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Bora viajar?

Viagem pela França em janeiro/2020 [+custo por dia]

Postado
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Após a viagem para a Itália comecei a pensar qual seria o nosso próximo destino internacional para janeiro de 2020, época em que minha esposa pode tirar férias. Queria conhecer algum lugar com passagem mais em conta. Pensei inicialmente em passar uma semana em algum lugar do Caribe, mas os preços das passagens estavam semelhantes aos da Europa. Voltei a focar novamente no velho continente. Existiam várias possibilidades: conhecer o Reino Unido, ou o trio Holanda, Bélgica e Luxemburgo, ou ainda a Alemanha. No fim escolhi a França.

As passagens foram compradas ainda em junho de 2019. Consegui novamente pela LATAM um voo direto de Guarulhos para Paris por R$ 2.497,69 por pessoa através do Maxmilhas, com direito a mala despachada e marcação de assento. De todas as vezes que fiz simulações antes e depois da compra, só vi preço menor para a mesma época em um voo da Aeroméxico com escala no México, algo em torno de R$ 100,00 a menos, mas com a viagem durando o dobro do tempo. A saída do Brasil ficou para o dia 16/01, às 23h30, e a saída da França no dia 30/01, às 21h30. Na prática, teríamos 14 dias para aproveitar o país.

 

Roteiro

Definida as datas, era hora de montar o roteiro. De certeza eu só tinha duas: Paris e Nice. Achei que 4 dias inteiros em Paris, com um bate-volta em Versalhes, e 2 dias em Nice, com outro bate-volta em Mônaco, seriam suficientes. Para Nice foi. Como era inverno, não via muita lógica em conhecer as diversas cidades da Côte d’Azur. Além de Mônaco, aproveitaria para dar uma passada em Èze e Saint-Jean-Cap-Ferrat. Para Paris, os 4 dias seriam suficientes se fossem no começo da viagem, mas como deixei para conhecer a cidade no fim, o cansaço bateu forte e um quinto dia teria sido muito bem vindo. Saí da cidade com a certeza que deixei coisa para trás e com a certeza maior ainda de que voltarei lá na próxima ida para a Europa.

Os outros locais escolhidos para visitar foram Marselha ou Cassis, por conta do Parque Nacional dos Calanques, Carcassone, e o Vale do Loire, montando base em Tours. Deixei o Monte Saint Michel de lado. Era ele ou Carcassone. Preferi a segunda opção. O deslocamento de Paris para Nice poderia ter sido feito de trem ou avião em um dia. Pensei também em fazer uma parada de 1 dia para conhecer Lyon, mas as atrações da cidade não me chamaram tanta atenção. Como tinha alguns dias em aberto, resolvi adotar uma solução diferente. Peguei um trem de Paris à Basileia, pernoitei na cidade suíça, depois peguei outro trem para Milão para atravessar a Suíça e poder conhecer as paisagens dos Alpes. Por fim, mais um trem até Nice.

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O roteiro ficou assim:

16/01 – Saída do Brasil

17/01 – Paris

18/01 – Basiléia

19/01 – Milão

20/01 – Nice

21/01 – Nice/Mônaco

22/01 – Marselha

23/01 – Carcassone

24/01 – Tours

25/01 – Tours

26/01 – Paris

27/01 – Paris

28/01 – Paris/Versalhes

29/01 – Paris

30/01 – Retorno ao Brasil

Algumas decisões foram acertadas, outras nem tanto. O deslocamento até Nice passando pela Suíça e Itália tomou bastante tempo, mas valeu a pena pela paisagem única. Também gostei de Nice. Sobre Mônaco, eu tinha uma expectativa meio exagerada da cidade por ser a sede de uma das maiores corridas de carro do mundo. É apenas um local bacana. Como estava com duas idosas junto comigo, não cogitei fazer o passeio de trilha pelos Calanques de Marselha ou Cassis. A ideia sempre foi o passeio de barco, mas no inverno é muito difícil dele ocorrer, seja pela baixa temporada, seja pelos fortes ventos que costumam soprar no local. Carcassone infelizmente não foi possível visitar devido a problemas climáticos que relatarei mais a frente. Dois dias em Tours para conhecer o básico do Vale do Loire foi mais que suficiente. Como dito antes, os quatro dias em Paris seriam suficientes se fossem no início da viagem, quando ainda estava descansado.

O que eu mudaria no roteiro? Primeiramente, focaria em Paris no início da viagem. É a cidade mais interessante e é bom estar bem disposto para as inúmeras atrações. Descartaria a visita aos Calanques se o foco for o passeio de barco no inverno. Apesar de ter me surpreendido com Marselha, também tiraria ela do roteiro se não for para conhecer os Calanques. Esse dia a mais eu usaria para visitar o Monte Saint Michel ou ainda Mulhouse, por conta do Museu do Automóvel espetacular que a cidade tem. Se focasse a viagem totalmente na França, os dois dias que usei para Basileia e Milão provavelmente seriam transferidos para conhecer a Normandia ou Estrasburgo.

Os deslocamentos entre as cidades foram todos feitos de trem. Aluguei um carro em duas ocasiões: conhecer o Vale do Loire e fazer o percurso de Nice a Mônaco, além de andar pelas mesmas ruas onde é disputada a corrida de Fórmula 1. Inicialmente também tinha a ideia de ir de Nice a Marselha com parada em Cassis de carro, mas alterei a forma de deslocamento no meio da viagem por motivos que exporei adiante, e acabei fazendo esse trecho também de trem.

 

Algumas curiosidades antes de continuar o relato

Vamos começar pela comida. Alimentação é algo muito importante na França, provavelmente o país com a gastronomia mais famosa do mundo. E não é por menos. Come-se muito bem lá. O preço de uma refeição em um restaurante razoável é equivalente ao da Itália, mas a comida é muito mais bem servida e mais variada. Esqueça aquelas coisas de televisão onde é servido um pouquinho de comida por um preço absurdo. Talvez seja assim em restaurante chique. Um prato francês normalmente já vem completo, com uma opção de proteína e carboidrato, quase sempre alguma variação de batata nos pratos mais básicos. Mas para quem estiver disposto a experimentar coisas novas, há diversos carboidratos diferentes. Por exemplo, comi um purê de beterraba em Marselha que era coisa de outro mundo.

Os franceses amam tanto sua culinária que os funcionários e, não raras vezes os próprios chefs de cozinha, vinham à mesa perguntando se a comida estava gostosa. Isso mostra a preocupação em servir alimentos de qualidade.

Ainda na onda da comida, li antes de viajar que os franceses são bem pontuais. Isso vale também para o horário de fechamento dos restaurantes, em especial o funcionamento da cozinha. Se um local diz que encerra suas atividades as 14h00, não ache que vai chegar nele para almoçar 13h50 e ainda sim terá seu prato preparado. Passei por isso em duas ocasiões. Em uma delas, no primeiro dia, cheguei para jantar às 19h30 numa cafeteria que fechava a cozinha às 20h00. O garçom perguntou se iria comer ou só beber. Como disse que iria comer, ele foi perguntar ao cozinheiro se ainda poderia servir comida. Felizmente o cozinheiro aceitou. Em outra ocasião, não tivemos tanta sorte. Num dia para ficar no esquecimento, chegamos a Tours às 21h45 morrendo de fome. Foi um dia de muito azar. O restaurante do hotel encerrava as atividades às 22h00, mas já não queria mais servir comida. E não havia outras opções de restaurantes próximas. Resultado, fomos na estação de trem pegar salgadinho e suco nas máquinas de self-service para não morrer de fome.

Outra questão é o uso do inglês na França. Há uma lenda de que o francês não gosta de falar inglês. Até pode ser verdade, mas acredito que tudo vai depender de como será sua abordagem inicial. Estudei francês por três meses antes de viajar. Antes eu não sabia nada, mas consegui aprender o básico a ser usado num museu, restaurante ou hotel. Na maioria das vezes o pouco que aprendi de francês foi suficiente, mas em algumas situações eu não tinha vocabulário para manter uma conversa de qualidade. Por exemplo, quando tive problemas com o trem para Carcassone, precisei tirar dúvidas que só conseguiria me expressar em inglês. Comecei o diálogo assim:

“Pardon. Je parle peu français. Parlez-vous anglais?”

Seria algo como, “Desculpe, falo pouco francês. Você fala inglês?”. Todas as vezes que perguntei isso, quando recebia um não como resposta a pessoa pelo menos fazia o esforço de procurar algum colega que falava para poder me ajudar.

Para quem fala só português, não se preocupe. O Google tradutor está aí para ajudar. A versão aplicativo dele permite até traduzir textos em tempo real através da câmera do celular. Mas claro que saber o básico de idioma local ou o inglês permite ter conversas mais fluídas.

Por fim, dei muito azar de a França entrar em greve antes de viajar e de permacer assim no decorrer do passeio. O serviço mais afetado foi o transporte. Felizmente não tive maiores problemas por conta disso em relação aos trens, pelo menos. Para piorar ainda mais, no meio da viagem começou a aparecer os primeiros casos de coronavírus na França, mas até então não havia tanta preocupação com a doença. Só que uma coisa ficou nítida, principalmente nas atrações turísticas mais famosas: não havia muitos chineses. Era até estranho. Outros asiáticos, como japoneses ou coreanos, eram bem presentes, mas o chineses que sempre estão aos montes nas atrações turísticas, simplesmente sumiram. Era como se o governo chinês estivesse impedindo a saída de seus nacionais da China.

Chega de papo. Hora de continuar o relato.

 

16/01 – Saída do Brasil

O voo estava marcado para sair do Brasil às 23h30 e chegar a Paris às 14h50. O embarque ocorreu normalmente e dentro do horário, mas a fila de aviões em Guarulhos fez com que nossa decolagem fosse próxima das 00h30.

 

17/01 – Chegada em Paris

A viagem ocorreu normalmente. Pela primeira vez eu e minha esposa conseguimos dormir razoavelmente bem em um voo tão longo. O serviço de bordo da LATAM também foi bom. Nenhuma queixa em relação às refeições e ao atendimento das aeromoças.

Pousamos em Paris no Aeroporto Charles de Gaulle com um pouco de atraso, às 15h30 no horário local. Saímos do avião e seguimos as placas até chegar à migração. Na mão, uma pasta com diversos documentos e reservas. Como renovei o passaporte e ele estava sem carimbos, trouxe o passaporte antigo que mostrava que já havíamos viajado ao exterior outras vezes, para o caso de acharem que estávamos indo na França para ficar. Prefiro me precaver. Quando chegou minha vez, o oficial de migração pediu em espanhol que fosse uma pessoa de cada vez no guichê. Cumprimentei com um “bonjour”, ele olhou para a minha cara e não fez nenhum questionamento. Carimbou a entrada e chamou o próximo.

Depois de pegarmos as malas procurei por algum local onde pudesse comprar um chip de celular para usar na França. Havia lido que no Terminal 1 era possível adquirir no atendimento ao turista um chip da “Orange”, mas como não achei fácil o local e não estava muito a fim de procurar, deixei para comprar depois.

Fomos para a fila de táxi e pegamos um em direção ao centro de Paris. A viagem saiu por 50 euros, preço tabelado. Como estávamos em quatro pessoas, foi vantajoso. O percurso durou cerca de 1 hora e 20 minutos. Havia muito trânsito, provavelmente ainda mais agravado devido à greve dos transportes.

Hospedamo-nos no Hotel Viator, o único que deixamos para pagar na França. Todos os outros estavam com as diárias pagas no Brasil. A grande vantagem dele é ficar a menos de 5 minutos a pé da Gare de Lyon, local onde pegaríamos o trem no dia seguinte, além de ter um preço acessível para o padrão Paris. Conseguimos reservá-lo por 105 euros o quarto de casal sem café da manha e taxa turística. É um bom hotel. Recomendo.

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Descansamos um pouco e fomos atrás do chip de celular. Vi que era possível comprar na Relay, uma loja bem comum na França. Havia uma na Gare de Lyon, e lá fomos. O plano “Orange Holiday” com 20GB de internet e 120 minutos de ligação com validade de 14 dias saiu por 40 euros. A instalação do chip pode ser feita pelo próprio usuário. Na verdade é só colocar ele no aparelho e a configuração é feita automaticamente.

Obs: o chip funcionou bem 95% do tempo. Algumas poucas vezes ele ficava sem sinal, geralmente em deslocamento de trem entre cidades. Sobre o roaming em outros países, é preciso ficar atento, pois a Suíça não faz parte da União Europeia. Algumas operadoras forneciam planos mais em conta, porém com roaming restrito à União Europeia, sem incluir a Suíça.

Na rua fazia frio e chuviscava um pouco. Estávamos com bastante fome, então procuramos algum lugar para comer. De início procuramos por alguma “boulangerie” (um tipo de padaria) próxima. Apesar de encontrarmos algumas que a vitrine enchia os olhos, elas não tinham espaço para comer dentro, e minha esposa não queria abrir mão de comer sentada em um ambiente aquecido. Então o jeito foi procurar algum café ou restaurante.

Paramos para comer no La Consigne. Comemos um sanduíche e uma omelete no capricho mais as bebidas, tudo bem servido. Para o casal saiu por 25 euros.

Depois de comer, fomos no mercado comprar algumas coisas. A água mineral na França é cara, bem mais que na Itália, por exemplo. E o gosto de várias marcas é bem ruim, principalmente aquelas sem gás. Acabávamos comprando Perrier ou San Pellegrino, que eram muito boas, porém ainda mais caras.

Obs: teoricamente a água das torneiras na França é potável. Nos restaurantes é comum servirem uma garrafa de água da torneira de graça, e com gosto bem melhor que de muita água mineral sem gás vendida no mercado.

Após, retornamos ao hotel para descansar.

Gastos do dia:

50 euros de táxi do aeroporto até o centro de Paris

40 euros do chip de celular

25 euros do jantar no La Consigne

0,70 euros em suprimentos no mercado

 

18/01 – Ida para Basileia

Dormimos até um pouco mais tarde para descansar bem. Por praticidade resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel. O preço não era dos melhores, custando 11 euros por pessoa, mas pelo menos poderíamos comer à vontade e daria para aguentar até a hora do almoço. Fizemos o check out no hotel e acertamos tudo, ao custo total de 135 euros por conta dos cafés da manhã e taxas turísticas.

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Seguimos para a Gare de Lyon e pontualmente às 10h22 o trem partiu rumo a Basiléia. A passagem foi comprada no Brasil com bastante antecedência, e saiu por 29 euros (R$ 153,37 na fatura do cartão). Faltando alguns dias para o embarque havia dúvida se esse horário de trem partiria por conta da greve. Havia trens fazendo a rota, mas em número reduzido. Dois dias antes do embarque recebi a confirmação da SNCF que o horário seria cumprido.

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O trem é bastante confortável mesmo na classe econômica. Em alguns momentos chegou a passar dos 300 Km/h. A paisagem também é bem bonita.

Às 13h26 chegamos pontualmente à Basileia. Desembarcamos na estação Bahnhof Basel SBB e fomos direto para o Hotel City Inn Basel, que ficava literalmente na frente da estação. A diária já estava paga desde o Brasil, ao custo de R$ 385,81 sem café da manhã e taxa turística. Reservei pelo Hoteis.com pela possibilidade de pagar direto em reais. O idioma mais falado na Basileia é o alemão, do qual não sei nada. Mas consegui me virar bem com o inglês quando precisei. Como o dinheiro na Suíça é o franco suíço, fiz o câmbio na recepção do hotel. Troquei 100 euros por 102 francos suíços.

Uma coisa bacana de Basileia é que os hotéis “dão” para o cliente um voucher que dá direito a usar o transporte público da cidade de graça e você pode escolher um museu para pagar metade do valor. Para quem não sabe, Basileia é a capital cultural da Suíça, e há diversos museus pela cidade. Esse voucher não é totalmente um brinde porque para isso precisamos pagar 4 francos suíços (CFH) por pessoa de taxa.

Quando saímos do hotel já passava das 14h00. Não havia muitas opções de restaurantes abertos. Um dos poucos era o Tibits, especializado em comida vegetariana, que tinha um horário de funcionamento bem amplo. Ele tem um tipo de serviço raro na Europa, mas bastante popular no Brasil: comida a quilo. Mesmo eu sendo carnívoro, gostei bastante da comida do local. Minha comida e a da esposa saiu por 20,30 CHF com bebidas, um valor muito bom para a Suíça.

Do restaurante, fomos bater pé pelo centro histórico da cidade, que ficava a menos de 10 minutos caminhando do hotel. Primeira parada foi na Marktplatz, uma pracinha com uma feira e onde estava localizado o Rathaus Basel-Stadt, a prefeitura da cidade. É uma construção de 500 anos de idade com uma cor única, um vermelhão bem forte. De lá partimos para a atração que eu mais queria ver na cidade: o Naturhistorisches Museum Basel (Museu de História Natural Basiléia). Por quê? Tinha uma réplica de um mamute em tamanho real, além de outros animais pré-históricos, como o tigre dentre-de-sabre e a preguiça gigante. Na verdade não sei se todos os animais eram réplicas ou realmente estavam empalhados, mas a qualidade dos modelos era incrível. Tinha também esqueletos de dinossauros, como um pterodátilo e um ictiossauro. Simplesmente fantástico. Segundo minha esposa meus olhos brilhavam quando eu vi o mamute. Eu devia estar me divertindo mais que as crianças no local. Aqui usamos o voucher e pagamos metade do valor do ingresso. De 7 CFH por 3,50 CFH por pessoa.

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Saindo do museu fomos em direção a Basel Minster, a Catedral de Basiléia, também numa coloração vermelha. Não entremos no local. Apenas apreciamos de fora. Depois seguimos até uma ponte sobre o Rio Reno, um dos grandes rios da Europa Ocidental. Apesar de o frio estar bem suportável na cidade, em cima da ponte o vento era muito forte e deixava tudo muito mais gelado. Só consegui ir até o meio da ponte e tirar umas fotos. Corremos do vento e nos dirigimos a uma rua com bastante movimento de pessoas e diversas lojas. Entramos em algumas, mas o preço era mais caro que da mesma loja em outros países. O único lugar que compramos alguma coisa foi no mercado: água e uns chocolates suíços. Tudo custou 4,05 CFH.

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Voltamos caminhando em direção ao hotel, mas passamos antes numa espécie de praça de alimentação gigante. No local, diversos tipos de restaurantes. Decidimos jantar no Acento Argentino, que era comandado por um argentino (se não me engano) e um brasileiro. Pedimos pratos com carne e empanadas, todos acompanhados de saladas. Tudo muito gostoso e bem servido. O preço saiu em 48 CFH para o casal. Após o jantar voltamos para o hotel e fomos descansar.

Basiléia fica na fronteira tríplice da Alemanha, França e Suíça. Do lado alemão, a cidade mais próxima é Lörrach, e a Floresta Negra está localizada bem próxima. É uma cidade que entrou por acaso no roteiro, mas deu para ter uma noção do que esperar da Suíça em termos de custos numa futura viagem. Hospedagem e alimentação não são baratas, mas achei que seria pior. A diária do hotel, por exemplo, saiu mais barata do que a de Paris por um quarto muito maior e mais confortável. Fiquei animado para um dia conhecer melhor este país.

Gastos do dia:

135 euros de hospedagem no Hotel Viator em Paris

58 euros para duas passagens de trem Paris -> Basiléia (R$ 306,74)

385,81 reais de hospedagem no Hotel City Inn Basel

8 CFH de taxa turística para duas pessoas em Basiléia

20,30 CFH de almoço no Tibits

7 CFH em dois ingressos no Museu de História Natural de Basiléia

4,05 CFH em mercado

48 CFH de jantar no Acento Argentino

 

19/01 – Ida para Milão

O trem para Milão iria partir tarde, então seria mais um dia para poder dormir bastante. Quando acordamos, resolvemos tomar café da manha no próprio hotel. Saiu 25 euros por pessoa, bem salgado, mas o café era espetacular. A outra opção seria um Starbucks do lado do hotel, mas eu e minha esposa não somos muito fã da rede. De bucho cheio, ficamos mais um tempo relaxando no quarto. Depois fizemos o check out e fomos para a estação de trem.

A passagem já estava paga, saindo por 39 euros por pessoa (R$ 196,51 na fatura do cartão). O trem para Milão partiu às 11h03. Existem várias combinações possíveis para chegar à Milão. O que pegamos iria direto, com algumas paradas. Cruzaria os Alpes Suíços antes de entrar em território italiano. E era esse o motivo de ter incluído Basiléia e Milão no roteiro: conhecer uma parte da paisagem desse pedaço da Suíça. E não nos arrependemos. É realmente muito bonita. Pena que havia menos neve do que esperávamos.

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Chegamos à estação Milano Centrale às 15h50 e nos dirigimos ao Hotel Gram Milano para o check in. A diária já havia sido paga no Brasil, R$ 404,71 com direito a café da manhã e jantar no hotel. Restou pagar 10 euros para duas pessoas de taxa turística. Como são caras as taxas turísticas na Itália.

Largamos as malas e corremos para a estação de metrô. Queríamos estar na Piazza del Duomo antes de escurecer. O ticket custa 2 euros por pessoa. Aqui há uma diferença para outros sistemas de metrô que já peguei. É necessário passar o ticket tanto para entrar quanto para sair das plataformas de embarque.

Descemos na estação de Duomo. Ao sair para a superfície, damos de cara com o Duomo di Milano. Realmente ele possui uma fachada única, muito bonita. Tiramos algumas fotos no local e fomos fazer um lanche, afinal não havíamos almoçado nesse dia. Primeiro paramos no Caffè Vergnano 1882, onde tomamos café e alguns doces. Para o casal saiu por 12 euros. Depois pegamos uns tipos de pastéis no Il Panzerotto del Senatore. Três unidades saíram por 6,50 euros.

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Como ainda havia algum tempo até a hora do jantar, que foi agendado para as 20h30 no hotel, ficamos batendo pé. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuele II, que estava abarrotada de pessoas. Depois andamos por algumas lojas da cidade. Quase todas estavam com liquidações de inverno. E uma coisa que constatamos depois é que os preços na Itália são bem mais atraentes que os da França.

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Pegamos o metrô na estação Montenapoleone e voltamos ao hotel. O jantar estava muito bom. Era no estilo self-service, com bastante variedade de pratos. Somente as bebidas não eram inclusas. Elas saíram por 11 euros para duas pessoas.

O quarto do hotel era bem confortável e moderno, com o visual totalmente oposto ao dos outros hotéis que ficamos na viagem da Itália de 2019. Para melhorar ainda mais tinha uma banheira pra relaxar.

Gastos do dia:

50 euros de café da manhã no Hotel City Inn Basel

78 euros para duas passagens de trem Basiléia -> Milão (R$ 393,02)

404,71 reais de hospedagem no Hotel Gram Milano

10 euros de taxa turística

8 euros em quatro tickets do metrô de Milão

12 euros de lanche no Café Vergnano 1882

6,50 euros de lanche no Il Panzerotto del Salvatore

11 euros de bebidas no jantar do hotel

 

20/01 – Ida para Nice

Hoje acordei cedo. Como novamente o trem partiria um pouco mais tarde, aproveitei para conhecer outras atrações de Milão. Deixei minha esposa descansando e fui para a estação de metrô. Desci na estação Lanza, bem próxima ao Castello Sforzesco, para onde fui logo em seguida. É uma construção do século XIV que foi restaurada diversas vezes ao longo dos séculos. Hoje conta com diversos museus. Não entrei neles, pois não daria tempo. Restou caminhar pelos arredores do castelo e aproveitar o belo nascer do sol no local, aproveitando a luminosidade para tirar algumas fotos.

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Caminhando por Milão vê-se como ela é bem mais moderna que as outras cidades turísticas italianas. Seguindo pelas ruas cheguei ao Giardini Pubblici Indro Montanelli, um parque no meio da cidade bastante arborizado. Como diversos outros parques da Europa, o chão é de um tipo de areia grossa.

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Obs: Cabe aqui uma curiosidade que percebi nas três idas ao velho continente. Excetuando bitucas de cigarro que em alguns lugares se vê aos montes, as ruas das cidades são extremamente limpas. Mesmo que ande nesses parques de areia, o solado dos calçados não suja. Parece até que não tem poeira nas ruas. Um dia andando na cidade em que moro, que visualmente falando parece limpa, sujou mais meu calçado do quê quatorze dias na França.

Voltei pra hotel e fomos tomar café da manhã, que era tão bom quanto o jantar. Arrumamos as malas e nos dirigimos para a estação Milano Centrale, onde pegaríamos o trem para Nice, que partiu às 11h10. A passagem saiu por 22 euros por pessoa (R$ 110,84 na fatura do cartão). Milão me surpreendeu. Foi pouco tempo na cidade, menos de 24 horas, mas deu para ir ao Duomo, que era a atração mais aguardada e pude conhecer também o exterior do Castello Sforzesco, além das belas ruas e prédios do lugar. Mas só a incluiria no roteiro da Itália de 2019 se tivesse tempo sobrando ou fosse usar o aeroporto de lá.

O trem que pegamos era da empresa Thello, pertencente à empresa Trenitalia, a mesma que foi responsável pela viagem de Basiléia a Milão. Uma coisa que ficou nítida nesses 14 dias é que os trens das empresas francesas são muito mais limpos que os da Itália. E olha que a França estava em greve e nem todo o serviço estava funcionando 100%.

De Milão o trem seguiu em direção a Gênova e depois foi até Nice beirando o Mar de Ligúria por todo o caminho. A paisagem era linda, mas há algo que com certeza o inverno atrapalha um pouco. A latitude das cidades nessa região do globo terrestre varia entre 43º e 44,5º. Isso é quase metade do caminho entre a Linha do Equador e o Polo Norte. No inverno do hemisfério norte, quanto maior a latitude, menor é a duração do dia. Mas não apenas isso. Nessa época o sol nunca fica a pino. Sempre está numa posição de que acabou de nascer ou estar pra se por. Essa angulação faz com que a luz solar reflita muito no mar (no caso das praias voltadas para o sul). Assim, o mar nunca fica tão bonito como ficaria em outras épocas do ano.

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Chegamos em Nice às 15h50 na Gare de Nice Ville. O hotel que escolhemos, Villa Bougainville by Happyculture, ficava a cinco minutos caminhando. As duas diárias foram pagas no Brasil, custando 560,98 reais com café da manhã incluído. É um hotel pequeno, com quarto pequeno, mas bem aconchegante.

Deixamos as malas no quarto para aproveitar o restante da luz solar que tínhamos. Seguimos direto para o mar, saindo na Promenade des Anglais no rumo do Hotel Negresco. O calçadão na beira mar estava com pouco movimento, provavelmente devido á época do ano. Dali, fomos até a Place Massena procurando por algum lanche, pois novamente não havíamos almoçado. Achamos umas barracas de crepes, mas só tinham de doce. Fizemos então uma pausa na Boulangerie Blanc e pegamos alguns salgados para comer enquanto caminhávamos. Chegamos na Colline du Château para pegar um elevador até o topo, mas já estava fechado. Felizmente ainda dava para ir de escada. Não são muitos degraus, uns dois minutos subindo, mas ninguém quis ir comigo. Fui sozinho. Lá em cima, têm-se uma bela vista panorâmica de Nice. Depois que desci fomos passear pela praia, que na verdade é pura pedra. Provavelmente isso contribui para o mar ficar bem bonito no verão, já que não tem areia para as ondas remexer e deixar a água turva.

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Ficamos mais um tempo caminhando e tirando fotos aguardando a hora do jantar. Nice não é tão fria, mas venta bastante, e com o cair da noite o vento já estava incomodando. Fomos almoçar no restaurante Casa Leya. A dona é uma simpatia de pessoa. Para melhorar ainda mais e para a alegria das minhas companheiras, falava espanhol. A comida também era deliciosa. Comemos muito e muito bem. Dois pratos de massa, um carpaccio e bebidas saíram por 58 euros.

Voltamos em direção ao hotel caminhando pela Promenade des Anglais. A fachada dos prédios iluminadas de noite fica bem bonita. O Hotel Negresco, por exemplo, fica muito charmoso. Chegando no quarto, fomos descansar de um dia com bastante caminhada.

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Gastos do dia:

2 euros em um ticket do metrô de Milão

44 euros em duas passagem de trem Milão -> Nice (R$ 221,68)

1 euro de água na estação de trem

560,98 reais em duas diárias do Hotel Villa Bougainville by Happyculture em Nice

4,70 euros de lanche no Boulangerie Blanc

58 euros de jantar para o casal no restaurante Casa Leya

 

21/01 – Uma volta pela Côte d’Azur

O roteiro de hoje previa um passeio por parte da Côte d’Azur localizada a leste de Nice. Tomamos café da manhã cedo no hotel e fomos à Gare Nice Ville. Lá se encontra diversas locadoras de carro, inclusive a Sixt, escolhida por nós. Fiz a reserva do veículo por um dia. Paguei a diária ainda no Brasil, ao custo de 69,98 euros (353,06 reais na fatura do cartão). No fim das contas, acabei pegando o seguro completo, o que custou mais 37 euros. Não foi barato, mas o valor da diária é proporcional ao número de dias da locação. Como eu queria fazer esse roteiro de carro, me sujeitei a isso.

Havia reservado uma BMW Series 1 ou similar, mas não tinha nenhuma disponível na hora da retirada do veículo. Por isso, a atendente nos ofereceu uma Mercedes Classe E. Para quem entende de carro, sabe que é um veículo de uma categoria bem superior. Infelizmente a razão me fez recusar o modelo. Ele é muito grande, e como imaginava que passaria por ruas estreitas, um modelo menor seria mais apropriada. No fim, ficamos com um Skoda Scala Hatchback.

Apesar de não ter problemas com carros, sempre fico tenso quando dirijo em outros países. Algumas placas de trânsito bem comuns na França não existem no Brasil, por isso é bom dar uma estudada no significado das placas antes de pegar estrada e não fazer besteira. Mas dirigir pela região da Côte d’Azur foi bem tranquilo, pelo menos no inverno quando as ruas estão bem mais vazias.

Há três estradas saindo de Nice que vão para o leste da Côte d’Azur: basse corniche, a mais próxima do mar, moyenne corniche, a do meio, e a grande corniche, a mais ao alto de todas. Pegamos a moyenne corniche e seguimos em direção ao Èze Village, mas primeiro fizemos uma parada no Villefranche Belvédère para aproveitar um pouco do visual. O sol ainda estava nascendo. Ao chegar em Èze, o estacionamento estava interditado com faixas policiais. Alguma investigação estava ocorrendo lá e os parquímetros estavam lacrados. O policial até falou que poderíamos estacionar. Mas preferi deixar de lado. A ideia aqui era visitar o Le Jardin Exotique no topo do vilarejo e apreciar a vista do mar lá de cima, mas como o dia ainda não estava claro o suficiente para aproveitar mais a vista, achamos melhor seguir viagem.

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Descemos então para a basse corniche. Queria entrar em Mônaco vindo por essa estrada para evitar os possíveis túneis que poderiam haver na entrada a partir da moyenne corniche. Túneis e GPS de celular não combinam. Já passei alguns perrengues em Madrid por conta disso.

Chegando ao Principado, me dirigi direto para a largada. Contornei a Sainte Devote e segui forte, a 40 Km/h, pela Beau Rivage. Passei pelo Cassino de Monte Carlo, que estava com a fachada em reforma, contornei a Mirabeau Haute e desci pela curva do hotel. Quando vi, já estava rasgando por dentro do túnel. Na saída dele, não havia chicane, mas quem se importa? Após algumas obras, já estava na piscina, e depois na La Rascasse. Pronto, havia acabado de completar uma volta no Grande Prêmio de Mônaco. Andar nas ruas do circuito a 40 Km/h não passa adrenalina, mas a emoção de circular por um trajeto que tantas vezes vi na televisão e em jogos de videogame não tem preço. Era incrível, cada curva que eu contornava, cada reta que eu passava, era como se já estivesse estado lá. Tinha o circuito todo traçado na cabeça.

Voltando pra realidade, deixei o carro estacionado no Parking de la Colle, próximo de Mônaco Ville, onde está localizado Le Palais des Princes de Monaco e a Cathédrale de Monaco. Até chegar à parte alta, tem que subir um bocadinho. Lá de cima, têm-se uma bela vista do Port Hercule e do Port de Fontvieille. O Palácio tem a fachada bem sem graça, mas vale a visita para ver, próximo de 12h00, a troca de guarda. A Catedral, ao contrário, possui uma bela fachada. O seu interior é simples, mas elegante. A entrada é gratuita. Nas redondezas, também caminhamos pelas ruas estreitas e charmosas do local.

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Depois de ver a troca de guarda, descemos para a marina do Port Hercule. Lá estaria o restaurante onde iríamos almoçar, o Stars 'n' Bars. Tirando o McDonalds e outras lanchonetes, é tido como um dos lugares mais baratos para uma refeição descente em Mônaco. Meu almoço e o da esposa saiu por 70 euros, em dois pratos bem servidos e gostosos com carne, arroz, salada, batata frita e bebidas. No local há outros pratos mais em contas, como sanduíches, comida tex-mex e pizzas.

Caminhamos mais um pouco pelas ruas do Principado e voltamos para o estacionamento onde deixamos o carro. As cerca de 5 horas que ficamos em Mônaco nos custou 14,10 euros de estacionamento.

Seguimos pela basse corniche e fomos para Saint-Jean-Cap-Ferrat, onde visitaríamos a Villa Ephrussi de Rothschild. Havia obras na entrada do vilarejo, então sem entender a sinalização acabei fazendo umas barbeiragens para conseguir acessar o local. A entrada da Villa Ephrussi custa 15 euros por pessoa. Há estacionamento gratuito no local. Trata-se de um palácio construído à beira-mar pela Baronesa Béatrice Ephrussi de Rothschild. Além disso, possui nove jardins com diferentes temáticas. Tirando o Roseiral, que estava prejudicado por conta do inverno, todos os outros jardins estavam espetaculares. Do palácio temos ainda belas vistas do Mar Mediterrâneo.

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Finalizando o palácio, seguimos para Nice. Antes paramos em um posto de combustível para colocar gasolina. Na maioria deles nós que abastecemos. Em alguns é preciso pagar antes, em outros, paga-se depois que abastece. Nos que pagamos antes, caso não gaste todo o valor em combustível, o troco é devolvido. Depois de deixarmos o carro na Gare Nice Ville, fomos descansar no hotel.

Já de noite, sem muito ânimo para passear, resolvemos almoçar em uma hamburgueria ao lado do hotel. Um lanche para duas pessoas saiu por 15 euros. Não era um sanduíche fantástico. Estava no nível daquelas versões gourmet do McDonalds. Mas deu para matar a fome. Depois fomos a um mercado para comprar algumas coisas. Por fim, voltamos ao hotel para dormir.

Gastos do dia:

69,98 euros de aluguel de carro na Sixt pago no Brasil (R$ 353,06)

37 euros da diferença do aluguel do carro (R$ 197,91)

70 euros em almoço no Stars 'n' Bars em Mônaco

14,10 euros de estacionamento em Mônaco

30 euros para duas entradas na Villa Ephrussi de Rothschild

14 euros de gasolina

15 euros em jantar no Tacos Burger em Nice

7,02 euros de mercado em Nice

 

Em breve continuarei com o restante do relato...

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Em 21/06/2020 em 21:16, Jonatas Elias disse:

Gostei do relato, bem diferente da viagem que fiz à França em fev/2019. Achei bem corrido o roteiro, vocês conseguiram aproveitar bem?

Somente Paris que faltou pelo menos mais um dia para conhecer o que eu queria, mas não pela falta de tempo, e sim pelo cansaço. Deixei para conhecer a cidade no fim da viagem, e já não tinha tanta energia mais para acordar cedo e aproveitar melhor o dia. Ao longo de toda viagem foram cerca de 150 km de caminhadas, boa parte acompanhado de duas senhoras de mais de 60 anos, e isso foi pesando.

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26/01 – Ida definitiva para Paris

Último dia em Tours e, enfim, iríamos definitivamente para Paris. O trem já estava confirmado. O trecho de Tours à Paris foi um dos menos afetados pela greve, então não me causou muita preocupação. Acordamos um pouco mais tarde e fomos tomar café da manhã no hotel pela última vez. Depois ficamos matando tempo no quarto, pois o trem só sairia 12h34. Fizemos o check-out perto de 12h00 e acertamos o valor das taxas turísticas e café da manhã, que deu 54,20 euros para duas pessoas.

A viagem entre Tours e Paris dura pouco menos de 1h. A passagem havia sido comprada no Brasil por 14,60 euros por pessoa. Desembarcamos na Gare Montparnasse. Como era um pouco distante do hotel que escolhemos para ir caminhando puxando as malas, pegamos um Uber. O motorista era um senegalês bem simpático. Gostava de futebol e meteu pau no Neymar. A viagem deu 11 euros, mas como causei transtorno para ele por ter embarcado no carro em local não permitido, dei 20 euros ao todo. No começo ele achou estranho, mas expliquei para ele o porquê e ele aceitou feliz o valor a mais.

Pegamos quatro diárias no Familia Hotel. Foi com certeza o hotel mais simples da viagem, mas a diária saiu por um preço bom para o padrão intramuros de Paris, os quartos, apesar de pequenos, eram aconchegantes, havia elevador, e o mais importante, estava numa localização boa. Fica no 5º arrondissement, perto de duas estações de metrô e com vários restaurantes e atrações acessíveis a pé. Todas as diárias saíram por 1886,66 reais, pagos ainda no Brasil.

Como já era perto de 14h00, não tínhamos muita esperança de achar um restaurante próximo que ainda estivesse servindo almoço. Felizmente, praticamente ao lado do hotel havia um restaurante americano chamado Breakfast in America que funciona em horário corrido. O local estava lotado. Esperamos um pouco e entramos para comer. Ainda estavam servindo o cardápio do café da manhã, que vale por um almoço. Eu e minha esposa pedimos uns combinados que vinham salsicha, bacon, ovos, panquecas e outras coisas, bem no estilo americano. Era muita comida. Com as bebidas a refeição saiu por 40 euros.

Com a barriga extremamente cheia, fomos para a estação de metrô Cardinal Limoine. Compramos os tickets nos guichês eletrônicos. Tem um combo que 10 tickets que saem por 1,69 euros cada, contra 1,95 euros do preço normal. O metrô parisiense é enorme. Possui várias linhas, mas o Google Maps ajuda bastante quais delas pegar para chegar mais rápido no destino ou fazer menos baldeações. Iriamos para a estação Charles de Gaulle – Étoile, uma das mais próximas do Arco do Triunfo, local de começo do nosso passeio. No caminho, uma breve visão da Torre Eiffel.

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Não tínhamos intenção de subir no Arco do Triunfo, então ficamos contemplando ele a partir Av. des Champs-Élysées e tiramos algumas fotos. Depois seguimos pela avenida na direção da Place le la Concorde. Há muitas lojas no local, mas nem todas são de grifes, como eu imaginava. Caminhamos com tranquilidade e entramos em alguns estabelecimentos. Aproveitamos também para tomar sorvete na Häagen-Dazs.

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Já era noite quando chegamos na Place le la Concorde. Ficamos admirando o local, apreciando o Obélisque de Louxor e observando de longe a Tour Eiffel, que brilhava espetacularmente. Pretendíamos também entrar no Jardin des Tuileries para sair no Museu do Louvre, mas como o local estava mal iluminado, achamos melhor deixar para outro dia.

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Perto das 19h00, fomos para a estação de metrô Concorde e voltamos para próximo do hotel. Antes de subir e descansar, passamos em um mercado para comprar água e depois decidimos jantar, novamente no Breakfast in America. Dessa vez provamos os hambúrgueres do local. Deliciosos e bem servidos. A refeição para o casal saiu por 29,30 euros com as bebidas.

Gastos do dia:                                                                                           

54,20 euros de taxas e café da manhã no Hotel Kyriad Tours - Saint Pierre des Corps

29,20 euros em duas passagens de trem Tours -> Paris (R$ 146,97)

20 euros de Uber até o hotel de Paris

1886,66 reais em quatro diárias no Familia Hotel

40 euros de almoço no Breakfast in America

16,90 euros em 10 tickets do metrô de Paris

8,60 euros em dois sorvetes Häagen-Dazs

2 euros em mantimentos no mercado

29,30 euros em jantar no Breakfast in America

 

27/01 – Dia de conhecer a Torre Eiffel

O dia hoje seria para conhecer o Hôtel des Invalides e a Torre Eiffel. Devido ao cansaço acumulado da viagem, acabamos acordando um pouco mais tarde. Tomamos café da manhã no próprio hotel, que não estava incluído na diária. Não era buffet livre. Os funcionários traziam na mesa as bebidas quentes, suco, croissant, biscoitos, geleias e outras coisas. Não foi o melhor da viagem, mas valeu pela comodidade.

O tempo estava nublado e algumas vezes caiam pancadas de chuva. Seguimos para a estação do metrô às 10h30. Descemos na estação Varene, em rua lateral ao Hôtel des Invalides. O ingresso comprado na hora saiu por 12 euros por pessoa. Era uma das atrações que eu mais esperava na viagem. Sou fanático por história medieval e sabia que o museu contava com um vasto acervo sobre o tema. Mas com certeza o que mais me impressionou foi o acervo das duas Grandes Guerras Mundiais. A forma como são exibidas as peças deixa qualquer amante da história arrepiado. Elas retratam os acontecimentos no mundo que antecederam a Primeira Guerra Mundial até chegar à Segunda Guerra Mundial, mostrando as várias etapas dos conflitos e as frentes de batalha em uma ordem cronológica perfeita. Confesso que ver tudo aquilo me emocionou, tanto por ver nossa história quanto por imaginar o sofrimento que as pessoas passaram com tudo aquilo.

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Demos uma pausa no passeio e, para não perder tempo, almoçamos no Le Carré des Invalides, restaurante localizado dentro do complexo que compõe o Hôtel des Invalides. A comida não era grande coisa. Estava mais para um “bandejão”. A refeição para o casal saiu por 28,30 euros.

Faltava ainda visitar a Tumba de Napoleão Bonaparte. Pela grandiosidade do local vê-se a importância que o cara tem para a França. No fim, um passeio que estimei durar pouco mais de uma hora, durou três horas. E se pudesse ficaria muito mais tempo lá, mas tínhamos horário marcado para subir na Torre Eiffel.

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Fomos então caminhando para o Campo de Marte. Nessa hora a chuva deu uma trégua. Seguimos na direção da Torre Eiffel. Enfim pudemos apreciar com calma toda a beleza da Dama de Ferro. Tiramos várias fotos. À medida que nos aproximávamos da Torre, os ambulantes incomodavam cada vez mais, insistindo em vender seus produtos. E foi assim durante toda a permanência ao redor da torre.

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O horário agendado para a subida na torre era 16h30. Aproveitamos então para admirá-la a partir do Jardin du Trocadéro. Infelizmente a chuva voltou e com um pouco mais de força. Resolvemos então tentar a sorte e ir para a entrada da torre antes do horário. Cada ingresso custou 16,60 euros, comprados pelo internet, com direito a acessar por elevador o segundo andar. Não disponibilizaram ingresso para o terceiro andar no período da viagem. Não descobrir com certeza o motivo, mas parece que o ponto mais alto da torre estava passando por reformas. É possível subir até o segundo andar também por escadas. Paga-se um pouco mais barato por isso, mas o elevador foi uma mão na roda, ainda mais nessa altura da viagem em que eu já tinha passado dos 100 km de caminhada. Foram 150 km durante toda a viagem, segundo a smartband que uso.

Já no segundo andar, cada vez tinha mais certeza que não conseguiria ver o por do sol por conta do clima. Restou torcer para a chuva dar uma trégua, pois até tirar fotos do lado de fora estava difícil. Mas mesmo com o tempo desfavorável, era possível notar a beleza da cidade de cima da torre. Dava para observar o Jardin du Trocadéro, Campo de Marte, Hôtel des Invalides, Notre Dame, Arco do Triunfo, Basílica de Sacré Cœur e outras atrações. Quando escureceu a chuva voltou a aliviar de novo, e a cidade ficou ainda mais bela. Que espetáculo!

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Ao ir embora da torre, resolvi descer pelas escadas, enquanto minha esposa e as companheiras foram pelo elevador. Não se tem nenhuma visão privilegiada indo pelas escadas, mas é interessante para ver como é a estrutura da torre mais de perto.

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Procuramos jantar nos arredores da Torre. Fomos ao restaurante Il Grigio, de comida italiana. A vitrine não é muito chamativa, mas a comida é gostosa e o preço não é um assalto para a localização. Para duas pessoas saiu por 41,50 euros com bebidas inclusas.

Fomos para a estação do metrô École Militaire e retornar ao hotel para descansar.

Nesse dia percebi que os brasileiros, que eram escassos nas outras cidades que visitei, estavam aos montes em Paris. Na Torre Eiffel então, dava a impressão que eram a maioria.

Gastos do dia:                                                                                           

24 euros em dois ingressos para o Hôtel des Invalides

28,30 euros em almoço no Le Carré des Invalides

33,20 euros em dois ingressos para a Tour Eiffel (R$ 167,44)

41,50 euros em jantar no Il Grigio

 

28/01 – Palácio de Versalhes

Acordamos bem cedo hoje. Iríamos visitar o Palácio de Versalhes e queríamos chegar cedo para evitar muitos turistas. Por comodidade tomamos café-da-manhã novamente no hotel. Às 08h00 já estávamos na rua para pegar o metrô e depois o RER para a Gare de Versailles Chateau Rive Gauche, a mais próxima da entrada do Palácio de Versalhes. A linha, a RER C, era a mais problemática durante a maior parte da greve. Quase sempre estava paralisada. Mas felizmente, desde que retornamos para Paris, a greve não nos incomodou mais.

Comprei duas passagens com destino à Gare de Versailles Chateau Rive Gauche usando a máquina automática da estação de metrô próxima ao hotel. Cada uma saiu por 3,65 euros. Quando chegasse à estação do metrô que eu precisava descer para pegar a conexão do RER C, imaginei que teria que seguir as placas e já estaria na plataforma aguardando o trem. Mas não foi isso que aconteceu. Tivemos que sair da estação de metrô e entrar na estação do RER C, tudo sinalizado, mas foi necessário passar por nova catraca de validação de passagem. E a nossa já estava validade da estação do metrô. Pra evitar qualquer tipo de multa, preferi comprar mais duas passagens do RER C.

Chegamos a Versalhes por volta de 09h00. Os ingressos para o Palácio foram comprados ainda no Brasil, ao custo de 20 euros por pessoa. Depois de uns 10 minutos caminhando, estávamos na fila para quem já tinha o ingresso. E que fila! Se estava assim na baixa temporada, imagina na alta. Depois de 30 minutos pegando um vento forte, finalmente entramos no Palácio.

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Que lugar maravilhoso. É incrível a riqueza de detalhes das paredes, teto, dos móveis... A Galeria dos Espelhos é provavelmente o local mais espetacular do interior do Palácio. Cerca de uma hora e meia depois, fomos para o lado de fora do Palácio. A temperatura não era tão baixa. Estava na casa dos 10 ºC, mas o vento causava uma sensação muito ruim. Era forte e constante. Não deu trégua durante todo o passeio. Minha esposa, que resolveu ir sem cachecol porque tinha sol, sofreu bastante com isso.

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Os jardins são imensos, mas por conta do inverno várias esculturas e plantas estavam cobertas, o que deixou a paisagem um pouco sem graça. As fontes, espetaculares, estavam desligadas, mas pelo menos estavam descobertas. Os espelhos d’água são enormes.

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Para fugir do vento, entramos no restaurante La Flottille, localizado nos jardins do Palácio, antes de começar a servirem o almoço. Pedimos um café para esquentar um pouco o corpo. E a calefação no local também foi um alívio. Pontualmente ao meio dia iniciaram o serviço de almoço. Nesse dia chutei o pau da barraca e comi muito. Para mim, pedi um prato com carne de pato e um “foie gras” para experimentar. O pato estava delicioso. O “foie gras” não era ruim, mas não era algo que dava prazer em comer. Ainda tomei parte da sopa da minha esposa. A conta do casal saiu por 60,30 euros.

Perto do restaurante passava o Petit Train Trianon, que roda todo o complexo do Palácio de Versalhes. Queríamos ir ao Grand Trianon. Não estava longe do restaurante, mas depois teríamos que fazer todo o percurso de volta ao Palácio a pé, e com o vento forte não seria algo tão prazeroso. Infelizmente não era possível comprar o ticket direto com o condutor, que era vendido apenas no quiosque próximo do Palácio. O preço por pessoa é de 8 euros.

Embarcamos no Petit Train e alguns minutos depois estavam no Grand Trianon, um palácio menor que Luis XIV mandou construir para se isolar da corte. O local é muito bonito, com os cômodos decorados. Vale a pena o deslocamento. E como já estávamos perto, fomos também ao Petit Trianon, que é bem mais sem graça.

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Após, retornamos com o Petit Train para o Palácio de Versalhes e de lá seguimos para a estação para pegar o RER de volta a Paris. Deixamos o Palácio às 15h00 e ainda era impressionante o tamanho da fila para entrar nele. Fizemos uma conexão com o metrô e às 16h30 já estávamos de volta ao hotel. Ainda dava tempo de fazer alguma coisa, mas o cansaço era maior que a vontade e ficamos descansando no hotel até a hora do jantar.

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Já era nosso 12º dia de viagem e minhas companheiras, que não são tão corajosas em provar comidas e temperos diferentes, já estavam com saudade da comida brasileira. Fiz uma rápida pesquisa e encontrei alguns restaurantes de comida brasileira em Paris. O que pareceu mais original e um dos mais perto do hotel foi o Sabor da Roça. Ficava a menos de 20 minutos caminhando. Foi nossa escolha. A dona é uma brasileira, que por coincidência cresceu na mesma cidade que eu, Taguatinga/DF. Esqueci o nome dela, mas é uma simpatia de pessoa. Pedimos uma moqueca de peixe, tábua de carnes, pudim e bebidas. Tudo bem gostoso. Minha parte e da esposa saiu por 52,50 euros.

Antes de voltar para o hotel, caminhando, paramos em um mercadinho para comprar um pouco de água. Depois, finalmente pudemos descansar.

Gastos do dia:                                                                                           

14,60 euros em quatro passagens no RER Paris -> Versalhes

40 euros em dois ingressos para o Palácio de Versalhes (R$ 201,40)

60,30 euros em almoço no La Flottille

16 euros em duas passagens no Petit Train Trianon

7,30 euros em duas passagens no RER Versalhes -> Paris

52,50 euros em jantar no Sabor da Roça

0,75 euros em Água no mercado.

 

 

29/01 – Museu do Louvre

A única atração definida para o dia seria a visita ao Museu do Louvre, que estava marcada para as 16 horas. Então como não tínhamos maiores obrigações, acordamos mais tarde. Dessa vez não tomamos café da manhã no hotel. Deixamos para comer no Café Le Petit Cardinal, localizado bem próximo ao hotel. Minha parte e da esposa saiu por 10 euros.

De lá partimos para a estação de metrô e descemos na região da Rue Bonaparte, onde havia uma loja Citypharma que minhas companheiras queriam conhecer. Orientei-as em qual direção ir a outras lojas depois e segui em uma caminhada solo para conhecer partes de Paris que ainda não havíamos visitado.

A primeira parada foi na Église de Saint Germain des Prés, que nem sabia que estava tão perto. Achei-a meio que por acaso, enquanto seguia em direção ao Rio Sena. A entrada é gratuita, então aproveitei para dar uma olhada em seu interior. É a Igreja mais antiga de Paris ainda de pé. Seu estilo, românico, contrasta com um interior bem colorido.

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Segui para o outro lado do Rio Sena e dei de cara com o Museu do Louvre. É enorme. Tirei algumas fotos externas e segui para o Jardin des Tuileries, agora com luz do dia. O jardim é bonito, mesmo no inverno. Havia bastante gente caminhando por ele.

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Voltei para o Rio Sena e segui por sua margem até a Île de la Cité. No caminho, muitas pessoas querendo assinatura de petições. São bem insistentes e tentam se comunicar em diversos idiomas. O jeito é ignorar e fingir que eles não estão ali que uma hora de largam. Já na Île de la Cité, minha intenção era entrar na Sainte-Chapelle, mas confesso que a fila que se formava do lado de fora e o custo de 10 euros me fizeram mudar de ideia. Voltei então para a margem direita do rio para poder ver o Hôtel de Ville, a prefeitura de Paris.

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Retornando à Île de la Cité, enfim pude ver a fachada da Catedral de Notre-Dame de Paris. É uma pena que o incêndio destruiu o local. Com certeza estava na lista dos monumentos que eu mais queria conhecer no mundo. Mesmo destruída ainda havia bastante turistas ao seu redor.

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Fui para a margem esquerda do Rio Sena em direção ao Le Jardin du Luxembourg. Atravessei-o todo e segui até a Rue de Rennes para se juntar com minhas companheiras. Paramos para almoçar no Le Trait d’Union. A comida era boa. Minhas companheiras pediram uma pizza cada, que era enorme. No fim, comi minha refeição e a pizza da minha esposa. O valor do casal saiu por 40,60 euros. Saímos do restaurante e iriamos bater pé pelas lojas enquanto chegava a hora de visitar o Museu do Louvre, porém a região foi tomada por policiais que se preparavam para uma manifestação por conta da greve que ocorria na França. Para evitar qualquer emoção e chance do metrô ser paralisado, fomos para a estação mais próxima e seguimos para o Museu.

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Ainda faltava mais de uma hora para o horário marcado no Museu, então ficamos tirando algumas fotos da área externa. Como estava começando a esfriar, fomos até a entrada da pirâmide de vidro pedir para entrar antes do horário marcado. O funcionário liberou sem problemas. Compramos o ingresso no Brasil, ao preço de 17 euros por pessoa. Na época ocorria uma exposição sobre Leonardo da Vinci. Como o valor era o mesmo, incluímo-la no ingresso.

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O Museu do Louvre é o maior do mundo, contando com coleções diversas, e tem potencial para agradar qualquer pessoa que tenha um mínimo apreço por cultura. Confesso que não tenho tanto interesse em pinturas, mas gosto muito de esculturas e artefatos históricos. E isso o Museu tem aos montes. Na verdade é tanta coisa exposta que é possível gastar o dia todo lá. E não é exagero.

Começamos o passeio pela exposição do Leonardo da Vinci. Sinceramente, para quem não é amante de pinturas e suas técnicas, meu caso, a exposição tende a ser bem sem graça. Fizemos uma passagem rápida e seguimos para a exposição permanente do Museu, essa sim espetacular.

Por conta do tamanho do Museu, tracei uma estratégia de visitação. O foco era principalmente as seções com artefatos das civilizações da Antiguidade. Também pretendíamos ver a “tal” da Monalisa. Iniciamos pelo setor de Antiguidades Gregas, Romanas e Etruscas. Aqui estão, provavelmente, as mais belas esculturas do Museu. São muitas, e algumas saltam aos olhos de tão impressionantes.

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Seguindo os corredores chegamos ao setor de Antiguidades Egípcias. Um espetáculo. Podemos ver diversos sarcófagos, esfinges, restos de templos egípcios, estátuas, múmias, papiros, etc. Havia artefatos com cerca de seis mil anos de idade!

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Eram tantas salas e corredores que às vezes nos perdíamos. Acabamos parando, meio que ao acaso, num setor com diversos artefatos da Idade Moderna francesa, com várias mobílias, artes e joias pertencentes à nobreza da França e seus palácios. Esse setor revigorou as forças da minha esposa para caminhar, que gosta bastante da temática por conta dos diversos seriados de época que ela vê.

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Encontrar a Monalisa é provavelmente a tarefa mais fácil do Museu. São diversas placas indicando seu caminho. Assim, chegamos à sala onde ela se encontrava. Havia uma fila para poder chegar mais próximo da pintura. Minhas companheiras, que pareciam ser as mais interessadas na obra, não quiseram encarar a fila. Então usei o zoom da câmera e aproveitei minha altura para tirar uma foto do quadro à distância.

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Minhas companheiras já estavam cansadas, então fiz um acordo com elas. Propus de elas me aguardarem na saída do Museu enquanto eu iria visitar outras seções. Ainda queria ir ao setor das Antiguidades do Oriente Próximo, com coleções das civilizações existentes na Mesopotâmia, Levante e Pérsia. As coleções egípcias eram espetaculares, mas é difícil descrever a sensação que tive ao ver os artefatos do berço da civilização. Senti-me no “fantástico mundo de Pedro”. Desde criança sempre tive um fascínio por tudo isso. Lia enciclopédias sobre o tema desde os seis anos de idade. Ver o código de Hamurábi, exemplares milenares de escrita cuneiforme, restos de palácios persas, esculturas com cerca de nove mil anos de idade, como a Estátua de Aïn Ghazal... Só de lembrar dá vontade de voltar ao Museu o mais rápido possível para poder ver tudo de novo.

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Depois de mais de 4 horas deixamos o Museu, com a certeza de que não vimos metade do que havia no acervo. Voltarei para Paris um dia, e com certeza haverá um retorno ao Museu do Louvre. Na saída tivemos uma bela visão da área externa do Museu iluminada e da Torre Eiffel, que podia ser apreciada de longe.

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Cansados e com fome fomos para a estação do metrô. Descemos em uma estação próxima do restaurante Sabor da Roça. Gostamos tanto da comida que resolvemos voltar nele novamente. Dessa vez a refeição para o casal saiu por 40 euros. Depois de finalizada a refeição, ficamos batendo papo por um tempo com o pessoal do restaurante. Já passava das 22h00 quando saímos de lá.

Quando chegamos ao hotel aproveitei para organizar nosso transfer para o aeroporto no dia seguinte. Precisei adiantar 32 euros de um total de 72 euros.

Obs: aproveito o momento para tecer alguns comentários sobre os “perigos” de Paris. A coisa que mais li foram a respeito foram os batedores de carteira e os golpes “pega turista”. Meu amigo do trabalho que havia ido à Paris dois meses antes de mim disse a mesma coisa. Sinceramente, achei a cidade bem tranquila para o porte dela. De noite nós andamos na região da Torre Eiffel, fizemos a Champs-Élysées até o Jardin des Tuileries, andamos na região do Louvre e também nas ruas próxima ao hotel em que estávamos. Não houve qualquer momento em que nos sentimos ameaçado. E foi assim na França inteira. Se forçar muito a barra, poderia citar as pessoas mal encaradas na Gare Saint Charles em Marselha.

Gastos do dia:                                                                                           

10 euros em café da manhã no Le Petit Cardinal

40,60 euros em almoço no Le Trait d’Union

34 euros em dois ingressos para o Museu do Louvre (R$ 170,30)

3,20 Água

40 euros em jantar no Sabor da Roça

32 euros em transfer para o Aeroporto Charles De Gaulle

 

30/01 – Última dia

Diferentemente das outras viagens que fizemos para a Europa, que o voo de retorno foi no início da manhã, nosso voo para o Brasil sairia de Paris apenas às 21h30. Na teoria teríamos o dia quase todo para fazer alguma coisa. Infelizmente o clima não ajudou na maior parte de dia.

A manhã começou com chuva. Não era forte, mas o suficiente para atrapalhar qualquer caminhada. Meu plano inicial era acordar bem cedo e pegar o metrô até a estação mais próxima da Basílica de Sacré Cœur, para conhecê-la, e depois voltar caminhando para o hotel. Mas não deu.

Fizemos o check-out no hotel e pagamos pelo café da manhã de dois dias e taxas. Perto das 10h00, com a chuva dando uma trégua, fomos tomar café da manhã novamente no Le Petit Cardinal. Minha parte e da esposa saiu por 10 euros. De lá, pegamos o metrô até a estação La Muette. Precisamos comprar mais dois tickets de metrô, ao custo de 1,95 euros cada.

A região que fomos possuía algumas lojas de nosso interesse. Conseguimos ir a uma, mas foi só sair dela que a chuva voltou a engrossar. Entramos em uma garagem subterrânea e aguardamos por quase uma hora. Já batendo a fome, procurei um restaurante próximo. Mesmo com a chuva, saímos em disparada e entramos no Restaurant Le Bois. Pedi um prato de carne com molho béarnaise e batatas grelhadas e minha esposa um hambúrguer no prato com acompanhamentos. Tive a chance de experimentar escargot, mas na hora amarelei. A comida estava deliciosa. O atendimento foi impecável. O casal de cozinheiros veio pessoalmente perguntar o que achamos da comida. Mais uma vez o francês preocupado em servir comida de qualidade. A conta deu 58,60 euros para o casal.

Como a chuva ainda continuava, desistimos de qualquer programação e pegamos um metrô de volta ao hotel. Ainda queria ir ao Museu do Quai Branly, mas não havia estações de metrô tão próximas para evitar que chegássemos encharcados a ele.

No hotel ficamos aguardando por um tempo na recepção. Quando a chuva pareceu ter ido embora de vez, aproveitamos para comprar algumas coisas antes de ir embora. Demos uma passada em um Carrefour próximo e compramos umas 20 barras de chocolates. Tem uns chocolates da marca Côte d’Or que são uma delícia. Infelizmente são difíceis de achar no Brasil, e quando acha custa uma fortuna. Depois segui com minha esposa para mostrar para ela o que sobrou de Notre Dame. Também entramos em algumas lojas de souvenires, onde aproveitei para levar algumas coisas para a família.

Às 17h00 nosso transfer chegou ao hotel. No caminho para o aeroporto o motorista passou em outro hotel e pegou um casal jovem espanhol, que não estavam no local na hora marcada. Não sei se eles eram inimigos do banho, mas a moça sentou do meu lado e estava num cheiro de asa terrível. Parecia que não conhecia desodorante. Por conta do atraso do casal, o transfer pegou um trânsito bem pesado. Eles quase perderam o voo. Nós ainda chegamos ao aeroporto com duas horas e meia de antecedência.

Depois de passar pelo despacho de bagagem, migração e controle de segurança, finalmente nós estávamos na sala de embarque. Não havia muitos locais para comer, então pegamos uns lanches na loja Relay existente no aeroporto.

Às 21h30 coloquei o telefone em modo avião. Já estávamos na iminência de decolar e deixar para trás um país espetacular, e não a toa, o mais visitado do mundo.

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Gastos do dia:                                                                                           

37 euros de taxa e café da manhã no Familia Hotel

10 euros em café da manhã no Le Petit Cardinal

3,90 euros em duas passagens no metrô

58,60 euros em almoço no restaurante Le Bois

4 euros em transfer para o Aeroporto Charles De Gaulle (72 euros no total)

10,70 euros no Relay do Aeroporto Charles De Gaulle

 

Contabilizando os gastos:

Para as despesas pagas em euro em espécie, utilizei a cotação de 1 euro = 4,65 reais para conversão. Considerei 1 CHF = 1 euro para facilitar as contas com as despesas na Suíça em espécie. Para as despesas pagas em euro no cartão, considerei o IOF e o valor de fechamento da fatura. Após o fim da viagem, os gastos totais ficaram o seguinte, lembrando que são relativos ao casal:

  • Hospedagem: 8 CHF + 413,30 euros (220 euros em duas diárias e 193,30 euros de taxas e café da manhã não incluídos na diária) + 4.681,01 reais em 12 diárias pagas no Brasil = 6.640,05 reais;
  • Passagens aéreas: 4.995,38 reais do trecho internacional + 758,62 reais do trecho nacional = 5.754,00 reais
  • Seguro de viagem: 259,02 reais para duas pessoas; 
  • Passagens de trem de longa distância: 480,20 euros (194 euros pagos na viagem e 1.456,00 reais pagos no Brasil). Total: 2.358,10 reais;
  • Transporte público e transfer: 129,30 euros de táxi/transfer e 76,30 de metrô/trem = 956,04 reais;
  • Refeições: 68,30 CHF + 847,10 euros = 4.256,61 reais (média de 65,38 euros por dia);
  • Atrações: 7 CHF + 252,20 euros (145 euros pagos na viagem e 539,14 reais pagos no Brasil). Total: 1.245,94 reais;
  • Carro alugado: 225,96 euros (1.146,14 reais) de aluguel + 20,10 euros de estacionamento + 25 euros de gasolina. Total: 1.355,85 / 2 = 677,92 reais;
  • Outros gastos (mercados, celular, água...): 4,05 CHF + 62,27 euros = 308,38 reais.

Houve o pagamento de uma diária a mais que o previsto, devido à impossibilidade de chegar a Carcassone. A diária de lá já estava paga e não consegui o ressarcimento. Esse imprevisto também resultou numa compra de passagem de trem adicional. No fim, tive um gasto não esperado de 252 euros, ou 1.171,80 reais.

O gasto médio por dia com refeição para duas pessoas ficou ligeiramente mais baixo que da nossa viagem para a Itália. Considerei para as contas 14 dias de viagem. Ficou dentro do valor estimado.

As despesas com os carros alugados foram divididas por dois, então somarei no valor total da viagem metade do valor.

Somando tudo, a viagem nos custou cerca de 22,4 mil reais para duas pessoas, desconsiderando os gastos com coisas supérfluas que compramos. No fim, dos 2320 euros que levamos em dinheiro, ainda sobrou 190 euros, e o cartão de crédito só foi utilizado para compras de passagens de trem não previstas e despesas extras com o aluguel dos carros. Se retirasse o gasto a mais que tive por não conseguir chegar a Carcassone, o valor total da viagem seria cerca de 21,3 mil reais para duas pessoas.

 

Espero que tenham gostado do relato. 

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