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2ºparte da trilha feita em 25/05/2013.

 

Álbum com todas as fotos estão em:

https://picasaweb.google.com/110430413978813571480/PicoDaOncaPedraBonitaEBosqueDosDuendes?authuser=0&feat=directlink

 

Ainda estava escuro qdo lá estava eu, partindo de SP as 5:50h da manhã em uma madrugada fria, numa viagem que levaria cerca de 2 horas e meia até São Francisco Xavier, bucotica cidade paulista ao sopé da Serra da Mantiqueira. A céu estava livre de qualquer vestígio de nuvem e a Lua era bem visível. Após 20 minutos já estava na Dutra, passando por Guarulhos e vendo o dia clareando. Com o frio da madrugada, nuvens baixas e serração encobria as baixadas, formando belíssimas paisagens. Ao passar pela região de Santa Isabel, o céu limpo deu lugar a um mega nevoeiro, que me obrigou a reduzir a velocidade e trafegar com mais cautela, já que visão ficou totalmente prejudicada.

 

Mas do mesmo jeito que a neblina veio, passou. Ao chegar no segundo pedágio, o céu se abrira totalmente e pude contemplar mais uma vez o surgimento do Astro-rei bem tímido.....As 7:10 cheguei a São José dos campos onde resolvi fazer uma parada num posto para abastecer e em seguida numa padoca para comprar lanches e tomar um café da manhã mais reforçado. Após o rápido desjejum, retornei minha viagem para SFX. Porém as 8:15, qdo estava na vicinal entre Monteiro Lobato e SFX, ao avistar uma pequena e simpática cachu no lado esquerdo da estrada, resolvo fazer uma rápida parada para ver a cachu mais de perto.

 

CIMG2370.JPG

Pequena queda d´agua as margens da vicinal entre Monteiro Lobato e SFX.

 

Tirei algumas fotos e retornei o resto do percurso até SFX, onde cheguei as 8:38 no ponto de encontro no único posto da cidade, um posto BR. Com bastante tempo sobrando, es que resolvo dar um rolê até a estradinha de terra que dá acesso ao Pico queixo da Anta, adiada sua ida na última vez que estivera ali por conta do problema da relação da moto.

 

Após coletar novas infos sobre o tal Pico e seu caminho até a fazenda particular onde se paga uma pequena taxa para ter acesso a trilha, logo retornei ao ponto de encontro e permaneci ali esperando o pessoal, que chegaram por volta das 9:30.

 

Fizemos uma rápida parada numa padaria local para o pessoal comprar lanches e bebidas. Sem perder tempo, as 10:10 adentramos a estradinha de terra que leva até a Fazenda Monte Verde, local onde fica o inicio da trilha para o Pico da Onça. Deixamos o carro no estacionamento a 100 metros da trilha, onde havia outro grupo de pessoas que recém chegara e estava se preparando para subir na trilha tb, na qual acenamos e cumprimentamos cordialmente.

 

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Galera no inicio da trilha

 

Alonga aqui, ali, es que finalmente as 10:30 pusemos pé na trilha que inicialmente começa discreta, como 2 sulcos e após alguns minutos, mergulha na floresta, onde fica mais larga e bem marcada. Porém, para nosso azar, havia algumas vacas pastando na entrada da trilha, que ao notarem nossa aproximação, fugiram trilha acima. Mas não antes de deixar suas marcas de m*** na mesma, onde por muito pouco, quase carimbei minha bota numa dessas "marcas". Inicialmente tentamos ultrapassa-las, sem sucesso.

 

A medida que íamos avançando, as vacas, assustadas, insistiam em subir na dianteira. Após 15 minutos de subida e as mesmas ainda na frente, começamos a bolar um meio de ultrapassarmos elas e espantar trilha abaixo. Mas infelizmente as ditas cujas insistiram em querer nos "guiar", atrasando o ritmo da pernada. E assim, com a presença delas a nossa frente, carimbando a trilha a medida que iam avançando, o frescor e o ar puro da mata deu lugar ao odor e ao cheiro forte de cocôs e urinas expelidas pelas vacas, que não paravam de liberar seus "atos", emporcalhando a trilha e dificultando nosso avanço, para o desespero da galera.

 

Dessa forma, para que pudéssemos avançar mais rapidamente, gritávamos alto constantemente para espanta-las, permitindo assim que ganhássemos altitude mais rapidamente (sem muito atraso),enquanto pensávamos numa maneira de ultrapassar as ditas cujas e se livrar do maldito cheiro das fezes. Com o passar do tempo, Augusto e Talita davam sinais que não estavam muito bem e não demorariam muito para começar a passar mal após tanto tempo inalando o cheiro desagradável das fezes das vacas.

 

Então, teríamos que passar por elas na primeira oportunidade que surgir. Enquanto isso, a outra parte do pessoal (com menos pique), foram ficando para trás, enquanto eu, Léo, Augusto e Talita, mantínhamos um ritmo forte e concentrados em encontrar uma maneira de ultrapassar as ditas cujas em infinitas tentativas, por conta do forte cheiro que simplesmente colocaram nossas narinas e estômagos a prova máxima de resistência. A subida da trilha estava tranquila, porém o cheiro era uma tortura tanto qto um perrengue de vara-mato. Se parássemos, as ditas cujas empacavam mais acima. Se andássemos, elas andavam tb.

 

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As ditas cujas

 

Com a falta de espaço nas laterais da trilha que possibilitasse um vara-mato rápido afim de ultrapassa-las sem muita demora (do lado direito era uma ribanceira, do esquerdo, um paredão erodito), não conseguíamos acreditar que após quase 40 minutos de trilha e inúmeras tentativas fracassadas em ganhar a dianteira, as mesmas continuavam ali, firmes e fortes na dianteira, irredutíveis a não nos deixar ultrapassa-las. ::dãã2::ãã2::'>

 

Será que não se cansaram de subir tudo aquilo sem parar? Qdo achávamos que teríamos a (in)desejável cia delas até o topo, es que noto um trecho a frente, qdo a picada faz uma curva a esquerda, ela se divide em 2. Es a oportunidade de passar a frente delas. Fiquei na manha e espantei as vacas para a picada da direita.

 

Ao notar que todas foram para a trilha da direita (que dava uma volta maior), es que grito para o Leo, Augusto e Talita: Corre aqui pela bifurcação a esquerda que corta caminho e a gente conseguirá passar. Elas estão com dificuldades para subir o trecho mais esburacados....De fato, as vacas, assustadas, porém doidas para se manterem a dianteira por não terem para onde fugir, tentaram subir rapidamente a outra trilha com erosão. Mas a trilha estreita, esburacada e emlameada, impediu que as mesmas subissem rapidamente. Acabou a "mamata", comemorei!

 

Assim, eu e o Léo rapidamente ultrapassamos o "mini rebanho", tomando a dianteira de quase todas, exceto pela líder que conseguiu subir rápido e ainda se mantinha a frente de nós. Mas seria por pouco tempo, pois agora com uma só, eu e o Léo decidimos que passaríamos a frente dela, nem que fosse preciso atropelar a dita cuja que estacionou logo a frente, qdo notou que as demais estavam tendo dificuldades para vencer o trecho erodito da trilha. Porém, nem todos conseguiram ultrapassar as vacas: Talita e Augusto foram vencidas pelas mesmas e tiveram que aguentar o odor por mais alguns minutos, para desespero da Talita qdo viu que eu e o Leo conseguimos ultrapassa-las.

 

A vaca que ainda estava a nossa frente, ao notar que o resto do rebanho se encontrava mais abaixo, estacionou ali, permitindo que a ultrapassemos sem dificuldades alguma, para a alegria e alivio do Leo e desespero dos demais que ficaram para trás. Assim que ultrapassamos a líder, começamos a gritar e a jogar objetos no chão a fim de obriga-la a descer, enquanto o Augusto e Talita estavam decididos a varar-mato afim de passar o resto do rebanho a qualquer custo, já que ainda se encontravam atrás deles. Eu e o Leo gritamos e finalmente, a líder resolveu descer e levou as demais juntos, liberando a passagem a Talita e o Augusto, que vibraram o fim do sufoco do odor, obviamente.

 

Deixamos as mesmas para trás (que depois estacionaram logo abaixo como se não soubessem o que fazer: descer ou subir) e rapidamente apertamos o passo trilha acima afim de nos afastarmos delas o mais rápido possível. E dessa forma, o odor e o mal cheiro finalmente deram lugar ao frescor e o ar puro da mata, para o alivio de nossos pulmões, narinas e principalmente de nossos estômagos. Que ninguém passe mal depois por causa da exposição prolongado a m*** de vaca. Estávamos livres delas, porém restou para a galera que estava vindo logo atrás, a dura tarefa de ultrapassa-las (inclusive a outra turma das vans). :lol:

 

As 11:27 chegamos a uma bifurcação a direita que leva a uma pequena queda d´agua, onde resolvemos fazer um pequeno pit-stop afim de esperar o restante do pessoal, purificar os pulmões do "odor" e recuperarmos o folego. Aproveitei para mandar ver em uma bolacha afim de adoçar a lingua e sentir um aroma de wafer de chocolate, enquanto a Talita molhava a goela com um gatorade que trazia contigo. Porém, após alguns minutos no silêncio, a Talita exclamou: Estou ouvindo um som de algo se aproximando ...e não era o pessoal.

 

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Uma das vistas durante alguns trechos da subida

 

De repente, surge como um pesadelo, as "vacas" que espantamos para baixo, subindo a trilha, por conta do restante do pessoal que vinham logo atras e estavam assustando as mesmas. Eu ainda estava detonando um pedaço de bolacha qdo tivemos que levantar as pressas e sair correndo. E da-lhe corrida trilha acima, descançados ou não, queríamos mesmo era distancia das vacas malditas a qualquer custo. Não podiam ultrapassar a gente de jeito algum. E tão pouco sermos "atropelados" pelo estouro da boiada...

 

Leo e Augusto dispararam na frente igual o papa-léguas e ligeirinho, sumindo da minha vista, enquanto a Talita subiu rapidamente e eu tive que sair correndo sem ao menos ter tido tempo pra terminar de comer o pedaço de biscoito e de fechar a mochila direito.

 

E foi assim por cerca de 5 minutos, até que paramos, ao notar que as bichin ficaram para trás. Deixa esse pepino para quem ficou para trás, brinquei. A dianteira é nossa e assim será. Paramos rapidamente para recuperar o fôlego e vendo que as vacas haviam ficado bem para trás e não estavam vindo mais, logo retornamos a pernada trilha acima. As 12:05, chegamos a uma bifurcação em uma área descampada, onde a trilha se dividia em 2.

 

Para a esquerda seguia para o pico e para a direita, descia para o bosque dos duendes e Monte verde. Seguimos pela esquerda, onde a picada ficou um pouco mais íngreme. Passamos pelo marco divisor que marca a divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, onde seguindo trilha acima ou a direita pelo bosque dos duendes, estava em Minas, para baixo, São Paulo.

 

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Marco divisor dos estados

 

Mas não deu nem 10 minutos na mesma que as primeiras vistas em meio as frestas das arvores surgiram, permitindo as primeiras visões de monte verde e do vale do alto da Mantiqueira em geral. A picada fez uma curva a esquerda, passando próximo a uma enorme rocha. Uma discreta trilha dava acesso a tal rocha, onde pudemos contemplar uma preview do que nos aguardava logo a frente. Leo e eu adentramos a discreta picada até a rocha em meio a enormes voçorocas de bambus e pequenas árvores cheias de espinhos, que não tardaram a deixar suas marcas em nossos braços e pescoços, principalmente no Leo.

 

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Enormes rochas próximo do pico

 

Retornamos a trilha principal e após mais alguns minutos de subida, es que as 12:25, com 1 hora e 20 minutos cravados de subida conometradas, (descontados as paradas pra cliques, descanço e outros), chegamos ao cume do Pico da Onça, a 1.960 metros de altitude segundo o gps do Myung. Finalmente pusemo-nos a descançar e comemorar a conquista, após mais de 1 hora de subida, sendo metade desse tempo aguentando o cheiro de bosta de vaca que nos foi enfiado narina abaixo a força, devido a necessidade de subir e as ditas cujas na nossa frente.

 

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Topo do Pico da Onça, mega clareira onde cabe várias barracas...

 

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Uma das vistas em uma das pedras, Monte Verde a esquerda e a cadeia de montanhas do alto da Mantiqueira

 

Enquanto aguardávamos os demais do grupo chegarem, Leo e Augusto foram contemplar as 2 visões do topo, que permitia uma visão privilegiada, enquanto eu e a Talita aproveitamos pra forrar o estômago com os lanches, biscoitos, barra de cereais e sucos/agua para molhar nossas goelas secas, enquanto contemplávamos aquela visão magnifica do topo.

 

De um lado lá embaixo (a 750 metros de altitude em média), a minúscula cidade de São Francisco Xavier (SFX). Do outro, a cidade mineira de Monte Verde e a cadeia de montanhas do alto da Serra da Mantiqueira, com o Pico do Queixo da Anta bem ao fundo a direita e os picos da Pedra Partida, Redonda e Selado a frente, envolvendo a cadeia dos imponentes picos da Mantiqueira daquela região.

 

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Pico da Pedra Bonita.

 

O cume do Pico da Onça entre suas 2 pedras, possui um ampla clareira onde cabe várias barracas com folga, sem contar outras clareiras próximas. Tanto das pedras, qto do própria clareira, permitia diferentes pontos de vistas de tirar o fôlego, com o livro do cume em uma dessas pedras, através de uma picada que sai a esquerda por baixo de uma das grandes rochas.

 

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Clareiras do cume do Pico da Onça!

 

Muitas nuvens cobriam o topo, comprometendo a visão. Mas estava abrindo e fechando constantemente, então ficamos aguardando uma das aberturas do tempo sopradas pelo vento forte lá no topo....Assim que abria, corremos para tirar fotos. Do lado esquerdo, a continuação da trilha seguia em direção a outro pico, mais alto, e mais para frente os picos da Pedra Partida, Redonda e o Selado bem ao fundo. Apesar do sol, o vento gelado se fez presente o dia todo, por conta da altitude elevadíssima.

 

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São Francisco Xavier lá embaixo (com zoom)

 

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A visão não estava aquelas maravilhas por conta da nebulosidade...mas já dá para ter uma ideia.

 

É, o inverno chega bem mais cedo naquela região. Isso não impediu que o Léo e o Augusto tentasse (em vão) fazer um rapel em uma das enormes rochas, enquanto a Talita aproveitou o longo pit-stop para tirar um cochilo e recarregar as baterias, após o interpere das vacas e da subida de mais de 1 hora.

 

15 minutos depois chegou outra parte do pessoal (que ficaram presos por conta das vacas que espantamos para baixo), e quase 20 minutos depois, Myung Lee e sua esposa chegaram, atrasados pelo mesmo motivo. Sim, as vacas impediram a passagem e atrasou a vida de todos, inclusive do outro grande grupo que deixamos para trás. Malditas sejam!

 

Com o grupo todo reunido novamente, nos fartamos com várias fotos e apreciarmos a vista. Permanecemos no cume por mais de 1 hora, qdo as 13:30h, com bastante tempo disponível ainda, decidimos esticar a trip até outro Pico próximo, cuja trilha de interligação estava logo ali, acessível. Myung Lee e sua esposa não quiseram ir devido ao nevoeiro que estava novamente tomando conta do topo e por achar que a trilha até o outro pico iria ser longa, embora eu dissera que estimava em cerca de 20 minutos para alcançarmos o outro pico, preferindo nos esperar ali.

 

CIMG2404.JPG

O Livro do cume, a qual fiz questão de deixar meu registro ali, claro :D

 

Então, seguimos para o outro pico pela continuação da trilha, um pouco menor que a principal, porém bem marcada e visível. Por via das dúvidas marquei a direção da mesma na bússola, para fins de info e seguimos em frente. A Picada segue ziguezagueando as cristas, dividindo em 2 ramificações (que logo se encontravam a frente), em algumas partes, descendo suavelmente até um vale para logo subir a crista do outro pico.

 

Após um pequeno trecho mais ingrime, emergimos da floresta em uma rocha enorme, onde escalaminhamos a mesma afim de ganhar altitude rapidamente. A picada continuava logo a frente, virando a esquerda e passando por entre 2 enormes rochas, nos obrigando a agachar afim de possibilitar a passagem por baixo das mesmas, onde a trilha seguia pela direita. A partir desse ponto, era possível a visão de uma grande rocha acima, que era praticamente o pico avistado do outro lado.

 

As vezes a picada sumia, mas nada que um bom farejo de trilha e senso de direção não resolvesse. No meu caso, logo encontrava a continuação da mesma logo a frente. Após sairmos de um trecho mais estreito da trilha, as 13:55hs caímos em uma larga e extensa rocha, onde uma outra rocha maior cobria o topo dela. As bandas de nuvens cobriam totalmente o topo, impedindo qualquer visão que desejássemos ter. A rocha era bem extensa, onde para caminhar de uma ponta a outra, gastei cerca de 6 minutos.

 

Da outra ponta, a picada continuava discreta e estreita, em direção a Pedra Partida. Sem visão alguma por conta do nevoeiro e o fato de estar com o grupo, cujo objetivo era apenas chegar até o Pico da Onça, encerramos a pernada ali, deixando qualquer exploração para o próxima vez que ali retornamos.

 

Leo, frustrado por chegar até ali e não ter visão alguma, sugeriu que ficassemos até as 15:00hs afim de esperar para ver se o tempo abrisse e pudessemos desfrutar da belíssima visão que ali deve ter, a exemplo do que vimos no Pico da Onça. Porém, após ficarmos ali até 15:25h e nada do tempo abrir, com o horário avançado e a estimativa de levarmos 1 hora para chegarmos até a estrada de terra onde estão os carros, es que resolvemos retornar, deixando para voltar ali em uma outra oportunidade, dessa vez para acamparmos e podermos contemplar o nascer e o Pôr do sol lá do alto.

 

Então as 15:30h, iniciamos o retorno, com uma breve passada no Bosque dos Duendes, acessível pela bifurcação a direita que leva até Monte Verde. As 15:45h estávamos de volta ao cume da Pico da Onça, onde o Myung e sua esposa já não se encontravam mais, pois disseram que iriam descer e nos esperar no estacionamento. Encontramos outras 3 pessoas que recém chegara com cargueira e iriam acampar ali, na qual cumprimentei cordialmente e troquei algumas infos bacanas com eles, sobre a trilha que interliga o Pico da Onça com os Picos da Pedra Redonda e Partida.

 

Nos despedirmos deles e pusemos-nos a descer a trilha, afim de ter tempo para passar no Bosque dos Duendes para apreciar a floresta em um aspecto diferenciado e tirarmos fotos, claro. Ao chegarmos na bifurcação para decidirmos quem iria ir comigo e quem preferiria continuar descendo sem conhecer o bosque, es que a Talita foi a única que preferiu seguir sozinha, enquanto o restante do grupo me acompanhou pela bifurcação do vale dos duendes. O pitoresco bosque, cujo cenário lembra muito cenas do filme do Harry Potter, era um atrativo a parte que não poderíamos deixar de lado. Pelo menos eu não pretendia voltar sem antes dar uma passada lá e fazer meu registro.

 

Tão logo adentramos a bifurcação, não deu nem 7 minutos e já chegávamos ao tal bosque as 16:15h, onde as árvores ficam mais espaçadas e o cenário de "mata atlântica" muda completamente, a ponto de parecer que estamos em alguma floresta de outro país, de clima mais temperado e frio.....As meninas do grupo ficaram deslumbradas em meio de um cenário como aquele, que de fato lembra muito as cenas dos filmes do Harry, faltando apenas os duendes para completar o cenário diferenciado e único. Até a trilha fica diferente ali, bem larga e batida, ficando em destaque em meio do bosque.

 

CIMG2415.JPG

Trecho do Bosque dos Duendes

 

Permanecemos no bosque por cerca de 15 minutos e nos fartamos de fotos ali, inclusive com alguns raios de sol com dificuldades para penetrar a espaçada, porém densa vegetação do bosque. Augusto e Leo se deslumbraram com um tronco lotado de cogumelos. Nem preciso dizer que tiraram várias fotos, claro.

 

As 16:30h demos as costas ao bosque e retornamos a bifurcação da trilha que desce até SFX. Sem perder tempo, iniciamos a descida e eu avisei a galera que pelo horário avançado, poderíamos terminar a trilha no escuro e ter que recorrer as lanternas. Então teríamos que apertar o passo afim de chegar no final ainda de dia.

 

Fui na dianteira com o pessoal vindo logo atrás. Vendo que estavam um pouco lentos, tentei impor um ritmo mais forte a pernada afim de que o pessoal seguisse logo atrás. Com bastante pique, o corpo aquecido e o fato de estar frio, disparei na frente descendo quase que correndo a trilha. As vozes e as risadas da galera foram ficando para trás,dando lugar ao silêncio da floresta, onde optei por parar para aguardar, afim de esperar que me alcançassem.

 

Enquanto aguardava, aproveitei para bater fotos dos paredões da imponente serra da Mantiqueira, através de um trecho de forte erosão e relaxar um pouco, embora não estivesse cansado.

Assim que as vozes do pessoal se tornaram audíveis novamente, voltei a andar, parando mais umas 3 vezes abaixo pelo mesmo motivo. Após passar pela penúltima bifurcação que leva a um riachinho e bica d´agua (a segunda qdo se está subindo), apertei o passo e em 10 minutos já estava na saída da trilha com 46 minutos de descida conometrados desde a bifurcação, onde optei por esperar mais um pouco.

 

Novamente, assim que ouvi as vozes ainda longe, retomei a pernada e tão logo cheguei na estrada de terra, encontrei a Talita sentada numa pedra e o Myung Lee com sua esposa em seu carro lendo um livro na area do estacionamento.

 

O frio da montanha começara a apertar enquanto eu comentava com a Talita o que vimos no bosque dos duendes....conversa vai, conversa vem,o tempo foi passando e começou a escurecer. Talita e Myung ficaram preocupados porque o povo não chegava, então não tardou para eu pegar a minha lanterna e voltar a trilha, afim de encontra-los e auxiliar no restante da descida, imaginando que sem lanterna, andar no escuro sem visão alguma da trilha seria a mesma coisa que estar cego. Isso porque, no meio do mato a noite fica tudo preto e você não vê nada mesmo.

 

Porém ao adentrar na trilha, logo encontrei todos terminando de descer a mesma e as 18:15 estávamos todos no estacionamento novamente, onde nos despedirmos e cada grupo seguiu em seus carros de volta a SP, onde no meu caso, cheguei somente as 22:00hs.

 

A trilha do Pico da Onça, assim como a Serra da Mantiqueira possui inúmeros picos e possibilidades diversas de pernadas, seja pelas batidas e conhecidas trilhas da Pedra Redonda e Partida, seja pelo Chapéu do bispo. Para os mais audaciosos e que não se contentam a ir somente em locais batidos, a " Travessia dos Poncianos", famosa picada que interliga SFX a Monte Verde é uma possibilidade de pernada diferenciada, entrando por um ponto e saindo pelo outro, com direito a pernoite ou contemplação de visão diferenciada e mais privilegiada de SFX e Monte Verde a partir do Pico da Onça e o outro Pico vizinho, que tem formato de "ovo" por conta da enorme rocha bem extensa.....

 

Outra possibilidade é a travessia entre os picos, começando pelo Pico da Onça, passando pela Pedra Partida, Chapéu do Bispo e estendendo-a até o Pico do Selado, com 2 opções de travessia rápida: Entrando pela trilha do vale dos duendes ou então pela fazenda Monte Verde, em SFX. Sem contar outras entradas como uma picada que sai a direita e que tb desce até Monte verde, caindo em alguma fazenda lá embaixo. O pico da Onça apenas reabriu novas possibilidades de retorno ao local, programado para ser o mais breve possível, com outra turma, a mesma ou então sozinho mesmo. E assim, só faz programas repetidos e batidos, quem quer. :mrgreen:

 

Na Semana seguinte retornei lá mais uma vez em uma 3º Parte para fazer a Travessia Pico da Onça x Pedra Partida com outra turma, es o link:

Travessia Pico da Onça x Pedra Partida em Monte Verde - MG

 

--------------------

 

Para chegar ao Pico da Onça, há 2 entradas:

 

Por São Francisco Xavier, acesse a estrada dos Ferreiras e que leva a Fazenda Monte Verde. Ignore todas as bifurcações e siga até o final.

 

Por Monte Verde, o acesso a trilha se dá pela Rua Taurus. Na duvida, pergunte a moradores locais pela trilha do Pico da Onça ou que vai até SFX, caindo na fazenda Monte Verde. Ao passar pelo bosque dos duendes, cairá na bifurcação em "T" onde a trilha da esquerda desce até SFX e a da direita sobe até o Pico da Onça. Não tem erro.

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    • Por Carlosfuca
      Pico do Queixo D'anta - São Francisco Xavier - SP
      30 / 31 de maio 2017

      Da primeira vez que fui pra São Francisco Xavier, fiquei sabendo do Pico Queixo D'anta, que fica distante 10 km do centro, e vale lembrar que São Francisco é um distrito de São José dos Campos, interior de SP. O ponto culminante do Queixo D'anta tem em torno de 1700 metros de altitude.
      Lugar ideal pra um bate-volta com pernoite, ou até mesmo para acrescentar aos outros atrativos em SFX. Então fui eu pra mais uma caminhada em meio a natureza.
      ---*São Francisco Xavier é um pequeno distrito de São José dos Campos SP e está localizado entre as montanhas da Serra da Mantiqueira. Com o passar do tempo o turismo no local foi crescendo por seus encantos naturais como cachoeiras, rios, trilhas, montanhas, picos de altitude, fauna e flora preservadas.---
      Pra voltar em SFX eu tinha me programado pra ir nesse pico e emendar com outros atrativos, mas como o tempo foi justamente pra um bate-volta decidi fazê-lo isolado. Aquela velha folga de Terça-feira não passou batida e sem nada pra fazer. Acordei de madrugada, ajeitei a mochila e recolhi as informações do local. Assim, logo cedo sai de casa, a previsão não falava de sol, mas do mesmo jeito não falava de chuva, então eu fui.
      No Terminal Rodoviário do Tietê, embarquei no ônibus sentido São José dos Campos (R$32,14), que partiu as 6:00 da manhã. Em menos de duas horas cheguei na rodoviária de São José, ainda tive tempo pra tomar um café reforçado e parti no ônibus das 8:00 horas sentido São Francisco Xavier (R$8,45) (link da linha aqui). A viagem durou em torno de uma hora e meia, desci no ponto que dá acesso à estrada até o pico. (aqui).
      A partir de então foi uma pernada legal. O tempo estava nublado, mas com um clima quente. Logo no inicio uma placa mostrou a direção seguindo a direita e foi só seguir subindo e subindo. Uma outra bifurcação veio, mas bem depois de quase uma hora caminhando (foto 2). Depois dessa bifurcação a estrada ficou mais fechada e não tinha subida, mas antes teve alguns trechos pesados e ingrimes. Se for de carro e tiver chovendo, tem o risco de não subir.
      Uma região montanhosa de um verde bem lindo, no caminho vários pés de limão e mexerica. A cada parada para respirar fundo via-se diversos pássaros. Os bois e as vacas, do outro lado da cerca, ficavam só de olho. Quando deu 11h15, cheguei no sítio onde eu iria acampar e onde se dá acesso ao pico. Eles cobram uma taxa de conservação de R$20,00 e o camping foi R$20,00 também. Não tem banho e nem refeição, é mais para acampar mesmo. Como eu tava sozinho e eles estavam com visitas, fechei de jantar com eles. Agora pensa numa comida boa? Pensa aí, pois aquela janta foi demais. Assim como a recepção muito boa da dona Ricardina e seu Janildo.
      Mas antes de jantar ainda tinha a subida, montei a barraca e levei na mochila só o necessário. Meio dia iniciei a subida. Eu tinha na minha cabeça que seria algo bem de boa porém me deparei com trechos difíceis, que exige um certo preparo e uma vontade a mais de subir. Foi subida demais, na primeira hora foi por uma trilha íngreme mas bem batida, passei por um ponto de água e na segunda hora foi o trecho de maior dificuldade, tendo diversas escalaminhadas que não acabavam mais. Fui me aliviar quando chegou um ponto de referência, uma pedra enorme indicava que o pico estava chegando. Ainda continuei...
      Eis que as 14h00 cheguei no topo do Queixo D'anta, ufa! Foi uma atividade e tanto. O visual tava fechado, aparecia possibilidade de abrir e de fato abriu um pouco, mas isso após um cochilo que tirei lá em cima. Foi um sono abençoado, que revigorou pra eu continuar a apreciar o local. Quando deu 15h50 era hora de voltar, encarei as descidas íngremes sempre com o apoio das mãos. De fato foi mais rápida a descida, apesar de ter feito bem na cautela pra evitar acidentes. Então as 17h00 já estava no camping de volta, deitei de cansado e veio um dos cachorros do sitio me dar boas vindas. Normalmente ele sobe com o pessoal, mas não quis ir comigo porque tinha visita lá, paciência!
      Só de pensar que eu tinha a intenção de subir 2 vezes, mas quando vi que exigia um certo esforço só subi uma mesmo. O dia seguinte fez um dia de céu limpo, o visual lá em cima deveria tá impecável, mas mesmo assim curti demais. Vale a pena!!!
      Péde natureza sempre! É nois!
      Primeira vez. Travessia São Francisco Xavier x Monte Verde
      http://pedenatureza.blogspot.com.br/2017/04/de-sao-xico-monte-verde-cachoeira-pedro.html
      Saiba mais:
      http://www.trilhadeiros.com.br/relatos/relatos/pico-do-queixo-da-anta
      http://www.mochileiros.com/viewtopic.php?f=765&t=77228
      http://trailsandtravels.com.br/bate-volta-queixo-anta-sfx/
      https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=13207551
      *trecho de um folder
      Fotos:
          
          
         
          
    • Por renato-david
      Boa tarde amigos,Pretendo fazer a travessia São Francisco Xavier / Monte Verde-MG e estou precisando do contato de alguém possa fazer nosso resgate em Monte Verde de Volta pra São Francisco. Como é a primeira travessia de alguns, não queria força muito voltando pela trilha.
       
      Desde já agradeço! 
    • Por marcelobaptista
      Já tinha ouvido falar bastante na travessia de São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos/SP) e Monte Verde (tb um distrito, mas da cidade mineira de Camanducaia) nesses dez anos de trekking que eu completo em 2009, mas por essas contigências da vida, nunca havia conseguido planejar essa trip anteriormente. Com dois dias de folga, finalmente tive a oportunidade de seguir em frente e fazer essa travessia famosa, talvez uma das mais clássicas da Mantiqueira.
       
      Acordei ás 5h da manhã, afim de poder fazer as conexões em SJC o mais cedo possível. A passagem custou $ 17,30 e eu embarquei no ônibus das 6h15, com sono, mas empolgado com a oportunidade.
       
      Desembarquei ás 7h45 na nova rodoviária de SJC, com o tempo fechado. Fiquei um pouco apreensivo quanto á possibilidade de belos visuais. O ônibus para S. Fco. Xavier sai da plataforma 16 da rodoviária; saímos ás 8h em ponto, um ônibus simples da viação Oito Irmãos. Paguei $4,60. São mais 1h40 de viagem subindo a serra da Mantiqueira, passando por Monteiro Lobato (SP), antes de chegar ao ponto inicial da travessia.
       
      Cheguei a S. Fco. Xavier ás 9h36. Fui até uma padaria, um café com leite e um pão na chapa, um papo rápido com um cara que quis me empurrar um guia, e depois passei no CAT, o centro de informação turística de São Francisco Xavier. Depois de um papo com a simpática Ana, peguei um mapa e segui em direção á fazenda Monte Verde, onde de fato se inicia a trilha para Monte Verde: eram 10h.
       
      Da cidade até o inicio da trilha tem cerca de cinco km, numa subida dura e sem trégua. O tempo abriu, e o sol pegou forte; junto com a subida impiedosa, causa no caminhante um desgaste muito forte. Um ponto de água, junto a uma espécie de altar para Nsa. Sra. Aparecida. E subida, subida...cheguei na porteira da fazenda Monte Verde por volta das 11h20, e cruzei com dois caras de SJC (Leonardo e Anderson) que tb estavam subindo, mas tinham como destino final o mirante (é como a galera da região chama o Pico da Onça). Como nossos ritmos estavam parecidos, fomos juntos papeando. Os caras já haviam feito a trilha algumas vezes, e passaram uns toques legais da região. Gente boa os dois.
       
      A subida não pára até chegar a uma bifurcação, exatamente a que separa a trilha que leva ao mirante (Pico da Onça...) e a continuidade da trilha até Monte Verde. Até chegar ali, passei por três pontos de água muito bons. Como eu havia me distanciado dos dois colegas num determinado momento, e chegado antes na bifurcação, esperei a chegada de ambos para me despedir, e assim aproveitei para descansar um pouco. Quinze minutos depois, Leonardo e Anderson chegaram. Me despedi dos dois, e segui para Monte Verde. Eram 14h07.
       
      A partir da bifurcação, o caminho aplaina e começa uma descida suave e constante. A trilha está em muitos pontos tomada pelos bambus que caíram com a recentes chuvas (afinal, é verão). Um momento interessante é quando se chega ao chamado Bosque dos Duendes, uma área dificil de descrever; parece mais com umas imagens que vi da Nova Zelândia. É bem interessante. Árvores que se espalham, o chão coberto de folhas, os raios de sol que vazam por entre a copa das árvores...paisagem agradável.
       
      Caminha-se sempre em suave declive, até chegarmos ao fim da trilha, junto a uma propriedade da Horizontes América Latina, uma missão católica. Dali tomamos á esquerda e seguinos por uma estradinha de terra, cheia de belas casas, até as proximidades do centro de Monte Verde (a rua termina ao lado do banco Bradesco). Seguindo as indicações do relato de uns colegas montanhistas (Ronald e Rafael), segui para a Vila Operária, em busca de hospedagem barata. Já bem cansado, entrei na primeira que eu vi...fiquei na Pousada Dona Ana (R.da Represa, 215 tel.: 35 3438 1142 / 3438 2007), $70, com lareira. Para ficar um dia, foi uma boa escolha...além do mais, estava bem feliz e com o objetivo cumprido: a travessia de S. Fco. Xavier a Monte Verde. A noite caiu, a chuva tb caiu forte, e depois de provar uma truta muito boa no restaurante Capricho (mais uma indicação do relato Ronald/Rafael), fui para a pousada dormir um pouco e descansar para fazer uma caminhada até alguns picos ao redor de Monte Verde. Infelizmente, o tempo na manhã seguinte não estava muito confiável, então resolvi voltar para São Paulo. Mas já fazendo planos de voltar e fazer os picos cercanos a Monte Verde.
       
      Dicas: Se vc for e ônibus, planeje-se para chegar o mais cedo possível a S. Fco. Xavier. Os horários dos ônibus que saem de SJC para SFX vc encontra no site http://www.guiamonteverde.com.br . No que se refere á trilha propriamente, prepare-se para os sete primeiros kms, que são os mais puxados da trip:vc começa a caminhar na cota 730m e chega á bifurcação na cota 1830m, ou seja, um desnível de 1100m!Acredite, é bem forte a subida...Água existe em bastante quantidade. Em Monte Verde, procure pela Vila Operária para conseguir hospedagem mais barata. E programe-se para conhecer os picos perto de Monte Verde, como a Pedra Partida, Pedra Redonda e o Chapéu do Bispo.
    • Por ROTA da AVENTURA
      e ai galera vai mais um rolezinho num total de 3,4km!
       

       
      pedra vermelha situada em SFX a alguns 10 anos atras ja tinha subido a pedra , uma vez por completo e na outra tivemos que voltar pois subindo com facão abrindo a trilha um dog de um brother correndo no mato acabou sendo acertado com o facão bem no meio da cabeça , enrolamos com camiseta e descemos para levar para um veterinario !
      agora sozinho resolvi subir novamente !!
      chegando em Sfx tomar rumo ao bairro st-a barbara , la tem uma placa pedra vermelha !! mais pra frente entra na porteira !!
      deixei o carro e começei a subir , a trilha esta bem fechada , apenas alguns trilhos de boi !!
      e toca pra cima tudo no vara mato , o tempo meio fechado me deixou com o pé a atras , mas continuei a subir

       
      a vamo subindo e no meio do mato vejo o DESTINO á pedra vermelha

       
      e toca para cima varando mato , e depois de quase 2 horas chego quase no cume !!

       
      agora sim no topo da pedra vermelha com 1841 mts

       
      la em cima existe um descampadinho que abriga umas 2 barracas

       
      comi um lanche tal e reparei que continuando a trilha pelo lado oposto de onde subi , esta bem limpa , parece ser sempre feita uma manutenção !! resolvi descer por ela

       
      descendo por esta trilha limpa sem problemas , num certo trecho a direita entrando numa trilha beem limpa tambem chega -se numa pequena mina dágua onde é possivel recarraregar os cantis !!
      pensei pow essa trilha limpa vai dar na fazenda que a mulher é bem sistematica e proibe o acesso nas terras dela !!, continuei descendo e a trilha sempre limpa começa a chegar num gramadão bem cuidado vichiiii fudeu !! , voltei mais um pouquinho e entrei no vara mato de novo , desviando assim da fazenda !!
      mais um role perto de casa !!
      chegando no final de encontro onde deixei o carro

       
      falow

    • Por Cris*Negrabela
      ♫ Nem tão longe que eu não possa ver
      Nem tão perto que eu possa tocar
      Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá.. ♪ - A montanha, Engenheiros do Hawaii
       
      Foi em Monte Verde que fiz minha primeira trilha com pernoite selvagem, a primeira vez que eu entendi no corpo a diferença entre uma cargueira e o mochilão de lona que eu costumava usar há muitos anos atrás. Foi lá também que eu aprendi o que era acampar em meio a ventania e chuva, descobrindo o que era uma noite mal dormida com medo de o vento levar o sobreteto, a barraca e - porque nao? - eu...
       
      Mas já fazia mais de um ano que eu nao voltava para aquelas bandas, fazia tempo que eu nao me jogava numa trip - alias, fazia tempo que eu não fazia era nada mesmo... Tempo parada o suficiente pra receber o carinhoso apelido de "Pantufão" pelos mui queridos amigos, devido as minhas constantes fugas a qualquer convite pra me "mover" ... e com direito a musiquinha até:
       
      [align=center]♫ Pantufa maldita, pantufa maldita, venha com a gente pantufar
      Odeio barro, odeio lama... não vou sair do sofá ♪
      [/align]
       
       
      Só que esse fim de semana, movida pela viagem das férias (que ta chegando !!!) e pela vontade de estrear minha barraca nova (uma Marmot Earlylight) , eu resolvi guardar a "pantufa maldita" no armário. Xeretei entre os amigos o que rolava no findi... escalada pra alguns, pedalada pra outros, compromisso pra terceiros. Andar a pé ninguem queria kkk pra fazer alguma coisa esse findi, eu dependia simplesmente de... MIM. E se era pra sair por ai sozinha, precisava de um local conhecido, pra me sentir mais segura... E porque não, ir pra Monte Verde mais uma vez?
       
      Acho que a parte mais dificil da jornada foi me convencer a sair da cama no sábado de manha
      Depois de me auto-atrasar em mais de 1h, as 7h45 eu estava saindo da rodoviaria do tiete. Cheguei na rodô de São José dos Campos a tempo de perder o bus das 9h... o próximo bus pra São Francisco Xavier só as 10h... acabei chegando lá quase meio dia. Tempo de almoçar e arranjar transporte até o inicio da trilha.
       
      Paguei R$ 20,00 pro único taxista da cidade me levar até o inicio da "Trilha do Jorge" ... 13h30 e lá fui eu pelos 800m de desnivel serra a cima, embaixo de um sol que me torrarrava. Literalmente, era um anda - para na proxima sombra - anda....rs 2h30 depois, eu estava lá na bifurcação que marca a descida pra MV ou continua a subida até a Pedra da Onça (ou Mirante). Já eram quase 16h e eu tava bem cansadinha, morrendo de calor... nem subi até a Pedra da Onça, só fui até o marco da divisa SPxMG e voltei, descansei uns 15 minutos e toquei pela bifurcação a baixo, rumo a MV.
       
      Depois de muito pula tronco, desvia de galho, se enrosca em taquarinha, 18h10 eu cheguei no final da trilha, na rua Taurus. Como da primeira vez que tinha feito essa trilha, caminhei pela avenida toda até chegar ao Bradesco, na esquina da Av. Monte Verde com a Rua Mantiqueira, que dá acesso ao Platô (carona, nem pensar... nego passa e ainda joga poeira na sua cara rs). De lá, apela novamente pro taxi (R$ 15,00, tabelado) pra me levar os quase 3km de subida até o começo da trilha para o Platô de Monte Verde. Já eram quase 19h quando comecei a, literalmente, me arrastar trilha a cima... junto do ponto de água encontrei um casal que descia; enquanto eu enchia o camelbak e a garrafa conversamos um pouco ("Cê não tá preocupada em ficar lá em cima sozinha?"... "Nããããõ!" kkk ). Devo ter levado mais de uma hora até chegar lá em cima, cansada pra caramba.
       
      A previsão do tempo indicava que ia chover no domingo, mas a noite tinha poucas nuvens, sem vento, dava ate pra ver a lua ... entao eu escolhi ficar num cantinho mais plano ali no platô mesmo, pensando se deveria procurar uma clareira mais lá pra dentro entre as arvores... mas e a preguiça? kkk Fui caxias o suficiente pra achar um lugarzinho mais ou menos protegido, na borda da mata, que era plano o suficiente e dava pra especar e esticar a barraca direito. Antes das 21h, com a barriguinha cheia (hmmm capeletti de frango \o/ e tá la o corpo estendido na barraca....
       
      As 23h30 eu acordei com o barulho da chuva. Uma chuvinha mesmo, passou na mesma velocidade que veio. Voltei a dormir, mas inquieta... sabe quando voce fica com aquela sensação de que aquilo foi só um aviso? Ainda dei risada lembrando dos filmes do Zé do Caixão..." À meia-noite, levarei a sua alma"...
       
      Pois é... eu nao devia zombar do destino: Meia-noite e pouco o tempo virou de vez.
       
      A tempestade chegou com tudo. O vento jogava a chuva contra a barraca parecendo uma metralhadora. E o pior: começou a trovejar. A earlylight tem duas janelinhas (superindiscretas ) no teto... parecia um show de flashes sobre a minha cabeça.
       
      Naquela hora eu fiquei com medo, por estar ali sozinha, a ponto de apelar pra infantil proteção de esconder a cabeça embaixo do travesseiro (ou melhor, dentro do saco de dormir kkk ). Passou um monte de coisa pela cabeça, principalmente a culpa por ter cedido a preguiça e nao ter ido montar a barraca lá no miolo da mata, entre as arvores. O principal medo era um possivel raio; mas eu não estava num local tão exposto assim, e (GRAZADEEEEEUS!!!) logo parou de trovejar. A outra preocupaçao era o vento: a chuva forte parou, mas as rajadas pegavam a barraca na lateral, ela envergava praticamente até quase tocar no meu rosto em algumas vezes.
       
      Demorou um pouco pra cair a ficha de que eu não estava com a barraquinha da Nautica de sempre. Da outra vez que tinha vindo a Monte Verde, acampei num platô proximo ao Pico do Selado e a ventania foi suficiente pra rachar de vez as varetas da kapta, mas mesmo assim ela sobreviveu. Agora eu estava numa barraca com vareta de alumínio, entao me obriguei a não me preocupar demais. Juntei todas as coisas espalhadas na barraca dentro da mochila e sai pra conferir os espeques: nem se abalaram com o vendaval... Sopra pra lá, pra cá, enverga de lá, enverga de cá... quando eu me dei conta (lá pelas 2h kkk) que, realmente, a barraca não sairia do lugar, virei pro lado e dormi! rs Pois é... eu tava doida pra saber como essa barraca se comportaria em meio ao vento patagônico... bom... agora eu já tenho uma idéia kkkk
       
      Tive coragem de levantar mesmo lá pelas 8h30. Tinha parado de chover, estava tudo nublado, mas o vento forte estava ajudando a abrir um pouco. Tomei café, arrumei as coisas, apanhando pra desmontar a barraca naquele vendaval, e fui pro Pico do Selado. Deixei a mochila escondidinha no mesmo plato onde acampei da outra vez e subi o restante da crista. Passei direito da pedra do cume... ao chegar na outra ponta do morro que me dei conta, tive que ir voltando pela trilha a sua caça, mas ainda não sabia por onde subir kkk
       
      Achei um caminho, subir escalaminhando por um lugar que achei dificil de passar, pensando que ia ter problemas na hora de descer... foi chegar em cima da primeira pedra, olhar pro outro lado e me sentir imbecil: outro lado, junto da fenda, era absurdamente mais fácil... Agora entre mim e o livro do cume tinha só a bendita da fenda pra pular.
      Olhava pra caixa do livro cume. Olhava pra fenda. Sentava. Me convencia. Levantava. Ameaçava. Olhava pra caixa de novo e começava o processo outra vez kkkk Sabia que nao era um troço impossivel, mas era alto o suficiente pra dar um cagaço real. O fato de a pedra ainda estar meio molhada só aumentava o medinho. Olhei de novo pra caixa e pensei "dane-se, vou voltar". Já tava me virando pra descer e pensei de novo "vou voltar o !!!" e num embalo só, pulei
       
      Adrenalina a mil... berrei um palavrão, chorei, assinei o livro, tirei umas fotos e fui "despular" a fenda. Provando que auto-confiança demais é uma merda, quase eu me ferrei: me desequilibrei na aterrissagem. Com medo de sair escorregando, usei a tecnica de bebado (" se é pra cair, então deita!") e pro meu azar, praticamente me joguei em cima do bolso onde estava minha camera... rachou o lcd... já era... =/
       
      Descendo de volta para onde estava minha mochila, encontrei o mesmo casal com quem trombei na noite anterior. Os dois disseram que ficaram preocupados comigo a noite, porque lá embaixo, na cidade, o vento estava muito forte... Mas que estavam felizes por ver que eu estava bem e inteira rs... Fui seguindo em direcao ao Platô e peguei a trilha sentido Chapeu do Bispo. Já eram quase 13h quando sai na avenida no fim da trilha, e segui em direção ao inicio da trilha pras Pedras Redonda e Partida. Subi a Pedra Redonda, triste por ter detonado minha camera, porque achei a vista dali animal rs. Perguntei pra um grupo que estava lá quanto tempo ia até a Pedra Partida, me responderam cerca de 1h20... desisti - eu pretendia pegar o ônibus das 16h pra Camanducaia.
       
      Desci rapidinho... agora só faltava descer toooodos os 4km da avenida das Montanhas e refazer parte do caminho que fiz ontem, até o Bradesco. De lá, voltar até o posto de gasolina na entrada da cidade, onde passa o ônibus - era mais perto do que ir até a parada de ônibus lá no centrinho da cidade...
       
      Obvio que, uma vez que a mente assimilou que a missao estava cumprida, as forças se esvaíram no mesmo instante kkk, entao mesmo sendo descida, o passo era lentíssimo rs ... Cheguei no posto as 15h45... só pra descobrir que o bus das 16h00 nao passa de domingo; saiu um as 15h30 e agora só o das 19h ou um microonibus, que passava por volta das 18h15! Usei o banheiro do posto pra me trocar, deixei a mochila guardada lá e caminhei de volta até o bar mais proximo, pra tomar umas brejas "enquanto Seu onibus nao vem". Peguei o microônibus ali ao lado do posto as 18h (ele estava subindo até a parada de ônibus ainda, depois voltaria por aquele mesmo caminho) e depois de baldear em Camanducaia, desmaiei no bus ate em casa.
       
       
      Gastos
      Bus Sp x SJC ( Passaro Marrom) R$ 21,70
      Bus SJC x São Francisco Xavier (Sai da mesma rodoviaria, na parte de Onibus Urbano) R$ 4,80
      Almoço (Filé de truta grelhada + suco ) R$ 18,00
      Taxi ate o inicio da trilha (Rithi, o unico taxista da cidade, tem o telefone dele afixado no posto da guarda municipal, junto do ponto final ) R$ 20,00
      Taxi do Bradesco até o Café Plato (Monte verde, rua Mantiqueira, tem um ponto de taxi com o telefone) R$ 15,00
      Microônibus Monte Verde x Camanducaia (o onibus, viação Cambuí, é o mesmo valor... a van passa cerca de meia hora antes do horario do Onibus) R$ 5,80
      Bus Camanducaia x SP (viação Cambui, sai de Camanducaia as 20h30) R$ 19,15
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