"Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar."............................
No centro do Estado de São Paulo, a 200 km da sua capital, uma região de incontáveis atrações naturais, ainda se mantém muito longe do turismo de massa, ainda que sua cidade mais famosa, BROTAS, acabe por cooptar a maioria do turismo, se intitulando a Capital da Aventura no Estado. Mas a região vai muito mais além do que a sua cidade mais famosa, na verdade, são dezenas de cidade compondo uma grande região turística, mas que sinceramente, até para mim que vivo ao seu redor, me soa um pouco confuso. Costuma-se denominar algumas cidades como CHAPADA GUARANÍ, que seriam cidades encima de uma grande mesa basáltica, um incrível chapadão, uma espécie de, guardando as suas devidas proporções, Chapada Diamantina Paulista.
Acontece que, embaixo desses chapadões, também temos pequenas cidades de belezas muito cênicas, aliás, são cidades que recebem as águas que despencam das mesas e é por onde se pode acessar algumas cachoeiras. Mas não é só isso, são cavernas, formações rochosas, vilarejos charmosos, trilhas para motocross, jeep, bicicleta, formações rochosas, morros testemunhos, mirantes de perder o fôlego. Algumas dessas cidades compõe o CIRCUITO DA SERRA DO ITAQUERI e outras o circuito CHAPADA GUARANÍ, na verdade, uma salada difícil de compreender porque várias cidades acabam por fazer partes de todas as denominações e como a região é gigante, o governo do Estado e secretaria de turismo, ainda dividiu em outra região que chamou de circuito CUESTA PAULISTA.
Já fazia anos que o Thiaguinho me cobrava uma pedalada nessa região e como eu não me manifestava, colocando uma data, ele simplesmente me forçou a sair da moita e numa sexta-feira à tarde me informou que passaria na minha casa, sábado à noite e me pegaria com seu carro, porque já era hora da empreitada sair do papel. Coube a mim elaborar um roteiro, já que, apesar de frequentar muito a região, eu nunca tinha me aventurado sobre 2 rodas, então decidi que o nosso ponto de partida seria a minúscula e pacata IPEÚNA, uma charmosa cidadezinha de meia dúzia de habitantes, onde eu pretendia estacionar o carro e fazer um circuito tranquilo, de uns 60 km de pedaladas, subindo a chapada e voltando para o mesmo lugar.
Por volta das 8 da manhã, estacionamos na praça central de Ipeúna, bem da rua abaixo da sua igreja central, em frente da base policial. O Thiaguinho sacou logo sua bike de última geração e eu tomei posse de um trambolho fabricado na década de 80, uma bicicleta bem conservada, mas sem as tecnologias atuais, apenas algumas mudanças aqui e ali, mas no final do dia, eu iria descobrir que não havia sido suficiente.
O nosso caminho seguiu exatamente pela rua que estávamos e em poucos minutos, numa curva, deixamos o asfalto e ganhamos as estradas de terra junto à uma bifurcação. Logo o caminho desembesta para baixo e desce até um vale e aí a subida desafia nossa capacidade de pedalar, ainda com o corpo frio, mas eu logo arrego e empurro ladeira acima e quando se estabiliza, a estrada vira um amontoado de areia e logo à frente, uma bifurcação junto à uma placa, faz a gente parar e admirar os paredões avermelhados da Serra do Itaquerí, de frente para uma formação característica conhecida como CABEÇA DE ÍNDIO. É a primeira vez que o Thiaguinho tem contato com essa paisagem e realmente, é uma visão lindíssima e surpreendente por estar tão perto da capital e ser conhecida por poucos.
A previsão de mal tempo não se confirmou, o sol já queima sem piedade e na bifurcação, pegamos para a direita e vamos seguir como quem vai ao encontro da Cabeça de Índio e cerca de 6 km desde a cidade, uma porteira lateral nos chama a atenção para um mirante espetacular para a grande formação rochosa, então nos detivemos por um tempo para um gole de água e uma foto.
O terreno parece que vai se estabilizar, mas hora ou outra, nos deparamos com alguma ladeira e o calor inclemente da manhã, vai minando nossas energias. O cenário é muito bonito e nossa direção vai seguir o caminho que nos levará para a subida da serra. Antes de subir a serrinha, eu pretendia deixar as bikes escondidas e tentar reencontrar a Gruta da Boca do Sapo, mas achei que perderíamos muito tempo nela, haja visto que esse roteiro eu havia estabelecido para ser feito em 2 dias e estava apenas adaptando a quilometragem para um único dia, então passamos batidos e iniciamos a subida da serra, abandonaríamos a planície local e subiríamos de vez para os chapadões, era hora de ganharmos altitude.
Nossa pedalada inicial então chega ao km 12, que de bicicleta poderia significar absolutamente nada, mas diante do terreno arenoso e das primeiras subidas intermináveis sob um sol escaldante, já faz a gente começar a botar a língua de fora. No início da subida da serra o terreno vai se elevando lentamente, mas não dá nem 300 metros e pedalar já não é mais opção, não só pelo terreno inclinado, mas pelas grandes pedras que inviabilizam a progressão montado nas bikes . Empurrar bicicleta ladeira acima é um martírio que vamos absorvendo, um sofrimento que é preciso passar, sob o pretexto de que quando chegarmos lá encima, tudo vai ser diferente, e é vivendo nessa ilusão que nos apegamos à nossa força interior e quando atingimos uns dois terços do caminho, nos deparamos com um MIRANTE que nos faz voltar a sorrir novamente e continuar acreditando nas mentiras que a nossa cabeça criou.
Como não há sofrimento que dure para sempre, uma última curva da serra é deixada para trás e do nosso lado direito, meia dúzia de eucaliptos força a nossa parada e mesmo que ainda não seja definitivamente o fim da subida, será ali que abandonaremos provisoriamente a estrada, em favor de uma TRILHA que sai à direita e entra num capinzal alto, tão escondida que se não forçar passagem na alta vegetação inicial, quem não conhece e não tem nenhuma referência, passará batido.
Levamos cerca de 45 minutos empurrando as bicicletas para ganharmos quase todo o chapadão e agora, vamos abandoná-las no mato e ganharmos a trilha a pé, rumo a uma das grandes joias da Serra do Itaqueri . Então, forçando passagem no capim alto, uns 10 metros depois a trilha surgirá, aberta e bem consolidada, vai se curvar para a esquerda e descerá meio que em nível até começar a despencar de vez, curvar quase 90 graus para a direita, onde encontraremos uma arvore monstruosa e começar a percorrer um paredão de arenito que estará a nossa direita.
Não há erro, é preciso se manter quase que colado nos paredões, às vezes não mais que 5 metros de distância deles, passamos por um filete de água que despenca de cima do próprio paredão, onde poderemos abastecer os cantis, contornamos um terreno encharcado até que surpreendentemente, daremos de cara com a enorme boca da GRUTA DO FAZENDÃO.
Para quem chega, pode se surpreender com as pichações do passado, mas hoje praticamente essa prática cessou e mesmo não havendo nenhuma fiscalização, pelo estado que encontramos a trilha, percebemos que a gruta quase não está sendo visitada. Ao subir as pedras que antecedem a entrada da gruta, é possível sentir a grandiosidade do seu pórtico. A gruta do Fazendão é daqueles lugares que sempre gosto de levar os amigos e apresentar como sendo parte do meu quintal, já que a maioria do meu círculo de amizades, ligadas ao mundo de aventura, são de gente da Capital Paulista e eu acabo por me tornar um dos poucos representantes do interior. Uma vez inventei de trazer uns amigos na gruta, alguns deles jamais haviam entrada numa caverna antes, apesar de já serem exploradores que já rodaram meio mundo. E mesmo os que já estiveram em cavernas, nunca tinha entrado em cavidades areníticas, onde em algumas é preciso se rastejar feito um lagarto. E um desses amigos passou mal, deu pit, simplesmente teve uma crise de pânico e tivemos que evacuar a gruta às pressa, o que no final, rendeu muita zoeira e altas risadas.
Nos apossamos das nossas lanternas e subimos os blocos de pedras, que num passado muito distante, desmoronou do teto. No início, a impressão é que a gruta não passa de uma pequena cavidade, baixa e sem muito interesse, mas em um minuto a desconfiança da lugar a grandiosidade . Um corredor gigante se abre e o teto se eleva e nos surpreende, porque 2 minutos depois, a escuridão absoluta toma conta do lugar e quem não está familiarizado com esse tipo de ambiente, já começa a ter um desconforto. Num primeiro momento, a gruta é horizontal, anda-se em pé porque o espaço é amplo, com um grande corredor . O teto é alto , mas o chão apresenta irregularidades , onde algumas fendas vão deixando os visitantes de primeira viagem, um pouco desconfiádos.
Eu sigo à frente, fazendo as vezes de guia, mas já conhecedor dos caminhos que vão levar aos becos mais aventureiros, rapidamente abandono o caminho fácil e desimpedido , em favor de uma greta a direita do caminho, encostando na parede da caverna., onde desço por uma pequena rampa até me ver de frente à um buraco de rato.
É aqui que começa a brincadeira, num buraco de uns 50 centímetros de largura por uns 10 metros de comprimento, iremos adentrar no corredor de arenito, nos rastejando feito vermes, encostando nossas barrigas no chão e ganhando terreno metro à metro , até nos vermos dentro de um grande salão no centro da terra, com seu teto alto , sua temperatura gelada , uma cena iluminada pelas luz das nossas lanternas, como quem adentra nas histórias de Júlio Verne.
O Thiaguinho passou muito bem e parece se encantar com o novo ambiente e mesmo eu, acostumado à exploração de cavernas desde os primórdios da minha vida de aventura, ainda consigo me surpreender com esse mundo fascinante.
Uma nova passagem em formato de um pequeno pórtico, nos leva para outro salão, tão grande quando os 2 primeiros e a saída desse terceiro salão, é pela esquerda, subindo rastejando numa rampa , que vai passar por uma perigosa e profunda fenda e então virando para a direita, chegando ao salão dos morcegos , um amontoado de centenas deles, que estão agrupados no teto e ao sentirem nossa presença e nossas lanternas, tomam conta da caverna, voando de um lado para o outro, às vezes trombando nas nossas cabeças.
A saída é retornar para a esquerda, cruzando por uma passarela natural sobre a fenda que havíamos passado, com cuidado para não cair em outras cavidades, avançando lentamente, vagarosamente, até perceber ao longe, um facho de luz que nos indica a saída ou seja , o nosso ponto de partida. Foi uma exploração proveitosa e antes de deixarmos a gruta para trás, fizemos uma parada para um lanche e um gole de água.
Retornamos pelo mesmo caminho que viermos, agora subindo lentamente até reencontrarmos nossas bicicletas e ganharmos novamente a rua. Ainda iremos subir por uns 200 metros até que o terreno se estabiliza de vez, definitivamente agora, estamos em cina da CHAPADA PAULISTA, galgamos com dificuldade, mas enfim subimos à grande mesa . Logo à frente cruzamos por uma lagoinha à nossa esquerda, onde penso em me jogar , mas menos de 5 minutos , também à nossa esquerda, uma lagoa gigante desafia a minha capicidade de resistir, mas não resisto e não faço nenhuma questão. Jogo a bike no capim, tiro meu tênis e com roupa e tudo , saio correndo e me jogo na água. O calor tá de lascar e o Thiaguinho vem junto e em um minuto, somos dois moleques se regozijando nas aguas mornas .
Voltamos à estradinha até que ela chega a uma espécie de “T”, aí vamos pegar para a direita. Estamos agora indo ao encontro da Cachoeira da Lapinha e estradinha ao chegar a um cruzamento em forma de triangulo, nos obriga a viramos para a direita e aí vamos descer pra valer, tentando segurar os freios até quando ela se estabiliza, passa por uma floresta de eucalipto e aí temos que nos deter junto a um pequeno riacho que despenca no vazio, formando a cachoeira em questão.
A CACHOIERA DA LAPINHA, também é conhecida como Cachoeira do Carro Caído, devido a uma carcaça de um veículo que se encontra nos pés da queda. No passado, a gente explorou todo o vale vindo por baixo, mas a cachoeira estava com pouca água e não há propriamente uma trilha que se possa chegar partindo de cima, mas com um pouco de habilidade e sem medo dos riscos, é possível descer pela esquerda dela, desescalando uma parede perigosa, mas não ali onde a queda despenca, claro, tem que se afastar uns 300 metros, cair no leito do rio e subir até onde ela despenca.
Nos despedimos da Cachoeira, atravessamos a pontinha e seguimos adiante, apreciando as florestas de eucaliptos e sempre seguindo na principal, nosso rumo vai tomar a direção do Bar do Valentim, onde está a Cachoeira São José, sempre atentos as placas. Da Cachoeira da lapinha até a Cachoeira São José, serão exatos mais 6 km de pedalada e é um caminho belíssimo e agradável, por ser quase só descida e quando lá chegamos, nossa quilometragem vai bater exatos 25 km, pouca coisa, mas não se engane, a atividade não foi feita só de pedalar, então, já um tanto cansado, estacionamos junto ao bar, onde dezenas de pessoas se amontoam, gente de bike, de moto, de jeep, corredores de montanha, ali é parada para todas as tribos.
O bar é onde se pode tomar umas cervejas, uns sucos, comer alguma coisa ou somente descer as escadarias e ir tomar um bom banho na CACHOEIRA SÃO JOSÉ, porque a entrada é gratuita. A cachoeira não é muito alta e suas águas escuras são proveniente de terrenos areníticos com rochas basálticas, portanto, a água é avermelhada, meio cor de barro, mas com o calor que está fazendo, não vamos ficar de mi-mi-mi e não demorou muito pra gente se enfiar embaixo dela e lá ficar, aplacando o calor intenso dessa final de manhã.
Uns 15 anos atrás, eu havia chegado até aqui, mas vindo motorizado, foi quando nosso 4x4 atolou dentro de um rio e eu e minha filha ficamos horas tentando desatolá-lo, lutando contra o tempo e contra uma tempestade que se avizinhava, não levasse a gente embora caso enchesse o riacho. Acampamos próximo ao bar, mas não chegamos nem a conhecer a Cachoeira, que estava fechada. Então a partir de agora, todo o caminho à frente seria uma novidade também para mim.
Montamos nas bicicletas e prosseguimos, mas não deu nem 500 metros, fomos obrigados a desmontar novamente. O cenário que nos foi apresentado era surpreendente, sem aviso prévio, um cânion de proporções gigantescas surgiu à nossa frente. E não posso nem negar que desconhecia a sua existência, já que tinha ideia que havia uma cachoeira que despencava ali nas redondezas do bar, mas nunca que eu iria imaginar que seria daquela magnitude.
O CÂNION PASSA CINCO, me desconcertou, ainda que a grande cachoeira de mesmo nome, tivesse a sua vista muito prejudicada. Mas era mesmo surpreendente, um gigantesco abismo com bem mais de 100 metros de altura, de onde 2 quedas d’agua se precipitavam no vazio, emolduradas por uma floresta verdinha.
Claramente, por ali seria impossível descer ao fundo do cânion, então retomamos o arremedo de estrada e em mais 1,5 km, numa bifurcação tripla, vamos quebrar para esquerda e uns 150metros depois, vai surgir à direita, uma trilha que irá nos levar definitivamente para dentro do cânion. Estamos na TRILHA DO LISINHO, uma trilha somente para quem pratica motocross, com veículos especializados e com experiência vasta no assunto, evidentemente, não é nem de longe uma trilha para bicicletas, mas como ninguém havia nos dito nada, embicamos a nossa bike e fomos nos fuder naquela desgraça.
Logo no começo, já vimos que seria uma encrenca, mas sem conhecer, esperávamos que o terreno melhoraria mais à frente. Ledo engano, cada vez foi é piorando mais. As valetas eram capaz de engolir nossa bicicletas e era praticamente impossível pedalar e quando tentávamos, não era raro cairmos nos buracos e termos nossas canelas dilaceradas pelos pedais que batiam nas paredes laterais e voltavam nas nossas pernas. Aquilo foi um verdadeiro inferno, ainda que a gente se divertisse com a pataquada que acabamos nos metendo, a descida foi minando nossa energia, já que o calor ainda se mantinha insuportável.
Levamos uma meia hora ou mais para chegar ao fundo do cânion, mas mesmo assim, as trilhas ainda se mantinham confusas, parecia que não iam dar em lugar nenhum e empurrar as bicicletas já foi se tornando um verdadeiro martírio. Claro, a gente não se deu conta de que estávamos tomando decisões erradas e que deveríamos ter abandonado as bikes e seguido á pé por dentro do cânion, até conseguirmos interceptar as grandes cachoeiras. Mas chegou uma hora que a gente resolveu voltar, simplesmente o dia já começava a escorregar por entre os dedos e já havíamos passado das 14 horas e aí nos demos contas que não tínhamos mais tempo para explorações, era hora de voltar ao nosso roteiro original.
Dentro do cânion, junto ao rio que corta todo o vale, resolvemos que deveríamos atravessar para o outro lado, tentar achar um caminho que subisse as paredes opostas do vale, porque voltar pela trilha do Lisinho, estava fora de cogitação. Então atravessamos o rio com as bicicletas nas costas e ao chegarmos no centro do cânion, o horizonte se abriu e interceptamos uma sede de fazenda totalmente abandonada, um lugar lindíssimo, onde chegava uma estrada. Essa estrada ao chegar ao casarão abandonado, se transformava numa trilha que ia se enfiando para dentro do cânion, indo na direção do fundo dele, onde estavam as cachoeiras. Seguimos essa trilha por uns 5 minutos, mas logo desistimos de vez, o tempo urge, era chegado a hora de pular fora dali.
Analisamos o mapa, vislumbramos uma saída por uma perna do cânion, na verdade, outro cânion lateral. Então tomamos o rumo de quem vai em direção a entrada do vale, passamos por mais uma casa abandonada, subimos uma trilha pela sua esquerda até chegarmos ao outro cânion, onde uns bois mal-encarados nos deram as boas-vindas, louco para nos dar umas chifradas. Ali começamos a subir, na esperança que no seu final, houvesse um caminho que nos levasse para cima das paredes, ainda que tivéssemos que carregar as bikes nas costas.
Mas não adiantou, o caminho não tinha saída. Estávamos presos, não havia mais o que fazer, tínhamos que retornar, repensar nosso caminho, agora havia chegado a hora de achar uma rota de fuga. O Thiaguinho voltou rápido, eu já começava a capengar com aquela bicicleta pesada e na ânsia de alcançá-lo, meti marcha no meio da trilhinha junto ao pasto, mas um tronco estacionado fora das minhas vistas, foi o obstáculo que faltava para eu bater com a roda dianteira e ser catapultado barranco abaixo, eu de um lado, bike do outro, canela arrebentada e guidão entortado, o chão é o refúgio dos trouxas sobre 2 rodas.
Levanto-me, ainda puto, mas logo estou rindo sozinho da situação. Alcanço o Thiaguinho e tomamos o rumo da saída, passamos pelos bois, pulamos uma cerca de arame e ganhamos uma estrada larga, onde uma ponte decrepita, impede a passagem de carros. Em poucos minutos passamos por uma única casa que parecia ser habitada e ganhamos a estrada em definitivo, assim que cruzamos mais uma ponte, de onde era possível avistar sobre nossos cabeças, o MORRO DO GORILA, uma linda formação de arenito.
Verdade seja dita, a tarde praticamente já se foi e o dia já é capenga, apesar de ainda haver sol. Depois de atravessar a ponte , a estrada de areia vai seguir quase em nível, o que ajuda a gente a conseguir peladar um pouco mais forte, mas não demora muito, observo que o Thiaguinho para imediatamente à frente e sem perceber, desvio rapidamente de uma cascavel que por um pouco não picou a picou a perna dele, foi muita sorte. Dois quilômetros depois, passamos por um bar, que estava fechado , mas um senhor nos indicou que se quisessemos voltar pra Ipeúna, teríamos que virar a direira e seguir pedalando até o curral de uma fazenda, onde deveriamos contornar pela direita e nos apegarmos à estrada principal.
Como sol ja está bem baixo, os paredões do nosso lado direito, vão ficando belíssimos. Mas se o cenário é de tirar o fôlego, o caminho é de tirar a nossa paciência. O areião vai travando a gente , a pedalada não desenvolve, eu praticamente não tenho mais água, a comida acabou faz horas . Claro que poderiamos buscar socorro em algum sitio próximo, pelo menos pra buscar uma hidratação, mas a vontade é de chegar, de encerrar . As pernas já pedalam no modo automático, a minha bicicleta começa a dar sinais que o freio não quer mais funcionar e cada vez, preciso fazer mais força com as mãos.
E a gente pedala, e à frente dos nossos olhos, vão ficando para trás uma infinidade de pequenas propriedades rurais, choupanas jogadas à beira do caminho, matutos e seus animais de estimação, bois, vacas, cavalos, tratores, carroças, plantações, riachos , capões de mato, num sobe e desse sem parar, até que nem eu, nem equipamento aguentam mais . Os freios da bicicleta se foram, a minha capacidade de seguir pedalando , virou pó. Sou um homem entregue ao meu próprio sofrimento, ao meu desespero individual. Não consigo nem mensurar o que o Thiaguinho deve estar pensando de mim, também estou numa condição que nem me importo mais , sou só um homem morto que não caiu porque ainda me resta um brio interior, tentando resguardar o ultimo vestigio de dignidade que me sobrou.
Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho , que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar.
Agora a coisa ficou feia de vez. Até então, a minha capacidade de pedalar já não existia mais , só que agora, sem nada de freios, eu não conseguia nem descer as ladeiras montado, porque naquela escuridão avassaladora, não conseguia ver nada , saber se a ladeira era perigosa ou não. Então, eu subia empurrado e descia empurrando, enquanto a chuva fria castigava nossa cacunda. E nem quando o Thiaguinho me chamou a atenção para as luses da cidade, que se apresentou à nossa frente , eu me animei. Mas eu continuei, cabeça baixa , moral abaixo do volume morto . As cãibras surgirem , era algo inevitavel , a cada 15 ou 20 minutos, lá estava eu, jogado ao chão, com os musculos enriquecidos, dores tão fortes quanto a minha vergonha diante da situação.
Só quando passamos enfrente aos campings , foi que me dei conta que estavamos perto do asfalto e quando lá chegamos, minha vontade era de jogar a bicicleta fora , porque eu já não tinha mais forças nem pra pedalar no terreno plano e firme, por isso empurrei na maior parte do tempo, até que quase NOVE da noite, desembocamos em definitivo na PRAÇA CENTAL de Ipeúna, quase 13 horas de pedaladas e então , nos sentamos à frente da barraca de lanches e quando o sanduiche de costela atingiu a minha corrente sanguinia , uma lagrima escapou dos meus olhos.
Quando o Thiaguinho lançou o convite, pensei em recusar, eu estava fisicamente destruído por atividades ligadas a outros esportes tradicionais. Mas achei que seria deselegante deixá-lo na mão, já que era uma promessa antiga , que eu vinha adiando, mesmo assim , deixei bem claro que só iria com o intuito de fazer um belo passeio, apenas pra mostrar parte da região pra ele. O problema, é que a maldita palavra "passeio" jamais fez parte do nosso vocabulário, quando a gente inventa algo, será sempre acima da nossa capacidade de bom senso. O suposto passeio, se tornou numa jornada de quase 13 horas , um epopéia de achados e perdidos , que misturou montain bike com exploração de cavernas, mergulho em lagoas, descida à cânions, banho de cachoeira, pedaladas em trilhas e pastos sem caminhos . Saímos em busca de uma jornada tranquila, voltamos destruídos pela aventuda que encontramos pelo caminho.
....
Saída 05 Outubro de 2008 - retorno 20 Outubro de 2008.
R$ = reais
U$ = dólares
Bs$ = Pesos Bolivianos
S$ = Nuevo Sol ou Soles.
Dia 05/10/2008 - São Paulo a Corumbá.
Gastos:
Ônibus viação Andorinha R$ 174,00
Gastos nas paradas de ônibus R$ 36,00 (com direito a 2 gibis da Monica e 1 passatempo).
O ônibus saiu as 11h25 da manhã, quase vazio, alguns bolivianos e bolivianas e apenas eu minha
colega de viagem de brasileiros... pegamos o ônibus 5086, fez inúmeras paradas, não vimos TV
pois os motoristas não tinham filmes para passar, e o banheiro não tinha água nem para descarga
e nem para lavar as mãos.
Dia 06/10/2008 - Corumbá - Porto Soares - Santa Cruz de La Sierra.
Gastos:
Trem Expresso Oriental (categoria Super Pullman) R$ 90,00
Taxi fronteira a Porto Quijarro R$ 7,00
Alojamento Yoni Bs$ 30 (para cada no quarto duplo).
Internet 1 hora Bs$ 4
Ligação para o Brasil (o minuto) Bs$ 3,90
Almoço Bs$ 11,50
Compras para levar no trem Bs$ 15
Despacho da Mochila no Trem Bs$ 5
Chegamos em Corumbá por volta das 10h50 do dia 06/10/2008, o ônibus para na rodoviária e aguarda
os bolivianos pegarem "o visto" de saída do Brasil, e depois segue até Porto Soares (fronteira
com a Bolívia). Enquanto o motorista aguardava os bolivianos, fui até a Indiana Tours que fica
na própria rodoviária, e peguei as passagens do trem que já estavam pagas. Voltamos ao ônibus
que foi até a fronteira da Bolívia. Descemos do ônibus, preenchemos o formulário verde, que foi
devidamente carimbado e devolvido a parte de baixo (como se fosse um canhoto).
Saindo da fronteira já fomos abordados por diversos taxistas, como ainda não tinha bolivianos,
combinei a ida até a estação de Porto Quijarro por R$ 7,00 . O ônibus da Andorinha ainda entrou
na Bolívia e nos deixou um pouco mais a frente... ao descer do ônibus mais taxistas... e quase
que eles se pegam, pois eu já tinha acertado com o outro. Da fronteira até Porto Quijarro são
cerca de 3Km, ao chegar o taxista me deu o troco em boliviano e ficou me devendo cerca de 1 real.
Entramos na estação e cambiamos U$ 150 a uma taxa de 6,90 . Ficamos com 1035 bolivianos.
Obs.: Desde a porta já tem gente te oferecendo o câmbio de dinheiro, mas há diferença pequena
nos valores praticados... acabamos comprando dentro da estação com uma cotação de 3 centavos
a mais, e a pessoa nos mostrou o documento com permissão para este tipo de serviço.
Aqui já descobrimos que o nosso relógio teria que ser atrasado em 1 hora (ainda não era horário
de verão no Brasil).
Procuramos um hotel na frente da estação para tomar um banho e descansar pois o trem só sairia
as 19h e eram cerca de 12h. O único com quartos disponíveis era o Alojamento Yoni (1 quarteirão
e meio da estação ferroviária). O quarto duplo com banheiro privado e água quente ficava por
Bs$ 50 para cada, e com banheiro separado por Bs$ 30 cada. Ficamos no de Bs$ 30.
Não há o que fazer em Porto Quijarro, por isso saímos para almoçar, e foi difícil achar um
"estabelecimento decente". Acabamos comendo em um lugar que ficava na rua lateral do Alojamento.
Almoçamos arroz com batata frita e um bife a milanesa com salada de feijão e tomate. E tomamos
um refrigerante de 600ml por Bs$ 3.
Fomos a uma venda local e compramos algumas coisas para levar no trem (5 bananas, 1 pacote de
bolacha, 2 rolos de papel higiênico e 1 cerveja Paceña, tudo por Bs$ 15).
Tomei a Paceña, é bem amarga, mas gostosa.
Voltamos para o Alojamento para tomar um banho e descansar.
Saímos do Alojamento as 17h50 e fomos para a estação rodoviária. As malas não puderam ir conosco
e tivemos que pagar mais Bs$ 5 para a mochila ir na parte de baixo do trem junto com as outras
bagagens.
O ferrobus é um trem com apenas dois vagões, bem confortável e limpo. Durante o trajeto foi
servida a janta (arroz com peito de frango e salada de milho com alface, tomate e 1 azeitona,
acompanhados de um pão pequeno e 1 pudim de pão). Fomos vendo clipes sertanejos brasileiros, até
que colocaram um filme (Under the same moon), após o filme terminar, colocaram o mesmo filme de
novo... acabei dormindo.
Dia 07/10/2008 - Porto Soares - Santa Cruz de La Sierra - La Paz.
Gastos:
Ônibus Sta. Cruz/La Paz Bs$ 160
SOROJCHI PILLS Bs$ 15
Hostal Casa Grande Bs$ 25 (cada um em quarto duplo).
Almoço Bs$ 25
Esmola Bs$ 1
Paceña Bs$ 5
Uso de Anden Bs$ 3
Acordei no Ferrobus, e era hora do café da manhã. Detalhe as 05h da matina já tem Sol. No café
da manhã foi servido Iogurte com pedaços de morango, um lanche de presunto e queijo, um pão
pequeno, um bolachão tipo bolacha inglesa e café com leite.
Chegamos em Santa Cruz no horário marcado 10h da manhã. Pegamos as mochilas e estávamos vendo
o roteiro impresso que tinha levado quando o maquinista me avisou que o portão estava sendo
fechado. Corremos para o portão, e escutamos do tiozinho "- Hay que apurar te amigo, está en
Bolívia!"...rs...
Dentro do Terminal Rodoviário (que é junto com o terminal ferroviário), fomos atrás de passagens
para La Paz. Acabamos fechando com a 3ª empresa que fomos, a Trans Copacabana MEM.
Bus cama com banheiro, ar-condicionado e TV por Bs$ 160.
Não sei por que motivo quando comprei escolhi o ônibus que saia as 19h, sendo que na verdade
queria pegar o das 17h.
Saímos do terminal rodoviário (todos os vidros quebrados devido aos conflitos recentes), e fomos
atrás de um lugar para deixar as mochilas e tomar um banho antes de sair para La Paz. Passamos
em frente uma farmácia e já compramos as SOROJCHI PILLS (nada mais é do que ácido
acetilsalicílico com cafeína e salófeno). Pagamos Bs$ 3 cada comprimido (compramos 5 cada).
Procuramos um hotel, mas estavam todos cobrando 80 a 90 bolivianos com banho frio. Acabamos
encontrando o Hostal Casa Grande (saindo da rodoviária, pegue a rua em frente e vire a 2ª a
esquerda). Pagamos Bs$ 50 o quarto duplo (Bs$ 25 cada) com banho separado porém quente.
Saímos para conhecer a cidade (não há muito o que conhecer...rs). Fui alertado pela senhora do
locutório (cabines para ligação) que apontou a minha corrente no pescoço e disse: "- Cuidado
com los ratones." e me apontou a rodoviária. Conhecemos algumas praças da cidade, o museu de
arte, e a Igreja na praça principal.
Almoçamos por Bs$ 17 + 8 da Paceña, um bom almoço com direito a buffet de salada e sorvete de
massa de sobremesa. Acabei dando um boliviano para uma garotinha que veio me pedir na mesa...
outros vários já haviam me pedido...
Do Hostal até o centro, andamos mais de 1km e meio, e na volta com o Sol quente deu sede, e
acabei comprando mais uma Paceña agora por Bs$ 5. Voltamos para o hostal para tomar banho e nos
preparar para sair. Detalhe minha colega tomou banho quente, mas quando eu fui tomar banho, o
chuveiro queimou e quebrou, e além de banho gelado, ainda molhei a roupa...rs
Detalhe na Bolívia como o vento é gelado, você não percebe o quanto o Sol está te queimando,
não hesitem, usem um bom protetor ou bloqueador solar.
Por volta das 18h saímos do Hostal e fomos para a rodoviária. Queriam que minha bagagem fosse
embaixo no ônibus, mas eu insisti em levá-la comigo (e coube no bagageiro em cima). Acreditem
ou não, para você ter acesso ao ônibus, você tem que pagar uma taxa que se chama Uso de Anden, e
que vende dentro do terminal, paguei Bs$ 3.
O ônibus saiu com uns 20 minutos de atraso e parou após sair da rodoviária... aí entram as pessoas
que compram a passagem e não pagam o tal Uso de Anden e por isso não podem embarcar de dentro da
rodoviária.
A viagem seguiu tranqüila, novamente outro ônibus que tinha TV só para enfeitar, pois não passou
nada a viagem toda.
Dia 08/10/2008 - Santa Cruz de La Sierra - La Paz.
Gastos:
Café da manhã Bs$ 9,50
Hostal Austria Bs$ 30
Internet 1 hora Bs$ 3
Telefone 4 minutos Bs$ 16
Almoço Bs$ 20
Cartões Postais (5) Bs$ 35
Museus Bs$ 19
Coisas para o café da manhã Bs$ 20 (para os dois)
Janta Hard Rock Café Bolívia Bs$ 35 (cada).
Acordamos no início da manhã, com bastante frio, olhamos pela janela do ônibus e... NEVE...
estava nevando, passamos mais de uma hora por montanhas e morros cobertos de neve.
Depois paramos...para comer...
tomei meu 1º chá de Coca e um pão com queijo, e levei uma água gasosa com limão tudo por Bs$ 9,50
No caminho encontramos o ônibus que saiu as 17h (aquele que eu queria pegar, e não sei por que
não peguei)... ele havia batido em um caminhão que carregava sementes de milho, com a batida ele
saiu da pista, a frente estava toda destruída, mas segundo o motorista que foi lá ver, só houve
um ferido (o ajudante do motorista que viaja na frente).
Por volta das 11h30 chegamos na rodoviária de La Paz. Fomos a pé até o Hostal Austria (Rua Yanacocha
531). Fica a uns 6 quarteirões do terminal terrestre.
Obs.: aqui não é mais rodoviária e sim terminal terrestre.
No Hostal Austria, fomos atendidos pelo Sr. Francisco, que nos fez o quarto duplo com banheiro
separado e água quente por Bs$ 30 cada. O Sr. Francisco foi muito atencioso, e nos deu um mapa da
cidade, e nos mostrou onde ficavam as igrejas, os museus, lugares para comer enfim, todos os
pontos turísticos. Valeu muito a pena a indicação deste Hostal.
No Hostal encontramos um carioca muito gente boa, o Milton que nos indicou uma empresa para fazer
os passeios.
Ficamos na internet por 1 hora Bs$ 3, e fomos almoçar. Gastamos Bs$ 20 comendo arroz, frango,
batatas fritas e 1 coca-cola.
Tentamos fechar o pacote com a empresa que o Milton nos passou, mas não encontramos.
Acabamos conhecendo a Calle de Las Brujas e algumas ruas principais de La Paz. Voltamos para o
hostal, e o Sr. Francisco nos ajudou com a empresa para fechar os pacotes. Ele chamou a Buho´s.
Eles vêem buscar no hotel, fazem o trajeto com guia e cobram 50 bolivianos + a entrada de
Tiahuanaco que é 80 bolivianos. Passeio fechado para o dia seguinte, saímos novamente, compramos
alguns cartões postais Bs$ 7 cada sem selos. Para visitar os museus gastamos Bs$ 5 no museu de
Instrumentos musicais, Bs$ 4 para visitar 4 museus interligados e mais Bs$ 10 para o Museu de
Arte. Desistimos dos museus, pois não pode tirar fotos de dentro deles... o de instrumentos
musicais foi o mais interessante, e os 4 interligados mais ou menos, mas pelo preço vale, já o
resto é muito caro para pouco.
Como o Hostal nos deixava usar a cozinha, e sairíamos cedo no dia seguinte, resolvemos comprar
pão e mate de coca para tomar no café da manhã e também um pouco de açúcar (tudo por Bs$ 20 para
os dois).
A noite fomos tentar encontrar A Aline e a Roberta no hotel, e acabamos indo no Hard Rock Café
Bolívia, estava vazio, mas o lugar era legal, comemos Nachos e 3 Paceñas Centenário por Bs$ 70
(35 para cada).
Dia 09/10/2008 - La Paz.
Gastos:
Transporte com Guia para Tiahuanaco Bs$ 50
Entrada em Tiahuanaco Bs$ 80
Almoço em Tiahuanaco Bs$ 25
Artesanatos de Tihuanaco Bs$ 45
Selos para Brasil Bs$ 33
Envio de encomenda 1.340Kg Bs$ 153
Gastos com embalagens Bs$ 13
Jantar no Hotel Gloria Bs$ 70
Internet 1 hora Bs$ 3
Telefone 2 minutos Bs$ 8
Hostal Austria Bs$ 30
Mochila Bs$ 95
Levantamos as 06h45, nos arrumamos e fomos para a cozinha fazer o mate de coca. Eu tomei 2 e mais
uma SOROJCHI PILLS.
Por volta das 08h15 o nosso guia chegou e demos inicio ao passeio para Tiahuanaco. Quando o guia
me viu de bermuda disse que eu era muito corajoso...rs...
Antes de chegarmos em Tiahuanaco, passamos pelo ponto mais alto do passeio 4028m de altitude. A
"civilização" que habitou Tiahuanaco chegou ali por volta de 1000 a 1500 a.C. Eles dominavam
astronomia e agronomia assim como os egípcios. Visitamos o museu e um monolito gigante, onde se
vê em suas calças 365 círculos que correspondem aos dias do ano, e também alguns "quadrados"
com desenhos que representam os meses, entre tantas outras coisas interessantes em uma única
figura. Conhecemos toda a estrutura de Tihuanaco, inclusive uma pedra que tem um furo e o formato
do ouvido interno humano, e quando o interlocutor fala de um lado, próximo ao furo, dá-se a
impressão de que ele está usando um megafone, e quando fala do outro lado, longe da pedra, quem
está perto da pedra ouve perfeitamente, como se o interlocutor estivesse ao lado... simplesmente
sinistro.
Comprei alguns artesanatos locais.
Após o passeio, fomos almoçar em um restaurante que fica próximo as ruínas de Tiahuanaco, muito
bom com sopa de Quinua de entrada e um bife de llama com batatas fritas e arroz de prato principal,
logicamente acompanhado de uma Paceña.
Voltamos para La Paz, a van nos deixa próximo a Calle de Las Brujas, é onde todas as empresas deixam
os turistas após os passeios. Aproveitamos que estávamos ali, e fomos tirar algumas fotos.
Voltamos para o hotel e garantimos o passeio do dia seguinte para o Chacaltaya. O Sr. Francisco
ligou e deixou tudo certinho com a empresa Buho´s.
Depois fomos até o correio despachar os cartões postais e os artesanatos de Tiahuanaco.
O selo para o Brasil sai a Bs$ 5,50 cada, e para enviar os artesanatos gastei mais Bs$ 153 e mais
Bs$ 13 para fazer o embrulho... detalhe, o correio lá é bem confuso... Se for enviar algo, leve
bastante saco bolha, e uma caixa resistente, e detalhe mande mais de 3kg. Minha outra colega enviou
quase 4Kg e pagou pouco mais de Bs$ 170, isso porque quando o pacote tem mais de 3Kg é enviado por
outro setor do correio que fica no piso inferior...
*** Detalhes sobre o correio da Bolívia: são confusos, ninguém sabe ao certo como tem que ser a
caixa para envio, te mandam do subsolo para o térreo umas 30 vezes... infelizmente eu cheguei
no Brasil antes da minha encomenda, e quando a encomenda chegou estava toda quebrada. Por isso
eu digo, embrulhem muito bem tudo e mandem mais de 3Kg, para não pagar tão caro por tão pouco.
Aproveitei e comprei uma mochila para levar no Caminho Inca paguei Bs$ 95.
A noite fomos jantar no restaurante acima do Hotel Gloria, restaurante com vista panorâmica, a
luzes de velas...hahahaha... gastei Bs$ 70 , mas comi estupidamente bem e ainda tomei uma Paceña.
Peçam pelo prato Piche a Macho, algo como apimentado só para Homens com H, a pimenta usada na
Bolívia se chama locoto.
Fomos ligar e usar a Internet já eram 19h. Encontrei a Aline no MSN e marcamos de nos encontrar
no nosso Hostal. Nos encontramos no Hostal 30 minutos depois, a Aline não estava mais com a Roberta
que teve que voltar as pressas para o Brasil, mas estava com o Luiz.
Marcamos e fomos até o Mongo´s Bar, na ida o taxi cobrou Bs$ 10; o lugar é bem balada mesmo,
um barzinho dançante, e se não fosse o cheiro de cigarro dava para ficar lá bastante tempo.
Tomamos 2 Paceñas grandes de 600ml por Bs$ 36. Fomos embora para o hotel o taxi agora cobrou
Bs$ 16 pois teria que passar em 2 hotéis. O Luiz pagou tudo, e eu fiquei devendo uma Tequila quando
chegássemos em Cuzco.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 10/10/2008 - La Paz - Copacabana.
Gastos:
Transporte com guia para Chacaltaya e Vale de La Luna Bs$ 50
Entrada no Chacaltaya Bs$ 15
Entrada no Vale de La Luna Bs$ 15
Chocolates Bs$ 24
Taxi até o Cemitério Bs$ 10
Van de La Paz a Copacabana Bs$ 17
Balsa Bs$ 1,50
Hotel Colonial Bs$ 30 (cada em quarto duplo).
Jantar Bs$ 30 cada
Levantamos as 06h30 arrumamos todas as nossas coisas e tomamos mate de coca na cozinha do hostal.
Saímos do Hotel as 08h40 e já levamos as nossas mochilas junto para o passeio, pois tínhamos que
ir para Copacabana e fazer o passeio na Ilha do Sol no dia seguinte.
Pagamos o hotel e fomos em direção ao Chacaltaya.
O serviço da Buho´s foi de Bs$ 50 e para entrar no Chacaltaya gastamos mais Bs$ 15.
No caminho paramos e compramos algumas coisas, pois não há almoço no passeio do Chacaltaya e Vale
de La Luna. Comprei 2 chocolates de paguei Bs$ 24.
O caminho para o Chacaltaya dura quase 2 horas e estava entediante até começar a subir e passarmos
por diversos abismos com a Van...rs... no Chacaltaya paramos na base que fica a 5.300m de altitude,
depois subimos até o primeiro pico que fica a 5.400m de altitude, muito bom aquela neve toda na
montanha, fizemos boneco de neve, bolas de neve, etc. Depois nossa guia nos informou que havia um
pouco mais para frente um outro ponto que chegava a 5.430m de altitude... imagina que eu não fui...rs
guiado pela aventura lá estava eu. Esse havia sido o ponto chave da viagem até agora.
Na volta, passamos por alguns pontos na estrada (na montanha), que são pontos de observação para
checar o reflexo de raios UV que vem da neve e das pedras; pois o Chacaltaya está ficando com menos
gelo a cada ano que passa, e os especialistas acreditam que isso não tenha nada a ver com o
aquecimento global , e sim com o reflexo da neve nas pedras que gera calor e derrete a neve.
Partimos com destino ao Vale de La Luna. O Vale de La Luna é uma formação feita pela ação da erosão
em um terreno que é todo de argila, é uma montanha de argila toda deformada pela erosão, o nome se dá
pois a noite devido as formações eo lugar deserto, se tem a impressão de estar na lua.
Quando acabou o passeio, pedi para nos deixarem na avenida Llampu, onde pegamos um taxi até o
cemitério, de onde saem as vans para Copacabana. Pagamos Bs$ 10 no taxi e mais Bs$ 17 na Van para
Copacabana.
*** Obs. importante: todos os passeios (Chacaltaya / Vale de La Luna, Tiahuanaco, Ilha do Sol, Ilhas
Uros/Taquiles) são de dia inteiro e começam de manhã. Por isso fizemos tudo de forma a chegar a noite
nas cidades para fazer o passeio no dia seguinte. De La Paz para Copacabana, existe um ônibus
turístico que passa no hotel e te leva até Copacabana, só que ele sai por volta das 07h da manhã.
Os ônibus para Copacabana partem do cemitério até as 16h e de 6ªfeira até as 17h; porém as Vans saem
de meia em meia hora até as 18hs todos os dias.
No caminho de Copacabana, tivemos de deixar a Van para pegar a Balsa, e pagamos mais Bs$ 1,50 . É bem
frio a travessia na balsa.
Ficamos no Hotel Colonial Bs$ 60 o quarto duplo (30 cada). No hotel mesmo fechamos o pacote para a Ilha
do Sol e o ônibus para Puno.
Deixamos as coisas no Hotel e fomos jantar... pizza, tomei Pisco Sour, mas não gostei, parecia
caipirinha aguada. Acabei arrematando outra Paceña. Gastamos Bs$ 30 cada.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 11/10/2008 - Copacabana - Puno.
Gastos:
Passeio Ilha do Sol Bs$ 15
Van de Copacabana até a fronteira e depois Puno Bs$ 30
Gastos com guloseimas Bs$ 12
Entrada lado Norte da Ilha Bs$ 10
Entrada lado Sul da Ilha Bs$ 5
Fomos enganados na Ilha Bs$ 5
Almoço Bs$ 35
Taxi até o hotel S$ 3
Jantar S$ 8
Levantamos umas 07h, tomamos café da manhã no Hotel, e deixamos nossas coisas no depósito do hotel.
Fomos até o porto no final da rua e partimos em direção a Ilha do Sol.
São cerca de 2h30 de viagem no barco até chegar na Ilha do Sol do lado Norte. O frio é de rachar, e
o Sol também... queima até os dedos. Passamos pelo porto no lado Sul da Ilha e o guia começa a nos
explicar que irá até o lado Norte, quem quiser faz o passeio a pé de um lado a outro, ou volta de
barco. Optamos por fazer do lado Norte ao Sul a pé. Ao chegar no porto do lado Norte compramos
algumas coisinhas (comprem, pois a fome bate forte antes de chegar no restaurante). Logo no início
pagamos Bs$ 10 para ter acesso ao lado Norte e ao museu que tem ali. Íamos fazer o passeio com o guia
(ele tinha cobrado Bs$ 20 cada, mas como ninguém quis ele me ofereceu por Bs$ 100... quase mandei ele
para aquele lugar), acabamos fazendo sem guia, dá para fazer de boa; só cuidado tem um lugar que tem
umas ruínas, fomos tirar fotos e acabamos pegando uma outra trilha...subimos e chegamos no alto de um
morro que tinha uma vista linda, mas não tinha saída para lugar nenhum, o jeito foi voltar pelo mesmo
caminho, e quando estávamos voltando percebemos onde tinha ficado a trilha...rs... esse trajeto é bem
legal, mas você precisa calcular bem o tempo, pois leva-se uns 30 minutos para ir e voltar desse lugar.
Aliás, calculem bem o seu tempo, pois o guia informa o horário que você tem que estar no Porto do lado
Sul, e caso você perca o barco, tem que pagar U$ 25 para uma lancha vir te buscar. O guia informa que
para fazer do lado Norte ao Sul gastasse em média 3h30, mas éramos uns dos mais rápidos do grupo,
e mesmo assim, quase perdemos o barco. Ao chegar no lado Sul da Ilha, paga-se mais Bs$ 5 para um
controle. Cuidado, só se paga para acessar o lado Norte e o lado Sul, vão tentar te vender outras
coisas no meio do caminho (com papel timbrado e tudo), passem batido, façam de conta que não entendem
o que o cara diz, e atravessem... eu perdi Bs$ 5 assim... fui enganado. Paramos no restaurante que
tem no lado sul, e comemos de entrada sopa de Quinua e depois truta com arroz e fritas (Bs$ 25 +
Bs$ 10 da Paceña 600ml). Calcule de 50 minutos a 1 hora para o almoço. Do restaurante até o porto do
lado sul, dizem que são 20 minutos, mas descemos bem rápido, quase correndo em alguns trechos, e
gastamos 20 minutos, então calculem de 30 a 40 minutos após o almoço. Chegamos atrasados 5 minutos e o
barco ainda estava lá, mas saiu uns 5 minutos depois.
Na volta um pouco mais de duas horas de viagem, e eu percebi que o protetor solar deve ser passado
nas costas da mão, nos dedos, e nas pernas também... fiquei todo queimado... teve lugar que
descasquei 2 vezes...rs.
Chegamos no hotel e ficamos na recepção vendo TV até chegar a Van. A van nos leva até a fronteira (cerca
de 7Km de distância), onde carimbamos o passaporte com a saída da Bolívia e deixamos o documento verde
que recebemos ao entrar na Bolívia.
Andamos cerca de uns 200metros e ingressamos na Imigração Peruana, carimbamos o passaporte com a entrada
no Peru, e preenchemos outro documento igual o verde da Bolívia, só que esse é branco (guardem a sua
via). Quase de frente com a imigração, há uma casa de câmbio, troquei U$ 250 (a taxa de 3,00) fiquei
com S$ 750 (soles). Pegamos a outra Van que já estava paga e fomos até Puno.
Do terminal terrestre de Puno, pegamos um taxi até o Hotel Illampu (S$ 3), mas o mesmo estava cheio, na
mesma viela tinham outros dois hotéis, o atendente do Illampu nos levou até o 1º mas também estava
lotado, fomos então para o El Inti, após muita negociação, ficou por S$ 30 (15 soles cada) o quarto com
banheiro privado e água quente. Tivemos que reclamar algumas vezes no hotel, pois a porta do quarto
não fechava, depois não tinha água no banheiro, e por último o banho não estava quente, mas tudo foi
resolvido.
O atendente do Illampu nos ajudou na negociação e ainda nos arrumou o passeio para as Ilhas Uros e
Taquiles para o dia seguinte e também o ônibus leito para Cuzco.
Saímos para jantar, frango com arroz e batata frita por S$ 8 com direito a Inka Cola.
Passamos em um mercadinho e compramos um bolo e iogurte para tomar no café da manhã, pois o passeio começa
as 06h45.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 12/10/2008 - Puno - Cuzco.
Gastos:
Hotel El Inti S$ 15 (cada, quarto duplo).
Passeio Ilhas Uros e Taquiles S$ 30
Ônibus para Cuzco S$ 20
Artesanatos Uros S$ 65
Passeio no barco de totora S$ 5
Gorjeta crianças S$ 1
Almoço S$ 18
Internet 1 hora S$ 1
Telefone 20 minutos S$ 10
Guloseimas S$ 5
Acordamos por volta das 05h30 arrumamos as malas, e tomamos café no quarto... estava com meu tênis imundo
devido ao passeio na Ilha do Sol, e como o hotel tinha dado algumas mancadas comigo, resolvi limpar o
tênis na fronha do hotel (eu sei... foi muito feio... mas meu tênis ficou mais limpinho).
Deixamos as mochilas no depósito do hotel. O nosso guia chegou, pegamos um taxi até porto, e fomos visitar
as ilhas flutuantes Uros.
Do porto até as ilhas Uros são cerca de 25 minutos. São 34 ilhas flutuantes. Descemos em uma das ilhas,
e foi explicado o processo de construção das ilhas, os materiais, como a ilha flutua, os costumes do
povo, etc. Muito legal, vale muito a pena, eu gostei bastante. Depois você tem um tempo livre na ilha
para comprar artesanatos e até mesmo entrar nas casas e ver tudo o que quiser. Acabei gastando S$ 65 em
artesanatos locais.
Dali você pode voltar para o seu barco, ou pegar carona num barquinho de totora (uma espécie de junco)
que te leva até outra ilha flutuante (paga-se S$ 5 para andar no barquinho). Passamos pela ilha Waliki
quem em Aymara a língua oficial das ilhas quer dizer "Estou bem", no caminho as crianças que entraram
com a gente no barquinho vieram cantando... em todos os idiomas, menos o Português (ah... aqui foi mais
S$ 1 para as crianças). Chegamos na outra ilha flutuante, e de lá pegamos o barco com destino a Taquiles
(cerca de 3 horas de viagem). Em Taquiles, fizemos uma subida rápida de uns 20 minutos. O guia nos
apresentou a planta de Munha, tem cheiro de menta, mas auxilia bastante a respiração na subida. Paramos
para o almoço e comi uma Omelete vegetariana com batatas fritas e arroz, e uma cerveja Cusquena claro.
De entrada sopa de Quinua e de sobremesa chá de Munha, tudo por S$ 18.
Terminamos o almoço e caminhamos cerca de 15 minutos até chegar na praça central, de lá foi quase mais
uma hora até chegarmos no porto do outro lado da Ilha. Mais 3 longas horas de viagem depois e estávamos
novamente em Puno. Chegamos no hotel por volta das 17h30. Pegamos nossas mochilas e ficamos na Internet
do hotel mesmo S$ 1 a hora. Sai para ligar e a ligação no Peru é mais barata, S$ 0,50 o minuto. Voltei
para o hotel, pegamos as coisas e fomos para o terminal terrestre. E acreditem pagamos de novo o Uso de
Anden S$ 1. O ônibus para Cuzco saia as 20h, mas ficou esperando um grupo que estava atrasado, acabamos
saindo as 21h; com a demora acabei comprando um salgadinho e uma Inka Cola (S$ 5). Viagem tranqüila. E
finalmente passou algo na TV...rs
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 13/10/2008 - Cuzco.
Gastos:
Taxi até o Hotel S$ 5
Taxi até Av Colassuyo S$ 5
Taxi até o Aeroporto S$ 4
Taxi do aeroporto ao Terminal Terrestre S$ 6
Taxi do Terminal Terrestre até o Hotel S$ 5
Ônibus para Nazca S$ 90
Almoço S$ 8
Taxi do Hotel até o Terminal Terrestre S$ 4
Viagem tranqüila, fizemos com a empresa São Luiz. Chegamos em Cuzco por volta de 05h, podíamos ficar no
ônibus até as 06h, mas decidimos ir para o hotel. Pegamos um taxi até o Hotel Girasoles (S$ 5).
Conseguimos o quarto duplo por S$ 40 (20 para cada) com banho privado e água quente e café da manhã.
Dormimos um pouco e levantamos as 08h30 para tomar café.
Saímos e fomos procurar a Marisol (da Amazing Adventures) na praça de armas, mas não a encontrei.
Pegamos um taxi e fomos até a Av Collasuyo, mas não encontrávamos o número, pois a numeração da rua
é totalmente irregular. Acabei ligando para eles, e combinei de virem até o hotel as 14h. Pegamos outro
taxi e fomos até o aeroporto tentar encontrar um avião para Uyuni, mas nada feito, o aeroporto de Uyuni estaria
fechado até o dia 25/10. Fomos então para o terminal terrestre, fechamos com a empresa Expresso Cial
a viagem para Nazca no dia seguinte por S$ 90 com direito a banho, calefação, coberta, janta e café da
manhã. E ainda encontramos a empresa Litoral que fazia Cuzco/La Paz/Uyuni por U$ 80, acabamos fechando
por U$ 75 cada (depois descobri que se eu tivesse comprado separado tinha gasto só uns U$ 40). Voltamos
até a praça de armas. Gastamos S$ 20 só de taxi nessa brincadeira. Almoçamos na rua de cima do hotel,
burritos e tomei Chicha Morada, um suco feito com milho roxo, abacaxi, limão e canela tudo fervido (é
servido gelado) tudo por S$ 8.
Demos uma volta pela cidade e voltamos para o hotel. A Marisol não veio, veio o Saul esposo dela. Ele
me explicou tudo sobre a trilha e eu paguei a parte restante.
Preparamos nossas coisas e saímos para o terminal terrestre, de lá pegamos o ônibus para Nazca que saiu
as 17h.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 14/10/2008 - Nazca.
Gastos:
Ônibus para Cuzco S$ 100
Taxi até o aeroporto S$ 5
Sobrevôo das linhas U$ 65
Taxa de embarque S$ 20
Artesanatos S$ 25
Taxi do aeroporto até o terminal S$ 5
Almoço S$ 24
Internet 2 horas S$ 4
Sorvete S$ 3
Jóia em prata S$ 150
Cerveja S$ 24
Apesar da estrada extremamente sinuosa, a viagem foi boa, com direito aos filmes a Hora do Rush 1 e 2.
Chegamos em Nazca por volta das 07h. Na rodoviária já compramos a passagem de volta a Cuzco (por S$ 100)
e já nos ofereceram o passeio pelas linhas de Nazca.
No dia anterior tinha conversado com o Saul e ele disse para fazer ou via AeroPacas, ou AeroIca, e que
o passeio custa entre U$ 50 e U$ 55. O tal agente queria me vender por U$85, falei que não, que sabia
que o preço era de U$ 50. Ele veio com uma história de que o aeroporto estava sem combustível, e que
podia fazer por U$ 60. Paguei o taxi S$ 5e fomos para o aeroporto. A situação era real, a Venezuela
não havia liberado combustível, e Nazca estava operando com o que tinha de reserva, várias companhias
fecharam as portas, e eu acabei pagando um ágio e meu passeio saiu por U$ 65 e ainda tive que esperar
até as 11h. Pagamos a taxa de embarque de S$ 20 e fomos nos aventurar num Cezna... foi a 1ª vez que
senti enjôo em um avião... é terrível. O vôo foi muito legal, consegui ver e fotografar a Baleia,
Triângulos, Astronauta, Macaco, Cachorro, Condor, Aranha, Ave Fragata, Alcatraz, Papagaio, Mãos, Árvore,
e faltou o réptil que não consegui ver nem fotografar. Detalhe tem também as linhas de Palpa e outras
que ainda estão sendo descobertas.
Compramos mais uns artesanatos locais (S$ 25).
Pegamos um taxi até o terminal de ônibus (S$ 5) e fomos almoçar S$ 24 com Cusquena grande. Conhecemos um
pouco a cidade e ficamos na Internet para matar o tempo (2 horas por S$ 4). Tomamos um sorvete de uma
fruta que só tem na região de Nazca chamada Lucman (tem gosto de nós com alguma fruta), ficou mais S$ 3.
Acabei comprando umas peças de prata por S$ 150. Voltamos ao restaurante onde almoçamos e tomamos cerveja
até a hora do ônibus sair (mais S$ 24). O ônibus saiu as 20h, jantamos, e eu estava tão cansado que
nem cheguei a ver o fim do filme que passava, e capotei.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 15/10/2008 - Cuzco.
Gastos:
Taxi do terminal terrestre ao Hotel S$ 3
Lavagem de roupa sem passar 3Kg S$ 15
Transferir fotos e gravar DVD S$ 14
Cerveja S$ 5
Guloseimas S$ 8
Barras de Cereais S$ 8
Selos (S$ 5 cada) S$ 30
2 Garrafas de alumínio S$ 36
Acordei, tomei café no ônibus e chegamos em Cuzco as 11h. Pegamos um taxi até o Hotel S$ 3, deixei algumas
roupas para lavar S$ 15 por 3Kg de roupa lavada sem passar. Trocamos mais uns 100 dólares por soles.
Comprei selos para os cartões postais e "barras de cereais" (comprei 16) para levar na trilha...
além disso, comprei duas garrafas de alumínio por S$ 18 cada.
Saímos para comprar o City Tour e o passeio pelo Vale Sagrado, mas o City Tour já não dava mais tempo.
Fechamos o Vale Sagrado para o dia seguinte por S$ 22,50 + S$ 70 de entrada. Aproveitamos para transferir
as fotos da câmera para DVDs (S$ 14) e fomos conhecer algumas ruas e a famosa pedra dos 12 ângulos.
Compramos algumas coisas para o café da manhã, pois sairíamos as 07h para o passeio, e o café da manhã
no hotel começava as 07h30. Gastamos S$ 8 em um bolo e um iogurte.
Voltamos para o hotel para descansar e depois fomos ao Mama África, mas achei fraquinho, não gostei e
gastei mais S$ 5 em uma Cusquena por lá. Voltamos e fomos dormir.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 16/10/2008 - Cuzco.
Gastos:
Transporte e Guia para o Vale Sagrado S$ 22,50
Entrada no Vale Sagrado S$ 70
Sementes locais para recordação S$ 8
Blusas de presente S$ 75
Almoço S$ 33
Jantar S$ 40
Acordamos por volta das 06h15 e nos preparamos para sair, tomamos café no hotel (no quarto). O guia
chegou no hotel por volta das 07h, saímos em direção a praça de armas, e pegamos uma Van com direito
a Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero. No caminho paramos em uma venda que tinha artesanatos locais.
Ganhamos um mate de coca... acabei comprando um arranjo com várias sementes do local (S$ 8 ). Depois
nos dirigimos a Pisaq e meia hora de parada para as compras, acabei comprando duas blusas de presente,
e lá se foram mais S$ 75... depois saímos para conhecer as ruínas. Antes de entrar, tivemos que comprar
a entrada por S$ 70. Me senti como uma preparação para Machu Picchu, foi muito bom. Depois de Pisaq,
saímos para almoçar no restaurante Casa Grande, pagamos S$ 25 mais S$ 8 da Cusquena, comida boa mas tipo
bandejão.
Depois do almoço saímos para Ollantaytambo, o lugar é bem grande, andamos por todo o lugar, e no final
conhecemos um lugar chamado "banho da princesa", o guia nos mostrou, onde corria a água com certa
velocidade, ele passou a mão sobre a pedra onde corria a água, e a água diminuiu a velocidade, o guia
aproveitou e lavou a mão, e a água correndo mais devagar, então ele pegou algumas gotinhas de água que
estavam na mão dele e respingou sobre a água corrente, e não é que a água voltou a cair rápido?! Vai
entender...
Saímos de Ollantaytambo no final da tarde, e fomos para Chinchero onde chegamos e já estava escuro.
Andamos até a igreja, e descemos novamente, não tinha muito o que visitar. Cerca de 1 hora depois chegamos
de volta ao Hotel. No hotel deixei pronta a minha mochila de 80l para ir embora e também a mochila para
Machu Picchu no dia seguinte. Saímos para jantar num Pub Inglês, comemos um bom lanche e um Mojito por
S$ 32 e mais uma Cusquena grande por S$ 8. O Mojito é uma bebida de Pisco com Sprite e Hortelã...
é muito bom... Voltamos ao hotel e fomos dormir. Ansiedade para o dia seguinte...
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 17/10/2008 - Cuzco - Caminho Inka 1º dia.
Gastos:
U$ 285 (pago 50% em 16/06 e 50% quando me encontrei com o Saul).
Cajado S$ 3
Café da manhã S$ 5
Por volta das 06h45 o Saul chegou no Hotel, fomos de taxi e pegamos o pessoal no caminho, depois fomos
para um ônibus que seguiu até Ollantaytambo onde tomamos café da manhã e compramos um cajado. No
ônibus conheci os mineiros Alexandre e Leonardo, que também iriam fazer a trilha com a empresa da
Marisol. Depois do café voltamos para o ônibus e seguimos até o primeiro posto de checagem do Caminho
Inka. Documentos conferidos, atravessamos a ponte e começamos o caminho. O nosso Guia Miguel foi muito
gente fina, e nos explicava sobre tudo inclusive flores encontradas no caminho. Aliás o nosso grupo era
composto por Miguel o guia, Alexandre e Leonardo os mineiros, 3 carregadores e 1 cozinheiro, e claro eu
também. Por volta das 14h paramos para almoçar, e fizemos amizade com mais duas brasileiras que vieram
do sul... Tânia e Cristine. Ainda no primeiro dia conhecemos uma ruína, mas não fomos até ela, pois
haviam arqueólogos trabalhando no local.
Perguntei ao guia sobre banho no acampamento e ele disse que ficaríamos longe do lugar do banho uns 20
minutos. Sendo assim, decidi tomar banho no Rio "Sagrado" de Urubamba... é isso mesmo, banho gelado de
rio e já estava começando a esfriar (já passava das 18h), enquanto tomava um banho peladão, o guia tirou
uma foto... sacanagem...rs
Continuamos andando até chegar no acampamento, onde tomamos um lanche. E logo depois jantamos. O céu
é uma coisa linda, chega a ser claro devido tantas estrelas. Fomos dormir cedo. Ganhei uma barraca
só para mim.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 18/10/2008 - Cuzco - Caminho Inka 2º dia.
Gastos:
Garrafa de Pisco S$ 25
Sprite S$ 8
Acordamos as 05h20, conforme combinado. Depois de uma grande luta para colocar o saco de dormir de volta
na embalagem original, fomos tomar café. Tomamos um bom café, e ganhamos um saquinho com lanche, pois o
almoço só ocorreria umas 08horas depois. Como eu tinha as barrinhas de cereais, acabei dando a maça e o
chocolate do lanche para duas crianças que estavam junto ao acampamento (me arrependi...rs... deu uma
fome...rs). Antes de sair do acampamento, notei que estava cheio de hortelã no chão... infelizmente
não tive o bom senso de pegar várias folhas e levar... fez falta...
Começamos a subir e passamos pelo segundo controle. Após isso paramos em uma venda e eu o Alexandre e o
Leonardo decidimos que a noite seria a noite do Pisco, e compramos uma garrafa de Pisco por S$ 25
Como já tínhamos o Pisco começou a procura pelo hortelã perdido pela trilha, para que pudéssemos fazer
um Mojito...rs... não encontramos mais hortelã, mas depois de 3 horas de subida, e uma pequena chuva,
encontramos alguns moradores locais vendendo Sprite... mais um peso na Mochila... 2 sprites por S$ 8.
Paramos um pouco até parar a chuva, e começamos a subir de novo, cerca de meia hora depois começou a
chover de novo... para piorar, o isolante térmico do Alexandre não cabia dentro da capa de chuva dele,
e eu acrescentei mais um peso a minha mochila...rs... vou ser sincero, o segundo dia é um teste de
vontade, de força, e de perseverança... continuamos subindo com chuva mesmo... e por volta das 12h
chegamos ao topo eu e o Alexandre. Esperamos o nosso guia e o Leo por uns 40 minutos. Subimos durante
cerca de 6 horas, e foi mais umas 2h30 de descida... ufa... finalmente chegamos ao acampamento... os
joelhos já estavam arriando...rs. Almoçamos, e decidimos o horário do lanche da tarde e da janta, fomos
para a barraca e dormimos até o lanche da tarde, depois fui tomar um banho, gelado é claro...
jantamos e organizamos a noite do Pisco... a garrafa foi embora e as Sprites também... que bom... um peso
a menos para o dia seguinte...rs. Fomos dormir por volta das 22h. Ah... o céu de novo, apesar de estarmos
em uma região alta e fria, onde a neblina fechava o tempo, vez ou outra, ficava tudo limpo e dava para
ver o céu... e... vi até uma estrela cadente... show de bola.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 19/10/2008 - Cuzco - Caminho Inka 3º dia.
Gastos:
Ron S$ 12
Banho quente S$ 5
Propina S$ 20
Acordamos já era quase 6horas... estávamos cansados e o Pisco ajudou a relaxar...rs. Arrumamos as coisas,
outra luta com o saco de dormir, e fomos tomar café. Andamos e passamos por lugares bem bonitos, lagoas,
cachoeiras, e mais ruínas. O pessoal estava meio morto, sendo assim, cantamos o hino Nacional...
acompanhados de Tania e Cristine, e depois várias outras canções. Os grupos pararam para almoçar, mas
o nosso acampamento estava cerca de 40 minutos depois... chegamos para almoçar, e já era possível ver a
montanha que estava tampando a visão de Machu Picchu. Almoçamos e mais caminhada, e mais ruínas...
Na verdade as ruínas vão te preparando cada vez mais para Machu Picchu, de forma que você não tome aquele
susto quando chegar lá. Andamos e andamos mais até parar para jantar já eram quase 19h. Encontramos uma
vendinha, mas não tinha Pisco... só Ron... paciência, não tem cachorro, caça como gato...rs... Ron S$12.
Me convenceram a tomar um banho quente (ia tomar frio mesmo), aí foram mais S$ 5. O guia nos falou sobre
a "propina" para os carregadores e pediu para ele também. Conversamos eu o Ale e o Leo, e combinamos
de dar 20 soles cada... esse 60 soles seriam 20 para o guia e 40 para os carregadores e cozinheiro.
Demos a grana para eles, e na hora percebi que eles não gostaram...
Fomos tomar banho e ficamos no bar/restaurante local, bebendo Ron com coca (tomei cerveja das americanas),
e jogando conversa fora... jogamos até cartas (rouba monte). Subimos para o acampamento por volta das 0h.
Fomos dormir pois teríamos que estar acordados as 04h.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 20/10/2008 - Cuzco - Caminho Inka 4º dia.
Gastos:
Guarda das mochilas S$ 3
Banheiro S$ 1
Bolo e cerveja S$ 31
Almoço S$ 36
Janta S$ 40
Acordamos cedo, arrumamos as coisas, e tomamos café... aqui percebemos que a propina foi pequena...
só tinha uma panqueca para cada um, e chá... nada mais. E para completar passamos mal depois da panqueca.
Fomos rumo a Machu Picchu, e paramos no portal, mas tinha muita neblina e não foi possível avistar MP,
foi uma pena. Fui ajudar o Ale com a mochila dele e cortei o dedão... cortei feio... e deixei bastante
sangue para Pachamama...rs... já foi a minha oferenda...rs
Descemos mais e chegamos em MP... algumas fotos e fomos deixar as mochilas e descobrir os horários de
retorno no trem. Passamos pelo controle. Carimbei o meu passaporte com o carimbo de Machu Picchu.
Pagamos S$ 3 para deixar as mochilas e mais S$ 1 para usar o banheiro.
O guia nos mostrou toda Machu Picchu, e como já estava tarde após terminar as explicações, nos informou
que não havia mais como subir a Wayna Picchu (fiquei decepcionado). Passamos de novo pelo controle e fomos
comer alguma coisa, comprei a cerveja mais cara de toda a viagem e um pedaço de bolo. Decidimos voltar a
Machu Picchu nem que fosse para ficar sentados, pois marcamos de chegar em Águas Calientes por volta das 14h.
Fomos andando, e eu fui conduzindo todos em direção ao controle da Wayna Picchu... peguei a fila e consegui
fui o 382º (só sobem 400 por dia). Ninguém quis me acompanhar. O Miguel me disse que nos tempos áureos dele,
ele fazia em 45 minutos para subir e 30 minutos para descer. Pedi que me esperassem por 01h15 e caso eu não
voltasse que podiam descer até Águas Calientes sem mim. Ao passar no controle informa que para chegar ao
topo da Wayna Picchu gastasse 1 hora para subir e 45 minutos para descer... pensei comigo, eu cansado vou ter
que fazer mais rápido... FODEU...rs.
Entrei no caminho e comecei a correr... de verdade correr... subi e escalei correndo, parei em alguns lugares
para tirar fotos e lógico tomar um ar. Quase no topo, errei o caminho, e tive que fazer realmente uma escalada
para não ter que voltar, e depois tive que me matar para descer nas pedras que tinha subido para chegar de novo
na trilha... subi até o topo, tirei fotos, filmei, e comecei a descer... peguei um povo lerdo na descida, e que
ainda não davam passagem (não passa dois, é bem estreito). Após passar o pessoal, consegui correr novamente
cheguei ao posto de controle, e preenchi o horário de retorno... (na entrada preenchi o horário de
ingresso na trilha)... gastei para ir e voltar 01h01... amei... sem falar na visão de Machu Picchu que
tem lá de cima... foi demais. Deu vontade de subir de novo...rs...
Com o joelho já zuado fui ao encontro do pessoal, nos reunimos, mostrei as fotos de lá de cima, e fomos
pegar o ônibus para Águas Calientes. Em Águas Calientes paramos no restaurante combinado, e mandei ver uma pizza
sozinho, e mais cervejas... o guia nos deu as passagens de trem... bateu a preocupação... o trem saia
as 17h30 e eu tinha que chegar em Cuzco ir até o hotel e depois ao terminal terrestre, pois meu ônibus
saia as 22h. Cada pessoa me dava uma informação sobre o tempo que gastava o trem até Cuzco.
Nos despedimos e fomos pegar o trem... capotei... dormi legal no trem. O trem parou em um cidadezinha já eram
20h30 +ou- e disseram que eu podia pegar um ônibus por S$15 e que em 20 minutos eu estaria em Cuzco...
só que eu não tinha mais nenhum centavo de Soles... sendo assim permaneci no trem... disseram que seria
1 hora mais... foi uma hora interminável. Chegamos em Cuzco as 21h25, sai correndo até o hotel, e cheguei as
21h31 quase morrendo descobri que o ônibus não sairia mais, pois estava ocorrendo um manifesto na Bolívia,
e que só poderíamos sair no dia seguinte, ou no outro.
Como não tinha outra opção, saímos para jantar e depois dormir. Comi um prato com frango, salada, batatas
fritas e carne e uma Inka Cola. Ficou mais S$ 40.
Voltamos para o hotel e fomos dormir.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 21/10/2008 - Cuzco.
Gastos:
Internet 1 hora S$ 2
Taxi para o terminal terrestre S$ 4
Almoço S$ 32
Pisco S$ 23
Petiscos S$ 8
Jantar S$ 28
Panetone S$ 22
Uso de Anden S$ 1
Hotel Girasoles S$ 150
Ônibus Cuzco/La Paz/Uyuni U$ 75
Acordamos as 08h e fomos tomar café. Saímos e ficamos na internet, mandei um e-mail para o Alê e o Leo,
para avisar que não havia como ir para La Paz, devido ao manifesto na Bolívia, e falei o hotel em que
estávamos. Ao sair da Internet, encontramos os dois vindo em nossa direção. Fomos até o terminal
terrestre e conseguimos marcar a saída para o mesmo dia, depois fomos almoçar no mesmo Pub Inglês. Saímos
pela cidade.
Fui no Gato´s Market e comprei uma garrafa de Pisco para levar para o Brasil e uns petiscos para a viagem.
Marcamos de ir para o hotel, fazer as malas jantarmos e ir para o terminal terrestre.
Fomos para o hotel, acertamos tudo e fomos jantar. Estava esperando o Ale e o Leo em frente ao Gato´s
Market quando um garotinho veio me vender chicletes (eu já não tinha mais soles... só cartão e dólares),
acabei ficando com dó do menino e dei um Panetone de presente com a condição de que ele iria para casa.
Fomos jantar...onde mesmo... a sim... no Pub Inglês novamente.
Saímos para o terminal terrestre, o ônibus era deplorável... faltavam vários vidros, onde estavam cobertos
com plásticos. Pagamos de novo o uso de Anden.
Comi meus salgados e dormi.
*** Obs.: Paguei metade do hotel em todos os dias, mesmo quando eu estava na trilha, pois tinha combinado
isso com a minha companheira de viagem, então ficou 4 dias a 20 soles, 4 dias a 12,5 soles, e mais um dia
a 20 soles.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 22/10/2008 - La Paz.
Gastos:
Almoço Bs$ 40
Taxi para o terminal Bs$ 10
Internet 1 hora Bs$ 4
Uso de Anden Bs$ 3
Acordamos já próximos da fronteira. Na fronteira de Desaguadero, o negócio é meio chato, pegamos algumas
filas e tivemos que trocar de ônibus, passaportes carimbados e papeis verde e branco trocados. Estávamos
de novo na Bolívia. Pegamos o outro ônibus e fomos até La Paz, chegamos as 12h.
Pegamos a passagem para Uyuni (saia as 19h) e fomos até o Hostal Austria a pé. O Ale e o Leo se hospedaram,
eu fui cara de pau e pedi para tomarmos banho no hostal de graça, o que o Sr. Francisco autorizou.
Trocamos uns 20dolares no BCP (banco de crédito).
Fomos até a praça do governo e comemos a pizza Interminable, com cerveja e uma banana split de sobremesa,
tudo por Bs$ 40.
Voltamos para o Hostal, tomamos um banho e pegamos um taxi até o terminal terrestre. Ficamos na internet
para passar o tempo. Compramos o Uso de Anden, e ficamos junto a porta de embarque... adivinha quem
encontramos? O Milton... estava indo para o Salar também... só que foi em ônibus diferente.
O ônibus era o da Omar Turismo, muito bom com jantar, calefação, banho e coberta. O caminho foi de terra
e acabei dormindo.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 23/10/2008 - Uyuni.
Gastos:
Passeio no Salar de Uyuni U$ 20
Café da manhã Bs$ 20
Ônibus para Oruro Bs$ 35
Jantar Bs$ 25
Chegamos em Uyuni por volta das 07h, fechamos o pacote para o Salar ainda enquanto tirávamos as malas
do ônibus.
Contratamos o passeio de 1 dia e pagamos 20 dólares com direito a visitar também o vulcão e o almoço.
O passeio começa as 11h da manhã, então saímos para tomar café e comprar a passagem de Uyuni para Oruro.
Na volta andamos por uma feira local. Conhecemos cemitério de trens, o processo de fabricação de sal,
o salar, o hotel de sal, os vulcões, os flamingos, a ilha, e depois voltamos. Infelizmente o Salar
estava seco, e a visão de espelho do céu não foi vista.
Voltamos e fomos jantar, depois pegar o ônibus para Oruro.
-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_
Dia 24/10/2008 - Uyuni - Oruro - Cochabamba - Sta Cruz de La Sierra.
Gastos:
Ônibus para Cochabamba Bs$ 25
Uso de Anden Bs$ 2
Ônibus para Sta Cruz de La Sierra Bs$ 60
Lanche e biscoitos para viagem Bs$ 24
Jantar Bs$ 40
Hostal Casa Grande Bs$ 25
Taxi até o aeroporto Bs$ 50
Avião + direitos sobre vendas na Bolívia. R$ 987.
Taxa de embarque U$ 24
Free Shopping U$ 32
Chegamos em Oruro quase 04h da manhã, e já compramos e pegamos o ônibus para Cochabamba. Chegamos em
Cochabamba por volta das 08h30. Já pegamos de novo o ônibus direto para Sta Cruz, e pagamos o Uso de
Anden.
Chegamos em Sta Cruz as 19h15, perdemos o trem. O pessoal anunciava ônibus para São Paulo (140 dólares).
O ônibus ia via Paraguay e demorava cerca de 40 horas. Chegamos a encontrar por 70 dólares, mas o negócio
parecia ser sinistro. Teríamos que comprar as passagens depois em Assunción... decidimos por voltar de
avião. Ligamos e contratamos a Gol...
Fomos para o Hostal Casa Grande, e depois fomos jantar. Voltamos para o Hostal e fomos até o aeroporto.
No aeroporto... mais gastos... Free Shopping... ficou mais uns 32 dólares.
Pegamos o avião as 04h (06h no Brasil).
Dia 25/10/2008 - Brasil.
Chegamos no Brasil por volta das 10h da manhã. E ficou o gostinho de um dia ainda volto para lá.
Curiosidades:
Bolívia
GNV Bs$ 1,66 o m3
Gasolina e Diesel Bs$ 3,80 o litro.
Peru
Gasolina S$ 4 o litro
Petróleo (diesel) S$ 4 o litro.
engordei 5 kg na viagem...
Dicas:
- a cerveja é cara tanto na Bolívia como no Peru, evitar tomar economiza bastante;
- pechinchar é a dica, você sempre ganha 5 ou 10 bolivianos no primeiro pedido, e alguns soles também;
- se viajar em mais de uma pessoa você racha os taxis ( e os quartos duplo costumam sair mais baratos
divididos por 2, do que pagando um quarto simples);
- os valores descritos com taxis e algumas guloseimas e cervejas, foram divididos entre os dois, mas ficam os
valores para que vocês saibam quanto custa;
- a comida lá é pesada, e gordurosa, juntando com horas sentado em um ônibus, engorda mesmo;
- lá as coisas são velhas e dão a impressão de serem sujas (o que de fato as vezes é), tem que encarar mesmo;
- estão construindo uma estrada de Cuzco até Brasília, e deve ficar pronta no final de 2009... vai ser outra opção
para ir para lá;
- não esqueçam de passar protetor solar em toda a viagem... uma dica usem o Bloqueador 50... lá você queima
até na sombra...rs;
- sempre que possível compre as passagens diretamente nos terminais terrestres do lado de dentro, no balcão, e
pechinche é claro;
- você encontra preços com diferença de 100% entre uma cia e outra, depende da quantidade de assentos que
ela ainda tem disponíveis;
- muito ônibus na Bolívia só saem quando estão cheios, ou seja, você pode ficar esperando no ônibus até uma
hora a mais do que o horário previsto de saída;
- a maioria dos passeios começa bem cedo e termina no fim do dia, o melhor é programar para chegar nas cidades
durante a noite, e já combinar o passeio para o dia seguinte (no hotel mesmo você consegue marcar os passeios);
- (reservado para mais dicas...)...rs
e boa viagem a todos!
tão logo eu consiga publicar o site com as fotos, eu coloco o link aqui.
Editado por Visitante