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Mochileiros.com na Folha de Sao Paulo


Jorge Soto

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Quem abriu o suplemento Turismo, da Folha desta quinta (7/12), teve uma agradavel materia sobre turismo independente, mais especificamente sobre as relacoes interpessoais entre mochileiros, alem de uma mencao honrosa ao site.

 

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Amigo de estrada: Encontrar parceiros pode reduzir os gastos durante a jornada

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Segue a Matéria na íntegra

 

 

Sites promovem encontro de viajantes para dividir roteiro, gastos e experiências; flexibilidade é obrigatória

 

CAROLINA RANGEL

SALVATORE CARROZZO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

Conhecer pessoas com hábitos e sotaques diferentes, mas com uma mochila nas costas em comum. Essa é uma das missões dos viajantes que procuram os seus companheiros de viagem pela internet. Eles estão em busca de parceiros com, dentre outras qualidades, espírito aventureiro e despojamento, mas também de viajar com custo reduzido e poder trocar diferentes experiências.

 

Só no www.mochileiros. com há 35.500 usuários cadastrados que participam de fóruns para procurar companheiros de viagem para todos os lugares do mundo. Um deles é o engenheiro Márcio Costa, 28, que fez pelo menos cinco viagens com acompanhantes conhecidos na internet.

Costa afirma que não teve problemas com nenhum companheiro porque teve o cuidado de conhecê-los antes das viagens. Alguns ficaram só no contato virtual, outros viraram amigos de baladas e futebol.

 

Ele diz que não costuma se preocupar muito com os perigos ao conhecer um acompanhante pela internet. "Um grupo de desconhecidos tem uma vantagem em relação a um grupo de amigos de infância: com pessoas que você conhece há pouco tempo, fica-se mais atento para respeitar o espaço do outro e aceitar as diferenças. Isso favorece a harmonia e o sucesso da viagem", relata o engenheiro de Pirassununga (SP).

 

Segurança

Na maioria dos casos, os viajantes se conhecem pessoalmente antes de partir para a viagem. Para evitar roubadas, todos os entrevistados afirmam ser necessário obter informações como telefone fixo e endereço do local de trabalho dos possíveis acompanhantes.

 

Silnei Laise, um dos moderadores do site Mochileiros, diz que só soube de uma situação desagradável ocorrida entre os que acessam o endereço. Um usuário organizou uma excursão e ficou com o pagamento das pessoas que se interessaram pela viagem. Desde o episódio, é proibido formar grupos de excursão na página.

 

A segurança nesses sites também é uma preocupação do estudante de relações internacionais de Santo André (SP) Maurício de Carvalho, 20. Ele desistiu de procurar acompanhantes pela internet para viajar a estudo. "Por um lado é uma oportunidade para encontrar gente louca e com o mesmo objetivo que você, viajar. Mas não sei até que ponto é seguro."

 

Para Clayton Tavares, 29, não só foi seguro como rendeu mais seis viagens, em seis meses, depois de encontrar um companheiro de viagem pela internet. No feriado de Finados, o controlador de mão-de-obra de Santo André foi com três pessoas que conheceu virtualmente para a ilha do Cardoso, litoral sul do Estado de SP.

 

Tavares disse que não vivenciou nenhuma situação de perigo ou de brigas com os novos amigos. Em contrapartida, já viajou com um amigo próximo que não parou de reclamar do local escolhido para a viagem.

Nesses sites, há também muitos mochileiros de primeira viagem. É o caso de Rubens Rodrigues, 45, administrador em Bagé (RS). Ele está se preparando para a sua primeira viagem típica de mochileiros, com uma mala nas costas e um roteiro na mão. Com viagem marcada para janeiro do ano que vem para Machu Picchu, no Peru, Rodrigues procura companheiros pela internet dispostos a ir de ônibus para lá.

 

Segundo Rodrigues, ter um companheiro de viagem significa segurança, pois andar em grupo por lugares desconhecidos é mais seguro. "Há também a camaradagem que costuma acontecer entre os participantes. Dá para compartilhar diferentes visões e culturas nessa experiência", afirma. Ele aponta também a economia, já que é possível dividir as despesas durante o período (leia texto na pág. F13).

 

Welton Trindade, 27, e a funcionária pública Carolina Bergmann, 26. se conheceram pelo site do fã-clube brasileiro da cantora Madonna. O objetivo: ir a um show da artista em Londres. A primeira vez que se viram foi na capital inglesa, no início de agosto, dias antes do espetáculo. A empolgação foi tamanha que eles foram a dois shows da Madonna. Ela pagou 320 libras pelos dois ingressos, o equivalente a R$ 1.360. "Mas valeu muito a pena", afirma Bergmann

 

Ao procurar um companheiro de viagem pela internet, Alexandre (nome fictício), infelizmente, não teve a mesma sorte. Ele procurou o serviço porque tem dificuldades em marcar viagens com os amigos. As férias não coincidem, e o roteiro não agrada a todos.

 

O advogado de 37 anos do interior de São Paulo tentou três vezes arrumar parceiros na internet e no fim acabou viajando sozinho. A última foi em setembro deste ano para o Equador. Segundo Alexandre, ninguém se interessou pelo roteiro. Mas ele não pretende desistir. Na próxima viagem, colocará outro anúncio.

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