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Motociclistas e Mochileiros,

Beleza?

Depois de muito utilizar o Mochileiros.com para me auxiliar nas trips pelo mundo, chegou a hora de retribuir e escrever meu primeiro relato por aqui¬†ūüĎŹ.

Em 26/12, eu e minha noiva embarcamos na nossa primeira viagem de moto mais longa. J√° fizemos algumas viagens e mochil√Ķes pela Europa e Am√©rica do Sul e¬†tamb√©m¬†algumas viagens curtas de moto, mas essa foi nossa primeira ridetrip de m√©dia dura√ß√£o (total de 12 dias e 3.724km).

Para começar, escolhemos o Uruguai, país que muito nos agrada, já conhecíamos, e que fica razoavelmente perto de Curitiba, nossa cidade de partida.

Fomos com um BMW F800GS Adventure que dispensa coment√°rios. Moto perfeita para ridetrips.

 

Nosso roteiro foi o seguinte: (mais adiante detalho tempos de viagem e quilometragem rodada)

26/12: saída de Curitiba/PR com pernoite em Porto Alegre/RS

27/12: Dia livre em Porto Alegre/RS

28/12: Saída para Punta del Diablo/UY

29, 30 e 31/12: Dias livres em Punta del Diablo/UY

01/01: Saída para Piriápolis/UY

02/01: Dia livre em Piri√°polis/UY

03/01: Sa√≠da para Col√īnia do Sacramento/UY com passagem para almo√ßo em Montevideo/UY.

04/01: Dia livre em Col√īnia do Sacramento/UY

05/01: Sa√≠da de Col√īnia do Sacramento/UY com pernoite em Santa Maria/RS

06/01: Retorno para Curitiba/PR com passagem por Bento Gonçalves/RS

 

----- PREPARAÇÃO -----

Antes de come√ßar as informa√ß√Ķes dos trechos, aqui v√£o algumas informa√ß√Ķes iniciais do planejamento.

Como j√° conhecia v√°rios dos lugares que passamos, em um mochil√£o feito em 2016, j√° tinha uma ideia de como eram os locais e as necessidades de hospedagem, dinheiro, c√Ęmbio etc.

Optamos por fazer as reservas de hostel antecipadamente, porque √©poca de final de ano, sobretudo em Punta del Diablo e Col√īnia que ficam muito cheias, principalmente de turistas brasileiros.

Com a moto, como ela está bem cuidada, fiz apenas uma revisão preventiva, troca de óleo, filtro e pastilha traseira. Para quem for de Curitiba, recomendo a Touring Motos, adiante do Parque Barigui. Pneu traseiro estava praticamente novo. Pneus dianteiro já estava meia vida, mas resolvi encarar (talvez uma decisão errada rsrsrs).

Estamos sem top case e bauletos laterais. Utilizamos uma soft bag da BMW de 65 litros emprestada de um tio meu e, para evitar problemas com espaço, comprei um saco estanque da Guepardo de 20 litros. Só 55 reais na Canyon Adventure, em Curitiba, e coube um monte de coisa. O saco era preso sobre a soft bag com extensor. Não tivemos problemas.

Levei apenas o kit de ferramentas da moto e um frasco de spray Motul para lubrificar a corrente. Nada mais, nem kit de reparo de pneu. No Uruguai tem bastante auxílio, caso fosse necessário.

Emiti a carta verde pelo site da Porto Seguro, inclusive imprimi em papel verde como havia recomendando alguns blogs. Achei exagerado, mas preferi evitar problemas.

Fomos com passaporte, mesmo sendo permitido entrar com RG. Tenho pra mim que o √ļnico documento internacional √© o passaporte, ent√£o prefer√≠vel sempre estar com ele fora do pa√≠s. Aqui foi uma vantagem. Na fronteira do Chuy, a agente de imigra√ß√£o disse que com passaporte tudo fica mais f√°cil e r√°pido e n√£o precisa preencher aqueles formul√°rios de imigra√ß√£o. Ponto pro passaporte rsrsrs!

O planejamento n√£o teve nada de especial. Apenas criei uma planilha com o roteiro, dist√Ęncia entre as cidades, descri√ß√£o de pontos de refer√™ncia para orientar na estrada (viajamos sem GPS) e tempo, conforme o Google Maps, entre os destinos.

 

Dia 1 (26/12) ‚Äď Curitiba a Porto Alegre ‚Äď 744km

No dia anterior j√° prendi a soft bag na moto e o saco estanque, assim economizava tempo para a partida. Pneus calibrados e tanque cheio.

Às 6:00 saímos de Curitiba com destino a Porto Alegre. Fomos pela BR-101 a qual conheço bem até a região de Laguna/SC. Depois era tudo novidade.

Neste trecho tem pagamento de ped√°gio, n√£o √© caro, at√© chegar no RS. Estrada boa, mas bem movimentada. Evite abastecer pr√≥ximo a Balne√°rio Cambori√ļ e Florian√≥polis, o pre√ßo vai l√° em cima nessas regi√Ķes.

Depois de Laguna a estrada continua boa, só um vento lateral na região da ponte de Laguna, muito bonita por sinal, que assustou um pouco.

Em Os√≥rio/RS, pegamos a famosa freeway. Que monotonia rsrs. 90 km de quase uma reta infinita, sem subidas ou decida, sem posto, sem nada. E pior, estava um solz√£o de 34 graus marcando no painel da moto. Os quil√īmetros n√£o passavam kkk.

Chegamos em Porto Alegre por volta das 15h30. Viagem bem tranquila.

Ficamos no Intercity Cidade Baixa. Peguei uma promoção no booking.com e o hotel saiu por um preço muito bom. Chegamos lá e o queixo caiu. Que baita hotel.

Banho para recuperar as energias e fomos conhecer Porto Alegre (POA). Cidade agrad√°vel, bastante constru√ß√Ķes antigas e um pouco mal cuidadas. Mas o saldo foi positivo.

 

Dia 2 (27/12) ‚Äď Dia livre em POA ‚Äď 0km de moto, muitos km‚Äôs a p√©.

Dia livre para conhecer POA.

Visitamos o centro, Palácio Piratini (recomendo entrar e fazer a visita guiada -  gratuito), Mercado Central, Hotel Majestic (casa do poeta Mario Quintana) e várias feiras de rua. Porto Alegre, embora um pouco mal cuidada, nos impressionou muito. Gostamos de lá.

Pr√≥ximo ao fim do dia fomos ao Gas√īmetro¬†para ver o p√īr do sol. Que lugar bonito e vibe legal. Vale a pena tirar uns minutos para relaxar e apreciar o visual. √Ä noite, voltando para o hotel, paramos para comer em um lugar chamado Butcher Burger. Que surpresa boa. Lanche e lugar muito bom. Fica a dica.

 

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Dia 3 (28/12) ‚Äď Porto Alegre a Punta del Diablo ‚Äď 563km

Saímos cedo, não tanto como queríamos, pois o café da manhã do hotel começava apenas as 6 horas, com destino a Punta del Diablo, Uruguai.

A sa√≠da de POA foi um pouco complicada, bastante tr√Ęnsito e mesmo com a ajuda do GPS do celular acabamos errando algumas sa√≠das. Chegamos at√© a entrar errado na rodovi√°ria da cidade (no lugar exclusivo de √īnibus ‚Äď que cagada ūüėÜ), mas depois de quase 1 hora conseguimos sair da cidade e rumamos sentido Pelotas.

Estradas boas e pedágio gratuito para moto.

Em Pelotas seguimos pela RSC-741, sentido Rio Grande e depois sentido Chuí.

Aqui uma dica: a estrada que leva até a fronteira do Chuí é um retão de 100 km sem posto de gasolina. Bom ficar atento com o abastecimento do veículo. Fomos achar posto só perto de Santa Vitória do Palmar.

Na fronteira com do Chuí, antes de ir para a imigração, paramos trocar alguns reais. A cotação estava boa. Pelo que me lembro, algo em torno de 8 pesos uruguaios por real.

Dinheiro trocado, fomos para a fronteira fazer a imigração. Preenchemos aqueles formulários de entrada, porém quando chegamos no guichê a funcionária nos informou que como estávamos com passaporte não era necessário. Fila um tanto quanto grande para a fronteira. Era por volta das 14 horas.

Imigração feita, seguimos para Punta del Diablo.

Estrada uruguaia muito boa e, nesses primeiros quil√īmetros, cuidando com os limites de velocidade, pois ainda n√£o sabia como era o controle por l√°.

Fato curioso: poucos quil√īmetros ap√≥s a fronteira tem uma pista de pouso de avi√Ķes m√©dios no meio da rodovia. √Č bem curioso, voc√™ passa sobre aquelas marca√ß√Ķes na pista de pouso, al√©m da largura da pista que chama a aten√ß√£o.

Por volta das 15h30 chegamos no nosso hostel em Punta del Diablo, Giramundos. Lugar bacana, vibe boa e preço bom. Recomendo.

Check-in feito, fomos dar um pulo na praia de Punta. Primeiro a Playa de la Viuda, bonita mas a visitada no dia seguinte era mais.

 

 

 

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À noite uma cerveja e milanesa num lugar que não lembro o nome e estava muito bom. A conta ficou em torno de 1.100 pesos (cerveja grande e duas milanesas que também são grandes).

Dica: pagar com cartão de crédito para receber a isenção do imposto. Atualmente está em 22%. Vale muito a pena.

 

Dias 4, 5 e 6 (29, 30, 31/12) ‚Äď Dias livres em Punta del Diablo

Tiramos esses dias para descansar e aproveitar Punta del Diablo e regi√£o.

Dia 29 tiramos para aproveitar a praia, dessa vez a Playa de los Pescadores, bem bonita, cheia e agrad√°vel. Nada como descansar e ler um livro na areia.

Aproveitamos que t√≠nhamos cozinha em nossa cabana e compramos um peixe fresco direto dos pescadores para o almo√ßo. Que del√≠cia¬†ūüėč.

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Dia 30 aproveitamos para voltar até a fronteira do Chuí para comprar algumas coisas no duty free e abastecer a moto no lado brasileiro. São apenas 60 km de Punta até a fronteira. Então valeu a pena voltar para abastecer lá. Os preços do duty free do Chuy uruguaio são bem bacanas. Vale a pena dar uma olhada.

Aproveitamos para trocar mais um pouco de dinheiro. Desta vez em um supermercado mesmo. A melhor cota√ß√£o da viagem. Pedi indica√ß√£o de casa de c√Ęmbio e o atendente se disp√īs a fazer o c√Ęmbio para mim. Foi quase 9 pesos por real.

Voltamos para Punta, passeamos um pouco mais na praia e a noite voltamos ao centrinho para comer algo.

Aproveitando para falar de Punta.¬†O¬†centrinho do balne√°rio, especialmente por ser final de ano, √© bem agitado e cheio. Muitos carros, motos, vans e motorhomes do Brasil e da Argentina. V√°rias op√ß√Ķes de restaurantes e bastante mercadinhos pela cidade. No hor√°rio de almo√ßo e, principalmente, perto do hor√°rio de fechar (cerca de 20h30) sempre ficavam cheios. O pre√ßo √© mais alto que o habitual.

Dia 31, virada de ano, aproveitamos para ir conhecer a Fortaleza de Santa Tereza. Fica cerca de 15 km de Punta e vale a pena a visita.

A Fortaleza ainda é uma instalação militar e funciona como um pequeno museu. Vale a pena a visita. O Parque Nacional de Santa Tereza tem praias bem bonitas e muita gente acampando nessa época do ano.

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Na volta de Santa Teresa para Punta, paramos em um mercadinho e compramos um bom bife ancho uruguaio. Vamos aproveitar a cozinha que temos ūü§™. 400 pesos por dois bons peda√ßos de carne e batatas. O almo√ßo estava garantido. Ahhh a carne uruguaia.

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À noite, começos um peixe fresco feito na cabana do hostel mesmo e por volta da 22h00 descemos para a praia para quem sabe ver um queima de fogos.

Olha ... surpreendeu. Teve uma boa queima de fogos. Bastante gente na areia e no centrinho confraternizando.

 

CONTINUA ...

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    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Per√ļ e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por mspriscila
      INFORMA√á√ēES GERAIS (2016)
      Visto: dispensa de visto por até 90 dias
      Passaporte:  deve ser válido no momento de entrada; permitida entrada com RG
      Vacinas: não há exigências
      Quando ir: dez-mar é verão, com muitos turistas e preços mais elevados; jul-ago é inverno e as cidades ficam hibernadas; abr-jun (outono) e set-nov (primavera) as cidades praianas, como Punta del Este, ficam praticamente às moscas e muito do comércio fecha as portas até o final do ano. Entretanto, o preço dos hotéis cai consideravelmente. Nesse período, uma boa dica é visitar cidades que não tenham necessariamente relação com praias, como Montevidéu e Colonia del Sacramento.
      Capital: Montevideo
      Moeda: peso chileno $ (CLP)
      Idioma oficial: castelhano
      Cod. telefone: +598
      Padr√£o bivolt: 220V
      Tomadas: C, F, L
      Passagem de √īnibus:¬†www.turil.com.uy/compra_online.php
      Casas de c√Ęmbio: avenida 18 de Julio e no eixo Pocitos ‚Äď Punta Carretas (a do shopping √© bastante usada)
      Bus Turistico: $572 24h ou $880 por 48h
        Dia 01
      Chegamos a Montevideo por volta das 18:30h. No aeroporto, o cambio estava R$1-$7,11. A van para qualquer parte da cidade custa $400 por pessoa e um t√°xi, algo em torno de $1500.
      ¬† Ap√≥s o check-in no Hotel Puerto Mercado (USD60 a di√°ria em apto duplo), fomos jantar no Primuseum Restaurante ([email protected]), muito citado nos roteiros da internet, juntamente com o Bar Fun Fun, tamb√©m na Ciudad Vieja.
        De fato, o restaurante é bastante interessante. Está organizado em um pequeno ambiente e serve um farto e variado menu ao valor de USD70 por pessoa com translado. Entretanto, o restaurante dizia contar com um show de tango, mas, na verdade, oferece apenas a banda com cantores, sem dança.
        Voltando ao hotel, tivemos tempo para descansar e começar o turismo no dia seguinte. Acerca do hotel, está muito bem localizado, a apenas uma quadra e meia do Mercado do Porto, duas quadras do Primuseum Restaurante e oito quadras da Praça da Independência.
        Puerto Mercado Hotel
      Diária: USD60 em apto duplo com café da manha
      Endere√ßo: Cerrito 262, Ciudad Vieja, Montevideo ‚Äď Tel. +598 2916 6116
        Restaurante Primuseum
      Preço: USD70 por pessoa com translado
      Endereço: Calle Perez Castellano 1389, 11000 Montevideo
            Dia 02
      De manh√£, passamos a visitar alguns museus, entre eles Torres Garcia e Museu dos Andes. O Museu dos Andes retrata o acidente sofrido por uma equipe de Rugby uruguaia em 1972, onde 16 pessoas sobreviveram a 72 dias nas cordilheiras. A hist√≥ria rendeu o filme ‚ÄúOs Sobreviventes dos Andes‚ÄĚ e o museu √© emocionante.
        Após visitar os museus pela manhã, almoçamos no Mercado do Porto e provamos o famoso churrasco uruguaio no El Palenque ($850 em média por pessoa). Realmente a forma como é oferecido o churrasco é bem legal, e talvez pelas resenhas da internet, todos procuram o El Palenque, apesar de um taxista ter nos afirmado que existem muitos outros bons restaurantes no local. O mercado, apesar de receber esse nome, não é um mercado de verdade; apenas um local que recebe os turistas para provar o churrasco uruguaio.
        Depois do almoço, seguimos para a Porta da Ciudadela, Praça da Independência, Mausoléu José Gervasio Artigas, Avenida 18 de Julio e Teatro Solis. Como não tivemos tempo para fazer a visita guiada ao teatro, optamos por assistir a uma peça, à noite, ao preço de $160.
            Porta da Ciudadela Havíamos reservado dois dias para visitar a Ciudad Vieja, mas um dia foi suficiente.
        Museo Torres Garcia
      Hor√°rio: seg-sab de 10-18h
      Preço: $100
      Come chegar: √īnibus com destinos; Plaza independencia, Ciudad Vieja, Aduana, Plaza Espa√Īa y Ciudadela.
        Museo Andes 1972
      Hor√°rio: seg-sex de 10-17h; sab de 10-15h
      Preço: $100
      Como chegar: uma rua acima da Plaza da Constitución
        Mercado Del Puerto
      Horário: diariamente, até as 15h
      Preço: $850 (churrasco uruguaio)
        Mausoléu José Gervasio Artigas (subsolo da Praça da Independencia)
      Hor√°ro: seg de 12-18h e ter-dom de 10-18h
      Entrada gratuita
            Plaza da Independencia
            Teatro Solis
      Hor√°rio: ter-qui as 16h; qua-sex-sab-dom as 11, 12 e 16h
      Preço: $60 (visita guiada)
        Dia 03
      De manhã, fizemos o check-out no hotel e pegamos um táxi para a Feira Tristan Narvaja, que só acontece aos domingos. A feira em nada se compara a Feira de San Telmo, em Buenos Aires. São várias ruas vendendo quinquilharias e antiquários. Pode-se encontrar de tudo.
        Por volta das 11:30h, retornamos ao hotel para pegar as malas e partir para Colonia do Sacramento. O carro foi alugado pelo próprio hotel e entregue lá mesmo ao custo de USD55 a diária com cobertura total e km livre.
      ¬† Chegamos a Colonia por volta das 15h da tarde e ap√≥s o almo√ßo, aproveitamos para explorar um pouco a cidade. √Č linda, arborizada, fant√°stica. Hospedamo-nos no Hotel Le Vrero, a cinco quadras do bairro hist√≥rico, mas existem hot√©is mais bem localizados e este n√£o tinha calefa√ß√£o (erro nosso na hora da reserva). Recomendo que se hospedem em algum lugar dentro do bairro hist√≥rico.
        Feira Tristan Narvaja
      Hor√°rio: de 9-15h
      Somente aos domingos
        Autonomia Rent a Car
      Hor√°rio: diariamente de 9-18h
      Preço: USD55 a diária para entrega no hotel
      Endereço: José María Montero 3035, Montevideo
        Hotel Le Vrero
      Di√°ria: USD60 di√°ria em apto duplo
      Endereço: 18 de Julio, 521, Colonia del Sacramento
      Ponto positivo: possui local de estacionamento
        Dia 04
      O bairro histórico pode ser visitado a pé, entretanto, os demais pontos turísticos ficam um pouco mais afastados do centro. Por isso, a opção é o bus turístico ou o carro, que pode ser alugado tanto em Montevideo como na própria Colonia.
        Aproveitamos o dia para visitar diversos locais, começando pelo bairro histórico: portão da ciudadela; calle de los suspiros; Basílica del Santísimo Sacramento (ou Iglesia Matriz); Convento de San Francisco Javier; Casa del Gobernador. Após, Plaza Del Toros, Iglesia San Benito, Fronton Euskaro, entre outros.
            Portão da Ciudadela       Calle de Los Suspiros         Ruas do Bairro Histórico Muitos locais estavam fechados para visitação, pois só abrem aos finais de semana ou no verão, como por exemplo, o Museo Ferrocarril.
        Ao final do dia, partimos para Punta Del Este e chegamos por volta das 19:30h. Como não havíamos feito reserva, optamos pelo Hotel Ajax, que está localizado em uma via principal. Apesar da apresentação magnífica do hotel, os quartos cheiram a mofo. No centrinho de Punta, muito bem localizado, avistamos o Albergue Planet, que pareceu ser adorável.
        Depois do check-in, fomos jantar no Restaurante Lo De Tere, um dos mais requisitados de Punta. Realmente a comida é magnífica e o jantar para duas pessoas gira em torno de R$250 a R$300,00. Na rambla, onde está localizado este restaurante, estão todos os outros estrelados: Virazón, Isidora, Guappa, um ao lado do outro.
        Finalizamos a noite no Casino Conrad, tido como o melhor da região.
        Espacio Cultural y Museo del Ferrocarril de Colonia
      Hor√°rio: 01/10 a 31/05 de seg-sex de 9:30-15h; sab-dom qui-dom das 10-18h; de 01/06 a 30/09 de ter-dom das 10-15h
      Preço: $210
        Museo Granja
      Hor√°rio: diariamente de 08:30-18h
      ¬† Museo Tourn ‚Äď museu agr√≠cola
      Hor√°rio: de 9:30-11:30 e de 15:30-18:00h
        Parque Florestal Ferrando (na entrada de Colonia)
      ¬† Parque Nacional Aaron de Anchorena ‚Äď um dos parques mais famosos do Uruguai
      Horário: qui-dom de 13:30-15:30 (reserva prévia)
      Entrada gratuita
        EM PUNTA DEL ESTE
        Hotel Ajax
      Preço: USD40 a diária em apto duplo com café da manhã
      Endereço: Rambla General Jose Artigas, 20100 Punta del Este
        Restaurante Lo de Tere
      Preço: $2.700 (entre R$200 a R$300,00 para duas pessoas)
      Endereço: Rambla del Puerto c/Calle 21, Punta del Este
        Conrad Punta del Este Resort & Casino 
      Endereço: Rambla Claudio Williman Parada 7, 20100 Punta del Este
        Albergue Planet
      Preço: $40 quarto duplo privativo com banheiro
      Endereço: esquina, 18 - Baupres & 30 - Las Focas, 20100 Punta del Este
        Dia 05
      Amanhecemos em Punta Del Este com uma pequena garoa, que durou quase o dia inteiro. Visitamos o Farol, a Igreja da Candelaria (que fica em frente), o iate clube, o bairro Beverly Hills, o Monumento do Afogado ou ‚ÄúLa Mano‚ÄĚ, Plazoleta Gr√£-Bretanha, Playa El Emir, Playa Brava e Mansa, e a ponte ondulada (ou Ponte Montoya). Ao final da ponte, avistamos uma placa que apontava para o Museu do Mar. Como estava garoando, decidimos que seria uma boa programa√ß√£o. Ao chegar em frente, pensei estar diante de um lugar onde encontraria alguns insetos mortos e s√≥, mas o museu √© simplesmente surpreendente. Absurdamente empolgante. Realmente um local imperd√≠vel. Fora o espa√ßo que √© gigante, o museu conta com alguns f√≥sseis de verdade de baleias enormes, centenas de animas empalhados e interatividade.¬†
          Monumento "La Mano"       Ponte Ondulada Acerca do balneário, posso dizer que é um reduto chique, mas sem grandes paisagens, como encontramos no Brasil.
      ¬† Por volta das 16h, voltamos para a estrada e paramos no √ļltimo ponto: Casapueblo, a 15km de Punta.¬† O local √© sensacional; a hist√≥ria do artista, contada por ele mesmo, apaixonante. Vale muito a pena. Frise-se que o ponto alto √© a visita durante o ver√£o, para que se possa apreciar o p√īr do sol.
        Por fim, retorno a Montevidéu.  
        Museo Del Mar
      Hor√°rio: diariamente de 10:30-17:30h
      Preço: $160
      Endereço: Romildo Risso, 20001, La Barra, Maldonado
            Museo Taller Casapueblo
      Hor√°rio: no ver√£o de 10-20h e no inverno de 10-17h
      Preço: $240
      Endereço: Punta Ballena, Uruguay, a 15 min de Punta Del Este
            Dia 06
      No retorno a Montevideu, nos hospedamos na parte moderna da cidade (Pocitos, Punta Carreta, Buceo). Todos esses bairros acompanham a rambla (calçadão beirando o Rio Del Plata) e contam com vida noturna e shoppings.
        Visitamos o Parque Rodo, o Estadio Centenario e a Vinícola Bouza. A vinícola possui um serviço interessante, que é a apreciação de quatro vinhos, apresentados, mesa por mesa, por um sommelier e acompanhados por uma tábua de frios, onde o sommelier aponta o melhor acompanhamento.
        After Hotel
      Diária: USD80 a diária em apto duplo com café da manhã
      Endereço: Arturo Prat, 3755, Montevideo
        Parque Rodo
      Entrada gratuita
      Endereço: Ave Julio Herrera y Reissig
            Estadio Centenario e Museu do Futebol
      Hor√°rio: de seg-sex de 10-17h
      Preço: $160
      Endereço: Montevideo 11400
      Entrada pelo port√£o 13
        Vinícola Bouza
      Horário: aberto de 9-18h; visitas guiadas de seg/sex as 11, 13:30 é 16h; sab/dom às 11 e 16h
      Preço: $490 somente a visita guiada; com degustação, $1000.
        Dia 07
      Na quinta, de manhã, devolvemos o carro na loja, que fica próxima a Pocitos e fomos ao shopping, até o retorno para o Brasil.
        Conclusão da viagem: antes de viajar ao Uruguai, li muitos posts que afirmavam que um final de semana era suficiente para conhecer Montevidéu. Duvidei. Mas descobri que os relatos estavam certos. Três dias é suficiente para conhecer a capital uruguaia e uma semana é o tempo perfeito para visitar o país: Montevidéu, Colonia do Sacramento e Punta Del Este.
        Publicado em: https://mspriscila1.wixsite.com/meusite/blog/roteiro-uruguai-2016-07-dias
    • Por Alex Diluglio
      Segue o curto roteiro saindo de Porto Alegre e passando por pontos no Uruguai e Argentina. No final tem o valor gasto com cada passagem.

      Vamos lá... chegou o grande dia, na verdade nem acredito ser tão grande assim, mas mudanças, troca de hábitos ou qualquer atividade que permita sairmos da rotina é sempre bom, pois é mais uma oportunidade de aprendermos com nossos semelhantes. 
      A possibilidade de desfrutar um per√≠odo mais longo fora do dia a dia de trabalho surgiu no in√≠cio de Dezembro, mas como um bom procrastinador que sou comecei a arrumar as malas¬†somente no final da tarde, algumas horas antes de pegar o primeiro de muitos √īnibus que iriam definir essa aventura.¬† ¬† Ent√£o, 8 horas da noite eu estava entretido com op√ß√Ķes de malas e acess√≥rios para registrar cada momento da viagem, mas √© claro, bem devagar, pois afinal de contas eu estava oficialmente de f√©rias.¬† ¬† Tudo que t√≠nhamos at√© o momento era uma passagem de Porto Alegre at√© o lado brasileiro do Chui saindo as 23:30 do dia 1 de mar√ßo, e j√° no in√≠cio surge a primeira confus√£o, antes mesmo de iniciarmos, pois nos mandaram imprimir as passagens de um lado da rodovi√°ria, quando na verdade era em outro e ai j√° come√ßa a correria (Bem vindo √†s f√©rias). Tudo certo, fomos os √ļltimos a embarcar no √īnibus, mas ainda t√≠nhamos 3 minutos sobrando.¬† ¬† Chegando pela manh√£ no lado oposto do Oiapoque (Chui¬†- lado brasileiro), aproveitamos que era cedo e fomos em busca de um local para tomar um caf√©. Eu lembrava que havia uma padaria muito boa na frente do centro de informa√ß√Ķes, local que eu estava acostumado a pedir tudo que √© dica antes das minhas aventuras no Uruguai. A padaria devia estar sob nova dire√ß√£o, pois a pre√ßo subiu e a qualidade e limpeza estavam no ch√£o. Quanto ao centro de informa√ß√Ķes estava em reforma, curioso que sou perguntei qual era a previs√£o para para conclu√≠rem, e a resposta n√£o podia ser mais simples: "Quando acabarem as obras", parece que as coisas mudaram, mas como disse antes, mudan√ßa sempre √© sempre para o bem, pois encontramos um hotel servindo um excelente caf√© da manh√£ ao p√ļblico. ¬† De barriga cheia, fomos trocar nossos reais por pesos uruguaios e fazer algumas compras para a viagem.¬† ¬† Chegando na parada j√° no lado Uruguaio agora Chuy, j√° havia um √īnibus saindo para nosso pr√≥ximo destino: "Punta del Diablo". Para nossa surpresa. n√£o fomos chamados para descer na Imigra√ß√£o, que por algum motivo n√£o nos demos conta, mas em algum momento isso iria acontecer... (De acordo com a m√°xima: a cada a√ß√£o ou nesse caso a falta dela uma rea√ß√£o).¬† ¬† Na rodovi√°ria de Punta del Diablo, pegamos uma lota√ß√£o at√© a praia, onde descemos no final da linha e de mochila fomos buscar onde dormir. Conhecemos o Pablo, que n√£o era um Peruano que vivia na Bol√≠via e sim um Uruguaio que vivia ali mesmo. Ele tinha uns quartos arrumadinhos, bem simples, bem simples mesmo.¬† ¬† Agora, providos de um teto, sa√≠mos para aproveitar tudo de bom que a natureza de Punta tem para oferecer com sua costa litor√Ęnea, dunas, noite, comidas e tudo mais que se pode fazer quando estamos despreocupados com o tempo. Foram quase 4 dias neste ritmo, claro que nem tudo s√£o flores, pois me deu uma dor de barriga no primeiro dia e o resultado foi literalmente catastr√≥fico, se √© que voc√™s me entendem. Na ter√ßa-feira dia 5, no in√≠cio da manh√£, pegamos a lota√ß√£o de volta a rodovi√°ria de Punta de Diablo e a partir dai partimos para Montevid√©u¬†no terminal Tres Cruzes, onde compramos uma outra passagem at√© Col√īnia del Sacramento.¬† ¬† √Äs 20 horas chegamos na nossa pr√≥xima est√°dia atrav√©s do AirBnB em um hostel coordenado por Sebastian e sua m√£e Roxana. Mal largamos as coisas e sa√≠mos para comer uma pizza Uruguaia em um restaurante local, o qual fomos surpreendidos pelo tamanho dos pratos. ¬† Na manh√£ seguinte, ap√≥s um caf√© delicioso sa√≠mos para desbravar todos o cantos da cidade com uma bike alugada na pr√≥pria casa. Essa cidade pitoresca fundada por Portugal e disputada por quase 100 anos entre espanh√≥is e lusitanos, provavelmente devido sua privilegiada localiza√ß√£o geogr√°fica no "Rio de la Plata" e suas ilhas. Outros pontos em destaque √© a famosa "Calle de los Suspiros" constru√≠da em cunha de pedra, "Ruinas del Convento de San Francisco" destru√≠do em 1704. "El Faro" de Col√īnia que come√ßou a constru√ß√£o em 1845 e levou 12 anos para concluir, "Bas√≠lica del Sant√≠simo Sacramento", constru√≠da em 1699. "Muelle de Colonia" constru√≠do em 1866, que foi o antigo porto da cidade e aeroporto, j√° que chegavam hidroavi√Ķes para conectar com outros destinos. Um pouco mais distante tamb√©m conhecemos a "Plaza de Toros", hoje desmoronado, podia receber at√© 10.000 espectadores e tamb√©m a "Capilla de San Benito", e por fim a costa, com destaque a qualidade das areias brancas, √°gua morna e rasas.¬† ¬† A tarde j√° com as passagens √† m√£o caminhamos at√© a esta√ß√£o de Ferry para imprimir os tickets, aguardamos em uma fila muito grande at√© a hora de mostrar os passaportes quando veio a pergunta da oficial da imigra√ß√£o que nos remeteu ao passado, lembram, quando disse que iriamos descobrir, pois aqui vai: "Por onde voc√™s entraram no Uruguai, pois aqui n√£o encontro nada em seus passaportes?". Boa pergunta, pois como podemos sair de um lugar de n√£o entramos, pelo menos √© dif√≠cil de explicar nos tempos de hoje.¬† Como foi uma longa hist√≥ria de argumenta√ß√Ķes na sala da imigra√ß√£o, vou encurtar dizendo que o conserto para prosseguir ao pr√≥ximo passo nos custou 2.778 pesos. ¬† Conclu√≠do os tramites legais, embarcamos e percorremos o "Rio de la Plata" at√© "Puerto Madero" em Buenos Aires, caminhamos o suficiente para se arrepender, trocamos o dinheiro que n√£o t√≠nhamos e pagamos a taxa que n√£o precisava para assim pegar um Uber at√© o "Terminal de Omnibus de Retiro", onde compramos as passagens at√© C√≥rdoba. ¬† Chegamos de manh√£ muito cedo, e ali mesmo na rodovi√°ria foi feito a reserva pelo Booking¬†para um hostel a 200 metros do terminal "Hostel Mediterranea". Nos acomodamos em um quarto compartilhado para 8 pessoas, que no dia haviam um americano, alguns argentinos e uma russa, o que mostra que esse tipo de acomoda√ß√£o √© excelente para quem est√° em busca de socializa√ß√£o e esse tamb√©m tinha um chuveiro muito bom, limpo, cozinha completa, bar no local e um amplo espa√ßo com pessoas muito receptivas. No dia seguinte mudamos para um apartamento, um pouco mais afastado, mas com maior comodidade, conforto, privacidade e pelo mesmo pre√ßo.¬† ¬† √Č interessante perceber o resultado das nossas escolhas quando estamos abertos ao novo, pois neste caso, C√≥rdoba n√£o estava nos planos e talvez n√£o tiv√©ssemos uma outra oportunidade de conhecer esse local incr√≠vel o qual passar√≠amos os pr√≥ximos 4 dias. Caminhamos muito por toda a cidade que possui uma lista cultural muito grande, sendo algum dos destaques a "Plaza San Mart√≠n", onde tudo come√ßou, la "Iglesia de los Capuchinos" que √© simplesmente incr√≠vel admirar o estilo Neog√≥tico, o centro cultural "Paseo del Buen Pastor" que funcionou por quase 100 anos como asilo e pres√≠dio de mulheres, este lugar tem uma hist√≥ria triste, por√©m cheia de supera√ß√Ķes e inspira√ß√£o, inciada em 1886 por monjas que perceberam a necessidade de recuperar mulheres, ap√≥s diversos conflitos sociais, hoje neste mesmo espa√ßo se encontra mostras de pintura, escultura,¬† fotografia, espet√°culos de dan√ßas, shows de artistas, apresenta√ß√Ķes de teatros e por ai vai. O templo com planta em formato de cruz grega √© o √ļnico em C√≥rdoba. Dentro da capela havia um senhor com um conhecimento hist√≥rico incr√≠vel o qual poder√≠amos passar tranquilamente mais de um dia conversando. O local tamb√©m possui uma diversidade muito grande de Igrejas, museus, todos como muitas hist√≥ria como o caso do antigo "Palacio Ferreyra" que √© um s√≠mbolo da "Nueva C√≥rdoba". Importante lembrar tamb√©m do "Parque Sarmiento", que de t√£o grande que √©, possui inclusive um Zool√≥gico. ¬† A noite desta cidade universit√°ria chega a ser uma hist√≥ria a parte, sa√≠mos para conhecer o "Ganesha", que funciona como um bar para "happy hours" e jantares at√© a 1 da manh√£ e depois as mesas s√£o recolhidas e o mesmo lugar √© transformado em uma balada, o lugar fica lotado logo, se n√£o for cedo melhor fazer reserva. Como havia dito esse √© apenas uma das diversas op√ß√Ķes, pois ao redor do "Paseo de las Artes" na rua Belgrano existe uma infinidade de op√ß√Ķes. Veja o mapa com toda a lista. ¬† Antes de se despedir para o pr√≥ximo ponto, alguns fatos curiosos desta cidade √© a quantidade de sorveterias "Grido", que n√£o seria exagero dizer que tem uma a cada esquina, e tem um sorvete bom e barato, por exemplo a casquinha com tr√™s bolas sai 65 pesos. Outro fato interessante √© saber que o mesmo local onde tem gente vivendo limpando para-brisas de carros na sinaleiras tamb√©m tem restaurantes com mesas na rua onde as pessoas pagam as contas deixando o dinheiro na mesa o qual √© recolhido pelo gar√ßon somente quando for atender o pr√≥ximo cliente nesta mesa para fazer o pedido.¬† ¬† Sa√≠mos de C√≥rdoba pela empresa Chevalli por volta das 19:30 e chegamos em Mendoza √†s 6 da manh√£ seguinte o qual aguardamos a √ļnica cafeteria da rodovi√°ria abrir, aproveitamos o tempo para uma leitura at√© as 9 e fomos para nossa pr√≥xima hospedagem. Pegamos uns folhetos e partimos para nossas pr√≥ximas visitas tur√≠sticas: "Acuario Municipal", "Plaza Pedro de Castillos" e o "Museo del √Ārea Fundacional" sendo esse √ļltimo local, o que cont√©m uma explica√ß√£o cronol√≥gica de Mendoza desde a funda√ß√£o em 1561 por Pedro Castillo, sua destrui√ß√£o em 1861 por um terremoto at√© os dias de hoje. Ao fim da tarde fomos comprar os ingredientes para o primeiro assado em parilla na Argentina. Nosso anfitri√£o Max, fez quest√£o de nos acompanhar e sugerir 1kg de "Tapa de asado" e mais cebola e batatas para acompanhamento, al√©m de uma boa cerveja. √Č impressionante que apesar da terr√≠vel situa√ß√£o econ√īmica com a infla√ß√£o nas alturas, √© poss√≠vel fazer um churrasco de boa qualidade para duas pessoas por R$ 60,00.¬† ¬† No dia seguintes sa√≠mos para um "City Tour" com conex√£o a vin√≠colas. A escolhida foi "Hacienda del Plata" uma vin√≠cola familiar onde cada garrafa recebe o nome de um dos respons√°veis do resultado da vin√≠cola. Por 250 pesos conhecemos um pouco da hist√≥ria de 4 gera√ß√Ķes atrav√©s de muita hospitalidade, onde ainda conservavam a casa de um pouco mais de 100 anos, conhecemos vinhedo de uva Malbec 15 hectares, provamos a uva, visitamos a √°rea de processamento do vinho, com generosas doses de degusta√ß√£o.¬† ¬† ¬† Continuamos nosso trajeto pelos 21 pontos, com uma parada na rua "Aristides Villanueva"¬†para almo√ßar, foi dif√≠cil escolher uma diante tantas op√ß√Ķes em uma √ļnica rua. Continuando o City Tour, √© claro que as paradas dependem de gosto e tempo, mas eu diria que o "Cerro Gloria" vale a experi√™ncia. Terminamos o tour no final da tarde o qual o cansa√ßo era t√£o grande que nossa √ļnica preocupa√ß√£o era comprar algo para o caf√©, pois amanh√£ nosso pr√≥ximo destino nos espera.¬† ¬† Sa√≠mos cedo para pegar o primeiro √īnibus para "San Rafael", para aproximadamente 3.5 horas de viagem. Como est√°vamos sem internet na noite anterior, n√£o conseguimos avisar nosso anfitri√£o, logo chegamos e batemos com a cara na porta. Nossas op√ß√Ķes eram falar com os vizinhos e tentar contactar o anfitri√£o, primeira casa nada, a segunda n√£o conseguimos muito al√©m de assustar o beb√™ e uma liga√ß√£o que n√£o completava. Como ainda n√£o est√°vamos desesperados de fome e o local parecia seguro, resolvemos aguardar, mas menos de cinco minutos depois, a vizinha do beb√™ vem nos dizer que conseguiu o contato e ele estava chegando.¬† ¬† Nosso anfitri√£o Gonzalo, chegou e j√° ofereceu uma carona at√© o mercado para nos prepararmos para o pr√≥ximo assado. Comemos na companhia dos cachorros da casa, um coelho e o irm√£o mais novo, lavamos roupa, tomamos banho e sa√≠mos para conhecer a famosa avenida "Hip√≥lito Yrigoyen". A rua possui alguns bares e sorveterias pelo lado Oeste da "Av. San Martin", ou lado direito caso sua refer√™ncia de meridianos seja t√£o boa quanto a minha, ao lado esquerdo (Leste) j√° √© avenida Mitre, onde ficam os estabelecimentos comerciais. Veja no mapa: ¬† Al√©m de um parque gostoso de ficar, o rec√©m constru√≠do "Parque Hip√≥lito Yrigoyen", tamb√©m tem umas lojas de vinho, bares um centro de informa√ß√Ķes bem estruturado o qual recebemos diversas informa√ß√Ķes, inclu√≠do sobre nosso passeio no dia seguinte.¬† ¬† No dia seguinte antes da 7 da manh√£ j√° est√°vamos esperando o primeiro √īnibus para "Valle Grande" que custou 436 pesos para duas pessoas, que era o lugar mais apropriado para visitar devido a infra-estrutura. Exploramos do Dique ao deserto, que ali√°s, diria para repensar sobre o conceito deserto, pois o mesmo pode oferecer experi√™ncias incr√≠veis, foram muitas trocas de cen√°rios (incluindo um submarino)¬†e cada passo uma nova foto, lembrando que foram mais de 20.000 passos ~14km percorridos. Um aviso √© para quem for em baixa temporada, levar o que comer, pois quase todos o local comerciais da suposta infraestrutura estavam fechados e os abertos n√£o aceitavam cart√£o. Chegamos aproximadamente √†s 16 horas onde fomos almo√ßar e comprar os ingredientes para uma massa especial. E aqui uma outra dica para quem n√£o costuma ler todas a regras da casa pelo aplicativo, √© de perguntar para o anfitri√£o o que pode ou n√£o pode fazer, pois descobrimos da pior forma que n√£o pod√≠amos utilizar a cozinha, logo guardamos os ingredientes e fomos comer fora. No final, tudo d√° certo, pois encontramos o mesmo restaurante que comemos na capital Mendoza, o "Zitto", a franquia mant√©m o mesmo padr√£o de atendimento que preza a excel√™ncia e qualidade comprovados atrav√©s¬†do "Lomo" e uma "Salada de camar√£o". ¬† No dia seguinte est√°vamos pronto para pegar o primeiro √īnibus, mas n√£o havia mais vaga, logo aproveitamos o tempo para atualizar a leitura e pegar o pr√≥ximo √†s 9 horas. Para experienciar todo o tipo de hospedagem, passamos a noite em um hotel com caf√© da manh√£ e na manh√£ seguinte deixamos as coisa no hotel a aproveitamos a manh√£ de domingo para conhecer um pouco mais da maravilhosa Mendoza, desde um trecho da missa, apresenta√ß√£o de Jazz na rua enquanto acontecia a meia maratona, Memorial da Bandeira e por ai vai.¬† ¬† Pronto para embarcar de volta para casa, ser√£o dois dias de viagem pela frente, parece muito? Nahh, estou pronto para a pr√≥xima viagem.¬†ūüĆé ¬† E aqui segue os valores das passagens para duas pessoas para cada um dos destino que totalizaram R$ 2837
      1 Sa√≠da Porto Alegre para o Chui (R$ 344,20) 2 ~ 4 Chu√≠ Uruguai para¬†Punta del Diablo (R$ 26,00) 5 ~ 6 De Punta del Diablo para Montevideo (R$ 167,00) Montevideo para Col√īnia del Sacramento (R$ 98,00) 7 ~ 10 Col√īnia del Sacramento para Buenos Aires (R$ 373,00) Buenos Aires para C√≥rdova (R$ 216,00) 11 ~13 C√≥rdova para Mendoza (R$ 228,00) 14 ~15 Mendoza para San Rafael (R$ 49,00) 16 San Rafael para Mendoza (R$ 49,00) Mendoza para Buenos Aires (R$ 332) 17 ~18¬† Retorno Buenos Aires¬† para Porto Alegre (R$ 955,00) Na cota√ß√£o do dia 2 de Abril de 2019 sendo: 1 Peso¬†Uruguaio vale 0,12 Real Brasileiro 1 Peso¬†Argentino vale 0,090 Real brasileiro
    • Por Juliana Batista De Oliveira
      Estou na Col√īmbia em interc√Ęmbio e terei f√©rias em junho. Estou me programando para visitar o PNN El Cocuy. Algu√©m tem indica√ß√£o de guia de turismo por l√°? Qual o melhor lugar para servir de base pra fazer as trilhas? Aceito indica√ß√£o de hospedagem tb.
    • Por Gabriel Santus
      "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos)
       
      Um novo olhar sobre o Mundo.
       
      Ol√° viajantes,
       
      Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta.
       
      Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado  (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir.
       
      Por onde come√ßar? - Questionei nas primeiras horas. - At√© que comecei a levantar uma lista de poss√≠veis lugares da Am√©rica do sul e passei a linkar rotas, ver pre√ßos de deslocamentos, me joguei de cabe√ßa na cultura Latino-americana. Foi a√≠ que reparei como tudo hoje em dia √© demasiadamente comercial, principalmente os valores. - N√£o posso procurar como se fosse um turista querendo f√©rias, afinal, n√£o sou um turista querendo f√©rias. - Ent√£o a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu j√° tinha todo um pr√©-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no in√≠cio, caronar at√© chegar na Ruta 14, a rota que leva at√© Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar √© s√≥ ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o Pa√≠s e continuar, Peru, Bol√≠via, Col√īmbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‚ÄėPr√©-roteiro‚Äô e confesso que n√£o teve grandes altera√ß√Ķes, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as hist√≥rias que h√°, bem como as belezas al√©m - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o m√°ximo de dinheiro.
       
      Irei detalhar mais para voc√™s meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experi√™ncia na Trip e h√° diversas maneiras de mochilar, isso n√£o diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma fam√≠lia, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar √© se conectar com pessoas e lugares, √© viver experi√™ncias √ļnicas e incr√≠veis, al√©m de fazer do viajante cada vez mais, um cidad√£o do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser.
      Respeito e Gratidão para todos Vocês!
       
      Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava at√© Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. N√£o incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de √īnibus da linha 'S√£o Paulo - Foz do Igua√ßu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para voc√™s. Ou seja, sai do pa√≠s com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00.
       
      Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, n√£o havia comentado nada com ningu√©m, ningu√©m mesmo. Planejava e organizava que acabei n√£o comentando com familiares e amigos com exce√ß√£o do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois mor√°vamos na mesma casa. Foi na √ļltima semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e come√ßar a viagem para me encontrar, pois √© desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja l√° onde isso for. Ap√≥s comunicar familiares e os amigos mais pr√≥ximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor √† minha decis√£o, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade.
       
      Mochila e Meus itens  
      1 Isolante Térmico
      2 Calça corta vento
      1 Calça Jeans
      1 Blusa de l√£ top (homemade)
      1 Blusa qualquer
      5 Camisetas
      1 Camisa
      2 Regatas
      3 Shorts
      1 Touca
      4 Meias (descobrir que pode ser pouca)
      1 Par de Luvas
      1 Par de Chinelo
      1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum)
      1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.)
      1 Toalha
      1 Kit de higiene pessoal
      1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo)
      1 Canivete 12cm de Lamina
      1 Prato e kit de talheres para acampamento
      1 Garrafa de 1Lt para Agu√°
      1 Fogareiro boca unica
      2 Lanterna
      15M de corda para camping
      2 Livros pequenos
      Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer)
      Meus Trabalhos**
      1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc.
      2 cadeados (2 mochilas)
      Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser.
       
      Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas.
       
      No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, l√° terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como:
      1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices)
      1 Tenda
      1 Isolante Térmico
      1 Cobertor Térmico  (passar frio nunca, Paulista passa é calor)
       
      DICA: Tem muita coisa que √© realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletr√īnicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos l√°, visto que o custo √© menor d√° pra economizar bem. Mas claro, s√≥ digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poder√° economizar √© incr√≠vel, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00. ¬†
       
      Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar.
       
      De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o in√≠cio da viagem demonstrando ser uma pessoa incr√≠vel, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo s√≥ pra ele para contar brevemente algumas de nossas hist√≥rias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha ap√≥s um jantar Inteiramente BR, com feij√£o, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha √ļltima noite no Brasil.
       
      Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um √īnibus para Puerto Iguaz√ļ (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de √īnibus, esse √īnibus para na imigra√ß√£o e aguarda enquanto voc√™ d√° a entrada no pa√≠s. Uma vez dentro da fronteira ele te leva at√© a rodovi√°ria de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas j√° sabia que por ela eu s√≥ passaria, ent√£o fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde come√ßou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o ded√£o um pouco adiante da sa√≠da de um posto da YPF, nada aconteceu, ent√£o fui andando no acostamento at√© que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Ol√°aa natureza sua linda! N√£o foi muito tempo andando at√© que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele n√£o iria para a cidade e me deixou mais a frente pr√≥ximo √† um posto policial onde disse ser mais f√°cil e melhor para caronar. Foi t√£o r√°pido que mal conversamos, mas agrade√ßo novamente ao Senhor √Črico! E n√£o √© que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona at√© Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando hist√≥rias de como √© acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com voc√™, √© um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratid√£o total Hernan e Rafael. Wow, o dia est√° para acabar e n√£o d√° mais para pedir carona (por pol√≠tica pessoal, n√£o pego carona de noite pois de longe √© o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um sil√™ncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que √†s vezes passavam, estava amando a experi√™ncia, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou at√© mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educa√ß√£o me convidou para desayunar com ele na manh√£ seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno!
       
      Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias s√£o de fato aulas intensivas de viver.
       
      Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de come√ßar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e n√£o havia comido tudo. Bastante √°gua, pois o nordeste argentino √© bastante quente e √ļmido. Bora para estrada pois a pr√≥xima cidade √© Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente at√© conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e j√° estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos.
      Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo.
       
      A Cidade de Eldorado √© maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio √† natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas v√£o para a pra√ßa central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira at√© umas 20h, ver aquela cena foi incr√≠vel, pois a cidade que at√© ent√£o era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como n√£o tem muito o que fazer l√°, os habitantes v√£o descontrair na pra√ßa, formando rodas de mate e deixando as crian√ßas se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes n√£o me recordo os nomes, pois foi uma conversa r√°pida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles √© a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais fam√≠lia do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravag√Ęncia de fogos de artif√≠cios ou um jantar farto e rico, e n√£o senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado.
       
      Estar na estrada mexeu comigo, pois at√© ent√£o eu sempre estive em um turbilh√£o de coisas e supostos deveres, no entanto, meu √ļnico dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a pr√°tica da paci√™ncia e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser poss√≠vel! ¬†
       
      Okay, depois de muito meditar e renovar as for√ßas, hora de pegar a estrada, Gratid√£o Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei p√£o, doce de leite e uma prote√≠na, e umas coisinhas pensando em 2 dias, n√£o gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas √ļteis para alimenta√ß√£o na estrada)
       
      Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá!
       
       
      At√© ent√£o tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia vers√Ķes melhores de n√≥s mesmo, basta acreditar e querer evoluir.


       
      Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio √† tantas transforma√ß√Ķes, minhas influ√™ncias e contar um pouco de como foi o processo de mudan√ßa e adapta√ß√£o, afinal, eu estava em meio √° outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma.
       
      Come√ßarei pelo idioma, eu pensava - Portugu√™s e Espanhol s√£o l√≠nguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua varia√ß√Ķes. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente n√£o me entendiam! N√£o importa o qu√£o devagar eu falasse e qu√£o parecido fosse algumas palavras, eles n√£o entendiam! Foi necess√°rio criar ‚Äėregras‚Äô de l√≥gica lingu√≠stica baseada nas que eu sei de Portugu√™s, para come√ßar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo pr√°tico: Palavras no Portugu√™s com ‚ÄėS√£o‚Äô ¬†como, Comiss√£o; Televis√£o; Vers√£o; Express√£o, entre outras, eu substitui por ‚ÄėSion‚Äô, como Comisi√≥n; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e come√ßar a se virar no idioma √© muito √ļtil fazer isso, costuma funcionar, como isso n√£o √© nenhuma regra de gram√°tica n√£o √© aplic√°vel em 100% dos casos, mas √© aplic√°vel suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabul√°rio. Logo pessoas come√ßam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informa√ß√£o, muito aprendizado se adquire, mas √© fato que sempre fa√ßo compara√ß√£o com o portugu√™s para fixar as diferen√ßas, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo s√£o os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Portugu√™s que tem ‚Äėo‚Äô em Espanhol √© ‚Äėue‚Äô Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por a√≠ vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que n√£o tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente di√°logos e poder criar conversas com nativos, √© maravilhoso!
       
      A estrada √© divertido! Se no dia-a-dia s√£o haver risos e sorrisos, a vida √© dif√≠cil para qualquer um. Ent√£o estar em harmonia com o esp√≠rito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer √© se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas solu√ß√Ķes, ent√£o manter-se leve e positivo √© necess√°rio, para que tudo flua da melhor maneira poss√≠vel. ‚ÄúNunca entre em p√Ęnico‚ÄĚ
       
      Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial.

       
      Estrada vai, estrada vou.
       
      Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá.
       
      Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase n√£o havia movimento na estrada sentido a pr√≥xima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade √© bem arborizada e √ļmida, a sensa√ß√£o t√©rmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra.

      Ap√≥s comer e beber bastante √°gua, voltei onde estava e o cen√°rio n√£o havia mudado, estava ainda com pouca movimenta√ß√£o de carros. Enquanto comia pr√≥ximo ao terminal, n√£o distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um √īnibus para a cidade de S√£o Jos√© muito barato, √© basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses √īnibus que vai de S√£o Paulo at√© Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha √°gua quente no √īnibus, pude encher a termo e toma mate.
       
      Agora come√ßa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de S√£o Jos√©. Chorei. A cidade √© distante demais da Ruta 14, por√©m, n√£o havia movimenta√ß√£o nenhuma. S√≥ tinha um estabelecimento aberto al√©m da rodovi√°ria e da Pol√≠cia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ningu√©m na rua, um ou outro cachorro que passava, mas s√≥. N√£o achei posto de Servi√ßo pr√≥ximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro min√ļsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos √© na intersec√ß√£o de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta.
       
      Andar por uma estrada reta e no calor √© p√©ssimo, pior ainda √© ficar sem √°gua. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota at√© que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir √°gua naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no in√≠cio da rua havia uma fam√≠lia tomando Terer√™ em frente ao port√£o. Fui com minha garrafa D'√°gua vazia at√© eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, n√£o achei nenhum estabelecimento ou posto de servi√ßo pr√≥ximo e estou sem √°gua, voc√™s podem me ajudar com um pouco de √°gua por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Portugu√™s pensando estar falando Espanhol, ent√£o eu entenderia se eles pedissem para repetir ou n√£o tivessem entendido. Ao princ√≠pio ningu√©m falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - N√£o. - eu olhei para os outros como quem diz ‚Äú N√£o, o que?‚ÄĚ. Eles entenderam, afirmaram, n√£o temos √°gua. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, s√≥ existiram. Eu n√£o entendi foi √© nada. Preferir n√£o pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, j√° √© algo.
       
      Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incr√≠vel, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez n√£o foi diferente, n√£o era nenhuma planta√ß√£o ou campos agr√≠colas, era somente mato em um espa√ßo loteado vazio, um n√£o, dezenas. Depois de 4 km andando, a √°gua definitivamente acabou. At√© que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos pr√≥ximo √† estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, tamb√©m tomando Terer√™. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a √ļltima fam√≠lia, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de √°gua gelada perguntando se eu s√≥ tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‚Äėgoles‚Äô l√° mesmo. Ela n√£o falou muito, e claramente n√£o era normal aparecer algu√©m por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante at√© o posto de servi√ßo feliz da vida, como sempre.
       
      Devido √† circunst√Ęncia isolada da cidade, o pessoal do posto de servi√ßo aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade al√©m, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei tamb√©m com alguns caminhoneiros que estavam l√°, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que at√© ent√£o eu havia feito.
       
      Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil.
       
      Nessa cidade tudo aconteceu!
       
      Info: Irei postar a continua√ß√£o e compartilhar todo o relato com voc√™s, incluindo Fotos, apenas n√£o tenho datas e prazos, pois j√° estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever √© algo que sempre que d√° eu fa√ßo, tenho muito material desta jornada, afinal, j√° passei at√© por Buenos Aires e al√©m.¬†Mas dependo das condi√ß√Ķes favor√°veis e tempo livre na Internet - O que confesso n√£o ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratid√£o por ler e de algum modo fazer parte da minha hist√≥ria. ¬†¬†


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