. Daí decidi dali mermo rumar à “Basílica de la Virgen de Guadalupe”. Voltei pro metrô, olhei o mapa de estações (aliás o metro da cidade do México anos luz à frente do Rio de Janeiro, por conta da quantidade de estações e de conexões. Achei bacana.). Achei de boa, e cheguei.

Logo ao sair da estação vc já ve muita gente. Me lembrou muito a nossa Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Muita loja, lugar pra comer, galera vendendo coisa na rua e por ai vai. O lugar é bem legal e carregado de história. Logo ao entrar, já percebe-se a basílica nova à esquerda, muito bonita por dentro (por fora achei meio bizarro). O lugar além da basílica nova e da igreja de Nossa Senhora de Guadalupe (que vc tem q subir vários lances de escada), conta com mais outras igrejas, cada uma muito bonita (tortas como as igrejas do Mexico, rs), e com sua história característica. Achei muito válido a ida.

O que achei bem bizarro, é que enquanto tá rolando a missa, tá um baita de um barulho lá fora de bandinha mexicana, tocando as musiquinhas deles, e poha, dentro da igreja tem q se concentrar pra escutar o que o padre ta falando. Acho que isso podia ser mais bem controlado. Mas enfim....

Saindo de lá passei numa das lojinhas pra comprar umas lembrancinhas sobre Nossa Senhora de Guadalupe.

Após essa visita, já era quase 3 da tarde, e eu ainda não tinha decidido o que fazer. Ia para o Castelo de Chapultepec. Mas ai lembrei da monocelha e decidi ver no tripadvisor. Tava fechado na segunda também. Assim como o Templo Mayor. Voltei para o hostel, e lembrei do “Paseo de La Reforma”. Peguei o bustour e me fui. Antes parei no “Monumento a La Revolución”, bacana (80 pesos se não me engano), tem uma vista bonita da cidade, além de entender sobre o monumento. De lá peguei o ônibus de novo e fui para o “Paseo”. É a Avenida Paulista deles. Porém achei mais insana, mais moderna e mais bonita. Andei bastante por lá, tirei umas fotos do “Monumento de La Independencia” . Peguei o ônibus e voltei.

Amanhã partiu visitar as pirâmides e o Castelo de Chapultepec. Prioridades

Gastos

Bilhete de metro (comprei 3, usei 2) não lembro

Recarga de celular 200 pesos

Café da manha insano perto da monocelha 130 pesos

Agua 12 pesos

Lembrancas (55 pesos)

Bustour 160 pesos

Dorito e Pepsi 100 pesos

Burger king + mcflurry 200 pesos (mais ou menos)

Agua 30 pesos

 

9º Dia (13/02)

Boa tarde, hoje é dia 22/02/2018 e eu literalmente não escrevi nada desde o décimo dia de viagem. Rs (hoje é o 17º dia, fudeu, muita coisa pra escrever. Rs)

Bem, Nesse dia, como dito anteriormente, fui às Piramides e ao Castelo Chapultepec.

Até as Pirâmides. Bem, como queria chegar cedo, pedi um uber como  Wi-Fi do hostel e fui, pegamos um baita de um engarrafamento pra chegar, mas cheguei por volta de 09h. Se não fosse o engarrafamento, teria chegado 08:30 ou até antes, e encontraria o local beeeem vazio. Mas mesmo assim estava bem vazio ainda, a maioria das lojinhas fechadas ainda e tal. O que eu recomendo fortemente aqui, é que vc CONTRATE guias! Sua visita vai ficar muito mais interessante e produtiva! Logo na entrada, um guia veio me oferecendo se não me engano 900 pesos para as duas primeiras partes (que era a primeira “plaza”deles de rituais e tudo mais, e a Pirâmide do Sol, por 900, tudo se não me engano era 1200 pesos). Como estava sozinho, pensei um pouco, até esperei pra ver se alguém queria, mas deixei meu obrigado e resolvi caminhar um pouco mais até entrada (nesse instante eu estava na entrada do estacionamento do local). Na entrada realmente do sítio arqueológico, tinha um mulherzinha lá, e ela me ofereceu 600 pelas duas primeiras partes, chorei por 500 e ela aceitou (por estar só). Realmente engrandece muuita a visita ao local! Dei sorte de no caminho encontrar um casal de brasileiros, e perguntei se eles não queriam a guia também. Eles aceitaram e fizemos um acordo na hora de pagar 600. Ficou bom pra todo mundo.

O local é muito foda. A história de como a galera construía, e reconstruía a cada 54 anos (ciclo do sol), o material que eles usavam, era tudo na carcaça, é muito interessante. Para subir nas pirâmides é possível (na do sol até o topo e na da lua até uma certa parte).

Outra coisa boa de lá é comprar “regalitos” e lembranças. A galera lá é ávida por negociar. Negocie, pq eles curtem. Levei uma “faca” teotihuacana, e um imã, por 280 pesos. Eu acho que vlw a pena, a faca é bem legal.

Na saída também tem umas vendinhas, pra comer, e comprar outros regalos. Vale a pena também.

Na hora de voltar, é muito fácil. Passa de 20 em 20 min um ônibus em direção à Cidade do México. (não lembro o valor, mas algo como 30 pesos.).

O ônibus te deixa no terminal norte (próximo à estação da basílica de Guadalupe). De lá, meu plano era ir para o Castelo de Chapultepec. Dito e Feito, peguei o metrô, e soltei numa estação perto. Em volta do Castelo de Chapultepec existe um parque muito bonito, que inclusive tem outras atrações por lá (zoológico, museus, do outro lado da rua tem o Museu nacional de Arqueologia, queria ir, porém não deu tempo, dizem que é muito interessante!).

Bem, caminha um pouco lá por dentro, sobe uma ladeira bacana e chega ao Castelo de Chapultepec. Lá atualmente é o Museu de História Nacional. Muito bacana também e dá pra se ter uma idéia legal da história do México, até os dia atuais. O que fiquei PUTO, é que o museu fechava as 17h, e o que eu mais queria ver e conhecer, era sobre os cadetes que defenderam até o último momento o Castelo, quando na invasão dos americanos ao México. A história é muito bonita e tem alusão à esses garotos em toda a cidade do México. Quando cheguei na sala que contava a história deles, um tiozinho me chutou de lá falando que tinha dado 17h....Bem ok.

Tinha esquecido, mas nesse dia de manhã fiz o check-out e deixei minha mala no hostel. Minha passagem era à 23:59 pra Guanajuato. Ia de metrô pra rodoviária. Mas poha, de noite pra cacete e o Uber tava dando uns 15 conto. Fui de Uber.

 

10º dia (14/02)

Po, ônibus maneiro (ADO, paguei uns 600 pesos), cheguei por volta de 04:30 em Guanajuato. Frio da porra, esperei um pouco pra ir pro Hostel (30 min, deveria ter esperado mais, bem mais.). Peguei um taxi até o Hostel Casa de Dante (recomendo). POORRA, não tinha ninguém pra me atender naquela mierda, e tive que esperar até 07:30 o maluco chegar. Mas ok. Quando chegou, ele já fez logo meu check in (por mais que fosse só as 14h, e eu estava com mt sono, então vibrei quando pude dormir um pouco). Acordei ao meio dia e desci para o centro e para conhecer a Cidade.

Do local do Hostel até o centro da cidade era uns 15 minutos caminhando. O que pra mim é de boa. A cidade (pelo menos a parte histórica e turística dela é bem pequena), então fiz tudo andando. No primeiro dia, já fui logo no “museo de las momias de Guanajuato”. (70 pesos). Po, confesso que não é uma das coisas mais legais que vi na viagem. Uma porra de monte de cadáver lá, e não entendi muito bem a história (garanto que vou ler no wikipedia ainda). Mas como é uma das atrações da cidade, eu fui conferir rs. No primeiro dia, eu basicamente só andei mesmo pela cidade, e conheci as múmias. No final do dia, Fiz umas amizades no Hostel e saímos pra comer, beber e depois bailar um pouco. (Aqui eu deixo a Boate Grill como forte recomendação!!, era uma quarta feira e tava cheio pra cacete e fui feliz lá! Rs – 50 pesos a entrada e 40 a cerveja).

 

11º dia (15/02)

No dia seguinte acordei de ressaca, lógico, e também tinha decidido não ficar lá mais tempo, e no dia seguinte seguiria para Guadalajara, e depois para Sayulita (não estava no meu roteiro inicial!). Voltando à Guanajuato, Fui conhecer o mirador, pra ver toda a cidade, paga coisa de 70 pesos pra subir e descer no Funicular. Bacana! Depois conheci outras coisas da cidade. Mercado Hidalgo (bom pra comprar regalos e diversas outras coisas, inclusive comer), Teatro Juarez (muito bonito), a Igreja principal deles, que é muito bonita também, Calejón del Beso, acho que escreve assim (lá tem uns guias “for free” que explicam o lance do beco da pegação lá). E as diversas praças maneirinhas e ruas bonitas que a cidade tem. Ah, tem a universidade da cidade que é bem legal tb! E o Alhóndiga de Granaditas (local cheio de história de Guanajuato e da Independência do México. Gastei um bom tempo lá lendo e aprendendo sobre a história deles.).

 

12º Dia (16/02)

Acordei (ainda em Guanajuato), e como estava decidido à ir para o Pacífico, fiquei de manhã resolvendo os lances de passagem para voltar à Cidade do México, hostel e tudo mais.

Fui para a Rodoviária de busão (uns 30 ou menos pesos), tranquilo, ele roda bastante mas chega e é muito barato. Peguei meu ônibus pra Guadalajara e fui.

Guadalajara! Cidade bem legal! Pra chegar no Hostel (Hostel Hospedarte da rua Maestranza), peguei um busão (616 se não me engano) e fui. Sempre vou acompanhando pelo google maps no celular, pra ter certeza que não to perdido. Rs. Cheguei de boa.

Andei pelas calles lá por perto, comi uns Taco, voltei pro hostel, e decidi que queria beber e sair (tava embrazado de Guanajuato ainda kkk). Uma surpresa boa foi ter chegado no meio das comemorações do aniversário de Guadalajara. Tava rolando uma mega festa (à moda deles, não tipo carnaval nosso) na praça principal da cidade. Fiquei lá um tempo vendo (percebi que não pode beber na rua) e quando acabou fui em direção da onde eu sabia que tinha uns bares e vida noturna (direção à Av. Chapultepec).

Po, galera tava animada por lá, parei primeiro num bar que tocava Blues (Escarabajo Scratch blues) poha, os caras mandavam muito no Blues!!! Fiquei lá mais do que pensei, mas depois saí, pq queria uns reggaeton. Kkkkk

Dali, logo do lado, tinha o tal do Lupita, Maneiro e tal, porém extremamente cheio a poha do lugar. Beleza. Bebi, fiz amizades lá, dancei, e meti o pé bêbado. Kkkk Noite ok.

 

 

13º Dia (17/02)

Comecei fazendo um Walking tour com a galera do Hostel. Valeu muito a pena. Andar pela cidade com um guia te contando a história e as particularidades de cada local é muito legal.

Tem o lance das praças formarem uma cruz, o porquê que a igreja não é tombada pela Unesco (aliás quase nada lá é, pq não é original, mas mesmo assim é mt bonito.) Vale a pena. O Tour terminava num mercado bem da galera lá mesmo, e depois numa cantina (bar pra eles) bem antigo. Não fui no museu grande que tem lá.

Voltei para o Hostel e de noite teve Noite da Tequila. PQP. Tomei uns 15 shots de Tequila (não é caô, a diferença é que a Tequila é 100% agave, o que não te deixa tão pior que a que nós bebemos normalmente.). De lá íamos pro mesmo Lupita que fui no dia anterior, mas pra variar o lugar estava abarrotado, e fomos pra outro bar em frente.) Esse dia gastei mesmo bebendo. A noite da Tequila do Hostel era de graça, o Walking tour tb (porém convém dar uma gorjeta, é justo).

 

14º Dia (18/02)

Porra, o tão esperado dia da Tequila! Hehehehe. Po, acordei bem até, pra quem tinha tomado uns 15 shots de Tequila no dia anterior (Juro!)

Paguei 450 pesos pelo passeio. O ônibus passou no hostel por volta de 09:00 e vai pegando uma galera em outros hostels e hotéis. Depois eles param num estacionamento com outros ônibus, e dividem quem vai pra Tequila e pra quem vai pra outro passeio que não sei qual é.

Quando começa a viagem, a mulherzinha que era a guia do passeio, era bem animada, fazendo várias piadas, achei bem legal. Paramos primeiro na “Tequilaria” Tres Mujeres. Eles fabricam uma tequila artesanal que está entre as 3 melhores do mundo. É bacana pq ela ensina passo a passo a fabricação da tequila. Desde a colheira do agava, o tempo que ele fica tipo numa sauna,  e depois quando é extraído o seu sumo e vai pra fermentação e etc. Curti. Ainda dá pra andar por entre os barris que estão maturando e algumas tequilas feitas sob encomenda por algumas celebridades e restaurantes pelo mundo.

Dali, o ônibus te leva para um campo de agave onde há a prova de tequilas (muito boas, e dá pra ficar bem loco kkkk) e onde tem os Mariachis!

È maneirinho, galera bebe tequila, fica animadasso e começa a dançar, conversar, é legal! Lá também tem uma lojinha (a qual gastei comprando 3 tequilas, vale a pena!)

De lá vamos almoçar. Um Buffet que é 150 pesos e pode comer a vontade (me gusta), e depois eles te levam ao Poblado Mágico de Tequila.

É bacana a cidadezinha. Tequila pra tudo quando é lado, porém vc tem apenas 1h10min pra visitar. Pra mim foi ok. Porém se vc é aficionado por Tequila ou destilados, recomendo pegar um busão e ir direto pra tequila. Lá tem o museu do José Cuervo, e muita loja de tequila. Achei que valeu a pena.

Nesse dia de noite, fui comer umas “aletas”e dormi.

Dia seguinte de manhã cedo iria à Sayulita!!

 

15º Dia (19/02)

 

Às 08:30 estava previsto meu ônibus para Sayulita (Papo de 500 e poucos pesos)! Pero, saiu lá pelas 09:00h. Tranquilo. Umas 4h mais ou menos, estava na entrada da Cidade para Sayulita (Obs. Só há um horário de Guadalajara para Sayulita direto, que é esse de 08:30).

Olhei no Google Maps e como vi que não era muito longe, fui andando. Uns 15 minutos depois, já estava na “cidade”. Olha, Sayulita eu só fui pq queria muito pegar umas ondas, e pq me falaram bem de lá. A cidade é bem pequena, tem muito americano e canadense. Mas vi um pessoal da argentinha por lá. Brasileiro, não reconheci. Bem. O importante é que queria descansar e pegar minhas ondas.

O Hostel era ok (Hostel La redonda, 900 e poucos pesos, mais 100 de reserva pela chave, mas eles te devolvem no final).

Como não fiz muuuita coisa por lá. Vou resumir Sayulita, pq eu basicamente, ia pra praia, pegava onda, comia e dormia. O dia que fiz algo diferente, eu fui andando até uma praia chamada “Playa Carricitos”, que incrivelmente eu cheguei ao 12:00 e não tinha ng! Vazia! Exatamente o que queria. Fiquei por lá lendo meu livro, pensando na vida, descansando e voltei por volta das 16:00

Hoje, dia 22/02, estou em Puerto Vallarta (que queria muito ter ido ao “malecon” daqui, porém no aeroporto não tem como guardar minha bagagem, e até por isso que estou escrevendo aqui. Rs)

Esperando vôo para passar uma noite em Cidade do México e depois Cancún!!

Acho que vou ficar um bom tempo sem escrever também! rs

Ainda vou colocar a parte de cancun e playa del carmen, acabou que acabou a viagem e não escrevi nada, mas tenho tudo anotado!

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    • Por Jana.AOl
      Olá!
      Embarcaremos rumo ao desconhecido no dia 11/fev/19, um amigo e eu!
      Retornaremos, cheios de histórias e encantos cubanos, no dia 28/fev.
      Ainda não montamos roteiro nem vimos as hospedagens.
      Se for nesse período, me deixa uma mensagem!
      Abraços.
    • Por manuelahm
      Olá!
      Esse é o relato da viagem que eu e mais duas amigas fizemos em Agosto e Setembro de 2013 para Cuba. Como nossa viagem começou aqui no mochileiros, nada mais justo que termine aqui mesmo. Qualquer ajuda, podem falar comigo! Botei o relato aqui em .doc com algumas imagens, etc, mas vou colocar aqui o texto corrido também. Alguns posts à frente aqui no tópico, tem fotos de Baracoa.
       
      Revisado em 25/11/2016.
       
      25 DIAS EM CUBA: DE PONTA À PONTA
       
      Havana – Matanzas – Cienfuegos – Trinidad – Santa Clara – Baracoa – Santiago - Viñales
       
      PRÉ VIAGEM
       
      Passagens
      Comprei pela Copa Airlines com 3 meses de antecedência em promoção! Rio – Havana, com escala em Panamá, ida e volta, saiu a R$1486,00 por pessoa. Pelo que vi, o preço normal varia de R$2000 a R$2200(melhor ter esse preço em mente ao fazer o orçamento). O serviço foi bem satisfatório! Na ida, houve atraso no embarque, mas o piloto compensou no trajeto e conseguimos pegar a conexão no Panamá.
       
      Seguro de saúde
      Obrigatório para entrada em Cuba desde 2010. Fiz pelo Sul-América(serviço da Mondial Assistance) e custou R$180,00 um plano simples(América Latina Compacto) com validade de 25 dias. Pesquisei bastante antes de comprar e, dos mais conhecidos, foi o mais barato que consegui. Na imigração, não pediram esse documento! Mas vou dar a primeira dica: comida em Cuba é um pouco complicado e a chance de você passar mal em algum momento da viagem é grande. Eu fui atendida em uma clínica internacional em Trinidad(tem em outras cidades também), e o atendimento foi excelente.
       
      Visto
      Apesar de já ter lido na internet sobre visto para Cuba, pode acreditar que não precisa! No próprio balcão da companhia aérea, já na hora do check-in, você compra a tarjeta de turista(válida por 45 dias, prorrogáveis por mais 45) por 20 dólares. Você mesmo preenche e apresenta na imigração. Eles carimbam(a tarjeta, não o passaporte) e, pronto, bem-vindo à Cuba!
       
      Câmbio
      LEVAR EUROS! A cada transação de câmbio com dólar, é cobrada uma taxa adicional de 10%. A taxa de conversão para CUCs foi de aproximadamente 1,30 enquanto estive lá, com pequenas variações de um dia para o outro. Aliás, essa é uma vantagem da economia socialista. Os preços são estáveis e, via de regra, tabelados! Eu levei 800 euros para tudo e voltei com 100.
       
      Hospedagem
      Cara, um conselho: não fique em hotéis. Em Cuba tem uma grande oferta de casas particulares, que são baratas, confortáveis e a melhor forma de entrar em contato com a cultura local. Minha dica é: reserve apenas a primeira estadia. A partir daí, os donos das casas particulares indicam e até fazem a reserva por telefone para você para as próximas casas. Nas rodoviárias é muito comum, e irritante, terem muitas pessoas esperando a saída dos ônibus cheios de turistas com ofertas de casas. Mas eu acho melhor ter sempre alguma indicação.
       
       
      Transporte
       
      Entre as cidades, fomos de ônibus (Viazul o nome da empresa). Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Teve um dia que eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa importante é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi dividindo com outros viajantes. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias.
       
      Já para fazer os programas, combinávamos táxis não por frescura, mas porque na maioria das vezes é a “única”* forma de chegar nesses locais, já que o transporte público em Cuba é um grande problema. E o bom dos táxis é que eles ficam o dia inteiro à sua disposição, então dá pra combinar mais de um programa no mesmo dia e economizar tempo e dinheiro. Além disso, eles são como guias também, porque conhecem tudo e acabaram virando nossos amigos!
       
      OBS: por táxi, entenda qualquer carro particular que vira táxi pra eles ganharem um dinheirinho extra. Os cubanos são muito visionários, já faziam Airbnb e Uber MUITO antes do resto do mundo, hahaha.
       
      *Entre aspas porque já li alguns relatos de mochileiros que pegaram carona e outros meios mais alternativos pra chegar nos lugares, mas curiosamente eram todos de homens. Cuba é um país muito seguro, mas mal ou bem somos 3 meninas e não quisemos “arriscar”.
       
       
      VIAGEM
       
      Chegamos à parte boa! Farei o relato por cidade e não por dias, para ficar menos maçante. Caso falte alguma informação ou queira perguntar qualquer coisa, sinta-se à vontade. Até Santa Clara, fizemos a viagem em 3, então os preços citados normalmente são pra 3, e a partir dali fomos só 2.
       
      Vale lembrar também que gosto é uma coisa muito particular e várias circunstâncias fazem a diferença numa viagem, mas apenas para situar... Somos 3 meninas de 19 anos que fomos pra lá sozinhas e não queríamos conhecer apenas a parte óbvia de Cuba e passamos longe de resorts. Nos hospedamos apenas em casas particulares, usávamos o critério preço para muitas coisas e esse é o nosso estilo de viagem, espero que combine com o seu!
       
      HAVANA
       
      Chegamos em Havana de dia, perto da hora do almoço, e tinha um táxi nos aguardando. Reservamos com a dona da casa particular por e-mail, para nos dar uma segurança extra no momento da chegada. O táxi nos custou 25 CUC para nós 3 e o preço não varia muito, especialmente para a chegada. Trocamos algum dinheiro na casa de câmbio no aeroporto, mas apenas o suficiente para o táxi e os gastos do primeiro dia, pois a cotação não estava boa!
       
      No táxi, já deu para sentir o clima da capital cubana! Abrimos a janela (muito muito calor) e nos divertimos ao som da salsa que vinha das caixas de som do simpático taxista. Chegamos à Casa de Ania(Calle 27 de noviembre, 160, aptos 8 e 9), um dos únicos hostels de Cuba(10 CUC por cama), ótimo lugar pra conhecer outros viajantes! Fomos muito bem recebidas. A Ania nos informou que houve um problema com a reserva e que para a primeira noite só havia 2 camas disponíveis e não 3. Uma das camas era bem grande e decidimos dividir, e acabamos fazendo isso nas outras noites também, nos garantindo uma economia de 10 CUC por noite.
       
      Já na chegada fizemos dois amigos que já estavam viajando por Cuba há um tempo e nos deram dicas valiosas, inclusive de hospedagem em outras cidades! De noite, saímos todos para beber em um lugar frequentado por cubanos chamado Casa Balear e que se pagava tudo em moedas nacionais(!), ou seja, quase de graça. Ótimo para uma pré-night! O mojito era 10 pesos, que equivalia mais ou menos a 0,50 CUC, enquanto em qualquer lugar turístico um mojito custa 3. Endereço: Calle 23 esquina com Calle G(uma casa branca grande). Ali perto tem também um restaurante mexicano que vendia em MN(!), o El Burrito(Calle 23, 504). É bom para variar o cardápio e além disso é muito barato, tipo 40 ou no máximo 50 MN, que equivale a 2 CUC. O atendimento é bem simpático também.
       
      O hostel
       
      - Feira de artesanato na Calle 23: várias peças interessantes! Porém, não é tão barato assim. Como a moeda do turista é muito valorizada e há muitos vendedores vendendo quase a mesma coisa, a melhor dica é: BARGANHE! Nunca aceite o primeiro preço e se não conseguir um valor satisfatório, diga que não quer.
       
      - Sorveteria Coppelia: clássica rede de sorveterias de Cuba, a de Havana é a filial mais badalada! Era bem perto do nosso hostel. O sorvete em si é gostoso, mas nada demais, o interessante é observar por exemplo que há filas gigantescas para os cubanos, que pagam em moeda nacional, ou seja, 25 vezes menos, e NENHUMA fila para os turistas. Tem um policial que fica ali à paisana pronto para retirar turistas que tentem comprar em MN.
       
      - Museu da Revolução: em nossa opinião, bem frustrante! Os murais parecem trabalho de escola tipo Paint, hahaha, há várias salas interditadas quebrando a cronologia dos eventos e só alguns escritos foram traduzidos para inglês. MAAS... é o museu da Revolução e é uma boa maneira de iniciar a viagem adquirindo mais conhecimento sobre um tema que será tão recorrente na viagem. O prédio é bem bonito também! A entrada é 6 CUC e tem uma taxa para entrar com câmera(acho que 1 CUC).
       
      - Almoço no Paladar La Familia: terraço agradável e música ao vivo! Fomos parar lá depois de nos deixarmos cair no papo de um casal de cubanos, sempre muito simpáticos, que dizem que vão nos levar para o melhor restaurante da área, blá blá. Vão nos acompanhando e acabam sentando na mesa com você e esperando que você pague coisas para eles. Pagamos um mojito para cada, mas não gostamos da sensação de termos sido enganados, pois era um restaurante bem caro(entre 15 e 20 CUC). Ou seja, se não quer ter esse tipo de aborrecimento, corte o papo e nem responda à pergunta ''where are you from”. Por outro lado, sabendo disso e e mesmo assim querendo ter um papo com um cubano, não se reprima! Eles não irão te assaltar, pode ter certeza.
       
      - Show do Amaranto do Buena Vista Social Club de graça num bar em Havana! Esse tipo de acaso acontece muito em Havana e é uma sensação deliciosa. Tomamos uns bons drink e nos refrescamos do calor brutal.
       
      - Daiquiri no Floridita: Eu já li alguns livros do Hemingway e fiz questão de ir em um de seus bares preferidos (acabei não conseguindo ir no Bodeguita del Médio). Tem uma estátua dele e o ambiente remonta os cabarés dos anos 50, com decoração e música de bom gosto. Daiquiri custava 6 CUC, caro para os padrões cubanos, mas delicioso!
       
      - Capitólio e Gran Teatro La Habana: dois prédios lindos.
       
      - Noite no La Cuerva y lo Zorro Jazz: bem perto do hostel também. A entrada era 10 CUC com 2 drinks de brinde, mas conseguimos negociar(hahaha) e pagamos 5 CUC com 1 drink. Eu recomendo MUITO, o ambiente é muito agradável e a música de altíssimo nível.
       
      - Havana Bus Tour: 5 CUC pelo dia inteiro, quantas vezes quiser. Normalmente, eu odeio essas coisas mas em Havana vale a pena. O ônibus tem uma rota com pontos determinados e a ideia é que você salte e fique o tempo que quiser em cada atração, esperando o próximo, e não um tour que você vê cada coisa em 2 minutos só para tirar foto. Vale a pena, pois acabamos não precisando de táxi para ir pra Havana Velha e acabamos economizando dinheiro.
       
      - Plaza Vieja: parte de Havana que foi completamente reformada. É toda lindinha, de cima parece até uma maquete! Vários restaurantes e barzinhos agradáveis, ruas estreitas e prédios históricos. Bem gostoso de passear, mas é muito turístico e por isso era tudo caro! Pedimos informação na rua de onde comer barato e acabamos parando dentro da casa de uma pessoa, que nos serviu comida caseira a um preço bem honesto!
       
      - Câmara Oscura: um artefato ótico que permite ver em zoom Havana Velha em tempo real. O guia da atividade era uma simpatia, falava inglês e português fluentemente. Lá de cima, antes da atividade, pode-se apreciar a vista do alto da Plaza Vieja.
       
      - Calle Mercaderes e Calle Obispo: ruas para passear sem rumo, cheias de lojinhas de artesanato legais!
       
      - Plaza de Armas: um grande sebo a céu aberto! Imperdível.
       
      - Plaza de La Revolución: vários prédios oficiais que não se podia nem chegar na porta. Tava um calor absurdo e não tinha uma sombra pra se refrescar! Todas as sombras eram nas áreas oficiais e os guardinhas ficavam brigando com a gente, hahaha. Tiramos foto com os prédios com o rosto do Che e do Camilo, mas acabamos não entrando no Memorial a José Martí por causa do sol escaldante e de um vento esquisito. Estávamos exaustas e pegamos o ônibus no sentido errado, mas foi bom que deu pra dormir!
       
      - Internet no prédio Fucsa(o maior de Havana). Custou 4,50 CUC a hora (promocional, porque é 6 CUC) e, apesar das filas desorganizadas, não é lento como eu imaginava, quase uma velocidade normal! Edit: como fui em 2013, internet só assim... Mas hoje em dia a oferta de wi-fi é bem mais comum, só fica uma dica: aproveite para desconectar e viver uma viagem no tempo pros anos 50!
       
      - Almoço no restaurante estatal, chamado La Roca. Comemos um “combo”, que era prato principal + refrigerante + sorvete por só 3 CUCs: muito barato e muito bom. Não anotei o endereço!
       
      - US Interests Section: um prédio enorme dos EUA em pleno Malecón. No Lonely Planet, dizia que em torno do prédio havia um muro de grafites de provocação aos EUA, mas não vimos nada, apenas um grande “PÁTRIA O MUERTE” que parecia ter sido escrito pelo próprio governo. Nessa área não se pode andar na calçada deles e por isso não conseguimos pedir informações aos guardas.
       
      MATANZAS/VARADERO
      - Fomos de táxi(6 CUC) para a rodoviária, pois é longe para ir a pé! Foi nossa primeira experiência com a Viazul e vou dedicar algumas linhas para explicar pra vocês, já que não tem como fugir dela... Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Nesse dia, eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias e dá pra compartilhar com outros viajantes.
       
      - Hospedagem em Matanzas: Hostal Alma – junto com o hostal Azul, é um dos mais recomendados pelo LP, ficam na mesma rua. Fomos no Azul mas tava muito caro e aí fomos pro Alma (25 CUC para três, o mais caro da viagem). A dona, Mayra, é uma grossa! Ela separa o espaço da casa dela e do quarto dos hóspedes, aí de noite ela fecha a porta que une os dois e você fica sem acesso à cozinha e à sala. Ela também não te dá uma chave da casa, tem que ficar tocando interfone e ela ainda pergunta a que horas você vai sair ou vai chegar. Muito desconfortável! Teve um dia que saímos 7h pra ir fazer um passeio de barco e a porta tava fechada. Ficamos batendo desesperadamente para ela abrir por uns 10 minutos até que ela acorda, super mal-humorada, falando que deveríamos ter dito para ela no dia anterior que sairíamos cedo. Quase perdemos o passeio e ainda ouvimos bronca!
       
      - Playa Coral de táxi(15 CUC o dia inteiro). A praia é lindaaa, tem aluguel de snorkel(não usamos) e dá para curtir bastante o mar caribenho. Porém, dou duas dicas: levar fone de ouvido, pois o restaurante usa uma caixa de som alta que irrita bastante e levar um lanche de casa, pois esse restaurante (só tem um) serve uma comida ruim e cara.
       
      - Passeio para as Cuevas de Bellamar: fomos de ônibus local(1 MN = nada), por indicação da Mayra. Menos 1 ponto para ela, porque foi mó programa de índio. Só tinha famílias com crianças, a entrada para as cavernas era dentro de um museu(?) e tinha até escadas e lâmpadas no caminho. Zero aventura e também nem era bonito! O preço de entrada era 5 CUC por pessoa.
       
      - Passeio para Cayo Blanco, com parada para nado com golfinhos. Compramos na Cubatur por 100 CUC por pessoa(aceita cartão de crédito), com translado de Varadero (tivemos que pegar um táxi pra lá), barco open-bar(!!!), 40 minutos de interação com os golfinhos, dia na praia e almoço incluído com bebidas. Como era o sonho meu e da Giulia, aceitamos a facada e fomos! Foi incrível, mas admito que é triste ver os golfinhos treinados. Eu me recusei a ir num delfinário perto de Cienfuegos por causa disso e fui pra Matanzas só para poder fazer esse passeio, acreditando que era uma parada para nadar com golfinhos livres. Talvez eu tenha sido bem ingênua, mas fica o registro... Fora esse passeio, Matanzas não tem nada de especial! Achamos a cidade meio feia e com uma vibe meio pesada, sei lá.
       
       
      CIENFUEGOS
       
      - A cidade: bem limpa, organizada e tranquila! Depois da efervescência de Havana e o clima meio down de Matanzas, Cienfuegos foi um poço de tranquilidade.
       
      - Hospedagem na casa de Arelys e Jesús: Calle 41, #5418, entre Calles 54 y 56. (20 CUC para 3)
      Opinião: os dois são muito simpáticos, o quarto e o banheiro são bons, tem frigobar para guardar as suas coisas e o café da manhã foi o melhor da viagem(3 CUC)! Eles são muito prestativos para dar dicas de turismo na região e agendar táxis.
       
      - Parque El Nicho (entrada 9 CUC e táxi 40 CUC). Apesar de termos gastado bastante, foi um dos melhores dias da viagem para mim! O parque é lindíssimo e tem 3 cachoeiras, sendo que uma delas é simplesmente incrível! Para chegar nas 3, tem que pegar uma trilha tranquila e bem rápida.
       
       
      TRINIDAD
       
      - Chegamos e já levamos um susto com a abordagem das pessoas na rodoviária. É difícil até ouvir os próprios pensamentos, com tanta gente oferecendo suas casas quase que aos berros! Mesmo com ofertas mais baratas, preferimos ir na indicação da Ania, o “La Juliana”. Fomos indo a pé, mas descobrimos que era muito longe e acabamos conseguindo uma carona de charrete, hahaha.
       
      - Opinião sobre a casa: a Marylin e a sua mãe, já bem velhinha, são duas pessoas muito gentis! Foi lá que eu passei muito mal e precisei ser atendida na clínica. Fiquei um dia de repouso enquanto as meninas foram à praia e a Marylin ficou sempre verificando se eu precisava de alguma coisa!
       
      O quarto ficava no terraço, em um andar superior, o que nos garantiu bastante privacidade. O preço foi o mesmo que vínhamos pagando, 20 CUC para as três, e o café da manhã 3 CUC. O café era bom também! O único lado negativo é que é relativamente longe do burburinho da cidade, que é o centro histórico. Endereço: Frank País, #41, entre Manuel Fajardo y Eliope Paz.
       
      - Playa Ancón: essa eu não fui, mas as meninas disseram que é linda! Dá pra ir de ônibus (1 CUC) ou alugar uma bicicleta (3 CUC pelo dia, na Cubatur) e ir pelo caminho de aproximadamente 15 km, com outras praias no caminho. Elas foram de bicicleta e acabaram levando bastante tempo por causa das paradas e do cansaço com um sol escaldante na cabeça, mas elas disseram que vale a pena.
       
      - Parque El Cubano: fechamos um táxi(sempre peça ajuda para a dona da casa), não anotei quanto foi, mas diria que foi uns 20 CUC. A entrada no parque custa 9 CUC e após uma trilha de 45 min a 1 hora, você chega a uma cachoeira! Ela é bem grande e forte, difícil de chegar na queda, mas com um bom poço para mergulhar.
       
      - Centro Histórico: as ruas são todas de pedra, com um ar colonial. As cores das casas são lindas e a temperatura mais agradável que no resto de Cuba. Tem a Plaza Mayor como ponto de referência. Não tem muito o que ver, mas simplesmente caminhar pelas ruas de Trinidad é um bom passeio! O problema é que é uma cidade muito turística e com poucas alternativas aos restaurantes para “gringo” e por isso são caros! Gastamos por refeição lá uma média de 8 a 10 CUC(caro para o que vínhamos pagando).
       
      - Casa de La Musica: restaurante no meio de uma escadaria com música ao vivo! O ambiente é uma delícia, mas é caro e as por Bem turistão mesmo. O atendimento foi ruim também... Mas, depois de um almo-janta, tomamos drinks e ficamos lá até o início da noite, quando eles começam a cobrar 1 CUC para entrada no show. A minha dica é ir lá para o show ou então para um drink depois de almoçar em outro lugar, pois o ambiente vale a pena, mas não a comida.
       
      SANTA CLARA
       
      - O horário do ônibus de Trinidad para Santa Clara era diferente do que anotamos para o planejamento dos dias. Era pra ter um pela manhã, mas quando fomos só tinha uma saída diária, sempre às 15h. Chegamos por volta de 18h30 embaixo de chuva e perdemos o último dia da Giulia com a gente na viagem por culpa da Viazul.
       
      - Hospedagem na casa da Soledad (Calle Alemán, 83). Opinião sobre a casa: ela e o filho são duas pessoas muito simpáticas e que estão sempre dispostos a ajudar com indicação de restaurantes e o que fazer na cidade. Ele, cavalheiro que era, inclusive nos acompanhou à noite até o restaurante, o La Casona Guevara(http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g671534-d2232473-Reviews-La_Casona_Guevara-Santa_Clara_Villa_Clara_Province_Cuba.html). A comida é ótima, conseguimos desconto e dividimos 2 pratos por 3, então saiu super em conta. O destaque, porém, é a música ao vivo e a banda que era super interativa. No final do jantar, ganhamos aula de salsa de graça com os músicos da banda. Teoricamente iríamos ensiná-los a dançar samba também, mas não deu muito certo, hahaha!
       
      - A casa fica pertinho do centro e a noite em Santa Clara é animada, pois é conhecida por ser uma cidade universitária e tem realmente muitos jovens na cidade. De noite, eles se reúnem na praça central da cidade para beber e conversar. Ao redor da praça tem bares e “boates”, mas tudo fecha mais ou menos cedo, mesmo aos sábados. De qualquer maneira, o clima é bem tranquilo, nós gostamos! Foi a última noite de nós 3 juntas :'(
       
      - O Mausoléu do Che é a grande atração da cidade. Se o tempo estiver curto e você fizer questão de conhecer, deixe apenas um dia para Santa Clara sem peso na consciência. Fomos a pé da casa e aproveitamos para conhecer a cidade, mas era um pouco longe(obs: é perto da rodoviária, então tem gente que deixa as coisas no guarda-malas do terminal, vai no memorial, volta e já parte para outra cidade!). Lá tem a estátua do Che, com vários escritos bonitos e o memorial para os outros combatentes resgatados na Bolívia em 1967. Mas o que eu mais gostei foi um pequeno museu que conta a história do Che. Além do ar-condicionado(<3), tinha um acervo bem interessante de fotos e artigos pessoais.
       
      - Como nosso ônibus para Baracoa só saía de noite e não compramos assim que chegamos(dica: compre), além desse dia ainda tivemos outro inteiro e realmente não tem muito o que fazer lá. Fomos na estátua Che y Niño e no Monumento do trem descarrilado, mas estava fechado..
       
      BARACOA (fotos de Baracoa alguns posts abaixo)
       
      - Antes de tudo, quero dizer que esse lugar está em pouquíssimos roteiros de viagem para Cuba. Sim, é longe. Sim, é meio fora de mão. Mas é um lugar MÁGICO! Para chegar, pegamos um ônibus de Santa Clara até Santiago(33 CUC) e depois de Santiago para Baracoa(10 CUCs, 5 horas). Já adianto que todas as horas de viagem mal-dormidas e os CUCs gastos valeram MUITO a pena, pois esse foi o nosso lugar preferido da viagem(sorry, Giulia!).
       
      - Hospedagem: Edda & Alexis. Endereço: Flor Crombet, 115, entre Frank País e Maravi.
      Opinião sobre a casa: o quarto é em cima e tem bastante privacidade, um terraço agradável, frigobar, cama de casal e de solteiro, banheiro, ar, etc... O café da manhã era bom e as refeições também(negociamos preço e ainda dividimos prato). O dono da casa nos ajudou bastante a organizar nossos dias em Baracoa e a casa era perto de tudo. Tudo bem que a cidade é muito pequenininha, então realmente é difícil ficar numa casa mal-localizada.
       
      - Playa Caribe: é a praia principal, que pega quase a cidade inteira. Tem uma parte que a areia é bem suja, mas fomos andando até mais ou menos a altura do estádio. Sim, tem um estádio de futebol meio abandonado no meio da praia, hahaha, coisas de Cuba.
       
      - Parque Natural Majayara: mais ou menos na altura do estádio, começa o caminho para chegar no Parque. Eu não sei explicar muito bem como chegar, porque contamos com a ajuda do Josué, um vendedor de artesanato que trabalha no parque e também tava indo pra lá, mas tem as explicações no guia do Lonely Planet. Lá dentro, tem a Playa Blanca, pequenininha e deserta, ótima pra nadar e boiar tranquilamente. Na entrada, pergunte sobre o tour pelo Balcão Arqueológico e Cuevas de Agua. Você vai passar por plantações de cacau, um balcão arqueológico que tem uma vista absurda e parar pra se refrescar com um banho num lago subterrâneo de águas cristalinas!
       
      -Playa Maguana: mais uma praia caribenha de areias brancas. Fomos de táxi (25 CUC o dia todo) e passamos um dia de mordomia. A praia é bem tranquila, almoçamos lá mesmo. Não tem nada de especial nessa praia, mas na região de Baracoa é uma das que mais nos recomendaram.
       
      - Parque El Yunque: fechamos um táxi de novo(20 CUC pelo dia) e mais 8 CUC pela entrada com guia. Enfim, lá no Yunque tem duas trilhas, a mais pesada, que dura mais de 5h até o topo da montanha e uma mais leve, que deve ter 1h, até os rios e cachoeiras. Escolhemos a segunda porque já estávamos mortas de cansaço e queríamos relaxar. Lá é muito lindo, ficamos um bom tempo nadando e relaxando nas pedras.
       
      - Passeio de bote no Rio Tôa: aproveitamos o táxi e paramos no Tôa, que é tipo um rancho. Tem plantações e eu vi também uns quartos que eles alugam para turistas(para quem gosta de hospedagem em lugares inusitados, acho válida uma pesquisa). O passeio de bote custa 3 CUC por pessoa ao longo de todo o rio. Não estávamos levando muita fé no passeio, mas acabou sendo um dos melhores da viagem. Marina que o diga, que dispensou o bote e fez quase todo o caminho nadando, hahaha.
       
      - Centro de Cultura Yorubá: fica bem no centrinho e é um centro todo mantido pelo Estado, ou seja, é de graça. Como Baracoa está no extremo oriente de Cuba, acaba recebendo maiores influências do Haiti e da Jamaica, então a cultura negra lá é bem forte. Assistimos uma apresentação a convite do nosso amigo que fez um dread na Marina, hahaha. Não tem relação com religião, é música e dança. Eu achei a apresentação muito bonita e emocionante, vale a pena.
       
      - Mirante do Hotel El Castillo: dá pra ver a cidade inteira. Lindo!
       
      SANTIAGO
       
      - Voltamos de Baracoa e passamos 1 dia e meio em Santiago, até para descansar da viagem. Nada do que lemos nos deixou muito animada, mas era a rota. Não achei o endereço da casa que a gente ficou, mas era bem ruim de qualquer jeito, haha. Santiago é outra grande cidade, como Havana, mas não tem o mesmo clima pitoresco. Nós nos sentimos um pouco inseguras lá, até porque a iluminação é ruim e tem um clima de gangue hahaha. Mas logo vimos que não tinha motivo pra preocupação, aliás, em lugar nenhum de Cuba.
       
      - Restaurante La Juliana, endereço: calle Padre Pico, 359, entre São Basílio e Santa Lucia. A comida tava uma delícia e, novidade, negociamos o preço! Dois meninos nos levaram lá e eles ganham comissão por isso. Isso é comum e normalmente são honestos e falam como é o esquema, então se você quiser comer no restaurante indicado, ótimo, se não eles podem te levar em outro que te agrade e também vão ganhar algo por isso. Não vemos nada de ruim nisso, pelo contrário.
       
      - Livraria La Escalera: Calle Heredia, 265. A pérola de Santiago! Entramos despretensiosamente nesse pequeno sebo e só saímos de lá quase 3 horas depois, com muitas histórias do senhor Conrado, que viveu antes da revolução e é extremamente culto e politizado, além de muito simpático. No alto da escada, músicos se reúnem à noite e as pessoas se amontoam na escada para ouvi-los. Infelizmente não tivemos a oportunidade de assistir uma apresentação, mas o sebo é imperdível pelo acervo mas principalmente pelo sr Conrado.
       
      - Museu Quartel Moncada(2 CUC) O alvo do primeiro ataque da Revolução Cubana é hoje um museu que conta a história da primeira fase da Revolução e ainda conserva os buracos das balas na entrada(Batista cobriu e o Fidel mandou tirar a cobertura depois que assumiu o poder). Nós gostamos! É mais organizado que o museu da Revolução de Havana, haha.
       
      VIÑALES
       
      Voltamos de Santiago para Havana no ônibus noturno(51 CUC, facada!) e da rodoviária mesmo fomos pra Viñales, a outra ponta, por mais 12 CUC. Ficamos hospedadas na casa da Tita, endereço: Calle Salvador Cisnero Interior, 9. Desde que ficamos em 2, estávamos pagando 15 CUC pelo quarto, mas em Viñales conseguimos por 10 CUC. A casa é boa e todos são simpáticos. O quarto é enorme!
       
      Só tínhamos um dia e escolhemos ir numa cachoeira, mas demos azar e como tinha chovido nos últimos dias tava tudo marrom. Já estávamos bem cansadas da viagem e a Marina tava passando mal, então Viñales acabou sendo um pouco dispensável pra gente. A paisagem da cidade é linda e todo mundo fala bem, mas realmente não tivemos sorte.
       
      A VOLTA
       
      Voltamos para Havana e passamos mais uma noite na Casa da Ania. Conhecemos pessoas que estavam começando a viagem e passamos todas essas dicas para eles, assim como nos foram passadas muitas. Esse é o espírito, e por isso fiz questão de escrever esse relato, já que foram os relatos daqui que nos inspiraram e ajudaram a tornar tudo isso realidade. <3
       
      Qualquer dúvida adicional, pode falar comigo por e-mail [email protected] (mais rápido) ou comentando aqui no post. Também vou adorar saber como foi a sua viagem e se o meu relato foi útil pra você de alguma forma!
      Meu relato Cuba.doc
    • Por gstabelin
      Pessoal, segue meu primeiro relato escrito aqui, sempre estou de olho mas nunca havia postado um relato ou mesmo participado ativamente, mas agora acredito que possa contribuir mais vezes, segue o meu último mochilão, fiz sozinho em julho-2014 Cuba, Costa e Panamá.
       
      CUBA: HAVANA- SANTA CLARA – REMEDIOS- TRINIDAD(8 dias)
      COSTA RICA: ALAJUELA – LA FORTUNA – PUERTO VIEJO(6 dias)
      PANAMÁ: CIDADE DO PANAMÁ – SAN BLAS ( 5 dias)
       
      O objetivo dessa viagem era originalmente conhecer Cuba e o Panamá em duas semanas, era o tempo que eu tinha disponível, deixei o Panamá por último, pois pretendia trazer um PS4 e mais algumas muambas.
       
      A viagem para Cuba não teve motivo ideológico, estava muito a fim de ver os carros antigos, construções e praias. Cuba é um grande museu automobilístico a céu aberto e em movimento, havia tb a curiosidade de ver como funciona um país socialista, apesar de que aos poucos o país está se abrindo e evoluindo muito rápido.
       
      Durante as pesquisas para a compra das passagens não consegui achar um bom preço mesmo com antecedência, numa dessas pesquisas incansáveis, vi que o trecho Havana – Alajuela( San Jose, CR) estava cerca de R$500,00 mais barato do que para a cidade do Panamá, sempre tive a curiosidade de conhecer a CR, daí pensei, pq não agora.... A partir disso consegui mais uns dias e fechei a viagem toda com 19 dias. Consegui casar a passagem de Ida e volta com a Avianca, ida para Havana e volta pela Cidade do Panamá, sempre com conexão em Bogotá, comprei o trecho de Havana para Alajuela a parte ,pois não consegui comprar junto, esse voo com escala em San Salvador.
      Passagem ida e volta com taxas R$2100,00
      Passagem Havana- Costa rica com taxas R$600,00
       

       
      Visto e exigências:
      Somente Cuba exige o visto, vi alguns relatos que a COPA e a AVIANCA forneceriam o visto, a informação sobre a COPA estava mais clara, mas sobre a Avianca não confiei muito nos relatos que já eram um pouco antigos, entrei em contato com eles e me informaram de modo curto e grosso que não passam informações consulares. Enfim acabei indo no consulado de Cuba em São Paulo, paguei a taxa(R$45,00) e o visto foi impresso com os meus dados.
      Em Bogotá, a Avianca estava vendendo o visto no balcão de embarque .... então não posso confirmar se eles sempre fornecem o visto durante o embarque , não sei se vale o risco.
      Na Costa Rica é exigido o comprovante internacional da vacina de febre amarela, me pediram no check in em Havana e na Imigração em Alajuela.
      No Panamá e Costa Rica eles podem solicitar o comprovante de saída do país, imprimi todos os meus trechos mas só me pediram isso no Check in em Havana.
       
       
      CUBA-
       
      Em Cuba circulam duas moedas, o peso convertível chamado CUC destinado aos turistas e o peso normal para os Cubanos, o CUP, o CUC vale mais ou menos U$$1 dólar, mas para realizar o cambio a melhor opção é levar EUROS e foi o que eu fiz, pois o dólar tem uma taxa extra.
      Vale muito a pena conseguir uns CUPs, não havia trocado de início mas no meio da viagem troquei e poupei algumas moedas na hora de comer.
       

       
      1° Dia Havana
       
      Comecei mal, o voo de GRU para BOG foi num A319 e meu assento era na última fila, o assento não reclinava, talvez foi o pior trecho que já voei haha, principalmente por ser noturno e não ter uma posição boa para dormir... , ao menos havia sistema multimídia para distrair, foram 5 horas longas.... O Segundo voo saiu atrasado de Bogotá em cerca de 2 horas, quando chegamos em Havaná já era 16 h , um calor infernal como há muito não havia sentido no Brasil, como meu voo estava atrasado ele encavalou com mais uns 4 voo internacionais , a imigração ficou lotada , fiquei uma hora na fila. Já estava ficando preocupado, pois tinha feito a reserva numa casa e combinado de um táxi me pegar no aeroporto, como já havia acumulado umas 3 horas de atraso pensei que não estariam me aguardando, mas assim que saí do aeroporto lá estava o Carlos, o motorista gente boa com uma placa com meu nome. A imigração foi tranquila , nada diferente de outros países. Fiz um pouco câmbio no próprio aeroporto. Táxi já acertado anteriormente 25 CUC.
      Do Aeroporto até o centro de Havana é uma distância razoável, havia pesquisado e dificilmente conseguiria chegar lá sem ser táxi.
      Em Cuba os hotéis são muito caros e não vi muita info sobre hostels, então temos a opção de se hospedar nas casas de algumas famílias, antes da viagem havia imaginado que seria um ambiente familiar, mas tive a impressão de que são pousadas, talvez com a experiência o pessoal meio que caminhou para profissionalizar o esquema, algumas casas contam até com funcionário.
      Fiquei na Casa Pablo(http://www.casaparticular.org/viewproperty.asp?code=HAV107&Lang=0), 30 CUC , tentei negociar o preço sem sucesso , mas consegui um café simples incluído, o café seria mais 5 CUC.
      Casa muito boa, bem localizada, fica próximo do museu da revolução e do malecon, o quarto tinha AC Split e TV, a cama e chuveiro eram bons.
      Assim que cheguei na casa perguntei como poderia ligar para o Brasil , precisava avisar que havia chegado e estava vivo, o Pablo disse que seria quase impossível fazer uma ligação internacional, até é possível mas seria complicado, ele me indicou ir no Hotel Parque central e comprar um cartão de internet, 8 CUC para 1 hora.
      Coloquei uma bermuda e um chinelo e saí para usar a internet, a essa altura já estava morrendo de fome. Saí e fui andando no Passeo del prado que era próximo da casa, ali é pior lugar para caminhar , te abordam por todos os lados te oferecendo de tudo, charutos, chicas, almoço, café e tudo mais. Conheci os famosos Jineteiros, como já havia lido muito sobre isso, já estava esperto, mesmo assim é difícil não dar atenção, são muito insistentes e bons de papo chegam a ser chatos, perguntam da onde a gente é, depois já vai emendando conversa até pedir algo, querer te vender aquele charuto COHIBA mais barato que nas lojas, e aqui vai um ALERTA, NÃO COMPREM CHARUTO NAS RUAS, no primeiro dia já encontrei uma família brasileira que caiu nesse golpe ,deixe para comprar nas lojas oficiais, geralmente nos hotéis mais top tem.
      Cheguei no hotel parque central, comprei o cartão e avisei pra minha família que estava vivo, usei esse cartão até o final da viagem, usei poucos minutos por dia, nem tentem usar Skype pois é bloqueado, wathsapp e facebook são tranquilos. Saí em direção ao Capitólio em busca de algo para comer e já tirar umas fotos dos belos carros antigos que ainda circulam em Cuba.
      Assim que saí na praça um rapaz me abordou e me ofereceu para dar uma volta nos carros antigos pela cidade, já estava meio cabreiro com tanta gente me abordando e tb aquele clima de cidade nova, tudo estranho, papo vai papo vem, confiei , o carro passaria nos principais pontos, seria bom para ter uma referência da Cidade. Negociei com ele uns 20 minutos, tinha me pedido 30 CUC, depois abaixou para 25 CUC e chegamos no 18 , escolhi um chevy belair conversível azul e branco , o tour leva cerca de 1 hora, o motorista explica bem os locais e tudo mais, achei que valeu a pena, faria de novo.

      Já estava escurecendo e voltei para a casa tomei um banho e fui deitar um pouco, depois saí para jantar, achei um restaurante simples perto, comi e fui dormir.
       
      2° Dia Havana
       
      Nesse dia havia combinado com o Carlos para me levar no terminal da VIAZUL , é a única empresa rodoviária para turista, existe uma outra para cubanos, mas não arrisquei , parece que os ônibus são bons tb mas fiquei com medo de ser barrado ou algo do tipo, acredito que as passagens são bem mais baratas . Passagens compradas para o dia seguinte 18 CUC, depois pedi para ele me deixar no Hotel Nacional. Tudo por 6 CUC.
       
      Cheguei no hotel nacional, ambiente fino, estava tendo uma conferência com uns chinenes, dei uma volta tirei umas fotos e fui ate o barranco em direção ao malecon, ali tem uma trincheira , é tipo um museu que explica sobre o período da guerra fria, um senhorzinho simpático toma conta do local e me explicou tudo detalhadamente, demos a volta em toda a trincheira, show de bola, no final dei 1 CUC de gorjeta.
       

       
      O sol já estava ficando alto e o calor insuportável, para economizar umas moedas resolvi voltar caminhando pelo malecon , passei na casa antes de ir para o museu da revolução, o próximo destino.
      Quase uma hora andando, cheguei na casa, tomei 2 litros d agua e fui para o museu, muito grande, tem muito informação, fotos e vários monitores a disposição, ao lado tem uma praça com uns aviões, tanque e carros muito legal.
       

       
      Próximo ao Museu tem o edifício Bacardi, é possível subir no topo dele, tem uma bela vista 360 de Havana, paga-se 1 cuc.
       

       
      Parti em direção a Calle obispo, a principal rua de comércio, ali tem as Cadecas(casa de câmbio oficial) , comi num restaurante um franguinho muito bom, gastei 6 cuc com a cerveja.
      Fui até o Castillo da Fuerza Real que fica na Bahía de Havana e depois fui andando pelo centro em busca do museu do automóvel que estava no guia Lonely planet mas não achei.
       


       
      Tem uns museus interessantes da região, como uma antiga armaria e um museu de bombeiros.
       

       
      Caminhei pela Bahia de Havana em direção a Estação Central , somente para conhecer pois me passaram a informação de que os trens não são muitos pontuais, mas parece que tem ligação por toda a ilha com serviço regular, quem sabe numa próxima viagem com mais tempo. Já estava morto de tanto andar, combinei com um taxista para levar para a casa por 2 CUC.
       

       
      Cheguei tomei outro banho e descansei um pouco peguei um táxi até o Castillo de los três Reyes Malgos del Morro, , conhecido popularmente como Castillo del Morro no outro lado da Bahia, 5 CUC sem choro, tinha intenção de subir no farol mas ele fecha as 6pm e o Castillo as 7 pm, então quem quiser subir tem que chegar antes.
      Do Lado do Castillo tem a Fortaleza de San Carlos de La Cabanã, local que acontece o famoso canhonzaço as 9 pm, lá dentro tem um restaurante bacana, comi algo e fui ver o pôr do sol e depois ver o espetáculo do canhonzaço.
       

       
      Na volta para a casa fui ver um táxi e tinha centenas na saída da fortaleza, um rapaz me abordou e pediu 8 CUC , negociei e iria pagar 6 CUC, iria pois assim que o taxi chegou na casa dei 6 contado e o táxi falou que era 8, discuti com ele, e o bixo ficou exaltado para arrumar treta, acabei pagando 8...
      Depois dessa eu aprendi que toda vez que fosse negociar um táxi já pagaria no começo para não ter dor de cabeça depois.
       
       
      3° Dia Havana – Santa Clara- Remédios
       
      Acordei cedo e fui para o terminal da Viazul.
      O ônibus saiu pontualmente as 8:40 e a viagem foi tranquila, ônibus novo com AC, cerca de 4 horas até Santa Clara com uma parada para comer, um fato curioso foi que no meio da viagem os motoristas trocaram de posição com o busão em movimento, tinha uns gringos que ficaram assustados , ouvi “oh my god” repetidas vezes hahaha .
      Chegando em Santa Clara o terminal estava uma zona, assim que o pessoal descia do ônibus já tinham 3 , 4 pessoas oferecendo de tudo, fiquei até meio perdido com um senhor me oferecendo um tour com seu taxi de forma agressiva, como que se eu fosse obrigado a fechar com ele, estava buscando info de como deixar a mala ali e depois de como ir para Remédios, já estava ficando puto, nesse dia saí com a camisa do Corinthians e em meio a muvuca, alguém me cutuca e pergunta se eu era Brasileiro, eu disse opa, daí conheci o Victor, que estava fazendo quase o mesmo roteiro que eu. Ele já tinha deixado a bagagem guardada e já sabia dos esquemas do tour em Santa Clara, deixei minha bagagem e o senhor continuava atrás da gente, enfim negociamos com ele para guiar pelos principais pontos de Santa Clara e depois voltaríamos ao para tentar chegar em Remedios no mesmo dia.
      Fomos no Memorial do Che, no Monumento do trem Blindado e no local que tem a estátua do Che com o ninho.
       

       
      Ele tinha um Chevy , estava novinho, fechamos o tour por 6 cuc, sem pressa, no nosso tempo, só de andar no carro dele já valeu a pena.
       

       
      Depois ele levou num lugar para almoçar, um lugar muito bacana mas não peguei o nome. Acredito que foi a melhor refeição que fiz em Cuba. Cerca de 10 CUC
      O senhor disse que o filho dele também trabalha com táxi e poderia nos levar a Remedios, fechamos com ele por 20 CUC, e tinha ar condicionado \o/\o/\o/.
      Após uma hora de viagem, chegamos em Remédios, cidadezinha que parou no tempo, muito tranquila, o Victor tinha indicação de uma casa e foi a melhor hospedagem que tive em cuba , o quarto para nos dois saiu por 15 CUC , tinha AC, cama e chuveiro bom. Casa da Yunai(http://cubacasas.net/cities/remedios/lalucia/) , super gente boa e atenciosa, preparou uma lagosta por 10 CUC que foi a melhor da viagem.
       

       
      4° Dia REMEDIOS - CAYOS
       
      No dia anterior combinamos com a YUNAI de um táxi nos levar até o Cayo Santa Maria e Las Brujas por 30 cuc o dia todo no nosso tempo. O caminho é fantástico, chamado de El pedraplén
       

       
      Fomos Primeiro no Cayo Santa Maria numa praia que parecia ser a única aberta sem estar cercada por um resort , se tornou uma reserva a pouco tempo, o motorista deixou a gente lá, tem que atravessar a mata por uns 500 metros e depois chega na praia, tem um monitor que toma conta e tem que pagar 3 cuc para ele, praia fantástica, uma piscina, nunca tinha visto algo como aquilo.
       

       
      Ficamos umas horas por lá e partimos para o Cayo Las Brujas, entre esses Cayos tem uma vila que atende os resorts, com restaurantes, boliche, etc. Paramos ali e comemos um lanche .
       

       
      Depois partimos para uma praia que é mais acessível para Cubanos e estava lotada, fomos andando pela praia até uma parte mais tranquila onde tinha um resort, “ tomamos conta’’ das cadeiras até a hora de ir embora.
       

       
       
      5° Dia REMEDIOS-TRINIDAD
       
      Não existe uma ligação direta da Viazul entre Remedios e Trinidad, teríamos que voltar até Santa Clara, provavelmente de táxi e pegar o ônibus que sairia a tarde para Trinidad, ou seja perderíamos o dia,
      A Yunai então deu a dica para fazer o trajeto de táxi coletivo, mas um direto ia ficar muito caro, então ela traçou um roteiro para nós , o único receio foi por conta de ser um domingo e talvez não teriam muitos táxis disponíveis.
      Então o primeiro táxi pegou a gente na casa as 7 am.
      Remedios - Placetas 10 CUC
      Placetas – Camayguan 6 CUC
      Camayguan – Sanct Spirits 4 CUC
      Sanc Spiritis – Trinidad 6 CUC (esse por pessoa)
       

       
      O esquema desses táxis é que eles são coletivos , normalmente eles esperam o carro encher e partem, como era um domingo e não queríamos perde tanto tempo, já íamos fechando logo com o motorista, a exceção foi o ultimo que a viagem é mais longa e ficaria mais caro, e aconteceu algo irado.
      Assim que chegamos em Sanct Spiritis no terminal de ônibus o nosso motorista perguntou para um outro taxista do outro lado da rua se ele estava saindo para Trinidad e ele confirmou. Então pegamos nossas coisas e caminhamos até o táxi, mas assim que chegamos ele viu que éramos gringos e meio que desconversou e disse que não estava saindo, então pensamos fudeu... Entramos no terminal para ver se tinha algum ônibus e ele já tinha saído.... Voltamos para a rua e fomos insistir mesmo sem entendo o que passava, nesse meio tempo tinha chegada uma van trazendo uns turistas e esse motorista ofereceu para nos levar por 20 cuc, achamos caro e fomos insistir com o taxista. Ele disse para aguardar um pouco que ia sair, ele ia cobrar 6 por cabeça, então fechamos com ele, ainda estávamos no lucro e pela distancia o valor era razoável, entramos no carro e começou a entrar mais gente, fomos em 8 num carro americano tipo perua, no final da viagem o pessoal pagou cerca de 2 a 3 cuc e os gringos trouxas aqui pagaram 6, daí questionamos ele pq de cobrar o dobro da gente e tal e começamos a bater boca com ele, no final deixamos quieto e pagamos os 6 combinados, mas ficamos puto.
       

       
      Chegamos em Trindad antes do meio dia.
      Buscamos a casa que o Victor tinha pego referência, Casa da Nairobi ,no nosso quarto o AC estava muito fraco e a cama não era das melhores, mas indico como uma segunda opção. 15 CUC por quarto, ela preparou uma lagosta excelente por 10 CUC.
      Pegamos informação e fomos atrás do ônibus que levam para a Praia na Península Ancon, mas ele só sairia as 2 pm por 2 CUC ida e volta , para não perder tempo perguntamos para alguns taxistas e ficaria de 5 a 6 cuc, no fim achamos 3 argentinas e rachamos um táxi maior que ficou 8 no total. Praia é legal, mas nada diferente que temos no litoral norte de sp, por ex, talvez por eu ter ido nos cayos no dia anterior não achei a Peninsula Ancon tão bela.
       

       
      Na volta fomos pegar o ônibus pensando que íamos pagar 1 cuc por pessoa, mas não, o bilhete é único. 2 cuc para ida e volta, então pagamos, as argentinas ficaram bravas e foram atrás de táxi... Pegamos o último ônibus as 6 pm, ficou lotadaço, como pegamos ele no ponto inicial fomos sentados, mas o trajeto é curto, então suave.
      Toda noite rola numa escadaria próximo a Igreja um tipo de show, conhecido como Casa de lá musica, começa cerca de 9 pm, muito bacana.
       

       
      6- Dia TRINIDAD
       
      Acordamos cedo e fomos numa cachoeira no vale dos engenhos de cavalo, custou 15 cuc por cabeça e um guia nos acompanhou, valeu muito a pena, a região é belíssima, fizemos no nosso tempo sem correria, e o cavalo dava umas galopadas legais, fantástico, a cachoeira estava com pouca água, reflexo da falta de chuva dos dias anteriores, mas só pelo passeio com cavalo valeu a pena.
       

       
      Na volta Tinha a opção de almoçar num rancho , mas achamos caro e partimos para Trinidad, deixamos o cavalo, pagamos uma caixinha para o guia , no caminho para casa achamos um restaurante que tinha os preços em CUP expostos na janela, achamos muito barato, entramos com desconfiança mas acabamos comendo lá, tinha uns 3, 4 sucos naturais muito gostoso, foi o lugar mais barato que comi, valores irrisórios, ficou 1-2 CUC contando com uns 6 copos de suco , ganhei o dia hahaha.
       
      No meio da tarde demos uma volta com calma na cidade e subimos o morro da antena para tirar uma foto do pôr do sol e da península ancon. Na antena tem um vigilante, chamado carlos, uma pessoa muito legal, ele nós chamou para subir numa lage para ter uma vista melhor, me liguei que ele ia pedir uma propina como normalmente aconteceria..., mas fomos, ele gosta de conversar, foi o melhor papo que tive sobre o sistema,foi uma troca de experiência legal, nos explicou de forma clara como tudo funcionava em Cuba, tiramos muitas dúvidas com ele, ficamos umas 3 horas batendo papo, no final demos uma propina como forma de agradecimento.
       


       
      Na volta já estava de noite e fomos novamente para casa de La musica e nesse dia estavam cobrando 4 ou 5 cuc para entrar, até isolaram a escadaria com uma corda, não entendemos mas pagamos, ficamos um pouco lá e o Victor encontrou um casal de Brasileiros que veio no voo junto com ele, tomamos uma gelada e fomos para uma balada dentro de uma caverna que por coincidência ficava no caminho do morro da antena, o ambiente é muito louco,uma caverna mesmo haha nunca vi nada como aquilo, mas a balada em si é bem fraca, tocando músicas de 10 , 15 anos atrás , tipo Britney spears, me lembrou as festas de debutantes kkkk. Ficamos pouco e vazamos
       

       
      7- Dia TRINIDAD - HAVANA
       
      No dia anterior combinamos com a Nairobi de pegar um táxi coletivo para Havana no mesmo preço da Viazul, com a comodidade de sair mais cedo e ser mais rápido. Blz, combinamos as 7 am e o táxi chegou as 7.30, era um Peugeot 207 novo , alugado, o motorista ainda foi abastecer, engraçado que ele parou o carro numa casa ao lado do posto e completou o tanque com uns galões, ai me veio em mente a conversa do dia anterior , o jeitinho cubano de sobreviver, em cuba existem dois sistemas, o que o governo cubano acho que existe e o que realmente existe.... ele abasteceu e ficou enrolando um tempo , perguntamos se ia demorar muito e blefamos dizendo que a gente ia perder o voo em Havana, daí partimos quase 8 am.
      Viagem de quase 4 horas, chegamos em havana e fomos na casa onde o Victor havia se hospedado assim que chegou em Havana, lugar muito bacana, mas não tinha mais quarto, então ela nos levou numa vizinha, 25 cuc, local bom tb, mas não anotei a referência . Dei umas dicas de Havana para o Victor e ele me passou algumas, então nós separamos e combinamos de se encontrar no parque central no fim da tarde para racharmos um tour de carro antigo novamente , foi tão massa que iria repetir, hahaha, só que choveu e não deu certo, a chuva parou logo depois e como o Victor não tinha ido no Castillo de los três Reyes, fechamos um táxi até lá, eu estava doido para entrar no farol, massss chegando lá estava fechado por causa da chuva, até argumentei que já tinha parado de chover há 1 hora, mas não teve jeito, vai ficar para uma terceira visita...
      Dia estava acabando e o Victor tinha visto um restaurante que tinha uma lagosta por um preço bom , 12 cuc, para havana estava barato, comemos lá, rolou uma briga numa mesa ao lado de uns mexicanos haviam cobrado a mais deles, blz, na nossa vez ficamos espertos e aconteceu a mesma coisa, cobraram além de 10% uma taxa de serviço absurda, no total ia ficar quase 40 cuc para nos dois, batemos o pé é só pagamos os 10%, detalhe que em nenhum lugar tinham me cobrado isso em cuba e o garçom avisou antes que cobraria os 10%, mas somente essa taxa... e não a outra, blz, problema resolvido, fomos na Bodeguita del Médio tomar o famoso mojito, mas nem tomamos, muito caro, hahaha.
       

       
       
      8 –Dia HAVANA
       
      O voo do Victor era bem cedo, então nos despedimos ele foi rumo ao aeroporto. Eu ainda tinha a manhã livre antes do meu voo que era no meio da tarde. Nesse dia aproveitei para tirar fotos dos carros e dos principais pontos de havana com calma, peguei o ônibus turístico que circula praticamente na cidade toda com o esquema hop on hop off , 5 cuc , ele sai do parque central.
       


       
      Voltei para a casa antes do meio dia, arrumei minhas coisas e peguei um táxi para o Aeroporto. Negociei por 20 cuc.
      No Aeroporto tem que pagar uma taxa de 25 cuc antes de embarcar após o check in, detalhe , como cheguei muito cedo no aeroporto, antes de fazer o check in dei uma volta para comprar umas lembranças e vi que tinha uma fila gigante num guichê para pegar tal taxa, mas no outro lado do tinha outro guichê e não tinha ninguém, não tive dúvida depois que fiz o check in fui no outro e nem peguei fila, ganhei uns 30 minutos haha. Fica a dica, principalmente pra quem chegar em cima da hora.
      Tudo ocorreu normal e peguei meu voo para Costa Rica com conexão em San Salvador , numa das filas conheci um Costarriquenho e ficamos batendo papo, por coincidência quando cheguei em Alajuela as nossas malas foram as últimas a sair, então para não ser enganado pelos taxistas perguntei para ele quanto sairia um táxi até o meu hostel, o maluco fez questão de ir comigo negociar o preço com o taxista, acertou tudo pra mim. Hahaha, peguei o táxi até o Hostel Alajuela backpackers, pertinho do aeroporto, paguei 4 dólares.
       
       
      Enfim, Cuba é um país fantástico, voltaria lá tranquilamente, o que mais me surpreendeu foi a segurança, em nenhum momento me senti ameaçado, seja em Havana ou em outras cidades menores.
       
      Continua....


























    • Por Callu
      Olá!
       
      Visitei Cuba no mês de dezembro de 2015 (mais dois amigos) passei 09 dias por lá e deixo aqui um pequeno resumo, como forma de retribuição pela ajuda encontrada neste fórum.
       
      De todas as minhas viagens, essa foi a que menos planejei. Viajei sem saber ao certo como seria o transporte na ilha, como seria a alimentação (o que me fez levar algumas coisinhas daqui na mala despachada), o quanto eu iria gastar (já que a maioria dos relatos falavam que a ilha era caríssima) ... tudo fez com que eu fizesse um roteiro de lua, digamos assim. No dia anterior era decidido o que fazer no dia seguinte. Dependendo do ânimo, do tempo e do cansaço de cada um. (Isso foi bom, por um lado, mas devo dizer q não é o meu estilo de viagem. Gosto de tudo acertado antes mesmo de viajar, até plano B eu gosto de fazer.)
       
      Pois bem, não achei a ilha tão cara assim, e dá pra economizar bastante indo em supermercados. O povo cubano é muito simpático, receptivo, prestativo e adora conversar. Não estranhe se pararem você na rua pra perguntar de novela da globo, ou sobre cantores brasileiros. A culinária de lá é parecida com a nossa (eles comem uma variação do nosso feijão com arroz) e o mojito é muuuito muito bom.
       
      Andar naqueles carros americanos (as máquinas, como chamam por lá) é realmente uma experiência muito especial. São carros bonitos por fora, mas caindo aos pedaços por dentro. E que podem parar de funcionar a qualquer momento (não aconteceu comigo). Não existe uma tabela oficial de preços cobrados pelos motoristas, mas, na maioria dos casos, eles cobram 1 CUC de Vedado até o centro. No meu caso, eu pagava 2 CUC de Playa até o centro. Mas isso varia muito do lugar em que você está pegando o carro. No capitólio ou no malecon, que são lugares super turísticos, cobram o dobro disso, ou mais. Só andei uma vez no coco taxi e não recomendo, é mais caro que a máquina e super perigoso. Uma curva e vc parece que vai voar... hahahaha
       
      Sobre a internet, é um pouco complicado e trabalhoso. Não tem wifi nem 3G. É preciso procurar um ponto de internet. Como fiquei hospedada perto de um hotel, não sofri muito com isso. Comprei o cartão do hotel e racionei o uso. Nos primeiros dias mandei mensagens SMS, todas elas custaram pouco mais de 30 reais em plano pós-pago.
      A respeito do cambio, não recomendo o aeroporto nem os hotéis. Por duas vezes usei a casa de câmbio próxima ao convento de São Francisco de Assis, na parte velha da cidade. Sem filas e com cotação melhor que nas outras opções.
       
      A passagem foi comprada em promoção e custou R$ 1.262,75, COPA (Recife-Havana, com conexão no Panamá). Dessa vez não fiz planilha de gastos detalhada, mas a viagem completa, incluindo passagem, alimentação, hospedagem, presentes, etc saiu por pouco mais de 3 mil reais.
       
      HOSPEDAGEM
      Optei por ficar em Havana todos os dias. Fugi do centro turístico e aluguei uma casa no subúrbio, no bairro Playa. O dono foi muito atencioso, ajudou em tudo e até ensinou como pegar as máquinas (os carros antigos americanos que funcionam como lotação). A casa foi ótima, fica num lugar muito agradável, tem sala, cozinha, banheiro e quarto com ar-condicionado, além uma pequena varanda/terraço. Fica próxima de hotéis, supermercado e dos pontos das máquinas. Recomendo, quem tiver interesse eu posso passar o contato.
       
      PASSEIOS
      Fiz apenas um passeio por agência, Vinales. Recomendo altamente. O passeio é de dia inteiro e percorre as plantações de tabaco, fabricas de rum e de charuto e também uma parada no mural da Pré-história. O melhor momento foi a parada na Cueva del índio, uma caverna que tem um trecho de caminhada e outro trecho num rio subterrâneo. Muito bom!
       
      Outro passeio que fiz foi para a Praia de Santa Maria Del Mar, que fica próxima a Havana. Uma praia muito bonita, com um banho muito bom, apesar de friozinho.
       
      Nos outros dias, dividi as atrações por bairros: Vedado, Havana Velha, e Prado. Além de conhecer o outro lado da baía, onde fica a Casa de Che.
       
      Das atrações imperdíveis, recomendo:
       
      Memorial José Martí – Inesquecível! Não fazia ideia de quem era José Martí e voltei de cuba fã dele. Trouxe até um quadro dele que está pendurado na minha sala. Vale a pena pagar pela visita guiada e conhecer a historia dele em detalhes. O memorial fica na praça da revolução, que já é uma atração imperdível por si só.
       
      Museu da Revolução e Museu Nacional de Belas Artes – é pra dedicar um dia pra esses museus (ou um dia para cada). Muita coisa, muita história. São atrações próximas uma da outra. O prédio do primeiro é mais acabadinho, enquanto o do segundo é lindo e bem cuidado. Não deixe de visitar as lojinhas.
       
      Mercado de San José - para presentes e recordações.
       
      Calle Obispo – Uma rua enorme, com comércio, lanches, artesanato, muita gente, estrangeiros e cubanos. Uma riqueza numa única rua.
       
      El Malecon – Vale uma caminhada no entardecer e muitos passeios de carro. Muito lindo!
       
      Toda a Habana Vieja - Plaza Vieja, Plaza de armas, Catedral, Calle Obispo e todas aquelas ruas lindas. Essa parte da cidade é muito charmosa. É pra bater perna mesmo nessa parte da cidade, andar em zigue-zague pra não perder nada.. hahahaha
       
      E um passeio de Carro por Vedado, pra ver as mansões americanas.
       
      Restaurantes
      Foi difícil achar um restaurante que me deixou 100% satisfeita em Havana. Quando a comida era boa, o atendimento péssimo, e vice-versa. Mas teve um restaurante que conseguiu este feito e que acabei retornando no último dia. Fica na Calle San Ignacio, e o nome é El Bosquecito.
       
      Bom, espero que esta contribuição possa ajudar os futuros viajantes. Quem quiser fazer perguntes, fique à vontade. Pode mandar e-mail se quiser, pois respondo mais rápido.
       
      Até a próxima!


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