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Cachoeiras no interior de São Paulo


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Boa tarde, galera. 

To querendo aproveitar o final de semana do dia 30/31 de outubro podendo se estender até terça no feriado, mas não sei para onde ir.

Estou no centro-oeste de São Paulo (Marília) e queria indicações de lugares perto para aproveitar, de preferencia que tenham camping e cachoeira. 

 

Valeu!

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    • Por Tadeu Pereira
      Trilha da Praia do Bonete - Ilhabela - São Paulo
      Praias: Praia do Bonete, Buraco do Cação e Praia das Enchovas
      Cachoeiras: Cachoeira da Laje, Cachoeira do Areado e Cachoeira do Saquinho
      Dificuldade: Média
      Distância: 15 km
       
      Salve salve mochileiros!
           Segue o relato desta famosa trilha situada em Ilhabela no litoral Norte de São Paulo, iniciada na parte sul da ilha a aproximadamente 9Km da balsa entre São Sebastião e Ilhabela. A trilha é de nível fácil/moderado com muitas subidas e descidas na maior parte caminhando dentro da mata, passando por três lindas cachoeiras, com alguns mirantes e sempre caminhando com o som do mar. 
      Partida - 13/09/21 - Ida 9:00am - São Paulo x São Sebastião -> BlablaCar R$60,00 - Balsa x Ponta da Sepituba  -> Ônibus R$5,00
           Partimos do Terminal Rodoviário do Tietê na zona Norte de São Paulo por volta das 9:00hrs da manhã de carona que conseguimos pelo aplicativo BlablaCar pagando R$60,00 cada um até a Balsa entre São Sebastião e Ilhabela. A viagem foi tranquila e em aproximadamente duas horas e meia chegamos na Balsa do lado de São Sebastião. Tivemos a sorte de chegar e já pegar a balsa/catamarã até Ilhabela que durou menos de 30 minutos a travessia. Chegando do lado de Ilhabela caminhamos por alguns metros até um pequeno terminal de ônibus à esquerda onde pegamos o ônibus com nome de Borrifos. O ônibus logo saiu e seguiu sentido sul da ilha passando por praias como a Praia da Feiticeira, Praia do Julião, Praia do Veloso entre outras até parar no ponto final. A trilha começa basicamente neste ponto pois após descer do ônibus começamos caminhando por 3 km até a entrada da trilha.  
       
       


           Na entrada da trilha existe uma guarita onde fica um monitor passando algumas instruções, informações e dicas da trilha. Enchemos nossas garrafas d'água na guarita, checamos nosso equipamento, passamos o repelente e iniciamos a trilha por volta das 13:00hrs. Já no início da trilha se tem uma ideia de como será difícil todo o percurso com todo o peso das mochilas nas costas. Já começamos com uma subida daquelas onde o filho chora e a mãe jamais vê ahahahahha. Mas como quase toda subida tem uma recompensa no final ahuahauha, fomos presenteados também com o primeiro mirante com vista para o mar da trilha. 


           Depois de alguns minutos contemplando aquele lindo visual do mirante, seguimos em frente por mais uns 2 quilômetros até chegar na entrada da Fazenda da Lage. O local tem uma estrutura boa e simples onde oferecem camping, pousadas, restaurante, wi-fi, cozinha compartilhada, cachoeiras, linda vista do mar e uma linda vista de cima do famoso Buraco do Cação. Para quem quiser passar o dia só para visitação será cobrado o valor de R$10,00 Reais e para camping o valor e de R$60,00 Reais por pessoa. Existem também opções de quarto compartilhado e suítes. Como tínhamos tempo e provavelmente iríamos chegar quase à noite na Praia do Bonete naquele dia, resolvemos ficar na Fazenda da Lage e curtir os atrativos naturais do local e seguir a trilha até o Bonete no dia seguinte. Conseguimos acampar por R$50,00 Reais em um camping com um visual de tirar o fôlego.
       


           Com o sol ainda alto no céu deixando o tempo abafado e muito quente dando um cenário ideal para curtir uma boa cachoeira de águas geladas da Mata Atlântica, resolvemos nos refrescar primeiramente na Cachoeira da Laje. Após uma trilha de 5 minutos logo chega em um complexo com diversas cachoeiras e corredeiras chamada de Cachoeira da Laje. 



       






           Depois da alma lavada nas águas geladas da cachu, retornamos o mesmo caminho e fomos para a outra trilha que leva para o mar. A trilha também é de 5 minutos e leva para a costa do mar. Não existe praia neste local e sim um costão onde o mar encontra as rochas fazendo do local ótimo para contemplação dos elementos da natureza. 



           Com o sol quase se pondo atrás das montanhas, corremos para fazer a trilha do Buraco do Cação. Retornamos ao camping e de lá partimos para a trilha que leva ao local. A trilha é rápida, fácil, sinalizada e em poucos minutos estávamos em cima da fenda do Buraco do Cação. A vista é fantástica! O buraco do Cação é um paredão de rocha de aproximadamente 80 metros de altura e devido as altas marés existe uma caverna esculpida nas rochas de quase 50 metros de comprimento. A vista de cima é surreal e ao mesmo tempo muito perigosa. O acesso ao final da trilha onde da uma visão exatamente de cima da fenda e extremamente perigoso e com muita exposição a altura. Mas o visual é de tirar o fôlego e vale muito a pena!
       



           Antes do sol se por retornamos para o camping para tomar um bom banho quente, comer alguma coisa e jogar um pouco de conversa fora com alguns locais e campistas que estavam no local. A noite estava linda e estrelada com o som forte das ondas contra as rochas e com um clima muito agradável. Fomos dormir cedo para descansar e acordar com disposição para ai sim fazer toda a trilha até a Praia do Bonete. 




             Assim que os primeiros raios de sol saíram nós despertamos para comtemplar o seu nascer. Fizemos um bom café da manhã reforçado para encarar a trilha e como o tempo amanheceu muito bom, não podíamos perder tempo para começar a caminhar. Desmontamos acampamento, despedimos do pessoal e partimos para trilha rumo à Praia do Bonete por volta das 9:00hrs. 

           Saindo do camping Fazenda da Laje caminhamos por poucos metros e já atravessamos por meio de uma ponte a Cachoeira da Lage. Logo após atravessar a ponte ou pela água mesmo, em poucos metros existe um pequeno desvio que leva a algumas cachoeiras e poços d'água para nadar e mergulhar que fazem parte do complexo de cachoeiras da Lage. 
       
       

           Continuamos a caminhada sem ficar muito tempo nas cachoeiras, pois pelos relatos o trecho a seguir entre as cachoeiras da Laje e do Areado seria o mais complicado da trilha. E realmente foi. Neste trecho existem muito sobe e desce, muitas pedras escorregadias pelo caminho e o clima estava muito quente e úmido que nos desgastou um pouco. Após aproximadamente umas duas horas e meia caminhamos até chegar na Cachoeira do Areado, que também contém uma ponte para travessia sem necessidade de atravessar pelas águas. Fizemos uma breve parada para fazer um lanche, encher as garrafas d'água e partimos.



           Após a Cachoeira do Areado o caminho se torna um pouco melhor rendendo mais na caminhada. Neste trecho encontramos o primeiro mirante que da vista para a praia do Bonete, uma dose de ânimo para chegar logo à praia. Andamos por aproximadamente mais uma hora e chegamos na Cachoeira do Saquinho. Na minha opinião a cachoeira mais bonita das três da trilha. 


           ,

       

           Passando pela Cachoeira do Saquinho já se vê uma placa informando que faltaria somente 1 km para praia. É um dos trechos mais bonitos da trilha, pois existem diversos mirantes com a vista completa da Praia do Bonete. 



       
           A Praia do Bonete realmente é fantástica. Suas areias claras, águas claras azuladas, rio de água doce, praia vazia, as pessoas da comunidade são super receptivas com turista e muita natureza para sair explorando, foi a combinação perfeita para um dos lugares mais bonitos de Ilhabela. Colocar os pés naquelas areias foi como ganhar um troféu! Ficamos por algumas horas sentados debaixo de uma sombra na areia da praia comtemplando aquele paraíso. 
       



            Assim que chegamos vimos uma placa de um camping com uma vibe bem legal e de pé na areia. Fomos até lá onde fomos recebidos pela proprietária Valéria extremamente simpática conosco e resolvemos ficar lá mesmo. O  camping se chama Outro Canto e fica no canto da praia assim que se chega pela trilha. Fechamos por R$45,00 para cada um. Neste dia havia somente dois lugares de camping disponíveis, o outro chamado de Camping da Vargem ou Camping do Eugênio é muito bom também porém fica um pouco mais para dentro da comunidade mas com chuveiro quente, já o Camping Outro Canto estava só com ducha fria, mas resolvemos ficar mesmo assim. O camping disponibiliza banheiros com ducha de agua fria, cozinha compartilhada, área para camping na areia ou grama e fica de frente para o mar. Para quem gosta de mais conforto o espaço também disponibiliza quartos compartilhados e individuais. 

           Depois de uma boa proza com a proprietária, estávamos aptos para desbravar aquele paraíso com algumas opções para fazer. Como o dia estava de sol, ficamos aproveitando a praia, pois pelas previsões dos locais o tempo iria mudar ainda naquela tarde. Andamos por toda a praia até a outra ponta onde fica o Rio Nema de água doce e que desagua no mar. É onde também ficam todos os barcos que chegam e voltam com os turistas. Caminhamos voltando por dentro da comunidade do Bonete para conhecer. A comunidade do Bonete é muito charmosa e seus moradores muito simpáticos. Fui muito bem recebido por todos que encontrei. 

       
       
           Deu tempo só de voltar para o camping ahahaha, a previsão dos locais estava muito certa e o tempo deu uma grande reviravolta trazendo muito vento e chuva para aquele finzinho de tarde. Retornamos para o camping e algumas barracas de campistas estavam todas reviradas pelo vento. A noite chegou fizemos um rango e descansamos para acordar bem no dia seguinte. 
           Acordamos bem cedo, preparamos um bom café da manhã e partimos para a trilha do Mirante da Barra e para a Praia das Enchovas. A trilha inicia dentro da comunidade ao lado da Pousada da Rosa ou vá seguindo as placas. 
       

           Caminhamos por aproximadamente 40 minutos cruzando toda comunidade do Bonete e subimos até o Mirante da Barra que tem uma visão muito bonita da Praia do Bonete de um lado e da Praia das Enchovas do outro. Ficamos por um tempo contemplando aquele lugar e logo descemos para a Praia das Enchovas.

        


           A trilha para a Praia das Enchovas ou Anchovas levou uns 15 minutos partindo do Mirante da Barra até a praia. O lugar e maravilhoso com praia de areia clara e em alguns pontos negra por causa das diversas pedras de formatos redondos que se encontram na praia. Existe também um rio de água doce que desagua no mar e somente uma residência. Um lugar muito paradisíaco!




           Após um tempo de contemplação tivemos que retornar pois o tempo estava se fechando outra vez. Retornamos toda trilha e ao chegar na comunidade resolvemos passar em algum lugar para comer e achamos o Restaurante Camping da Vargem onde ficamos para almoçar. Foi o tempo de entrar no restaurante e a chuva começou a cair sem piedade ahahha. Ficamos um bom tempo conversando com alguns nativos e turistas e logo fomos para o camping onde ficamos o resto do dia.  
        
           A chuva veio e ficou o dia e a noite toda. Acordamos com o tempo ainda muito fechado e chuvoso. Tomamos café da manhã ainda no camping e saímos um pouco pela praia para tentar achar alguém para negociar a ida até a Ponta da Sepituba de barco. Conversando com alguns moradores descobrimos que o mar estava um pouco mexido e com previsão de ressaca e que talvez poderia ser difícil a saída da praia de barco naquele dia. Até nos indicaram uma pessoa que faria o trajeto, mas o valor ficaria um pouco alto por ir somente duas pessoas no barco. Devido a esse imprevisto resolvemos ficar mais um dia no Bonete e gastar esse valor na estadia.
       
           Retornamos ao camping e no meio do caminho resolvemos mudar de lugar para passar a próxima noite. Entramos em uma pousada e perguntando por quartos mais em conta descobrimos uma pousada que ficaria só cinco reais mais caro que o valor do camping e ainda tinha o café da manhã incluso. Como o tempo estava muito chuvoso e não estava com cara de que o sol iria abrir e o mar acalmar, decidimos sair do camping e ficar hospedado na pousada até o próximo dia. 

           A decisão foi muito boa, pois ficamos na pousada mais tradicional e antiga da Praia do Bonete. A famosa Pousada da Rosa. O valor de um quarto duplo com banheiro particular fora do quarto com café da manhã incluso ficou por R$90,00 Reais. Fizemos o check-in na pousada e logo saímos para fazer a trilha da Cachoeira do Poço Fundo. 
           A trilha se inicia pelos fundos da comunidade, foi só seguir algumas placas e perguntando para as pessoas que logo chegamos ao Poço Fundo. Chegando lá vimos que não existe uma grande cachoeira e sim pequenas quedas d'água e um grande poço para mergulhar e nadar. Ficamos pouco tempo pois os mosquitos estavam com armamento pesado este dia. Fomos bombardeados pelos famosos mosquitinhos da Ilhabela, os Borrachudos ahahuahauha.  

           Retornando a trilha resolvemos passar novamente no restaurante que almoçamos no dia anterior, (Restaurante Camping da Vargem) pois além da comida ser ótima tem o fator economia que cabia no nosso bolso e ainda ganhamos uma ótima conversa com a proprietária do lugar que nos contou diversas histórias do lugar. Foi muito interessante e acolhedora essa conversa. 
           Passamos o resto do dia tentando encontrar algum barqueiro ou mais pessoas que queriam fazer a travessia de volta à Ponta da Sepituba mas não obtivemos sucesso nessa missão. O dia estava nublado mas sem chuva com poucos turistas na praia, um cenário perfeito para desligar de tudo e de todos. 


            Este cachorro muito fofo na praia que ficava trazendo vários cocos para brincar com ele. Ficava latindo o tempo todo para alguém jogar o coco para ele ir correndo buscar. Foi engraçado! 

       
      Retorno - 17/09/21 - 11:00am - Praia do Bonete x Porto de Borrifos -> Barco R$80,00 - Borrifos x Balsa -> Ônibus R$5,00 - São Sebastião x São Paulo -> BlablaCar R$50,00
           Retornamos para a pousada e fomos informados que possivelmente na manhã seguinte um barqueiro iria fazer o trajeto que precisávamos para retornar. Acordei bem cedo e entrei em contato com o barqueiro mas a mensagem não tinha chegado pelo Whatsapp. Então tomamos um belo café da manhã da Pousada da Rosa com direito à frutas, bolo, pães, suco, leite, café e cereais e retornamos ao quarto até chegar o nosso check-out às 13:00hr e ai iriamos resolver o que fazer. Foi quando umas das funcionárias da pausada nos chamou e informou que o barqueiro já estava na lá nos aguardando para retornar com ele. Arrumamos as mochilas bem rápido, fizemos o check-out na pousada e negociamos com o barqueiro que já estava na pousada nos aguardando por R$80,00 para cada um até Borrifos nos fundos do Restaurante Nova Iorqui. Saímos da pousada direto para o Rio Nema onde estava o barco. Arrumamos nossas mochilas para não molhar com uma lona que o barqueiro já tem para isso, nos acomodamos no meio da embarcação e partimos. O mar ainda estava mexido mas conseguimos passar pela praia onde tem as maiores ondas e após 30 minutos chegamos no ponto de Borrifos.
       

           O local onde ficamos é uma espécie de porto onde possui um local para pequenas embarcações. Descemos com segurança e seguimos por uma trilha subindo até a rodovia onde estava o ponto de ônibus para retornar à balsa. Seguimos a trilha por algumas placas e depois de aproximadamente uns 15 minutos chegamos na estrada e no ponto de ônibus. 



       

           Assim que chegamos no ponto já tinha um ônibus saindo para a balsa. O trajeto levou aproximadamente 20 minutos e custou R$5,00 Reais. Descemos no ponto e caminhamos por 5 minutos até a balsa de Ilhabela para São Sebastião. Aguardamos por volta de 20 minutos até pegarmos a balsa e a travessia levou aproximadamente o mesmo tempo. Já em São Sebastião conseguimos um Blablacar às 15:00hr por R$50,00 Reais para cada um até o Terminal Rodoviário do Tietê em São Paulo onde desembarcamos por volta das 19:30hr e terminamos esse rolê incrível de baixo custo e muito próximo da cidade de São Paulo. Vlw Galera, espero ter ajudado em algumas dicas... qualquer dúvida fico a disposição de vocês! Vlwwwww 

       
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    • Por luiza.pinheiro
      Fui pra Chapada das Mesas de excursão, partindo de Belém/PA. Tive como benefício o preço muito baixo, mas em compensação não pude fazer o meu itinerário. A viagem durou um final de semana, mas consegui conhecer algumas coisas e trago dicas. 
       
      O grupo saiu às 17h de sexta feira (08/10/2021) e chegou lá por volta de 6:30h (09/10/2021). Como são cidades próximas, se você tem vontade e possibilidade de ir de carro, aconselho que vá, a estrada é boa. A Chapada das Mesas tem duas cidades de apoio principais: Riachão e Carolina. Meu grupo ficou em Riachão. Chegando lá, a excursão parou no Trevão, um local onde é servido um café da manhã, há banheiros externos para uso, lojinha, lanchonete e também uma pousada, tudo isto em Riachão. O café da manhã é buffet e você paga R$20,00 para se servir quantas vezes quiser. Particularmente, achei o valor alto para um buffet com opções simples (pães, frios, ovo frito e frutas). Já pensou pagar 20 reais para comer pão com ovo? Somado à isso, a fila estava enorme e tínhamos um tempo determinado para tomar café, apenas 30 minutos. Sendo assim, decidi tomar café na lanchonete, muito mais em conta. Paguei R$9,00 por um café e um salgado folhado. Nesta ocasião, também comprei umas rapaduras na lanchonete e uma bóia macarrão na lojinha. De lá seguimos para o Encanto Azul.
      Para chegar no Encanto Azul, foi necessário pegar outro ônibus, um bem velho e feio, conhecido como limusine do cerrado. A estrada que dá acesso ao Encanto e Poço Azul é de terra e há algumas pontes de madeira pelo caminho, por isso o ônibus de viagem não passa por lá. Paguei R$50,00 para esse transporte na limusine do cerrado 😅 O que não sei dizer é como conseguir contato desse ônibus se você estiver por conta própria ou se o valor é R$50,00 mesmo, a empresa da excursão pode ter tirado uma parte pra ela. Mas acredito que um carro sem tração nas 4 rodas consiga passar tranquilamente na estrada. Chegamos por volta de 10h no local. O Encanto Azul é uma nascente linda, totalmente azul, fazendo jus ao nome. Há uma gruta com um monte de morcegos dentro, mas eles não saem de lá, principalmente com as pessoas tomando banho. Os morcegos fazem seus dejetos por lá, claro. Logo, prepare-se para sentir o cheirinho. Não sei o que os morcegos comem, mas que cocô fedorento. Para chegar no poço, é preciso descer mais de 200 degraus. Vá com disposição, porque na volta tem que subir! Antes de chegar na nascente, podemos ver o rio correndo com suas águas totalmente transparentes e cheio de peixinhos. Dá pra tomar banho por lá também. O poço é bem fundo. Poucas partes dão pé, por isso usei muito o meu macarrão. Lá descobri que um senhor aluga macarrões por R$5,00 (e eu comprei o meu por 20 😑). Logo, se você não sabe nadar, providencie sua boia. É preciso pagar R$30 reais de taxa de entrada e estudante tem direito a meia-entrada, infelizmente não é o meu caso. Lá tem pouca estrutura, na entrada vende água, bebidas em lata e mais umas coisinhas, tipo bala. Meu grupo de excursão ficou lá por 1h, mas eu gostaria de ficar mais tempo. A temperatura da água é muito agradável, geladinha. Combina bem com o calor forte que estava fazendo no Maranhão, não é incômodo o mergulho, é refrescante. 
               Chegando no Encanto azul, temos este mirante florido.        O rio que se forma antes do poço.   O Encanto Azul. Aí eu já não dava pé, só o macarrão por mim.   Depois do Encanto Azul, seguimos para o Complexo Poço Azul. Lá é um local grande e MUITO estruturado, com várias cachoeiras e um poço de água azul-esverdeada. Tem muita coisa pra fazer lá. Paga-se R$70,00 para entrar e o estudante paga meia. Chegamos lá às 12h para almoçar, há um buffet bem diversificado e a comida é bem saborosa, quase R$70 reais o kg. As 13h o grupo seguiu para o Poço Azul, é preciso novamente descer muitos degraus. A decida é íngreme e exige atenção, porque a estrutura é toda de madeira e quando molha pode escorregar. Fui bem devagar e agarrada ao corrimão. Todo o esforço físico é recompensado, porque o poço é lindíssimo. Ainda mais bonito que o encanto, porque no poço incide diretamente o sol. Não se trata de uma nascente, então se chover no dia ou na véspera, a água fica barrenta, fique atento. Lá ao redor ficam salva-vidas, que organizam os grupos de visita e alugam boias, coletes, óculos de mergulho. Acredito que está havendo um limite de pessoas por horário, não sei se devido à pandemia ou à preservação do ambiente mesmo. O meu grupo ficou por lá durante 1h. Vale muito a pena alugar um óculos de mergulho ou comprar o seu e levar, porque é incrível ver o fundo do poço azul. Muito lindo mesmo, vou elogiar pra sempre.        Após a visita ao poço, o grupo ficou livre para seguir pelo Complexo do Poço Azul, então visitei a cachoeira Dona Luisa. Trata-se de uma quedinha, é possível se molhar um pouquinho, como um chuveiro. Estava uma fila pra fotos então eu tirei apenas nas adjacências. Segui para a cachoeira Santa Bárbara, é necessário subir muito para acessar, mas vale a pena, novamente. É uma cachoeira muito imponente de 76m de altura e de águas turvas. Esta sim é bem gelada, tem que ter coragem pra dar um mergulho. Há uma pedra no meio da queda que divide as águas. Para chegar lá, além das escadas, existe uma ponte suspensa que dá acesso. Quase morri de aflição para atravessar porque é bem comprida e balança demais.        Lá também fui na cachoeira dos namorados, que estava bem seca. Fica bem longe e não achei que vale muito a pena. Talvez seja melhor na época de chuvas. Lá no complexo também tem tirolesa e rapel, mas não sei os valores. Os banheiros são ótimos, o complexo é realmente muito bem estruturado. O grupo saiu de lá por volta de 17h e fomos nos hospedar em Riachão. É uma cidade pequena sem atrativos. Encontramos uma pracinha bem bonitinha, com uma igreja e uma fonte iluminada. Lá comi um vatapá, mas também tinha barracas vendendo pastel, caldos e salgados.   No segundo dia, tomamos café no hotel e partimos para o Complexo Pedra Caída. Lá é um clube com piscinas e tobogãs. Para ter acesso somente à essa parte, paga-se R$70,00 (uma fortuna) e estudante paga meia. Lá dentro existem muitas atrações - todas pagas à parte. Passeando por lá realmente nos sentimos na região de chapadas, porque é possível visualizar os morros característicos. Diferente do Poço azul, este complexo é muito desorganizado, funcionários desinformados, poucos banheiros, inclusive muitos estavam sujos, vasos sanitários entupidos, e uma coisa que achei muito estranha. Cada banheiro (feminino pelo menos) tinha um ou dois boxes normais e um com o vaso sanitário no chão 😳 Até agora não entendi o porquê disso e me arrependi de não ter fotografado. O grupo mais uma vez estava livre para escolher seus passeios ou apenas usufruir da área do clube. Eu escolhi conhecer a cachoeira do Santuário pela manhã e descer na tirolesa a tarde. A visita ao Santuário custa R$30,00. É organizado um grupo de pessoas pelos guias do próprio complexo e os passeios saem com horário marcado. É trilhado um percurso não muito comprido a pé. É preciso descer muitos degraus, mas é muito mais fácil que o Poço azul e o Encanto azul. No caminho, furaram as paredes de pedra com canos e fizeram bicas, infelizmente. Tem algumas paradas no caminho, como um poço bem pequeno e a bica da juventude (um aglomerado de canos), mas nada se compara a cachoeira. Antes dela há um deck, onde você pode deixar coisas que não podem molhar, porque é impossível sair de lá seco. Como sou pequena, a água deu no meu pescoço e as vezes não dava nem pra ficar em pé. Felizmente o percurso é acompanhado por cordas de apoio e os salva-vidas presentes no local sempre orientam para que todos segurem nas cordas. Estes mesmos salva-vidas organizam os horários de chegada e saída dos grupos por meio de apitos. As fotos não ficam tão boas lá, porque é meio escuro e voa muito vapor d'água, mas nada se compara com essa experiência. É um lugar de muita energia! Quando eu via fotos deste lugar eu pensava que as águas eram turvas, mas é cristalina.    O poço antes da cachoeira Na volta da cachoeira, há a ponte do Pedro. Uma ponte suspensa a mais de 40 m de altura. Ela não leva a lugar nenhum, serve apenas para apreciar a vista. Depois disso, almocei. O almoço também é buffet e o kg custa aproximadamente R$70,00. Depois do almoço, meu destino foi a tirolesa, mas antes de descer, é preciso subir. Há uma área suspensa com uma pirâmide exotérica e uma sacada para apreciar a vista. Para chegar lá você pode ir de teleférico: uma estrutura com duas cadeiras (custa R$70 reais). Eu achei a subida cara e fiquei com medo, então fui pra segunda opção: subir de trilha. Não me arrependo em nada, a trilha é muito fácil e grátis. A trilha é suspensa e toda em tablado de madeira, não tem erro. Tem 860 m de comprimento. Tirei cerca de 30 minutos na subida, sendo que parei para descansar e estava muito sol. Se for subir de trilha, não esqueça de levar água e é melhor ir umas 16h, quando o sol esfria. O caminho da trilha é totalmente lindo, incrível, apaixonante. Você sobe da altura dos outros morros e consegue enxergar toda a chapada. O final da subida tem mais de 300 m de altura. Quanto à tirolesa, lá existe duas, uma mais comprida chamada tirolesa do desespero, a segunda maior do Brasil, além de uma 200 m mais curta. As duas partem da mesma altura. A tirolesa maior custa R$90,00 e a menor R$70,00. Eu e minha amiga pagamos o valor para a tirolesa menor e quando chegamos em cima nos disseram que ela estava interditada. Deveriam ter nos informado no momento que contratamos o passeio, mas aparentemente os funcionários não sabiam. Fomos obrigadas então a descer na tirolesa maior. Se você está em dúvida ou com medo de descer na tirolesa, só te digo VAI. É muito maravilhoso, você visualiza tudo, como um pássaro. Eu amei! Esta é a vista lá de cima. Após a descida, aproveitei um pouco a piscina do clube e já chegou a hora de vir embora com a excursão. Saímos de lá por volta de 17h rumo à Belém e chegamos às 5:30h. A viagem foi ótima, mesmo sendo muito rápida. Não me arrependo em nada. Pretendo ainda retornar para conhecer os demais atrativos, me apaixonei pela região.   Dicas extras: - Compre uma capa de celular à prova d'água porque no santuário vai molhar! Com ela você também consegue tirar fotos embaixo da água. Outra dica é colocar o celular guardado de cabeça pra baixo, aí você só imerge a parte da câmera. - Todos os passeios da Pedra Caída são pagos com antecedência. Você pode ir até a sala dos guias e escolher os passeios, eles explicam todos com um power point e dizem os horários. Se você já souber os passeios que quer, pode ir direto à recepção e pagar. Assim você poupa tempo. - Na Pedra Caída tudo é pago com uma pulseira que funciona como comanda. Não perca a pulseira. Na saída é uma fila enorme para fechar a pulseira e pagar a conta, então quando você souber que não vai mais consumir, feche logo a pulseira, para evitar filas. - Há guarda volume no Poço azul e na Pedra caída. - Infelizmente, a acessibilidade para estes locais que fui é zero. Há muitos degraus. No Encanto azul até rimos de uma rampa que construiram muito inclinada, não apropriada nem pra pessoas com duas pernas funcionais. - É um passeio bom pra quem já está vacinado contra covid19, porque não dá pra usar máscaras nos lugares de banho e aos fins de semana é lotado. No Santuário eu escutei o salva-vidas falando para o outro que tinham 100 pessoas lá dentro e não é um espaço grande.    
    • Por Diogo Rodrigues
      Oi Pessoal!
      Meu nome é Diogo, e queria apresentar o meu canal no Youtube e site chamado "Uma Câmera na Mão e o Pé na Estrada"
      Nele mostro locais na natureza, trilhas, praias, cachoeiras, permacultura, e muitas outras experiências, sempre prezando pelo meio ambiente, e com a interação com o mesmo.
      Convido a quem quiser, se inscrever no canal, isso ajuda muito a mim, e além de entregar os vídeos novos pra quem se inscreve.
       
      "Quanto mais os anos passam, fico mais medroso, coloco a culpa na correria, no cansaço, ou no trabalho, mas eu tento sempre me forçar a arriscar, porque no momento que saio de casa pra fazer o que quero, tudo faz sentido. Eu quero chegar na velhice ainda fazendo coisas pela primeira vez."
       

      Endereço do canal: www.youtube.com/umacameraviagens
       
       
      Alguns vídeos do canal:
       
       
       
       
       
       
      Algumas fotos:

       

       

       

       

      Valeu pessoal, espero que gostem!
    • Por js.sandiego
      Gosto muito de viajar de moto e procuro garupa feminina que tem a mesma afinidade, ou que tenha moto propria para curtir um final de semana em cidades proximas a SP ou mais distantes, caso feriados prolongados.
      Viajo praticamente todos os finais de semana
       
      Bora combinar!!!!!
       
       
       
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Descubra os principais pontos que devem ser considerados na hora de escolher uma estadia temporária em São Paulo, no Brasil.
      Sem dúvidas, a metrópole paulistana, tida como a maior cidade do Brasil, é um excelente destino para quem busca conhecer novas culturas, viajar a negócios ou passar as férias. Afinal, por lá, oportunidade de emprego, opções de lazer e entretenimento é o que não faltam.
      Não é à toa que São Paulo é conhecida como um local onde se encontra de tudo. No entanto, é preciso considerar que, assim como qualquer capital ou grande cidade, São Paulo também oferece riscos, e é preciso se preparar para minimizá-los. Por isso, preparei um guia básico dos principais pontos que devem ser levados em conta no momento de escolher uma estadia temporária em São Paulo. 
      Confira a lista abaixo e depois me diz o que você acha, mas antes:
       
      Continue lendo em: 5 Considerações na Hora de Escolher o Imóvel Ideal em São Paulo
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