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Palante comandante!Muita saudade de Chávez e Venezuela! 

Não foram a belíssima Isla Margarita?

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Parabéns pelo relato. Muito bom ler sobre Venezuela por aqui. Abração e boas viagens!!!

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Em 25/07/2018 em 21:43, Luis Barros disse:

Relato viagem Venezuela jul/2018

Quando estava planejando minha viagem para a Venezuela, busquei muitas informações na internet, inclusive aqui no site... Não havia relatos recentes... Tive muita dificuldade... Por isso prometi, aqui mesmo, que quando voltasse iria fazer um relato o mais detalhado possível...  

Vamos ao relato da viagem que fizemos (eu e minha esposa) pela Venezuela em julho de 2018...

Somos da cidade Paraúna, interior de Goiás... Inicialmente planejei fazer essa viagem de carro, mas dois fatores me fizeram mudar os planos: o primeiro foi o tempo que levaria para chegar à Venezuela partindo de Goiás até a fronteira (cerca de 6 dias)... Contado ida e volta, ficaria quase metade de minhas férias somente no Brasil, isso não seria problema, para pessoas como eu que gostam de viajar de carro, seria maravilhoso, se não fosse o fato de que o único trecho que para nós seria novidade é a BR-319 (que eu ainda não percorri)... Outro fator que levei em consideração foi a questão do risco... Nos grupos de apoio, e nos relatos mais recente que consegui ver, muitas pessoas alertavam para o risco de deslocamentos dentro da Venezuela em veículos próprios... Então mudei a estratégia e resolvi que iríamos a uma viagem mista entre avião, ônibus, van, lotação, taxi etc... Assim a fizemos...

Saímos de nossa cidade, de carro, na sexta-feira dia 29/06 rumo a Brasília, onde dormimos na casa de parentes, para tomarmos o avião no sábado dia 30/06 rumo a Manaus-AM...

Embarcamos às 06:45h e chegamos a Manaus às 09:45h (ganhamos 1 h no fuso horário)... Fomos à rodoviária de Táxi, chegando a tempo para embarcar em um ônibus rumo a Boa Vista-RR às 10:00h...

Chegamos a Boa Vista-RR às 21:00h, onde nos hospedamos em hotel para descansar e seguir viagem no outro dia... Levantamos um pouco tarde, em função do cansaço, a ponto de perdermos os ônibus que seguem todos pela manhã com destino a Pacaraima-RR (fronteira com a Venezuela)... Sendo assim o que nos restou foi pegar um táxi/lotação... Chegamos a Pacaraima onde nos esperava um amigo que mantínhamos contato pela internet... Amigo esse que conhecemos através de outro amigo em comum...

Ficamos o restante do domingo entre as cidades de Pacaraima no Brasil e Santa Helena de Uairén na Venezuela, pesquisando horário de ônibus, fazendo câmbio de dinheiro e nos confraternizando com o amigo que acabamos de conhecer pessoalmente... Dormimos em um hotel em Santa Helena, pois nos haviam dito que seria mais barato... Mas não fiquei contente com minha escolha, pois Santa Helena está toda “balizada” com os preços do Brasil... Teria encontrado melhor custo benefício em Pacaraima, onde nos hospedamos na volta, em hotel com o mesmo preço, porém melhor...

Na segunda-feira compramos as passagens bem cedo para CARACAS, pois apesar de o ônibus sair às 16:00h, a passagem tem que serem compras bem cedo para se conseguir vagas...

 

 

Valores:

 Passagem avião Brasília-Manaus: R$ 346,00 por pessoa, ida e volta (compradas com antecedência)

Táxi aeroporto de Manaus ao terminal rodoviário: R$ 40,00

Passagem de ônibus Manaus-Boa Vista: R$ 157,50 por pessoa

Passagem táxi/lotação Boa Vista-Pacaraima: R$ 50,00 por pessoa (de ônibus sairia R$ 20,00 por pessoa)

Hospedagem Boa Vista: R$ 100,00 para o casal (Hotel Farroupilha, em frente à rodoviária)

Hospedagem Hotel em Santa Helena de Uiarén: R$ 70,00 para o casal (não lembro o nome, e nem vale a pena lembrar...kkk)

*Local para se comer bem em Pacaraima-RR = Restaurante do Negão

*Hospedagem com bom custo benefício em Pacaraima-RR = Hotel Mineiro (R$ 70,00 para o casal)

 

Segunda-feira dia 02/07 fizemos os trâmites na migração... Primeiro dando saída do Brasil no posto da Polícia Federal, que está superlotado por venezuelanos, porém brasileiros tem prioridade... Depois, dando entrada na Venezuela na “migração” que fica em uma carreta estacionada no pátio (fácil reconhecer)...

Almoçamos em Pacaraima, fizemos câmbio de moedas Real/Bolívares (trocamos R$ 200,00) na proporção de 1 x 160.000,00 Bolívares (fizemos com um taxista que nos transportou por duas vezes entre Pacaraima e Santa Helena... Trocamos tudo em notas de 100.000,00 Bolívares para fazer menos volume... (essa proporção é para troca em espécie)...

Embarcamos às 17:00h (uma hora de atraso) rumo a Caracas, aonde chegamos no outro dia (terça-feira) às 16:00h (praticamente 24h de viagem)...

As paradas para fiscalização durante esse trajeto foram muitas, tanto pela Guarda Nacional Bolivariana, quanto por outras polícias, e variaram entre simples entrada de um militar no ônibus verificando os bagageiros superiores e embaixo das poltronas... Outras vezes recolhendo os documentos de todos os passageiros e levando às Alcabalas (postos de fiscalização) para verificação... Mas algumas vezes, a fiscalização fica mais rigorosa e fazem todos os passageiros descerem do ônibus, pegarem todas as suas bagagens, que são revistadas uma a uma...  

 

Chegamos a Caracas pelo “Terminal Oriente”, tratamos de pegar um táxi rumo ao “Terminal Bandeira” de onde saem os ônibus rumo a cidade para onde iríamos a seguir (Barquisimeto)... Fomos direto a Barquisimeto, pois a esposa do nosso novo amigo venezuelano estava a nossa espera para nos auxiliar na sequência da viagem... Principalmente, deixamos Caracas para o volta, para que estivéssemos mais ambientados com o país, tendo em vista que, todos os relatos indicavam que a capital seria o lugar mais perigoso de toda a viagem...

No Teminal Bandeiras, chegamos onde um micro ônibus estava já estacionado pronto para partir para Barquisimeto... Não sabíamos qual era o preço da passagem, dessa forma o motorista/cobrador conseguiu facilmente nos cobrar um preço mais alto... Chegamos a Barquisimeto às 22:00h... Sem querer incomodar nossa anfitriã, e com medo de gastar muitos Bolívares (em espécie), dormimos em uma espelunca por ali mesmo...

 

Valores:

Passagem Santa Helena de Uiarén-Caracas: 4.300.000,00 Bolívares cada

Almoço na estrada: 5.000.000,00 (um prato com arroz, molho de frango, maionese e um refrigerante médio)

Táxi Terminal Oriente ao Terminal Bandeira: 5.000.000,00 Bolívares

Passagem ônibus Caracas-Barquisimeto: 900.000,00 Bolívares (esse é valor, pagamos mais por estarmos com poucos Bolívares e achamos melhor pagar em dólar)

 Hotel em Barquisimeto: 4.400.000,00 Bolívares

 

Quarta-feira dia 04/07 – Aqui começa uma nova fase de nossa viagem...

A esposa do nosso amigo nos busca no terminal de Barquisimeto e nos leva para sua casa, onde ficamos hospedados por dois dias... Ela nos empresta um cartão de débito de seu marido, um chip de celular com número local e internet... Através de um conhecido, faz câmbio de moeda e credita na conta que passamos a utilizar... Foram trocados 60 dólares americanos, que havíamos levado, por 210.000.000,00 bolívares...

A partir daí, estávamos aptos a viajar pela Venezuela da forma que deve ser, podendo pagar nossos gastos com o cartão e fazendo um câmbio bem favorável... Fizeram as contas? Havíamos comprado dólares no Brasil em média a R$ 3,84... Então com esse câmbio que foi feito, significava que estávamos trocando R$ 1,00 por 913.830,00 bolívares... Bem diferente daquela primeira troca em Santa helena que foi 1 X 160.000,00...

Vale alguns esclarecimentos às pessoas que não conhecem o funcionamento dessas operações bancária no comércio em geral da Venezuela. Há duas formas de pagamentos mais utilizadas: a primeira é através de um débito comum, como estamos acostumados no Brasil... No comércio de lá, é identificado o local onde se pode pagar dessa maneira, através de um cartaz que todos exibem, com os dizeres “hay punto”... Esse “punto” quer dizer que existe ali uma “maquininha” dessas de cartão que estamos tão acostumados... A outra forma de pagamento muito utilizada lá é a transferência bancária... Essa é utilizada quando, por algum motivo, a “maquininha” não está funcionando, ou a pessoa que está recebendo não a possui, exemplo: um taxista... Assim ele te passa a conta corrente dele, você faz uma transferência bancária através de um aplicativo de celular, no ato da transferência, você faz a “captura” da tela e passa para a pessoa via Watts app... Isso é tão comum para eles, como para nós é pegar uma nota de Real e passar para um comerciante... É como dizia minha mãe: “a necessidade faz o sapo pular”...

No nosso caso essa operação de transferência, quando necessária, era feita pela nossa amiga/anfitriã...

Ficamos por 2 dias em Barquisimeto... Visitamos os pontos turísticos da cidade, que por sinal são belíssimos... A Flor da Venezuela, O Manto da Virgem Divina Pastora, Catedral de Barquisimeto, o Obelisco e muitos outros (dá uma pesquisada na internet, vale à pena)...  Ali nos deslocamos de carro com nossa anfitriã e uma amiga sua, super divertida que nos alegrou durante todo tempo... Gasolina não é problema: 1 Bolívar o litro, ou seja: nada...

Na sexta-feira seguimos para Mérida... Primeiro pegamos um carro tipo lotação até Barinas, chegando lá, no terminal pegamos um ônibus que nos levou até Mérida, onde ficamos hospedados na Pousada Filadélfia, uma pousada indicada por moto-viajante amigo de nosso anfitrião de Barquisimeto... Pousada super simpática, um predinho com dois pavimentos, cuidado pela própria dona... Quartos amplos, duas cozinhas que podem ser utilizadas pelos hospedes, há serviços de lavagem de roupas, quarto com chuveiro quente, relativamente próxima a Praça Las Heroínas, de onde parte o teleférico de Mérida...

Dormimos por três noites em Mérida... Andamos pela cidade, comemos nos restaurantes, compramos suprimentos para preparar os jantares na pousada, subimos a montanha pelo teleférico... Tínhamos muita vontade de conhecer o maior e mais alto teleférico do mundo... Foi um passeio maravilhoso, mas tivemos uma pequena frustração por conta dele não ter ido até a última estação... Foi alegado problema elétrico, por conta de fortes chuvas que teriam acorridas no topo da montanha, que danificou algo lá... Mas a visão é belíssima... Nas estações há cafés com vista panorâmica de tirar o fôlego...

 

Valores:

 Passagem no carro/lotação Barquisimeto-Barinas: 6.000.000,00 bolívares (para o casal)

Passagem de ônibus Barinas-Mérida: 1.000.000 bolívares cada

Pousada em Mérida: 2.000.000,00 Bolívares a diária para o casal (pasmem...)

Teleférico de Mérida: U$ 50,00 cada (isso mesmo! 50 dólares cada um) esse é o valor para estrangeiro, o valor... Para venezuelano, não me lembro direito, mas não chega a 1 dólar...

Comida pela cidade: gira em torno de 5.000.000,00 bolívares por pessoa...

 

De Mérida voltamos para Barquisimeto para uma pequena escala ates de seguir para Tucacas... Nossa anfitriã trocou mais 50 dólares em bolívares (dessa vez na proporção 1 X 3.200.000,00) creditados na conta e mais 20 dólares por Bolívares em espécie (dessa vez 1 X 1.000.000,00 bolívares)...

Dormimos uma noite e seguimos no dia seguinte em um táxi que nossa anfitriã contratou (e pagou através de transferência)... Dessa feita, fomos com todo conforto... Táxi semi novo, ar condicionado, motorista conhecedor do país, estrada maravilhosa... Pista dupla, asfalto perfeito, canteiros centrais floridos e bem cuidados...

Chegamos a Tucacas direto em um hotel que eu havia pesquisado na internet... Acertei na mosca... Bom hotel, predinho com 5 pavimentos, novo, elevador, quarto com ar condicionado (o que é imprescindível, devido ao calor que faz), restaurante/bar 360º no terraço, vista incrível...

Ficamos hospedados por 3 noites, o hotel foi pago através de transferência bancária, pois as “maquininhas” estavam fora de serviço na cidade... Aliás, aqui começa nosso primeiro perrengue... A cidade toda estava sem o serviço das maquininhas... Como o dinheiro em espécie é muito difícil, você tem que segurar de todas as maneiras, pois se ficar sem, alguns serviços que só pode pagar em espécie, você não os terá...

Resultado, como não tínhamos a possibilidade de fazer transferência o tempo todo, pois quem tinha o aplicativo e controlava a conta era nossa anfitriã, tínhamos que ficar ligando a todo momento, coisa que não era tão fácil assim, pois os telefones também não funcionam bem sempre... Mas para quem tem um traquejo em viagens, isso é fácil... Conversamos com o gerente de uma panificadora que é o “point” da cidade, deixamos uns dólares em garantia e fomos utilizando ao poucos durante nossa estadia na cidade... Essa panificadora por sinal, é um dos melhores comércios da cidade, servem comida, fazem uma pizza excepcional, que foi nosso jantar todos os dias....

A cidade de Tucacas é o portal de entrada ao Parque Nacional Morrocoy... E nosso hotel fica bem localizado: próximo ao portão de entrada do parque e há 200 metros das lanchas que levam aos Cayos...

O Parque Nacional Morrocoy, é uma reserva muito grande que engloba boa parte do litoral caribenho da Venezuela entre as cidades de Tucacas e Chichiriviche, ainda muitas ilhas que são chamadas de Cayos... Você pode ir às praias do continente, como a que se tem acesso através da entrada do parque em Tucacas e ir de lancha aos Cayos... assim fizemos alternadamente durante os três dias que passamos lá...

As praias do continente são lindas, mas os Cayos são imbatíveis (vou tentar colocar fotos aqui)... Por indicação de relatos na internet, fomos direto ao Cayo Sombrero, que penso ser o mais bonito de todos... A lancha leva em torno de 25 minutos para chegar ao Cayo Sombrero, partindo de Tucacas... Você marca a hora e eles vão te buscar... É bom levar quase tudo que você for consumir lá... As pessoas compram uma caixa de isopor e levam comidas, bebidas e água... (não precisa se envergonhar, isso é muito comum lá)... No osso caso, levamos apenas um lanche e um pouco de água, porém conseguimos comprar algumas coisas dos vendedores que levam... Inclusive pagando no débito... OBS. Não há água doce nos Cayos para tomar uma ducha depois do mar... No meu caso, usei aquelas camisas tipo segunda pele, com filtro solar para tomar banho e ficar o tempo todo... O sal não me incomodou...

Para mim esse Mar do Caribe Venezuelano é o ponto alto do turismo na Venezuela... para quem puder ir, penso que Los Roques seria o “TOP”... Mas o Parque Morrocoy substitui com louvores... E a um custa mais baixo...

Valores:

Passagem de ônibus Mérida-Barinas: 1.000.000,00 Bolívares por pessoa

Passagem de ônibus Barinas-Barquisimeto: 380.000,00 bolívares por pessoa

Táxi Barquisimeto-Tucacas (194 km): 35.000.000,00 bolívares

Hotel Mallorquina: 18.000.000,00 Bolívares diária para o casal

Pizza pequena, porém suficiente para nós dois: 6.000.000,00 Bolívares (deliciosa)

Lancha para Cayo Sombrero: 80.000.000,00 Bolívares, pode ser compartilhada, até 6 pessoas

 

Sexta-feira 13/07 seguimos para Caracas... Novamente fomos de táxi... O mesmo taxi de Barquisemto... O motorista foi a Tucacas para nos pegar e levar até Caracas...

Chegamos a Caracas, fomos direto a um hotel que havia “mapeado” pela internet no bairro de Altamira, porém estava lotado, estava acontecendo eventos na região que ocuparam todos os hotéis... Tivemos que esperar um quarto no único que iria desocupar... O Hotel Montserrat... Prédio antigo, fachada não atraente, mas o quarto que ficamos era legal... Quarto amplo, tipo flat... Dava para ficar umas 6 pessoas...  Quarto de casal comum, não “vagou” nenhum...

Ficamos em Caracas por três dias... O hotel fica bem em frente a Plaza Francia, onde estava acontecendo uma Feira Gastronômica com várias tendas e Food Trucks... Aí nos esbaldamos nas comidas, bebidas, música e gente bonita...

No primeiro dia pegamos o Metrô, cuja estação fica na praça em frente, fomos até a estação mais próxima da Plaza Bolívar onde descemos e chegamos à pé... Conhecemos a praça e imediações, onde estão muitos prédios históricos... Pegamos o metrô e retornamos ao hotel...

À noite ficamos próximos ao hotel, aproveitando a Feira Gastronômica... No outro dia, fomos ciceroneados por um novo amigo que nos foi indicado pelo nosso anfitrião na Venezuela... Com ele andamos por toda Caracas de carro, almoçamos juntamente com sua esposa e aproveitamos para ver a questão das passagens de volta para Santa Helena de Uairén, que estão bem difíceis... Tivemos que ir ao outro dia às 04:00h da manhã para comprar... Mesmo assim quando chegamos ao guichê, só conseguimos até uma cidade mais próxima... Até Santa Helena já havia se esgotado...

Aproveitamos o resto do dia para andarmos mais por Caracas, onde fomos a Esfera de Caracas, obra do artista plástico Jesus Soto... Ao Centro Cultural PDVSA, um parque com área verde para descanso e eventos... Ao centro comercial Sambil, um enorme Shopping Center que pela quantidade de lojas, todas abertas, e a quantidade de pessoas circulando e consumindo, dá para duvidar que o país esteja em crise...

 

Valores:

Táxi Tucacas-Caracas (247 km): 50.000.000,00 Bolívares para o casal...

Hotel Montserrat: 15.870.000,00 Bolívares a diária para o casal (isso porque ficamos em um quarto triplo, pois se fosse quarto casal comum seriam 9.500.000,00 Bolívares)

Metrô de Caracas: de graça

Comidas na Feira Gastronômica: Média 12.000.000,00 Bolívares para os dois com refrigerantes

 

Seguimos de ônibus rumo Santa Helena de Uairén, porém com passagem até Las Claritas, pequena cidade 234 km antes de Santa Helena... De lá seguimos em uma lotação até o destino...

Chegamos a Santa Helena onde permanecemos por mais dois dias, pois ainda faltava um passeio pela Gran Sabana...

A bordo de uma camioneta (com motorista), fizemos um passeio de um dia, pelas lindas paisagens e cachoeiras da região...

Fomos ao Salto Kama Meru, uma linda queda d’água... Quebrada de Jaspe, uma pequena cachoeira que tem como peculiaridade ser toda sobre a rocha de Jaspe... Comunidades indígenas onde se pode comprar artesanato...

Nesses dias ficamos hospedados em Pacaraima, no Hotel Mineiro, ótimo custo-benefício... hotel simples, porém muito limpo e confortável...

Fizemos os procedimentos de saída da Venezuela e entrada no Brasil... Seguimos para Manaus...

Vou terminar o relato por Manaus, somente para servir como parâmetro de comparação....

Ficamos três dias na cidade revendo pontos turísticos que já conhecíamos e visitando novos, como a ponte sobre o Rio Negro... Hospedamos no hotel Íbis Budget em Manaus...  Bom hotel...

Valores:

Passagem de ônibus Caracas-Las Claritas: 3.300.000,00 Bolívares por pessoa

Lotação de Las Claritas-Santa Helena: 3.000.000,00 Bolívares por pessoa (se comprasse a passagem direta Caracas-Santa Helena sairia a 3.800.000,00 Bolívares por pessoa)

Hotel Mineiro em Pacaraima-RR: R$ 70,00 a diária para o casal...

Passeio pela Gran Sabana: R$ 100,00 para o casal

Hotel Íbis Budget Manaus: R$ 136,00 a diária para o casal

 

CONCLUSÃO:

 

Uma viagem à Venezuela deve ser muito bem planejada...

A insegurança tão propalada por todos na internet, é real... Felizmente não aconteceu nada conosco... Não sei se pelas sucessivas fiscalizações na estrada inclusive com revistas pessoais, ou se pelos insistentes alertas de todas as pessoas que convivemos... O fato é que se tem uma sensação de insegurança... Penso que para se concluir que há problemas com segurança, não necessariamente se deve ser vítima dela...

O fato é que não presenciamos em nenhum momento uma situação de agressão, assalto ou coisa parecida... Preparei uma carteira “fake”... Uma carteira velha com documentos já sem validade e algum dinheiro venezuelano... De maneira que se fosse levada, não faria falta... Deixei sempre em um bolso mais à mostra... A mesma voltou intacta...

Mesmo sabendo que o alvo preferido pelos assaltantes, hoje na Venezuela, são os celulares, uma vez que o dinheiro não tem valor e se usa muito o cartão, esse fato de a carteira não ter sido “batida” é um alento... Uma vez que dava para perceber que éramos turistas e poderíamos ter algum valor na carteira... Vocês notaram no relato que andamos de ônibus, metrô, à pé etc...

Mas com isso não quero dizer que é totalmente seguro...

Penso que para uma viagem como essa, onde se percorre o país por terra, andando em transportes públicos, você deve ter um pouco de experiência em viagens para países da nossa América do Sul, que são bem semelhantes... Buscar o máximo de informações possível e por último, ter apoio de pessoas lá na Venezuela, seja amigos, parentes, guias turísticos etc...

Com relação ao que dizem sobre a falta de alimentos e outros produtos na Venezuela, posso dizer que não senti falta de quase nada. O máximo que posso dizer é que falta variedade e que os preços podem ser inacessíveis para os venezuelanos, mas para nós é o contrário, são até baratos...

No mais gostaria de expressar o que a Venezuela representou para mim...

Um país incrível, de pessoas incríveis...

Belezas naturais incomparáveis... E olha que não fomos aos dois maiores atrativos turísticos da Venezuela, que são também dois dos maiores atrativos turísticos do mundo: Los Roques e Salto Angel...

 

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Muito bom o relato de vcs e parabéns por postar!  

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Tive oportunidade de conhecer Los Roques em 2014, que lugar maravilhoso, esse relato me relembrou os bons momentos vividos na Venezuela, uma lástima o que fizeram com um país tão belo

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Legal ver o país pela lente de quem foi lá a tão pouco tempo.

Não foi estranho entrar lá com tanta gente querendo fugir? kkkkk

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Olá Luiz, excelente relato! Obrigado por compartilhar essas valiosíssimas informações!

 

Gostaria de saber como você encontrou um guia para a Gran Sabana por lá, foi por agência? Eu fiz uma cotação pela internet de quase R$150 por pessoa e por dia.

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Em 08/08/2018 em 14:36, top_dog disse:

Legal ver o país pela lente de quem foi lá a tão pouco tempo.

Não foi estranho entrar lá com tanta gente querendo fugir? kkkkk

Então...

Ouvi muito isso antes da viagem: "Você está louco? Todos saindo de lá e você querendo ir?

Pois é... Os motivos são diferentes... Estão saindo por falta de condições... E nós indo para fazer turismo...

Mas sabe que me senti bem fazendo isso? Vi que é uma forma de ajudá-los...

Gastando dinheiro lá, movimentamos a economia e assim criamos condições para que continuem em seu país...

O turismo é uma das formas de se reerguerem...

Um abraço...

Viva o povo Venezuelano...

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Em 30/08/2018 em 22:38, bruno.mendes disse:

Olá Luiz, excelente relato! Obrigado por compartilhar essas valiosíssimas informações!

 

Gostaria de saber como você encontrou um guia para a Gran Sabana por lá, foi por agência? Eu fiz uma cotação pela internet de quase R$150 por pessoa e por dia.

Então...

Não é necessário procurar uma agência...

Basta você se dirigir a rodoviária de Santa Helena de Uairen e falar com os taxistas lá...

A maioria deles não tem condições de te levar, pois os carros estão em péssimas condições... Mas há alguns que tem camionetas, esses podem te levar... Todos conhecem muito bem a região... Fica muito barato...

Um abraço

Viva o povo Venezuelano...

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Em 08/08/2018 em 13:52, Márcio/Sp disse:

Tive oportunidade de conhecer Los Roques em 2014, que lugar maravilhoso, esse relato me relembrou os bons momentos vividos na Venezuela, uma lástima o que fizeram com um país tão belo

Então...

Nessa viagem não deu para ir a Lisboa Roques.... Mas pretendo ir....

Aí gostaria de ter dicas suas...

Um abraço

Viva o povo Venezuelano...

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