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Angra dos Reis

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Tô começando a planejar uma viagem pro Rio em novembro ou dezembro.

Alguma dica de hospedagem boa e barata (óbvio) em Angra?

Valeu!

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Angra ainda tem praias q vc soh tem acesso por trilhas, verdadeiro paraiso escondido, cachoeiras e praias maravilhosas bem proximo do centro.

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Oi Limpa Trilha,

poste dicas dessas praias entao, pelo menos o nome delas...

 

fiquei em Angra de 21 a 23/07/2008.

realmente as praias do centro estao mto poluidas. A cidade está mal cuidada, há esgoto correndo a céu aberto, q depois vai p/ o mar... Conversei com uma moradora da cidade e, segundo informações dela, há tratamento d esgoto, mas não dá conta do recado...

 

Visitei algumas praias da Estrada do Contorno, mas praias ficam um pouco longe uma das outras, há muitas propriedades particulares, q dificultam o acesso as praias. As vezes é necessario descer, por longas escadarias, q ficam entre muros d casas. É preciso ficar atento a sinalização, senao vc passa batido e nao ve os acessos as praias.

 

os passeios d escuna pelas ilhas da região são mto procurados, eles partem tanto do continente, como d Ilha Grande, com pequenas diferenças d roteiros.

 

Por conta disso, o povo normal/te vai para Ilha Grande.

 

As praias mais longe, entre Paraty e Angra, parecem mais bonitas e os locais mais agradaveis p/ ficar. Mas nesse caso, acho q um carro vai bem, se vc estiver d onibus, vc fica mais preso ao lugar onde esta hospedado, a menos q a intenção seja "estacionar" em um local, em um bom hotel e ficar só relaxando. Há onibus circulando entre Paraty e Angra, dependendo ho horario eles passam d 1 em 1 hora, ou de 30 em 30 minutos, depende do horario e dia d semana.

 

Em Angra, ha um centro histórico, mas nao é como Paraty. Há apenas algumas igrejas/casas preservadas, mto bonitas, mas estao perdidas no meio d construções novas. P/ quem curte história, vale a pena, principal/te o museu da Lapa e o Convento São Bernadino, onde funcionários mto atenciosos contam a historia do local. Porem, no geral, eu particularmente sugiro uma visita rapida na parte do continente e depois Ilha Grande, como principal roteiro.

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Oi Adriano,

 

onde?

Angra é grande, tem mta opcao, depende do lugar.

 

veja nos sites abaixo, normal/te as listas d pousadas/hoteis estao separadas pela localidade. P/ vc se orientar, veja a lista de mapas, mais abaixo.

http://www.angra.rj.gov.br/turismointerativo/index.aspx (selecionar local/Guia de Serviços/Meios de Hospedagem)

http://www.angra-dos-reis.com/instrumentos_de_navegacao/ondeficar.htm

http://www.hotelguia.com/ciudad.asp?id=238

http://www.angraonline.com/guiaturista/pousadas/hospedagem.htm

 

mapas d Angra dos Reis:

ruas - http://www.angra2reis.com.br/caribe/mapacidade.htm

CORREDORES TURÍSTICOS DO MUNICÍPIO e CORREDORES TURÍSTICOS, PRAIAS E ATRATIVOS TURÍSTICOS - http://www.angra.rj.gov.br/asp/turisangra/turis_mapas.asp

 

conheco hotel bem basico no centro d Angra e pousada simples na Ilha Grande-Abraão.

 

Tô começando a planejar uma viagem pro Rio em novembro ou dezembro.

Alguma dica de hospedagem boa e barata (óbvio) em Angra?

Valeu!

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Ola Nnaomi,

vindo no sentido Rio/Angra na divisa com o Municipio de Mangaratiba, vc tem a Praia de Garatucaia q fica num condominio mais com acesso livre, praia de Caetes e praia de Sororoca q vc tem acesso caminhando 15 minutos por uma trilha, essa praia eh muito frequentada por lanchas no verao, soh para vc ter ideia como essa praia eh linda , a 14 km de Garatucaia tem o Corredor Turistico da ponta Leste q abriga varias praias uma otimas para banhos outras nao, e a maravilhosa praia de Macies no final da estrada. No centro depois do colegio naval tem as Praias da Bica,Gruta e Tanguazinho cercada por Mata Atlantica e aguas cristalinas, no verao eh frequentadas por lanchas. E voltando para a Rod Rio Santos sentido a Paraty tambem tem eh praias bonitas, todas essas praias tem acesso por onibus, muitas delas nem moradores conhecem. O culpado nisso tudo eh o setor hoteleiro q nao conhece a regiao aonde trabalha.Mais informacoes eh soh enviar um e-mail para mim.Um abraco,Fragoso

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Pessoal tab tenho algumas duvidas sobre angra... já alugamos uma casa lá (eu e meus amigos).

O transporte de barco de Angra pra Ilha grande é aproximadamente quanto?

Demora muito?

Tem carnaval em Angra?

 

Brigadão!!!

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Naiara,

 

acho que o que vou escrever não é de muita ajuda mas é melhor do que nada;

 

Quando eu fui para ilha grande eu fui de barca e peguei em Mangaratiba ( 250 km de Angra ),é mais próximo do Rio uma passagem pra lá eu paguei 30 reais aproximados e fiquei em Mangaratiba,a barca eu não lembro o valor mas não é muito caro não diria que menos de 10 reais,demora um pouco sim já que é uma barca do mesmo tipo de que faz a Rio x Niterói, mas é uma viagem muitpo boa que vale a pena demorar e observar tudo com calma mas diria que demora entre 30 minutos e uma hora ,um conselho que ue te dou é que se você for realmente de Mangaratiba,a primeira barca do dia creio que sai as 9 da manhã ou 8,30 não sei exatamente mas tente chegar bem cedo para ir sentada na barca eu cheguei bem em cima da hora e fui sentado do lado de fora da barca,foi ruim já que fiquei no sol a viagem toda.

Não sei se você já foi na Ilha Grande mas caso não tenha ido e não tenha muito dinheiro compre água antes de pegar a barca já que tudo lá é muito mais caro,chegando lá você pode conhecer muita coisa e ainda pegar um daqueles barcos que custa em média 15 reais por pessoa e fazer um passeio por outras pequenas ilhas próximas,se você souber falar bem com os caras do barco eles fazem por menos eu paguei 5 quando fui

Quanto ao carnaval,dependo do que você esta falando tem em angra ou pelo menos tinha alguns blocos de rua mas nada muito animador pra quem gosta de carnaval,tem muito movimento mas não festas e tudo mais.

Espero ter ajudado

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A Praia de Tanguzinho como o nosso citou acima tem acesso por onibus tambem. A linha municipal Vila Velha x Centro (atendimento especial, tem que perguntar ao motorista se é o Atendimento Especial) vai até lá na porta de um Resort. O duro é que o acesso do asfalto até a praia é super TENSO.

 

Mas a praia é super legal.

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Olá a todos...

 

Achei várias informações interessantes aqui sobre Angra que pesquisarei com mais calma, mas gostaria de tirar algumas dúvidas. Caso alguém puder me ajudar.....

 

Estou indo pra lá ainda este mês com meu esposo e nossas 2 crianças e não vi nada a respeito sobre passeios indicados para esta situação (crianças). Pois vejo muito sobre trilhas (inviável pra nós) e não sei o que mais posso fazer por lá além de visitas as ilhas. Que, aliás, não sei como faço pra chegar até elas, já que detesto ficar com cara de 'turista' pois me sinto mais explorada . Quero dizer, gostaria de saber a partir de onde saem os barcos para essas ilhas (como Ilha Grande), qual o preço médio desses passeios, o que se tem para fazer a noite por lá, se existe algum lugar bacana para levar as crianças para verem peixes bonitos (sem que precise mergulhar) enfim, coisas assim...

 

Gostaria de saber ainda se conhecem alguma empresa (com preço aproximado) que fazem o percurso AngraxParaty (pois me disseram que vale a pena este passeio).

 

Obrigada! ::sos::

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    • Por eitagu
      Fala, galera!
       
      Esse é meu primeiro post aqui no site e eu quis escrevê-lo como forma de retribuir tudo o que li aqui que me foi MUITO útil pra montar esse roteiro. Inicialmente seríamos dois amigos fazendo essa viagem, mas chamamos mais umas pessoas e acabamos viajando em quatro. Nossa meta era gastar em torno de R$1k cada e ficar dez dias de rolê pela costa verde - região do RJ que engloba Paraty, Angra e suas particularidades.
       
      Se alguém tiver lendo isso e tiver meio perdidão sobre como montar um roteiro, assim como eu tava no início, vou deixar aqui mais ou menos como a gente começou a planejar. Antes de mais nada: o Excel (ou, no meu caso, o Google Sheets) é seu melhor amigo! Lá tu pode lançar todos os links úteis de relatos de outras pessoas, dicas, lugares pra ficar, visitar, etc. A gente fez uma planilha que tinha uma relação de transportes e hospedagens e os preços. Aí ficava até mais fácil comparar. Botamos lá uma coluna de observações também que era bem útil. A gente deixava já na ordem dos dias também pra ficar mais fácil pra gente se guiar. 
       
      Se alguém quiser ver como a planilha ficou no final, só dar uma ideia aí que eu mando o link!
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      Dia 1. Paraty
      Viajamos de BH pro RJ de Buser e como a gente tinha distribuído nosso código, conseguimos salvar essa ida e volta. Chegamos no RJ por volta de 5h30 e pegamos o primeiro ônibus direto pra Paraty. O busão sai da rodoviária Novo Rio mesmo, às 7hs (mas costuma atrasar muito!), e custa R$83 pela Costa Verde. Ficamos hospedados no Chill Inn Hostel e, sinceramente, recomendo demais! Staff muito atencioso e café da manhã na praia. Almoçamos por lá mesmo, paramos pra tomar umas brejas e fazer umas compras pros próximos dias. Não sei se era pq a cidade ainda tava cheia de gringos pós-flip, mas tava rolando um forró na praça em frente à Matriz pela noite e o comércio ficou aberto até bem tarde no centro histórico. Ficamos apaixonados pelo lugar e pegamos nosso carimbo do passaporte da Estrada Real. O preço das coisas é normal fora do centro histórico (almoço em torno de R$20,00) e bem alto dentro do centro histórico.
      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
      R$34 almoço e brejas
      R$20 de rolezin a noite durante o forró
      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
      R$4 miojo que compramos na vila pra dar um gás a noite, pq a comida acabou rápido kkkkk

       
      Dias 3 - 4. Paraty
      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!


    • Por leonardo.conceicao.5
      Fala galeraaaaaa. Venho compartilhar com vocês um cantinho que eu e minha namorada "descobrimos" em Angra dos Reis.
      Sinceramente eu conhecia pouco de Angra, sempre ao ouvir falar já me vinha a cabeça Ilha Grande, mas felizmente descobri que Angra é muito mais do que apenas Ilha Grande.
      O lugar que estou falando é Mangue Seco, na Ilha da Barra, fica  a uns 20 minutinhos do centro de Angra. É simplesmente um paraíso que poucas pessoas conhecem, tenho certeza que você irá se encantar com a beleza do lugar. Por ser ainda pouco explorado turisticamente não sei como é a infraestrutura de pousadas e hospedagens, por isso vou detalhar aqui a que eu fiquei, beleza?

      Conheci o lugar através da empresa Mangue Seco Angra, eles não são pousadas,  mas possuem casas para alugar em uma "ilha particular" e hospedam desde 2 pessoas (loft) a até 13 pessoas (casa grande). Além de hospedagem eles também oferecem o serviço de passeios náuticos. O valor da diária de um loft está por volta de R$ 234,00.
       
      Como Chegar?
      Saindo do Rio de Janeiro - acesso pela Avenida Brasil e BR-101 (Rio-Santos)
      Saindo de São Paulo - acesso pela BR-116 (Via Dutra) 
      De ônibus 
      As empresas Costa Verde e Útil ligam cidades dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo , respectivamente, a Angra dos Reis. De angra você precisará pegar um Uber ou Táxi até o Spa Serenar.

      O ponto de referência que você deve jogar no GPS é o Spa Serenar.
      Pelas hospedagens ficarem em uma ilha, não é possível chegar até o destino final de carro, por isso, os carros ficam no condomínio do Spa. É super tranquilo, e não paga nenhuma taxa. Ao chegar no Spa, é só se dirigir ao cais e esperar pelo funcionário, que irá pegá-lo com um barquinho.

      O Lugar
      É uma ilha que conta com uma praia particular e uma pequena trilha que oferece uma bela vista da baia de Angra.
      É perfeito para relaxar e estar em mais profundo contato com a natureza.
      Por não ser uma pousada, você precisa passar no mercado e faazer as suas compras antes. Eles oferecem um serviço básico como tira gostos.
      Você pode fazer a reserva pelo Airbnb ou diretamente com o responsável, nas redes sociais.



      Passeios
      Vamos ao ápice dessa descoberta. Os passeios são feitos com a própria empresa e os valores variam.
      Passeio ecológico de Kayak pelos manguezais. 
      Valor: R$ 30 reais por Kayak.
      Duração média de 2 horas, dependendo da condição da maré e do vento.


      Passeio de barco

      Para um passeio privativo (casal) o valor cobrado é de R$ 290,00 reais para o casal, já para grupos a partir de 6  é cobrado R$ 100,00 por pessoa.
      Duração: o tempo estimado é de 6 horas, podendo durar mais por conta dos deslocamentos.
      Pontos visitados: são três pontos visitados ao todo. Pingo d'agua, Ilha de Paquetá e Ilha de Itanhangá.
      Pingo d'agua: é a primeira ilha visitada. Foi a que eu mais gostei e vou contar o porque. Começa pela sua água que é quentinha, pois fica perto da usina de Angra. Ela também é de uma transparência absurdaaaa. No canto esquerdo tem alguns corais e animais marinhos, ideal para a prática do snorkel. 
      É preciso tomar alguns cuidados nessa ilha, ela é uma propriedade particular e tem um baita casarão. O acesso a praia é permitido, porém, não é permitido atravessar os muros, nem subir no pier que tem lá.

      Ilha de Paquetá: É bem bonita, possui uma faixa de areia bem pequena, destaque para os coqueiros que tem lá formando uma espécie de janela.
      Ela conta com 2 bares. Um flutuante e outro na areia mesmo, mas prepare-se caso queira fazer alguma refeição por lá. O valor de uma Itaipava latinha era 16 reais... Sim, também fiquei doido quando vi o valor. A sede passou na hora. Haha.

      Ilha de Itanhangá: eu não diria que é a mais bonita, porém, é a que mais oferece atividades. É um local de preservação mas que também conta com uma propriedade particular que é possível alugar para eventos, mas a grande atração de lá,  é a trilha.
      A trilha é de dificuldade leve / moderada e tem duração de 20 a 30 minutos em média. O seu trecho final dá em um mirante de onde é possível avistar não só a Ilha de Itanhangá, mas todo o conjunto de trilhas ao redor.




       
      Esse é sem dúvida um dos lugares mais belos em que já estive. É tão lindo que usei como cenário para captar cenas para um filme de viagem que estava produzindo.
      Se você leu esse relato e ficou com vontade de saber mais desse paraíso, é só dar o play no vídeo abaixo. Prometo cenas de perder o fôlego.
      Também tenho mais relatos desse e de outros lugares incríveis la no meu instagram de viagem @outrosrumos. Se esse relato lhe foi útil, peço ajuda se inscrevendo la no canal e no instagram. Forte abraço amigos.
       
    • Por Sandro
      [t1]Travessia Bananal - Angra dos Reis via Pico do Frade[/t1]
       
      [t3]Sobre a trilha[/t3]
      Esta trilha inicia-se no alto do Parque Nacional da Serra da Bocaina no município de Bananal - São Paulo indo até o Pico do Frade, elevação rochosa proeminente que se destaca com seus 1560 metros de altitude na cadeia montanhosa sendo visto desde a Ilha Grande na sua face voltada pro continente, de toda a baía de Angra dos Reis até a baía de Parati.
      Uma trilha complicada de navegação em virtude das muitas ramificações em meio a mata fechada e exigente por conter muitos trechos lamacentos, outros com vegetação cobrindo a trilha e trechos alagados.
      A partir do Pico do Frade é possível descer a serra para o litoral de Angra via duas trilhas, uma levando até o bairro de Mambucaba encontrando no meio do caminho a antiga Trilha do Ouro vinda de São José do Barreiro. A outra trilha desce até o bairro do Frade, caminho pelo qual optamos em terminar a travessia.
       
      [align=center][/align]
      [t3]Relato[/t3]
      Desde que avistei o Pico do Frade pela primeira vez a partir da baía de Parati a alguns anos disse a mim mesmo que um dia eu o subiria e assim também nas vezes que o vislumbrei da BR-101 ao longo do litoral de Angra dos Reis e a partir da Ilha Grande.
      Os anos foram passando, muitas outras trilhas realizadas, mas sempre que pensava em mais uma trilha pela Serra do Mar a imagem do Pico do Frade sempre voltava á tona.
      Lembro de ter lido algumas informações sobre as dificuldades de se chegar até ele, mas não lembro se foi lendo o relato da primeira investida do Augusto, só guardei na memória que tinha um certo grau de dificuldade. Mas não foi isto que me fez postergar por muitos anos minha incursão e sim as inúmeras possibilidades de trilhas tão fascinantes quanto esta que temos à disposição aqui pelo Sudeste, muitas, tecnicamente até mais difíceis e que foram tomando prioridade e sendo realizadas. Mas a vez do Pico do Frade chegou...
      No início deste mês conversando com o Fábio sobre planos para nossas próximas trilhas sugeri a travessia saindo de Bananal passando pelo Pico do Frade e terminando em Angra dos Reis, travessia esta que eu sabia ser um desejo antigo do Fábio também. Dois dias depois ele me perguntou se eu topava realizá-la dentro de uma semana o que de imediato concordei. A previsão meteorológica era muito favorável e o Fábio já até tinha planejado a logística e baixado um tracklog para o GPS.
      Além do Fábio a Vivian também estava nessa de corpo e alma pro que desse e viesse, o último a integrar o grupo foi o Danilo que entrou na última hora.
      De posse do relato do Augusto e do tracklog partimos de São Paulo a meia noite do dia 11 (quinta-feira) em um ônibus com destino à cidade de Barra Mansa estado do Rio de Janeiro na qual chegamos ás 5:00h. do dia 12 (sexta-feira).
      Como os horários dos ônibus locais que podem nos deixar mais próximo do início da trilha são muito limitados (de Barra Mansa é necessário pegar um circular até a cidadezinha de Bananal e de Bananal outro com apenas dois horários, ás 6:30h. e 14:30h. que nos deixam em uma localidade distante ainda 2:30h. do início da trilha) optamos por contratar um transporte particular que nos pegasse na rodoviária de Barra Mansa e nos levasse até a Pousada Brejal em Bananal, ponto de referência e apoio à todos que pretendem realizar esta travessia.
      O proprietário da pousada é o Carlinhos, crescido na região e que percorreu muitas vezes esta trilha, sempre muito prestativo ajudando quem chega para realizá-la e dando dicas atualizadas das condições da travessia.
      Foi também do Carlinhos que pegamos a indicação do transporte que poderia nos levar de Barra Mansa até sua pousada, quem nos pegou na rodoviária foi o “Gordo” em sua Kombi que chegou no horário combinado ás 6:00h.
      Partimos de Barra Mansa - RJ e seguimos rumo à Bananal - SP, percurso tranquilo por rodovia em bom estado que leva em média 1:00h. No caminho a paisagem predominante é de pastagens entre pequenos vales e sítios.
      A cidadezinha de Bananal situasse aos pés da Serra da Bocaina e é bastante aconchegante mesclando casas com arquitetura do período colonial com prédios modernos e comércio diversificado oferecendo uma pequena, mas boa estrutura turística.
      Logo saímos do centrinho da cidade e a paisagem volta a ser tipicamente rural e a rodovia mais sinuosa na medida em que passa subir a serra.
      Quanto mais subíamos mais podíamos ver como o céu estava limpo, azulado e o Sol preenchendo de calor o topo das montanhas e o vale cada vez mais profundo que íamos deixando para trás. O dia estava realmente perfeito para uma caminhada.
      Ao chegarmos ao alto da serra a rodovia ainda segue asfaltada por mais 1 km tornando-se uma estrada de terra firme por 6 km até chegarmos em uma grande bifurcação com uma praça ao centro, algumas construções no entorno e uma pequena igreja no alto de um morro diante da praça, local conhecido como Sertão da Bocaina, aqui é o ponto final do ônibus que vem da cidade.
      Tomamos o caminho da esquerda e a partir daqui serão mais 7 km até a Pousada Brejal trecho em que a estrada está bastante lamacenta e com grandes buracos.
      Chegamos na Pousada Brejal após 40 minutos desde que passamos pela cidadezinha de Bananal e fomos recebidos pelo Carlinhos, uma pessoa simpática e bastante comunicativa que gosta de conversar sobre a trilha e sobre as questões ambientais que envolvem a região.
      Nos despedimos do Gordo que retornou à Bananal e começamos preparar os últimos detalhes para botar os pés na trilha, trocar de roupa, fazer um rápido lanche, ajustar as mochilas...
      Muito atencioso o Carlinhos ficou preocupado por chegarmos após uma noite em que a maioria do grupo não dormiu e já partirmos para a caminhada, mas procuramos lhe tranquilizar por estarmos acostumados em fazer este tipo de atividade já alguns anos e com bastante experiência em navegação, além disso tínhamos em mãos o relato do Augusto e o tracklog em GPS. Mesmo assim ele nos alertou que em alguns trechos o GPS iria falhar (o que realmente aconteceu) e que o melhor era termos o croqui elaborado pelo Augusto (o que infelizmente não levamos e que ele não tinha mais cópias para nos fornecer como faz com a maioria dos que passam pela sua pousada a caminho da trilha).
      O local é tão agradável e a conversa estava tão boa que 1 hora se passou rapidamente, nos despedimos do Carlinhos e ele nos deu seu cartão pedindo que lhe ligasse quando chegássemos no Pico do Frade para dizer se estávamos bem ou caso acontecesse algum incidente e precisássemos de alguma ajuda.
      Partimos da pousada ás 9:00h. e seguimos pela estrada passando pela primeira bifurcação onde seguimos pelo caminho da esquerda, logo surge outra bifurcação a qual seguimos pelo caminho da direita e após alguns metros temos a primeira visão do pico bem distante ao mesmo tempo que íamos passando por umas casas do lado direito da estrada.[mostrar-esconder][align=center]
      Avistando o Pico do Frade[/align][/mostrar-esconder]A caminhada prossegue por este trecho inicial de estrada bem aberta e tranquila de chão firme até chegarmos ao que parecia ser seu fim entre três casas brancas de uma fazenda (Seda Moderna), mas a estrada prossegue agora já não de chão firme, mas com alguns pontos de atoleiros. O que nos dá certeza que ainda estamos em uma rodovia estadual é uma pequena placa de madeira pintada a mão do lado esquerdo escrito SP-247 confeccionada por algum morador. Pelo relato do Augusto antes havia ali um marco indicando que estávamos na divisa dos estados saindo de São Paulo (Bananal) e entrando no Rio de Janeiro (Angra dos Reis), portanto final da rodovia SP, mas a estrada prossegue e após uns 300 metros surge uma bifurcação onde no caminho da esquerda tem uma placa escrito: “Pousada Rio Mimoso - 1,5 km” e no caminho da direita tem uma tronqueira. Atravessamos a tronqueira e seguimos, pois o caminho é este, alguns metros à frente do lado esquerdo surgem algumas casas e vários cachorros que se limitaram denunciar nossa presença com latidos porque não demonstraram intenção de nos atacar, não vimos surgir nenhuma pessoa das casas e continuamos tranquilos pela estradinha apesar de estarmos passando por dentro de uma propriedade particular agora.
      Atravessamos mais uma tronqueira e continuamos com a estradinha agora mais barrenta e após aproximadamente 1 km surge uma porteira e diante dela um riacho com uma ponte feita de troncos (dois troncos, um vão deixado por um tronco que caiu e mais três troncos), após a ponte vemos surgir do lado esquerdo um belo e cristalino remanso, o Rio Bonito, paramos para apreciá-lo por alguns minutos e seguimos estrada acima por mais 160 metros até uma grande clareira do lado esquerdo da estrada com o rio passando ao fundo e araucárias bem visíveis na outra margem do rio.[mostrar-esconder][align=center]
      Final da rodovia[/align]
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      Remanso do Rio Bonito[/align]
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      Rio Bonito[/align][/mostrar-esconder]Deixamos a estrada e seguimos até o rio que aqui tem uns 7 metros de largura e no máximo 40 centímetros de fundura, leito de areia e pedras com água límpida e calma, após cruzá-lo colocamos definitivamente os pés na trilha que segue pro lado direito por trás das araucárias, surgem vários caminhos paralelos feitos pelo gado que pasta na região mas basta se manter na trilha mais demarcada e central.
      Passamos por um pequeno trecho de mata e logo saímos em um descampado com a trilha abrindo em dois sentidos, seguimos na trilha que vai fazendo uma curva para a direita e segue bem demarcada até chegar num pequeno charco, ao passarmos pelo charco já viramos para a direita procurando pela continuação da trilha que reaparece alguns metros á frente.
      A partir deste ponto começa a mata fechada e com ela um prenuncio de como seria boa parte da trilha ao longo do primeiro dia: muitos trechos de lama.
      A trilha prossegue larga e bem definida no início com leves declinações alternando trechos planos com suaves aclives balanceando com os declives, logo surgem as primeiras ramificações e vamos nos mantendo na trilha com características de ser a mais antiga.
      Chegamos em um riacho (Goiabeira) após mais ou menos 30 minutos depois que cruzamos o Rio Bonito e passar por este custou no máximo molhar até o tornozelo tirando o excesso de lama das botas.
      A partir daqui seguem uma sucessão de trechos lamacentos onde é praticamente impossível não afundar as botas o que retarda muito nosso progresso na busca de melhores pontos para apoiar os pés, aumentam também a quantidade de bifurcações, trifurcações e até mais ramificações em alguns pontos, alguns visivelmente abertos recentemente e até mais largos que a trilha correta que em alguns trechos fica bem estreita e tomada pela vegetação, na dúvida consultávamos o GPS e as orientações do Augusto.
      Chegamos em um grande descampado onde pudemos mais uma vez vislumbrar o imponente Pico do Frade e perceber o quanto ainda teríamos que caminhar, havíamos percorrido em torno de 7,5 km e restavam para o pico um pouco além de 6 km. Atravessamos o descampado na orientação norte / sudoeste obrigatoriamente sobre alguns pontos de charco, retomamos a trilha pela mata e em mais uns 20 minutos emergimos em outro descampado menor, porém com charco de uma ponta à outra.[mostrar-esconder][align=center]
      Primeiro descampado[/align]
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      Primeiro descampado[/align]
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      Segundo descampado[/align][/mostrar-esconder]Seguimos, adentrando novamente a mata no lado oposto e nos mantendo sempre na trilha aparentando ser mais antiga, profunda.
      Após aproximadamente 10 minutos desde o último descampado as subidas e descidas tornam-se mais acentuadas e depois de 1240 metros percorridos deste descampado (uns 40 minutos) chegamos em uma bifurcação em que seguindo pelo caminho da direita desce-se para o bairro de Mambucaba indo se encontrar com a Trilha do Ouro que vem de São José do Barreiro.
      700 metros à frente desta bifurcação e após aproximadamente 2:15h. desde que saímos da Pousada Brejal chegamos em uma pequena clareira com trilhas seguindo em várias direções e uma árvore com muitos riscos em seu tronco e escrito “PF” com uma seta em baixo apontando para a direita, seguimos nessa orientação e alguns passos á frente essa trilha bifurca onde pegamos o caminho da direita novamente e a trilha segue fazendo uma curva para a esquerda e em seguida é bloqueada por mais uma árvore que caiu trazendo junto muito cipó e outras plantas, nos embrenhamos por entre a vegetação alcançando do outro lado a continuação da trilha que agora desce para dentro de um pequeno vale mais escuro e úmido devido o pouco alcance do Sol ali, vamos seguindo e logo a trilha vira para esquerda e passamos por um córrego, a trilha vira novamente para a direita e é tomada por uma vegetação de folhas grandes pelas quais passamos sem dificuldade, atravessamos outro trecho de córrego e passamos por mais algumas bifurcações nos mantendo sempre na mais antiga.
      A trilha segue subindo um pequeno morro e tomada por bambuzinhos que parecem cipós atravessando a trilha e que se agarram em tudo, mochilas, roupas e na pele, pois possuem micros espinhos (como eu odeio bambus na trilha).
      Depois a trilha volta descer íngreme em outro pequeno vale aonde ao chegarmos ao fundo vemos nítido que ali é leito de passagem de água pluvial em grande volume pela erosão e limpeza característica que ela promove.
      Seguimos pro lado de baixo (direita) no leito e alguns metros à frente tem-se uma bifurcação e uma pequena árvore caída ao seu lado, passamos pela árvore seguindo o caminho da esquerda; mais alguns metros surge um espaço (quase que uma clareira) com um córrego do lado direito e várias trilhas, a dica é se manter em frente na orientação da trilha pela qual você veio. A trilha segue subindo um pequeno lance depois volta descer um pequeno trecho e logo uma sequência de leves subidas e descidas por entre um bambuzal.
      Atravessamos mais dois córregos pelo caminho onde o último encontra-se a uns 30 metros antes da Gruta dos Alemães na qual chegamos ás 16:00h.
      A gruta é um grande abrigo natural, porém com solo bastante irregular para se montar barraca em seu interior propiciando apenas 3 pontos para bivaque. Diante da gruta existe uma área plana onde cabem 2 barracas para 2 pessoas cada. No fundo da gruta passa outro córrego com água abundante (leito de pedras e areia), de fora podemos ouvi-lo, mas para enxergá-lo é necessário pegar a lanterna.
      Avaliamos horários, condições do clima, logística de saída para o dia seguinte e optamos por montar acampamento na gruta, fazendo o ataque ao Pico do Frade no dia seguinte e tentarmos descer para o litoral pela trilha que vai para o bairro do Frade, caso não conseguíssemos descer por esta trilha voltaríamos e pegaríamos a trilha que se encontra com a chamada “Trilha do Ouro” vinda de São José do Barreiro e que desce até o bairro Mambucaba mais fácil, porém um percurso mais longo (caminho pelo qual o Augusto desceu).
      Montamos acampamento, o Danilo “bivacou” na gruta, aproveitando que ainda estava claro e não muito frio fui lavar a camiseta suada do dia e tomar um “banho de gato” no córrego que fica a uns 30 metros da gruta. Ao voltar preparamos o “almojanta” e fomos dormir cedo. Há tempos não dormia tão bem num acampamento.
      Levantamos por volta das 7:00h. (sábado), preparamos café, desmontamos acampamento, nos abastecemos com pelo menos 1 litro de água cada e partimos novamente ás 9:00h.
      A partir da Gruta dos Alemães começa o trecho mais íngreme de trilha até o rochedo que é o Pico do Frade, que se percorrido completo com cargueiras leva em média 2 horas para se alcançar o cume.
      Começamos a subida com as cargueiras, pois a trilha que pretendíamos descer a serra saía de um ponto mais a cima.
      Após uns 20 metros surgem alguns caminhos indo pro lado direito, mas o correto é o que segue subindo para o esquerdo, por aqui existem bons lugares para bivaque e para esticar redes, mais uns 30 metros e avistamos junto à trilha um poleiro de caça (abrigo improvisado por caçadores nas árvores) feito com pequenas árvores e cipós do local e um grande pedaço de plástico preto com o qual o caçador se cobre para não ser visto pelos animais, ele se encontra á uns 3 metros do chão.
      Mais um pouco e chegamos numa árvore caída sobre a trilha pela qual temos que passar por cima onde do outro lado há uma pequena clareira com a trilha para o pico seguindo em frente, uma trilha saindo pelo lado direito e outra pelo lado esquerdo. ESTA TRILHA saindo do lado esquerdo é a trilha que desce para o bairro do Frade, tínhamos ela no GPS, porém o mesmo a indicava 30 metros fora da sua posição correta, o que nos fez achar que ela estivesse mais para cima e nem notamos ela quando passamos, então prosseguimos com nossas mochilas. A partir daqui a subida se torna mais íngreme e vai passando ao lado de enormes pedras, algumas com pequenas grutas onde se é possível fazer bivaques.
      Passados 30, 40, 50 metros a cima da pequena clareira não encontramos outra trilha à esquerda que pudesse ser a que descesse a serra (também não passamos por nenhuma saindo para a direita) e o GPS agora nos indicava que havíamos passado por ela, resolvemos continuar subindo com as cargueiras e chegamos num pequeno patamar próximo ao ponto chamado de “mirante” onde resolvemos deixar as mochilas.[mostrar-esconder][align=center]
      Pico do Frade visto do mirante[/align]
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      Baía de Angra dos Reis vista do mirante[/align][/mostrar-esconder]Deste mirante na crista da serra temos a magnífica visão do Pico do Frade pelo seu lado esquerdo e de boa parte da baía de Angra dos Reis. Daqui ao pico onde enfim encostamos a mão no grande rochedo são mais uns 10 minutos por um trechinho de bambuzal que daí vai contornando o pico por trás até o último trecho que é de “escalaminhada”. A via de “escalaminhada” apesar de variar ângulos de 60º à 80º é fácil, com muitos lugares de apoio, cordas fixas em dois pontos e alguns degraus de madeira nos levando completar a subida em 15 minutos.[mostrar-esconder][align=center]
      Vivian na via de “escalaminhada”[/align][/mostrar-esconder]Chegamos ao cume ás 10:30h. e aí foi se extasiar com a beleza proporcionada pela paisagem das baías de Angra dos Reis e Parati com suas dezenas de ilhas, Serra da Bocaina, Serra do Mar e tantas outras serras a não se poder contar naquele lindo dia ensolarado.
      Ficamos contemplando e descansando no cume em torno de 1 hora, nesse tempo ligamos pro Carlinhos para avisar que havíamos chegado bem, na descida, ainda no trecho de “escalaminhada” passamos alguns metros por uma bifurcação pouco perceptível para quem está descendo do lado direito que é por onde havíamos vindo, mas logo percebemos que o caminho mais largo e direto para baixo por onde estávamos descendo nós não havíamos passado na subida. Segundo o Carlinhos nos disse esse caminho também segue para o bairro Mambucaba, de forma bastante íngreme.[mostrar-esconder][align=center]
      Vista para Mambucaba e baía de Parati[/align]
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      Serra da Bocaina[/align]
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      Baía de Angra dos Reis vista do Pico do Frade[/align]
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      Baía de Angra dos Reis vista do Pico do Frade[/align]
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      Baía de Angra dos Reis vista do Pico do Frade[/align][/mostrar-esconder]Regressamos no nosso caminho recolocando as mochilas e seguimos na busca daquela trilha que nos levaria ao bairro do Frade a qual o GPS não estava conseguindo apontar com precisão, descemos de volta e chegando na pequena clareira vi a trilha saindo para a direita (sudeste) e seguindo bem nítida. Para quem sobe da Gruta dos Alemães ela fica à esquerda e não aparece tão nítida como para quem vem de cima, o GPS ainda dava uma diferença de uns 30 metros, mas quando eu vi a trilha meu instinto disse: É aqui que vocês entram!
      Aqui também ouvimos vozes animadas vindas lá da Gruta dos Alemães, ao menos duas eram masculinas e uma feminina, mais um grupo fazendo a trilha que tinha acabado de chegar.
      Entramos na trilha que ruma ao bairro do Frade e nos primeiros 50 metros ela passa em frente a mais uma grande gruta sob uma enorme pedra arredondada, porém menor que a dos Alemães, depois a trilha pega um trechinho de crista, passa por entre um bambuzal e começa sua descida serra abaixo, uma descida íngreme. (Como a altimetria desta trilha apresenta um acentuado grau de declive para melhor localizar a maioria das referências irei colocar suas cotas de altitude e distâncias percorridas).
      Ao alcançarmos a cota 1130 de altitude, 920 metros percorridos chegamos em um córrego, o primeiro de vários pelos quais passamos ao longo da descida.
      A trilha segue descendo sem bifurcação na primeira hora, ao alcançarmos a cota 866 com 2140 metros percorridos passamos pelo que parece ser um leito seco de riacho e a seguir chegamos em um ponto com vestígio de bifurcação, porém o caminho da esquerda parecia ter sido varrido por uma enxurrada ou não era a trilha principal. Seguimos descendo reto onde o caminho estava mais desgastado e alguns metros abaixo passamos sobre uma árvore caída e ladeamos uma grande pedra, passando pela pedra ouvimos barulho de água e logo avistamos um córrego do lado direito com uma mangueira fazendo capitação de água. Mais um pouco abaixo na trilha avistamos também alguma coisa construída no meio da mata.
      Nos aproximamos com cuidado ao reconhecer que era um abrigo de caçadores. Não havia ninguém, o abrigo está bem consolidado construído acima do solo sobre uma grande pedra e encostado em um barranco, com estrutura feita com pequenas árvores e bambus do entorno e revestido com lonas plástica nas laterais e cobertura. Possui um pequeno fogão a lenha feito com pedras cimentadas, duas camas com colchonetes de espuma distantes do chão, água encanada até uma pequena pia de plástico e alguns utensílios de cozinha como panelas e talheres. Também encontramos um machado escondido e algumas peças de roupa.[mostrar-esconder][align=center]
      Abrigo de caçadores[/align][/mostrar-esconder]O local está conservado, panelas limpas, não há lixo acumulado, na pequena clareira em frente a vegetação não está crescendo e uma parte da cobertura é de plástico trocado a pouco tempo, o que denotam um uso regular da cabana.
      Abaixo da clareira sai uma trilha a qual o Fábio explorou um pouco para ver se era a trilha que deveríamos tomar, porém ela seguia um rumo paralelo e se afastando da direção que deveríamos seguir. Voltamos então uns cinquenta metros a cima até aquele vestígio de trilha que parecia ter sido varrida por uma enxurrada, nos primeiros metros ela segue tortuosa por entre algumas árvores e ao lado de uma grande pedra do lado esquerdo, mas logo ficou claro que estávamos no caminho certo, pois a trilha volta ficar bem demarcada. Atentem também aqui alguns pedacinhos de plástico amarrados em troncos finos de árvores.
      Cruzamos mais um córrego e após umas 3 horas de descida voltamos ouvir vozes na mata e nos deparamos com outro grupo subindo a trilha, paramos para conversar, eram 6 amigos cariocas subindo bem equipados para pernoitarem no cume do Pico do Frade. 5 deles com cargueiras pesadas e um deles com uma de ataque, ele era o “guia” e havia estado no pico a alguns anos. O mais interessante é que ele estava marcando o caminho com a “técnica Joãozinho e Maria”, mas no lugar das migalhas de pão o que usava era papel picado, levava em uma das mãos folhas sulfite que ia rasgando em pedaços pequenos e soltando a cada 2 passos.
      Perguntamos se eles haviam pegado o acesso pelo Hotel do Frade ou algum caminho que viesse pelo braço de serra ao lado dele, algo que eu imaginava existir devido a informação de que o acesso pelo hotel ser proibido a alguns anos e pela grande quantidade de trilhas abertas por caçadores na região. Esta idéia eu havia comentado com o Carlinhos que me confirmou a existência do caminho paralelo ao hotel. Os rapazes disseram que haviam vindo por este outro caminho, então nos despedimos desejando uma ótima subida à eles e prosseguimos em nossa descida. A partir daqui foi só seguir o rastro de papeizinhos serra abaixo.
      Ao chegarmos na cota 800, 2513 metros percorridos passamos do lado direito de uma grande pedra onde é possível se fazer bivaque junto a sua base e após 100 metros abaixo passamos por outra grande pedra.
      Na cota 734, 2813 metros percorridos passamos por um leito de riacho, na cota 681 e 3 km percorridos passamos por mais um riacho e depois pegamos o caminho da esquerda.
      Na cota 426, 4 km percorridos passamos por outro riacho. Cota 377 com 4360 metros percorridos seguimos reto na bifurcação.
      Chegando na cota 348, 4631 metros percorridos seguimos o caminho da direita na bifurcação, na cota 319, 4780 metros percorridos ouvimos o barulho forte de uma cachoeira do lado direito que nos acompanha por um longo trecho mas não chegamos a vê-la, nem passamos pelo seu rio.
      Na cota 234, 5322 metros percorridos pegamos à direita na bifurcação descendo e após 190 metros na cota 219 seguimos reto ao passarmos em mais uma bifurcação.
      Na cota 203, 5756 metros percorridos passamos por uma pequena cascata, o lugar mais bonito da descida, tendo a beleza poluída apenas por uma série de mangueiras e tubulações que captam água na parte de cima; como observamos do alto do Pico do Frade que a parte plana do vale que estávamos descendo é ocupada exclusivamente pelas dependências do hotel eram evidências que estávamos chegando nele.
      A trilha segue ganhando alguns metros de elevação e ao alcançamos a cota 208 após 6 km percorridos saímos em uma curva de uma estradinha, mas ainda no meio da mata, aqui também acabaram os “marcadores de trilha” do Joãozinho.
      Pro lado direito a estrada segue descendo tomada quase que completamente por uma planta de folhas grandes, verdes e mancha arroxeada na parte central chegando na altura dos joelhos, entre elas segue uma trilha. Este lado da estrada termina nas dependências do hotel.
      Seguimos pro lado esquerdo em que a estrada segue subindo para ultrapassar uma pequena elevação (aquele braço de serra), a subida é um lance de uns 100 metros apenas e pouco íngreme, no meio da subida vemos que estamos caminhando ao lado de linhas de transmissão de energia e ao chegarmos ao alto a descida do outro lado também se apresenta suave, após mais uns 100 metros a estrada tem uma bifurcação à direita na qual entramos e depois de uns 40 metros uma à esquerda fazendo 180 graus onde seguimos e passamos ao lado de 3 torres das linhas de transmissão de energia que vêm da usina nuclear.
      A estrada faz uma curva para a direita e aponta de vez pra baixo, a partir daqui seguimos uma longa descida ignorando 2 ou 3 bifurcações, a estrada volta fazer algumas curvas, mas seguindo pra baixo até alcançarmos as primeiras casas de um bairro. Adentramos por uma viela e logo pudemos avistar ainda distante um campo de futebol onde acontecia uma festa.[mostrar-esconder][align=center]
      Chegando no Bairro do Frade[/align][/mostrar-esconder]Descemos por entre as casas até chegarmos em uma rua que nos levou até o campo de futebol onde viramos à direita e seguimos por esta rua 800 metros para alcançarmos a Rodovia Rio - Santos (BR-101) onde chegamos ás 17:30h. após pouco mais de 8 km percorridos.
      No encontro com a rodovia existe uma pracinha e um bar/lanchonete onde paramos para brindar o término de mais uma ótima travessia na companhia de bons amigos.
      Ali também existem dois pontos de ônibus, do lado de cá passam ônibus que seguem para Parati e atravessando a rodovia os ônibus que seguem para o centro de Angra dos Reis, a média de intervalos entre os ônibus são de 30 minutos.
      Para finalizar seguimos para Parati onde eu, a Vivian e o Fábio optamos pernoitar em um hostel e o Danilo resolveu pegar um ônibus para São Paulo ainda aquela noite.
      Deixamos nossas mochilas no hostel, fomos jantar em um dos restaurantes do centro histórico e depois fomos nos despedir do Danilo na rodoviária.
      No domingo pela manhã após o café fomos passear pelo centro histórico e ficamos curtindo a praia do Pontal de onde podíamos vislumbrar ao longe o Pico do Frade se destacando no alto da serra entre nuvens. Almoçamos em outro restaurante e no meio da tarde pegamos o ônibus para São Paulo.[mostrar-esconder][align=center]
      Pico do Frade entre nuvens visto da Praia do Pontal – Parati[/align][/mostrar-esconder][t3]Análise e considerações finais sobre a travessia[/t3]
      Desde o início a única coisa que nos preocupava nesta travessia era encontrarmos trechos completamente fechados pela vegetação como o Augusto encontrou e apesar de levarmos facões não sentimos necessidade em utilizá-los mesmo nos poucos trechos que encontramos vegetação atrapalhando a passagem. Conforme o Carlinhos nos disse: nos últimos anos a trilha tem sido cada vez mais frequentada não só por caçadores de animais e palmitos como também por trilheiros que tem ido até o Pico do Frade e isso obviamente vem retardando o mato de fechá-la completamente e deixando o solo mais demarcado.
      Outro obstáculo pelo qual passamos muito são árvores caídas, de vários tamanhos, algumas passamos por cima, outras por baixo e algumas temos que contorna-las reencontrando a trilha adiante.
      Em alguns pontos o GPS parece se perder um pouco na recepção do sinal ou apresenta uma margem de erro que pode chegar a 50 metros, o que para uma trilha desse perfil se torna ineficiente para uma orientação confiável. Segundo o Carlinhos nos alertou isso ocorre em razão de entrarmos em um perímetro de segurança militar por causa da Usina Nuclear de Angra dos Reis alguns quilômetros dali, mas em muitos pontos ele foi fundamental para não pegarmos um caminho errado.
      Por ser uma região onde há caça de animais redobre a atenção onde pisam e apóiam as mãos para não se acidentarem em armadilhas.
       
      [t3]Suporte[/t3]
      Pousada Brejal
      http://www.pousadabrejalbocaina.com.br/
      http://cabbananal.com/brejal/
       
      Transporte Kombi
      Gordo: (012) 9778-5587
      Ele está cobrando atualmente R$ 200,00 da rodoviária de Barra Mansa até a Pousada Brejal.
       
      Carta Topográfica
      http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/mapas/GEBIS%20-%20RJ/SF-23-Z-A-V-3.jpg
       
      Tracklog compartilhado pelo Hugo
      http://www.clubedosaventureiros.com/central-downloads/tracklogs-gps/tracklogs-da-serra-da-bocaina/travessia-bananal-x-vila-do-frade-via-pedra-do-frade-de-angra-rj-(ca)/
       
      [linkbox]Relatos correlatos
      Augusto
      http://www.mochileiros.com/pegando-um-diluvio-na-subida-da-pedra-do-frade-angra-dos-reis-rj-t5313.html
       
      Divanei
      http://www.mochileiros.com/travessia-bananal-sp-x-pedra-do-frade-x-mambucaba-rj-t49052.html[/linkbox]
      Abraços.
    • Por rafael_santiago
      Pessoal, um aviso muito importante para quem pretende subir ou descer a Pedra do Frade (Angra dos Reis-RJ) pela vila do Frade: fui alertado dias atrás por moradores de que bandidos expulsos de uma favela do Rio se instalaram e montaram acampamento no começo da trilha, na mata logo acima da comunidade do Frade, o que torna bastante arriscado passar por ali. A sugestão foi desviar até a cachoeira do local, onde há uma pequena represa, e dali tomar a trilha de subida à pedra, já distante do acampamento. Se alguém quiser o tracklog (ou detalhes) desse desvio, é só pedir. E é bom também conversar com os moradores da vila a respeito da presença ou mudança de acampamento dos tais bandidos. Muito cuidado nessa área!
    • Por Sandra-Lídice
      Gostaria de compartilhar o sonho de poder realizar a travessia pela linha do trem entre Angra e o lugar que eu amo ... Lídice. Busco pessoas do bem e aventureiras, amantes da paz, harmonia, natureza, do respeito, da solidariedade. Enfim, pessoas que acreditam antes de tudo em DEUS não importando qual seja a religião que vc. o encontra e sente tudo de bom p/conosco e com nossos próximos.
      Quem conhece Lídice jamais esquece aquela sensação de que viver em Paz é possivel. Fico no aguardo. Obrigada


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