Há alguns meses, a Copa Airlines estava com uma promoção de passagens a Cuba. Como eu não tinha ainda um destino escolhido de férias, eu não pensei duas vezes e comprei por R$ 1.800 saindo do Rio. Resolvi ficar por duas semanas viajando pela ilha.
Cuba nunca esteve nas minhas prioridades mas com o estreitamento das relações com os EUA, eu senti uma urgência em conhecer um pouco do país antes que abrisse um Mac Donald's ou um Starbucks em Havana (depois de ter lido o livro "A ilha", achei tolice minha ter pensado deste modo).
Acho que o que eu sei de Cuba é o que a maioria das pessoas sabem um pouco: Revolução, Fidel Castro, Che Guevara, bloqueio econômico, carros antigos, La Bodeguita, etc. Eu precisava saber mais sobre a história do país. Um amigo emprestou-me dois livros:
(1)Moraes, Fernando; A Ilha, Companhia das Letras.
O usuário Pedrada sugeriu-me algumas leituras. De tudo o que me foi recomendado, confesso apenas ter lido (e adorado) o livro "A Ilha". Agradeço a todos a ajuda.
Eu posso dizer que já tenho uma certa experiência em planejamento de viagens por conta própria. Algumas vezes, eu já arrisquei ir a um país só sabendo do basicão. Por conta de emendar uma viagem após outra, acabei deixando para planejar minha viagem para Cuba em cima da hora, algo como "viajar-e-ver-no-que-dá". Agora que eu já voltei de viagem, se tivesse que dar uma única dica seria: planeje bem sua viagem a Cuba, informe-se bastante. Por quê? Não é fácil obter informações sobre o país pela internet estando lá, já que a internet em Cuba é lenta e cara. Além disso, não viajei nem com um bom guia de viagem. Apenas li relatos de viagem, procurei alguns blogs e sites interessantes sobre viagem a Cuba e salvei-os no celular (Aplicativo Evernote).
Não dá para visitar Cuba como se fosse um simples destino turístico. Mesmo que queira se afastar do assunto política, está lá nas ruas, no dia-a-dia dos cubanos e no modo como viajamos no país. É uma verdadeira incursão social, para quem quiser.
Deixa eu explicar como foi a minha viagem: eu viajei sozinha e tive poucos dias no país (10 dias. Deveriam ser quinze mas tive que antecipar a minha volta). Não viajei no estilo mochileiro mas foi o mais econômico possível. Durante o período em que estive em Havana, houve dois eventos importantes: a visita do presidente dos EUA, Barack Obama e o show dos Rolling Stones.
Mesmo com tudo isso, acho que o fato mais curioso que aconteceu durante a viagem e eu até esperava mas aconteceu de forma muito mais frequente foi que por eu ser negra, todos, turistas e cubanos, ao me ver achavam que eu era uma cubana legítima e isso me rendeu vários causos.
Então, escreverei o relato e sobre o que eu aprendi do modus operandi de viajar em Cuba.
INTRODUÇÃO
Há alguns meses, a Copa Airlines estava com uma promoção de passagens a Cuba. Como eu não tinha ainda um destino escolhido de férias, eu não pensei duas vezes e comprei por R$ 1.800 saindo do Rio. Resolvi ficar por duas semanas viajando pela ilha.
Cuba nunca esteve nas minhas prioridades mas com o estreitamento das relações com os EUA, eu senti uma urgência em conhecer um pouco do país antes que abrisse um Mac Donald's ou um Starbucks em Havana (depois de ter lido o livro "A ilha", achei tolice minha ter pensado deste modo).
Acho que o que eu sei de Cuba é o que a maioria das pessoas sabem um pouco: Revolução, Fidel Castro, Che Guevara, bloqueio econômico, carros antigos, La Bodeguita, etc. Eu precisava saber mais sobre a história do país. Um amigo emprestou-me dois livros:
(1)Moraes, Fernando; A Ilha, Companhia das Letras.
(2) Furiati, Claudia; Fidel Castro, uma biografia consentida. Editora Revan.
O usuário Pedrada sugeriu-me algumas leituras. De tudo o que me foi recomendado, confesso apenas ter lido (e adorado) o livro "A Ilha". Agradeço a todos a ajuda.
Eu posso dizer que já tenho uma certa experiência em planejamento de viagens por conta própria. Algumas vezes, eu já arrisquei ir a um país só sabendo do basicão. Por conta de emendar uma viagem após outra, acabei deixando para planejar minha viagem para Cuba em cima da hora, algo como "viajar-e-ver-no-que-dá". Agora que eu já voltei de viagem, se tivesse que dar uma única dica seria: planeje bem sua viagem a Cuba, informe-se bastante. Por quê? Não é fácil obter informações sobre o país pela internet estando lá, já que a internet em Cuba é lenta e cara. Além disso, não viajei nem com um bom guia de viagem. Apenas li relatos de viagem, procurei alguns blogs e sites interessantes sobre viagem a Cuba e salvei-os no celular (Aplicativo Evernote).
Não dá para visitar Cuba como se fosse um simples destino turístico. Mesmo que queira se afastar do assunto política, está lá nas ruas, no dia-a-dia dos cubanos e no modo como viajamos no país. É uma verdadeira incursão social, para quem quiser.
Deixa eu explicar como foi a minha viagem: eu viajei sozinha e tive poucos dias no país (10 dias. Deveriam ser quinze mas tive que antecipar a minha volta). Não viajei no estilo mochileiro mas foi o mais econômico possível. Durante o período em que estive em Havana, houve dois eventos importantes: a visita do presidente dos EUA, Barack Obama e o show dos Rolling Stones.
Mesmo com tudo isso, acho que o fato mais curioso que aconteceu durante a viagem e eu até esperava mas aconteceu de forma muito mais frequente foi que por eu ser negra, todos, turistas e cubanos, ao me ver achavam que eu era uma cubana legítima e isso me rendeu vários causos.
Então, escreverei o relato e sobre o que eu aprendi do modus operandi de viajar em Cuba.
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