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W Braga

Guatemala, Honduras e El Salvador - 21 dias sozinho com U$1000

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Olá a todos! Tenho a intenção de deixar aqui o meu relato da viagem de férias da qual acabo de retornar. Apesar de ser o segundo mochilão que faço (o primeiro foi em 2013 na Bolívia, Peru e Chile), este é o meu primeiro relato. Primeiramente o faço pela carência de relatos atualizados sobre Guatemala, Honduras e El Salvador, atualizar os valores e dar algumas dicas e advertências, segundo como forma de agradecer aos demais mochileiros pelos conteúdos que tenho visto aqui e os utilizado no planejamento das viagens, e terceiro, para que fique registrado e eu possa curtir no futuro ao relembrar o que foi essa viagem!

Como dessa vez meu irmão não teria disponibilidade para ir junto, tal como no primeiro mochilão, acabei por ir sozinho. Seria para mim a minha festa de formatura, a qual não participei em detrimento de preferir viajar do que passar uma noite enchendo a barriga e dançando.

 

Roteiro

Apesar de ter visitado três países, foi apenas uma cidade em Honduras e outra em El Salvador, sendo a Guatemala meu foco principal da viagem. Na verdade eu tinha intenção de conhecer a Península de Yucatán e descer até a Guatemala, mas surgiu uma promoção da Avianca em abril que a passagem Rio de Janeiro-Cidade da Guatemala-Rio de Janeiro saía a R$1500,00 para pagar em cinco suaves prestações. E como não sou muito fã de pegar ônibus por 10 horas ou mais, reduzi meu roteiro para locais menos longe entre si, por isso fui a Copan Ruínas em Honduras e não a Tikal, apesar de ter aquela pontinha de arrependimento. Agora posso dizer que fui ao Peru e não fui a Machu Picchu e fui à Guatemala e não conheci Tikal. Assim meu roteiro ficou o seguinte:

Cidade da Guatemala

Coban

Semuc Champey

Río Dulce

Copán Ruínas, Honduras

Santa Ana, El Salvador

Antígua

Lago Atitlan

 

Comprei a ida para o dia 04/08/2016 e a volta em 24/08/2016, ou seja, teria 21 dias para cumprir o roteiro, que, após planejado em forma corrida, considerando que não há transporte à noite na Guatemala (até há, mas apenas entre Antigua e Flores), eu gastaria cerca de 15 dias até chegar ao Lago Atitlan e aí ficaria relaxando até a volta. Além de, assim, poder ficar mais tempo onde mais gostasse ou até mesmo por qualquer imprevisto. Ledo engano!

Para cada cidade que eu passaria, inclusive as que não estavam programadas dormir nelas, pesquisei duas ou três opções de hospedagem. Fiz a reserva apenas pra primeira noite no Hostel Theatre International, na Cidade da Guatemala. Durante a viagem fiz apenas mais uma reserva, na véspera, visto a imprevisibilidade de qual dia passaria em qual lugar.

 

Gastos:

Fiz uma base meio por cima que precisaria de U$50 por dia mas deixaria algum no banco para sacar em caso de emergência ou gastos acima do previsto. Levei U$1000 em espécie todo na moneybelt. Acabei comprando quando a moeda tava R$3,60, um baita prejuízo frente ao que custa hoje.

Dica: Compre os dólares aos poucos. Se aumentar você não terá tanto prejuízo porque já comprou uma parte, se baixar aproveite e compre o resto.

Como não bebo, salvo raras exceções, e nem frequentei festas, o dinheiro foi suficiente. Ainda gastei mais de U$100 só em presentes e sobraram alguns dólares. Em alguns lugares você pode pagar em dólar, em outros é mais vantajoso pagar na moeda local, e em El Salvador o próprio dólar é a moeda local.

Ou seja:

Passagens: R$1500,00 (RJ-Guatemala-RJ, Avianca)

Gastos na viagem: R$3600,00 (U$1000,00 comprados a R$3,60)

Ah, mas ali no meu profile diz que eu moro em Crato e a saída é do RJ. Vi com minha mãe a possibilidade de ela usar umas milhas do cartão e deu certo.

Dia 02/08 partir pro Rio de Janeiro, e no dia seguinte ainda fui ao Engenhão ver o primeiro evento das Olimpíadas: Futebol Feminino, Suécia vs África do Sul e Brasil vs China.

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Chegou o dia 04/08 e agora é só preparar pra responder pros gringos o que diabos eu estaria fazendo na Guatemala ao invés de estar nos Jogos Olímpicos! Guatemaltecos são muito loucos por Olimpíadas, imagino o dia em que eles ganharem a segunda medalha da história a festa que farão!

 

Dia 1 - Quinta-feira, 04/08/2016

Madruguei na casa de um tio e ele foi me deixar no Aeroporto. O voo sairia as 8:00, e haviam recomendações de chegar 3 horas antes devido operação padrão da Polícia Federal. Cheguei as 5:20 e peguei uma fila de pouco mais de 1 hora só para despachar a mochila.

O voo só partiu as 9:20 e isso modificou toda minha programação! A escala em Bogotá seria de apenas 1:07, ou seja, foi meu voo chegando e o voo para Guatemala decolando, sem mim e sem minha mochila. Me realocaram num voo que sairia dali a pouco para San José, na Costa Rica, e de lá num outro para Cidade da Guatemala. Chegando em San José chovia muito, o avião arremeteu e ficou por uma hora sobrevoando a cidade antes de pousar sob aplausos faltando apenas 20 minutos para o voo seguinte partir. Mas o voo seguinte atrasou e deu tudo certo, enfim, Guatemala! Com o perdão do trocadilho a Guatemala fez jus ao apelido de "Guate", pois a "mala" não chegou, no caso minha mochila. ::tchann:: Muito triste ver aquela esteira passando e sobrar só você e nada mais. Fiz a notificação com a companhia aérea e fiquei na expectativa da chegada da mochila para o dia seguinte.

Dica: Sei que já é batida, mas leve consigo na bagagem de mão roupas para, no mínimo, os próximos dois dias.

Fiz um cambio de 80 dólares com a péssima cotação de 6,23, recebendo 498 quetzales, a moeda guatemalteca que leva o nome de um pássaro endêmico de lá. Pra ter ideia, no dia seguinte fiz câmbio a 7,44 no Banrural.

O desembarque é interessante no Aeroporto Internacional La Aurora, pois as pessoas que aguardam os amigos no desembarque ficam na rua, sujeitas a Sol e chuva. Tomei um taxi pro Hostel Theatre International (dormitório compartilhado por 63 quetzales ou 8 dólares), e o taxista cobra 80 quetzales ou 11 dólares. Aí você faz uma conta rápida (80/11=7,27) e vê que é mais vantajoso pagar em dólares, pois você estaria gastando, conforme o câmbio realizado, apenas 68,53 quetzales (11x6,23). Muito importante ter em mente essa observação para efetuar pagamentos na Guatemala. Aliás, por falta de troco, o taxista deixou pelos 10 dólares.

No Hostel conheci um peruano, que depois descobrimos ter chegado no mesmo voo que eu, Omar, e saímos à procura do Taco Bell nas ruas sinistras da Cidade da Guatemala, nas quais as farmácias tem grades desde o balcão, os comércios tem seguranças armados com armas calibre 12 e os ônibus tem avisos advertindo ser proibido entrar armado (uma boa ideia para usar nos ônibus brasileiros).

Devido ao sumiço da minha bagagem adiei a ida a Cobán em um dia, já que iria no dia seguinte, mas deixei informado na Avianca que me hospedaria no Hostel Theatre International. Bora dormir que o sono chega cedo com esse fuso de 3 horas a menos que no Brasil, o frio tava pegando e o único casaco tava na mochila extraviada. ::Cold::

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Dia 2 - Sexta-feira, 05/08/2016

Acordei cedo, cedo mesmo, umas 5 da manhã (esse fuso é uma maravilha pra acordar disposto) mas só levantei após as 8:00 e fui na Sexta Avenida cambiar uns dólares com melhor cotação. Troquei 200 a 7,44 - 1488 quetzales no Banrural. Me falaram que o Banrural troca valores a partir de 100 dólares e essa foi o melhor câmbio que fiz, pois eles não cobram taxas para trocar, diferente, por exemplo, do Banco Azteca que a cotação é pior, e o BAC, que cobra taxa para cambiar.

Na Sexta Avenida tem uma parte que é só para pedestres e tem de tudo, cinemas, restaurantes, grandes lojas, igrejas, praças, e vai até a praça principal da cidade, o Parque Central, onde está a Catedral, o Museu e o Palácio Nacional. Na hora do almoço fecha tudo mas reabrem as 14h.

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Ah, convém ressaltar que quando digo Sexta Avenida é a da Zona 1, já que provavelmente exista a Sexta Avenida em cada uma das 22 zonas que compõem a capital. E o sistema de endereços à primeira vista é estranho, mas depois que se aprende fica muito fácil e serve para as demais guatemaltecas.

Importante citar que todas as avenidas são paralelas entre si e, por sua vez, cortam as ruas, que são paralelas entre si também. Não importa se a avenida é mais estreita que a rua e menos movimentada, o que importa é o sentido da via.

Pegamos como exemplo o endereço do Theatre International (8ª avenida 14-17 Zona 1):

Primeiro delimitamos a Zona 1. Depois seguimos à 8ª avenida, e o número 14 significa que o hostel fica entre as ruas 14 e 15, e que o número será 17 (eles colocam 14-17 na porta).

Voltando à Sexta Avenida comprei um adaptador de tomada, um sabonete, desodorante, toalha e umas cuecas. Sabe-se lá se a mochila um dia aparecerá né. Almocei uma tortilla de harina, diferente da tortilla mais comum na região, mas particularmente bem mais gostosa.

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Comprei um chip da Claro por 25 quetzales e tive que por uma recarga de mais 25 para tentar uma internet 3G, que acabou por não conseguir configurar o celular. Pelo menos o chip serviu pra ligar pra Avianca e depois pra receber um código do Imo para conferências.

À tarde tinha uma dupla de mexicanos no hostel, que não tem TV, desesperados pra localizar um streaming pra acompanhar a cerimônia de abertura das Olimpíadas. A companhia aérea entrou em contato e minha mochila havia chegado de Bogotá naquele instante. Fiquei acompanhando a abertura até a mochila chegar, com o shampoo estourado no bolso, explicando pros gringos quem era aquela cantora brasileira que, pra decepção deles, não era Cláudia Leitte (estavam lembrando da Copa). Como os gringos tavam enchendo a cara tomando Brahva (A Brahma se chama Brahva por aqui), tive que encarar uma caminhada depois das 21h até o Taco Bell sozinho pelas calles guatemaltecas no que mais parecia uma prova olímpica dada a velocidade da caminhada. Sobrevivi!

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Aqui vale uma menção ao atendente do hostel, Rafael, que foi bastante solícito em relação ao sumiço da mochila e provável contato da Avianca, e também quanto a explicar sobre a região, locais de câmbio, etc. O dormitório que fiquei tem janelas para a rua, ou seja, bastante barulho logo cedo. Tem um outro dormitório que custa 80 quetzales melhor localizado. Banheiros amplos e água quente.

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Dia 3 - Sábado, 06/08/2016

Acordar cedinho para comprar a passagem pra Cobán. A empresa que faz esse trajeto é a Monja Blanca e fica no quarteirão vizinho ao hostel. A passagem custa 75 quetzales e tem saídas as 08h, 10h, 11h e 13h com duração de 6h. Os ônibus são muito bons pros padrões guatemaltecos, com ar condicionado e alguns horários com banheiro (fui as 11h e tinha). Após sair o ônibus para na CentraNorte, um shopping na saída da cidade em que os passageiros podem descer desde que estejam as 12h de volta. Lá também há guichê da Monja Blanca e é uma outra opção de saída.

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E a viagem começa e aí se percebe que vai ser difícil dormir dada as quantidades de curvas na estrada. No meio do caminho se faz uma parada de alguns minutos para almoço e aqui começam minhas dúvidas gastronômicas: o que os guatemaltecos comem no almoço? Uns pedem nachos acompanhados por tortillas, outros pedem uma salada acompanhada de tortillas, pergunto quanto é um pedaço daquela coxa de frango na vitrine e arrisco - veio uma "pierna" de frango, claro, acompanhado de quatro tortillas e muito molho.

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Aí provei pela primeira vez a tradicional tortilla que acompanha praticamente tudo que você comer na Guatemala, e não gostei! No decorrer da viagem fui acostumando, fazendo sanduíche com a tortilla no lugar do pão até que ela passou a fazer parte do meu cardápio, afinal se fazia parte do prato e tô pagando pode mandar que eu como! Aliás, eu não era muito fã de pepino e de tanto vir nas saladas eu passei a comê-los.

As 17h desembarquei em Cobán, peguei minhas anotações e minhas noções sobre endereços guatemaltecos e que o hostel era bem próximo dali apesar de ser noutra zona. Me hospedei no Hostel Chapultepec (50 quetzales com café - café, leite, cereal e banana) num dormitório compartilhado com... ninguém. O dormitório era pra 06 hospedes mas só havia eu não só no dormitório mas no próprio hostel! O dormitório tinha um cheiro de tinta um pouco fresca, mas o banheiro era muito bom. Eles disponibilizam toalhas e sabonetes. O ponto negativo é que, quando eu chegava da rua o hostel sempre estava fechado e demorava a atender, talvez por que fosse eu o único hóspede por duas noites. Ah, e o wifi não pega no dormitório.

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Dei uma volta na cidade, comi um sanduíche, fui na Despensa Familiar comprar frutas e biscoitos, um supermercado que tem em todas as cidades pelas quais passei e talvez seja a melhor opção para compras baratas, e depois fui atrás de saber como visitar Hun Nal Ye, um parque que fica a alguns quilômetros de Cobán (http://www.hunalye.com/inicio.htm). Para minha surpresa o parque é muito pouco conhecido na própria cidade e, dizem, o acesso é difícil. Me programei para no dia seguinte, então, ir nas Grutas Del Rey Marcos. O resto do sábado à noite foi só curtir a chuva que caiu sobre Cobán, a capital mundial do cardamomo - informação não muito relevante, exceto para que é apaixonado por cardamomo!

 

Dia 4 - Domingo, 07/08/2016

Acordar cedo, comer o cereal e a banana (não tomo café nem leite, ok, me chame de fresco) e partir para o local de onde saem as van para San Juan Chamelco, cidade onde ficam as Grutas Del Rey Marcos. Já na van (15 minutos de viagem, 3 quetzales) conversando com o Sr. Adolfo, um senhor muito simpático louco pelo futebol brasileiro descobri que ele iria para bem próximo de lá. Em San Juan Chamelco pega-se uma van que vai para Santa Cecília e pede pra descer na grutas (cerca de 15 minutos de viagem, 3 quetzales), e tem de andar uns 500m até a entrada. Sr. Adolfo foi me deixar na porta. O lugar onde ficam as grutas chama-se Parque Cecilinda e a entrada custa 10 quetzales com direito a utilizar as atividades do parque, tais como pontes pendentes e banhos na cachoeiras. Para a visita nas grutas se paga mais 30 quetzales.

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Cheguei antes de 8:30 no parque e fiz um reconhecimento do local, muito bonito, até as 10h, que é quando sai o guia para a gruta. Chegar mais cedo vale a pena! Recebemos um par de galochas e um capacete com lanternas. De jeito nenhum use as galochas sem meias ou terão dois lindos calos. Como eu descobri isso? :D

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Adentrei a gruta e lá encontrei o primeiro brasileiro na viagem, que estava a trabalho na Guatemala, algo muito raro por estas bandas. As grutas são muito bonitas com várias estalagmites e estalactites (não sei qual é qual, mas tem as duas) e o rio muito violento, fazendo com que parte do trajeto tenha de ser feito segurando cordas. Há um local em que só passa uma pessoa e agachada. Vale muito a pena! Ao final não pude resistir ao banho de cachoeira numa água que nunca vi tão gelada. Fiz o passeio com um grupo proveniente da capital e que ao término me ofereceram carona até Cobán (escapei de ter de esperar a van na estrada até Chamelco e tomar outra até Cobán) e lá chegando ainda fomos almoçar juntos. Os guatemaltecos são muito receptivos, e apaixonados por Olimpíadas (eu já disse né?). Acabei por dividir com eles o famoso prato de origem maia chamado Kak'iq, que nada mais é do que a coxa e o fígado do pato cozidos acompanhados de arroz e tamales (parece uma pamonha mas com pouco sal e gosto). Dizem que o kak'iq de Cobán é o mais famoso do país.

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Já poderia até ir para a próxima cidade, mas o Sr. Adolfo havia me dito que o Cobán Imperial, equipe local, iria enfrentar o atual campeão guatemalteco, Antígua, as 19h no estádio de Cobán pela 1ª Divisão da Guatemala. Como sou apaixonado por esses jogos mais, digamos, alternativos fui! Segui a pé e fui logo comprando a camisa do time (45 quetzales no camelô) e pegando a disputada fila da bilheteria (ingresso geral a 40 quetzales). Dado a grandiosidade do foguetório na entrada do time vi que aquele jogo seria do Cobán Imperial, não sabia que aquele dia era o encerramento dos festejos na cidade. Já dentro do estádio vi que as poucas arquibancadas estavam cheias e o que restou? As colinas que ficam dentro do estádio, onde ao custo de 5 quetzales se adquire um pedaço de plástico para forrar o chão e sentar. Plástico comprado escolhi qual colina subir e me acomodei para torcer pro meu novo time - Avante Cobán!

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Cobán pressionou muito e o Antígua não escondia que estaria satisfeito com o empate. Mas num jogo sem muita qualidade técnica o Antígua acabou por marcar faltando 5 minutos pro fim do jogo. A torcida, no início tão festiva, não tava assim tão satisfeita no final. Na volta pro hostel faltou eletricidade em uma parte da cidade e ai senti certo temor andando sozinho nas ruas escuras e sem puder perguntar nada a ninguém com o receio de, notando que eu fosse estrangeiro, sofrer alguma coisa. Mas deu tudo certo e sobrevivi!

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Relato sensacional. Tive o mesmo problema de extravio do meu Mochilao na ultima mochilada em abril pela Bolivia, Chile e Peru. A companhia aérea não arcou com suas despesas até a chegada da mochila? Não vale a Pena acionar a justiça pelos danos morais? No meu caso a Gol me deu uma esmola de 200 bolivianos que eles justificaram para gastos parciais. Ainda Bem que meu mochilão chegou dois Dias depois. Sigo acompanhando seu relato. Tenho interesse em conhecer esses países.

 

Abraço

  • kkkkkkk 1

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Eles mandaram minha mochila pro hostel por um serviço de entrega de carga e pediram o formulário que tava comigo. O qual constava número da bagagem, o registro da ocorrência, essas coisas, ou seja, fiquei sem ter como comprovar o extravio. Antes da mochila aparecer acionei o seguro GTA por whatsapp, mas me informaram que eu teria de telefonar para lá, e aí contei com a colaboração do meu irmão que tava no Brasil para entrar em contato com eles, visto que um dos serviços incluídos na apólice era auxílio na localização de bagagem. Me informaram que eu seria reembolsado por gastos com gêneros de primeira necessidade até determinado limite, mas a essa altura eu já havia comprado alguma coisas mas sem nota fiscal. Nem fui atrás.

Continuarei o relato. Vale muito a pena conhecer esses países.

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W Braga estou indo em Outubro para a Guatemala e Honduras (Copan) , e acabei retirando El Salvador porque só tenho 16 dias.

Meu roteiro vai ser Guatemala-Biotopo del Quetzal-Semuc Champey-Tikal-Copan- Antigua e o lago Atitlán, se não ocorrer nenhum atraso pretendo fazer todos estes lugares. Vou levar uma mochila de 30 litros como bagagem de mão e agora com o seu relato não tenho dúvida que será a melhor escolha.

Fico no aguardo do restante do relatório e até agora está show de bola!!!!! ::otemo::::otemo::::otemo::

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Eles mandaram minha mochila pro hostel por um serviço de entrega de carga e pediram o formulário que tava comigo. O qual constava número da bagagem, o registro da ocorrência, essas coisas, ou seja, fiquei sem ter como comprovar o extravio. Antes da mochila aparecer acionei o seguro GTA por whatsapp, mas me informaram que eu teria de telefonar para lá, e aí contei com a colaboração do meu irmão que tava no Brasil para entrar em contato com eles, visto que um dos serviços incluídos na apólice era auxílio na localização de bagagem. Me informaram que eu seria reembolsado por gastos com gêneros de primeira necessidade até determinado limite, mas a essa altura eu já havia comprado alguma coisas mas sem nota fiscal. Nem fui atrás.

Continuarei o relato. Vale muito a pena conhecer esses países.

 

No meu caso eu tentei acionar o seguro da Mondial e a atendente só faltou falar que não podia fazer nada. A minha sorte que eu tinha um amigo que trabalhava na gol e foi me atualizando das notícias. E também outro amigo foi tentando contato pelo Brasil e me ajudando. É um total descaso né, vc faz tudo certo, respeita o limite de peso, despacha a bagagem direitinho e quando chega no destino cadê?

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Dia 5 - Segunda-feira, 08/08/2016

É chegado dia de seguir para Semuc Champey, na região central do país, o lugar lindo que eu conheci por fotos e me fez pesquisar mais sobre a Guatemala. O destino é um pouco esquecido por muitos, que preferem seguir direto de Antígua para Flores, por vans ou avião, além do quê o acesso é um pouco difícil.

Há vans que fazem o trajeto até Lanquín, cidade-base para ir a Semuc, com saídas de hora em hora a partir de 8h até as 16h. O trajeto é uma estrada bem ruim, custa 20 quetzales e dura 2 horas. Peguei a van de 9h, chegando as 11h em Lanquin.

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Em Lanquín se pega uma pick-up (20 quetzales) em que se vai em pé na parte traseira dividindo a carroceria com mercadorias e a população local, afinal o veículo é o transporte usual deles. É normal eles se comunicarem no proprio idioma. Eu era o único estrangeiro ali, e após cerca de uma hora e apenas 9 km (estrada bem ruim, mas com algumas belas paisagens) se chega ao Hostel El Portal de Semuc, o hotel mais próximo da entrada do parque, onde me hospedei.

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O El Portal é muito interessante, apesar de só ter eletricidade entre 18h e 23h, e o wifi, apenas nesse intervalo, ser bem ruim. Ou seja, aproveite para se isolar do mundo e curta o local. São várias cabanas, sendo algumas delas privadas e outras compartilhadas. Os valores das refeições variam entre 40 e 60 quetzales, um pouco mais alto que nas cidades mas ali você tá isolado e não tem muito pra onde ir. O calor à tarde é simplesmente insuportável, se sua em qualquer lugar que for. De dentro do hostel há um acesso para o Rio Cahabon, aproveite pra se refrescar. Dei sorte porque choveu durante a noite, melhorando o calor.

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Dia 6 - Terça-feira, 09/08/2016

E o grande dia chegou: conhecerei Semuc Champey! No próprio hostel tem um tour guiado - pelo custo de 150 quetzales o turista entra no parque, visita o mirante e as piscinas, sai para almoçar (almoço não incluído no pacote) e à tarde visita a gruta Kan Ba segurando apenas uma vela e depois faz o tubing, descida sobre uma câmara de ar, no Rio Cahabón.

Preferi não fazer o tour para ficar mais livre nas piscinas, visto que esse era meu objetivo principal de toda a viagem! A entrada custa 50 quetzales. Caminhei até o mirante, é um pouco cansativo mas muito recompensador. A vista é incrível!

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Na descida para as piscinas me perdi mas sem desespero encontrei o caminho de volta me guiando pelo barulho do rio (acho que devo esse instinto aos meus antepassados do sertão do Ceará). Cheguei nas piscinas e por lá fiquei até as 14h, o suficiente para a pele das costas sair nos dias posteriores. É sensacional, sem palavras o quão bonito são as piscinas de Semuc. Passei o tempo descendo de uma pra outra, são cinco, ao longo de 300m que é a distância entre os locais em que o rio adentra o subterrâneo e sai posteriormente. Depois era só sair da água e voltar pela passarela de madeira que tem ao longo do caminho e entrar de novo. Nessa hora o único incômodo eram os peixinhos mordendo os calos que ganhei nas Grutas Del Rey Marcos, lembram?

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A quem interessar, o hostel El Portal vende shuttles, que são como são chamadas as vans com turistas que vão direto de um ponto a outro. Para Antígua ou Flores custa 140, para Cobán custa 45 e para Río Dulce custa 165 quetzales. Independente para onde você vá a saída é as 7h naquelas pick-ups e só em Lanquín se dividem nas vans. Comprei para Río Dulce, próximo destino do mochilão.

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Olá W Braga......Estou indo para o México e inicialmente iria fazer Guatemala....mas infelizmente o tempo é curto e ficará para uma próxima vez!! Adorei seu relato, muito divertido ....já estou no aguardo do restante desta aventura!! Abraços Isabel

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Olá Isabel!

Tô na intenção de fazer o contrário. Fui à Guatemala esse ano e pretendo ir ao México ano que vem.

Que bom que tá gostando do relato e espero despertar a vontade dos leitores a conhecer esse belíssimo e acolhedor país. Continuarei o relato com o máximo de dicas que puder, mas fique à vontade para tirar qualquer dúvida!

Abraços Waldinei Braga!

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    • Por Tânia Matos
      Bom dia a todos.
      Estamos a ponderar ir até às Guatemala em Novembro durante duas semanas. Como vamos viajar com o nosso filho que na altura terá 20 meses. E alguns trajectos de van demoram muitas ...estávamos a pensar alugar um carro. Qual a vossa opinião? Obrigada .
    • Por Marcos A
      Não sei se é possível descrever o que vivemos nesse dia. Planejamos ver o nascer do sol em Tikal sem saber muito o que esperar. Imaginava uma arquibancada, montada entre as ruínas, onde os visitantes poderiam se sentar e assim observar a estrela do show, o sol. Foi com esse espirito que fomos visitar uma das ruínas maia mais importantes.
      O espetáculo começaria bem cedo, por volta das 5 horas da manhã. Chegamos em Tikal, Guatemala, por volta das 4 horas, depois de 1 hora de transporte. Tudo estava indo como planejado. Até o clima resolveu ajudar. Se esperava chuva e tempo ruim durante toda a visita. Entretanto, ao sair do carro e olhar para cima, só dava pra ver a lua cheia, sozinha no céu. Só via algumas nuvens, mas nada de mais. O guia nos levou à entrada, onde os ingressos foram validados e depois, tivemos um pequeno e rápido café da manhã antes de começar a desbravar Tikal na escuridão.
      Seguimos por uma trilha em plena escuridão. A experiência foi algo difícil de descrever. Não havia mais ninguém ali, Tikal era só nosso e seria assim por mais algumas horas. Logo atrás do guia, o grupo seguia em silêncio, um atrás do outro. Silêncio esse que era interrompido por alguma explicação do guia sobre Tikal.
      Após alguns minutos de caminhada, o guia virou e apontou na direção da lua. Apontava para uma pirâmide maia imensa, que tampava a lua e criava uma sombra escura, era uma cena de filme. Esse foi só um aperitivo. Aquela era a entrada da praça central, local mais importante de Tikal. Tentei tirar fotos, mas a câmera fotográfica não foi capaz de capturar o que os nossos olhos estavam presenciando. Parecia que éramos os primeiros ali e que havíamos descoberto uma cidade abandonada no tempo.
      Ali do meio da praça central, o guia nos explicou tudo sobre os rituais maias, inclusive dizendo que Tikal ainda recebia descendentes de maias que usam o local para prestar culto aos seus deuses e antepassados. Foi definitivamente a melhor aula de história da minha vida.
      Rumo ao Templo IV
      Até ali não tinha muita ideia de onde nós iríamos ver o por do sol. Lembra da ideia da arquibancada na praça central? Não podia estar mais errado. Saímos de lá e seguimos em frente. Alguns minutos depois, estávamos subindo uma grande escadaria. Era imensa. No final, as escadas deram espaço a rochas e a uma grande arquibancada de pedra . Era o Templo IV, um dos maiores templos maia já descobertos até então.
      Algumas pessoas já esperavam sentadas aguardando o nascer do sol. Nos sentamos, olhamos pro céu e nenhum sinal de nuvem ou chuva. O cenário estava montado, tudo perfeito em seu devido lugar, agora era aproveitar em silêncio o espetáculo começar. Os raios de luz começavam a sair, se misturavam com a escuridão. Formavam a cada segundo uma nova pintura, com diferentes cores e com diferentes intensidades



      Nascer do sol do alto do Templo IV em Tikal. Fomos em Outubro, época de chuvas e olha o que presenciamos?
      Mas para quem pensa que o espetáculo era destinado somente ao nascer do sol, está muito enganado (como eu estava). O barulho da floresta se despertando era o verdadeiro espetáculo. Os animais acordavam e começavam a cantar por todos os lados. Macacos, pássaros e insetos entoavam suas vozes para de alguma forma agradecer o renascimento do sol.

      O silêncio também era parte do show, ali do alto do Templo IV em Tikal. Todos estavam perplexos com a beleza do instante e não se permitiam mover nem se quer um músculo, para evitar perder um segundo da experiência. Ficamos lá em cima por quase 2 horas entre fotos, olhares no horizonte e ouvidos na vegetação. No final, quando tínhamos que nos despedir, ficou a sensação de dever cumprido. Uma viagem inteira repleta de bons momentos e grandes experiências não poderia ter acabado melhor.


      Senti imediatamente minha mente se desligando por completo. Era como se quisesse dizer que já era suficiente, que eu já havia conseguido o que buscava. Agora era somente hora de lembrar. Lembrar de tudo que passamos, de todos os sois que vimos, nascendo e se pondo, de todos os vulcões que subimos e descemos, de todos os locais que chegamos e partimos.
      Desbravando o restante de Tikal
      Descemos e ainda não havia ninguém no parque. O guia nos levou em várias construções, nos explicou o significado de cada uma, nos mostrou piramides que ainda não foram restauradas (Templo III) e deu detalhes sobre os principais pontos da cidade de Tikal, até o retorno definitivo à praça central (Gran Plaza).



      Entretanto, o ponto forte do guia eram os animais e plantas do local. Ele descrevia todos os pássaros que via e nos mostrava plantas com características peculiares. A mistura de natureza e história não poderia ser melhor.
      No final, tivemos mais umas 2 horas para andar por conta própria. Aproveitamos o parque vazio para subir nos templos, sentar nas escadarias e explorar as áreas remotas, sem muito tráfego ou pessoas disputando para tirar fotos. Valeu muito a pena pena!
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com
    • Por caio.andrade555
      México, Belize e Guatemala
      Relato de Viagem
       
      Olá, Mochileiros. Meu nome é Caio Andrade, sou de Manaus – Amazonas, e junto com minha esposa, Gilci Helena, somos apaixonados por viagens.
      Diferente do que aconteceu com o Mochilão que fiz pelo Peru-Bolívia-Chile, eu não encontrei quase nenhuma informação sobre o mochilão México-Belize-Guatemala. Então, eu fui coletando informações isoladas de outros relatos e também do Instagram da maravilhosa Gabi (@viajandocomgabi). Por este motivo, resolvi fazer este relato o mais rápido possível.
      Gostaria de informar (e pedir desculpas para quem gosta) que este relato não terá fotos, mas apenas o relato detalho junto com valores, pois é isso que realmente importa. Caso você queira ver algumas fotos e alguns vídeos sobre o roteiro, visite o meu perfil no Instagram (@caioandrade.adv).
      Gostaria de ressaltar que 
      Então, vamos ao que interessa!!!
       
      Roteiro, Duração e Transporte
      O meu mochilão começou em 12.06.2019 e terminou em 03.07.2019, e perfiz o seguinte roteiro: Cancún (Mex) > Tulum (Mex) > Caye Caulker (Blz) > Flores (Gua) > Antígua (Gua) > San Cristóbal de Las Casas (Mex) > Cidade do México (Mex).
      Todo o meu trajeto foi feito por ônibus e shutles (minivans). No México, a empresa que domina o transporte é a ADO, que atende todo país. Para montar minha planilha de gastos, eu entrei no site da ADO, simulei os trajetos e obtive os valores. O site não aceita compras com cartões internacionais. Porém, comprando com antecedência no guichê da ADO, assim que você chegar no México, você terá descontos absurdos. Por exemplo: o trajeto San Cristóbal – Cidade do México estava custando cerca de 1.600 pesos, mas como comprei com dois dias de antecedência, ele saiu por 870 pesos.
      Já na Guatemala, os trajetos são feitos por shuttles (minivans), que são extremamente desconfortáveis, sem encosto para sua cabeça e você não consegue descansar. Ainda procuramos em varias agencias uma minivan que tivesse encosto para cabeça, mas TODOS não tinham. Então, prepare o seu corpo e o seu emocional.
       
      Hospedagem
      Todas as minhas hospedagens foram reservadas pelo Airbnb, pois queria pagar tudo antes da viagem e também porque eu queria ter mais comodidade e privacidade. A hospedagem é um dos pequenos luxos que eu e minha esposa nos permitimos durante a nossa viagem. Rsrsrs
      Uma dica muito importante: como eu não sabia os valores de certos passeios e precisava montar minha planilha de gastos, eu entrei em contato com o hotel que havia reservado e perguntei os valores dos passeios, visto que todos os hotéis de cidades turísticas oferecem esse serviço. Também já fiz isso pelo booking e funciona também.
       
      Qual moeda levar
      NÃO LEVE REAIS. Fiz isto apenas uma vez quando fui para o Chile e me arrependi. Muitos “nacionalistas” pregam que temos que devemos levar reais, pois, se levarmos dólares, faremos dois câmbios e pagaremos mais. MENTIRA. Já viajei para Chile, Argentina, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Venezuela, Peru e Equador, e em TODOS esses países, eu tive mais vantagem levando dólares do que reais. Sem contar que algumas cidades pequenas, como Antígua, San Cristóbal, Caye Caulker, não têm casa de câmbio que aceitem reais.
       
       
      1oDia – 12.06 (Cancún – México)
      Primeiramente, queria destacar o programa fidelidade Km de Vantagens, do Ipiranga. Foi graças a ele que consegui comprar milhas aéreas da Multiplus pela metadade do preço regular, o que me deu uma economia de mais de R$1.600.
      O voo de Manaus para Cancún estava muito caro. Pesquisando, encontrei uma passagem mais barata para a Cidade do México. Como eu queria ganhar tempo, comprei uma passagem pela Interjet, empresa low cost, para Cancún e saiu mais barato.
      Nosso voo chegou em Cidade do México às 07:30h e logo fui fazer o câmbio dos dólares que levei. No terminal 1, há excelentes cotações. Quanto mais distante do portão de desembarque, melhor será a cotação. Consegui um câmbio de USD 1 = 18,07 pesos mexicanos no CI Banco.
      No aeroporto, comprei um chip. O mais barato com internet ilimitada por 10 dias custa 100 pesos. Comprei um chip no primeiro quiosque que vi por 300 pesos e andando mais um pouco descobri esse de 100.
      Fizemos nosso check-in na Interjet e chegamos em Cancún às 15h. Fora da sala de desembarque há um guichê da ADO que oferece translado para a estação do centro por 86 pesos. Na estação da ADO, compramos nossa passagem para Tulum e tivemos desconto. Pegamos um táxi para o nosso apartamento.
      Nosso apartamento ficava localizado bem em frente ao Mercado 28, um mercado de artesanato e restaurantes, e a 15min andando da estação ADO. Não ficamos na zona hoteleira, pois estava muito caro.
      Desfizemos as malas, trocamos de roupa e fomos andar pela cidade. Almoçamos/jantamos no Mr. Habanero; pedimos tacos e burritos. Em quase todos dos restaurantes mexicanos, são oferecidos nachos com molhos picantes como entrada, sem qualquer custo.
      Passamos no supermercado e compramos água, café e sabão.
       
      Gastos:
      Chip: 300 
      Café espresso: 112
      Chip: 100
      ADO (do Aeroporto para o Centro): 172 (86 p/p)
      Passagem para Tulum: 238 (119 p/p)
      Taxi da rodoviário para o hotel: 80
      Mr Habanero: 410
      Supermercado (água, sabão e café): 47,60
      TOTAL: 1459,60 pesos
       
       
      2oDia – 13.06 (Cancún – México)
      Como eu e Gilci estávamos comemorando dois anos de casados, resolvemos fazer uma sessão de fotos. A sessão foi na Praia Delfines, uma praia muito linda e com poucas pessoas. Depois das fotos, fomos para o apto trocar de roupa, pois ele estava de vestido e eu de roupa social. 
      Resolvemos voltar para a praia Delfines. Todos os ônibus com a sigla R2 e a palavra Hotel passam pela zona hoteleira e pela praia Delfines. Muito fácil de chegar. Passamos o dia na praia, comi algumas mangas e piñas coladas. Na praia, há um letreiro de Cancún e sempre tem fila para tirar fotos.
      Voltamos para o apto e comemos sushi no restaurante Akky, o mais barato que encontramos.
       
      Gastos:
      Ônibus: 24 (12 p/p)
      Salgadinhos: 35,50
      Manga: 35
      Pina colada de 1 litro: 150
      Manga: 30
      Ônibus: 24 (12 p/p)
      Tacos: 99
      Helado: 30
      Sushi Akky: 418
      Total: xxxx pesos mexicanos
       
      *Desculpe qualquer erro ortográfico. Estou escrevendo do aeroporto internacional da cidade do México. Na próxima postagem, irei ter mais cuidado. 
       
       
    • Por Mari Moraes
      como muitos aqui, uso o mochileiros desde 2012 mas nunca tinha feito um relato. vergonhaaaa. esse forum já me ajudou demais e espero contribuir.
      obs: escrevo tudo em minusculo porque estou acostumada a fazer assim no trabalho, se tiver ruim de ler, avisem que eu tento melhorar.
      SOBRE A VIAGEM
      fui só pras ilhas de honduras. gostaria de ter conhecido copan, mas era muito fora de mão. não sei muito bem se posso dizer que "conheci" o país porque a realidade do continente é bem diferente do que você vai ver nas ilhas.
      a moeda oficial é a lempira mas todos os lugares aceitam dolar na cotação $1 = 24 lempiras (em maio/2019)
      baleadas. baleada é barata ($1) baleada é bem servida. comam baleadas 
      o jeito mais barato de chegar é pela avianca, e é o mais longo também: são pelo menos duas conexões. uma em algum país da américa do sul e outra obrigatoriamente em são salvador. minha viagem era bem no meio da falência da avianca brasil e mudaram meu voo no trecho GRU-BOG pra mais cedo pq cancelaram todos os outros horários, e acabei tendo que passar um dia na colômbia. 
      SOBRE UTILA
      apesar de ter lido em muitos lugares que utila só serve pra quem vai mergulhar, discordo. vou colocar no relato (dia 24/4) as praias incríveis que tem por lá também. mas, fora isso, a cidade respira mergulho. você vai dormir e acordar falando sobre o último e o próximo, vai fazer amigos em lugares improváveis só de ouvir eles contarem alguma história, vai ter invejinha de algumas e vai se orgulhar de outras próprias < 3
      então, estando lá, por que não fazer?
      importante: todas as escolas em utila dão dois fun dives de presente pra quem faz o curso, em roatan não
      SOBRE CAYOS COCHINOS
      quase todas as ilhas lá são privadas, pelo que entendi conversando com o pessoal local, só existe uma ilha pública (minuscula) que é onde toda a população mora. elas ficam bem próximas do continente e longe das outras ilhas maiores.
      tem pouquíssimas informações sobre lá e isso foi o que mais me motivou a escrever o relato. tudo que encontrei era day tour. de roatan custa $180 (!!!) e nunca é garantido, por causa da distancia e do mar bravo, a viagem pode ser cancelada a qualquer minuto. de sambo creek, $39, é mais garantido mas pra ir e voltar de lá, você precisa estar no continente e cada perna do ferry das ilhas pra la ceiba custa $30. o day tour sai as 8h da manhã, volta as 15h e visita a ilha pública.
      a alternativa que encontrei foi me hospedar em uma das ilhas privadas, por incríveis $50 a diária, pra duas pessoas, em um bungalow por cima das águas (!!!). conversei com o proprietário da ilha e, com os contatos dele, conseguimos organizar toda a logística pra chegar lá. adianto: é puxado (literalmente - tivemos que desencalhar o barco da areia no meio do caminho). precisa ter disposição pra perrengue & grana. nunca paguei tão caro por um perrengue. mas quando você chega lá, esquece de tudo, prometo. só lembrei agora pra contar pra vocês 😂
      ao todo gastamos, por pessoa pra ficar lá:
      hospedagem 2 noites: $50
      ferry ida e volta: $64
      taxi la ceiba: $37
      barco cayos cochinos ida e volta: $80 
      passei duas noites e três dias. pensei que ia ser o lugar pra relaxar e que ficaria até entediada depois de tanto tempo sem "fazer nada". mas estava enganada, passaria mais uns dias lá tranquilamente. até porque se soubesse que gastaria tanto de transporte só pra chegar, teria estendido a estadia com certeza.
      SOBRE ROATAN
      igual que nem uma ilha na flórida 😂 tem muito gringo e é uma das maiores cidades do país  cerca de 10% da população mora lá mas ainda tem a vibe tranquila de ilha (antes das 10h da manhã as ruas ficam praticamente vazias). 
      ficamos em west end depois de pesquisar bastante, chegando lá tive certeza que escolhi certo (pelo menos, pra mim). tem tudo bem pertinho: restaurantes, dive shops, bares, mercados e farmácias. as distancias em roatan são graaaaaandes, então o lugar que você se hospeda vai otimizar o tempo que você estaria no transporte ao invés de curtir a praia, acredite!
      SOBRE O CURSO DE MERGULHO
      vou contar mais detalhado no relato diário, mas já pra adiantar: optei pela utila dive center ($350 - transferência de $200 pra garantir sua vaga antes e $150 em dinheiro quando chega lá), que é um pouco mais cara que as outras da ilha ($300) pelo nível de profissionalismo deles. sério, experimenta fazer uma cotação pelo site. respondem rápido e detalhadamente todas as duvidas mais esdruxulas. além  disso, a hospedagem deles é no mango inn, tipo um resort com piscina (tenho um sentimento meio contraditório sobre o hotel),  a estrutura deles é a melhor da ilha: tem 4 barcos e isso faz toda diferença na hora de agendar os seus fun dives, sempre tem espaço pra você. a localização também é excelente, bem no meio da rua principal de utila.
      acabei de tirar minha carteirinha padi então não sou nenhuma profissional kkk mas a impressão geral que eu tive, é que o utila dive center é o lugar mais respeitado, com os instrutores mais qualificados (meu instrutor era um biólogo marinho que já tinha morado desde as maldivas, até na antártica!!), e as outras são boas, mas é meio pra americano no spring break.
      uma opção boa se não couber no orçamento os $50 mais caro que o udc cobra, seria o underwater vision, que fica literalmente colado na parede do udc. mas enfim, como eu disse, só passei nas outras, não fiz o curso lá, então vou parar de opinar.
      ROTEIRO
      18/04 - VOO GRU - BOG 
      19/04 - VOO BOG - SAL - RTB + Ferry Utila + Inicio Curso de Mergulho
      20/04 - Dia 1 PADI Open Water - Utila Dive Center - Teoria
      21/04 - Dia 2 PADI Open Water - Utila Dive Center - Prática + Bando Beach Game of Thrones
      22/04 - Dia 3 PADI Open Water - Utila Dive Center - prova física + Mergulhos Treinamento
      23/04 - Dia 4 PADI Open Water - Utila Dive Center - Mergulhos Treinamento Fun Dive
      24/04 - Praia Pública + Neptunes Coral Beach + Fun Dives Extra
      25/04 - Ferry La Ceiba + Taxi Nueva Armenia + Barco Cayos Cochinos + Cayo Chachahuate
      26/04 - Mergulho El Avion e Pelican Town
      27/04 - Barco Sambo Creek + Taxi La Ceiba + Ferry Roatan
      28/04 - Snorkel Half Moon Bay em West End + Lands End + Sundowners Game of Thrones
      29/04 - Mergulho + Festa Coconut Tree Divers West Bay
      30/04 - Ressaca + Teste de Subblue + Roatan Chocolate Factory
      01/05 - Voo RTB - SAL - LIM - GRU
    • Por viniciuscoelhomachado
      Antes queria dizer que minha vibe é mais natureza, paisagens, praia, aventura. Isso vai explicar eu ter deixado pra trás algumas atrações famosas como ruínas, parques Mayas, etc. Então se você curte coisas diferentes é bom procurar outros relatos pra ter mais informações sobre o que te interessa.
      Outro detalhe importante é que eu fui pra essa viagem com ZERO planejamento. Isso fez, claro, eu pagar mais em algumas coisas, mas também permitiu eu mudar o “planejamento” durante a viagem.
      Em dezembro peguei uma promoção de 568 reais Fortaleza-Miami-Fortaleza. Fui decidir o resto da viagem faltando poucos dias pra partir.
       
      Dia 1 (8FEV)
      Fortaleza-Miami
      Dia 2 (9FEV)
      Miami
      Não vou falar de Miami porque não era o foco e já tem bastante coisa de lá. Fui pra lá pela passagem mesmo.
      Dia 3 (10FEV)
      Miami-CDMX
      Aeroporto tem metrô e é bem tranquilo sair de lá. A estação fica no Terminal 1 e tem transporte entre os terminais. Comprei um chip no aeroporto mesmo por 195 pesos. Fiquei no Hostel Metro (374 pesos / 2 dias).
      Eu dividia os preços no México por 5 pra ter uma ideia em reais.
      Dia 4 (11FEV)
      Peguei o metrô (5 pesos) até a rodoviária de CDMX e de lá um ônibus pra Teotihuacan (104 pesos ida e volta). Entrada (75 pesos). Fica até não aguentar mais. A tarde, fui bater no Estádio Azteca, onde o Brasil foi Tricampeão do mundo em 1970. Também é possível ir de metro junto com o que eles chamam de “trem ligeiro”. Pra quem gosta de futebol/esporte vale a pena (visita guiada 160 pesos).
      CDMX: fiquei muito pouco tempo. Tinha bem mais coisa pra fazer. Museus e parques. Ficaria pelo menos um dia a mais lá. Importante saber que segunda-feira (dia que eu fiquei lá) os museus são todos fechados. Fiz tudo na CDMX de transporte público e a pé! Achei que funcionou muito bem.
      Dia 5 (12FEV)
      CDMX-San Cristobal de las Casas
      Ida pro aeroporto de metro também. Tem uma van do aeroporto de Tuxtla Gutierrez que leva até San Cristóbal (180 pesos). Cheguei no final da tarde. Fiquei uma noite no Indajani (90 pesos) não gostei e troquei no outro dia. Neste dia, encontrei um casal de músicos argentinos tocando na rua. Sentei pra assistir. Tocaram “Feira de Mangaio”. Deixei uns bons trocados lá...
      Dia 6 (13FEV)
      A partir deste dia, fiquei Hostel La Casa de Paco. Simples, um pouco mais longe do centro, mas muito melhor. O tal do Paco fica lá o tempo todo e cuida bem de tudo. 100 pesos a diária. O dia tava nublado e não deu pra ir no Cânion Del Sumidero. Fiquei pela cidade, andei bastante e fui nuns museus. A cidade é legal. Lembra Cuzco, sendo menos turística, ou menos famosa.
      Dia 7 (14FEV)
      Tour fechado pro Cânion del Sumidero (350 pesos). Inclui a van (1h cada pernada), o passeio no barco (2h) e a passagem em três mirantes. Dura quase o dia todo. Entre o barco e os mirantes, a van para num vilarejo na hora do almoço. Comi um taco no meio da rua (não havia muitas outras opções). Passei a noite inteira enjoado, mas não vomitava. Isso estragou meu “planejamento” do dia seguinte e adiei tudo em um dia.
      Dia 8 (15FEV)
      Passei o dia de molho tentando melhorar. Passar 10h numa van nas curvas da Guatemala do jeito que eu tava não seria boa ideia.
      Dia 9 (16FEV)
      Shuttle a San Pedro la Laguna (Lago Atitlán, Guatemala). Dura o dia todo. Tem a van mexicana até a fronteira, a van guatemalteca da fronteira até Panajachel e o barco até San Pedro (500 pesos tudo). Na fronteira, quem passa mais de sete dias no México tem que pagar 550 pesos pra deixar o país. Pra quem enjoa em estrada já vai preparado com remédio porque a Guatemala só tem curva. Hostel Mikaso (80 quetzales)
      Dividia o preço em quetzales por 2 pra ter uma ideia em reais.
      Dia 10 (17FEV)
      Subida do Vulcão San Pedro (100 quetzales a entrada no parque). Vários avisos de que a galera tava sendo assaltada lá em cima. Levei só uma garrafa d’água. 3h de subida num ritmo bom. Não é mais um vulcão, é uma “montanha” com uma vista do lago. Achei muito cara a entrada pra ainda correr risco de assalto. Tem um tour lá que é o amanhecer no “Indian Nose”. Depois achei que esse seria mais interessante. Claro que tudo depende da previsão do tempo. Tentei antecipar minha ida pra Antigua e não consegui. Dormi mais uma noite em San Pedro, agora na Pousada Villa la Laguna (60 quetzales quarto privado com banheiro compartilhado).
      É um vilarejo um pouco mal cuidado. Dizem que os israelenses dominam por lá. Tava bem vazio quando eu fui.
      Dia 11 (18 FEV)
      Saí as 4h da manhã pra La Antígua (60 quetzales). Fiquei no hostel mais bem avaliado de toda a América Central e do Norte (Maya Papaya, por 100 quetzales). Fiquei lá só pelo título e realmente é muito bom, mas não o melhor que já passei.
      À tarde, fui ao Vulcão Pacaya (120 quetzales transp+entrada c/ guia) na intenção de ver lava. Tempo fechado! Não vi nada! Só botamos mashmelow pra esquentar lá no calor do que um dia já foi lava. Melhor jantar da viagem: uma pizza na “Picadilly”. 40 quetzales pra viagem (se comesse lá era mais caro)
      Dia 12 (19FEV)
      Passei o dia rodando a cidade. Parece muito com San Cristóbal. Pra mim, sem dúvida, foi o lugar mais apresentável da Guatemala. As 18:00, comecei a viagem pra Belize. Paguei 75 dólares no transporte até a Cidade da Guatemala, ônibus durante a madrugada pra Flores e ônibus de manhã até Belize City (cheguei umas 13:30 do outro dia). 
       
      Guatemala: achei mais caro que a primeira parte do México e me senti mais “explorado como turista”. Importante: os preços lá variam MUITO! Vale a pena um pesquisa detalhada. Tem empresa que o mesmo tour é mais de 50% mais caro que em outra. Depois descobri que deveria ter planejado pra subir o Vulcão Acatenango, em Antígua (5h de subida, pernoite em barraca e descida no outro dia). Pra quem gosta de hiking, deve ser uma experiência boa. Ficou pra próxima.
       
      Aquele dia de molho pelo Taco “estragado” fez falta aqui. Acabando passando o Semuc Champey por achar que não seria algo tão “inédito” e por querer chegar logo na praia. Outra opção na Guatemala é Tikal, mas não é muito meu gosto.
       
      Dia 13 (20FEV)
      Assim que cheguei em Belize City (13:30), já peguei o ferry pra Caye Caulker (22 US Dollars ida e volta). Fiquei os dois dias no Go Slow Hostel (45 Belize Dollars + 30 BDollars, mudei no segundo dia porque vagou um quarto mais barato). (Um dólar americano são dois dólares belizenhos). Junto com aquele Indajani de San Cristóbal, foi o pior hostel da viagem. Mas o preço é esse mesmo e parece que a qualidade lá também é essa mesma.
      Por do sol absurdo na ponta de ilha.
      Dia 14 (21FEV)
      Na noite anterior tinha conversado com uma americana que tinha uma operadora de mergulho lá. Ele mesma disse que com o Snorkeling eu já veria bastante coisa. O mergulho no Blue Hole tá 300 USD. Pensei que com esse dinheiro poderiam fazer várias outras coisas. Fiz o passeio “half-day snorkeling” (60 B Dollars. Fiz com o hostel. Tinha empresa cobrando 45 USD pelo mesmo passeio). Valeu a pena. Passagem na barreira de corais, uns pequenos tubarões e umas arraias, além de muitos peixes.
      Dia 15 (22FEV)
      Ferry até Belize City (já tava pago), andando até a rodoviária e ônibus pra Bacalar, México (40 B Dollars). Parada na fronteira e taxa de 40 B Dollars pra deixar Belize independente de tempo. 
      Belize: tudo muito caro e entupido de americano. Bem mais que na Riviera Maya proporcionalmente falando. Valeu a pena passar por lá, mas eu não sairia do Brasil só pra ir pra lá por exemplo. 
       
      Na entrada do México, a galera que tava comigo no ônibus que iria passar mais de 7 dias no México teve que pagar um valor (ACHO que são aqueles mesmos 550 pesos). Como só ia passar cinco, não paguei nada. Cheguei em Bacalar umas 16:00 e fui pro Hostel Blue Monkey (230 pesos pra ficar num ônibus escolar estacionado na beira do lago que virou quarto). É impressionante como a Riviera Maya é MUITO mais cara que San Cristóbal. Eu sabia que seria, mas não tanto. Ficou longe do centro, mas a localização beira de lago valeu a pena.
      Dia 16 (23FEV)
      Peguei uma bicicleta do hostel e fui conhecer o Cenote Azul (talvez não seja esse o nome!). Depois, às 10h, fiz um passeio de lancha lá pelo lago (300 pesos). Recepção do hostel se enrolou com os “marinheiros” e fui sair quase 11h. Foi MUITO caro pro que foi pago. Eles param em dois lugares pra fotos e banho (um deles é na beira do lago e dava pra ter ido de bicicleta). 
      No lago, a água é verde, azul turquesa, azul marinho, etc.. Realmente tem varias cores e é bem bonito. Água doce. Tava comendo mal há uns três dias e resolvi comer bem.
      Melhor almoço da viagem num restaurante recém inaugurado por lá chamado Banana “alguma-coisa” que esqueci o nome (200 pesos tudo). Fica na avenida da beira do lago perto do balneário municipal.
      As 15:15, peguei o ônibus pra Playa Del Carmem (370 pesos).
      Paguei logo dois dias no hostel The Yak (250 pesos / noite). Melhor hostel da viagem. Cama confortável, café bom pro que normalmente é oferecido no México e atendimento 100%. O argentino da recepção (um dos 50 mil que tem em Playa) me deu bastante dica sobre mergulho e o que fazer na cidade.
      Dia 17 (24FEV)
      De manhã fui marcar meus mergulhos e dei uma volta em Playa Del Carmem. 
      À tarde, peguei um coletivo (45 pesos o trecho) e fui a Tulum (1h de viagem). Dei uma andada na cidade e depois fui nas ruínas (75 pesos a entrada).
      Dia 18 (25FEV)
      Mergulho no Cenote Chacmol (Impressionante!). Voltei do mergulho e fui direto pegar o ferry pra Cozumel (incluso no mergulho porque mergulharia no dia seguinte lá). Andei uns 3km até chegar numa “praia” e ver mais um por do sol absurdo na viagem. Hostel Beds Friends. Simples e preço de Riviera Maya (250 pesos). O melhor dia da viagem sem dúvidas.
      Dia 19 (26FEV)
      Mergulho em Cozumel e ferry de volta à Playa, voltei pro Hostel The Yak (270 pesos)
      Encontrei o mesmo casal de músicos argentinos de San Cristóbal. Eles até me reconheceram, mas desta vez não dei dinheiro. Dei muito da outra vez.
      Dia 20 (27FEV)
      Peguei o ônibus de Playa ao aeroporto de Cancun (208 pesos). 
      Riviera Maya: não é à toa que tão turística. Tem muita coisa pra fazer e os mergulhos foram realmente impressionantes. Achava que só tinha turismo caro lá e não é bem assim. 
       
      Voo pra Miami (chegada 14:30). Paguei um day pass de ônibus (5,65 USD) e fui pro Dolphin Mall gastar um pouco do dinheiro que tinha sobrado. 22:00 embarque pra Fortaleza.
       
       
       


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