Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Entre para seguir isso  
pablosoares

Relato Volta na Ilha Grande-RJ, 10 dias acampando- fotos e dicas

Posts Recomendados

Relato ilha grande

Resolvemos dar a volta na ilha grande, para conhecer o que ela tem de bom e de ruim, invés de ficarmos hospedados em Abraão fazendo pequenos passeios, pudemos conhecer e conviver um pouco com as pessoas que vivem lá, ver de perto como é o cotidiano, seus hábitos e costumes, além da aventura de cruzar o mangue, cachoeiras, trilhas (algumas em péssimas condições, mas tão belas quanto as outras.), pudemos sentir a energia real do lugar, que é incrível. Esperamos que ao descrever nossa aventura possamos tirar dúvidas e despertar interesse em todos vocês.

Um Abraço,

Espero que gostem!!

Fernanda e Pablo

 

 

Primeiro dia:

Saímos Barbacena, um grupo de quatro pessoas: Pablo, Fernanda, William e Karen às 5 da manhã rumo a Angra dos Reis, chegamos as 12:30. Depois do almoço pegamos o Catamarã rumo à Ilha Grande, chegamos em Abraão por volta das 17:00 e fomos direto para o camping TOCA DOS GUAIMUNS. Depois de montar acampamento fomos curtir a noite de Abraão, onde rola música ao vivo em bares legais, artesanato e muita gente bacana.

Não demoramos muito a voltar pro camping, pois o dia seguinte ia ser longo.

 

20110724151543.JPG

Chegada em Abraão

 

 

Segundo dia:

 

Levantamos bem cedo e depois de um belo café fomos mergulhar DIVE CIA MERGULHOS na enseada do Bananal, foram momentos inesquecíveis, alem do mergulho um belo passeio de barco.

No inicio da tarde iniciamos nossa caminhada na praia do bananal. Foi um caminhada um pouco complicada no começo, andamos 40 minutos na trilha errada devido ao deslizamento de terra que ocorreu no inicio do ano tivemos que descobrir/inventar uma trilha alternativa até chegar no que sobrou da principal.Foi um trecho muito ruim devido ao clima pesado e as mortes que o acidente ocasionou, passamos em meio aos destroços e pudemos sentir um pouco do sofrimento daquelas pessoas que estavam ali na noite do réveillon de 2010. Seguimos para a praia de Matariz ainda na enseada do Bananal e tivemos que acampar pois já estava escurecendo. Ficamos na casa de um senhora muito simpática, Dona Marilene, que nos cobrou apenas R$10,00 (pessoa) para ficarmos no seu quintal com um lindo gramado, muitos coqueiros, um riacho do lado e um coelhinho chamado “pena”.

20110724152324.JPG

Mergulho no Bananal

20110724152641.JPG

Inicio da trip Enceada do Bananal

20110724152920.JPG

Destroços Bananal

20110724153202.JPG

Praia do Bananal

20110724153420.JPG

Praia da Matariz

20110724153528.JPG

Camping D. Marilene

 

Terceiro dia:

Saímos de Matariz rumo a praia de Passaterra. No meio do caminho passamos por um figueira branca gigantesca que nasceu sobre uma enorme pedra. Uma parada pra um mergulho e descanso, logo depois seguimos em direção de Sito Forte. Passamos pelas praias de Maguariquessaba, Marinheiro, Praia de Sitio Forte e chegamos na Praia de Tapera, onde conhecemos um pescador chamado Zé Maia que permitiu que ficássemos acampados no seu quintal. Passamos boas horas conversando com ele e compartilhando um pouco da sua experiência.

 

20110724154026.JPG

Trilha entre Matariz e Passaterra

20110725095120.JPG

Praia de Sitio Forte

20110725095316.JPG

Casa do seu Zé Maia praia de Tapera

 

 

Quarto dia:

Depois de mais de 6 Km de subidas e descidas, muitas árvores caídas pelo caminho e belíssimas paisagens, seguimos nossa viagem sentido a Praia Grande de Araçatiba.

Depois de Ubatubinha encaramos um subida bem pesada chegamos na Praia da Longa, logo em seguida uma trilha bem fechada para a Lagoa Verde, mais uma parada para descanso e mergulho. Um lugar maravilhoso. Aprendemos que sempre depois de um trecho bem sinistro de caminhada a Ilha nos proporciona uma enorme recompensa. Seguimos em frente, rumo à Praia Grande de Araçatiba, onde ficamos o resto do dia, passamos a noite no camping do tio do Licon (um nativo muito bacana), luar na beira da praia na companhia de amigos.

20110725153021.JPG

Chegada em Ubatubinha

20110725153021.JPG

Vista da trilha

20110725153251.JPG

Trilha Praia da Longa

20110725153437.JPG

Praia da Longa

20110725153515.JPG

Praia de Ubatubinha

20110725153553.JPG

caminho para Lagoa Verde

20110725153737.JPG

Lagoa Verde

 

Quinto dia:

Seguindo conselhos do Tio do Lincon acordamos bem cedo para tentar pegar carona com o barco que transporta os alunos para escola que fica em proveta, o que nos economizaria horas de caminhada, conseguimos a carona, o que foi muito bacana, economizamos 8Km de caminhada passamos na praia vermelha, GRUTA DO ACAIA e por fim chegamos em Proveta, que é uma cidadezinha onde 98% da população é evangélica, passamos próximo a ilha de meros e contornamos a ponta do Drago até chegar a praia do AVENTUREIRO.

Chegamos por volta das 12:00 horas, e como a praia é maravilhosa resolvemos ficar e passar a noite, primeiro fomos atrás de um camping, a vantagem dessa praia é que tem 17 opções para campistas, nós, como estávamos cansados e um pouco ansiosos para mergulhar, ficamos em um dos primeiros campings, o da Dona Zuleica, armamos acampamento e depois fomos curtir a praia, mar de água cristalina e boas ondas, uma beleza pra quem pratica surf, ficamos encantados com tanta beleza reunida em um só local, com vista privilegiada para a reserva ambiental : Praias do sul e do leste, e a ponta da Parnaioca. Almoçamos no bar da Dona Zuleica, que preparou um peixe com batata delicioso, no fim da tarde fomos passear na Praia do Demo, onde as ondas quebram com força. A noite fomos relaxar no Bar do.Rafael, recente morador do aventureiro, o bar fica bem em frente ao tão famoso coqueiro torto, recomendamos o pastel de camarão e também o açaí.

20110725120234.JPG Praia Grande de Araçatiba

20110725120443.JPG

Carona no barco da escola

20110725120548.JPG

Comunidade de Provetá

20110725120923.JPG

Ponta do Drago

20110725121020.JPG

Praia do Aventureiro

20110725121101.JPG

O famoso coqueiro

20110725121154.JPG

Praia do Sul e do Leste vista do Aventureiro

 

 

Sexto dia:

Pensamos em sair bem cedo, por volta das 5 da manhã, pois teríamos muitos obstáculos pela frente, um seria atravessar o mangue e o outro seria o rio da Parnaioca, porém começou a chover forte, chuva que já era esperada, pois na noite anterior o tempo estava mudando, tivemos que desmontar as barracas as pressas, pois a enxurrada era muito forte, e no camping da dona Zuleica não havia lonas de proteção e as nossas lonas estavam em baixo das barracas, enfim, ficamos no prejuízo, as nossas coisas encharcadas, esperamos a chuva passar no banheiro, que era uma casinha coberta, pensamos em desistir, pois não daria pra continuar com as coisas molhadas, mas por sorte conhecemos uma figura do Aventureiro, um enigma pra falar verdade, chamado Serrão, que nos ofereceu sua casa. Sem muitas opções aceitamos o convite, colocamos as coisas pra secar no varal da casa, não podemos deixar de citar o surf, um labrador muito lindo que estava lá, também o BA outra figurassa do aventureiro, amigo do Serrão. Passamos a tarde olhando o mar revolto devido a chuva e o tempo totalmente fechado, o que deixava mais longe a possibilidade de concluirmos nosso percurso pelo menos nos próximos 3 dias, pois a previsão era de ressaca. Almoçamos no camping do Luis, que serve uma comida deliciosa e tem variedades de aperitivos e bebidas, depois voltamos pra casa do Serrão, onde passamos a noite.

20110725121607.JPG

Aventureiro depois do temporal

 

Sétimo dia:

 

Acordamos cedo com murmúrios de que sairia um barco ruma a Angra dos reis, pois a guarda costeira passou um rádio informando que era para retirar todos os barcos dali, pois o mar há algumas horas estaria de ressaca, foi a oportunidade que vimos de encerrar o passeio, ficamos tristes, mas arrumamos nossas coisas rapidamente, para tentar pegar o barco, chegando no “cais” haviam outros turistas que também queriam ir embora devido ao mal tempo e no barco só cabiam 13 pessoas e já haviam embarcado 11, como não sabíamos por quanto tempo iríamos esperar ali no Aventureiro, decidimos que nossos companheiros Willian e Karen partissem, pois tinham compromissos em Minas, ficamos com medo por eles , pois o mar estava bastante agitado e o barquinho era muito pequeno, tanto que sumia entre as ondas, mais tarde recebemos a noticia de que chegaram bem em Angra, ufa. Ficamos felizes por não ter ido embora, voltamos para casa do Serrão, ficamos na varanda apreciando o espetáculo da natureza, ondas enormes, que deixaram a praia praticamente sem areia, a água que era cristalina ficou cinza combinado com céu, mas não deixava de ser uma bela paisagem. Ter ficado foi de tudo arriscado, mas não tínhamos pressa, almoçamos novamente no camping do Luis, fizemos amizade com um pessoal do Rio que também decidiu ficar, trocamos emails e tudo mais, conversamos com alguns moradores da vila, foi uma boa experiência. A noite voltamos pro bar do Rafael pra comer pastel de camarão depois fomos dormir na esperança de que o mar acalmasse e o tempo também.

20110725122437.JPG

Will e Karen saindo no ultimo barco para o continente

20110725122530.JPG

Barraca secando na varanda da igreja

Oitavo dia:

Acordamos cedo, o mar estava um pouco mais calmo e não chovia mais, vimos um pessoal indo surfar na parai do leste, local pra onde pretendíamos ir também, arrumamos nossas coisas para partir, o pessoal já estava longe, mas tinha uns meninos e uma moça que também estavam indo pra lá ver o pessoal surfar, a moça estava com uma prancha de bodyboard, o que nos foi muito útil, o BA nos acompanhou também.

Passamos pela praia do Demo e sua pedras, atravessamos uma pedra enorme para chegar até a praia do sul, a pedra era escorregadia, pois estava molhada pelas ondas do mar ainda revolto, ficamos admirados coma a beleza real da praia do sul, que era extensa e nos gerou pelo menos 40 minutos de caminhada até o ilhote e o tão falado mangue que separava a praia do sul da praia do leste. Pegamos uma trilha até chegar no mangue, que estava cheio devido a maré alta e a chuva, porém um mangue de águas cristalinas, muito bonito por sinal, atravessar ele não foi nada assustador como imaginávamos, depois tivemos que atravessar nadando um rio que se formou com o encontro das águas da lagoa com as águas do mar, estava bem fundo e a correnteza um pouco forte, adrenalina subiu, amarramos uma corda na prancha de bodyboard e primeiro atravessamos as mochilas, depois o restante do pessoal, ficamos felizes por ter atravessado e conseguido chegar a praia do leste, lá encontramos com o restante do pessoal que já estava lá, despedimos de todos e fomos ruma a Parnaioca, recebemos uma ajuda do BA e do Serrão e também do surf (labrador), passamos por um atalho que nos adiantou um bom tempo de caminhada, sozinhos atravessamos o rio da Parnaioca que também estava misturado com águas do mar devido a ressaca, foi mais difícil porque estávamos sem a prancha, tivemos que amarrar a corda e passar cada hora com uma coisa, ficamos em média 30 minutos pra fazer isso, depois foi tranqüilo, chegamos ao camping organizadíssimo do Seu Silva, um senhor muito simpático e muito vascaíno, nesse camping tem tudo, banheiro separado pra homens e mulheres, cozinha, mesas, áreas de camping todas cobertas com lona, vamos dizer assim, é um camping 5 estrelas. Estávamos cansados da agitação do dia, arrumamos nossas coisas e depois fomos almoçar na casa de uma moça que prepara almoço pra turistas, uma delicia por sinal, depois passeamos na praia da Parnaioca e voltamos pro camping do seu Silva pra tomar o tão sonhado banho e descansar.

20110725142840.JPG

Chegando na praia do sul

20110725143111.JPG

O famoso mangue

20110725143150.JPG

Encontro das aguas da lagoa com o mar

20110725143236.JPG

Surf, nosso guia

20110725143321.JPG

Rio da Parnaioca chegnado no mar

20110725143427.JPG

Rio da Parnaioca chegnado no mar

20110725143510.JPG

Praia da Parnaioca

 

Nono dia

Acordamos bem cedo, tomamos um café reforçado, baixamos acampamento, nos despedimos do Sr Silva e partimos rumo a Dois Rios, foi uma caminhada longa, pois a trilha estava molhada e com muitas árvores caídas no caminho, mas linda mesmo assim, podíamos ouvir os animais naquele silêncio, era tudo mágico, o mar de longe batendo na encosta, tudo perfeito, passamos pela gruta das cinzas, e também por outra figueira branca gigante, a trilha apesar de estar um pouco descuidada foi uma das mais belas de todo o trajeto e com muitas goiabas, andamos umas 4 horas até chegar em Dois Rios, que um vilarejo pouco movimentado, pelo menos na tarde em que chegamos, pois estava começando a chover, não tinha muitos turistas apenas os moradores do local, visitamos o presídio, ou o que restou dele, conhecemos um senhor que foi presidiário e acabou ficando na ilha após cumprir sua pena, uma figura lendária da região, fizemos um lanche, estávamos cansados, mas a nossa meta era chegar a Abraão no mesmo dia, pois não era possível ( permitido ) acampar em Dois Rios, e tínhamos poucas horas de luz do dia e o casal que estava conosco levou a lanterna embora, enfim, tínhamos mais 3 horas de caminhada, era estrada desta vez, o que facilitou um pouco, apesar de ser subida, passamos na piscina dos soldados, e depois seguimos por um atalho ( do bambuzal), o que nos adiantou 45 minutos de caminhada, em média. As mochilas pareciam cada vez mais pesadas, o corpo já não respondia direito, cansaço forte que foi superado ao ver a vista do mirante, dava pra ver toda Vila do Abraão, estávamos perto do fim. A estrada não foi muito bem planejada, pois dava muitas voltas, se houvesse trilhas talvez chegaríamos mais rápido, mas também estávamos ali pra curtir o momento e felizes por não ter ido embora e conseguir completar nosso objetivo.

Chegamos no Abraão e fomos direto pro camping do Bicão, sabíamos que era o único que tinha lonas de proteção pra barracas, e como estava chovendo, era o mais indicado, a nossa esperança era que o tempo melhorasse pra ficarmos na ilha até o fim da semana, porém o tempo não colaborou, choveu a noite toda e chuva forte, a temperatura caiu, e como não seria possível, devido ao mau tempo, visitar os lugares que não estava no nosso trajeto, (Pico do papagaio, Lopes Mendes, caixadaço, Farol dos Castelianos, etc...), resolvemos ir embora pra Angra, pegamos a barca pela manhã e deixamos Ilha Grande, já com saudades. Foram 2 horas de barca até Angra, chegamos lá com chuva forte, fomos até o estacionamento pegar o carro, passamos no Shopping Piratas pra almoçar e depois 7 horas de estrada com chuva, chegamos em casa.

20110725151045.JPG

Trilha de Parnaioca a Dois Rios

20110725151200.JPG

Figueira gigante

20110725151239.JPG

Chegando em Dois Rios

20110725151239.JPG

Presidio de Dois Rios

20110725151834.JPG

De Dois Rios a Abraão

20110725151930.JPG

Piscina dos soldados

20110725152010.JPG

Abraão vista do mirante

20110725152058.JPG

Despedida da ilha

 

Considerações Finais:

 

Não se deve desistir de um objetivo ou meta traçada, enfrentamos algumas dificuldades nas trilhas e no acampamento, superamos medos, vencemos limites impostos pela própria natureza, porém fomos recompensados com momentos maravilhosos, pessoas maravilhosas, belas paisagem, e enfim voltados de alma limpa, prontos pra outra aventura.

 

Ilha Grande é um paraíso, que temos perto de nós, as catástrofes que ocorreram lá devido as chuvas no início do ano, não foram capazes de diminuir a beleza e energia do local, além do mais, acidentes naturais acontecem em qualquer lugar do mundo, e para morrer basta estar vivo.

 

Pretendemos voltar em breve.

 

OBS: Aos que gostaram da idéia sugerimos que levem o mínimo de roupas possível, a bagagem ( as mochilas) devem estar equipadas apenas com o necessário. Utilizar tênis confortável e antiderrapante, levar capa de chuva, e o bom e velho miojo.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Bom bacana heim amigo, estou afim de fazer esse trekking no verão, veremos.

O que vc levou de equipamentos??

 

abraço

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Bom bacana heim amigo, estou afim de fazer esse trekking no verão, veremos.

O que vc levou de equipamentos??

 

abraço

 

Cara, foi o básico mesmo. barraca, lanterna,fogareiro, capas de chuva, uma lona pra colocar por baixo da barraca e colchão inflavel, esse não recomendo, ele é muito confortavel mas são 3 quilos a mais na sua bagagem fora que depois de andar o dia todo ainda tem que inflar ele.... e todos os lugares que fiquei era areia ou grama, então só um isolante térmico talves com um saco do dormir ja ia resolver isso com menos da metada do peso. Também levei cobertor que foi inútil. Levei muita roupa também, se fizesse isso hoje só levaria duas peças pra caminhas e duas para dormir e uma blusa de frio..

 

Abração!!

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Bom bacana heim amigo, estou afim de fazer esse trekking no verão, veremos.

O que vc levou de equipamentos??

 

abraço

 

Cara, foi o básico mesmo. barraca, lanterna,fogareiro, capas de chuva, uma lona pra colocar por baixo da barraca e colchão inflavel, esse não recomendo, ele é muito confortavel mas são 3 quilos a mais na sua bagagem fora que depois de andar o dia todo ainda tem que inflar ele.... e todos os lugares que fiquei era areia ou grama, então só um isolante térmico talves com um saco do dormir ja ia resolver isso com menos da metada do peso. Também levei cobertor que foi inútil. Levei muita roupa também, se fizesse isso hoje só levaria duas peças pra caminhas e duas para dormir e uma blusa de frio..

 

Abração!!

 

Pablo,

 

Amei seu relato!!! Viajei junto!! as fotos estão show !! gostei muito mesmo !!!! Parabéns!!!

 

Voltei no tempo quando começei a acampar e cometi os mesmos erros que vc, o colchão inflável, de fato, é confortável mas agora só uso quando tem visita lá em casa...rsrsr ::lol4::

 

Gostaria de indicar a leitura de um fórum super fantástico, que me ajudou bastante, com as considerações do Ogum777 e Peter Tofte: equipamentos-super-leves-backpacking-light-t28654.html

 

Eu me lembro bem de um relato do Peter Tofte (cachoeira-sertao-zen-alto-paraiso-t46619.html ) onde ele fala do tal colchão inflável NeoAir da Therm-a-rest , fiquei muito interessada e este colchão está na minha lista de compras para uns equipamentos que não tenho ainda. É um pouco salgado $$$$$$$$$ o valor mas acho q vale a pena!!!

 

20110802120047.jpg

 

 

Bom, enfim... à medida que nos lançamos na aventura, ficamos mais experientes e temos muitas vivências com pessoas, com a natureza... enfim... o importante mesmo é não ficar em casa no sofá vendo Faustão e Gugu!!! rsrsrsrs

 

abraços! ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

Entre para seguir isso  

  • Conteúdo Similar

    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/paraty-roteiro-pelo-centro/
       
      Fundada em 1667, a cidade de Paraty no Rio de Janeiro teve seus momentos de glória com os engenhos de cana-de-açucar, sendo grande produtora de aguardente (e até hoje sinônimo de boa cachaça) e principalmente como rota de transporte de ouro e pedras preciosas de Minas Gerais para Portugal. Porém com a construção de um caminho da Estrada Real direto para o Rio de Janeiro, a cidade perdeu sua importância econômica e caiu no esquecimento até a década de 70, quando foi “redescoberta” e começou a se tornar o importante centro turístico que é hoje.
       
      Comece o dia visitando o Forte Defensor Perpétuo, é necessário encarar uma subidinha, mas a mata acompanha e sombreia todo o caminho, o que deixa um ar fresquinho e agradável mesmo debaixo de muito sol. Além disso o percurso é premiado com algumas vistas da cidade e da Praia do Pontal. A construção onde antigamente abrigava o forte data de 1793, porém foi reconstruída e reformada após o período de declínio da cidade de Paraty. Hoje o lugar funciona como museu, mas é bom checar os horários para visitação das mostras. Do lado de fora há alguns canhões originais, projetados por ingleses e portugueses e um gostoso espaço verde com vista para o mar.
       
      Depois dessa caminhada aproveite para conhecer a Praia do Pontal. Se for da pegada mais esportista pode alugar caiaque ali mesmo na beira da água, senão escolha um dos quiosques pra relaxar um pouco e dar um mergulho. A praia não é ruim, mas se quiser algo muito mais aconchegante sugiro a Prainha da Praia grande, a aproximadamente 10 km do centro.
      Os próximos pontos já são dentro do labirinto de ruas de pedra chamadas “pé-de-moleque”. É impossível não se sentir em outra época com aquelas sequências de casinhas de portas e janelas coloridas em estilo colonial, com seus charmosos lampiões à moda antiga e toda uma atmosfera que a transforma em uma das cidades mais charmosas do Brasil!
       
      Atravesse a ponte principal sobre o Rio Perequê-Açu, separe um sapato confortável e vamos lá!
       
      A primeira dica é a Azulejos Eternos, como o nome sugere, eles são especializados em pintura artesanal em azulejos, desde os tradicionais números de casas até padronagens portuguesas, marroquinas, indianas… verdadeiras obras de arte! A loja é comandada pela brasileira Cris Pires e o francês Elie Audoux, ela também pinta quadros além de imprimir seu estilo urbano e feminino nos ladrilhos. Os valores não são exorbitantes, mas se quiser só uma lembrancinha eles vendem imãs de geladeira simulando azulejos também!
       
      A próxima parada é no Armazém Paraty, uma incrível loja especializada em artigos indígenas como adereços, peças de decoração e artesanato, feitos pelas próprias comunidades. Cada conjunto de produtos tem uma placa identificando de qual tribo eles provém, qual sua história, região e outras informações. Além disso eles contam com uma grande variedade de livros e DVDs sobre o assunto e são engajados nos problemas atuais dos povos indígenas.
       
      Um pouco mais para frente na mesma rua fica o Empório da Cachaça, um paraíso para os apreciadores do destilado brasileiro. As bebidas são expostas por região com destaque para as de Paraty, é claro! Algumas marcas aprovadas por quem gosta da bebida (não é meu caso rs) são a Maria Izabel e a Paratiana. A loja também agrada outros públicos vendendo cervejas especiais, doces em compota, pimentas e outras iguarias como a trufa de cachaça (dessa eu gostei!). Os preços não são tão convidativos, mas vale a pena entrar nem que seja só para conhecer.
       
      Saindo um pouco da rota das compras, temos a Casa da Cultura de Paraty, um espaço multi-cultural onde normalmente rolam exposições de graça como a “Mitos e Lendas”, com coloridas esculturas em papel machê e paineis contando algumas histórias populares que tem Paraty como cenário, em cartaz até dia 09/11. O lugar também recebe peças de teatro, sessões de cinema de graça para adultos e crianças, cursos, e outras atividades. Lá dentro o simpático Café Cultural oferece algumas opções para beliscar entre um evento e outro.
       
      Assim como em vários outros casarões da cidade, a fachada da Casa da Cultura foi decorada com símbolos geométricos que simbolizariam a presença de um proprietário maçônico. Existem diversas histórias como essa sobre a maçonaria em Paraty.
       
      Quer fazer uma pausa para um café? Sugiro o Café do Cais, um cantinho aconchegante comandado pela Tássia e o Rafael, super simpáticos e atenciosos. Segundo eles, a produção é 98% mineira, cafés, bolos e salgados são produzidos com ingredientes trazidos de lá. Experimente o bolo de pão de mel, é delicioso!
       
      Uma curiosidade, repare na casa em frente ao café, ela é toda de tijolos aparentes, a única no centro histórico que foge do padrão.
       
      A próxima parada é na rua mais fofa da cidade, a Rua do Fogo! É uma pequena viela entre a Rua Santa Rita e a Rua da Lapa, uma das únicas sem comércio nem restaurantes e que poucos turistas dão atenção. Há uma lenda de que a rua passou a ter esse nome (que não consta nos mapas) pois era onde as mulheres tinham seus encontros “fogosos”, mas uma placa em uma das casas desmente dizendo que era porque o pessoal da roça ia até lá com latões onde faziam fogo para cozinhar. De qualquer forma, é uma graça e vale a visita (especialmente a noite)!
       
      Bem ali ao lado fica a Igreja de Santa Rita, cartão postal de Paraty e hoje a mais antiga da cidade! Ela foi erguida em 1722, destinada aos pardos (naquela época havia distinção por cor da pele e classe social, cada igreja se destinava a um grupo diferente). A fachada foi construída no estilo da arquitetura jesuítica porém a parte interna é um misto mais simplificado de Barroco, com detalhes dourados e colunas retorcidas e Rococó, percebido pelo uso de cores em tons pastéis como verde e rosa e elementos decorativos em formatos de concha por exemplo.
       
      Depois de alguns anos fechado para reforma, o lugar reabriu recentemente e funciona como Museu de Arte Sacra. A entrada é gratuita e o funcionamento é de quarta a domingo, das 09h às 12h e das 14h às 17h.
       
      Paraty tem inúmeros restaurantes, a grande maioria oferecendo pratos de peixes e frutos do mar ou pizzarias. Mas tem um lugar escondidinho que quero apresentar à vocês, é o Le Castellet, uma creperie autenticamente francesa! (falou em França, já me apaixonei!). A decoração é perfeita, com referências a Marseille, cidade natal do Chef Yves Lepide, dono e cozinheiro, e a comida é uma delícia! O crepe não é no modelo brasileiro, ele vem aberto, quase como uma pizza, acompanhado de umas batatinhas fantásticas! É bem grande, se não estiver com muita fome dá até pra dividir. Eles também fazem uns azeites artesanais bem diferentes como de manga ou banana. Ah, só tem um ponto negativo, eles não aceitam cartão, então vá preparado!
       
      E pra sobremesa? O Finlandês Sorvetes é uma boa opção. O que mais me agrada ali na verdade é a decoração, com um ar meio retrô. O sorvete é bom, tem bastante opções mas não gosto muito de não poder pegar eu mesma o quanto quero, você tem que pedir para as funcionárias e elas colocam as bolas de sorvete no pote, depois pode arrematar com as coberturas.
       
      O Café Pingado também é uma boa saída, o ambiente é acolhedor e eles tem algumas sobremesas com sabores mais exóticos. Além disso há os tradicionais carrinhos de doces espalhados por algumas das esquinas mais movimentadas da cidade.
       
      Pra fechar a noite sugiro uma passadinha na Cervejaria Caborê, é um pouco afastada do centro histórico mas nada que não dê pra ir a pé. A cerveja é produção própria, e pra quem quer experimentar de tudo um pouco eles oferecem por R$20,00 um kit degustação com as três opções (cerveja de trigo, pilsen e escura) em copos de 200ml. Achei um bom custo-benefício e tirando a escura que eu pessoalmente não gosto do estilo, as outras são uma maravilhosas!
       
      A comida também é muito boa e o cardápio bem variado, com carnes, massas, sanduíches, porções e entradas como a deliciosa bruscheta. Mas os valores não são tão atrativos.
       
      Eles também fazem visitas guiadas na fábrica (ao lado do bar/restaurante) para conhecer o processo de fabricação da cerveja. As visitas acontecem de 4ª a sábado e é necessário reservar.
       
      Ah, e ali pertinho fica o Café do Canal, uma pizzaria deliciosa onde toca o melhor músico de Paraty! Claro que não digo isso só porque é meu pai rsrsrs!
    • Por Mari D'Angelo
      Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/arraial-do-cabo-o-caribe-brasileiro/
       
      Quem seria louco de decidir em cima da hora, no feriado, sair de São Paulo e ir até Arraial do Cabo? Bom, olhando as fotos daquele paraíso de águas azul-caribe, acho que muita gente além de nós! É claro que a experiência deve ser infinitamente melhor sem a multidão de gente nas praias, mas ainda assim valeu cada minuto!
       
      Arraial do Cabo fica na região dos lagos, há aproximadamente 2 horas do Rio de janeiro e 8 de São Paulo (de carro), logo na chegada da cidade a vista da Prainha já encanta, mas pode se preparar que o melhor vem depois, e fica mais escondidinho. Não espere muito da parte urbana, não é uma cidadezinha agradável e aconchegante como Búzios ou Paraty, o forte são mesmo as praias e a prática de mergulho!
       
      Nós ficamos na Pousada Casa Verde, na Praia dos Anjos, aprovei e recomendo! Ela é bem simples mas limpa e agradável, tem piscina, churrasqueira e cozinha para quem quiser economizar e fazer as próprias refeições (inclusive o café da manhã, que não está disponível). O proprietário, Carlos, é super receptivo e nos ajudou bastante com dicas do que fazer por lá. A localização também é boa, depois de ter andado um pouco pela cidade achei aquele um dos melhores lugares, é tranquilo, perto do porto e da trilha para a Praia do Forno e próximo a um centrinho com alguns (poucos) bares e restaurantes. A praia é bem próxima mas não muito indicada para banho pois é onde ficam os barcos.
       
      Começamos pela Praia do Forno, para chegar até lá é preciso encarar uma trilhazinha de uns 10 minutos, é bem simples, apesar de um pouco cansativa. Mirantes e pontos estratégicos para fotos são constantes no caminho repleto de mandacarus (mais conhecidos como cactos) e a vista é recompensadora! A praia, de um tamanho razoável, conta com certa infra-estrutura além de vários ambulantes. Achei um pouco desnecessário o som alto vindo dos restaurantes, mas nada que pudesse estragar a beleza caribenha daquele lugar!
       
      Seguimos para a Prainha, essa já de fácil acesso mas em compensação não tão bonita quanto a primeira e bem mais cheia. Ficamos pouco tempo por lá pra poder conferir o pôr-do-sol em um lugar fantástico onde quase ninguém vai, é preciso subir as escadas da ponta esquerda da Praia Grande (olhando para o mar) e continuar mais um pouco para cima, assim que passar o posto policial é só estender a canga e curtir a vista. O lugar “oficial” para ver o pôr-do-sol por lá é o Pontal do Atalaia, onde dizem ser melhor ir de carro pois é bem afastado, não tivemos a oportunidade de conhecer pois apesar de tempo bom, todos os dias terminaram parcialmente nublados.
       
      À noite, no centrinho da Praia dos Anjos jantamos no restaurante Saint Tropez, achei o mais aconchegante de lá, com mesinhas na varanda e um clima legal. Comemos um camarão com catupiry delicioso! Não é super barato mas o prato dá pra duas pessoas, vale a pena se a ideia for uma jantinha gostosa. Se quiser algo mais em conta não faltam opções, há pizzarias, restaurantes por quilo, casas de lanche e a maravilhosa tapioca da Sabor em Pedaços, um lugar pequenininho mas cheio de amor e delícias doces e salgadas, tudo bem baratinho. Só não vá em busca de baladas, a vida noturna ali se resume a uma praça com barraquinhas de caipirinha (e cuidado ao pedir caipifruta, queria uma de manga mas o que recebi foi uma batida… estava muito boa, mas não era uma caipirinha!).
       
      No dia seguinte fomos conhecer Búzios, recomendo muito fazer um bate-volta pois é pertinho de Arraial do Cabo, cerca de uma hora de viagem e se estiver de carro dá pra conhecer as praias mais afastadas, que eu particularmente gostei mais do que as próximas ao centro. Mas esse vai ser assunto para um próximo texto!
       
      No terceiro e último dia fechamos o tradicional passeio de escuna. Todas as agências (são muitas) oferecem esse passeio e atualmente o valor cobrado é R$60,00 por pessoa, incluso água e refrigerante durante todo o tempo no barco (churrasco, caipirinha e cerveja são vendidos a parte), mas a agência Tubarão Rio costuma cobrar R$30,00! Ficamos meio desconfiados mas como foi indicação acabamos indo e foi tudo certo (exceto o péssimo atendimento na loja), metade do dinheiro economizado! No barco eles oferecem aluguel snorkel por R$10,00, nós pegamos um mas não recomendo! O tempo é muito curto nas praias e não há tantos pontos para ver os peixes.
       
      Dica: Fique o mais longe possível do churrasco, é impossível respirar naquela região do barco!
       
      Os passeios saem por volta das 11h e duram aproximadamente 3 horas, é preciso pagar uma taxa portuária de R$5,00, isso é feito diretamente nas cabines no porto e em seguida é só encontrar seu barco no meio da zona de gente e música alta que conturba o ambiente. Ah, fique de olho nas cordas que amarram as embarcações, muitas tartarugas costumam aparecer ali.
       
      Antes de fazer as paradas, a escuna passa por alguns pontos como o Boqueirão, que é o estreito que separa o continente da Ilha do Farol, a Pedra do Perfil do Macaco, a maravilhosa Gruta azul e a Fenda de Nossa Senhora da Conceição, onde há uma estátua da Santa, tudo com a devida explicação do guia. Passar por essas paisagens rochosas é tão diferente que nos faz sentir em outro lugar, algo como a Escócia ou Nova Zelândia, imagino.
       
      Quando o barco começa a se aproximar da primeira parada, a Praia do Farol, já dá pra perceber a mudança na tonalidade da água de um azul mais escuro para um turquesa hipnotizante! Essa praia é considerada pela Marinha a mais perfeita do Brasil, é super restrita, sendo possível desembarcar nela uma quantidade limitada de gente e por apenas 40 minutos, além disso não é permitido levar alimentos e outras coisas que possam gerar sujeira na praia. Não há restaurantes nem ambulantes, o tempo é todo para apreciar aquela areia branca bem fininha e o mar tão transparente que dá pra enxergar nitidamente os dedos dos pés, é tudo tão perfeito que dá até dó de não poder aproveitá-la mais um pouquinho.
       
      A segunda e última parada é em uma das duas Prainhas do Pontal do Atalaia, assim como a anterior é paradisíaca, mas além de não ser restrita, tem acesso por terra também, então fica bem mais cheia. Nessa e em todas as outras praias de Arraial do Cabo, a água é muito gelada, mesmo no calor!
       
      O passeio acabou por volta das 15h e passamos para conhecer a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, padroeira de Arraial do Cabo. Ela fica no caminho da saída do porto e é daquelas bem simples, com teto de madeira, branquinha e azul, uma graça!
       
      Terminamos o dia na Praia Grande, que apesar do nome, não lembra nem de longe a homônima paulista e é realmente enorme! Os restaurantes cobram R$10,00 pela mesa e guarda-sol caso não haja consumo de comida. Ficamos lá aproveitando o último dia no paraíso até o sol se pôr entre as nuvens.
       
      Pra quem é de São Paulo, se não quiser passar pelo Rio pra voltar, a dica é ir por Magé, o tempo é o mesmo. Aproveite para fazer uma pausa na Parada do Bubi, na Dutra, o restaurante beira de estrada mais aconchegante que já vi!
       
      Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/arraial-do-cabo-o-caribe-brasileiro/
    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Preparação
      Mais uma vez começamos um planejamento para uma trip em grupo, e acabamos terminando em dois só, kkkk.
      Levantamos muita informação, dados, e dicas. Não é segredo algum que minhas viagens geralmente não contam com guia contratado, eu mesmo navego e planejo tudo. De posse das informações, havíamos levado dois meses aprendendo sobre a Serra dos Órgãos, talvez por isso as pessoas desistiram. Tiveram tempo de pensar no que fariam. Encarar uma grande aventura exige mesmo espírito livre.
      A Grande Jornada
      Em 19/07/19 saímos de Campo Mourão às 00:00, foram 1.100 km de estrada, cerca de 17h de viagem. Ainda bem que um dos passageiros que me acompanhou (BlaBlaBla Car) se dispôs a dirigir entre São Paulo e o Nova Iguaçú. Foi um dia todo na estrada. Chegamos em Terezópolis já se passavam das 17:50; o primeiro furo da viagem. Eu havia estimado chegar em Tere dia 20/07 antes das 17h e conseguir viajar até Petrópolis no mesmo dia ainda, dormindo próximo da portaria lá. Doce ilusão, já era noite e tive de procurar um camping ainda, mas tudo certo os Óreas (deuses da montanha) sempre fazem certo.
      Paciência ... tenha paciência.
      Levantamos acampamento ás 06:00, que é a hora que abre (deveria abrir) o Parque em Tere. Chegamos na portaria para guardar o carro e lá estava um aglomero de gente, logo fiquei sabendo que a recepcionista não tinha chegado. Foram 45min de espera, enquanto isso ia aumentando a fila. Quando a mulher chegou já armou-se um fuzuê danado, o povo queria brigar ao invés de me deixar fazer checkin. Com muito trabalho consegui fazer o meu checkin e deixei o povo lá batendo boca.
      Com o carro estacionado voltei para a portaria na esperança de um Uber me levar a Petro. Outra trabalheira danada, uns cinco motoristas recusaram a viagem, chegaram a pedir dinheiro por fora pra fazer o carreto, mó sacanagem. Mas o sexto Uber não hesitou e nos levou ao destino.
      Dia 1, subida, subida, s u  b   i    d     a      .        .          .
      Às 10:15 começamos a trilha, foram 7h de subidas sem fim, mas com um visual de tirar o fôlego, até o desgaste físico passa desapercebido diante da exuberância da mão verde.
      Quase todo o dia foi por dentro do Vale do Bomfin subindo suas encostas. Quase no fim do dia chegamos a Isabeloca de onde já podemos avistar a Baía de Guanabara e os Castelos do Açú, nossa parada para dormir. No final da tarde, o pôr do Sol visto do Morro do Açú foi apaixonante. Leia mais aqui.




       
      Dia 2, sobe e desce, sobe e desce...
      O segundo dia é o mais intenso de toda a travessia, e provavelmente um dos mais belos dias que você pode passar na vida. Toda a cadeia da montanhas da Pedra do Sino ficam de frente para nós. A navegação também é mais complicada, presenciamos alguns grupos perdidos (geralmente pessoas sem experiencia ou fanfarrões).
      A cada descida uma subida maior esperava do outro lado, mas tinha-mos a certeza que o visual depois da ascensão e durante a próxima descida seriam ainda mais incríveis. Foram cerca de 8 km, caminhamos por 6 morros (Morro do Açú, Morro do Marco, Morro da Luva, Morro do Dinossauro, Pedra da Baleia e Pedra do Sino), é nesse trecho também que ficam os obstáculos mais difíceis (Elevador, Lajão, Grotão e Cavalinho). Eu particularmente me apaixonei pela pedra conhecida como Garrafão, talvez seja a lembrança que ela me traz que tenha me conquistado. Foi um dia realmente incrível e às 17h novamente chegamos no Abrigo. Ainda tive tempo de tomar um banho frio numa tarde de 4º C. Leia mais aqui



       
      Dia 3, uma corridinha para encerrar a travessia.🏃‍♂️
      Levantei com o escuro e subi novamente na Pedra do Sino contemplar a sinfonia de Apolo ao empurrar seu Astro sobre as montanhas.
      Saímos do abrigo às 07:15, a partir daí só descida praticamente uma trilha bem relax, com a oportunidade de avistar Teresópolis de cima, o Morro da Caledônia e os Três Picos no horizonte. De brinde uma vista por entre as montanhas da Granja Comari, onde um dia já treinou uma seleção de dar medo. Chegamos na barragem às 11:00 fizemos a trilha suspensa e conhecemos o encanto (Cachoeira Peri e Ceci) onde nasceu uma obra prima nacional: "O Guarani". Deixei a tralha no carro e tomei a trilha para o mirante do cartão postal, logo na entrada li que tinha 1.200 m, e eu com pressa; ainda tinha 1.110 km de rodovia até a casa. Não deixei me abalar, liguei a Go Pro e saí em disparada, em 15 min estava de frente para a formação que encantou os portugueses. Mais 15 min estava novamente no carro, exausto agora.




      Reuni tudo, dei uma parada para repor as calorias e às 14:00 rumava novamente para o Paraná, dessa vez tive de dirigir sozinho por 16h. 06:30 do dia 24 de julho eu deligava o carro com aquela sensação de euforia, sinônimo de missão cumprida, só no aguardo da próxima. Leia o relato completo aqui.
       
    • Por Douglas laurentino
      Ola pessoal tudo bom, eu to para entrar de ferias e queria viajar aqui no Brasil mesmo. Tenho uma ideia de algumas rotas, Região sul, Sudeste(Sp no caso) e Nordeste por ultimo se rolar, como ja disse estou para entrar de férias mas não sei muito bem como, começar ou fazer? quais dicas de rotas, locais, hoteis baratos ou campo se for seguro essas coisas?

    • Por Allgusto César
      Boa tarde colegas de mochila!!
      Em Outubro estarei voltando ao RIO, minha segunda vez na cidade maravilhosa, e meu segundo Rock in Rio!!
      Dessa vez estou indo com o modo econômico ativado, mas pretendo conhecer bastante lugares pois não voltarei lá tão cedo(não antes de rodar o restante desse brasilzão!)
      Por isso não irei repetir os lugares que já fui, e montei um pré roteiro de 6 dias..
      Será que cês podem me dar dicas de algo pra mudar, acrescentar ou tirar do roteiro? Além disso, eu quero fazer a trilha da Pedra do Telégrafo, mas não sei bem onde encaixar nesse rolê, porque é bem longe de onde vou ficar! Confiram aí! :))
       
      Dia 03/10 Quinta:  Parque Municipal das Ruínas, Escadaria Selarón, Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio, Ilha do Fiscal, Aquario e a noite os Bares na Lapa
      Dia 04/10 Sexta: Descansar, tomar uns litrão, me organizar pro evento e depois ir pro Rock in Rio 
      Dia 05/10 Sábado: Praias Leblon e Ipanema com por do sol na pedra do Arpoador e a noite os Bares da Lapa
      Dia 06/10 Domingo: Aldeia das Águas Resort(Dia inteiro), Bares da Lapa a noite
      Dia 07/10 Segunda: Parque Lage, Jardim Botânico, Cachoeira do Horto, Vista Chinesa e por do sol na mureta da Urca
      Dia 08/10 Terça: Um pulo em Niterói(Caminho Niemayer, Museu de Arte Contemporânea e Parque da Cidade) antes do Check-out e depois um Cinema e Bar antes de ir embora

      Eu vou de Mariana-MG pra BH e de lá vou de Buser (DE GRAÇA) pro Rio, e vou ficar hospedado no Massape Rio Hostel, no Centro. E a volta também vai sair de graça com o Buser! (Pra quem ainda não conhece esse app de fretamento coletivo de ônibus, cadastra lá: https://www.buser.com.br/convite/viajafree)

      Desde já agradeço ao que vierem a compartilhar experiências!! Depois da viagem eu volto pra contar comé que foi! Abraço e muitas viagens pra geral!

       


×
×
  • Criar Novo...