Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Peça ajuda, compartilhe informações, ajude outros viajantes e encontre companheiros de viagem!
    Faça parte da nossa comunidade! 

Posts Recomendados

Muito se discute qual a diferença entre uma viagem comum e um mochilão. Opiniões a parte, vou detalhar aqui como eu planejo minhas viagens e mochilões. Lembrando que este é meu modo, e que obviamente varia de pessoa para pessoa.

DSC_0112-4.jpg?w=504

DESTINO

Os destinos das minhas viagens aparecem em minha vida das mais diversas formas: vejo fotos ou vídeos na internet, leio sobre iniciativas locais, e assim vai.

Geralmente eu escolho um ponto turístico que quero muito ir, então pesquiso sobre a cidade/estado/país, vejo outros pontos turísticos próximos, cidades próximas, e então monto uma lista de lugares a visitar que julgo os com melhor custo benefício.

Exemplo:

Se meu sonho é conhecer o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, ele pode ser meu ponto de partida. Então vejo outros pontos turísticos de lá, como o Pão de Açúcar, Pedra do Telégrafo, Parque da Laje, Museu do Futuro, Mirante Dona Marta, e assim vai. De um ponto de interesse, eu pesquisei coisas próximas, e montei a base do que vou visitar.

PASSAGEM

Sabendo para onde quero ir, pesquiso sobre como vou para o destino. Caso tenha possibilidade e disponibilidade (tempo), eu pesquiso primeiro passagens de ônibus, e verifico se a economia é suficiente para justificar o tempo que iria gastar na viagem. Por exemplo: ir de ônibus para a Bahia leva tanto tempo, que compensa mais ir de avião. Sem contar que o ônibus para lá nem é tão barato assim, e é possível encontrar boas promoções de passagens aéreas. E as vezes nossas folgas são tão curtas, que perder um dia e meio em um ônibus, pode sacrificar vários passeios no local.

decolar

Eu pesquiso primeiro em algum site que compara preços, como o Decolar. Achando a passagem que quero, vou diretamente no site da companhia e compro lá mesmo. Assim, evito as taxas que esse site de site cobra.

Caso eu tenha disponibilidade de dias, sempre verifico se não fica mais barata ir um dia antes do planejado, ou voltar um dia depois. As vezes essa mudança gera uma economia de centenas de reais.

decolar preços dias

Nessa tabela podemos ver um exemplo do que falei.

Indo sábado, dia 02 de março de 2019, e voltando na terça, dia 05, você pagaria 1567 reais. Já indo dia 4 e voltando dia 8, o valor cai para 812 reais!

Em 2017 fui para uma comunidade alternativa na Bahia chamada Piracanga, e com essa técnica paguei 400 reais na passagem de ida e volta!

 

 

HOSPEDAGEM

Com o destino escolhido, e a passagem comprada, agora vou atrás de um lugar para ficar, de acordo com a grana que tenho, e com a experiência que desejo ter.

Eu gosto muito de natureza, e tento integrar minha hospedagem com ela. Pesquiso no AirBnb cabanas de madeira, casas em meio a floresta, casas na árvore, etc. Também me agrada muito ficar em Hostels (albergues), pois a integração com outras pessoas é enorme! Você conhece outras realidade, países, pessoas, culturas, além de treinar sua inglês, espanhol... E os preços dos hostels costumam ser bem atrativos, deixando a viagem mais barata, podendo-se até fazer passeios a mais, pois você gastou menos com hospedagem.

airbnb

Recentemente fiquei nesta casa na árvore, pelo AirBnb. Ela tinha café da manhã, uma vista linda, e dividi a casa com os moradores. Conversamos sobre vários assuntos, conheci a vida deles, eles a minha, e tive uma interação maior com pessoas e com o local, pois os locais sempre dão dicas do que visitar da região.

DSC_0030.jpg?w=246&h=370DSC_0088.jpg?w=246&h=370

DSC_0182.jpg?w=496&h=330

Em hostels eu costumo ligar ou mandar e-mail diretamente para eles, pois qualquer taxa que eles paguem para o site de reserva pode virar uma economia. Quando fui para o Chile, pesquisei um hostel que era uma casa de madeira em meio a uma vegetação, e fiquei encantado. Liguei para lá sem falar nada de espanhol, e depois de alguns minutos, já estava com a reserva feita. As pessoas são bem solícitas, e tentam de toda forma ajudar quem precisa.

Exemplo do Booking, site onde você pode pesquisar pela data e destino, e receber indicações de hospedagem:

booking

Uma experiência no AirBnb:

 

 

COMPILANDO AS INFORMAÇÕES

Agora você já tem um destino, um local para dormir, e sabe como vai chegar até lá, mas ainda falta muita coisa!

Chegando no aeroporto, como você vai até o local de hospedagem?

Alguns hostels, pousadas, ou hotéis, possuem convênio com serviços de transfer, que te buscam no aeroporto ou rodoviária. Caso você queira um serviço desse (mais caro que um ônibus ou metrô), deve conversar com o estabelecimento, e contratá-lo.

Eu busco sempre uma alternativa mais barata, já peguei carona, fui de taxi, uber, ônibus comum, fui a pé, mas em uma determinada situação, eu precisava estar no aeroporto 6 da manhã. Contratei então o transfer, uma van que passou em diversos hotéis e pousadas, pegando as pessoas para deixá-las no aeroporto.

O próximo passo é separar as atividade por dia!

Essa ordem de atividades deve ser feita com um critério muito simples: distâncias.

Se na parte da manhã você vai em uma praia, que ao lado dela exista um lugar que você quer almoçar, marque para a tarde algo próximo. E deixe para o próximo dia algo que fique mais distante de lá. Assim você economiza o tempo e dinheiro do deslocamento.

No próximo dia faça o mesmo, em outra região. Tudo pode ser consultado pelo Google Maps, assim você mede as distâncias, e faz mais por menos.

Exemplo de roteiro em São Paulo:

Dia 1 - Café de manhã no Hostel, caminhada no Parque Trianon e avenida Paulista, almoço na Rua Augusta, a tarde vai até o Beco do Batman, suco em algum local próximo, e depois Praça do por do Sol.

Dia 2 - Café da manhã no Hostel, museu da imigração na parte da manhã, almoço do Mercado Municipal, e depois atravessar a rua para visitar o Museu Catavento.

E assim vai o restante dos dias.

Atrações próximas criam a possibilidade de ver mais coisas em sua viagem!

 

ECONOMIA

Algumas formas de economia nas viagens:

No caso de AirBnb e Hostel, pelo menos algumas vezes durante a viagem, eu cozinho minha própria comida. Isso gera uma economia de dinheiro, e depois posso gastá-lo com outros passeios, comer em algum lugar mais caro, ou mesmo viabilizar a própria viagem, pois em alguns casos eu já fui planejando cozinhar, ou então eu não poderia ter viajado.

Compre os ingredientes no mercado e use a cozinha comunitária. Geralmente eles já possuem sal, óleo, e outras coisas básicas.

 

TRANSPORTE DURANTE A VIAGEM

Para ir de uma atração a outra, caso não seja possível ir a pé, você terá que pegar um transporte. Em alguns países existem cartões que você pode recarregar e pegar ônibus e metrô. Em cidades maiores o Uber está presente, e se torna uma opção barata, mas atenção para as cidades que o serviço é proibido, e pegá-lo mesmo assim pode complicar sua viagem, caso seja pego.

cartão

Cartão de Santiago - Chile.

 

PREVISÃO DO TEMPO

Embora seja algo que não podemos planejar, podemos usá-la a nosso favor para minimizar os transtornos que uma chuva pode causar.

Por exemplo:

No dia 1 você vai a um museu, e nesse dia a previsão é de Sol.

No dia 4 você vai fazer uma trilha, mas a previsão é de chuva.

Você pode inverter os passeios, e assim aproveitar os dois!

 

Exemplo de roteiro visual:

roteiro-de-viagens1

Dicas gerais:

Verificar feriados locais, pois pode ter muita coisa fechadas nessas datas.

Buscar cardápios de restaurantes na internet, isso pode poupar tempo e dinheiro, pois se for mais caro do que você deseja, você nem vai.

Baixar aplicativos que podem ajudar a sua viagem: previsão do tempo, uber, bla bla car, app da companhia aérea (fazer checkin antecipado), etc.

Caso seja um país de outra religião diferente da sua, verificar se você não vai desrespeitar costumes. Por exemplo, na Tailândia você não pode ter uma tatuagem de uma cabeça de Buda.

Verifique se a cotação para trocar o dinheiro é melhor no destino. Trocar no Brasil quase sempre não é vantajoso.

Verifique sem o país pede alguma vacina, como febre amarela. A maioria das vacinas precisa ser tomada alguns dias antes da viagem, e se você esquecer e tomá-la no dia anterior, ainda assim não poderá embarcar.

Para países do Mercosul você pode viajar somente com RG recente. Não vale CNH, somente o RG.

 

Agora é hora de fazer se roteiro e viajar!

Good trip!

 

*Eu fiz esse post originalmente para o meu blog de viagens, mas postei aqui porque ele pode ajudar muito mais pessoas do que o meu blog consegue alcançar*

 

  • Gostei! 4

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por Luany Marques
      Tenho um mochilão da Curtlo 75L (60+15) em perfeito estado, usada apenas 2 vezes, todas as regulagens, ótima divisão interna (adaptável) e externa, ultra resistente. Vem com mochila de ataque removível de 15L. Troco por mochilão de 50L, com volta (pra mim, rs) ou não dependendo do valor. O motivo é o tamanho, que é muito grande para mim! Envio foto mediante interesse.
    • Por Alex Diluglio
      Segue o curto roteiro saindo de Porto Alegre e passando por pontos no Uruguai e Argentina. No final tem o valor gasto com cada passagem.

      Vamos lá... chegou o grande dia, na verdade nem acredito ser tão grande assim, mas mudanças, troca de hábitos ou qualquer atividade que permita sairmos da rotina é sempre bom, pois é mais uma oportunidade de aprendermos com nossos semelhantes. 
      A possibilidade de desfrutar um período mais longo fora do dia a dia de trabalho surgiu no início de Dezembro, mas como um bom procrastinador que sou comecei a arrumar as malas somente no final da tarde, algumas horas antes de pegar o primeiro de muitos ônibus que iriam definir essa aventura.    Então, 8 horas da noite eu estava entretido com opções de malas e acessórios para registrar cada momento da viagem, mas é claro, bem devagar, pois afinal de contas eu estava oficialmente de férias.    Tudo que tínhamos até o momento era uma passagem de Porto Alegre até o lado brasileiro do Chui saindo as 23:30 do dia 1 de março, e já no início surge a primeira confusão, antes mesmo de iniciarmos, pois nos mandaram imprimir as passagens de um lado da rodoviária, quando na verdade era em outro e ai já começa a correria (Bem vindo às férias). Tudo certo, fomos os últimos a embarcar no ônibus, mas ainda tínhamos 3 minutos sobrando.    Chegando pela manhã no lado oposto do Oiapoque (Chui - lado brasileiro), aproveitamos que era cedo e fomos em busca de um local para tomar um café. Eu lembrava que havia uma padaria muito boa na frente do centro de informações, local que eu estava acostumado a pedir tudo que é dica antes das minhas aventuras no Uruguai. A padaria devia estar sob nova direção, pois a preço subiu e a qualidade e limpeza estavam no chão. Quanto ao centro de informações estava em reforma, curioso que sou perguntei qual era a previsão para para concluírem, e a resposta não podia ser mais simples: "Quando acabarem as obras", parece que as coisas mudaram, mas como disse antes, mudança sempre é sempre para o bem, pois encontramos um hotel servindo um excelente café da manhã ao público.   De barriga cheia, fomos trocar nossos reais por pesos uruguaios e fazer algumas compras para a viagem.    Chegando na parada já no lado Uruguaio agora Chuy, já havia um ônibus saindo para nosso próximo destino: "Punta del Diablo". Para nossa surpresa. não fomos chamados para descer na Imigração, que por algum motivo não nos demos conta, mas em algum momento isso iria acontecer... (De acordo com a máxima: a cada ação ou nesse caso a falta dela uma reação).    Na rodoviária de Punta del Diablo, pegamos uma lotação até a praia, onde descemos no final da linha e de mochila fomos buscar onde dormir. Conhecemos o Pablo, que não era um Peruano que vivia na Bolívia e sim um Uruguaio que vivia ali mesmo. Ele tinha uns quartos arrumadinhos, bem simples, bem simples mesmo.    Agora, providos de um teto, saímos para aproveitar tudo de bom que a natureza de Punta tem para oferecer com sua costa litorânea, dunas, noite, comidas e tudo mais que se pode fazer quando estamos despreocupados com o tempo. Foram quase 4 dias neste ritmo, claro que nem tudo são flores, pois me deu uma dor de barriga no primeiro dia e o resultado foi literalmente catastrófico, se é que vocês me entendem. Na terça-feira dia 5, no início da manhã, pegamos a lotação de volta a rodoviária de Punta de Diablo e a partir dai partimos para Montevidéu no terminal Tres Cruzes, onde compramos uma outra passagem até Colônia del Sacramento.    Às 20 horas chegamos na nossa próxima estádia através do AirBnB em um hostel coordenado por Sebastian e sua mãe Roxana. Mal largamos as coisas e saímos para comer uma pizza Uruguaia em um restaurante local, o qual fomos surpreendidos pelo tamanho dos pratos.   Na manhã seguinte, após um café delicioso saímos para desbravar todos o cantos da cidade com uma bike alugada na própria casa. Essa cidade pitoresca fundada por Portugal e disputada por quase 100 anos entre espanhóis e lusitanos, provavelmente devido sua privilegiada localização geográfica no "Rio de la Plata" e suas ilhas. Outros pontos em destaque é a famosa "Calle de los Suspiros" construída em cunha de pedra, "Ruinas del Convento de San Francisco" destruído em 1704. "El Faro" de Colônia que começou a construção em 1845 e levou 12 anos para concluir, "Basílica del Santísimo Sacramento", construída em 1699. "Muelle de Colonia" construído em 1866, que foi o antigo porto da cidade e aeroporto, já que chegavam hidroaviões para conectar com outros destinos. Um pouco mais distante também conhecemos a "Plaza de Toros", hoje desmoronado, podia receber até 10.000 espectadores e também a "Capilla de San Benito", e por fim a costa, com destaque a qualidade das areias brancas, água morna e rasas.    A tarde já com as passagens à mão caminhamos até a estação de Ferry para imprimir os tickets, aguardamos em uma fila muito grande até a hora de mostrar os passaportes quando veio a pergunta da oficial da imigração que nos remeteu ao passado, lembram, quando disse que iriamos descobrir, pois aqui vai: "Por onde vocês entraram no Uruguai, pois aqui não encontro nada em seus passaportes?". Boa pergunta, pois como podemos sair de um lugar de não entramos, pelo menos é difícil de explicar nos tempos de hoje.  Como foi uma longa história de argumentações na sala da imigração, vou encurtar dizendo que o conserto para prosseguir ao próximo passo nos custou 2.778 pesos.   Concluído os tramites legais, embarcamos e percorremos o "Rio de la Plata" até "Puerto Madero" em Buenos Aires, caminhamos o suficiente para se arrepender, trocamos o dinheiro que não tínhamos e pagamos a taxa que não precisava para assim pegar um Uber até o "Terminal de Omnibus de Retiro", onde compramos as passagens até Córdoba.   Chegamos de manhã muito cedo, e ali mesmo na rodoviária foi feito a reserva pelo Booking para um hostel a 200 metros do terminal "Hostel Mediterranea". Nos acomodamos em um quarto compartilhado para 8 pessoas, que no dia haviam um americano, alguns argentinos e uma russa, o que mostra que esse tipo de acomodação é excelente para quem está em busca de socialização e esse também tinha um chuveiro muito bom, limpo, cozinha completa, bar no local e um amplo espaço com pessoas muito receptivas. No dia seguinte mudamos para um apartamento, um pouco mais afastado, mas com maior comodidade, conforto, privacidade e pelo mesmo preço.    É interessante perceber o resultado das nossas escolhas quando estamos abertos ao novo, pois neste caso, Córdoba não estava nos planos e talvez não tivéssemos uma outra oportunidade de conhecer esse local incrível o qual passaríamos os próximos 4 dias. Caminhamos muito por toda a cidade que possui uma lista cultural muito grande, sendo algum dos destaques a "Plaza San Martín", onde tudo começou, la "Iglesia de los Capuchinos" que é simplesmente incrível admirar o estilo Neogótico, o centro cultural "Paseo del Buen Pastor" que funcionou por quase 100 anos como asilo e presídio de mulheres, este lugar tem uma história triste, porém cheia de superações e inspiração, inciada em 1886 por monjas que perceberam a necessidade de recuperar mulheres, após diversos conflitos sociais, hoje neste mesmo espaço se encontra mostras de pintura, escultura,  fotografia, espetáculos de danças, shows de artistas, apresentações de teatros e por ai vai. O templo com planta em formato de cruz grega é o único em Córdoba. Dentro da capela havia um senhor com um conhecimento histórico incrível o qual poderíamos passar tranquilamente mais de um dia conversando. O local também possui uma diversidade muito grande de Igrejas, museus, todos como muitas história como o caso do antigo "Palacio Ferreyra" que é um símbolo da "Nueva Córdoba". Importante lembrar também do "Parque Sarmiento", que de tão grande que é, possui inclusive um Zoológico.   A noite desta cidade universitária chega a ser uma história a parte, saímos para conhecer o "Ganesha", que funciona como um bar para "happy hours" e jantares até a 1 da manhã e depois as mesas são recolhidas e o mesmo lugar é transformado em uma balada, o lugar fica lotado logo, se não for cedo melhor fazer reserva. Como havia dito esse é apenas uma das diversas opções, pois ao redor do "Paseo de las Artes" na rua Belgrano existe uma infinidade de opções. Veja o mapa com toda a lista.   Antes de se despedir para o próximo ponto, alguns fatos curiosos desta cidade é a quantidade de sorveterias "Grido", que não seria exagero dizer que tem uma a cada esquina, e tem um sorvete bom e barato, por exemplo a casquinha com três bolas sai 65 pesos. Outro fato interessante é saber que o mesmo local onde tem gente vivendo limpando para-brisas de carros na sinaleiras também tem restaurantes com mesas na rua onde as pessoas pagam as contas deixando o dinheiro na mesa o qual é recolhido pelo garçon somente quando for atender o próximo cliente nesta mesa para fazer o pedido.    Saímos de Córdoba pela empresa Chevalli por volta das 19:30 e chegamos em Mendoza às 6 da manhã seguinte o qual aguardamos a única cafeteria da rodoviária abrir, aproveitamos o tempo para uma leitura até as 9 e fomos para nossa próxima hospedagem. Pegamos uns folhetos e partimos para nossas próximas visitas turísticas: "Acuario Municipal", "Plaza Pedro de Castillos" e o "Museo del Área Fundacional" sendo esse último local, o que contém uma explicação cronológica de Mendoza desde a fundação em 1561 por Pedro Castillo, sua destruição em 1861 por um terremoto até os dias de hoje. Ao fim da tarde fomos comprar os ingredientes para o primeiro assado em parilla na Argentina. Nosso anfitrião Max, fez questão de nos acompanhar e sugerir 1kg de "Tapa de asado" e mais cebola e batatas para acompanhamento, além de uma boa cerveja. É impressionante que apesar da terrível situação econômica com a inflação nas alturas, é possível fazer um churrasco de boa qualidade para duas pessoas por R$ 60,00.    No dia seguintes saímos para um "City Tour" com conexão a vinícolas. A escolhida foi "Hacienda del Plata" uma vinícola familiar onde cada garrafa recebe o nome de um dos responsáveis do resultado da vinícola. Por 250 pesos conhecemos um pouco da história de 4 gerações através de muita hospitalidade, onde ainda conservavam a casa de um pouco mais de 100 anos, conhecemos vinhedo de uva Malbec 15 hectares, provamos a uva, visitamos a área de processamento do vinho, com generosas doses de degustação.      Continuamos nosso trajeto pelos 21 pontos, com uma parada na rua "Aristides Villanueva" para almoçar, foi difícil escolher uma diante tantas opções em uma única rua. Continuando o City Tour, é claro que as paradas dependem de gosto e tempo, mas eu diria que o "Cerro Gloria" vale a experiência. Terminamos o tour no final da tarde o qual o cansaço era tão grande que nossa única preocupação era comprar algo para o café, pois amanhã nosso próximo destino nos espera.    Saímos cedo para pegar o primeiro ônibus para "San Rafael", para aproximadamente 3.5 horas de viagem. Como estávamos sem internet na noite anterior, não conseguimos avisar nosso anfitrião, logo chegamos e batemos com a cara na porta. Nossas opções eram falar com os vizinhos e tentar contactar o anfitrião, primeira casa nada, a segunda não conseguimos muito além de assustar o bebê e uma ligação que não completava. Como ainda não estávamos desesperados de fome e o local parecia seguro, resolvemos aguardar, mas menos de cinco minutos depois, a vizinha do bebê vem nos dizer que conseguiu o contato e ele estava chegando.    Nosso anfitrião Gonzalo, chegou e já ofereceu uma carona até o mercado para nos prepararmos para o próximo assado. Comemos na companhia dos cachorros da casa, um coelho e o irmão mais novo, lavamos roupa, tomamos banho e saímos para conhecer a famosa avenida "Hipólito Yrigoyen". A rua possui alguns bares e sorveterias pelo lado Oeste da "Av. San Martin", ou lado direito caso sua referência de meridianos seja tão boa quanto a minha, ao lado esquerdo (Leste) já é avenida Mitre, onde ficam os estabelecimentos comerciais. Veja no mapa:   Além de um parque gostoso de ficar, o recém construído "Parque Hipólito Yrigoyen", também tem umas lojas de vinho, bares um centro de informações bem estruturado o qual recebemos diversas informações, incluído sobre nosso passeio no dia seguinte.    No dia seguinte antes da 7 da manhã já estávamos esperando o primeiro ônibus para "Valle Grande" que custou 436 pesos para duas pessoas, que era o lugar mais apropriado para visitar devido a infra-estrutura. Exploramos do Dique ao deserto, que aliás, diria para repensar sobre o conceito deserto, pois o mesmo pode oferecer experiências incríveis, foram muitas trocas de cenários (incluindo um submarino) e cada passo uma nova foto, lembrando que foram mais de 20.000 passos ~14km percorridos. Um aviso é para quem for em baixa temporada, levar o que comer, pois quase todos o local comerciais da suposta infraestrutura estavam fechados e os abertos não aceitavam cartão. Chegamos aproximadamente às 16 horas onde fomos almoçar e comprar os ingredientes para uma massa especial. E aqui uma outra dica para quem não costuma ler todas a regras da casa pelo aplicativo, é de perguntar para o anfitrião o que pode ou não pode fazer, pois descobrimos da pior forma que não podíamos utilizar a cozinha, logo guardamos os ingredientes e fomos comer fora. No final, tudo dá certo, pois encontramos o mesmo restaurante que comemos na capital Mendoza, o "Zitto", a franquia mantém o mesmo padrão de atendimento que preza a excelência e qualidade comprovados através do "Lomo" e uma "Salada de camarão".   No dia seguinte estávamos pronto para pegar o primeiro ônibus, mas não havia mais vaga, logo aproveitamos o tempo para atualizar a leitura e pegar o próximo às 9 horas. Para experienciar todo o tipo de hospedagem, passamos a noite em um hotel com café da manhã e na manhã seguinte deixamos as coisa no hotel a aproveitamos a manhã de domingo para conhecer um pouco mais da maravilhosa Mendoza, desde um trecho da missa, apresentação de Jazz na rua enquanto acontecia a meia maratona, Memorial da Bandeira e por ai vai.    Pronto para embarcar de volta para casa, serão dois dias de viagem pela frente, parece muito? Nahh, estou pronto para a próxima viagem. 🌎   E aqui segue os valores das passagens para duas pessoas para cada um dos destino que totalizaram R$ 2837
      1 Saída Porto Alegre para o Chui (R$ 344,20) 2 ~ 4 Chuí Uruguai para Punta del Diablo (R$ 26,00) 5 ~ 6 De Punta del Diablo para Montevideo (R$ 167,00) Montevideo para Colônia del Sacramento (R$ 98,00) 7 ~ 10 Colônia del Sacramento para Buenos Aires (R$ 373,00) Buenos Aires para Córdova (R$ 216,00) 11 ~13 Córdova para Mendoza (R$ 228,00) 14 ~15 Mendoza para San Rafael (R$ 49,00) 16 San Rafael para Mendoza (R$ 49,00) Mendoza para Buenos Aires (R$ 332) 17 ~18  Retorno Buenos Aires  para Porto Alegre (R$ 955,00) Na cotação do dia 2 de Abril de 2019 sendo: 1 Peso Uruguaio vale 0,12 Real Brasileiro 1 Peso Argentino vale 0,090 Real brasileiro
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl.
       
      1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00
           Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente.
       
       
      2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina
           Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque.  
       
      3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi 1.000baht, Chip 600baht, Hostel 340baht)
           Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares  no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = 31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por 600 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por 400 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias 340 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização.
       

           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        


        

       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média 100 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de 80 Baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por 200 Baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por 400 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 (((((Continua no próximo post)))))
       
       
      Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp
      Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
       
       
       

       
    • Por alexandresfcpg
      Salve galera, mais uma vez estou aqui para compartilhar com vocês uma nova experiência mochileira, dessa vez sai da zona de conforto e me aventurei pela Ásia, mais precisamente pelo Sudeste Asiático, a bola da vez foi Cingapura, Malásia e Tailândia e ainda dois stopovers em Pequim e Frankfurt, entre 16/10/18 e 24/11/18. Por conta das correrias da vida, só estou tendo tempo de escrever agora, mas antes tarde do que nunca. Inicialmente vou colocar algumas informações que julgo mais importante e ao longo do relato vou detalhando melhor.
      [Editado]
      Fiz também um pequeno vídeo resumindo um pouco do que foi a viagem. Abaixo dele, tem o link do Youtube caso dê algum problema no arquivo que postei (já me aconteceu uma vez).
       
      2018_Finalizado.mp4
       
      https://www.youtube.com/watch?v=zPDmke9-ZGU&t=1s
       
      ROTEIRO FINAL (o original foi alterado durante a viagem)
      - Guarulhos - Frankfurt  - 11h30 de vôo (conexão de 3h10)
      - Frankfurt - Pequim - 9h20 de vôo  (conexão de 3h40)
      - Pequim - Cingapura - 6h25 de vôo
      Cingapura - 4 dias
      - Cingapura - Malaca (Malásia) - 5h de ônibus
      Malaca  - 3 dias
      - Malaca - Kuala Lumpur - 2h de ônibus
      Kuala Lumpur - 5 dias
      - Kuala Lumpur - Chiang Mai (Tailândia) - 2h45 de vôo
      Chiang Mai (Tailândia) - 4 dias
      - Chiang Mai - Pai - 3h de van
      Pai - 3 dias
      - Pai - Chiang Mai - 3h de van
      Chiang Mai - 2 dias
      - Chiang Mai - Sukhothai - 6h de ônibus 
      Sukhothai - 2 dias
      - Sukhothai - Bangkoc - 7h de ônibus
      Bangkoc - 4 dias
      - Bangkoc - Ao Nang - 14h de ônibus
      Ao Nang - 4 dias
      - Ao Nang - Phi Phi Island - 1h30 de ferry boat
      Phi Phi Island - 2 dias
      - Phi Phi Island - Phuket - 1h30 de ferry boat
      - Phuket - Pequim (conexão de 20h10);
      - Pequim - Frankfurt (conexão de 16h25);
      - Frankfurt - Guarulhos.
       
      PASSAGENS AÉREAS
      Após muita pesquisa e uso de todas as ferramentas de busca possíveis (Skyscanner, Voopster, Melhores Destinos, Kayak, Kiwi) e até no site de companhias como Air China, Ethiopian, Emirates, entre outras; quase fechei a compra pelo site da Air China, o trecho GRU - Cingapura (com conexões em Frankfurt e Pequim) e Phuket - Guarulhos (as mesmas conexões na volta) estava 845 dólares, só que na hora de pagar não dava certo (pensa num site ruim e mal feito). Resolvi então comprar pelo Skyscanner, que me direcionou para a plataforma Zupper (nunca havia ouvido falar nela), fechei pro R$ 3546,63 (com taxas e tudo, e pra época estava barato, pois cheguei a ver na casa do quatro, cinco mil reais), o itinerário era o mesmo, na verdade até as companhias utilizadas eram as mesmas (GRU - FRA pela Lufthansa, FRA - PEQ pela Air China e PEQ - SIN pela Singapore; na volta PHU - PEQ e PEQ - FRA pela Air China e FRA - GRU pela Lufthansa) e com um detalhe: comprei no domingo, na segunda foi quando o dólar explodiu e achei que ia me ferrar porque apesar de aparecer em real o preço na verdade é em dólar e a minha fatura fecharia em duas semanas, mas não, mantiveram o valor e pronto. Aliás, recomendo muito o Zupper, tem boa avaliação no ReclameAqui (raridade no ramo de empresas aéreas ou de comprar de passagens) e foi muito bem, inclusive até me ligaram para comunicar uma mudança na emissão de um trecho que sairia mais tarde.
       
      TRÂMITES BUROCRÁTICOS
      Cingapura, Malásia, Tailândia e Alemanha não exigem visto de turismo para brasileiros, podendo ficar até 90 dias em cada um deles, apenas a China exige, mas para quem faz apenas conexão tem um esquema diferente, se você comprovar que está apenas de passagem e a China não é o seu destino final, você pode ficar até 144 horas (6 dias) por lá sem visto, eu explicarei mais adiante como funciona isso.
      Para a Tailândia, é exigido o Certificado Internacional de Vacinas para Febre Amarela, e ele realmente é cobrado por lá, para os demais países não foi exigido nada além do passaporte válido.
       
      SEGURO DE VIAGEM
      Pela primeira vez decidi fazer um seguro de viagem, pois ouvi dizer que na Ásia atendimento médico é caro, aproveitei que teve uma feira de turismo em Santos e fechei um pacote com a Travel Ace, o plano para 39 dias cobrindo todo o meu roteiro e com cobertura de 40.000 dólares por evento saiu por 900 reais em 6x, saiu mais barato que a média de preços que vi. Graças a deus não posso opinar se a seguradora é boa ou não porque não precisei usar (foi o dinheiro mais bem “jogado de fora” da minha vida kkk)
       
      HOSPEDAGENS
      Cingapura - The InnCrowd Backpackers' Hostel (4 diárias): S$ 70,00
      Um bom hostel, ótima localização, perto de duas estações de metrô (Little India e Jalan Besar) e de um terminal de onde partem ônibus para a Malásia; muitos restaurantes baratos e do famoso Tekka Center; comércio abundante e casas de câmbio. O hostel tem geladeira para guardar suas coisas, um bom café da manhã (ovo cozido, pão, geléia, manteiga, café, chá, você mesmo faz o seu, os itens ficam no balcão), tem aquecedor de água, vendem água e refrigerante na recepção, um área comum grande e os quartos são espaçosos, porém não tem locker para guardar as mochilas. Atendimento bom, o acesso a ele é por cartão. Possui ar condicionado mas só é ligado à noite.
      Malaca - Victors Guest House (3 diárias): MYR 36,00
      Ótima localização, fica em Chinatown e próximo de lugares baratos pra comer. Tem água gelada e quente, café disponível à vontade. Tem apenas ventiladores, mas são bem fortes; as camas são boas e tem lockers grandes para guardar a cargueira. O Wi-Fi é horrível e fiquei muitas vezes sem conexão. O acesso é por chave na porta de baixo (à noite fica trancado) e senha numérica na porta de cima. Dica: pegue a cama mais próxima da porta, fiquei na da janela e avenida em frente é muito movimentada, eu consigo dormir de boa, mas pra quem é sensível a barulho é zoado.
      Kuala Lumpur - Submarine Guest House Central Market (5 diárias): MYR 60,00
      Ótima localização, quase ao lado do Central Market, fica próximo à Chinatown, portanto muitas opções de comida boa e barata próximo; casas de câmbio, estação de metrô (Pasar Seni) e das linhas do GoKL. O Max, que é quem cuida de lá, é o melhor que encontrei até hoje: atencioso, educado, sempre disposto a ajudar. As camas são boas, possui ar condicionado, tem máquina de água quente. A única coisa estranha é o chão do andar que quando você anda parece que é de madeira, sei lá, faz um barulho estranho e se move; e as paredes são finas, você ouve tudo do quarto ao lado. Mas recomendo muito!
      Chiang Mai - Chiangmai Shunlin Hostel (4 diárias): THB 520,00
      Ótima localização; boa estrutura; tem ar condicionado (funciona a partir das 17h e desliga de manhã, mas não lembro que horas); embora no Booking informe que não tem café da manhã, mas eles colocam café, chá, bananas e bolachas para os hóspedes. Os donos, um casal com uma criança pequena, são extremamente simpáticos e o Peter sempre que você precisa de algo ele informa ou liga para algum número e arruma o que você precisa. As camas são confortáveis e tem cortinas nos beliches. Um dos melhores hostels que fiquei, tanto que quando voltei de Pai fiz questão de ficar nele.
      Pai - Baan Aomsin Resort (3 diárias): THB 360,00
      Bem localizado, fica numa estrada há uns 10 ou 15 minutos de caminhada do centro, parece uma chácara, é muito gostoso o lugar, tem redes, uma geladeira para guardar suas coisas, bastante verde, e como é lugar montanhoso faz até um frio gostoso de noite, tanto que nem usávamos o ar condicionado, só os ventiladores durante o dia. O dono é muito simpático assim como sua família, é sabendo que eu era brasileiro sempre falava de futebol, é fã do Zico. Tem café da manhã mas é pago a parte, porém recomendo muito, custa só 70 baths e vem com ovo (você escolhe mexido, frito ou omelete), salsicha de frango, duas bananas, pão (2 ou 3), geléia, manteiga, um potinho de salada e café ou chá a vonts, é bem gostoso e sustenta bem. Não possui locker nos quartos.
      Chiang Mai - Chiangmai Shunlin Hostel (2 diárias): THB 260,00
      Vide avaliação anterior.
      Sukhothai - RuengsriSiri Guesthouse (2 diárias): THB 240,00
      Fica exatamente na frente do terminal de ônibus da cidade, basta atravessar a rua. As camas tem uma cortina pequena, o meu quarto não tinha ar, só ventilador, mas de noite dava conta, não era tão quente. Tem um terraço, mesa de ping pong e alvo para jogar dardos, mesinhas do lado de fora e vendem bebidas, quando você se hospeda ganha uma garrafinha de água, mas depois só comprando, não tem onde encher. Os funcionários são simpáticos. O café da manhã é comprado, mas sinceramente não curti muito. Outra coisa ruim é que apesar de ficar na frente do terminal, fica longe da cidade e de tudo, tem uns pequenos restaurantes na rua mas que fecham cedo, se quiser jantar tem que ser antes das 19h, depois a única coisa na região é um 7-Eleven. Tem aluguel de bikes. Sinceramente, só recomendo pra quem vai ficar um ou dois dias pela comodidade de pegar o ônibus na porta. 
      Bangkoc - Feel Like Home Dormitory & cafe (4 diárias): THB 480,00
      Fica há uns 15 minutos andando da Kao San Road, não tem metrô próximo mas tem muitos ônibus que atendem à região e vão para muitos lugares. As camas são um pouco duras, tem ar condicionado, tem locker apenas para coisas pequenas, o café da manhã é razoável (café ou chá, um copo de suco de laranja, dois fatias de pão torrados, geléia, manteiga e uma banana) e é o funcionário que prepara pra você. Tem uam agência anexa ao hostel onde você pode fechar passeios e transportes para outros lugares. Os funcionários são simpáticos e tem uma geladeira onde vendem água e refrigerantes.
      Ao Nang - Sleeper Hostel (4 diárias): THB 1040,40
      Fica localizado na avenida principal, funcionários muito bons e simpáticos, quarto grande, camas boas e com cortinas, o ar condicionado é apenas suficiente (não gela tanto). Os lockers são naquele esquema que fica embaixo da cama. O café da manhã é pago mas não cheguei a consumir; o acesso é feito por cartão, se perder paga (relatarei o que houve comigo); e tem tudo próximo, inclusive a praia não é muito longe. Ah, se puder ficar no quarto de frente pra rua, a vista é espetacular (postarei a foto que tirei da varanda no momento que relatar sobre lá).
      PHI PHI Island - Paradise Dorm Room (2 diárias): THB 378,00
      Localização boa é relativo porque a ilha é pequena, mas esse hostel fica mais próximo do pier de onde sai o ferry que outros, fica atrás do famoso Reggae Bar. A recepção fica na calçada e assim que entra já é o quarto, são dois ao todo, e no final deles tem uma porta que dá acesso a um corredor com 4 banheiros, que, aliás, foram os melhores que encontrei durante a viagem: grandes, com bastante lugar pra por roupa, prateleiras e até espelho. As camas são confortáveis, não tem locker, o ar condicionado fica ligado direto e tem galão de água com opção de gelada ou quente. É extremamente simples mas bem ajeitado e limpo. A senhora que toma conta de lá é muçulmana, é bem calada mas muito boazinha. Recomendo!
       
      SEGURANÇA
      Posso dizer com propriedade que aquela região é bastante segura para viajar, inclusive para mulheres sozinhas. Claro que crimes de oportunidade (batedores de carteira, pequenos furtos) podem ocorrer em qualquer lugar, mas basta ficar atento com seus pertences que tudo dará certo. Não me senti ameaçado ou com medo em nenhum momento. Outra coisa para se ficar atento, sobretudo na Tailândia, são tentativas de golpes, eu não passei por nenhuma tentativa mas li muito a respeito, basta ficar esperto também.
       
      TRANSPORTE
      Em Cingapura, o metrô é muito bom, seguro, limpo, silencioso e eficiente e liga grande parte da cidade, você paga conforme a distância percorrida. Possui também sistema de ônibus mas não cheguei a usar, porém ouvi dizer que é bom também. O aeroporto é ligado pelo metrô.
      Na Malásia, Malaca é pequena e dá pra fazer tudo a pé; já Kuala Lumpur é uma cidade enorme e tem um bom sistema de transporte público: KTM (trem), MRT (monorail), LRT (metrô), é um pouco confuso no começo mas dá pra entender logo. Tem também os ônibus e um serviço de ônibus gratuito chamado GoKL, são quatro linhas que fazem vários pontos da cidade, são ônibus novos com ar condicionado. O aeroporto de KL é muito longe, tem um trem expresso que vai pra lá mas custava 55 ringgits, tem um ônibus que vai pra lá por apenas 12 ringgits, leva uma hora.
      Na Tailândia, em Chiang Mai tem as linhas de ônibus que servem bem à cidade, inclusive dá acesso ao aeroporto, e tem o famoso songthrew, um carrinho vermelho que faz as vezes de lotação, é bem barato também e vai pra todo lado, além dos tradicionais tuk-tuks; em Pai só andei a pé; em Sukhothai usei uma caminhonete velha que faz o transporte da nova para a Old City, tem a opção de alugar uma bike também; em Bangkoc tem o MRT (metrô), que atende uma parte da cidade, o Skytrain, além dos tuk-tuks, táxis e sistema de ônibus, que utilizei muito, pois onde fiquei hospedado não tinha metrô nem Skytrain próximo; em Ao Nang tem uma linha de ônibus que liga até o aeroporto, mas não usei, e os barcos usados para ir até outras praias, como Railay Beach, Tonsai Beach; em Phi Phi tem os taxiboats que levam você a outras praias.
       
      LEMBRANCINHAS
      Cingapura: algumas lojas da People's Park Complex (Chinatown), próximo à Mesquita no bairro árabe, várias lojas e barracas de rua na Little India.
      Malásia: em Malaca uma galeria próxima à A Famosa, uma grande galeria próxima ao Museu Marítimo; em Kuala Lumpur o Central Market tem várias lojas de souvenires e o preço é mais em conta, tem também o bairro Little India e o seu comércio de tudo.
      Tailândia: em Chiang Mai o Night Bazar é de longe o melhor lugar; em Pai a Walking Street; em Sukhothai o entorno do Parque Histórico tem várias lojinhas; em Bangkoc o Chatuchak Market, que só abre finais de semana, o MBK Center, na Kao San Road e na Rambutri tem bastante lojinhas também ou então nos mercados flutuantes; em Ao Nang tem um Night Bazar que fica em Krabi (não cheguei a ir lá) e algumas lojinhas espalhadas pela cidade; em Phi Phi as lojinhas espalhadas pela ilha.
       
      JET LAG
      Sim, eu venci o jet lag, só na volta que deu uma cansada maior, mas na ida foi de boaça, mas precisei fazer uma preparação maluca, que irei contando conforme o relato for seguindo. O fato é que não tive problema nenhum, só no primeiro dia em Cingapura dormi um pouco mais cedo, mas talvez fosse mais pelo cansaço da viagem do que pelo jet leg.
       
       
      Continua...
    • Por Guiherme Zaia
      [RELATO - TRILHAS NO PANAMA]
      Fiz essa viagem durante os dias 6/02 ao 14/02.
      No instagram @onetrekking tem mais coisas sobre minha viagem no Panama. Segue o relato...
      Dia 1
      Foram 3 voos para chegar no Panama 🇵🇦, com isso consegui economizar mais de 800, assim deu pra estender a viagem e conhecer mais lugares.
      Dia 2
      Indo para o Kalu Yala
      Para chegar lá saindo do Aeroporto Tocumen você precisa pegar um táxi para o Terminal La Doña, de lá pegar um “Diablo Rojo” para San Miguel e de San Miguel fazer a trilha “Suicide Hill” até o Kalu Yala
      .
      Diablo rojo são esses ônibus da foto e pra quem quiser fazer a trilha, ela está na minha conta do WikiLoc, é só fazer a trilha ao contrario, acabei gravando só a volta
      Dia 3 - Trilha 1
      Honey Creeper foi a primeira trilha que fiz no Kalu Yala. Ela é muito bonita, pois você tem uma maior proximidade da fauna local pelo trajeto ser em mata fechada. Com apenas 1,6 kms, duração de 1 hora e ganho de 200m, ela tem dificuldade moderada por causa da falta de sinalização e ter horas que a trilha se desfaz no meio da mata
      Dia 3 - trilha 2
      Ramon’s Pool, uma trilha bem bonita que vai para uma piscina natural, apesar de que o pessoal do kalu yala fale que ela precisa de guia não vejo a necessidade para isso. Sua distância é de 2,79 kms, dificuldade fácil e não apresenta mudança de altitude considerável (60m).
      Dia 3 - trilha 3
      Mermaid’s Hole, trilha bem fácil que acaba numa linda piscina natural. São apenas 1k e nenhuma variação de atitude, apenas uma parte aonde você tem que atravessar o rio.
      Dia 4 
      Nesse dia me despedi do Kalu Yala, e iria chegar em El Valle Anton no fim do dia.
      Pra quem não conhece: Kalu Yala é uma comunidade sustentável no meio da floresta do Panama, o forte deles é o intercâmbio que dura 10 semanas e tem varias temas que são bem únicos e voltados a uma vida sustentável. O instagram deles é @kaluyala
      Dia 5
      Acordei as 3:30 da manhã para fazer a trilha sentido Loma Grande, saimos do @bodhihostel e o @jerryfit foi o guia, nessa trilha eu vi a real necessidade de ter equipamentos para fazer trilha. Nunca tinha andando mais que 10k numa trilha, e essa foram 24k.
      Saimos do hostel as 4:45, e o tempo clareou aproximadamente as 7:30 porem como estava em El Valle que fica no meio da montanhas, o sol só foi aparecer e ficar forte umas 10:30, com isso ele só atrapalhou a nossa volta e não ajudou a esquentar a água que parecia gelo.
      Foram 24k de trilhas feitas em 9 horas, sendo que o trajeto é cheio de subidas e descidas muito íngremes, então não é recomendável ir sozinho e para quem não tem um certo preparo, pois você vai usar muito joelho.
      Dia 6
      “Cerro Cara Iguana”, essa foi a minha sexta trilha da viagem. Esta montanha é uma reserva hídrica, a maior parte da trilha é formada por uma estrada de terra, somente no fim que você entra na mata para chegar no topo das montanhas. Estava fazendo muito vento no topo e como estava sozinho, acabei não indo no topo da última montanha. Foram 9 km de trilha, sendo que a elevação ganha foi de 368 metros e o topo chega a 923 metros.
      Dia 7
      “La India Dormida”, essa foi a última trilha da viagem. Ela fica dentro de um reserva particular, a entrada custa 3 dólares e não recomendam fazer a trilha sozinho.
      Por sorte encontrei um casal de franceses que foram comigo até o topo da montanha. A trilha é um caminho de terra com parte bem íngrimes, aonde algumas pessoas escalam.
      Foi 8,5 km de trilha com 400 metros de altitude ganha e o topo não chega a 900 metros.
      Dia 8
      Logo de manhã, antes do café, arrumei minhas coisa na cargueira para voltar para a Cidade do Panama. Meu destino era o Bodhi Hostel Panama City no Cerro Ancon, paguei 4,25 dólares no ônibus (mesmo valor que na ida) para o Albrook Mall e da lá peguei um metro bus para uma parada perto do hostel e fui andando até o hostel, cheguei as 14:30 no hostel, sendo que parei para almoçar no Allbrook Mall. Depois disso fui para o Multiplaza Panama, andei metade do caminho de uber e metade a pé para ter uma ideia de como é a cidade. Com isso acabo meu oitavo dia no país.
      Dia 9
      Meu voo era as 14 horas, com isso tinha que chegar no aeroporto as 11 horas. Deu tempo para ir conhecer as ruinas da antiga cidade do Panamá, elas formam um Patrimônio Mundial da Unesco. A cidade recebeu título de Cidade em 1521 por Carlos V da Espanha, e começou a ser o ponto de partida para a exploração do Peru e ponto de trânsito para carregamentos de ouro que iam para a Espanha. E assim encerro a minha viajem pelo Panamá.














×
×
  • Criar Novo...