Depois de muito tempo utilizando e usufruindo deste site que sempre me auxilia nas TRIPS, segue meu primeiro relato e meu vídeo de uma travessia incrível, mas que não saiu como o planejado.
Primeiramente, quero agradecer as belas informações que obtive nos relatos do Rafael Santiago e do Augusto e a outros colaboradores que descrevem como poucos uma aventura. Obrigado! :'> :'>
Vou separar o relato em três etapas, sendo a primeira com informações de minha aventura em um dia, a segunda com o video desta TRIP e a ultima com informações e dicas do trajeto tradicional em dois dias.
ETAPA 01
A travessia se iniciou no dia 04/05/2013 no abrigo Rebouças. A trilha passa pela base do Pico da Pedra do Altar (sendo possível acessar o cume), desce ao Vale Aiuruoca (Cachoeira Aiuruoca) e contorna os Ovos da Galinha, adentra o Vale dos Dinossauros (nascentes do Rio Preto) e desce por dois percursos: o oficial, pelo Mata-Cavalo até o Vale das Cruzes, entre Mauá e Maringá e o segundo a Maromba (Cachoeira do Escorrega), sendo este ultimo o escolhido pelo grupo.
O grupo foi formado por 19 pessoas e os atletas eram: Meu amore Pâmela, Rafael, Jeff, Felipe, Leandro Roots, Jaque, Edu e Daiane, todos de São Paulo-SP, Lielto, de Curitiba-PR, minha cunhada Patricia e meu irmão Isaque, de Caraguatatuba-SP, o casal Jú e Gui, de São José dos Campos-SP, Klemilson e Adriano Kako, de Guarulhos-SP, Nelson, de Tietê-SP, João e Lívia, de Volta Redonda-RJ e eu, Samuel, de Pindamonhangaba-SP.
Depois de muitas sugestões, informações e acertos no evento criado no facebook, seguimos ao encontro de todos no posto do Marcão (Portaria da parte Alta do Parque). Por volta das 09:30hrs, depois de todos assinarem a entrada e organizarem as mochilas, partimos para o Abrigo Rebouças.
Pouco mais de 100m depois da ponte, tomamos à esquerda na primeira bifurcação (com placa Pedra do Altar) e à esquerda, novamente, na segunda bifurcação, 30m depois da primeira, esssa mais sútil e com placa (à direita se vai à Asa de Hermes, curiosa formação que tem o nome devido a uma pedra inclinada em seu topo, que lembra a asa do capacete de Hermes, mensageiro dos Deuses no Olímpio). Nesta altura o Belo Pico Agulhas Negras ja se torna bem oponente na travessia.
Energias renovadas, seguimos subindo até uma clara bifurcação: a direita leva à Pedra do Altar, ponto mais alto de toda travessia, a 2.575m. Neste ponto, o grupo se separou. Meu amore Pamela, o Rafa, o Gui, o Lielto e o Jeff seguiram comigo para desbravar o Pico (VISUAL MASSA).
Após alguns minutos no cume, retornamos a trilha, rumo ao encontro do restante do grupo. No decorrer do trajeto muitas atraçõe sensacionais como por exemplo Ovos da Galinha .
O reencontro foi em um local suspeito a ser o Rancho Caído (piso plano e protegido). Mas, o mesmo, de acordo com relatos, não demonstrava ser o local de acampamento. Pelas minhas pesquisas, o local deveria abrigar, mais ou menos,15 barracas.
Surgiram algumas dúvidas e, conseqüentemente, os perrengues começaram, pois o grupo desejou seguir a trilha para tentar achar o local que poderia abrigar as 15 barracas. Porém, não o encontramos antes do anoitecer. Por via, o psicológico do grupo começou a ficar abalado. Não apenas pelo cansaço, mas, também pelo piso e a descida com muitas pedras.
Após muitas horas procurando pelo local, tudo indicava que iríamos direto ao final da travessia: "Maromba". Depois que pasamos pela última bifurcação (seguimos pela esquerda), o grupo se separou pois, todos estavam muito cansados. Uma parte do grupo (Gui, Jú, Edu, Daiane, Leandro Roots, Jeff, klemilson e Adriano) optou por montar as barracas perto da trilha e, Jaque e Nelson também optaram pelo camping selvagem, no final da trilha.
O restante do grupo seguiu em direção a Maromba, rumo a um camping na cidade.Por volta das 23:00hrs, chegamos a Cachoeira do Escorrega. De acordo com algumas informações que conseguimos pela redondeza, o camping ficava a 3 km. Como estavámos muito cansados, tanto física como psicologicamente , decidimos ir em busca de alguma pousada.
A salvação foram 3 chalés, sendo dois para os casais (João e Livia, Isaque e Patricia) e o outro para o Rafael, o Felipe, o Lielto -que se acomodaram pelos comodos- e uma cama de casal para eu e a Pâmela. O resgate estava programado para as 12:00hrs na Cacho do Escorrega e o mesmo, com alguns minutos de atraso, chegou no local acordado. Ufaaaaaaa! Estava preocupado, com muito receio do resgate nos deixar na mão, mas o motorista AMARILDO pessoa muito honesta cumpriu com o combinado. Por fim, depois de muitos perrengues, tudo acabou bem. Com certeza, teremos boas lembranças e histórias para toda a vida. Como Guilherme Cavalari diz:
"Cada um tem que encontrar a tua estrada o teu veiculo a tua trilha.
Não existe padrão ou certo e errado, o importante é as pessoas arriscarem estar disponível para coisas diferentes para as novidades e concerteza "arriscar" pois, esta cada vez mais claro que a vida ta no movimento, onde não tem o movimento não tem vida... "
Viajar e desbravar a natureza faz com que agente se sinta-se muito vivo, porque os movimento que decorrem uma travessia como esta , da o grande sentido da vida em um grupo como este que, tive o privilegio e o prazer de participar.
Segue abaixo o DOC que levei com as informações que obtive pela net e pelo site:
1º DIA: DO ABRIGO REBOUÇAS AO RANCHO CAÍDO (14,7Km) duração 07hrs.
2º DIA: DO RANCHO CAÍDO A MAROMBA (8,5km) duração 04hrs.
PERCURSO: Sem grandes aclives. Algum degrau ou outro para percorrer nos trechos mais planos. Porém em dias claros e devido aos Campos de Altitudes é recomendado protetor solar e chapéu. Há bastantes pontos de água, somente no segundo dia que se leva cerca de 2 horas para o primeiro ponto de água.TOTALIZANDO - 23,2km de travessia.
LOGISTICA:
Deixamos os carros no Posto do Marcão (entrada do parque).
Resgate em Maromba (R$35,00 por pessoa). Contato Amarildo (03591297522) trabalha com kombi e tem muitos amigos que tambem trabalham, com transporte.
1º DIA:
Portaria do parque (Posto Marcão) ao Abrigo Rebouças (30min)
Direção ao mesmo caminho que leva aos Agulhas Negras até a bifurcação depois da ponte pênsil. Pouco mais de 100m depois da ponte toma-se a esquerda na primeira bifurcação (com placa Pedra do Altar) e à esquerda novamente na segunda bifurcação CUIDADO, 30m depois da primeira, essa mais sutil e sem placa (à direita se vai à Asa de Hermes, curiosa formação que tem o nome devido a uma pedra inclinada em seu topo, que lembra a asa do capacete de Hermes, mensageiro dos Deuses no Olímpio).
Na subida acentuada uma clara bifurcação leva à direita à Pedra do Altar ponto mais alto da travessia toda, a 2.575m, na direção do Altar e ao chegar a um pequeno descampado deixar a mochila para subir suave, não leva mais que 10 minutos. Junto do topo encontra-se uma trilha à direita que segue na direção da Pedra do Sino.
A trilha passa aos pés do grande rochoso que é a Pedra do Altar e logo inicia a descida ao Vale do Rio Aiuruoca. Uma curiosidade: nesse momento estamos saindo do estado do Rio e passando para terras mineiras.
Em direção à Cachoeira do Aiuruoca e já no vale das nascentes do rio, passa-se por vários pequenos riachos que se convergem e seguem na direção norte e pouco antes de chegar na cachoeira, encontra-se uma bifurcação à direita que serve de atalho e nesse ponto encontra-se uma vareta com a ponta pintada de vermelho, que se encontra em vários outros pontos dessa travessia.
Nesse ponto diverge a 2 travessias do PNI. Para o norte (esquerda) segue a Travessia da Serra Negra e cruzando o rio e seguindo para sudeste (mais pela direita) é a Rebouças-Mauá , seguindo a intrigante formação de pedras arredondadas sobrepostas a uma base conhecida como Ovos da Galinha o topo da mesma permite uma bela visão do vale das nascentes do Aiuruoca e a lateral da Pedra do Sino, que parece estar bem próximo.
A caminhada pela trilha continua em direção ao topo da crista e outras varetas vão aparecendo pela subida ao chegar no topo do selado (Visual maravilhoso) que dá acesso ao Vale dos Dinossauros a um mirante aos 2507m que deixa boquiaberta com tamanha beleza.
À direita, a quase onipresente Pedra do Sino. À esquerda, mais distante, a Pedra Selada de Mauá. E mais à esquerda, ainda bem mais distante, o Pico do Papagaio. Bem a frente, gigantes e magníficos, o Vale dos Dinossauros e uma longa crista culminando no imponente Pico da Maromba e um pouco mais abaixo o Marombinha se destacam na última crista que separa o vale de Visconde de Mauá das partes altas do PNI e na base desses dois picos é possível visualizar um pequeno trecho de mata atlântica com vários matacões no topo, que é o local onde o Rancho Caído está localizado e é lá que finaliza a caminhada do dia.
A descida, a trilha dá uma grande volta em forma de ferradura (neste momento que se entendi o sentido da travessia. Se a trilha da travessia fosse objetiva ela passaria pelas laterais das Agulhas e não faria todo este enorme “s” que faz em seu percurso. Porém teria-se a vista de outras belezas como a Pedra do Altar, a Cachoeira Aiuruoca, a Pedra do sino, os Ovos da Galinha entre outros), inicialmente pela borda do imenso Vale dos Dinossauros, numa bifurcação onde um rabicho de trilha avança por entre o bambuzal, a trilha principal segue para a direita, contornando os bambus e nesse ponto existe uma vareta para sinalizar o caminho correto e ali ela é bem útil. Dalí o Rancho Caído já aparece do outro lado do vale ao lado de um trecho de mata atlântica, mas até chegar lá ainda tem de seguir descendo por entre a vegetação alta com bambuzinhos pelo caminho. Descendo por voçorocas, a trilha não demora mais que uns 15 minutos para chegar em 2 riachos e pouco mts antes de cruzá-los encontra-se uma bifurcação que sai à direita e segue margeando um dos riachos.
ate chegar ao Rancho Caído que fecha no vale, O lugar é um grande descampado que fica no interior da mata, protegido e suficiente para umas 15 barracas.
2º DIA:
A trilha desce até um riacho e sobe até um ótimo mirante que proporcionou visão das Agulhas e Pedra do Sino para trás (sudoeste) e Visconde de Mauá e Pedra Selada para a frente (nordeste). Desse mirante passamos para a outra vertente dessa serra e começamos aos 2310m de altitude a longa porém suave descida chamada de Mata-Cavalo, na qual avistamos também o Vale do Paraíba ainda coberto por um tapete de nuvens. Na descida e topa-se com uma bifurcação que à esquerda morria numa clareira de acampamento que devia comportar bem umas três barracas apenas. .
Voltando à trilha principal e mais uns 50 mts chega-se ao 1º riacho (2hrs meia). Seguindo a trilha, de vez em quando aparecem algumas aberturas mostrando todo o trajetoo a descer e cerca de 5 minutos depois do riacho encontro a 1ª bifurcação importante (1952m) na trilha, marcado por uma enorme bromélia junto da árvore. A trilha em frente vai sair no Vale das Cruzes, entre Maringá e Visconde de Mauá sendo a saída oficial e para esquerda terminar na Cachoeira do Escorrega (4,7km cerca de 30 minutos antes da Vila da Maromba).
Dicas:
# Se não conseguir deixar o comprovante em Visconde de Mauá ao término da travessia, é possível avisá-los pelo e-mail do Abrigo Rebouças.
# Sinal de celular da VIVO só consegui na crista onde estão os Picos da Maromba e Marombinha.
# Distâncias
Posto Marcão até Abrigo Rebouças: + - 3 km
Abrigo Rebouças até Rancho Caído: + - 12 km
Rancho Caído até Cachoeira do Escorrega: + - 8,5 km.
# Água não é problema nessa travessia, já que a trilha cruza com inúmeros riachos. O problema é o Sol, já que não existem áreas de sombra.
Fala, GALERA!
Depois de muito tempo utilizando e usufruindo deste site que sempre me auxilia nas TRIPS, segue meu primeiro relato e meu vídeo de uma travessia incrível, mas que não saiu como o planejado.
Primeiramente, quero agradecer as belas informações que obtive nos relatos do Rafael Santiago e do Augusto e a outros colaboradores que descrevem como poucos uma aventura. Obrigado!
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:'>
Vou separar o relato em três etapas, sendo a primeira com informações de minha aventura em um dia, a segunda com o video desta TRIP e a ultima com informações e dicas do trajeto tradicional em dois dias.
ETAPA 01
A travessia se iniciou no dia 04/05/2013 no abrigo Rebouças. A trilha passa pela base do Pico da Pedra do Altar (sendo possível acessar o cume), desce ao Vale Aiuruoca (Cachoeira Aiuruoca) e contorna os Ovos da Galinha, adentra o Vale dos Dinossauros (nascentes do Rio Preto) e desce por dois percursos: o oficial, pelo Mata-Cavalo até o Vale das Cruzes, entre Mauá e Maringá e o segundo a Maromba (Cachoeira do Escorrega), sendo este ultimo o escolhido pelo grupo.
O grupo foi formado por 19 pessoas e os atletas eram: Meu amore Pâmela, Rafael, Jeff, Felipe, Leandro Roots, Jaque, Edu e Daiane, todos de São Paulo-SP, Lielto, de Curitiba-PR, minha cunhada Patricia e meu irmão Isaque, de Caraguatatuba-SP, o casal Jú e Gui, de São José dos Campos-SP, Klemilson e Adriano Kako, de Guarulhos-SP, Nelson, de Tietê-SP, João e Lívia, de Volta Redonda-RJ e eu, Samuel, de Pindamonhangaba-SP.
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Depois de muitas sugestões, informações e acertos no evento criado no facebook, seguimos ao encontro de todos no posto do Marcão (Portaria da parte Alta do Parque). Por volta das 09:30hrs, depois de todos assinarem a entrada e organizarem as mochilas, partimos para o Abrigo Rebouças.
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Seguimos pelo mesmo caminho que leva ao Agulhas Negras até a bifurcação depois da Ponte Pênsil.
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Pouco mais de 100m depois da ponte, tomamos à esquerda na primeira bifurcação (com placa Pedra do Altar) e à esquerda, novamente, na segunda bifurcação, 30m depois da primeira, esssa mais sútil e com placa (à direita se vai à Asa de Hermes, curiosa formação que tem o nome devido a uma pedra inclinada em seu topo, que lembra a asa do capacete de Hermes, mensageiro dos Deuses no Olímpio). Nesta altura o Belo Pico Agulhas Negras ja se torna bem oponente na travessia.
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Na subida acentuada paramos para um lanche com muitas risadas.

(Adriano Kako, Presidente Gui e Leandro Roots: pessoas que não podem faltar numa TRIP).
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Energias renovadas, seguimos subindo até uma clara bifurcação: a direita leva à Pedra do Altar, ponto mais alto de toda travessia, a 2.575m. Neste ponto, o grupo se separou. Meu amore Pamela, o Rafa, o Gui, o Lielto e o Jeff seguiram comigo para desbravar o Pico (VISUAL MASSA).
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Após alguns minutos no cume, retornamos a trilha, rumo ao encontro do restante do grupo. No decorrer do trajeto muitas atraçõe sensacionais como por exemplo Ovos da Galinha .
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O reencontro foi em um local suspeito a ser o Rancho Caído (piso plano e protegido). Mas, o mesmo, de acordo com relatos, não demonstrava ser o local de acampamento. Pelas minhas pesquisas, o local deveria abrigar, mais ou menos,15 barracas.
Surgiram algumas dúvidas e, conseqüentemente, os perrengues começaram, pois o grupo desejou seguir a trilha para tentar achar o local que poderia abrigar as 15 barracas. Porém, não o encontramos antes do anoitecer. Por via, o psicológico do grupo começou a ficar abalado. Não apenas pelo cansaço, mas, também pelo piso e a descida com muitas pedras.
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Após muitas horas procurando pelo local,
tudo indicava que iríamos direto ao final da travessia: "Maromba". Depois que pasamos pela última bifurcação (seguimos pela esquerda), o grupo se separou pois, todos estavam muito cansados. Uma parte do grupo (Gui, Jú, Edu, Daiane, Leandro Roots, Jeff, klemilson e Adriano) optou por montar as barracas perto da trilha e, Jaque e Nelson também optaram pelo camping selvagem, no final da trilha.
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O restante do grupo seguiu em direção a Maromba, rumo a um camping na cidade.Por volta das 23:00hrs, chegamos a Cachoeira do Escorrega. De acordo com algumas informações que conseguimos pela redondeza, o camping ficava a 3 km. Como estavámos muito cansados, tanto física como psicologicamente
, decidimos ir em busca de alguma pousada.
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A salvação foram 3 chalés, sendo dois para os casais (João e Livia, Isaque e Patricia) e o outro para o Rafael, o Felipe, o Lielto -que se acomodaram pelos comodos- e uma cama de casal para eu e a Pâmela. O resgate estava programado para as 12:00hrs na Cacho do Escorrega e o mesmo, com alguns minutos de atraso, chegou no local acordado. Ufaaaaaaa!
Estava preocupado, com muito receio do resgate nos deixar na mão, mas o motorista AMARILDO pessoa muito honesta cumpriu com o combinado. Por fim, depois de muitos perrengues, tudo acabou bem. Com certeza, teremos boas lembranças e histórias para toda a vida. Como Guilherme Cavalari diz:
"Cada um tem que encontrar a tua estrada o teu veiculo a tua trilha.
Não existe padrão ou certo e errado, o importante é as pessoas arriscarem estar disponível para coisas diferentes para as novidades e concerteza "arriscar" pois, esta cada vez mais claro que a vida ta no movimento, onde não tem o movimento não tem vida... "
Viajar e desbravar a natureza faz com que agente se sinta-se muito vivo, porque os movimento que decorrem uma travessia como esta , da o grande sentido da vida em um grupo como este que, tive o privilegio e o prazer de participar.


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ETAPA 03
Segue abaixo o DOC que levei com as informações que obtive pela net e pelo site:
1º DIA: DO ABRIGO REBOUÇAS AO RANCHO CAÍDO (14,7Km) duração 07hrs.
2º DIA: DO RANCHO CAÍDO A MAROMBA (8,5km) duração 04hrs.
PERCURSO: Sem grandes aclives. Algum degrau ou outro para percorrer nos trechos mais planos. Porém em dias claros e devido aos Campos de Altitudes é recomendado protetor solar e chapéu. Há bastantes pontos de água, somente no segundo dia que se leva cerca de 2 horas para o primeiro ponto de água.TOTALIZANDO - 23,2km de travessia.
LOGISTICA:
Deixamos os carros no Posto do Marcão (entrada do parque).
Resgate em Maromba (R$35,00 por pessoa). Contato Amarildo (03591297522) trabalha com kombi e tem muitos amigos que tambem trabalham, com transporte.
1º DIA:
Portaria do parque (Posto Marcão) ao Abrigo Rebouças (30min)
Direção ao mesmo caminho que leva aos Agulhas Negras até a bifurcação depois da ponte pênsil. Pouco mais de 100m depois da ponte toma-se a esquerda na primeira bifurcação (com placa Pedra do Altar) e à esquerda novamente na segunda bifurcação CUIDADO, 30m depois da primeira, essa mais sutil e sem placa (à direita se vai à Asa de Hermes, curiosa formação que tem o nome devido a uma pedra inclinada em seu topo, que lembra a asa do capacete de Hermes, mensageiro dos Deuses no Olímpio).
Na subida acentuada uma clara bifurcação leva à direita à Pedra do Altar ponto mais alto da travessia toda, a 2.575m, na direção do Altar e ao chegar a um pequeno descampado deixar a mochila para subir suave, não leva mais que 10 minutos. Junto do topo encontra-se uma trilha à direita que segue na direção da Pedra do Sino.
A trilha passa aos pés do grande rochoso que é a Pedra do Altar e logo inicia a descida ao Vale do Rio Aiuruoca. Uma curiosidade: nesse momento estamos saindo do estado do Rio e passando para terras mineiras.
Em direção à Cachoeira do Aiuruoca e já no vale das nascentes do rio, passa-se por vários pequenos riachos que se convergem e seguem na direção norte e pouco antes de chegar na cachoeira, encontra-se uma bifurcação à direita que serve de atalho e nesse ponto encontra-se uma vareta com a ponta pintada de vermelho, que se encontra em vários outros pontos dessa travessia.
Nesse ponto diverge a 2 travessias do PNI. Para o norte (esquerda) segue a Travessia da Serra Negra e cruzando o rio e seguindo para sudeste (mais pela direita) é a Rebouças-Mauá , seguindo a intrigante formação de pedras arredondadas sobrepostas a uma base conhecida como Ovos da Galinha o topo da mesma permite uma bela visão do vale das nascentes do Aiuruoca e a lateral da Pedra do Sino, que parece estar bem próximo.
A caminhada pela trilha continua em direção ao topo da crista e outras varetas vão aparecendo pela subida ao chegar no topo do selado (Visual maravilhoso) que dá acesso ao Vale dos Dinossauros a um mirante aos 2507m que deixa boquiaberta com tamanha beleza.
À direita, a quase onipresente Pedra do Sino. À esquerda, mais distante, a Pedra Selada de Mauá. E mais à esquerda, ainda bem mais distante, o Pico do Papagaio. Bem a frente, gigantes e magníficos, o Vale dos Dinossauros e uma longa crista culminando no imponente Pico da Maromba e um pouco mais abaixo o Marombinha se destacam na última crista que separa o vale de Visconde de Mauá das partes altas do PNI e na base desses dois picos é possível visualizar um pequeno trecho de mata atlântica com vários matacões no topo, que é o local onde o Rancho Caído está localizado e é lá que finaliza a caminhada do dia.
A descida, a trilha dá uma grande volta em forma de ferradura (neste momento que se entendi o sentido da travessia. Se a trilha da travessia fosse objetiva ela passaria pelas laterais das Agulhas e não faria todo este enorme “s” que faz em seu percurso. Porém teria-se a vista de outras belezas como a Pedra do Altar, a Cachoeira Aiuruoca, a Pedra do sino, os Ovos da Galinha entre outros), inicialmente pela borda do imenso Vale dos Dinossauros, numa bifurcação onde um rabicho de trilha avança por entre o bambuzal, a trilha principal segue para a direita, contornando os bambus e nesse ponto existe uma vareta para sinalizar o caminho correto e ali ela é bem útil. Dalí o Rancho Caído já aparece do outro lado do vale ao lado de um trecho de mata atlântica, mas até chegar lá ainda tem de seguir descendo por entre a vegetação alta com bambuzinhos pelo caminho. Descendo por voçorocas, a trilha não demora mais que uns 15 minutos para chegar em 2 riachos e pouco mts antes de cruzá-los encontra-se uma bifurcação que sai à direita e segue margeando um dos riachos.
ate chegar ao Rancho Caído que fecha no vale, O lugar é um grande descampado que fica no interior da mata, protegido e suficiente para umas 15 barracas.
2º DIA:
A trilha desce até um riacho e sobe até um ótimo mirante que proporcionou visão das Agulhas e Pedra do Sino para trás (sudoeste) e Visconde de Mauá e Pedra Selada para a frente (nordeste). Desse mirante passamos para a outra vertente dessa serra e começamos aos 2310m de altitude a longa porém suave descida chamada de Mata-Cavalo, na qual avistamos também o Vale do Paraíba ainda coberto por um tapete de nuvens. Na descida e topa-se com uma bifurcação que à esquerda morria numa clareira de acampamento que devia comportar bem umas três barracas apenas. .
Voltando à trilha principal e mais uns 50 mts chega-se ao 1º riacho (2hrs meia). Seguindo a trilha, de vez em quando aparecem algumas aberturas mostrando todo o trajetoo a descer e cerca de 5 minutos depois do riacho encontro a 1ª bifurcação importante (1952m) na trilha, marcado por uma enorme bromélia junto da árvore. A trilha em frente vai sair no Vale das Cruzes, entre Maringá e Visconde de Mauá sendo a saída oficial e para esquerda terminar na Cachoeira do Escorrega (4,7km cerca de 30 minutos antes da Vila da Maromba).
Dicas:
# Se não conseguir deixar o comprovante em Visconde de Mauá ao término da travessia, é possível avisá-los pelo e-mail do Abrigo Rebouças.
# Sinal de celular da VIVO só consegui na crista onde estão os Picos da Maromba e Marombinha.
# Distâncias
Posto Marcão até Abrigo Rebouças: + - 3 km
Abrigo Rebouças até Rancho Caído: + - 12 km
Rancho Caído até Cachoeira do Escorrega: + - 8,5 km.
# Água não é problema nessa travessia, já que a trilha cruza com inúmeros riachos. O problema é o Sol, já que não existem áreas de sombra.
Protetor solar e chapéu são itens obrigatórios.
# Algumas altitudes dos lugares que passaremos:
Posto Marcão: 2450 mts
Morro do Couto: 2680 mts
Abrigo Rebouças: 2350 mts.
Pedra do Altar: 2530 mts
Cachoeira do Aiuruoca: 2360 mts
Ovos de Galinha: 2400 mts
Rancho Caído: 2300 mts
Cachoeira do Escorrega: 1400 mts
Creditos as fotos:
Jeff Walker, Felipe Santos e Jaqueline Barbosa
Qualquer duvida é soh GRITAR

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