Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
michele.martins

Nosso tour pelo Salar de Uyuni - com valores e dicas

Posts Recomendados

:shock: Se tivéssemos que listar os lugares mais impressionantes que já vimos até agora (não apenas nesta viagem, mas em toda a nossa vida), com certeza o Salar do Uyuni estaria entre os top 5. Só de observar um imenso deserto que possui chão de sal em vez de areia já vale todo o investimento para chegar até lá, mas lagoas coloridas cheias de flamingos, incríveis formações de pedras e gêiseres impressionantes são o complemento para que o passeio seja inesquecível.

 

dsc_0543.jpg?resize=768%2C512

O Salar do Uyuni é um ótimo lugar para brincar com a perspectiva nas fotos.

 

Outra coisa muito legal é que, apesar de centenas de turistas cruzarem o salar todos os dias, tudo é mantido pela comunidade local. O governo pouco interviu na região, e grandes empresas de turismo, redes hoteleiras ou restaurantes famosos ainda estão de fora da jogada. Desta forma, além da beleza natural da região, você ainda entra em contato com a cultura milenar andina, que vem resistindo bravamente aos avanços ocidentais.

Está mochilando pela Bolívia ou de férias no Atacama? Não importa, este é um dos passeios obrigatórios para você fazer.

 

Como chegar

O acesso à região é difícil: não é por acaso que pela região se realiza o Dakar, um dos rallies mais famosos do mundo. Só é recomendável ir por conta própria quem tiver um 4×4 bom e bastante experiência em trilhas.

p4230154.jpg?resize=768%2C576

 

A melhor maneira de desfrutar da região é contratando uma excursão, que pode sair tanto de Uyuni (Bolívia) quanto de San Pedro de Atacama (Chile). Os preços saindo da Bolívia são um pouco mais baratos, mas nada que compense, para quem está em San Pedro, ir até a Bolívia de ônibus para contratar o tour por lá.

 

Tours

Quase todos os tours são feitos em caminhonetes Toyota Landcruiser, e levam até 6 pessoas por carro. A estrada é bem complicada, e acidentes, tanto por inexperiência quanto por imprudência dos guias podem acontecer. Por isso, é bom contratar uma boa agência para fazer o passeio.

 

Os passeios, tanto saindo de Uyuni quanto saindo de San Pedro, podem durar 3 ou 4 dias. Os de 3 dias cruzam de um país a outro, e os de 4 dias voltam ao ponto de partida (considere o 4° dia somente para voltar tudo até a origem). Para quem vem por Uyuni, ainda há a opção de contratar um passeio de 1 dia que leva somente ao Salar.

 

p4230164.jpg?resize=768%2C576

Escolher uma boa agência é muito importante para a sua segurança

 

Nós fizemos o passeio de 3 dias, cruzando de San Pedro de Atacama até Uyuni. Ignoramos todos os alertas para não tentar economizar (nao recomendamos isso, fizemos para economizar) e fomos com a Travel Lithium, agência mais barata que encontramos. ::otemo:: E não poderia ter sido melhor: os guias simpáticos e experientes, as excelentes refeições e os bons hotéis (dentro do possível) onde ficamos fizeram o tour ser nota 10. O fato dos guias serem donos dos carros nos passou muita segurança, pois desta forma nenhum abusou da sorte nas estradas.

 

Quem vier do Uyuni pode contratar a Expediciones Sajama, que é a parceira da Lithium lá.

Link do site da Lithium - http://www.travel-lithium.com/

Link do site da Sajama - https://www.facebook.com/Expediciones-Sajama-453100721520420/info?fref=ps_result

 

(P.s.: não fomos patrocinados nem nada para fazer este tour. Simplesmente vivemos a dificuldade que foi para escolher entre mais de 80 agências um tour decente, e decidimos facilitar a vida para quem for para lá. Empresas com nomes já consolidados vendem este mesmo tour por preços mais elevados, e às vezes com qualidade inferior).

 

dsc_0412.jpg?resize=768%2C512

 

Preços

 

Saindo de San Pedro: os preços variam de 105 a 125 mil pesos chilenos para o tour de 3 dias, e ficam em torno de 130 a 150 mil para o de 4 dias, com todas as refeições incluídas. Se chegar no fim do dia e der sorte de pegar as últimas vagas do carro, é possível barganhar e conseguir por uns 100 mil, mas corre o risco de ficar sem o passeio.

 

Saindo de Uyuni: os preços ficam em torno de 800 bolivianos para o de 3 dias e 1000 bolivianos para o de 4 dias. Assim como em San Pedro, na Bolívia também tudo é negociável.

 

Além do passeio do tour, tem que pagar:

 

*150 bolivianos para entrar na reserva (guarde o ticket, pois vão te pedir novamente ao longo do caminho)

*30 bolivianos para ingressar na Isla del Pescado (opcional, mas vale a pena)

*6 bolivianos para se banhar na piscina termal (opcional)

*10 bolivianos para tomar banho de água quente no hotel do segundo dia (no primeiro dia, o banho é na piscina termal)

*Se quiser tomar uma cerveja no caminho, espere pagar uns 15 a 20 bolivianos na garrafa. Banheiros custam em torno de 5 bolivianos, mas você pode ir na natureza mesmo que é grátis.

 

Levar uns 250 bolivianos que já é suficiente, inclusive para comprar algumas lembrancinhas.

 

Outra dica importante: a cotação do peso boliviano em San Pedro é péssima (tanto para compra quanto para venda). Mesmo que vá com a intenção de ficar na Bolívia, troque somente o mínimo necessário em San Pedro, e deixe para sacar/trocar o restante em Uyuni.

 

p4240246.jpg?resize=768%2C576

 

O que levar

Muita roupa de frio, água (uns 2 litros por pessoa/dia), protetor solar e labial, toalha e traje de banho (para a piscina termal).

Levamos algumas bolachas para beliscar no caminho, mas as refeições eram tão bem servidas que acabamos nem precisando.

Vimos muitos blogs colocarem óculos de sol como item obrigatório no Salar, mas nem nós nem o pessoal que viajou conosco sentiu falta disso (e olha que pegamos dias bem ensolarados).

 

Como eh o tour:

 

Primieiro dia:

A van da Lithium passou buscando o pessoal nos hotéis a partir das 7h20min da manhã. Nós fomos os primeiros, e por volta das 8h já estávamos todos na van. Nosso grupo de turistas era composto por 13 pessoas, dentre elas gente dos Estados Unidos, Holanda, Áustria, Alemanha, Espanha e mais um casal de brasileiros.

 

Nossa primeira parada foi na fronteira chilena, onde fizemos a saída do país e aproveitamos para tomar um bom café-da-manhã. De lá, seguimos por cerca de 1h até a imigração boliviana, onde fizemos a entrada no país de forma bem tranquila.

p4220040.jpg?resize=768%2C576

Nosso café-da-manhã antes de seguir para o tour de 3 dias

 

Aqui, trocamos a van por Toyotas Landcruiser, e a diversão começaria de verdade!

O casal de brasileiros seguiu em um tour privado, e o restante de nós seguiu em dois carros, sendo o nosso com 6 e o outro com 5 pessoas. Nossos guias foram Roger e Peter, dois bolivianos que foram essenciais para o tour ser ainda mais legal.

 

dsc_00041.jpg?resize=768%2C512

Do outro lado da fronteira com a Bolívia, diversos veículos esperam os turistas que chegam para o tour.

 

Organizamos as mochilas, fizemos as apresentações e era hora de cair na estrada!

 

Laguna Blanca e Laguna Verde

As duas primeiras paradas são nessas belíssimas lagoas, a poucos quilômetros da fronteira. Ambas oferecem belas vistas do deserto e das montanhas ao redor.

dsc_0017.jpg?resize=768%2C512

A Laguna Blanca, primeira atração neste tour impressionante.

 

A laguna blanca é bem transparente e as algas no fundo dão uma beleza especial ao lugar.

A laguna verde, como o nome já diz, apresenta uma coloração verde impressionante. Esta cor se vê por conta dos minerais existentes na água, e se vê mais colorida em dias com vento.

p4220063.jpg?resize=768%2C576

A belíssima Laguna Verde

 

Deserto de Salvador Dali

Lembra das pinturas de Salvador Dali? Talvez aquele deserto com relógios derretidos? Pois então, andando por este deserto, você vai se sentir dentro de um quadro do pintor catalão.

p4220068.jpg?resize=768%2C576

Deserto de Dali. Consegue imaginar os relógios derretidos por aí?

 

A cor avermelhada da areia, das pedras (que se formaram em consequência de erupções vulcânicas há milhões de anos atrás) e das montanhas lembram uma obra de arte. Ótima parada para tirar umas fotos e apreciar a beleza da Pachamama!

 

Águas Termales

Ótima parada para relaxar um pouco (e aproveitar para tomar um banho). Apesar de fazer frio do lado de fora, esta piscina com águas termais tem uma temperatura que chega a 40°.

p4220081.jpg?resize=768%2C576

Nada como uma piscina termal para relaxar um pouco!

 

Para se banhar aqui, precisa pagar 6 bolivianos (pouco mais que 3 reais). Ficamos parados aqui por meia-hora, antes de voltar para o rally.

 

Gêisers Sol de Mañana

Sim, aqui também tem gêisers! Embora não sejam tantos nem tão impressionantes quanto os Geisers el Tatio (Chile), estes também merecem a visita. Já passávamos do meio-dia, e eles seguiam soltando bastante fumaça.

p4220103.jpg?resize=768%2C576

 

O cheiro de ovo podre é consequência do enxofre expelido com a fumaça. Caminhe com cuidado, pois a temperatura dentro dos orifícios pode chegar a 100°!

 

dsc_0065.jpg?resize=768%2C512

A fumaça é incrível, mas fede um monte!

 

Laguna Colorada ::ahhhh::

Última parada do dia. Esta lagoa impressionante tem cor vermelha, consequência de micro-organismos e algas avermelhadas da lagoa.

p4220113.jpg?resize=768%2C576

 

Aqui, se faz uma pequena caminhada para avistar uma infinidade de flamingos rosados.

p4220119.jpg?resize=768%2C576

 

Nosso hotel ficava ao lado desta lagoa, onde jantamos e dormimos em um quarto compartilhado entre as pessoas do nosso carro. A altitude aqui chega perto de 4200m, e algumas pessoas podem ter dificuldades para dormir (a Michele, por exemplo, passou quase toda a noite acordada).

dsc_0097.jpg?resize=768%2C512

O quarto eh super quentinho e ninguem passou frio... Nem foi preciso o uso de sacos de dormir

 

Segundo dia

Começamos o dia às 7h da manhã, tomamos um bom café-da-manhã e seguimos nosso caminho pelo deserto.

 

Árvore de Pedra e Deserto de Siloli

Esta foi, talvez, uma das paradas mais interessantes antes de chegar ao Salar do Uyuni. A famosa Árvore de Pedra é uma rocha vulcânica que possui a base fina e o topo mais largo (muito similar a uma árvore). Ela foi esculpida ao longo dos anos pelos fortes ventos que cortam o deserto.

dsc_0170.jpg?resize=768%2C512

Árvore de Pedra no Deserto de Siloli

 

Além da Árvore de Pedra, várias rochas por ali parecem uma cidade dos Flintstones. Você vai se divertir bastante caminhando e escalando cada uma destas pedras.

dsc_02041.jpg?resize=768%2C512

 

Vulcão Ollague e muitas lagoas

A partir do Deserto de Siloli, seguimos por belas paisagens, lagoas com vários flamingos e passamos ao lado do vulcão Ollague, um vulcão ativo de onde é possível ver a fumaça saindo do topo.

dsc_0345.jpg?resize=768%2C512

Vulcão Ollague cuspindo fumaça

 

dsc_0263.jpg?resize=768%2C512

Mucuvinha com os flamingos

 

p4230215.jpg?resize=150%2C150

 

Hotel de Sal

Terminamos o dia em um hotel feito, em grande parte, de pedras de sal provenientes do salar. Neste hotel, já ficamos em um quarto privado (os quartos são para 2 ou 3 pessoas), e dormimos em camas também feitas de sal. Aqui a altitude já é bem mais baixa, e vai ser mais fácil de dormir.

dsc_0395.jpg?resize=768%2C512

Hotel com paredes e tijolos feitos de sal!

 

Aqui, por 10 bolivianos, é possível tomar um banho com água quente e os quartos podem ser compartilhados ou para o casal :D . Depois do banho, jantamos (com direito a vinho) e fomos dormir cedo, pois no dia seguinte acordaríamos para ver o sol nascer no salar!

 

Terceiro dia

Enfim, chegou o tão esperado dia: veríamos o impressionante Salar do Uyuni! ::hahaha::

Acordamos às 5h da manhã, arrumamos nossas coisas e, às 5h30min, já estávamos nos carros seguindo para o Salar.

 

Nascer do sol no Salar

Não demorou muito e o horizonte começou a mudar de cor. Neste ponto, paramos para observar o sol nascer. A sensação de descer do carro e pisar em puro sal é algo inesquecível. Para qualquer lado que olhávamos, víamos apenas branco.

dsc_0396.jpg?resize=768%2C512

 

Aqui, passamos quase 1h admirando o céu mudar de cor até ficar claro, e aproveitamos para tirar nossas primeiras fotos brincando com a perspectiva.

dsc_0401.jpg?resize=768%2C512

A lua ainda está no céu, enquanto o sol nasce no Uyuni. O Mucuvinha foi bem abrigado, pois faz muito frio!

 

Ilha do Pescado

Alguns poucos quilômetros adiante, chegamos à Isla del Pescado, uma impressionante ilha em meio ao mar de sal, cheia de cactus gigantes. A entrada é opcional e custa 30 bolivianos, mas vale muito a pena. A trilha pela ilha é de uns 40 minutos (com tempo de sobra para tirar fotos) e oferece vistas impressionantes do salar.

dsc_0497.jpg?resize=768%2C512

 

Depois da trilha, tomamos um café-da-manhã à base da ilha.

 

Mais Sal!

Depois da ilha, seguimos para o meio do salar. Já era perto do meio dia, e o sol já projetava sombras menores, o que era ideal para brincar com as fotos de perspectiva. Aqui o tempo voou, e passamos mais de 1h nos divertindo!

dsc_0619.jpg?resize=768%2C512

dsc_0590.jpg?resize=768%2C512

dsc_0573.jpg?resize=768%2C512

 

Museu de Sal

Um pouco mais adiante, o primeiro hotel de sal da região se converteu em museu. Em frente a ele, bandeiras de diversos países sacudiam ao vento.

dsc_0635.jpg?resize=768%2C512

Pequena ilha com bandeiras de diversos países em meio ao Salar do Uyuni

 

A entrada ao museu é gratuita, e lá se pode ver algumas esculturas feitas de sal e ter uma ideia de como era o hotel.

dsc_0652.jpg?resize=768%2C512

 

Perto do hotel há uma escultura em referência ao Dakar, rally muito famoso que agora se realiza nesta região.

dsc_0667.jpg?resize=768%2C512

 

Povoado de Colchani

Pequeno povoado onde é possível comprar artesanatos, roupas e comidas típicas. Apesar da grande quantidade de turistas, este povoado segue resistindo e mantém suas tradições até hoje.

dsc_0668.jpg?resize=768%2C512

 

Aqui almoçamos antes de seguir para Uyuni.

 

Cemitério de Trens

À cerca de 2km da cidade de Uyuni está um cemitério de trens. Estes trens são do começo do século XX, e o que resta agora são as carcaças das antigas locomotivas a vapor.

dsc_0701.jpg?resize=768%2C512

p4240331.jpg?resize=768%2C576

 

Cidade de Uyuni

E, aqui, por volta das 15h, terminamos nosso maravilhoso passeio. Quem contratasse o tour de 4 dias, seguiria de volta a San Pedro. Nós, como seguiríamos Bolívia a dentro, ficamos por aqui.

Uyuni não chega a ser uma cidade bonita, mas tem seu encanto. Decidimos passar uma noite por aqui mesmo, antes de seguirmos para Potosi.

 

  • Dicas

  • Leve bastante água, pois ajuda a amenizar os efeitos da altitude

.

  • Se sentir falta de ar pela noite, procure dormir com a cabeça levantada (coloque 2 ou 3 travesseiros se for preciso). Isso ajuda bastante.

  • Se sair de San Pedro, leve o mínimo de dinheiro boliviano necessário, pois o câmbio em San Pedro é péssimo.

  • Procure uma agência com boas referências, pois o caminho é complicado. Nós fomos com a Travel Lithium e recomendamos, tanto pelo preço quanto pelo serviço.

  • Leve brinquedos, garrafas, lata de pringles… enfim, use a criatividade para tirar belas fotos no salar!

  • Leve muita roupa de frio!

  • Guarde seu recibo depois de pagar a entrada no parque, pois vão te pedir novamente.

  • Para tirar boas fotos de perspectiva, é importante que a lente esteja o mais perto possível do chão.

  • Tente levar um celular desses com a lente bem no canto, ou tirar fotos com sua câmera de cabeça-pra-baixo

 

E uma útima dica, um pessoal que procurou por essa agencia e disse que foi nossa indicacao ainda ganhou um desconto de 10 dolares ::otemo:: (pagaram mais baratos que nós hehehe)

Esperamos que todos tenham a mesma sorte ::cool:::'>

 

Para mais relatos de lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face:

::otemo:: http://www.facebook.com/mundosemfimoficial

Estamos tentando passar pra cá os relatos e contribuir mais com vcs, mas as vezes falta tempo :|

  • Gostei! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Parabéns pelo relato... me senti viajando e parando nesses pontos novamente. O meu tour foi bem parecido com o de vocês, porém com pequenas diferenças que vou incluir pra quem estiver buscando mais detalhes. São eles:

 

- Fiz o passeio de 4 dias e 3 noites com a WorldWhiteTravel (WWT). Pesquisei muito e li muitos relatos de outras agências mais baratas porém com perrengues que não gostaria de passar. O preço deles estava em 130mil pesos chilenos, similar a maioria das agencias que visitei, e ainda tinha recomendação de varias pessoas sobre a qualidade dos serviços. A WorldWhiteTravel tem uma agência em San Pedro de Atacama (na Caracoles) e uma na cidade de Uyuni, o que da um pouco de tranquilidade caso ocorra algum problema durante o tour. A maioria das agencias utiliza outras parceiras bolivianas em Uyuni e a qualidade pode não ser a mesma.

 

- em relação aos alojamentos e hotéis que dormimos a unica diferença foi que próximo a Laguna Colorada, o alojamento era exclusivo para os tours da WWT e os quartos eram duplos ou triplos, logo não tinhamos que dividir com os 6 do jipe. Os jantares sempre muito bons e bem caprichados. Ah, não tivemos que pagar pelo banho no hotel de sal, estava incluido no valor do tour.

 

- No terceiro dia quando o tour se encerra para aqueles que vão ficar em Uyuni e partir para outras cidades bolivianas, os que retornam a San Pedro de Atacama são divididos em grupos de até 6 pessoas e os 4x4 levam até a cidade de Villa Mar pra passar a noite e retornar ao Chile no dia seguinte. No nosso caso, fomos surpreendidos com a noticia de que havia nevado nos Andes naquele dia e que a fronteira entre Chile e Bolivia esteve fechada durante todo o dia, então o plano B era que dormissemos na cidade de Villa Alota, pois caso a fronteira não abrisse no dia seguinte, os veiculos poderiam pegar outra estrada rumo à outra fronteira com o Chile. Com isso todas as agências foram para o mesmo lugar e alguns problemas ocorreram, como atraso no jantar de quase 2 horas, fila quilometrica pra tomar banho visto que só havia um chuveiro, etc... Houve muita reclamação, mas também não havia muita coisa que eles pudessem fazer pra remediar isso, visto que foi um plano de ultima hora. No dia seguinte partimos pra fronteira, saindo as 4h30 da manhã de Villa Alota. Por volta das 8h30 chegamos na fronteira boliviana, fizemos os tramites e ficamos aguardando as vans/minibus que nos buscariam do Chile, porém nada de eles chegarem. Haviam dezenas de 4x4 de todas as agencias aguardando e nos informaram que a fronteira boliviana não estava liberando a saida de lá. Foi preocupante não saber se conseguiriamos entrar no Chile, mas depois de + ou - 3 horas os minibus começaram a chegar e finalmente conseguimos entrar no Chile, ufa!

 

- No geral, a Bolivia não tem muita infraestrututa, então é importante que chegue lá de cabeça aberta, sem comparações e deixar se levar pela beleza da natureza e das paisagens que só existe lá.

 

Grande abraço

Newton

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Parabéns pelo relato... me senti viajando e parando nesses pontos novamente. O meu tour foi bem parecido com o de vocês, porém com pequenas diferenças que vou incluir pra quem estiver buscando mais detalhes. São eles:

 

- Fiz o passeio de 4 dias e 3 noites com a WorldWhiteTravel (WWT). Pesquisei muito e li muitos relatos de outras agências mais baratas porém com perrengues que não gostaria de passar. O preço deles estava em 130mil pesos chilenos, similar a maioria das agencias que visitei, e ainda tinha recomendação de varias pessoas sobre a qualidade dos serviços. A WorldWhiteTravel tem uma agência em San Pedro de Atacama (na Caracoles) e uma na cidade de Uyuni, o que da um pouco de tranquilidade caso ocorra algum problema durante o tour. A maioria das agencias utiliza outras parceiras bolivianas em Uyuni e a qualidade pode não ser a mesma.

 

- em relação aos alojamentos e hotéis que dormimos a unica diferença foi que próximo a Laguna Colorada, o alojamento era exclusivo para os tours da WWT e os quartos eram duplos ou triplos, logo não tinhamos que dividir com os 6 do jipe. Os jantares sempre muito bons e bem caprichados. Ah, não tivemos que pagar pelo banho no hotel de sal, estava incluido no valor do tour.

 

- No terceiro dia quando o tour se encerra para aqueles que vão ficar em Uyuni e partir para outras cidades bolivianas, os que retornam a San Pedro de Atacama são divididos em grupos de até 6 pessoas e os 4x4 levam até a cidade de Villa Mar pra passar a noite e retornar ao Chile no dia seguinte. No nosso caso, fomos surpreendidos com a noticia de que havia nevado nos Andes naquele dia e que a fronteira entre Chile e Bolivia esteve fechada durante todo o dia, então o plano B era que dormissemos na cidade de Villa Alota, pois caso a fronteira não abrisse no dia seguinte, os veiculos poderiam pegar outra estrada rumo à outra fronteira com o Chile. Com isso todas as agências foram para o mesmo lugar e alguns problemas ocorreram, como atraso no jantar de quase 2 horas, fila quilometrica pra tomar banho visto que só havia um chuveiro, etc... Houve muita reclamação, mas também não havia muita coisa que eles pudessem fazer pra remediar isso, visto que foi um plano de ultima hora. No dia seguinte partimos pra fronteira, saindo as 4h30 da manhã de Villa Alota. Por volta das 8h30 chegamos na fronteira boliviana, fizemos os tramites e ficamos aguardando as vans/minibus que nos buscariam do Chile, porém nada de eles chegarem. Haviam dezenas de 4x4 de todas as agencias aguardando e nos informaram que a fronteira boliviana não estava liberando a saida de lá. Foi preocupante não saber se conseguiriamos entrar no Chile, mas depois de + ou - 3 horas os minibus começaram a chegar e finalmente conseguimos entrar no Chile, ufa!

 

- No geral, a Bolivia não tem muita infraestrututa, então é importante que chegue lá de cabeça aberta, sem comparações e deixar se levar pela beleza da natureza e das paisagens que só existe lá.

 

Grande abraço

Newton

 

 

Olá Newton, gostaria de saber mais sobre a sua hospedagem na Laguna Colorada, onde disse que o hotel era exclusivo da WWT. No site deles não achei essa informação, visto que nos tours oferecidos já informavam que eram hospedagens com 6 pessoas.

A minha maior preocupação é nesse segundo dia de hospedagem (sairei de Uyuni), pois pelos relatos é a mais simples de estrutura.

Obrigada!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Muffie, na Laguna Colorada que geralmente é a noite mais dificil por se tratar de altitude de 4200mts, existem diversos alojamentos ou refugios (como alguns chamam) e cada agência tem o seu lugar de pernoite. No caso da WWT percebemos que somente as pessoas dos 3 jipes deles (18 no total) estavam na hospedagem que ficamos, com isso facilitou bastante a questão da alimentação (jantar) e cada guia dividiu seu grupo de 6 pessoas em grupos menores nos quartos. No nosso caso, fomos divididos em 2 quartos, um pra mim e outro brasileiro, e no outro quarto as 4 meninas.

A hospedagem é bem fria e seria bom levar um saco de dormir pra ter um pouco mais de conforto.

Como você vem de Uyuni, não deverá sofrer tanto por que já vem de lugar alto, mas pra quem sai de San Pedro e passa a primeira noite logo nessa altitude é bem dificil com dores de cabeça, respiração ofegante, etc...

Espero que tenha ajudado.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Muffie, na Laguna Colorada que geralmente é a noite mais dificil por se tratar de altitude de 4200mts, existem diversos alojamentos ou refugios (como alguns chamam) e cada agência tem o seu lugar de pernoite. No caso da WWT percebemos que somente as pessoas dos 3 jipes deles (18 no total) estavam na hospedagem que ficamos, com isso facilitou bastante a questão da alimentação (jantar) e cada guia dividiu seu grupo de 6 pessoas em grupos menores nos quartos. No nosso caso, fomos divididos em 2 quartos, um pra mim e outro brasileiro, e no outro quarto as 4 meninas.

A hospedagem é bem fria e seria bom levar um saco de dormir pra ter um pouco mais de conforto.

Como você vem de Uyuni, não deverá sofrer tanto por que já vem de lugar alto, mas pra quem sai de San Pedro e passa a primeira noite logo nessa altitude é bem dificil com dores de cabeça, respiração ofegante, etc...

Espero que tenha ajudado.

 

Muito obrigada Newalves!

Me ajudou bastante!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Nossa adorei o relato... muitas dicas boas ... pretendo fazer o Salar em 2018. São Pedro do Atacama eu já conheço então começaria pela Bolívia pelo Salar e retornarei por lá mesmo pq pretendo fazer outros passeios e depois ir pro Peru pra Huaraz que faltou fazer tbm em 2015. Vou dar uma pesquisada na agência que vc citou... valew

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por Will Marques
      Olá pessoal,
       
      Estou procurando esta informação online e esta dificil de achar: Como ir de San Pedro de Atacama para Uyuni.
      Sei que tem onibus saindo de Calama as 6 da manhã, porém não é diariamente e li alguns relatos não muito bons sobre este trajeto.
      Aqui no forum, em algum post vi alguem falando que daria para ir para Uyuni com alguma agencia mesmo não estando fazendo um tour, mas não achei mais nada sobre isso na internet.
      Alguém poderia me ajudar se isso é verdade e qual agencia faz isso?
       
      Obrigado
    • Por Carvalho, Thiago
      Pessoal, estou indo a Uyuni agora e depois de conhecer Uyuni vou a San Pedro do Atacama ficar uns dias e depois voltar.
      Como faz para voltar? Não seria volta de passeio, pois já teria conhecido Uyuni......teria q ser uma volta direto a Uyuni, para poder pegar um outro voo, pois meu voo de volta ao Brasil sai de Santa Cruz de La Sierra
       
      Me ajudem por favor !
    • Por Dalberto Duro
      DE MACHU PICCHU AO SALAR DE UYUNI EM 15 DIAS.



      Por Dalberto Duro e Daniele Salvalagio

      Julho, 2017.



      Uma viagem com data de inicio em março de 2017, quando comprei minha passagem rumo ao Peru e Bolívia, data de embarque foi dia 30 de junho com retorno no dia 14 de julho. Vim planejando essa viagem desde o inicio do ano, roteiros, blogs, coletei o máximo de informações possíveis assim como todo viajante de primeira viagem faz, o que levar, cultura local, valores, aonde ir... Porém na prática tudo se intensifica ainda mais, e o orçamento se mostra extremamente útil. De início eu iria partir num mochilão sozinho, eu, minha mochila, minha barraca e Deus no comando, eis que começaram a aparecer interessados, meu primo, um casal de amigos e minha namorada, porém meu primo teve que desistir em cima do laço, então partimos para a aventura em dois casais.

      A ideia inicial sempre foi de conhecer Machu Picchu e o Salar de Uyuni, então montei um roteiro no qual me possibilitasse isso, com muitas pesquisas de passagens aéreas, vendo as datas na qual eu estaria de férias, consegui montar um roteiro de viagem que iniciaria em Cusco, passando por Aguas Calientes, retornando a Cusco, e seguindo para Copacabana, para enfim terminar em Uyuni.

      Abaixo colocarei os gastos totais, despesas e a quantia em dinheiro que levamos possivelmente isso ajudara alguém em seu orçamento numa possível viagem a esses destinos.

      (todos os valores do orçamento e dos gastos valem por duas pessoas, no caso, meu e da minha namorada).



      ORÇAMENTO PARA A VIAGEM:

      R$ 3.000,00 (CASAL) = U$ 882,00

      + U$ 37,00 (doações de familiares)

      U$ 882,00 + U$ 37,00 = U$ 919,00



      GASTOS ANTECEDÊNTES:

      - passagem aérea POA > CUSCO / SANTA CRUZ DE LA SIERRA > POA= R$1.300,00 + R$ 1.700,00 = R$ 3.000,00 – Empresa AVIANCA

      - passagem áerea UYUNI > SANTA CRUZ DE LA SIERRA = R$ 374,00 + 374,00 = R$ 748,00 - Empresa AMASZONAS

      - ingressos Machu Picchu: R$ 208,00 + R$ 208,00 = R$ 416,00

      - Ajuda na gasolina/ pedágio (ate POA): R$ 132,00

      - Estacionamento para 14 dias em POA prox. Ao aeroporto: R$ 124,00.

      + taxas no cartão de credito do comprador.











      CÂMBIO no PERU:

      Total: U$ 170,00 = Soles 540,50

      Cota máxima a 3,23



      CÂMBIO na BOLIVIA:

      Total: U$ 175,00 = Bs 1.169,50

      Cota máxima a 6,85

      Total: R$ 350,00 = Bs 675,00

      Cota máxima a 1,95



      Obs.: ATENÇÃO ao trocar as notas, notas de Dolar com a inicial em CB B2 dificilmente você conseguira trocar no Peru e Bolívia.

      - Casas de cambio não trocam notas de U$ 1,00.





      DIA 1 (29.06.17)

      Saímos de Itapema/SC conforme o combinado, as 16h30, viagem tranquila pela BR 101 e freeway chegando em POA as 22h30, deixamos o carro no estacionamento já reservado com antecedência, e fomos levados ate o aeroporto Salgado Filho. Madrugamos nos banquinhos do aeroporto ate a hora do voo (6h30).

      GASTOS: cafezinho R$ 9,00



      DIA 2 (30.06.17)

      Chegada em Lima no Peru as 9h30 no horário local (2h a menos de Brasília), ficamos 5h no aeroporto por conta da conexão do voo ate Cusco.

      Pegamos o avião as 14h30 para enfim duas horas depois aterrissarmos em Cusco. Na chegada, já tivemos a primeira impressão em relação a folha de coca, que ela seria muito útil, pois fomos recepcionados com a mesma, já logo metendo na boca pra sentir qual é a dela. No lado de fora, taxista não falta, ofereceram 30 soles até o nosso hostel, eis que a Dani grita "5 soles", e um individuo, no impulso levanta a mão e ganhava novos clientes, então a dica é, pechinchar da resultado!

      Tivemos a sorte de o taxista, Luan, ter uma agência de turismo, a Luan Travels, então ele nos levou até o Hostel Sol Imperial(reservamos pelo ebooking) e depois a sua agência, nosso propósito era pesquisar em varias agências os valores dos pacotes, mas acabamos conseguindo fechar todos nossos roteiros planejados (Humantay Lake, Vinicunca, Vale Sagrado, ida e volta até Aguas Calientes, e a passagem de ônibus de Cusco para Copacabana, na Bolívia) por um valor muito bom, U$ 150,00 por pessoa, incluso o café da manhã, almoço e um guia em espanhol. Como já havíamos pesquisado na internet alguns valores, então este preço ficou abaixo do que tínhamos visto. Resolvido essa questão do Tur, fomos fazer uma primeira janta em Cusco, conhecendo a linda Plaza de Las Armas, ao lado encontramos uma pizzaria, Don Marcelo, pedimos duas pizzas médias e mais a famosa Inca Cola, bem parecida com a laranjinha no Brasil, não tomamos cerveja porque estava muito caro. Por fim terminamos a noite dando uma volta na Plaza e voltamos para o hostel. Lugares para jantar é o que não falta nessa região, porém o negócio é pesquisar preço, como não queríamos gastar muito, pizza foi a melhor solução para o momento!



      DICAS:

      1- Troque o menos possível na casa de câmbio dos aeroportos, é mais caro.

      2- Pechinchar com os taxistas é lei de sobrevivência.

      3- Recomendadíssima a agência de turismo em Cusco Luan Travels. Cumpriram com todo o combinado e além de tudo ele fala muito bem o português!

      4- Compras de artesanatos com as "tiazinhas típicas" nos arredores da Plaza de Armas sai muito mais barato do que comprar nas lojas, compramos até em R$. São ótimas para negociar.



      Link no facebook e numero do whats app do Luan Travels

      http://https://www.facebook.com/profile.php?id=100013806961975

      +51 950 590 055 – Luan



      GASTOS:

      - Tour (incluso transporte, alimentação e guia) por pessoa U$ 150,00

      - Pizzaria S 29,00 por casal

      - Toucas peruana, 2 unid. S 14,00

      - Padaria S 10,00



      DIA 3 (01.07.17)

      No primeiro dia de tour, fomos conhecer o Vale Sagrado, saímos as 6h40 do Hostel, pegamos um ônibus com vários turistas e locais, a guia foi a melhor possível, explicou tudo. O primeiro local de visita foi a cidade de Chinchero, lá conhecemos as mulheres típicas da região, onde produzem seus artesanatos a moda caseira mesmo, muito bacana, lá compramos algumas lembranças e casacos feitos de lã de alpaca.

      Depois fomos conhecer as ruínas de Morais, que eram usadas para a agricultura, uma arquitetura muito vista pela região, depois fomos até as Salinas de Maras, mas acabamos não entrando para ir conhecer de perto pois tem que pagar S 10,00 para entrar, porém ficamos aguardando na recepção e podemos apreciar a vista das Salinas. Depois fomos almoçar na cidade de Ollantaytambo, em um restaurante muito bom, buffet livre, que já estava pago (pelo Tur), pós almoço a gente conheceu as ruínas de Ollantaytambo, lugar lindo, cheio de história. Pisac foi outra cidade com ruínas que passamos, e para encerrar o 1º dia passamos em um local onde são produzidos joias de prata, compramos pequenos pedaços de pedras extraídas em Machu Picchu, e por fim retornamos para Cusco por volta das 20h.

      Vale muito a pena fazer esse Tur pelo Vale Sagrado, em cada lugar visitado uma nova história, uma nova cultura, uma nova lenda aprendida e sem contar as fotos maravilhosas que podemos tirar para guardar na lembrança.



      GASTOS:

      - Dois casacos de lã de alpaca em Chinchero S 100,00

      - Dois lenços de lã S 20,00

      - Milho Roxo + bala de coca S 8,00

      - Pedras S 7,00

      - Mercado S 24,00

      - Souvenir S 15,00

      - Garrafinha conhaque S 10,00

      - Bebida no almoço S 10,00



      DIA 4 (02.07.17)

      O dia começou cedo, as 4h30 estávamos a espera da van para nos levar ao Humantay Lake, uma laguna a mais de 4 mil metros de altitude, aos pés dos Andes, partimos durante 5h até o local, mas no trajeto já ficamos deslumbrado com as paisagens, curvas acentuadas, e também vimos o pessoal que parte para a trilha Inca de 3, 4 dias ou mais, interessantíssimo para a próxima vinda ao Peru! Tivemos o café da manhã numa casa local, o café não foi de muito agrado de todos, café frio, e tinha pouco conteúdo, mas vida de mochileiro tem dessas coisas. Em relação à laguna, lugar lindo, uma agua indescritível, pena estar nublado e não poder ver a montanha por traz dela. Digamos que sofrimento foi mais na subida, caminhada curta, mas a altitude pesa muito, caminhada de tartaruga, mas vencida, a trilha levou 1h30. O almoço, ao contrário do café da manhã, rendeu elogios de todos, preparado no alojamento aos pés da trilha, o chef de cozinha ganhou até gorjeta da galera. La conhecemos os primeiros amigos de trip, muito bacana. Voltamos para Cusco às 19h em uma van bem apertadinha, mas o cansaço matou a galera na van.



      DICAS:

      1- Folhas e chá de COCA são fundamentais.

      2- Muita água para hidratar e vale levar um lanchinho para repor as energias após a subida.

      GASTOS:

      - reservado mais uma noite no Hostel Sol Imperial U$ 12,00 (casal)

      - Gorjeta U$ 1,00



      DIA 5 (03.07.17)

      Dia de partir para Aguas Calientes, a van nos buscou as 7h30, mas os motoristas de vans lá no Peru, tem a mania de pegar os passageiros, pararem no posto e ficarem "proseando", então saímos um pouco mais tarde. Depois disso paramos para almoçar e foi na casa de uma família, um dos melhores rangos que comemos, e pagamos barato. Depois de 6h de estrada, onde levamos vários sustos, neblina em desfiladeiros onde não se enxergava 3 metros a frente, e o nosso "motora" acelerando, coração na mão, mas tudo certo. O cara tinha falado que fazia o trajeto todos dias durante 11 anos, então estávamos com alguém que sabia onde estava, sãs e salvos chegamos a Hidrelétrica onde inicia a trilha para Aguas Calientes.

      Chegamos lá meio “zonzos” mas vivos, então começamos a trilha, onde se tem duas opções, ou de trem, ou a pé, e partimos na mais econômica é claro, levamos 3h caminhando pela trilha do trem até Aguas Calientes, fomos bem tranquilos, sem pressa e com peso. Chegamos na cidade já era noite, fizemos o check in no hostel e enfim, um banho, com dificuldade para regular a temperatura, mas conseguimos depois de muita luta! Saímos para conhecer a cidade, nos informamos sobre a trilha e o ônibus para subir até Machu Picchu, e optamos por subir de busão e voltar pela trilha, compramos os tickets próximos ao terminal, bem na beira do rio, depois saímos para jantar.



      DICAS:

      1- Leve pouca roupa para Aguas Calientes, levamos muito mais do que o necessário, deixamos a metade das coisas no hostel em Cusco, mas poderia ter ficado mais.

      GASTOS:

      - almoço S 20,00 (casal)

      - parada na estrada, lanche S 14,00.

      - janta S 46,00 (casal)

      - passagem ônibus para Machu Picchu U$ 24,00 (casal)



      DIA 6 (04.07.17)

      Enfim o dia, mas esperado da trip, era dia de Machu Picchu!

      Decidimos ir para o terminal meia hora antes da saída do primeiro bus, pois queríamos ver o nascer do sol, grande erro, deveríamos ter madrugado na fila, chegamos lá e a fila parecia interminável, e não parava de chegar gente, loucura, mas tudo certo. Começaram a sair os ônibus e a fila vinha encurtando, até que entramos, chegamos lá em cima, na entrada, por volta das 7h, como tínhamos o ingresso de MP + montanha, nosso horário era até as 8h pra subir a montanha. Beleza, entramos, e quando vimos MP pela primeira vez, ficamos cego, era muita energia, sonho sendo realizado, tudo lindo e maravilhoso, fotos, até meditar nós meditamos lá em cima. Mas como nem tudo são flores, não enxergamos a placa para subir a montanha, mas nem nos tocamos nisso, pois achávamos que estávamos lá, por que a vista era aquela, mas fomos nos dar conta que a montanha era em outra trilha quando já passava das 10h, e não nos permitiram subir. Ficamos bem chateados, mas alguns turistas nos deram a dica de uma trilha paralela, onde se tem como destino o templo do sol, caminhamos até lá, realmente, vale a pena, dizem algumas pessoas, que nem é preciso subir a montanha (pago) se for subir essa trilha paralela, por que a vista é muito parecida, bom, passado esse contratempo, a cidade Inca é MARAVILHOSA, inexplicável, só realmente quem esteve lá sabe a energia que tem, meta concluída!

      Saímos de MP era passado meio dia, pois o ingresso só possibilita ficar por lá um turno, retornamos pela trilha, e tiro certeiro ter subido de busão, trilha com escadas altas, levamos 1h30 para descer, imagina subir e de madrugada ainda, complicado, mas vimos pessoas de varias idades subindo e descendo ela, nenhum bicho de sete cabeças. Durante a tarde, conhecemos mais a cidade e fomos as "compras", no outro lado do rio, onde se tem muito mais lojas, tipo um camelô e mais barato. À noite saímos para jantar novamente, e acabamos pagando um pouco mais caro, devido a falta de informação, nos cobraram uma taxa na qual se cobra em todos restaurantes lá, porém não havia sido cobrado na noite anterior em outro restaurante, feito isso, sentamos no banquinho lá na praça principal, cheio de turistas, e tomamos uma garrafinha de pisco com soda, pra finalizar bem o dia.



      DICAS:

      1- Ao entrar em MP, fique atento às placas.

      2- Se quiser entrar bem cedo em MP, madrugue na fila do bus.

      3- Obrigatório trocar o ingresso comprado pela net de MP, na Casa da Cultura, que fica ao lado da praça principal em Aguas Calientes.

      4- Não é obrigado a pegar um guia em MP, não pegamos, mas eles ficam iguais a um urubu na carniça insistindo, mas é de boa você consegue fazer o Tur sem eles, e tem alguns gente boa que se você tem dúvidas eles respondem!

      5- Vale a pena subir até MP de bus, são U$ 12,00, mas você chega inteiro lá em cima, e a descida fica o seu critério. Sem contar que na cidade você vai subir e descer muitooo.

      6- Compras saem muito mais barato no "outro" lado do rio, onde tem varias cabanas tipo um camelô, e da pra pechinchar a vontade.

      7- Consulte se os restaurantes vão cobrar os 10%.



      GASTOS:

      - banana S 2,00

      - compras no "camelô" S 80,00

      - pisco + soda S 6,00 (casal)

      - janta S 52,50 (casal)



      DIA 7 (05.07.17)

      Ultima manhã em Aguas Calientes, hora de voltar para a trilha, acordamos sem pressa, preparamos uns sanduíches com manteiga e queijo, algumas frutas, até porque as frutas lá são vendidas por unidades, o que sai caro. Não conseguimos visitar as aguas termais, uma pelo tempo, mas principalmente pelo valor, que sai S 20,00 por pessoa. Saímos às 10h para a caminhada, para não ter pressa, pois tínhamos que estar lá no ponto de encontro, na Hidroelétrica no máx. as 14h30, pois as vans ficam lá esperando você, e é uma bagunça a chamada que os caras fazem, é todo mundo gritando, correria, turisitada perdida... Bom, na ida fomos com um motorista em uma van, na volta, outro motorista em outra van que nos chamou na lista dele, então muita atenção nessa hora. Durante a trilha, na beira do rio, avistamos algo que não fazíamos ideia que dava pra enxergar, Machu Picchu, lá do alto da montanha. Na ida para Aguas Calientes, iniciamos a trilha por uma entrada, porém descobrimos que se pode iniciar de outro ponto, mais fácil, pois a que a maioria vai tem subidas, e essa é menos intenso, fica logo após as vendinhas na beira do trilho, em frente ao campo sintético à direita. Levamos 2h30 para retornar a Hidroelétrica, foi menos intensa que a ida. Chegamos a Cusco eram 21h, só deu tempo de ir ao hostel tomar um banho e capotar, porque o ultimo dia em Cusco começaria as 3h30.



      DICAS:

      1- ficar atento à chamada dos motoristas das vans na hora de retornar a Cusco, nem sempre é o mesmo motora da ida.

      2- todas as vans começam a sair da hidroelétrica às 15h.



      GASTOS:

      - mercado S 15,00 (casal)

      - dois chapéus S 20,00

      - pagamento das duas noites no hostel U$ 15,00 (casal)

      - fruta nas vendinhas anexa ao trilho S 3,00

      - taxi em Cusco até o hostel S 6,00 (casal)



      DIA 8 (06.07.17)

      O dia em que mais madrugamos às 3h já estávamos de pé, mas a van só nos buscou as 4h no hostel, é dia de conhecermos a Raimbow Mountain, conhecida como Vinicunca, pelas fotos que vimos pela net, estávamos bem entusiasmados, viajamos cerca de 3h até o local que iríamos tomar o café da manhã, lugar aconchegante, café muito bem servido, ficamos bem satisfeito, junto houve uma explicação dos guias que iriam acompanhar toda a galera na subida, haviam mais de 40 pessoas no café, foi explicado todo o roteiro, guias bem atenciosos, e seguimos rumo a Vinicunca. Chegando no início da trilha, existem vários nativos, com cavalos, mulas, que ajudam as pessoas a subirem a trilha, aí já imaginamos onde estávamos nos enfiando, bastante frio e altitude pegando forte, mas era só o início, quem quiser pagar e pegar um cavalo, um nativo vai guiando, por questão de segurança, e durante todo o trajeto, eles passam por você, oferecendo o serviço. Foram pouco mais de 3h até o cume, muito sofrido, realmente chegamos ao limite nesse dia, um carregava o outro, cinco passos no máximo de cada vez. Ao final são 5 mil metros a cima do nível do mar o desgaste realmente é muito grande, principalmente para nós que moramos no nível do mal.. mas não desistimos, persistimos em meio as montanhas, e fomos recompensados ao instante que chegamos lá em cima, foi muita emoção, estávamos a 5.278 metros de altitude, é incrível, de um lado você avista Vinicunca, linda, um arco-íris e do outro lado, os Andes, muita neve nas montanhas, certamente um dia que jamais esqueceremos. Ficamos pouco tempo lá em cima, muito vento, e os guias já estavam retornando, tínhamos que seguir com o grupo, infelizmente, na decida, sentimos também os efeitos da altitude. Retornamos ao mesmo local do café, mas para o almoço, comida muito boa também, porém a Dani ficou mal durante o resto do dia devido a altitude, foi pesado, mas tudo ficou bem ao retornarmos para Cusco. Chegamos já era a noite, e tínhamos a passagem de ônibus para Copacabana já reservada para as 22h30, então nos despedimos de Cusco em uma pizzaria, tomando uma boa cusqueña, cerveja mais famosa na região. Pegamos as mochilas e fomos ao terminal de ônibus, embarcamos em um da empresa Huayruro, muito bom, confortável, e sentamos bem na frente no segundo andar, as pernas agradeciam.



      DICAS:

      1- bastão de trekking ajuda, e muito, em Vinicunca.

      2- folha de coca, e um líquido que os guias passam pra você inalar, são indispensáveis, feito de álcool e ervas.

      3- se tiver dinheiro sobrando, ir de cavalo não é ruim, mas a emoção de subir aquela montanha nas pernas é fora do comum.

      4- sempre peça a cerveja mais gelada, pois eles costumam vender em temperatura ambiente (fria).

      5- se for viajar de Cusco > Copacabana, leve algum alimento e água no bus.



      GASTOS:

      - água S 5,00

      - pizza S 45,00 (casal)

      - acetona, pros "cascos" da Dani S 2,00.

      - balinhas doces pra montanha S 1,00



      DIA 9 (07.07.17)

      As 5h40 da manhã, chegamos a Puno, ainda no Peru, ficamos 1h30 no terminal, para continuar seguindo para Copacabana, vimos o nascer do sol já a beira do gigante lago Titicaca, seguimos viagem já com as folhas da aduana nacional da Bolívia e o registro de entrada (imigração) para preencher. As 11h chegamos na fronteira, descemos para dar entrada no lado boliviano, atravessamos a fronteira a pé, e pegamos o busão no outro lado, lá já fizemos o primeiro câmbio para os bolivianos (Bs), mais meia hora, chegamos em Copacabana, ainda dentro do bus, um tiozinho, entra cobrando a entrada para a cidade, já começa ali mesmo os gastos. Descemos e fomos em direção a praia na beira do lago, a primeira impressão já foi a que ficou, esperávamos mais da cidade turística, sabíamos que na Bolívia seria mais precário, mas não tanto. Enquanto os homens foram dar uma olhada no camping que se encontra lá no canto na orla, as meninas ficaram tomando conta das mochilas, mas optamos por passar a primeira das duas noites em Copacabana, em um hostel, Pizarro, fomos muito bem recebidos, e conseguimos um desconto (algo difícil lá), a programação para o próximo dia seria acampar na Isla del Sol. Demos uma passada em algumas agências, para comprar a passagem de bus para Uyuni, a passagem de barco para a Isla del Sol, e cogitar os valores do tour em Uyuni, fechamos com uma tia que tem uma agência na avenida principal, ônibus e barco no dia seguinte. Em relação à comida, nosso almoço, foi fraco, de certo pegamos o cozinheiro em um mal dia, em um dos vários restaurantes que tem por lá, mas a janta foi recompensada, fomos a outro restaurante, na rua principal, que dá acesso a praia, se chama Waly Suma, esse vale a pena ir, pós isso, conhecemos um pouco da cidade a noite, muita sujeira, e povo ruim de negocio viu, parecem que não gostam de vender.



      DICAS:

      1- Pechinchar na Bolívia é ruim em relação ao Peru

      2- Compre as passagens na mesma agência para melhorar no desconto.

      3- Diferente do Peru, na Bolívia ficamos em "quartos matrimonial", cada casal em um quarto, pelo mesmo valor se fosse os quatro no mesmo quarto.

      4- Se acaso você for fazer o mesmo roteiro, reserve um dia para ficar em Puno, para conhecer as ilhas flutuantes, muito tradicional na região, não nos organizamos para isso, mas lamentamos não ter conhecimo as ilhas em vez de passar um dia em Copacabana.



      GASTOS:

      - entrada na cidade Bs 4,00 (casal)

      - Pringles Bs 20,00

      - mercado Bs 45,00

      - almoço Bs 40,00 (casal)

      - janta + cerveja Bs 75,00 (casal)

      - passagem de ônibus para Uyuni + passagem de barco de Ida para Isla del Sol U$ 42,00 (casal)

      - uma noite no hostel Pizarro Bs 110,00 (casal)

      - souvenir Bs 10,00



      DIA 9 (08.07.17)

      Acordamos no hostel e logo partimos para a orla para pegar o primeiro barco do dia, com saída para a Isla del Sol, em média dura 1h a 1h30, depende do carregamento do barco, como fomos em lotação máxima, durou um pouco mais, chegando na Isla, tivemos uma “surpresinha”, pagar uma entrada na Isla para os nativos, que mal deixam você sair do barco e já te atacam. A entrada da Isla é bem bonita, cheia de árvores e flores, já passa mais confiança do que Copacabana. Tiramos algumas informações sobre a volta no outro dia, e compramos os tickets de volta. Atenção, compre o ticket de volta a Copabana apenas no dia em que voltar, pois compramos com antecedência, e houve confusão entre eles na hora de embarcar, cuidado! Passando esse estresse, tudo maravilhoso na Isla, compramos alguns souvenires, e subimos até o topo, onde dizem ser muito bonito, e realmente, uma das vistas mais bonitas da trip, montamos a barraca bem no topo da Isla del Sol, uma vista panorâmica com visão do lago todo e os Andes ao fundo, ficamos bem ao lado de um “templo” que fazem o ritual local, uma energia muito boa. Para completar, céu azul, pôr do sol e nascer da lua cheia do outro lado, foram mágicos, o frio abaixo de zero a noite foi recompensado por aquele momento. Comemos, bebemos e partiu barraca.



      DICAS:

      1- Nós nos arrependemos de não ter passado as duas noites na Isla del Sol, na nossa opinião, muito melhor do que Copacabana.

      2- Comprem o ticket para voltar a Copacabana no dia do embarque.

      3- Os melhores e mais baratos souvenir ficam na Isla, pelo menos conseguimos pechinchar melhor com as locais em relação à Copacabana.

      4- A comida é mais cara na Isla.



      GASTOS:

      - entrada na Isla del Sol Bs 20,00 (casal)

      - tickets de volta Bs 50,00 (casal)

      - souvenir Bs 40,00



      DIA 10 (09.07.17)

      Acordamos a tempo de ver o nascer do sol, desmontamos as barracas, e nos despedimos daquele lugar lindo. Chegamos lá em baixo da Isla para pegar o barco de volta era 8h foi quando o tiozinho do barco nos disse que não se deve comprar o ticket de volta no dia anterior, mas tudo certo voltamos em um barco sozinhos, onde durou 1h. Chegamos em Copacabana, retornamos ao hostel Pizarro onde tínhamos deixado algumas coisas, e muito simpáticos, os donos do hostel nos deixaram tomar um banho antes de pegarmos o bus para Uyuni, demos um valor simbólico para eles só para retribuir hospitalidade, pois não tínhamos feito outra reserva neste dia. Levamos as bagagens na agência onde compramos os tickets, e saímos para comer algo, voltamos aos Waly Suma, comer uma “hamburguesa” como dizem lá, e depois fomos pegar o bus. Saímos de Copacabana as 13h30, com destino final a Uyuni, porém tendo uma parada em La Paz, cidade louca, ficamos “de cara”, tirando a vista da montanha com neve ao fundo, nada nos atraiu lá, mas também só tivemos tempo de ficar 3h na rodoviária esperando o bus para Uyuni.



      DICAS:

      1- Fique bem atento com suas mochilas/bagagens na rodoviária em La Paz.

      2- Leve papel higiênico com você se for utilizar o banheiro da rodoviária.



      GASTOS:

      - almoço Copacabana Bs 40,00 (casal)

      - souvenir Bs 10,00

      - banho no hostel Bs 5,00 (todos)



      DIA 11 (10.07.17)

      Chegamos a Uyuni com um frio de -5, estávamos virados em uns bonecos de neve, muito frio, o que esquentou foi à receptividade dos vendedores de pacotes para o Salar, eles atacam na hora que você desce do bus, e pechinche sem medo, essa é a hora, de varias mulheres que nos cercavam, uma conversou melhor, e fez um valor atrativo. Fomos até um café com ela para conversar melhor, ela nos levou até sua agência, a Yurajh Tika, que significa flor branca em quéchua, e explicou o roteiro de três dias e duas noites que queríamos, tendo uma variação em relação à maioria, o que gostamos. Fechamos por um bom valor, bem abaixo que tínhamos pesquisado na net e em Copacabana. Esperamos até às 10h, horário que saía o tour na maioria das agências, junto com nos quatro, tinha mais cinco brasileiros, uma chilena e um casal europeu, na qual iriam seis em um jipe e a outra metade em outro. No primeiro dia, passamos no cemitério de trens do sec. XVIII, depois em Colchani para comprar souvenir, onde mais se vê variedades em produtos, sua grande maioria feita de sal, depois saímos para o Salar, nosso guia, Denis, nos levou na parte alagada, pois no inverno não chove, e as partes alagadas são menores, mas valeu a pena, muita loucura você esta pisando no maior deserto de sal do mundo, tiramos fotos e depois fomos almoçar em um “restaurante” de sal no meio do Salar, onde se tem a placa bem grande da corrida automotiva Dakar e a Plaza das bandeiras. O dia seguiu com as fotos em perspectivas no meio do deserto, Isla Incahuasi, a ilha de cactos gigantes, que chegam a medir 10 metros, muito irado, e por fim o pôr do sol lindo no Salar. Após isso fomos para o hotel de sal, que fica em um roteiro deslocado aos demais, no qual só estávamo-nos da agência Yujajh Tika lá, hotel bem aconchegante, e realmente, tudo é de sal, muito legal. Podemos ficar em um quarto “matrimonial” também, o banheiro era compartilhado, e a ducha era quente, pois estava muito frio, a janta foi servida, e que janta, estavam de parabéns.



      DICAS:

      1- A agência Yurajh Tika é uma agência nova em Uyuni, familiar, tudo o que falaram sobre o tour foi realizado, alimentação muito boa, café da manhã, almoço e janta, o jipe 4x4 bem confortável e o guia Denis muito gente boa, nos explicava tudo.

      2- Os souvenires de sal que se compra em Colchani, são muito bonitos, mas o problema é que derreteram tudo aqui no Brasil, os Imãs já não existem mais, uma pena.

      3- Por mais que tenham as refeições no tour, sempre é bom levar uma bolacha, agua, papel higiênico.

      4- Pagamos para entrar na Isla Incahuasi, mas não foi nos pedido o ticket, apenas para o uso do banheiro.



      Link no facebook da agência Yurajh Tika

      http://https://www.facebook.com/Yurajh-Tika-Expediciones-1866163136965638/



      GASTOS:

      - tour de 3 dias e 2 noites com a Yurajh Tika Bs 1.300,00 (casal)

      - mercado Bs 25,00

      - Isla Incahuasi Bs 30,00 (casal)

      - souvenir Bs 27,00



      DIA 12 (11.07.17)

      Acordamos por volta das 7h para tomar o café da manha, saímos para o segundo dia do tour, passando primeiro pela gruta das galáxias, tínhamos que pagar a parte, nós não entramos, mas dizem que é bem legal. Continuamos seguindo o roteiro, e começamos devagarzinho a encontrar neve pelo caminho, até que o deserto de areia se transformou e ficou tudo branco, muito lindo, descemos para brincar um pouco, primeiro contato com a neve, pensa! Continuamos o passeio, passando por algumas lagunas no meio do nada, avistamos vulcões, plantas petrificadas, a famosa Arbol de Piedra, e outras paisagens surreais, além de alguns animais silvestres no deserto. Almoçamos na beira de uma laguna, e tivemos que pagar para entrar na área das lagunas, no fim da tarde chegamos à famosa laguna colorada e depois partimos para o “refugio” onde passaríamos a segunda noite. Quando chegamos lá, era melhor do que imaginávamos, só não tinha calefação no quarto e agua quente, foi sem banho mesmo, fazia muito frio, enquanto jantávamos houve uma apresentação de crianças da região, bem engraçados, e depois fomos dormir, pois o dia seguinte começaria as 5h.




      GASTOS:

      - entrada na região das lagunas Bs 300,00 (casal)

      - gorjeta para as crianças Bs 2,00



      DIA 13 (12.07.17)

      Ultimo dia de tour, mas não começou bem para mim, passei mal durante a noite, diarreia e vômitos, que bom que foi no ultimo dia né! Mas vida que segue alguns remédios para dentro e bora, primeiro ponto a ser visitado foram os gêiseres, estávamos a mais de 4 mil metros de altitude, muito louco e com um cheiro muito ruim, de ovo podre, mas pensa, aquele vapor vem lá do centro da terra... Continuamos a viagem, e passamos nas aguas termais, eu fiquei louco para entrar, mas estava muito mal, deixa para a próxima, o principal ponto turístico do dia era a Laguna Verde, porem não podemos ir, pois com a baixa temperatura ela estava congelada, e não se poderia ver muita coisa, uma pena, por fim começamos a fazer o retorno para Uyuni, passando por algumas lagunas, vilarejos no meio do nada, Denis fez questão de encontrar um medico em algum postinho de saúde para me atender, encontramos um sujeito, injeção tomada, alguns remédios para levar, e segue viagem, chegamos em Uyuni por volta das 17h30, com o efeito dos remédios já estava melhor, podemos dar uma saída para comer algo e ir ao hostel para passar a ultima noite em Uyuni.



      GASTOS:

      - remédios Bs 25,00

      - banheiro Bs 3,00

      - pipoca Bs 6,00

      - uma noite no hostel em Uyuni Bs 120,00 (casal)



      DIA 14 (13.07.17)

      Tínhamos o avião para iniciar o retorno para o Brasil as 8h25, de Uyuni para Santa Cruz de la Sierra, Denis se comprometeu a nos levar, e assim fez, fizemos o check in no aeroporto de Uyuni e pegamos os voo, como tinha escala em La Paz, ficamos apenas 30 minutos no aeroporto, e já pegamos o outro voo para Santa Cruz de la Sierra. Chegamos as 11h30 e ficamos até as 7h30 do outro dia, um chá de cadeira, como estávamos com pouquíssimo dinheiro, não era viável deixar as bagagens em um guarda volumes, e pagar um taxi ou bus para ir conhecer a cidade, iria dar muito gasto, então ficamos por lá mesmo.



      DICAS:

      1- Optamos por comprar uma passagem aérea de Uyuni para SCS pela questão do horário, pois o ônibus levaria 18h e o valor não compensava entre um e outro.

      2- Se for fazer o mesmo esquema de volta (voo) planeje ter um pouco de dinheiro para dar uma volta pela cidade.

      3- O aeroporto de SCS é tranquilo, armamos acampamento lá, em nenhum instante fomos incomodados.



      GASTOS:

      - taxa aeroporto Bs 22,00 (casal)

      - Almoço aeroporto Bs 65,00 (casal)

      - janta Bs 65,00 (casal)



      Dia 15 (14.07.17)

      Depois de 15h no aeroporto de SCS, pegamos o voo para Porto Alegre, com escala em Lima, sendo que iriamos ficar mais 11h em Lima, sendo assim, como já conhecia o aeroporto de Lima, logo pensamos, em Lima podemos dar uma volta, pois o aeroporto é mais próximo da cidade e tem umas lanchonetes no entorno, resposta errada!!! Chegamos as 8h30, horário local, mas como o voo era escala, tivemos que ir direto para a área de pré-embarque, ou poderíamos sair do aero, mas teria que pagar U$ 30,00 por pessoa, e lá se vai mais um chá de cadeira. Mas o pior é que na área de pré-embarque não tem câmbio, e nós sem nada de soles ou dólar, apenas um pouco de real e 21 bolivianos que nos sobrou, sorte que o casal que estava junto com a gente na trip, tinha um pouco de dólar ainda, e deu pra segurar as pontas até a vinda pra POA. Sorte ainda, que encontramos uma loja dentro do aeroporto que tinha amostra de chocolate, já ajudou a sustentar até o voo, depois a galera só estava pelo lanche do avião! Embarcamos rumo ao Brasil as 22h30, chegando a POA as 4h30 do dia 15.



      DICAS:

      1- Se o seu voo for uma escala, tente trocar o dinheiro local em um câmbio antes de entrar na sala de pré-embarque.

      2- Tentei trocar o real por soles ou dólar através de um funcionário do aeroporto, mas ele cobrava uma “propina” para ir ao cambio, já estava com pouco, não rolou.

      3- As mantas da companhia aérea Avianca foram muito uteis na nossa trip, vale a pena pegar pelo menos uma.



      GASTOS:

      - lanche e agua no aeroporto em Lima U$ 11,00



      E essa foi a nossa primeira trip de mochilão. Esperamos que nosso relato ajude mais mochileiros a desvendar esses lugares incríveis do Peru e Bolívia.

      Hasta Luego!!!!!
    • Por tom.santos
      Ola Pessoal!
       
      Meu nome é Everton, moro em SP e adoro viagens e fotografia, e depois de fazer dois mochilões (Europa e Asia) pelo mundo, resolvi pela primeira vez escrever um relato da minha viagem que está para acontecer neste próximo dia 12 de novembro. Praticamente já está tudo certo, passagens compradas, hosteis e lugares que vamos visitar ( vou postar valores depois). Meu maior problema agora é conter a ansiedade até o dia viagem rs... uma semana que parece um mês. Tenho o costume de viajar sozinho, porém desta vez vou levar dois amigos, o Thiago (Amate) e o Danielzinho, vulgo Bruce Lontra hahaha, depois eu explico o apelido. A ideia é começarmos a viagem pela Ilha de Páscoa que pertence ao Chile, e depois voltar para Santiago, Atacama e Salar Uyuni. O roteiro detalhado é esse abaixo:
       

       
      Queria ficar mais tempo em Santiago, porém não vai ser desta vez, os meninos que vão comigo precisam voltar antes e nao será possível estender Santiago, mas acho que o roteiro que vamos fazer será bem legal.
       
      Eu nao tenho problemas para fazer a mochila, porem ela não está comigo ainda : / vi uma vez numa viagem uma menina que costurou os patches de todos os países que ela tinha ido e eu resolvi costurar . O sapateiro falou que ela fica pronta dia 08 hahaha, tomara pq dia 10 já começo a montar ela. Enquanto isso, para não esquecer de nada, estou colocando todas as coisas em cima do sofá aqui no quarto. Olha a situação rs
       

       
      Bom, mas pelo menos quando a mochila chegar já vai estar tudo no jeito hahhaha
       
      Uma coisa que eu quis dar ênfase, é a parte das fotos, e durante e este meu relato terão muitas, eu sou do tipo de cara que viaja para fotografar hahaha , tanto que estou levando 15kg de equipamentos, e pretendo se der sorte vender algumas. Este é um dos motivos que eu prefiro viajar sozinho, porém meus amigos me conhecem a algum tempo e já sabe dessa minha vibe e sei que não teremos problemas, mesmo por que este também curtem. Olha abaixo parte do meu arsenal hahaha
       

       
      Bom, enfim, este foi um post mais para apresentação e ideia de como será a viagem. Fico devendo a questão dos valores das passagens e dos hosteis, mas até o meio da semana eu coloco essas informações, ai na sequencia o próxima atualização deverá vir das terras chilenas, pois iremos embarcar no nosso voo para Santiago as 21h44 e a chegada prevista é lá para 1h da manhã, ai vamos ficar no aeroporto mesmo, por que voo pada Ilha de Páscoa é umas 09h45. Nesse período irei colocar mais algumas informações enquanto esperamos o nosso próximo voo e tomamos uma breja hahah .
       
      abs Pessoal
    • Por laysmiranda
      Eu e meu namorado somos de Pouso Alegre, sul de Minas Gerais. Pesquisei muito qual seria a melhor maneira de chegar até Uyuni, partindo do Brasil, e acabamos nos decidindo por fazer o que a maioria das pessoas faz: ir até Calama de avião, hospedar em San Pedro de Atacama e fazer o tour de 4 dias pela Bolívia, voltando ao Chile no 4º dia. Outra opção que teríamos seria chegar pela Bolívia e fazer o caminho contrário. Apesar da passagem de avião ser mais barata (Guarulhos a La Paz), a opção para chegar até Uyuni seria um ônibus de muitas horas, e achamos que não valeria a pena. No final das contas, compensou mais chegar pelo Chile também para driblar melhor o mal de altitude, uma vez que SPA (San Pedro de Atacama) fica a 2.000m de altitude e La Paz a 3.600m.

      Pouso Alegre fica a 200km de São Paulo, e as passagens partindo de Guarulhos para Calama estavam mais em conta que partindo de Viracopos (Campinas). Compramos a passagem no início de junho, pelo site da TAM, para ir no dia 18/setembro e com retorno no dia 01/outubro. Pagamos RS1.345,50, com as taxas inclusas, fazendo escala em Santiago. Achei razoável o valor. O único inconveniente é a escala grande em Santiago: na ida pegamos uma escala de madrugada, passando 5h no aeroporto; na volta pegamos uma escala por toda a noite, passando 12h (preferimos não pagar mais uma noite de hospedagem e nos viramos como deu pelo aeroporto mesmo) e partindo no começo da manhã. Foi um inconveniente calculado, porque muitas pessoas costumam ficar 3 ou 4 dias em Santiago também, o que diminui esse desconforto. Como já conhecíamos Santiago, preferimos só fazer a escala mesmo. Tem quem compre a passagem de Guarulhos a Santiago e deixa pra comprar de Santiago a Calama no aeroporto mesmo, mas achei arriscado pagar um valor muito alto.
       
      Então, resumindo os valores por pessoa que paguei de passagem:
      * Viação Santa Cruz - Pouso Alegre a São Paulo, ida e volta: R$92,00
      * Airport Bus Service - rodoviária Tietê a aeroporto Guarulhos, ida e volta: R$93,00
      * LATAM Guarulhos a Calama, ida e volta: R$1.345,50
      * Trans Licancabur - aeroporto Calama a SPA, ida e volta: R$95,00 (comprando ida e volta juntos)
      TOTAL: R$1.625,50
       
      Enquanto planejava a viagem, pesquisei aqui no Mochileiros e no grupo do Facebook por indicação de hospedagem em San Pedro de Atacama, bem como de agências para fazer os tours por lá e pela Bolívia. Entrei no Booking e pesquisei os hostels indicados aqui e com vagas disponíveis para a data da minha viagem, selecionei alguns e mandei no meu e-mail. No dia que resolvi fazer minha reserva, quase não tinha mais vaga em nenhum desses hostels selecionados! Realizei nova busca pelo Booking e pelo Mochileiros, até encontrar o Hostal Tuyasto, com diárias a US$40 o quarto privativo para casal.

      Ou seja, saiu a US$20 pra cada. Nesse hostel só existem quartos privativos, para 1, 2, 3 ou 4 pessoas; sendo alguns com banheiro privativo também. Selecionamos um quarto com banheiro compartilhado mesmo. O café da manhã era incluso no valor e só reservamos as 6 primeiras diárias, antes de ir para Uyuni. Preferimos verificar o hostel primeiro antes de fechar as diárias restantes, na volta da Bolívia.

      O hostel nos surpreendeu muito positivamente! Fica a 600m da principal esquina de SPA: Caracoles x Toconao, de fácil acesso e a 100m da aduana. Tem mercadinho perto, é bem seguro, limpo e organizado. O chuveiro tem água quente de aquecimento solar e o banheiro é limpo diariamente. O quarto é quentinho também e o hostel bem sossegado. Gostamos tanto que acabamos reservado as últimas diárias lá mesmo, por CLP20.000 a diária pelo quarto de casal (aproximadamente R$100,00).



      Para quem quiser saber melhor, fiz uma avaliaçãodo hostel no TripAdvisor: https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g303681-d2628556-r424711010-Hostal_Tuyasto-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html#CHECK_RATES_CONT
  • Seja [email protected] ao Mochileiros.com

    Faça parte da maior comunidade de mochileiros e viajantes independentes do Brasil! O cadastro é fácil e rápido! 😉 

×