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  1. Pessoal Alguém já fez essa trilha? É tão boa quanto a tradicional?
  2. COMEÇANDO COM UMA DAS VISTAS MAIS LINDAS QUE TIVE A OPORTUNIDADE DE COMTEMPLAR. Tive a oportunidade de realizar esse trekking enquanto fazia um mochilão de 37 dias pela America do sul com um amigo brasileiro que conheci durante a viagem, o Luiz. Eu sou o tipo de pessoa que não curte muito passeios nem trekking guiados.... gosto do desafio de navegar solo, de sentir a dor da mochila nas costas....... além disso, como todo bom universitário, ando sempre com a grana contada e não acho justo ser privado de certas experiências apenas pq não tenho centenas de dólares para pagar em um guia. enfim, fica a critério de cada um. Aqui falarei um pouco de como foi essa jornada e tentarei passar o bizu para fazer o trekking solo. [*]PREPARATIVOS ANTES DO TREKKING (Ainda quando estava no Brasil achei poucos relatos de como fazer esse trekking solo, então, aí vai o bizu!) A trilha não começa em cusco e sim em uma cidade ali perto(Molepata ou Challacancha). Então como chegar lá?? Ao que me parece existe uma van do estado que sai de cusco até Molepata que não sei ao certo quanto custa mas acredito que seja por volta de 15 a 30 soles, porém, não me parece muito bizu.... (inicialmente cogitei essa possibilidade, mas o lugar que ela sai é meio longe da plaza... n achei uma boa), entretanto , Muitas agencias de viagens fazem esse trekking guiado onde na maioria das vezes sobram vagas as quais podem alocar para você. Esse sim é o bizu !!! Peguei "carona" na agência HakuTravel. Agora vem outro bizu! Não comece por Molepata e sim por Challacancha o próprio cara da HakuTravel me ofereceu essas duas alternativas, 25 soles até Molepata e 45 soles até Challacancha (uma cidade depois de molepata). Caso vocês escolha começar por Molepata não chegará a tempo de conhecer a laguna Umantay que, com certeza, foi uma das mais belas vistas que vi em minha vida ( a primeira ft do relato) . [*]1º DIA A van foi nos buscar no hostel por volta das 4:30. Saímos em direção a Molepata e em seguida a Challacancha, onde começamos. Na van basicamente tinha gringos, dois peruanos, eu e o Luiz. Ao chegar em Challacancha o grupo que estava guiado foi pela trilha e nos pela carretera. Preferia ter ido pela trilha, porém, não queria que o guia desse grupo pensasse que estávamos seguindo-os.... orgulho mesmo :'> kkk Levamos em média 4 hrs de caminhada leve para chegar em Soraypampa (primeiro acampamento) e assim que chegamos começou a chover. Obs: O valor do camping foi de 10 soles para os 2. Esperamos a chuva passar e partimos em direção a Laguna Umantay. Levamos em média 50 min pra subir e 40 min para descer. A distância não é longa, porém, começamos a sentir o efeito da altitude. A vista sem dúvida compensa todo o esforço!! Não resisti e tive que dar um mergulho!!! [*]2º DIA Após passar MUITO FRIO a noite, saímos por volta das 6:30/7:00. Esse segundo dia é DIFÍCIL. São 3 hrs de subida louca com a mochila pesando 12 kg a uma altura de 4000 metros (acredite, o ar rarefeito realmente influência) e depois são mais 6 hrs de descida muito cansativa !! Chegamos no segundo acampamento (Chullay) exaustos, porém, agora, mais do que nunca, estava com uma insana vontade de terminar salkantay! O percusso total durou 9hrs 40 min contando com o tempo de descanso. Ao chegar no camping, pagamos 10 soles por uma ducha caliente e 10 soles pela janta ( um prato de arroz com ovo) que estava muito bom, principalmente depois de misturar com uma sardinha que levamos, ficou top . Aí vai mais uma dica, não levar comida! no máximo snack . você sempre passa por vilarejos onde pode comprar algo para comer, assim evita levar peso extra na mochila .... Ah sim..... o camping nesse dia sai de graça caso você consuma algo :'> [*]3º DIA Apesar do dia anterior ter sido sofrido kkkk... acordamos inteiros !! Além disso era meu aniversario kkkk... O terceiro dia foi tranquilo! como acordamos dispostos, pegamos um rito forte chegando antes do previsto em Sahuaycu Playa. Lá paramos pra almoçar e conhecemos o Ricardo, dono da hospedagem El Sol de Sahuayacu Playa e de Santa Tereza, além de uma venda em cada uma dessas cidades, um verdadeiro empreendedor kkkkk!!! Ao conversar com o Ricardo, ele nos deu a ideia de passar por Llactapata, um lugar onde estão escavando novas ruínas incas além de ser possível avistar Machu Picchu por cima!!. Decidimos, então, ir até Santa Tereza e tirar um dia off, pois é uma cidade bem estruturada onde poderíamos tomar um banho de termas, comer de verdade e dormir em uma cama kkkk.. Em seguida, retornaríamos até Lucmabamba de van e subiríamos até Lactapata. Esse é o mapa da trilha, pra facilitar a compreensão. A partir de Sahuayacu Playa é que separamos os homens dos meninos kkkkkk.... Seguimos o caminho até Santa Tereza a pé enquanto a galera ( os grupos guiados), a partir desse ponto, começam a pegar van . Ahh... algo que não mencionei, os grupos guiados possuem mulas que levam 5 kg de cada pessoa, as barracas e a comida para toda a viagem! Ou seja, eramos dois malucos com cargueiras de 12 kg compartilhando a mesma trilha com pessoas que levavam 5 kg no máximo kkkkkk..... Parece meio louco, mas a cada van que passava por nos, lotada de pessoas as quais encontrei durante a trilha, me vinha uma sentimento de orgulho, Pq por mais que estivéssemos duas vezes mais cansados do que eles, devido a mochila, ainda continuávamos a pé e a sensação de fazer tudo apenas com seus pés é impagável. [*]4ºDIA DAY OFF Pagamos 15 soles pela diária no El Sol. A Camila, a chilena que conheci no deserto do Atacama, e que futuramente se tornaria minha namorada , me encontrou em Santa Tereza e a convenci a terminar o último dia de trilha comigo, ela mal sabia no que estava se metendo kkkkkk... [*]5º DIA Passado o Day off, é hora de continuar.... Agora eramos eu a Camila e o Luiz. Saímos as 5:30 de Santa Tereza em direção a Lucabamba com uma van ( do Ricardo, o empreendedor!! kkkkk) que custou 10 soles por pessoa. Pensei que esse último dia seria moleza! doce ilusão rsrsr começamos uma subida de 5hrs! tão pesada quanto o segundo dia, porém, o fator altitude não influenciava mais, pois estávamos a quase 2000 m a baixo do ponto mais alto que alcançamos no 2º dia. Chegar no topo foi muito satisfatório. Vê as ruínas Incas recém descobertas ainda em fase de escavação e ao fundo a montanha de Machu Picchu. Toda aquela dor é recompensada ! Depois descemos por volta de 4 hrs até a hidroelétrica onde almoçamos . Logo depois, mais 2hrs e 30min caminhando pelos trilhos do trem até Aguas Calientes, onde passariamos a noite p/ subir a machu Picchu no dia seguinte. Sem duvida umas das grandes experiências da minha vida conseguir chegar a Machu Picchu de uma forma bem diferente !!!
  3. Caraca....num sei se é um tópico repetido...mas ta valendo... to com uma pergunta meio dificil de responder: vale a pena ir pela Trilha de Salkantay...???? será q vou perder mta coisa indo por ela??? ou a salkantay tem algum ponto positivo em relação a trilha inca q não seja o preço...?? valeu
  4. Oii pessoal! Vim para o Peru ( estou aqui agora!) graças a muitos relatos que li aqui e que me encorajaram a pegar minha mochila e vir!! Então agora vou tentar fazer o meu relato também! Bom, eu consegui 17 dias de folga e consegui boas passagens para o Peru, chegando em Lima e saindo de Cusco. Meu plano então era nesses 17 dias ir de Lima a Cusco por terra e fazer Macchu Pichu no final! Sobre a mochila e roupas... Comprei uma mochila Quechua de 40 litros na Decathlon, ela é realmente pequena então não trouxe muita coisa. Não vi ninguém com uma mochila tão pequena quanto a minha 😂, vi a maioria das meninas com mochilas de 50, 60, 70 litros... Como meu plano era fazer a trilha Salkantay já comprei essa mochila menor para usar na trilha. Além disso comprei bota e meias para trekking ( que estou usando durante toda a viagem) e várias camadas de roupas ( camisetas manga curta, camiseta mais grossinha manga longa, fleece e jaqueta impermeável)... Além disso trouxe shorts, vestido de verão, maiô, havaianas e já usei todos eles! Trouxe do Brasil também capa de chuva e capa impermeavel para a mochila... Sobre ir sozinha... Não é a primeira vez que viajo sozinha então quanto a isso eu fiquei bem tranquila... Geralmente fico em hostels e acabo conhecendo outros viajantes solitários 😂 encontrei algumas meninas no Instagram que haviam feito a trilha Salkantay então consegui muitas dicas! Sobre reservas... Reservei antes somente os Hostels pelo HostelWorld pois eu já sabia meu itinerário... Passeios e a trilha deixei para reservar tudo aqui! Sobre gastos... Não sei ainda quanto vou gastar... Mas o Peru é muito barato... Eu trouxe alguns dolares, que rendem muito quando se transformam em soles 💰💰 e mais cartão de crédito... Mastercard é menos aceito que Visa nos lugares...e a maioria dos lugares cobre uma taxa entre 6 e 8% para compras no cartão... alem do IOF que vou pagar depois! Bom vou contar um pouquinho sobre cada dia da viagem abaixo..... Vou tentar colocar umas 3 fotinhos de cada dia nos posts! Quem quiser ver mais pode ver la no meu insta @lelerech !!
  5. Um pouco sobre 14 lindos dias no Peru: Puno (Ilhas de Uros e Taquile) + Salkantay Trekking + Machu Picchu + Huayana Picchu + Hiking Montanha Colorida (Ausengate) + Vale Sagrado e muito mais Tem mais fotos no Insta https://www.instagram.com/fabianapessoa/ Saí de Recife/PE no dia 09/05/2017 e cheguei em Cusco no dia 10 às 11h20. Daqui do Brasil eu fechei com a agência: Salkantay Trekking + Ilhas de Uros e Taquile (Puno) + Montanha Colorida. Fechei com a empresa Viajes Cusco pelas boas referências que li na internet. Não sou muito de arriscar na sorte, então preferi não deixar para fechar lá, mas todos os passeios vocês podem deixar pra fechar em Cusco, tem muitas agências, a concorrência é imensa e da pra negociar bastante preço. Mas compre seu boleto pra Machu Picchu com antecendência, pois as vagas são limitadas, especialmente se você for querer subir a Huayana Picchu que tem ingressos muito limitados, e se gosta de aventura eu super recomendo. Também daqui do Brasil reservei o hostel (Inka Wild) pelo booking, super bem localizado, próximo a Plaza de Armas, bem animado e com pratos bons e baratos. Já tinha lido em algum blog a recomendação ao taxista Carlos, pessoa a quem só tenho as melhores referências. Super correto, simpático, pontual, e ainda por cima também é guia para alguns passeios (segue número dele para falarem pelo WhatsApp +51 940 184 277, diz que foi Fabiana Pessoa do Brasil quem indicou). Reservei o dia 10/05 para a famosa aclimatação, mas não senti nada. Eles sugerem que a pessoa não coma nada pesado, então tomei uma sopa (no almoço). Troquei alguns reais por soles na Av. do Sol, fui no terminal de ônibus e comprei as passagens pela Cruz Del Sur para ir para Puno. A noite até tomei a cerveja cusqueña e comi uma boa pizza no Cava Mora na Plaza de Armas. No dia 11 fiz o passeio pelas ruínas de Cusco (Sacsayhuaman, Q'enqo, Pukapukara e Tambomachay), fiz o passeio com o taxista Carlos, e valeu muito a pena pela atenção, exclusividade e conforto de um tour privado. No final do dia voltei para o hostel, tomei um banho, me arrumei e fui para o terminal de ônibus, e parti às 22h para Puno. No dia 12 cheguei em Puno às 4h30, no terminal fiquei aguardando a agência. Estava muitoooo frio (3 graus). fiz o passeio em Puno para as Ilhas de Uros e Taquile. Taquile tem um hiking leve e bem legal, e a ilha é super linda! Tem um almoço mágico com uma vista maravilhosa. No começo da noite andei pela cidade de Puno, jantei numa pizzaria chamada Tambo Del Inka meu ônibus só partiria para Cusco às 22h. No dia 13 cheguei em Cusco às 4h30, e como estava cansada, reservei o dia para descansar, andar pelo bairro de San Blas e comer algo típico peruano, e escolhi chicharron no restaurante "La Cusquenita". No dia 14 fiz o tour do Vale Sagrado com o Carlos (taxista), fiz Chinchero, Ollantaytambo, Salineras de Maras e Moray e Pisaq. A noite tive de ir na agência para umas informações sobre o trekking que faria no outro dia. No dia 15 comecei SALKANTAY TREKKING. A trilha é incrível, segue relato: Dia 15, 1o dia da trilha: A agência me pegou no hostel as 3h, seguimos de ônibus até Mollepata. Começamos a trilha em uma caminhada de 13km em 6h até o acampamento em Soraypampa. Almoçamos e quem quiser pode subir para o Lago Humantay, a 4200m. Vale mega a pena. Faz muito frio na tarde/noite deste primeiro dia. Tenha uma mochila de ataque boa, com barrigadeira e lugar pra pendurar água. Em vários pontos da trilha da pra comprar água, gatorade, chocolates etc. É importante levar daquelas lanternas que prendem na cabeça. Meias sem algodão, de trekking também fizeram a diferença. Dia 16, 2o dia da trilha: Acordamos bem cedo, umas 3h, tomamos café e começamos a subida para Salkantay, onde alcançaremos 4650m. Peguei muita chuva de gelo, queimei as mãos por não estar com luvas impermeáveis. Neste dia que fará diferença ter botas impermeáveis, capa de chuva e roupas adequadas pra frio e chuva. A vista é belíssima, sobretudo da descida. Fiz tudo andando, mas é possível alugar mulas para subida por 100 soles. Andamos 22km em 9h até o acampamento em Chawllay, é possível tomar um banho quente por 10 soles. Dia 17, 3o dia da trilha: Acordamos cedo, caminhamos 16km em 6h, até chegar no local onde almoçamos. E seguimos de Van até o acampamento em Santa Tereza, onde vamos para as águas termais. Super relaxante! Leve seu repelente e recoloque imediatamente após o banho. Dia 18, 4o dia da trilha: Acordamos cedo novamente, escolhi fazer o ZipLine (tirolesa) em Santa Tereza, valeu super a pena! Pra quem curte esportes radicais, recomendo! Depois a Van nos deixa na Hidrelétrica, de onde partimos andando para Águas Calientes, chegando ao entardecer no Hostel em Águas Calientes. São 19km em 6h. Dia 19, 5o dia da trilha: Acordamos as 3h pra chegar na portaria de Machu Picchu ainda antes do amanhecer, para iniciarmos a subida da escadaria as 5h. São 1750 degraus no escuro (leve lanterna). Chagamos em Machu Picchu para ver os raios de sol entrando na cidade, e as 10h subi para Huayana Picchu, a subida é tensa e emocionante, vale a pena pra ver Machu Picchu lá de cima. Depois desci tudo e fui andando pra Águas Calientes. A Noite peguei o trem pra Ollantaytambo, onde a Van da agência nos esperava pra levar pra Cusco. No dia 20, descanso! No dia 21 fiz rafting no rio Vilcanota! Irado!!! Mas muito gelada a água hehehe No dia 22 fiz o hiking para Montanha Colorida, Ausengate. Tava caindo alguns flocos de neve quando cheguei lá. Venta muito e faz muito frio! Pra quem tem algum preparo dá pra subir de boa, eu subi em 1h30. Há muitos cavalos de aluguel pra quem não quer subir ou descer. No dia 23 fiz compras e saí a noite. Fui ao Mama Africa dançar salsa, muito legal. Dei uma passada na balada do Loki e dps voltei ao Hostel. No dia 24 comprei algumas coisas que faltaram e a noite fui pro aeroporto. Dicas: se for fazer trekking ou hiking, compre botas e luvas impermeáveis, capa de chuva pra você e pra sua mochila, protetor de frio para a boca, calça e jaqueta impermeáveis, calça e camisa fleece e calça e camisa segunda pele. Sofri muito com o frio, e tive queimaduras na mão por conta da chuva de gelo em Salkantay. Peguei muito frio agora em maio, mas eu faria tudo de novo!!! Com roupas adequadas você passa de boa e aproveita tudo intensamente. Eu vinha me preparado há um ano, treinando muito, então não sei se por isso, não sofri com a altitude, fiz tudo (!!!!) andando, inclusive subi Machu Picchu e Huayana também, sem cavalos ou bus, meus joelhos sofreram mais nas descidas. A descida de salkantay é puxada. Comprem uma mochila de ataque boa, com barrigadeira. Se for fazer a trilha compre lanternas daquelas q prendem na cabeça. Se quiserem saber mais é só mandar msg.
  6. Entre 17 de setembro e 3 de outubro, eu, minha esposa e mais dois casais de amigos tivemos ótimas experiências e sensações viajando pelo Peru. Conhecemos Cusco – de onde partimos para a Trilha Salkantay, um caminho de quatro noites e cinco dias, finalizado em Machu Picchu –, Arequipa, Ica (onde fica Huacachina e de onde partimos para o passeio até Islas Ballestas, Parque Nacional de Paracas e Ruta del Pisco) e Lima. Nosso cronograma foi o seguinte: Dia Local 16/set Voo Brasília-Guarulhos-Lima-Cusco 17/set Chegada a Cusco – familiarizando-se com a Plaza de Armas 18/set Cusco – Valle Sagrado 19/set Cusco – City Tour 20/set Cusco – Centro Artesanal Cusco; Qorikancha 21/set Trilha Salkantay – dia 1 22/set Trilha Salkantay – dia 2 23/set Trilha Salkantay – dia 3 24/set Trilha Salkantay – dia 4 25/set Trilha Salkantay – dia 5  Machu Picchu 26/set Cusco – Salinas de Maras; ida para Arequipa 27/set Arequipa – Mercado San Camilo; free walking tour 28/set Arequipa – nosso “Dia Mario Vargas Llosa”; Mirador de Yanahuara; concerto de violões 29/set Arequipa – Mercado S. Camilo; Museo Santuários Andinos; ida para Ica 30/set Huacachina – passeio de buggy pelas dunas 01/out Huacachina – Islas Ballestas; Parque Nacional de Paracas; Ruta del Pisco; 02/out Huacachina – ida para Lima; Parque de la Reserva 03/out Lima – Huaca Pucllana; Plaza San Martín; Plaza Mayor e entorno; Parque María Reiche; Parque Miguel Grau; Parque Yitzhak Rabin; Faro de La Marina; Parque del Amor; Lacomar 04/out Voo Lima-Guarulhos-Brasília Tentarei detalhar cada dia do cronograma acima, de forma a clarificar muitas das dúvidas que tivemos antes de viajar, o que pode ajudar bastante no planejamento de quem pretende visitar esse país tão legal. O mapa acima inclui Huaraz, para onde os outros dois casais do nosso grupo foram (eles ficaram uma semana a mais do que minha esposa e eu). Essa parte da viagem vocês podem conferir no relato do Pedro (ver link mais abaixo). Primeira dúvida: as passagens aéreas são caras? Não achei caro. É um pouco mais caro do ir para Buenos Aires, por exemplo, mas há uma oferta relativamente boa de voos, não sendo rara a existência de promoções. Para exemplificar, veja nosso voo: não fizemos uma “ida-volta clássica”, isto é, nosso destino na ida não foi nosso local de partida para a volta (pois, como se pode ver acima, nossos voos foram Brasília-Cusco; Lima-Brasília). Apenas esse fato, normalmente, já encarece as passagens. Mesmo assim, preferimos fazer esse voo, pois achamos que tinha uma boa relação custo/benefício. Pagamos por volta de R$ 1.650 por pessoa, com todas as taxas aeroportuárias incluídas. Mas já vi promoções Guarulhos-Lima-Guarulhos por menos de R$ 1.000 (sem as taxas aeroportuárias). É preciso visto? Brasileiros a turismo não precisam de visto (contanto que fiquem, salvo engano, menos de 90 dias no Peru). Basta um passaporte válido com pelo menos seis meses para o prazo de vencimento (esta dica vale para muitos países que não exigem visto; logo, nada de ir para o exterior com o passaporte vencendo mês que vem, por exemplo). Que moeda levar? Pela nossa experiência, vimos que dólar e euro são bastante aceitos. Nós levamos dólares comprados no Brasil e tínhamos alguns reais conosco, que acabamos não usando, pois não valia a pena. Mas não usamos dólares diretamente para nossos gastos diários; normalmente, trocávamos para Nuevos Soles (a moeda peruana, cujo símbolo é “S/”) e, então, gastávamos a grana. Algumas exceções foram alguns passeios e hotéis que pagamos diretamente em dólares, pois valia mais a pena. Sobre a troca de moedas no Peru: não é aquela putaria de Buenos Aires na Argentina Kishnerista, em que qualquer mendigo ou camelô trocava moeda, mas há várias casas de câmbio no Peru, inclusive casas de câmbio dentro lanchonetes, salões de beleza etc. Imagino que são todos legalizados, pois a propaganda é ostensiva, com milhares de placas. O negócio é dar uma pesquisada antes de trocar. Mas não se iluda: a diferença costuma ser pequena. E, como costumamos trocar de pouco em pouco, acaba não fazendo tanta diferença assim. Mas qualquer coisa já ajuda! Aí você pode perguntar: como vocês faziam a conta para saber o que valia mais a pena? Vamos lá. Primeiramente, vamos ver se valia a pena trocar dólares ou reais para nuevos soles. Você chega a uma casa de câmbio e descobre que estão pagando S/ 0,803 por cada R$, enquanto pagam S/ 3,201 por cada dólar. Nesse caso, é como se você estivesse pagando R$ 3,986 por cada dólar. Se você comprou dólares, no Brasil, por qualquer coisa abaixo de R$ 3,986 por $ (que foi nosso caso), é melhor trocar dólares por nuevos soles. E por que vocês pagaram algumas coisas em dólar? Bom, pense que seus dólares são mercadoria. Você sabe que as casas de câmbio estão “comprando” seus dólares por S/ 3,20 em média. Se algum passeio que pode ser pago em dólar “comprar” seu dólar por S/ 3,21, é melhor pagar em dólar, pois você está recebendo mais pela sua “mercadoria”. Por exemplo: o hostel em Cusco nos custou $ 12 por noite por pessoa; perguntamos quanto seria para pagar em S/; eles disseram que sairia S/ 42 por noite por pessoa (o que dá uma taxa de câmbio de $ 1 = S/ 3,5). Logo, valeu a pena pagar em dólares. Os nuevos soles vêm em moedas de S/ 0,05; S/ 0,10; S/ 0,20; S/ 0,50; S/ 1,00; S/ 2,00; e S/ 5,00. Já as cédulas são de S/ 10; S/ 20; S/ 50; e S/ 100. Parece que há uma de S/ 200, mas não chegamos a vê-la. Sobre o clima: em altitudes mais elevadas, como Cusco e Arequipa, o clima é mais ameno, com noites um pouco mais frias, chegando a temperaturas inferiores a 10ºC. Então, depende muito da pessoa. Eu gosto desse tipo de clima e fiquei bom com alguns casacos leves (raramente usei algo além de uma camiseta leve com um casaco fleece à noite), mas algumas pessoas no nosso grupo chegavam a usar luvas. Em Huacachina, a temperatura era mais quente durante o dia (eu diria que chegou a 25ºC), mas esfriava um pouco à noite (mesmo assim, não ficava frio como em Cusco e Arequipa). Em Lima era um pouco mais frio que Huacachina, mas menos que em Cusco e em Arequipa. O que nos leva às roupas que utilizamos na Trilha Salkantay: mesmo na época mais seca do ano (que foi quando fomos, em setembro), muito provavelmente vai chover em algum momento. Logo, é importante ter roupas impermeáveis. Todos estávamos com botas de trilha impermeáveis (mas respiráveis), usando dois pares de meia; uma calça como segundo pele e outra de segunda camada (isso nos primeiros dois dias; do terceiro em diante, eu fiquei de bermuda mesmo – de novo, isso é bem pessoal); camiseta primeira camada, casaco fleece (não tão pesado) e terceira camada corta-vento e impermeável. Usamos gorros e alguns usaram luvas. É recomendável que sua mochila seja resistente à água e que você tenha capa impermeável para ela. E o mal de altitude (ou soroche)? Bom, recomendo que os interessados em ir a locais com altitude acima de 3.000 metros acima do nível do mar (m.a.n.m.) leiam a respeito e se preparem. Depende muito da pessoa e de alguns fatores como condicionamento físico, mas os sintomas relatados vão desde leve mal-estar e alguma dor de cabeça a diarreia (o que pode ser perigoso, já que acarreta desidratação). Eu não senti nada do tipo, mas é nítido que se aumenta a frequência respiratória devido à menor concentração de oxigênio no ar. O que também faz que você se canse mais rápido. Na verdade, eu gostei muito da experiência (sempre fui muito curioso com essa história de ser mais difícil fazer as coisas na altitude) e não senti que deixamos de fazer algo por conta disso. Mas algumas pessoas que encontramos disseram que ficaram mal. Enfim, recomenda-se beber chá de coca ou mesmo mastigar a folha de coca (eu bebi bastante desse chá – na verdade, eu gostei dele, faz falta aqui no Brasil –, mas não mastiguei a folha. E não, você não vai ficar doidão. Alguns peruanos nos disseram para não beber o chá à noite, pois ele poderia dificultar o sono). O chá de coca, na verdade, é recomendado para isso e para várias coisas pelos peruanos. Há, também, um remédio chamado soroche pills. Pode ser que funcione para quem sentir os efeitos da altitude. Pelamordicristu, faça seguro-viagem! Não é tão caro assim, e, se precisar, pode salvar sua vida (ou, pelo menos, sua conta bancária) no caso de uma emergência. Para quem fala espanhol, não haverá dificuldade na comunicação. A maioria das pessoas envolvidas com turismo fala inglês. Só beba água se for engarrafada. Nunca beba diretamente da torneira ou de garrafas que não estivessem lacradas. As tomadas de energia elétrica são aquelas com dois pinos retos (semelhante à dos EUA), sendo que a rede é 220v. Essa primeira parte já está grande demais. Eventuais novos detalhes eu citarei mais adiante. Vamos encerrando por aqui. Mas, antes, não posso deixar de recomendar dois relatos muito bons. Este é do meu amigo Pedro, que fez parte do grupo dessa viagem, sendo que ele ainda foi até Huaraz (ele ficou uma semana a mais que eu). Segue link: http://www.mochileiros.com/peru-22-dias-por-cusco-salkantay-arequipa-huacachina-lima-e-huaraz-setembro-e-outubro-de-2016-t135079.html. O outro link é do blog da Marta, uma valenciana muito gente boa que conhecemos na trilha. Ficamos muito amigos (ela sempre se referia a nós como “mis brasileños”). Acho que ela conseguiu expressar muito bem as sensações dessa caminhada. https://danzarviajando.wordpress.com/2016/09/27/sensaciones-de-machu-picchu-i.
  7. Minha vinda a Cusco foi mais precisamente para visitar Machu Picchu. Três dias de passeios em Cusco me proporcionou um monte de fotos e muito conhecimento dos tão desconhecidos Incas, Visitei Maras y Moray com suas lindas salinas. Pisaq e Ollaytaitambo com suas misteriosas ruínas. Para visitar esse lugares você deve comprar o boleto turístico (parcial 60 soles) total 130s e contratar uma agência que te leve lá. O boleto também pode ser comprado na hora no ingresso da atração já que o parcial é válido somente para dois dias compensa comprar no ingresso da atração. O total e válido para 10 dias. Bem depois de uma prévia do que seria Macchu Picchu era hora de partir para fazer a trilha salkantay. Acordei as 3:30, já havia agendado o táxi para as 4:00 para me levar até o ponto da van que sai para Mollepata. Essa van não tem horário para sair, fechou lotação sai. Saímos as 6:00 da manhã, chegamos em Mollepata as 8:30 e fui direto tomar um café que fica ali na praça mesmo. O senhor do café disse que seria necessário pegar um táxi para começar a trilha e eu insisti que queria ir caminhando, queria saber onde estava meu marido e o porquê de eu estar só. Fui pedir informações para o policial da cidade e disse que era para eu esperar o seu companheiro que eles então me levariam até o começo da trilha, eu aceitei a ajuda. Logo seu colega de trabalho chega e me levam até Marcocasa, que seria onde o taxista iria me levar. Os policiais dão lição de moral o caminho todo dizendo que uma mulher sozinha não deveria ficar andando por aí sozinha e que eu deveria estar em casa cuidando dos filhos, nessa altura eu já havia inventado que era casada e que as férias de meu suposto marido não dava certo com a minha. Comecei a trilha e logo alcancei um casal com seu guia que iriam a frente. Parei um pouco, não queria alcançar eles pois assim poderia segui los. Já logo um pouco mais a frente ultrapassei eles, pois estavam bem devagar. Pedi informações para alguns dos que moravam ali e sempre diziam que estava no caminho certo. Parei num rio para comer um pouco e me refrescar, logo o grupo que havia deixado para trás me passavam novamente, troquei umas poucas palavras com o guia e continuei ali. Logo mais adiante parei num paiol com sombra e bancos e o grupo estava se aprontando para o almoço. Perguntaram se eu tinha prato para compartilhar algo para comer mas meu prato tava quase que inacessível e deixei passar, o chuvisco persistia em ficar mas a minha esperança era que ele fosse embora. O guia me indicou o caminho mais tranquilo para ir e assim me livrar de andar na estrada. Logo adiante chego em Soraypampa, um lugar paradisíaco, sem dúvida o mais lindo da travessia. Se tivesse tempo aberto era ali que teria vista da Montanha Salkantay. É fácil avistar as propriedades com a estrutura para acampamento, cheguei em um e de imediato me deixaram ficar sem cobrar nenhuma taxa por isso. Já eram às 17, preparei algo para comer e logo já fui dormir pois noutro dia a trilha seria mais puxada. Acordei às 5:30 com barulho de chuva o que era bem desanimador para aquele dia, iria caminhar cerca de 10 horas e chuva não era a companhia mais desejada. Há opção de continuar o trajeto alugando um cavalo para você ou despachando suas coisas, para quem não anda de cavalo é bem cansativo fazer um trajeto desse. Desarmei acampamento e às 7 já estava pronta para sair e a chuva deu uma trégua. Segui o caminho observando algumas pessoas que iam à cavalo, outras me ultrapassaram, eu era a única que carregava todo o peso, todos os outros tinham contratados empresas ou pelo menos cavalos para levar suas coisas. A visibilidade era pouca e a Monte Salkantay passou despercebido, escondido entre nuvens. A medida que a subida ia aumentando meu ritmo diminuía, mas estava indo bem até chegar a 4.200 metros, nessa altura comecei a ter tontura, cansaço e movimentos muito lentos, tive que me espertar e coordenar melhor os movimento porque a vontade de dormir era quase incontrolável. Finalmente alcanço o Passo, o ponto mais alto da caminhada, neblina e frio predominavam o momento, mal consegui tirar uma fota e logo já vinha a tão desejada descida. Desci bem rapidinho, mas essa também não terminava mais, cheguei no ponto do almoço às 14:00 horas, parei num ponto que parecia realmente uma parada para o almoço, já estava bem atrasada, não havia nenhum resquício de gente naquele momento, esquentei o que sobrara da janta e continuei caminhando cheguei em Chaullay às 17 e decidi caminhar até o próximo vilarejo: Colcapampa. Acampei por lá, comprei uma cerveja da dona do camping que não quis cobrar pelo camping e noutro dia um guia que também estava dormindo lá me deu dicas para chegar até La Playa. Como era época de chuvas a trilha estava fechada então teríamos que compartilhar a estrada com carros, vans, patolas e desmoronamento. Em apenas 40 minutos de caminhada havia um desmoronamento que bloqueava a estrada toda e graças a aptidão da patola a estrada estava limpa e pronta para uso em 30 minutos. Seguia a descida contemplando a paisagem com o céu se abrindo, bem empolgada para chegar em La playa. Lá era a parada para o almoço então tinha que esperar todos os grupos almoçar para seguir de van sentido hidroelétrica, a priori meu plano era seguir o caminho a pé, mas como a trilha que cortava caminho estava em condições precárias e sem visibilidade e iria caminhar provavelmente noite adentro para chegar em Águas Calientes naquele dia, na verdade precisaria de mais um dia para chegar lá caminhando, mas no próximo já teria que estar em Machu Picchu pois as minhas entradas ja estavam compradas. O guia que havia dado as dicas para mim de manhã me chamou para almoçar, como eu estava com preguiça de esquentar minha comida aceitei o agrado para a minha infelicidade a comida começou a fazer mal uns 40 minutos após ingerida. Quase na hora da van sair tive que correr com urgência ao banheiro, detalhe que a minha mochila com o papel já estavam lá em cima da van, Não deu tempo de pensar tive que correr no banheiro, o negócio foi sinistro. E durante a viagem toda minha barriga fazia ruídos e remexido. A estrada que seguia só dava espaço para um carro passar o que fazia com que cada vez que encontraássemos um outro carro alguém teria que manobrar, cuidando para não cair precipício abaixo. Finalmente chegamos ao ponto final: a Hidroelétrica, é lá também a parada se você vem de van de Cuzco. São três horas de trilha pelos trilhos até águas calientes, é uma caminhada bem agradável, não dá para sentir a elevação e além da mata tem o rio te acompanhando. Há alguns restaurantes pelo caminho. Quando cheguei em Águas Calientes um alegre rapaz veio ao meu encontro a oferecer pouso, era exatamente o preço que pretendia pagar e iria ter um quarto com banheiro privativo o que me salvou durante a noite de rainha. Meu plano era acordar às 4:30 para subir as escadas que te leva a MP, mas as 3:00 da manhã já havia passado mais tempo no banheiro do que na cama, então resolvi tomar um antibiótico que sempre me acompanha para esses fins, acordei às 6:00 me sentindo a fraqueza em pessoa, então decidi pagar o bus para subir até a portaria de MP. Lá na portaria fiquei no aguardo na formação de um grupo para compartilhar um guia, tem guias tanto em inglês ou em espanhol. Havia três americanos no meu grupo, o tour guiado foi excelente, tinha entrada para a Montana às 10:00 mas minha condição física não era a melhor, é possível sair do parque e voltar depois depois e foi o que eu resolvi fazer, havia uma quiosque escondido que vendia comida para os guias, o meu guia me levou lá, acabei ficando umas duas horas descansando nos bancos e tomei 1 litro de Gatorade. Após isso melhorei consideravelmente e voltei visitar parque e tirar todas as fotos que o dia permitia. Fiquei até às 17:00 no parque e finalmente desci as escadas. A noite sai dar uma passeada e procurar algo para comece, há várias opções charmosas em Águas Calientes. No outro dia acordei cedo bem melhor e me arranquei a descer os trilhos para chegar a hidroelétrica. Cheguei lá às 10:45 e os turistas ainda não haviam começado a descer. Peguei a van que iria para Santa Teresa e de lá foi um sufoco sair, o motorista passava de casa em casa pegando as pessoas ou esperando por elas. Perdi o dia todo para chegar em Cusco pois às 2:30 ainda estava em Santa Maria esperando lotação e a viagem seria de 4 à 5 horas. teria valido muito a pena se eu tivesse voltado de trem para Cusco, pois a viagem de volta foi terrível, era muita mas muita curva, eu que dificilmente passo mal em estrada fiquei mal a viagem toda ou ido para Cusco de trem após a visita à Ollaitaytcambo indo direto a Águas Calientes e fazer a trilha na volta, assim poderia até ficar mais tempo esperando o tempo abrir. .
  8. Eu sempre falei que uma boa viagem começava por um bom planejamento, só não sabia que uma aventura poderia tb começar pela FALTA DE PLANEJAMENTO! kkk Eu não sabia ao certo o que faria nas minhas férias pq estava estudando pra concurso público. Primeiro decidi não viajar e apenas estudar. Depois decidi viajar pouco. Depois eu surtei e vi que tava ficando doida estudando pra um concurso que não tinha nada a ver comigo, tranquei o curso e resolvi optar por um mochilão! O roteiro era assim : casa > Aracajú > Maceió > Recife > João Pessoa > Natal > Fortaleza > casa Nãooooooooooooooooo muda de página, não!! Tá o tópico certo sim! Vc já vai entender....kkk Passei bem uns 20 dias planejado gastos, tinha conseguido couchsurfing, carona, hostel... o diabo! Uma amiga (a Jéssica) topou tb a brincadeira e compramos as passagens numa linda tarde de uma segunda-feira! Na real mesmo, nós estávamos na dúvida pq tava rolando a maior chuva no nordeste! E estávamos com medo pq a ideia era acampar na maioria das cidades. Pensamos em Machupicchu, mas vimos que a trilha inca estava esgotada e a passagem, um absurdo... então... compramos as passagens pro nordeste mesmo! Isso foi mais ou menos por volta das 15h. Quando deu mais ou menos umas 18h uma outra amiga mandou um email “olha só gente! Promoção da Tam pra cusco!” Poutz! Desembestamos a correr atrás da empresa pra fazer a trilha! Conseguimos uma empresa com vaga para fazer Salkantay. E as passagens ficaram mais em conta que ir pro nordeste! Compramos as passagens pra Cusco e por volta das 23h estávamos cancelando tudo! Maior confusão!!! Tudo feito e passado o susto, tive que refazer todo meu check list! Trocar meu biquíni por luvas e gorros e ainda precisei pegar algumas coisas emprestadas com alguns amigos! Nossa peregrinação começou o aeroporto! Maioooooor chá de cadeira! Rio de janeiro (galeão) > São Paulo (Guarulhos) > Lima > Cusco. Daí descobri que faço parte daquele movimento dos “mochileiros perdidos que encostam e dormem em qualquer lugar”. Isso é uma arte e não requer prática, tão pouco habilidade! Apenas VOCAÇÃO!!!! Kkkkkkkkkkkkkkkkk Ah! Detalhe! No aeroporto de Lima eu percebi que talvez eu passasse um perrenguinho básico em relação a alimentação! A Jéssica pediu um suco típico! Era roxo com cara de suco de uva, tinha gosto de beterraba e cheirava a milho.... tipo suco de tamarindo do chaves, sabe?! De lima pra cusco pegamos um horário cretino, mas consegui apreciar o nascer do sol! Incrível! Eu tava bem feliz! Tinha acabado de fazer uma trilha com uns amigos na pedra da Mina e tava numa expectativa braba pra Salkantay! Daí veio aquela mocinha simpática oferecendo algo pra vc comer e beber. Pedi um café! Claro! E aí veio minha primeira decepção! O café tem gosto de milho! Rapá! Nunca fiquei tão doida de raiva! O avião tava quase pousando e eu lá com aquele café quente, transbordando (pq até o cheiro enjoava) e eu querendo me livrar daquele negócio! Kkk Chegamos em Cuscooooooo!!!!!! Só festa!!!!!!!! Só que não! Acho que eles são tão brasileiros quanto a gente! Encostou um carinha do nosso lado com aquele carrinho pra “ajudar”. Foi super simpático e nos levou até o taxi. A corrida até o hostel custaria 30 soles. E o cara ainda me cobra na cara lavada 20 soles por ter carregado as nossas mochilas. “ah! O senhor me desculpa, mas eu não sabia que cobrava. Não tenho dinheiro!” Ele ainda insistiu e falou que brasileiro costuma ajudar com 20 soles. Ou até em reais mesmo! Minha amiga tirou 5 reais e entregou a ele. E ele ainda ficou lá insistindo! Só de lembrar, já fico até brava! Kkk Ficamos hospedadas o Hostel Che Lagarto. O Check-in era as 14h. Então deixamos as mochilas por lá e fomos das uma volta pela cidade. Paramos numa lanchonete chamada Pan...Tástico! Realmente o lugar é muito bom e o sanduiche é incrível! E o café? Com gosto de milho! Hauhauahauhauahuahauhauahauhauhauh Eu já tava conformada: Café, só em casa! Kkkkkkkkkkkkk Fomos para a praça principal! E ainda caminhamos até o mercado municipal que tem na cidade. Tudo muuuuuuuito colorido! Tudo muito diferente! Tudo muito lindo! A cidade estava em festa. As crianças ensaiavam para as apresentações. Eu tinha visto antes de viajar que dia 24 de junho era a festa do Sol. Mas parece que mês de junho todo rola apresentações e são chamadas as “festas de Cusco”. Então..... eu indico viajar pra lá em junho pq fica tudo tão colorido! A cidade toda fica linda! E as crianças são lindas!!! Eu tinha visto algo falado sobre Mama Africa! Parece que é uma baladinha que tem lá e que todo mundo adora e recomenda. Não sei se todo mundo vai pra lá pq é a melhor opção ou se pq não tem outra opção...ahauhauahauhauah Eu e a Jéssica arrumamos nossas coisas, tomamos banho, resolvemos dormir um pouco pra depois ir pra lá. Acordamos quase uma da manhã. Um toró que só por Deus!!!! Mama Africa.... SÓ QUE NÃO! kkkkk No dia seguinte levantamos por volta das 7h. O café era servido as 8h então resolvemos usar o pc pra botar a vida em dia e avisar pra todo mundo que tava tudo bem! Eu não sei se vocês já ouviram falar num blog Day Trippers. Um amigo me indicou e eu os sigo no face já faz um tempinho. É um casal (Isa e Rafa) em lua de mel. Eles se casaram em dezembro e resolveram tirar o ano sabático. Eu acho surreal as coisas que eles fazem e adoro! Daí.... tô lá bisbilhotando, né?! Passei o link pra Jéssica dar uma olhada. Ela curtiu e começou a olhar também. Hora do café, desligamos os pc´s e subimos pro café! QUEM TÁ LÁ TOMANDO CAFÉ?????????? Os dois! ãã2::'> Tomei um susto pq eu não consegui assimilar nada com nada! Não andava, não tomava café, olhava pra Jéssica e falava bem parecendo uma retardada “Jéssicaaaaaa.... são eles?” Eu não sabia se ia falar com eles, ou se tomava meu café pq tava com meu estomago todo embrulhado e revirado! Moral da história.... não consegui falar nada. Hauahuahauhauahauhauhauahuha Eles passaram pela gente, deram bom dia, né?! E foram embora! Depois que o susto passou eu fui olhar o que tinha de café! E adivinhem só????????????? Café solúvel!!!!!!!!!!!!!!!!! E não tinha gosto de milho! Mas o leite era bem ralo! Mas ok! Tava razoável e fiquei bem feliz! Café! café! café!!!! Arrumamos nossas coisas e decidimos passear pela cidade! Cusco estava em festa!!! \o/ E tem ainda um pouquinho das crianças dançando nesse link aqui!!! Vale a pena! Tem uma rua (antes de chegar na praça principal) que tem um moooonte de loja de equipamento de trekking e é tudo mega barato! TIVE QUE COMPRAR! Kkk Eu acho... de verdade... que tem muita coisa falsificada! Mas eu comprei um casaco impermeável super honesto. Não devo ter pago mais que R$70 reais e tô bem feliz! Kkk E tem de tudo! Mochila, bastão, capa de chuva, roupa.... claro que não dá pra falar de qualidade se tudo fica muito duvidoso, mas até aí!!!! O importante é mochilar e qto mais em conta ficar, melhor! Kkk Voltamos pro hostel e sentamos um cadinho lá o sofá e quem chegou? Eles!!!!!!!!! A Isa veio falar com a gente e deu muita risada qdo contei da história! Depois de muito papo conhecemos até o jipe! Cara! Eu parecia criança no parque de diversões, sabe?! Foi SENSACIONAL!!!!! E aqui segue uma boa indicação pra vocês! http://www.facebook.com/daytrippersbr?fref=ts Sabe aquele tipo de pessoa que você encontra por aí e tem a sensação que é seu amigo de infância? Eu não sei se algum dia encontrarei com eles novamente, mas cara..... nunca mais vou esquecer dos papos, “dos causos”, das gargalhas sinceras! Na minha humiiiilde opinião (e acho que já cheguei a comentar isso aqui), eu acredito que são as pessoas que encontramos pelo caminho que fazem nossas viagens valerem a pena e eu posso afirmar que ter conhecidos esses dois aí “perdidos no mundo” (assim como eu) fizeram uma boa parte da minha estadia em cusco ter valido a pena! Bom..... depois de hooooooras tentando organizar o que ia com a gente e o que ia ficar no hostel, conseguimos acertar tudo e uma moça da empresa foi até a gente pra acertar o restante do combinado. Pagamos metade da trilha como sinal, né?! E o restante a gente acertava na hora. Daí a moça simpática foi explicar tudo pra gente com o mapa. Daí eu sei que no meio da explicação eu só ouvi a moça falando “85km” Rapidinho eu virei pra Jéssica : “são 85km?” Ela: “é! Eu mandei isso no email pra vc. Você não viu?!” Eu: “são 85km? Como eu não vi isso?” Naquele exato momento tudo se encaixava! Todas as caras de reprovações que o povo fazia quando a gente falava que ia fazer Salkantay... pq a minha amiga tinha me falando que eu ia me fu fu de verde e amarelo... pq tinha gente me chamando de doida..... Bom..... a empresa é super, mega, ótima! Super recomendo e os dados estão no mapa! Tem uma ótima estrutura! Os guias são excelentes e falam inglês e espanhol! Os cozinheiros são incríveis!!! Não emagreci 10 gramas! haauhauahauhauah Comi muito melhor na trilha do que nos restaurantes de Cusco! De verdade! Detalhe: sou vegetariana e eles tem a opção. Tinham duas canadenses com intolerância a glúten e eles tinham cardápio diferenciado pra elas tb. E tínhamos direito a entregar até 5 quilos (por pessoa) para o cavalo transportar. E o esquema era assim... Os cozinheiros acordavam a gente bem cedão (tipo 5h da matina) com o chá de coca! Daí a gente arrumava as coisas e partia pra trilha. Era montado um acampamento base para almoçarmos (saladinha, sopa e almoço), e depois a gente caminhava mais umas 4 ou 5 horas. Daí a gente chegava no acampamento base pra dormir. Tinha o lanchinho (chá com pipoca) e depois o jantar (saladinha, sopa e jantar). TUDO SENSACIONAL!!! (exceto a história dos 85 km que eu não olhei direito no email) Enfim.... não tinha como arrumar, né?! Então.... bora chinelar! Eu nem sei que horas fomos dormir. Pensamos em mil estratégias por causa das mochilas... só sei que as 4h já estávamos prontas. Detalhe..... o menino lá do hostel não ascendeu a luz, não vi o último degrau e rolei com mala, mochila e o diabo! Meu pé inchou e eu não conseguia levantar do chão! Daí já vem o filminho novamente na cabeça, né?! Chinelar 85km com o pé bichado não ia ser moleza! Kkkkkkkkkkk Antes de sair do Brasil eu tinha comprado um anti-inflamatório mega, ultra, power. Nem pensei duas vezes.... encharquei meu pé e já comecei a andar pra não deixar o corpo esfriar! Até que a tática funcionou! bora começar, né?! A trilha eram 5 dias e 4 noites! E eu vou separar aqui pelos dias pra ficar mais fácil, tá?! Só lembrando que na maior parte do caminho eu não tinha relógio, celular, qq tipo de comunicação via net e banho..... só de lencinho umedecido. E pra todo o resto.... DALE COCA! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk 1º DIA – Morri 350 mil vezes! Chorei! Me arrependi de não ter lido o email, mas sobrevivi! O guia nos pegou no hostel, fomos até outra praça lá com ele, entramos na van e começamos a conhecer as outras pessoas do grupo. Tudo gringo! Socorooooooo! Era hora de tentar desenferrujar meu inglês! Paramos pra tomar café da manhã (esse é o único que não tá incluso o pacote)! Conhecemos as outras pessoas que estavam na outra van. No total estávamos em 18. No grupo tinha gente da Austrália, França, Inglaterra, Alemanha, Canadá, Itália e mais uns perdidos que eu não devo ter entendido (não se esqueçam que meu inglês tava enferrujado!kkkk) O guia parou para os explicar algumas coisas e pediu para que nos apresentássemos! Me apresentei e já falei de cara que não falava muito bem inglês , mas que tentaria me comunicar da melhor maneira possível. Uma canadense depois até me perguntou qto tempo fazia que eu não estudava. Daí depois ela falou que eu me virava bem pra quem não falava direito.. pq eu tentava. Daí eu brinquei “tenho que tentar... adoro falar!” hauhauahauhauha O pessoal foi bem bacana comigo. Mesmo com um inglês-tupiniquim, eles me ajudavam e consegui bater papo a trilha toda! Hauahuahauhaauh Olha só.... vou logo avisado que só decorei nome de alguns lugares, por isso fiz questão de guardar o mapa pra trazer pra vocês, tá?! Mas se eu não me engano..... partimos de Mollepata! Kkkkkkkkkkkkkkkkk Ah! Pra mim, era tudo igual.... mas vamos lá... vou tentar! Caminhamos um tempão...... um tempão mesmo....... eu tava num ritmo bom..... e fui vendo que fui ficando por último! Mas tava achando que tava tudo bem! Lembram daquela propaganda ... não lembro o nome da empresa, mas tinha uma musiquinha assim "350km! 350km! para um pouquinho, descansa um pouquinho.... 350km!" e dai depois ia aumentando.... pois eh! parecia eu na trilha! Toda hora essa musica vinha na cabeça! kkkkkk A trilha até parecia um pouco com as daqui do Brasil. Tava tudo muito bom.... qdo deu uma subida meio estranha.... o ar não entrava mais! Eu puxava e não vinha! O guia percebeu que eu tava começando a passar mal e me pediu pra parar.... catou umas plantinhas , bateu na mão com uma lavanda que tinha na mochila e me deu pra respirar. Ok! Passou... bora subir..... Cadê o ar? Jesus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! não tem ar naquelas bandas!!!!!!!! Aí eu tava entendendo porque vendia cilindro de oxigênio nas lojas e eu tava achando exagero! Tô lá botando os bofes pra fora e o guia tentando me acalmar! Ok! Passou.... bora subir..... Daí tinha um gringo lá passando mal tb, mas o problema dele foi outro. Foi piriri! E eu tô achando que tá tudo sob controle..... toca o ar sumir de novo! Ai gente! Nessa hora eu comecei a ficar nervosa! Pior que ficar nervosa não adianta pq junta com o choro e vc não sabe se tá morrendo e tanto chorar ou de não conseguir puxar o ar. Só sei que foi assim até a hora do almoço! Conseguimos chegar no acampamento base! Os cozinheiros trouxeram primeiro a entrada, depois a sopa e depois o almoço. Eu sinceramente não entendia o motivo da sopa, mas ela era tão gostosinha e eu tava começando a ficar com frio que acabava comendo. E todas as refeições eram assim e já no terceiro dia não aguentava mais comer sopa. Toda refeição eu falava que não ia mais comer a sopa e sempre acabava comendo sem dar nenhum piu! Hauhauahauhauhauahauhauha E depois das refeições..... DALE COCA!!!!!!! Só de lembrar do chá, meu estômago embrulha, mas me ajudou muito na hora, viu?!kkk Eu acho que eles montavam os acampamentos em pontos estratégicos. Pq depois das refeições vinham sempre as descidas..... tb.... de estômago vazio já era tenso...imagina depois de comer feito um louco! Kkk Despois das refeições só vinha descida, mas não era moleza, viu?! Quase não parávamos pra descansar e andávamos por horas! Eu acho que esse caminho poderia ser colocado também naquela lista de trilhas de peregrinação, sabe?! Nossa! Dá pra pagar os seus pecados e das suas próximas 2 ou 3 gerações.... de taaaanto que a gente anda! Mas nem posso reclamar muito porque depois do almoço eu conseguia acompanhar o ritmo da minha amiga (ela estava sempre no pelotão da frente...kkk). Pela manhã eu geralmente fazia a trilha sozinha pq ficava pra trás. A tarde conseguia acompanhar o ritmo de um ou outro! E assim ia..... As vezes com fotos, eu acho que não dá pra ter noção direito de como é o lugar. Resolvi tentar fazer alguns vídeos. Beeeeem amadores mesmo. Só pra vocês terem noção de como são os lugares. Só que é assim.... eu vou gravando, tentando falar, as vezes feliz, as vezes lamentando e não vou editar pq eu já tô quadrada aqui tentando fazer o relato e organizando as fotos. Se eu pensar no vídeo tb, vou desistir! Então .... um pouquinho da chegada na nossa Base nesse link! Pensa no frio!!! Muuuuuuuuuuuuuuuuuito frio!!!!!!! Ok! Agora aumenta ainda mais!!!!!! Eu nem pensei que eu pudesse vestir tanta roupa ao mesmo tempo. Fiz um sistema massa de camadas e dormi feito um bebê! Aliás....foi a única noite que dormi beeeem mesmo! Não sei se apaguei por causa do cansaço, ou se foi pq consegui me acomodar legal, mas o pessoal lá falou que não conseguiu dormir direito. Eu fiz assim.... meia calça, segunda pele, leagging e antes de entrar o saco de dormir, me enrolei no cobertor que levei. E com a blusa foi a mesma coisa. Usei uma blusa do mesmo material que a meia calça, segunda pele, blusa e um baita casaco de esquimó! Kkk O saco de dormir foi um de -10graus! Dizem que em julho e agosto esfria mais. E existe a possibilidade de alugar o saco de dormir lá com eles também. Jantamos e voltamos pra barraca felizes e contentes! 2º DIA – O arrependimento me devorou por inteira e quase virei oferenda de PacchaMama! kkk Por volta das 5h da manhã os cozinheiros acordavam a gente pra entregar o chá de coca! “Buenos Dias!!!” A gente tinha meia hora pra se arrumar, pegar as coisas a começar a andar. O guia não me deixou seguir com o grupo pq eu ia passar mal novamente. Deixa eu corrigir..... ele não falou “ah! Vc não vai! Vai ficar aqui” Ele conversou comigo, me explicou que a subida seria mais íngreme. Falou que Salkatay está a quase 5mil metros e que não teria como me socorrer se eu passasse mal pq não teria resgate lá. Pra minha segurança ele achou melhor que eu contratasse um cavalo pra subir até lá em cima e depois eu continuaria! Eu não queria pagar, mas tava com medo de botar os bofes pra fora de verdade! Então..... pela primeira vez na vida... montei no bichinho e ele começou a andar sozinho. Primeiro eu pensei que era cavalo. Depois no caminho descobri que era uma mula. Qdo a mula começou a andar eu fiquei preocupada pq o guia q ia com a gente tava levando os outros dois gringos que tb estavam passando mal. E a mula ia sozinha... e não tinha ninguém na minha frente! Daí eu grudava na cela com medo de cair, não conseguia olhar pra trás pq tava vestindo todas as roupas que eu tinha levado e a mula lá... andando..... Eu tava ficando quadrada já! Acho que foram 2 horas subindo! Fora o susto! Primeira vez que eu tava montando um trem daquele! E a mula ia sozinha e passava na beirinha do precipício! Ai! Daí eu desembestava a grudar na cela e rezar pra tudo que era santo! Hauahuahauhauahauhauahauha Mentira! Não rezo pra santo, mas eu grudava na cela e fechava os olhos tamanho meu cagaço! Um trechinho bem honesto de um video pra ver como eu não mintooooooo. Essa mula só sobe pela beirinha! E um trechinho que a mula teve que descer! Chorei! De verdade! Rolou até uma lagrima! Hauhauahauhauhauahauhauhauahauhauahauhauahuhauhauhaauhauha Quando cheguei lá em cimão de tudo, só agradecia! Não sabia se ria ou se chorava! Salkataaaaaaay Abraçava a mula e ela nem tchum pra mim! Confesso que no inicio eu não queria pq achava que ia dar conta, pq tava com dó da mula, pq não queria gastar o dinheiro, mas no final fiquei tão grata por tudo que acho que foi essencial! Naquele momento eu entendi que eu preciso aprender a respeitar o limite do meu corpo! Até mesmo por questão de segurança! Acho que não tem “história que valha a pena” quando colocamos a nossa segurança em risco! E a volta foi bem mais tranquila! A trilha é beeeeem demarcada! Mas eu caso de dúvidas.... Perguntem para as mulas! Hahaha É sério! Elas transportam tudo naquele trecho. Vão e voltam sozinhas! Fiquei impressionada! Kkkkkkkkk Depois de mais uma hora ou um pouco mais de caminhada..... parada pro almoço! Aaaaaaaaaaaaaaahhhhh!!!!!! Esqueci de avisar. Nessas paradas tem tipo umas barraquinhas.... nem sei se tem algo que a gente possa comprar aqui no brasil, mas vende água, refri, chocolate... claro que custa tudo muito caro! E tem banheiro tb! Então... preparem as moedas! Geralmente 1 sole! E depois do almoço reforçado o que temos??? Descida!!!!!! Vocês não estão entendendo gente..... descida de verdade! Descida caprichada! Descida pra marmanjo nenhum botar defeito! Acho que foram 4 ou 5 horas de caminhada! Minhas pernas não respondiam mais! Meu corpo todo tava dolorido! Eu já tava ficando meio puta da vida tentando ainda entender pq não tinha lido o maldito email! E olha que a Jessica foi negociando tudo e arrumando tudo! Mas eu (pra variar) tava fazendo trilhões de coisas ao mesmo tempo). De verdade? Em certos momentos cheguei a me questionar se tava valendo a pena todo aquele sacrifício! Todo o desgaste físico e emocional! A gente não tava com a nossa galera de trilha, sabe?! Eu tô acostumada a fazer bagunça do inicio ao fim! Tô acostumada a dar merda no caminho, mas um anima aqui, outro puxa ali. Tô acostumada a cantar, brincar, zuar.... e cara! Aquela galera ali não era a MINHA GALERA! O pessoal era muito fechado! Tudo bem que a gente tinha praticamente acabado de se conhecer, mas tem gente que eu faço trilha na primeira e rola “amizade de infância”, sabe?! Eu precisei de ajuda pra descer uma pedra cabulosa lá depois do lance da mulinha e não rolou uma mãozinha sequer! Ai gente... confesso..... chorei até de saudades! Acho que nunca chorei tanto numa trilha por motivos tão diversos! kkkkkkkk Tinha hora que eu lembrava de algumas trilhas.... em especial a mágica que eu fiz pra Pedra da Mina e bateu uma saudade! Rolava um nó na garganta e aquele questionamento “que diabos eu tô fazendo aqui?” E enquanto eu e minha amiga caminhávamos (já sem esperanças de chegar no acampamento base ainda durante o dia) e com esse monte de questionamentos a cabeça, segurando o nó na garganta e tentando dizer pro arrependimento que não tinha nada pra se fazer.... bem ali... onde a trilha fez a curva..... surgiu o acampamento base! Nossa! Deu um alivio tão grande e desembestamos a descer! Arrisco a dizer que a felicidade estourou no peito que mal coube! Kkkkkkkkkkkkkkk Tirei a bota, jogamos nossas coisas dentro da barraca e fomos comer depois! A galera já tava animada! Tinha um pessoal com cerveja, batendo papo de forma bem descontraída! E eu lá.... tagarelando meu inglês com um “portunhol” improvisado com os franceses e os italianos! Pessoal “gente boa” pra bater papo! Pacientes que só vendo! Hahaha Antes do jantar negociamos como seria o dia seguinte. E o nosso guia nos apresentou os cozinheiros e o homem que cuidava dos cavalos (não lembro como eles o chamam por lá) Como a gente tava liberando peso no terceiro dia poderíamos entregar tudo o que quiséssemos para os cavalos carregarem. Eu não tinha muita coisa. Só dois quilos mesmo. A mochila nem pesava tanto. Então... eu e a Jessica ficamos com uma mochilinha de ataque só pra colocar agua e barrinhas e a câmera (que tem um peso considerável! kkk) Daí no dia seguinte caminharíamos até um certo trecho e depois pegaríamos uma van (tb inclusa no pacote) e de lá seguiríamos para Santa Tereza! 3º DIA – Tipo SPA! O dia começou bem.... acordamos tarde..... 6h da matina! “Buenos dias!!!” e DALE COCA! Era o último dia do moço dos cavalos lá, então a gente tinha combinado de fazer uma vaquinha. Lá eles chamam de propina! Agradecemos pelo bom serviço prestado, entregamos e nos despedimos..... chinelar, né?! Andamos muuuuuito. Era um caminho sem fim! Eu tava achado que não ia acabar nunca! E o guia solta assim: “ah! Vamos parar pra descansar no shop center” OK! OK! Valeu!!!! Kkk Caminhamos mais um pouco e pegamos uma van... sei lá como eles chamam lá! Só sei que subi naquele treco e dei graças a Deus por conseguir dar uma folguinha pras pernas...hauhauahauha Fizemos a pausa para o almoço e enquanto os cozinheiros terminavam de arrumar tudo, os meninos pararam pra jogar futebol! Depois pegamos novamente o ônibus e seguimos para o local onde ficaríamos acampados a noite. Pegamos algumas coisas para visitar as águas termais de Santa Tereza! Ali sim..... eu tive tratamento de princesa! Hauhauahauhauahauhauahauh Detalhe.... eu não tinha levado chinelo por causa do peso. Lá nesse lugar que ficamos acampados, vendiam uns chinelos super leves. Foi tãoooooooooooooo bom tirar o pé da bota e usar chinelo! Hauhauahuh foram os 5 soles mais bem gastos de toda a viagem! Kkkkkkkkkk A entrada das aguas termais não tava incluso. Nem o transporte. Se eu não me engano, era opcional! Total 15 soles! E tava bom demais! Kkk nós estávamos a base de lencinhos umedecidos a 3 dias! Eu saí daquela piscina enrugadíssima!!!! Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!! Detalhe! De brinde ainda vieram os “el taradões!” os caras vão pra lá com umas câmeras a prova dágua só esperando as gringas mergulharem! Tudo bem que os australianos fizeram uma barreira lá pra gente, mas ai.... que “el malões” hauhauahuahauhauah Voltamos para o acampamento e o nosso guia começou a explicar como seria o dia seguinte. Tínhamos a opção de tirolesa. Quem não queria, poderia ir caminhando não sei mais qtos mil quilômetros ou poderia pegar a van até a hidrelétrica. Eu de primeira já falei que não queria descer de tirolesa pq gosto das coisas debaixo dos meus pés! É sério! Se eu gostasse já teria saltado de um mote de coisa por aí! Mas morro de medo... só que eu não queria me separar do grupo novamente, né?! Então..... resolvi optar pela tirolesa! 4º DIA – Sou montanhista, não passarinho – Morri parte 2!!! Café da manhã mais que caprichado e despedida dos cozinheiros! Afinal... dia seguinte seria nosso grande dia, né?! Entramos a van rumo a Cola de Mono. A empresa é oooooootima também! O lugar é lindo e tem área de camping. Eu gostaria de ter ficado lá descansando! Rsrsrs Tirolesaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!! SÓ QUE NÃO! Não sei o que me deu! Eu tava lá... toda montada e equipada subindo a montanha lá deles bem bonitinha! Subi toda animada e quando vi a altura de onde estávamos começou a faltar ar. Passei mal, tiveram que me acudir, foi uma confusão danada! De verdade? Acho que dessa vez eu passei mal de nervoso! Não tinha como ter problema de altitude ali! Eu via o pessoal descendo e não conseguia chegar na beiradinha que já desembestava a passar mal. O esquema da tirolesa deles eram 6 cabos. As montanhas eram interligadas pelos cabos em alturas diferentes. Juuuuuuuro que tentei! Daí eu ia descendo a pé e falava pro guia “não! Tô melhor! Vou descer!” Daí qdo ele ia me prender no cabo eu começava a passar mal, chorava, voltava! Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!!! Se eu pudesse voar, teria nascido com asas, ora bolas! Hauahuahauhauahuahauhauahauha Não deu gente! Dessa vez... não rolou! Mas ó! Pra deixarem vocês com vontade, vou colocar um vídeo que a Jéssica gravou e ficou beeeeeeeeem bacana! Juuuuuuro que tentei! Mas não consegui. Os guias automaticamente pediram meu dinheiro de volta lá no caixa e explicaram que passei mal! UFA! Lá direto no parque custa 160 soles (eu particularmente acho que compensa pela estrutura que eles oferecem), mas como nosso grupo era grande, custou para cada um 80 soles. Passado o susto, voltamos para a van e seguimos para a hidrelétrica! Fizemos a paradinha clássica para almoçar. Dessa vez como os cozinheiros não iam com a gente, prepararam o marmitão! Comemos frio, mas tava bom! e danamos a andar! Eu não sei nem por quaaaaaaantas horas andamos. Sempre beirando os trilhos do trem que ligam até Águas Calientes. Contei sobre os australianos, né?! Um sarro! As roupas, o jeito de falar, brincavam com tudo e toda hora estavam cantarolando. Entre uma paradinha e outra.... achavam um jeito pra descontrair. Nessa hora aí eu acho que eles estavam jogando bocha (é assim que se escreve?) Quando nos demos conta.... tava todo mundo olhando e formando até torcida! Eles com toda certeza fizeram a diferença na trilha (me animaram bastante)! Enfim...... Águas Calientes! No caminho tivemos um problema porque uma canadense passou mal. Acho que ela tava machucada e desmaiou de cansaço! Conseguiram improvisar um carrinho de mão e os gringos correram pra carregar! Foi um Deus nos acuda, mas chegamos na cidade e ela reagiu bem. Em Águas Calientes nosso grupo se dividiu! Tinhamos algumas opções de hospedagens. Pegamos a mais barata e vou falar que tava de muuuuuuuuuito bom tamanho! Eu e a Jéssica ficamos um quarto pra nós duas. Tudo bem limpinho e organizado. Só pecou numa coisa.... eu tava bem feliz e contente e de repente..... banho frio! A água não esquentava por nada. O quarto não tinha interfone e estávamos no 4ºandar. BANHO QUENTE É PARA OS FRACOS! Hauahauhauahauhauhauahauha Tava precisando muuuuuito daquele banho! Pulei, gritei, xinguei! Mas tomei meu banho! Kkkkkkkkkkkkkkkkkk A noite fomos jantar num restaurante lá perto eeeeeeeee???? Sopaaaaaaaaaaaaaa!!!!!kkkkk Tomei a sopa e jantei ! posso falar? A comida dos cozinheiros lá da trilha tava muuuuuuuuito melhor! Ah!!!! Não falei sobre a bebida local, né?! O PISCO! É como a nossa cachaça! Pura não rola, mas os coquetéis são bem legais! O pisco Sour é mais fraco, mas mesmo assim, não é bom! Então... resolvi arriscar um coquetel de pisco com maga, maracujá e limão. Super recomendo! O Guia nos explicou sobre as opções de machuppichu. Poderíamos ir a pé ou de ônibus. Eu bem pensei que a Jéssica quisesse ir a pé, mas nem precisei fazer cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança! Ela mesmo acabou falando sobre o ônibus! Ai!!! Eu tava tão feliz! Kk Saímos do restaurante e fomos comprar o bilhete de ônibus. Pagamos 18,50 dólares ida e volta! O primeiro sai as 5h30! Recomendações : TUDO EM MP É ABSURDAMENTE CARO!!!!!!!!!!!!! Os guias não olham as mochilas, mas você não pode entrar com mochilas grandes. Só as pequenas! Levamos garrafinha d´agua, barrinhas de cereais, câmera e muita disposição! Bora dormir!!!!! Uma cama enorme só pra mim!!!!!!!!!!! Tava no paraiso! Kkk 5º DIA – O grande dia!!!!!!!!!!! Chegamos lá no ônibus no horário combinado! Entre 4h30 e 5h! Eu ainda tava caindo pelas tabelas! Era um mix de sono e pisco! Hauahuahauhauhauahauha Compramos um sanduiche que tomate e queijo e de brinde.... abacate! Nossa! não aguento nem lembrar! Tudo eles usam o abacate. Ficou gostoso! Mas tuuuuudo tinha abacate! Salada, sanduiche, comida! Ai!!!! Bom.... pegamos o ônibus e subimos. Um inglês e uma canadense foram com a gente. O restante da galera foi tudo caminhando! A galera tem mó “sangue no zóio” pela amor de Deus! Eles estavam treinando rumo aos 360km! Só pode! Hauhauahauhauhauah Aqui tem um detalhe IMPORTANTÍSSIMOOOOOOOOOOOO! Quase tivemos um treco porque aquela mocinha simpática da empresa não tinha explicado isso a gente! Pra comprar o ingresso de MachuPicchu precisa informar um número de documento. Pode ser passaporte ou RG. Nós informamos o RG. Eu .... levei os dois! A Jéssica só levou o passaporte! Lá na portaria vc tem que apresentar o documento que está no ingresso, ou seja, Jéssica com passaporte e no ingresso o número do RG? Como entramos? A Jéssica conseguiu imprimir a cópia do Rg dela, mas por via das dúvidas.....na hora do tumulto entramos numa fila onde a fiscal nem conferia documento. Só carimbava e passava a gente! Detalhe.... a partir das 9h o pessoal disponibiliza o carimbo de machupicchu pra botar lá o seu passaporte! Fica lindo! Então gente..... bora parar de falar e olhar as fotos, né?! O nosso guia nos explicou sobre a história de MP, como funcionava o esquema na civilização Inca e nosso passeio guiado levou mais ou menos umas 2 horas. Tiramos a foto oficial do grupo! Trocamos facebook! Fizemos a vaquinha lá da proprina e depois cada um foi pra um canto! Eu e a Jéssica fomos até o mirante.... onde é tirada a tal foto clássica! Lá dentro da cidade tem a Montanha de MachuPicchu e tem a Montanha de Huayna Picchu . Custa 10 dólares e tem que comprar com antecedência também. Ficamos um pouco a dúvida se subiríamos ou não, mas no final optamos por tentar! Em Huayna Picchu só podem entrar 400 pessoas por dia divididas em grupos. O primeiro grupo eu não lembro o horário, mas o segundo só pode entrar das 10h as 11h e lá fomos nós! É uma escada medonhaaaaaaaaaa! Uns degrauzinhos que não cabe em o pé direito! E daaaale subida!!! E depois quando vc acha que já subiu tudo............... a caverna que liga até São Thomé das Letras, meu povo! Hauahuahauhauahauhauahauhauhaauhauha E a vista é recompensadora!!!!!! Simplesmente incrível! Eu vou fechar as fotos de MP com a clássica! MachuPicchu é de tirar o fôlego e ver tudo de lá de cima de Huayna Picchu, não tem palavras que consigam descrevem! Mas posso falar? Me deu uma saudade do Brasil! Me deu uma saudade de tudo! Uma vontade de voltar pra casa correndo... Senti saudades da minha galera de trilha, senti saudades dos picos que temos por aqui! Eu gostei da viagem e agora montando o relato as fotos, vendo os vídeos que eu tô conseguindo processar e digerir tudo o que aconteceu, mas posso falar? Não troco Machupicchu nenhum por qq cantinho do meu País! E eu pensando lá.... mesmo com todos os problemas que temos, com toda roubalheira, com todas as injustiças que estamos cansados de ver..... e eu lá em Machupicchu morreeeeeeeeeeendo de saudades!!!!! Só me restou curtir mais um pouquinhoe controlar a ansiedade, né?! Voltamos pra águas calientes com aquele saborzinho de “missão cumprida”, sabe?! Almoçamos, fizemos as comprinhas no mercado de artesanato, voltamos pro hotel para pegar as malas (pq já tínhamos feito o check out) e encontramos a galera pra mais um piiiiisco!!!!!!!! Pegamos o trem rumo a sei lá onde! Paramos uma cidade onde tinha um povo fazendo a maior bagunça pra pegar os gringos perdidos rumo a cusco! Kkk Eu tava tão cansada, tão exausta que eu vi lá o povo tentando se entender e eu lá de canto só balançando a cabeça dizendo “ok! Ok!” hauhauahauhauha Pegamos um outro ônibus e descemos em Cusco por volta das 23h. Nossa! Nem queria saber de Mama Africa, nem nada! Queria saber da minha cama! Dormi feito um bebê! No dia seguinte, fui tomar café e vi o jipe da Isa e do Rafa! Fiquei tão feliz! Descobri que o hostel tinha um monte de brasileiro, principalmente cariocas! Fizemos amaior bagunça! Haha Detalhe.... a bagunça tava rolando solta aqui no Brasil. Um Amigo tava tentando me atualizar e me fazer entender o que tava acontecendo... bem aquele momento das manifestações!! Como estávamos em um número considerável de brasileiros no hostel, resolvemos fazer a nossa manifestação em Cusco tb! Kkkkkkkkk Voltei para o Brasil feliz da Vida! Cheguei numa quinta-feira em meio ao tumulto e mal tinha desfeito minhas malas já tava na rua com a minha bandeira enrolada no pescoço! Pode ter sido um conjunto de tudo, mas eu posso garantir que NA MINHA OPINIÃO a melhor parte da viagem foi ter voltado pro Brasil! Me diverti com os brasileiros que estavam lá! Conheci gringos que fazem tanta bagunça quanto a gente, mas voltar pra sua casa e ver que tá tudo uma bagunça pq “estamos em reforma”.... isso pra mim, foi demais! Claro! Ok! MachuPicchu! Oláááá!!!!! Todo mochileiros que se preze quer correr até lá e tirar a foto clássica, né?! Foi meu primeiro carimbo no passaporte e acho que fiz bonito! Mas olha só... nada paga poder voltar pra casa!!!! Primeira coisa que eu fiz foi comer arroz, feijão e ovo frito! Kkkkkkkkkkkkkk Tenho um monte de amigos que viajam pro exterior e nem sabe o que existe por aqui! Sinceramente? Pode ser que depois eu olhe esse relato e diga “nossa! Qta baboseira falei. A viagem foi muito bacana e eu não soube aproveitar direito” Mas hoje eu posso afirmar com todas as letras que não troco MP pela minha viagem até Pico dos Marins, Não troco pela minha travessia Lapinha X Tabuleiro, muito menos pela trilha louca que fiz com uns amigos até a Pedra da Mina (e olha que nem chegamos até o topo!) Não tem nada no mundo que substitua as minhas viagens com meus amigos! Perdi as contas de qtas vezes vi o Sol lá lindão... nascendo e se pondo e a gente lá... só olhado.... agradecendo por tudo! Poxa! Eu fiquei muito brava pq não vi uma vez se quer o sol nascendo no Peru.... ok! No avião! E eu só lembrava das minhas trilhas com meus amigos! Rsrsrs Tudo bem! Aprendi também algumas coisas com essa viagem: - aprendi a comprimir direitinho o saco de dormir! Na base da porrada, gritos e da pancadaria, mas aprendi! - aprendi que lanterna de cabeça é essencial pra tudo! As vezes, até pra usar no hostel! kkk - aprendi que não existe idioma certo quando existe boa vontade da parte do receptor! - aprendi o que já sabia .... que na maioria das vezes o que importa de verdade não é o seu ponto final, mas sim o desenrolar da história! Cheguei em MachuPicchu, mas o caminho tb foi incrível! - e aprendi que não tem lugar melhor no mundo do que a minha casa! Ainda mais quando estamos assim... do jeito que eu gosto..... tudo junto e misturado! E adivinhem só? Fui pra passeata com a minha família e com meus novos/velhos amigos de mochila! Eu poderia ter presente melhor??? Olha só! Não tô desmerecendo os outros países, não tá?! Só estou dando a minha humiiiiilde opinião! Espero que a Jéssica faça o relato dela também porque com certeza será muito diferente do meu! Talvez anime vocês mais do que eu! Hauahauhauahauhauhaauhauahauhauahauhauha Sei que me prolonguei demais nesse relato... mas vocês sabem como é, né?! Quem gosta de falar, gosta de escrever também! Vamos lá.... já sei que vão me perguntar.... gastos.... entre R$1500,00 e R$2mil. Com tudo! Passeio, passagem, hospedagem e lembrancinhas!!! Quem quiser pode me passar o email que eu mando o roteiro que a empresa me mandou tb. Aqueles dos 85km e eu não li. Continuei não lendo! Hauahauhauahauha Dicas. Junho é ótimo pra ir pra cusco! Julho e Agosto são os meses mais frios! Muuuuuuuuuuuuuita coca!!!!!! Muuuuuuuuuita coca!!!!!!!! Dá pra trazer chá, bala e acho que rola até folha! Não passamos pela receita federal. Simplesmente, pegamos as malas e fomos embora! Isso eu tô falado no aeroporto de São Paulo, tá?! Dá pra negociar o preço de tudo por lá. Tem local que aceita o pagamento até em reais! Achei isso surreal. Eu levei dólares e soles na mão. Acho que fica melhor pra negociar, mas eles fazem o cambio de tudo na hora. Comprar material de trekking pode ser uma boa, mas não se esqueçam que nem tudo é original. Ingresso para Machupicchu só vale para o próprio dia e o ônibus é válido por 3 dias! Acho que vale a pena levar Passaporte e RG. Tem lugar que implica com uma coisa aqui e outra coisa ali! Ahhhhhhhhhhhhhhhh!!! E as trilhas são bem demarcadas, mas em caso de dúvidas, sigam as mulas! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Beijos a todos e até a próxima! Mais fotos - www.facebook.com.br/caroldemochila
  9. Olá caros mochileiros, gostaria de contribuir com algumas informações atualizadas sobre esta incrível jornada de 5 dias. Realizei esta trilha na 1ª semana de Março, quando ainda estamos na estação chuvosa do Peru, porém para quem gosta de trilhas e não se incomoda em pegar alguns momentos de chuva, vale muito a pena. Também, os 2 primeiros dias são os mais difíceis, em que se caminha por até 8h alcançando as maiores altitudes, então um pouco de preparo físico é interessante (mas para quem já é atleta de triathlon, corrida de aventura, ou outros esportes que lhe expõem continuamente por várias horas, estas trilhas não serão problema). Cheguei em Cusco 3 dias antes do início da trilha, e foi um ótimo período para aproveitar as atrações da cidade (plaza de armas, mercado público, museu inca, comidas típicas) e você já vai se ambientando na altitude de 3600m da cidade. Atentando aos vários relatos, decidi fechar o pacote da trilha em Cusco. Fiz o contrato com a agência SALKANTAY, que fica ao lado da Plaza de Armas, por um preço de US$220,00, o que inclui van até o início da trilha (que inicia e Mollepata), 4 cafés da manhã, 4 almoços, 4 lanches no final do dia antes do jantar, 4 jantares, sleeping bag, colchonete, barraca, ingresso à Machu Picchu, trem e bus de retorno à Cusco e noite em Hostel na quarta noite em Águas Calientes. O que não está incluso é o café da manhã do primeiro dia (7 soles) e a janta do 5º dia (10 - 20 soles). Fora estes gastos, há a opção de fazer um zipline (tirolesa) na manhã do 4º dia por 90 soles que recomendo bastante. Ao todo gastei 200 soles durante a trilha, 90 com o zip line, e restante com alimentos, mas as agências recomendam levar em torno de 350 soles. Nosso grupo tinha 11 pessoas, que fecharam por agências diversas, o que comprova que as agências conversam entre si para fechar grupos maiores. Em nosso grupo, os valores do pacote variaram entre US$215,00 e US$250,00 para o mesmo tratamento, e todos fecharam diretamente em cusco cerca de 2-5 dias antes do início da trilha. O passeio se desenvolveu sem grandes problemas, realmente tudo que me foi falado pela agência realmente ocorreu. Nosso guia Edwin, porém me forneceu o email dele, e é possível fechar o pacote diretamente com ele por um preço mais em conta (o email dele é edwindequilla@hotmail.com). Nossa trilha, por ter um grupo formado basicamente por estrangeiros, teve o inglês como língua principal de comunicação. De roupas, para esta época mais fria, tentei levar o mínimo possível: uma calça de treking, uma calça de suplex, 2 camisas de manga comprida, 1 camisa manga curta, 1 suéter térmico, 1 blusão de lã, 1 jaqueta corta-vento e 1 poncho para chuva, e só, sendo que apenas tinha uma pequena mochila nas costas que não pesava mais do que 4kg, e nem precisei deixar nenhuma mochila com os cavalos. Para mim acabou sendo a quantidade ideal de roupa, usei tudo, e não cheguei a passar frio, mesmo no salkantay em que pegamos temperatura de 0ºC. O 4º e 5º dias de trilha você passará por floresta subtropical, quente e úmida, então apenas precisará de uma jaqueta corta vento para se sentir confortável. Já a capa de chuva deve estar sempre disponível nesta época do ano. Bom, o resto da trilha deixo para vocês conferirem ao vivo, mas posso dizer que será uma experiência fascinante, principalmente se você não se importa em atravessar alguns perengues de vez em quando, afinal tudo é história depois. Abraços e boas trilhas.
  10. Pessoal, Primeiramente gostaria de agradecer a todos os que compartilham suas experiências aqui nesse fórum. As informações que eu consegui aqui foram muito úteis no primeiro trekking que fiz com a minha namorada: a Trilha Salkantay. Esse é o meu primeiro post e vou dar algumas dicas para os que também gostariam de fazer esse percurso. Não entrarei nos detalhes nem farei um relato diário da trilha, pois aqui já tem vários posts sobre isso, porém irei dar algumas dicas e informações atualizadas. Acabo de voltar do Peru e eu e minha namorada fizemos a trilha entre os dias 8 e 11 de Outubro, optamos pelos 5 dias (4 de trilha e 1 em MP). Seguem as dicas que eu gostaria de passar adiante, apenas lembrem de que essas dicas de maneira alguma estão certas ou erradas, são apenas as minhas impressões e o que eu faria diferente em outras oportunidades: - Muitos já disseram aqui, mas não esqueçam, deixem para fechar o pacote da trilha em Cusco. Tem saídas para todos os dias. O melhor valor que eu vi para a trilha de 5 dias foi de U$180 (dólares) - Eu fechei com a Inka Peru Travel (a do Rimber) mas me arrependi. Muito desorganizada, informações erradas e se eu não brigasse iria ficar sem o transporte da volta de Ollantaytambo até Cusco, o qual já estava incluso no pacote, mas quando cheguei lá não tinha carro algum esperando - Caso queira ir de avião de LIma pra Cusco pesquise a empresa LC Peru. Consegui 2 passagens ida e volta por apenas 120 dólares (valor total das duas passagens) - Façam aclimatização em Cusco, pelo menos 2 dias. A altitude pega mesmo, recomendo 3 dias para que aproveitem a cidade e façam um passeio pelo Vale Sagrado - Precisa comprar equipamentos específicos? Essa é uma pergunta complicada. Eu e minha namorada compramos grande parte do equipamento pois nossa intenção é continuar nessa vida de aventura. Se você quer apenas fazer essa trilha, alugue em Cusco a maior parte (mochila, capas de chuva, etc). Invista apenas em uma bota boa - Reforçando o que eu disse acima. COMPRE UMA BOTA DE BOA QUALIDADE. Eu comprei uma Salomon GTX e minha namorada uma Timberland. Não me arrependo. Mesmo ao fim dos 5 dias meus pés estavam muito bem, não tem nada como andar durante 8 horas, chegar no acampamento e estar com os pés secos e sem dor nenhuma - Bastões....se você souber usá-los eles são muito úteis. Comprei um em Cusco por 20 soles.....me arrependi, quebrou assim que a trilha começou....sorte consegui comprar um bastão de madeira por 5 soles...foi perfeito. Então a dica é, a não ser que você pretenda fazer outros trekkings e queira investir em bastões bons, sugiro que você compre os de madeira logo na saída da trilha - O que levar de roupas? Outra pergunta complicada. Eu levei roupa demais. Se fizesse novamente levaria: 5 cuecas (1 para cada dia), 4 meias (3 sintéticas e 1 de algodão), uma calça para caminhada, 1 bermuda, bota, par de chinelos, 3 camisetas Dry Fit, segunda pele (para a primeira noite e 2º dia), casaco tipo fleece, jaqueta impermeável, chapéu e quem sabe luvas (dependendo da época do ano) - O que levar de comida? Também levamos demais, pense em 1-2 duas barras de cereais por dia e mais umas castanhas, é mais do que suficiente. Leve folhas de coca - Não se esqueçam de protetor solar e repelente! - Preciso ser praticante de atividades físicas para fazer essa caminhada? Depende. Tenho 32 anos, faço academia, estou no meu peso ideal e mesmo assim não foi fácil. O fim do primeiro dia e a primeira metade do segundo são bem cansativos, a altitude pega mesmo. Sugiro que você se prepare com pelo menos 3-4 meses de antecedência para aproveitar o melhor do passeio e não sofrer. Minha namorada é sedentária e no segunda dia fez a subida até o Paso Salkantay de cavalo - O terceiro e o quarto dia de trilha são bem curtos e fáceis. Uma sugestão é fazer a trilha em 3 dias, porém eu gostei de poder ver MP e outras ruínas enquanto estava nos trilhos de trem no 4º dia - Chegando em MP....você tem a possibilidade de subir até os portões a pé ou de ônibus...se você pretende subir WP mais tarde eu aconselho que você suba de ônibus, para se preservar. Eu não achei que fosse cansar, mas ao chegar aos portões eu estava morto - Volta de trem....CUIDADO.....muitas pessoas sugerem a volta pelo trem Vistadome....eu comprei e me arrependo demais. Primeiro porque é muito mais caro.....segundo porque ele sai de Aguas Calientes muito mais cedo que os outros trens (o último Vistadome é 15:38), o que encurta seu tempo em MP...e último, após 4 dias de caminhada, subir MP e WP, no fim do dia você está cansado e quando chega no trem você quer dormir e não ficar vendo as mesmas paisagens que viu nos dias anteriores...ou seja, para mim não valeu a pena Bom, é isso, pelo menos o que eu me lembro hehehe. Recomendo esse trekking para todos, as paisagens são demais e apenas nos motivaram mais a seguir nessa vida de trilhas!!! Fim de semana que vem estamos indo para o Pico Paraná, vamos subir o Itapiroca. Mês seguinte vamos para o Caratuva e até o fim do ano iremos acampar no PP!!!
  11. Cheguei em Cuzco de madrugada vindo de La Paz, no ônibus conheci 3 brasileiros do Rio Grande do Sul e rachamos o taxi até o hostel Loki. Depois de algum descanso, fomos a Plaza de Las Armas para procurar agencias para fecharmos nossos passeios, eu iria para Salkantay e eles para Trilha Inka Jungle. Acabamos fechando em agências diferentes pela razão do preço, fechei com a Liz’s Explorer (http://www.lizexplorer.com) e paguei $180 dólares. Galera fazendo os ultimos acertos nas mochilas. Às 04:00 da manhã do dia seguinte o guia apareceu na porta do hostel para me buscar, nisso conheci um casal de suíços que também fariam a trilha e que estavam no mesmo hostel que eu. Fomos caminhando até a Plaza São Francisco onde encontramos o resto do grupo, no total estávamos em 12 turistas, 1 guia, 1 cozinheiro e 1 homem que cuidava dos cavalos. No grupo havia um casal de alemães, um de suíços, um de brasileiros, mãe e filha canadenses, duas israelenses, um alemão solo e eu. Por volta das 5:30 partimos de van para o inicio da trilha, são aproximadamente 3 horas de estrada. O começo da viagem não é muito atraente, mais é possível ver picos gigantes cobertos de neve. Com o passar do tempo a paisagem vai mudando e a vista fica muito agradável. As duas ultimas horas de viagem variam entre uma descida por um vale maravilhoso e uma subida em uma estrada de terra até o vilarejo de Mollepata (2.900m). Chegando lá nós tomamos café em uma padaria e começamos a nos arrumar para a trilha. Pau de arara. Era permitido colocar uma mala com até 3kg com nos cavalos que iriam carregar as coisas. Como nós só teríamos acesso às malas no final de cada dia, peguei uma blusa, agua e alguns sneakers e despachei a minha cargueira. Levei apenas uma mochila de ataque de 15L. Às 9:30 subimos em um “pau-de-arara” e pegamos uma estrada de terra por mais uns 20 minutos. A vista do mar de montanhas deixava qualquer um de queixo caído, elas lembravam muito as montanhas de Minas Gerais, porém, com um tamanho muito maior. Descemos do “pau-de-arara” e começamos a trilha sob um tempo ensolarado mais com algumas nuvens. O começo foi bem puxadinho, subida forte e em zig-zag que me lembrou “isabeloca” da travessia Petrópolis-Teresópolis. Depois a trilha começa a andar em um sentido só e sem muita inclinação. Brasil, Alemanha, Canada, Israel e Suiça. A primeira parada foi depois em um campo aberto, onde haviam alguns cavalos e burros se alimentando do pasto e uma coisa que não gostei de ver foram as patas dianteiras dos animais amarradas. Segundo o guia era para eles não atacarem os humanos, mais não seria mais fácil fazer um caminho cercado para os trilheiros? Deu muita dó ver os bichos tendo de “pular” para conseguir se locomover. Também era possível ver outros grupos que iriam fazer a trilha nesse campo aberto. Mar de montanhas. Depois da breve parada continuamos a trilha, a caminhada já estava bem mais tranquila e ainda sem problemas com a altitude. Conforme íamos contornando as montanhas a vista ia mudando, deixávamos de ver o mar de montanhas e entravamos em um vale onde era possível ver algumas geleiras. Também era possível ver o caminho que seguiríamos pelo vale e olhando até que não parecia tão longe. Nuvens a esquerda e trilha que seguimos a direita. Quanto mais próximo chegávamos das geleiras, mais o tempo fechava. Nuvens de chuva vinham da nossa esquerda e fazia todo mundo ficar alerta para colocar as roupas de chuva a qualquer momento. Por sorte, quando começou a chover nos estávamos chegando no primeiro ponto de apoio, lugar onde nos almoçaríamos. Logo após pisarmos na área coberta, o céu despencou em uma chuva de granizo que até assustou um pouco. Outros grupos não tiveram a mesma sorte que nós e chegaram ensopados para o almoço. O almoço foi bem caprichado, de entrada tomamos uma sopa e o prato principal foi arroz, salada e hambúrguer. De bebida tivemos chá quente. Enquanto almoçávamos a chuva parou e entre as nuvens abriu um baita de um sol que fez secar a grama em alguns minutos, grama na qual deitamos para descansar e fazer a digestão. 40 minutos depois voltamos a caminhar pelo vale e agora já era possível ver onde seria o acampamento do primeiro dia, bem na base da montanha. Chegando ao acampamento. Chegamos ao acampamento no final da tarde e as barracas já haviam sido montadas pelo cozinheiro e o cara do cavalo. O lugar tinha uma certa infraestrutura, era coberto e cercado com uma lona para nos proteger do vento que é muito forte na região, mais não tinha eletricidade. Arrumamos as coisas dentro da barraca e fomos para o lado de fora tomar uma cerveja em um “barzinho” que tinha ali, pagamos 10 Soles em cada cerveja quente de quase 1 litro. Lá fizemos amizade com um grupo de brasileiros que também estavam fazendo a trilha. Varias cervejas depois, o dia foi acabando e o jantar foi servido. Além da sopa e pimenta, não lembro o que mais comemos. Depois da janta ficamos jogando baralho até que fomos vencidos pelo cansaço. Fui escovar os dentes e quando sai dei de cara com uma das coisas mais bonitas que já vi na minha vida: As geleiras da montanha sendo iluminadas por uma lua quase cheia em um céu lindo! A cena realmente foi de deixar os olhos cheios de lagrimas. Tentei tirar varias fotos, mais não saiu de jeito nenhum. O importante é que guardo essa imagem na cabeça. Imagina essa geleira reluzindo com a luz da lua. Simplesmente incrivel. Dia seguinte fomos acordados as 06:00 com um chá na cama, puta mordomia. Rs. Levantamos, tomamos um café caprichado com direito a panquecas e arrumamos as coisas para voltar a camelar. A mochila de 15L que eu estava carregando estava machucando meus ombros, então resolvi carregar a minha cargueira de 45L e deixar a de 15L para o cavalo levar. Apesar de estar levando mais peso, a cargueira era muito mais confortável. Começando a subida. Por volta das 09:00 começamos a andar sob um tempo instável, o caminho desse dia era com uma paisagem bem diferente da do primeiro. A vegetação era baixa e deixava às pedras a mostra. Também enfrentamos uma bela subida em ziguezague que foi de tirar o folego e foi ai que comecei a perceber os males da altitude. A subida começava em 3.800 metros e nos levava até 4.600, a parte mais alta da trilha. O folego acaba muito antes do que o de costume, você tenta puxar ar e ele simplesmente não vem. A cada ziguezague eu tinha que parar para tomar ar. Mais como o famoso ditado diz e eu repito para todos: devagar e sempre. Subidinha do capeta. Depois da parte mais pesada da subida, a chuva se juntou ao vento forte e eles começaram a torturar a gente sem trégua. A tortura chegou a tanto que em certos mementos até nevou. Por volta de meio dia chegamos ao ponto mais alto onde tem a famosa placa de Salkantay e as centenas de totens de pedras. Segundo o guia, cada visitante tem que levar uma pedra da base da montanha para aquela parte como “oferenda” para a montanha, para que ela te proteja. Para não contrariar a tradição, eu coloquei uma pedra que havia pego na base da montanha no topo do totem mais alto. Parte mais alta da trilha! Primeira experiencia acima dos 4 mil metros. Tiramos algumas fotos e logo voltamos a andar, o frio estava castigando muito e minhas mãos estavam começando a dar sinais de congelamento. Como estava com os bastões de caminhada e sem luvas impermeáveis, minhas mãos ficaram expostas ao clima o tempo todo. Daquele ponto a trilha já ficava mais fácil e rápida, pois era apenas descida. Os passos apressados nos levaram rapidamente para baixo e em pouco tempo a temperatura aumentou, mais a chuva não parou. Descemos o tempo todo sob chuva e com muita lama nas botas. Imagina o frio que estava lá. Apesar da descida rápida, parecia que o ponto de parada para o almoço não chegava nunca. Quando finalmente chegamos na cabana coberta e seca, percebi que minha blusa havia falhado e que minha barriga e peito estavam completamente ensopados. Acho que a fricção da barrigueira com a blusa fez com que a agua infiltrasse o tecido. Coloquei minhas roupas o mais perto possível de onde o pessoal cozinhava para ver se dava uma secada, mais não adiantou, ela pingava de tão molhada. Batemos um rango maravilhoso e tomamos muito chá para nos aquecer. Ficamos um bom tempo batendo um papo esperando a chuva passar mais ela não dava trégua, às vezes caia até granizo. Pessoal montando acampamento. Ficamos quase duas horas descansando antes de voltarmos a andar, a chuva estava intermitente e a trilha um lamaçal só. Novamente o caminho era só descida e a vegetação voltava a mudar, agora estávamos entrando em mata fechada, bem parecida com a do Brasil. Também era possível ver “cachoeiras” nas encostas das montanhas devido à quantidade de agua que caia do céu. No meio da tarde chegamos ao segundo acampamento, esse que já tinha uma infraestrutura um pouco melhor do que o primeiro. Tinha luz e até algumas pessoas morando lá. Chegamos embaixo de chuva e fomos para uma cabana esperar a galera terminar de montar as barracas, lá penduramos as roupas molhadas e ficamos tomando algumas cervejas, comendo pipoca e conversando. A noite foi caindo e o jantar foi servido, novamente sopa de entrada e um prato principal que eu não lembro qual era. Rs. De bebida tivemos chá quente e um energético que parecia chocolate quente. Ficamos jogando baralho até o sono bater e irmos todos dormir. Atravessamos a ponte e começamos a longa descida No terceiro dia fomos acordados novamente com um chá quentinho na porta de nossas barracas, uma maravilha. Ao abrir a porta da barraca já pude ver que o tempo continuava feio, com muita neblina e uma garoa chata. Arrumamos nossas coisas e esperamos o café da manhã ser servido, novamente comemos panquecas, pão com manteiga e chá. Depois do rango ainda ficamos conversando um bom tempo na esperança do tempo dar uma melhorada e enquanto isso, o nosso guia e um outro ficaram jogando bola na chuva. Antes de sairmos o guia nos falou que esse seria o dia mais longo mais que não teríamos muitas dificuldades, pois a trilha era bem nivelada. Começamos a andar e logo no começo já passamos por uma ponte para atravessar um dos afluentes do rio, essa seria a primeira de muitas. A paisagem lembrava muito as matas aqui do Brasil e o que para mim era comum, para os gringos era totalmente novidade. Eles não paravam de tirar fotos e perguntar sobre as plantas. As encostas das montanhas tinham muitas corredeiras de agua e também muita marca de erosão, sinal de que a natureza ainda não se recuperou das enchentes que afetaram o Peru alguns anos atrás. Por conta dessas erosões, em certo momento tivemos que sair da trilha e ir para uma estrada que seguia pelo outro lado do rio, pois, parte dela havia sido destruída e uma cachoeira havia se formado lá. Seguimos pela estrada o restante do caminho até chegarmos em La Playa, onde almoçamo. Depois de um ótimo rango, algumas brejas e um bom descanso, embarcamos em uma Van e seguimos para o Santa Teresa, vilarejo que teve boa parte de suas construções destruída pelas enchentes. Águas termais. Já reconstruíram boa parte. Em Santa Teresa nós colocamos nossas malas nas barracas, pegamos as roupas de banho e subimos na van novamente para irmos até as aguas termais para aproveitar já que a chuva havia dado uma trégua. São uns 15/20 minutos de van até chegar, pagamos 15 soles pela van e mais 5 ou 10 para entrar nas aguas termais, tudo por pessoa. O lugar está sendo reconstruído, pois foi totalmente destruído pelas enchentes. Ficamos um bom tempo relaxando nas piscinas, tomando cerveja, jogando conversa fora e sendo comidos pelos pernilongos. Voltamos ao acampamento e enquanto esperávamos o jantar assistimos o jogo de Peru 2 x 4 Chile (se não me engano) comendo pipoca. O jantar foi maravilhoso e era o que faltava pra botar todo mundo para dormir. Na madrugada caiu uma baita de uma chuva e alagou todas as barracas e consequentemente todas as malas, mais por sorte havia levado meu saco impermeável e minhas roupas se mantiveram secas. Criançada ensaiando. No quarto dia tomamos um café mais relaxado e sem muita pressa. Arrumamos as coisas e quando iriamos partir apareceu à oportunidade de pegar uma van para cortar mais da metade do caminho do dia que seria por estradas, mais preferi fazer a trilha do jeito “normal”. Saímos andando e passamos pela praça central de Santa Teresa onde estava havendo um ensaio para algum desfile, havia banda e crianças dançando coreografias. Bem legal. Pedra por pedra a galera foi construindo aquela "barragem". Seguimos andando até avistar o rio, lá o guia fez uma breve parada para explicar como a enchente afetou a região. Mostrou onde haviam algumas casas mais que agora só existem pedras. Descemos até chegar quase na altura do rio e atravessamos uma ponte, lá pudemos ver pessoas pegando pedra por pedra para construir um tipo de barreira. Também vimos caminhões e tratores trabalhando e atravessando um afluente para buscar pedras. Dessa vez estávamos andando contra o fluxo do rio, sempre andando por uma estrada de pedra/terra. Uma certa hora o guia perguntou se nos queríamos ter uma experiência diferente e é claro todos nos respondemos que sim. Ele então desceu por uma trilhazinha até o nível do rio onde havia um tipo de tirolesa, um cabo de aço esticado que ligava as duas margens e um carrinho. Eu achei que ele estivesse brincando, mais quando pediu dois voluntários caiu a ficha. Eu e um outro alemão nos voluntariamos, pegamos nossas malas e subimos no carrinho. O esquema era entrar no carrinho e puxar uma corda até chegarmos do outro lado. Lá nos descemos, tiramos as malas e empurramos o carrinho de volta. Do outro lado o pessoal puxou o carrinho pela corda e fez mesmo esquema, colocaram duas meninas e algumas malas no carrinho e empurraram. O carrinho parava na metade do rio, de lá para frente eu e o alemão que puxávamos o carrinho pela corda. Muito curioso. Depois dessa pequena aventura voltamos a caminhar por uma estrada só que dessa vez do lado esquerdo do rio. Mais durou muito tempo para cruzarmos o rio de novo, só que dessa vez por uma ponte pênsil. A caminhada não tinha muita coisa bonita para ver e a chuva não ajudava, mais quando chegamos perto da hidroelétrica vieram duas imagens um tanto curiosas. Do lado esquerdo havia uma parede de rocha e um buraco gigante de onde brotava uma imensa quantidade de agua, mais a frente havia uma montanha que tinha um “fenômeno” bem parecido. Quando parei para tirar algumas fotos percebi que Armin (Alemão) não estava se sentido muito bem e me ofereci para trocar de mochila com ele, já que a minha estava visivelmente mais leve que a dele. Mochilas trocadas, alemão feliz e seguimos viagem. Chegamos até a portaria do Santuário Histórico de Machu Picchu e lá tivemos que apresentar nossos passaportes. Após passar a portaria, contornamos a montanha de onde a agua brotava de um buraco e achamos a linha de trem que nos levaria até Aguas Calientes. Lá existem vários “botecos” e banquinhas, mais apenas as banquinhas estavam abertas. Acho que os botecos só abrem em alta temporada. Dizem que essa foi o homem que fez. Paramos em um desses botecos fechados para comer, o rango havia sido dado para nos quando saímos do camping em um isopor. Comemos, descansamos e seguimos viagem. O caminho a partir daí foi bem “monótono”, o tempo todo acompanhando a linha do trem, rodeado de mata e no final acompanhando um rio do lado esquerdo. A única coisa que distraia a trilha era quando o trem passava. Rs Esse caminho foi o mais fácil e o que pareceu mais demorado. Depois da longa caminhada finalmente chegamos a Aguas Calientes, uma cidade até que bonita e bem arrumada. Lá o guia nos indicou o hotel em que dormiríamos e como só tinha eu e Armin “sozinho” acabamos ficando no mesmo quarto. No quarto tinha 3 camas e um banheiro, tudo muito apertado mais depois dessa trilha aquilo mais parecia um resort! Rs Desfizemos as malas para tentar secar algumas roupas, tomamos um banho e saímos para comer alguma coisa. Era por volta de 16:00 quando voltamos e para não perder o jantar colocamos 2 despertadores para tocar as 19:00. Mesmo assim não acordamos de nenhum jeito e se não fosse o pessoal do apartamento da frente nos perderíamos o jantar, que estava marcado para as 20:00. Levantamos rápido, nos trocamos e descemos para encontrar o resto do pessoal na frente do hotel. O guia apareceu e nos levou em um restaurante bem meia boca onde comemos, recebemos os nossos ticket’s de Machu Picchu, do trem para voltar para Cuzco e as instruções para o dia seguinte. Depois do rango voltamos para o hotel onde capotamos já que no dia seguinte teríamos que acordar as 03:00 para irmos para o tão esperado Machu Picchu. Acordamos as 03:30 de matina e apensar da noite passar voando, dormir em uma cama foi revigorante. Deixamos as cargueiras no hotel e partimos apenas com mochilas de ataque. Fomos até a entrada da cidade onde fica uma ponte que segue para o início da escadaria de Machu Phichu. Começo do sofrimento. A escadaria é íngreme, constante e as vezes com uns degraus muito estreitos. Ela vai cortando a estrada em que os micro-ônibus usam para chegar até a portaria do parque. Conforme íamos subindo, o dia ia clareando, o tempo esquentando e algumas construções de Machu Pichu ficando visíveis. O que nos dava mais animo para terminar de subir aquela escadaria sem fim. Mapa de Machu Pichu Quando chegamos na portaria do parque só havia um casal de italianos que haviam começado a trilha antes de nos. Mais alguns minutos depois chegou um ônibus com funcionários do parque e uns 30 minutos depois começaram a chegar o ônibus trazendo os turistas. Se não me engano, cada trajeto custa $8. Ficamos na fila esperando o guia chegar e quando ele chegou entramos no parque. Ele foi andando e explicando coisas da civilização, das construções, crenças, etc... Esperando o guia chegar. Machu Puchu é realmente impressionante, você fica de boca aberta ao ver aquelas milhares de pedras empilhadas de forma tão perfeita. A forma como eles pensavam em tudo, em como ter plantações, sistema de agua e irrigação, organização da cidade... Simplesmente impressionante. Eu passaria uma semana inteira lá para observar tudo, até os mínimos detalhes. Imagina o trampo para fazer tudo isso. Tempo e paciencia Sistema de agua e irrigação funcionam até hoje. Encaixe perfeito das pedras. Machu Pichu era uma escola de astronimia e eles estudavam o ceu pelo reflexo das estrelas nessas poças. Area onde ficavam as plantações. Tudo muito bem planejado. Pequena fila para subir. Passamos cerca de duas horas acompanhando o guia e depois fomos liberados para poder subir o WaynaPichu. O acesso ao WaynaPichu é restrito e apenas 400 pessoas podem subir por dia, mais conseguimos pegar lugar na fila e partimos em direção ao pico sem problemas. O único problema mesmo eram as centenas de degraus que enfrentaríamos novamente. Demoramos cerca de 45 minutos para chegar ao topo. Quase nada ingrime e sem degraus. A vista do topo do WaynaPichu é simplesmente incrível. De lá é possível ver de uma vista privilegiada de todo Machupichu, suas construções e formas. É uma ótima oportunidade para sentar, ouvir um reggae e refletir. Só desci de lá pois haviam nuvens de chuva chegando e seria bem perigoso descer aquela escadaria molhada. O visual compensa tudo. Fui embora do parque com o casal de brasileiros de micro-onibus pois já estava exausto. A viagem de volta demorou coisa de 15 minutos. Chegando em Aguas Calientes nos pegamos nossas coisas no hotel, fomos comer e ficamos esperando dar a hora de pegar o trem para Ollantaytambo. A estação de trem estava completamente lotada e o grupo acabou se separando. O trem balançava um pouco mais isso só contribuiu para pegar no sono mais fácil. Chegando em Ollantaytambo nós encontramos uma van que nos levaria de volta para Cuzco. Cheguei em Cuzco já de madrugada.
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