Ir para conteúdo

05 dias em Bonito-MS (fotos e valores atuais)


Posts Recomendados

  • Colaboradores
Mochileiros.com
Excelente colaboração

KekaMC ganhou o badge 'Grande Conteúdo' e 50 pontos.

Depois de um longo inverno sem postar nenhum relato por aqui, voltei para compartilhar como foi minha viagem para Bonito-MS, junto ao Wellington.

Foram 5 dias cheios de descobertas, aventuras e experiências incríveis - Bonito é maravilhoso e (apesar de caro) vale muito a pena. 

ROTEIRO

Dia 1: voo a Campo Grande e ida a Bonito; Estância Mimosa
Dia 2: Mergulho na Lagoa Misteriosa; Flutuação no Rio da Prata
Dia 3: Abismo de Anhumas; Gruta São Mateus
Dia 4: Flutuação Rio Sucuri; Praia da Figueira
Dia 5: Buraco das Araras; retorno a Campo Grande e voo a São Paulo

Os valores de cada passeio estão dispostos ao longo do relato - vale lembrar que algumas atividades variam de valor dependendo da temporada (alta/baixa) e se você escolhe ter almoço incluso ou não. 

 

Editado por KekaMC
  • Gostei! 3
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

HOSPEDAGEM
Ficamos hospedados no Che Lagarto, um hostel que já tinha me hospedado em outras cidades (Morro de São Paulo; Porto de Galinhas) e que gosto bastante. 

GASTOS
O gasto total da viagem para uma pessoa foi de pouco mais de 4k, conforme tabela abaixo: 

*os valores de aluguel de carro, combustível, hostel, gopro já estão divididos por dois. 

CENTRO
Todos os locais, agências, lojas e restaurantes ficam num trajeto bem curto e rápido a partir da praça central, sendo muito fácil de se locomover dentro da cidade.

 

20210829_221112.jpg

Editado por KekaMC
  • Gostei! 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

PASSEIOS

Todos os passeios em Bonito são pagos e devem ser agendados com antecedência, principalmente aqueles que são mais concorridos. Eu fiz minhas reservas com um mês de antecedência e não consegui agendar a Gruta do Lago Azul, por exemplo.

Os passeios só podem ser feitos via mediação de uma agência - você não conseguirá chegar até o local do passeio e fazer o pagamento ou agendamento direto com eles; sempre precisará de uma agência para fazer esse intermédio.

Os valores dos passeios são tabelados com variações entre alta e baixa temporada e os custos são divididos em quatro partes: agência, município, guias, local do passeio.

Selecionar uma agência, então, fica a critério do atendimento que é fornecido. Dentre as agências que entrei em contato, optei por fechar com a BonitoWay. Antes da viagem, o pessoal da agência foi atencioso e nos orientou sobre os passeios. Durante nossa estadia em Bonito, a gente não tem muito contato com a agência, e quando necessitamos de suporte, não tivemos o melhor atendimento (conto um pouco mais sobre isso no relato) - não sei se todas as agências são assim, então vale uma estudada. Recomendo com ressalvas :)

IMG-20210831-WA0059.thumb.jpg.e13d2a8a32a4d63e6c3959cbfeb42afa.jpg

COMO ESCOLHER PASSEIOS

Em Bonito, você vai encontrar uma série de passeios e possibilidades de atividades. É importante entender que a maioria dos passeios se enquadra nas categorias:

_flutuação
_cachoeiras/trilhas
_balneários
_grutas

Tendo isso em vista, vale selecionar pelo menos um passeio de cada uma das categorias, assim você aproveita um pouco de tudo que a cidade oferece. E dependendo do tempo que você ficar lá, você pode repetir a categoria que mais te interessar quantas vezes quiser.

Por exemplo, em relação às flutuações é interessante fazer duas delas, pois assim você pode comparar - a do Rio da Prata tem mais peixes, em questão de volume e de espécies; a do Rio Sucuri, a água é mais cristalina e tem uma vegetação bacana no fundo da água. 
Mesma coisa com os balneários que oferecem atividades diferentes para se fazer e aproveitar.

O legal é você ver o tempo que ficará, quanto dinheiro tem disponível e quais são os passeios/lugares que mais te chamam a atenção.
Eu, por exemplo, estava muito interessada nas flutuações, em fazer mergulho, e ir em dois lugares que são diferenciados lá (e que podem sair um pouco da classificação acima): Lagoa Misteriosa e o Abismo de Anhumas. Então, baseei minhas escolhas iniciais nesses pontos e sobrando tempo no meu roteiro, preenchi com outras atividades.

ESTRUTURA DOS PASSEIOS 

Um ponto positivo de Bonito foi que todos os lugares tinham uma estrutura legal, com wifi gratuito, banheiro com chuveiro (principalmente nas flutuações e balneários), local para alimentação, roupa de neoprene e snorkel. 

Os locais alugam gopros para quem quiser, e também oferecem serviço de fotografia. Em pontos estratégicos nos passeios, fotógrafos ficam posicionados e você pode tirar algumas fotos ali se quiser. As fotos tiradas nos passeios são sem compromisso, e você pode optar por comprá-las - eles vendem avulso (num valor base de R$ 18 reais a foto), ou fazer um pacote para adquirir todas as fotos que foram tiradas – eventualmente, se estiver em grupo maior/família etc, pode ser vantajoso pegar esse pacote de fotos.

Em alguns locais, dá pra fazer pacotes maiores - por exemplo, a Lagoa Misteriosa e o Rio da Prata ficam na mesma localidade, então você pode pagar por 01 pacote de fotos de ambos os passeios para o seu grupo (exemplo: para cada passeio, o valor do pacote sairia R$ 140 reais; nesse caso, você pagaria R$ 190 reais para ambos os passeios - e todas as fotos inclusas da sua família - se vocês tirarem 10 ou 50 fotos).
 


 

Editado por KekaMC
  • Gostei! 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

LINKS ÚTEIS

Compartilho aqui alguns links interessantes que podem ajudar você a entender mais sobre os passeios disponíveis em Bonito e como escolher o que é mais adequado para você:

https://bonitobrasiltur.com.br/passeios/
https://www.viajenaviagem.com/2013/08/bonito-como-escolher-passeios/
https://www.bonitoway.com.br/pt-br/novidades/lagoa-misteriosa-principais-atrativos-regiao-bonito-ms-passeio-cheio-misterios-belezas-inesqueciveis

ALUGUEL DE GOPRO 

É possível alugar uma GoPro em Bonito para tirar fotos subaquáticas e levar de lembrança muito mais que memórias. Os passeios oferecem fotógrafos que tiram fotos em locais específicos de cada passeio, mas achamos interessante ter feito o aluguel, pois tivemos mais liberdade em tirar fotos e fazer vídeos durante todo o passeio e não apenas nos locais direcionados. 

Nós fizemos o aluguel na GoPro Bonito. Eles foram super atenciosos, ensinaram a gente como usar e deram todo suporte necessário. 
Vale a pena!

Contato da GoPro Bonito:
67. 8459-3212 – Eron Assis
67. 9171-5476
Endereço: Rua Senador Filinto Muller, 470 

Valores:
Gopro 8 | R$ 90 reais a diária
Gopro 9 | R$ 120 reais a diária

A gente pagou 3 diárias da gopro 9, por R$ 105 reais cada, totalizando R$ 315 reais. Conto mais como aconteceu isso abaixo :)

ACESSIBILIDADE PARA TODAS IDADES

Os guias e profissionais dos locais são super atenciosos e fazem de tudo pra você se sentir bem e participar do passeio. Tivemos o caso de umas senhoras no Rio Sucuri que estavam com medo de entrar e fazer o passeio de flutuação e, ao invés deles falarem para elas ficarem de fora, ou acompanharem o passeio no barco de apoio, o guia conversou bastante com elas para passar segurança e as acompanhou em todo o trajeto. Tudo é pensado para ter (e passar) segurança e para as pessoas poderem aproveitar.

O passeio do Abismo anteriormente era feito por rapel manual. Todos que tinham interesse em participar tinham que passar por treinamento prévio no centro da cidade, e era isso que definia quem podia fazer o passeio ou não. Com isso, apenas umas 15 pessoas conseguiam entrar no Abismo por dia – e mesmo com esse treino, o trabalho dos guias era imenso, pois a maioria das pessoas não conseguia finalizar o processo sozinho (considerando que são 72m de rapel) - eles tinham depois que puxar a pessoa na força. 

Faz 1 ano criaram um guindaste elétrico para descer e içar as pessoas do Abismo. Isso permitiu mais acessibilidade ao local, e hoje, cerca de 60 visitantes visitam o Abismo todos os dias – e isso também melhorou muito a qualidade do trabalho dos guias, que não precisam mais fazer o esforço físico de levar as pessoas na corda.

Também ouvimos que a flutuação da Nascente Azul tem acessibilidade a cadeirantes, para que possam fazer a atividade.
 

  • Gostei! 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

RELATO | 28.08 (sábado)

Passeio: Estância Mimosa
Valor:
R$ 125 por pessoa
Duração: 3h

O voo em SP estava marcado para sair às 6h05 de Guarulhos, mas tivemos um pequeno atraso na decolagem. A previsão de chegada em Campo Grande era 7h05, e chegamos lá por volta das 7h30.

Dali passamos na Movida para pegar nossa reserva de aluguel de carro. Tivemos um pequeno contratempo ali, pois a carteira do Wellington estava vencida e tive que dar minha CNH para cadastro – com esse movimento, a atendente disse que não poderia usar a reserva que ele tinha feito (e o valor que a gente tinha visto online), e teríamos que refazer o “cadastro” ali na hora e pegar o valor no local (o que encareceria nosso aluguel em uns 200 reais). A gente não entendeu muito bem o porquê disso, já que era a mesma pessoa que estava ali no local pra fazer a retirada.

Ficamos desapontados e decidimos ir na Localiza para verificar valores – e nos surpreendeu que o custo estava mais barato do que na internet (tanto da própria Localiza quanto do valor que a gente tinha visto da Movida) – então aproveitamos e pegamos um modelo 1.0, Mobile, no valor de R$ 801,30.

20210828_131226.thumb.jpg.c67ffeeb12b7acdb9e689bb6a5e15cc9.jpg

Após todos os trâmites, saímos às 8h10 em direção a Bonito. O trajeto foi bem tranquilo e a estrada bem sinalizada, quase uma longa reta, permeada por algumas curvas. Chegamos em Bonito às 11h40 e fomos direto ao hostel Che Lagarto para deixar nossas coisas e nos trocarmos. 

Quando chegamos no hostel, pudemos já fazer check-in, mas descobrimos que nossa reserva original não contemplava café da manhã – teríamos que pagar + R$ 17,00 / diária para ter o café - resolvemos isso rapidinho e já fomos para o quarto nos arrumar.

Antes de ir para nosso primeiro passeio, a gente tinha que resolver algumas coisas no centro, então saímos rapidinho e passamos na loja Gopro Bonito para pegar a Gopro que a gente tinha pré-reservado para 4 diárias.

Tinha conversado com o pessoal da Gopro Bonito pelo whatsapp e feito o depósito de um sinal pra garantir essa reserva. Pelo whats, eles tinham passado pra gente os valores:

Gopro 8 | R$ 90 reais a diária
Gopro 9 | R$ 120 reais a diária

Tinha optado pela Gopro 8 pelo valor, porém, quando chegamos lá, o atendente disse que alguns clientes estavam reclamando da gopro 8, pois ela não tem um visor na frente, o que pode dificultar tirar selfies (porque você fica sem muita visibilidade pra saber se está enquadrando a imagem que você quer), por isso, eles ofereceram pra gente o aluguel da gopro 9 pelo valor de R$ 105 reais.

Como nosso primeiro passeio era ir para as cachoeiras, entendemos que não seria muito necessário ter a gopro, então reduzimos 1 diária da reserva e ficamos assim: 3 diárias da gopro 9, por R$ 105 reais cada, totalizando R$ 315 reais. 

Como cancelamos 1 dia da reserva (de 4 para 3 diárias), a gente só poderia retirar a gopro a noite – senão consideraria 1 diária a mais; eles sempre entregam a gopro 1 dia antes dos passeios. Então, teríamos que retornar mais tarde para retirar o equipamento.

Depois disso, demos a volta pra chegar na rua principal da cidade, onde estão a maioria dos restaurantes e lojas, e bem próximo à esquina, após a praça, encontramos o Cazero, um restaurante self service que funciona de duas formas: comida por kilo (pesada na balança) e também com valor cheio para consumo livre (não peguei qual era o valor). 

O restaurante é o que muitas pessoas chamam de “honesto”, comidinha delicia em um valor bem acessível. Ainda passamos rapidamente no mercado que fica próximo para comprar uma água de 5L para abastecer a gente nos próximos dias.
Dali, saímos correndinho para chegarmos a Estância Mimosa, a 36km de distância. Já chegando próximo ao local, começou a cair algumas gotas de chuva. 

20210828_165107.thumb.jpg.6fa5c953df90587e2253cd86f73fcb62.jpg

Nosso horário era às 13h30, e estacionamos exatamente esse horário. Quando chegamos, fomos em direção ao local onde estavam umas pessoas se preparando para sair. Ali a gente informou que tinha um horário às 13h30 e o guia que estava lá disse pra gente sair no próximo grupo. Dali descemos para onde fica o restaurante para esperar. Em poucos minutos, vimos um outro guia organizando o grupo pra sair, e falamos que tínhamos horário das 13h30; ele também falou pra gente ir no próximo grupo. 

Nisso, sentamos e ficamos esperando alguém nos chamar – nesse ponto, já estava chovendo mais forte. Conseguimos usar um wifi do local, e falar também com a moça da nossa agência. Ela perguntou onde a gente estava, se já tínhamos chegado em Bonito – eu avisei que já estávamos na Estância e, com isso, descobrimos que o pessoal da Estância tinha dito para a agência que a gente não tinha chegado.

Com todo esse desencontro, conversamos com o pessoal da Estância e entendemos que quando a gente tinha chegado, deveríamos ter feito um cadastro lá com nossos dados e contato de emergência. Falamos então com o cara, vimos o mal entendido que tinha dado,e  conseguimos sair no grupo seguinte, que por sinal era o último grupo do dia.

A chuva ainda estava caindo, mas já tinha começado a parar – então foi bom termos ficado esse tempo esperando, pois conseguimos fazer o passeio sem chuva.

De todo modo, o Wellington alugou um sapato de água – estilo papete – e eu aluguei uma capa de chuva, pois eu estava um pouco resfriada e não queria piorar a situação – no fim, nenhuma das duas coisas foi necessária. Cada um dos itens custou R$ 8 reais. 

20210828_144121.thumb.jpg.5fbc56dd9491167a6e1b86f7e5002c51.jpg

Fizemos o tour completo, com duração de 3h. Fomos nós dois + uma família de 3 pessoas (1 pai e 2 filhos). A trilha, além de ser de nível fácil, tem uma estrutura boa preparada para receber os visitantes - com ‘pontes’ e escadas de madeira para facilitar acessos. No total, são 9 cachoeiras pelas quais a gente passa, sendo que na verdade são 4 próprias para banho, com poço e queda d´água, e outras 5 mais simples, com queda d´água pequena e um espaço do ‘poço’ maior. 

20210828_161258.thumb.jpg.dc2dc97cf7547892930fb2ebb6663d92.jpg

20210828_154554.thumb.jpg.50b7280a1dab620e5f5caf3f21c7b240.jpg

20210828_170350.thumb.jpg.e1ae7dd6585f01d5892cae278d800f7b.jpg

Na cachoeira do Salto, tem uma estrutura para pular (e fazer fotos e vídeos). Na escada só pode subir uma pessoa por vez, e mesmo assim tem uma sinalização no topo para indicar de onde você pode fazer o salto.

Como estava mais frio eu optei por não entrar na água, mas os meninos resolveram entrar nos pontos mais interessantes. Ao final do passeio, voltamos para o local do restaurante, que tinha disponibilizado queijo com geléia + pipoca à vontade para comermos. 

Na sequência, saímos rápido pois ainda tínhamos muitas coisas pra resolver. Tivemos que passar na loja da Abismo Anhumas no centro para fazer o que eles chamam de “check point” (cadastro na unidade e pegar informações gerais de horário e dos riscos envolvidos na atividade); dali fomos direcionados para a Scuba Dive para fazer a prova de roupa do macacão de mergulho que seria usado no mergulho de Anhumas dali 2 dias. Ali descobrimos que no passeio da Anhumas estavam inclusas fotos subaquáticas durante o período de mergulho - coisa que não tinha ficado claro antes para a gente.

Depois, ainda passamos lá na loja da Gopro Bonito para retirar nossa gopro, finalizar o pagamento e aprender como mexer na câmera, além de baixar o aplicativo para poder fazer o download das fotos após uso diretamente no celular.

Parmegiana

Finalmente, conseguimos ir para o hostel tomar banho e sair para jantar. Buscamos algumas opções ali no centro para comer, mas como queríamos evitar filas, fomos no Marco Velho, que fica a rua detrás da rua principal. Comemos parmegiana - não foi uma Brastemp mas deu pro gasto.

Depois seguimos direto para o hostel descansar, pois estávamos muito cansados de toda maratona que vivemos no dia. Além disso, tínhamos que levantar bem cedo no dia seguinte.

Editado por KekaMC
  • Gostei! 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

RELATO | 29.08 (domingo)

Passeio: Mergulho na Lagoa Misteriosa
(também é possível fazer flutuação por um valor mais em conta)
Valor: R$ 400 por pessoa
Duração: 2h-2h30

Levantamos por volta das 5h30 da manhã para nos preparar e tomar café a partir das 6h. Saímos às 6h30 para irmos até a Lagoa Misteriosa. Chegamos um pouco antes das 7h30 e esperamos um tempo até nos chamarem.

A recepção da Lagoa é a mesma do Rio da Prata (inclusive a placa de entrada indica “Rio da Prata” e não Lagoa, mas não se preocupe que o local está correto) – ali fizemos nosso cadastro e pegamos a roupa de neoprene para usarmos na Lagoa. 

20210829_075637.thumb.jpg.ae80788e40466f662998cd88d58adbb1.jpg

Dali entramos no carro novamente, e andamos cerca de 1k/1,5km até o local de onde sai o passeio da Lagoa. Ali é possível fazer dois tipos de passeio: a flutuação ou o mergulho. Como já tinha pesquisado sobre a Lagoa e nunca tinha mergulhado, optei pelo mergulho, pois queria uma experiência diferenciada.

Quando chegamos na recepção da Lagoa, colocamos uma fitinhas no nosso braço para poderem identificar depois as fotos e nos enviarem – a maioria dos locais tem fotógrafo e eles tiram algumas fotos dos turistas em pontos específicos do passeio para vender depois.

20210829_080422.thumb.jpg.11995f8bceba78736a24fbdf1998858b.jpg

Depois de uma breve explicação sobre a lagoa, seguimos em trilha rápida até a lagoa em si. No caminho, paramos num mirante rapidamente para ver a lagoa de cima, tiramos algumas fotos e seguimos caminho.

Ao chegar ao topo da plataforma em frente à lagoa, o guia faz uma pausa para tirar fotos individuais das pessoas no topo da escada em frente à lagoa e depois vamos descendo aos poucos até a plataforma na borda da lagoa.

20210829_081323.thumb.jpg.e3c82804cdf87a60ee1092cc76c8e7e9.jpg

Ali esperamos mais um pouco e o guia nos passou instruções para o mergulho, quais sinais deveríamos fazer se tivermos problemas (ou para indicar que está tudo bem), como respirar etc.

Vestimos o equipamento e o guia nos colocou na água para treinarmos a respiração e entendermos como funciona o equipamento - nesse ponto ainda segurando na madeira da plataforma. Pra mim, por exemplo, ele disse que eu estava respirando muito rápido e que deveria fazer isso mais devagar, e soltar o ar de forma mais longa.

G0060087_1630247360395.thumb.JPG.03485a79473aeb2f4ad85c2a89f92419.JPG

Depois de alguns minutos ali, o guia entra na água também, coloca nossos braços junto dos dele e começa a nos levar para dentro da água. O mergulho em si leva 30 minutos no total; passeamos bastante junto ao guia até o meio da lagoa, descendo, subindo. A gente estava muuito empolgado de estar mergulhando pela primeira vez, além da beleza da lagoa ser indescritível. Além disso, era nossa primeira vez também usando a gopro, então tinha muita coisa pra gente entender como funcionava e o que precisava fazer..

GOPR0051_1630247360395.thumb.JPG.b1bfe2d6a0b0a3202a4992cfdde65e14.JPG

Conseguimos fazer uns vídeos e algumas fotos e o guia nos ‘soltou’ algumas vezes para nadarmos sozinhos (sem apoiar no braço dele) – vimos que outro guia tinha soltado as outras pessoas mais vezes, e sentimos que ele nos soltou pouco (pela nossa percepção); mas de todo modo foi bem legal e nos divertimos bastante.

Como mencionei no começo do post, no fundo da lagoa tinha um fotógrafo oficial fazendo fotos das pessoas num tronco de árvore. Nós fomos até lá, mas como a gente tava muito animado com nossa gopro tentando tirar nossas fotos,  não estávamos dando muita bola para o fotógrafo – e achamos nesse ponto que o guia não estava ajudando muito a gente, já que ele poderia ter pegado a câmera pra tirar foto ou gravar a gente nadando. Ele fez isso em um momento, mas foi tudo rápido e no fim não tivemos muitos momentos gravados em que estamos mais soltos (a gente quer ter registro de tudo neh hehe :D).

IMG-20210829-WA0008.jpg.61fed24c29695dce2fb5d94f01bfbe9e.jpg

A lagoa é lindíssima e acho que fez diferença a gente ter feito o mergulho ao invés da flutuação por ter acessado áreas mais profundas da lagoa e ido mais a fundo nela.

Saímos de lá beem felizes e voltamos à parte da recepção oficial do Rio da Prata. Era por volta de 9h30/10h quando retornamos e nosso passeio do Rio da Prata estava agendado apenas para às 12h30. Tentamos adiantar o passeio, mas pela lotação não foi possível. Ficamos ali esperando, descansando até dar nosso horário.  Por ali, tem várias espreguiçadeiras para você ficar e relaxar, além de um local onde alguns animais ficam, inclusive araras.

Nesse meio tempo, ficamos preocupados sobre o tempo do passeio do Rio da Prata e nossa próxima parada que seria o Buraco das Araras – conversamos com a agência e também com o pessoal dali do local, e garantiram que conseguiríamos fazer os dois, então ficamos mais tranquilos.

Editado por KekaMC
  • Gostei! 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

RELATO | 29.08 (domingo)

Passeio: Flutuação Rio da Prata (inclui almoço)
Valor: R$ 280 por pessoa
Duração: 3h-4h

Quem faz a flutuação do Rio da Prata tem o almoço incluso no pacote, então às 11h30, sentamos para almoçar. Eles fazem esquema self service e servem bastante opção de salada, tipos de carne, arroz e macarrão alho e óleo. Bebidas são cobradas à parte.

12h30 estávamos em uma das varandas do local esperando nossa vez de fazer a flutuação do Rio da Prata – esperamos bastaaante tempo até começar de fato o passeio. Esperamos as pessoas do grupo chegarem, depois passamos por uma breve explicação sobre por onde passaríamos + orientações gerais do que poderíamos ou não levar conosco para o passeio, até o momento de colocar as roupas de neoprene e ainda esperar o caminhão chegar pra nos levar até onde começa a flutuação em si. Estávamos em um grupo com outras 7 pessoas. 

20210829_112340.thumb.jpg.351264f4ab5dddcc8355496b9605446d.jpg

Nos passeios de flutuação não pode levar nenhum pertence até o local onde a flutuação começa, só aquilo que for realmente essencial, como um óculos de grau, por exemplo. O resto, roupas, celulares, óculos de sol, devem ficar no ponto inicial de preparação – nos carros ou em lockers que podem ser alugados. As câmeras permitidas são gopro ou celulares que tenham aquele case protetor à prova d´água.

Um caminhão vem buscar a gente pra levar ao início da trilha. De lá, seguimos por uma caminhada leve, com um ponto de parada em uma parte do rio para fotos, e depois seguimos ao local do início da flutuação.

GOPR0094_1630282765101.thumb.JPG.cc04c9d9f84ef2f45b2092d4bf3d8ad3.JPG

Ali tem disponível alguns coletes salva-vidas para quem quiser usar e são fornecidos os snorkels. Aproveitamos para tirar algumas fotos na plataforma e já descemos para a água. Ficamos ali naquela posição um tempo pra todo mundo se acostumar com a flutuação em si, com a respiração no snorkel, além de ser um momento de tirar muitas fotos. Aquela área de entrada no rio tem muuuuuitos peixes e dá pra aproveitar bastante!

É o local com mais peixes do trajeto. Dali, demos uma breve volta no lago e iniciamos o processo da flutuação em si. Nós seguimos o guia e ao longo do trajeto vamos vendo os peixes no meio do caminho. 

GOPR0169_1630282765101.thumb.JPG.51797df4edd2a8194e81a6cd1f73e38a.JPG

Fizemos uma breve parada em um ponto de apoio para ver se estava todo mundo bem, depois outra breve parada no poço 2, dali pegamos embalo em uma correnteza mais forte que nos levou já próximo da entrada do rio. Nesse trecho, temos mais um ponto de parada onde fizemos bastante fotos, inclusive aproveitando troncos que estavam no fundo d´água pra poder fazer poses diferentes - neste ponto tem um fotógrafo oficial tirando fotos da galera. 

Após esse trecho, a flutuação entra numa intensidade, em um trecho de rio mais aberto, mais fundo e mais gelado – o guia falou que esse trecho é de 40min até o final do trajeto todo. Tivemos uma pequena parada para ver se estavam todos bem, e tem um barco de apoio para resgatar quem estivesse muito cansado ou que achasse que não fosse conseguir mais.
 

GOPR0230_1630282765101.thumb.JPG.d8058c1d402f31f007c1ae0201b799d8.JPG

Depois, continuamos já margeando o rio, com profundidades bem maiores, água um pouco mais fria até chegar ao último ponto da flutuação – logo nesse trecho final, próximo à plataforma de saída, vimos cardumes cheios de 2 ou 3 espécies diferentes de peixes (aqui a água estava um pouco mais turva do que no resto da flutuação, pela profundidade da água, mas ver esse volume imenso de peixes foi muito satisfatório). Dali eles nos entregam os pertences que levamos – óculos de grau, máscara - e você pode usar um banheiro que tem. Em seguida, subimos no caminhão para retornar à recepção do local.

O passeio terminou 16h20 (um pouco além do previsto originalmente) e esse era o horário que tínhamos agendado o Buraco das Araras. Mandei mensagem para a agência pra ver se a gente conseguiria ainda fazer o passeio, e corremos pra nos arrumar. Nesse sentido, a agência ñao deu muito apoio e não retornou pra gente a tempo pra entendermos o que poderíamos fazer. Com o tempo já curto, resolvemos arriscar indo pra lá, já que era perto de onde estávamos (são 10km de distância). 

G0120159_1630282765101.thumb.JPG.c302ec8743a7ced3a79d8e7878a3740c.JPG

Passeio: Buraco das Araras (reagendado)

Chegamos umas 17h10 e vimos que o tour já tinha saído e estava quase no final. A atendente disse que a gente podia até fazer o passeio aquela hora, mas explicou que dos dois pontos de visualização, a gente poderia fazer apenas um. 

Ficamos em dúvida do que fazer e achamos que poderíamos perder bastante do tour e decidimos postergar. Nesse caso, faltou um pouco de entendimento e comunicação sobre o tour em si. Depois descobrimos que tem um único buraco com 2 pontos de visualização – e quando conversamos com a atendente sobre os pontos de visitação, havíamos entendido que eram 2 pontos distintos. Se soubéssemos que eram 2 pontos de visão de uma mesma coisa, talvez a gente tivesse feito o passeio ali na hora, o que iria facilitar muito a vida depois. 

 

20210829_110129.thumb.jpg.18e133bee06220f14dbe8c977181370e.jpg


OBS: Além disso, pensamos que poderíamos ter usado aquelas 2h de espera entre a Lagoa Misteriosa e o Rio da Prata para fazer esse bate-volta até o Buraco (já que são apenas 10km de distância). Entendemos aqui que a agência poderia ter organizado melhor esses horários – 1) pra gente não ter ficado parado tanto tempo; 2) pra ter dado tempo de fazer tudo em um único dia, já que esses três locais ficam próximos entre si (e são distantes do centro).

Voltamos pra cidade pra resolver essa questão (reagendar o passeio ou pegar reembolso ou fazer um outro passeio e pagar a diferença no valor). Fomos na Bonitoway conversar sobre isso e aproveitar para pegar o voucher do Rio Sucuri (eles são o único passeio que pedem o voucher impresso, então tivemos que ir lá na agência buscar).

Conversamos sobre os passeios e afins e decidimos manter o passeio das Araras e fazê-lo quarta, dia 01.09, que era um dia que tínhamos livre (e era nosso dia de retorno). Entre as opções que a gente tinha, e no momento da viagem em que estávamos, decidimos manter e colocar as Araras como nosso último passeio em Bonito. Voltamos ao hostel para tomar banho, nos arrumar e sair para jantar no centro.

 

20210828_210555.thumb.jpg.107deac47a05c511ecd694986bdc800d.jpg


Nesse dia, optamos por ir na Vila Rebuá, que fica na rua principal e funciona como um local de música ao vivo cercada de barzinhos e restaurantes. O espaço é bacana, e dá pra aproveitar a noite e curtir. Na entrada do local tem o letreiro de Bonito para tirar foto e uma estrutura Artois para fotos também. 
 

20210829_205744.thumb.jpg.1054136f06a5fa0576c33bd04bd67c0d.jpg


Resolvemos comer no Amici uma pizza broto cada. Estava gostosa, mas não era necessariamente super diferenciada. Mas foi gostosin estar ali no ambiente e foi bom que no domingo estava um pouco mais vazio que no dia anterior, sábado, quando o local estava beem lotado. Andamos um pouco no centro e depois fomos pro hostel dormir, que estávamos cansados do dia intenso que tivemos.

20210829_212729.thumb.jpg.b69b1785ee54db66deaae7b4ff10e10a.jpg

Editado por KekaMC
  • Gostei! 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

RELATO | 30.08 (segunda-feira)

Passeio: Abismo de Anhumas (rapel elétrico de 72m + mergulho)
Valor: R$ 1.290 por pessoa 
Duração: 3h-4h

Acordamos cedo e saímos do hostel por volta das 8h, já que nosso tour estava agendado para às 9h. Assim que chegamos lá (pouco antes das 9h), a atendente já começou a nos preparar para descer no abismo. Foi a recepção e início de tour mais rápido que tivemos até o momento (os outros sempre tiveram um tempo de espera antes de começar).

Ali mesmo ela já pediu pra gente deixar nossos pertences, usar apenas o essencial e já começou a colocar o equipamento para nos guinchar. Levamos uma pequena mochilinha, com nossos celulares, uma toalha e água.

A descida

Para descer no rapel elétrico do abismo é importante estar com uma bermuda um pouco maior para que o equipamento não machuque suas pernas. Eu esqueci dessa informação e acabei indo com um shortinho. Esses me emprestaram uma bermuda masculina (gigante) só pra me ajudar.

20210830_085722.thumb.jpg.e9a79f6f3c2a8a5319379af101e48d4e.jpg

Duas pessoas são içadas por vez e o trajeto é rápido, de nem 5 minutos. No topo da plataforma, duas pessoas ajudam a te preparar para descer. Somos colocados no equipamento, uma pessoa de frente para a outra, com as pernas entrelaçadas. 

A partir daí começa a descida de 72m. A fenda inicial é bem estreita e você vai encostando nas pedras enquanto desce. Conforme a descida ocorre, a fenda vai se alargando e mostrando toda a grandiosidade da caverna.

20210830_121741.thumb.jpg.ceaff32733b714262361a487469ef6e7.jpg

Durante a descida (ou subida), é possível usar a gopro no capacete para filmar o trajeto (nós usamos tanto na descida quanto na subida) - só não é possível usar a gopro na flutuação ou no mergulho.

Acoplado ao equipamento tem um rádio em que a moça que cuida do guindaste pode se comunicar com a gente – por exemplo, sabe quando parece que você bater/encostar na pedra e você dá aquela empurrada para se afastar? Então, ela observa isso lá de cima, e avisa a gente pelo rádio para não fazer isso, pois isso pode gerar um pêndulo que no fim vai fazer a gente voltar com mais força pras pedras. A ideia é apenas se proteger com os braços para não se machucar enquanto desce. 

20210830_085845.thumb.jpg.bacc0faeba8ef93db67f895fbcbd5a20.jpg

Chegando lá embaixo, o pessoal te recebe e já te tira do equipamento. Seus pertences descem depois, enviados em uma sacola com pertences de outras pessoas também. Um dos nossos celulares também ficou para trás, para que o moço tirasse uma foto e filmasse o início da nossa descida (o celular desceu depois junto na sacola de pertences). 

20210830_095204.thumb.jpg.0032f5153a53ec2a2bfc95575e846088.jpg

Passeio de bote

Assim que você é tirado do equipamento, os guias começam a explicar como as coisas vão funcionar. É importante sempre ficar de capacete e máscara o tempo todo. Lá embaixo, tem uma passarela de madeira que culmina em um espaço maior, onde fica uma mesa em que ficam os pertences de todos. Ali também existe um banheiro químico para quem precisar usar e eles sempre perguntam se você precisa ir ao banheiro antes de colocar a roupa de mergulho. 

20210830_113223.thumb.jpg.3ba4e78dccc7aec9b6066ae6caccb689.jpg

Depois da recepção inicial, e dos nossos pertences terem chegado lá, aproveitamos para tirar algumas fotos com a ajuda dos guias, e depois passamos para a primeira parte do passeio, que é o passeio de bote.

20210830_115248.thumb.jpg.b7f18d175e33d83919f74362d37792b9.jpg

A gente subiu com mais duas pessoas e o guia no bote amarelo, e fomos dar a volta no lago. Recebemos todos lanternas, para podermos explorar o ambiente enquanto nos locomovíamos e o guia explicava sobre o abismo, sua história, as formações e o que significam. 

20210830_093528.thumb.jpg.bc41467b05457930930ff2a3bc2bb208.jpg

Mergulho

Depois disso, voltamos pra plataforma e começamos a nos preparar para o mergulho. Vestimos nossas roupas, que já tinham sido previamente selecionadas quando fizemos o check in dois dias antes. Os guias explicam como funciona o equipamento, como será o processo do mergulho em si e o que devemos fazer e como devemos nos comunicar (bem semelhante ao processo da Lagoa Misteriosa).

O Wellington começou a ficar com bastante medo dentro do abismo, por ser um ambiente escuro, e o mergulho seria feito total na escuridão. Era um ambiente bem diferente da Lagoa, que era mais transparente, e dava pra ver a superfície. 

P5600196.thumb.jpg.c3178a757755051c802a25e788406d79.jpg

Vestimos os equipamentos, e descemos a escada para fazer o primeiro teste de respiração na água - a água estava muuuuuuuito gelada e eu comecei a ficar com frio. Passamos um tempo em treinamento e depois o guia nos pegou para dar início ao mergulho. 

O tour leva 25/30min no total e conforme o guia sente segurança na gente, ele leva até a profundidade de 8m, senão ele fica em um ambiente mais raso. Tudo depende de como as pessoas estão se sentindo e se estão confortáveis e se saindo bem.

P5600230.thumb.jpg.0f8827f8e911cadd7afee09423559f9f.jpg


Neste passeio, estão inclusas fotos subaquáticas – coisa que não sabíamos de antemão, descobrimos apenas quando fomos no checkpoint. As fotos também são feitas de acordo com a segurança das pessoas – se você não estiver bem lá na água, eles não param pra fazer as fotos, por exemplo.

Eu e o Wellington estávamos super bem, e tivemos três paradas para fotos ao longo de todo trajeto. No primeiro ponto, paramos em um tronco de árvore e ali eu fiquei bem paradinha e comecei a tremer de frio de tão gelado que tava (mesmo com a roupa de neoprene). Depois disso, começamos a nadar de novo e meu corpo foi esquentando mais.

P5600206.thumb.jpg.842d5cd8669863db9613afce7e8ebfc6.jpg

Fomos descendo cada vez mais fundo e várias formas rochosas foram aparecendo. Em alguns momentos, o guia acendia a luz para vermos como eram as formas e o ambiente, e em outros momentos ele apagava pra gente poder ver a sombra das formas no local. Foi uma experiência incrível e indescritível, ver a amplitude da água e de tudo que habita nela e ainda nadar pelo meio dos cones, das formações indo de um ‘salão’ ao outro. Foi algo realmente significativo. Saímos de lá com gostinho de quero mais – se desse ficaríamos mais tempo ali passeando. 

P5600270.thumb.jpg.dedd3a27201ca7192ccd0a559df293da.jpg


Fechamento do passeio

Depois que saímos da água, estava ainda com frio, e fomos nos secar e trocar de roupa. Ficamos mais um tempo por ali, tirando fotos e conversando com os guias. E depois pegamos nossas coisas para subirmos novamente à superfície - ninguém te apressa para sair e você pode ir no seu tempo.

Além da fenda pela qual passa o rapel elétrico, no topo da caverna existe um buraco/abertura maior, que é onde antigamente faziam o rapel comum, e que é por onde entra a iluminação na caverna. O guindaste não fica ali, acredito que para preservar a paisagem, a vista, e a entrada de luz no local – o que seria difícil se o guindaste ficasse ali.

20210830_121600.thumb.jpg.1a86b10181b22d04ad92639d3cc46f9f.jpg

Quando você sai e volta à superfície, você pode andar alguns poucos metros para ir ao ‘mirante’, e ver a abertura geral do abismo pela vista de fora - que nada mais é que um grande buraco cercado de árvores e mato. Do lado de fora do abismo, tem uma lanchonete básica e banheiros. 

O passeio valeu muito a pena e foi uma experiência incrível! Valeu todo investimento que fizemos. Além disso, foi muito bom ter feito o mergulho – deu uma visão melhor de tudo que tem embaixo d´água, do que se tivéssemos feito a flutuação (que acredito deve deixar a pessoa com visão limitada com toda a escuridão – os guias também precisam jogar fachos de luz pra que você consiga ver algo ali).

Editado por KekaMC
  • Gostei! 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

RELATO | 30.08 (segunda-feira)

Passeio: Gruta São Mateus (use repelente!)
Valor: R$ 50 por pessoa
Duração: 1h-1h30

Depois do passeio do Abismo, estávamos em êxtase. Fomos para a cidade e resolvemos ir para o hostel descansar um pouco, tomar banho e nos preparar para o almoço.

Porém, no fim acabou ficando um pouco corrido, pois quando saímos para almoçar, por volta das 14h, os locais já estavam fechando. Então, paramos novamente no Cazero para fazer nossa refeição antes de sair para o próximo tour, que estava agendado para às 15h. A gruta fica a 3km apenas do centro da cidade e chegamos lá em 10min. 

20210830_163700.thumb.jpg.052e6a24de7f7f189beff76ae40b7ddb.jpg

O tour se inicia em uma casa, que funciona como recepção, museu (com objetos doados pela comunidade e também animais empalhados) e no 3o e último andar ficam os EPIs para uso no tour (capacete, rede de proteção pro cabelo e luvas). No grupo estávamos em 4 pessoas apenas. 

Do 3º andar sai uma ponte de madeira que corresponde à primeira parte do tour que é uma caminhada de 300 metros até a entrada da gruta.

GOPR0279_1630381276429.thumb.JPG.774f7c5745c68d0e23771837d676911f.JPG

Passando a ponte, subimos um pouco, paramos para observar macacos e depois chegamos na entrada da gruta. O tour todo leva 1h de duração.

O percurso dentro da gruta é de 180 metros apenas, com passagem em três ou quatro salões. A cada salão que entramos a guia explica cada ponto, as formações rochosas e um pouco da história do local. A guia também nos ajuda a tirar fotos nos principais pontos da gruta – aqueles mais instagramáveis que todo mundo quer tirar – então ela organiza certinho pra ninguém atrapalhar e todo mundo poder ter sua foto.

20210830_155103.thumb.jpg.30fa2f736e58d659df2adce00f014e68.jpg

O tour foi bem bacana, mesmo sendo mais curta a passagem na gruta, deu pra aproveitar bem e as formações eram realmente impressionantes. Mais ao final do tour, a guia apagou as luzes da gruta e ficamos no breu completo dando uma noção de como são as coisas lá dentro sem a estrutura turística. 

20210830_155308.thumb.jpg.40c1053dd086171e45e96e881258f991.jpg

A gruta só é acesa conforme os grupos passam em casa salão para poder proteger os animais que vivem ali e são habituados ao escuro. Tudo ali é pensado para não atrapalhar o habitat natural dos animais. 

Um ponto muito importante: usem repelente! Eu esqueci de usar o que eu tinha levado e fui comida vida. É o único passeio que você pode usar repelente - aqueles que são de água proíbem o uso de repelentes e protetores solares para não contaminar a água.

20210830_161038.thumb.jpg.06daf71b06c278ee0232259a0028f1a3.jpg

Depois dali, fomos ao centro da cidade tirar algumas fotos em locais específicos, como a asa da arara, e passear pelas lojas para ver souvenirs e comprar lembrancinhas.

Aproveitamos também para ia ao Delícias do Cerrado experimentar o sorvete assado de jacaratiá e mangaba, com base de frutas e coberto com marshmallow assado. Foi uma experiência interessante. Sentimos mais o gosto diferenciados das frutas do que dos sorvetes em si. Mas foi legal experimentar. 

20210830_180328.thumb.jpg.32b87cb9783b27381df8c751f1b3cecf.jpg

20210830_180840.thumb.jpg.08fb8c98cf72d9e5f2134c39e639105e.jpg

Nesse dia jantamos no Juanita, um dos mais badalados da cidade. Comemos pacu, o prato chefe da casa, que estava uma delícia. Comemos também porção de jacaré - uma carne um pouco mais durinha - não ficamos impressionados. É um local mais caro, mas achamos que vale a experiência. 

20210830_205605.thumb.jpg.e903ec43989435bf1353d38344f8ccc7.jpg

20210830_213639.thumb.jpg.e856f3766bbb4c0d67ecec369ba80e40.jpg

Ao chegarmos no hostel, vimos que o céu estava muito estrelado e resolvemos ir para o meio da estrada, fugindo da iluminação da cidade para observar as estrelas. Foi algo surreal, ver o céu em 180º cheeeiiinho de estrelas lindíssimas. Como Deus é maravilhoso!

 

Editado por KekaMC
  • Gostei! 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

RELATO | 31.08 (terça-feira)

Passeio: Flutuação Rio Sucuri
Valor:
R$ 201 por pessoa
Duração: 2h-3h

O passeio estava agendado para às 10h20 e teve duração de quase 3h. O sítio do Rio Sucuri é um lugar muito agradável para se ficar, com vários pontos instagramáveis, plantas belíssimas de uma coloração intensa, além de decoração e jardinagem muito bacanas. 

20210831_100739.thumb.jpg.aa98bf73b08186b9d29bbeaa44059472.jpg

Assim que chegamos, fizemos nosso cadastro, entregamos nosso voucher impresso ao recepcionista e ficamos esperando nosso guia. Completavam o grupo um casal com uma criança de 5 anos, e uma família de três idosos. Eles três não estavam habituados aos passeios aquáticos de Bonito e estavam com medo de como seria o passeio e fizeram vários questionamentos nesse sentido. Além disso, assim como no Rio da Prata, só se pode levar o essencial para o local da flutuação. 

No sítio, eles alugam gopro, mas não alugam o case de celular para usar embaixo d´água – então no fim, apenas nós tínhamos câmera para levar no passeio, já que nenhum dos dois grupos tinha case ou câmera subaquática. 

GOPR0295_1630445421486.thumb.JPG.74fccee1cea7d0f42454e7e2310f2b09.JPG

Depois de um tempo aguardando, fomos ao vestiário nos arrumarmos. Pegamos nossas roupas de neoprene e nos trocamos - ali no local tinham lockers para deixarmos nossos pertences. Ajudamos também os idosos a colocar suas roupas, e tentamos conversar um pouco para eles ficarem mais tranquilos em relação ao passeio.

GOPR0298_1630445421486.thumb.JPG.5ba7c624244aaf902f2257d1211dd6dd.JPG


Uma espécie de caminhoneta chegou então para nos buscar e levar ao ponto inicial do passeio. Fizemos uma caminhada curta com uma parada em um poço azul, com água super cristalina e bem bonita. 

GOPR0327_1630445421486.thumb.JPG.c6237d7c0ab6dd969da7e050e16967fa.JPG

Dali, caminhamos mais um pouco até o local de início da flutuação. Sucuri é considerada a água mais cristalina do Brasil e deu pra ver por quê. A água é praticamente transparente e forma uma visão lindíssima com as plantas que ficam embaixo d´água. 

Nessa parada, nossos companheiros de grupo pediram para tirarmos fotos para eles e compartilharmos depois, pois eles também queriam memórias dali. Ficamos um tempo no ponto inicial para todo mundo se ambientar com o ato de flutuar e respirar nos snorkels - depois disso, iniciamos a flutuação em si. 

GOPR0429_1630445421486.thumb.JPG.a0525525e01d8c50413719061c55caaa.JPG


A flutuação no Sucuri tem uma correnteza um pouco mais forte que a do Rio da Prata, além de ser mais curta também, em comparação. As águas são mais cristalinas ainda, e conta com uma vegetação esverdeada linda embaixo d´água e peixes – os peixes vêm em volume menor do que no Rio da Prata (principalmente se compararmos as etapas de começo e fim de lá, que tinham muitos cardumes), mas ainda assim tinham bastante peixes no caminho. 

GOPR0418_1630445421486.thumb.JPG.4ca984850fe78bfc73771a93cc312147.JPG


No percurso, tivemos dois pontos de parada de apoio, para descanso bem rápido. Na segunda parada, o guia falou que eu e o Wellington podíamos seguir, então nem paramos ali, e logo o grupo já veio atrás. Antes disso, em todo o trajeto nós ficamos em último, um pouco mais afastados para podermos ir com calma e gravar e tirar fotos – aproveitamos bastante pra fazer filmagens e fotos.

Nesse caso, um barquinho com um remador foi acompanhando todo o trajeto que fizemos para caso alguém precisasse de apoio ou quisesse desistir de flutuar. A criança que estava no grupo não quis flutuar e ela fez todo o trajeto no barquinho com o remador.

As senhoras que estavam conosco e estavam com medo foram o tempo todo junto ao guia na frente, segurando no braço dele enquanto flutuavam. E isso foi muito importante para dar a elas segurança para fazer a atividade. Elas tinham alugado aquele tipo de snorkel que cobre a cara toda (25 reais o aluguel) e assim podiam respirar também pelo nariz (e não só pela boca, como é o caso do snorkel comum).

G0630624_1630445421486.thumb.JPG.8875a7c7478d1793fabc0591647f8af8.JPG


Ao final do passeio, no ponto de saída, havia uma fotógrafa oficial para fazer fotos no local – a vista ali é lindíssima e as fotos ficam muito lindas. Me pareceu apenas neste passeio em específico que o guia não estava muito afim de paragem para fotos.

Nos outros grupos e passeios que fizemos, os guias costumam ser mais pacientes em relação a esse ponto e até ajudavam indicando poses ou eles mesmos tiram as fotos. Não sei se isso aconteceu porque só tinha a gente com máquina fotográfica ou se ele é assim sempre, mas de todo modo conseguimos fazer nossas fotos. 

G0720659_1630445421486.thumb.JPG.755394fb468b09d456205485da12fe25.JPG

Dali já pegamos o caminhãozinho de volta pra retornar até a recepção do Sucuri.
Trocamos de roupa e ficamos mais um tempo para tirar fotos naqueles pontos instagramáveis que vimos quando chegamos; aproveitamos também para trocar contatos com pessoas do grupo para poder enviar as fotos pra eles (o que fizemos ao final do dia ;)

20210831_133343.thumb.jpg.e9abed41f5e8f193c6c2443ba2301339.jpg

Editado por KekaMC
  • Gostei! 1
Link para o comentário
Compartilhar em outros sites

  • Silnei featured this tópico

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emojis são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

  • Conteúdo Similar

    • Por Anderson Paz
      Olá, mochileiro/a! O principal objetivo deste pequeno relato é compartilhar como é possível se deslocar entre as praias do norte de Alagoas usando transporte coletivo. Os objetivos secundários são passar dicas de hospedagens, praias, caminhadas e campings.
      Fique a vontade para fazer qualquer comentários, tirar dúvidas ou propor sugestões de alteração de texto. Podem me encontrar também no Instagram @viajadon_ 
       
      DESLOCAMENTOS
      - Quando se pesquisa em fóruns e blogs sobre transporte entre Maceió e Maragogi ou entre Maceió e São Miguel dos Milagres dificilmente se encontra informações sobre como fazer os deslocamentos em transporte público. Eu pelo menos tive bastante dificuldade para encontrar informações e acabei buscando ajuda ligando na Arsal -Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (já fica essa dica de opção de contato para obter informações).
      - Vamos às rotas e horários de transportes:
      ·         Aeroporto - Rodoviária: a parada fica logo na pista externa de embarque e desembarque no aeroporto. Uma pessoa que estava aguardando ônibus me informou que há 3 linhas que fazem o trajeto, mas consegui confirmar apenas duas: a 1002 (Ponta Verde) e a 1003 (Via Expressa). A passagem custa R$4,40, as saídas são frequentes e o tempo de viagem é de 1h15 mais ou menos. De Uber daria quase 50 reais.
      ·       Rodoviária - Maragogi: há uma linha regular com microônibus simples que opera nesta rota. Para pegar esse transporte, primeiro passe no guichê na parte interna da rodoviária e pague a taxa de embarque (R$3,40 se não me engano), em seguida se desloque até a baia de saída. A passagem custa R$23,50 e os horários estavam bem alinhadinhos com os da tabela de horários disponibilizada no site da Arsal (5h30, 8h40, 11h20, 13h25, 16h30 e 18h20).
      p.s.: Neste trajeto também é comum haver Bla Bla Car, mas no período em que estava, eu vi apenas como opção uns Bla Bla Car entre Maceió e Recife, que saiam por volta de R$54. Há também opção de transfers. Até cheguei ligar em um, mas não animei com o valor cobrado, R$100. Se quiser esta opção, o contato que tenho é (82) 3296-2529.
      ·      Rodoviária – São Miguel dos Milagres: não é a rota que eu fiz, mas fica aqui como bônus. O transporte (van) que se deve pegar é o que tem como destino Porto de Pedras. Os horários dos transportes estavam diferentes dos que constavam no site da Arsal. Segue abaixo os horários e os custos das passagens de acordo com o percurso.
       
      - Se você não for ficar na cidade de Maragogi, há diversas vans que saem frequentemente do “terminal rodoviário” (entre aspas porque apesar de aparecer como terminal rodoviário no Maps, é só uma praça de onde saem os transportes) rumo às praias de Barra Grande, Ponta de Mangue e Peroba. De Maragogi até Ponta de Mangue e Peroba sai por R$4. Até Barra Grande sai um pouco mais em conta.
      - O deslocamento entre Maragogi e São Miguel dos Milagres foi um pouco complexo e será explicado no DIA 4.
       
      DIA 1) Maceió a Maragogi e Ponta de Mangue
      Peguei o transporte de 13h25 e depois de 2h45 de viagem, cheguei a Maragogi. Em seguida peguei uma van ali mesmo no local onde desci do micro-ônibus e segui até Ponta de Mangue (20 min de trajeto, R$4), onde ficaria hospedado.
      A minha hospedagem foi em barraca no Camping Maragogi. Que camping maravilhoso! Praticamente na beira da praia, tem uma boa área de convivência, muitas conexões de energia, sombra em diversos pontos e ainda tem wi-fi. A cozinha tem geladeira e fogão e tudo o mais que vc precisa. Super bem cuidado. O banheiro está sempre limpo. E o melhor: o acolhimento e carinho da Josane (em especial!) e do Marcos. Recomendo demais comprar um óleo de coco e sabonetes de coco deles. Telefone de contato por Whatsapp: (81) 9470-6654.


      Depois de armar a barraca e arrumar as minhas coisas, saí para jantar. Na rodovia, próximo ao ponto onde desci da van, há dois restaurantes, um ao lado do outro, com opção de self-service. Um deles é o Ki-Sabor e o outro não tinha indicação de nome, mas no cartão de visita consta como Nossa Senhora das Dores. Acabei jantando neste último.
      Comi um prato com ovo, salada, muitaaa mandioca e feijão por apenas R$10. O preço normal lá é de R$15, mas como não pedi carne e como já era tarde deram um descontinho. Vale dizer que os donos e atendentes de lá foram super simpáticos! Lá também tem uma uma pousada simples nos fundos. Caso queira consultar, o telefone de contato é (81) 98201-8341)
       ⚠️ Antes de ir pro próximo dia, uma chamada de ATENÇÃO: no Google Maps atualmente a localidade de Ponta do Mangue e de Peroba estão invertidas.
       
      DIA 2) Ponta do Mangue e Peroba
      Meu segundo dia foi bem tranquilo no quesito de fazer turismo. Pela manhã, curti a praia de Ponta do Mangue. Próximo do horário do almoço, fui até a Praia de Peroba de carona com um casal que estava no camping.
      A Praia de Ponta do Mangue, a primeira que conheci, acabou sendo a minha favorita entre as praias próximas de Maragogi. É uma praia tranquila, pouco movimentada e sem muitas cadeiras e mesas na areia da praia. Tem bastante coqueiros e, em alguns pontos, tem restaurantes e quiosques de apoio para quem quer se sentar e consumir alguma coisa. Acho que é uma praia para todos os públicos: desde aqueles que gostam de sossego aos que gostam de ter alguma estrutura de apoio.


      Já a Praia de Peroba também é linda e um pouco mais movimentada do que a parte de Ponta do Mangue. Para mim, as duas na verdade formam visualmente uma única praia, sendo que Ponta de Mangue é a parte mais central e Peroba é o cantinho da praia, onde o litoral faz uma curva (na foto de cima é a curva da praia). 
      As duas praias, assim como todas as outras praias do litoral norte de Alagoas (ao menos as diversas que visitei), têm uma coloração de água que varia de azul turquesa a verde e são muito tranquilas para banho, especialmente durante os períodos de maré-baixa, já que a barreira de corais ao longo da costa alagoana quebra as ondas e forma verdadeiras piscinas naturais.
      Depois de curtir a praia de Peroba, fui almoçar com o casal no restaurante Ki-Sabor. A Josane recomendou o restaurante para a gente por lá ter uma boa peixada e por ser barato. Gostamos da recomendação e reservamos por telefone uma peixada. Realmente a comida estava muito saborosa, com um temperinho especial, e o preço saiu bem em conta: R$20 para cada um. Só achamos que poderia ter um pouco a mais de comida. Talvez estávamos famintos mesmo! hahaha
      Depois do almoço, voltei ao camping e fiquei por ali a tarde toda, usufruindo do wi-fi para resolver algumas coisas à distância.
      Á noite, fiquei de bobeira no camping, lendo, conversando com novos amigos e depois fiz uma tapioca para janta. Como em todas as noites seguintes, o meu roteiro basicamente foi ler e jantar tapioca, omitirei informações sobre as minhas noites nos próximos dias.
       
      DIA 3) De Ponta do Mangue até Maragogi
      Primeiro dia de caminhadas mais longas. Saí de Ponta do Mangue e caminhei até Maragogi passando por Praia de Antunes, Barra Grande e o seu Caminho de Moisés e Praia Burgalhau.

      Dessas praias, a Praia de Antunes é a que tem a maior densidade de turistas atualmente (a foto abaixo acaba não mostando isso porque já tinha passado da parte mais lotada). Eu sinceramente não entendi bem o porquê. Primeiro, a praia em si não difere tanto de Peroba ou Ponta do Mangue. Sim, tem uns restaurantes e umas barracas de apoio que devem ser bons, mas sinceramente não sei se têm muita diferença dos demais. Em segundo lugar, quem está de carro tem que parar longe em algum estacionamento pago na rodovia e seguir caminhando por estrada de terra até a praia. Por fim, nessa parte específica da praia há um banco de areia que acaba deixando o local de banho ainda mais raso durante a maré baixa. Mas enfim, talvez eu esteja sendo um pouco ranzinza no meu julgamento! 😂 Vá, compare com as demais praias e tire a sua conclusão.
       
      Em seguida na caminhada, cheguei à Praia de Barra Grande. A praia também é bem frequentada, tem alguns restaurantes e uma boa quantidade de mesas e cadeiras de praia. Não é muito diferente das anteriores.

      Em Barra Grande, fica o Caminho de Moisés, que é um estreito banco de areia que se estende mar adentro e que pode formar um belo cenário dependendo da altura da maré. Para a faixa de areia ficar mais exposta e ficar bonita na foto, é necessário que a maré esteja bastante baixa, abaixo de 0,3, o que não era o caso no período da minha visita. Ainda assim, havia uma multidão no Caminho, em uma aglomeração danada mesmo durante a pandemia. Vai entender...

      Prosseguindo a caminhada, já próximo da cidade de Maragogi, cheguei a um trecho que achei bem agradável: a Praia Burgalhau. A praia é tranquila e tem um encontro do rio com o mar que forma um belo cenário.

      Por fim, cheguei à praia da cidade de Maragogi. Essa praia foi a que menos me agradou. Sendo sincero, não é tão bonita quando comparada a outras do Brasil e se comparada às anteriores, acaba ficando feia.

      Depois dessa caminhada, foi a hora de matar a fome. Fugi dos restaurantes ali da beira da praia e fui almoçar em um restaurante na rua paralela à praia. Aqui vem uma dica de economia: nessa rua há três opções de restaurantes self-service com comida à vontade pelo preço de R$16,90 a R$18,90. Escolha o que mais te agradar. Acabei gostando mais do que já fica mais pro lado do centro da cidade (dei mancada e não anotei o nome).
      Depois da saga, fui ao “terminal de ônibus” e peguei transporte de volta à Ponta do Mangue. Passei o restante de tarde ali na praia de Ponta do Mangue.
       
      DIA 4) De Ponta do Mangue até São Miguel dos Milagres e Praia do Riacho
      Dia de sair do querido Camping Maragogi e ir até o meu próximo destino: São Miguel dos Milagres.
      A logística do deslocamento foi um pouquinho complexa e envolveu vários meios de transporte:
      Van até Maragogi; Van até Japaratinga (R$5,50 e cerca de 35 min de deslocamento); Moto-táxi da entrada de Japaratinga, onde desci da van, até a balsa para travessia até Porto de Pedras. Custo de R$10 e cerca de 20 min de deslocamento, mas com um mochila pesado nas costas, pareceu que demorou o dobro de tempo 🤣. A cada quebra-mola ou freiada seguida de nova acelerada, tinha que me esforçar para manter o equilíbrio e não cair para trás hahaha. Apesar do sufoco, procurei apreciar a paisagem ao longo do trajeto. A gente passou por uma praia mais linda do que a outra. Tive vontade de pedir para o motociclista parar em todas. Espero voltar futuramente para conhecer as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão; Balsa, que é de graça para pedestre; Carona de Porto de Pedra até São Miguel dos Milagres. Tentei pegar carona com as pessoas que estavam saindo da balsa e não consegui. Depois fui pedir informações sobre transporte até São Miguel para uma moça que estava vendendo camarão em um carro junto com o marido. Acabou que depois, quando já estava em um local esperando o transporte, eles acabaram parando e me dando carona  ❤️; Por fim, a pé de São Miguel dos Milagres até Praia do Riacho.
       
      Com essa logística toda, sai muito mais rápido, bonito e eficiente do que ir de transporte até São Luis do Quitunde e depois pegar outro transporte até São Miguel dos Milagres
      Quando cheguei em São Miguel dos Milagres, sabia que ia ter que tentar a sorte em dois possíveis campings da cidade que apareciam no Google Maps, mas que não tinham praticamente nenhuma informação disponível. Primeiro fui no restaurante/camping Peixe Frito e fui informado que não estavam funcionando como camping porque estavam sem água. Não sei se já funcionaram ou se funcionarão em algum momento, se a resposta for positiva, fujam porque a estrutura para possível camping é bastante precária.
      Depois segui caminhando, por cerca de 700 m, até o Sítio do Seu Coconha e da Dona Iuda, onde o casal de idosos me informou que não havia área de camping e que funcionavam apenas como uma atração para os turistas em passeios de buggy.
      O jeito então era seguir caminhando pela praia até a Praia do Riacho, situada a pouco mais de 2km, onde eu tinha certeza que havia um camping funcionando regularmente: o Camping dos Milagres.
      Apesar da mochila pesada nas costas, essa caminhada foi incrível devido às praias maravilhosas.  😍

      Chegando ao trecho da Praia do Riacho, fiquei deslumbrado com a beleza do local. É uma praia super sossegada com bastantes coqueiros e alguns poucos restaurantes com infraestrutura de apoio. Tem ainda uma linda foz de rio e uma igrejinha charmosa praticamente na beira da praia, que acabou me trazendo lembranças da Praia de Carneiros em Pernambuco. O pôr do sol visto dessa praia é simplesmente maravilhoso! No final das contas, foi a minha praia favorita da viagem! 🥇
       
        

      Depois de chegar ao camping, armar a barraca e organizar as minhas coisas, saí para almoçar em um quiosque que fica colado no camping e serve PFs por 15 reais. Infelizmente já era mais de 15h30 e já tinham encerrado o serviço. Fui então no restaurante ao lado do camping e os pratos para uma pessoa não me agradaram e ainda custavam o olho da cara. O jeito foi ir em um mercadinho e comprar pães, ovos e tomates, juntar com um queijo curado e folhas de moringa desidratada que estava carregando na mochila e fazer um delicioso sanduíche.
      Depois do almoço, fui curtir a praia e ver o pôr do sol na igrejinha, onde estava rolando uma cerimônia de casamento.


      Antes de passar para o próximo tópico, vale comentar sobre o Camping dos Milagres. Fica na beira da praia e relativamente perto de mercadinhos. É um excelente local para quem está de carro e com tudo o que é necessário para cozinhar, já que o lugar é bastante espaçoso e é possível parar o carro do lado de onde se vai montar a barraca. Outros pontos positivos: possui alguns cantinhos com boa sombra, número satisfatório de banheiros, limpos normalmente, e número razoável de pontos de energia. Pontos negativos: a cozinha é horrorosa (foto abaixo)! Uma palhoça suja, muito mal improvisada, onde entram galinhas. A geladeira é pequena e estava abarrotada, mesmo com o camping vazio. Tem só um fogão para cozinhar e uma leiteira à disposição (nada de panelas, pratos ou outros utensílios). O preço de 50 reais, altíssimo para o que o camping oferece. Infelizmente se paga pq não há outra opção de camping na região.
       

       
      DIA 5) Da Praia do Riacho até a Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio, passando pela famosa Praia de Carro Quebrado
      Dia de rolezão monstro a pé! A ideia inicial era de ir caminhando até a praia de Barra de Camaragibe, o que daria uma caminhada suave de cerca de 5 km. Chegando em Barra de Camaragibe tentaria atravessar um rio a pé para chegar na Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela (como ainda não entendi onde uma termina e a outra começa ou se ambos os nomes se referem à mesma praia, citarei assim...caso alguém saiba, me fala aí, por favor 😉).

      Para executar esse roteiro, saí de tênis, camiseta regata, castanhas, amendoim e rapadura na mochilinha e uma água de 1,5L na mão. Até cheguei a pegar uma camisa de manga longa com proteção UV, mas logo pensei “hoje vai ser de boa. Não vou caminhar tanto. Uma regatinha tá tranquilo” e acabei deixando de lado.
      Assim saí para andar até Barra do Camaragibe. O caminho até a Barra é bastante bonito e inclui uma passagem pela Praia do Marceneiro, onde mais pessoas se concentram. Esse trecho da praia é bonito, mas não tanto quanto o trecho da Praia do Riacho.
      Já a parte específica da praia de Barra de Camaragibe não considerei bonita. Tem muitos barcos e as casinhas ali são bem simples e avançam muito sobre a areia.

      Seguindo adiante na caminhada, passando a parte urbana da praia, cheguei até o rio Camaragibe. Acabei me deparando com um rio largo, com boa correnteza e um trecho que parecia ser bastante fundo. Tristeza inicial ao perceber que não teria como atravessar o rio caminhando, mesmo na maré baixa, e que poderia ser um pouco arriscado atravessar a nado, ainda mais tendo que segurar uma mochila em uma das mãos. Mas logo, essa tristeza foi revertida para felicidade ao perceber que, à montante no rio, havia travessia de balsas. Pronto! Poderia conhecer a Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela.
      A travessia na balsa custa R$5 cada trecho. Na hora de pagar, o barqueiro informou que poderia pagar na volta e assim acabei deixando para pagar os dois trechos de uma vez só.

      Logo ao desembarcar, segui por uma estradinha de terra até a praia. Chegando na praia, que visão! Que lugar lindo!

      A praia de cerca de 3 km de extensão tem areia branca, mar azul turquesa e uma larga faixa de areia. O seu trecho inicial é deserto e cheio de coqueiros. Percorrendo a sua extensão com o olhar, logo se vê que há algumas construções mais para o lado de sua extremidade oposta onde se avista uma linda falésia. É uma composição bem bonita mesmo!
       

      VID_20210117_122913.mp4 Fui caminhando pela praia com a ideia de ir até a falésia e retornar. No caminho passei apenas por um casal que provavelmente estava hospedado na luxuosa Villa Entre Chaves (entra no site desse lugar para ter uma ideia do quanto é playba), aquelas construções que avistei de longe.
      Já chegando mais próximo da falésia havia mais umas pessoas jogando tênis na areia. Tênis mesmo com rede própria e marcação na areia. Eu, matutão que nunca tinha visto essa versão do tênis, fiquei um tempinho ali assistindo. Depois fui concretizar a minha meta de ir até a extremidade da praia. Aí é aquela coisa, né?! Quando atingimos a meta, o que fazemos?! Siiiim, dobramos a meta! 😂 Vi que estava relativamente perto da Praia de Carro Quebrado e resolvi ir caminhando até lá.
      A partir da extremidade da praia, percorri um trecho de cerca de 1 km, com muitas pedras e ladeado por falésias. Em alguns dos seus pontos, formam-se piscinas boas para banho. Pelo Google Maps, esse trecho é chamado de Praia de Recifes, mas não achei nenhuma informação mais específicas a respeito. Acredito que a maior parte desse trecho, só pode ser percorrido durante a maré baixa. 


      Depois cheguei até a pontinha onde se inicia (ou no caso, termina para os turistas usuais que vão à praia a passeio de buggy) a Praia de Carro Quebrado. Outra visão linda! Que felicidades de estar ali!
      Já tinha ido a essa praia em passeio há 15 anos atrás. Na época eu achei maravilhosa! A praia mais linda que então conheci em Alagoas. Ainda continuo achando uma praia linda, mas depois de conhecer diversas praias lindas com falésias no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, e comparando-a com outras praias desta viagem, não a considero mais como uma das mais bonitas da vida (mais à frente você poderá ver uma listinha com as minhas praias favoritas nesta viagem).

      Segui caminhando até a parte onde ficam as barracas de praia. Chegando ali pedi informações para um vendedor sobre opções de transporte até São Miguel dos Milagres. Perguntei se passava transporte na rodovia ali perto da praia. Ele me respondeu que se eu fosse pegar ônibus na rodovia, eu teria que andar cerca de 14 km e que era melhor eu voltar pelo caminho que tinha feito.
      Fiquei meio hesitante com a volta pelo mesmo caminho e perguntei sobre opção de transporte a partir da cidade seguinte no litoral. Ele falou que também era uma opção e que eu teria que andar 7 km até a a Ilha de Croa e atravessar uma ponte para chegar no ponto de ônibus de Barra de Santo Antônio.
      Entre fazer o caminho de volta até a balsa de cerca de 6,5 km e andar 7 km vendo novas paisagens, preferi esta segunda opção. Comprei mais uma água com vendedor e segui caminhando.
      No caminho, já uns bons metros distante das barracas de comida e bebida onde há uma carcaça de um Fusquinha, descobri uma outra carcaça de Fusquinha e fiquei sem entender se o original que teria dado origem ao nome da praia era aquele anterior ou este. A resposta, depois de uma pesquisa aqui na internet, é que não é nenhum dos dois. 😅 Esses Fusquinhas são só firulas decorativas mesmo (se bateu a curiosidade para saber sobre a origem do nome, leia as informações neste site)


      A partir desse ponto, toda a extensão de praia até próximo de Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio fica meio monótona, mas ainda assim bonita, com coqueiros margeando a praia. Depois dos quase 7 km de caminhada sugeridos pelo vendedor de praia, cheguei até a Ilha de Croa.
      A praia é bastante frequentada. Na minha opinião, a sua parte mais bonita fica mais para o lado da Praia de Carro Quebrado, onde há menos barracas de praia e mais sossego.

      Já cansado da caminhada, entrei na cidade e fui buscar informações sobre como chegar na parada de ônibus onde passavam os ônibus até Porto de Pedras (essa é a linha que passa pela Praia do Riacho).
      Informaram-me o local certinho, a 2,5 km de distância, e disseram que se eu fosse rápido, eu conseguiria pegar o ônibus de 16h. Ê canseira! Mas vamos lá! Depois de andar mais de 20 km, 2,5 km era só um trechinho curto." O problema é que não era uma caminhada plana, como a caminhada na praia. Tive que atravessar uma ponte longa (muito maior do que tinha projetado na mente), o sol estava torrando os miolos e ainda Barra de Santo Antônio tem um bom declive. Tudo isso juntamente com o cansaço dificultou a caminhada rápida e acabei chegando já umas 16h10 na parada.

      Como ainda estava esperançoso de o ônibus das 16h estar atrasado, fui perguntar para uns motoristas de táxi que ficam no trevo na entrada da cidade, próximo da parada, se o ônibus já tinha passado, e eles me responderam que não. Ufaaa! Que sorte a minha!
      Sentei no banco da parada aliviado e fiquei esperando. Passam-se 10 min...20 min, começo a conversar com um rapaz que chegou de uma festa para esperar uma carona ali...30 min, o rapaz já pegou a carona...40 min, mais conversa com uma moça que chegou e ia para outra cidade...1h, a moça já pegou o ônibus dela, e nada do meu. Putz! Pensei: não é hoje que volto para a Praia do Riacho!
      Depois de mais de 1h esperando, chegou um senhor motorista de táxi e começamos a conversar. Logo ele engata o assunto de que estava havendo operação da polícia ao longo daquela rodovia porque estava tendo muito assalto principalmente de comerciantes e de pessoas em paradas de ônibus. Eu respondo “Rapaz! Vim da cidade grande! Tô prevenido!". E mostro um celular velho que estava no bolso enquanto o meu de uso regular estava guardado em doleira. Alguns anos de experiência em ser furtado e várias viagens nas costas me mostraram que doleira é um dos itens mais essenciais de um viajante que gosta de fazer rolês a pé ou em transporte coletivo.
      Conversa vai, conversa vem, o senhor sugere de a gente ir para o trevo, onde estavam os motoristas de táxi mais cedo, e aguardar o ônibus ali sentados em umas cadeiras. Segundo ele, o local era mais seguro, sombreado e ainda era ponto também de parada do ônibus.
      Fomos para lá e à medida que a gente ia conversando e o tempo ia passando, outras pessoas foram chegando na roda. Algumas que aparentemente estavam de bobeira, sem muito o que fazer, acabavam ficando para conversar e outras apenas passavam, cumprimentavam, falavam rápido e seguiam para pegar o seu transporte. Fiquei pensando o tanto que o que o tempo passa de uma outra diferente nessas cidades pequenas. Nesse contexto, uma conversa com um desconhecido com cara de turistão na parada de ônibus torna-se uma quebra prazerosa no cotidiano.
      Enfim, entre as conversas, a ansiedade da espera acabou se esvaziando e o tempo acabou passando mais rápido. Quando o micro-ônibus chegou, já próximo de 18h, estava tranquilo e feliz com toda a dinâmica de interações sociais durante aquelas quase 2h de espera.
      Depois de mais cerca de 1h30 no transporte, enfim cheguei até Praia do Riacho. Mas claro que depois da minha saga durante o dia, eu não podia chegar certinho, de uma vez no destino. Acabei, distraído com umas leituras, passando uns 300 m do meu ponto e tive que voltar andando em uma rodovia escura. 🤣
       
      DIA 6) Praia do Patacho e Porto de Pedras
      Dia mais tranquilo em relação à caminhada.

      Fui até a rodovia para tentar pegar o micro-ônibus até o ponto de acesso à Praia do Patacho. Como os horários são pouco frequentes, resolvi tentar uma carona. Depois de cerca de 5 min, consegui uma. E não poderia ter sido melhor! Acabei pegando carona com o gerente de um restaurante na beira da Praia do Patacho. Ô sorte! 🥳
      A Praia do Patacho é linda demais! Não sei se foi efeito da luz e do horário, mas a água ali me pareceu ter uma coloração mais azul turquesa do que nas demais. Além disso, não tem quiosques ou mesas e cadeiras em excesso na areia e ainda tem aquela franja de coqueiros ao longo da praia. Acho que já ficou até clichê falar de coqueiros nas praias, né?! Hehehe



      Vale ainda destacar que seguindo na praia no sentido de Porto de Pedras, formam-se umas piscinas naturais com recifes de corais na parte rasa. Enfim, pude usar o óculos e snorkel.
      Depois de um tempo vendo peixinhos, resolvi ir caminhando até Porto de Pedras. Esse caminho todo é bem bonito. Perde só um pouco da beleza quando chega bem próximo à cidade.


      Porto de Pedras é uma cidadezinha tranquila, bem cuidada e charmosa, com algumas casas históricas. Como já era próximo do horário do almoço, resolvi procurar um restaurante. Na cidade não há tantas opções. Acabei almoçando no restaurante do Neto. Comi um super prato feito por um precinho camarada (R$15). Depois de almoçar, fiquei um tempinho morgando, lendo um livro ali na sombra da grande árvore na frente do restaurante.



      Depois segui até o ponto de ônibus em uma pracinha com igreja. Mais uma vez o transporte – van da linha de Portos de Pedras a Maceió - demorou a passar, mas como estava lendo e curtindo uma música, foi tranquila a espera.
       
      DIA 7) De Praia do Riacho à Praia de Sauaçuhy e caminhada até a Praia de Ipioca
      Dia de deixar o camping e partir para o meu novo destino: Praia de Sauaçuhy. Para variar, cheguei atrasado na parada e acabei tendo que esperar um bom tempo pelo transporte.
      Às 10h20, peguei o transporte e cerca de 1h20 depois cheguei em Sauaçuhy. Pedi para descer no Restaurante Sauaçuhy, onde acabei almoçando. No restaurante há opções de self-service, com prato servido à vontade, por um bom preço (a partir de R$17,90).
      Depois do meu almoço segui até o meu hostel Proxima Estación Hostel, que era praticamente de frente para o restaurante, atravessando a rodovia.
      O hostel é bem localizado, a cerca de 1,2 km da praia e próximo de mercado e comércio. Tem uma boa área de convivência, cozinha com todos utensílios, cama confortável e além disso, é super econômico. Como o quarto exclusivo para mim – não quis ficar em quarto compartilhado por conta da pandemia – saiu abaixo do usual, não acho legal divulgar. Recomendo verificar a disponibilidade no Airbnb (se ainda não usou a plataforma, acesse usando este LINK).

      Depois de deixar minhas coisas no hostel, saí para a minha caminhada do dia até a Praia de Ipioca.

      A primeira praia de passagem é a própria Praia de Sahuaçuy. Vale dizer que a praia faz parte do bairro de Ipioca, o qual já é parte do município de Maceió, Porém nem parece que você está no município. Do hostel até o bairro Jatiuca em Maceió são 25 km de distância, sendo a maior parte desse trajeto através de áreas sem grandes adensamentos populacionais. 
      Sobre a praia em si, ela tem uma faixa de areia bastante larga e é praticamente deserta. Acabou não me agradando muito. Na verdade, tanto essa praia quanto as demais que vou citar adiante não se comparam em beleza a maioria das praias do norte que citei anteriormente. 

      Seguindo em direção à Praia de Ipioca, passei pelo Hibiscus Beach Club – lugar topzeira, para quem curte chiqueza - e cheguei até a foz de um rio. Esse trechinho da praia é basante bonito e gostoso. Se fosse ficar em algum lugar na Praia de Sauaçuhy, teria escolhido ficar nesse cantinho.

      Seguindo na caminhada, entre o rio e a pontinha onde se inicia a Praia de Ipioca, passei por um trecho bastante agradável onde há algumas casas e a referência da Barraca da Cantora no Google Maps.

      Continuando, cheguei à Praia de Ipioca, uma praia gostosa com casas, restaurantes e quiosques de apoio à beira mar e ainda bons trechos de praia mais calmos, tendo apenas coqueiros. É uma boa pedida para quem quer fugir das praias mais agitadas de Maceió.



      Curti um pouco a tarde ali e depois fui à rodovia para pegar um ônibus de volta ao meu hostel. Neste trecho, os ônibus são bastante frequentes. A passagem custa R$3,40.
       
      DIA 8 ) De Praia de Sauaçuhy a Praia de Sonho Verde passando pela Praia de Paripueira
      Mais um dia de caminhada suave, dessa em direção a praias ao norte da Praia de Sahuaçuy, no caso as praias de Paripueira e Sonho Verde.

      O primeiro destino, a Praia de Paripueira, acabou me gerando sentimentos ambíguos. Não curti nem um pouco a sua parte onde a maioria dos banhistas se concentram. Não achei bonita a composição com uma larga faixa de areia, seguida por meio que uma lagoa de água empoçada, mais uma faixa de areia e o mar. Fica difícil de visualizar pelo texto, mas dá para ter uma ideia pela foto abaixo.

      Já a parte da praia mais ao norte, indo no sentido da Praia de Sonho Verde, eu achei super agradável.

      Passando esse trecho, cheguei à extremidade da praia, um ponto onde há bastante pedras. A partir dessa pontinha da praia, há tantas pedras, que se forma uma “praia” de cerca de 500 m de extensão, conhecida como Praia da Pedra (nome mais auto-explicativo hehehe).

      Passado esse trecho nem um pouco bonito e ainda assim abrigando algumas mansões incríveis, chega-se à bela Praia de Sonho Verde. Acho que de todas as praias dessa região do município de Maceió (Paripueira já é outro município), essa foi a que eu mais curti. Tem barracas de apoio e uma franja de coqueiros linda! Mais um excelente refúgio para quem quer fugir da muvuca de Maceió.

      Tomei banho de mar e curti ali durante um tempinho e depois voltei caminhando até a Praia de Paripueira, onde parei para almoçar na Barraca da tia Maria: uma casinha metade amarela e metade branca, no trecho da praia mais para o lado da Praia de Sonho Verde. Para quem está caminhando pela praia, uma outra referência da localização é uma placa de Área de Proteção Ambiental do ICMBio e a casinha Acarajé da Maria.
      Comi um excelente prato feito com posta de peixe frito, super barato. Sério! O prato era muitooo bem servido e custou apenas R$12. Depois de me empanturrar fui andando até a rodovia para pegar uma van de volta ao meu hostel (passagem a R$3).

       
      DIA 9) O dia da volta
      Depois de 8 dias incríveis, era a hora de voltar para casa. =(
      Na rodovia passam com frequência vans com destino à rodoviária de Maceió. Acabei pegando um carro particular. Se não me engano paguei no total 10 reais, incluindo um desvio de rota do motorista para me deixar na rodoviária, onde peguei o meu último ônibus até o aeroporto.


      RESUMO GERAL DO RELATO COM DICAS
      - Dá para fazer tudo de transporte coletivo. Atente-se apenas aos horários para não ficar esperando muito tempo nos pontos.
      - As praias do norte de Alagoas são incríveis! Particularmente curti mais as próximas de São Miguel dos Milagres do que as próximas de Maragogi.
      - Se tiver tempo, conheça as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão. Elas me pareceram muito lindas, observando-as de longe durante o meu trajeto de moto até a balsa para Porto de Pedras.
      - Acompanhe a tábua de marés para saber as melhores horas dos seus passeios. Isso vale especialmente para o passeio pelo Caminho de Moisés possível apenas marés super baixas.
      - É possível fazer uma excelente viagem. Gastando muito pouco, especialmente em comida, que é super barata.
       
      PRAIAS FAVORITAS
      1) Praia do Riacho
      2) Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela
      3) Praia do Patacho
      4) Praia de Carro Quebrado
      5) Praia de Ponta do Mangue
       
    • Por Priscilla Pimentel
      Oi, pessoal!!
      Eu que consumo tanto as informações desse lugar, hoje decidi relatar como foi a minha expedição no Jalapão, e quem sabe assim poder ajudar também!
      Minha expedição foi de 16/06/21 a 21/06/21 – 6 dias
       
      Bom ir para o Jalapão nunca foi um sonho, inclusive tinha outras opções que gostaria de conhecer antes, mas por indicações de amigos decidi ir ao Jalapão. 
      A primeira coisa a fazer é contratar uma agência, eu pesquisei algumas, mas preferi ficar com a Jalapa Adventure, que um amigo me indicou fortemente e não me arrependo!
      Já aviso que é uma viagem roots, de difícil acesso e cara também, mas quando você chega lá, dá para entender o porquê, lá é tudo muito distante mesmo, as estradas são péssimas e o acesso não é nada fácil. 
      Todo o meu pacote fechei com a Jalapa Adventure, então foi o pacote de 6 dias e 5 noites, que incluiu entrada nos atrativos, hospedagens, café da manhã, almoço e janta, exceto as bebidas (o pacote ficou R$ 2.800,00 sendo 30% de entrada, e o restante você paga em Palmas, antes de sair para a expedição e eles parcelam em até 3x). Obs. Esse valor não inclui os passeios opcionais como Rapel, tirolesa, rafting, Morro do Espírito Santo, Morro do Sereno.
      Peguei também com a agência a meia diária em Palmas e o Uber do primeiro e do último dia. (R$ 390,00 paguei um dia antes da viagem).
      A única coisa que comprei por conta própria foi a passagem aérea (de São Paulo para Palmas R$ 1.500,00)
      Uma outra coisa importante, a agência pede o teste do COVID, pode ser teste rápido. Mas achei isso muito bom, porque você vai ficar no carro com mais outras pessoas, então é bom prevenir. (paguei no teste do cotonete 109,00). Obs. Não são todas as agências que pedem.
      A agência passou meu contato para o Uber que ia me buscar, ele me mandou mensagem antes e alinhamos mais o menos o horário que eu chegaria em Palmas.
      Sai de São Paulo às 23:50 e cheguei em Palmas às 2h. Quando cheguei no aeroporto o meu uber já estava me esperando na saída. Demoramos uns 30min até chegar no hotel em Palmas.
      No hotel fiz o check-in e fui dormir (quarto individual), a minha saída no dia seguinte seria às 8h. 
      Obs. No meu grupo, expedição de 6 dias, seria eu e mais 4 pessoas, mas como uma delas testou positivo para a covid e as demais tiveram contato com ele, tiveram que reagendar a expedição. Sendo assim, eu fui remanejada para um outro grupo, porém esse outro grupo começaria um dia depois do meu, porque a expedição deles eram de 5 dias.
       
      1ºDia - Dia Rota das Cachoeiras em Taquaruçu
      Acordei, me arrumei e desci para tomar café. O guia (Cristiano, vulgo Fifity) chegou no horário combinado às 8h. 
      Obs. Eu estava de chinelo, mas troquei por uma botinha de trilha, já que íamos caminhar um pouquinho (trilha fácil e curtinha). Mochilinha pequena, só para levar toalha, protetor, chinelo etc.
      O primeiro dia fiz a rota só eu e o guia, já que meu grupo havia cancelado. Mas foi bem tranquilo, o guia foi sensacional!
      A primeira cachoeira foi a do escorrega macaco e depois a cachoeira da roncadeira, as duas são no mesmo local, e na roncadeira você pode fazer Rapel, passeio opcional, esse eu não fiz (R$ 120,00 por pessoa). Obs. Antes de iniciar a trilhar tem banheiros.
      Ahh essa trilha é bem legal, você pode ver uns macaquinhos, macaco prego, uma graça! A cachoeira não estava muito cheia, dava para entrar tranquilo.
      Saímos dessa cachoeira direto para o almoço, que foi na Cachoeira do Evilson. Fomos os primeiros a almoçarmos, o que foi ótimo porque depois descemos para a cachoeira e estava vazia, deu para tirar várias fotos e ouvir só o barulho da natureza 😍🍃.
      Voltamos para Palmas umas 16h, fiquei no mesmo hotel que estava. Foi ótimo chegar cedo, porque eu estava super cansada, já que não tinha dormido na noite anterior.
       
      2º Dia – Lagoa do Japonês e Pedra Furada
      Saímos do hotel de Palmas às 7h. E aqui já conheci meus companheiros dos próximos dias. Um casal Nat e Caio, uns fofos. No fim toda a exposição foi em 3 pessoas + o Guia Fifity.
      Partiu rumo à Lagoa do Japonês. Demoramos em média umas 3h muitaaa estrada ruim e muito calor (mas ficamos todos os dias com o ar-condicionado do carro ligado), aproveitamos o tempo na estrada para nos conhecermos.
      A Lagoa do Japonês é maravilhosa, linda demais, uma água cristalina de tirar o fôlego. Mas já aviso se você não souber nadar, que nem eu rs, não tem como aproveitar muito, tem umas partes rasas, mas a melhor parte fica onde só vão os nadadores kkkkk. Nessa parada tem uma ótima estrutura, banheiros, restaurante com comida muito boa e ótimos drinks! Obs. Aqui na lagoa tem a tirolesa, passeio opcional (R$ 40,00 por pessoa).
      Saímos da lagoa umas 15h e partimos rumo à pedra furada... Ai meu amigo aqui começa a emoção, pensa em umas estradas que é só área fofinha, parecia que estávamos nas dunas antes mesmo de chegar, uma sensação de que o carro estava surfando 😂. Por isso é importante ir com guia, eles conhecem o caminho e sabem como conduzir o carro em todas as situações, realmente o Jalapão é bruto!
      Chegamos na pedra furada é simplesmente lindo demais... Um ponto negativo, aqui começam a filas para tirar fotos, siiimmm tem fila para as fotos, o pior é que sempre tem alguém que gosta de tirar 1000 fotos e nunca está satisfeito 😅, o ruim é que quanto mais uma pessoa demora nas fotos, mas aumenta a fila, bom tirando isso o lugar é bem legal e tem um mirante lindo do cerrado! Aqui também tem banheiro.
      Hora de partir para a pousada, mas estrada de areia fofinha e estrada de terra. Chegamos umas 18h, ficamos na pousada Águas do Jalapão. Eu simplesmente amei!! Tem piscina, tem ofurô natural, tem massagem, tem lojinha, e tudo muito limpo e aconchegante. Os quartos não são pequenos (o que eu fiquei tinham 2 camas) e tem ar-condicionado. O café da manhã e o jantar são bem servidos e com variedades de comidas. Ahh tem um bar com drinks deliciosos e vários tipos de cervejas, dá para aproveitar beem! Recomendo que provem o drink de Açai e a caipirinha de Rapadura!
       
      3º Dia - Cânion Sussupara, Prainha do Rio Novo, Dunas e chegada em Mateiros
      Sem sombra de dúvida foi o dia mais cansativo!
      Às 6:40 já estávamos tomando café. O Fifity já estava pronto, colocou gelo no cooler, limpou o carro e estava só esperando a gente para guardar as malas. Ele simplesmente madrugava, para que quando acordássemos o carro estivesse prontinho só esperando a gente!
      Às 7h saímos da pousada, rumo ao Cânion Sussuapara, esse lugar é incrível! Parece um lugar meio sagrado tem uma energia surreal, uns paredões de rocha onde a água desce, é indescritível... Esse foi um dos lugares que mais gostei! Ficamos nesse ponto um tempinho e partimos.
      A próxima parada foi no almoço. Almoçamos na comunidade rio novo, é um lugar bem simples o restaurante é pequeno, mas tem uma comida maravilhosa!! Aqui também você pode experimentar sovertes artesanais com frutas da região, recomendo! O local tem banheiros.
      Obs importantíssima: Nessa parada eu vi muitas pessoas ficarem sem almoço, como comentei o lugar é pequeno e lá funciona por reserva, ou seja, aquelas pessoas que vão sem uma agência muitas vezes não sabem disso, e chega na hora não tem reserva e ficam sem almoço.
      Saímos da comunidade direto para a Prainha do Rio Novo que fica bem pertinho... o lugar é uma delícia, passamos um tempão lá. O nosso guia Fifity sempre nos lavava para almoçar cedo e isso era ótimo porque logo após o almoço partíamos para os atrativos e que na maioria das vezes estava bem vazio, já que todos estavam almoçando ainda.  A Prainha é maravilhosa, de água calma nas margens, do meio para frente tem uma correnteza bem forte e pode ser perigoso. Obs: Aqui não tem banheiro, tem só um espaço para se trocar.
      Partimos rumo as Dunas, mas antes fizemos uma parada no Recanto das Dunas, onde tiramos fotos com a Serra Espírito Santo de Fundo, tem também a Arvore dos Desejos para tirar foto e amarrar sua fitinha 😅. Aqui também tem um bar bem legal, eu particularmente passaria o dia bebendo e vendo o cerrado. Continuamos o caminho para as Dunas, paramos o carro em um ponto e fomos andando até as Dunas, dá uns 15, 20min. Bom preciso nem falar que é lindo demais, geralmente as pessoas ficam até o sol se pôr.
      Chegamos às 18:30 na pousada Buritis do Jalapão (que fica em Mateiros) a pousada é mais simples em comparação com a anterior, mas é bem confortável e nos quartos tem tv, frigobar e tem wi-fi.
      Descarregamos as malas, nos arrumamos e saímos às 19:30 para o jantar. Jantamos no Restaurante Extremo, um lugar muito fofo, comida boa e tem drinks e cervejas! Após a janta partiu descansar, porque esse foi um dia tenso.
       
      4º Dia - Fervedouros
      Aqui começa a rota dos fervedouros!
      E o primeiro foi o Rio Sono. O nosso guia Fifity foi muito bom, ele inverteu toda a ordem dos fervedouros e com isso pegamos alguns exclusivos, siiim só para nós, e em alguns casos tinham outras pessoas, mas não estava cheio. Bom nesse primeiro fervedouro foi o que mais aproveitamos sem sombra de dúvida, ficamos mais de 1h lá (geralmente tem limite para ficar nos fervedouros de 20min, caso tenha muita gente), até chegar o próximo grupo. Fizemos vários vídeos, fotos, e aproveitamos muito! Eu sinceramente não sei descrever como é um fervedouro, é algo muito diferente do que eu já vi na vida. A água é cristalina, com uma coloração incrível, tem uma temperatura agradável, e aqui você não afunda o que foi ótimo para mim que não sei nadar kkkkk.
      Seguimos para o Fervedouro Encontro das Águas, depois Fervedouro Buritis, bom todos são lindos, o que muda é que cada um tem uma característica de coloração e a maneira que cada um deles traz a água do subsolo à tona, com maior ou com menor pressão da nascente.
      Nesse dia almoçamos no Restaurante Rio Sono, a comida é maravilhosa demais, e eles são bem caprichosos, o lugar é muito bem cuidado e tudo muito limpinho.
      Visitamos os Artesanatos da Região, aqui tem várias coisas feitas de capim dourado, comprei algumas coisinhas rsrs. Eles aceitam cartão.
      Chegamos na pousada por volta das 17h, descansamos um pouco e nos arrumamos para ir jantar.
      Saímos às 19:30 para a janta, dessa vez comemos em lugar que vendia uns espetinhos, tinham várias opções de espetinhos e tinha opção que vinha com arroz, farofa e vinagrete. Estava bem bom os espetinhos!
       
      5º Dia – Morro do Sereno, Cachoeira da Formiga e Fervedouro
      Ahhh para mim a melhor parte da viagem =D
      Dia do passeio opcional Morro do Sereno, o casal que estava na expedição comigo não foi, então eu fui alocada a um outro grupo só para fazer esse passeio.
      Acordei as 3:30, coloquei a legging, blusa de frio, botinha, mochilinha com água e barrinhas de cereal e partiu! Sai às 4h da pousada e chegamos no início da trilha 4:30. No início da trilha eles te dão uma perneira para proteger da cobra, casa tenha, te dão um bastão de pau e uma lanterna, já que ainda estava escuro. Eu sou uma trilheira iniciante e cada vez mais apaixonada então para mim foi a parte mais incrível da viagem. Aqui é uma trilha com nível de dificuldade médio, tem em média 660 degraus SUBIDA TODA VIDA, demoramos +/- 1:30h até chegar no topo. Eu particularmente não achei fácil, mas consegui subir, tem uns bancos no caminho que dá para você sentar e pegar um ar. Bom quando você chega lá em cima é muito frio, por isso leve blusa! O céu de lá é tão lindo, super limpo sem nuvens, só as estrelas e a lua, vale muito a pena! Um pouco antes do sol nascer eles montam uma mesinha, com café, chá e club social, fofo demais! Aiii o sol começou a da sua presença ilustre, maravilhoso demais, eu fiquei ali um tempão admirando e agradecendo por tanta beleza e claro tirei várias fotos incríveis, ahh lá tem uns balanços para tirar foto, lindo demaisss. Umas 6:40 começamos a descida... Eu recomendo fortemente esse passeio. Obs: Esse é um passeio opcional e você paga para o seu guia (R$ 200,00 por pessoa).
      Às 7:40 eu cheguei na pousada, encontrei com o meu grupo, tomamos café e partiu mais um dia de fervedouros. E aqui pegamos nossas malas porque nossa próxima pousada fica em São Felix.
      A primeira parada foi na Cachoeira da Formiga. É um dos pontos mais bonitos sem sombra de dúvida, a água tem uns tons esverdeados que lembram esmeraldas e a água é super transparente. O ponto negativo aqui é que estava muito cheio, foi o ponto mais cheio que pegamos. A Dunas estava cheia, mas lá é bem maior então é mais tranquilo, agora a cachoeira da formiga não é muito grande então ficam todos muito aglomerados. Aqui tem um restaurante.
      Partimos para o Fervedouro Por Enquanto. E chegamos lá estava bem vazio, só tinha um grupo que já estava de saída. Aqui tem um restaurante e foi onde almoçamos, tem sorvetes de sabores da região. Ficamos um tempão aqui, aproveitando o fervedouro só nosso e depois almoçamos!
      Depois do almoço fomos para o Fervedouro do Alecrim, lindo também. E depois fomos para a pousada em São Felix. Ficamos hospedados no Fervedouro e Pousada Bela Vista! Que pousada lindaaaa, e tem um fervedouro dentro dela, depois das 18h o fervedouro fecha para visitantes de fora e fica aberto só para quem está hospedado na pousada, você pode entrar no fervedouro a noite, de madrugada a hora que quiser!!! A pousada é maravilhosa demais, os quartos são lindos e grandes, tem restaurante e tem um bar.
      Entramos no fervedouro a noite, depois nos arrumamos e fomos para o jantar.
       
      6º Dia – Cachoeira das Araras, Rafting e Retorno para Palmas
      Último dia =(
      Nesse dia tem um passeio opcional que é o rafting, eu não fiz, como não sei nadar fiquei com medo.
      Às 7h estamos tomando café, saímos da pousada às 8h para o rio onde se iniciava o rafting. O casal foi, como eu não fiz, fui com o guia Fifity para o fim do rio, onde finalizava o rafting e lá perto tem a Cachoeira das Araras, fiquei umas 2h, que foi o tempo de terminar o passeio do casal.
      Almoçamos no restaurante que fica onde termina o Rio, mas não lembro o nome do restaurante rsrs.
      Se você não sabe nadar, pode ir ao rafting caso queira, falaram que é bem tranquilo que é um nível fácil. (Passeio Rafting opcional 200,00 por pessoa)
      Após o almoço partimos para Palmas. No caminho tem uma parada para tirar foto na Serra da Catedral.
      Chegamos em Palmas umas 17:30h, o guia Fifity nos deixou na pousada e acabou a expedição =( . Ao todo foram 1200km rodados!
      Eu não dormi porque meu voo era para às 2h da madrugada, então a agência agendou para o transfer ir me buscar na pousada à 1h...
       
      Algumas dicas importantes!!
      - Veja bem a agência que você vai contratar, como relatei teve pessoas que ficaram sem pousada e sem almoço. As vezes o barato sai caro...
      - Não vá de chinelo branco. Sério eu fui de chinelo branco e ele ficou MUITO sujo.
      - Essa dica aqui é meio que opcional, leve uma escovinha pequena para lavar o chinelo na hora do banho e uma bucha de banho para lavar o pé, sério o meu ficou muiiito sujo kkkk.
      - Leve TUDO, absolutamente TUDO, que você possa precisar de uma farmácia/perfumaria. A farmácia no jalapão tem quase nada! Ou seja, leve remédios (eu levei remédio para dor de cabeça, para estomago, para cólica, para alergia e para enjoo porque passamos muito tempo dentro do carro e pode precisar) e produtos de uso pessoal.
      - Leve uma blusa de manga longa, a noite no jalapão faz um friozinho.
      - Se for fazer o passeio opcional das trilhas, leve um tênis e prefira ir de legging, porque a saída é de madrugada é faz frio.
      - Não vá de mala de rodinha, prefira mochilas ou mochilão. Isso porque o carro balança muito durante toda a expedição, então pode acabar danificando a mala, sem contar que é difícil colocar 5 pessoas e mais 5 malas de rodinha em um carro, mesmo sendo 4x4.
      - Nos fervedouros não pode usar protetor solar ou repelentes.
      - Não precisa levar muitas toalhas, eu levei duas e que acabei usando só nos passeios, todas as pousadas tinham toalhas.
      - Se você pretende ir sem agência, PLANEJE MUITO BEM ANTES. O Jalapão não é um lugar de fácil acesso, e é só estrada ruim, não tem sinal de celular e acho que nem oficina de carro tem rs! Então pense bem, principalmente se você não tem experiência. Eu mesma não iria por conta própria kkk.
      - Agende seu voo com um dia antes da saída expedição e um dia depois do fim da expedição, ou com boas horas de folga. Isso porque vimos um carro de uma agência que quebrou no último dia da expedição deles e o voo do grupo saia de madrugada, ou seja, eles estavam desesperados com medo de perder o voo. Melhor ter uma folga e não correr o risco, além de que você tem um tempo para descansar e em palmas tem algumas coisas para aproveitar também!
      - Leve dinheiro em espécie, muitos lugares não aceitam cartão, inclusive para os passeios opcionais.
      - Não jogue lixo na rua ou no cerrado, vi alguns lugares com garrafa de cerveja e papel jogado, muito triste ver isso. Vamos fazer um turismo consciente e ajudar a preservar a natureza!
      - Leve sacolas plásticas, para colocar o chinelo quando terminar a expedição, colocar biquínis ou roupas sujas, ou para jogar seu lixo durante as viagens.
      - Leve sapatinha aquática, para usar nas cachoeiras e na lagoa do japonês.
      - O sinal do celular não pega no Jalapão, só em alguns restaurantes ou pousadas que tem wi-fi.
      - O Jalapão pode ser visitado durante todo o ano. Mas dizem que de maio a novembro é a alta temporada.
      - Não tenha medo de ir sozinha(o), eu fui e foi muito tranquilo mesmo!
      - VÁ DE CORAÇÃO ABERTO e não espere luxo ou grandes estruturas
      - O Jalapão é um dos lugares mais lindos que já visitei.
       
      Se o Jalapão não está na sua lista de desejos, eu recomendo COLOQUE!
      Bom tentei relatar o máximo possível, mas são tantos detalhes kkkk, caso tenham dúvidas, podem me mandar mensagem, ficarei feliz eu ajudar!
       
      Eu fui com a agência Jalapa Adventure, mais que recomendo eles! Inclusive vou voltar ao Jalapão em breve e quero fazer Chapada das Mesas também, tudo com eles kkkk
      Instar: jalapaadventureoficial
      Telefone: (63) 99953-0606
       
      Meu instar caso queiram ver algumas fotos: prihmp
      Ou então só jogar na internet o nome dos lugares, vocês vão ficar encantados! 😍🍃
       
    • Por naja.trip
      Olá!
      Somos Diana, Polly e Naira. Depois de muitos planos, viagens adiadas e canceladas, em junho realizaremos um viagem curta on the road pelo sul do Brasil. Um sonho compartilhado.
      Vcs nos acompanham?
      Nos sigam no IG: @naja.trip
      "Nosso destino nunca é um lugar, mas uma nova maneira de olhar para as coisas."  (Henry Miller)

    • Por Tacio Corbacho
      Olá mochileiros, agora em Junho tiro minha tão esperada férias, estou em duvida sobre alguns locais para conhecer, tendo em vista a pandemia e sendo nesse momento a única opção, conhecer esse brasilzão.
      sou da Bahia, e tenho por enquanto 3 opções de locais:
      - Minas Gerais
      - Santa Catarina
      - Espírito Santo
      Quais locais dentre os 3 vocês me indicam e há algum outro que pode ser visto com bons olhos ?
      Desde já agradeço galera !!! 
×
×
  • Criar Novo...