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Turismo mórbido


RosanaSpider

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  • Membros de Honra

Sou só eu que tô achando que tem um monte de gente em Roma/Vaticano para fazer uma espécie de turismo mórbido, do tipo "eu fui ao velório do Papa" ou "eu vi o Papa morto"? Não acredito que um fiel de verdade, alguém que esteja com pesar pela morte do Papa, fique na fila às gargalhadas, depois passe na frente do corpo com câmeras e celulares para tirar fotos do cadáver, como já vimos diversas vezes nas imagens...

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  • Membros de Honra

Pra vc ver como a morte é um tema contraditório. Muitos dizem ter medo dela, ao menos tempo quando alguém famoso morre chove gente pra ver o corpo, e quando as fotos de mortes trágicas começam a circular pela net, percebemos que a curiosidade quase sempre vence. Podem perguntar, quase todo mundo já viu alguma foto de alguém morto em um acidente violento. Muito bizarro, isso sim!

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  • Membros

sei lá , sabe?

as x o povo tá triste mas depois de 18 horas na fila(pelo repórter da globo)vai fazendo uma amizade e começando a conversar.... sem banheiro direito... sem comida..bebida, onde dormir... acaba rindo para não chorar....

não sei qual seria minha reação.... mas provavelmente faria uma foto(quando via foto de gente morta famosa me dava um troço esquisito...) mas deste papa eu tiraria....

agora se eu tiver oportunidade $$$$$$$$$ e se for o bispo /cardeal (sei lá!) brasileiro que ganhar (eu sei que não é uma disputa do oscar....)eu vou fazer tudo para ir!

afinal se Deus é brasileiro , bem que o papa tb poderia ser!!!!!

g.

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  • Membros de Honra

Hihiihii, Isso tudo que esta ocorrendo é muito normal, se pararmos pra pensar em quantos tumulos de famosos espalhados pelo mundo estão recebendo visitas a todo momento, veremos que o caso é tipico.

 

Em um debate de sala de aula, alguns alunos de minha faculdade até acharam engraçado o Professor explicar que esse fenomeno é altamente rentável, e difundido por quem com ele ganha. No caso especifico, o primas do vaticano, recebe morto quem o amou em vida, se é legal fazer isso eu não sei, mas não acho maiores problemas.

 

Rog.

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  • Membros

È foda, mas existe também uma explicação psicológica, é comum esse negócio de risadas, se fazerem piadas, em casos de comoção... Na morte do Ayrton Senna, também era assim... Não acho certo, mas é uma reação humana, normal...

 

O negócio de tirar fotos e tal, acho uma puta falta de educação, maaasss, quem não gostaria de ter um souvenir desses que atire a primeira pedra...

 

E, a morte é muito cultuada, em diversas culturas e religiões, vejam os enterros de Aiatolás e muçulmanos... A pirâmdes nada mais são que gigantescos túmulos, assim como a grande maioria dos grandes monumentos no mundo. Muitas das Igrejas católicas são construídas sobre onde, hipoteticamente, se encontram restos mortais de algum santo ou afim, veja a própria Basílica de São Pedro e a Catedral de Santiago de Compostela...

 

Concordo com o GVC, se rolar um Papa brasileiro, de preferência o D. Cláudio Hummes, que foi Bispo da minha Santo André, vai ser um carnaval, liberado pra todas as religiões...

 

Só não dá pra julgar, o que é certo e o que é errado...

 

Abs

 

Tato

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  • Membros de Honra

Ao refletirmos sobre a morte inexoravelmente caímos na seara das questões filosóficas existencialistas.

Na prática prevalece a simplicidade daquela frase: "A única certeza na vida é que um dia todos iremos morrer!"

A face da morte nos intriga e atrai pelo mistério, pela incerteza... e também pela esperança. Para a grande maioria das pessoas com alguma fé religiosa a morte não deve representar necessariamente um fim. Ao mesmo tempo que temem este momento ele também representa um rito de passagem para um plano superior "ou inferior".

Uma morte inesperada ou violenta nos causa um impacto emocional de fragilidade, incapacidade, de insegurança e retidão pois é o açoite de nossa arrogância ao nos fazer enxergar que não temos as rédeas de nossas próprias vidas nas mãos.

No entanto um falecimento prenunciado é sempre visto com olhos racionais. Advém o conformismo para os incrédulos e a aceitação para aqueles que crêem numa outra vida após... a vida.

Sendo factual banaliza-se ao se tornar espetáculo da expiação humana.

Um tipo de atividade que pode ser muito interessante, embora não tenha se tornado hábito entre os turistas que visitam São Paulo e muito menos entre os próprios paulistanos, é a visitação a um verdadeiro museu a céu aberto que não cobra ingresso: o cemitério. Isso mesmo. Nada de passeios entre túmulos à meia noite ou algo que lembre filmes de terror adolescente. A história é séria... ou melhor, muito divertida e instrutiva. Existem coisas extremamente não usuais, simplesmente esquecidas em São Paulo, uma delas é a visitação a cemitérios.

Os cemitérios podem ser uma boa aula de arte e história. Em São Paulo, um dos que mais abriga obras-primas em arte tumular - sem contar figuras ilustres enterradas é o Cemitério da Consolação, fundado em 1858 num terreno doado ao município pela Marquesa de Santos, cujos restos mortais se encontram lá. No local, pode-se encontrar um número significativo de obras de artistas como Victor Brecheret, arquitetos como Ramos de Azevedo e túmulos de ilustres figuras da cidade e de todo o Brasil, como a pianista Guiomar Novaes, os escritores Mário de Andrade, Monteiro Lobato e Oswald de Andrade, a pintora Tarsila do Amaral, a atriz Itália Fausta e os ex-presidentes da República Campos Salles e Washington Luís. Visitar cemitérios com essa abordagem histórica e cultural é um hábito comum em outras cidades do mundo. Aqui em São Paulo, essas visitas são gratuitas. Há cemitérios, em vários países que até cobram para que as pessoas vejam os túmulos dos ilustres.

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  • Membros de Honra

Uma vez fizeram uma comparação interessante:

Estamos conectados a vida como marionetes. Delicados fios que nos permitem os movimentos, usufruir da mesma.

Mas, a qualquer momento esses fios pode ser rompidos, cortados, arrancados. A linha que nos separa da morte é milimétrica. Por isso é tão importante nos proteger, nos cuidar, nos amar, nos respeitar. E tudo isso hoje.

Amanhã pode ser tarde demais!

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