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Travessia do Parque Nacional do Itatiaia - junho/2019

Foram aproximadamente 70 km m 5 dias de caminhada passando pelos seguintes pontos:

Dia 1- Travessia Rui Braga subindo - Maromba (parte baixa PNI) – Abrigo Massena

Dia 2- Travessia Couto Prateleiras – camping Rebouças

Dia 3 – Agulhas Negras – Pedra do Altar – Camping Rebouças

Dia 4 – Travessia Rancho Caído – Cachoeira do Aiuruoca – Ovos da Galinha – Pedra do Sino de Itatiaia – Rancho Caído

Dia 5 – descida do Rancho caído até a cachoeira do escorrega do Maromba

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Nossa aventura começa na rodoviária Tiete com destino a Itatiaia. Saímos as 11h45 e por volta das 16h chegamos em Itatiaia. No caminho vim observando os contornos da serra do Itaguaré, Serra Fina e já imaginando a próxima aventura. Na rodoviária nosso anfitrião já nos esperava, passamos pela portaria do parque para o check in e pagamento de ingresso, porem já tinham fechado e falaram para que fizessemos todo o pagamento e check in no posto do Marcão. Fomos nos hospedar no quarto Gaia já dentro do PNI da parte baixa, uma casa dos anos 40 que hoje os moradores alugam os quartos para hospedagem. Um lugar muito aconchegante e bacana em total contraste com os próximos dias de trilha, uma noite bem dormida e corpo descansado. Inclusive a trilha começa ali mesmo, começamos as 7h30 e pegamos já um caminho por entre a mata passando pelas ruinas de uma imponente casa de outrora, seguindo pela rua de terra até o posto do Maromba onde chegamos as 8h e haviam nos informado que ali teria um guarda para checar a autorização da travessia Rui Braga. O homem não estava lá. Tinha um pessoal de colete amarelo do ICMBIO que estavam roçando a trilha e nos disseram para seguir adiante.

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Quarto Gaia

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Posto Maromba

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Começo da Ruy Braga

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E assim fomos, por uma trilha bem aberta no começo e recém roçada, em pouco tempo a trilha foi estreitando, mas ainda assim muito limpa, chamou a atenção alguns “guard rails” de concreto que encontramos no caminho, ali passou uma estrada antigamente, muito provavelmente para descer madeira que viraria carvão para os trens do Barão de Visconde de Mauá. Era um sigue zague de pouco aclive e fomos contornando as curvas de nível por entre a mata e passando por diversos riachos nas veredas que desciam. Ao meio dia em ponto chegamos no abrigo Macieiras, vários pinheiros europeus e araucárias o circundavam, uma casa de madeira bem antiga porem mal conservada, ainda assim se mantinha em pé, dava para imaginar que lugarzinho bucólico foi antigamente, com montanhistas e aventureiros se hospedando na casa. Ali fizemos nosso lanche do almoço e um breve descanso. As 12h45 seguimos adiante e logo mais alcançamos os campos de altitude e a primeira visão do Pico das Agulhas Negras e da serra das Prateleiras e para o outro lado do vale do Paraíba e da cidade de Resende.

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Abrigo Macieiras

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Mais um pouco de caminhada chegamos no Abrigo Massena as 14h45. Uma subida muito leve e tranquila. Imaginava que fosse mais pesada. O abrigo é imponente todo feito de pedra e muito deteriorado, sobrando somente as paredes de pedra maciça e uma parte do telhado do que deveria ser a sala principal do chalé, pois ali havia uma grande lareira em perfeitas condições. Tratamos de montar a barraca em frente e explorar a casa. Logo atrás subimos uma trilha até uma outra casa também abandonada no topo do morro que parecia ter tido uma antena pois havia uma base de ferro cortada e muito entulho de ferro em um buraco por ali. Atrás dela tinha uma linda vista do vale, da represa, da Serra do Mar e da Serra FIna. Eu havia lido em um relato aqui no mochileiros.com que tinha ainda uma terceira ruina em um morro aqui perto e por ali também seria a fonte de água próxima do Massena. Seguimos a trilha adiante e uns minutos depois achamos um fio de água que cruzava a trilha. Fomos em busca das ruinas seguindo a trilha mas não encontramos, quando resolvemos voltar vejo a ruina logo acima de um morro com uma araucária solitária visto de quem desce a Rui Braga. E para lá seguimos. Toda de pedra e tijolo maciço sem o telhado e todas as paredes em pé, havia ainda uma pia e parte do fogão a lenha. Estava aos pés das Prateleiras.

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Massena

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outras ruina com as prateleiras ao fundo

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Serra Fina

Depois da exploração retornamos ao acampamento. Preparamos nossas coisas para jantar e com alguns galhos fizemos uma pequena fogueira na lareira. A fome apertava e fizemos a nossa janta. Com a noite veio o frio e as estrelas que brilhavam além de uma lua cheia intensa no céu. Tinha algumas nuvens, mas nada que incomodasse. Deitamos cedo.

No dia seguinte acordamos as 5h a barraca estava coberta por uma fina camada de gelo, na hora de desmontar chegou a doer as mãos de frio para enrolar a lona. Café tomado e mochila pronta saímos as 6h30  subindo ainda mais um pouco até alcançar o vale do Rio Campo Belo tendo sempre as Agulhas Negras nos acompanhando, essa na realidade foi uma constante, pois a imponência deste Pico era vista de todo o parque em todas as trilhas que fizemos.  Nessa altura do vale nos encontramos com talvez a continuação da estrada, isso se elas se encontrassem no passado, ali havia até alguns trechos com asfalto e diziam ser a BR mais alta do Brasil mandada construir por Getulio Vargas. Passamos pela placa que marcava o inicio/fim da Rui Braga (seriam 21km entre este ponto e o posto do Maromba) e o acesso a base das Prateleiras, logo adiante a cachoeira das Flores e enfim o camping Rebouças onde chegamos as 9h, aproveitamos e já escolhemos um bom lugar para montar nossa barraca e deixar nossas coisas. Fomos conhecer o abrigo e os arredores do camping.

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Abrigo Rebouças

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camping Rebouças

E logo partimos em direção ao posto do Marcão, passamos pela nascente do Rio Campo Belo. Ali na entrada fizemos os procedimentos de check in, o pessoal do PNI falou que havia abaixado de zero a noite anterior, e também pediu para guardarmos bem a comida pois havia um Logo Guará que estava rondando o camping durante a noite. Feito o pagamento de ingresso, fomos comunicar as trilhas que iriamos fazer, já passava das 11h e o pessoal do ICMBIO não autorizou fazermos a travessia do Couto-Prateleiras, somente o Morro do Couto, ficamos um pouco decepcionados. Ainda pela posto do Marcão tentamos fazer umas ligações para avisar a família que pela aquela área era a única que pegava celular. Falamos com a família para dizer que tudo estava bem e que ainda teríamos 3 dias sem celular pela frente. Lá pelo meio dia começamos nossa subida ao Morro do Couto, levamos mais ou menos 1h, chegando lá fizemos nosso lanche com a companhia dos tico tico sempre rodeando por uma migalha de pão. Ali decidimos seguir para as Prateleiras, mesmo sem autorização. Fizemos a travessia em 1h30min passando pelo Mirante, toca do índio, até a base do Prateleiras a 2450m, curtimos o visual por ali, apesar da neblina que vinha e ia. Depois uma esticada até a pedra da maça e da tartaruga próximo a pedra assentada. Depois retornamos e descemos a trilha para o camping Rebouças. Essa mesma trilha que tínhamos cruzado hoje cedo pela manhã. Passamos novamente pela cachoeira das Flores, mas agora descemos até ao poço e o Bernard arriscou um mergulho. Tava muito friiiio!! Eu me contentei com um banho de gato na quedinha de água.

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Morro do Couto

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Toca do Indio

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Base das Prateleiras

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Pedra Assentada e da Maça

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Cachoeira das Flores

 

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De volta ao acampamento nos preparamos para o jantar e de nos aquecer com algumas camadas de roupa. Fomos ate  o quiosque e começamos a fritar o bacon e preparar um delicioso arroz com curry, cogumelos, tomate seco e claro BACON. Junto no quiosque conhecemos três caras muito bacanas de Passa Quatro – MG o Igor, Natanael e a esposa dele. Eles trabalhavam como guia de montanha no Itatiaia, Itaguaré e Serra Fina. Estavam fazendo um verdadeiro banquete, e junto bebemos uma pinga com mel para esquentar. O papo tava bom e ficamos um bom tempo contando os causos de montanha. Depois fui dormir, pois o dia seguinte estava reservado para o Agulhas Negras. A noite foi fria beirando os zero grau. De manha cedo acordamos e tomamos nosso café tínhamos combinado com o Guia Willian Gammino as 8h, ele iria nos levar para o Pico das Agulhas Negras já que não tínhamos equipamento e não conhecíamos a via. Logo que ele chegou partimos rumo ao 5° maior pico do Brasil. Uma trilha leve e bem bonita, passamos pela famosa ponte pênsil, logo depois a trilha bifurcava sendo a esquerda o caminho para a Travessia do Rancho caído que passava pela Pedra do Altar e Asa de Hermes, a direita seguia nosso caminho, logo em seguida um riacho para abastecer nossos cantis e mais adiante já começava a subida. Primeiro uma rampa de laje inclinado onde ia seguindo pelas “agulhas” canaletas de água, passamos por um degrau grande onde os guias colocavam uma corda para subir, outra rampa íngreme e depois passamos por uma fenda de uns 3 metros de largura com muitas pedras caídas e fomos escalaminhando até uma pequena gruta e subimos no topo desta. Ali os guias armaram uma corda guia para ir subindo, apesar de bem fácil havia uma certa exposição.

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Prateleiras visto das Agulhas

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Primeiro ponto de corda

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E logo acima já estávamos no topo das Agulhas Negras, uma visão de 360° de toda a região sendo possível avistar o vale do Paraiba, as cidades lá embaixo, a serra do mar, as Prateleiras, Pedra do Sino a nascente do Airuoca, vale dos Dinossauros, Rancho Caido, Serra Negra... porem ali ainda não era o ponto culminante, para chegar lá tinha que descer um rapel de uns 8 metros numa fenda se apoiar numa pedra e escalar outro monólito de pedra até o cume do Itatiaçu com seus 2791,50m de altitude, ali estava o livro cume. Levamos menos de 3h no total para subir. No topo fizemos nosso lanche, como era sábado tinha muita gente, nós fomos uns dos primeiros a subir, isso é uma vantagem muito grande, pois quando começamos a descer de volta havia uma fila enorme esperando para subir, nosso guia foi bem esperto e bacana e montou um rapel para desviarmos a galera e ir descendo ate a fenda que formava o corredor de acesso. Depois só descida livre chegamos no córrego devia ser umas 13h30min, como tínhamos a tarde toda, resolvemos ir até a pedra do Altar que estava ali a uns 30 min, um visual e tanto lá de cima e sua posição estratégica era possível avistar longe, inclusive o caminho do Rancho Caido que iriamos fazer no dia seguinte, e a Pedra do Sino de Itatiaia. Ficamos pensando se não teria como fazer a travessia pela crista, demos uma olhada, aparentemente sim daria para fazer, mas isso vai ficar para uma próxima tentativa.

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Subida do Itatiaçu

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Cume das Agulhas Negras

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Retornamos para o acampamento e o mesmo já estava lotado, bem diferente da noite anterior. Naquele momento vimos um resgate vindo das prateleiras, uma menina parece que havia quebrado o pé e estava sendo descida de maca da montanha. Nesse dia o banho foi de chuveiro do camping, mas pensa numa água fria, meu Deus!!! Foi aquele banho de gato, só para tirar o grosso mesmo. E em seguida vesti todas as roupas que tinha. O frio pegou neste dia.

Nos reunimos novamente com os amigos de Passa Quatro, tudo que ofereciam e não oferecesse o Bernard aceitava, virou o tico-tico só rodeando e beliscando um pouco de cada um. Tomamos uma pinga com mel e neste dia saiu uma macarronada a carbonara. Neste dia não nos demoramos muito pois estávamos cansados e o dia seguinte prometia muita caminhada. Já na barraca fomos dormir, estava muito frio.

Lá pela meia noite tive que ir regar uma moita, quando sai da barraca quase congelei, a lua brilhava no alto. Enquanto estava ali na moita escutei um barulho de panela em uma barraca próxima, percebi que não havia ninguém e vi um rastro de lixo espalhado, pensei, será que o tal do Lobo? Não deu outra vi um vulto saindo dos vassourões e mexendo de novo na tralha de cozinha, dei a volta para tentar interceptar o “gatuno” ou seria o canino? Não o vi, fui pelo outro lado e me abaixei e assim vi  na contra luz da lua umas pernas indo e vindo, derrepente ele parou a uns 3m do outro lado da moita de vassouras, pensei se eu estiver abaixado e o bixo vir e der um bote, então levantei e dei de cara com o Lobo Guara, ficamos nos encarando, ele era enorme quase do meu tamanho, umas orelhas grandes, arredondas e apontadas para cima, permanecemos uns minutos assim até que ele rosnou para mim, ai pensei: “pode crê mano, vou te deixar em paz...” kkkkkkkk e voltei para minha barraca para dormir. Passado mais uns 30 minutos o Lobo começa a uivar, na realidade parecia um latido engasgado e lá de longe se ouvia outro responder, nisso acordou o acampamento inteiro, levantei novamente e o cara da barraca do lado havia sido “assaltado” e ficou preocupado, começou a conversar, fez fogo, ficou fazendo barulho... e eu voltei ao meu leito. Havia um casal com 2 crianças pequenas e os meninos começaram a chorar, pensa num choro. E assim foi nosso restante de noite.... uivos, choros, conversas...

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Acordamos cedo com todo o acampamento, havia uma fina camada de gelo nas barracas, tinha feito 1 grau negativo. Desmontamos a barraca com dificuldade pois ela estava congelada e gelava os dedos da mão. Logo depois fizemos uns pães de queijo de frigideira, um café nos arrumamos e as 8h com certo atraso do previsto começamos nossa trilha, na mesma direção das agulhas depois viramos a esquerda no rumo da  Pedra do Altar e depois mantivemos a esquerda para o Aiuruoca.

Ainda pegamos gelo na trilha e lá pelas 9h30 passamos num pequeno riacho e as 10h30 chegamos na cachoeira do Aiuruoca, tiramos umas fotos e já saímos 11h15 já estávamos nos Ovos de Galinha uma formação rochosa muito curiosa e interessante, exploramos o complexo de pedra, tiramos umas fotos e deixamos nossas cargueiras por ali e partimos rumo a Pedra do Sino de Itatiaia. Fomos subindo suas rampas de pedra seguindo os vários totens pelo caminho em menos de 1h alcançamos o topo. Tiramos as fotos de praxe, fizemos um lanche e já iniciamos nossa descida até a base para resgatar nossas mochilas e seguir rumo ao Rancho caído.

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Airuoca

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Ovos da Galinha

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Pedra do Sino de Itatiaia

 

Logo subimos uma crista e no topo estava todo queimado, percebi que era um acero, fogo controlado, pois dava para ver que se estendia por toda a crista com uma largura de uns 20m e as laterais estavam roçadas. Logo abaixo estava o vale dos dinossauros, o pico do Maromba a frente as Agulhas a nossa direita. Fizemos uma curva em direção a Serra Negra e fomos descendo e contornando o grande vale abaixo, pois parecia um grande banhado. Passamos por uns charcos e encontramos um formoção rochosa muito curiosa que emoldurava o Pico das Agulhas Negras e parecia uma miniatura dela. Mais uma pequena subida e uma descida por entre bambus e uma matinha nebular, havia uma trilha bem erodida pela agua. Logo abaixo a nascente do Rio Preto, e logo ali o Rancho Caido, pensamos em pegar agua, mas ouvimos mais adiante mais barulho de água e decidimos ir até o acampamento. Lá procuramos por um bom lugar para acampar. Era 15h30 achei que estávamos bem adiantados do previsto. Barraca montada, saímos atrás do barulho de água e encontramos uma pequena gruta onde o riacho passava por baixo. Cantil cheio, decidimos explorar o local e ir um pouco adiante na trilha.

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O Rancho caído esta num pequeno morro numa área de mata com algumas araucárias perdidas naquela área. Logo acima do morro havia algumas grandes pedras e fomos até lá. Quando voltamos para a barraca, fizemos uma pequena fogueira, preparamos nossa janta. Logo depois o Bernard foi dormir, fiquei ainda um tempo por ali curtindo o fogo e a lua cheia. Logo fui dormir. Acordamos as 5h e 6h30 com café tomado e acampamento desmontado iniciamos nossa trilha, ainda caminhamos por uma mata na lateral abaixo da crista do Maromba e Marombinha até a crista conhecida como mata cavalo e de lá vimos o vale abaixo do Rio Preto e a Serra Negra.

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Começamos a descer, depois já alcançamos uma mata nebular e por fim uma mata mais densa com grandes árvores, passamos algumas vezes por um rio até que a trilha foi alargando como uma estrada e achamos uma casa. Mais uns minutos pela estrada chegamos na cachoeira do escorrega do maromba as 10h e ali terminava nossa travessia oficial.

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O ônibus saia as 11h da Vila da Maromba, perguntamos aos hippies que estavam ali vendendo seu artesanato e disseram que tinha mais 30min de caminhada até a vila. Não pensei duas vezes e resolvi tomar uma banho de cachoeira antes de continuar. Pensa num banho delicioso, agua gelada, mas foi ótimos para relaxar e se lavar bem antes de enfrentar o ônibus para são Paulo e Posteriormente para Itajai, ainda mais depois de 5 dias de banhos de gato. Enfim aqui termina nossa jornada. Foram 5 dias incríveis que superaram minhas expectativas em relação ao Itatiaia. Tive uma parceria muito bacana do Bernard, altos papos durante a trilha e um ótimo companheiro. Escalamos várias montanhas, sendo que algumas delas estão entre as 10 maiores do Brasil. Pegamos muito frio a noite e calor de dia, muito sol. Encontro com Lobo e conhecemos pessoas bacanas no caminho. Agora já estou planejando voltar e fazer os picos secundários e curtir um pouco mais deste lugar.

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    • Por rafa_con
      Olá pessoal, entre 6 e 10 de Junho de 2021 fui para Itamonte-MG com o objetivo de subir umas montanhas pela primeira vez e quero contar aqui minha experiência de forma breve (não foi breve), sem foto, sem nada, só um relato rápido do que você, que quer iniciar no montanhismo pode esperar do incrivelmente lindo Parque Nacional do Itatiaia. Escolhi essas montanhas porque achei que fosse algo realmente voltado para iniciante. Não é. Bom, talvez seja. Enfim, sei lá. 
      Eu sou uma pessoa sedentária, não nego, mas costumo aguentar o tranco de longas distâncias. O que eu não sabia era da dificuldade técnica das montanhas. 
      1) Prateleiras
      Acabamos escolhendo ela porque na portaria do parque nos falaram que tinha muita gente nas Agulhas e nos permitiram mudar de ideia. A trilha até a base é suave com um leve desnível. A parte difícil é quando começa o 'trepa pedra'. Em vários trechos eu, com meus 1,65 de altura, tive alguma dificuldade de passar de uma pedra para outra por causa da altura. Fora os vários trechos que uma escorregada pode ser fatal. Muitas fendas e buracos, meu joelho tremia. Pouco antes do cume, tem um trecho em que é necessário corda. Foi a primeira vez que fiz 'rapel' na vida mas achei bem tranquilo na verdade. Depois desse rapel chegamos no cume. Assinei o livro, me senti dona do mundo. Meu guia confessou lá em cima que achou que eu não ia conseguir porque eu tive muito medo em vários momentos de maior exposição. Mas lá estava eu no fim das contas. A volta foi o mesmo processo da ida: bastante medo nos trechos expostos ou com valas enormes mas conseguimos. Em 3 horas a gente subiu e desceu. Foi bem cansativo, as coxas pediram socorro mas deu. Estava muito satisfeita com o meu desempenho. 
      2) Agulhas Negras
      Tinha dado uma LEVE GAROA NO FIM DA MADRUGADA/ MANHÃ daquele dia, isso vai ser importante lá na frente. Só tinha a gente na montanha naquela terça-feira, 8 de Junho de 2021. Inicio de trilha suave como sempre. Para ascensão das Agulhas tem vários trechos que são paredes de pedra bem íngrimes que vc simplesmente sobe andando sem corda sem nada. Precisa duma boa bota, bem aderente. Diferente das Prateleiras, as Agulhas pega mais pelo cansaço da extensão da trilha. Não é tanto 'trepa pedra' (pelo menos até a parte que eu fui - já dando spoiler do final) mas são subidas bem íngrimes. No primeiro trecho de corda, é uma parede quase de 90 graus que o guia vai na frente, subindo pelas fissuras da rocha para amarrar a corda pra gente. Nessa parte, a gente começou a ver de fato uma prova do que já havíamos notando antes: ele tava escorregando demais para fazer algo que já tinha feito muitas vezes na vida. Ou seja, a rocha tava mesmo mais escorregadia que o normal. Aquela garoa da manhã, super leve, ficou acumulada na pedra. Juntando com a areia das pessoas do dia anterior, possivelmente ficou um 'sebinho' ali a tornando a situação mais complicada. 
      O problema veio depois dessa primeira corda. Nesse trecho de paredão a minha bota simplesmente não parava na pedra. Consegui subir aos trancos encaixando o joelho na fissura (o que me rendeu váááários hematomas) mas subi. As outras duas pessoas do meu grupo não conseguiram subir nessa parte, mas o guia jogou uma corda (contra a vontade dele pois ali naquele trecho não havia onde amarrar a corda, ficou eu e ele segurando e isso é muito perigoso) e ai eles subiram. Mais pra cima havia um trecho de duas pedras sobrepostas com uma vala entre elas. Ali, infelizmente não tinha espaço para encaixar o joelho pois a fissura era bem mais 'rasa'. Não deu jeito. Escorregar ali eu poderia cair na vala e a minha bota não firmava de jeito nenhum. Olhei para a cara do meu marido e da outra moça que estava no grupo e ambos, que já tinham tido problemas no trecho anterior, não quiseram nem tentar subir ali. Voltamos. Não consigo colocar em palavras o quão frustrada eu fiquei. Orgulho ferido demais. Faltava tão pouco. 
      (informação complementar, caso queiram saber, uso a bota Titã da marca Vento) 
      Visto que ainda era cedo, algo em torno do 12h30 quando voltamos para a base da montanha, o guia sugeriu levar a gente no Morro do Couto, uma trilha mais simples. Vou falar que nessa altura do campeonato, meu joelho e coxas não existiam mais. Mas vamos lá. A trilha do Morro do Couto é bem tranquila. Na parte final, pouco antes do cume rola um 'trepa pedra' mas nem se compara com a dificuldade e exposição que tivemos nas Prateleiras. A vista do Morro do Couto é muito bonita pois dá pra ver as Agulhas Negras e as Prateleiras em um só panorama. Foi um belíssimo prêmio de consolação. Apesar da minha lerdeza (por causa das muitas dores que eu já tava sentindo) levamos 2h30 para ir e voltar do topo do Morro do Couto (contando do início da trilha). 
      3) Mirante Pedra do Picu
      A trilha é fácil pois não tem nenhum trecho técnico e nem é tão longa. No entanto, é muuuuito íngreme, especialmente nos metros finais, o que a torna extremamente cansativa. Talvez se não tivesse acumulado as dores no joelho e na coxa do dia anterior, teria sido mais fácil. A vista lá de cima é muito linda e foi o único lugar que a Claro deu sinal no meu celular (rs). A gente levou 2 horas para subir e 1h20 para descer. Meu único problema aqui foi ter tropeçado COM FORÇA numa raiz de arvore que me rendeu um dedão inchado por vários dias e hoje é apenas uma unha preta (que talvez caia em breve).
      4) Considerações finais e indicação de guia
      O que eu aprendi: melhorar meu cardio pra ontem. Fazer agachamento e subir escada todos os dias da minha vida daqui pra frente.
      É isso pessoal, essa foi minha experiência, espero que tenha sido útil. Caso queiram, vou passar o contato do meu guia Alan (WhatsApp: 35 9129-9245). Ele fez um preço muito bacana pra gente porque (já falei trocentas vezes aqui nesse fórum) aqui em casa não dirigimos e é sempre uma m* resolver alguns deslocamentos. Não existe ônibus direto de São Paulo para Itamonte, a cidade mais próxima que o ônibus para é Itanhadu, cerca de 20km. Fechamos com o Alan um pacotão completo com transfer da rodoviária de Itanhandu para Itamonte, hospedagem numa casa na roça da família dele, em Itamonte (sem wi-fi, sem TV e fogão a lenha, foi uma experiência bem legal), transfer todos os dias de Itamonte até as trilhas (dentro do Parque do Itatiaia e até a Pedra do Picu), as três guiadas e transfer de volta para a rodoviária de Itanhandu no último dia: R$1.600,00 para duas pessoas. Como as estradas dentro do Itatiaia são péssimas... Achei um valor muito bacana. Se forem fechar com ele, fala que a Rafaela indicou aqui no fórum (não vai ter desconto mas é só pra comentar mesmo hahaha). 
      Até uma próxima!
    • Por Tiago OL
      Olá!
      Alguém que já tenha feito a Travessia da Serra do Cipó em julho sabe se faz muito frio?
      Eu olhei no site do climatempo e diz que a temperatura mínima média em julho é de 14°, é isso mesmo? Um colega meu vai fazer a travessia comigo e ele já tem um saco de dormir Nautika Liberty (10°C conforto, 4°C extremo), vocês acham que vai dar conta ou eu deveria sugerir que ele invista em um equipamento melhor?
       
      https://www.climatempo.com.br/climatologia/3122/serradocipo-mg
       
    • Por nani.etc
      Na semana anterior à Páscoa, fui com meu namorado conhecer Capitólio e São Thomé das Letras de carro. 
      Neste post vou contar APENAS SOBRE CAPITÓLIO. O link para São Thomé está no fim dele.
      Saímos do Rio de Janeiro na quinta-feira de madrugada e levamos mais ou menos 8h e meia de carro (+ paradas para abastecer e fazer xixi). Vou detalhar tudo para vocês.
      Saída do Rio: +- 5h da manhã
      Chegada em Capitólio: +- 14:30h
       
      Capitólio
      Em Capitólio ficamos hospedados do dia 11 a 14 de abril no Balneário do Lago Hotel, e particularmente o resort é para quem curte conforto, bem-estar e boa localização. É uma experiência de hospedagem completa e ótima opção para famílias e casais. Ele é situado em frente ao Lago de Furnas e oferece piscinas ao ar livre e cobertas (aquecidas), sauna, academia, quadras de tênis e de futebol, espaço kids, além de um Parque Aquático (Lake Parque) que é uma atração a parte!

       
      Ficamos numa Suíte Master, que era equipada com frigobar, televisão LCD (sem TV a cabo), ar condicionado, banheiro espaçoso e uma banheira de ofurô. O café da manhã oferece opções como queijos da localidade, frutas, pães, bolos, além de gostosuras como pamonha e churros. Um outro diferencial do hotel é que eles oferecem o serviço de meia pensão, com o café da manhã e jantar. Sendo ideal para quem não quer sair das instalações à noite. Aproveitamos TODOS os dias para nos deliciar com comidas tipicamente mineiras (feijão tropeiro, frango caipira, tilápia, etc). Para quem não curte o sistema, também pode desfrutar de petiscos ou refeições à la carte à noite. O bar à beira da piscina também é ideal para relaxar com petiscos, cerveja e drinks.

       
      O Parque Aquático foi o grande diferencial e conquistou meu coração! Depois de dias inteiros de trilhas e aventura, eu e o Felipe curtíamos todos os brinquedos e toboágua, além de comer churrasquinhos com cerveja para forrar a barriga e esperar o jantar. Funciona de 11h às 18h.

       
      PRIMEIRO DIA (11/04 - quinta-feira): 
      Ir a Capitólio e não tirar uma foto no famoso Mirante dos Canyons é praticamente um pecado! Chegamos pela tarde e fomos direto para lá. O local agora é pago (R$20 por pessoa), tendo um controle de visitação e mais segurança. Como chegamos numa quinta de tarde, o local estava completamente vazio, mas aos fins de semana costuma ter fila (sim, fila) para fazer fotos e até para entrar. A trilha para chegar ao mirante é pequena e fácil, cerca de 100 metros. O visual é incrível e compensa esperar (não foi meu caso). Demoramos mais ou menos 30 minutos no local. Eles te dão uma pulseira e você pode entrar e sair durante o horário de funcionamento. Ah! A pulseira te dá acesso à dois locais (mirantes) e mais uma cachoeira (os três locais são por entradas diferentes).

       
      Saímos de lá e do outro lado da rua (literalmente) fomos visitar a Cachoeira Diquadinha (R$10 por pessoa). Pelo dia da semana e horário também estava super vazia. Há três trilhas para aproveitar essa cachoeira, dispensamos a primeira por ser o final e fomos direto para a queda, onde é mais fundo e deu pra nada e mergulhar. A primeira foto é na segunda queda, onde dá a sensação de borda infinita. Depois fomos para o hotel aproveitar o Parque Aquático! No bar do parque, comemos 4 churrasquinhos com molho e farofa e bebemos 4 cervejas de 600ml (R$54 tudo).

       
      SEGUNDO DIA (12/04 - sexta-feira): 
      No segundo dia fechamos o famoso passeio de lancha pelos Canyons de Furnas (R$90 reais por pessoa em média, fechamos por R$80 no dinheiro). O ponto de encontro para o passeio de lancha em Capitólio se dá antes da ponte sobre o Rio Turvo. Também há opção de embarcar para o passeio de lancha no Balneário do Lago (empresa terceirizada), passeio mais longo, mas que visita os mesmos lugares (fechamos fora porque não sabíamos os valores, mas compensaria por não sairmos de carro do hotel).
      A primeira parada da lancha é na Cachoeira Lagoa Azul. A lancha deixa os passageiros em um bar flutuante que fica junto desse enorme e delicioso lago. A parte de cima da Lagoa Azul está dentro de uma propriedade particular, o que justifica a cobrança de uma taxa no valor de R$10 por pessoa para conhecer o local (não fomos lá). O espetáculo do passeio são as cachoeiras dos Canyons! Paramos mais ou menos uma meia hora para aproveitar as águas límpidas e o bar flutuante. Nessa parte dos Canyons param muitas lanchas particulares, o que pode acabar lotando e prejudicando um pouco a paisagem. Por outro lado, as embarcações maiores não conseguem chegar até aqui. Por ser uma sexta-feira, não peguei tumulto e deu pra fazer fotos lindas, vejam! Depois visitamos a Cachoeira Cascatinha, mas apenas para apreciação. O Vale dos Tucanos não tem cachoeira, mas sua beleza se encontra nas paredes com diversas plataformas de pedras. Paramos também num outro bar flutuante para provar o famoso Chopp Scarpas! Depois fomos para o hotel aproveitar o Parque Aquático e comemos a mesma coisa do dia anterior.

       
      TERCEIRO DIA (13/04 - sábado)
      TRILHA DO SOL
      No sábado o dia rendeu! Fizemos dois passeios em um só dia. Saímos bem cedinho, às 8:30h e fomos conhecer a Trilha do Sol. Primeiros a entrar, o local conta com um quiosque com restaurante onde está a recepção e a Pousada Trilha do Sol. O local é uma propriedade particular da pousada e o valor para percorrer a trilha é de R$40 por pessoa. Para percorrer a trilha não há necessidade do acompanhamento de um guia, mas é bom prestar atenção na explicação do monitor no receptivo, olhar bem as placas de indicação, já que a trilha não é um caminho contínuo e possui ramificações. A partir da recepção são 4 km de trilhas para visitar as 3 cachoeiras e os belos cenários entre paredes de pedra e poços de águas transparentes. Três horas são suficientes para percorrer a trilha e curtir cada cachoeira. O roteiro indicado pelo guia é visitar a Cachoeira no Limite primeiro, depois a do Grito e por último o Poço Dourado, mas preferimos fazer o contrário (risos), e pegamos tudo sempre vazio!
      Para ir à Cachoeira do Grito, seguimos à direita da bifurcação (há placa indicativa), seguimos por uma parte mais elevada e descemos por uma longa escadaria de pedras que leva até o topo da cachoeira. Já na parte de baixo há um belo poço de águas cristalinas com um paredão do lado onde tomamos aquele banho gostoso de água gelada. Da Cachoeira do Grito ao Poço Dourado são mais 500 metros sendo necessário subir o morro e descer novamente por outro caminho. Para chegar ao Poço Dourado o caminho é por dentro de um riacho cercado por paredes nos dois lados, e quando o sol bate, as pedras no fundo deixam a água dourada (por isso o nome). Os turistas que visitam o lugar costumam fazer pequenas pilhas de pedras nas laterais do riacho e cada uma significa um pedido. É mágico! Depois fomos ao Mirante No Limite, o local rende belas fotos. Todos os locais estavam completamente vazios, demos muita sorte, pois quando saímos da primeira cachoeira (que seria a segunda parada indicada), chegou uma excursão com umas 50 pessoas. Ainda bem que não seguimos o indicado!
       

       
      PARAÍSO PERDIDO
      Depois saímos de lá direto para o Paraíso Perdido, um dos complexos de cachoeiras e trilhas mais conhecidos de Capitólio. Possui 18 piscinas naturais e 8 quedas de águas límpidas e cristalinas. Além disso conta com restaurante, banheiros e área de camping. Tudo em meio a natureza. O Paraíso Perdido foi uma das trilhas que mais gostamos de Capitólio. A verdade era que eu não sabia o que esperar daquele lugar, achava que seria um pouco “mais do mesmo” mas estava completamente errada. Custa R$50 por pessoa.
      Diferentemente dos outros lugares que visitamos, a trilha é feita completamente por pedras e água. Durante o caminho você encontra pequenas pegadas em vermelho que te indicam o melhor trajeto a ser seguido. Dica do instrutor: O ideal é que você procure pisar nas pedras brancas, e não nas escuras, que estão úmidas e podem escorregar. Quanto mais avançávamos, mais e mais belezas íamos encontrando. Cenários perfeitos para contato pleno com a natureza e pra tirar aquela foto maravilhosa. Não esqueça de visitar o outro lado da trilha!
       

       
      Dicas para cachoeiras: Leve somente o básico em uma mochila de costas. Água, algum lanche, roupa de banho por baixo, protetor solar. Nós fizemos todas as trilhas de chinelo ou descalço e com roupas bem leves. 
      Cansados, porém não mortos, aproveitamos o último dia de Parque Aquático no hotel.
       
      QUARTO DIA (14/04 - domingo)
      No outro dia, pela manhã mesmo, partimos para São Thomé das Letras!
      Se quiser ler o post, clique aqui.
       
       
       
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Está pensando em conhecer o charme dessa cidade histórica? Abaixo, você encontrará tudo que precisa saber para sua viagem – o que fazer, como chegar lá e muito mais!
       
      Cidade de Paraty
       
      Considerada Patrimônio Histórico Nacional, a cidade de Paraty reserva muita beleza natural e história embutida em suas ruas de pedra e arquitetura impecável mantida muito bem preservada desde o período colonial!
      O encanto do centro histórico é perfeitamente contrastado com a beleza natural da cidade, que possuí uma grande diversidade de opções para o turismo ambiental e ecológico.
      Gostou? Venha conferir um guia completo para visitar Paraty! 
      Continue lendo: Guia Completo para Visitar Paraty no Brasil
    • Por Luan Castro
      Companhia para viagem esse mês de dezembro 01/12 ~ 30/12, tiver de partida ou tiver pensando em e,  da um toque no e-mail [email protected]
      E vamos la.
       
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