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1. Chapada dos Veadeiros: Cachoeira dos Cristais + chegada em Goiás

Cachoeira Véu de Noiva - Fazenda dos Cristais

(Foto: Cachoeira Véu de Noiva - Fazenda dos Cristais)

Mapa: https://goo.gl/maps/B6fUo5G4PnNs5Snh6

Acordei um pouco antes das 6h da manhã, dormi bem, estava cansado da viagem de ônibus de São Paulo até Alto Paraíso- Goias. Hoje é dia 06 de dezembro de 2019, o dia amanheceu nublado e o sol aparecia vez em quando bem tímido. Assim, apenas preparei o que eu iria levar, pois o destino do dia prometia: Cachoeiras dos Cristais. Dar inicio de vez às visitas pras cachoeiras da Chapada dos Veadeiros.

Com a carteira, câmera fotográfica, celular e chave numa sacolinha, eis que as 06h40 comecei minha caminhada rumo a GO-110. Saí a rua do Camping Girassóis, dobrei à esquerda na Av Ary Valadão Filho pra, já no portal da cidade, tomar à direita na rodovia GO-110. A partir de então me pus a fazer uma corrida de leve num trajeto de 5km por essa rodovia, na maioria do trecho a estrada permanece reta, mas não plana. Também nada de aclives e declives acentuados.

Com uma paisagem bem bonita do cerrado brasileiro, as 07h30 me deparo com a placa indicando Fazenda Cachoeira dos Cristais, só seguir mais 3km à direita, numa estrada de terra, daí então volto a caminhar, bem suave e reparando cada detalhe que posso pelos meus sentidos. Devagar também porque o local abre as 08h00 ainda.

Observando os besouros, as abelhas, os lagartinhos, as folhas, as flores, as árvores, os pássaros, as formigas, a terra, os morros, eis que as 08h10 apresentei na portaria, um senhor me atendeu, seu Chiquinho, e como a lanchonete ainda não estava aberta fui direto pras cachoeiras.

São varias, muitas de verdade, porém segui direto até a última que é a Véu de Noiva e na volta fui parando nas outras. A trilha até a Véu de Noiva é de 400 metros e essa queda é simplesmente encantadora, o sol ainda meio tímido ajudava a reluzir a beleza contida nessa parte do paraíso. Após muito descansar e curtir numa boa, comecei a subir para as outras quedas, são lindas também, uma perto da outra. Realmente aqui tem muitas opções para todos os gostos e disposições.

As 10h30 a chuva veio nos acompanhar e então foi a deixa pra eu comer os deliciosos pasteis da lanchonete (pedi Frango com pequi e de Marguerita) e tomar uma saudável jarra de suco de laranja. 

Agora estou escrevendo num papel, os pingos caem leve na grama e na terra, minha cobertura é um quiosque de palha, o apoio para o papel é uma mesa de madeira envernizada, do meu lado um redeiro. Alguns trovões anunciam chuvas para as próximas horas.

Como cheguei em Alto Paraíso - Goiás (Chapada dos Veadeiros)

No terminal Rodoviário Tietê em São Paulo, embarquei  (as 18h - 04/12) num busão pra Brasilia pela viação Real Expresso, preço R$159,00. Cheguei na Rodoviaria Interestadual de Brasilia as 10h30 (05/12), portanto perdi o ônibus das 10h que opera de Brasilia até Alto Paraíso, o próximo só viria as 19h (R$45,00). Bom, pensei em procurar carona e também pensei em pegar metrô e conhecer a cidade, mas no caminho do metro, que é logo do lado a rodoviária, uma quentinha me chamou por R$09,00, então almocei ali mesmo e depois voltei pra esperar no espaço VIP da Real Expresso, daí já aproveitei pra entrar em contato com familiares e amigos, além de avisar a dona do Camping que eu estava a caminho e iria chegar umas 23h00. 

Fui recebido na rodoviária de Alto Paraíso que está bem próxima do Camping dos Girassóis, armei a barraca e fui dormir...

Estou em paz, depois eu volto por aqui. E com fotos.

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2. Chapada dos Veadeiros: Cachoeiras Almécegas I, II e São Bento.

Almécegas I

(Foto: Almécegas I - Fazenda São Bento)

 

Antes de mais nada, devo ressaltar a tarde agradável que foi do dia anterior, vários papos bem pra frente que a Roberta, dona do Camping Girassóis, proporcionou deixando a estádia bem mais harmoniosa!

Não tem como deixar de falar que a acomodação é de grande importância numa viagem, seja qualquer tipo de viagem que for. E o Camping Girassóis fez total diferença para que minha estadia em Alto Paraíso fosse ótima.

Além da receptividade, o camping conta com cozinha coletiva, banheiros limpos, artes e artesanatos para todo lado, diversas árvores frutíferas, wifi perfeito em toda extensão, luzes personalizadas, localização bem central em Alto Paraíso e muito mais, enfim deixarei o link da página do camping e tá mais que indicado. Dá pra observar o Tucano de bico amarelo, as Araras Canindé, etc.

Hoje, referente ao dia 07/12/19, parti as 06h45 rumo a estrada que liga São Jorge (GO-239) para seguir até a Fazenda São Bento onde se tem três cachoeiras boas para se visitar, Almécegas I e II; e São Bento. O atrativo do dia era esse, pra curtir sem muita pressa e também aproveitar mais um dia de exercício.

Como na minha ida para as Cachoeiras dos Cristais, nessa eu também fui à pé. Na real comecei correndo, foi bem uns 8km e mais 2km de caminhada. Dei até uma relativa forçada pois sou acostumado a correr no máximo 7km, mas o ambiente estava bem favorável continuei numa boa. Com isso, ainda não tinha batido as 8h e eu já estava na entrada do parque.

A Fazenda é grande, logo no guichê de entrada tem um coffee shop, mais adiante um restaurante (no caso não fui ao restaurante). Paguei R$40,00 para visitar as 3 cachoeiras.

E aconselhável ir na Almécegas 1 primeiro pois é a mais top de todas. Da entrada tem mais 3km e pode ir de carro pra depois do estacionamento trilhar 800 metros. Na volta pro estacionamento se dobra à esquerda pra ir na Almécegas 2. Mais 1,8km de estradinha e depois 300 metros de trilha. Bem lindas e bem de boa para chegar. As fotos, por mais que não consigam demonstrar de fato a sensação toda, ajuda a descrever o que são essas maravilhas.

A Cachoeira São Bento eu visitei por último e ela está do lado da portaria da fazenda, 300 metros de trilha e já chega em mais uma queda!!! É tudo tão tranquilo que vale muito a pena ir pra contemplar e relaxar. Como eu tava a pé deu um tom de aventura também.

É importante notar que o volume de água é forte nas três, pelo menos nessa época, e como eu não costumo nadar (pra não dizer que não sei rs) tomei muito cuidado pra me banhar, me afastei um pouco das quedas. E de fato está chovendo algumas partes do dia, então em caso de chuva sair imediatamente da cachoeira. Além disso, é bom ficar atento ao nível do rio, pois as vezes chove em outro ponto e fica perigoso da mesma forma. Quem não tá muito familiarizado com isso contrate um guia local, a experiência será bem mais enriquecedora.

Na volta fiz à pé também, ia pegar carona mas quando coloquei o fone no ouvido bateu uma vibe que voltei ouvindo e cantando uns sons haha. Vale lembrar que é uma estrada com ciclofaixa, sensacional. A bike então é uma ótima pedida pra esse atrativo. Distante apenas 10km do centro de Alto Paraíso.

É nóis!! Quando eu descarregar as fotos já posto e tbem edito melhor alguma info. Tô no rolê!

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(GO-239 sentido São Jorge )

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(Mirante Almécegas I)

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(um pouco mais de perto)

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(agora na base)

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(Almécegas II)

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(Cachoeira São Bento)

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(Portal da Chapada - Nave Louca!)

 

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3. Chapada dos Veadeiros: Cachoeiras Anjos e Arcanjos - Moinho

Cachoeira Arcanjos - Fazenda Solarion

(Foto: Cachoeira Arcanjos - Fazenda Solarion)

 

 

Dia 08/12/19, às 07h00, lá estou eu passando pela avenida principal Ary Valadão Filho, mas dessa vez seguindo para a Av João Bernades Rabêlo até sair na GO-239, essa que é uma estrada de terra, que possui algumas descidas e subidas, e um dos lugares que se dá acesso é ao Povoado do Moinho. Desse povoado a intenção era ir até a Fazenda Solarion, onde se tem pelo menos duas cachoeiras que valem bem a visita: Cachoeira Arcanjos e a Anjos.

Dessa vez o sol tava exposto de fato, algumas nuvens no céu que nem quiseram se intrometer no raio em que o sol imperava, mas mesmo assim empreendi uma corrida de leve por uns 40 minutos. Bom, de caminhada me aguardava pelo menos umas 2 horas e 40 minutos e assim com esse pequeno cooper eu já pude poupar uns 20 minutos. Enfim, uma breve conta só pra exemplificar. 

Subidas e descidas, depois consegue-se avistar boa parte da chapada de forma panorâmica, nesse horário só se passaram dois carros, devia ser umas 08h15.

Fui me guiando pelos prints do celular que eu havia feito do trajeto traçado pelo google maps. No geral não teve muita bifurcação duvidosa, levando em consideração que se tinha placas em duas delas. Apesar dessa sinalização acontecer em um espaço longo, ou seja, fica-se seguindo bastante tempo sem indicação, mas enfim, é bom ir com um mapa. 

Passados um pouco das 09h20 cheguei no Hostel Moinho que eu tinha como referência. Lá eu perguntei se servia café da manhã, um moço solicito me informou uma vendinha mais acima na rua e perto do ginásio. Ao chegar nessa vendinha tava fechada, mas foi bom eu ter ido lá, pois ao lado já encomendei um almoço caseiro da dona Conceição, quem me atendeu foi um senhor e lá já me ofereceu um cafézin com pão. Almoço marcado pras 13h.

Logo depois vi a Associação Quilombola de Moinho e também a casa da Flor, só passei em frente, no entanto foi interessante pois eu havia assistido um documentário no qual ela era protagonista. Flor do Moinho, o doc.

Segui caminho pra Fazenda Solarion e as 10h00 já tô batendo um papo com o dono que é Suíço. De cara ele se surpreendeu pelo fato de eu ter ido à pé. Ele foi bem receptivo e após explicar as trilhas eu continuei a caminhada.

Primeiro fui na Cachoeira Arcanjos. Estava muito bom lá. O sol batia bem de frente com a queda, impossível não ter a vontade de entrar na água, bastou encontrar um lugar seguro pra banho e lá eu fui. Tinha apenas um grupo, e um casal na borda direita da cachu. Eu permaneci na esquerda. Vale a pena hein!

Adiante, depois de relaxar bastante, segui pra Cachoeira dos Anjos. Nesse momento o tempo estava se fechando aos poucos, assim eu estava sempre atento ao nível do rio. A minha parada em Anjos foi mais breve, mas valeu muito a ida até lá. Gostei muito da sensação. Rolê ótimo até então, bora almoçar!

Que comida deliciosa, parecia que estava comendo na minha casa de tão familiar que era o tempero, enquanto isso a chuva veio de leve pra refrescar o dia e fazendo subir aquele cheirinho bom de chuva. 

Agora, hora de encarar a volta e não deu uma hora de caminhada eu consegui uma carona, advinha quem? O casal que estava no lado direito da cachu, cariocas foram super gente boa, e assim eu desembarquei próximo ao centro. E já de volta pro camping foi só me ajeitar pra descansar!!!

Mais um dia lindo nas Chapadas dos Veadeiros em Goiás!!!

Até mais!

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(visual no caminho)

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(portal na fazenda)

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(informação)

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(Arcanjos!!!)

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(quem sabe nadar?)

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(Anjos!!!)

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(mais de longe - Anjos!)

 

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4. Chapada dos Veadeiros: Cachoeiras Santa Barbara e Capivara - Quilombo Kalunga

Cachoeira Santa Bárbara

Na segunda-feira, 09/12/2019, foi o dia em que eu iria pra Cavalcante, marcando assim minha saída do Camping Girassóis, que além de ter sido uma boa estadia, lá eu soube que a uma semana está operando uma linha de ônibus até Cavalcante por R$20,00. Com isso facilitou minha ida. Após muito conversar com a BellKalunga, decidi me hospedar no Hostel e Camping Cavalcante, pois eu havia combinado de rachar a gasolina com ela pra ir até o Engenho II no dia seguinte, povoado onde se encontra a queda top, a Santa Barbara.

Mapa: https://goo.gl/maps/5FoTBp3mNw8FFPTW7

Vale dizer: horário do ônibus

-Alto Paraíso x Cavalcante 16h30 - R$20 - único horário por dia

- Cavalcante x Alto Paraíso 05h20, horário por dia também.

Numa viagem de 90km de Alto Paraíso até Cavalcante e passando por Teresina de Goiás, cheguei as 18h10 no hostel. Logo foi-me apresentado um casal do Rio de Janeiro que tinha planos de ir até a famosa Cachoeira Santa Barbara. Sendo assim, me interessei e disse que ajudava a dividir o guia e a gasosa. Pronto, assim mudei meu roteiro na hora. A intenção inicial era ir com a Bell e voltar na caminhada os 27km, lógico que eu iria acampar no Kalunga, com a mudança o rolê seria de um dia, e mesmo assim foi uma experiência riquíssima.

Eu estava em contato com um guia, o Sr Elias Maia, que foi muito prestativo com nosso grupo (a essa altura éramos 6) e ele possui vasta experiencia na região, não pra menos ele foi nascido e criado no Kalunga, além de ser uma pessoa carismática, assim passou uma imagem maravilhosa das vidas no Quilombo Kalunga.

Nos falou dos saberes tradicionais e ancestrais, da vida no campo, de saúde, alimentação, plantas, animais, de família, enfim nos preencheu de sabedoria e conhecimento. Tudo isso, somado com a beleza e diversidade da natureza do local, é de tornar um destino imprescindível numa viagem para a chapada dos veadeiros. As vezes não curto muito essa de rotular o que se deve ou não fazer, porém se não relatassem que esse era um atrativo obrigatório, talvez eu nem iria pela dificuldade de acesso pra quem tá à pé e sozinho ainda. Mas deu tudo certo.

Quem está de carro não precisa agendar previamente o guia, basta chegar no C.A.T engenho 2 que lá terá guias de prontidão. A entrada pra Santa Barbara está R$20,00 e em seguida fomos até a Cachoeira Capivara, R$10,00.

É bom reservar o dia todo pra fazer o passeio, existe algumas trilhas para se fazer e também um transporte de pickup do próprio Quilombo, sendo r$10,00 ida e volta. Em alta temporada é bom chegar cedo, pois, por motivos de preservação da natureza, tem limite de visitantes e também do tempo de permanência na Santa Barbara.

Eu já falei que lá é um verdadeiro paraíso? Se sim, volto a repetir rs.

E até que fotos sejam postas, fica o breve relato.

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(Barbarinha)

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(Cachoeira Santa Barbara)

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(Banho merecido)

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(Paz!)

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(Trilhando, o guia)

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(Cachoeira Capivara)

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(outro ângulo)

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(peixe, jacaré ou cobra?)

 

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5. Chapada dos Veadeiros: Fazenda Veredas - Cavalcante

Poço Veredas - Fazenda Veredas

Cedo, mais uma vez eu me levantei, no dia de hoje o plano é conhecer as cachoeiras veredas que ficam uns 8km distante do Hostel Cavalcante em que eu estava. A resenha seria a mesma, praticar uma corrida na ida por uns 5km e depois continuar na caminhada. Porém, antes de ir, pude trocar umas ideias com o Paulo, hospede também do hostel e uma pessoa bastante viajada, diria um maluco que com seu carro desbrava o mundão, sobretudo a América Latina. Bem bacana trombar pessoas assim, muitas histórias pude ouvir e me inspirar. 

Papo vai e papo vem, eis que saio pro meu rolê lá pelas 10h00. Nada que comprometesse o planejamento, apenas o sol que estava um pouco mais forte nesse horário. No entanto, antes o sol do que a chuva nesse momento.

Subi a rua do camping e logo virei à direita, segui direto e no final dessa estradinha eu me tornei pra esquerda, acessando então a Estrada Colinas, diretão. Vou deixar o link do caminho traçado pelo google maps e que eu fiz uns prints.

Era uma quarta-feira, na estrada não se passava ninguém, apenas via algumas chácaras e propriedades RPPN. Algumas subidas e descidas foram deixadas pra trás. E continuei numa boa comendo poeira.

Por volta das 11h30 eu cheguei na sede da fazenda, uma senhora me atendeu, me concedeu um mapa e paguei R$25,00 pra adentrar nas cachoeiras. São mais 3km até o inicio da trilha e quem estiver de carro consegue poupar esse trecho de caminhada. 

São 7 cachoeiras espalhadas entre duas trilhas principais, uma dará na Cachoeira Veredas, mas eu segui a trilha que levava até Véu de Noiva. Sendo assim, passei primeiro na Cachoeira Veredinhas, que fica entre um paredão ou cânion e não é muito segura pra banho. Depois parti para o Poço Encantado, essa sim é uma linda queda apropriada pra se banhar de forma mais segura. Adiante, fui pra Toca do Lobo, lá a trilha tava um pouco confusa e na real vi a cachoeira só por cima mesmo e assim fui seguir para a Véu de Noiva, distante 6km da sede e foi lá que fiz minha pausa mais longa. 

Eu já estava com sinais de cansaço, pois até então já tinha caminhado uns 13km. Porém, me revigorei nas águas da Véu de Noiva do Veredas. A chuva ameaçava vir bem forte, mas ela veio de leve e por pouco tempo, nada que tornasse a trilha perigosa.

Voltei para a sede com passos leves, bem numa boa e cadenciando as energias. Quando terminei já pedi um misto quente e uma porção de peixes pra fazer uma reposição. No finalmente ainda se tinha uns 8km, acredito que depois de uns 30 minutos andando uma moça me ofereceu uma carona e num instante eu já estava na bifurcação a 1km do camping. Salvou de verdade, ainda fui na caçamba tomando um vento legal no rosto.

A dica que fica é que, se for passar uns dias em Cavalcante vale a pena ir nesse complexo de cachoeiras, mas a ida pra Cavalcante deve incluir a Cachoeira Santa Barbara como prioridade! 

Até mais!!!

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(Cânion veredinha)

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(muito cuidado!)

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(Cachoeira Veredinhas)

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(Poço Encantado de boa)

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(Cachoeira Véu de Noiva!)

 

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6. Chapada dos Veadeiros: Saltos, Parque Nacional - São Jorge

Saltos 120!!!

Chegou o dia de me despedir de Cavalcante após duas noites no Hostel e Camping Cavalcante, o destino próximo seria a Vila de São Jorge em Alto do Paraíso. Ainda de ônibus como transporte, acordei antes das 05h da manhã, fui pro ponto de ônibus pra esperar o das 05h20, sendo aquela linha nova de Cavalcante que, de acordo com o cobrador, é uma rota que veio pra ficar. Vale lembrar que o busão sai da Rodoviária de Cavalcante uma vez por dia sentido Brasilia, horário único das 05h20, valor de R$20,00 até Alto do Paraíso.

Um papo bem legal eu tive com uma senhora muito atenciosa e bem receptiva que estava no ponto de ônibus com seu filho e sua nora. Ela me contou várias histórias e eu me senti muito bem com isso, sinal que eu inspirei confiança pra ela. Com isso, fiquei sabendo dos principais acontecimentos de Cavalcante, de como ela foi morar lá e como criou os filhos. Soube até que, naquele dia, tinha sido decretado feriado em Cavalcante devido o falecimento de uma política muito próxima do povo e que ajudava muita gente. Alguns minutos depois eu embarquei no busão depois de me despedir dela.

Um pouco depois das 07h00 da manhã eu já estava próximo ao portal da cidade de Alto Paraíso e sentido São Jorge, parei no ponto de carona e era hora de conseguir uma. Após uns 40 minutos consegui, foi um rapaz gente boa que estava a caminho do Parque Nacional para fazer estágio de guia turístico. Maior vibe!

Ao chegar na Vila de São Jorge, depois de uns 36km, o meu objetivo do dia era ir ao Parque também, mas antes eu teria que procurar um camping. O Paulo, amigo do hostel em Cavalcante, me indicou o Camping Umay, porém além de não encontrar o mesmo, a vila estava bem vazia ainda e a maioria dos campings fechados. O Taiuá Ambiental estava aberto e lá já fiz o check in. Paguei R$40,00 a diária, um pouco a mais do que tinha previsto na média de R$25,00. Foi bom da mesma forma, um camping muito bem estruturado, funcionários atenciosos e regras de boa convivência para serem seguidas. O diferencial pra mim foi com certeza o diversos espaços de descanso com pufs, colchões, cadeiras, enfim. Super tranquilo! Pra se ter uma ideia, nem na barraca eu dormi durante as duas diárias.

Com o dia ainda todo livre e barraca montada, lá fui eu pro Parque Nacional, distante um pouco mais de 1km do camping. Após assistir um vídeo de consciência ambiental no parque e ouvir as instruções dos monitores, eis que as 10h15 começo minha caminhada pelo Parque Chapada dos Veadeiros, a trilha escolhida foi a amarela, que contêm os dois Saltos como atrativos, além do Carrossel e das corredeiras. Ah a entrada é paga agora, para brasileiros um valor de R$18,00.

Com trilhas autoguiadas, conservadas e com marcações muito bem feitas, segui numa boa por este pedaço de paraíso. A ida nessa trilha a gente perde altitude, tudo isso mostrado nos painéis na entrada. Sem maiores dificuldades,  muito empolgado e com um pouco mais de 4km caminhados, cheguei no Salto 120, é um mirante belíssimo, porém deixei-o pra volta e parti rumo ao Salto 80. 

Nossa, que show! Essa foi a sensação quando avistei a Cachoeira Salto 80. Foi incrível e surpreendente, ali eu vi que a chapada dos veadeiros é mágica de fato. Aquela sensação boa transbordou sobre mim que acredito que até escoou naquelas águas gélidas e constantes. Assim fui pra sessão de fotos. Depois, veio uma chuvinha de leve enquanto eu estava descansando deitado sobre um rocha que era ligeiramente inclinada fazendo com que minhas perna ficassem pro ar.

Mais uma vez, me falta palavra pra descrever com exatidão tudo aquilo, mas voltei pro Salto 120 e ali contemplei mais um pouco. Meio anestesiado, adiante, finalizei a travessia da trilha amarela, passando ainda pelo Carrossel e pelas corredeiras.

É preciso reafirmar que a ida ao Parque é crucial na Chapada dos Veadeiros? Só vai!

É nois!!!

Site do Parna: http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/

Fotos:

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(orientação)
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(Salto 80 - loko)

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(opre, eu aí)

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(nadando)

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(mirante lokoo)

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(Selfie)

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(Carrossel)

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(corredeira)

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(acessibilidade)

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7. Chapada dos Veadeiros: Cachoeira Cordovil - São Jorge

Cachoeira Cordovil

Nesse dia eu pretendia visitar o parque nacional pelo segundo dia, porém me veio a sensação e vontade de ir até a Fazenda Volta da Serra pra conhecer a Cachoeira Cordovil. Bom, as vezes é necessário seguir a intuição e mudar os planos, eu mesmo procuro ser flexível planejado rs! Acredito que a Chapada dos Veadeiros oferece essa gama de atrativos que pra elaborar um roteiro é necessário seguir o seu momento as vezes, pois com certeza algo ficará de fora. Portanto, não há necessidade de se afobar!

Nem na barraca eu tinha dormido, adormeci na área de convivência do camping que, como falei no post anterior, é repleto de estofados e colchões. Acordei pela manhã já disposto pra mais um dia de descobertas, no dia anterior eu tinha marcado com o casal que conheci no Hostel em Cavalcante e no qual fizemos a Cachoeira Santa Barbara juntos, para irmos ao Parque fazer a trilha vermelha (Cânions e Cariocas), eles estavam no Camping Umay, indicação do Paulo que também estava no hostel Cavalcante, e quando eu estava voltando da minha trilha eu os avistei no camping, batemos um papo rápido e fechamos esse rolê, uma pena eu ter mudado de ideia depois e não peguei o contato deles pra avisar, mas enfim, deve ter dado tudo certo pra eles também. Pessoas bem legais e de uma energia daora!

Agora, deixe-me ir para a caminhada (mapa: https://goo.gl/maps/14y7neMUty1u6FU39 )... 07h00 da manhã eu já estava na estrada sentido Vale da Lua que estava interditado para visita, pois estavam fazendo a busca de um menino que foi levado pela tromba d'água e até então estava desaparecido. Corri por uns 5km, de leve, na cautela e depois passei a caminhar. Tudo isso eu fazia pela ciclofaixa da rodovia. São Jorge assim como Cavalcante, é forrado de montanhas bem do tipo chapadão mesmo, eu acho isso muito louco, por mais que muitas vezes eu foque nas fotos de cachoeira, é bom saber que a natureza como um todo é um espetáculo imenso!

Na real, é normal faltar muitas coisas no meu relato, pois não dá pra descrever tudo assim, até daria mas ficaria prolixo, no caminho a gente vai tomando ciência de diversas histórias, são várias observações, várias pessoas e cada ser tem uma história, isso é muito louco da vida. Você já parou pra pensar nisso? Que cada pessoa tem seu tempo e seu espaço? Essa foi a viagem mais mochileira que fiz no meu ponto de vista, só encontrei pessoas incríveis, e por mais de boa que sejamos, o momento atual parece não nos reservar essa troca com diversidade e de poder compreender a trajetória e escolhas de outra pessoa.

O acesso à Fazenda Volta da Serra fica distante 8km de São Jorge, virei à direita e andei por mais 3km até chegar na sede. Lá, eu paguei uma quantia de R$30,00 pra acessar as trilhas. Eu tava na intenção de comer algo quente pro almoço, mas naquele dia não teria nada, então comprei alguns doces e salgadinhos. Fui informado que por questões de segurança seria melhor eu não trilhar sozinho. Bom, com o acontecido no Vale da Lua, estamos todos apreensivos. Eu disse ok, aguardei por uns 20 minutos e veio um casal de Goiânia. Não preciso nem dizer que as meninas eram incríveis e super gente boa, foi uma baita vivência trilhar com elas e fomos num apoio mutuo, foi dez. A gente não trocou contato, mas bem que poderíamos, pois a vibe de viagem delas e bem de boa! 

Por bem dizer, a Cachoeira que compensou mesmo foi a do Cordovil, vá nela como obrigação se for visitar a fazenda, pois a outras quedas e poços são bons e tal, mas com o padrão chapada dos veadeiros a gente quer sempre mais rs. Costumei dizer pra muita gente que a chapada iria me deixar mal acostumado e por vezes eu pensava, como será quando eu voltar pra casa? rs.

No total foram bem uns 10km de trilha, ida e volta, e o cansaço já batia na volta. De passos curtos e com paciência chegamos na sede bem. Ainda peguei carona com as meninas até a estrada, elas queriam me deixar em São Jorge e eu insisti que não precisava, pois elas iriam aproveitar outro atrativo e com isso poderia atrasá-las. Logo quando eu desci do carro delas, no primeiro caminhão que passou consegui uma carona até a entrada da vila. Era então só me alimentar e descansar. 

Vou encerrar aqui essa jornada de textos breves e com algumas fotos sobre meu mochilão pela Chapada dos Veadeiros em Goiás. Não vou fazer aquele final de novela do tipo, NOSSA! Mas enfim, eu ainda tenho em mente continuar a mochilada. Por enquanto, acabei pousando por um tempo em São Thomé das Letras. O vento soprou pra cá, outro lugar loko, E a vida segue. Qualquer coisa que eu puder somar é só dar um salve!

Pé de Natureza.

cachu rodeador

(cachu rodeador)

DSC08686.thumb.JPG.c8cc9ad13577f83b456857eed0dc2e2b.JPG

cachoeira do encontro

(Cachoeira do encontro)

Fim!!!

  • Gostei! 3

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Em 26/01/2020 em 20:49, George André disse:

Boa noite  estou querendo  saber  quanto  e quando estar para saí este passeio. Sou daqui de Sergipe 

Boa noite!

No caso eu fui de ônibus de São Paulo até Brasilia e então embarquei em outro ônibus até Alto Paraiso-GO,

Já de Sergipe vc pode ir de avião até Brasilia e de lá alugar um carro ou ir de ônibus também. Esse relato serve pra quem tá à pé!

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    • Por edu_edu
      Olá! Meu nome é Eduardo e esta é minha primeira postagem nesse fórum. Vou relatar a vocês minha experiência de bate-voltas pelo interior de São Paulo, através das linhas suburbanas da ARTESP. Desculpe pela pequena quantidade de fotos, pois minha câmera é bem beeeem ruim, e não colabora quando preciso rsrs
      O que são as linhas suburbanas?
      Para quem não conhece, as linhas suburbanas da ARTESP são linhas de ônibus intermunicipais que interligam regiões que não fazem parte de região metropolitana ou conectam uma região metropolitana a outra. Posso citar exemplos como a linha Itapevi x São Roque, conectando a região metropolitana de São Paulo com a região metropolitana de Sorocaba ou então na região de Jundiaí. Como esta não faz parte de uma região metropolitana, as linhas intermunicipais são gerenciadas pela ARTESP. E assim por diante. Como é impossível encontrar informações de quantas linhas suburbanas existem [não é tão prático assim como na EMTU por exemplo], tive, através da lei de acesso a informação, solicitar ao orgão quantas dessas linhas existem e seus itinerários. Não consegui todos os itinerários, mas com uma base na mão, parti para ver se era isso mesmo.
      Primeiro bate-volta - São Paulo até Bragança Paulista (Total gasto: R$45)
      Eu estava querendo muito viajar, porém, estava desempregado e sem grana. Pensei em algumas formas para driblar isso, desde conversando com amigos, pensando em carona (não tive essa coragem até agora) e vendo passagens pela internet. Como o preço das passagens dos ônibus rodoviários estão bem caras, fiquei pensando se tinha alguma outra forma de viajar. Então soube dessas linhas suburbanas e vi que poderia fazer umas viagens ao interior sem gastar 20, 30 reais numa única passagem de um ônibus rodoviário. Numa manhã de sábado, aproximadamente as 6 horas, juntei minhas economias, peguei minha mochila com uns lanches e a garrafa de água e então fui até o Metrô Parada Inglesa, gastando R$4,30 no Metrô (pois moro no extremo da Zona Leste). Próximo daquela estação, sai uma linha intermunicipal até Mairiporã, custando R$6,45, ainda usando o cartão BOM. Para minha sorte, ele já estava encostado no ponto final.
      Depois da bela paisagem da Serra da Cantareira pela Fernão Dias, chego ao terminal de Mairiporã, por volta das 10 da manhã. Vejo o ônibus suburbano para Atibaia, pela Viação Atibaia, com uma singela passagem de R$4,65, mais barato que o ônibus anterior. Mesmo com uma grande fila, todos os passageiros foram sentados. A primeira imagem é já na viagem pelo suburbano, na Fernão Dias ainda em Mairiporã. Após aproximadamente 50min de viagem, chego ao centro de Atibaia, na rodoviária local. Dali é possível ver que desembocam diversas linhas intermunicipais (e rodoviárias), para destinos como: Piracaia (R$4,65) | Campo Limpo Paulista (R$4,05 - tratarei dessa mais a frente) | Nazaré Paulista (R$4,25) | Jarinu (R$4,25) | E a qual escolhi, Bragança Paulista, com a passagem custando R$4,80. P.S.: Em Mairiporã também há uma linha para Nazaré Paulista que vai pela Estrada do Rio Acima, chegando na Guarulhos-Nazaré próximo a represa atibainha.
      A frequência da linha até Bragança é boa, então é tranquilo ir aos fins de semana e feriados. Mais uma vez, fiquei curtindo a paisagem e também o centro de Bragança, que é um charme só, até a chegada ao terminal rodoviário, por volta da meio dia e meia. Mais uma vez, ali é ponto de conexão para outras linhas suburbanas e até uma semiurbana [intermunicipal que cruza um estado a outro], são elas: Águas de Lindoia | Tuiuti | Jundiaí | Itatiba | Amparo | Socorro | Pinhalzinho | Extrema (MG). Há também uma linha para Vargem, porém sai num outro terminal urbano no centro da cidade. No entanto temos um problema, muitos desses destinos em Bragança tem horários bem limitados, chegando ao ponto de apenas um horário no dia (Amparo). As mais frequentes são para Atibaia, Extrema, Jundiaí, Itatiba e Tuiuti. 
      Enfim, a fome bateu na rodoviária e aproveitei meus lanches. Há uma lanchonete no local com produtos vindos de Minas Gerais e um X-Salada com massa caseira que também recomendo (experimentei na minha segunda ida pra lá). Já satisfeito por ter conseguido chegar um pouco mais longe gastando apenas R$20 reais, comprei uma passagem direto para São Paulo (R$25) e dei por encerrado esse bate-volta.




       
      Segundo bate-volta - São Paulo até Indaiatuba (Total gasto: R$22,60)
      Essa aqui me impressionou pelo fato de que gastei menos do que indo para Bragança. Antes de partir, fui me informar mais sobre estas linhas suburbanas. Para meu espanto, há muito pouca informação sobre elas. No máximo, a região de Jundiaí é a que possui mais coisas e depois só de São Carlos pra frente até o limite do Estado de SP com Mato Grosso do Sul. Nem mesmo informação sobre itinerário (como vou saber onde o busão passa) e preço. No caso da região de Jundiaí, os aplicativos Moovit e Cittamobi ainda quebram um galho, mas não é como na capital. 
      Iniciando mais uma vez a aventura, com a mochila "véia de guerra", e mais uma vez numa manhã de sábado, gastando R$4,30, vou até a estação Jundiaí da CPTM. No entanto, as linhas intermunicipais da região não atendem a estação ferroviária, o que peca nessa integração entre os modais de transporte. Então caminhei 40 minutos, numa subida bem chatinha até o centro de Jundiaí, próximo ao Terminal Central. Sei que há o terminal Vila Arenas próxima a estação da CPTM, porém a intenção é economizar. Na região central, há o viaduto da Avenida Jundiaí onde é ponto final para linhas suburbanas como: Franco da Rocha | Cajamar | Bragança Paulista | Jarinu | Itupeva | Cabreúva | Indaiatuba. OBS: Na rodoviária também sai linhas para Vinhedo, Louveira e Viracopos. O meu objetivo era essa linha para Indaiatuba, pois é a ligação entre duas regiões diferentes [Jundiaí e Campinas]. O preço da passagem é R$7,00. Mal imaginava eu, que, o caminho da linha, cruzando Jundiaí e depois por dentro de Itupeva, numa estrada local, passa por fazendas históricas desde os tempos do Império. Além do mais, no caminho há diversos condomínios residenciais de luxo e, para meu interesse, muitos sítios e plantações a beira da estrada e inclusive rochas metamórficas que vão até a região do Parque do Varvito em Itu.
      A viagem até a nova rodoviária de Indaiatuba, o ponto final desta linha suburbana, dura aproximadamente 2 horas.  Da rodoviária há linhas da EMTU e da ARTESP, além das rodoviárias. Se eu tivesse com um pouco mais de grana dava para ir na linha 611 para Americana (R$8,55) ou a suburbana para Salto. Futuramente, estarei fazendo estes caminhos. Depois de conhecer a rodoviária, dei uma caminhada pelo centro de Indaiatuba e visitei também o museu local. Então retornei a rodoviária e refiz todo o caminho da ida.

      Terceiro bate-volta - São Paulo até Atibaia (por Campo Limpo Paulista e Jarinu) (Total gasto: R$16,70)
      Este bate-volta teve poucas intenções. Só foi para conhecer esta linha para Atibaia que sai da estação da CPTM de Campo Limpo Paulista. Para quem curte estrada de terra, experimente andar de ônibus rsrsrs. O caminho da linha pega, em parte, o antigo traçado da E.F. Bragantina. Depois o ônibus vai pela Estrada da Cooperativa e atende uma pequena parte de Jarinu, e então vai até a Rodoviária de Atibaia. No entanto, esta linha tem apenas 3 horários diários. Então assim que cheguei em Atibaia, retornei pelo mesmo caminho. Vale pelo baixo custo da passagem: R$4,05. Minhas costas doeram por 2 dias depois disso rsrs. Deixei um vídeo em anexo para vocês verem a aventura.


      SAM_5955.AVI
      Quarto bate-volta - São Paulo até Miracatu (Serra do Cafezal) (Total gasto: R$36,60)
      Infelizmente, não há uma linha suburbana que liga até a região central de Miracatu, provavelmente para não estragar os interesses da Valle Sul. Pois quando tentei fazer esse roteiro, fui de ônibus intermunicipal até Juquitiba, vindo do Tietê (R$12,05). E de lá do terminal rodoviário de Juquitiba, há uma linha suburbana operada pela Soamin até a Serra do Cafezal, especificamente até o Graal Japonês, no KM 348 da Regis Bittencourt. Esse ônibus só possui dois horários diários, um da manhã as 6 e pouco e outro as 15:20. O itinerário da linha é circular, chegando ao Graal ele segue até o próximo retorno a Juquitiba e depois volta a rodoviária. Para não perder a viagem, voltando em Juquitiba vi o encontro do Rio São Lourenço com o Rio Juquiá e visitei a biblioteca local, atrás da Igreja Matriz. Mas deixo avisado, é uma subida e tanto para chegar lá. E num mercadinho próximo a rodoviária, há um pacote com dois pães de mel a mero 1 real, recomendadíssimo. 

      Planos futuros
      Há muitas rotas ainda para conhecer, como Cotia x Piedade [dali é possível ir a Tapiraí], Itapevi x São Roque [e depois ir para Sorocaba], Mogi das Cruzes x Jacareí [ou SJC],  região do Vale do Ribeira, São Carlos, Araraquara até Marília/Presidente Prudente, sem contar outras que ainda não citei. Quem sabe, num futuro próximo, eu conheça boa parte do estado de São Paulo só nessas brincadeiras. Agradeço por ler até aqui.



    • Por Rogpan
      Nossa Trip foi bem louca galera!
      Primeira vez que resolvemos fazer o Mirante, confesso que foi uma das melhores e mais sinistras...rs
      No dia 30SET resolvemos comemorar meu niver fazendo uma bela trilha, um bate e volta dos bons... Como estava recebendo uma grande amiga em BSB Ariadne Rodrigues ( amiga de velhas cervejas )... fechamos a equipe convidando nosso grande amigo Reis ( conhecido nas redes sociais das trilhas).
      Partimos então para a Vila de São Jorge - GO e claro direto para a trilha!
      O acesso dar-se ao final da Vila de São Jorge no caminho para a antena de telefonia e seguindo um caminho não muito demarcado, como trata-se uma área particular apenas se chega de carro até uma área onde deixamos os carros e seguimos a pé por uns 1500m até a entrada onde fica o Sr Graciliano, senhor simples e de boa prosa... a trilha não tem mapa, é demarcada em partes ( talvez por conta dos guias e dos aventureiros que não curtem pagar ) então as orientações são de total conhecimento de quem já foi pelo menos uma vez e do Sr Graciliano.

       

      Início da trilha
       

      Chegando próx a Cachoeira do Abismo
       

       

      Cachoeira do Abismo
       
       

       
       
      Platô antes da Janela
       

      Reis fazendo um registro
       
       
      Registro no Mirante da Janela
       
       
       
      Após um café com Sr Graciliano
       
      Paga-se em média um valor de R$15,00 a R$20,00 por pessoa (em espécie) para visitação ao local dando direito a visitação na Cachoeira do Abismo ( fácil acesso ) e no Mirante da Janela ( médio a difícil). Neste último é comum muitos visitantes voltarem sem achar o mirante pois na parte final da trilha as demarcações foram retiradas, e acabam muitos se perdendo, o que muitas vezes é acionado o Corpo de Bombeiros local...
      Assim é importante ter em mente as orientações do Sr Graciliano ou ir com alguém que já foi.
      Dica: na última parte, ao achar uma espécie de circulo de rochas, mantenha a sua direita contornando este círculo, descendo um pequeno trecho onde tem como marcação um aste de madeira fincada e contornando pela direita novamente chega-se ao Mirante. Recomenda-se também voltar antes de escurecer ou levar lanternas para não perder o caminho de volta. Já fiz esse trecho a noite e é um pouco ruim o acesso.  
      Boa Trilha!

    • Por Hemerson Coelho
      Relato da minha viagem de ônibus para o Chile!
      Depois de um ano de muito sufoco e planejamento, finalmente fui pra ficar!
      https://hemersoncoelho.wixsite.com/home
    • Por Igor Nascimento
      Boas Viajantes!
      Segue minha ultima atualização de roteiro para o Leste Europeu entre Maio e Junho de 2020. 
      Diante de infinitas possibilidades, este roteiro me agradou, tanto pela economia quanto pelos lugares.
      Prefiro mil vezes passar a noite dormindo (durmo muito bem aliás) em um ônibus do que perder meio dia indo e voltando de aeroportos, optei por viajar principalmente à noite e por via terrestre. 
      Alguém já fez essas rotas, poderia acrescentar alguma observação?
       
      06.05.2020 - São Paulo - Roma - Varsóvia.
      07 a 09.05 - Varsóvia - Polônia - 2,5 DIAS
      09.05 - Noite - Ônibus (Lux Express) para Vilnius
      10.05 - Vilnius - Lituania - 1 DIA
      11.05 - Manhã - ônibus (Lux Express) para Riga
      11 e 12.05 - Riga - Letônia 1 DIA
      12.05 - Tarde - ônibus (Lux Express) para Tallinn
      12 a 14.05 - Tallinn - Estônia - 2 DIAS
      14.05 - Noite - ônibus (Lux Express) para São Petersburgo
      15 a 18.05 - São Petersburgo - Russia - 4 DIAS
      18.05 - noite - Trem para Moscow
      19 a 23.05 - Moscow - 5 DIAS
      23.05 - noite - Onibus para Kiev (Ainda a definir empresa) 
      24 a 26.05 - Kiev  - 3 DIAS
      26.05 - noite - Onibus para Krakow ( Ainda a definir a empresa)
      27 a 30.05 - Krakow - Polônia - 4 DIAS
      30.05 - noite - Onibus (Flixbus) para Budapeste
      31.05 a 02.06 - Budapeste - 3 DIAS
      02.06 - noite - Onibus (ainda a definir empresa) para Praga
      03 a 05.06 - Praga - 3 DIAS
      05.06 - Noite - Onibus (FlixBus) para Verona 
      06 e 07.06 - Verona - 2 DIAS
      07.06 - Noite - Trem para Mestre (Veneza) 
      08 a 10.06 - Veneza - 2 DIAS E MEIO 
      10.06 - 18h00 - Aeroporto Marcopolo Veneza - Roma - São Paulo

      Valew a todos!
       
       
       
       
    • Por Anderson Paz
      Período: 15 a 19/11/2017 (período chuvoso)
      Cidade-Base: Caiapônia/GO, a 550 km de Brasília e 335 km de Goiânia.
       
      Relato escrito pela companheira de viagem Maria Fernanda. Fiz só algumas pequenas adaptações. Dessa forma muitas vezes vai estar se referindo a mim na 3ª pessoa...hehehe

      Além dela o Raphael também integrou o grupo, na verdade foi ele o mentor da viagem em seu Uninho Mille.

      Dia 15/11, quarta:
       - Saída DF: 05h30
      - Chegada Caiapônia: 13h30
      - Estrada via Iporá em ótimo estado de conservação ao longo de todo o trajeto
       
      - Fomos direto às Cachoeiras Jalapa e Tobogã.
      No caminho de terra à direita avista-se ao longe o "Morro do Gigante Adormecido". Lindão!
      Nível dificuldade das cachús: Zero!
      Segundo nossa avaliação, são as mais "simples", de menor beleza cênica e sujeitas a estarem lotadas nos feriados e finais de semana. Entretanto, quando lá chegamos só havia mais 3 pessoas.

      Depois de ficarmos ali um tempinho, seguimos rumo a Cachoeira Três Tombos
       
      Como chegar: 5 km antes de Caiapônia na GO-221 no sentido Iporá-Caiapônia

      Cachoeira Três Tombos
      Chega-se por cima, onde o Rio São Domingos encontrava-se raso, (na altura de minhas canelas, se tanto!). Do alto, aprecia-se um lindo desfiladeiro e a bela Três Tombos (nome autodescritivo). Próximo ao local do estacionamento à direita há uma trilha para a descida com mais segurança, com cordas para apoio. Não é preciso fazer como nosso audaz e intrépido Anderson Paz que - não encontrando a "descida oficial" - bancou o "Indiana Jones" numa descida arriscada pirambeira abaixo, ok?! O poço dessa cachú é DE-LI-CI-O-SO!! Todos concordamos que suas águas são as mais deliciosas em que tivemos a experiência de nadar / mergulhar. NÃO DEIXEM DE VIVENCIAR ISSO, certo?!
       
      Como chegar: BR 158, 46km em direção a Piranhas a partir do trevo que sai de Caiapônia + 16km de estrada de chão. Tem algumas placas. Confie nelas. (Digitar “Cachoeira 3 Tombos” no Google Maps)
       
      À noite: Restaurante do Ernesto, frente do Hospital Municipal. Fernanda e Rapha foram de "jantinha" (PF reforçado!) e Anderson foi de sanduba sem carne (com ovo, tomate, milho, alface e maionese).
       
      Dia 16/11, quinta feira.

      Cachoeiras Samambaia e Abóbora
      Chega-se por cima da Samambaia, literalmente! Inclusive, cruzamos o riacho q a origina sem que déssemos fé disso. Um pouco mais a frente percebemos que havíamos passado do ponto - ela estava logo à direita do riacho. Ao fazermos o retorno, tivemos a sorte de avistarmos 2-3 catetos ariscos.

      A de scida da Samambaia é tranquila e sinalizada. Queda d'água bonita. Há um poço pequeno .

      Para chegarmos a Abóbora, voltamos ao ponto de início da descida à Samambaia e pegamos uma trilha em frente, curta (talvez 250 m) e discretíssima! É provável q exista outra trilha por baixo, mas não vimos! A queda e o poço da Abóbora são maiores do que a Samambaia. No entanto, ao chegarmos, deparamo-nos com um fedor forte e nauseante de algum bicho morto nas proximidades.  Não permanecemos mais do que alguns poucos minutos por ali. Peninha...
       


      Nota Importante: das que visitamos, estas duas cachoeiras ficam muuuito próximas de pastagens e plantações imensas.
       
      Como chegar: BR 158, 10km em direção a Piranhas a partir do trevo que sai de Caiapônia + 30km de estrada de chão. Na BR entrar na placa escrita "Vivas Samambaia". O carro para em um estacionamento ao lado do córrego que desemboca na Samambaia. A primeira cachoeira é a Samambaia. Uns 300m de trilha a direita fica a Abóbora (digitar “Cachoeira Abobora” no Google Maps)
       
      Após, retornamos ao carro e seguimos nossa aventura em busca à Cachoeira São Domingos...

      Nessa tarde, fomos agraciados com um original e generoso "Safari no Cerrado".

      Além dos catetos que avistamos mais cedo conseguimos ver: 10 ou 12 emas, vários tucanos, dezenas de periquitos, muuuuitas corujas, alguns carcarás, seriemas aos montes, curicacas às dezenas, muuuuuitas Araras. Em especial, passamos por um grande pequizeiro e, logo atrás dele, uma fascinante "Árvore de Araras" com 12 exemplares delas, algumas com pequis nos respectivos bicos!

      Muitos bichos depois, chegamos ao mirante natural da cachú São Domingos...
       
      Cachoeira São Domingos
      Respirações suspensas, expressões estupefatas... Até agora, não encontramos a palavra exata para descrevê-la... BELÍSSIMA! EXUBERANTE! ENCANTADORA!*
      Para quem conheceu o *"Buraco das Araras" em Formosa... 3 ou 4x o diâmetro dela x 96 m de altura. Para quem conheceu o "Véu de Noiva da Chapada dos Gimarães...mais bela na nossa opião!

       

      Após muitas fotos e contemplações, ficamos por uns 40 min procurando a trilha para descer até seu poço.
      Já estávamos desistindo da descida, quando um som de esperança inundou o ar... uma moto estacionou: era uma das moradoras da casa logo na entrada do terreno de acesso à cachoeira. Apontou-nos o início da trilha ao lado da cerca da propriedade. Após uns 15 min de percurso no sentido contrário à cachoeira, em um caminho plano, a trilha inicia uma descida relativamente inclinada rumo ao vale; por baixo, retorna-se por cerca de 1 km em direção à cachoeira e VOILÁ: a queda belíssima e o poço magnífico!! Dá pra chegar bem embaixo da cachoeira, como é possível ver na foto abaixo.


      Após uns 40 min, vimo-nos obrigados a abandonar o paraíso recém-encontrado e retornar: já eram 17h40h. Não queríamos correr o risco de retomar a trilha, em geral bem marcada, mas com alguns trechos que requeriam um pouco mais de atenção, e realizar a subida no escuro.

      Ao chegarmos no topo, não pudemos apreciar o pôr do sol... dia nublado. Mas, fomos premiados com um belo passarinho azul da cara preta e mais 2 casais de curicacas.
       
      Como chegar: a partir da Abóbora, há uma estrada de chão de aproximadamente 40 km (digitar Cachoeira de São no Google Maps)
       
      Início da noite. Já na estradinha deserta em direção à Caiapônia avistamos 3 belíssimos veados (um deles galhado), pastando serenos até que o Anderson tentou tirar uma foto deles e... saíram em disparada!
       
      Chegamos famintos na cidade e fomos jantar no Varandas: restaurante e lanchonete do Daniel, próximo à Universidade Rio Verde. Recomendamos o delicioso macarrão ao molho branco.
       
       Dia 17/11, sexta feira

      Cachoeira e Corredeiras Santa Helena
      Local de acesso facílimo, extenso, prazeroso, com variados poços e cascatas. À direita da estrada, sobe-se para um dos seus melhores e maiores poços. Contaram-nos depois que em algum ponto mais acima há um encontro de águas quentes e frias, com uns ótimos poços de banho seguindo pela esquerda.
       



      De volta ao carro e a caminho das Três Barras, em dois momentos distintos, avistamos tatus próximos à estrada.
       
      Como chegar: seguir 45 km pela GO-221 em direção a Doverlândia, seguir 13 km na GO-188 e entrar a esquerda onde há placa indicativa da Cachoeira Paraíso (acesso 2 km depois da Cachoeira Lageado), seguir por mais 11 km

      Cachoeira Três Barras
      Outro local que nos deixou estupefatos, boquiabertos e sem palavras...talvez DESLUMBRANTE! seja uma boa palavra para descrevê-lo. Ainda pouquíssimo conhecida pelos próprios nativos. Seguindo uma trilha bastante discreta após a segunda ponte, conseguimos chegar na cabeceira da que fica mais no alto (nível da estrada) e tomamos um banho nela. Pela lateral à sua esquerda, "achamos"(?!) uma trilha (discretíssima, cheia de folhas e plantas) que desembocou numa pirambeira perigosa. Retornamos, não sem antes perder o rumo de onde estava o nosso valente Fiat Uno Mille, embrenhados que estávamos literalmente num mato sem cachorro, porém pleno de carrapatos e micuins.
       


      No que pese a deslumbrante paisagem, não recomendamos esta aventura para turistas incautos ou iniciantes no trekking. Por enquanto e pelo que pudemos avaliar in loco, temos a firme convicção de que apenas pessoas com ampla experiência em trilhas, com os equipamentos necessário, possam fazer esse desfiladeiro magnífico!
       
      Como chegar: seguir 12 km pela GO-118 após o acesso para a Cachoeira Santa Helena e depois entrar a esquerda onde há placa indicativa da cachoeira e andar mais 13 km
       
      À noite, voltamos ao restaurante Varandas. O Rapha comeu e recomenda o Burritos de Frango. Fernanda não gostou do contra-filé com mandioca: estavam duros! E Anderson manteve-se na aposta segura e apetitosa do macarrão com molho branco!
       
      Dia 18/11, sábado chuvoso

      Mais um dia de aventuras, descobertas e encantos na Serra do Caiapó/GO.

      Excepcionalmente, fomos acompanhados do Guia Valdivino "Jacaré".

      Cachoeiras Salomão e Índio
      O estacionamento fica logo acima e à direita da cabeceira da Salomão. A descida foi tranquila, ainda que escorregadia (há cabo de aço para apoio). Queda de 26 m e um poço pequeno.


      Ao subirmos e nos dirigirmos à cachú do Índio, tivemos a enorme felicidade e emoção de ver bem próximo um belíssimo exemplar do Tamanduá Bandeira. Chegando em sua cabeceira, o Guia e o Raphael avistaram um Cangambá.

      A descida era muito inclinada, fechada e, por conta das chuvas, estava um pouco escorregadia. Mas mesmo assim o Anderson quis descer até o poço da cachoeira. Não teve jeito: lá foi o pobre do Jacaré acompanha-lo!  

      Fernanda e o Rapha aguardaram na cabeceira. Minutos depois, eles retornaram da empreitada sãos, salvos e felizes (desconfio que o guia mais ainda que o Anderson! ) Retornamos todos ao Valente Fiat Mille.

      Cachoeiras Rio Verdão e do Coqueiro
      Para chegar nelas, paramos o carro próximo à sede de uma fazenda e atravessamos a pé 1 km d'uma estrada barrenta, escorregadia e mais uns 600m d'um pasto verdejante, sob uma chuva fina.
      A descida foi tranquila. "Rio Verdão" consiste num paredão em formato de meia-lua com uma queda d'água abundante e um grande poço, mas o fundo estava com muitos troncos e (não sei se porque chovia?) a água estava escura. Quando saíamos dela, a chuva engrossou!
       

       
      A "Cachoeira do Coqueiro" é uma "irmã-menor" da Rio Verdão. Foi a nossa quarta e a mais difícil do dia, pois a fizemos varando o mato, SEM TRILHA, meio que às cegas e com chuva forte!
       


      Quando retornávamos absolutamente encharcados e com frio ao carro, o guia Jacaré informou que poucas vezes viera até ali, uma vez q os turistas preferiam ir nas atrações mais conhecidas e badaladas.
       
      Após um reconfortante banho quente no Hotel e deliciosas roupas secas, fomos no "Jantinha Ki Delícia", bem ao lado da Igreja Matriz. Um local simples, mas surpreendeu-nos com UM SHOW de DELÍCIAS e SABORES!!
      Tudo o que comemos estava DE-LI-CI-O-SO: a jantinha, os bolinhos de arroz, o caldo de galinha, o pudim de leite... PUTZ!! Afirmamos: quem ainda não provou as gostosuras feitas pela Dona Elma e sua filha, não sabe o que está perdendo.

      19/11/2017, domingo nublado

      Anderson e Raphael saíram cedo para uma aventura "exploratória" à Cachoeira Pantano. Fernanda que já estava cansadinha, com dores nos joelhos das aventuras dos últimos e intensos 4 dias, descansou até às 10h e depois foi bater pernas pela simpática e limpa Caiapônia. Tentei visitar a Igreja Matriz, mas estava fechada. A imensa Assembléia de Deus (logo em frente) estava em pleno funcionamento. Fui até a feirinha local, onde comprei alguns hortifrutigranjeiros a bom preço. E descobri que há mais hotéis e pousadas no Centro do que supõe nossa vã internet.
       
      *** [Agora é a parte que eu entro na escrita do relato... hehehe]

      Cachoeira Pantano
      A cachoeira é uma das mais próximas da cidade, a apenas 10 km dela. O dono da fazenda não permite o acesso de grupos ou pessoas que não estão acompanhadas por guia. Como não queríamos pagar um apenas para ir nessa cachoeira. Paramos o carro na estrada, pouco depois da ponte que passa sobre o rio da cachoeira, e seguimos andando pela beira da mata de galera/ciliar, acompanhando um tracklog. Há trilhas abertas na mata, tanto de um lado quanto do outro do rio. Atravessamos o rio e seguimos pela sua margem direita, acompanhando o tracklog. Chegamos ao ponto final e não achamos a cachoeira. Voltamos, acreditando que poderíamos ter passado ela, mas não a encontramos. Depois de algumas idas e voltas e de muita perda de tempo, consideramos que o tracklog estava errado e resolvemos seguir a nossa intuição.
      Seguimos então acompanhando a mata da margem direita do rio e depois de uma caminhada de aprox. 30 min a partir da ponte, avistamos a cachoeira deslumbrante do alto. Vista maravilhosa e uma grande satisfação de termos encontrado a cachoeira seguindo a nossa intuição.

      Infelizmente, como estávamos com o tempo um pouco apertado e também como não conseguimos ver facilmente uma trilha para descer até a parte de baixo da cachoeira, tivemos que deixar a vontade de conhecer a cachoeira por baixo para uma próxima viagem.
      Como chegar: GO - 221, 10km em direção a Doverlândia. Deixamos o carro na estrada logo após a ponte.
       
      Depois da cachoeira, voltamos ao hotel, tomamos banho, terminamos de arrumar nossas coisas e pegamos a estrada. Na saída da cidade, paramos para abastecer e percebemos que o restaurante do posto estava aberto. Era o único aberto no domingo. Comemos ali uma boa comida goiana no self-service com precinho camarada.
       
      Depois do almoço,  nos despedimos de Caiapônia, já pensando em um retorno para conhecermos a Pantano por baixo, a maravilhosa Cachoeira Alvorada (que segundo relatos estava com pouca água) e outras cachoeiras como a bela Campo Belo.
       
      Hospedagem: Hotel Palace Avenida. Limpo, organizado e observei que todos os dias a camareira promovia o arejamento e limpeza dos quartos - ainda que desocupados. Ótimo café da manhã. Apreciei, em especial, o capricho da cozinheira Márcia que procurava enfeitar as bandejas, fazendo esculturas com os alimentos. Apreciei também sua higiene e cuidado com os utensílios e ambiente de trabalho. Funcionários simpáticos.


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