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Olá viajante!

Bora viajar?

14 Dias na Colômbia - Cartagena, Medellin e San Andrés (Os Mochilinhas)

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Olá!

Minha esposa e eu recentemente lançamos um blog de relatos das nossas viagens pelo mundo, em formato meio que de diário, mas também com posts com informações das nossas viagens como preços das atrações, transportes utilizados e mapas percorridos em cada dia. Para quem quiser conferir, o endereço é osmochilinhas.com, mas pretendemos publicar na íntegra os relatos aqui no blog dos mochileiros também. Terminamos a pouco o nosso relato de 35 dias que passamos no sudeste asiático em 2016, que você pode conferir aqui.

Iniciamos agora nosso relato dos 14 dias que passamos na Colômbia em 2017, entre Cartagena, Medellin e San Andrés. Espero que gostem dos relatos e que ajudem outro viajantes que pretendem conhecer a Colômbia a planejar a sua viagem. Segue então:

 

COLÔMBIA 1º Dia - Chegando à Cartagena (24/04/2017)

Entre 2016 e 2017 houve uma explosão de promoções para Cartagena e San Andrés pela Copa Airlines. O preço mais baixo foi de 600 e poucos reais ida e volta de São Paulo. Saindo de Porto Alegre, chegando em Cartagena e saindo por San Andrés conseguimos no fim por pouco menos de 900 pilas para abril de 2017.

Saímos na madrugada do dia 23 de abril de Porto Alegre e chegamos em Cartagena na manhã seguinte, fazendo ainda uma conexão de 20 minutos no Panamá, que achávamos que seria correria mas no fim foi bem tranquila.

No pequeno aeroporto de Cartagena, trocamos um pouco de dinheiro para pagar nosso transporte até o hostel. Como na casa de câmbio só haviam nos dado uma nota grande, tivemos que trocar por menos já que havíamos lido que o ônibus em Cartagena custava 1.000 pesos colombianos (CUP) (na época 1.000 pesos equivaliam mais ou menos a 1 real). Para isso, dentro do aeroporto mesmo compramos um sorvete e já de primeira percebemos como a Colômbia é um país muito barato. 1 Sorvete, dentro do aeroporto, que no Brasil não sairia por menos de 10 reais, pagamos 3 pilas! E ainda por cima um daqueles "chiques" com cobertura de chocolate quente e tudo mais.

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Sorvetinho diferentão e baratíssimo

Havíamos lido que, saindo do aeroporto, se andássemos uma quadra pra frente, avistaríamos uma avenida onde passavam os ônibus de linha que poderíamos pegar para o nosso hostel, que ficava dentro da cidade murada, ou melhor, ciudad amurallada. Acontece que chegando na tal avenida, não avistamos nada parecido com uma parada de ônibus e nem vimos ônibus passando. Fomos de uma ponta a outra e nem sinal. Entramos então num mercadinho para perguntar sobre o tal ônibus e nos falaram que para ir até a cidade murada, teríamos que pagar o "táxi coletivo", um táxi compartilhado com tarifa fixa de 5.000 pesos para os dois. Avessos à táxi que somos, entramos em mais um mercado e uma farmácia para perguntar e todos deram a mesma instrução, pegar o táxi coletivo, então foi o que fizemos. A pegadinha aqui é que não tem diferença dos táxis comuns para os coletivos, a diferença é como você pede ele. Fomos bem instruídos por todos os comerciantes que, ao passar qualquer táxi, tínhamos que levantar o dedo indicador e gritar "colectivo" para deixar claro para o taxista que queríamos o valor coletivo e não taxi privado. E deu tudo certo, fomos deixados dentro da cidade murada em uns 20 minutos de corrida por meros 5 pilas.

Ao descer na muvuca da cidade murada, nos deparamos com mais uma característica marcante de Cartagena: o calor insuportável. Calor insuportável mesmo, do tipo que nunca havíamos sentido, e isso que Porto Alegre no verão é a filial do inferno. Aquele calor úmido que tu é obrigado a entrar em algum lugar com ar condicionado de tempos em tempos sob o risco de começar a ter tonturas da desidratação.

Demoramos um pouco a se encontrar dentro das ruelas da cidade murada (na verdade não chegamos a nos encontrar nunca), todas estreitas, igualmente belíssimas com suas casas coloniais disputando qual ostenta as flores mais coloridas nas suas varandas (inclusive há uma competição aqui de verdade que premia a casa mais decorada) na região mais turística de Cartagena, e aqui vale a pena começar a falar um pouco sobre essa cidade histórica:

Citar

A cidade de Cartagena foi um importante, se não o mais importante porto durante a época da colônia espanhola. Um entreposto comercial onde os espanhóis embarcavam ouro e prata pilhados da América para a Europa e para as demais colônias na América Central e desembarcavam escravos da África (daí a grande presença de negros em Cartagena). Não tardou para que se tornasse um lugar muito visado pelas demais colônias concorrentes, além de piratas e outros saqueadores. Diante do iminente perigo de invasões, a Espanha mandou construir diversas fortificações na cidade, entre elas o Castelo de Barajas, com visão privilegiada do porto, além de outros fortes e a muralha que circunda hoje a Ciudad Amurallada, região onde concentrava-se as moradias da nobreza e hoje ainda conserva grande parte dos seus muros majestosos, sendo patrimônio da UNESCO e a principal atração turística de Cartagena.

 

Cartagena ainda é um dos principais portos das Américas. Aqui por exemplo, é onde saem as balsas que atravessam o estreito de Darién, único trecho sem estradas da Rodovia Panamericana, estrada que liga o Ushuaia ao Alasca. Dito isso, a Ciudad Amurallada é o "local para se estar em Cartagena". Museu a céu aberto, dentro das muralhas concentram-se as principais igrejas da cidade, praças, além de infinitas opções de hospedagem, dos mais variados tipos e preços. O bairro Getsemani, que depois descobrimos ser o bairro com a melhor noite de Cartagena, e que fica do ladinho da muralha, também é ótima opção para se ficar, mas os preços não mudam muito. Há também a região "das praias", Bocagrande, mais elitizada, com prédios altos modernos e apelidada de "Miami" da Colômbia.

Depois de se perder um pouco e ter a sensação de passar 10 vezes na mesma rua, finalmente achamos nosso hostel, o Casa Roman, quase na esquina da entrada da ciudad amurallada, onde fica a instagramável Torre del Reloj. Este hostel na época estava recém inaugurando, então estava com um preço absurdo de barato (15 reais o quarto com 8 pessoas), no entanto, não possuía cozinha na época e ainda estava meio com as instalações não totalmente prontas (hoje eles já dão café da manhã e tem até piscina!), mas como eles queriam angariar clientes, o atendimento era excelente e deixavam o ar condicionado no quarto ligado 24 horas, coisa rara nos hostels por aqui (e que faz muita diferença!).

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Entrada principal da cidade murada, a Torre do Relógio

Como ainda era cedo pro check-in, deixamos nossas mochilas no hostel e fomos procurar um lugar para almoçar. Primeiro fomos trocar dinheiro e recebemos a dica de fazer o câmbio nos fundos de uma joalheria que ficava bem embaixo do nosso hostel, e foi a melhor cotação que conseguimos em toda Colômbia disparado! Mais um ponto pro hostel.

Não estávamos ainda habituados com os preços e como funcionava os restaurantes colombianos, então entramos no primeiro que vimos com um tiozinho chamando os fregueses na porta e que era bem caseiro e achamos que era um preço bom, numa ruazinha dentro da cidade murada, o equivalente a 12 reais por pessoa. Mal sabíamos que dava pra almoçar por menos e, se tiver com pouca fome, dá pra pedir só um prato para os dois, pois os almoços na Colômbia são sempre nesse rito: tem a sopa de entrada, a comida farta e mais um suco "de açúcar" no fim, tudo incluído.

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Almoço farto, sempre acompanhado de suquinho doce e sopa de entrada

Depois do almoço então, começamos "oficialmente" a desbravar a ciudad amurallada, que é um lugar para conhecer sem pressa. Cada esquina você se depara com um monumento, uma igreja histórica e conservada, uma pracinha, isso sem contar as casas coloniais coloridas com suas sacadas todas decoradas com flores e ornamentos.
 
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Belíssimas ruas da cidade murada de Cartagena

Só tem que tomar cuidado para não se desidratar com o calor, por isso, fomos "obrigados" a parar em cada esquina para nos hidratar com as fraquinhas (mas boas) cervejas colombianas. Cervejas colombianas são duas as principais: a Aguila, bem aguada e mais barata (2 reais a latinha) e a Club Colombia, mais encorpada, com versões red, black e gold, mais carinha (2,50 a latinha). Ambas são fraquinhas, perfeitas para tomar no calorão.
 
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Se "hidratando" nas ruas de Cartagena. Na primeira foto um bar todo com motivos soviéticos, que fomos no outro dia, muito legal.

Outra coisa muito legal que tem por lá em abundância, igual ao que já tínhamos presenciado no sudeste asiático, são as barraquinhas de rua vendendo frutas em potes, já descascadas e com um palito, prontas pra tu sair andando e comendo: melancia, mamão, manga, abacaxi, morango e mais algumas típicas da Colômbia. Tri bom para espantar um pouco o calor, e saudável ainda por cima, coisa que não sei porque não vemos aqui no Brasil. Ah! E preços do tipo que: a fruta mais cara custava 2 reais.

Fomos caminhando em direção ao mar, já se preparando para vermos o por do sol no oceano. Nessa parte da muralha que fica voltada para o mar, você consegue subir nela e caminhar por um trecho bem longo apreciando um visual incrível da baía e da própria muralha, que é fantástica e muito bem conservada neste trecho!

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Passeando por cima da muralha. Na primeira foto, que será que fazem ali naquela casa?

Ao longo da muralha foram mantidos vários "canhões" conservados também que dá pra dar uma ideia do espaço de mira que tinham os espanhóis para alvejar os barcos invasores, além de várias "guaritas" de controle da costa.
 
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Depois de caminhar um grande trecho da muralha, sentamos na beiradinha do muro para apreciar um pouco o movimento na costa, dando uma primeira conferida no mar do caribe e assistindo uma gurizada de colégio jogando um futebolzinho e usando a muralha de goleira.

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Curtindo a costa de Cartagena

Quando começou a baixar o sol, sentamos para tomar uma cerveja no famoso bar que fica em cima da muralha, famoso por ficar num local privilegiado para assistir o por-do-sol, o Café del Mar.
 
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Parte da muralha onde fica o Café del Mar. Ao fundo os prédios do bairro de Boca Grande, apelidado de Miami da Colômbia.

O lugar é elitizado e não vale muito a pena não. Daria para comprar umas cervejas no mercado e assistir ao pôr-do-sol do mesmo jeito uns 500 metros mais a frente na muralha de graça.
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Café del Mar

Tomamos só umas duas Club Colombias a 6.000 pesos cada e assistimos o espetáculo que é o por-do-sol no mar em Cartagena, contrastando com as muralhas já se iluminando e os prédios de Bocagrande ao fundo. Sensacional!
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Por do sol de Cartagena

Já noite e ainda um calor infernal, demos mais uma volta dentro da cidade murada que está sempre bem movimentada, então dá pra caminhar tranquilo qualquer hora do dia.
 
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Torre del reloj à noite

Costeando a parte leste da muralha, parte que já não existem mais muros, voltada para a a Avenida Venezuela, lugar que dizem ser um pouco perigoso mas que não achamos não e acho que esse preconceito é só porque é um lugar mais "centrão", com muitas galerias e com lojas de roupas de "procedência duvidosa" e frequentado mais por moradores do que por turistas, encontramos um supermercado que vendia latinhas de ceva geladas por 1 real! Dessa vez tratamos de decorar a rua para poder voltar sempre hehehe.

Chegando no hostel, fomos tomar banho para se refrescar e, para nosso desespero, o chuveiro, e isso que lá em Cartagena não existe chuveiro elétrico (acho que nem nunca precisaram por lá) saía água quente, um horror! Dava mais calor ainda.

Fim da noite tentamos ficar um pouco na área comum do hostel mas era impossível, na época não havia ar condicionado ali, então, sem condições de aguentar o calor.

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COLÔMBIA 6º Dia - Se despedindo de Cartagena (29/04/2017)

Dia de se despedir de Cartagena. À noite, mais precisamente às 21h30, pegaríamos o ônibus noturno em direção à Medellin. Como sempre fazíamos nos dias "de trânsito", não marcamos nenhuma atividade, só descansar e esperar a hora da viagem. Sendo assim, como teríamos que fazer o check-out às 11h e ficar "na rua" até a noite, ficamos até as 11h no quarto aproveitando o ar condicionado ao máximo que deu hehehe.

Chegada às 11 horas fizemos o check out, pedimos para guardar as nossas mochilas e saímos para procurar um lugar para almoçar. Como não tínhamos pressa, fomos até o Getsemani, com a ideia de que restaurantes lá seriam mais baratos (no fim não tem muita diferença não). Na ida aproveitamos para dar uma olhada nos Pegasus do Muelle de los Pegasus e tirar umas fotos. Percebemos que um deles tem um "filhinho" junto, bem bonitinho.

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Muelle de los Pegasus

Demos uma procurada nos restaurantes mais populares e, não encontrando nenhum que fosse beeeem mais barato que os de dentro da muralha, pagamos 12.000 COPs um almocinho básico. Sopa de peixe de entrada, prato principal e suco extremamente doce.
 
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Almocinho básico Colombiano. No restaurante, vários quadros da Índia Catalina, demonstrando como ela é uma figura presente no imaginário Cartageneiro

Depois do almoço, ficamos a tarde descansando e aguentando o forno que era a área comum do hostel, assistindo clipes de Reggaeton em looping na TV, é claro.

Quando diminuiu um pouco o sol, aí sim, fomos dar uma última volta na cidade murada, comprar umas lembrancinhas que faltaram, conhecer algumas ruelas que ainda não havíamos conhecido e aproveitar para fazer uma fezinha na escultura "Gertrudis" do Botero na Praça Santo Domingo hehehe.

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Última voltinha pela cidade murada, aproveitamos para "acariciar" mais um pouquinho a estatua do Botero

Aproveitamos também para nos despedirmos do belíssimo por-do-sol de Cartagena nas muralhas, já planejando a hora de voltar para essa belíssima cidade.
 
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Se despedindo do por-do-sol de Cartagena

Depois que o sol se pôs então, começamos nossa jornada em direção ao Terminal de transportes, espécie de rodoviária de Cartagena, onde sairia nosso ônibus da empresa Expresso Brasília em direção à Medellin. O Terminal rodoviário fica a mais ou menos 11 quilômetros da cidade murada e a informação que tínhamos era que para chegar lá podia-se pegar qualquer ônibus de linha que tivesse escrito na frente "Terminal de Transportes" próximo do Monumento da Índia Catalina, esquina da Avenida Pedro de Heredia com a Avenida Venezuela, mas não sabíamos exatamente em que parada de ônibus e qual ônibus específico tínhamos que pegar.

Recolhemos nossas mochilinhas no hostel então e seguimos pela Avenida Venezuela. Chegando próximo da Índia Catalina, paramos uns policiais para perguntar aonde podíamos pegar o ônibus para a rodoviária. Os policiais, muito solícitos, ao invés de só apontarem para a parada de ônibus, foram conosco até a esquina, pararam um ônibus que dizia na frente "Paraguai", fizeram questão de confirmar com o motorista que ele ia para o terminal de transportes e, só foram embora quando viram que tínhamos embarcado e estávamos já acomodados no ônibus. Muito legais!

Os ônibus em Cartagena, pelo menos estes que circulam "pra dentro" da cidade, fora da zona turística, são tudo umas espécie de lotação velhas. Assim como nas demais cidades da América Latina que visitamos, essas lotações são de várias empresas, cada uma fazendo uma rota bem estranha, parece até uma coisa meio clandestina, se for pensar em nível de transporte público no Brasil. Em compensação são muito baratos, pagamos se não me engano menos de 2.000 COPs.

Como estávamos com as mochilas, o tiozinho motora conseguiu um lugarzinho lá na frente para a Juliana sentar e ficar com elas enquanto eu fui de pé na parte de trás, cuidando o trajeto no GPS, e no caminho começou a encher cada a vez mais o ônibus. O ônibus deu várias voltas, nos permitindo conhecer outro lado de Cartagena. Deu pra ver que, fora da cidade murada, ela é uma cidade bem pobre. Muitas ruas com casas humildes e passamos por dentro de várias favelas.

Já se aproximava das 21h quando paramos num engarrafamento e começamos a ficar com medo (eu pelo menos), de perder nosso ônibus. Porém, graças à habilidade (ou seria imprudência) do nosso motora, que pegou a faixa da direita que não dava nem para chamar de acostamento porque era uma faixa estreita de terra que quase dava num barranco, engatou uma quinta e passou todos os carros que estavam presos no transito, chegamos no terminal antes das 21h.

O terminal de Cartagena é bem organizado, muito fácil de achar os guichês de atendimento e os terminais. Trocamos nossos vouchers então pela passagem no guichê da Expresso Brasília e ficamos aguardando nosso ônibus. Para passar o tempo enquanto aguardávamos, fomos atrás de uma cervejinha e, conseguimos numa espelunca na esquina da rodoviária cheio de tiozinhos bêbados que acho que nunca nenhum turista teve coragem de entrar na vida hehehe.

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Tomando umas aguilas para passar o tempo

Terminando de tomar nossas águilas, 21h30 pontualmente embarcamos no nosso ônibus, que já estava com o ar condicionado "no talo". Nos agasalhamos e se preparamos para a viagem de mais ou menos 11 horas em direção à nossa próxima parada: Medellin!
 
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Rumo à Medellin!

 
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Roteiro resumido: Cartagena

Segue abaixo o resumo (com mapas) da nossa passagem de 6 dias por Cartagena, lembrando que os preços das atrações aqui listados são de 2017, então certamente já estão defasados. Também cabe ressaltar que este roteiro representa unicamente a NOSSA experiência na cidade, não tendo nenhuma pretensão de ser um "guia do que fazer em Cartagena", ou muito menos um "guia definitivo da cidade". Cartagena é aquelas cidades que se pode ficar um mês sem enjoar, devido à agradabilidade de suas ruas e pelos baixos preços da Colômbia, mas creio que 5 dias já é suficiente para conhecer tranquilamente as suas atrações turísticas sem correria. Segue então o nosso roteiro abaixo:

RESUMÃO: Ficamos 6 dias em Cartagena. Como no primeiro dia chegamos de manhã cedo e no último saímos tarde da noite, dá pra dizer que foram 6 dias "completos" na cidade. Nossas atividades neste período ficaram divididas assim:

1º Dia: Chegando em Cartagena, Cidade murada, Café del Mar

2º Dia: Praia de Bocagrande

3º Dia: Oceanario das islas del rosario, Playa Blanca, noite no Getsemani

4º Dia: Vulcão El Totumo e Praia de La Boquilla

5º Dia: Castelo de San Felipe de Barajas, Monumento a los Zapatos Viejos, Free Walking Tour

6º Dia: Se despedindo de Cartagena, ônibus noturno para Medellin

Ficamos no Hostel Casa Roman, que estava recém inaugurando na época. Devido a isso, o preço era promocional, muito barato e a localização excelente, dentro da cidade murada, a poucos passos da torre do relógio. Os quartos eram grandes (ficamos no quarto de 8 pessoas) e deixavam o ar condicionado o dia inteiro ligado, o que não é comum nos hostels de lá e que é extremamente necessário no calor de Cartagena. O único ponto negativo que podemos listar eram os banheiros, sempre faltando papel higiênico e o chuveiro sempre com água muito fraca, só uns pingos e água sempre quente. Também como estava inaugurando, não havia ainda cozinha e muitas comodidades. Hoje em dia, como pode-se observar no Booking, o Hostel está bem mais desenvolvido, disponibilizando café da manhã e até com piscina! Abaixo a avaliação que fizemos dele no booking:

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1º Dia: Chegando em Cartagena, Cidade murada, Café del Mar

1. Aeroporto de Cartagena até o Hostel
  • Pegamos um táxi colectivo na Calle 70, avenida que cruza a frente do aeroporto.

  • Taxi colectivo custou 5.000 COPs.

  • Não há nada que distingue táxi coletivo ou táxi normal, o segredo é levantar o dedo indicador para parar o táxi e pedir pra ele "colectivo", se o taxista aceitar, a corrida fica por 2.500 COPs por pessoa, sujeito a pegar mais passageiros no caminho.

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Calle 70, aonde pegamos o táxi coletivo
 
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Trajeto do táxi do aeroporto até a cidade murada
 
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Local onde ficava nosso hostel

2. Cidade murada

 
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Marcado em vermelho, região delimitada pelas muralhas, a cidade murada
 
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  • Alguns locais de interesse dentro da cidade murada:

1 - Exito supermercado, onde encontramos os menores preços para comidas e bebidas)

2 - Torre do Relógio

3 - Café Juan Valdez

4 - Café San Alberto

5 - Rua ao lado da Catedral, onde fica uma feirinha e o lugar mais barato para comprar lembrancinhas.

 

3. Café del Mar

 
  • Local famoso para apreciar o por-do-sol de cima das muralhas

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Local onde fica o Café del Mar
 

2º Dia: Praia de Bocagrande

 

1. Comprando o passeio do outro dia para Playa Blanca

  • Vários vendedores em frente à torre do relógio e agências espalhadas pela cidade vendem este passeio, mas o melhor mesmo é comprar direto no guichê no Muelle de la Bodeguita.

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Localização do Muelle de la Bodeguita
 
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Guichês de venda dos passeios
  • Pagamos 100 COPs passeio completo com almoço, manhã visitando as Islas del Rosario e à tarde a Playa Blanca.

2. Praia de Bocagrande

  • Da torre do Relógio até a praia de Bocagrande, fomos a pé.

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Caminho da cidade murada até Bocagrande
  • Cuidado com os vendedores e principalmente com as massagistas, quando você menos percebe elas estão te "massageando" e querendo cobrar.

 

3º Dia: Oceanario das islas del rosario, Playa Blanca, noite no Getsemani

 

1. Oceanario das islas del rosario

  • O barco para o passeio sai no Muelle de la Bodeguita, mesmo local onde foram compradas as passagens

  • A primeira parte o barco vai em direção ao arquipélago do Rosario

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Trajeto de barco até as ilhas, passando pela Bocachica
  • Nas ilhas, você pode escolher entre visitar o Oceanario ou fazer snorkel na zona de snorkel:

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  • Valor da entrada por pessoa: 28.500 COPs (valor atualizado em 2021)

  • Site oficial do Oceanario: https://oceanario.co/

2. Playa Blanca

  • No almoço segue-se para Playa Blanca, que fica na ilha Barú (apesar de no mapa eu não consegui identificar que é uma ilha)

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Localização da Playa Blanca
  • Paga-se no desembarque do barco 30.000 COPs de taxa de preservação para entrar na ilha.

3. Noite no Bairro Getsemani

  • Getsemani é o bairro boêmio de Cartagena, com muitos bares, artistas de rua e gente nas ruas se divertindo.

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Região do Getsemani
  • Da cidade murada até o bairro Getsemani, fomos a pé:

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Trajeto a pé da torre do relógio até a Plaza de la Santissima Trindade
  • O local onde se concentra o "fervo" é na Plaza de la Trindade, mas todas as ruas do bairro possuem alguma atração.

 

4º Dia: Vulcão El Totumo e Praia de La Boquilla

 

  • Compramos o passeio para o vulcão El Totumo numa agência dentre as milhares que existem dentro da cidade murada.

  • Pagamos 84.000 COPs por pessoa o passeio com almoço incluído.

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Trajeto que a Van da agência faz até o vulcão
  • O passeio consiste em: tomar banho de lama dentro do vulcão e depois se lavar da lama no lago Cienega del Totumo

  • Cuidado com tudo que te oferecerem lá no local de "gentileza", tudo é cobrado, de 2.000 COPs à 5.000 COPs.

  • À tarde fomos almoçar na beira da praia de La Boquilla (a paria pode variar dependendo do dia e da van, mas todas nessa região são bem parecidas)

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Trajeto do Vulcão até a praia de La Boquilla
 
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Local onde fica a praia de La Boquilla
 

5º Dia: Castelo de San Felipe de Barajas, Monumento a los Zapatos Viejos, Free Walking Tour

 

1. Castelo de San Felipe de Barajas

  • Para ir até o Castelo, fomos a pé:

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Trajeto a pé da torre do relógio até o Castelo
  • Valor da entrada: 25.000 COPs. Se apresentar carteira de estudante, mesmo do Brasil, paga 15.000 COPs.

 

2. Monumento a los Zapatos Viejos e India Catalina

 

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Locais onde ficam os monumentos dos Zapatos Viejos e da India Catalina
 

3. Free Walking Tour

 

  • Fizemos à tarde um Free Walking Tour de 2h de duração na cidade murada e arredores.

  • Site oficial do Free Walk que fizemos: https://en.freewalkingtourcartagena.co/ (hoje em dia existem vários!).

  • O ponto de encontro é na Plaza de los Coches, em frente à estatua do Pedro de Heredia:

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Local de encontro
  • Alguns pontos interessantes visitados no tour:

1 - Museu Naval do Caribe

2 - Plaza de Santo Domingo

3 - Igreja da Inquisição

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Pontos marcados no mapa
  • Pagamos 30.000 COPs de gorjeta

 

6º Dia: Se despedindo de Cartagena, ônibus noturno para Medellin

  • Para ir da torre do Relógio até o Terminal de Transportes de Cartagena, local onde pegaríamos o ônibus noturno para Medellin, pegamos um ônibus na região de cruzamento entre a Avenida Venezuela e a Pedro de Heredia:

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Região onde mais ou menos fica a parada dos ônibus para o Terminal de Transportes
 
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Estilo dos ônibus que vão pra lá
 
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Trajeto do ônibus até o terminal
 
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Local exato do Terminal: o onibus deixa na Avenida Principal, tem que dar uma caminhadinha
  • Sair cedo pois os ônibus dão muitas voltas e demoram bastante.

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Que Belo relato!Os micros velhos são dos próprios motoristas na maioria dos países ou de algum parente.No Ecuador e Venezuela se organizam em cooperativas para fazer as linhas,se bem que neste último não são velhos, muito pelo contrário, no tempo do Chávez eram novíssimos,pois há uma fábrica lá. Se foi para Medellín ou  Bogotá viu que o sistema mudou,o que não faz a intervenção do estado. rs

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Sim! Em Lima no Perú que eu descobri depois que as micros eram dos próprios motoristas e cada um fazia uma linha que bem entendesse. Tinha vários inclusive que faziam os mesmos trajetos hehehe. 

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COLÔMBIA 7º Dia - Se encantando com Medellin (30/04/2017)

De manhã cedo acordamos dentro do ônibus. No cenário, fazendas com muito campo e criação de bovinos e aquela serração fina, lembrou muito o interior aqui do Rio Grande do Sul, ainda mais quando o motorista começou a tocar no rádio do ônibus músicas típicas paisas, que são muito parecidas com as músicas gauchescas. Na única parada que o ônibus fez no caminho, para o café, sentimos a mudança drástica de clima: do calorão infernal de Cartagena para um friozinho de serra.

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Paisagem do interior da Antioquia, lembra muito o interior do Rio Grande do Sul

Aliás, Medellín (para os colombianos se lê "Medejin") é conhecida como a cidade da eterna primavera. Por se localizar num vale, o clima de Medellin é sempre agradável, nem muito quente e nem muito frio. Entretanto, com a mudança de clima somada à noite no ar condicionado à milhão dentro do ônibus, acabei destruindo minha garganta.

Chegamos em Medellin passando as 8 horas da manhã, no terminal Norte. Medellin possui dois terminais rodoviários, o sul e o norte e, embora todos os ônibus que vem de Cartagena desembarquem no terminal Norte, é bom sempre verificar antes de comprar a sua passagem. O terminal norte é muito mais "prático" de se desembarcar, possui uma estação de metrô praticamente dentro dele, enquanto o sul fica mais afastado, tendo que pegar ônibus para se locomover de lá.

O terminal de ônibus norte de Medellin é bem grande, com muitas lojas e parece ser bem organizado. No dia que desembarcamos, um domingo, estava tendo uma aula de ginástica comunitária para idosos bem no centro dele, muito interessante.

Fomos então em direção à estação de metrô de superfície que fica praticamente dentro do terminal rodoviário, a estação "Caribe" e, de cara, já nos impressionamos com a modernidade desse meio de transporte, uma das várias iniciativas responsáveis por transformar Medellin de cidade mais violenta do mundo até o posto de cidade mais inovadora.

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Moderno metrô aéreo de Medellin

Medellin é uma cidade bastante "simétrica". Fica rodeada por morros nos seus quatro cantos e bem no centro, cortando a cidade de Norte a Sul fica o Rio Medellin. O espaço às margens do rio foi aproveitado para se construir o moderno metrô de superfície de Medellin, que acaba dessa forma cruzando o centro da cidade de Norte a Sul, sendo complementado pela linha 2 do metrô que cruza a cidade horizontalmente. Além disso, o metrô é alimentado por diversas linhas de ônibus, ciclovias, trens elétricos de calçada e teleféricos, que alcançam os bairros mais afastados e morros da cidade. Tudo por um único bilhete de transporte de, na época, 2.600 COPs, fazendo de Medellin um exemplo de mobilidade urbana na América do Sul.

Fomos em direção à estação San Antonio, estação central e principal de Medellin, onde pode-se fazer a transferência para a linha 2 do metrô. É nesta estação também que fica o centro de atendimento ao cliente, onde é possível para qualquer um, nacional ou estrangeiro, mediante a entrega de alguns documentos, fazer o "Cívica Card", cartão recarregável que permite acesso a todo os meios de transporte público da cidade. Infelizmente, como esse dia era um domingo e no dia seguinte seria um feriado, acabamos não conseguindo fazer o nosso, mas é bastante importante fazer para quem vai utilizar o transporte público diariamente, especialmente em dias de semana, fugindo assim das filas para comprar bilhete nas estações.

Pegando a linha 2 do metrô, chegamos rapidinho então à nossa estação: "Estadio" e em menos de 50 metros já estávamos no nosso hostel.

O hostel que ficamos em Medellin foi o Paisa City Hostel, que infelizmente não existe mais, mas tem vários ali próximos que devem ser tão bons quanto. Escolhemos ele, além do preço e das ótimas avaliações do booking, pelos seguintes motivos: primeiro porque ele fica ao lado do Estádio de Futebol do Nacional de Medellin, o Estádio Atanásio Girardot,

estádio histórico tanto para o Grêmio (campeão da libertadores em 1995 lá) quanto para a Chapecoense (seria o palco da final da Sulamericana antes do desastre aéreo que acabou vitimando fatalmente todo o time e comissão técnica da Chapecoense). Local onde ocorreu uma das maiores demonstrações de solidariedade da história do futebol mundial, quando os torcedores do Nacional, mesmo com o jogo com a Chapecoense obviamente cancelado, lotaram o estádio no horário destinado à partida, todos de branco e prestaram uma linda homenagem ao time catarinense, além de entregar a taça de campeão para a Chape.

Mais do que ter a chance de conhecer esse Estádio histórico, iria poder acompanhar um jogo lá! Visto que na terça-feira iria ter um jogo da libertadores entre Nacional x Estudiantes, da Argentina. Então ficar perto e poder ir e voltar a pé do estádio era uma questão estratégica! Além disso, como já mencionado, o hostel ficava a 50 metros da estação de metrô, permitindo acessar qualquer parte da cidade tranquilamente.

Cansados da viagem noturna, chegamos e já fomos recebidos no portão pelo nosso anfitrião, o simpático cachorrinho Rhu! Um cachorrinho que perambulava pelo hostel o dia todo, entrando nos quartos, subindo nas camas, roubando meias... não parava um minuto! Muito sapeca!

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Nosso anfitrião nos esperando

Além do Rhu fomos recebidos também por um americano falando com a gente em inglês que fez questão de exaltar que aquele era um "party hostel", que rolava muita festa e rolava diariamente o "happy hour" a cada duas ou três horas, onde as bebidas ficavam temporariamente pela metade do preço. Na hora pensamos: não vamos conseguir relaxar um segundo nesse lugar... além de ter de aguentar um monte de gringos bêbados. Mas não! Pessoal do hostel era bem legal, as festas não eram "loucurada" e nos quartos que ficavam no andar de cima (onde ficamos) nem se ouvia barulho nenhum. Outra coisa que nos preocupou era que só tinha um banheiro individual para todos os hóspedes, pensamos que ia ser um stress para encontrar ele vazio mas não, não chegamos a pegar nenhum dia "fila" pra usar. No fim toda a estadia no hostel foi muito boa! A única coisa ruim do hostel é que não permitia trazer bebidas alcoólicas de fora, só consumir as do bar lá.

Como ainda não era hora de fazer o check in, largamos nossas mochilas no hostel e já fomos conhecer a região, indo até a bilheteria do Estádio para comprar nossos ingressos. Ficamos boquiabertos quando descobrimos que o Estádio Atanásio Girardot fica dentro de um complexo esportivo público gigantesco, que possui quadras de diversos esportes (baseball, rugbi, tenis, etc), ginásios de lutas, ginástica olímpica, entre outros, e até piscinas e um velódromo, tudo de alta qualidade, coisa de primeiro mundo mesmo!

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Estádio Atanásio Giradot e o impressionante complexo esportivo em sua volta

Impressionados com a qualidade das instalações, como era cedo, demos uma boa volta em todo o complexo e vimos muitas pessoas de todas as idades praticando todo tipo de esporte. Muitos também só utilizando o local para caminhadas ou para andar de bicicleta, já que o lugar é bastante agradável para passear. Também aproveitamos para fazer nosso café da manhã por ali mesmo, comendo umas empanadas argentinas muito boas a 2.000 COPs nas diversas barraquinhas de comida que tem por ali (essas bem furrecas mesmo). Por fim, compramos nossos ingressos na bilheteria para o jogo de terça-feira sem dificuldades. Perguntei para o carinha do guichê qual era o lugar mais legal de assistir e ele sem hesitar nos vendeu o ingresso para trás do gol junto à fanática torcida organizada do Nacional. O ingresso custou apenas 25.000 COPs! (equivalente à 25 reais na época), coisa inimaginável pra um jogo de libertadores no Brasil, onde depois da elitização dos estádios após a Copa do Mundo, sem ter carteira de estudante, não se consegue um ingresso para um jogo desses por menos de 90 reais.
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Ingresso na mão!

Se aproximando da hora do check in, voltamos pro hostel. Nos instalamos no quarto para 8 pessoas e saímos procurar um lugar para almoçar. A avenida onde fica o hostel é bem residencial, atravessada por um riachinho onde passa por cima a linha 2 do metrô aéreo, com ciclovias e pontes para atravessar (um pouco mal cuidadas é verdade).

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Ciclovias em frente ao hostel, meio mal cuidadas mas ainda assim em melhores condições que as aqui de Porto Alegre

No entanto, bem na esquina em direção à estação de metrô, fica a Carrera 70, uma avenida bem movimentada da cidade com milhares de opções de bares, lanchonetes e baladas, bastante utilizada como opção para curtir a noite de Medellin (mas que infelizmente não tinha nenhum mercadinho).
Aliás, uma curiosidade não só em Medellin mas em toda a Colômbia (e não sei se nos outros países latinos também): as ruas que ficam na horizontal, indo da ponta leste para oeste (na latitude), são chamadas de Calles, enquanto as que ficam na vertical, indo da ponta norte para a sul (na longitude), são chamadas de Carreras.

Seguimos então pela Carrera 70 procurar uma lancheria pra almoçar e matamos um pouco a saudade de fast food comendo um Xis com fritas.

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Xis com fritas

Já almoçados, finalmente voltamos pro hostel pra descansar um pouco da viagem noturna. Lá pelo meio da tarde então, fomos conhecer a cidade. Aos domingos, uma região muito frequentada pelos locais fica em volta da estação de metrô Universidade. Por ali fica a Universidad de Antioquia, o Parque de los deseos, Parque Explora, o Jardim Botânico de Medellin e o Shopping Bosque Plaza. Com atrações para todo o tipo de público, foi pra lá que nós rumamos.

Já na descida da estação, tem-se uma bonita vista dos modernos parque Explora e Jardim Botânico com os característicos morros que envolvem Medellin ao fundo.

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Bonita vista do Parque Explora e do Jardim Botânico de Medellin com os característicos morros da cidade ao fundo

Primeiro seguimos em direção ao Parque Explora. Este parque, assim como esta região inteira, faz parte das iniciativas que tornaram Medellin a cidade mais inovadora do mundo em 2013. É tipo um museu de ciência e tecnologia, assim como existem em várias capitais brasileiras, misturado com parque de diversões, sendo que todas as atrações são educativas. Já na entrada tem algumas atividades pra tu fazer, todas ligadas à física, matemática ou astronomia e todas com um texto explicativo ligando a brincadeira à teoria, assim como um mirante pra observar a cidade e uma lojinha de souvenires muito legal, com várias camisetas e produtos educativos (mas caros)!
 
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Parque Explora

Não chegamos a entrar para conhecer por dentro porque este é um passeio de dia inteiro e, infelizmente, nosso pouco tempo na cidade não nos permitiu, mas é um dos passeios imperdíveis para se fazer em Medellín. O mesmo pode-se dizer do Jardim Botânico, só na entrada dele, uma edificação que lembra Niemeyer, possui diversas obras de arte expostas que, também por falta de tempo, não conseguimos conhecer. Definitivamente, Medellín é uma cidade para se passar bastante tempo e visitar sem pressa!

Depois do Parque Explora, fomos visitar o Parque de los Deseos, outro símbolo da Medellín moderna.

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Parque de los deseos

Fundado em 2003 pela prefeitura de Medellín tendo como tema o universo, o parque teve como objetivo, além de se tornar um lugar lúdico de interação e de descanso, se tornar um lugar de encontro cultural, visto que dentro dele se encontram a Casa de Música de Medellín, espaço público para realização de oficinas e ensaios para músicos e dançarinos de diversos estilos da cidade, além do prédio do planetário.

No parque em si, diversas atrações que, assim como no Parque Explora, são todas com algum fundo educativo, perfeito para as crianças brincarem e aprenderem sobre astronomia e os elementos da natureza, como por exemplo o telefone sem fio feito com duas construções côncavas uma em cada ponta do playground que permite a duas pessoas se comunicarem uma com a outra à distância, relógio solar, entre outras atrações, além de um local super limpo e organizado. Durante a semana inclusive, o parque conta com voluntários credenciados que auxiliam os visitantes a fazerem um "circuito" de forma gratuita, passando por todas as atrações interativas do parque, que são 8 no total.

 
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Atrações do Parque de los Deseos

Se já estávamos embasbacados com o complexo esportivo público que fica em volta do Estádio, nem preciso dizer o quanto ficamos impressionados por existir um parque assim. Uma ideia tão simples mas tão importante para uma cidade, principalmente para os jovens. O parque é ainda um espaço aonde ocorrem diversas apresentações artísticas e, toda terça e domingo às 19 horas é projetado um filme num telão para o pessoal assistir gratuitamente ao ar livre, mais um motivo que escolhemos para vir visitá-lo num domingo.

Esperando o horário da sessão, fomos dar mais uma volta ao redor do parque. Aos domingos a rua ao lado (Calle 73) fica fechada para uma feirinha de artesanato e comidas de rua. Achamos muito legal que as barraquinhas de rua tinham uma grande variedade de comidas: empanadas, cachorro-quentes, milho, raspadinhas, arepas, frutas, entre outros diversos pratos. Bem diferente do Brasil (pelo menos em Porto Alegre), onde as barraquinhas nos parques ou vendem churros ou pipoca, parece não haver outra alternativa.

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Feirinha que rola aos domingos na Calle 73

Depois de dar uma passeada na feira, paramos próximo à entrada do metrô para assistir uma bandinha marcial de jovens que estavam ensaiando e uns outros que estavam ensaiando coreografias de dança, ambos muito talentosos, com várias famílias assistindo, num clima muito agradável. Também fomos dar uma conferida no shopping grande que tem ali, que nesse dia tava tendo na entrada uma exposição de animais de fazenda (ovelhas, cabritos, porcos, vacas, lhamas) bem bizarro.

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Gurizada ensaiando e exposição de animais em frente ao Shopping

Chegada a hora do filminho, pegamos umas águilas no supermercado dentro do Shopping e nos acomodamos no meio da galera pra assistir a sessão. O filme é projetado na parede do prédio do planetário, e sempre é um filme bem familiar. Neste dia estava rolando o desenho clássico da Disney, o "Cão e a Raposa", com uma dublagem em espanhol horrorosa.
 
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Sessão de cinema ao ar livre (pena que nossa câmera à noite é muito ruim)

E foi ali, assistindo um filme numa praça pública junto com um monte de gente e tomando uma cervejinha que percebemos que já estávamos apaixonados por Medellín. Que cidade incrível! Era pra ser uma coisa óbvia, o fato de como o investimento em arte, cultura, esporte e mobilidade tem o poder de transformar uma cidade. Medellín deveria ser um exemplo a ser seguido na América Latina, ainda mais se tratando de Brasil, país que ainda tem a mentalidade deturpada de que violência urbana se combate com mais violência policial.

O filme estava bom mas, como passaríamos somente 3 noites em Medellín, sendo que uma delas seria uma segunda-feira feriado e a outra iriamos assistir o jogo do Nacional, o dia, ou melhor, a noite, para conhecer o bairro boêmio da cidade, o "El Poblado", era esta. Seguimos então de metrô em direção à estação Poblado. Agora à noite, do alto da estação de metrô, vislumbramos outra característica marcante e cartão postal do cenário urbano de Medellín, os morros todos iluminados com as luzes das casas nos bairros que ficam em suas encostas ao fundo no horizonte, parecendo uma constelação.

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Morros iluminados ao fundo, um dos cartões postais de Medellín

O "point", onde ocorre o melhor da noite na cidade, algo como a Lapa é para o Rio de Janeiro, fica na região em torno do Parque Lleras, no bairro Poblado. Para se chegar lá da estação de metrô mais próxima, a estação Poblado, tem que se caminhar por um pouco mais de 1 km seguindo a Calle 10. Apesar de ser um caminho considerável, ainda mais a noite, pelo menos no dia que fomos estava bem seguro de caminhar, com bastante gente seguindo pelo mesmo caminho, todos indo em direção ao Poblado para curtir a noite. Na própria Calle 10 no caminho, ficam diversos mercadinhos e bares e já aproveitamos para ir "se gelando" pelo caminho.

Chegando no parque, esse na verdade se trata de uma pequena praça, muito bem cuidada por sinal, rodeada por bares e casas noturnas de diversos tipos (mas todas tocando Reggaeton) onde o pessoal se reúne para curtir com os amigos antes da balada, embora na praça em si seja proibido consumir bebidas alcóolicas e isso seja muito bem fiscalizado por vários policiais que ficam em volta da praça. Talvez (com certeza) seja exatamente esse o motivo da praça se encontrar bem conservada. É um lugar que vale a pena visitar de dia também pois possui uns jardins bem bonitos com várias espécies de plantas.

Não sei se por tratar-se de um domingo (embora na segunda fosse feriado), ou pelo horário ser muito cedo, mas a região não estava com muito movimento como dizem que tem sempre por lá.

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Parque Lleras

Não estávamos muito a fim de entrar em nenhum bar ou balada pra ficar ouvindo Reggaeton em looping, até porque a maioria dos lugares pareciam ser meio elitizados demais, mas encontramos um mercadinho em frente à praça que estava bem cheio, com pessoal pegando as garrafas de litrão e tomando cerveja no cordão da calçada mesmo, bem mais nossa cara. Fomos então conferir e, quando vimos que o mercadinho vendia o litrão de águila à 3.000 COPs (na época o equivalente à 3 reais!), não deu outra, por esse preço, fomos obrigados a nos instalar por ali mesmo e tomar umas duas ou dez garrafas.
 
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Litrão à 3 reais! Quando na vida?

Não querendo ter que pegar táxi ou uber, quando se aproximou da meia-noite então, resolvemos começar a rumar para o metrô para ver se conseguíamos pegar o último trem, que, conforme havíamos nos informado, saía à meia-noite. Apesar da segurança pública de Medellin ter melhorado infinitamente em comparação com a época do Pablo Escobar, como toda cidade grande da América Latina, não é muito recomendado ficar andando tarde da noite pela rua, mas, assim como no caminho de ida até a estação, a volta também achamos bem tranquila. No próprio metrô também, tinha bastante gente, muitos trabalhadores voltando para suas casas naquela hora. Inclusive os próprios funcionários da estação, já que demos sorte e conseguimos pegar justamente o último trem!

Da nossa estação até o hostel, só alguns metrôs já estávamos lá. Apesar de ser um "party hostel", descobrimos também que, tirando sexta e sábado, o bar fecha a meia-noite, então já não tinha mais nenhum movimento no hostel junto ao bar.

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Fui a Medellín pensando justamente em conhecer o estádio. Para mim,a história é outra.Em 1990,semifinal da Libertadores o Vasco jogou lá e perdeu. Pablo Escobar e seus capangas foram ao jogo e mostraram as armas no vestiário do Vasco.O maior dirigente de futebol que vi,Eurico Miranda,usou isso para anular o jogo.Única vez na história da Libertadores, não adiantou nada,pois o técnico do Vasco na época, Zagallo, armou uma retranca e perdeu de novo o jogo extra disputado naquela cidade que anos depois iria me receber de braços abertos, Santiago.Que emoção foi conhecer esse palco de atuação de meu ídolo,o famoso Dr Eurico. 

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Bah! Bem na época que o Pablo Escobar mandava no futebol na Colômbia. Até não sei como o Nacional não engatou vários títulos de libertadores seguidas nessa época, tamanha a influência que ele tinha no futebol.

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Nesse ano eles perderam na final para o Olimpia de Asunción, acho que foi até campeão do mundo, era um timaço, base da seleção paraguaia que chegou as 4as de final da copa com Gamarra e Arce,que depois foram jogar no Palmeiras. 

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COLÔMBIA 8º Dia - Visitando o Pueblito Paisa (01/05/2017)

Já que era um feriado esse dia (dia mundial do trabalhador), resolvemos visitar mais alguns parques famosos de Medellín, o Pueblito Paisa e o Parque de los Pies Descalzos. Como não havíamos encontrado nenhum mercadinho perto do hostel para comprar coisas para fazer um café da manhã, saímos então bem cedo para fazer o desjejum pela Carrera 70. Escolhemos a lanchonete/padaria que estava mais cheia, bem na esquina da Carrera 70 com a Avenida principal, que na vitrine tinha lanches que pareciam deliciosos. Com muita dificuldade, já que o atendimento era péssimo, a Juju conseguiu comer um omelete e um suco de laranja. Já eu, a atendente não entendeu (não fez esforço algum pra entender) meu portunhol e não consegui comer nada. Até ficamos nos questionando se de repente estrangeiros não são bem vindos em Medellín, mas acho que foi um caso isolado mesmo.

Seguimos então primeiro em direção ao Pueblito Paisa, pegando o metrô em direção à estação Industriales.

O Pueblito Paisa é uma atração turística das mais famosas de Medellín. Trata-se de uma réplica fiel de uma típica cidade Antioqueña (ou Paisa) do inicio do século passado, com uma praça central com uma fonte, envolta pelas casas de arquitetura típica e a igreja central.

O Pueblito Paisa fica no topo de uma pequena colina no centro da cidade de Medellín, o Cerro Nutibarra, que, junto com outras 6 colinas semelhantes que existem em outros pontos da cidade, formam o chamado grupo de "Sete colinas guardiãs", locais de Medellín com biodiversidade preservada. Além do Pueblito Paisa, o Cerro Nutibarra conta com um museu da cidade, exposição de esculturas e um teatro à céu aberto, além de ser um local com natureza abundante, muito utilizado pelos locais para trilhas, prática de mountain bike e piqueniques com a família.

Para chegar lá, descemos na estação Industriales e seguimos um pequeno trecho pela Calle 30A até o portão de entrada do Cerro, em um bairro que, assim como se percebe pelo nome da estação, conta exclusivamente com industrias e fábricas, a maioria abandonadas.

O Cerro Nutibarra é todo cercado por muros e grades, o que garante uma certa segurança para o local, e a entrada é somente neste portão, ou ao norte, na Calle 32D. Logo na entrada já se deparamos com as intermináveis escadarias que levam ao topo. Com bastante gente utilizando elas pra fazer o seu exercício físico.

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Entrada do Cerro Nutibarra

Apesar do Cerro possuir apenas 80 metros de altura e os degraus não serem muito íngremes, dá pra dar uma boa cansada. Subimos num ritmo normal, mas mesmo assim chegamos ao topo mortos, parecia que não chegava nunca! No caminho no entanto, a bonita paisagem com bastante verde e ar puro, davam uma "ajudada" na motivação. Para quem não curte muito caminhar, dá pra subir de carro também por uma estradinha que vai contornando o morro.
 
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Juju subindo as escadarias "cheia de energia"

Chegando ao topo, lá estava o Pueblito Paisa, a simpática réplica de vila Paisa do início do século.
 
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Pueblito Paisa

Logo na entrada, antes de chegar ao Pueblito propriamente dito, o prédio da administração do parque e os banheiros, já são todos com arquitetura da época. Também ali ficam umas hortas e um jardim botânico com plantas da região muito bem cuidadas e organizadas.

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Entrada do Pueblito

O Pueblito em si, este parece aqueles cenários cenográficos de novelas hehehe, mas muito bem conservado e bastante original. Trata-se de várias casinhas que hoje se transformaram em lojinhas de souvenires turísticos, em volta de uma praça com uma bonita fonte desativada no meio, que por sua vez também ficam algumas banquinhas vendendo sorvetes, sucos e mais souvenires.
 
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Parece uma cidade cenográfica

Apesar de mega turístico, os preços das banquinhas e lojinhas não eram exorbitantes, e deu pra comprar umas lembrancinhas pra trazer pro Brasil, naquele esquema de pechinchar sempre. Ao fundo fica também uma pequena igreja, muito bonitinha e uma espécie de museu, na verdade uma réplica de uma casa por dentro, que pode-se entrar e visualizar como era uma típica casa Paisa do século retrasado, com um jardim de inverno ao centro e vários objetos de época, além de um quartinho para os servos (escravos certamente), que parecia uma pequena prisão.
 
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Típica casa Paisa por dentro. Na foto à esquerda, um visitante ilustre

Depois de dar uma boa conferida no Pueblito e fazer umas comprinhas e uns lanches, seguimos em direção à outra atração do Cerro Nutibarra que fica bem em frente, o museu da cidade de Medellín. Este museu conta a história da cidade, exaltando as políticas públicas positivas que foram implementadas ao longo dos anos e a fauna e flora da região, bem ao estilo e muito parecido com o museu que visitamos em Kuala Lumpur, cujo relato você pode conferir aqui.
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Museu da cidade de Medellín

Inclusive, de forma semelhante à Kuala Lumpur, no centro do museu de Medellín fica uma maquete enorme e muito bem feita da cidade, contendo a indicação e descrição dos bairros com leds indicando pontos estratégicos da cidade e principais trajetos do transporte público.

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Maquete da cidade de Medellín

Mas como não poderia deixar de ser, o carro chefe do museu são as ações que fizeram Medellín ser escolhida a cidade mais inovadora do mundo em 2013. Ao longo do salão principal, ficam vários painéis com infográficos e fotos exemplificando tais ações, como os investimentos em esporte, lazer e cultura, estes últimos realizados através da criação e reforma de praças e parques com temas educativos e lúdicos que incentivam a ocupação de espaços que antes eram subutilizados ou utilizados para o uso de drogas e violência, pela população e suas famílias.
 
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Espaços revitalizados de Medellín

Isso tudo somado à mobilidade urbana, é claro, exemplo na América do Sul, que facilita ao cidadão dos mais variados bairros usufruir da sua cidade através da integração de metrôs, ônibus, bicicletas, escadas rolantes urbanas, teleféricos e trens elétricos de calçada (coisa básica mas que no Brasil é ainda vista como mercadoria e privilégio tu poder ter dinheiro para pegar um ônibus para acessar regiões da tua própria cidade!).
 
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Painéis demonstrativos da mobilidade urbana de Medellín

Claro que Medellín está longe de ser perfeita ou ser considerada uma cidade "desenvolvida", possuindo todos os problemas de uma cidade grande da América Latina. Mas o que choca e acredito que foi o motivo que rendeu mesmo este prêmio para Medellín foi o fato dela já ter sido considerada a cidade mais violenta do mundo nos anos 1980-1990, sob o domínio de Pablo Escobar e hoje ter alcançado tal nível de desenvolvimento urbano e social. Além de todas as iniciativas já elencadas, que contribuem para a ocupação da cidade de forma lúdica e educativa por sua população, o que obviamente contribui para a diminuição da violência urbana, foram criados também centros culturais em diversas favelas e comunidades de Medellín como política de inclusão social, proporcionando atividades culturais e esportivas gratuitas principalmente às crianças destas comunidades.
 
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Políticas de inclusão de Medellín. Na foto à esquerda, percebe-se o nível de infraestrutura dos centros culturais criados nas favelas

Junto a tudo isso existe também um investimento maciço em segurança pública, acompanhado de várias operações controversas de "pacificação" em favelas na periferia da cidade, nos mesmos moldes que se observou aqui no Rio de Janeiro na época das UPPs. Um dos exemplos mais emblemáticos é a Comuna 13, uma das favelas mais perigosas da Colômbia e que hoje virou atração turística contendo a maior escada rolante urbana da América Latina, mas cuja "pacificação" envolveu assassinatos e desapropriações arbitrárias em massa, além de diversos desaparecimentos, fazendo emergir uma milícia que dizem que controla hoje a região com bastante violência. Apesar disso, o passeio até a Comuna 13 é bastante procurado. Além da lindíssima vista e da oportunidade de conhecer a escada rolante, a comunidade é bem receptiva com turistas e as construções contam com diversos grafites muito bonitos. Infelizmente não conseguimos visitar devido a nosso pouco tempo na cidade.

E você deve estar se perguntando: E o Pablo Escobar? O museu da cidade não fala dele não? Pois é, na contramão das inúmeras tentativas hollywoodianas que temos observado de glamourização deste personagem, para os habitantes de Medellín foi um período trágico e uma mácula que até hoje eles estão tentando apagar.

Tirando a população de certas comunidades que foram beneficiadas pelo cartel, chegar para um morador de Medellín e falar algo como: "conheço sua cidade! Tem o Pablo Escobar", mais do que uma ofensa gera uma mágoa muito grande.

Para eles Escobar foi pior que Hitler e, infelizmente, com a fama que os filmes e seriados que tem-se produzido trouxeram para ele, muitos turistas ainda vão pra lá fazer "tour do Pablo Escobar", compram camisetas do Pablo Escobar, etc.

Nem preciso comentar o quanto ficamos arrasados ao sair do museu, pelo fato de que o que se observa nas políticas públicas brasileiras para as cidades nos últimos anos, onde impera a mentalidade de que para combater a violência tem que se matar bandidos (só os pobres, pretos e favelados no caso), um país com muito mais recursos financeiros para implementação de políticas sociais em comparação com a Colômbia, é justamente o contrário do que ocorreu aqui (e isso que na época ainda não tínhamos um governo fascista no poder). Inveja pura! Hehehehe, embora, pelo que tem-se observado nos últimos anos, a Colômbia tem seguido também um caminho semelhante ao brasileiro.

Voltando ao nosso passeio, saindo do museu, na parte "detrás" dele, fica um mirante onde pode-se contemplar uma bonita vista panorâmica da cidade. Dali também dá pra observar bem pertinho o antigo aeroporto da cidade, que ainda opera alguns poucos vôos pequenos intermunicipais.

 
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Mirante do Cerro Nutibarra

Se aproximando da hora do almoço, fomos conferir a praça de alimentação que tem ao lado do Pubelito Paisa. Para nossa surpresa (surpresa boa!), que achávamos que por ser um lugar turístico seria uma praça de alimentação tipo de shopping, esta conta com barraquinhas bem humildes, bem estilo comida de rua mesmo. O preço também, apesar de um pouquinho mais caro que os padrões colombianos, para os padrões brasileiros, bem barato. Aproveitamos então para experimentar uma Bandeja Paisa agora feita na Antioquia mesmo! Muito bom e bem servida como sempre. Pedimos uma só pra nós dois ao valor de 15.000 COPs (o equivalente a 15 reais na época).
 
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Bandeija Paisa, agora feita realmente na Antioquia!

Depois do almoço, começamos então nossa volta rumo à estação de metrô. Para descer, fomos pelo caminho oposto ao do das escadarias, costeando o Cerro por umas trilhas em meio às árvores.
 
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Trilhas em meio ao Cerro Nutibarra

No caminho, várias famílias e casais fazendo trilhas e piqueniques no meio da "floresta", além de muitos corredores e uma galera fazendo mountain bike. No caminho também, em vários locais espalhados pelo bosque ficam a exposição de esculturas, bem estilo a bienal. Esculturas com temas bem interessantes, mas quase todas vandalizadas e bem mal cuidadas.
 
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Exposição de esculturas no meio das trilhas

Da estação Industriales então, seguimos de metrô até duas paradas ao norte, na estação Alpujarra, rumo à próxima atração do dia, o Parque de los Piés Descalzos:
O Parque de los Piés Descalzos é um parque que foi construído entre os anos 1998 e 2000 e, para nossa decepção, não tem nada haver com a música da Shakira, mas, como indica o nome, construído numa parte bem central e movimentada da cidade, é um local que estimula o cidadão a tirar os seus sapatos e entrar em contato direto com a natureza, dando uma pausa na correria do dia-a-dia experimentando várias sensações com os pés descalços (areia, grama, diversos tipos de piso e córregos de água limpos).

Junto deste parque ficam locais importantes da cidade como o Museu da água, a Praça Maior e o Teatro Metropolitano, todos que também merecem a visita.

O parque fica a uma caminhadinha de 1 quilometro da estação Alpujarra. Numa zona bem "centrão". Como era feriado, a região estava bem vazia e dava um certo medo (somos brasileiros né), mas o policiamento ostensivo na rua nos tranquilizou um pouco. Para chegar se atravessa uma ponte para pedestres bem bonita (tipo uma passarela), novinha, com vista para a bonita igreja do sagrado coração de jesus e o interessante prédio da estação de TV Teleantioquia.

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Passarela para chegar ao Parque de Los Pies Descalzos. Ao fundo a igreja do sagrado coração de jesus e o prédio da Teleantioquia

Chegando no parque, bem na entrada já fica um paredão com uma cachoeira artificial e em frente uma espécie de praia artificial muito bonita, que não faz ainda parte do parque propriamente dito, mas ali o pessoal, principalmente a criançada, já aproveita para tirar os sapatos e enfiar o pé na água e se banhar na cachoeira enquanto os pais ficam nos barzinhos ao lado. Claro que, apesar de ser o único adulto, entrei no clima.
 
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Dando uma refrescada

Já o parque em si, esse é muito bonito e limpo. Aos mesmos moldes do Parque de Los Deseos, conta com várias atividades educativas e lúdicas para adultos e crianças. Inclusive, assim como no parque de los Deseos, conta também com voluntários credenciados que te acompanham nas diversas atividades disponíveis no local e dão explicações ligando as atividades aos elementos da natureza.
 
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Parque de los Piés Descalzos

Você não é obrigado a tirar os sapatos para ficar por ali, mas com certeza a experiência vale a pena, a ideia é muito bem bolada e muito relaxante e proveitosa após um dia de caminhadas ou um dia cheio no trabalho. O terreno permite experimentar várias sensações diferentes, areia, grama, uns "tocos" de diferentes formatos que você pode caminhar em cima e sentir diferentes terrenos e uns laguinhos ao redor que você pode molhar os pés. Inclusive ao lado do banco de areia tem uma pequena "floresta" onde você pode fazer umas trilhas de pé descalço (fingir pelo menos) além de contar com bancos e mesas pra fazer piqueniques. A Juju não quis encarar botar o chulé pra fora, mas eu logo de cara entrei no espírito.
 
 
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De Piés Descalzos y de Sueños Blancos

Mas a parte mais divertida fica no centro do parque, local onde fica os Puntos de Encuentros para a galera se encontrar e onde ficam uns chafarizes que disparam água de forma aleatória de tempos em tempos e a gurizada faz a festa, um monte de crianças com toalhas, chinelos e roupas de banho, parecia praia! Ali também, na rua em frente, foi onde sentimos pela primeira vez o que é o tal do "investimento pesado" em segurança pública de Medellín, acho que o local que mais vimos policiais na vida (pelo menos os veículos da polícia)
 
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Chafarizes onde a garotada faz a feta (reparem na quantidade de viaturas da polícia na foto de baixo)

Aliás, dizem que a questão da política publica de segurança implantada em Medellín foi também direcionada ao controle de pequenos delitos, como punir quem joga lixo na rua, quem pichar e vandalizar locais públicos, etc. Houve uma grande campanha de conscientização e fiscalização neste sentido e, realmente, pelo menos nos locais revitalizados, praças e parques por onde passamos, tudo é muito limpo e bem cuidado.

Por ali também, como todo parque que se preze, tem também muitas barraquinhas de comida de rua, igualmente com comidas bastante variadas e diversas opções para todos os gostos, com destaque para as barraquinhas de frutas cortadinhas no copo, uma delícia (e saudável)! Inclusive na parte coberta onde fica o Museu da Água também tem uma praça de alimentação com algumas lanchonetes, mas aí mais estilo shopping mesmo.

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Barraquinhas de rua em volta do parque

Quase no fim da tarde então, fomos rumando de volta para a estação, pegar o metrô para retornar para o nosso hostel.

No dia anterior, havíamos visto que uma estação de metrô antes da nossa havia bem em frente um supermercado grande, então, descemos do trem uma parada antes, na estação Suramericana, para ir no mercado comprar comida pra janta e café-da-manhã. Em frente à estação Suramericana fica o Hiper mercado Jumbo, um supermercado gigantesco, estilo shopping, com várias lojas e praça de alimentação em volta, e, na época contava até com um pequeno parque de diversões (ou era um circo?) numa parte do estacionamento.

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As famosas Patacones Colombianas

Na volta pro hostel, o único problema (e acho que a única coisa que pode-se falar mal da localização do hostel) é que o supermercado fica a um pouco mais de 1 quilômetro, o que, apesar de pouca distância, carregando compras e já cansados de caminhar o dia todo, é uma distância bem considerável.

Chegando no hostel, feriado e sem muitas opções para se fazer à noite, fomos conferir o bar do hostel. Neste dia tinha um pessoal bem legal por lá, jogando Pong Beer, todos gringos, curtindo na boa, sem fazer esparro e nem com nenhum bêbado chato. Assim, ficamos por ali mesmo, jogando Jenga, aproveitando as promoções de cerveja do happy hour no bar e brincando com o cachorrinho Rhu.

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Curtindo a noite no bar do hostel

 

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Não sei se soube,mas o índice de homicídio em Medellín, quando estive ali em 2016,era zero.Havia meses que não acontecia nenhum. Há também o museu da memória em um bairro próximo ao centro.Sou curioso, fui lá, contam a história da violência da cidade como um todo, não necessariamente de Pablo Escobar. 

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