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35 DIAS NO SUDESTE ASIÁTICO - Tailândia, Camboja, Hong Kong, Malásia e Singapura (Os Mochilinhas)

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Depois de muitos pedidos e muita procrastinação, eu e minha esposa resolvemos começar a publicar os relatos das nossas viagens. Para isso criamos um blog num formato meio que de diário, contando o dia-a-dia das nossas viagens pelo mundo sempre só com uma mochila nas costas e pouca grana.

Para quem quiser acessar nosso blog, vai aqui o link: http://arielbrothers.wixsite.com/osmochilinhas

De qualquer forma, pretendemos publicar nossas histórias aqui também no site dos mochileiros, site este que sempre nos ajudou nos nossos planejamentos. Dessa forma, queremos dar também nossa retribuição para ajudar outros viajantes e incentivar as pessoas a viajar, mostrando que é possível sim conhecer outros países gastando pouco e até menos do que gastaríamos se ficássemos este mesmo período no Brasil.

Nosso primeiro relato é de uma viagem que fizemos de 35 dias pelo sudeste asiático, nossa primeira viagem para fora do continente. A viagem foi em 2016, sendo assim, há muitas informações que devem ser atualizadas por quem quiser se inspirar em nosso roteiro. Ainda estamos em processo de montagem do blog, por isso, vamos ir postando aos poucos o nosso itinerário, inclusive, no fim de cada cidade/país, pretendo fazer um resumão com mapas e dicas mais práticas dos locais e meios de transporte utilizados.

SUDESTE ASIÁTICO 1º Dia - Chegando em Bangkok (04/11/2016)

 

Chegamos em Bangkok por volta das 3h da tarde. Entre imigração, banheiro e trocar um pouco de dinheiro no aeroporto, fomos sair de lá umas 16h30. Aqui já vai uma dica: Antes de passar na imigração é necessário preencher uma outra ficha que não a de imigração e passar no "Health Control" para apresentar a carteira de vacinação contra a febre amarela. No dia que chegamos tinha uma filinha ali, principalmente porque tinha um suíço que não sabia falar inglês (e muito menos tailandês), e a tiazinha no guichê tentava achar alguém que falasse a língua dele para ajudar enquanto gritava para o mesmo: "complete! complete!". O aeroporto Suvarnabhumi é imenso e lindo, todo coberto com uma cobertura (dã) abobadada que lembra muito o Estádio Beira-Rio aqui em Porto Alegre.

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Aeroporto Suvarnabhumi, o principal aeroporto de Bangkok e um dos maiores da Ásia

Fomos para o hostel de metrô, é claro, a forma mais barata de sair do aeroporto rumo a cidade. Depois de uma baldeação, chegamos a estação Hua Lamphong por voltas das 17h. Estação esta que dá de frente para a Estação de trens de mesmo nome: Hua Lamphong, a principal estação de Bangkok e onde depois pegaríamos nosso trem em direção à Ayutthaya e Chiang Mai.

Primeira coisa a fazer, passamos no prédio em frente a estação retirar nossos tíquetes de trem de Ayutthaya para Chiang Mai, comprados com antecedência junto a uma agência de turismo pela internet por garantia devido à época que estávamos visitando, o Festival das Lanternas de Chiang Mai. Depois, antes de seguirmos para nosso hostel, a Juju estava morrendo de fome, por isso fomos logo provar nossa primeira comida de rua na Tailândia. Na primeira venda que enxergamos, ao lado da saída da estação de metrô, pedimos para uma tiazinha, com a ajuda de outra que estava na fila que falava inglês, o mesmo que um outro casal estava comendo (já que não tínhamos ideia do que a tia servia ou o nome das comidas). Para nossa surpresa era uma sopa que mais tarde descobriríamos ser o famoso Tom Yum (muito bom por sinal). A tiazinha nos cobrou ali, aleatoriamente 50 baths (o equivalente a 5 reais), ainda disse que o normal era 40 mas que o nosso era "especial" (será?), por isso mais caro. Desde cedo então descobrimos a gentileza e o carisma dos tailandeses, tanto da tia vendendo o lanche, quanto a tia da fila que nos ajudou, quanto aos demais na mesa improvisada que perguntaram se estávamos gostando da comida, todos muito simpáticos! Ainda improvisei um aroi (gostoso em tailandês) para responde-los, o que os desarmou ainda mais conosco.

Devidamente alimentados, seguimos para o hostel, a pouco mais de 800 metros dali, costeando um afluente do rio Chao Phraya, o principal rio que cruza a cidade e que é utilizado pela população entre outros, como meio de locomoção. No caminho diversos templos budistas muito bonitos, tuk-tuks e 7elevens (para quem não sabe, 7eleven é uma franquia de lojas de conveniências muito presente mundo afora, sendo que a Tailândia e o Japão são os países que mais possuem lojas desta franquia).

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Espalhados pelas ruas há vários cartazes informando como se deve respeitar o budismo e a figura do Buda. Acha que os turistas respeitam isso?

Chegamos no hostel Oldtown e de cara seria um dos melhores hostels, se não o melhor, que ficamos em toda a viagem pela Ásia. Quartos limpos, camas extremamente confortáveis, área comum enorme com jogos, geladeiras, banheiros gigantes também, entrada nos andares com cartão, tudo perfeito, e ainda por cima, pelo preço de 12 reais por pessoa por dia (hoje deve estar mais caro), um dos mais baratos que já ficamos.

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Quarto de 8 pessoas do Oldtown hostel

Nos acomodamos num quarto com 8 pessoas e, como sempre, com a adrenalina a mil por recém chegar num lugar diferente, já saímos pela rua para explorar, sem dar a mínima para as mais de 30 horas de voo nas costas ou para o fuso-horário (o que se revelaria uma tremenda burrice mais tarde...).

Saímos já a noite, em direção a China Town de Bangkok, que fica pertinho do hostel. Aliás, a escolha do mesmo foi justamente por isso. Além de estar perto da estação de trem, onde teríamos que pegar o trem dias depois cedo da manhã, a noite na China Town é uma das melhores da cidade, menos turística que a famosa Khao San Road. Além disso o hostel fica praticamente do lado de uma estação de barco, o que permitiria também ir facilmente (e barato) até o bairro antigo da cidade, onde fica o Grand Palace e o Wat Pho, principais atrações da Tailândia.

No caminho para a China Town, entramos pela primeira vez num 7 eleven, e foi nosso primeiro choque econômico da viagem. Tudo muito barato! Protetor solar, shampoo, água, comidas, salgadinhos, cervejas... um absurdo! Se já estávamos animados com tudo que vivenciávamos até o momento, ficamos mais ainda. Compramos nossa primeira cerveja Singha (a melhor de todas junto com a Chang) e seguimos, passando pelo  arco chinês e adentrando a rua Yaowarat, a principal da China Town.

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Salgadinhos exóticos e baratos do 7eleven; Cerveja Singha, a melhor da Tailândia, Arco Chinês que dá acesso à China Town.

Com aquela adrenalina e vontade de desbravar já mencionada, seguimos através das ruas lotadas de barraquinhas de rua e gente, letreiros chineses em neon e enfeites bem característicos de uma China Town. Paramos então para comer o que mais de exótico achássemos e pedimos um espetinho de polvo, o qual foi servido mergulhado numa sacola com um tempero que nós né, tipo: "estou na Tailândia quero provar tudo" pedimos para incluir. Não preciso dizer que aquele tempero era apimentado que é um diabo, e nos fez sofrer para comer aquilo ali (mas comemos tudo!).

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Saboreando um espetinho de polvo de nome impronunciável, conforme se vê no cartaz

Demos mais uma volta pela rua e fomos parados por um grupo de adolescentes que, ou queriam treinar seu inglês, ou estavam fazendo um trabalho para o colégio, pois fizeram umas perguntas para nós sobre o que achávamos da Tailândia e anotavam as respostas num caderno. Muito simpáticos também (como todos tailandeses que conhecemos). Depois entramos num restaurante/lancheria e pedimos mais uma comida exótica, uma massa tipo yakissoba com bolinhos de frutos do mar, porém essa, mais apimentada ainda que a comida anterior, não conseguimos comer toda.

Fomos conhecer então as ruas transversais, que também possuem um comércio vasto. Numa delas, vimos uma grande (e estranha) movimentação próxima de um caminhão que descarregava alguma coisa para algumas lojas. Fomos conferir e era um caminhão vendendo calçados muito baratos! A Juju achou uma pantufa do Totoro que custava algo em torno de 90 baths se não me engano (9 reais) e comprou-se então o primeiro souvenir da viagem.

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China Town de Bangkok

Antes de voltar para o hostel, ainda ficamos ali observando mais um pouco a vida noturna da região e tivemos mais um choque cultural (que se tornaria natural ao decorrer da viagem). Descobrimos que as louças das barraquinhas de rua não são descartáveis, são todos lavados em uns baldes de higiene duvidosa, sem água corrente. Além disso, descobrimos a convivência pacífica entre os vendedores de rua e os ratos (que pareciam gatos de tão grandes). Um dos vendedores inclusive observava um rato se mexer perto dele e ria. Descobriríamos mais tarde que o Brasil é um dos países "mais higiênicos" do mundo.

Já de volta ao hostel, esperando a Juju tomar banho, acabei conhecendo na área comum um canadense que estava no nosso quarto e que queria se enturmar a qualquer preço. Me contou que estava nas praias, curtindo muito: "So much party" (frase que depois virou um meme interno) mas teve que vir para a capital para tomar remédios anti rábica por um mês pois levou uma mordida de um macaco na Monkey Island (imagino como deve ter importunado o bichinho). Depois ele tentou puxar papo com um russo que também estava no nosso quarto (o que não deu muito certo), e depois saiu tentando conversar com qualquer coisa que esbarrasse no seu caminho.

Depois que a Juju voltou para o quarto é que paguei o preço de não ter respeitado o tal de "Jet Lag". Vomitei as tripas, dentro do quarto mesmo, inclusive pingando um pouco nas coisas de um suíço que estava no beliche ao lado (por sorte não tinha ninguém no quarto naquele momento). A Juju rapidamente pegou um pano num armário que tinha no corredor e limpou tudo, mas continuei vomitando até altas horas da madrugada. Com enjoo, dor de cabeça e náuseas, comecei a tomar tudo que é remédio: Dramim, plasil, paracetamol, etc. Enquanto a Juju tranquilona, ficou mais um tempinho lá na área comum apreciando umas Singhas. Continuei vomitando até que consegui dormir, porém no meio da madrugada acordei com uma dor insuportável na barriga, tentei dormir de novo mas não conseguia, até que resolvi tomar um remédio para gases e fui no banheiro onde fiquei por algumas horas, até que, enfim, aliviou as dores e consegui dormir. Fica a lição, respeitar o corpo e não comer nada pesado nem se agitar muito recém chegando depois de 30 horas de voo num fuso horário de 10 horas de diferença.

 

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SUDESTE ASIÁTICO 28º Dia - Desbravando os arredores de Raylay Beach (01/12/2016)

Dia de "se mudar" para outra praia: Raylay Beach, praia essa que já ganhou o título de praia mais bonita do mundo e nos dois anos anteriores àquele, de por-do-sol mais bonito do mundo. Achei estranho quando estava fazendo o roteiro que essa praia, apesar de ficar na mesma península de Ao Nang, um pouco mais "pra baixo" só, é apenas acessível de barco. A explicação é que devido ao terreno entre as duas, formado por montanhas de calcário e mata densa, impossibilita a criação de uma via terrestre por ali (ainda bem). Mas pra chegar é mais fácil que pegar um Tuk-Tuk. Pegamos nossas mochilas e ali bem no cruzamento da avenida principal com a beira-mar, de frente pra praia, tem uma tendinha que vende o ticket de barco pra fazer esse trajeto. Na verdade, pelo menos no nosso caso, nem ticket teve, só pagamos a passagem ali pra moça e já chegou um barqueiro gritando "Raylay? Raylay" e nos encaminhou pro barco long tail. Os barcos esses fazem esse trajeto o dia inteiro até umas 19 horas, ou seja, quem está em Ao Nang e quer só passar o dia em Raylay Beach pode fazer isso tranquilamente e, dependendo da época do ano, ainda observar o por-do-sol na praia antes de embarcar de volta. Não era nosso caso, iríamos passar a noite em Raylay para tentar aproveitar ao máximo.

Pegamos então o barco cedo. O embarque é em Ao Nang mesmo, ou seja, não tem píer, tem que entrar com água até os joelhos pra embarcar. Quem usa mala grande ou vai de tênis ou calça jeans esquece... Meia hora depois já estávamos desembarcando em Raylay West, também na praia, descendo com água até o joelho.

A praia de Raylay Beach possui dois "lados" que você atravessa rapidinho por meio do vilarejo que tem ali. Dum lado fica a Raylay West, aquela que já foi considerada a praia e o por-do-sol mais bonito do mundo e do outro a Raylay East, que não possui faixa de areia e sim uma murada de contenção devido a maré bem variável que tem ali: pela manhã o mar se recolhe e cria um mangue longo e denso, encalhando tudo que é barco, e ao decorrer do dia ela vai subindo até que o mar toma conta tornando a baía totalmente navegável (mudando totalmente o cenário).

Para o sul ainda há a igualmente bonita praia de Pra Nang Beach, a uma curta caminhada de Raylay West por meio de uma trilha cheia de grutas e circundada de morros que o pessoal utiliza bastante pra fazer rapel e escalada.

Pois bem, nosso resort ficava do outro lado, na Raylay East, então descemos e seguimos pelo meio do vilarejo. E sim, você leu direito: "resort". Não há hostels em Raylay Beach, apenas resorts. Dito isso, somado ao fato de que chegávamos quase no final da nossa jornada e a essa altura não tínhamos gastado nem metade do que pensávamos, ligamos o modo "ostentação" e a partir dali, só pegamos hotel top. Claro que né, ficamos no resort mais barato que encontramos, o Raylay Princess Resort, mas mesmo assim era sensacional. E tem também o fato de que o preço de resorts na Tailândia é o preço de um hotel 3 estrelas no Brasil (pagamos 200 reais a diária), então também isso pesou, se fosse pra ficar em resort pelo menos uma vez na vida, que seja na Tailândia!

Quanto a praia, você pode até pensar que estou louco, mas te digo que lembra muito a Ilha do Mel, no Paraná. As ruelas de chão batido onde não passam carros, as construções de madeira bem humildes contrastando com hóteis de luxo, os mercadinhos bem precários com preços elevados, o fato de você cruzar de uma praia para outro pelo meio do vilarejo rapidamente, particularmente pra mim lembra bastante.

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As "ruas" de Raylay beach. Os preços ao lado, pra saber mais ou menos quanto dá em reais é só dividir por 10 (um pouco mais caro que no resto da Tailândia).

Voltando então, descemos do barco, já aproveitamos para comprar a passagem de ferry para Koh Phi Phi no outro dia na lojinha que tem ali na "parte comercial" bem na entrada de Raylay West e seguimos. No caminho já passamos várias vezes pelos "moradores" mais ilustres da região, os macaquinhos (os quais os moradores sempre te lembram pra nunca deixar nada dando sopa e sempre fechar janelas do hotel pra que eles não façam aquele furtinho básico).

Nossa hospedagem, assim como todas que ficam na Raylay East, ficam rentes à mureta de contenção que mencionei e, naquela hora da manhã, com a maré baixa, o cenário é bem desolador (mas bonito) com um lamaçal a perder de vista e um monte de barcos encalhados.

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A "praia" de Raylay East (tudo isso à tarde é tomado pelo mar que bate na mureta de contenção

Chegamos então no nosso tão aguardado resort hehehe. Só a recepção já é um troço diferenciado. Fizemos o check in e, como ainda era de manhã, não pudemos entrar no quarto, mas os camareiros já foram lá limpar para que entrássemos o mais rápido possível. Pra esperar, nos deram um drinque de boas vindas, uma toalha e nos encaminharam para as piscinas do terraço (que espetáculo hein?). Uma pena que ficou nublado o dia inteiro e especialmente quando chegamos tinha começado a chover, mas azar né? Entramos na piscina do mesmo jeito.
 
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Curtindo o nosso "resort"

Até que o tempo começou a fechar mais ainda, e aí percebemos que apreciar o por-do-sol mais bonito do mundo iria ficar pra uma outra oportunidade. De qualquer forma, não seria uma chuvinha (e nem um quarto chiquetoso que ainda por cima tinha um banheiro imenso) que iria fazer a gente não aproveitar nosso único dia em Raylay Beach, então quando liberou nosso quarto, só largamos nossas coisas e rapidamente já fomos explorar a península, abaixo de chuva mesmo.
 
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Explorando Raylay Beach

Ficamos caminhando pelo vilarejo, olhando as poucas lojinhas e mercados que tem por ali e paramos num mercadinho que possuía umas mesinhas improvisadas para almoçar e esperar a chuva dar uma trégua. Quando finalmente deu, fomos caminhando pela beira da praia de Raylay East em direção à trilha que leva à Phra Nang beach ao sul. Essa trilha na verdade não é bem uma "trilha", é um caminho, assim como as demais ruelas da praia, porém mesmo assim, até chegar na entrada não há nenhuma placa ou indicação de que este é o caminho pra Phra Nang beach (pelo menos na época não havia). Esse caminho, como já havia mencionado, é bem bonito, pois você passa por várias grutas com estalactites centenárias, rochas que o pessoal usa pra fazer rapel e escalada e é claro, muitos macaquinhos.
 
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Bonito caminho que leva à Phra Nang Beach. Na primeira foto, uma formação rochosa meio estranha esculpida por um pingo que cai constante do teto da caverna e na terceira foto acima, um dos morros que os turistas utilizam para fazer escalada

Chegamos então a Phra Nang Beach, uma praia ainda mais selvagem que as demais, sem nenhuma estrutura (bar, cadeiras, etc), apenas uma cabaninha vazia que possuía um banheiro rústico (de repente era um bar que estava fechado devido ao mal tempo), mas com bastante gente.
 
 
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Phra Nang Beach

Esta praia lembra bastante Hong Island, pois possui bem no centro uma formação rochosa imponente no meio da praia, a uns bons metros da faixa de areia mar adentro que, com a maré baixa, pode-se chegar facilmente caminhado. Em sua volta, mais paredões de rochas e mais gente fazendo escalada. Também dizem que ali, à noite, devido a ausência de iluminação artificial, é um ótimo lugar pra se observar os plânctons luminosos dentro da água. O problema é chegar lá de noite tendo que atravessar a trilha na escuridão, já que a região é conhecida por contar com cobras venenosas, escorpiões (passamos por um nessa mesma noite) e macacos, além da maré inconstante.

Apesar do tempo nublado, o que deixou o clima até um pouco fresquinho, colocamos a canga na areia e conseguimos curtir a praia, dessa vez sem a correria dos passeios de excursão.

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Fazendo uma "arte"

Com a maré baixa, conseguimos também atravessar para a "ilhota" essa da formação rochosa, que é bem bonita, com algumas grutas pequenas e muitas pedras e de onde se pode admirar a praia de outra perspectiva.
 
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Vista de Phra Nang Beach da "ilhota" que fica em frente à praia

Até que chegou uma hora em que começaram a aparecer os macaquinhos: primeiro uns 2, depois mais 2, 3 e quando vê um bando tomou conta da praia, vindos da trilha e rumando em direção aos morros de escalada ao sul.
 
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O bando de macacos tomando conta da praia

Começou uma correria então com os turistas que estavam na areia. Uns correndo pra proteger suas coisas (já que eles são bem ladrõezinhos), uns correndo atrás dos que já tavam roubando alguma coisa hehehe e outros querendo ir atrás pra ver eles mais de perto e até passar a mão nos bichinhos (a Juju tava nesse último grupo aí).
 
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Turistada admirada com os bichinhos (e a Juju no meio...)

Eu, com grande receio de ser mordido por um deles, fiquei só observando de longe, inclusive um estava bem agressivo e foi pra cima de um turista, depois nós olhamos e ele estava protegendo um filhote que estava no colo, bem bonitinho! Também fizeram a festa comendo oferendas que estavam depositadas num lugar bem famoso e inusitado que tem nessa praia que é a Princess Cave: uma gruta no meio das rochas toda decorada com objetos bem "diferentes" digamos assim...

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Princess Cave

Sim, a caverna é cheia de pintos esculpidos, de todos formatos e tamanhos possíveis. E as pessoas vão ali fazer oferendas para a tal de princesa. Bem divertido mas cheio de mosquitos bem chatos, então não conseguimos ficar muito para analisar melhor os objetos hehehe.
Tem muitas lendas sobre o porquê da caverna da princesa ser cheia de pirocas, mas a mais provável é que representa a deusa Shiva, cuja representação mais comum é o objeto fálico, assim como nos demais templos hindus.

Chegando o fim da tarde e pra não pegar a trilha de noite, fomos retornando pro nosso hotel dar uma descansada no nosso luxuoso quarto.

Chegada a noite e com a chuva dando uma trégua, fomos conhecer a vida noturna de Raylay Beach. Esta se concentra nas "pontas": na beira das praias de Raylay East e Raylay West e é composta por barzinhos mais "intimistas", sem baladas ou com shows e música alta como nas outras praias, sendo um lugar mais pra curtir de casal mesmo. No miolo também tem alguns barzinhos mais roots, mas também 100% só frequentado por turistas.

Primeiro fomos até Raylay West. O legal ali é que os barzinhos que tem na beira da praia não disponibilizam cadeiras nem mesas. Ao invés disso eles estendem cangas na beira da praia e acendem velas pra tu se sentar e comer e beber ali, bem legal!

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Na beira da praia de Raylay West à noite

Nessa noite, mesmo com toda a chuva que caiu o dia inteiro, os bares estenderam as cangas na praia de qualquer jeito, só que a areia tava meio úmida então não nos encorajou muito. Vale lembrar que os preços desses bares são "normais" pro padrão Tailândia, pouca coisa mais cara do que em Ao Nang em comparação, mas pro nível deles (beira da praia paradisíaca, luz de velas, garçom te levando bebidas na areia) é muito barato! Aquele tipo de lugar que se é no Brasil só a elite frequentaria.

Seguimos então para Raylay East. Essa ponta possui mais opções de bares e até uns mercadinhos de bugigangas. Uns até tinham música ao vivo no estilo violão e voz. Escolhemos um lugar pra jantar que achamos o mais "aconchegante", um barzinho onde as mesas ficavam em cima de um tablado de bambu, em cima do mangue, com mesinhas curtas estilo japonesas e ao invés de cadeiras, almofadas no chão. Show de bola!

Comemos as nossas comidas preferidas de sempre hehehe (fried rice), só que dessa vez, aproveitando a ocasião, demos uma esbanjada e adicionamos umas violinhas fritas à nossa janta (delícia!).

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Curtindo um barzinho super aconchegante em Raylay East

Depois da janta demos mais uma volta por toda a extensão de Raylay East. Achamos um bar que tava tocando música ao vivo, um tailandês tocando no violãozinho umas músicas de boteco. Como já tínhamos esbanjado demais na janta pra entrar em outro bar, pegamos umas cervejas num mercadinho e sentamos na mureta de contenção do mar em frente ao bar e ficamos curtindo o sonzinho "de graça". O legal que a essa hora da noite a maré está alta, então o mar batia praticamente na mureta, bem bonito.
 
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Mar já batendo na mureta

Foi nessa hora também que olhamos pro lado e quando vimos havia um escorpião nos encarando. Deixamos ele quieto e fomos seguindo de volta pro nosso hotel aproveitar mais um pouco a nossa suíte luxuosa hehehe

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Nosso quartinho chique (tínhamos que avacalhar com as roupa estendida na sacada né)

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SUDESTE ASIÁTICO 29º Dia - Chegando em Koh Phi Phi (02/12/2016)

Acordamos empolgados esse dia. Não só porque iríamos para Koh Phi Phi, mas pela expectativa do que seria o café-da-manhã no resort. Por ser o hotel mais chique que já ficamos na vida, já imaginávamos aquele cafezão devastador, com comida pra destruir o dia da pessoa mas... que decepção! Parecia mais um café-da-manhã de hostel. Um pouco de pão, frios, iogurte, granola, leite, umas frutas, ovo e arroz. Nada parecido com aqueles cafés-da-manhã de hotéis brasileiros de 3 estrelas que tem cachorro quente, 5 tipos de bolo, 5 tipos de pão, omelete e mais um monte de comida que faz tu nem conseguir almoçar depois.

Passada a frustração do café, nos despedimos da vida de ricos no resort e rumamos então para Raylay West pegar o ferry pra Koh Phi Phi abaixo de chuva, que a manhã inteira desse dia não deu trégua. Ainda bem que na barraquinha que ficava na praia o pessoalzinho organizando o pessoal pra embarcar tinha uns guarda-sóis que permitiu que nos abrigássemos da chuva.

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Se despedindo de Raylay Beach debaixo de chuva

Em poucos minutos, quando apareceu no mar um barco grande de dois andares, soubemos que era nosso transporte. Em Raylay West, como não há píer, o embarque é com emoção. O Ferry que leva a Koh Phi Phi, por ser uma embarcação grande, não consegue chegar muito perto da praia, então um barco de madeira Long Tail te leva até lá e tu "pula" de um barco pro outro em alto mar, bem divertido. Essa "etapa" bem como tu ter que embarcar no Long Tail na praia com água pelos joelhos já dá pra ter uma noção do trabalho que passam os que resolvem fazer esse trajeto com malas e tênis...
 
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Acima ao fundo, pessoal insistindo em querer ir pra Koh Phi Phi cheios de malas e embaixo nosso Ferry com o Long Tail embarcando o pessoal

O Ferry para Phi Phi é bem moderno e conta com ar condicionado "forte" na cabine interna. Bem parecido com o que havíamos pegado em Hong Kong. Apesar de rápido, ele demora mais ou menos duas horas pra chegar e, pra passar o tempo ficamos perambulando entre o andar de cima, onde chovia e ventava muito e a parte interna, com o ar condicionado congelante. Apesar disso o passeio é bem bonito e permite observar ainda mais ilhas paradisíacas pelo caminho.
 
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Apesar do tempo horrível, curtimos nosso passeio de Ferry

Falando um pouco de Koh Phi Phi, essa é com certeza a ilha mais famosa da Tailândia, não só por possuir praias paradisíacas, mas principalmente por causa que o filme do Leonardo Di Caprio, que fez explodir o turismo no país, foi filmado lá, na sua praia mais icônica: Maya Bay.
O arquipélago de Koh Phi Phi (Koh = ilha em tailandês) é formado por duas ilhas principais, a Phi Phi Don e a Phi Phi Le, além de várias outras ilhotas em seu entorno, sendo que a única ilha habitada é a Phi Phi Don, que possui o vilarejo de Phi Phi e os mega resorts. O único transporte na ilha é a pé ou de bicicleta pois não é permitida a entrada de carros.

Maya Bay fica em Phi Phi Le, na ilha não habitada, sendo a única forma de visitá-la alugando um barco ou com uma agência turística. Antigamente podia-se acampar e pernoitar lá, mas devido a imensa e desordenada procura da visita a esta praia (e a degradação ambiental que isso acompanha), hoje não é mais possível. Um ano depois que a visitamos, ela chegou a ser totalmente fechada para o turismo por motivos de preservação. A presença diária da massa de turistas que a visitavam acabou por tornar impossível a sobrevivência da fauna marinha do local. Parece que depois de um tempo do fechamento (e do prejuízo para a economia do país) o dinheiro falou mais alto e foi reaberta a visita à praia. Só esperamos que de forma mais controlada do que no passado.

A chegada em Phi Phi é no movimentado Tonsai Pier. Chegamos lá depois de 2 horas de barco e no desembarque já tem que pagar a irrisória taxa de preservação para entrar na ilha de 40 baths (4 reais!!). Passando a catraca de desembarque no píer, começa a aparecer o pessoal com as plaquinhas dos diversos hotéis e resorts querendo carregar tua bagagem.

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O movimentado Tonsai Pier

Achamos um carinha que estava com a placa do hostel que havíamos reservado o "The Cobble Beach" e achando que esse serviço era de graça né, já que o hostel era bem carinho, já fomos logo largando nossas mochilas no carrinho quando de repente o carinha falou: "são x baths". Prontamente pegamos de volta nossas mochilas e seguimos a pé, afinal, o hostel não ficava nem a 1 km e meio do píer.

Seguimos então pelo meio do "centro" de Phi Phi e de cara então já vimos o que nos esperava: um comércio frenético, bares ocidentalizados com Beer Pong e outras atrações pra agradar gringos. Phi Phi é uma ilha extremamente cosmopolita, tomada por estrangeiros (acho que se vimos 10 tailandeses em Phi Phi foi muito), não só passeando mas trabalhando nas agências de turismo e outras lojas, mas também tem vários bares e restaurantes tradicionais tailandês, com comida boa e barata. Além de mercadinhos estilo 7Eleven bem baratinhos também.

Nosso hostel ficava estrategicamente um pouco afastado da muvuca (pois diziam que os bares na beira da praia iam até altas horas da madrugada com música alta), na verdade ele era um dos mais afastados da cidade, o que em questão de distância não faz muita diferença já que a ilha é minúscula. A escolha desse hostel foi difícil, já que ele era bem caro pro período que reservamos (se fosse uma semana antes, quando ainda era baixa temporada, teria saído pela metade do preço), mas depois de pensar bastante e devido a que os hostels disponíveis em Phi Phi todos pareciam e tinham avaliações bem ruins no booking, resolvemos ligar (ou manter ligado) o modo ostentação e, já que iriamos ficar tão pouco tempo na ilha (2 dias), não nos importamos de dar uma quebrada no nosso orçamento e aproveitar os bangalôs privativos e a piscina com borda infinita que prometia pores-do-sol deslumbrantes no mar do The Cobble Beach.

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Vista "mais ou menos" do hostel The Cobble Beach hehehehe

Eu digo prometia, porque no fim os dois dias em que estivemos em Phi Phi o tempo oscilou entre chovendo e nublado, nem um raiozinho de sol apareceu para nos agradar. Este hostel contava com uma atendente brasileira, seguindo bem aquilo que havíamos notado que quase não há tailandeses em Phi Phi. Perguntei pra ela como ela fazia pra trabalhar lá como estrangeira e ela me disse que estava com visto de turismo mesmo, trabalhando informalmente e que bastava a cada três meses sair do país e entrar de novo para renovar o visto e assim seguir sua vida nesse paraíso.

Depois de largarmos nossas coisas, saímos pra arranjar um lugar pra almoçar e conhecer melhor a cidade. Depois fomos conferir a praia de Ao Lo Dalam, que é tipo a praia "principal" da ilha, a que fica no centro e que concentra os bares de beira de praia onde rolam as famosas festas cheias de gringos enchendo a cara de baldinhos como se não houvesse amanhã e gurias fazendo topless, bem no estilo daquelas festas de filmes de hollywood. Ali também é onde se concentram as "atividades" da ilha: como aluguel de caiaque, que é ótimo pois o mar é uma piscina e dá pra visitar pontos da ilha só alcançáveis por água. Também aluguel de Stand Up Paddle, entre outras. Demos então nosso primeiro banho no espetacular mar de águas mornas de Koh Phi Phi e depois sentamos um pouco na areia observando os turistas tomando garrafas de cerveja quente. Ficamos pouco porque logo começou a chover meio forte, então resolvemos comprar umas Changs (e a essa altura já tínhamos descoberto um mercadinho dum tiozinho chinês escondido que vendia cerveja mais barato) e uns salgadinhos exóticos e voltamos pro nosso hostel aproveitar nosso bangalô.

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Curtindo nosso Bangalô em Koh Phi Phi

A piscina do hostel fica bem na beira do mar e dali pode se observar toda a praia de Ao lo Dalam e, é bem estranho pois, numa determinada hora da tarde, a maré se recolhe e pode-se caminhar longos trechos mar adentro com água pelas canelas.

Chegada à noite, fomos conhecer então a tão badalada "night" de Koh Phi Phi. Antes porém fomos procurar um lugar pra jantar e, como já mencionado, tem bastante opções de restaurantezinhos baratos pra comer. Até nos surpreendemos, pois diziam que Phi Phi era tudo caro e tal mas nada haver. Jantamos um Yellow Noodles por 60 baths (6 reais aproximadamente) num restaurante próximo do nosso hostel.

 
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Comendo um Yellow Noodles num dos diversos restaurantes caseiros de Phi Phi

Já jantados, agora sim, seguimos em direção à beira da praia de Ao Lo Dalam que é onde rola o festerê, nos bares que tem ali e na faixa de areia em frente. A princípio são dois bares principais que disputam clientes: o Slinky Bar (o mais famosinho) e um outro do lado que não lembro o nome. Ambos na noite fazem apresentações pirotécnicas, com malabaristas fazendo diversos malabares, acrobacias e tudo que é possível com fogo, incluindo algumas interações com o público como passar por baixo da cordinha flamejante, uma cadeira que ficam dois artistas chicoteando a "vítima" com cordas de fogo e um pula cordas com uma corda de fogo. Toda noite sempre tem isso, dizem que 365 dias por ano. É uma espécie de febre das festas nas ilhas da Tailândia este tipo de apresentação.
 
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Shows pirotécnicos na beira da praia

O ritmo das festas é bastante frenético, com som a milhão e a turistada se entorpecendo geral com os baldinhos e outras "cositas". Ainda bem que o mar ali é uma piscina e bem raso, senão seriam uns 10 afogamentos por festa no mínimo. Apesar de todo esse cenário, é tudo bem divertido e não vimos nenhum episódio de briga ou desrespeito. Claro que a cerveja nesses bares era mais cara, então nós comprávamos a nossa no mercadinho mais pra dentro do vilarejo e trazíamos pra tomar lá na festa. Num dos bares havia um cartaz dizendo que a mulher que mostrasse os seios ganhava uma bebida grátis, mas, infelizmente a Juju não quis fazer esse sacrifício pelo time hehehe.

Ficamos bastante tempo ali curtindo e até se arriscando no pula cordas flamejante e na dança da cordinha, mas estávamos meio cansados da viagem de barco e de tomar chuva o dia inteiro então se recolhemos cedo guardando energia para a festa do outro dia. Na saída ainda encontramos um gremista ali perdido e tiramos uma foto pra guardar o momento.

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Encontrando gaúchos em Koh Phi Phi

Apesar dos bares serem relativamente perto do hostel, isso não chegou a atrapalhar nosso sono. Dava pra ouvir o som das festas, mas bem de longe (dizem que em outros quartos do hostel, de repente por terem paredes mais finas ou viradas pra praia, é insuportável). No fim, por causa da chuva e de nossa vontade de explorar a ilha desde que chegamos pela manhã, acabamos nem tirando muitas fotos neste dia.
  • 3 semanas depois...
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SUDESTE ASIÁTICO 30º Dia - Curtindo mais um dia em Phi Phi (03/12/2016)

Acordamos cedo com a esperança que o sol fosse aparecer, mas não, pelo contrário, o dia amanheceu com chuva forte. A ideia de hoje era fazer o passeio pra Maya Bay, a praia mais famosa da Tailândia. Como não há necessidade de agendar o passeio com antecedência já que existem infinitas agências de turismo na ilha que fazem o mesmo passeio: passando por várias ilhas, pontos de mergulho e, no fim, Maya Bay, deixamos pra ver na hora que acordássemos como estaria o tempo e, se estivesse pelo menos "não chovendo", nós iríamos. Mas não foi o caso, amanheceu um dia horroroso e chuva a pino, então Maya Bay ficou para uma outra oportunidade (e uma boa desculpa pra voltar pra Koh Phi Phi um dia não?). Mas se o passeio foi por água abaixo, ainda tínhamos uma esperança de começar bem o dia com um café da manhã que prometia ser daqueles! Ainda por cima tomado na beira da piscina com borda infinita e vista para o mar de Andaman. E o café até que era bonzinho, com bastante comida. Nada comparado ao café da manhã de hóteis brasileiros, mas para café de hostel tinha bastante coisa até, e com aquela vista... podia ser até um pão com água que seria bom!

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Tomando o café-da-manhã no hostel (mesmo com chuva a vista é incrível), ainda comemos com um amigo peludo

Após o café, com a chuva não dando trégua, fizemos uma coisa até então inédita nos nossos 30 dias na Ásia: ficar de bobeira dentro do quarto. Aproveitamos para "apreciar" uns programas de TV tailandeses. Todos os poucos canais da TV local passavam programas de auditório estilo Ratinho e Silvio Santos só que ainda mais bregas, muito bizarro. Infelizmente (ou felizmente) como era tudo em tailandês não conseguíamos entender nada.

A chuva foi parar lá pelo meio-dia, foi quando então na saída pra procurar algum lugar pra almoçar decidimos que a tarde iriamos fazer a trilha até Long Beach, seguindo direção leste de Phi Phi. Comemos então em outro restaurantezinho caseiro que encontramos no caminho e nesse a Juju se surpreendeu na forma como serviam o Pineapple Fried Rice, dentro do abacaxi! Muito bonito e, pelo menos pra Juju, delicioso.

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Pineapple Fried Rice

Long Beach é considerada a praia de maior extensão da ilha (por isso o nome) e fica a uns 40 minutos do pier a pé por uma trilha barbadinha costeando o mar que não é bem trilha, já que a sua maior parte é asfaltada e bem sinalizada.

 
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Trilha para Long Beach

No meio da trilha, uma parte muito interessante e bonita é quando chega-se na Viking Beach, uma enseada no meio da mata e que possuía na época um hostel literalmente "pé na areia", com as acomodações praticamente dentro do mar e tudo muito roots, nem luz elétrica tinha no lugar e a geladeira que vendia bebidas era um isoporzão com gelo.
 
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Viking Beach

A partir dali é que a trilha fica com mais cara de trilha, passando por dentro de uma mata mais fechada até chegar num caminhozinho que desemboca na Long Beach.

Long Beach é uma praia bem família. Como as hospedagens ali são estilo resorts onde só se chega de barco (no caso do pessoal que viaja com malas), não tem mochileiros, a não ser os que passam o dia ali depois de fazer a trilha. As águas eram mornas e transparentes de um jeito absurdo, além de tranquilíssimas, permitindo à pessoa ficar ali boiando e aproveitando a vista magnífica dos morros por horas.

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Long Beach

Foi o que fiz por um bom tempo, até que começou a fechar o tempo e então, com medo de começar a chover novamente e nós sem guarda-chuva e nenhum lugar pra se abrigar, resolvemos voltar pro centro. Daria pra ficar um dia inteiro ali boiando naquela água se estivesse um dia bom. Na volta demos uma passeada pelas lojinhas do centro e aproveitamos para comprar o ticket para o ferry do outro dia para Ao Nang. Acho que eles estavam vendendo pouco porque mal cheguei para comprar, nem falei nada e o vendedor já foi me dando desconto hehehe.

Voltamos pro hostel pra dar uma descansadinha da caminhada e, como a chuva não apareceu, sugeri de subirmos no mirante de Koh Phi Phi. A Juju estava cansada e queria ficar na piscina mas, como já tínhamos perdido a manhã toda por causa da chuva e não sabíamos se um dia voltaríamos pra Koh Phi Phi, podendo ser a última oportunidade de contemplar a vista espetácular da ilha no mirante (além do mais, piscina tem em qualquer lugar né?) consegui convencê-la a ir, meio a contragosto é claro hehehe.

O mirante de Phi Phi (Phi Phi Viewpoint) é um ponto numa parte mais alta da ilha onde é possível observar a "junção" das duas partes da ilha e as praias de Ao lo Dalam e Tonsai, além de ser uma rota de fuga de tsunamis.

Aliás, eu não havia comentado ainda, mas o Tsunami de 2004 (aquela tragédia), mudou radicalmente a vida nas praias do Mar de Andaman. Tanto Ao Nang, Raylay Beach e principalmente Koh Phi Phi, começaram a contar com rotas de fuga bem delimitadas, com demarcações e cartazes em todos os cantos indicando o que fazer e para onde ir em caso de Tsunamis, além da implantação de sistemas de rastreio de ondas e sirenes de anunciação de tremores.

Phi Phi então foi radicalmente atingida pela tragédia e quando estivemos lá, 12 anos depois, ainda se observava marcas de destruição causadas pelo Tsunami sendo isso então uma preocupação extrema da ilha, o que contribuiu para que lugares como o Viewpoint se tornassem mais acessíveis. Como se tornou um ponto bastante procurado porém, foi transformado em atração turística e tem-se que pagar uma taxa (irrisória) numa parte do caminho para acessar o mirante.

Como na frente do nosso hostel havia uma placa com uma seta e Viewpoint escrito, além de um casal que estava voltando de lá informar que era uns 10 minutos caminhando dali, seguimos sem receio. Nosso hostel já era um dos últimos da parte "civilizada" da ilha, então mal começou a trilha para o mirante já estávamos numa mata meio fechada. Essa trilha é bem sinalizada, o problema é que é uma subidinha em zigue-zague meio puxada, ainda mais somado a que já tínhamos caminhado até Long Beach nesse dia. Os 10 minutos do casal se tornaram rapidinho 25, mas o pior de tudo eram os mosquitos importunando, infestado deles no caminho!

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Caminhozinho complicado pra chegar ao mirante (a tremedeira da foto é por causa dos mosquitos)

Chegando no mirante, se paga na entrada de um portão um tiozinho que estava quase dormindo na cadeira um valor simbólico (se não me engano era uns 30 baths) e o lugar conta com um barzinho improvisado, banheiros, uns bancos aqueles de praça para sentar e algumas intervenções artísticas, tudo bem "feito para turista" mesmo. Mas a vista é espetacular, apesar dos milhões de turistas fazendo barulho e posando pra selfies.
 
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Phi Phi Viewpoint

Na época esse era o Viewpoint oficial, mas olhando no Google Maps hoje já se observa pelo menos mais 2 viewpoints sinalizados. Uma pena que, assim como o dia inteiro, estava nublado. Se não estivesse, naquela hora estaríamos apreciando um por-do-sol inimaginável!

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Vista das praias de Ao lo Dalam de um lado e Tonsai no outro, fazendo a "junção" da parte leste com a oeste da ilha

Para voltar, pegamos um outro caminho mais longo que dá no centro. Mais longo mas bemm mais acessível, não tão íngreme e menos "na selva", ou seja, sem mosquitos. Acabou que levamos menos tempo do que na ida.

No finalzinho da tarde então, demos uma descansada na piscina curtindo um visual incrível antes de se prepararmos pra curtir mais uma noite em Koh Phi Phi. Como a Lei de Murphy é implacável, as nuvens estavam finalmente indo embora e podia-se observar até uns tímidos raios de sol distantes atrás dos morros.

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Que fim de tarde hein?

À noite, rumamos então novamente para os barzinhos na beira da praia com seus shows pirotécnicos.

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Os famosos baldinhos (dos mais variados sabores)

No fim, depois de toda caminhada durante o dia, estávamos mais cansados que na noite anterior, então ficamos pouco tempo ali observando os gringos enchendo a cara e curtindo, jogando pong beer e assistindo o show pirotécnico dos tailandeses, idêntico ao do dia anterior (haja preparo físico e concentração).

 
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Pong beer e shows pirotécnicos

Depois pegamos umas cervejas no mercadinho e fomos dar uma volta pelo centro, totalmente deserto àquela hora da noite, já que toda a população da ilha se manda pras festinhas em Ao Lo Dalam. E assim encerramos nossa segunda e última noite em Koh Phi Phi, já aguardando o dia que voltaremos a essa ilha maravilhosa aproveitar suas belezas e suas "so much partys".

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SUDESTE ASIÁTICO 31º Dia - Se despedindo de Koh Phi Phi (04/12/2016)

E passou correndo nossa passagem por Phi Phi (ainda mais com tanta chuva) e, para nosso azar, finalmente o sol apareceu nesse dia (embora timidamente). O ferry que sai da ilha em direção à Krabi parte diariamente em dois horários: pela manhã e às 15h30 e compramos o segundo para aproveitar mais um pouco o dia em Phi Phi, embora não houvesse tempo pra fazer nenhum passeio de barco pela ilha. Dessa forma, tomamos nosso café da manhã à beira da piscina, fizemos o check-out e, para nossa alegria, nos foi permitido guardar as mochilas no hostel e usar a piscina e os banheiros compartilhados até a hora da saída do ferry. E foi o que fizemos, saímos para almoçar e dar mais uma volta na praia de Ao Lo Dalam e depois ficamos na piscina esperando a hora da saída do ferry.

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Curtindo os últimos momentos no the Cobble Beach

Perto das 15h então (do hostel até o píer dá uns 30 minutos caminhando devagarzinho), começamos a rumar para o Tonsai Pier, pegar o ferry de volta para Krabi. Nos despedimos e agradecemos imensamente o staff do Cobble Beach, especialmente nossa host brasileira e partimos. Dessa vez deu para aproveitar melhor o trajeto, não estava chovendo e embora continuasse ventando horrores e fazendo frio por causa do vento, fomos quase o tempo todo na área externa do ferry curtindo a paisagem.
 
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Ferry retornando para Ao Nang e guardando uma lembrança de Koh Phi Phi

Duas horas depois, primeiro o Ferry faz o desembarque do pessoal em Raylay Beach, daí de novo é aquela "aventura" do pessoal tendo que fazer baldeação com os Long Tails para acessar a praia. Depois, o ferry desembarca em Ao Nang na praia de cima, a Noppharat, no píer onde havíamos pegado o barco no passeio que fizemos para Hong Island. No desembarque no píer, tem que ficar ligado numa pegadinha que o pessoal quando te vende o ticket de ferry e o staff do barco lá no desembarque não deixam bem claro (talvéz propositalmente em conluio com os taxistas): no desembarque no píer, há vans gratuitas que te levam do píer até a tua acomodação, só falar pro motorista qual teu hotel ou onde tu quer ficar que ele te leva lá. Só que antes de tu chegar no estacionamento onde ficam as vans, recém saindo da porta do ferry, taxistas já te abordam te oferecendo a mesma corrida (só que paga, claro). Tem que ficar muito esperto pra não cair nessa. Como a gente não gosta de dar conversa pra taxista, fomos seguindo e assim que tu se afasta uns metros do ferry já tem o pessoal ali das vans gratuitas, inclusive, desconfiados né, perguntei umas 3 vezes pro carinha se a corrida era de graça mesmo, hehehe.

Nosso destino agora era um outro hotel, ainda mantendo o padrão ostentação já que já se aproximava do fim da viagem e queríamos encerrá-la da melhor forma possível. Reservamos para nossas últimas duas noites o Green View Village Resort, um resort que havíamos visto as fotos com uma piscina gigantesca com vista incrível das falésias características de Krabi e havíamos ficado embasbacados. O resort possui duas partes bem distintas: uns chalés bem rústicos sem ar condicionado (que foi onde ficamos) e uns quartos modernos com vista para uma outra piscina mais "individual", mas independente de qual tu escolher tu pode usar toda a infraestrutura do local. O chalé que pegamos, que apesar de simples era bem bom e nessa época sem necessidade de ar condicionado, com banheiro gigante e modernoso, tinha um preço ridículo de barato visto que se trata de qualquer forma de um resort (120 reais a noite!). O "ruim" do hotel é que ele fica um pouco afastado da praia, uns quase 2 km. Mas para nós que já estávamos calejados de caminhar foi fichinha. Além disso o resort disponibilizava uma van de hora em hora que te deixava na beira da praia.

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Parte "nobre" do resort, que possui saída dos quartos direto para a piscina

Fizemos o check in no fim da tarde, largamos nossas coisas e, já noite, fomos caminhando em direção à praia, procurar um lugar pra jantar e depois curtir os mercadinhos e barzinhos tão agradáveis da avenida principal e do calçadão. No caminho pudemos conhecer lugares novos de Krabi (novas comidas de rua e mercadinhos), incluindo a mesquita Al-Munuawarah, que à noite, com suas torres iluminadas ficava muito bonita.
 
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Mesquita Al-Munuawarah

Aliás, no sul da Tailândia o islã é uma religião bastante praticada, sendo predominante no extremo sul do país, visto que tal região era um reino autônomo de origem malaia que foi anexada pelos tailandeses em 1909, o que tem gerado até hoje conflitos separatistas na região, incluindo nos últimos anos alguns ataques terroristas tanto na região como no resto do país, inclusive em Bangkok, onde em 2015 (um ano antes da nossa viagem) ocorreu o pior atentado até então, com a explosão de uma bomba em um local central e bastante turístico da cidade, matando na hora 16 pessoas. Na época que visitamos havia um aviso de segurança para turistas para evitarem utilizar trens do sul do país em direção à fronteira com a Malásia devido à constante explosão de bombas nos trens e nos trilhos além de emboscadas. Hoje na fronteira oeste a situação parece se encontrar controlada, porém na fronteira leste (onde situa-se a região reivindicada propriamente) ainda é uma zona "complicada" e se tem noticias de constantes ataques.

Voltando ao nosso passeio pelo centrinho de Ao Nang, fomos conferir se a "nossa banda" estava tocando nessa noite e, como haviam nos avisado que tocavam todas as noites no barzinho aquele com decoração de reggae, lá estava o pessoal se apresentando. E não é que quando nos viram ficaram bem felizes! Vieram conversar com a gente no intervalo do show: "vocês voltaram"!

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Tietando mais um pouco os músicos tailandeses

Essa noite aproveitamos bastante. Dançamos, tomamos Changs até o bar fechar, aproveitando ao máximo nossas últimas noites no sudeste asiático e também porque no outro dia não tínhamos nada marcado. Voltamos a pé de madrugada pro hotel já bem cansados, com os 2 km do trajeto parecendo o dobro, mas bem felizes.
 
  • 4 semanas depois...
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SUDESTE ASIÁTICO 32º Dia - Dando tchau para as praias do Sul da Tailândia (05/12/2016)

Último dia nas praias do sudeste asiático e, praticamente último dia de nossa viagem, visto que no outro dia faríamos apenas uma "conexão prolongada" em Bangkok a espera do vôo de volta para o Brasil. A ideia desse dia era "não fazer nada". Seria o dia de férias para descanso mesmo, só relaxando na beira da piscina do hotel e dando uma caminhadinha na praia.

Acordamos, tomamos o café da manhã do hotel, esse bem farto, mas ainda assim não chegava aos pés de cafés-da-manhã de hóteis brasileiros, só que a comida muito sem gosto de nada e pra piorar tocava uma música ambiente no local destinado ao café que era bem irritante pra quem recém tinha acordado, uma música de elevador mal tocada. Depois então, fomos tentar aproveitar um pouco a piscina, mas novamente não tinha sol e estava até meio frio, então não deu pra tomar banho "com vontade".

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Curtindo a piscina e fazendo amigos

Já no final da manhã, como nosso vôo para Bangkok saia no outro dia às 8h30 da manhã, e o aeroporto de Krabi fica a uns 40 min do centro de Ao Nang, reservamos o transfer para o aeroporto com o nosso hotel. Foi caro mas mais garantido do que depender de que conseguíssemos pegar o ônibus do aeroporto na avenida principal cedo na manhã. O ruim é que só havia um horário de transfer às 5h30 (e o outro só as 7h, meio arriscado), mas como a essa altura já estávamos acostumados a longas esperas em aeroporto, fechamos o transfer e depois fomos procurar um lugar para almoçar, comendo novamente nos restaurantes indianos que dominam Ao Nang. A Juju foi de pizza, que um dia anterior ela havia visto um pessoal comendo e ficou morrendo de vontade e eu experimentei pela primeira vez o Chicken Biryani, prato típico indiano delicioso!!

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Pizza e Chicken Biryani

À tarde, fizemos uso do transfer gratuito do hotel para a beira da praia para darmos nossa última passeada no calçadão e na praia. Pegamos umas latinhas no 7Eleven e, já com aquele ar de melancolia, fomos para beira da praia curtir o por-do-sol de Ao Nang mais uma vez.

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Tchau Ao Nang!

Já noite escura, como nossa bandinha havia nos avisado que essa era a noite de folga deles, fomos retornando então para o hotel a pé, comprando mais umas lembrancinhas pelo caminho nas lojinhas da Avenida principal. Aliás, passamos pelo barzinho do reggae e esse estava fechado, dando um clima total de despedida para nossa noite. Chegando no hotel, tomamos mais um banho de piscina na coragem por causa do frio e da água gelada, e depois acendemos uma daquelas espirais que espantam mosquito e passamos o resto da noite na varanda do nosso chalé, tomando chá que tinha disponível grátis no quarto junto com água quente e relembrando toda a experiência fantástica que tivemos nestes mais de 30 dias no sudeste asiático, já num clima de nostalgia, imaginando como seria voltar para o Brasil depois de tudo que vivenciamos, aprendemos e nos transformamos.

Fizemos a última contabilidade da viagem (sempre controlo os gastos diariamente em viagens) e percebemos que no fim não gastamos 1 centavo nestes 33 dias, assim como nas nossas outras viagens também não. Aquela frase de autor desconhecido que diz: "viajar é a única coisa que se gasta dinheiro e te deixa mais rico", é uma meia verdade, pois viajar não pode ser considerado "gasto". Fizemos sim, um investimento, cujo retorno não pode ser medido de tão desproporcional, maior que qualquer poupança, CDB, bolsa de valores e que, ao contrário de qualquer bem material, este levamos para nossa vida toda.

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SUDESTE ASIÁTICO 33º Dia - Voltando pro Brasil (06/12/2016)

Conforme combinado, 5h00 já estávamos prontos aguardando o transfer para o aeroporto de Krabi. A Juliana queria comprar comida pra fazermos nosso desjejum num 7eleven (já que a maioria dos 7elevens na Tailândia funcionam 24 horas), mas fiquei com medo de perder o transfer e não topei. Sem transito neste horário, 6 horas já estávamos no aeroporto, sendo que nosso vôo sairia somente às 8h30. Quase 3 horas em jejum, chegou uma hora que a Juju começou a ficar enjoada, então acabamos tendo que comprar um pastel e um café pelo dobro do preço no aeroporto (que ainda assim é mil vezes mais barato que o preço normal em supermercado no Brasil).

O voo de Krabi para Bangkok leva um pouco mais de uma hora. Uma outra opção muito mais legal é fazer este trajeto de trem, só que demora umas 15 horas e nós não tínhamos mais esse tempo sobrando, além de ser bem mais caro também.

Descemos no aeroporto Don Muenang, o aeroporto menor de Bangkok que recebe os vôos das companhias low cost como os da Air Asia, um pouco depois das 9h, e nosso vôo de volta para o Brasil sairia somente às 2h da manhã do outro dia. Como não queríamos ficar passeando com as mochilas e mais dinheiro e passaporte à tiracolo, resolvemos passar o dia num lugar que desse pra ficar sossegado, e o lugar escolhido foi: O shopping MBK!

O Shopping MBK, como já mencionado no post que relata a nossa visita no inicio da viagem, possui o "tourist lounge" um lugar repleto de sofás e praça de alimentação que se você quiser pode passar o dia inteiro lá atirado, além de um guarda-volumes grátis para as mochilas.

Pra chegar lá, pegamos na frente do Aeroporto um ônibus de linha comum (Linha 29), aqueles que custam 11 baths, que nos levou até o mercado Chatuchak, onde poderíamos pegar o metrô de superfície na estação Mo Chit. O ônibus foi lotado de mochileiros fazendo o mesmo trajeto, então foi bem fácil saber onde descer e dessa vez não nos expulsaram do ônibus antes da nossa parada que nem na última vez hehehe. De lá pegamos o metrô até a estação do Estádio Nacional e rapidinho já estávamos no Shoping MBK.

Guardamos nossas coisas no Guarda-volumes e passamos o dia ali no shopping então, aproveitando para comprar mais algumas lembrancinhas, uns potes a mais de Tiger Balm, Juju aproveitou para fazer as unhas, lembrando que o Shopping MBK é tipo um camelozão, com a maioria das lojas (ou seriam bancas) com produtos de procedência duvidosa e preços tão ou mais baratos que nas lojas de rua.

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Estoque de Tiger Balms

A ideia era gastar o dinheiro que sobrou naquela tarde, mas, além de ter sobrado muito dinheiro, não somos consumistas o suficiente para isso hehehe. Além do que, nossas mochilinhas já não cabiam mais nada e, além disso, para comprar qualquer coisa na Tailândia tu tem que gastar uma boa lábia pechinchando, e nós já estávamos cansados demais pra isso.

Depois de rodar pelo Shopping já umas diversas vezes, a ponto de já decorar as lojas dos 8 andares do local, se retiramos para o Tourist Lounge para descansar.

Numa certa hora do dia, apareceu umas estudantes tailandesas para nos entrevistarem para um trabalho de marketing que estavam fazendo no Shopping. Muito divertidas, acharam muito engraçado quando tentei algumas palavras em tailandês com elas.

Próximo das 21h horas, cabisbaixos, pegamos nossas mochilas no guarda-volumes e fomos caminhando para a estação do metrô de superfície pegar o metrô em direção ao Aeroporto, a viagem ia chegando ao fim. Olhando para a rua movimentada nos arredores da estação (pois era um domingo), cheio de barzinhos e banquinhas de comida lotados, ficamos ainda mais depressivos, com uma imensa vontade de esquecer o voo, pegar uma Chang pra tomar e ir ali praquelas ruas.

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Loucos para esquecer o voo e ficar em Bangkok para sempre!

Como chegamos cedo no aeroporto Suvarnabhumi, pudemos conhecer um pouco mais do terminal de embarque, gigantesco, bastante bonito com decorações típicas tailandesas como o "cabo-de-força com a cobra" (explicado melhor no post que visitamos o museu nacional do Camboja) e as estátuas dos guardiões, imitando os que tem no Gran Palace.
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Decoração do Aeroporto de Suvarnabhumi

Aproveitamos também para comer as últimas guloseimas do 7eleven que estavam nas nossas mochilas, entre elas um petisco (salgado? doce?) de mango seco com molho de peixe picante que a Juliana adorou!

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Petiscos bizarros do 7Eleven

Às 2h da manhã, partiu nosso avião rumo ao Brasil. Nos despedimos do Sudeste Asiático. Faríamos ainda uma conexão em Adis Adebba na Etiópia e em Lomo no Togo, totalizando quase 30 horas de viagem antes de chegarmos em São Paulo, mas que, pela "mágica" do fuso horário, chegaríamos no mesmo dia do embarque, à tarde. Demos sorte pois ficamos sabendo que no aeroporto da Etiópia, a partir do outro ano (2017) começaram a fazer uma inspeção detalhada de rotina em todos os passageiros que passassem por lá com passaportes "não europeus", incluindo nesta inspeção tu ter que defecar (é isso mesmo que você ouviu!!), de porta aberta na frente de um oficial para verem se tu não está levando drogas no estomago. Obviamente essa prática foi muito condenada por diversas representações diplomáticas de diversos países, mas, pelo menos até 2019 ainda estava sendo realizada com todos os passageiros não europeus (hoje em dia não fiquei sabendo mais se ainda ocorre).
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Embarcando em Adis Adeba

Em São Paulo, chegamos a tempo ainda de ver à noite o Grêmio Campeão da Copa do Brasil após mais de 15 anos sem títulos! Um final apoteótico para nossa aventura!! E assim terminou a nossa viagem pelo Sudeste Asiático. Uma viagem muito especial que ficará marcada para sempre.

 

Fiquem ligados, em breve, novos relatos das nossas outras viagens pelo mundo!!!

 

Agradecemos quem deixar comentários, dizendo se gostou do relato, se não gostou, se achou enrolado demais, se gostaria que os posts fossem mais reduzidos, que tivessem mais fotos, mais informações, menos informações. Esperamos do fundo do coração que você tenha se divertido com a leitura e que tenhamos inspirado você a viajar também e conseguido mostrar que viajar não é um bicho de 7 cabeças, pelo contrário, viajar expande os nossos horizontes, muitas vezes é mais barato do que ficarmos na nossa cidade e, nos dias de hoje, em que o discurso de ódio tem se sobressaído à tolerância e o fascismo se faz vivo e ativo em diversos países, é uma atividade essencial para que possamos conhecer e respeitar o "outro", desenvolvendo nossa empatia e humanidade. Obrigado por lerem!

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Roteiro resumido: Praias da Talândia (Mar de Andaman)

Segue abaixo o resumo (com mapas) da nossa passagem de 8 dias pelas praias da Tailândia, entre Krabi, Ao Nang, Raylay Beach, Koh Phi Phi e também nosso dia de volta para o Brasil, lembrando que os preços das atrações aqui listados são de 2016, então certamente já estão defasados. Também cabe ressaltar que este roteiro representa unicamente a NOSSA experiência nessas praias, não tendo a pretensão de ser um "guia do que fazer" ou "quais praias visitar", muito menos um "guia definitivo das praias da Tailândia (até porque são infinitas!)". Dá pra ficar tranquilamente meses na região, conhecendo praia por praia, e a Tailândia ainda tem mais praias espetaculares na outra costa (no golfo da Tailândia) que infelizmente não conseguimos visitar. Segue então o nosso roteiro abaixo: RESUMÃO: Ficamos 8 dias nesta região, sendo 4 dias em Ao Nang, 1 em Raylay Beach, 2 em Koh Phi Phi e, no último dia, passamos o dia em Bangkok no aguardo do nosso vôo de volta para o Brasil que saía somente às 2 horas da madrugada. Nossas atividades então ficaram divididas assim:

1º Dia: Saindo de Singapura, chegando em Krabi, praia de Ao Nang

2º Dia: Passeio para Hong Lagoon, Hong Island e Koh Lao Lading

3º Dia: Railay Beach, Phra Nang Beach

4º Dia: Chegando em Koh Phi Phi, Ao lo Dalam Beach e noite no Slinky Bar

5º Dia: Long Beach, Phi Phi Viewpoint

6º Dia: Voltando de Koh Phi Phi para Ao Nang

7º Dia: Despedida de Ao Nang

8º Dia: Shopping MBK, retorno para o Brasil

Nos primeiros dias em Ao Nang, ficamos em hostel, um hostel muito bom por sinal, Ideal Beds. Nos outros, comoestava chegando o final da viagem demos uma "ostentada" e ficamos em hoteis e resorts (todos com preços de hotel 3 estrelas aqui no Brasil).

 

1º Dia: Saindo de Singapura, chegando em Krabi, praia de Ao Nang

 

1. Saindo de Singapura

  • Pegamos o metrô (linha azul) na Estação Rochor sentido Expo

  • Descer na próxima parada, estação Bugis

  • Trocar para a linha verde, sentido Tanah Merah

  • Na estação Tanah Merah, pegar o trem para o Aeroporto Changi

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Trajeto de metrô da estação Rochor na Litlle India até o Aeroporto de Singapura
 

2. Chegando em Krabi, indo até a praia de Ao Nang

  • Descendo no aeroporto o único transporte "público" até Ao Nang são os ônibus que você compra o bilhete num quiosque dentro do aeroporto e ele te leva até o teu hostel, só dizer qual é para o motorista.

  • Valor da passagem até Ao Nang: 150 baths por pessoa

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Trajeto de mais ou menos 30 km do Aeroporto de Krabi até a praia de Ao Nang
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Localização do nosso hostel IDEAL BEDS
 

3. Hostel Ideal Beds

 

Ficamos no hostel Ideal Beds, hostel excelente e bem barato (25 reais a diária). Quartos para quatro pessoas com cortinas e bastante privacidade. Próximo da praia, do centrinho, do calçadão, limpo, com chuveiros bons, área de convivência, único porém é que não tinha cozinha, apenas um micro-ondas e uma cafeteira, mas aposto que se perguntássemos onde podiamos cozinhar eles nos indicariam o hostel do lado (foi assim que fizemos com a lavanderia). De qualquer forma, a comida é tão barata na Tailândia e os restaurantes são tão bons que não tem porque cozinhar a própria comida. Na próxima vez que formos para Ao Nang ficaremos lá com certeza!

Abaixo a avaliação que fizemos do hostel no Booking.com:

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4. Praia de Ao Nang, avenida principal e Calçadão
  • A parte "comercial" de Ao Nang se concetra na avenida principal e segue pelo calçadão na beira da praia, com uma infinidade de barzinhos, restaurantes e lojinhas que ficam abertas até de madrugada.

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Faixa onde se concentra o comércio de Aon Nang
 

2º Dia: Passeio para Hong Lagoon, Hong Island e Koh Lao Lading

 
  • Esse dia passamos o dia inteiro no passeio para Hong Lagoon.

  • Reservamos o passeio na noite anterior na avenida principal, são várias banquinhas de "agências" uma do lado da outra e os preços não existem eles dão o preço na hora depois daquela pechincha de sempre.

  • Existem vários passeios oferecidos, de meio dia, dia inteiro... para várias ilhas com os roteiros praticamente idênticos independente de onde tu comprar. Optamos pelo passeio pra Hong Island pois diziam ser a ilha mais imperdível para se visitar.

  • Pagamos 1200 baths para os dois, com almoço incluído.

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Local onde fica Hong Island em relação à Ao Nang
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Locais visitados: Hong Lagoon, Hong Island e Koh Lao Lading
 
 

1. Indo de Ao Nang pra Raylay Beach

  • Na esquina da Avenida principal com o calçadão tem um quiosque que vende os tickets de barco para Raylay Beach (dá pra comprar também em agências ou direto com os barqueiros na beira da praia, embora os barqueiros te levem até o quiosque ali para pagar)

  • O barco tem o dia inteiro sem horários fixos, até às 19h

  • Valor pago: 150 baths por pessoa

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Local da venda de tickets de barco
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Quiosque onde se vendem os tickets de barco
  • Os barcos saem ali da praia mesmo, de frente ao quiosque.

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Trajeto de Ao Nang pra Raylay Beach de barco (não há como chegar por terra)
  • O barco te deixa na Raylay West. Nosso hotel ficava do outro lado, na Raylay East. Se chega lá por meio de um caminho só pra pedestres que leva de uma ponta à outra.

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Trajeto até o Railay Princess Hotel

 

2. Hotel Railay Princess Resort & Spa

 

Em Raylay não existem hostels (pelo menos até 2016 não havia), somente hotéis tipo resort. Dessa forma, escolhemos o mais barato que havia disponível no Booking.com, mas mesmo assim um dos melhores avaliados e com uma estrutura fantástica com piscinas, saúna, spa, acadêmia, etc, além de um quarto fodástico com um banheiro enorme. Pagamos 240 reais, caro pros padrões tailandeses mas, um resort com a mesma estrutura no Brasil custa no mínimo o dobro disso. Não existe localização ruim em Railay, já que a região é muito pequena (pelo menos onde é transitável).

Esquecemos de avaliar este Hotel no Booking, então fica aqui somente o link para visualizá-lo: https://www.booking.com/hotel/th/railay-princess-resort-spa.pt-br.html

 

3. Phra Nang Beach

 
  • Para chegar à Phra Nang Beach, basta uma pequena trilha à pé, passando pela Diamond Cave:

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Trajeto até Phra Nang Beach
  • Em Phra Nang Beach fica a Princess Cave, caverna pitoresca com centenas de objetos fálicos (indicada no mapa acima).

 

4. Noite em Railay

 
  • A noite em Railay acontece tanto na Railay West como na Railay East, sentido norte com vários barzinhos na orla, sendo os de Railay East mais baratos.

  • Dizem também que é possível observar planctons fluorescentes em Phra Nang Beach, mas ficamos com receio de fazer a trilha até lá à noite por causa dos macacos que tem no caminho.

 

4º Dia: Chegando em Koh Phi Phi, Ao lo Dalam Beach e noite no Slinky Bar

 

1. Indo para Koh Phi Phi

  • Os ferrys para Phi Phi saem da beira da praia de Railay West, como não há píer e o ferry é grande e não consegue chegar perto da faixa de areia, tem que pegar um barco long tail na beira da praia e depois "pular" para o ferry.

  • O ferry na época saia duas vezes por dia, às 9h30 e às 15h. Hoje deve ter mudado bastante os horários e quantidades. Você pode conferir os horários atuais aqui: https://www.phiphi-ferry.com/. Mas deixe para comprar lá na hora para pagar sem comissão e podendo negociar.

  • Compramos o bilhete um dia antes num quiosque que fica próximo à beira da praia (não tem erro). Pagamos 400 baths por pessoa

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Local de saída do Ferry
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Trajeto de Raylay para Phi Phi (mais ou menos duas horas)
  • Ao chegar em Phi Phi, paga-se uma taxa para entrar na ilha: 20 baths, paga no desembarque no píer.

  • O desembarque é feito no Ton sai píer. De lá, seguimos a pé até o nosso hostel: The Cobble Beach.

  • No desembarque, vários carregadores oferecem para carregar sua bagagem, porém, todos cobram.

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Trajeto a pé do Ton Sai Píer até o Cobble Beach

2. Hostel The Cobble Beach

 

Ficamos no Hostel The Cobble Beach. Escolhemos ele, primeiro porque os hostels em Phi Phi tinham avaliações péssimas. Segundo porque, como final da viagem, resolvemos ostentar e, olhando as fotos, nos apaixonamos pela piscina e pelos bangalôs privativos. E terceiro porque ele ficava bem afastado da "muvuca", mas perto o suficiente do centro para poder caminhar e voltar pra ele a hora que quiséssemos. Foi bem caro mas valeu a pena, recomendo. Na época era um dos melhores avaliados no booking, hoje a nota dele caiu bastante, não sei se pioraram os serviços ou se é de hóspedes que esperavam um resort de luxo e não uma acomodação mais simples. Abaixo nossa avaliação dele no Booking:

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3. Praia de Ao Lo Dalam e noite no Slinky Bar

  • O Slinky Bar e os outros bares com shows pirotécnicos à noite ficam na beira da praia de Ao Lo Dalam, não tem erro.

  • Em Ao lo Dalam também é possível alugar caiaques e ir remando até alguns pontos legais como a Monkey Beach.

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Ao Lo Dalam Beach

 

5º Dia: Long Beach, Phi Phi Viewpoint

 

1. Long Beach

  • Para chegar a Long Beach, faz-se uma pequena trilha a pé contoenando o litoral a partir do Ton Sai Pier em direção leste.

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Trilha até Long Beach

2. Phi Phi View Point

  • O View Point que visitamos em Phi Phi consta no Google Maps hoje como "View Point 2". Na época ele era o único mas dizem ainda ser o mais bonito de todos.

  • Para chegar ao View Point, seguimos uma trilha meio fechada a partir do nosso hostel:

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Trilha do Cobble Beach até o View Point 2
  • Para descer, fomos pela trilha pelo outro lado, mais longa mas menos íngreme e com menos mato fechado (menos mosquitos)

 

6º Dia: Voltando de Koh Phi Phi para Ao Nang

 
  • Pegamos o ferry no Ton Sai Pier às 15h horas.

  • O Ferry desembarca no Noparatthara Pier, e lá ficam vans gratuitas para te levar até o teu hotel, incluído na passagem do ferry (não se deixe cair no conto dos taxistas).

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Trajeto da Van até nosso hotel

Nos nossos últimos dias na Tailândia, ficamos no Green View Village Resort. Como a ideia para este último dia era só relaxar, escolhemos o hotel que parecia ter a área de lazer mais "relaxante" digamos, que coubesse no nosso bolso e não ficasse tão longe da praia. O hotel é muito bom. Ficamos nas cabanas de madeira da frente, que são mais baratas e não tem ar condicionado mas tinha um banheiro excelente gigante e com uma sacadinha bem agradável. Mas como relatado no post de Ao Nang, poderíamos ter ficado no Ideal Beds novamente para ficar mais perto da praia, pois no fim o dia ficou nublado e nem aproveitamos o hotel. Abaixo a nossa avaliação no booking:

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7º Dia: Despedida de Ao Nang

 

  • Esse dia foi livre. Só demos uma caminhada até a praia e visitamos a Mesquita de Ao Nang no caminho.

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Distância do nosso hotel até a praia. Marcado no mapa a mesquita de Ao Nang

 

8º Dia: Shopping MBK, retorno para o Brasil

 

1. Saindo de Ao Nang

  • Pegamos avião da Air Asia às 8h30, do Aeroporto de Krabi para o Aeroposto Don Muenang, em Bangkok

  • Para ir até o aeroporto de Krabi, reservamos um transfer com o hotel, no valor de 550 baths para os dois.

  • O transfer saía às 5h30, chegamos no aeroporto às 6h.

2. Do aeroporto Don Muenang para o Shopping MBK

  • Pegamos um ônibus de linha (número 29) na frente do aeroporto que leva até a estação de BTS (metrô de superficie) Mo Chit, ao lado do parque Chatuchak:

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Trajeto da linha 29 do Aeroporto até a estação Mo Chit
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Parada de ônibus até a estação Mo Chit
  • Da estação Mo Chit, pegamos o metrô até a estação Siam:

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Trajeto de metrô da estação Mo Chit até Siam
  • Da estação Siam, uma breve caminhada se chega no Shopping MBK:

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Trajeto da estação Siam até o Shopping MBK

3. Shopping MBK até o Aeroporto Suvarnabhumi

  • Pegamos o metrô na estação SIAM até a estação PHAYA TAI

  • Na estação PHAYA TAI, tem que descer e trocar para a estação dos trens que levam até o aeroporto.

  • Na estação passam vários trens para o aeroporto. Pegamos a linha azul (mais barata pois possui mais paradas).

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Trajeto da Estação SIAM até o Aeroporto.
  • A estação Suvarnabhumi é dentro do próprio aeroporto.

  • Silnei featured this tópico
  • 1 ano depois...
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13 horas atrás, thalescg disse:

Vou este ano e já adaptei meu roteiro lendo o seu, obrigado

Que legal Thales! Fico bem feliz de poder estar ajudando outros viajantes! Qualquer dúvida estou à disposição.

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