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W Braga

Guatemala, Honduras e El Salvador - 21 dias sozinho com U$1000

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Olá a todos! Tenho a intenção de deixar aqui o meu relato da viagem de férias da qual acabo de retornar. Apesar de ser o segundo mochilão que faço (o primeiro foi em 2013 na Bolívia, Peru e Chile), este é o meu primeiro relato. Primeiramente o faço pela carência de relatos atualizados sobre Guatemala, Honduras e El Salvador, atualizar os valores e dar algumas dicas e advertências, segundo como forma de agradecer aos demais mochileiros pelos conteúdos que tenho visto aqui e os utilizado no planejamento das viagens, e terceiro, para que fique registrado e eu possa curtir no futuro ao relembrar o que foi essa viagem!

Como dessa vez meu irmão não teria disponibilidade para ir junto, tal como no primeiro mochilão, acabei por ir sozinho. Seria para mim a minha festa de formatura, a qual não participei em detrimento de preferir viajar do que passar uma noite enchendo a barriga e dançando.

 

Roteiro

Apesar de ter visitado três países, foi apenas uma cidade em Honduras e outra em El Salvador, sendo a Guatemala meu foco principal da viagem. Na verdade eu tinha intenção de conhecer a Península de Yucatán e descer até a Guatemala, mas surgiu uma promoção da Avianca em abril que a passagem Rio de Janeiro-Cidade da Guatemala-Rio de Janeiro saía a R$1500,00 para pagar em cinco suaves prestações. E como não sou muito fã de pegar ônibus por 10 horas ou mais, reduzi meu roteiro para locais menos longe entre si, por isso fui a Copan Ruínas em Honduras e não a Tikal, apesar de ter aquela pontinha de arrependimento. Agora posso dizer que fui ao Peru e não fui a Machu Picchu e fui à Guatemala e não conheci Tikal. Assim meu roteiro ficou o seguinte:

Cidade da Guatemala

Coban

Semuc Champey

Río Dulce

Copán Ruínas, Honduras

Santa Ana, El Salvador

Antígua

Lago Atitlan

 

Comprei a ida para o dia 04/08/2016 e a volta em 24/08/2016, ou seja, teria 21 dias para cumprir o roteiro, que, após planejado em forma corrida, considerando que não há transporte à noite na Guatemala (até há, mas apenas entre Antigua e Flores), eu gastaria cerca de 15 dias até chegar ao Lago Atitlan e aí ficaria relaxando até a volta. Além de, assim, poder ficar mais tempo onde mais gostasse ou até mesmo por qualquer imprevisto. Ledo engano!

Para cada cidade que eu passaria, inclusive as que não estavam programadas dormir nelas, pesquisei duas ou três opções de hospedagem. Fiz a reserva apenas pra primeira noite no Hostel Theatre International, na Cidade da Guatemala. Durante a viagem fiz apenas mais uma reserva, na véspera, visto a imprevisibilidade de qual dia passaria em qual lugar.

 

Gastos:

Fiz uma base meio por cima que precisaria de U$50 por dia mas deixaria algum no banco para sacar em caso de emergência ou gastos acima do previsto. Levei U$1000 em espécie todo na moneybelt. Acabei comprando quando a moeda tava R$3,60, um baita prejuízo frente ao que custa hoje.

Dica: Compre os dólares aos poucos. Se aumentar você não terá tanto prejuízo porque já comprou uma parte, se baixar aproveite e compre o resto.

Como não bebo, salvo raras exceções, e nem frequentei festas, o dinheiro foi suficiente. Ainda gastei mais de U$100 só em presentes e sobraram alguns dólares. Em alguns lugares você pode pagar em dólar, em outros é mais vantajoso pagar na moeda local, e em El Salvador o próprio dólar é a moeda local.

Ou seja:

Passagens: R$1500,00 (RJ-Guatemala-RJ, Avianca)

Gastos na viagem: R$3600,00 (U$1000,00 comprados a R$3,60)

Ah, mas ali no meu profile diz que eu moro em Crato e a saída é do RJ. Vi com minha mãe a possibilidade de ela usar umas milhas do cartão e deu certo.

Dia 02/08 partir pro Rio de Janeiro, e no dia seguinte ainda fui ao Engenhão ver o primeiro evento das Olimpíadas: Futebol Feminino, Suécia vs África do Sul e Brasil vs China.

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Chegou o dia 04/08 e agora é só preparar pra responder pros gringos o que diabos eu estaria fazendo na Guatemala ao invés de estar nos Jogos Olímpicos! Guatemaltecos são muito loucos por Olimpíadas, imagino o dia em que eles ganharem a segunda medalha da história a festa que farão!

 

Dia 1 - Quinta-feira, 04/08/2016

Madruguei na casa de um tio e ele foi me deixar no Aeroporto. O voo sairia as 8:00, e haviam recomendações de chegar 3 horas antes devido operação padrão da Polícia Federal. Cheguei as 5:20 e peguei uma fila de pouco mais de 1 hora só para despachar a mochila.

O voo só partiu as 9:20 e isso modificou toda minha programação! A escala em Bogotá seria de apenas 1:07, ou seja, foi meu voo chegando e o voo para Guatemala decolando, sem mim e sem minha mochila. Me realocaram num voo que sairia dali a pouco para San José, na Costa Rica, e de lá num outro para Cidade da Guatemala. Chegando em San José chovia muito, o avião arremeteu e ficou por uma hora sobrevoando a cidade antes de pousar sob aplausos faltando apenas 20 minutos para o voo seguinte partir. Mas o voo seguinte atrasou e deu tudo certo, enfim, Guatemala! Com o perdão do trocadilho a Guatemala fez jus ao apelido de "Guate", pois a "mala" não chegou, no caso minha mochila. ::tchann:: Muito triste ver aquela esteira passando e sobrar só você e nada mais. Fiz a notificação com a companhia aérea e fiquei na expectativa da chegada da mochila para o dia seguinte.

Dica: Sei que já é batida, mas leve consigo na bagagem de mão roupas para, no mínimo, os próximos dois dias.

Fiz um cambio de 80 dólares com a péssima cotação de 6,23, recebendo 498 quetzales, a moeda guatemalteca que leva o nome de um pássaro endêmico de lá. Pra ter ideia, no dia seguinte fiz câmbio a 7,44 no Banrural.

O desembarque é interessante no Aeroporto Internacional La Aurora, pois as pessoas que aguardam os amigos no desembarque ficam na rua, sujeitas a Sol e chuva. Tomei um taxi pro Hostel Theatre International (dormitório compartilhado por 63 quetzales ou 8 dólares), e o taxista cobra 80 quetzales ou 11 dólares. Aí você faz uma conta rápida (80/11=7,27) e vê que é mais vantajoso pagar em dólares, pois você estaria gastando, conforme o câmbio realizado, apenas 68,53 quetzales (11x6,23). Muito importante ter em mente essa observação para efetuar pagamentos na Guatemala. Aliás, por falta de troco, o taxista deixou pelos 10 dólares.

No Hostel conheci um peruano, que depois descobrimos ter chegado no mesmo voo que eu, Omar, e saímos à procura do Taco Bell nas ruas sinistras da Cidade da Guatemala, nas quais as farmácias tem grades desde o balcão, os comércios tem seguranças armados com armas calibre 12 e os ônibus tem avisos advertindo ser proibido entrar armado (uma boa ideia para usar nos ônibus brasileiros).

Devido ao sumiço da minha bagagem adiei a ida a Cobán em um dia, já que iria no dia seguinte, mas deixei informado na Avianca que me hospedaria no Hostel Theatre International. Bora dormir que o sono chega cedo com esse fuso de 3 horas a menos que no Brasil, o frio tava pegando e o único casaco tava na mochila extraviada. ::Cold::

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Dia 2 - Sexta-feira, 05/08/2016

Acordei cedo, cedo mesmo, umas 5 da manhã (esse fuso é uma maravilha pra acordar disposto) mas só levantei após as 8:00 e fui na Sexta Avenida cambiar uns dólares com melhor cotação. Troquei 200 a 7,44 - 1488 quetzales no Banrural. Me falaram que o Banrural troca valores a partir de 100 dólares e essa foi o melhor câmbio que fiz, pois eles não cobram taxas para trocar, diferente, por exemplo, do Banco Azteca que a cotação é pior, e o BAC, que cobra taxa para cambiar.

Na Sexta Avenida tem uma parte que é só para pedestres e tem de tudo, cinemas, restaurantes, grandes lojas, igrejas, praças, e vai até a praça principal da cidade, o Parque Central, onde está a Catedral, o Museu e o Palácio Nacional. Na hora do almoço fecha tudo mas reabrem as 14h.

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Ah, convém ressaltar que quando digo Sexta Avenida é a da Zona 1, já que provavelmente exista a Sexta Avenida em cada uma das 22 zonas que compõem a capital. E o sistema de endereços à primeira vista é estranho, mas depois que se aprende fica muito fácil e serve para as demais guatemaltecas.

Importante citar que todas as avenidas são paralelas entre si e, por sua vez, cortam as ruas, que são paralelas entre si também. Não importa se a avenida é mais estreita que a rua e menos movimentada, o que importa é o sentido da via.

Pegamos como exemplo o endereço do Theatre International (8ª avenida 14-17 Zona 1):

Primeiro delimitamos a Zona 1. Depois seguimos à 8ª avenida, e o número 14 significa que o hostel fica entre as ruas 14 e 15, e que o número será 17 (eles colocam 14-17 na porta).

Voltando à Sexta Avenida comprei um adaptador de tomada, um sabonete, desodorante, toalha e umas cuecas. Sabe-se lá se a mochila um dia aparecerá né. Almocei uma tortilla de harina, diferente da tortilla mais comum na região, mas particularmente bem mais gostosa.

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Comprei um chip da Claro por 25 quetzales e tive que por uma recarga de mais 25 para tentar uma internet 3G, que acabou por não conseguir configurar o celular. Pelo menos o chip serviu pra ligar pra Avianca e depois pra receber um código do Imo para conferências.

À tarde tinha uma dupla de mexicanos no hostel, que não tem TV, desesperados pra localizar um streaming pra acompanhar a cerimônia de abertura das Olimpíadas. A companhia aérea entrou em contato e minha mochila havia chegado de Bogotá naquele instante. Fiquei acompanhando a abertura até a mochila chegar, com o shampoo estourado no bolso, explicando pros gringos quem era aquela cantora brasileira que, pra decepção deles, não era Cláudia Leitte (estavam lembrando da Copa). Como os gringos tavam enchendo a cara tomando Brahva (A Brahma se chama Brahva por aqui), tive que encarar uma caminhada depois das 21h até o Taco Bell sozinho pelas calles guatemaltecas no que mais parecia uma prova olímpica dada a velocidade da caminhada. Sobrevivi!

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Aqui vale uma menção ao atendente do hostel, Rafael, que foi bastante solícito em relação ao sumiço da mochila e provável contato da Avianca, e também quanto a explicar sobre a região, locais de câmbio, etc. O dormitório que fiquei tem janelas para a rua, ou seja, bastante barulho logo cedo. Tem um outro dormitório que custa 80 quetzales melhor localizado. Banheiros amplos e água quente.

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Dia 3 - Sábado, 06/08/2016

Acordar cedinho para comprar a passagem pra Cobán. A empresa que faz esse trajeto é a Monja Blanca e fica no quarteirão vizinho ao hostel. A passagem custa 75 quetzales e tem saídas as 08h, 10h, 11h e 13h com duração de 6h. Os ônibus são muito bons pros padrões guatemaltecos, com ar condicionado e alguns horários com banheiro (fui as 11h e tinha). Após sair o ônibus para na CentraNorte, um shopping na saída da cidade em que os passageiros podem descer desde que estejam as 12h de volta. Lá também há guichê da Monja Blanca e é uma outra opção de saída.

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E a viagem começa e aí se percebe que vai ser difícil dormir dada as quantidades de curvas na estrada. No meio do caminho se faz uma parada de alguns minutos para almoço e aqui começam minhas dúvidas gastronômicas: o que os guatemaltecos comem no almoço? Uns pedem nachos acompanhados por tortillas, outros pedem uma salada acompanhada de tortillas, pergunto quanto é um pedaço daquela coxa de frango na vitrine e arrisco - veio uma "pierna" de frango, claro, acompanhado de quatro tortillas e muito molho.

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Aí provei pela primeira vez a tradicional tortilla que acompanha praticamente tudo que você comer na Guatemala, e não gostei! No decorrer da viagem fui acostumando, fazendo sanduíche com a tortilla no lugar do pão até que ela passou a fazer parte do meu cardápio, afinal se fazia parte do prato e tô pagando pode mandar que eu como! Aliás, eu não era muito fã de pepino e de tanto vir nas saladas eu passei a comê-los.

As 17h desembarquei em Cobán, peguei minhas anotações e minhas noções sobre endereços guatemaltecos e que o hostel era bem próximo dali apesar de ser noutra zona. Me hospedei no Hostel Chapultepec (50 quetzales com café - café, leite, cereal e banana) num dormitório compartilhado com... ninguém. O dormitório era pra 06 hospedes mas só havia eu não só no dormitório mas no próprio hostel! O dormitório tinha um cheiro de tinta um pouco fresca, mas o banheiro era muito bom. Eles disponibilizam toalhas e sabonetes. O ponto negativo é que, quando eu chegava da rua o hostel sempre estava fechado e demorava a atender, talvez por que fosse eu o único hóspede por duas noites. Ah, e o wifi não pega no dormitório.

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Dei uma volta na cidade, comi um sanduíche, fui na Despensa Familiar comprar frutas e biscoitos, um supermercado que tem em todas as cidades pelas quais passei e talvez seja a melhor opção para compras baratas, e depois fui atrás de saber como visitar Hun Nal Ye, um parque que fica a alguns quilômetros de Cobán (http://www.hunalye.com/inicio.htm). Para minha surpresa o parque é muito pouco conhecido na própria cidade e, dizem, o acesso é difícil. Me programei para no dia seguinte, então, ir nas Grutas Del Rey Marcos. O resto do sábado à noite foi só curtir a chuva que caiu sobre Cobán, a capital mundial do cardamomo - informação não muito relevante, exceto para que é apaixonado por cardamomo!

 

Dia 4 - Domingo, 07/08/2016

Acordar cedo, comer o cereal e a banana (não tomo café nem leite, ok, me chame de fresco) e partir para o local de onde saem as van para San Juan Chamelco, cidade onde ficam as Grutas Del Rey Marcos. Já na van (15 minutos de viagem, 3 quetzales) conversando com o Sr. Adolfo, um senhor muito simpático louco pelo futebol brasileiro descobri que ele iria para bem próximo de lá. Em San Juan Chamelco pega-se uma van que vai para Santa Cecília e pede pra descer na grutas (cerca de 15 minutos de viagem, 3 quetzales), e tem de andar uns 500m até a entrada. Sr. Adolfo foi me deixar na porta. O lugar onde ficam as grutas chama-se Parque Cecilinda e a entrada custa 10 quetzales com direito a utilizar as atividades do parque, tais como pontes pendentes e banhos na cachoeiras. Para a visita nas grutas se paga mais 30 quetzales.

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Cheguei antes de 8:30 no parque e fiz um reconhecimento do local, muito bonito, até as 10h, que é quando sai o guia para a gruta. Chegar mais cedo vale a pena! Recebemos um par de galochas e um capacete com lanternas. De jeito nenhum use as galochas sem meias ou terão dois lindos calos. Como eu descobri isso? :D

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Adentrei a gruta e lá encontrei o primeiro brasileiro na viagem, que estava a trabalho na Guatemala, algo muito raro por estas bandas. As grutas são muito bonitas com várias estalagmites e estalactites (não sei qual é qual, mas tem as duas) e o rio muito violento, fazendo com que parte do trajeto tenha de ser feito segurando cordas. Há um local em que só passa uma pessoa e agachada. Vale muito a pena! Ao final não pude resistir ao banho de cachoeira numa água que nunca vi tão gelada. Fiz o passeio com um grupo proveniente da capital e que ao término me ofereceram carona até Cobán (escapei de ter de esperar a van na estrada até Chamelco e tomar outra até Cobán) e lá chegando ainda fomos almoçar juntos. Os guatemaltecos são muito receptivos, e apaixonados por Olimpíadas (eu já disse né?). Acabei por dividir com eles o famoso prato de origem maia chamado Kak'iq, que nada mais é do que a coxa e o fígado do pato cozidos acompanhados de arroz e tamales (parece uma pamonha mas com pouco sal e gosto). Dizem que o kak'iq de Cobán é o mais famoso do país.

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Já poderia até ir para a próxima cidade, mas o Sr. Adolfo havia me dito que o Cobán Imperial, equipe local, iria enfrentar o atual campeão guatemalteco, Antígua, as 19h no estádio de Cobán pela 1ª Divisão da Guatemala. Como sou apaixonado por esses jogos mais, digamos, alternativos fui! Segui a pé e fui logo comprando a camisa do time (45 quetzales no camelô) e pegando a disputada fila da bilheteria (ingresso geral a 40 quetzales). Dado a grandiosidade do foguetório na entrada do time vi que aquele jogo seria do Cobán Imperial, não sabia que aquele dia era o encerramento dos festejos na cidade. Já dentro do estádio vi que as poucas arquibancadas estavam cheias e o que restou? As colinas que ficam dentro do estádio, onde ao custo de 5 quetzales se adquire um pedaço de plástico para forrar o chão e sentar. Plástico comprado escolhi qual colina subir e me acomodei para torcer pro meu novo time - Avante Cobán!

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Cobán pressionou muito e o Antígua não escondia que estaria satisfeito com o empate. Mas num jogo sem muita qualidade técnica o Antígua acabou por marcar faltando 5 minutos pro fim do jogo. A torcida, no início tão festiva, não tava assim tão satisfeita no final. Na volta pro hostel faltou eletricidade em uma parte da cidade e ai senti certo temor andando sozinho nas ruas escuras e sem puder perguntar nada a ninguém com o receio de, notando que eu fosse estrangeiro, sofrer alguma coisa. Mas deu tudo certo e sobrevivi!

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Relato sensacional. Tive o mesmo problema de extravio do meu Mochilao na ultima mochilada em abril pela Bolivia, Chile e Peru. A companhia aérea não arcou com suas despesas até a chegada da mochila? Não vale a Pena acionar a justiça pelos danos morais? No meu caso a Gol me deu uma esmola de 200 bolivianos que eles justificaram para gastos parciais. Ainda Bem que meu mochilão chegou dois Dias depois. Sigo acompanhando seu relato. Tenho interesse em conhecer esses países.

 

Abraço

  • kkkkkkk 1

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Eles mandaram minha mochila pro hostel por um serviço de entrega de carga e pediram o formulário que tava comigo. O qual constava número da bagagem, o registro da ocorrência, essas coisas, ou seja, fiquei sem ter como comprovar o extravio. Antes da mochila aparecer acionei o seguro GTA por whatsapp, mas me informaram que eu teria de telefonar para lá, e aí contei com a colaboração do meu irmão que tava no Brasil para entrar em contato com eles, visto que um dos serviços incluídos na apólice era auxílio na localização de bagagem. Me informaram que eu seria reembolsado por gastos com gêneros de primeira necessidade até determinado limite, mas a essa altura eu já havia comprado alguma coisas mas sem nota fiscal. Nem fui atrás.

Continuarei o relato. Vale muito a pena conhecer esses países.

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W Braga estou indo em Outubro para a Guatemala e Honduras (Copan) , e acabei retirando El Salvador porque só tenho 16 dias.

Meu roteiro vai ser Guatemala-Biotopo del Quetzal-Semuc Champey-Tikal-Copan- Antigua e o lago Atitlán, se não ocorrer nenhum atraso pretendo fazer todos estes lugares. Vou levar uma mochila de 30 litros como bagagem de mão e agora com o seu relato não tenho dúvida que será a melhor escolha.

Fico no aguardo do restante do relatório e até agora está show de bola!!!!! ::otemo::::otemo::::otemo::

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Eles mandaram minha mochila pro hostel por um serviço de entrega de carga e pediram o formulário que tava comigo. O qual constava número da bagagem, o registro da ocorrência, essas coisas, ou seja, fiquei sem ter como comprovar o extravio. Antes da mochila aparecer acionei o seguro GTA por whatsapp, mas me informaram que eu teria de telefonar para lá, e aí contei com a colaboração do meu irmão que tava no Brasil para entrar em contato com eles, visto que um dos serviços incluídos na apólice era auxílio na localização de bagagem. Me informaram que eu seria reembolsado por gastos com gêneros de primeira necessidade até determinado limite, mas a essa altura eu já havia comprado alguma coisas mas sem nota fiscal. Nem fui atrás.

Continuarei o relato. Vale muito a pena conhecer esses países.

 

No meu caso eu tentei acionar o seguro da Mondial e a atendente só faltou falar que não podia fazer nada. A minha sorte que eu tinha um amigo que trabalhava na gol e foi me atualizando das notícias. E também outro amigo foi tentando contato pelo Brasil e me ajudando. É um total descaso né, vc faz tudo certo, respeita o limite de peso, despacha a bagagem direitinho e quando chega no destino cadê?

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Dia 5 - Segunda-feira, 08/08/2016

É chegado dia de seguir para Semuc Champey, na região central do país, o lugar lindo que eu conheci por fotos e me fez pesquisar mais sobre a Guatemala. O destino é um pouco esquecido por muitos, que preferem seguir direto de Antígua para Flores, por vans ou avião, além do quê o acesso é um pouco difícil.

Há vans que fazem o trajeto até Lanquín, cidade-base para ir a Semuc, com saídas de hora em hora a partir de 8h até as 16h. O trajeto é uma estrada bem ruim, custa 20 quetzales e dura 2 horas. Peguei a van de 9h, chegando as 11h em Lanquin.

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Em Lanquín se pega uma pick-up (20 quetzales) em que se vai em pé na parte traseira dividindo a carroceria com mercadorias e a população local, afinal o veículo é o transporte usual deles. É normal eles se comunicarem no proprio idioma. Eu era o único estrangeiro ali, e após cerca de uma hora e apenas 9 km (estrada bem ruim, mas com algumas belas paisagens) se chega ao Hostel El Portal de Semuc, o hotel mais próximo da entrada do parque, onde me hospedei.

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O El Portal é muito interessante, apesar de só ter eletricidade entre 18h e 23h, e o wifi, apenas nesse intervalo, ser bem ruim. Ou seja, aproveite para se isolar do mundo e curta o local. São várias cabanas, sendo algumas delas privadas e outras compartilhadas. Os valores das refeições variam entre 40 e 60 quetzales, um pouco mais alto que nas cidades mas ali você tá isolado e não tem muito pra onde ir. O calor à tarde é simplesmente insuportável, se sua em qualquer lugar que for. De dentro do hostel há um acesso para o Rio Cahabon, aproveite pra se refrescar. Dei sorte porque choveu durante a noite, melhorando o calor.

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Dia 6 - Terça-feira, 09/08/2016

E o grande dia chegou: conhecerei Semuc Champey! No próprio hostel tem um tour guiado - pelo custo de 150 quetzales o turista entra no parque, visita o mirante e as piscinas, sai para almoçar (almoço não incluído no pacote) e à tarde visita a gruta Kan Ba segurando apenas uma vela e depois faz o tubing, descida sobre uma câmara de ar, no Rio Cahabón.

Preferi não fazer o tour para ficar mais livre nas piscinas, visto que esse era meu objetivo principal de toda a viagem! A entrada custa 50 quetzales. Caminhei até o mirante, é um pouco cansativo mas muito recompensador. A vista é incrível!

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Na descida para as piscinas me perdi mas sem desespero encontrei o caminho de volta me guiando pelo barulho do rio (acho que devo esse instinto aos meus antepassados do sertão do Ceará). Cheguei nas piscinas e por lá fiquei até as 14h, o suficiente para a pele das costas sair nos dias posteriores. É sensacional, sem palavras o quão bonito são as piscinas de Semuc. Passei o tempo descendo de uma pra outra, são cinco, ao longo de 300m que é a distância entre os locais em que o rio adentra o subterrâneo e sai posteriormente. Depois era só sair da água e voltar pela passarela de madeira que tem ao longo do caminho e entrar de novo. Nessa hora o único incômodo eram os peixinhos mordendo os calos que ganhei nas Grutas Del Rey Marcos, lembram?

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A quem interessar, o hostel El Portal vende shuttles, que são como são chamadas as vans com turistas que vão direto de um ponto a outro. Para Antígua ou Flores custa 140, para Cobán custa 45 e para Río Dulce custa 165 quetzales. Independente para onde você vá a saída é as 7h naquelas pick-ups e só em Lanquín se dividem nas vans. Comprei para Río Dulce, próximo destino do mochilão.

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Olá W Braga......Estou indo para o México e inicialmente iria fazer Guatemala....mas infelizmente o tempo é curto e ficará para uma próxima vez!! Adorei seu relato, muito divertido ....já estou no aguardo do restante desta aventura!! Abraços Isabel

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Olá Isabel!

Tô na intenção de fazer o contrário. Fui à Guatemala esse ano e pretendo ir ao México ano que vem.

Que bom que tá gostando do relato e espero despertar a vontade dos leitores a conhecer esse belíssimo e acolhedor país. Continuarei o relato com o máximo de dicas que puder, mas fique à vontade para tirar qualquer dúvida!

Abraços Waldinei Braga!

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    • Por BeatrizCSS
      Oii gente, tudo bem? Estou fazendo mobilidade acadêmica no méxico, minhas aulas irão até 19 de maio, mas comprei passagem de volta para o Brasil só para o dia 2 de julho, com isso pretendo viajar durante esses 40 dias com mais ou menos uns 3000 reais.
      Queria saber qual a opinião de vocês sobre pegar carona no seguinte trecho: méxico(cidade do méxico) – belize – guatemala – méxico(cidade do méxico), tentando conhecer os lugares mais importantes, Vocês acham muito mais arriscado e perigoso do que pegar carona na américa do sul, ou é o mesmo esquema? Alguém já viajou de carona pela américa central e pode me dizer como foi a experiência por favor?
      Queria saber também se esse valor é ok considerando que penso em pegar carona como meio de transporte e me hospedar usando o couchsurfing, então o valor seria mais para alimentação, passeio e emergência.
      Também podem me dizer se daria pra incluir Honduras e el salvador ou o tempo ficaria muito apertado considerando também que viajar de carona é mais demorado?
      Também gostaria de saber como é a fronteira nesses países para pegar o visto, posso pegar em qualquer cidade da fronteira, precisa pagar, eles fazem muita pergunta?
      Desculpa as milhares de pergunta mas eu nunca fiz um mochilão (embora leia bastante sobre o assunto) e não sei quando terei novamente a oportunidade de viajar para esses lugares então quero realmente aproveitar ao máximo.
    • Por Silnei
      Semuc Champey
      O Monumento Natural de Semuc Champey é uma formação rochosa que cobre o leito do rio Cahabón e está localizado no departamento de Alta Verapaz, norte da Guatemala . A "ponte de pedra natural" segue por 300 metros sobre o leito do rio e forma piscinas naturais e pequenas cascatas em cor verde turquesa que são rodeadas por um vale com mata fechada. O acesso às piscinas é feito por um deck de madeira que margeia a formação. Há também uma trilha que leva a um mirante onde são feitas as fotos "aéreas" das piscinas. A trilha para o mirante tem 1,2km e dura em média 1h. Para ter acesso às piscinas é preciso pagar uma taxa de aproximadamente US$ 7 ou 50 quetzales. As cidades mais próximas de Semuc Champey são Cobán e Lanquin.
       

       

       
       
      Como chegar:
      A partir de Guatemala City você deve pegar um ônibus até Cobán. De Cobán pegue uma van até Lanquin e de Lanquin outra van até um dos hostals/ hotels próximos de Semuc Champey.
      Ônibus Cobán x Guatemala City:
      Transportes Monja Blanca
      http://www.tmb.com.gt/
       
      Onde ficar em Semuc Champey:
      Hostal El Portal
      Esse hostal possui pequenos e confortáveis chales. É o mais próximos de Semuc.
      https://www.facebook.com/ElPortalDeSemucChampey/
       
      Outras informações:
      - Em Lanquin (que é o vilarejo mais próximo de Semuc Champey) também há algumas opções de hospedagem.
      - Leve dinheiro em espécie pois em Lanquin não há caixas eletrônicos.
      - Semuc Champey significa "Onde o rio se esconde na montanha".
       
       
       
    • Por Ferdias
      Olá pessoal, esse é o meu 7º mochilão e é o primeiro que vou escrever o relato para contribuir com o site. Dessa vez vou fazê-lo porque quando fiz a pesquisa para esses países não encontrei muitos relatos, e os que tinham estavam bem velhinhos.
      O relato que mais me ajudou foi o do Soriento que por mim poderia ser escritor, porque escreve muito bem, quando eu o li parecia que estava viajando junto com ele.
      Vou tentar ser bem objetiva e escrever bem, é o mínimo né!
      Em primeiro lugar, se você está com dúvidas se vai ou não a estes países, eu te digo, desencana e vai, porque vale muito a pena, são países lindos, com uma natureza exótica, com um povo ímpar, mas você vai me dizer, ahh são uns dos países mais perigosos do mundo! E eu te digo, sim realmente são, São Pedro Sula foi considerada pela ONU em 2015 a cidade mais violenta do mundo depois dos países do Oriente Médio que estão em guerra, mas ainda assim você foi para lá? Sim, porque felizmente no mundo ainda há mais pessoas boas que más, e o Brasil meu amado país é uma escola que nos ensina a fugir de problemas. Ah e tem a questão do status, é claro que é mais chique você contar aos seus amigos que foi a Europa ou ao Estados Unidos do que a Guatemala, Honduras, Belize ou El Salvador, mas quando eles virem as suas fotos do Semuc Champey ou do vulcão Acatenango na Guatemala, ou quando você descrever a eles como foi sua experiência de surfar em El Tunco em El Salvador, acredito que eles vão querer ir!!
       Dicas:
      Levei o cartão travel Money, mesmo sendo muito mais caro e com tantas taxas, ainda assim prefiro, porque se eu tiver algum contratempo é só ficar esperando o novo cartão chegar; Tem bancos por todos os lados para saques; Nesses países eles não fazem viagens noturnas, isso é ruim porque se perde o dia trocando de cidades; Não há ônibus de viagem como aqui no Brasil, as viagens são feitas em shuttle que são aquelas vans tipo besta; Melhor Hostel da viagem: Casa Verde em Santa Ana em El Salvador; Leia as recomendações do Consulado Brasileiro sobre esses quatros países; Você realmente vai precisar da carteira internacional da febre amarela e se tiver coragem tome todas as vacinas que puder é bom para prevenção, tenho até vacina de febre tifoide, só me falta a antirrábica por estar em falta, tá vai sou a louca das vacinas; O café da manhã mais comum é ovos mexido com purê de feijão; As fotos da viagem estão no meu Instagram nandadiasfer.  Tudo começou dia 02/11/2017 .... Brasil / Guatemala
      Saímos de Guarulhos em São Paulo as 6h35 num voo pela Copa Airlines (R$ 2.590,52) com escala de uma hora na Cidade do Panamá e seguimos para a Cidade da Guatemala onde chegamos as 13h horário local (o fuso horário é de 4 horas com o Brasil, por estarmos no horário de verão). Quando descemos no aeroporto na Cidade da Guatemala, fomos para a imigração, a oficial da imigração me perguntou se era a primeira vez na Guatemala e disse que sim, aí ela me pediu para ir até uma sala conversar com outro oficial, ele me fez perguntas básicas como: quanto dinheiro você trouxe, cadê seus cartões de crédito, onde você trabalha e você foi ao México em março desse ano? sim! e depois me pediu para voltar no guichê anterior e seguir viagem.
      Fomos direto procurar um transporte para Antígua, e já na saída da imigração como de praxe em quase todos os aeroportos tem ônibus, táxis, transfer para os principais pontos das cidades e escolhemos a opção de dividir um táxi para Antígua por U$13 dólares cada. Assim chegamos em Antígua as 15 horas.
      Nos hospedamos no BigFoot Hostel Antígua na Avenida 6ª Sur a uma quadra da praça principal, o quarto compartilhado custa $75 Quetzales. O Hostel está em Antígua e na Nicarágua, o dono é brasileiro e super gente boa. A partir de quinta-feira tem festas temáticas, não tem café da manhã incluso mas tem um bar restaurante que tem uma ótima salada por $35 Quetzales, as camas são confortáveis que dão aquela vontade de dormir até mais tarde. O banheiro fica fora do quarto próximo a sala de TV. Os staffs são excelentes, pegamos as recomendações dos relatos que lemos aqui e não nos arrependemos.
      Antígua na Guatemala
      Nesse dia acordamos tranquilamente sem pressa, até porque estávamos cansados da viagem no dia anterior e fomos tomar café na “padaria” El Sol Café Boutique $50 Quetzales uma caneca de leite com café e uma baguete de queijo, alface e tomate com um molhinho gostoso, apesar de achar um pouco caro, estava tão bom que voltamos nos outros dias.
      Um adendo sobre Antígua, é uma cidade cara em comparação com outras cidades da Guatemala, com arquitetura colonial e patrimônio da Unesco, está a uma hora da Cidade de Guatemala, é tipo o point da galera bem de vida da redondeza e de muitos turistas.
      Nesse dia fomos caminhar pela cidade e subimos o Cerro de La Cruz que é um lindo mirante da cidade e uma boa vista do vulcão Fuego, é bem tranquila a subida. Fomos ao arco Santa Catalina, e não tenho a foto do arco porque estava em reforma, cheio de gente e não sou encanada com foto de ponto turístico. Também pesquisamos o preço para fazer o tour do vulcão Acatenango para passar a noite olhando para o Vulcão Fuego em erupção (lindoooo).
      Encontramos a agência Mayan Kingdom (6ª. Avenida Sur Noº 4 – www.mayankingdomtravel.com) com a Juliana Cecíl (que fala em espanhol e inglês) que foi muito gentil e prestativa, disposta a sanar todas as dúvidas, até as menos pertinentes, isso porque estávamos com medo pela falta de preparo físico, o que de fato é sim muito importante, não precisa ser um alpinista mas tem que ter um bom condicionamento. A subida é muito íngreme e leva aproximadamente 6 horas, hoje já não é mais necessário levar parte do equipamento das barracas porque elas já ficam instaladas no topo, subi somente com a mochila de ataque com algumas comidinhas (cookies, chocolate, snackers, mais os lanches que a agência fornece e dois litros de água, que parte é para beber e parte para fazer o café e o miojo), também é necessário levar  uma troca de roupa porque na subida pode chover, eu não levei e graças a Deus não choveu, ficou só numa garoa que a minha impermeável deu conta, deve-se levar também papel higiênico e lanterna.
      O preço do tour praticamente é tabelado em $350 Quetzales e a entrada do parque é a parte $50 Quetzales.
      O vulcão Acatenango está a uma hora de Antígua. Eu tive muita dificuldade na subida e para não desistir, optei por subir a cavalo por mais $250 Quetzales, sinceramente foi triste porque não tinha me preparado fisicamente e chego a beira do sedentarismo.
      Chegando no campo base onde fica as barracas e é o mirante para o Vulcão Fuego, assim que anoitece um pouco, já começa o show da natureza, logo quando chegamos achamos que não veríamos nada porque além de chover granizo estava muito nublado, mas assim que a noite foi entrando as chuvas e as nuvens foram passando, foi possível ver os povoados em volta com as luzes da cidade e o vulcão cada vez mais em erupção, “eita” coisa mais linda que já vi na vida até agora e o barulho que ele fazia como de trovão, teve momento que a terra até deu uma tremidinha. Foi muito esforço para chegar até lá, mas vale muito a pena!!
      Por volta das três horas da manhã o guia leva aqueles que querem ir até o pico que chega a +ou- 4.500 de altitude para ver o nascer do sol, eu não fui, mas quem foi ficou maravilhado.
      As sete horas da manhã iniciamos a descida, que é tão árdua quanto a subida pois se força mais os joelhos. Terminamos a descida por volta das onze horas e ficamos esperando a van nos buscar para voltar para Antígua.
      Antígua – San Pedro La Laguna
      Saímos de Antígua por volta das nove horas da manhã e chegamos em San Pedro La Laguna por volta das treze horas, contratamos no hostel um shuttle por $80 Quetzales.
      San Pedro é um dos povoados ao redor do Lago Atitlán, é bem pequeno e tranquilo, vale a visita. O lugar é lindo, e dá acesso aos demais povoados que você pode ir usando as lanchas que os habitantes usam como meio de transporte. Você pode subir o Vulcão de San Pedro que é muito bonito.
      Nos hospedamos no hostel Zoola a $50 Quetzales, não tem café da manhã incluso (como todos da trip) mas oferecem café, leite, chá. O wi-fi pega bem em todos os lugares, os staffs são ótimos, o banheiro fica fora do quarto, as camas são ótimas e ficamos num quarto com duas camas. Têm piscina, bar e restaurante (ótima salada), com uma área de descanso bem legal. Recomendo!
      No dia em que chegamos não fizemos nada, só caminhamos pela cidade.
      No dia seguinte fomos passear no povoado de São Marcos que dizem que tem a “vibe zen”, e sim, tem mesmo e até demais!
      Pela ida e volta em barco de San Pedro a San Marcos pagamos $20 Quetzales.
      Pagamos $15 Quetzales pela entrada no parque Tzankujil onde tem o trampolim para se jogar no lago, eu não fui, mas o meu amigo foi e gostou muito, eu fiquei só olhando e filmando. A trilha é bem leve e bonita até o trampolim. Há um banheiro mais acima para se trocar.
       Em San Pedro há um vulcão, nós não subimos porque ainda estávamos muito doloridos do Acatenango.
      San Pedro La Laguna – Semuc Champey
      Contratamos um shuttle numa agência na rua principal de San Pedro que não lembro o nome e fez para nós por $185 Quetzales cada, o barco saindo de San Pedro até Panajachel e um mini bus saindo de Panajachel até Lanquim. Panajachel é o maior povoado ao redor do Lago Atitlán.
      A viagem durou o dia todo e por mais que era um micro-ônibus, foi super desconfortável.
      Saímos de San Pedro as sete horas da manhã e chegamos no Hostel El Portal as nove da noite, muito tempo de viagem.
      Lanquim é o povoado mais perto do parque Semuc Champey, está a quarenta minutos de distância.
      Quando chegamos em Lanquim havia umas camionetes 4x4 para nos levar de graça aos hotéis mais longes. Como tínhamos indicação dos relatos do El Portal é para lá que nós fomos e não nos arrependemos.
      O El Portal está na porta de entrada do parque, praticamente se mistura com o parque, lindo demais!
      Semuc Champey elém de ser o nome do parque também é o vilarejo que está a quarenta minutos de Lanquim, aí depende, se você tiver interesse em conhecer restaurantes, procurar um agito para as suas noites, não será bom escolher o El Portal por estar longe de Lanquim, mas se você que um lugar lindo e quer relaxar o El Portal é a melhor escolha.
      Eles não têm banho com água quente, mas com o calor que se faz não é muito necessário, eles também não têm wi-fi, isso porque não tem sinal, a energia acaba por volta das onze horas da noite, ainda assim foi a melhor escolha que fizemos. Não tem café da manhã, mas tem um bar restaurante com um cardápio muito bom a preço médio. Os staffs são excelentes e muito prestativos. Contratamos o tour do parque e o shuttle para Flores com eles. O que mais me chamou a atenção foi que a cabana compartilhada que fiquei estava impecavelmente limpa, não tinha uma teia de aranha, não tinha uma formiga, não tinha um inseto, nada, e olha que estávamos no meio da mata.
      Quando escolhi ficar no El Portal não imaginava que ele estava tão longe de Lanquim, então como cheguei muito tarde, não saquei dinheiro e o pessoal do hostel disse que não havia problema, que no dia que eu fosse embora o meu passaporte ficaria com o motorista e quando eu sacasse e desse o valor devido a ele, ele devolveria meu passaporte, isso tudo porque eu não queria gastar $20 Quetzales para ir a Lanquim só para sacar dinheiro.
      O passeio foi simplesmente demais, a coisa mais legal que já fiz até agora. O passeio durou o dia todo e custou $175 Quetzales.
      No período da manhã fomos ao mirante das piscinas e depois nadamos nelas, elas são realmente lindas. A subida foi tranquila, é bom fazê-la de tênis, mas ele vai ficar todo sujo e molhado porque durante a madrugada chove muito, molhando a trilha, mas de dia o sol sai e fica muito lindo. Pausa para o almoço que foi no restaurante do El Portal. Na parte da tarde fizemos a caverna com cachoeira e morcegos, descemos o rio de boia cross e depois o guia incentivou a galera a pular da ponte, mas ninguém quis, só duas brasileiras que conhecemos tiveram coragem.
      A parte da caverna foi demais, você entra com uma vela que não adianta em nada por ser muito escuro e no primeiro mergulho que você afunda a vela ela se apaga e não ascende mais, você não consegue ver onde está pisando e machuca muito o pé, não é aconselhável ir de Havaianas, a menos que você a amarre muito bem em seus pés, o aconselhável seria um crocs ou sapatilha emborrachada para o mar, eu comprei uma só para esse dia (R$40) e valeu muito a pena. Teve momentos que não dava pé e tinha que nadar, eu não tenho muita segurança com água então fui de colete salva vidas que me ajudou muito.
       
      Semuc Champey – Flores
      Contratamos o shuttle para Flores no hostel El Portal por $135 Quetzales, a viagem foi longa e muito cansativa. Não consegui entender como funciona esse negócio de shuttle, se há uma empresa, ou se há uma cooperativa, digo isso porque nessa viagem foi trocado três vezes de motorista e isso atrasou muito a viagem. Chegamos em Flores depois das 18h.
      A cidade de Flores é uma ilha rodeada por um lago, no entanto, só é possível chegar até lá por balsa.
      Ficamos uma noite no hostel Los Amigos que é um dos mais famosos da cidade, chegamos numa sexta-feira e sem reserva (vou parar com isso), estava bem lotado, mas conseguimos um quarto com ar condicionado por $100 Quetzales, não gostamos muito do lugar, tem uma decoração indiana com cores escuras, muita vegetação, de verdade não gostei da vibe. Logo de manhã, após o café da manhã que pagamos por não estar incluso (que me arrependi porque passei muito mal além de ter sido mal atendida, saímos desse hostel e fomos para o hotel El Petén que tem quarto compartilhado com ar condicionado por $90 Quetzales, tem uma decoração clean, estava bem limpo.
      Fomos conhecer as ruínas de Tikal, pagamos $100 Quetzales pelo transporte numa agência que está na avenida em frente ao lago perto do hostel Monkey, o motorista que nos levou (estávamos em 4 numa van) não nos esperou e veio embora, porém tinha um grupo maior em um micro-ônibus e entramos nesse para voltar, não achei muito certo e se não tivesse lugar, não fomos reclamar porque no outro dia saímos muito cedo para Belize.
      Em Tikal pagamos $150 Quetzales pela entrada nas ruínas. Chegamos por volta das 14 horas para sair as 18:30 horário máximo do parque. Existe a parte por mais $100 Quetzales percorrer as mesmas ruínas e ver o amanhecer ou pôr do sol, quando questionamos isso na entrada o rapaz da bilheteria não quis vender porque o sol estava se pondo as 17:30, e isso é verdade, o sol estava se pondo muito cedo.
      O problema começa com os guias, eles cobram $50 Quetzales de cada turista, porque dizem que os guardas não deixam subir para ver o pôr do sol, porém não há uma identificação específica para isso, aí os guias se valem de que eles podem subir quem eles quiserem, por isso cobram a parte, e não sei se eles estavam com parceria com a equipe da bilheteria.
      Começamos a visita com um guia que reclamou porque chegamos tarde e o grupo principal já tinha iniciado, depois da reclamação ele começou a falar do pagamento a parte para nos levar para ver o pôr do sol, eu disse que não iria pagar porque o sol iria se pôr antes de o parque fechar, ele prosseguiu correndo conosco pelas ruínas sem explicar nada, foi muito ruim, e ainda nos passou para o outro guia e disse com todas as letras que meu amigo e eu ainda não tínhamos pagado a parte. Esse outro guia cobrou de nós a metade $25 Quetazeles meu amigo pagou e eu até paguei, só que chegamos no mesmo lugar que o outro guia já tinha passado, então disse a ele que devolvesse meu dinheiro porque eu já tinha passado por ali e não estava certo ele cobrar por algo que estava no valor da entrada. O guia devolveu meu dinheiro e disse para eu seguir caminho até a entrada para esperar o mini bus, por fim fazem suborno, nos enganam e ninguém vê o pôr do sol, acredito que seja por causa da época, o sol se põe muito cedo. Ah e além de toda essa corrupção tive um dia péssimo por conta do café da manhã do Los Amigos, até vomitei duas vezes no parque.
      Já tínhamos decidido que o dia seguinte em Flores seria off day porque ainda estava me recuperando, mas quando acordei por volta das 7:45 estava me sentindo melhor e meu amigo foi até a recepção do hotel El Petén e eles super prestativos conseguiram nos encaixar num shuttle para Belize, foi tudo muito rápido. O transporte de Flores até Belize City mais o barco até Caye Caulker foi de $255 Quetzales.
      Vários relatos que li aqui disseram que tiveram problemas para fazer a fronteira de Belize, teve gente que até perdeu o transporte porque a imigração embaçou legal. Na agência em Flores o rapaz que estava emitindo o nosso bilhete para a viagem perguntou se o nosso passaporte era do Brasil, dissemos que sim, claro, e ele ficou preocupado por brasileiros e a imigração de Belize sempre dá problema, aí que ficamos mais preocupados, meu amigo até pensamos numa estratégia  vamos sair correndo e sermos os primeiros na fila porque se tivermos problemas até as outras pessoas passarem talvez tenhamos a possibilidade de não perder o transporte, mas aí acreditem, fui a primeira, num domingo de manhã e chuvoso, a agente da imigração olhou meu passaporte, perguntou se eu era brasileira, eu disse sim, ela olhou para a colega da outra cabine, pensou e disse pra eu seguir ufa! o mesmo com meu amigo, e aí ficamos esperando um casal acho que de suíços ou noruegueses não lembro, que demoraram porque a imigração embaçou com eles. Bom o que ocorreu em Belize para eles encrencarem com os passaportes brasileiros eu não sei, mas o que dizem é que uma certa vez pegaram uns dez passaportes brasileiros falsos. Dizem também que o nosso passaporte é uns dos mais falsificados porque somos um povo misto, o Brasil foi criado e é feito todos os dias por praticamente quase todos os povos do mundo e viva a diversidade!!
      Dica: vá sempre no primeiro transporte, porque se a imigração parar vocês, ainda há a possibilidade de pegar o próximo ônibus, isso porque as agências têm dois horários de saída, as 8h e acho que as 10h.
      E assim seguimos para Belize! Não pagamos nenhum tipo de taxa de entrada/saída da Guatemala.
       Ilha Caye Caulker em Belize
      Amamos ter conhecido a ilha da vibe “Go Slow”, ficamos por lá quatro noites, e fizemos o passeio do Blue Hole, o segundo maior coral do mundo. A ilha é bem pequena, cheia de turistas, os nativos super gente boa, um lugar para levar a vida bem devagar. Tem vários restaurantes, cafés, mercados, tudo na ilha é feito de carrinho de golfe ou de bicicleta que você pode alugar. O que não tem muito é orla com areia, mas é possível entrar no mar e praticamente não tem onda, perfeito para crianças.
      A moeda deles é o Belizenho, que $1 Belizenho equivale U$0,50 dólares. Há bancos e caixas automáticos na ilha.
      Nos hospedamos no Yumas, $35 Belizenhos a diária, super limpo, gostamos muito, ele fica localizado a sua esquerda logo na saída do barco, super fácil de achar. Não tem café da manhã incluso, o banho não é com água quente, mas nem precisa com o calor que faz, tem um bom wi-fi e um quintal super charmosinho.
      Tem também várias agências que fazem passeios de mergulho e snorkeling. Nós optamos pelo Blue Hole e em toda a região só três agências fazem esse passeio, por ser muito longe e caro.
      Fechamos esse passeio através do hotel das brasileiras que conhecemos no caminho, custou $380 Belizenhos o snorkeling, foi o mais caro de toda a viagem.
      Ah só pode fazer o mergulho no Blue Hole quem tem a certificação, se você não tem sua opção é o snorkeling, que foi a minha opção.
      Ah que dia! Sete horas da manhã em Caye Caulker, dia lindo e ensolarado, o barco zarpou com dez turistas e cinco tripulantes, serviram o café da manhã, e fomos mar adentro, eu que tinha passado mal em Flores, ainda estava me recuperando, por isso, enjoei um pouco, tá vai, enjoei pra caramba, não cheguei a vomitar, mas tive que ficar com a cabeça pra trás, olhos fechados e respirando fundo, porque parecia que alguém estava com o meu estômago na mão e o apertava muito forte. Nos aconselharam a subir para a outra parte do barco que enjoaríamos menos, ok subimos, de repente começou uma chuva tranquila, até aí tudo bem, todos conversando muito e rindo, tudo tranquilo, até um temporal começar, o céu ficou como se fosse de noite as nove da manhã, a chuva estava tão forte que não se via mais nada, o barco balançava tanto que teve um momento que quase beijei o mar, até aí tudo bem, você pensa nossa estou na cena do filme Naufrágo, mas tudo bem, não vou morrer aqui no meio do nada em alto mar, mas quando de repente os tripulantes começam a correr e falar mais alto quase gritando aí você começa a se preocupar, quando você olha para o tripulante e vê no rosto dele o medo, aí você começa a rir de nervoso, assim foi comigo . O trajeto da ilha até o Blue Hole é de duas horas, mas no meu dia foi de três horas e meia.
      Quando chegamos o clima estava muito ruim, o tempo escuro e o mar muito agitado, ainda assim a galera que foi para o mergulho desceu e a do snorkeling também, mas eu não desci porque não sei nadar muito bem e não tenho muita segurança no mar e como ele estava agitado o guia me aconselhou a não descer. Você deve estar pensando, porque paguei caro para ir a um lugar no qual eu não tenho muita, ou melhor, nenhuma habilidade, simplesmente porque sonho é sonho e cada um tem o seu, para mim o que importa é que eu cheguei até lá, depois de ficar anos na internet vendo as fotos do Blue Hole, e pensa que fiquei triste por ter ido tão longe e não ter tido aquele dia lindo e ensolarado, não! pelo contrário, meu dia me deu história pra contar, de terror, .
      A uma hora do Blue Hole, na segunda parte do passeio, que também é o lugar do almoço, adivinha como estava o tempo? Lindo, perfeito!! Aí fiz o snorkeling, fui ao mirante conhecer um ninhal de pássaros Fragatas, foi legal, pois eles estavam em época de acasalamento e os machos inflam o papo “bolsa vermelha” para atrair as fêmeas. Além disso foi possível ver muitas Iguanas e caranguejos.
      Chegamos de volta a ilha por volta das 18h. Terra firme!! O dia seguinte foi dia livre, só relax na praia.
       
      Saída de Belize para Honduras
      Dia 16/11/17 saímos de Caye Caulker as 6h30 no primeiro barco para Belize City e chegamos em Utila em Honduras as 18h do dia 17/11/17, isso mesmo, dois dias para chegar, dormimos em Puerto Barrios na Guatemala.
      Abaixo uma tabela com cada passo que demos nessa travessia, que para mim foi uma aventura, porque sai daqui do Brasil com esse “gap” no roteiro, porque não tinha relatos que fizeram o mesmo caminho e não achei nada na internet, s. Tem um site que gosto muito de usar que é o Rome2rio, você coloca as cidades e ele te mostra todas as opções possíveis para chegar de um ponto a outro.  A princípio sem muita informação iriamos até Placência - Belize e de lá pegar um barco direto a Puerto Cortés – Honduras, porque não queríamos entrar na Guatemala de novo, mas não teve jeito. Na estação de ônibus em Belize City, pegamos um ônibus as 8h15 rumo a Punta Gorda, que passaria pela estrada de Placência, mas que teríamos que pegar outro ônibus até lá, e como não sabíamos se realmente havia um barco até Honduras, decidimos dentro do ônibus mesmo que iriamos para Punta Gorda e nesse ônibus coletivo que estava cheio de belizenhos indo para o trabalho entrou um casal de turistas que iriam dormir em Punta Gorda para seguir para Rio Dulce na Guatemala, aí ficamos mais confiantes, mas pedimos ao cobrador do ônibus que nos deixasse na imigração para tentarmos ir para Guatemala, porque desistimos da ideia de tentar ir direto a Honduras, essa dificuldade é devido Belize não ser fronteira com Honduras.
      Assim ficou o trajeto:

      Para sair de Belize pagamos $40 Belizenhos de taxas. Ali na imigração mesmo saiu o barco para Puerto Barrios que chegou em menos de trinta minutos. Achei o preço do barco demasiado caro, nós o compramos do outro lado da rua com uns homens que estavam sentados, isso porque foi indicação do agente de imigração.
      Saímos do barco e seguindo em frente fomos a imigração da Guatemala e demos entrada. O condutor do barco disse que conhecia alguém que faria o transfer até La Ceiba Honduras por $400 Quetzales, nós não aceitamos e mesmo assim no dia seguinte ele bateu na nossa porta do quarto do hotel que estávamos. O hotel custou $60 Quetzales, a cidade não tem nada demais é cidade de fronteira e portuária.
      No dia seguinte, bem cedo pegamos uma van coletiva até Corinto na fronteira. Demos saída da Guatemala e entrada em Honduras os dois guichês ficam lado a lado. Demoramos nas filas porque estava lotado. E algum tempo depois o motorista do transfer chegou com alguns turistas e aí ofereceu por $250 Quetzales, agora nós iriamos aceitar, mas logo depois chegou outro transfer e eles decidiram colocar todos numa van só e como não tínhamos acertado com o outro aí tivemos que pagar $300 Quetzales. E a gente pensa que só brasileiros dão um jeitinho de passar alguém para trás? Claro que não!
      O motorista que nos levou era horrível, só não errou o caminho, porque só havia uma estrada principal, ainda assim para valorizar o trajeto fez com tanta calma, que quando chegou no congestionamento ficou apavorado porque quase perdeu o horário de saída do barco, o último era as 16h.  Pedi para ele fazer uma parada rápida no banco para saque e ele não fez. Se o mesmo ocorrer com você de ficar sem dinheiro, não se preocupe, porque em Utila assim que você desce do barco seguindo reto há um banco e um caixa automático.
      Depois de quase dois dias chegamos em Utila e fomos presenteados com um lindo pôr do sol.
      Utila em Honduras
      Assim que descemos em Utila meu amigo puxou conversa com o casal de chineses que estavam hospedados no Captain Morgan's Dive Center que também é uma escola de mergulho e foi para lá que nós fomos. O lugar é bem legal, para quem se hospeda e faz o curso ganha desconto na diária. Eu não fiz o curso, mas meu amigo sim, e saiu por volta de U$200 dólares, com aulas teóricas e práticas em alto-mar e certificação até 18 metros. O curso sai muito mais barato que aqui no Brasil. A diária foi de $240 Lempiras.
      Utila é bem pequena, cheia de festas, mas o foco mesmo é para fazer o curso que leva em média de quatro dias a uma semana, para quem não vai fazer o curso duas noites em Utila para mim é suficiente.
      Ela é uma ilha, mas tem bancos de areia para caminhar ou ficar na praia, há um pequeno espaço que tem que pagar só para entrar que é uma casa com um terreno grande que tem um pouco de areia para você se sentar de frente para o mar e do lado oposto a este há uma praça que dá para entrar no mar.
      Em Utila só há uma rua principal, quando você sai do barco e segue adiante e chega nessa rua principal e fica de frente ao banco, ou você vai para a esquerda ou para a direita que é o lado que mais tem hospedagem.
      No domingo pela manhã fui para Roatán. Há barcos direto de Utila a Roatán nos dias: sexta, sábado, domingo e segunda. Nos demais dias será necessário ir a La Ceiba e de lá pegar um barco a Roatán. O preço do barco de Utila a Roatán foi de $715 Lempiras.
       Roatán em Honduras
      Roatán é uma ilha bem grande, logo quando você chega e desembarca você desce num povoado que não é bonito, não se assuste, porque o resto da ilha é bem bonita, ela mais ou menos se divide em três partes: West Bay, West End e Sand Bay.
      A parte mais bonita e econômica e onde está a maioria dos hotéis, pousadas, hostel, e com bons restaurantes é em West End e a parte mais chique é em Sand Bay.
      Roatán é mais cara que Utila, também tem escola de mergulho, mas o foco é para quem já sabe mergulhar e vai passar o dia fazendo mergulhos com saídas de manhã e à tarde. A ilha também conta com um aeroporto e a língua nativa é o inglês, mas todos falam espanhol também.
      Nos hospedamos no Hotel Chillies por $285 Lempiras a diária, o lugar é legal, mas não é muito limpo, está bem localizado, do porto até ele você poderá pegar um táxi ou ônibus coletivo, como cheguei no domingo e não tinha muitos ônibus minha única opção foi um táxi no modo compartilhado por $100 Lempiras, a distância do porto até West End é bem longe, de 30 a 45 minutos em carro, então se atente na hora da volta, seja para o aeroporto, seja para o porto, que o embarque é bem mais longe ainda e o táxi também sai mais caro $200 Lempiras no modo compartilhado depois de muito chorar. O barco de Roatán a La Ceiba custou $728 Lempiras, tente se planejar para não fazer como eu, que comprei essas passagens separadas só de ida, porque se você fechar o trecho fica mais barato.
      Em Utila na rua principal do lado esquerdo tinha uma casa que vendia passeios e shuttles para Copán por $1.080 Lempiras, por achar muito caro não quis comprar e pensei que em Roatán teria também, mas não encontrei nada desse tipo. Então para chegar em Copán o que fiz foi sair bem cedo de Rotán no primeiro barco 07H para La Ceiba e conseguir um shuttle para San Pedro Sula.
      Chegando no porto em La Ceiba as 08h30mn vi um rapaz com uma plaquinha de shuttle e fui até ele, mas ele estava indo para Nicarágua, o dia para Copán era na quinta e qual foi o dia que eu escolhi para ir a Copán? Quarta!
      Ele cobrou bem caro, $587 Lempiras para me deixar na estação de ônibus em San Pedro Sula. Por que aceitei esse preço?
      Primeiro porquê nesses países os ônibus não viajam de noite.
      Segundo porquê não queria dormir em San Pedro Sula, se eu fosse dormir gastaria quase o mesmo preço.
      Terceiro porquê do porto em La Ceiba não tinha ônibus coletivo até San Pedro e eu teria que fazer um “pinga-pinga” daqueles e ainda perderia o horário de saída para Copán.
      Em frente ao porto tem uma cabine que vende passagens de ônibus de viagem, mas ele iria passar depois das 10h e não teria tempo para pegar o outro.
      Aí optei por ir com o shuttle e o motorista se esforçou muito para me deixou com tempo na estação de ônibus de San Pedro Sula e pegar pela empresa Caçarola as 13h por $140 Lempiras e chegou em Copán as 17h15.
       Copán em Honduras
      Depois da correria, chegamos em Copán povoado que tem as ruínas de Copán.
      Nos hospedamos no Hostel Berakah que está bem localizado, e na mesma rua tem o Hotel Berakah, muito bom, o proprietário Fernando e a recepcionista que esqueci o nome foram super prestativos, a diária custou $165 Lempiras.
      Fiquei por lá só um dia, somente para conhecer a ruína e seguir para Santa Ana.
      Copán é muito pequena e tem alguns passeios além das ruínas como as águas termais e tirolesas. A entrada do parque custou $ 345 Lempiras sem guia, achei um pouco caro pelo tamanho do sitío. Numa trip com pouco tempo e vários países a conhecer acredito que Copán seja dispensável, mas logisticamente não porque ela dá acesso a Guatemala e El Salvador e dizem que é melhor chegar na Nicaraguá por El Tunco em El Salvador.
      El Tunco em El Salvador
      Contratamos o shuttle para Santa Ana no hostel Berakah mesmo, porque o serviço de transporte também é deles que ficou em U$ 40 dólares.
      O percurso do shuttle é de Copán Honduras até El Tunco em El Salvador. O motorista nos leva em todas as cabines da migração, não precisamos nos preocupar muito porque ele sabe tudo rs. Nós usamos as estradas pela Guatemala porque são melhores, ou seja, mais uma vez dei entrada e saída no mesmo dia na imigração da Guatemala. A imigração de El Salvador não carimba o passaporte de quem entra ou sai do país via terrestre, somente que entra ou saí por via aérea. Perguntei o porquê, e disseram que é um acordo do C4 (Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicarágua) mas que somente eles cumprem, os demais todos carimbam.
      Eu contratei para Santa Ana, mas no meio da viagem decidi seguir para El Tunco, logisticamente era o melhor a ser feito. Confesso que com quem conversei sobre essa praia não me falou muito bem, porque estavam esperando uma certa semelhança com as praias brasileiras e reclamaram que os bares e restaurantes fechavam muito cedo, praticamente 22h já não tinha mais nada aberto e as areias da praia são cheias de pedra o que dificulta muito a caminhada.
      Então fui sem expectativa. Chegando, nos hospedamos no Tunco Lodge muito bom por sinal, com piscina, wi-fi por U$8 dólares o quarto compartilhado com ventilador, sem café da manhã, mas tem restaurante.
      E por fim, qual é a minha opinião? Gostei muito da praia dos surfistas iniciantes e quero voltar, gostei do povoado, das lojinhas, dos restaurantes para todos os gostos, tem um super pôr do sol, coisa mais linda. Sempre vale a pena ir conhecer um lugar mesmo que alguém tenha falado que a experiência dele não foi muito boa. Eu amei!
       Santa Ana em El Salvador
      Contratei um shuttle numa agência na rua principal para ir para Santa Ana, o serviço de transporte é do Berakah, essa região ele que faz, custou U$20 dólares, paramos em frente ao Hostel Casa Verde, que foi onde nos hospedamos, custou U$11 dólares a diária e foi simplesmente o melhor hostel da viagem e o melhor que já fiquei até hoje. A cozinha é muito bem equipada e bem decorada, coisa linda, meu amigo que gosta de cozinhar pôde fazer um ótimo jantar ehehe.
      Em Santa Ana fomos ao vulcão Santa Ana para ver a cratera que tem dentro uma lagoa verde. É simplesmente muito bonito, do topo do vulcão você pode ver e tirar bonitas fotos do lago Coatepeque.
      Há a possibilidade de você subir o vulcão por conta, indo de ônibus coletivo, fica sim bem mais barato, mas os ônibus demoram muito e o passeio fica super cansativo. Então optamos por ir com o Carlos proprietário do hostel que cobrou U$10 dólares pelo transporte por pessoa, pagamos mais U$6 dólares a entrada do parque e U$1 dólar para o guia, porque não é permitido subir sem guia e sem a polícia de turismo. A subida é bem leve, o vulcão chega no máximo a 2.400 de altitude e não é tão íngreme, e pode ser realizada por crianças e idosos, não há acessibilidade para cadeirantes e não há cavalo.
      No dia seguinte fomos fazer o caminho das Flores, tudo em ônibus coletivo, o que demora muito, a média de preço dos ônibus é de U$0,50 centavos de dólares.
      Me lembro do nome de três: Juayúa que tem uma cachoeira numa hidrelétrica abandonada, Apaneca que tem um labirinto e Ahuachapán que tem uns painéis pintados em paredes. Eu parei o passeio depois da cachoeira porque me irritei com a tentativa de assalto que sofremos na saída. Para mim a ida até a cachoeira é dispensável, porque visualmente ela não é bonita, está demasiadamente isolada, a duas horas caminhando do centro do povoado e a vinte minutos em tuc tuc. O homem que nos abordou estava com um facão e queria dinheiro, o Polonês que estava conosco criou coragem e o enfrentou, graças a Deus que sempre nos protege não aconteceu nada grave e não perdermos os nossos pertences.
      No terceiro dia em Santa Ana fomos ao lago Coatepeque que é muito lindo, para mim vale a visita, o lago praticamente é rodeado casas particulares e há restaurantes também, o acesso ao lago é através dos restaurantes, não tem um acesso livre.
      Em El Salvador se usa o dólar americano em até U$50 dólares, não há notas de 100.
      A noite o Carlos do hostel Casa Verde organizou a nossa volta para a Guatemala, optamos por voltar para Antígua e ficar no hostel Big Foot e fizemos uma ótima escolha, porque a noite estava ótima, tinha uma DJ americana que mandou muito bem. As baladas em Antígua terminam a meia noite, porque é uma cidade patrimônio da Unesco e para manter a cidade há essas normas que são seguidas à risca.
      O preço do ônibus de Santa Ana para Antígua custou U$32 dólares, era possível fazer mais barato, mas seria com ônibus coletivos no modo “pinga-pinga”.
      E assim terminou meu sétimo mochilão, chegando na marca de treze países, com o sonho de pisar nos cinco continentes, um dia chego lá!


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