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MauroBrandão

El Chaltén - Guia de Informações

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[info]Este tópico é um Guia que está sendo construido com informações de viagens realizadas pela equipe do site e também com informações de usuários que foram postadas nos fóruns relacionados ao tema aqui no Mochileiros.com.

Este guia é atualizado periodicamente.

 

O Mochileiros.com é uma fonte gratuita de informações para viajantes de língua portuguesa e a contribuição de todos os membros é muito importante.

 

Veja como contribuir :

1- Faça perguntas ou deixe suas dicas no Tópico El Chalén - Perguntas e respostas[/info]

 

20111205074308.jpg

 

[t1]El Chaltén[/t1]

Capital do Trekking da Patagônia Argentina

 

El Chaltén, localizado na Provincia de Santa Cruz, é o povoado mais jovem da Argentina. Foi fundado em 12 de outubro de 1985 como posto fronteiço com Chile, em épocas de constantes disputas pela região do Lago del Deserto. Somente em 1987 começou a receber habitantes provenientes de todas as partes da Argentina, atraídos por incentivos dados pelo Governo, interessado em povoar a região.e

 

O nome, "Chaltén", vem da lingua dos antigo povo Tehuelches, habitantes primitivos da região, e significa "Montanha que solta fumaça", facilmente compreendido ao se contemplar a principal atração da região, o Monte Fitzroy, também chamado de Cerro Chaltén.

 

O povoado é o único cujo o território totalmente inserido no Parque Nacional de Los Glaciares, na seção Norte (Lago Viedma). É conhecida como a Capital do Trekking da Patagônia Argentina, atraíndo inúmeros aventureiros atraídos pela beleza e pelo desafio oferecido pelo Monte Fitzroy e por seu vizinho, Cerro Torre, que figuram entre as escaladas mais dificeis do mundo. As duas montanhas são o principal destino dos visitantes de El Chaltén; mas a cidade oferece outras atrações, como lagos e glaciares.

 

O turismo é a principal atividade da cidade - fora de temporada, isto é, durante o inverno, sua população não ultrapassa os 600 habitantes.

 

[linkbox]http://www.elchalten.com/'>http://www.elchalten.com/[/linkbox]

 

este link praticamente consta tudo sobre Chaltén, Hotéis e pousadas, restaurantes, aluguel de equipamentos, transportes e passeios.

http://www.elchalten.com

 

Informações sobre caminhadas em Chaltén

http://www.elchalten.com/'>http://www.elchalten.com/esp/actividades/caminatas.php

 

Site para verificar o estado das estradas

 

http://www.vialidad.gov.ar/partes/index

 

[t1]Quando ir?[/t1]

 

O melhor período para conhecer não só El Chaltén, mas a Patagônia Austral como um todo, fica entre os meses de Outubro e Maio. Final da Primavera e durante todo o Verão, as temperaturas são mais amenas , tornando principalmente Dezembro, Janeiro e Fevereiro os meses mais cheios. Entre Março e Maio, voltam a predominar temperaturas mais baixas, grande nebulosidade e nevascas.

 

Fora desse período, as nevascas são constantes e as temperaturas extremamente baixas, o que dificulta - ou mesmo impede - qualquer possibilidade de realizar as principais atividades que a cidade tem para oferecer. Além disso, fora de temporada, quase tudo estará fechado e os ônibus ligandos El Chaltén à outras localidades são raros.

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Links informativos de preços

http://interhabit.com.br/el_calafate/passeios_330.htm

 

[t1]Como Chegar?[/t1]

 

Seja de carro, ônibus ou excursões contratadas, o único caminho para chegar ou sair de El Chálten é através da RP23, que começa na RN40 (ambas pavimentadas), próximo a Calafate e termina no Lago del Deserto.

 

El Chaltén fica a 216km de El Calafate, que é onde fica o aeroporto mais próximo. O tempo médio de viagem é de 3 horas e meia entre as cidades.Há linhas de ônibus regulares de/para Calafate e para Rio Gallegos. Durante a alta temporada - janeiro e fevereiro, principalmente - tambem se encontram algumas opções de transfers particulares (minibus, vans e 4x4) para outras cidades, como Puerto Madryn, Los Antiguos, Perito Moreno e para o Aeroporto de Calafate, mas dependem de haver pessoas suficientes interessadas. Os hostels e hotéis da região são o melhor local para obter informações a respeito de opções para esses transportes alternativos.

 

As empresas não realizam reservas de passagem antecipadas. É possivel, porém, comprar passagens ida&volta com a data de retorno em aberto, porém é necessário confirmar embarque com um dia de antecedencia e durante a alta temporada, a volta fica restrita a disponibilidade de lugares. Pode-se fazer consulta de passagens, preços, horarios e compra online de passagens através de sites como o http://www.plataforma10.com (site de venda de passagens com diversos destinos e empresas argentinas).

 

[li=Empresas e Horários][t3]De Calafate[/t3]

ChaltenTravel http://www.chaltentravel.com

Onibus diários. De Dezembro a Fevereiro, tem 3 horários (8h00 ; 13h00 ; 18h30). Média de preços de passagem AR$90,00 (ida OU volta) em ônibus executivo. Descontos para pagamento em dinheiro.

 

Cal Tur http://www.caltur.com.ar

Onibus diários. De Dezembro a Fevereiro, tem 3 horários (8h30 ; 13h30 ; 19h00). Média de preços de passagem AR$90,00 (ida OU volta) em ônibus executivo. Descontos para pagamento em dinheiro e contratação em conjunto com hospedagem (Hostel Pioneiros del Valle ou Hotelaria FitzRoy).

 

Taqsa / Marga http://www.taqsa.com.ar

Onibus diários. De Outubro a Março, tem 2 horários (7h00 ; 14h30 ;20h30). Média de preços de passagem AR$75,00 (ida OU volta) em micro-ônibus executivo.

SOMENTE EM JANEIRO/FEVEREIRO: Calafate x Chalten 00h30 ; AR$70,00

 

[t3]de Rio Gallegos[/t3]

Trans Patagonia Servicios - TPS

Linha regular. Chaltén x Rio Gallego - Segundas e Quintas, 03h00; Rio Gallegos x Chaltén Média de preços de passagem AR$140,00 (ida OU volta) em micro-ônibus. A venda de passagens é feita na Oficina da empresa, no Terminal de Onibus de Calafate, de Quinta a Domingo, das 17h as 21h.

Preços de Nov/Dez de 2011

 

[t3]Outros[/t3]

Walk Patagonia http://www.walkpatagonia.com - Transfers Particulares

Ema Transfers e Remis http://www.elchalten.com/ematransfers/index.php - Transfers Particulares[/li]

 

Há a alternativa de alugar um carro - somente em Calafate - mas a estrada demanda atenção do motorista, os ventos são muito fortes em alguns trechos da estrada.

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[t1]Onde Dormir?[/t1]

 

[align=center]20111205081512.JPG[/align]

 

A cidade é super pequena, mas mesmo assim tem hospedagens de qualidade. Durante a alta temporada, é recomendável checar disponibilidade de vagas - principalmente no caso de hospedagens ligadas a agencias de turismo que vendem pacotes desde Calafate.

 

Boa parte dos Hostels e Albergues na cidade não oferecem café da manhã e não tem micros disponíveis para acesso a internet, apenas Wi-Fi. Ao fazer a reserva ou confirmar hospedagem , questione qual a estrutura é oferecida.

 

Condor de Los Andes (rede HI) http://www.condordelosandes.com/

Pioneros del Valle http://www.caltur.com.ar/pioneros/hostel.html

El Rancho Grande http://www.ranchograndehostel.com/index.asp

La Cima http://www.hospedajelacima.com.ar/

 

Bed&Breakfast e Hoteis

Hosteria Sir Tomas http://www.sirthomas.com.ar/

Hosteria Cabanas Austral http://www.cabaustral.com.ar/

Hosteria Fitzroy http://www.caltur.com.ar/fitzroy/hosteria.html

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[t1]Principais Atrações[/t1]

 

Trekkings e Escalada são as principais atividades em El Chaltén. Mas para quem deseja outras atividades, além das montanhas, existem também belos glaciares e lagos a serem visitados.

 

[t3]Fitzroy[/t3]

 

20111228141136.JPG

 

Cerro Fitzroy, ou Cerro Chaltén, como também é conhecido, possui 3.375 metros de altitude no seu ponto mais alto, sendo que 1.951 são de proeminência. O maciço do Fitzroy e toda a crista da região fazem parte da Cordilheira dos Andes, marcando a fronteira natural entre o Chile e a Argentina.

 

O nome "Montanha que solta fumaça" (Chaltén, na lingua Tehuelches) é facilmente compreendido ao se observar o vento varrendo constantemente as nuvens e o gelo acumulado em seu cume. Foi rebatizado pelo explorador Perito Moreno em homenagem a Robert FitzRoy, cartógrafo e capitão do HMS Beagle, navio que levou Charles Darwin em sua viagem ao redor do mundo. O enorme monólito de granito se ergue imponente nesta cadeia de montanhas, cercadas pelos vales Rio Fitzroy, ao sul; Rio Blanco, ao leste; e Rio Electrico ao norte e os diversos glaciares que compõem o gigantesco Campo de Hielo Continental Sur

 

Apesar de possuir menos da metade da altura dos mais desafiadores montes da Cordilheira do Himalaia, o Fitzroy figura entre um dos maiores desafios para os escaladores do mundo todo. Além de suas paredes verticais requerem técnicas de escalada impecáveis, o inconstante e traiçoeiro clima patagônico corrobora para torná-lo a montanha mais temida do mundo. Supondo-se que cem pessoas escalem com sucesso o Monte Everest por dia, apenas uma conseguiria retornar do cume do Cerro Fitzroy com sucesso por ano.

 

Porém, nem só de escaladores é composta sua legião de fãs: fotografos, caminhantes e toda a sorte de turistas são atraídos por sua aparência fantástica. Em sua base, compondo seu principal mirante, está localizada a Laguna de Los Três, acessivel por trilha demarcada, a aproximadamente 3h de caminhada desde o povoado de El Chalten.

 

[t3]Cerro Torre[/t3]

 

20111228143544.jpg

 

Enquanto o Fitzroy impressiona por sua imponência, seu vizinho do vale a sua esquerda, Cerro Torre, se impõe por sua beleza e singularidade. De uma verticalidade absurda e formas quase simétricas, os 3102m de altitude do Cerro Torre são o ponto mais alto de um conjunto de quatro esbeltas "agulhas" de granito praticamente enfileiradas em sua sequencia (Torre Egger, Punta Herron, e Cerro Stanhardt), formando um dos complexos de montanhas mais belos do mundo.

 

O Cerro Torre também foi inspiração para o filme Scream of Stone (traduzido como No Coração da Montanha) de 1991, dirigido por Werner Herzog.

 

Seu principal mirante está localizado ao fundo do vale do Rio Fitzroy, junto da Laguna Torre.

 

[t3]Glaciar Viema[/t3]

 

20120109165942.jpg

 

O Glaciar Viedma é o maior da Argentina, com uma superfície de 978 Km quadrados fluindo diretamente do Gelo Patagônico Sul até o Lago Viedma. Sua parte frontal possui aproximadamente 40 metros acima do nível do lago e sua nascente está situada no coração do campo de gelo, entre 1.500 e 2.200 metros acima do nível do mar.

 

Apesar de ser menor e ter um gelo mais "escuro" que seu primo famoso de Calafate, o Glaciar Viedma atrai inúmero aventureiros. Além de caminhadas sobre o gelo (como no Mini-Trekking e Big Ice no Glaciar Perito Moreno), suas altas paredes com fendas permitem a prática de treinamentos de escalada em gelo (Ice Climbing). Para quem não é afeito a passeios com tanta emoção, existem tambem excursões de navegação no lago. Além disso, os preços cobrados pelas atividades em gelo no Viedma são bastante atrativos quando comparados aos valores das atividades no Perito Moreno.

 

Para chegar ao Glaciar é necessário atravessar o Lago Viedma usando um transfer marítmo, saindo da Bahia Túnel.

 

[t3]Lago del Deserto e Glaciar Huemel[/t3]

 

(em construção)

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[t1]Opções de Trilhas e Caminhadas[/t1]

 

[t3]Parque Nacional de Los Glaciares - Sector Norte[/t3]

Como dito acima, a Cidade de El Chalten está totalmente dentro dos Limites do Parque Nacional de Los Glaciares- Setor Norte. Isto significa que ao entrar na cidade, seja de ônibus, carro ou bicicleta, é obrigatoria a parada no Centro de Informações do Parque.

 

Lá, os Guarda-Parques realizam uma pequena palestra (em espanhol ou inglês), explicando também, de forma muito clara, o que é permitido e proibido fazer no parque. Cada visitante tambem recebe, gratuitamente, um mapa do parque, com todas as opções de caminhada, o tempo de duração e o grau de dificuldade.

 

Apesar de ser bem simples e não contemplar todas as trilhas na região de El Chaltén (há trilhas fora da area do parque, que nao aparecem neste mapa), as informações nele são bastante claras e de fácil entendimento, sendo bastante útil para se orientar. Mapas mais detalhados e em escala podem ser adquiridos na cidade - custo médio de AR$15,00 a AR$20,00, sendo o principal deles a imagem do Link indicado abaixo. No Parque também se obtém a previsão climática dos próximos dias, força dos ventos e condições das trilhas.

 

Não é cobrada entrada para acessar as trilhas do Parque Nacional em El Chalten. Isso torna ainda mais admirável o nível de organização do parque e o trabalho de conservação e sinalização das trilhas. Colabore com isso, obedecendo as regras explicadas pelos Guarda-Parques: recolha seu lixo, voltando com ele para a cidade; evite aliviar necessidades físicas próximo a fontes de água, não faça fogueiras.

 

[li=Cachorro? Não...]Sim, El Chaltén pode ser um lugar interessante para seu amigo canino - mas lugar de cachorro é na cidade, não nas trilhas.

 

A região é um dos poucos lugares onde, eventualmente, se avista o Huemul, uma espécie de cervo sul andino quase em extinção. Esses animais são de natureza lenta, extremamente assustadiços e passíveis de ferimentos causados por quedas em fugas e que são mortais para a espécie. Para tentar dar melhores condições de vida aos Huemuls, é proibido o acesso de cães nas trilhas.

 

A cidade tem um sem-número de cães vadios - e extremamente simpáticos. Os Guarda-Parque apelam para que se evite permitir que estes cães os sigam pelas trilhas, eles tem sido o principal inimigo natural dos poucos Huemuls existentes.[/li]

 

 

[t3]Mapa[/t3]

É dificil achar bons mapas de Chalten pela net... o melhor mapa é esse aqui, que o usuário rlciq postou:

MAPA GRANDE: upload/galeria/fotos/20111212232157.jpg

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Como chegar

 

jc, preços e horários de março/2005:

 

Empresa Caltur:

Calafate - El Chaltén 7:30 e 18:30

Chaltén - Calafate 6:00 e 18:00

 

Empresa Los Glaciares:

Calafate - Chaltén 8:00 e 18:00

Chaltén - Calafate 06:00 e 18:00

 

Há ainda as vans da Chaltén Travel e um ônibus da Taqsa que, além dos horários tradicionais, fazem Calafate - Chaltén as 02:30.

 

http://www.interpatagonia.com/elchalten/

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[creditos]por trotatorres » Qua Nov 03, 2004 10:32 am[/creditos]

 

 

 

ROTEIRO EL CHALTEN:

 

Dia 1:

Caminhada desde o povoado até a ponta sul do lago do Desierto, (el chalten está ao sul da lagoa), ou mesmo uma carona, haja vista que são 37km de estrada de rípio...hehe.

Pernoite no camping privado, que é o único local permitido de acampamento no local.

 

Dia 2:

Caminhada nos arredores da zona, glaciar Huemul, 1h de caminhada.

 

Dia 3:

Caminhada até a punta norte do lago, pernoite no posto fronteiriço da Gendarmeria Argentina, 5h de caminhada.

 

Dia 4:

Caminhadas pela zona, lagoas e glaciares e fronteira com o Chile, ainda não definido realmente o que conhecer ai.

 

Dia 5

Retorno a punta sur

 

Dia 6

Caminhada de retorno em direção a el Chalten, no km 24 entrada em direção ao acampamento piedra del Fraile, pernoite ai.

 

Dia 7:

Caminhada em direção ao glaciar Marcone e lago elétrico, pernoite no mesmo acampamento.

 

Dia 8:

Piedra del Fraile ao acampamento Poincenot, base do fitz Roy

 

Dia 9:

Subida a laguna de los três , pernoite no mesmo acampamento

Dia 10:

Descanso ou ida ao acampamento de Agostine, base do cerro torre.

 

Dia 11:

Descanso e caminhadas curtas pela zona do lago torre

 

Dia 12:

Retorno ao povoado, descanso e cia...

 

Dia 13:

Caminhada em direção a laguna del Toro, averiguar se vamos ir e voltar ou pernoitar lá.

 

Outros dias livres, - podendo ser divididos no meio das caminhadas anteriores para descanso, descidas ao povoado para compra de comida, etc...

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[creditos]por trotatorres » Qui Mar 24, 2005 6:32 pm[/creditos]

 

 

 

ROTEIRO EL CHALTÉN CINCO DIAS

 

DIA 1

 

Tente chegar de carona até a ponto do Rio Eléctrico, pela ruta 23, daí caminhe 2h até o refugio / camping PIEDRA DEL FRAILE, é um lugar simplesmente especial, mágico! Ali vc paga para acampar, 10 pesos a noite, haja vista que é um zona privada.

Se chegou cedo e ainda tiver pernas, e principalmente se o clima estiver bom, suba até o "paso del cuadrado" a trilha começa nos arredores do refúgio, pergunte ao administrador do refugio onde é, vc vai chegar até a cara noroeste do Fitz Roy e do Mermoz, é de tirar o fôlego! A trilha começa demarcada e sempre pra cima, sem descansar, depois de um ou uma hora e meia vc chegará a uma planície , siga para cima, há uma picada demarcada, depois disso é só morenas glaciares, é só seguir as "PIRCAS", que são montículos de pedras, dispostas uma em cima das outras, vai subir e subir e subir, quando chegar ao "paso" vc saberá, uma grande pedra quadrada e na sua base um bivac de pedras.

 

DIA 2

Ida ao paso do cuadrado se não foi no dia 1

 

DIA 3

Piedra del fraile - acampamento poincenot(base do fitz roy, cara leste)

Caminhe de volta a estrada, siga de volta para el chalten por alguns kms e vc chega a hosteria el pilar, dali começa uma trilha que te levará até o poincenot, são mais ou menos 3h desde a hosteria el pilar.

 

DIA 4

 

Subida até a laguna de los três( bem na base do Fitz roy, poincenot e saint Exupéry) e retorno ao acampamento poincenot( onde pernoitou).

 

DIA 5

 

Caminhada desde o acampamento poincenot até o acampamento de agostine, base do cerro torres, via laguna madre e hija, creio que são 4h de caminhada.

 

DIA 6

 

Retorno ao povoado de el chalten e descanso

 

DIA 7

 

Subida ao monte "loma del pliegue tumabado" - na minha opinião essa é a caminhada mais bonita do parque, vc chega ao topo de uma inda montanha, sem qualquer dificuldade técnica, somente caminhando mesmo, e de lá vc tem uma ESPETACULAR VISTA PANORAMICA!!!!!!!!!!!!!! CERRO TORRE E FITZ ROY EM UMA ÚNICA VISTA! Todo o lago viedma, vale do rio de las vueltas, tudo, tudo, impedivel!

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Olá!

 

Cá estão as distâncias dos senderos de El Chalten.

(recortei do mapa que a gente pega no Centro de Visitantes. Infelizmente é grande demais e meu scanner não deu conta... tsc)

 

Luciana

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    • Por Alan Rafael Kinder
      Bom dia,
      Eu sou o Alan, e este é meu primeiro post aqui no mochileiros.com.
      Estou recorrendo a vocês pois tenho uma dúvida a respeito das geleiras na região patagônica de El Calafate e El Chaltén.
      Estarei indo passar 03 dias em El Calafate e 05 em El Chaltén em Fevereiro de 2020 (verão, em um pequeno grupo de 03 pessoas), fiz diversas consultas pela internet sobre esse assunto e aparentemente tudo leva ao Perito Moreno, administrado pela Hielo Y Aventura. Em outros casos, algumas notícias antigas falam do Glaciar Viedma, todavia parece que não é mais possível caminhar sobre esta geleira.
      Nós realmente gostaríamos muito de ter essa experiência, porém o site da Hielo Y Aventura nem tem agenda livre ainda para fevereiro de 2020, e o valor atual por pessoa ultrapassa R$ 1.000,00 no Big Ice (que é a oferta que mais se aproxima de nosso interesse).
      Minha pergunta é, existem outras opções com outros valores nessa região (até mesmo em outras cidades próximas, não mais de 300 km de distância) ou até mesmo a possibilidade de caminhar sobre uma geleira de forma autoguiada e sem custos?
      Quando montei o roteiro dessa viagem, a alguns meses atrás, o valor do Big Ice era menor que R$ 800,00, e esse aumento realmente ficou chato, por isso estou procurando alternativas.
       
      Agradeço muitíssimo qualquer colaboração, e se vocês tiverem qualquer dica sobre esse assunto, eu ficaria muito feliz em recebê-la!
    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
      O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.
      Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).
      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por robertodebona
      Saudações mochileiros,
      Voltamos recentemente de um trekking de dezoito dias pela Patagônia (El Calafate, El Chaltén e Circuito W em Torres del Paine) e deixarei aqui um breve relato sobre a viagem.
      Falarei um pouco sobre o que levar, quais os lugares que visitamos e outras dicas sobre o nosso planejamento. Espero que, de alguma forma, a leitura possa ajudar / inspirar vocês no planejamento de um mochilão pelo Chile e pela Argentina.
      Boa leitura!
       
      Itinerário:
      07/01 – El Calafate
      08/01 - Deslocamento até El Chaltén.
      09/01 - El Chaltén
      10/01 - El Chaltén
      11/01 - El Chaltén
      12/01 - El Chaltén
      13/01 - El Chaltén
      14/01 - El Chaltén
      15/01 – El Chaltén
      16/01 - Deslocamento El Chaltén – El Calafate - Puerto Natales
      17/01 – Puerto Natales
      18/01 – Torres del Paine
      19/01 - Torres del Paine
      20/01 - Torres del Paine
      21/01 - Torres del Paine
      22/01 - Saída do Parque. Volta a Puerto Natales
      23/01 – Deslocamento Puerto Natales – El Calafate
      24/01 - El Calafate (minitrekking)
       
      Sobre a viagem:
      Embora muitos preferem conhecer a Patagônia de carro, moto, bicicleta, trailer…, esse tipo de viagem infelizmente demanda tempo de deslocamento e geralmente é feita por quem tem mais tempo para viajar. No nosso caso, tínhamos vinte dias e optamos por viajar de avião até El Calafate, fazendo conexão em Buenos Aires.
      Alguns preferem visitar a Patagônia vindo de avião pelo Chile, a partir de Santiago e depois Punta Arenas, mas, pelas pesquisas que fizemos, o preço da passagem aérea pela Argentina estava mais em conta. Como o valor das passagens costuma mudar, sugiro pesquisar as passagens pelos dois países.
      Planejando a nossa viagem, optamos por priorizar as cidades de El Chaltén e o Circuito W de Torres del Paine, principalmente porque são os lugares onde estão as trilhas mais conhecidas da Patagônia (apesar de haver vários outros lugares não tão famosos entre os mochileiros e que são tão bonitos quanto). Também reservamos dois dias em El Calafate e decidimos deixar Ushuaia para um outro momento.
      Como a nossa programação era acampar durante parte do roteiro, compramos os itens essenciais para a viagem ainda no Brasil, merecendo destaque para:
      - Barraca resistente ao vento: compramos uma Quickhiker 3 da Quechua, a qual suportou o vento da Patagônia, apesar de termos sentido frio em dois dias acampados. Não é a barraca mais indicada para esse tipo de lugar, mas ela tem uma boa relação custo-benefício;
      - Bastões de caminhada: fundamentais para quem vai caminhar por terrenos íngremes com aproximadamente quinze quilos nas costas;
      - Saco estanque: usamos ele para enchê-lo de água quando estávamos acampados, não precisando se deslocar toda hora até o rio para buscar água potável;
      - Roupas de frio e resistente ao vento.
      Sobre dinheiro, trocamos reais por pesos argentinos ainda no Brasil e levamos todo o nosso dinheiro em espécie (usamos o cartão apenas para reservar os hosteis). A maior parte da quantia que levamos já era em pesos argentinos, sendo que deixamos para comprar pesos chilenos apenas quando chegamos em Puerto Natales.
      A conversão foi de aproximadamente:
      AR$ 1 = R$ 0,15
      R$ 1 = CLP 180
      Dia 07 de Janeiro – El Calafate:
      Pousamos em El Calafate às 12:30 e pagamos AR$ 180 cada um no transfer do aeroporto até o nosso hostel.
      A cidade conta com diversos hostels e nos hospedamos no Nakel Yenu.
      Logo que chegamos na recepção e fizemos o check-in, o recepcionista quando soube que iríamos acampar nos ofereceu três cartuchos de gás para acampar que outros viajantes tinham deixado no hostel. Ele nos disse que é normal que os viajantes quando terminam seus acampamentos decidem não levar parte dos equipamentos que sobraram da viagem e acabam deixando na recepção. Como ainda não tínhamos comprado cartucho de gás para o nosso acampamento, acabamos aceitando dois dos três cartuchos que o recepcionista nos ofereceu e já economizamos alguns pesos argentinos logo no começo da viagem (fica a dica para aqueles que forem acampar: pesquisem na recepção do hostel se tem algum cartucho de gás sobrando).
      Feito o check-in, compramos nossa passagem de ônibus para El Chaltén para o dia seguinte (AR$ 600 por pessoa), fomos caminhar pelo centro da cidade e aproveitamos para passar no mercado comprar o que faltava para viagem.

       
      Dia 08 de Janeiro – Deslocamento para El Chaltén e caminhada até o mirador do Fitz Roy e Laguna Capri
      Saímos às 08:40 de El Calafate rumo a El Chaltén. O bom da viagem é que ao longo do trajeto de ônibus você já tem um pouco da noção das paisagens que vai encontrar quando chegar.
      Antes de desembarcar na rodoviária, o ônibus fez uma parada no centro administrativo do Parque, onde recebemos algumas recomendações sobre as trilhas.
      Ônibus chegou na rodoviária às 11:50, saímos procurar hostel e acabamos ficando no hostel Lago del Desierto por AR$ 320 por pessoa.
      Como tínhamos a tarde inteira livre, decidimos fazer uma caminhada por um trajeto que não estava incluído no nosso roteiro de acampamento e fomos até o Mirador Fitz Roy. Esse é um dos trajetos para quem vai até a Laguna de los Tres (base do Fitz Roy) e a trilha tem início onde termina a área urbana de El Chaltén.
      Nesse trajeto, os dois primeiros kms são de uma subida bastante íngreme, o que, em compensação, fornece um bom visual da cidade e das montanhas ao redor dela. Passados esses kms iniciais, a trilha se mostra menos inclinada e a caminhada começa a render mais. O mirador possui uma vista muito boa e já dá uma noção para o mochileiro da paisagem que ele vai encontrar pela frente. Continuamos nossa caminhada até a bifurcação que vai para a Laguna de los Tres e pegamos a esquerda indo em direção à Laguna Capri (a ida até a base do Fitz Roy estava programada para outro dia). O visual da Laguna Capri também é muito bom, mas se tivesse que escolher entre ir ao Fitz Roy passando pelo Mirador ou pela Laguna, eu escolheria o primeiro por fornecer uma vista panorâmica bem maior que a da Laguna Capri.
      Após quatro horas e meia de caminhada e 10 kms percorridos, estávamos de volta à cidade com uma boa noção do que nos esperava (em questão de trilha e vento) para os próximos dias.
      Tempo de caminhada: 4:30.
      Distância: 10 km com a mochila pequena.
      Desnível: 350 metros.


       
      Dia 09 de Janeiro – Laguna Torre e Camping Agostini
      Apesar de termos acordado cedo, o tempo em El Chaltén geralmente amanhece nublado e não costuma melhorar antes das dez horas da manhã. Com isso, tomamos nosso café com calma, fizemos o check-out do hostel (como tínhamos alguns itens que não usaríamos nos acampamentos, o hostel permitiu que deixássemos parte de nossa bagagem no depósito deles) e iniciamos a trilha às 11:00.
      O destino do dia era a Laguna Torre e dormir no Camping Agostini, trajeto esse que se inicia em El Chaltén, tem 10,5 kms de distância e que fizemos em quatro horas e meia de caminhada. O trecho inicial da caminhada é inclinado até o Mirador Cerro Torre, sendo que volta a ficar mais plano da metade do trajeto em diante. Em compensação, apesar de ser uma caminhada que demanda certo esforço físico, o visual compensa: ao longo da caminhada você terá uma boa visão das montanhas e do rio Fitz Roy que corre lá embaixo e também, nos últimos kms de caminhada, atravessará um bosque com uma típica paisagem patagônica.
      Chegamos no camping às 15:30 e, depois de montada a barraca, caminhamos mais dez minutos até chegarmos à Laguna Torre. Apesar de um vento bastante forte, o visual que se tem vale a pena.
      Após um tempo contemplando a paisagem do lugar, decidi caminhar mais 5 kms (ida e volta) por uma trilha inclinada e não muito bem demarcada e ir até o Mirador Maestri, onde se tem uma visão panorâmica das montanhas e principalmente do Glaciar Grande. A paisagem, sem dúvida, não é melhor do que aquela que encontramos ao longo do dia, mas, caso você não esteja cansado da trilha até a Laguna Torre e tenha tempo de sobra, é uma caminhada de uma hora e quarenta minutos que recomendo.
      Tempo de caminhada: 04:30 até o Camping Agostini + 01:40 até o Mirador Maestri.
      Distância: 10,5 kms até o Camping Agostini com a mochila grande + 5 kms até o Mirador com a mochila de ataque.
      Desnível até a Laguna Torre: 250 metros.




       
      Dia 10 de Janeiro – Camping Agostini – Laguna Madre e Hija – Camping Poincenot:
      Comentando um pouco sobre os campings de El Chaltén: os três campings (Agostini, Poincenot e Capri) são gratuitos e você não precisa pedir permissão / preencher algum documento para acampar nesses lugares, basta chegar, escolher o melhor lugar e montar sua barraca. A estrutura é bem simples: os campings são localizados dentro de bosques para proteger melhor do vento, possuem um banheiro químico e rios com água potável a poucos metros de distância, nada muito além disso.
      Nossa primeira noite acampando foi de muito frio. Apesar de ser verão, a temperatura a noite atingiu aproximadamente zero graus e não foram poucas as vezes que tivemos que acordar para colocar uma peça de roupa a mais (nada que não estava dentro do esperado para uma viagem à Patagônia). Com relação à barraca, ela aguentou bem o vento que fez de noite e, apesar de não ser tão resistente ao frio e à chuva, mostrou ter uma boa relação custo/benefício.
      Nesse dia, acordamos às 07:30 e mais uma vez o tempo não se mostrava propício para iniciarmos nossa caminhada tão cedo. Assim, fizemos nosso café e desarmamos o acampamento sem pressa e só iniciamos nossa caminhada às 10:00.
      A caminhada se iniciou percorrendo o trajeto que fizemos no dia anterior, até a bifurcação entre a trilha que vai em direção às Lagunas Hija e Madre e o trecho que passamos no dia anterior, que leva de volta à El Chaltén. Pegamos o primeiro trajeto e logo de cara uma subida razoavelmente íngreme e de aproximadamente uma hora de caminhada. Para quem está caminhando apenas com uma mochila de ataque talvez não é um grande desafio, mas o discurso muda quando você está levando quinze quilos de equipamento nas costas. Nessa hora, posso dizer que senti bastante a diferença de caminhar com bastões de caminhada. Em trechos inclinados eles se mostram uma boa ferramenta para os mochileiros e recomendo ele para quem for fazer esses trajetos, principalmente se for carregar todo o equipamento nas costas.
      Após esse primeiro trecho, deixamos a inclinação e a trilha em meio aos bosques para iniciarmos uma caminhada num trajeto mais plano e bastante aberto, trecho esse que margeia as Lagunas Madre e Hija e termina no Camping Poincenot. Posso dizer que a paisagem com as lagoas, o Fitz Roy ao fundo, somados com o dia de sol, nos proporcionou um dos melhores visuais de toda a nossa viagem.
      Depois que passamos pelo trecho que costeia as lagoas, o Arroyo del Salto continua acompanhando o mochileiro pela trilha até alcançar a bifurcação de quem vem da Laguna Capri e quem vai em direção a Laguna de los Tres. Pegamos o segundo trecho e depois de poucos minutos estávamos, às 15:20, no Poincenot.
      Barraca devidamente montada e saco estanque cheio de água mais uma vez, fizemos um carreteiro de charque e seleta de legumes para recompor as energias. O camping Poincenot fica próximo à subida que leva à Laguna de los Três, o que nos proporcionou um bom visual no final do dia.
      Tempo de caminhada: 05:20.
      Distância: 10,5 kms com a mochila grande.
      Desnível: 100 metros.

      Dia 11 de Janeiro – Poincenot – Laguna de los Tres:
      Como optamos por ficar mais tempo em El Chaltén e por termos sentido um pouco o cansaço dos três dias de caminhada, decidimos que dormiríamos mais um dia no Poincenot e que nesse dia faríamos apenas a subida até a Laguna de los Tres.
      Acordei um pouco depois das quatro da manhã e às quatro e meia iniciei minha subida à base do Fitz Roy para ver o nascer do sol, já que alguns mochileiros tinham comentado que o visual valia a pena. Coloquei minha headlamp e já no início da caminhada avistei ao longo da subida as luzes das headlamps de outros mochileiros, alguns quase no final do trajeto, o que indicava que eu provavelmente estava começando a caminhada com um pouco de atraso.
      Após caminhar quase quinhentos metros do camping, você chega numa cabana que os “guardaparques” costumam utilizar e ali se inicia a caminhada de um quilômetro até a base do Fitz Roy. Talvez essa tenha sido a caminhada mais exigente de todas, afinal é um quilômetro de trilha que é feito em aproximadamente uma hora e quinze minutos de caminhada num desnível de quatrocentos metros, ou seja, um trecho bastante inclinado num terreno com bastante pedra. Mesmo assim, fiz a caminhada no meu tempo, sem me apressar para chegar ao topo, caminhando no meu ritmo e sempre cuidando onde pisava. Com o passar o do tempo, a alvorada aparecia no horizonte e a claridade mostrou que já não era mais necessário o uso da lanterna para caminhar.
      Por volta das cinco e meia da manhã, com bastante vento e um clima que não parecia ser dos mais amigáveis, cheguei à Laguna de los Tres, procurei uma pedra para me abrigar do vento e aguardei o nascer do sol. Infelizmente o clima estava um pouco nublado e não pude ver o Fitz Roy naquele momento.
      Após vinte ou trinta minutos apreciando a paisagem, percebi que o clima realmente não estava disposto a colaborar naquela manhã (como falei, o tempo em El Chaltén costuma melhorar depois das dez da manhã, isso não é uma regra, mas na maior parte das vezes foi o que aconteceu) e com isso fiquei num dilema: esperar até o tempo melhorar ou então voltar para o camping e fazer uma segunda tentativa mais tarde. Percebi que o vento passou a soprar mais forte, o que no começo era uma garoa de leve começava a piorar e as nuvens negras davam a entender que vinha chuva pela frente, sem contar que, após o corpo esfriar da caminhada, a temperatura se mostrou outro inconveniente. Não tive escolha senão retornar ao camping.
      Depois de descansar mais um pouco na barraca e de um reforçado café da manhã, iniciamos nossa subida às onze horas da manhã. Fizemos o trajeto com várias paradas para descansar e depois de uma hora e quinze de caminhada estava novamente na Laguna de los Tres. A diferença do clima era gritante, o céu com algumas nuvens, mas sem nenhuma indicação de tempo ruim (na verdade, quase não dava para se dizer que aquele clima de chuva foi apenas a algumas horas atrás). Apenas o vento que tinha ficado ainda mais forte, o que fez com que muitos (inclusive nós) buscassem abrigo ao lado das pedras ou então ajoelhassem para não correr o risco de ser derrubado pelo vento (mais uma situação na qual os bastões de caminhada se mostraram indispensáveis).
      Ficamos mais de uma hora observando a paisagem. Além da Laguna de los Tres, o mochileiro pode caminhar aproximadamente cinco minutos a esquerda da lagoa onde encontrará outro ponto de observação o qual permite que se observe também a Laguna Sucia. Apesar do vento, o cenário vale a pena.
      Quando voltamos ao acampamento e estávamos quase dando os exercícios do dia por encerrados, eis que surge uma situação pela qual não esperávamos: todo o vento que pegamos lá em cima na base do Fitz Roy também passou pelo acampamento Poincenot e a nossa barraca, apesar de estar fechada, não conseguiu evitar que toda a poeira ao redor do camping entrasse dentro dela. O resultado: todos os equipamentos e roupas empoeirados, o que resultou em mais uma hora e meia limpando a barraca e lavando algumas roupas. Por sorte, muita coisa, inclusive a comida, estava bem fechada, o que nos rendeu um bom prato de macarrão com atum como janta antes que fossemos dormir.
      Tempo de caminhada: aprox. 01:15 até a Laguna de los Tres.
      Distância: 5,5 kms (duas subidas até a base do Fitz Roy) com a mochila pequena.
      Desnível: 400 metros.

       
       
      Dia 12 de janeiro – Poincenot – Hosteria Pilar – El Chaltén:
      Essa noite sim eu posso dizer que foi a noite mais fria de todo o mochilão. A temperatura facilmente alcançou zero graus, além do vento e de um pouco de chuva. Diferentemente da noite no camping Agostini em que, apesar do frio, o fato de termos colocado várias mudas de roupa ter sido o suficiente para dormirmos razoavelmente bem, nessa segunda noite no camping Poincenot não teve o que nos salvasse de uma noite de muito frio.
      Quando acordamos a chuva tinha dado uma trégua, o que nos permitiu “levantar” o acampamento e tomarmos um bom café da manhã. Contudo, foi só iniciarmos nossa caminhada rumo à Hosteria El Pilar que voltou a chover, não uma chuva forte, mas sim com muito vento e frio, a ponto de chover gelo fino durante parte do trajeto e até mesmo nevar, mesmo que por pouco tempo. Nessa hora uma boa jaqueta corta-vento, touca, capa de chuva e luvas impermeáveis fazem toda a diferença. Durante a caminhada, o tempo nublado não permitiu que avistássemos o Glaciar Piedras Blancas.
      Nosso objetivo nesse dia era caminhar até a Hosteria Pilar e, de lá, fazer a trilha que margeia o Rio Electrico e vai até o Camping Piedra del Fraile. Porém, após três dias acampando, uma noite mal dormida e com o tempo dando a entender que choveria por boa parte do dia, chegamos na Hosteria Pilar e optamos por chamar um transfer que nos levasse de volta até El Chaltén. Esperamos meia hora, dividimos (eu, meu pai e mais um casal de brasileiros) os AR$ 600 e depois de mais meia hora, estávamos em Chaltén. A trilha até Piedras del Fraile ficaria para outro dia.
      Aqui vai outra sugestão para quem vai para El Chaltén na alta temporada: se possível, reserve os hostels com antecedência. Sentimos isso na pele quando chegamos na cidade, fomos até o hostel no qual deixamos parte de nossa bagagem e fomos informados que não tinha vaga disponível. Nós não tínhamos feito reserva nesse dia porque nosso objetivo era ter ido até o Camping Piedras del Fraile mas, como imprevistos acontecem, tivemos que dar uma boa caminhada por El Chaltén até conseguirmos vaga no hostel La Comarca, próximo à rodoviária. Na verdade, o hostel tinha apenas uma vaga disponível, mas o recepcionista abriu uma exceção e disse que um de nós poderia dormir na sala de TV que tinha no hostel. A janta ficou por conta do restaurante Pancho Grande, que é um lugar com preço acessível e com uma janta considerável para quem caminhou bastante nos últimos dias.
      Outra informação: existem duas trilhas que levam ao Fitz Roy. Uma delas é a que começa pela cidade, passando pela Laguna Capri ou pelo Mirador Fitz Roy, chegando no camping Poincenot, enquanto que, para fazer a outra trilha, que sai da Hosteria Pilar, é necessário pagar por um transfer e se deslocar por pouco mais de meia hora. Ambas tem seus prós e contras: na primeira trilha a distância é um pouco maior e ela é mais íngreme, principalmente no início, em compensação, não é necessário pagar pelo deslocamento. Já a segunda trilha, o mochileiro vai gastar em deslocamento, mas, por outro lado, o nível de exigência é menor. Vai da escolha de cada um.
      Tempo de caminhada: não marquei o tempo, mas estimo que fizemos a caminhada do camping Poincenot até a Hosteria Pilar em pouco mais de duas horas.
      Distância: 7 kms com a mochila grande.

      Dia 13 de janeiro – Loma del Pliegue Tumbado:
      O objetivo desse dia foi fazer a trilha da Loma del Pliegue Tumbado, percurso que exige um pouco mais de preparo físico, uma vez que são dez quilômetros de ida e mais dez de volta, num trecho inclinado, com desnível de mil metros, ou seja, vá sem pressa e com bastante comida porque o dia será bastante longo.
      Saímos da cidade às 10:00 da manhã e retornamos às 17:30, ou seja, sete horas e meia de caminhada. O trajeto dessa trilha varia, inicia com um trecho de subida mais íngreme, depois mescla um pouco de caminhada dentro de bosques com terrenos de campos e com poucas árvores, mas sempre subindo, variando apenas a intensidade da inclinação. Por fim, o final da trilha passa a ser em terreno com pedras e chão batido. Depois de oito quilômetros de caminhada você chegará ao mirador Loma del Pliegue Tumbado, que tem uma vista panorâmica muito boa.
      Contudo, a melhor paisagem estará reservada àqueles que estiverem dispostos a caminhar os dois quilômetros finas da trilha. Esse último trecho de caminhada é feito por uma subida muito íngreme e com pouca sinalização. Minha sugestão é dar uma boa descansada no mirador antes de iniciar essa última parte. Depois, é só pegar a trilha, baixar a cabeça para não ver o quanto de caminhada terá pela frente e seguir no seu ritmo. O trecho é realmente cansativo de se fazer, mas o visual lá de cima vale a pena. Você estará a mil metros acima da cidade de El Chaltén e terá uma vista panorâmica de todo a região, avistando desde o Lago Viedma, até a cidade de El Chaltén ao fundo, Laguna Torre, Laguna Capri e as montanhas ao redor.
      Tempo de caminhada: 07:30 horas.
      Distância: 20 kms com a mochila de ataque.
      Desnível: 1000 metros.

      Dia 14 de Janeiro – Camping Piedra del Fraile e Lago Electrico:
      Agora sim, depois de sermos impedidos pelo tempo de continuarmos nossa trilha do camping Poincenot até o camping Piedra del Fraile no dia 12, saímos às 09:00 da manhã de El Chaltén, fomos até a estrada que dá acesso à trilha que vai até o Lago Electrico e, às 10:00, iniciamos nossa caminhada.
      Como sugestão, eu diria que essa trilha só deve ser feita depois que você já foi até a Laguna Torre, Laguna de los Tres e Loma del Pliegue Tumbado, ou seja, já tenha feito as três principais caminhadas de El Chaltén. Não que o visual dessa trilha não valha a pena, mas é aquele tipo de caminhada que a paisagem ao longo do percurso é que faz o passeio se tornar interessante e não o destino final. Ao longo do trajeto você caminhará num bosque que margeia o rio Electrico e que também permite que você veja as montanhas ao fundo. O terreno e a inclinação também são bem tranquilos, o que faz dessa trilha um passeio mais leve se comparado com as três principais trilhas de El Chaltén.
      São seis quilômetros e meio até o camping Piedra del Fraile. Esse camping está numa área particular, fora do parque, é pago e possui uma infraestrutura melhor que os demais campings de El Chaltén. Infelizmente não dormiríamos ali naquele dia, então continuamos a caminhada por mais dois quilômetros em direção ao Lago Electrico. Nesse trajeto, você terá uma vista para o Fitz Roy por outro ângulo, que sem dúvida alguma não se compara àquela da Laguna de los Tres, mas que mesmo assim não deixa de valer a pena.
      Chegamos no trecho final da caminhada e nos deparamos com uma bifurcação que não está sinalizada na trilha. Enquanto o Maps Me e um relato que eu li me diziam para a pegar a esquerda e iniciar uma subida pelo morro, o trajeto dava a entender que o correto seria pegar pela direita e contornar o morro. Fomos pela primeira opção, iniciamos uma subida e logo encontramos uma marcação do trajeto a percorrer. Mesmo estando mal sinalizado, com a ajuda do aplicativo é possível chegar até um lugar onde você terá uma boa visão do Lago Electrico.
      Após sete horas de caminhada, estávamos de volta à entrada da trilha, aguardamos nosso transfer por vinte minutos e depois de mais quarenta minutos estávamos de volta em El Chaltén.
      Conforme eu falei, essa trilha vale a pena caso você já tenha feito os principais trajetos de El Chaltén, ela é menos exigente e o principal atrativo dela é a paisagem ao longo da trilha entre a entrada e o camping Piedra del Fraile. Pode-se dizer que a ida até o Lago Electrico é apenas um complemento da viagem, de modo que caso o mochileiro opte por não fazê-la não perderá nada de formidável.
      Tempo de caminhada: 07:00.
      Distância: 13 kms até o camping + 4 kms até o Lago Electrico, ambos com a mochila de ataque.

      Dia 15 de Janeiro – Lago del Desierto:
      Por fim, após alguns quilômetros percorridos ao longo dos dias em El Chaltén, nos rendemos a um dia sem caminhadas e optamos por fazer o passeio de barco pelo Lago del Desierto. Não lembro do valor do passeio, mas sei que não foi um preço muito amigável, então deixo como sugestão mais para que já fez os outros passeios e queira um dia de descanso.
      Nosso transfer nos buscou às 07:30 no hostel para percorrer um trecho de aproximadamente uma hora de carro até a Punta Sur, lugar onde saem os barcos que fazem o passeio. De lá, nosso barco percorreu o lago por aproximadamente quarenta minutos até chegarmos a outra extremidade, lugar que tem uma aduana argentina, uma vez que a Punta Norte é local de entrada na Argentina de mochileiros que vieram do Chile, mais precisamente do parque O´Higgins. Depois de um tempo na Punta Norte, nosso barco se deslocou até a metade do lago e parou num refúgio, onde descemos e pudemos fazer uma caminhada de trinta minutos até um mirador para observar o Glaciar Vespignani.
      Às 14:30, já de volta à Punta Sur, pegamos nosso transfer de volta à cidade e assim demos por encerrado nossa estadia em El Chaltén. Partiríamos para Puerto Natales no dia seguinte.

       
      Resumo e dicas de El Chaltén:
      El Chaltén sem dúvida alguma é ponto de parada obrigatório para quem visita a Patagônia. A menos que você tenha um roteiro com poucos dias, que prioriza apenas uma cidade (fazer apenas algum dos circuitos em Torres del Paine, por exemplo), essa cidade deve estar no seu roteiro.
      Primeiramente, ela é uma cidade que se deve reservar pelo menos quatro dias nela para poder fazer as três principais caminhadas (Laguna Torre, Laguna de los Tres e Loma del Pliegue Tumbado), além de um dia de sobra por garantia em caso de mau tempo. Digo isso porque o clima em El Chaltén é muito imprevisível, o viajante pode ter a sorte de pegar uma semana inteira só de sol, assim como o contrário e passar todos os dias na cidade abaixo de chuva. Infelizmente é uma loteria. Com isso, ter um dia de sobra pode ser uma boa solução caso aquele dia que você se programou para ir para a base do Fitz Roy amanhecer chuvoso, uma vez que o passeio poderá ser remarcado para o dia seguinte.
      Além disso, lendo alguns relatos e também ouvindo alguns viajantes, a impressão que tive é que Ushuaia é uma cidade que conta com um perfil de turismo menos voltado para trilhas. Com isso, caso o seu roteiro não tenha tantos dias, deixo como sugestão deixar Ushuaia de lado (até mesmo por ser mais longe e envolver um tempo maior de deslocamento de ônibus ou então comprar uma passagem aérea) e passar alguns dias a mais em Chaltén.
      As trilhas de Chaltén (com exceção da Loma del Pliegue Tumbado) possuem a opção de você fazer bate e volta, dormindo todos os dias na cidade, ou então ficar nos acampamentos, o que envolve se programar mais e levar mais peso nas costas, mas que, em compensação, não obrigará o viajante a fazer os trajetos de ida e volta no mesmo dia.
      Outra dica com relação ao clima: as trilhas são afastadas umas das outras e a região é cercada por montanhas, ou seja, o tempo e as condições climáticas podem mudar conforme o local onde você estiver. O tempo costuma melhorar depois das dez horas da manhã, então, se possível, programe-se para começar os percursos depois desse horário. Além disso, consulte sempre a previsão do tempo, principalmente se você ficará alguns dias sem internet.
      Com relação à subida até a Laguna de los Tres, que é o atrativo principal da cidade, se você não estiver com tanta sorte e o tempo não estiver bom no dia que você fizer essa trilha, deixo como sugestão aguardar o tempo melhorar na cabana onde é ocupada pelos guardaparques no nono quilômetro de caminhada (comentei sobre ela no relato do dia 11 de janeiro), antes de começar o último quilômetro de subida. Pode ser que o tempo esteja ruim no momento que você esteja terminando o trajeto de ida para a base do Fitz Roy, o que não significa que ele não pode mudar dali uma ou duas horas. Então, caso você chegue quase ao final da trilha, quer subir até a Laguna de los Tres, mas não quer se frustrar, encontrar um tempo fechado e ter que voltar logo depois de chegar ao fim da trilha, sugiro esperar o tempo melhorar ali nessa área onde fica a cabana dos guardaparques, pois é um local que, apesar de ser bem simples, pega menos vento e que você poderá esperar o tempo melhorar.
      O camping Bonanza (entre a El Chaltén e a Hosteria Pilar) nos chamou a atenção por possuir uma infraestrutura melhor para receber casais com crianças. Caso seja esse o seu caso, talvez esse camping seja uma boa opção.
      Optamos por não fazer as caminhadas para o Chorrillo del Salto, Mirador de los Condores e Mirador de las Aguilas. Caso você tenha tempo sobrando, talvez elas sejam uma boa opção.
      Por fim, não só os destinos das trilhas de El Chaltén são bonitos de se ver, mas as próprias trilhas em si possuem uma paisagem que vale a pena apreciar. Com isso, programe-se para caminhar com calma, com várias paradas para descansar e sem pressa de chegar ao final do percurso.

       
      Dia 16 de Janeiro – Deslocamento El Chaltén – El Calafate – Puerto Natales:
      No dia anterior, pagamos AR$ 1100 por duas passagens de El Chaltén para El Calafate, saindo às 07:30 e chegando às 10:30. O problema foi que não conseguimos comprar em El Chaltén uma passagem de ônibus de El Calafate até Puerto Natales.
      O jeito foi chegar de viagem em El Calafate e sair pela rodoviária a procura de passagens para Puerto Natales. Apesar da preocupação de não encontrarmos mais passagens para aquele dia, não foi difícil encontrar empresas com horários disponíveis e compramos, por AR$ 1180, duas passagens de El Calafate para Puerto Natales saindo às 16:30.
      Após esperar seis horas na rodoviária e mais seis horas de viagem, nosso ônibus chegou em Puerto Natales às 22:30. Depois dez minutos de caminhada, estávamos no hostel que reservamos na noite anterior.
      Dia 17 de Janeiro – Puerto Natales:
      Quando ainda estávamos em El Chaltén, nós tentamos sem sucesso reservar por celular uma noite no camping do Lago Pehoe para o dia 17. Tentamos então encaminhar um e-mail para a empresa, e até hoje estamos esperando a resposta. Como não conseguimos reservar o camping para esse dia, estávamos programados para entrar no parque de Torres del Paine apenas no dia 18 e o tempo estava entre nublado e chuvoso, optamos por tirarmos mais um dia de descanso e fomos caminhar um pouco pelas ruas de Puerto Natales.
      A cidade é bastante simples e sem muitos atrativos. A região do porto é um lugar que valha a pena dar uma caminhada, mas com nada muito significativo. O dia se resumiu em caminhar pela cidade, comprar pesos chilenos, escolher um restaurante com uma boa refeição, descansar e brincar com o perro do hostel. Iniciaríamos o Circuito W no dia seguinte.

      Dia 18 de Janeiro – Torres del Paine – Paine Grande – Mirador Grey:
      Tomamos café bem cedo no hostel e às 07:20 nosso ônibus saiu da rodoviária em direção ao parque Torres del Paine. Pagamos CLP 13000 por pessoa para fazer o trajeto de ida e volta de Puerto Natales até o Parque, mais CLP 21000 por pessoa para a entrada. Após descermos na administração para pagar a entrada e assistirmos um vídeo com algumas recomendações, nosso ônibus se dirigiu até a Guarderia Pudeto, onde pagamos mais CLP 18000 por pessoa no catamarã que nos levaria até o camping Paine Grande. Nosso barco saiu às onze da manhã, mas ele tem outros horários, alguns mais cedo e outros ao longo da tarde.
      Às 13:00 já estávamos de barraca montada no camping e saímos em direção ao mirador do Lago Grey. Esse percurso começa com uma caminhada entre dois morros próximos um do outro, o que faz com que tenha uma corrente de vento nos quilômetros iniciais da trilha. Após um trecho caminhando em terreno plano, inicia-se uma subida, passando pela Lagoa Los Patos, terminando, após aproximadamente cinco quilômetros e meio num mirador voltado para o Glaciar e Lago Grey. Ali foi o lugar onde encontramos o vento mais forte em toda a viagem, o qual ultrapassou os 100 km/h, segundo informações do Parque.
      Como não tínhamos conseguido reserva para o camping Grey, fizemos mais cinco quilômetros e meio de volta em direção ao camping Paine Grande, chegando um pouco antes das 18:00.
      Sobre o camping, podemos dizer que ele tem uma boa estrutura, bons banheiros, chuveiros com água quente e uma área comum para cozinhar. Costuma ventar bastante no Paine Grande, então escolha um bom lugar para armar sua barraca.
      Tempo de caminhada: aproximadamente 05:00.
      Distância: 11 kms com a mochila de ataque.

       
      Dia 19 de Janeiro – Paine Grande – Camping Italiano – Mirador Britânico – Camping Francês:
      Tomamos o café da manhã e levantamos acampamento para, às 10:50, iniciarmos nossa caminhada rumo ao camping Francês. Logo no começo da caminhada, nos demos conta que esquecemos nosso fogareiro com o cartucho de gás na área comum do camping, onde as pessoas usam para cozinhar. Após alguns minutos de espera e já cogitando a possibilidade de ter que se virar sem fogareiro no resto do circuito, para a nossa sorte, o fogareiro estava lá, intocável, mesmo passadas duas horas que tínhamos esquecido ele.
      Retomada a caminhada, nosso trajeto se mostrou bastante tranquilo nos quilômetros iniciais, que margeiam o Lago Skottsberg, apenas com leves inclinações no terreno. Por volta da metade do trajeto entre o camping Paine Grande e o Italiano, decido por acelerar meu ritmo de caminhada e deixar meu pai para trás, uma vez que do camping Italiano eu subiria até o Mirador Britânico, enquanto que ele iria do Italiano direto para o camping Francês.
      Cheguei no camping Italiano por volta das 13:00, deixei minha mochila ao lado da cabana dos guardaparques (eles permitem que quem for fazer a subida até o Mirador Britânico deixe sua mochila cargueira no camping) e subi apenas com a mochila de ataque em direção ao mirador.
      Talvez esse tenha sido o dia mais cansativo de todo o trekking e isso se deve bastante aos 12 kms de trecho íngreme de ida e volta do camping Italiano ao mirador Britânico. Desnecessário dizer que é uma paisagem que compensa o esforço. Conforme você vai ganhando altura, surgem mais montanhas ao seu redor e a vista para o Lago Nordenskjöld fica cada vez melhor.
      Após aproximadamente um quilômetro e meio de caminhada a partir do camping Italiano, você chegará num mirador para o Glaciar Francês cuja vista é impressionante. Por isso, sugiro que, caso você não queira ir até o Mirador Britânico, pelo menos vá até o mirador para o Glaciar Francês para apreciar o visual.
      Continuando a caminhada, a paisagem vai ficando cada vez melhor até que, após algumas horas de subida, você chegará ao Mirador Britânico. Mais uma vez digo que o visual é indescritível e que você poderá desfrutar de uma bela paisagem enquanto descansa para a caminhada de volta.
      Às 18:00 estava novamente no camping Italiano, peguei minha mochila cargueira e fiz mais 2 kms até o Camping Francês. Nesse dia não conseguimos reservar apenas o espaço para acampar, então tivemos que pagar mais para reservar o camping com barraca da própria empresa, o que nos rendeu um gasto elevado, mas que, em contrapartida, nos proporcionou uma noite num colchão maior e numa barraca e saco de dormir mais resistentes ao vento e ao frio.
      Sobre o camping, ele também tem uma estrutura boa. A área para cozinhar é bem pequena, mas é coberta então você não correrá o risco de pegar chuva enquanto cozinha. Os banheiros e chuveiros também são bons. Acredito que as vagas para conseguir acampar nesse camping sem precisar reservar uma barraca são poucas, pois não observamos muitos lugares para armar uma barraca, de modo que a maior parte dos lugares disponíveis são em barracas da própria empresa, o que torna a estadia nesse camping uma opção cara e recomendável apenas caso você não tenha conseguido vaga no Camping Los Cuernos ou no Italianos.
      Tempo de caminhada: 08:00.
      Distância: 7,6 kms de mochila cargueira até o camping Italiano + 12 kms ida e volta do camping Italiano ao Mirador Britânico com a mochila pequena + 2 kms do Italiano ao Camping Francês com a mochila cargueira. Total: 21,6 kms.
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      Dia 20 de Janeiro – Camping Francês – Camping Central:
      Iniciamos a caminhada às 09:50 margeando o Lago Nordenskjöld rumo ao camping Central. Após 2 kms com descidas bastante inclinadas, chegamos ao camping Los Cuernos, o que nos rendeu apenas uma rápida parada para descansar e tirar fotos antes de retomar a caminhada. Percorremos mais 11 kms até chegarmos numa bifurcação que serve de atalho para quem vai ao Camping Chileno ou então para aqueles que irão ao Camping Central. Escolhemos a segunda opção e, após mais um quilômetro e meio estávamos no Camping.
      A paisagem desse dia é muito boa pois de um lado você margeia o Lago Nordenskjöld enquanto que do outro observa as montanhas Cuernos del Paine. Da metade em diante do trecho do Camping Los Cuernos a trilha começa a ficar menos íngreme e mais aberta. Mesmo assim, foi mais um dia puxado carregando a mochila cargueira nas costas durante todo o tempo. Após sete horas e quarenta minutos de caminhada, chegamos ao Camping Central.
      Esse camping se mostrou com uma estrutura mais simples que os outros, apesar de possuir um espaço bastante grande para escolher onde armar sua barraca. Tem bons banheiros e chuveiros, mas não dispõe de uma área comum para cozinhar, de modo que os mochileiros cozinham suas refeições nas mesas espalhadas ao longo do camping.
      Tempo de caminhada: 07:30.
      Distância: 14,5 kms com mochila cargueira.

       
      Dia 21 de Janeiro – Subida ao Mirador de Las Torres:
      Enfim, chegou o dia de subirmos o trecho até a base das Torres. Iniciamos o trajeto às 09:30 e durante quase todo o percurso caminhamos por um terreno acidentado. As subidas são constantes e apenas antes de chegar ao Camping Chileno é que tem um trecho de descida.
      Passando o Camping Chileno, o trajeto volta a ficar inclinado e, no momento que o mochileiro chega num trecho que dá acesso ao Camping Torres, inicia-se uma verdadeira subida com bastantes pedras ao longo do caminho até a base das Torres, ou seja, é subida atrás de subida. Por outro lado, o tempo estava bom e não havia previsão de chuva ou vento muito forte para aquele dia (sempre bom consultar com os guardaparques qual a previsão do tempo para o dia), o que nos permitiu que fizéssemos o percurso no nosso ritmo, sem pressa para chegar ao destino.
      Passadas mais de quatro horas e meia de trilha, chegamos à base das Torres. A partir daí foi só descansar e, mais uma vez, apreciar a paisagem. Como era nosso último dia em Torres del Paine, não tínhamos nenhuma pressa de ir embora. Até que o tempo começou a ventar mais forte e a nublar o topo das Torres. Com isso, decidimos que era hora de iniciar o percurso de volta até o Camping Central. Voltamos às 18:30.
      Tempo de caminhada: 09:00.
      Distância: 16 kms com a mochila de ataque.

      Dia 22 de Janeiro – Saída do Parque – Puerto Natales:
      Apenas no nosso quarto e último dia acampando em Torres del Paine é que tivemos uma noite com bastante frio e chuva. Acordamos com uma chuva leve tomando conta de boa parte do Parque e decidimos esperar o tempo melhorar para desmontarmos a barraca. Com isso, nosso café da manhã dessa vez foi dentro da barraca.
      Às onze horas, quando vimos que o tempo realmente não pretendia mudar pelas próximas horas, colocamos nossas capas de chuva e tivemos que desmontar a barraca embaixo de chuva. Acampamento devidamente levantado, fomos até o local de saída dos ônibus. Pagamos CLP 3000 para ir até o local de entrada e saída do Parque, onde aguardamos até as 14:30 para pegar nosso ônibus de volta a Puerto Natales.
      De volta à cidade, a dona do nosso hostel deixou que abríssemos a barraca no quintal do hostel e usássemos o varal para pôr algumas roupas para secar. Mais tarde saberíamos que nesse dia nevou na base das Torres e que a temperatura ficou abaixo de zero em alguns lugares, fato que, somado ao vento patagônico, não deve ser das melhores sensações. Tiramos o resto do dia para descansar. Partiríamos cedo para El Calafate na manhã seguinte.
      Distância total (El Chaltén + Circuito W em Torres del Paine): 148,6 kms.
      Resumo e Dicas Torres del Paine:
      Para fazer algum dos circuitos em Torres del Paine é preciso ter bastante planejamento com relação à reserva dos campings. Infelizmente, o turismo no Parque é grande e as vagas nos campings são limitadas. Com isso, as reservas nos campings devem ser feitas com bastante antecedência para que você não precise ficar tendo que adaptar o roteiro.
      No nosso caso, não tivemos escolha com relação aos dias que iríamos ficar em Torres del Paine. Os únicos dias que encontramos vagas nos acampamentos que nos permitiria fazer o Circuito W foi entre os dias 18 e 21 de janeiro. Os demais dias ou já estavam reservados ou então tinham vagas disponíveis em algum camping de forma isolada (que nos permitiria ficar num camping específico num dia, mas que não encontraríamos vagas no próximo camping do circuito no dia seguinte).
      Para reservar os campings, o mochileiro deve acessar os sites das empresas responsáveis pelos campings do parque (valendo lembrar que cada camping é gerido por apenas uma empresa):
      http://www.verticepatagonia.cl
      http://www.fantasticosur.com
      http://www.parquetorresdelpaine.cl
      Com relação aos valores dos campings, pagamos:
      - Paine Grande: US$ 20, para duas pessoas;
      - Francês: US$ 80, para duas pessoas (camping + barraca);
      - Central: US$ 42, para duas pessoas e por duas noites.
      Sobre as possibilidades de se fazer o Circuito O ou W, o mochileiro poderá optar por:
      - Levar uma mochila menor, sem barraca e/ou comida, carregando basicamente apenas roupas, sendo que a comida e a hospedagem em barracas ou cabanas ficarão por conta das empresas que gerenciam os campings. Essa hipótese é para aqueles que preferem carregar menos peso. Por outro lado, pela pesquisa que fiz nos sites das empresas, os valores que elas cobram para lhe fornecer comida e hospedagem são elevados e em dólares, o que faz dessa primeira opção viável apenas àqueles que estão dispostos a desembolsar uma razoável quantia em dinheiro.
      - Carregar a mochila com comida e equipamento para acampar, além da roupa para passar os dias no circuito. O ruim dessa opção é que o mochileiro carregará mais peso ao longo do circuito, terá que armar sua própria barraca e fazer sua comida. Por outro lado, o valor gasto no circuito será apenas aquele gasto para reservar um espaço no camping para acampar, fazendo dessa opção uma escolha viável em termos econômicos.
      Além disso, caso você escolha levar sua própria comida para as refeições ao longo do circuito, não deixe para comprar nada dentro do Parque. Isso porque, apesar de cada camping dispor de um minimercado, os valores que cobrados são muito altos (CLP 5000 por um pão caseiro e CLP 15000 por uma garrafa de vinho, por exemplo).
      Infelizmente o clima em Torres del Paine também costuma variar bastante. Talvez ele seja menos imprevisível que o de El Chaltén mas, mesmo assim, encontrar tempo bom ou ruim no Parque é uma questão de sorte e que não depende do mochileiro.
      Comparado à Argentina, o Chile é um país mais caro, então procure comprar sua comida para fazer os circuitos em Torres del Paine ainda na Argentina (não tivemos problemas para atravessar a aduana com produtos industrializados) e deixar para comprar no Chile apenas o necessário.
       
      Dia 23 de Janeiro – Deslocamento Puerto Natales – El Calafate:
      Nos despedimos cedo de Puerto Natales e do Chile e no começo da tarde estávamos fazendo o check-in no Hostel Inn Calafate, o qual recomendo para os futuros mochileiros. Fomos para o centro reservar o passeio do Minitrekking no Glaciar Perito Moreno para o dia seguinte e fechamos na Hielo y Aventura pelo valor de AR$ 3300 por pessoa.
      Tínhamos o resto do dia livre, então aproveitamos para caminhar um pouco pela cidade e nesse dia nos recolhemos cedo no hostel.
       
      Dia 24 de Janeiro – Minitrekking Perito Moreno:
      Por volta das nove horas da manhã a van da empresa veio ao nosso hostel para nos levar até o centro. De lá, com um ônibus, percorremos os oitenta quilômetros até o Parque Nacional Los Glaciares.
      Chegando ao Parque, pagamos uma taxa no valor de AR$ 500 para ingressar e, após alguns minutos, estávamos no mirador do Glaciar Perito Morento. Tivemos duas horas de tempo livre para caminhar pelas passarelas que ligam os diversos miradores do Glaciar. Depois, pegamos um barco que nos levou ao local onde faríamos o minitrekking. O trajeto de barco não chega a ser igual àquele do passeio que leva as pessoas bem próximas do Glaciar, mas durante o deslocamento no barco se pode ter uma noção do tamanho dos blocos de gelo a sua frente.
      Mais uma vez em terra firme, agora já próximo ao Glaciar, colocamos os grampones no calçado, recebemos algumas instruções dos guias da empresa e iniciamos nossa caminhada pelo gelo.
      Apesar de o preço ser elevado, posso dizer que fazer o minitrekking foi uma experiência bastante interessante. O guia nos levou glaciar adentro e quando você vê, está praticamente cercado de gelo. Alguns optam por fazer o Big Ice, que é um passeio em que as pessoas ficam mais tempo caminhando pelo Glaciar, mas o minitrekking para mim já foi o suficiente.
      Após uma hora e meia de subidas e descidas pelo gelo, nos despedimos do Perito Moreno, retiraram nossos grampones do calçado e tomamos o barco rumo ao ônibus que nos levaria de volta a El Calafate.

       
      Resumo e Dicas de El Calafate:
      De modo geral, El Calafate é a cidade que tem um pouco mais de infraestrutura com relação a lojas e restaurantes. Ela também é um pouco mais barata que El Chaltén, então talvez seja melhor comprar boa parte da comida e equipamento nessa cidade.
      Por outro lado nos limitamos a fazer apenas o passeio pelo Glaciar do Perito Moreno, de modo que não saberia dizer se a cidade possui alguma outra atração que valeria a pena de se conhecer.
       
      Dia 25 de Janeiro – El Calafate – Buenos Aires – Brasil:
      No dia anterior reservamos por AR$ 150 um transfer que nos levaria do hostel até o aeroporto de El Calafate. Meu voo de volta ainda fez escala em Ushuaia apenas como forma de me fazer passar vontade por não ter conhecido o lugar. De qualquer forma, não nos arrependemos do roteiro que fizemos. Pelo tempo que tínhamos, optamos por ficar mais tempo em menos lugares e Ushuaia infelizmente foi a cidade que decidimos deixar para, quem sabe, uma futura viagem.
      Deixo aqui os relatos que serviram de base para elaborar o meu roteiro:
      https://mydestinationanywhere.com/2014/11/09/torres-del-paine-como-chegar-visitar-trekking-hospedagem/
      https://www.mochileiros.com/topic/55423-patag%C3%B4nia-em-26-dias-dez2015jan2016-circuito-o-em-7-planilha-de-custos/
      https://www.mochileiros.com/blog/torres-del-paine-tudo-que-voce-precisa-saber-antes-de-iniciar-o-trekking
      http://paraondefomos.com.br/torres-del-paine-o-que-levar-para-o-trekking/
      http://paraondefomos.com.br/torres-del-paine-quanto-custa/
      http://paraondefomos.com.br/torres-del-paine-nosso-roteiro-circuito-o/
      http://anaturezahumana.com/el-chalten/
       
      Espero que tenham gostado da leitura e, qualquer dúvida que tiverem, não deixem de perguntar.
      Grande abraço.
       
       
       
       


    • Por victoralex
      Saravá, mochileiros!
      Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato!
      Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz!
      Gastos
      Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão:
      Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00
      Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00
      Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00
      Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00
      Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00
      Total com passagem aérea: R$ 3736,00
      Total sem passagem aérea: R$ 2340,00
      Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha!
       
      Câmbio
      Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz!
      Hostels
      Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo!
      Condicionamento Físico
      A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha.
      Roupas
      Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres!
      Roteiro
      A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro:
      Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires
                                                                     15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate
      Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno.
      Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro
      Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo!
      Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola!
      No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado!



       
      Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta.
      Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/).
      Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê!
      Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre.
      A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas!

      Mirador de Los Condores!

       
      Mirador de Las Águilas!
      Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha)
      E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos!
      Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! 
      Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história!
      Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico!
      O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte!
      A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha!

      Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas

      Mergulho a 0º!


      Pensem num lugar da paz!

      Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha

      Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue!
      Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando.
      Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo.
      Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue.

      Chorrillo del Salto!

      Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca!
      Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados
      Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h.
       
      Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta.
      Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar!
      Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte!

      Pliegue Tumbado!

      "Pulo" Tumbado!
       
      Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta
      E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria!
      E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén!
      A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê!

      Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre!

      Eu e Ellie no verão patagônico de 0º!

      Magnífica Chaltén!
       
      Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados
      De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora!
      Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir!
      O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso.
       
      Conclusão
      Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018.
      Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza!
      Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
       
       
       
       
       
       


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