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Viagem para o Centro Oeste:

Saí no dia 29 de março de 2017 às 11 da manhã do aeroporto de Vitória para o aeroporto de Brasilia. Chegando lá por volta do meio dia. Meu amigo de viagens passadas foi me buscar e me levou a um restaurante requintado chamado Mangaia. Achei um absurdo o valor da minha refeição com um suco: um pouco mais de 60,00. Por isso se alguém chama-lo, esteja preparado.

Fiquei hospedada na casa deste amigo na Asa Norte, bem localizado, mas em BSB o transporte publico não é a melhor coisa, mas é o que tinha por hora. Contudo, neste dia que cheguei meu amigo foi super gentil e ficou a minha disposição, levando-me a alguns pontos turísticos do Distrito Federal.


 

Começamos primeiro vendo a ponte JK que é belíssima, vale a pena passar por ela... Posteriormente fomos ao Complexo Cultural da República, onde tinha umas duas exposições, mas nada demais, não ficamos la nem meia hora. Ah! e não paga nada. Depois fomos a famosa Catedral de Brasília, onde tiramos algumas fotos e logo depois partimos para um outro ponto, no caso a Praça do Tres poderes, mais especificadamente o Supremo Tribunal Federal, mas infelizmente as repartições já estavam fechadas pois chegamos lá mais das 17 horas, além disso lá não admite entrar com traje esportivo, então so tirei foto na frente e me dei por satisfeita.

Logo depois fui ao Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves e em seguida subimos numa escada bem alta para ve a pira (monumento de fogo simbólico da Pátria), vale a pena ir, tem uma vista belíssima, ainda mais no entardecer.


 

Descemos e fomos conhecer o Pontão do Lago Sul, lugar bonito, com uns barzinhos bem chiquezinhos,vi um por do sol ainda mais bonito, andamos um pouco mas nada demais. Logo depois, meu amigo me levou de carro nas embaixadas, achei fantásticas, as dos Estados Unidos parece ser a maior.


 

Finalmente fomo embora tomar um banho e sair para tomar uma cerveja com outros amigos nossos, o bar a qual eles me levaram nas quartas feiras tem rodada dupla de chopp e num valor bem legal, o nome é Fausto e Emanoel, e fica na quadra 209 Norte.


 

Na quinta feira reservei para conhecer os pontos clichês de Brasilia. Sai da Asa Norte, na altura da quadra 712, em frente ao Supermercado Carrefour ali pedi informação para ir a Praca dos Três Poderes, peguei um ônibus na parada mais próxima que vai direto para lá. Com uns 25 minutos cheguei lá, tirei fotos na praça nas estatuas dos candangos. Fui ao Museu da Cidade e ao Espaço Lúcio Costa. Tentei fazer os passeios guiados pelo Congresso Nacional e Palacio do Planalto, contudo não pode fazer em dia de semana, apenas domingos, sendo agendado.

Foi ai que recebi a dica de ir a torre de televisão, achei que como qualquer outro lugar daria para ir a pé, entretanto as pessoas as quais pedia informação na rua disseram que era bem longe e que deveria pegar um ônibus ou taxi, como não estava afim de pagar taxi, fui de ônibus (valor: 3,50). Pedi ao trocador para me avisar quando saltasse na parada mais próxima da torre, então assim ele o fez. Chegando na praça da torre, tem um monumento com o dizer bem grande: EU AMO BRASILIA, lá em baixo você quer tirar mil fotos achando que é o melhor ângulo, todavia, não se precipite, porque do alto da torre, ou melhor, no mezanino a vista que da para ele é muito mais bonito.


 

Subi por um elevador, orientado pelos funcionários da torre, lá sobem muitos turistas, você não estará sozinho lá. Fui ate o lugar mais alto da torre, mas infelizmente ela e fechada por uma tela de ferro, porque pelo que fiquei sabendo que muita gente se jogava de lá. Então não fica tao legal a foto, mas por minha sorte, eu queria ao banheiro e fui orientada a ir ate um andar em baixo, no chamado mezanino, não havia ninguém lá, so mesmo o banheiro, é um espaço muito grande com uma vista linda para Brasilia, sem o dificultador da grade. Logo, aproveitei a sorte que eu havia tido, e tirei a foto mais linda de Brasilia que eu tirei na viagem.


 

Quando desci já estava morrendo de fome, já beirava ao meio dia, então atrás da torre tem uma feirinha com uma praça de alimentação bem simples, mas com uma comida bem saborosa. Ali mesmo eu parei e comeu um bandeco de verdade, por 12,00. A principio você se assusta porque é bem simples, eles não utilizam pratos e sim bandejas descartáveis, mas a fome era demais e eu saboreei aquele almoço com toda minha vontade. Se quiser escovar os dentes ali atrás tem banheiros públicos para poder fazer a higienização.


 

Ai não pensei duas vezes eu fui andando ate o Estadio Mané Garrincha, estava fechado e me contentei em tirar fotos da frente dele apenas, Andei mais a frente e perguntei a uma moca como chegava ao Museu JK, e ela me informou que era bem distante e que eu teria que pegar um ônibus. Não esperei nem dois minutos pois ele já estava vindo ( valor:5,00), a viagem foi bem curta pelo valor da passagem, acho que não andei nem 15 minutos. Mas valeu a pena, o local é bem bonito e estruturado. Tem um ar bem sofisticado, como foi JK e dona Sara.


 

O valor do Memorial JK é 10,00, la dentro conta a historia toda dele e de sua família, acho que vale a pena porque se você não for lá, não terá muita coisa para vê em Brasilia, além do mais, é de muito bom gosto mesmo e agrega seu conhecimento acerca da historia do Brasil.


 

Sai de la com uma chuva boa, sem guarda chuva, sem nada. Ah! Brasilia tem uma peculiaridade, hora tem sol, hora em chuva,pois então ante sempre com uma sombrinha, pois a tarde o tempo muda de uma hora para outra. Tomei aquela chuva mas logo o ônibus passou e eu retomei para Asa Norte feliz da vida.


 

Na sexta feira dia 31 de março fiquei o dia todo de bobs no apê do meu amigo, sem ter nada em mente para fazer em Brasilia, ai dei uma corrida marota em frente do condomínio e esperei ansiosamente para a tarde meus amigos me buscarem para irmos para a Chapada dos Veadeiros, meu verdadeiro destino. Eles chegaram por volta das 18 horas para me buscar, fomos de carro, o que facilita a vida de qualquer um.


 

Pegamos um engarrafamentinho, mas como eles conheciam rotas de fuga, logo conseguimos contorna-lo. Passamos no posto para abastecer o carro e partimos para a Chapada. A estrada é um luxo, e logo chegamos lá por volta de 21 horas, mas meus amigos não conheciam o caminho e foram tranquilos, contudo dá para fazer em menos tempo, pois a volta foi bem mais rápido.


 

Fomos direto para o Hostel Jardim Da Nova Era em Alto Paraíso, ele e bem bonitinho, sem luxo, mas agradável e com um staff muito bom também, paguei 40,00 na diária, e fiquei la nove dias. Este Hostel é o mais bem localizado, contudo ele não tem café da manhã e nem locker, todavia ele e excelente. Neste mesmo dia saímos a caça de algo para comer, e encontramos um restaurante dentro do Hotel na avenida principal, não me lembro do nome mas so lembro-me que era em frete a lotérica. A comida la e ótima e tem um suco de erva das matas que e mais delicia ainda. Além do mais, a dona e legal demais, conversamos horrores, ela atende você na cozinha dela e você vê todo preparo da comida e limpeza da cozinha.Como estávamos cansados e ansiosos para chegar no outro dia para fazermos os passeios, fomos para o Hostel dormir.


 

No sábado dia 01 de abril, acordamos bem cedo e fomos para a feira orgânica que tem pertinho do Hostel, la você comera comidas orgânicas típicas e tem também os não orgânicos, ai ficando ao seu critério Vale dizer também, que tem artesanatos lindo feitos pelo hippies, ou melhor, em toda cidade só tem isso, então se não der para ir a feira encontraram os mesmo produtos pela cidade inteira.


 

Entao pela volta das 9:00 horas partimos para nossos primeiros destinos, porque lá você não vai a um lugar apenas, tem que aproveitar bastante o dia. Fomos então, indicados pelos staffs do hostel, para Almecegas I e II, você paga 30,00 e não precisa de guia porque é muito bem sinalizada. A trilha e tranquila. Nossa primeira parada foi na I, só que como estava chovendo um pouco e já havia chovido muito não entramos nela porque já havia tido tromba dágua la e quando rola uma não sobra pedra sobre pedras, ficamos somente na contemplação mesmo, mas nada tirou a beleza da cachoeira.

Posteriormente fomos para a II e lá também havia tido uma tromba e os matos estavam bem baixo, AH! vá de carro da almecegas I para a II, la tem estacionamento e nem é tao perto. Olhamos também e não ficamos para banho, pois elas estavam bem volumosas. De lá partimos para a São Bento, que fica próxima mas tem que ir de carro também, la dava para tomar um banho legal e até pular da pedra na água, demos um tempo lá pois o sol abriu um pouco.


 

Quando nos demos por nós, já era meio dia e fomos procurar a famosa Matula do Valdomiro, que fica próximo onde estávamos, que tem uma comida que você come a vontade por 30,00 ou come por 20,00 prato feito bem servido. Ah! Lá vende pingas e licores artesanais por um valor de 30,00, podendo até degustar as que estão na mesa a vontade.


 

De lá fomos para o Vale da Lua, e você paga 20,00 na portaria, e o lugar é fantástico, tem que ir lá de qualquer jeito. Chegamos la e começou a chuva, nos abrigamos debaixo de uma pedra, ficamos desanimados de entrar na agua mas logo isso ficou para tras e nos deliciamos com as aguas do vale. Confesso que estavam frias, mas vale a pena. Lá tem guarda vida pois pelo que soubemos, já teve muitas mortes por lá, pois la tem umas crateras que muita gente se desequilibrava e caia lá. Lá, todo cuidado é pouco!! A trilha é super fácil!! Tiramos algumas fotos e voltamos para Alto Paraíso já no anoitecer.


 

Fomos para o hostel tomar um banho e de la saímos para comer algo.Achamos um outro barzinho quase ao lado da lotérica, que tem churrasquinho e salada, por lá ficamos mesmo, pois o valor era bem justo. Voltamos para o hostel para dormir porque no outro dia tínhamos mais passeios.


 

Como meus amigos iriam voltar para Brasilia ao anoitecer, optamos por um dia mais tranquilo para eles voltarem de boa para casa. No hostel indicaram loquinhas, cristais e Poço Encantado. Mas antes, fomos tomar café em uma padaria na mesma rua que o Hostel, valor justo também. De lá partimos para Loquinhas, que fica há poucos quilômetros da cidade, acesso fácio. Valor da entrada é 25,00. Achei caro, apesar de uma boa estrutura, mas la e bem tranquilo de ir, ate pessoa com alguma dificuldade física consegue, porque vimos. A agua é cristalina, e lindíssimo, é para o dia que a pessoa não quer andar muito, quer ficar de boa, ou estiver com pressa. Geralmente as pessoas deixam essa cachoeira para o dia que está indo embora, no meu caso, os meus amigos voltariam para Brasilia logo a noite.


 

Ficamos la até por volta do meio dia e de lá paramos no centro de Alto Paraíso para almocar e de la conhecer a ultima cachoeira daquele dia, no caso a Cachoeira encantada. Infelizmente chovia muito, mas mesmo assim fomos e pagamos 20,00, praticamente jogamos fora, porque não ficamos lá mais que uma hora, e dessa uma hora cinco minutos foi na cachoeira de fato, pois descemos uma estrada bem estruturada até a cachoeira, possuindo até salva vidas no local. Lá parece uma praia, até stand up tem lá. Não havia ninguém além dos salva vida e de uma moça de São Paulo, com a qual puxamos papo. Foi só a gente estender a canga e entrar na cachoeira a chuva, e com medo da famosa tromba dágua, retiramos as coisas e ficamos esperando a chuva passar de baixo de uma cabana que havia lá. Trocamos uma ideia lá com a moça e o salva vida e de lá voltamos para Alto para que meus amigos fizessem o cheque out.

 

Dia 03 de abril, segunda feira, acordei bem cedo, sozinha e sem nada programado, não podia sucumbir a “solidão”, foi ai que perguntei aos donos do Hostel algumas sugestões de passeio, sem eles saberem se havia algum grupo indo para algum canto, resolvi ir à rua, mais precisamente no CAT (Centro de Apoio ao Turista), para ve se alguém me ajudava com sugestão e se sabiam se havia algum grupo que podia dividir a carona. Neste local é uma ajuda muito boa para quem esta viajando sozinho e sem guia, pois de lá saem vários guias com pessoas que querem dividir despesas, pois na maioria das vezes o guia não é muito barato.


 

Então ao pedir informação eis que surgem duas senhoras do Rio Grande do Sul oferecendo carona para Santa Barbára para dividir as despesas. Era um dia chuvoso, mas a recepcionista do CAT gentilmente ligou para Cavalcante para pedir informação ao CAT de lá se lá o tempo estava bom para ir a mais famosa cachoeira, porque que o tempo não fosse favorável havia perigo de tromba dágua. Com a informação que o tempo estava estável, partimos para lá, saímos por volta das 09 horas da manhã, chegando no centro da cidade por volta das 10:30. Lá temos que formalizar o passeio com o guia de lá, pois ninguém vai sem guia, e inclusive eles são os quilombolas. Ah!! Não aconselho ir com guia de Alto Paraiso, pois eles cobram mais caro e não são quilombolas. Conseguimos de 120,00 o guia por 100. Fomos com a guia Janaina, pessoa simples e agradável.


 

Quando você pensa que pagou tudo, tem que pagar um valor de 20,00 chegando ao parque da cachoeira, e mais 10,00 para um carro tracionado te levar ate próximo a cachoeira, pois devido a estrada ruim por causa da chuva, ficava difícil carro comum chegar até lá. Outro bizu, até o mês de abril há muita chuva e tromba dágua, não é em todas as cachoeiras que dá para ir, tanto que não conseguimos ir a cachoeira da Capivara.


 

Antes de ir a cachoeira, reservamos num restaurante Rancho Kalunga, nosso almoço para a volta do passeio, o local foi indicado por nossa guia, o valor é 30,00 e você come a vontade, a comida é muito boa, feita a lenha, tem uma galinha deliciosa. A maioria dos alimentos e cultivado pelos quilombolas, então vale a pena fomentar isso.


 

Da onde o carro nos deixou até a cachoeira a gente andou por volta de uma meia hora, e é bem tranquilo, na ida não havia chuva então ficamos ainda mais contentes. Quando chegamos próximo encontramos a Santa Barbarinha, é linda demais, mas era só um aperitivo do que era a Santa Barbára, subimos mais um pouco e lá estava ela, linda como vi nas fotos, é algo indescritível, cristalina, enfim, não há o que comentar, só indo lá para apreciar. Lá não tinha muita gente, mas o pouco que tinha atrapalhava as fotos, porque sempre tinha uma cabeça, que não a sua, nas fotos. Mas dizem que em alta temporada tem rodizio de pessoas, não pde ficar todo mundo ao mesmo tempo, porque o espaço é pequeno e tem um limite de pessoa que pode ir lá. No nosso caso, como era baixa temporada podíamos ficar la a vontade, só que o tempo fechou e por precaução fomos embora e pegamos muita chuva no caminho até onde o carro estaria nos esperando. Mas chegando no restaurante dos kalungas, o tempo estava firme. Lá como disse, tem dessas coisas, um lugar chove, outro muito perto não acontece o mesmo.


 

Paramos para almocar e por volta das 15: 30 já estávamos voltando para Alto Paraiso, mas na volta as senhoras com quem eu estava não quiseram parar na cachoeira Ave Maria, porque já estavam cansadas, eu se estivesse sozinha iria com certeza, porem como estava de carona não pude falar muita coisa. Mas paramos no Mirante Ave Maria, que é lindíssimo e vale muito a pena parar e registrar o local.


 

Fomos direto para o centro de Cavalcante levar a guia e depois ir de volta a Alto Paraiso, neste dia cheguei cansadíssima e estressada pois eu havia deixado meu celular cair e quebrar.


 

Na terça feira dia dia 04 de abril sem destino certo fui novamente para o CAT arrumar carona para ir a algum lugar, lá tinha um guia que iria levar um casal a Couros, então aproveitei a deixa e fui com eles, pois o guia cobrou 150,00, então ficaria mais fácil dividir em três, de brinde fui de graça pois eles não aceitaram que eu ajudasse no carro. O tempo estava armado para chuva, mas não tinha como ficar esperando a chuva passar, a estrada para la e tranquilíssima, saindo de Alto voltando para Brasilia, tem placas por todos os cantos. Só que acredito, que propositalmente, na estrada de terra para lá, não tem placas indicando, logo, as pessoas precisarão de guia. Então, chegando mais próximo das cachoeiras dos couros, tem um quiosque que vende algumas coisas para comer e beber, e la pedem alguma contribuição para vigiarem os carros, uma vez que eles disssram que já houve arrombamento de carros lá, porque próximo tem um assentamento Sem Terra, o que não paguei para ve, então colaborei com esse valor para ajudar o casal que gentilmente me deu carona.


 

Ao descer para as cachoeiras a chuva começou, andamos mas sem curtir a paisagem pois era muita chuva, muita agua, mas a beleza não ficava abalada por isso. Só que a gente ficou desanimado pois mal conseguíamos sair do lugar de frio e os pes um pouco atolado. E uma caminhada boa de sobe e desce, mas chegamos ao ponto final do local. Acabou que voltamos antes mesmo do horário que geralmente as pessoas voltam, pois não dava para tomar banho, tava desanimidor. Voltamos para pegar o carro era por volta do meio dia e fomos comer numa casa que oferece almoço e que foi reservado pelo guia. Na minha opinião a comida e muito boa e você pode comer a vontade, mas podíamos ter voltado para a cidade e pago mais barato, uma vez que o valor era 30,00, para quem come pouco fica caro. Mas enim, quem esta na chuva é para se molhar, literalmente.


 

Pós almoço voltamos a Alto e pagamos nosso guia e cada um foi para seu destino. Neste dia fui so sacar uma grana na lotérica, pois lá é o melhor que tem de banco. Em Alto tem outros bancos, porem, não funcionam, um foi arrombado, os outros nunca tem dinheiro. Quem for para lá va preparado com dinheiro ou para enfrentar fila de lotérica. Naquele dia comprei algumas coisas no supermercado que e colado no Hostel e comi por lá mesmo e fui dormir cedo para o dia seguinte que eu não havia programado ainda.


 

Na quarta levantei cedo disposta a ir ao Parque Nacional da Chapada, pois sabia que lá poderia ir sozinha pois era bem estruturado. Foi ai que pedi informação a staff do Hostel que gentilmente me orientou a pegar uma carona na rodovial que vai para São Jorge, pois era muito comum as pesssoas se locomoverem assim lá, receosa, mas sem titubear, fui para a pista pegar a carona com que passasse primeiro. Logo que cheguei lá parou uma hailux com um casal que me ofereceu carona até a pedra da baleia, pois o motorista era o dono da cachaçaria onde havia almoçado no final de semana que passou, fiquei aliviada mas sabendo que teria que enfrentar nova carona. Quando cheguei la, parei na pista de novo e fiz sinal e um carro parou e mais sorte ainda era um guia indo buscar no carro da empresa de turismo uma turma para conhecer Santa Barbara, foi muito gentil e ofereceu para eu voltar com ele quando acabasse meu passeio.


 

Fiquei no centro da cidade e fui andando até o parque. O dia estava lindo, um sol que eu esperava há dias. Fui caminhando, pois da cidade a entrada do Parque da uns 30 minutos a pé, ai fui tirando minhas fotos com o celular emprestado pelos meus amigos de Brasilia, pois o meu como disse caiu e quebrou. Chegando ao parque, temos que assistir um vídeo de orientações de como se portar no parque, além disso, você terá que anotar seus dados numa folha para deixar registrado lá.


 

Tava receosa de começar a trilha só, porque era a primeira que iria fazer realmente só nesses dias que estava por lá. Mas, meu lema e sempre: nunca estamos só, em lugar nenhum, por isso não me acovardo diante da solidão. Foi então que segui meu caminho, parando, registrando os lugares e momentos, no caminho encontrava pessoas na mesma condição que eu, ou casais. Entao escolhi fazer primeiro a cachoeira do abismo, antes de parar nela encontrei o Mirante, e apreciei aquele visual feliz da vida, porque Deus é tao bom em nos presentear com aquela paisagem. Fui me guiando pelas setas e cheguei a famosa cachoeira do abismo, linda e com muito volume pelas chuvas de todos os dias. Quando estava me preparando para registrar aquela bela cachoeira eu encontro dois rapazes, um nem tao rapaz assim, Cláudio e Thiago, o primeiro estava sozinho e conheceu o Thiago na trilha e os dois se juntaram, ele é medico em Ouro Preto e resolveu viajar só de moto. Como sou muito boa fisionomista, eu me lemebrei que o Thiago estava no meu Hostel mas eu não tinha tido oportunidade de conversar com ele, ai eu puxei papo com ambos e formamos um bonde de trilha. Continuamos algumas trilhas juntos e uma amizade bacana. Ah! o Thiago e do Rio de Janeiro.

 

Depois de fazer a cachoeira do abismo, que ficou somente para a contemplação, partimos para uma caminhada um pouco íngreme, mas pequena para chegar até a cachoeira de Corredeiras, que é bem bacana, onde tomamos um banho pois lá estava menos perigoso para fazer isto. Ficamos la por uns 40 minutos e de lá finalizamos aquela trilha e chegamos na entrada do parque por volta das 15 horas, ai pegamos carona com Thiago e fomos almoçar num restaurante logo que sai do parque e lá é self servisse. Não me recordo do nome do restaurante mas lembro que era um valor legal e a comida muito boa.


 

A noite fui a um barzinho próximo ao Hostel que tem um pastel bem requisitado, toda noite tem um tipo de música rolando lá, no dia que fomos tinha forró pé de serra tocado por um trio muito bom.


 

Na quinta feira voltamos ao parque para fazer as outras cachoeiras: cânios e carioca, ambas trilhas moderadas, bem bonitas só que pegamos uma chuva sinistra, de alagar a trilha. Na volta paramos no mesmo restaurante do dia anterior e finalizamos nosso passeio juntos.


 

Na sexta levantei não tão cedo, consegui fechar um bonde com um casal que estava no Hostel para ir ao mirante da janela que fica em São Jorge também, nossa que dia lindo era aquele: sol. Ai pude aproveitar mais o dia e a vista daquele lugar. Na entrada da janela você paga um valor se não me engano 25,00 e e recepcionada por um senhor bem divertido e falastrão. Partimos para a caminhada, que não é das mais fáceis, so conseguimos chegar ao destino porque o rapaz tinha um bom programa de gps para esse tipo de atividade, só que não se qual nome, pessoal que sempre faz trilha que sabe bem. Encontramos a cachoeira do abismo, que e uma coisa de doida, mas não paramos ali para acharmos logo a janela, encontramos um casal se banhando e pedimos alguma dica, mas eles estavam mais perdidos que cego em tiroreio.


 

Continuamos a caminhada, e tem uma parte bem íngreme que da uma baqueada, mas é so pensar no visual que irá encontrar na janela, andamos mais e encontramos um lugar e subimos na pedra e de la percebemos que havíamos chegado ao local so precisávamos nos localizar melhor, foi ai que o Bruno, namorado da Rayssa achou a janela, é muito lindo e vale a pensa. Ficamos la alguns minutos e voltamos para nos refrescar nas cachoeiras que por sinal estava uma delicia por causa do sol e as fotos ficam iradas. Ficamos nos deliciando e contemplando aquela paisagem por volta de duas horas e fomos embora de la por volta das 16 horas e saímos de la direto para o restaurante que comi todos os dias.


 

Aproveitamos para comprar algumas coisas relacionadas ao local, como por exemplo ET’s, rodamos mais um pouco e fomos embora porque queríamos pegar o por do sol no jardim de Maetrea. Que local lindo, que visual, tudo tao perfeito e lá encontrava-se varias pessoas, que tiveram a mesma ideia que nós. Depois que o sol se pos voltamos para Alto Paraiso e no Hostel já se encontrava meu amigo de Brasilia mais a amiga dele, que foram me buscar e curtir o fina de semana comigo.


 

Naquele dia nos arrumamos e fomos à rua procurar algo para comer e chegamos la no barzinho que geralmente rola umas musicas, estava rolando um forró pé de serra que é minha perdição. Curtimos a noite e aquele dia foi lindo.


 

Sábado acordamos as 8 horas e fomos tomar café novamente na feira orgânica e posteriormente partimos para a cachoeira dos couros, pois meus amigos não conheceram e eu como tinha ido num dia muito chuvoso não aproveitei nada, e minha sorte ter voltado la com muito sol, aquilo é um espetáculo de lindo, e o mais legal que consegui me lembrar da estrada sem guia, nos perdemos um pouco numa bifurcação, porém encontrei uma casa e o senhor de lá estava indo para la. Chegamos la e fizemos a mesma trilha do que eu havia feito, e tudo era tao lindo e fantástico, estava lotado, todo mundo se banhando e tomando sol. Voltamos de la mais ou menos por volta das 14 horas e de la paramos em Alto Paraiso para almocar e depois Raizama, aproveitamos que tinha sol.


 

Para Raizama você vai como estivesse indo para as termais depois de São Jorge, é uma estrada para carro bem tranquila, chegando lá você paga um valor se não me engano 20,00, tinha um senhor na entrada bem simpático que lhe entrega um mapinha, e tudo lá e bem organizado e estrturado. Quando chegamos lá em baixo tinha uns casais namorando, mas o sol já estava se pondo. E um lugar bem bonito, ficamos la um pouco mas logo andamos para conhecer as outras cachoeira, pois logo logo estaria escurecendo. Mas vale a pena passar o dia, porque e bem legal, no final das cachoeiras encontramos uma linda, agua azul, com mais sol ela devia ser um luxo. Desta cachoeia até a saída andamos um pouc por uma trilha bem estruturada. Para relaxar resolvemos voltar as termais para relaxar, e assim fizemos, nos deparamos com um por do sol lindíssimo.


 

Nas termais rola um descanso legal, aquela agua quentinha, com bom vinho e uma entrada de 20,00, bem propicio para um fim de noite. Por volta das 19 horas nos voltamos e a estrada de la não e muito boa, muito cuidado para não danificar o carro. Chegamos em Alto Paraiso por volta das 20:30, a estrada tem 40 minutos de chão e o resto um asfalto que parece um tapete de tão bom e sinalizado.

 

Chegando em alto só queríamos comer e dormir, e ai paramos no mesmo barzinho na principal que vende espetinho e faziam uma saladinha caprichada para nós.

 

 

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    • Por victoralex
      Quinta-feira, 30 de abril de 2020.
      Saravá, mochileiros!
      Escrevo esse relato no dia 30 de abril, em plena pandemia de COVID-19. Estou pra escrever o relato já algum tempo. A viagem foi em fevereiro de 2020, no carnaval, logo antes do primeiro caso de coronavírus ser confirmado no país. E nesse momento de stress, a coisa que eu mais sinto falta é pegar a mochila e viajar, sem sombra de dúvidas. De certa forma, o relato vai ser meio bucólico pelo fato da gente não poder sair. E escrever sobre viagens talvez seja a atividade mais terapêutica que eu conheço, além de viajar, claro. Então se você, como eu, está aflito com toda a situação, ficando em casa e lembrando de viagens antigas e bons momentos, aproveite esse relato pra te inspirar e lembrar que tudo isso vai passar 😊. Afinal, melhor que surtar com toda a situação é nos apoiar nos momentos que marcaram a sua vida. E com certeza, conhecer a Chapada foi um dos grandes expoentes da minha vida de viajante! 🌎
      Antes de tudo, vale conferir dois relatos que me ajudaram bastante ao planejar a viagem: O relato geológico do Guilherme e também o divertidíssimo e detalhado relato do Stanlley. Ambos abordam de forma diferente a Chapada, dando uma ideia geral, junto com esse relato, do que esperar lá!
      Vamos lá!
      1. Cronograma
      A viagem se divide em duas partes. A primeira, em Brasília, que fui sozinho, por dois dias. Nunca tinha ido à capital e era um sonho conhecer o lugar onde fica o Itamaraty, o Planalto, o STF...como um bom economista, BSB é destino obrigatório em algum momento da sua vida. E foi incrível! Depois os últimos 4 dias foram na Chapada, onde encontrei meu irmão Flávio e minha grande amiga Thaís. Viajamos os 3 juntos de BSB pra Vila de São Jorge. Aqui vai o cronograma:
      Dia 1: Quinta, 20/fev/2020: Voo Congonhas-BSB, Congresso, Esplanada, 3 Poderes e Pontão do Lago Sul.
      Dia 2: Sexta, 21/fev/2020: Banco Central, Caixa Cultural, Itamaraty, CCBB. 
      Dia 3: Sábado, 22/fev/2020: Saída de BSB para São Jorge, chegada às 15h.
      Dia 4: Domingo, 23/fev/2020: Parque Nacional, Saltos, Corredeiras.
      Dia 5: Segunda, 24/fev/2020: Cachoeira do Cordovil.
      Dia 6: Terça, 25/fev/2020: Mirante da Janela e Cachoeira do Abismo.
      Dia 7: Quarta, 26/fev/2020: Voo BSB-Congonhas, chegada 13h30. 
       
      2. Gastos
      A viagem não é cara, se você for prudente. O que fizemos foi poupar nas hospedagens para poder gasta um pouco mais nos restaurantes/bares. Aqui vão os gastos:
      Voo ida e volta SP-BSB: 703,00 BRL
      Hospedagem em BSB (Econotel, 2 diárias): 298,00 BRL
      Hospedagem em São Jorge (Savana Hostel) 420,00 BRL
      Entrada trilhas/parque: 120,00 BRL
      Comidas/souvenirs: 400,00 BRL
      Aluguel carro (4 diárias, com combustível incluso, pra cada um): 255,00 BRL
      Total sem passagem aérea: 1493,00 BRL
      Total com passagem aérea: 2196,00 BRL
       
      3. São Jorge ou Alto Paraíso?
      Esse foi uma pergunta que ficou na nossa cabeça desde o planejamento da viagem. A Vila de São Jorge é uma vilarejo a 40km da cidade de Alto Paraíso de Goiás, que se autointitula "capital da Chapada dos Veadeiros". Acho que vai de cada um, do tipo de viagem. Uma das vantagens de São Jorge é que, caso vá visitar o Parque Nacional, ele fica em São Jorge, dando pra ir a pé. A maioria das cachoeiras/trilhas da região fica na estrada que liga as duas cidades. 
      A Chapada é enorme e claro, não conhecemos Cavalcanti e etc, vai ficar pra próxima. Você já deve ter ouvido que para conhecer a Chapada inteira você tem que ir váaarias vezes, e é real!! Conhecemos inclusive uma garota, a Paula, que ela tava pela quarta vez em 1 ano na Chapada. Gente fina demais!
      Basicamente então minha dica é: se você curtir um clima mais simples, com direito a forró e samba na praça, escolha São Jorge. Se você quer algo mais reservado, com pousadas, etc, vá para Alto Paraíso. Ficamos em São Jorge e curtimos demais!
       
      4. Condicionamento físico, roupas, etc
      Aqui uma dica de ouro. Se você não tem, providencie uma bota/tênis de trekking. Eu já tinha feito viagens de trilha pra Patagônia e Atacama, então já tinha uma ideia do que esperar. Mas por exemplo, meu irmão teve bastante problemas com o joelho por causa do tênis. Ele levou um New Balance urbano. Grande erro! O sapato praticamente se desfez e jogamos no lixo antes de voltar pra SP. 
      De resto, o básico: você vai fazer uma viagem de trilha, então trate de ir adequadamente! Camisetas leves, bermudas/calças, capa de chuva (pegamos uma chuva pesadíssima na volta do Mirante da Janela!), chapéu/boné, protetor solar...Vimos uma quantidade imensurável de gente que tava indo maquiada e despreparada (sim!!! haha fizemos piada a viagem inteira disso) pras trilhas. Imagino como ficaram depois de tomar a chuva que a gente tomou no último dia. 
      Sobre condicionamento, depende da trilha que você escolher fazer. A mais difícil que fizemos foi bem tranquila, mas sei que tem umas trilhas bem pesadinhas lá! Então não que você precisa ser um atleta, mas tenha um pouco de condicionamento físico. Ele será importante, principalmente nas partes de subida . Sobre isso, eu também levei meu bastão de trekking que tinha comprado para ir à Patagônia e foi de ótima utilização! Subir e descer com o auxílio do stick poupa muita energia! Fica a dica.
       
      5. Época de ir e clima
      Estamos falando do cerrado! E ele é bem característico e previsível! Então basicamente há dois períodos: a seca e a cheia. A seca é entre abril e setembro, e a cheia é de outubro a março. Como fomos no Carnaval, pegamos o fim da cheia. Então sim, todo dia chovia! Ou pelo menos dava aquela chuviscada. Demos sorte e pegamos chuva em apenas uma das trilhas, o resto já estávamos no hostel. Em Brasília é a mesma coisa. Era bizarro, o dia amanhecia com um sol escaldante e, do nada, às 14h da tarde vinha um temporal. Mas aí o Sol voltava a surgir às 15h. Eu achava muito legal! 
      A vantagem de ir na cheia é que algumas cachoeiras, como a do Abismo, estão, como o nome diz, cheias! Na seca ela simplesmente não existe! E foi bem agradável ficar por lá! Na seca porém não há risco de tromba d'água, coisa que nos alertavam toda entrada de trilha. Mas basicamente a dica é: se for na cheia, quando entrar na cachoeira, fixa um ponto de referência. Caso o nível da água começar a subir, saia da água, porque vem tromba d'água vindo! Não pegamos nenhuma, mas dizem que é bem comum!
      Quero voltar ainda na seca, para não correr o risco de chuva nas trilhas. Fica pra próxima! Mas foi muito legal ir na cheia, com a vegetação toda florida! O cerrado e sua vegetação foi uma das coisas que mais me encantou. Muitas árvores, arbustos, flores, palmeiras...vimos diversas vezes araras voando pela trilha, tucanos...Foi demais!
       
      6. Relato
      Dia 1: Chegada em BSB, Esplanada, Congresso Nacional e Pontão do Lago Sul (11,8km andados)
      Brasília é espetacular! Sempre quis conhecer e não me deixou desapontado. Lendo os relatos, vi que, pelo menos para fazer o básico, 2-3 dias estava mais que suficiente. Saí de SP pela manhã para chegar em BSB pelas 13h30. De lá, uber até o hotel Econotel para fazer o check-in. O hostel é aquilo que promete: econômico. Mas de forma geral, confortável. Minha maior preocupação era ter ar condicionado hehe, e me certifiquei que sim. A vantagem é que ele fica na Zona Hoteleira Sul, então deu pra ir para a maioria dos lugares de BSB a pé. 
      Saindo do hotel, fui passear andando, com destino final até o Congresso Nacional. E aí senti na pele o que todo mundo fala de Brasília: não, não é de uma cidade de pedestres hehe. É bizarro, o caminho acaba, do nada! Tive que achar uns túneis, viadutos para atravessar alguma avenidas. Sem contar o sol. A cidade em si é muito arborizada, mas ali no Eixo Monumental é basicamente um deserto. Então sempre andar com chapéu e protetor! 
      No caminho passei pelo Complexo Cultural, Catedral Metropoliatana, Esplanada dos Ministérios...até chegar na frente do Congresso Nacional. Caminhada de 1h mais ou menos. E que lugar espetacular! Brasília é um encanto e, apesar de andar ser um longo caminho, valeu muito a pena! Tinha reservado antecipadamente online a visita no Congresso Nacional, que foi bem bacana! Deu pra conhecer as duas casas, o Senado e a Câmara dos Deputados, ambos os plenários, a sala de imprensa...sabe aquele lugar que você vê na TV o Rodrigo Maia dando entrevista, o Salão Verde? Estava lá! 

      Palácio do Itamaraty

      Congresso Nacional

      Plenário Ulysses Guimarães (foda!)
      Depois do Congresso, dei uma passada na Praça dos Três Poderes e tem muita coisa legal por lá! Além claro, da sede dos 3 poderes, na praça têm alguns museus bem interessantes, como o Panteão da Pátria e da Liberdade, onde tem uma exposição fixa do Tancredo Neves e também o Livro dos Heróis da Pátria, um livro de ferro todo prateado em que somente os considerados heróis da república entram, tais como Tiradentes, Santos Dumont, Zumbi dos Palmares...e não só isso, mas o "herói" deve ser nomeado pelo Presidente e também ter falecida há um determinado número de anos, é bem interessante! Na praça há também o Espaço Lúcio Costa, uma exposição fixa sobre o urbanista que projetou Brasília...enfim, muita coisa bacana!
      De lá, peguei um Uber até o Pontão do Lago Sul, que tinha lido que era um pico bem legal de ver o pôr-do-sol. Basicamente, é uma orla do Lago Paranoá em que ficam muitos restaurantes e bares. Tem um calçadão e opções de passeios de lancha, caiaque...e que lugar bonito! Sentei num bar chamado Fausto & Manoel bem em frente ao lago, para ver o pôr-do-sol e tomar um chopp. Incrível! Além de servirem um happy hour com chopp e comida bem em conta, o lugar é bem confortável para ver o pôr-do-sol. Valeu muito a pena e foi uma ótima forma de terminar o dia na primeira vez conhecendo a capital :). 

      Lago Paranoá, vista do Pontão Lago Sul

      O chopp em BSB é muito, mas muito mais barato que em SP.
      Dia 2: Mané Garrincha, Eixo Monumental, Banco Central, Caixa Cultural, CCBB e bares na Asa Norte (12,4 km andados)
      O segundo dia começou com um belo café da manhã no Econotel. Além do ar condicionado, procurei um hotel barato que também tinha um café da manhã, para poupar uma refeição. Aos que perguntaram, até procurei hostels em BSB, mas o preço do hotel era se não o mesmo, muito parecido...então resolvi ficar com o quarto privativo mesmo! Depois de uma café reforçado, saí mais uma vez andando pela cidade, só que dessa vez primeiro para o oeste, indo na direção contrário ao Congresso Nacional, até o estágio Mané Garrincha.
      Como apaixonado por futebol, queria conhecer (e também lamentar) o elefante branco que o estádio, que custou BRL 1,778 bilhões, um absurdo. Mas o estádio é bonito. Fui andando até lá e, mais uma vez, a dificuldade de atravessar as ruas no Eixo Monumental é um turbilhão de emoções, já que são poucas faixas de pedestres. No caminho você passa pela Torre de TV de Brasília, que é nada mais que uma antenona hehe (os brasilienses simplesmente odeiam que chamem a Torre de "antena"), mas é uma antena gigante! Infelizmente não consegui subir, estava em obra, mas sei que dá pra subir lá em cima e ter uma boa vista da cidade! Chegando ao Mané Garrincha, também não pude entrar. As visitas são só de sábado, e vale a pena visitar o site deles para se certificar dos horários. Mas deu pra bater umas fotos de fora e apreciar a magnitude do estádio. É bem bonito mesmo...ainda por cima com os arcos olímpicos bem em frente...(lembrando que o Mané também sediou jogos nas Olimpíadas Rio 2016). Pena que não tem nenhum time da Série A que jogue regularmente por lá. 

      Eu e o Mané! Estádio belíssimo, mas também caríssimo!
      De lá, cruzei o Eixo Monumental mais uma vez e fui em direção ao Banco Central do Brasil. No caminho, deu até pra ver o posto de gasolina que foi o marco zero da Operação Lava Jato haha. Como um economista, sempre foi um sonho conhecer o Bacen e quem dirá trabalhar lá. O prédio é muito bonito, e a única visitação disponível regular é o Museu de Valores do Banco Central, que tem uma exposição fixa sobre o desenvolvimento dos meios de pagamento (ouro, moeda, etc) no Brasil e, no período que eu fui (fev/2020), uma exposição temporária celebrando os 25 anos do Plano Real! E que museu legal! Conta a história do Bacen, a importância da instituição, o desenvolvimento dos meios de pagamentos brasileiros e também um suco de história econômica. Sobre a exposição do Plano Real, é bem legal para quem não conhece a história! Na minha opinião, o Plano Real é a política pública mais importante da história da República. Seu papel na redução da inflação é inestimável e envolveu um esforço acadêmico de dar inveja. A exposição é bem acessível para quem não é economista e me fez pensar o quão importante isso é ser difundido no povo...ainda mais para nós que nascemos pós hiperinflação (sou de 1993, então nasci no pré Real). Mas chega de economês. Vamos falar de viagem hehe. Do lado do Bacen, tem a Caixa Cultural! Tinha lido que lá reúne muitas exposições bacanas temporárias, e fui dar uma checada. No resumo, vi uma exposição de paisagens modernistas, que tinha até algumas obras da Tarcila do Amaral e uma outra que nem lembro qual era o conteúdo. Só sei que foi a pior exposição que eu já vi na minha vida hehe. Dei azar com a programação, porque 1 semana depois ia ter uma exposição sobre ciência bem legal! De lá, fui andando mais uma vez até o Congresso, já que tinha passado reto pelo Palácio da Justiça, Itamaraty, STF, STJ, etc. Desses só consegui tirar foto por fora, sem entrar. Ambos tem visitação guiada, com agendamento prévio no site, mas por algum motivo misterioso, as visitas estavam suspensas. Uma pena. 
      A tarde, já na Praça dos 3 Poderes, peguei um Uber até o CCBB. Tinha lido que lá tinha umas exposições mais legais que a da Caixa Cultural, além de restaurantes ótimos. O CCBB é perto do Lago, longe da Praça dos 3 Poderes, então não dava pra ir andando. E que prédio bonito! Peguei a exposição fixa deles, bem interessante, contando a história do BB. Além de uma coleção de arte que eles tem do Portinari. Mas, mais uma vez, dei azar com as exposições temporárias. Estavam em fase de montagem para a próxima...estavam aguardando o Carnaval pra isso. Mas deu para tomar uma cerveja e comer algo pelo bistrô deles. O CCBB é realmente bem legal, quando voltar a BSB quero passar mais tempo lá, ver alguma peça, algo do tipo. Lá é enorme!! Bem maior que o CCBB de São Paulo. Passei a tarde por lá e depois peguei um Uber até o hotel, para dar uma descansada. A noite encontraria o Flávio, meu irmão, e a Thaís, minha amiga. Ambos chegariam em BSB de noite. Fomos a dois bares na asa norte: o primeiro, Carne Moída, é um butecão justo com um karaokê. Bem divertido. Mas como tinha acabado tanto a cerveja quanto a comida, migramos para outro, a Área 51, um bar cheeeio de mesa de sinuca. Jogamos um bocado, mas não ficamos até muito tarde, já que no dia seguinte iríamos para São Jorge. Ah, detalhe. Diferente de SP, os bares em BSB fecham bem cedo. O Carne Moída fechava 0h e o Área 51 fechava 3h. Depois dos bares, cama. A viagem estava só começando. 
      Dia 3: Ida a São Jorge, Matula no Rancho do Waldomiro e Jardim de Maytrea (7,1 km andados)
      Acordamos de manhã e tomamos um café reforçado no hotel, já que iríamos viajar para São Jorge de manhã. Alugamos o carro na Unidas. A locadora é boa, alugo sempre nela aqui em SP, mas em BSB as coisas foram diferentes. Iríamos pegar o carro na zona hoteleira, do lado do hotel, e devolver no aeroporto na quarta-feira de cinzas. Mas, ao chegar na unidade da zona hoteleira, mesmo com reserva, eles não tinham carro com a categoria que reservamos, que era a segunda mais simples (Ônix, Polo, HB20...). Lamentável. Eles nos levaram a uma unidade que ficava marginalmente fora de Brasília, uns 30 min de onde estávamos, para pegar um carro. A ideia era sair de BSB já de manhã, mas por conta do atraso, da burocracia, só saímos depois do 12h. Briguei com eles para ter um upgrade por conta do transtorno, mas eles foram irredutíveis. Consegui barganhar um pouco e eles nos deram 1/4 do tanque de graça, mas mesmo assim...Em BSB, nunca mais alugo com a Unidas, o serviço foi péssimo. Em SP sempre deu muito bom. Pegamos um Polo. O carro é ótimo. Ficamos na dúvida se pegávamos o carro da categoria que pegamos ou uma Duster, algo 4x4...mas depois de muito ler, vimos que uma Duster/4x4 só seria necessário se fôssemos fazer cachoeiras mais remotas, como Santa Bárbara, por exemplo. Como não era o caso, pegamos a categoria menor. Isso é importante. Em São Jorge vimos muitos carros alugados com o parachoque quebrado, provavelmente porque foram para rotas mais acidentadas e não pegaram uma 4x4. Então, ao planejar a sua viagem, pense aonde quer ir e qual carro seria adequado. Só para constar, não fomos pra Santa Bárbara dessa vez porque lemos que no Carnaval o negócio lota. Coisa de ter que sair 3-4h da manhã para pegar um lugar. Não valia a pena. Volto para lá em baixa temporada. 
      O caminho até São Jorge é bem legal, uma retona. A estrada é boa, bem bonita, com muitas plantações de milho, cana-de-açucar, soja...era a primeira vez que visitava o Goiás e é legal ver essa parte do Brasil. Dirigir até lá foi uma delícia. Quase em São Jorge, na estrada que liga a Vila e Alto Paraíso, paramos no famoso Rancho do Waldomiro para comer a famosa Matula. E que coisa espetacular. Matula é o que eles chamam de "marmita" no Goiás. Mas que baita marmita, com uma abóbora refogada, um feijão tropeiro, arroz e uma carne de panela. É simplesmente espetacular. E tem a versão vegetariana também que é muito bom! A Thaís comeu. O lugar é simples, muitos trilheiros por lá, gente chegando na Chapada. Comemos e brindamos com uma cerveja gelada para celebrar o início da viagem. Vimos ali que o clima seria excelente!

      A espetacular Matula do Rancho do Waldomiro. A direita, de carne e a esquerda, vegetariana.
      Depois do almoço, finalmente chegamos em São Jorge. A Vila já nos encantou de cara! Rua de terra, casinhas simples, muita gente na rua, é animal! Fizemos o check-in no Savana Hostel. O Savana foi uma indicação de um amigo que tinha ido para lá no réveillon 2020. E o hostel é bem bom! O quarto que a gente ficou tinha até ar condicionado. Café da manhã excelente, um bar bem legal para passar o tempo, muitos banheiros, sempre limpos, pessoal gente fina. A atendente do hostel era muuuito firmeza, trocamos altas ideias. Valeu a pena! 
      Depois de nos alojar, já era quase o pôr-do-sol. Pegamos o carro e fomos ao famoso Jardim de Maytrea, ver o pôr-do-sol. O Jardim nada mais é que uma vista bem bacana do cerrado. Faz parte do Parque e não podemos entrar lá, só apreciar. A vista fica na estrada que liga São Jorge e Alto Paraíso, pouco antes do Waldomiro. Vista espetacular! Dá para ver as palmeiras, muitas, mas muuitas araras voando, maritacas. É espetacular! O Sol não se põe lá, mas com a golden hour dá pra ver uma vista bem bacana. Mas aqui vai uma dica: ali lota. Então toma cuidado ao parar o carro. Você para no acostamento mesmo. Além disso, aqui vai uma sugestão: aprecie a vista!! O que vimos de gente só querendo tirar foto sentado na estrada não tá escrito. Além de ser perigoso, o pessoal acabou perdendo uma paz de vista! Quão bom era ficar em silêncio vendo (e ouvindo) a natureza. Inesquecível

       
      Depois do sol se pôr, voltamos pro hostel e ficamos tranquilos, tomando umas cervejas e também demos uma volta pela Vila. Jajá falo disso, já que aproveitamos a noite só a partir do próximo dia. De resto, cama porque no dia seguinte acordaríamos 6:30-7h pra primeira trilha da Chapada!
      Dia 4: Parque Nacional, Saltos, Corredeiras e Vila de São Jorge (15,9 km andados)
      O primeiro dia de trilha começou com um belo café da manhã no hostel. Acordamos cedo para conseguir pegar as trilhas vazias (dica de ouro para o Carnaval) e também o café da manhã vazio no hostel. Saímos às 7h30, a pé, para a entrada do Parque, que abria às 8h. No Parque Nacional, existem 3 percursos diferentes: i) A trilha que chega nas Cachoeiras dos Saltos, ii) a trilha que dá na Cachoeira das Corredeiras e iii) a trilha que dá nos Cânions. A priori, queríamos fazer todas no domingo mesmo. Mas depois de fazer 2 delas, optamos por voltar, para não pegar a trilha de noite (o Parque fecha às 17h, então você deve voltar antes disso!). Pagamos preço de brasileiro para entrar no Parque, bem tranquilo. 

      Fomos primeiro o circuito dos Saltos, onde você passa pelas duas cachoeiras maiores do Parque: O Salto de 120m, que você vê só o panorama, de cima e o Salto de 80m, que dá pra nadar! Aqui mais uma coisa que acertamos: entrar cedo no parque nos proporcionou uma trilha bem vazia e, quando chegamos no Salto de 80m para nadar, também. A medida do tempo, foi enchendo. E foi quando saímos em direção às Corredeiras, fugindo do povo hehe. E que lugares bonitos! Foi a primeira vista que tivemos da magia da Chapada, e fomos muito bem recebidos! A vista do Salto de 120m é impressionante, e nadar no Salto de 80m é bem agradável, apesar de ter lotado rápido. A cachoeira das Corredeiras é legal pra você descansar, já que ela é menos atrativa em termos de banho. Não ficamos bastante tempo por lá. Mas o mais legal do Parque Nacional é fazer a trilha em si. Foi a primeira vez que vimos a vegetação e os animais do Cerrado. Muitas árvores com flores, já que estávamos no fim do verão. Imagino que nos períodos de seca deve ser bem diferente, o que me dá mais vontade ainda de ir em outro período! A trilha em si não é difícil...mas é aquilo: Vá com os calçados certos. Meu irmão já começou a ter as primeiras consequências de ter ido com o New Balance, sentindo o joelho. É questão de ir apropriado! No caminho de volta, já era quase 15h30 e decidimos não ir nos Cânions, já que não daria tempo para aproveitar o lugar. E assim voltamos para a entrada do Parque.

      Salto de 120m. Espetacular!

      Salto de 80m. Esse dá pra nadar!
      Como não tínhamos almoçado (só comido uns snacks de trilha), voltar "cedo" do Parque foi ótimo. E não só nesse dia, mas nos próximos sempre voltávamos das trilhas ao redor das 15h. Isso nos dava a oportunidade de descansar a tarde, almoçar tranquilo e ainda aproveitar a cidade a noite! Como acordávamos muito cedo, a estratégia foi perfeita: chegávamos no início do dia, com as rotas vazias e saímos quando começava o ofurô. Mais uma vez, lá no Carnaval é cheio e, as vezes, vale mais a pena você escolher horários em que consiga de fato aproveitar as cachoeiras :). Agora a questão é, aonde almoçar? Não teve dúvida: voltamos ao Rancho do Waldomiro porque ninguém tinha superado ainda aquela Matula da massa. O negócio é espetacular. Nos empanturramos, tomamos umas Antarcticas e ainda deu pra ver mais uma vez o pôr-do-sol no Jardim de Maytrea, que é do lado! As coisas deram certinho!
      Voltamos para a Vila de São Jorge e demos um tempo lá. A noite, foi a vez de aproveitar a Vila de São Jorge. E que vilarejo legal! O que mais nos impressionou foi a simplicidade de lá..não só do lugar mas também das pessoas. Todos te tratam bem! Tínhamos visto que rola um forró na Casa de Cultura Cavaleiro de São Jorge todos os dias, mas, quando tentamos ir, o preço era salgadíssimo. Coisa de 50/cabeça. Não estávamos nessa brisa e, ao voltar para o centrinho, na pracinha mesmo tinha um restaurante chamado Casa da Pankeka com uma banda de forró muito charmosa! Sentamos lá e ficamos tomando uma cerveja ouvindo. Foi bem agradável! Voltaríamos lá ainda nos próximos dias! O lugar serve comido e bebida com preços bem justos, além de ser mesa ao ar livre e com música. Melhor que pagar 50/cabeça, né?
      Dia 5: Cachoeira do Cordovil e mais Vila de São Jorge (15km andados)
      O dia 5 começou de novo com todos acordando cedo e sendo os primeiros a tomar café. Não tínhamos um roteiro definido ainda. A priori íamos para uma cachoeira que todo mundo do hostel tava falando: a Cachoeira do Segredo. Mas por outro lado, todos os relatos eram de que estava muito cheio no Carnaval. Então seguimos a dica de um pessoal do hostel também e fomos à Cachoeira do Cordovil. E acertamos! A trilha que dá acesso fica na estrada que vai pra Alto Paraíso, dentro de uma fazenda.
      Foi a nossa primeira trilha fora do Parque. E você já consegue ver que as coisas são bem diferentes! A primeira: as trilhas são mais freestyles, já que quem realiza a manutenção são os proprietários da fazenda. E por outro lado, você tem um olhar mais aberto do ecossistema. A trilha em si é muito legal, com muitos campos abertos e fechados, onde conseguimos ter um p anorama bem grande do ecossistema e da fauna. Gostei mais que a trilha do Parque! Na parte final você passa pelo Poço Esmeralda também, que fica num desvio antes de chegar à Cachoeira do Cordovil. Mas o acesso estava restrito para o Poço. O rapaz que controlava a entrada da Fazenda disse que muita gente estava se acidentando por lá, então eles fecharam.
      Chegando no ponto final, a Cachoeira do Cordovil é belíssima! Mas geladíssima também ahha. Só eu que pulei na água (YOLO, certo?). E foi muito bacana. A cachoeira estava vazia, então pudemos ficar um tempo por lá. Em compensação, o tempo estava começando a fechar, então não nos estendemos muito. Mas o lugar é realmente muito bonito e, imagino que ir em algum dia com o céu limpo seja mais legal ainda! No fim da trilha você passa por bastante pedra, então trate de tomar cuidado de não cair. Nisso, meu bastão de trekking ajudou bastante. Caso você goste de fazer viagens do tipo, vale a pena ter um! Não vejo necessidade em 2, já que eu gosto de ficar com uma mão livre. 


      Caminho para o Cordovil. Essa última foto representa bem o que é a vegetação do Cerrado no verão! Essa trilha é demais!

      Cachoeira do Cordovil
      A volta foi tranquila. Demos uma sorte, já que o tempo estava fechando, conseguimos inclusive ver a chuva no horizonte..então foi uma corrida contra o tempo hehe. Assim que pisamos na recepção da trilha, começou o temporal. Demos uns 20min e voltamos. Nisso, tome cuidado: Na maioria dos acessos das trilhas a estrada é de terra. Então controle bem a permanência e olhe a previsão. Não queremos ninguém atolado no caminho né?
      Chegando em São Jorge, o padrão: banho, cochilo e um descanso. Ficamos um tempo ainda tomando uma cerveja no hostel até dar a hora da "alma-janta". Isso nos fez poupar bastante dinheiro, já que optamos por almoçar tarde, e assim conseguir aproveitar as trilhas no horário vazio e ainda ter menos refeições ao dia. Claro, levamos bastante snacks durante as trilhas, mas deu super certo. Escolhemos para comer nesse dia talvez no restaurante mais famoso da Vila: a Santo Cerrado Risoteria. É um restaurante animal, com diversos tipos de risottos e bebidas! Pedimos 2 risottos para dividir em 3 pessoas e deu muito bom. Comida de excelente qualidade, mas cara. Conseguimos baratear por não pedir 3 porções, e deu mais que o suficiente! As panelas vêm cheias. Acho que vale a pena guardar um pouco do budget para ir lá sim! No fim da noite ainda sentamos de novo na Casa da Pankeka pra tomar umas e ouvir uns sons na praça. 

      Risoteria!
      Dia 6: Mirante da Janela, Cachoeira do Abismo, Alto Paraíso e último dia de São Jorge! (11km andados)
      No dia 6 decidimos terminar as trilhas numa das mais famosas: o Mirante da Janela! Sabe aquela foto clássica da Chapada, em que o pessoal consegue tirar a foto como se fosse numa janela, com o Salto de 120m no fundo? É exatamente essa. Mas o mais legal é: O mirante em si é a menor das coisas por lá! E ainda tem uma fila danada pro povo colocar no Instagram hehe. Jájá vocês entendem o que eu tô falando. 
      A trilha em si foi a mais legal que fizemos. Para começar, tem uma trilha até a entrada da trilha. E ela não é curta! Haha, mas depois disso a coisa fica bem legal. A maior parte do trajeto é plano, só no fim que é uma subida, em torno de uns 15min de caminho íngrime. Mas o mais espetacular da caminhada é a vista em si. Não dá nem 20min andando e você já se depara com a imensidão do Parquer Nacional. Vamos explicar: A trilha que dá no Mirante da Janela fica atrás do Parque Nacional. Então você consegue ver, de cima, tudo o que nós vimos no primeiro dia, em especial o Salto de 120m. E eu particularmente gosto demais de vistas panorâmicas! E nessa trilha é o que mais tem :), além, claro, da sempre presente vegetação encantadora do Cerrado. E não só isso, mas ir no verão têm seus méritos: A calma e belíssima Cachoeira do Abismo está cheia! Paramos nela tanto na ida quanto na volta e...que calmaria! Mais uma vez a estratégia de sair cedo do hostel foi boa, já que pegamos tanto a Cachoeira quanto o caminho bem tranquilos, onde deu pra relaxar tanto na ida na volta. A Cachoeira do Abismo tem seu charme como o próprio nome diz: uma piscina natural com borda infinita se forma com o horizonte ao fundo, o que dá um efeito bem legal! É como se você estivesse num jacuzzi natural apreciando a natureza. Espetacular!

      Cachoeira do Abismo

      Nós 3 e o Abismo!
      Seguimos pela trilha até o Mirante. Mais uma vez, o caminho é bem legal e você passa por tanto campos abertos quanto fechados! É bem legal! No final há uma subida de uns 15min...Nada impossível, mas o pessoal normalmente costuma cansar. Mas o que importa é que você chega na melhor parte da trilha: a vista! E aqui vai uma dica de ouro: Apesar da trilha chegar no famigerado Mirante da Janela, o Mirante em si é o que menos nos atraiu! Primeiro porque tinha uma fila de 1h para só tirar a foto clichê. Segundo porque nem é a melhor vista de lá! Mas o melhor lugar pra ver é um pico logo antes da Janela, numa pedra no fim da trilha. A vista você pode conferir embaixo, onde fiz questão de tirar uma foto pra guardar  . E não só isso, mas lá tem 3 mirantes bem legais para ver, com 3 diferentes ângulos do horizonte. É simplesmente espetacular. A minha pergunta é: Você vai ficar mesmo 1h esperando para tirar uma foto na janela (que nem é tão legal assim) e não ficar apreciando a natureza nos mais de 4 ângulos do lugar? Cada um tem sua prioridade né haha. O lugar é realmente impecável...e alto! Passamos bastante tempo lá contemplando, em silêncio a maravilha que é a Chapada dos Veadeiros. Cheguei até a chorar. Foi a forma perfeita de encerrar a viagem. E só me deu vontade de voltar para sentir aquilo de novo 😍. 

      A melhor vista do Mirante da Janela!

      Bons momentos!
      Na volta, mais um banho no Abismo antes de ir. Só que, para lavar a alma da viagem, a Chapada nos deu de presente uma tempestade na metade final da trilha! haha não foi tão ruim assim, estávamos com capa de chuva, mas os sapatos molharam todos. E foi uma chuva de verão, forte e rápida (uns 20min de chuva). Pra ficar na memória!
      De volta a São Jorge, depois do banho e descanso, fomos almoçar. Estávamos com uma "lombriga" de comer um peixe frito com cerveja e fomos em busca do famigerado. Recomendo o restaurante Luar com Pimenta, que fica logo antes da estrada que dá no Parque Nacional. Peixe muito gostoso e cerveja bem gelada para brindar o fim da viagem!
      A noite, fomos para Alto Paraíso para i) abastecer e ii) levar a Thaís para a rodoviária da cidade, já que ela voltaria na madrugada pra SP, saindo de BSB. Eu e Flávio ainda dormimos mais uma noite em São Jorge. Foi legal para conhecer Alto Paraíso, uma cidade "grande" quando comparado a São Jorge. Mas foi bacana, consegui comprar uns souvenirs por lá e ainda jantamos num ótimo restaurante Vendinha 1961, que descobrimos no Foursquare. Vale a pena! Mas, pelo pouco que vimos de Alto Paraíso, ficamos com São Jorge hehe. O clima intimista e simples é insuperável .
      De resto, eu e Flávio voltamos para São Jorge e capotamos, já que no dia seguinte iríamos cedinho voltar para o aeroporto de Brasília!
       
      7. Conclusão
      Eu sempre quis aproveitar o período de Carnaval para fazer uma viagem fora da realidade. Apesar de SP estar com um ótimo Carnaval, ir pra Chapada foi uma terapia que eu estava precisando. A gente corre tanto no dia-a-dia e pouco lembra que temos que nos dar algum tempo para aproveitar não só nós mesmos, mas também a natureza espetacular que o Brasil nos oferece. Lembro que era dezembro de 2017, na Patagônia, que decidi que ia tornar o trekking um hobby na minha vida. E tenho conseguido! A Chapada dos Veadeiros foi a primeira das grandes viagens que fiz só com o intuito de fazer trilhas. E que privilégio ter tido a companhia do meu irmão Flávio e da minha grande amiga que é a Thaís . Agradeço a vocês por terem feito parte disso!
      E aqui vai uma reflexão: Como disse no início, escrevi essas memórias em tempos de pandemia. Não vai ser agora que você vai viajar para lá, por questões sanitárias, mas o relato é pra lembrar que as coisas vão voltar ao normal. E não só isso, mas vão voltar de uma forma completamente diferentes. Sabe aqueles tabus que tínhamos antes de tudo isso acontecer? Sabe aquela ligação para seus amigos, para sua família que você sempre deixava pra depois? Isso é passado. Eu realmente acredito que a gente vai mudar pra melhor. Tornar a vida mais leve e mais sustentável. É a primeira vez no século XXI que estamos, de fato, em guerra com o incontrolável. E fica a lição que a natureza é o que temos de mais supremo e mais magnífico na humanidade. Então tratemos de aproveitá-la!
      E, depois de conhecer a capital federal, andar mais de 73km em 6 dias e chorar copiosamente lembrando dos bons momentos, concluo o relato com uma mensagem de amor a todos vocês. De nada adianta se ficarmos martelando a cabeça em coisas que não nos faz bem. E se tem alguma coisa que deixa o ser humano mais completo é viajar. E, se for viajar com a natureza, pode ter certeza que estará em uma formidável companhia 😊.
      Chapada, eu volto!
      Um abraço e boa viagem! 🌎
       
       
       

    • Por guilhermenavarro
      Um relato de Guilherme e Thais, com nossos amigos de viagens e do interiorrrr de SP, Daniel e Dayane. Realizamos uma viagem de 03 dias completos para Chapada dos Veadeiros entre 19/06 e 23/06, durante feriado prolongado. 
      Origem: São Paulo. Avião com destino Brasília e aluguel de veículo (Duster) no próprio aeroporto. Optamos pela Duster pra evitar problemas com buracos, maior espaço interno e em eventuais travessias de rios, apesar de que em época seca (junho) o nível é baixo.
      Hospedagem e Clima: Camping Pachamama. Durante a noite faz frio (+/- 13ºC), utilizamos sacos de dormir (10ºC) + Isolante Térmico, foi o suficiente.
      Objetivo do Relato: Apresentar um conteúdo que facilite uma viagem ao local, com as nossas impressões, planejamento, custos e dicas.
      Aplicativo para Trilhas e Locomoção: aplicativo Avenza Maps. Mesmo na ausência de sinal ou internet, com mapas georreferenciados, é possível se guiar em trilhas e rodovias, com a sua posição aparecendo no mapa. Os mapas georreferenciados estão disponíveis para download ao final do relato. Nem todos os mapas foram utilizados na viagem, creio que o mais útil seja referente à trilha para Cachoeira do Segredo, nas proximidades da vila de São Jorge.
      Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros contém parte dos atrativos da região, e é localizado cerca de 3 horas distantes de Brasília (244 km). A entrada para visitantes é localizada na vila de São Jorge, pertencente ao município de Alto Paraíso de Goiás. Outra cidade integrada à região é Cavalcante, onde é situado o quilombo Kalunga, que contempla boa parte de outras cachoeiras de interesse.
      Dessa forma, a vila de São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante constituem-se nos principais destinos turísticos da região, e opções de hospedagens. Uma vez que o nosso grupo (de dois casais) prefere a hospedagem em camping, distante de cidades, optamos por nos hospedarmos no Camping Pachamama, localizado entre a vila de São Jorge e Alto Paraíso.
      Roteiro: O roteiro foi baseado na distância entre os locais, sendo que os agrupamos conforme a distância entre eles e o Camping.
      Consideramos o período de 03 dias para realização dos mesmos. Sendo assim, nos baseamos em mapas com a localização dos atrativos (disponíveis na internet e outros, que criamos para um melhor planejamento) e informações sobre acesso e interesse. O resumo do roteiro está abaixo:
      Quinta-Feira: Cachoeira Candaru e Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga, município de Cavalcante)
      Sexta-Feira: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas (vila de São Jorge)
      Sábado: Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra e Jardim da Maytrea (Entre Alto Paraíso e vila de São Jorge)
      Quarta-Feira (19/06): Brasília - Chapada dos Veadeiros (Camping Pachamama)
      Chegada à Brasília (18:00) e trajeto (244 km) para o Camping Pachamama. Trata-se de uma estrada de boa qualidade e boa sinalização, realizamos o trecho em menos de 3 horas.  Estradas: GO-030, GO-010, GO-239. A rodovia GO-10 é seguida até a cidade de Alto Paraíso, posteriormente é tomada à esquerda a GO-239, que liga Alto Paraíso à vila de São Jorge. O Camping Pachamama é localizado à beira da rodovia em questão. Caso o destino seja a cidade de Cavalcante, basta permanecer na GO-010.
      O Check in no Camping Pachamama ocorre até as 22:00, onde a recepção, assim como durante comunicação prévia via e-mail, fornece uma série de informações sobre as acomodações do Camping, orientações de convivência e dicas sobre as atrações da região. O Camping fornece espaços de convivência, como a fogueira, oferece churrasqueira, armários para acondicionamento de alimentos, cozinha, banheiros com chuveiro quente. As acomodações são todas bem equipadas, limpas e bonitas.
      No Camping, o silêncio é preservado e são realizadas atividades como observação dos astros, através de telescópios. A área de Camping é gramada e com ótima vista para os planaltos (Figura 1 e Figura 2), que representam principalmente a porção central do Parque Nacional, ilustrado, no caso do Camping, pelo Morro da Baleia.

      Figura 1: Área de Camping (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) 

      Figura 2: Nós e o friozin de manhã cedo (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) 
      Quinta-Feira (20/06): Cavalcante (Quilombo Kalunga) -> Cachoeira Santa Bárbara e Cachoeira Candaru
      Uma vez que se tratava de feriado prolongado, a estratégia para visitar a Cachoeira Santa Bárbara (a mais disputada da região), localizada no quilombo Kalunga, Município de Cavalcante, foi realizar esse passeio no primeiro dia, uma vez que parte dos visitantes ainda não estariam instalados na região.
      A estratégia deu certo, saímos às 06:30 do Camping em direção a Cavalcante. Por volta das 08:00 chegamos no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Cavalcante, onde acompanhados da Guia Ivana nos dirigimos ao Quilombo Kalunga. Quando a procura é grande, no Quilombo Kalunga são distribuídas senhas para acesso à Cach. Santa Bárbara (Figura 3), sendo que o local comporta 300 visitantes por dia (fomos a senha 257). Enquanto nossa vez não chegava, visitamos a Cachoeira Candaru (Figura 4).
      Para contextualizar o local, o Quilombo Kalunga contém 03 principais cachoeiras: Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira Candaru e Cachoeira Capivara. Ao menos em relação às duas primeiras, o acesso é feito através de uma carona em pau de arara, e que com certeza agrega ao passeio. Uma vez que o acesso é feito através dessa carona, o trecho de caminhada é curto.
      Alimentação: Tanto no CAT, na cidade de Cavalcante, quanto no Quilombo Kalunga é possível comprar lanches para um café da manhã. No Quilombo ainda é possível almoçar, por 30,00 R$, coma a vontade.
      Valores: Diária da Guia é cerca de 150,00 R$ por grupo. Carona sede do Quilombo - Cach. Candaru é 20,00 R$ ida e volta por pessoa. Carona sede do Quilombo - Cach. Santa Bárbara é 10,00 R$ ida e volta por pessoa.
      Janta: Ao retornar para região de Alto Paraíso, resolvemos fazer um churrasco no Camping. A estrutura do Camping é ótima, compramos gelo para a cerveja e nos foi gentilmente fornecido um isopor pela responsável do Camping. Utilizamos as mesas do Camping para jantar.

      Figura 3: Nós e a Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO)

      Figura 4: Dani e a Cachoeira Candaru (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO)
      Sexta-Feira (21/06): Vila de São Jorge -> Parque Nacional - Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas
      Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros possui entrada de visitantes na Vila de São Jorge. São 04 opções de trilhas (http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html), e os caminhos são devidamente sinalizados durante todo o trajeto. A dificuldade é variável, sendo que é possível (com agendamento prévio) realizar a travessia do parque, com acampamento durante o percurso, ou mesmo trilhas simples, de poucos metros.
      Por conciliar cachoeiras favoráveis ao banho e paisagens bonitas, optamos pela Trilha dos Cânions (Figura 5) e Cachoeira Cariocas (Figura 6). Trata-se de 06 km de ida, e 06 km de volta, o desnível é baixo se comparado à Trilha dos Saltos, Carrossel e Corredeiras. A Geologia do PARNA Chapada dos Veadeiros se refere ao Grupo Araí (Mesoproterozoico, 1770 Ma.), formado em ambiente de rift (semelhante ao que se passa atualmente próximo à Etiópia, através da separação de duas porções da África) caracterizado por marés e ações de ondas (Figura 7), e predominam na trilha visitadas quartzitos com estratificações cruzadas que... traduzindo, indicam o sentido e direção do transporte de sedimentos à época.
      Alimentação: Na recepção do Parque é possível tomar café da manhã e lanches.
      Valores: A entrada do Parque é gratuita (junho/2019). Foram gastos 15,00 R$ de estacionamento, à frente do Parque.
      Janta: Ao sair do Parque fomos ao restaurante Rústico, ainda na Vila de São Jorge. O local apresenta cardápio variado (carnes, massa, hamburgeres), o hamburger realmente muito bom. Também tomamos uma Cerveja Local da Chapada dos Veadeiros (32,00 R$). O preço do local é salgado.

      Figura 5: Nós e o Canyon ❤️

      Figura 6: Cachoeira Cariocas

      Figura 7: Marcas de Ondas nos quartzitos do Grupo Araí...
      Sábado (22/06): GO-239 (ligação Alto Paraíso - Vila de São Jorge) -> Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra (Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas) e Mirante do Jardim de Maytrea
      Contextualização: O Vale da Lua e a Fazenda Volta da Serra são próximos entre si, e do Camping Pachamama.
      O Vale da Lua (Figura 8) apresenta grande beleza cênica e ao final do percurso há a possibilidade de nadar, inclusive entre as fendas na rocha. A caminhada é curta, poucos metros.Tem como atração as rochas conglomeráticas (Figura 9) de matriz carbonática (Conglomerado São Miguel, base do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica... traduzindo, de 1 a 1,6 bilhões de anos). A matriz carbonática é solúvel, assim como ocorre em cavernas de rochas carbonáticas, e apresenta feições cársticas. A alta solubilidade desse conglomerado faz com que o Ribeirão São Miguel escave a superfície rochosa, crie marcas que demonstrem o fluxo de água, e as chamadas "Panelas". Mais informações sobre a história geológica do Vale da Lua: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf
      Alimentação: É possível comprar lanches na recepção do local.
      Valores: A entrada no Vale da Lua é 20,00 R$ por pessoa.
      A Fazenda Volta da Serra tem como principais atrações a Cachoeira Cordovil (Figura 11) e Poço das Esmeraldas, optamos por iniciar o passeio pela Cachoeira Cordovil, e ao retornarmos fizemos pequeno desvio que nos levou ao Poço das Esmeraldas. O percurso é 4 km ida, 4 km volta até a Cach. do Cordovil, sendo que o caminho é por si só uma atração (Figura 10), onde a paisagem do das serras, de campos limpos e do cerrado com árvores retorcidas toma conta. A dificuldade de uma trilha varia conforme o relato, sendo que ouvi amigos que fizeram o passeio anteriormente afirmarem que o trecho final é extremamente difícil, com pedras escorregadias; realizamos a trilha com bota, em época seca, e a dificuldade da trilha foi baixa. 
      O Poço das Esmeraldas possui águas cristalinas, esverdeadas. As camadas pelíticas (sedimentos finos) da Formação São Miguel parecem aflorar (no linguajar geológico... quando uma rocha aparece por aí), onde são claras as gretas de contração... traduzindo:  sabem aquelas  imagens famosas do nordeste, onde o fundo de lagos, rios secos ficam todos craquelados? isso é uma greta de contração! e no registro geológico, isso também permanece. Vemos, portanto, gretas de contração bem antigas (Figura 12).
      Alimentação: É possível comprar lanches e brindes na recepção do local. O Café da Fazenda Volta da Serra e o Mel, também produzido no local, são bem gostosos.
      Valores: 25,00 R$ por pessoa.
      Após sairmos da Fazenda Volta da Serra, e antes de ir a vila de São Jorge, nos dirigimos ao mirante do Jardim de Maytrea (Figura 13). Localizada na própria GO-239, que liga Alto Paraíso a vila de São Jorge. Trata-se de uma vista super famosa da Chapada dos Veadeiros, é um passeio rápido mas que vale a pena, ainda mais ao final da tarde.
      Janta: Provavelmente no melhor restaurante da Vila de São Jorge, o Restaurante Buritis. Há a opção de comer massas, ao estilo Spoleto, com diversos ingredientes e podendo repetir o prato. Ou pedir pratos individuais, fartos, com arroz, feijão, e carnes. O preço é camarada, a comida é muito boa. Nota 10.

      Figura 8: Nós <3, Aia, do Conto de Aia, e o Vale da Lua

      Figura 9: Clastos em Paraconglomerado São Miguel, pronto a ser retrabalhado (novamente solto e carregado) pelo rio atual

      Figura 10: Trilha na Faz. Volta da Serra, sede da fazenda - Cachoeira do Cordovil

      Figura 11: Cachoeira do Cordovil, Fazenda Volta da Serra

      Figura 12: À esquerda gretas de contração em rochas do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica (1 a 1,6 bilhões de anos) que margeiam o Poço das Esmeraldas na Faz. Volta da Serra. À direita, apenas para exemplificação, gretas de contração atuais, em algum outro lugar do Brasil rsrsrs

      Figura 13: Jardim da Maytrea... não me pergunte o porquê do nome
      Informações Geológicas:
      Mapa Geológico (Folha Cavalcante), ao norte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: http://www.cprm.gov.br/publique/media/geologia_basica/pgb/mapa_cavalcante.pdf
      Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Sítio SIGEP 096): http://sigep.cprm.gov.br/sitio096/sitio096.htm (clique em ver Capítulo Impresso)
      Vale da Lua (Sítio SIGEP 077), informações geológicas: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf
      Mapas Georreferenciados (Abrir no app Avenza Maps):
      -São Jorge-Alto Paraíso - Trilha Cach. Segredo - Avenza Maps
      -Alto Paraíso - Trilha Couros e Muralha - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1x2q2qU7a2QSbn_5dj8L-4UswVcQZDuGN/view?usp=sharing
      -São Jorge - Trilhas Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1coEOgUTiXCTxjkwilzZcSzdEXHyKu16w/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso (Trilhas na região de vila de São Jorge e Alto Paraíso) - Fotos Aéreas - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1dJ_KsofUVhLlGA0AQmvnkNz_-6Lvag2M/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso - Topografico - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1kGxgt1PY9Xf1aP-RA2udc1kAAgfTfIPR/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso - Ruas  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/19LslnGKD5ncxiFxWQJkCLAlcA9lcbiMp/view?usp=sharing
      -Cavalcante (Trilhas na região de Cavalcante) - Ruas  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1yZYagn1-lUD4Yuu3-Gjh8WtdwZtMKfhW/view?usp=sharing

       
    • Por Rogpan
      Nossa Trip foi bem louca galera!
      Primeira vez que resolvemos fazer o Mirante, confesso que foi uma das melhores e mais sinistras...rs
      No dia 30SET resolvemos comemorar meu niver fazendo uma bela trilha, um bate e volta dos bons... Como estava recebendo uma grande amiga em BSB Ariadne Rodrigues ( amiga de velhas cervejas )... fechamos a equipe convidando nosso grande amigo Reis ( conhecido nas redes sociais das trilhas).
      Partimos então para a Vila de São Jorge - GO e claro direto para a trilha!
      O acesso dar-se ao final da Vila de São Jorge no caminho para a antena de telefonia e seguindo um caminho não muito demarcado, como trata-se uma área particular apenas se chega de carro até uma área onde deixamos os carros e seguimos a pé por uns 1500m até a entrada onde fica o Sr Graciliano, senhor simples e de boa prosa... a trilha não tem mapa, é demarcada em partes ( talvez por conta dos guias e dos aventureiros que não curtem pagar ) então as orientações são de total conhecimento de quem já foi pelo menos uma vez e do Sr Graciliano.

       

      Início da trilha
       

      Chegando próx a Cachoeira do Abismo
       

       

      Cachoeira do Abismo
       
       

       
       
      Platô antes da Janela
       

      Reis fazendo um registro
       
       
      Registro no Mirante da Janela
       
       
       
      Após um café com Sr Graciliano
       
      Paga-se em média um valor de R$15,00 a R$20,00 por pessoa (em espécie) para visitação ao local dando direito a visitação na Cachoeira do Abismo ( fácil acesso ) e no Mirante da Janela ( médio a difícil). Neste último é comum muitos visitantes voltarem sem achar o mirante pois na parte final da trilha as demarcações foram retiradas, e acabam muitos se perdendo, o que muitas vezes é acionado o Corpo de Bombeiros local...
      Assim é importante ter em mente as orientações do Sr Graciliano ou ir com alguém que já foi.
      Dica: na última parte, ao achar uma espécie de circulo de rochas, mantenha a sua direita contornando este círculo, descendo um pequeno trecho onde tem como marcação um aste de madeira fincada e contornando pela direita novamente chega-se ao Mirante. Recomenda-se também voltar antes de escurecer ou levar lanternas para não perder o caminho de volta. Já fiz esse trecho a noite e é um pouco ruim o acesso.  
      Boa Trilha!

    • Por Carlosfuca
      1. Chapada dos Veadeiros: Cachoeira dos Cristais + chegada em Goiás

      (Foto: Cachoeira Véu de Noiva - Fazenda dos Cristais)
      Mapa: https://goo.gl/maps/B6fUo5G4PnNs5Snh6
      Acordei um pouco antes das 6h da manhã, dormi bem, estava cansado da viagem de ônibus de São Paulo até Alto Paraíso- Goias. Hoje é dia 06 de dezembro de 2019, o dia amanheceu nublado e o sol aparecia vez em quando bem tímido. Assim, apenas preparei o que eu iria levar, pois o destino do dia prometia: Cachoeiras dos Cristais. Dar inicio de vez às visitas pras cachoeiras da Chapada dos Veadeiros.
      Com a carteira, câmera fotográfica, celular e chave numa sacolinha, eis que as 06h40 comecei minha caminhada rumo a GO-110. Saí a rua do Camping Girassóis, dobrei à esquerda na Av Ary Valadão Filho pra, já no portal da cidade, tomar à direita na rodovia GO-110. A partir de então me pus a fazer uma corrida de leve num trajeto de 5km por essa rodovia, na maioria do trecho a estrada permanece reta, mas não plana. Também nada de aclives e declives acentuados.
      Com uma paisagem bem bonita do cerrado brasileiro, as 07h30 me deparo com a placa indicando Fazenda Cachoeira dos Cristais, só seguir mais 3km à direita, numa estrada de terra, daí então volto a caminhar, bem suave e reparando cada detalhe que posso pelos meus sentidos. Devagar também porque o local abre as 08h00 ainda.
      Observando os besouros, as abelhas, os lagartinhos, as folhas, as flores, as árvores, os pássaros, as formigas, a terra, os morros, eis que as 08h10 apresentei na portaria, um senhor me atendeu, seu Chiquinho, e como a lanchonete ainda não estava aberta fui direto pras cachoeiras.
      São varias, muitas de verdade, porém segui direto até a última que é a Véu de Noiva e na volta fui parando nas outras. A trilha até a Véu de Noiva é de 400 metros e essa queda é simplesmente encantadora, o sol ainda meio tímido ajudava a reluzir a beleza contida nessa parte do paraíso. Após muito descansar e curtir numa boa, comecei a subir para as outras quedas, são lindas também, uma perto da outra. Realmente aqui tem muitas opções para todos os gostos e disposições.
      As 10h30 a chuva veio nos acompanhar e então foi a deixa pra eu comer os deliciosos pasteis da lanchonete (pedi Frango com pequi e de Marguerita) e tomar uma saudável jarra de suco de laranja. 
      Agora estou escrevendo num papel, os pingos caem leve na grama e na terra, minha cobertura é um quiosque de palha, o apoio para o papel é uma mesa de madeira envernizada, do meu lado um redeiro. Alguns trovões anunciam chuvas para as próximas horas.
      Como cheguei em Alto Paraíso - Goiás (Chapada dos Veadeiros)
      No terminal Rodoviário Tietê em São Paulo, embarquei  (as 18h - 04/12) num busão pra Brasilia pela viação Real Expresso, preço R$159,00. Cheguei na Rodoviaria Interestadual de Brasilia as 10h30 (05/12), portanto perdi o ônibus das 10h que opera de Brasilia até Alto Paraíso, o próximo só viria as 19h (R$45,00). Bom, pensei em procurar carona e também pensei em pegar metrô e conhecer a cidade, mas no caminho do metro, que é logo do lado a rodoviária, uma quentinha me chamou por R$09,00, então almocei ali mesmo e depois voltei pra esperar no espaço VIP da Real Expresso, daí já aproveitei pra entrar em contato com familiares e amigos, além de avisar a dona do Camping que eu estava a caminho e iria chegar umas 23h00. 
      Fui recebido na rodoviária de Alto Paraíso que está bem próxima do Camping dos Girassóis, armei a barraca e fui dormir...
      Estou em paz, depois eu volto por aqui. E com fotos.
      Pédenatureza!!!
      Página facebook: https://m.facebook.com/campingecachoeiradoscristais/?locale2=pt_BR
       
        
        
        
    • Por Bruno Prieto
      Fala galera, então! Me Chamo Bruno e estou junto com um irmão, a sair pelo Brasil a fora no final de novembro, sendo mais exato, na semana do dia 25/11. 
      Sendo assim,  peço algumas.dicas sobre mochila roots, tanto quanto cuidados a ter com esse tipo de viagem, como o que fazer para auto sustento. Queria algumas dicas também sobre o Wordpackers, baixei mas queria entender melhor como funciona. 
      Para conclui o post, deixo aqui também meu convite para essa jornada, será minha primeira vez na estrada desta forma, e qualquer ajuda será valida! 
      (61) 98317-1261 (Meu contato, para troca de experiências) 


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