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PedrodePortugal

relato Portugal 2012 - Lisboa e Sintra

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Bom galera, vou colocar aqui um dos relatos da minha viagem a Portugal em junho de 2012.

 

Lisboa

Eu, minha esposa e o meu filho de quase três anos, saímos de manhã cedo e após 3h30 de uma viagem tranquila de carro, chegamos na Pousada da Juventude do Parque das Nações. Pagamos 36 eur por quarto para duas pessoas com banheiro privativo. Não é um luxo mas é limpo e para dormir serve perfeitamente. O café da manhã tem o normal: suco, café, leite, cereais, pão, presunto, queijo e também iogurte. Como o check-in estava programado apenas para as 15h, resolvemos ir até ao Parque das Nações. Dá uns 15 minutos de caminhada até lá. Do lado tem o shopping Vasco da Gama onde almoçamos no Macdonalds (não chegou a 5 eur cada um, bem menos do que aqui onde moro!). O Parque das Nações é interessante, parte nova da cidade, com design moderno, algumas esculturas, uma alameda com fontes de água em forma de vulcões e que simulam uma erupção a espaços, e o teleférico que deve proporcionar boas vistas da região mas onde não andamos porque tinhamos outros planos. Ali fica também o Oceanário que não visitamos por falta de tempo mas ficou prometido para uma próxima viagem.

Fomos até á Gare do Oriente que fica do lado e pegamos o metro (2,50 eur ida e volta) seguido de trem (3,10 eur ida e volta), saindo na estação de Belém. O objetivo era o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. Pensei que ficassem mais perto da estação mas o mais próximo ficava a uns 10-15 minutos de caminhada. O Padrão dos Descobrimentos é do século passado, de 1940, construído para a exposição do mundo Português, acontecimento importante á época. É uma justa homenagem aos homens que contribuiram para a exploração de novos mundos. O monumento parece um barco e tem várias estátuas dos capitães e descobridores, incluindo obviamente Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral. No local tem também uma rosa dos ventos com um mapa-mundo onde toda a gente queria colocar os pés daí que só dei uma olhada meio de longe. Mas deu para ver que tem uma mapa antigo da época dos descobrimentos.

Seguimos para a Torre de Belém (5 eur). Do lado tem outro monumento, acho até que é uma espécie de fortaleza mas não me motivei a ir até lá. A Torre é espetacular! Mandada construir por D. Manuel I no séc. 16, fazia parte do plano de defesa do estuário do rio Tejo. Imagino os guardas da torre acompanhando a partida das caravelas que saíam de Belém para descobrir novos caminhos e locais, uns sentindo inveja dos que partiam para tamanhas aventuras, outros agradecendo a Deus por terem ficado com a vigia da torre.

A torre fica bem na beira-rio, tem acabamentos e detalhes impressionantes e está bem conservada. A minha esposa não entrou e ficou com o nosso filho. É vazia de equipamentos excepto alguns canhões logo no piso da entrada. Tinha umas guaritas onde para lá chegarmos passavamos por um corredor tão estreito que me atrevo a dizer que alguém acima do peso não conseguiria passar; subi e desci escadas íngremes e estreitas onde ou esperavamos alguém subir/descer ou arriscavamos um “beijo à esquimó” (eu subia e descia correndo tentando não ser pego a meio e 99% das vezes consegui), desci numa espécie de porão onde só dava para caminhar curvado, acho que lhe percorri quase todos os cantos. A vista também é muito boa: o rio e os seus barcos, a Ponte 25 Abril, similar à Golden Gate de São Francisco, e na outra margem o Cristo Rei, similar ao Cristo Redentor do Rio. Vale muito a pena para quem gosta de história.

O próximo local era o Mosteiro dos Jerónimos. Atravessamos para o outro lado da rua pelo único local disponível, uma passarela por cima da estrada, onde a minha esposa teve um ataque de medo de altura e por pouco não trancou ali no meio... tá, confesso que também não gostei do local (alto, estreito e com carros passando a alta velocidade por baixo) mas avancei feito um zumbi, só olhando em frente, e isso facilitou :-).

Perto do Mosteiro tem um bonito jardim que percorremos para chegar até lá. O Mosteiro tem uma quantidade enorme de detalhes perfeitos e por ter chegado até hoje em bom estado de conservação impressiona visto de fora. Infelizmente não pudemos visitar o seu interior porque estava a acontecer uma cerimonia qualquer. Mas a igreja estava aberta e é gratuita. Pensei que fosse construída em pedra mas achei o material meio esquisito para ser pedra e depois de perguntar soube que, assim como o mosteiro, é feita de calcário. A porta de entrada é fenomenal, extremamente trabalhada, cheias de estátuas e outros adereços. Dentro estão os túmulos de Luís de Camões e Vasco da Gama e apesar de não achar que seja ricamente revestida, é uma igreja cheia de história e simbolismo.

Uma pequena caminhada levou-nos até aos Pastéis de Belém, o local de uns pastéis de nata muito bons. São feitos com massa folhada estaladiça e por cima podemos colocar canela e açúcar em pó; o creme tem o nome de nata mas não tem nada a ver com a nata daqui do Brasil. A minha esposa ficou-se pelos dois mas eu comi 6. Sim, e daí? Uma vez não é vez...

Abastecidos com mais alguns para a ceia, voltamos para a pousada. Aqui aconteceu uma situação curiosa. Com o nosso filho a dormir no carrinho de bebe, chegamos numa passarela que tinha escadas em vez de rampa de acesso, e estava me preparando para pegar no carrinho junto com minha esposa quando um senhor que passava por ali se ofereceu para tomar o lugar dela e ajudar-me escadas acima e depois escadas abaixo até chegarmos na estação de trem. Depois seguiu o seu caminho. Um grande bem haja para esse senhor!

 

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[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730232139.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Padrão dos Descobrimentos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730232230.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Torre de Belém[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730232334.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Torre de Belém[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730232424.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Igreja do Mosteiro dos Jerónimos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730232535.JPG 374.89063867 500] [b:hwvxz653]Igreja do Mosteiro dos Jerónimos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730232628.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Mosteiro dos Jerónimos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730232722.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Mosteiro dos Jerónimos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730232820.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Mosteiro dos Jerónimos[/b][/picturethis]

 

No dia seguinte fomes de metro até ao bairro da mouraria. E logo de caras começamos por subir as “Escadinhas da Saude” que de escadinhas não tinham nada. São muitos degraus numas subida ingreme que demorou a ser feito. A Marli e o Nuno iam na frente e eu atrás carregando o carrinho de bebe... foi curioso que a meio do caminho estava eu a tomar fôlego e passou por mim um homem carregando uma caixa enorme num ritmo acelerado e logo atrás já vinha outro com uma máquina de lavar (!?)... As ruas deste bairro são estreitas e os passeios são tão pequenos que ou arrastamos as roupas pelas paredes ou ficamos bem próximos da rua onde mal cabe um carro, combinação nada aconselhável. Neste bairro moravam os mouros na época medieval e estava à espera de ver edifícios dessa época, num ambiente misterioso e de certa forma decadente, mas na verdade o bairro é bem colorido e as construções aparentam ser bem mais recentes; no entanto isto não retira o caráter ao bairro que é bastante tranquilo e deixa transparecer a alma castiça e popular da cidade. Àquela hora da manhã o silêncio impera; um senhor passa no seu passeio costumeiro, uma senhora dirige-se a alguma mercearia de bairro, para comprar e se informar das atualidades, ali funcionários da prefeitura arrumam a calçada da rua tranquilamente, acolá dois homens conversam à porta de um pequeno restaurante de onde já sai um aroma a lombinhos de vitela (terneiro), e o vento faz balançar os enfeites das festas de Santo António que animaram o bairro nos últimos dias. No cimo, o castelo de S. Jorge com as suas ameias perfeitas.

Descemos á chamada baixa da cidade para visitarmos a Sé Catedral, este sim um edifício tipicamente medieval. Subimos a rua até ao miradouro de Santa Luzia, de onde se tem uma bela panorâmica da beira-tejo e do casario do bairro de Alfama, e daqui todos os caminhos vão dar ao Castelo de São Jorge (7,5 eur). Almoçamos perto da entrada; 27 eur por aperitivos variados, pão, dois pratos e 3 bebidas.

O castelo é muito bonito. Após a entrada tem-se mais uma panorâmica de Lisboa, desta vez quase 360 graus. O piso é bastante irregular, pergunto-me como conseguiriam passar ali carruagens sem quebrarem ou ficarem sem uma roda. Por ali também se encontra o que restou do paço real e chamou-me atenção um local com bastante simbolismo, uma sala onde Vasco da Gama foi recebido pelo rei D. Manuel I no regresso da sua viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia. Por uma ponte de pedra entramos no chamado castelejo que possui nada mais nada menos que onze torres! Lá dentro o espaço é amplo e imaginei como deveria ser aquele local há 500 anos atrás, talvez com bancas de legumes e frutas, guardas passeando enquanto outros vigiavam nas torres, gente caminhando e conversando sobre as últimas descobertas marítimas, ali dentro senti-me em outra época.

Descemos novamente e fomos até á Praça do Comércio também conhecida por Terreiro do Paço. É um local em forma de U com edifícios amarelos e arcadas brancas. No meio deste ergue-se um arco enorme que dá acesso á rua Augusta. Este arco impressiona. Tem várias estátuas, uma delas do Vasco da Gama e outra, que achei curiosa, da Glória que depois vim a saber está coroando o Génio e o Valor... não o atravessei mas fiquei com a sensação que se o fizesse entraria noutra dimensão... sinistro... talvez pelo seu tamanho e opulência, sei lá...

Também não consegui ir até ao centro da praça onde se encontra a estátua de D. José I porque o homem e seu cavalo estavam rodeados de produtos agrícolas devido a uma feira que iria acontecer no dia seguinte. Então tinhamos o rei em cima do cavalo rodeado de repolhos, couves, palha e sei lá mais o quê...

Paragem seguinte o Jardim Zoológico (17,50 eur). A não perder aqui o show dos golfinhos. Fiquei cara a cara com tigres e gorilas e o Nuno impressionou-se com a girafa e o elefante. O zoológico é enorme e tem também um trenzinho, teleférico e até um McDonalds! Gostei. Estava bem cuidado e é um local onde se perde facilmente uma tarde ou um dia inteiro se quiser assistir a todos os shows.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730233415.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Bairro da Mouraria[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730233452.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Bairro da Mouraria[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730233623.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Elétrico[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730233705.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Sé de Lisboa[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730233805.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Bairro de Alfama e Rio Tejo[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730233845.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Acesso ao Castelo de S. Jorge[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730233936.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Sala onde o rei D. Manuel I recebeu Vasco da Gama quando regressou da viagem á Índia[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730234135.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Castelo de S. Jorge[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730234228.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Castelo de S. Jorge[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730234258.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Arco no Terreiro do Paço[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730234712.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Show no Jardim Zoológico[/b][/picturethis]

 

Sintra

No terceiro dia fomos de carro para Sintra. Muitos se fascinaram e ainda se fascinam com esta vila. Gente famosa, como Lord Byron que era um apaixonado pelo local. Nesta visita entendi o porquê. Não sei se por estar envolta pela serra ou se pela beleza de alguns dos seus edifícios, mas Sintra consegue transportar-nos para um ambiente de requinte e mistério.

Chegamos cedo, ainda com poucos turistas pelo centro. O Castelo dos Mouros olhava-nos lá do alto, envolto em alguma neblina. Aproveitamos para caminhar tranquilamente pelas ruas estreitas e antigas, com casas coloridas, outras nem tanto mas sempre com um charme notável. Paramos num mirante e para onde olhávamos tinha sempre um casarão, uma casa mais estilosa. Não entramos no Palácio da Vila mas fomos até ao terraço na entrada e de fato aquelas duas enormes chaminés cónicas são bastante diferentes do resto do edifício; olhando só para elas somos facilmente levados a pensar que se trata de uma fábrica. Ponto para Sintra ao misturar estilos diferentes num só local. Mais uns cliques em outros mirantes e após umas compras básicas fomos almoçar. Escolhemos uma esplanada que fica numa pracinha quase em frente ao Palácio da Vila, ao lado de umas lojinhas; o nome: Adega das Caves, o edifício do restaurante fica do outro lado da rua e fiquei curioso em saber de onde traziam os pratos porque nunca vi ninguém atravessar a rua com comida... colocando de lado as minhas divagações e protegidos do sol pelas árvores, comemos o menu turístico; no nosso caso escolhemos o menu italiano, que tinha pão, sopa, um bom prato de spaghetti à bolonhesa, bebida e café. Total 12 eur por pessoa.

Depois do almoço seguimos para o Palácio da Pena (16 eur um bilhete combinado Palácio+1 monumento - escolhi Convento dos Capuchos - e 2 eur para transporte ida e volta desde a entrada do Parque da Pena até ao palácio que ainda é um pedaço e a subir). Junto com o Convento dos Capuchos era um sonho de criança/adolescente. Os livros criaram em mim uma ideia de encanto e mistério que nunca mais esqueci. Subimos a serra numa estrada estreita e sinuosa mas em bom estado e deixamos o carro num dos vários estacionamentos disponíveis. A estrada perto do palácio é de pedra e junto com a subida desde o estacionamento (não sei explicar porque fomos deixar o carro bem no último estacionamento quando outros mais perto tinham várias vagas....), dificultou um pouco ao empurrar o carrinho do bebe.

O sonho de D. Fernando II, o rei artista, virou realidade quando mandou construir esta obra de arte, exemplo ímpar do Romantismo, um movimento que entre o século XVIII e XIX corria na Europa. Torres que lembram os contos de fadas, arcos e torres em estilo árabe, cúpulas, azulejos, cores fortes, o palácio é uma mistura muito bem conseguida de vários estilos. Inclusivé, em todo este ambiente romântico, tem o chamado pórtico do Tritão, encimado por uma estátua medonha que representava os novos mundos descobertos e que na mente da época seriam cheios de criaturas estranhas e horríveis. Tudo muito bem trabalhado, muito pormenorizado. Percorremos todo o seu exterior, e eu ainda caminhei por umas muralhas que davam para um precipício de muitos metros, de onde se avistava o Castelo dos Mouros e o mar no fundo. O interior é interessante mas menos exuberante. Sala árabe, sala indiana, salão nobre, são alguns dos ambientes do palácio; uma delas tinha uma pintura na parede que visto de longe eu achei tratar-se de um trabalho em gesso ou algo do género.

Concretizei um sonho antigo mas ainda faltava outro: o Convento dos Capuchos. Acho que é o monumento que fica mais distante, o que tem lógica porque sendo um convento, com certeza os monges iriam querer isolamento. Do século XVI, este convento franciscano ilustra bem a ideia que temos de um convento, no entanto, neste caso a ideia é levada ao extremo. Construído na rocha granítica, o convento é super; super pequeno, super baixo, super húmido e super escuro. Senti-me um explorador que tinha acabado de encontrar um local desconhecido; agachei-me para entrar em quase todos os aposentos, andei com os pés de lado para subir e descer degraus curtos demais, fiquei parado no escuro aguardando que os meus olhos se acostumassem ao ambiente, espreitei o antigo banheiro, uma fila de buracos na pedra fria, e dei vivas a quem inventou o vaso sanitário, acho que não me faltou ver nada. Na área externa fica o forno, uma capela e acho que tinha uma horta mais lá para baixo mas não fui até lá para confirmar.

Esta visita fechou com chave de ouro três dias espetaculares onde pude rever umas coisas, ver outras pela primeira vez e tudo na companhia da minha família que não se queixou um minuto apesar das muitas vezes em que me demorava mais em algum local. Fui navegador na Torre de Belém, cavaleiro no castelo de S. Jorge, príncipe no Palácio da Pena e explorador no Convento dos Capuchos, tudo permitido pelo ambiente de história que envolve cada um destes locais e sem dúvida que voltarei de novo para visitar outros porque Lisboa e Sintra não começam onde eu comecei e não terminam onde eu terminei.

 

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[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730235557.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Sintra[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730235652.JPG 375.191424196 500] [b:hwvxz653]Sintra[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730235733.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Palácio da Pena[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730235819.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Palácio da Pena[/b][/picturethis]

 

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[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730235922.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Castelo dos Mouros visto do Palácio da Pena[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120731000002.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Tritão[/b][/picturethis]

 

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[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120731000118.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Convento dos Capuchos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120731000202.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Convento dos Capuchos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120731000250.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Convento dos Capuchos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120731000342.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Convento dos Capuchos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120731000416.JPG 375 500] [b:hwvxz653]Convento dos Capuchos[/b][/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120731000516.JPG 500 375] [b:hwvxz653]Convento dos Capuchos[/b][/picturethis]

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Cara não tem aqui neste mesmo forum um local com relatos de viagem no Brasil feitos por brasileiros? ::prestessao:: Então qual é o problema? Moro no Brasil, onde 99% das pessoas são mais educadas que você, fui de viagem a Portugal, postei aqui um dos relatos e continuarei postando. Mas enfim, a inteligência e bom senso quando passaram a sua porta você estava dormindo. Fique bem. Até nunca.

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Senhor moderador do Mochileiros.com, favor remover o usuário Rogério pelo comentário super preconceituoso contra nosso ilustre colega português.

 

Sandro Stéfano.

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Pedro

 

Seu relato está muito bom!

 

Não sei pra que o Rogério fica criticando, sendo português ou não, qualquer relato é muito válido. E além de que seria bastante interessante um relato de um português nato do próprio país, pois nos daria uma visão diferente da cidade.

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Pedro vc é um dos fundadores deste site e so merece parabéns por ainda estar colaborando com informações, parabéns pelo relato.

Quanto a postagem desnecessária do usuário Rogerio as providências estão sendo tomadas com o conselho.

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Pedro,

 

Nem cheguei a ler os comentários maldosos do usuário..

 

Mais o que posso dizer, é que seu relato esta 1000 ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

E as fotos maravilhosas.

 

::otemo::::otemo::

 

Maria Emilia

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Maria Emilia, obrigado. Verdade seja dita, eu já li quase todos os teus relatos. As tuas aventuras na Bolívia ajudaram-me a fazer uns roteiros fora da rota comum. Se os vou concretizar isso é outra questão (tempo e $$$). Samaipata e Vallegrande só conheci depois de ler a tua passagem por lá. :)

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Valeu Nanda. Compreendo perfeitamente que sejam o teu sonho de consumo porque eu também já havia sonhado em visita-las. Principalmente Sintra com o seu Palácio da Pena e Convento dos Capuchos, que surgiram em livros que eu lia quando criança e desde então não saíram mais da minha imaginação.

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bom dia pedro!!!

 

estou 5 anos aki nasci no Rio , estou morando em Portugal, sem bem que é preconceito.

 

verdade é verdade nao podemos mudar.

 

atenção ! vou relatar um fato verídico, só pra ter uma noção:

 

aconteceu no jumbo do docevita-amadora-- um funcionário do jumbo ( não posso falar nomes ) foi atender uma cliente uma Portuguesa. ela disse em ton bem claro e alto: não quero ser atendida por esta "preta ".... logo outro funcionário branco foi atender a cliente branca.

 

isso é só uma pitadela , desculpa pela colocação, mas só quem mora aki sabe destas coisa e muito mais

espero não ser expulso do mochileiro depois destes comentário

abraços em todos!!!!

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E aí Frank. Verdade o que você falou. Eu já não moro em Portugal mas sei bem que existe bastante preconceito, muitas vezes disfarçado mas que vem á tona na primeira oportunidade. Infelizmente tenho exemplo na minha própria família. O que aconteceu aqui no forum felizmente teve uma resposta positiva por parte do administrador e editores. Mas na vida real nem sempre isso acontece como esse caso que você relatou. :(

E fica tranquilo que não vejo motivos para seres expulso. Colocar opiniões com educação, todos temos direito. ::cool:::'>

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Parabéns pelo relato, Pedro.

 

Vou à Portugal pela primeira vez agora em setembro e, claro, vou à Lisboa e à Sintra também. Vou com minha namorada e nossas mães. No total passaremos 28 dias divididos entre Portugal e Espanha. Já estou naquela fase da ansiedade pré-embarque!

 

Quanto à Sintra, li que é meio complicado chegar ao Convento dos Capuchos pois ele é afastado do centrinho e não há muitas opções de transporte para lá. Fora que, pelo que vi no mapa, as atrações não são muito próximas umas das outras. Você que foi de carro, achou fácil arrumar vaga para estacionar? Acha que é a melhor forma de ir (de carro alugado)?

 

Abraço

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Obrigado Arnóbio.

Você consegue visitar o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros de ônibus, no entanto ficará corrido. Pega ônibus no centro, sai no Castelo. Daqui pega outro para o Parque da Pena. Na entrada, quer tenha carro ou não, sobe a pé até ao Palácio ou paga 2euros para ir e voltar num ônibus. Finalmente novo ônibus para voltar ao centro. Ou seja vai perder bastante tempo com tanto ônibus apesar do mesmo só fazer este percurso.

O Convento dos Capuchos fica distante e não tem transporte público até lá. Teria de ir de táxi e não deve ficar barato.

E estamos falando de três locais apenas. Tem outros, como o Palácio de Montserrate que também fica afastado e seria necessário outra linha de õnibus.

Então com um carro fica bem mais prático e rápido; mas não espere visitar tudo em um dia. Eu não consegui visitar o Castelo dos Mouros nem o Palácio da Vila que fica no centro. O tempo voa como nunca.

Quanto a estacionamento, em Sintra se você chegar até umas 9h30 no centro ainda consegue achar vaga fácil. Depois os turistas vão chegando e aí fica mais complicado e você terá de vagar um pouco por ali. A solução seriam os parques privados mas como as ruas são estreitas e com bastante sobe e desce, não fica fácil acha-los. Eu consegui vaga bem no centro porque cheguei umas 9h.

Agora no Palácio da Pena e no Convento dos Capuchos foi tranquilo. O Palácio tem vários parques, todos eles com vagas, pelo menos fora da temporada e exceto domingos. O Convento tem um parque mais pequeno mas como fica mais afastado, tem menos visitantes e então não é difícil achar vaga.

Por acaso ia justamente com receio de não achar estacionamento e foi tranquilo em todo o lado.

Em Lisboa estacionei fácil na Pousada de Juventude e depois usei trem e metro que levam a praticamente a todos os locais interessantes. Se não chegarem, ainda tem os ônibus. Ir para o centro da cidade de carro é uma aventura por causa do transito e por falta de conhecimento da cidade. Para quem não conhece, recomendo que deixe o veículo no hotel e ande de transporte público. Vai perder menos tempo, vai se estressar menos e acaba por gastar menos.

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Obrigado Pedro

 

Em cidades grandes eu prefiro o transporte coletivo mesmo. Lisboa será de metro, trem, bonde e pé!

Minha preocupação em Sintra é justamente essa de não dar tempo de ver tudo que queremos... vamos ver...

 

Obrigado e parabéns pelo relato outra vez. Está bem legal.

 

Abraço

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Bom dia ...Pedro trankilo ? bom dia ,Arnobionet

 

pra chegar em Lisboa e descer no centro da marques de pombral só "metro "

 

o tren (comboio) vai descer um pouco longe desce "rossio" e sobe toda rua da liberdade

 

da uma olhada---» http://www.cp.pt/cp/displayPage.do?vgnextoid=9ee56e29d6b74010VgnVCM1000007b01a8c0RCRD

 

no rossio estação--depois de passar pelas roletas virar esquerda escada rolante tem 2 lances --obs ----não siga em frente--- ;)

 

qualquer dúvida se eu puder ajudarei..

 

abraços....waleu Pedro.....waleu anobionet

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Pessoal, boa noite!

 

Estou montando um roteiro para Portugal e estou com uma dúvida quanto ao deslocamento para o Porto. Posso descer nas estações intermediárias da linha de trem sem ter que pagar uma nova passagem para seguir até o Porto? Gostaria de descer em Coimbra.

 

Abs

 

Rodrigo

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Pessoal, boa noite!

 

Estou montando um roteiro para Portugal e estou com uma dúvida quanto ao deslocamento para o Porto. Posso descer nas estações intermediárias da linha de trem sem ter que pagar uma nova passagem para seguir até o Porto? Gostaria de descer em Coimbra.

 

Abs

 

Rodrigo

 

Oi Rodrigo

 

Pelo que eu vi na minha viagem, eu ACHO que isso não é possível não.

 

Os bilhetes de trem em Portugal marcam estação de partida e de chegada. Talvez você nem consiga sair em uma estação diferente da estação de destino, mesmo que seja anterior. E eu não aconselho tentar fazer nada diferente. Nos poucos trechos que andei de trem em Portugal vi vários fiscais passando para verificar os bilhetes de todos os passageiros do vagão (inclusive os meus) com uma máquina...

 

Talvez seja bom você procurar saber se existe algum tipo de passagem diferente, que permita esse tipo de coisa, no site da Comboios de Portugal, a companhia de trens deles.

 

Boa sorte

 

Abraço

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Hummmm que pena! Facilitaria bastante se pudesse. Acho que o jeito então é ir até Coimbra e depois até o Porto. Já vasculhei o site da Combois de Portugal mas não encontrei nada.

Valeu!

 

Abraço

 

Rodrigo

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    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
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