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Olá viajante!

Bora viajar?

Bonito e Pantanal - 11 dias

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Não ganhei o dom da concisão, definitivamente. Para quem gosta, segue relato detalhado sobre nossa experiência em Bonito, com algumas dicas que achei interessantes.

 

Eu e minha esposa fizemos a viagem de 7 a 12 de outubro e a data não foi por acaso. A partir do dia 12 já era alta temporada e aí vai a primeira dica – veja no calendário de turismo, a seguir, quando ela ocorre e fuja dela!

 

http://agenciaarbonito.com.br/dicas/bonito/calendario-de-alta-temporada-bonito

 

Nos acompanharam nossos padrinhos, que moram em Natal-RN, estavam no RJ passeando e resolveram nos acompanhar até Bonito. E adianto que, para eles, a cidade maravilhosa fica no MS, embora tenham gostado do RJ. Também achamos Bonito maravilhosa, com tudo o que tem a oferecer. É um turismo organizado, creio que o melhor do Brasil. Caro, sim, mas você vê seu dinheiro sendo investido em organização.

 

[t3]Vôo[/t3]:

 

Para quem vem do Rio, agora há um novo vôo para Bonito, saindo e chegando apenas aos domingos, partindo do Santos Dumont, com conexão diurna no Viracopos (Campinas). Melhor ainda para quem vem de SP. Quem pode ir e voltar nessas datas, recomendo fortemente! Meu receio era chegar em Bonito e não ter locadoras no aeroporto, nem transfer disponível. Cheguei a entrar em contato com a adm. Do aeroporto, que me confirmou que ainda não há locadoras de carro lá. Aí fomos e voltamos de Campo Grande. Indo direto para Bonito, teríamos poupado os trechos Campo Grande-Bonito, que além de cansativos, te fazem gastar muito combustível.

 

Outra coisa, na ida, propositalmente pegamos um vôo com conexão, pois eram os únicos diurnos. Os diretos são noturnos, ou seja, você vai ter que pernoitar em Campo Grande. Mesmo pegando o vôo diurno, com chegada prevista às 13:30, contando todo o tempo de espera, de acertar com a locadora, chegamos em Bonito somente às 20h, de modo que ainda enfrentamos um trecho de noite, sem nenhuma iluminação e isso deu um bom medo na gente. Não recomendo dirigir de noite lá, até mesmo porque um animal pode atravessar na sua frente e você não ver.

 

[t3]Transporte[/t3]

 

Alugamos carro. Sabíamos que era a melhor opção, pois no transfer compartilhado você depende não só da disponibilidade, como da sorte de haver nos mesmos trechos e horários que você deseja. E o custo acaba saindo maior, especialmente no nosso caso, em que eram 4 viajando.

 

A locadora escolhida foi a Movidas. A agência fica do lado de fora do aeroporto e um funcionário te busca e te leva de volta gratuitamente. Gostei, bom serviço, atendimento, não tiveram frescuras. A única coisa meio chata foi cobrarem uma taxa adicional pelo fato do usuário do cartão (responsável financeiro) não ser o mesmo que dirige o carro, no valor de 35 reais. No final, ainda há uma taxa por devolver o veículo sujo (20 reais, nosso caso) ou muito sujo (35), nada mais do que justo. Mas ainda assim compensou pelo valor da diária, que, antecipada com reserva pela internet, saiu ainda mais barata do que o “desconto” de cinqüenta por cento que a TAM (e, supostamente, ainda a GOL) está dando no aluguel do carro se você fechar a passagem aérea com eles. Por fim, o diferencial da Movidas foi o parcelamento, de 6 vezes sem juros no cartão.

 

[t3]Estradas:[/t3]

 

A ida foi muito tranqüila, estradas quase desertas e a volta foi um pouco mais movimentada, mas ainda assim bem tranquila. Como indicam na internet, não se pode confiar muito no GPS. Ele indica o caminho por Aquidauana, que possuía estradas de terra, mas o melhor caminho até agora é por Sidrolândia-Nioaque-Guia Lopes Laguna-Bonito, todo asfaltado. No trecho Guia Lopes-Bonito o GPS aponta para uma estrada de terra, quando na verdade você pode seguir em frente no trecho asfaltado e chegará em Bonito da mesma forma.

 

Paramos numa ótima padaria em Sidrolândia e no caminho, na sequência, vimos um pôr do sol lindo de morrer, se pondo no final da estrada (sou suspeito pra falar, todo pôr do sol pra mim é lindo). A imagem só não ficou melhor porque o vidro do carro estava imundo de tantos mosquitos que bateram no para-brisas.

 

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Aliás, tudo é lindo, paisagens verdes, com muito gado, cavalos e aquele céu espetacular, maravilhoso do Mato Grosso do Sul. Que saudades!!!

 

Na volta, nós erramos o caminho e voltamos por Aquidauana. A estrada está sendo reformada e pegamos todo o trecho asfaltado. Mas é asfalto novo, que fica soltando, não recomendo ainda. Além disso, toda hora tinha que parar por causa das obras e nessa brincadeira você perdia uns dez minutos por parada. Teria sido bem melhor voltar por Sidrolândia, mas acho que no futuro isso não fará diferença.

 

Ao contrário do que dizem, não achei tudo bem sinalizado. Esse povo não sabe fazer placa, há poucas e algumas (mais no trecho do Pantanal) são apontadas em direções ambíguas, como na diagonal entre duas direções perpendiculares. Até chegar em Sidrolândia nós penamos para achar a BR e tivemos que pedir informação. Depois disso foi mais tranqüilo, no trecho Sidrolândia-Guia Lopes o GPS faz o serviço. Sem falar que há uns pardais irritantes nesse trecho inicial.

 

Outra coisa relevante, não pisem fundo no volante. Vimos vários animais atropelados na estrada e nós mesmos chegamos a desviar de uma cobra no caminho para o Pantanal. Se você olhar pro asfalto, verá váriassss marcas de freadas bruscas. Adivinhe. Animais aparecendo subitamente na pista. Com atenção, é possível evitá-los, note que evitamos até um cobra. Mas, se você andar a 200 por hora, distraído e imprudente, pode ter sérios problemas.

 

Pra quem quer ir até a Estrada Parque, no Pantanal, esteja preparado para enfrentar uma infinidade de pardais, com limites de velocidade variando entre 40 e 80 por hora.

 

[t3]Hospedagem[/t3]

 

Ficamos na Pousada Segredo, que já havíamos reservado pelo Booking.com com 5 meses de antecedência e confirmamos a escolha com as boas indicações aqui no Mochileiros. A boa dica é dada pela Nathalia, daqui do fórum - peça 10% de desconto na hospedagem se fechar os passeios com eles. Nós não tivemos direito ao desconto por termos fechado a hospedagem através do Booking e disso nem reclamei. No entanto, acabei dando preferência pela Agência Ar, que tinha melhor reputação.

 

Como pontos positivos da pousada, destaco que, à exceção de um funcionário, todos os demais nos trataram muito bem. O preço por enquanto é razoável. O café da manhã não tem variedade espetacular e você sentirá falta de mais frutas, mas tem qualidade. A localização é muito boa, rua tranquila, som de pássaros, em frente a um dos melhores restaurantes da cidade (Casa do João) e muito perto da praça principal da cidade, onde você encontra tudo que precisa. O banheiro é bom e o lugar é limpo, embora não tenham feito com regularidade a troca do cesto do banheiro. Eu voltaria lá, mas apenas se consertarem o chuveiro, problema do qual falarei a seguir.

 

Dos pontos negativos, um é o chuveiro, que não tem pressão e a água consequentemente cai gelada ou fervendo (mesmo!). Aí tomar banho é uma tortura. Outro, sofremos preconceito de um dos atendentes, o Flávio, por termos fechado os passeios com outra agência. E olha que ainda a indicamos para o outro casal, que nos acompanhava. Bem chato isso, mas superamos em nome do bom atendimento dos demais, especialmente das simpáticas meninas do café da manhã. Outro aspecto é que o ar-condicionado não tem controle, é mecânico, fica lá no alto e para regulá-lo você tem que subir numa cama.

 

 

[t3]Mapas e estradas de acesso aos passeios:[/t3]

 

Muito mais tranqüilas do que esperava. Tudo bem que não choveu, não sei como fica nessa hipótese, mas secas são de chão batido e você consegue manter 60km sem muita dificuldade. Em Bonito e para chegar aos passeios tudo que você precisa é do mapa que sua agência te dará. É o mesmo mapa para todos. É excelente, um dos melhores que já vi, muito bem explicado. Não há risco de você se perder.

 

[t3]Clima e insetos:[/t3]

 

O tempo no geral foi maravilhoso, demos muita sorte. Recomendo muita atenção nesse sentido, pois uma sequência de tempo ruim impede, ou ao menos prejudica vários passeios. As agências costumam devolver o dinheiro quando o tempo ta muito ruim, mas o problema é que a cidade não tem muitas alternativas nessa hipótese.

 

Achamos Bonito muito mais tranqüilo de insetos do que esperávamos. Nem cheguei a usar o repelente, e olha que eu atraio mosquitos que é uma beleza. Mas, no Pantanal eu usei muito o excelente repelente Exposis. Anote essa marca, eu pesquisei muito e é, de longe, a melhor. A diferença é absurda entre usar e não usar quando há mosquitos por perto.

 

[t3]Refeições:[/t3]

 

Cantinho do Peixe - pedimos um pintado grelhado, tava muito bom e para dois até sobrou. Gostei do atendimento. Espere pagar entre 50 e 70 o prato para dois sem bebidas.

Casa do João – o forte de lá é a traíra sem espinhas, mas o grupo todo ficou com nojo (na verdade, eu depois desencanei) depois de ouvirmos uma estória de um vendedora dizendo que não comia traíra, pois é um peixe que afunda no barro e pega vermes, então a pessoa que trata o peixe tem que ser muito habilidosa para tirar todos. Enfim, num jantar, pedimos bife à parmegiana e tava muito bom, além de bem servido. Pagamos por volta de 65 e, novamente, deu pra dois e sobrou. O casal de amigos nossos pediu um bife com molho gorgonzola, que tava bom, mas inferior ao nosso. Noutro dia, almoçamos lá o PF do dia a 19,90 e não tava muito bom, mas dava pra comer. O atendimento é bom.

Batata - também comemos uma batata recheada, numa lanchonete especializada nisso, na rua principal, quase em frente ao Palácio dos Sorvetes. O nome não me lembro mais. Serviço péssimo, levamos mais de uma hora para sermos atendidos. A batata é boa, mas nada espetacular, no nível do Batata Inglesa (para quem conhece).

Chinês - fomos num restaurante chinês, numa rua perpendicular à principal, por indicação de um casal que conhecemos num passeio. O prato indicado era a piraputanga recheada com farofa, que podia ser de cebola ou banana, por volta de 50 reais. Pedimos a com banana, pois eu não como cebola. Eu achei tudo muito bom, mas os demais não curtiram muito farofa doce.

Dona Margarida - de lanche, comemos os famosos bombons da Dona Margarida, a 4 reais cada. É caro, mas é meio grandão. A senhora boa de prosa, bem simpática. Compramos de vários sabores para experimentar, mas o melhor mesmo é o de jaracatiá, que parece coco.

Palácio dos Sorvetes - fomos várias vezes no Palácio dos Sorvetes (ou algo parecido), a sorveteria mais famosa de lá. Pedimos o sorvete assado, o da foto abaixo. É bom, mas nada espetacular na minha opinião, além de sorvetes de outros tipos. O dono é bem simpático e orgulhoso de seu trabalho, uma sorveteria premiada e com diversos sabores. Ele permite que você deguste vários sabores de graça antes de escolher.

 

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[t3]Passeios: considerações gerais[/t3]

 

Como se sabe, quase todos os passeios de Bonito são reservados por agência, que te dá um voucher. Escolhemos a Agência Ar, pela sua reputação e não nos arrependemos. No início demoraram a responder, tive que mandar uns dois ou três e-mails, mas depois foram várias trocas, com muita atenção, inclusive pessoalmente.

 

Primeira observação quanto aos passeios em geral, procure chegar com pelo menos dez minutos de antecedência, quinze é melhor. Em muitos deles chegamos com cinco minutos e as instruções já tinham começado. Também foi o caso no Buraco das Araras, onde nos colocaram no tour seguinte sem problemas, mas em passeios disputados como a Gruta Azul isso pode significar a perda do passeio, pelo limite de visitantes por dia.

 

Outra coisa, reservem tudo com antecedência. Nós saímos de lá no início da alta temporada e o que tinha de gente sem conseguir reservar passeio não foi pouca coisa. Sem falar que se você conseguir, pega os piores horários. Antecipadamente, você tem tudo do bom e do melhor e pode trocar no caso de dar algum problema.

 

Seguimos fielmente este cronograma:

 

Dia 1 – chegada

Dia 2 – 8h - Rio da Prata e 16h - Buraco das Araras

Dia 3 – 9h - Gruta São Miguel, 10h - Gruta do Lago Azul e 16h30 - Rota Boiadeira

Dia 4 – 10h Fazenda Rio do Peixe

Dia 5 – 9h Bóia Cross e 19h Projeto Jibóia

Dia 6 – Ida para o Pantanal

Dia 7 – Pantanal

Dia 8 – Pantanal

Dia 9 – Pantanal

Dia 10 – Volta para Bonito – promo resort (explicarei depois essa ordem estranha)

Dia 11 – bate e volta Estrada Parque

Dia 12 - retorno

 

[t3]Passeios em detalhe:[/t3]

 

[t1]Rio da Prata:[/t1]

 

Bem legal, é bonito como dizem. Na verdade, a flutuação começou pelo Olho D’agua, que é mais cristalino que o da Prata, mas por uma questão de marketing o passeio todo é chamado de Rio da Prata. Você começa o passeio por uma trilha fácil, faz a flutuação nos dois rios em sequência e volta pela trilha. Há bastantes peixes, nada como as piscinas naturais do nordeste, em quantidade e variedade de espécies, mas os peixes são grandões e interessantes. Diferente do que disseram, não foi bem flutuação, tivemos que nadar o percurso todo para acompanhar o guia e não houve barco de apoio. Não sei se isso não é usual e demos azar, só sei que foi cansativo e não achei lá muito seguro. Se alguém tem uma hipotermia, hipoglicemia, fica lá atrás e ninguém vai notar, pois você está com a cabeça dentro d’agua. Aliás, recomendo fortemente levantar a cabeça de vez em quando para ver aonde vai. Eu quase peguei um caminho errado por duas vezes, pois como disse, o guia não tava nem aí e eu ia ficando pra trás, pois filmei muita coisa e não dava pra nadar enquanto filmava, só flutuar.

 

 

O passeio termina na fazenda, onde é servido o almoço. É bom, mas não achei espetacular como dizem. Comemos comidas melhores no Pantanal. O legal é que é reposto várias vezes, diferente da Fazenda Rio do Peixe, que comentarei adiante. Depois você tem um tempinho pra ficar no redário, ou andar pela fazenda. Segui essa última opção e fiz algumas fotos dos animais de lá.

 

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O acesso até lá é por estradas de terra, só nelas você vai perder de 1h a 1h30 por trecho.

 

[t1]Buraco das Araras:[/t1]

 

De lá, seguimos para o Buraco das Araras, que é perto. Fazemos uma pequena trilha e chegamos ao buraco, que é bem bonito. Nada espetacular, mas nós gostamos. Estava, sim, repleto de araras, com ótimas oportunidades de fotos se voc~e contar com um teleobjetiva (DSLR de sensor cropado com lente de pelo menos 300mm, ou compacta com zoom pelo menos 10x). Não faça como eu, configure a câmera para disparos contínuos e foco automático. Eu cheguei a colocar o foco automático, velocidade de obturador rápida, mas você tem que fazer vários disparos até acertar o foco e eu, que não tinha experiência de fotos de animais rápidos, só fui aprender no final da viagem que o macete é disparo contínuo.

 

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Todas as araras são vermelhas e há várias delas espalhadas pelo parque. O passeio em si é como a Gruta de São Miguel, que falarei adiante – foi legal fazer, mas não é indispensável, até mesmo porque você verá araras em outros passeios, como a própria Gruta de São Miguel e na Fazenda Rio do Peixe.

 

Voltamos com mais um belo pôr do sol.

 

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CONTINUA

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No dia seguinte ficamos sozinhos na fazenda. Os dois casais de brasileiros que lá estavam foram embora e não chegaram outros turistas. Isso foi uma grande sorte, pois de manhã no caminho para a trilha vimos um tatu peba

 

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e, já na trilha, vimos bem pertinho um tamanduá-mirim! O bicho estava parado em cima de uma cerca. Se houvesse mais pessoas conosco ele certamente teria fugido. Mantivemos o silêncio e ficamos ali pertinho, olhando pra ele. Se tentássemos nos aproximar muito ele levantava aos poucos uma das garras, provavelmente buscando fazer sua posição de ataque, que é em forma de cruz. Respeitamos o espaço do bicho e não avançamos. As fotos foram feitas em maioria a 200mm, ou seja, com algum zoom.

 

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De tarde fizemos uma cavalgada. Foi muito divertido. Os cavalos de lá são mansos e bem disciplinados, parecem até ligados no piloto automático. Então peguei o jeito rapidamente e tudo que eu fazia o cavalo obedecia tranquilamente.

 

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De noite eu insisti para fazer uma focagem noturna, que estava inicialmente programada apenas para o dia seguinte. A fazenda prevê apenas uma focagem por estadia, mas eu bati o pé, aleguei que estava para chover e não queria que a oportunidade passasse. E depois vi que isso foi essencial. Nesta focagem vimos tatu peba, família de capivaras, filhote de jacaré, corujas, um lobo do mato (lobinho) bem rapidamente (não deu pra fazer fotos) e um tamanduá grande. Depois fizemos outra e não vimos quase nada, afinal, os bichos não batem ponto num lugar, estão sempre em movimento e é dificílimo achá-los de noite.

 

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No dia seguinte fizemos outra cavalgada, gostamos da coisa. Passamos por caminhos diferentes e vimos lugares bem bonitos, mas infelizmente não estávamos com câmera.

 

De tarde, juntaram-se a nós uma família enorme de alemães, sendo um casal, um cara, imagino que fosse tio, e mais sete crianças! Pensei, vai ser um inferno, vão gritar pra lá e pra cá e vão espantar todos os animais. Que nada. Fazem mesmo o estereótipo europeu, bem disciplinados, quietos, com aquela educação distante. Um deles era bem simpático, buscou conversar, mas os demais eram fechados.

 

Nessa tarde eles não quiseram fazer nada, só ficaram na piscina. Aproveitamos e fizemos mais uma trilha, onde vimos macacos pregos e bugios, além de variedades de aves, como tucanos e papagaios. Nosso guia conseguiu enxergar até essa minúscula rã!

 

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Em todos os dias eu explorei bastante a fazenda e seus arredores. As oportunidades de fotos são incríveis, basta ter criatividade.

 

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Próximo ao açude há capivaras e muitas aves, algumas pousam dentro da área construída da fazenda, como um casal de tucanos. Não consegui pegar os dois juntos.

 

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De noite fizemos uma focagem noturna junto com a família de alemães. Eu já havia feito uma no dia anterior, então nessa pra mim o que viesse era lucro. E foi decepcionante. Apesar de incrivelmente a família toda, cheia de crianças, não ter feito barulho algum, tudo o que vimos foi uma anta muito rapidamente e corujas bem longe. Se tivesse feito apenas essa focagem teria saído de lá bem puto, mas felizmente a do dia anterior foi legal o suficiente.

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Os micos são mesmo uma atração a parte, rs. Quanto às fotos, foi um desafio. Lá não tem muita iluminação natural, então focar não é muito fácil. Ideal é levar um tripé, ruim é ter que carregá-lo. Eu tive que fazer várias e eliminar as tremidas.

 

Olha, em valores absolutos os passeios são caros, sim. Mas, em termos de investimento, de valor e retorno, acho que é dos melhores do Brasil. Acho que ninguém sai com aquela sensação de que está sendo roubado, como em outros lugares. Sabe aquela experiência de te levarem pro pior restaurante, do guia que não sabe nada, te empurra pra uma lojinha de souvenir e não mostra nada do passeio? Aqueles lugares com banheiros mal conservados, ou os passeios que não incluem nada no preço e você tem que alugar por fora? Nada disso tem em Bonito. Você paga caro, sim, mas te dão tudo que você precisa pra sua experiência ser inesquecível.

 

As fotos devem ser bem difíceis de tirar mesmo (ainda mais aquelas dos pássaros, do pantanal. Eita bicho difícil de fotografar huashusa).

 

Hm, bom saber disso. Não tem nada pior do que esses "passeios perdidos" né? Mas que bom que não é assim por lá.

Muito obrigada, seu relato ajudou bastante :D

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Mais um dia, dessa vez o último na fazenda. Antes do amanhecer tivemos a opção de ver a ordenha das vacas. Mas já estávamos acordando cedo todos os dias, por volta de 6h30, acordar às 4 seria cruel demais em plenas férias. Acabamos deixando para fazer a pescaria de piranhas às 9h.

 

Não levava muita fé na atividade, fui mais por fazer algo diferente. Pensei, pescaria deve ser um saco, muito parado. Pois lá fomos encontrar o Seu Aparecido, que nos levou na focagem noturna como motorista da Toyota e, agora, seria o que nos ensinaria a pescar. Amarramos uma isca de carne bovina numa vara de bambu e lá fomos pro açude pescar piranha.

 

O esquema era pescar e devolver, já que não íamos comer. No dia anterior a família de alemães havia pescado em outra fazenda e trouxeram algumas piranhas para o jantar. Provamos, achei mais ou menos. Luciana, minha esposa, não gostou.

 

Começou a brincadeira. O açude é cheio de jacarés, que ficam só esperando pelas piranhas que devolvemos. O bicho é incrivelmente medroso, se chegássemos perto do açude, ele se afastava. Mas, aos poucos, ia ficando sem vergonha e chegava perto, mas sempre muito devagar, doido para comer piranhas (e nós, se déssemos mole). Seu Aparecido jogou uma para ele, que não perdeu tempo e saltou para pegá-la no ar.

 

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Minha esposa já pegou a primeira. Não é tão fácil assim pescar, as piranhas são muito rápidas, comem a isca sem se prender e se mandam. Você tem que puxar rápido assim que sente a vibração no anzol e nessa brincadeira minha esposa quase mandou uma ou duas pra cima de mim, hehe. Ela levou jeito, mulheres possuem mesmo um instinto inato em caçar piranhas. Eu só fisguei uma e minha esposa naturalmente não me deixou ficar com ela.

 

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Gostamos da brincadeira, mesmo eu tendo levado um surra da esposa na pescaria. De tarde fizemos mais um safári, dessa vez com o grupo de alemães, que não havia feito nenhum. Repetimos o lago dos Tuiuiús. A essa altura já estávamos satisfeitos e não nos importamos de repetir.

 

Acabamos recompensados pela boa vontade. Achamos um tamanduá grande e foi engraçada a farra. O bicho se enfiou num mato cercado por área aberta e descemos na esperança de fazermos boas fotos. Aí já viu, né, desceu toda aquela criançada correndo pra lá e pra cá, hahaha. Nessas horas não há barreiras de nacionalidade.

 

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Deu um pouco de pena do bicho, mas ele sobreviveu. Nada comparado com uma onça o caçando, só fizemos fotos e o deixamos seguir. Prosseguimos para o lago dos Tuiuiús, onde não vimos nada de mais. De diferente, notei na escada de madeira, que leva ao mirante de observação, essa interessante formação de fungos com uma joaninha, inseto que já não via desde a infância. Provavelmente por conta do desequilíbrio ecológico que ocorre nas grandes cidades.

 

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No final do passeio, foi tempo de vermos um filhote de bode, pra alegria da criançada. Já anoitecendo, só nos restou relaxar e aproveitar um pouco mais da tranquilidade da fazenda, pois aquela vida mansa ia acabar. No dia seguinte retornaríamos para Bonito.

 

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Após o café da manhã pegaríamos estrada. Nos despedimos de todos os funcionários, gente simples, muito simpática e interessante, já estávamos com saudades. A volta foi sem surpresas e chegamos ao Zagaia Eco Resort.

 

Um adendo, esse retorno a Bonito originalmente não faria nenhum sentido. Nosso plano era ficar duas noites no Hotel Passo do Lontra, que é um hotel-fazenda no início da Estrada Parque, uma estrada que é conhecida como um zoológico a céu aberto. Dessa forma, nós faríamos nosso próprio safári fotográfico, naquele dia e no seguinte. Porém, o hotel, que havia respondido a um contato inicial, alguns meses depois, quando retomei a negociação, não me respondeu mais. Isso parece ser um problema comum em Bonito. Depois de umas 3 tentativas frustradas, fiquei bem puto e desisti da ideia. Nesse ínterim surgiu uma promoção do hotel Zagaia, considerado o melhor de Bonito, incluindo meia pensão. Acabei pegando, pensando em fazer um agrado para a esposa, descansando um pouco e tirando um tempo só para nós dois, sem compromisso com nada.

 

De fato, o hotel é muito bonito e o jantar incluso é espetacular. Mas tem seus defeitos e o review completo eu escrevi no Tripadvisor.

 

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Demos um pulo rápido no restaurante Casa do João, onde comemos o prato executivo. Não recomendo, muito meia boca. Demos um pulo na sorveteria, para uma sobremesa e compramos vários bombons com Dona Margarida. Voltamos para o hotel, onde explorei um pouco mais os arredores (é um complexo, com muito verde) e dei sorte de presenciar mais um belo pôr do sol.

 

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Coruja observando o pôr do sol:

 

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Ótimo relato, obrigado por compartilhar e enriquecer o fórum. As fotos então nem se fala, maravilha.

 

Eu acho curioso encontrar europeus nesse tipo de lugar, é para pessoas que buscam algo bem específico, no caso contato total com a natureza. O "padrão" quando esses caras vêm pra cá é conhecer o Rio de Janeiro.

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Valeu, Diógenes. Tá faltando o post da Estrada Parque, vou tentar terminar ainda essa semana.

 

Olha, chegamos ao ponto de mais europeus conhecerem o Pantanal e a Amazônia do que brasileiros. Triste isso. Não por eles terem acesso, mas por nós, "donos" dessa riqueza natural, não termos acesso também. Lá a renda é igualmente distribuída, aqui há igualdade na miséria. Para quem ganha um salário mínimo, caso da maioria, não dá nem pra conhecer além da própria cidade.

 

Não sei se você já foi à Europa, mas eu também tinha essa visão de que nós somos mais focados na natureza em sua forma pura e eles, ao menos eu achava, mais na combinação arquitetura e paisagem. O que vi por lá quando tive a oportunidade são povos que preservam mais do que a gente a natureza e amam o contato com ela. Somos naturalmente mais privilegiados, mas acho que damos menos valor a ela do que deveríamos. É consideravelmente mais comum você achar um rio limpo na Europa, uma floresta urbana preservada, ou uma área rural em harmonia com a natureza. Nos procuram porque (ainda) temos uma biodiversidade maior, mas até quando?

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Marcos, não imaginava que o Pantanal recebesse muitos turistas europeus... por outro lado não é de se estranhar que pouquíssimos brasileiros conheçam a região porque, além da questão da distribuição da renda que você comentou, temos os preços abusivos nas passagens aéreas... o que se paga numa passagem SP-Nordeste dá para comprar SP-Peru ou SP-Patagônia.

 

Quanto à Europa, ainda não conheço. Quando pensamos num país europeu logo pensamos em arquitetura, cultura, etc, que é o forte desses lugares... e outra, procuramos lá esses itens porque belezas naturais temos de sobra por aqui.

 

Aproveitando, qual o seu equipamento fotográfico? Sou entusiasta na fotografia e gostei da qualidade das suas fotos. Usa alguma lente diferente do padrão 18-55, que acompanha a maioria das câmeras SLR de entrada?

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