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Motociclistas e Mochileiros,

Beleza?

Depois de muito utilizar o Mochileiros.com para me auxiliar nas trips pelo mundo, chegou a hora de retribuir e escrever meu primeiro relato por aqui¬†ūüĎŹ.

Em 26/12, eu e minha noiva embarcamos na nossa primeira viagem de moto mais longa. J√° fizemos algumas viagens e mochil√Ķes pela Europa e Am√©rica do Sul e¬†tamb√©m¬†algumas viagens curtas de moto, mas essa foi nossa primeira ridetrip de m√©dia dura√ß√£o (total de 12 dias e 3.724km).

Para começar, escolhemos o Uruguai, país que muito nos agrada, já conhecíamos, e que fica razoavelmente perto de Curitiba, nossa cidade de partida.

Fomos com um BMW F800GS Adventure que dispensa coment√°rios. Moto perfeita para ridetrips.

 

Nosso roteiro foi o seguinte: (mais adiante detalho tempos de viagem e quilometragem rodada)

26/12: saída de Curitiba/PR com pernoite em Porto Alegre/RS

27/12: Dia livre em Porto Alegre/RS

28/12: Saída para Punta del Diablo/UY

29, 30 e 31/12: Dias livres em Punta del Diablo/UY

01/01: Saída para Piriápolis/UY

02/01: Dia livre em Piri√°polis/UY

03/01: Sa√≠da para Col√īnia do Sacramento/UY com passagem para almo√ßo em Montevideo/UY.

04/01: Dia livre em Col√īnia do Sacramento/UY

05/01: Sa√≠da de Col√īnia do Sacramento/UY com pernoite em Santa Maria/RS

06/01: Retorno para Curitiba/PR com passagem por Bento Gonçalves/RS

 

----- PREPARAÇÃO -----

Antes de come√ßar as informa√ß√Ķes dos trechos, aqui v√£o algumas informa√ß√Ķes iniciais do planejamento.

Como j√° conhecia v√°rios dos lugares que passamos, em um mochil√£o feito em 2016, j√° tinha uma ideia de como eram os locais e as necessidades de hospedagem, dinheiro, c√Ęmbio etc.

Optamos por fazer as reservas de hostel antecipadamente, porque √©poca de final de ano, sobretudo em Punta del Diablo e Col√īnia que ficam muito cheias, principalmente de turistas brasileiros.

Com a moto, como ela está bem cuidada, fiz apenas uma revisão preventiva, troca de óleo, filtro e pastilha traseira. Para quem for de Curitiba, recomendo a Touring Motos, adiante do Parque Barigui. Pneu traseiro estava praticamente novo. Pneus dianteiro já estava meia vida, mas resolvi encarar (talvez uma decisão errada rsrsrs).

Estamos sem top case e bauletos laterais. Utilizamos uma soft bag da BMW de 65 litros emprestada de um tio meu e, para evitar problemas com espaço, comprei um saco estanque da Guepardo de 20 litros. Só 55 reais na Canyon Adventure, em Curitiba, e coube um monte de coisa. O saco era preso sobre a soft bag com extensor. Não tivemos problemas.

Levei apenas o kit de ferramentas da moto e um frasco de spray Motul para lubrificar a corrente. Nada mais, nem kit de reparo de pneu. No Uruguai tem bastante auxílio, caso fosse necessário.

Emiti a carta verde pelo site da Porto Seguro, inclusive imprimi em papel verde como havia recomendando alguns blogs. Achei exagerado, mas preferi evitar problemas.

Fomos com passaporte, mesmo sendo permitido entrar com RG. Tenho pra mim que o √ļnico documento internacional √© o passaporte, ent√£o prefer√≠vel sempre estar com ele fora do pa√≠s. Aqui foi uma vantagem. Na fronteira do Chuy, a agente de imigra√ß√£o disse que com passaporte tudo fica mais f√°cil e r√°pido e n√£o precisa preencher aqueles formul√°rios de imigra√ß√£o. Ponto pro passaporte rsrsrs!

O planejamento n√£o teve nada de especial. Apenas criei uma planilha com o roteiro, dist√Ęncia entre as cidades, descri√ß√£o de pontos de refer√™ncia para orientar na estrada (viajamos sem GPS) e tempo, conforme o Google Maps, entre os destinos.

 

Dia 1 (26/12) ‚Äď Curitiba a Porto Alegre ‚Äď 744km

No dia anterior j√° prendi a soft bag na moto e o saco estanque, assim economizava tempo para a partida. Pneus calibrados e tanque cheio.

Às 6:00 saímos de Curitiba com destino a Porto Alegre. Fomos pela BR-101 a qual conheço bem até a região de Laguna/SC. Depois era tudo novidade.

Neste trecho tem pagamento de ped√°gio, n√£o √© caro, at√© chegar no RS. Estrada boa, mas bem movimentada. Evite abastecer pr√≥ximo a Balne√°rio Cambori√ļ e Florian√≥polis, o pre√ßo vai l√° em cima nessas regi√Ķes.

Depois de Laguna a estrada continua boa, só um vento lateral na região da ponte de Laguna, muito bonita por sinal, que assustou um pouco.

Em Os√≥rio/RS, pegamos a famosa freeway. Que monotonia rsrs. 90 km de quase uma reta infinita, sem subidas ou decida, sem posto, sem nada. E pior, estava um solz√£o de 34 graus marcando no painel da moto. Os quil√īmetros n√£o passavam kkk.

Chegamos em Porto Alegre por volta das 15h30. Viagem bem tranquila.

Ficamos no Intercity Cidade Baixa. Peguei uma promoção no booking.com e o hotel saiu por um preço muito bom. Chegamos lá e o queixo caiu. Que baita hotel.

Banho para recuperar as energias e fomos conhecer Porto Alegre (POA). Cidade agrad√°vel, bastante constru√ß√Ķes antigas e um pouco mal cuidadas. Mas o saldo foi positivo.

 

Dia 2 (27/12) ‚Äď Dia livre em POA ‚Äď 0km de moto, muitos km‚Äôs a p√©.

Dia livre para conhecer POA.

Visitamos o centro, Palácio Piratini (recomendo entrar e fazer a visita guiada -  gratuito), Mercado Central, Hotel Majestic (casa do poeta Mario Quintana) e várias feiras de rua. Porto Alegre, embora um pouco mal cuidada, nos impressionou muito. Gostamos de lá.

Pr√≥ximo ao fim do dia fomos ao Gas√īmetro¬†para ver o p√īr do sol. Que lugar bonito e vibe legal. Vale a pena tirar uns minutos para relaxar e apreciar o visual. √Ä noite, voltando para o hotel, paramos para comer em um lugar chamado Butcher Burger. Que surpresa boa. Lanche e lugar muito bom. Fica a dica.

 

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Dia 3 (28/12) ‚Äď Porto Alegre a Punta del Diablo ‚Äď 563km

Saímos cedo, não tanto como queríamos, pois o café da manhã do hotel começava apenas as 6 horas, com destino a Punta del Diablo, Uruguai.

A sa√≠da de POA foi um pouco complicada, bastante tr√Ęnsito e mesmo com a ajuda do GPS do celular acabamos errando algumas sa√≠das. Chegamos at√© a entrar errado na rodovi√°ria da cidade (no lugar exclusivo de √īnibus ‚Äď que cagada ūüėÜ), mas depois de quase 1 hora conseguimos sair da cidade e rumamos sentido Pelotas.

Estradas boas e pedágio gratuito para moto.

Em Pelotas seguimos pela RSC-741, sentido Rio Grande e depois sentido Chuí.

Aqui uma dica: a estrada que leva até a fronteira do Chuí é um retão de 100 km sem posto de gasolina. Bom ficar atento com o abastecimento do veículo. Fomos achar posto só perto de Santa Vitória do Palmar.

Na fronteira com do Chuí, antes de ir para a imigração, paramos trocar alguns reais. A cotação estava boa. Pelo que me lembro, algo em torno de 8 pesos uruguaios por real.

Dinheiro trocado, fomos para a fronteira fazer a imigração. Preenchemos aqueles formulários de entrada, porém quando chegamos no guichê a funcionária nos informou que como estávamos com passaporte não era necessário. Fila um tanto quanto grande para a fronteira. Era por volta das 14 horas.

Imigração feita, seguimos para Punta del Diablo.

Estrada uruguaia muito boa e, nesses primeiros quil√īmetros, cuidando com os limites de velocidade, pois ainda n√£o sabia como era o controle por l√°.

Fato curioso: poucos quil√īmetros ap√≥s a fronteira tem uma pista de pouso de avi√Ķes m√©dios no meio da rodovia. √Č bem curioso, voc√™ passa sobre aquelas marca√ß√Ķes na pista de pouso, al√©m da largura da pista que chama a aten√ß√£o.

Por volta das 15h30 chegamos no nosso hostel em Punta del Diablo, Giramundos. Lugar bacana, vibe boa e preço bom. Recomendo.

Check-in feito, fomos dar um pulo na praia de Punta. Primeiro a Playa de la Viuda, bonita mas a visitada no dia seguinte era mais.

 

 

 

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À noite uma cerveja e milanesa num lugar que não lembro o nome e estava muito bom. A conta ficou em torno de 1.100 pesos (cerveja grande e duas milanesas que também são grandes).

Dica: pagar com cartão de crédito para receber a isenção do imposto. Atualmente está em 22%. Vale muito a pena.

 

Dias 4, 5 e 6 (29, 30, 31/12) ‚Äď Dias livres em Punta del Diablo

Tiramos esses dias para descansar e aproveitar Punta del Diablo e regi√£o.

Dia 29 tiramos para aproveitar a praia, dessa vez a Playa de los Pescadores, bem bonita, cheia e agrad√°vel. Nada como descansar e ler um livro na areia.

Aproveitamos que t√≠nhamos cozinha em nossa cabana e compramos um peixe fresco direto dos pescadores para o almo√ßo. Que del√≠cia¬†ūüėč.

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Dia 30 aproveitamos para voltar até a fronteira do Chuí para comprar algumas coisas no duty free e abastecer a moto no lado brasileiro. São apenas 60 km de Punta até a fronteira. Então valeu a pena voltar para abastecer lá. Os preços do duty free do Chuy uruguaio são bem bacanas. Vale a pena dar uma olhada.

Aproveitamos para trocar mais um pouco de dinheiro. Desta vez em um supermercado mesmo. A melhor cota√ß√£o da viagem. Pedi indica√ß√£o de casa de c√Ęmbio e o atendente se disp√īs a fazer o c√Ęmbio para mim. Foi quase 9 pesos por real.

Voltamos para Punta, passeamos um pouco mais na praia e a noite voltamos ao centrinho para comer algo.

Aproveitando para falar de Punta.¬†O¬†centrinho do balne√°rio, especialmente por ser final de ano, √© bem agitado e cheio. Muitos carros, motos, vans e motorhomes do Brasil e da Argentina. V√°rias op√ß√Ķes de restaurantes e bastante mercadinhos pela cidade. No hor√°rio de almo√ßo e, principalmente, perto do hor√°rio de fechar (cerca de 20h30) sempre ficavam cheios. O pre√ßo √© mais alto que o habitual.

Dia 31, virada de ano, aproveitamos para ir conhecer a Fortaleza de Santa Tereza. Fica cerca de 15 km de Punta e vale a pena a visita.

A Fortaleza ainda é uma instalação militar e funciona como um pequeno museu. Vale a pena a visita. O Parque Nacional de Santa Tereza tem praias bem bonitas e muita gente acampando nessa época do ano.

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Na volta de Santa Teresa para Punta, paramos em um mercadinho e compramos um bom bife ancho uruguaio. Vamos aproveitar a cozinha que temos ūü§™. 400 pesos por dois bons peda√ßos de carne e batatas. O almo√ßo estava garantido. Ahhh a carne uruguaia.

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À noite, começos um peixe fresco feito na cabana do hostel mesmo e por volta da 22h00 descemos para a praia para quem sabe ver um queima de fogos.

Olha ... surpreendeu. Teve uma boa queima de fogos. Bastante gente na areia e no centrinho confraternizando.

 

CONTINUA ...

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Demorou, mas consegui continuar a escrita do relato. Vamos l√°!!!

Dias 7 (01/01/19) ‚Äď Punta Del Diablo a Piri√°polis -¬† 208 km

Sa√≠mos por volta das 10 da manh√£ para Piri√°polis. Estrada muito tranquila, plana e com poucas curvas. Alguns ret√Ķes que n√£o tem fim.

Chegamos em Piriápolis próximo do horário do almoço. Nosso hotel/albergue ficava próximo ao Cerro San Antonio e com uma vista linda para o porto do Piriápolis.

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Vista do quarto.

 

Dia 8 (02/01) ‚Äď Dia livre em Piriapolis ‚Äď Bate e volta a Punta del Est ‚Äď 40 km

Era aniversário da minha noiva e decidimos ir até Punta para fazer algo diferente. Só tinha um problema: estava chovendo muito.

No meio da tarde deu uma trégua na chuva em Piriapolis e resolvemos ir. Ao invés de voltar pela rodovia principal, fomos por uma estrada local, mageando o mar que passa por Punta Negra e Punta Colorada. Visuais incríveis. Recomendo esse trajeto.

Quando entramos na estrada quase chegando em Punta del Est a chuva apertou demais. Pegamos um baita temporal com um vento lateral bem forte. Na entrada da cidade um tr√Ęnsito bem pesado.

Mas em compensação, tivemos o monumento Los Dedos apenas para nós. Completamente vazio. Eba!

Tomamos apenas um café em uma panaderia e decidimos voltar para Piriapolis.

À noite voltamos comer na mesma cervejaria da noite anterior. Comemos um Burger muito bom.

 

Dia 9 (03/01) ‚Äď Piriapolis a Col√īnia do Sacramento ‚Äď 208km (passagem por Montevideo)

A ideia era sair cedo para poder aproveitar um tempo maior em Montevideo, porém só na hora da saída que me avisam que a hospedagem não aceitava cartão. Tive que sair sacar dinheiro. Nunca tinha tido problema com saques, mas dessa vez Murphy caprichou.

Mais de uma hora tentando sacar e nada. Mudava de banco, caixa automático e nada. No final juntamos uns reais que tínhamos ainda e pagamos a conta em real mesmo.

A estrada at√© Montevideo √© bem boa. Pistas largas e tr√Ęnsito um pouco mais intenso.

A chegada em Montevideo foi tranquila. Dentro da cidade, como j√° tinha estado l√° antes, consegui me localizar f√°cil.

Fomos no Mercado do Porto e comemos uma carne muito saborosa na Caba√Īa Veronica. Recomendo muito o lugar.

Por sorte encontrei uma prima e seu marido comendo no porto. Total coincidência hehehe.

Por volta das 15 horas sa√≠mos para Col√īnia.

A saída ali pelo porto é muito fácil. Praticamente uma reta só. Estrada até lá foi bem tranquila. Algumas horas sem ninguém em nenhum dos sentidos.

Chegamos em Col√īnia no final da tarde e nos hospedados no Hostal de Los Poetas. Lugar muito bom e agrad√°vel. Local pequeno e cuidado pelos pr√≥prios donos.

Descansamos um pouco e fomos para as praias de Col√īnia ver o p√īr do sol. Que visual incr√≠vel.

 

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      Ol√° amigos da comunidade Mochileiros.com.
      Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC.
      Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. 
      A comunidade mochileiros.com nos¬†ajudou bastante, pois no site conseguimos¬†v√°rias dicas e conhecemos outras pessoas que tamb√©m nos ajudaram com informa√ß√Ķes. Por esse motivo queremos¬†compartilhar nossa experi√™ncia. E¬†quem sabe poder ajudar ou at√© mesmo¬†encorajar outras pessoas a sa√≠rem do sof√° e encarar essa aventura.
      Para realizar esta viagem primeiro n√≥s fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necess√°rios, seguros obrigat√≥rios, melhor roteiro, condi√ß√£o das estradas, hot√©is, pontos tur√≠sticos, custo com passeios, custo com alimenta√ß√£o,¬†custo com gasolina, custo com ped√°gios, melhor c√Ęmbio, o que levar na bagagem, etc.¬†
      Juntamos todas essas informa√ß√Ķes numa planilha e ent√£o come√ßamos a trabalhar nela. Ent√£o no m√™s de Setembro/2018 come√ßamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar.
      Nessa primeira parte vamos tentar abordar o m√°ximo de informa√ß√Ķes com rela√ß√£o ao roteiro, situa√ß√£o das estradas, GPS, c√Ęmbio, aduanas, seguros, itens obrigat√≥rios, ped√°gios e combust√≠vel.¬†
      Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios.
      Ent√£o vamos ao que interessa:
      Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai.
      Saída de Blumenau: 22/12/2018.
      Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018.
      Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018.
      Chegada em Blumenau: 03/01/2019.
      Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas.
      Roteiro/Condição das estradas/Pedágios:
      Dia 01 - Blumenau - SC x S√£o Borja - RS. Total: 860 Km.
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      Pedágios:  Nenhum.
      Dia 02 -¬†S√£o Borja-RS x Presid√™ncia Roque S√°enz Pe√Īa - Argentina. Total: 620 Km.
      As estradas s√£o boas, pelo menos s√£o melhores que do que as do Brasil.
      Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65)
      Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos.
      Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos.
      Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos.
      Dia 03¬†- Presid√™ncia Roque S√°enz Pe√Īa (Argentina) x Salta (Argentina).¬†Total: 630 Km.¬†
      As estradas também são muito boas.
      Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles.
      Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos.
      Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km.
      As estradas também são muito boas.
      Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama.
      Pedágios:  Nenhum.
      *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. 
      Hospedagem:
      Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia.
      Dia 02 -¬†Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de¬†Presid√™ncia Roque S√°enz Pe√Īa (Argentina).
      Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina).
      Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile).
      Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018.
      *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis.
      C√Ęmbio:
      Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS.
      Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15.
      Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15)
      R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10)
      Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama.
      O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real).
      Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154)
      R$ 1 Mil reais trocados em  San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170)
      *Compare antes de trocar seu dinheiro.
      Combustível / Postos de abastecimento:
      Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada).
      Infinia: variava de 45 a 48 pesos.
      Super: variava de 41 a 44 pesos.
      *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF.
      *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem.
      Na Argentina tem muitos postos de abastecimento¬†durante o trajeto. O √ļltimo posto fica bem pr√≥ximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile).
      Depois da Aduana n√£o tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (dist√Ęncia entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.)
      GPS:
      Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps.
      Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line.
      Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 
      Seguros obrigatórios para seu carro:
      Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros.
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente.
      No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile".
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. 
      *Veja se o seu cart√£o est√° liberado para realizar esta compra.
      Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos.
      Seguros para você:
      Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. 
      Mas as empresas de seguro oferecem in√ļmeras modalidades.
      Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso.
      Itens obrigatórios para o carro:
      Na Argentina:
      Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro.
      Ent√£o n√≥s entramos em contato com o departamento de tr√Ęnsito da Argentina e tamb√©m com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florian√≥polis.
      Segundo eles, os itens obrigatórios são:
      - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos);
      - 02 tri√Ęngulos de seguran√ßa;
      - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco).
      E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios)
      - Kit de primeiros socorros;
      Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios.
      No Chile:
      Considerar todos os itens obrigatórios citados acima.
      E no Chile todos os motoristas s√£o obrigados a ter no carro um "colete¬†refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manuten√ß√£o ou emerg√™ncia ele precisa estar vestindo o colete. Isso √© LEI NACIONAL. Na d√ļvida leve um¬†colete tamb√©m.

      Observação:
      Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento.
      Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de baf√īmetro. Mas em nenhum momento a pol√≠cia precisou revistar o nosso carro.
      No Chile n√£o fomos abordados.
      Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo.
      O atendente solicita os documentos do carro e identidades.
      Preenche um formul√°rio no computador.
      Por √ļltimo entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele ser√° √ļtil na Aduana Argentina x Chile.
      N√£o tem custo.
      Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas)
      A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama.
      Tem 06 guichês.
      √Č necess√°rio preencher um formul√°rio em espanhol. Nesse formul√°rio tem uma parte que fala se voc√™ est√° levando algum alimento que √© "proibido".

      Ap√≥s passar em todos os guich√™s eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele ser√° √ļtil na Aduana Chile x¬†Argentina.
      Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa.
      Ap√≥s sair dos guich√™s vem um fiscal da vigil√Ęncia sanit√°ria e inspeciona o carro.
      Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem.
      N√£o tem custo.
      *Na volta pra casa √© necess√°rio fazer tudo de novo, por√©m a vigil√Ęncia sanit√°ria n√£o revistou o carro dessa vez.
      Espero que tenham gostado dessa primeira parte.
      Se tiverem algum coment√°rio ou d√ļvidas por favor nos retorne.
      Um abraço.


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