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Fim de ano em Ubatuba


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Fim de ano, verão, feriadão. Qualquer lugar de algum apelo turístico no Brasil vai estar cheio, não tem jeito. Entre as opções que avaliamos, decidimos conhecer Ubatuba. Nunca havíamos passado de Trindade, Paraty, quase na divisa entre os estados do RJ e SP. Fomos preparados para a muvuca, trânsito e, claro, chuva. Entretanto, mais importante que isso, fomos preparados para conhecer diversas praias das dezenas que Ubatuba oferece.

 

Conseguimos folga na sexta-feira, então saímos logo cedo pela manhã. A ideia era passar em algumas praias pelo caminho que ainda não conhecíamos. Era um dia nublado. Eis as praias que conhecemos na ida:

 

Praia do Laboratório (Angra dos Reis): muito legal, águas calmas e quentes (sim, quentes, em função de da usina nuclear), não deu pra refrescar muito o corpo. Sem infraestrutura. Acesso escondido. Consta que é boa para snorkel, mas o dia não estava bom para tanto.

 

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Praia do Laboratório

 

Como chegar: fica um pouco antes da usina nuclear, partindo do Rio. É uma entradazinha não sinalizada do outro lado da pista. Entrando, pegue à direita (passando pelo portão mesmo) na primeira bifurcação. Na segunda, pegue à esquerda. Pare o carro e siga em frente até a praia.

 

Praia de Mambucaba (Angra dos Reis): eu queria mais conhecer a histórica vila, local que é o fim da famosa trilha do ouro. Mas acabamos praticamente só andando um pouco pela praia e comendo alguma coisa (café da manhã!). A praia não me atraiu muito.

 

Tarituba (Parati): consta que era uma antiga fazenda de café, hoje ponto de partida de barcos para a ilha do breu. Acabou sendo uma parada muito rápida, porque a praia definitivamente não nos atraiu.

 

Quando estávamos entrando em São Paulo o tempo começou a escurecer cada vez mais rápido. Muito sinistro! Cruzamos a divisa, e a água desceu firme. Imediatamente o termo “Ubachuva” me veio à cabeça, ehehehehe.

 

De qualquer forma, paramos no Núcleo Picinguaba, para conhecer a Praia da Fazenda. Chovia um pouquinho naquela hora, nada que nos demovesse.

 

Praia da Fazenda: para mim, uma das mais lindas que conheci na viagem. Aliás, é das mais lindas que conheço. O tempo tava nubladaço, com chuvinha e tudo, mas achei aquele mar uma delícia. Praia plana, belíssima, muito extensa, tanto água quanto areia. Sem qualquer infraestrutura (é área de preservação). Água parecia morna, mas pode ser efeito da chuva. Ficamos um tempo lá e seguimos adiante.

 

Próxima parada foi na praia de Puruba. Ou melhor, seria. Na hora em que descemos do carro pra cruzar o rio, voltou a chover forte. Entendemos que era um sinal pra não ir e decidimos voltar. Acabamos pulando a de Promirim, que também estava na lista pra conhecer.

 

Praia do Félix: acesso através de um condomínio. Quando chegamos, já era meio da tarde, então tinha mais gente saindo do que entrando. E também fomos recebidos da mesma forma que Puruba: chuvarada na chegada! Mas dessa vez decidimos esperar e curtir a praia. Fizemos muito bem: a chuva passou, o sol chegou e curtimos a tarde por ali. A praia é mais família e tem boa infra. O lado esquerdo tem mais ondas, o direito é mais para a criançada. Ficamos no meio.

 

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Praia do Félix

 

Antes de chegar a Ubatuba, ainda passamos na Praia de Itamambuca, pra curtir o fim de tarde. Muito legal, apenas passeamos pela praia. Andamos até o rio que fica no canto esquerdo.

 

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Praia de Itamambuca

 

Outras praias que conhecemos nos outros dias durante nossa estadia em Ubatuba:

 

Praia do Cedro/Cedrinho/Cedro do Centro: o caminho até lá tava bem congestionado (e, pra piorar, o GPS me mandou por uma via que não existia), aquela coisa de tudo lotado em dia de sol de feriadão. Pra piorar, fica perto da Praia Grande, a mais infernal de todas as praias da cidade (ao menos dentre as que conheci), ponto focal de trânsito na cidade. De qualquer forma, conseguimos chegar. Já algumas dezenas de metros antes, começamos a ver os carros parados. Paramos o nosso e seguimos o restante a pé.

 

A praia, que pelo acesso deve ser mais reservada normalmente, tava bem cheia. Ainda assim, beeeem menos que outras. Tava agradável, curtimos a manhã por lá. Infelizmente naquele dia não rolava snorkel, a água tava meio turva por conta das chuvas.

 

Praia do Lázaro – praia bacana, relax, mais família. Passamos a tarde por lá. Gostei bastante. É toda estruturada, vários restaurantes e barracas. Mar calmo, água cobrindo boa parte da areia. Tem um rio legal +- no meio da praia, mas naquela área tinha uma galera com som automotivo no máximo.

 

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Praia do Lázaro

 

À esquerda da praia, você chega na Praia do Sununga, onde fica a famosa gruta que chora. Fomos lá no fim da tarde. Altas e fortes ondas, somente surfistas na água. E plateia assistindo às manobras. As ondas batiam numa pedra lateral e depois rolavam horizontalmente, chocando-se com outra. Dava um efeito bem legal. A gruta fica no canto esquerdo, é interessante, vale uma passada.

 

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Praia do Sununga

 

Trilha das sete praias: foi roteiro de dia inteiro. Partimos do canto esquerdo da Praia da Lagoinha, que é uma praia bem legal, também bem família. Lá eu vi, pela primeira vez, tênis de praia, *literalmente*. Galera jogando na praia, na areia, com bola quicando, e raquetes do que se convencionou chamar de “beach tennis”. Muito legal. Claro que precisa de areia dura e plana, o que havia naquela manhã.

 

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Praia da Lagoinha – no início da trilha das sete praias

 

Seguimos para a nossa trilha. Antes de começar a trilha propriamente, é necessário cruzar um rio. Na ida foi tranquilo, água na canela. Mas na volta a maré tinha crescido e foi mais emocionante cruzar (água na cintura).

 

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A volta, agora com a maré bem mais alta

 

Achei a trilha bem tranquila. Algumas poucas subidas e descidas mais inclinadas antes de chegar no Cedro/Cedro do Sul, mas nada complicado. Deu pra ir de chinelo mesmo (embora não seja recomendável).

 

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Siga esta placa!

 

As praias, conforme fui vendo no mapa, são: Oeste, Peres (apenas dei um mergulho e segui adiante), Bonete (paramos para curtir um tempo, é local de chegada de barcos e tem um quiosque), Grande Bonete (também bem legal), Deserta e Cedro/Cedro do Sul (onde curtimos bons momentos por toda a tarde). Tinha gente acampada nessas duas últimas, além de vários habitantes locais – os caranguejos.

 

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Descendo para a Praia Deserta

 

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Praia do Cedro (do sul)

 

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Um nativo

 

 

Ilha Anchieta: outro roteiro de dia inteiro. Tinha o contato da agência Mar Azul, que tava cobrando 70 pratas, saindo da Praia da Enseada. Achei caro. Liguei para a Mikonos, que cobrava 55, saindo do Saco da Ribeira. Fomos com a Mikonos (mas continuei achando caro).

 

Era um belo dia, o mais bonito da viagem até então, último dia do ano.

 

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Chegando à ilha

 

Após cerca de uma hora o barco chega na Ilha Anchieta. Você é recepcionado por voluntários, que explicam algumas coisas da ilha e pedem o óbvio (que você seja educado e leve de volta seu lixo daquele paraíso). Logo em frente tem as ruínas do antigo presídio, que valem uma visita. Depois você tem as praias dali mesmo (Praia do Presídio e Praia do Sapateiro) ou duas outras que você acessa por trilha.

 

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ruínas

 

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Nativos da ilha

 

Fomos para a Praia do Engenho, tida como boa para snorkel. Uma delícia de praia, com direito a piscina natural cheia de peixinhos. Na verdade, nem é necessário snorkel, os peixes estão ali na sua frente, no raso mesmo. Curtimos bastante.

 

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Praia do Engenho -- nem precisa de snorkel!

 

A outra é a Praia das Palmas, mas gostamos tanto de curtir a do Engenho que acabamos não indo lá. O tempo total de estadia na ilha fica em torno de 2 horas, depois você segue para a Praia das Sete Fontes.

 

Praia das Sete Fontes: o barco chega e atraca numa pequena plataforma que leva a galera até a praia. Quem quiser, pode pular na água a ir nadando. Chegando na praia, pesquise os preços, há vários quiosques, e com preços diferentes. Nós escolhemos um, mas ninguém veio nos atender, então pulamos para o do lado.

 

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Chegando na praia das sete fontes

 

Praia excelente para snorkel – busque as pedras sempre! Curtimos bons momentos por lá. A praia é legal, o dia tava bonito, tinha peixinho pra ver. Tarde feliz.

 

Jantamos e passamos a virada de ano na Praia de Perequê-Açu mesmo. Depois fomos tentar dormir em meio ao foguetório da madrugada. :)

 

Retorno:

Nosso plano era desviar um pouco e conhecer São Luiz de Paraitinga, Lagoinha e a Basílica de Aparecida, e voltar pela Dutra, mas logo de manhã já tinha um trânsito muito sinistro na saída de Ubatuba para Taubaté. Coisa pavorosa mesmo (ao menos para mim), então demos meia-volta e retornamos pela Rio-Santos. Paramos ainda em Paraty para rever a cidade e dar uma passeada pelo centro histórico.

 

Considerações gerais

Tem muita praia em Ubatuba. Além disso, tem cachoeiras (e não fomos em nenhuma), trilhas e etc. Ou seja, você pode passar dias por lá que tem curtição.

 

Estacionamentos – Só precisei pagar na Praia do Félix, onde só havia como parar na tal zona azul (um rasgo de 10 pratas). Em todas as outras praias eu encontrei áreas sem essa zona azul e sem flenelinhas.

 

Cariocas, fluminenses? – Praticamente não vi placas de carros do Rio por lá. Na verdade, só vi uma, de Resende.

 

Perequê-Açu – Ficamos hospedados na Pousada Rancho da Tia, dica do Augusto aqui no mochileiros.com. Achei que ficar no Perequê-Açu foi boa escolha porque, além de ser mais em conta, é perto do centro. Dá pra andar tranquilamente de um para o outro – coisa de 2-3 km até Itaguá, e entendo que é muito melhor andar do que ficar parado no trânsito (e tinha trânsito todos os dias no centro à noite). O problema era ter de esperar quando a chuva desabava, ehehehe.

 

Trânsito – Feriadão = trânsito, claro. Mas eu não consigo me acostumar a isso. Todo dia, logo cedo, era um parto pra passar da Praia Grande. Pra voltar deveria ser ainda pior, mas o GPS me indicou uma estrada alternativa, que peguei todos os dias, voltando das praias mais ao sul. Viva o GPS, viva essa estradinha que cortava pelo bairro Rio Negro!! Fica a dica. A estrada tem buracos (padrão Brasil), é estreita e tem curvas fechadas, e tem uns 700 m de um trecho MUITO ruim. Fora isso, é um alívio anti-trânsito. Estranho que quase ninguém mais usasse.

 

Temperatura da água -- Nenhuma água gelada nas praias. Eu diria que nem fria estava.

 

Praia do Cedro – Há duas praias do Cedro em Ubatuba. Ambas são acessíveis somente por trilha, uma fica mais ao centro, outra mais ao sul. Diferentes nomes se referem a elas (“do centro”, “do sul”), para diferenciá-las.

 

 

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Lua vermelha (!!) em Ubatuba

 

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Entardecer em Ubatuba – acho maneiro o efeito degradê das montanhas

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