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Paulo Moreira Jr.

Patagônia Argentina - 8 dias entre El Chalten e El calafate

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Boa noite, colegas

Após muitas viagens, esse é meu primeiro relato.  Estou praticamente sendo obrigado a relatar, impelido por gratidão a todos e por achar que as informações pra esse destino estão um pouco confusas.  Minha tentativa é ajudar um pouco mais aqueles que buscam informações sobre essa área, El Chalten e El Calafate, e quem sabe encorajar outros viajantes!  Segue abaixo o relato da viagem realizada entre 10/10 e 19/10/2017.

Somos um casal de mochileiros e viajamos com a economia sempre sendo uma premissa de viagem. Não temos metas restritas de gastar 1 dólar por dia nem nada muito radical, mas evitamos gastar dinheiro desnecessariamente. O orçamento é curto e exige sacrifícios, o nosso dinheiro não dá pra viajar SEM se preocupar com despesas. Portanto, sacrificamos alguns dedos para salvar a mão. Não fazemos questão de luxo em hospedagens nem em restaurantes e sempre que possível fazemos tudo por nossa conta.

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As passagens Rio – El calafate foram compradas através de uma promoção divulgada no Melhores Destinos, pagamos 1130 por pessoa. Vôo com escala – longa e fora de mão – em Buenos Aires. Levamos cartões de crédito Mastercard para uso excepcional e para pagar os hotéis, uma vez que cartões internacionais são isentos de um imposto de 21% cobrados pelos hermanos, e dólares. Compramos os dólares na DG Câmbio, em Niterói – RJ.

Como preparativo, compramos calçados para frio no Amazon.com, que uma amiga trouxe para a gente dos EUA. Roupas específicas para frio compramos na Decathlon e na 91 Meias e Acessórios, ambas no RJ, e algumas acabamos nem usando pois demos sorte com o clima.

Programamos a viagem com alguns dias a mais que o mínimo necessário para termos algum espaço de manobra caso o clima não cooperasse.

Todos os preços listados são POR PESSOA ou POR UNIDADE, ao menos que explicitado em contrário.


VOU TENTAR ADICIONAR MAIS FOTOS POSTERIORMENTE!

Dia 1 - Embarque

Embarque no Rio às 22:00 com destino a Buenos Aires, pela Aerolíneas Argentinas. Os quatro vôos foram tranquilos e sem intercorrências ou atrasos, lanches simples e nada a destacar nem positivamente nem negativamente. Nesse primeiro deslocamento o destino final era El Chalten.

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Dia 2 – Ida até El Chalten

Chegamos em Buenos Aires às 02:00, no Aeroparque, que é próximo ao centro de Buenos Aires. Algo como o Santos Dumont no RJ. Nosso vôo para El Calafate era às 06:15 e gastamos o tempo assistindo a filmes no computador dentro do aeroporto. Wifi disponível e tudo ridiculamente caro, apenas uma prévia do que seria ainda pior na patagônia. Compramos uma garrafinha de água que custou 45 pesos (100 pesos estavam valendo 18 reais), cerca de R$ 8,20!

Nosso primeiro problema de logística ocorreu por causa desse vôo. Originalmente o vôo para El Calafate seria às 08:20, mas foi adiantado para as 06:20 pela Aerolíneas. Reduziu o tempo de conexão, mas me atrapalhou por que o Banco de La Nacion do Aeroparque fecha entre 00:00 e 06:00, o que significa que não consegui fazer o câmbio dos dólares antes de chegar em El Calafate, por que no minúsculo aeroporto de lá não há casas de câmbio. Durante as pesquisas eu descobri que havia uma agencia do La Nacion em El Calafate e com uma ligação para lá confirmamos que eles também faziam câmbio. Como o câmbio no Galeão era ridículo, chegamos em El Calafate ainda sem pesos na carteira.

Chegamos em El Calafate por volta de 09:30 e já estávamos com transfer ida e volta para a cidade marcado com a VES PATAGONICA. O valor foi 240 pesos por pessoa, cerca de 45, e tudo foi arranjado por e-mail. Como eu ainda estava sem pesos, paguei esse transfer em dólar e levei uma pernadinha na cotação e no troco, mas era algo que eu já sabia que aconteceria.

 

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Inicialmente, nós iríamos alugar um carro, mas como demorei a fazer a reserva não conseguimos boas tarifas e o conforto de ter um carro acabaria saindo muito caro, cerca de 3500 a 4000 pesos além do que gastaríamos com os transportes pela região. Deixamos o conforto e as vantagens do carro de lado pela economia e tranquilidade também, pois os policiais argentinos são conhecidos por acharcar motoristas estrangeiros. Não sei se é o caso na região da Patagônia, mas esse fator entrou na balança também quando desistimos do carro. Existem um transfer direto do aeroporto de El Calafate para El Chalten, nosso destino, mas tivemos que passar no centro de El Calafate primeiro para ir ao Banco de La Nacion trocar os dólares e marcar o Mini Trekking na Hielo y Aventura. A van foi pontual e prática e o motorista muito cordial e seguro dirigindo, sempre em baixa velocidade. Essa também foi a tônica nos transportes que pegamos, uma condução extremamente cuidadosa.

A van nos deixou no hotel em que nos hospedaríamos em El Calafate quando retornássemos de El Chalten, Kalken Hotel by HS. Volto a falar dele depois. Fomos ao hotel contando com a boa vontade deles em manter nossa bagagem guardada enquanto resolvíamos as pendências e eles foram extremamente receptivos. Guardaram nossas malas, nos permitiram acesso à internet e nos ajudaram com o transfer para El Chalten.

Fomos ao Banco de La Nacion e trocamos dólares em uma excelente cotação e sem taxas. O único inconveniente é que é um banco, então você entra na fila como um cliente qualquer. Nesse primeiro dia levou cerca de meia hora, mas na segunda vez que precisei aguardei quase uma hora na fila.

De lá seguimos para a Hielo y Aventura, que é a única empresa autorizada a realizar passeios pelo Glacier de Perito Moreno. Os dois passeios principais são o Big Ice e o Mini Trekking, optamos pelo mini trekking por ser bem menos caro e por receio com o mal tempo. A idéia de gastar quase 2 mil reais no passeio e ficar à merce do instável clima patagônico foi o que nos fez optar pelo mini trekking. Minha esposa sente muito o frio e eu receei que o passeio mais longo poderia se tornar um martírio em caso de darmos azar com o tempo. Falarei em mais detalhes do passeio depois, mas já adianto que não demos azar com o tempo mas também não ficamos com a sensação de que mais teria sido melhor, o Mini Trekking saciou plenamente nossa vontade de passear pela geleira.

Passeamos um pouco pela cidade para matar o tempo e com a ajuda da recepcionista do hotel, conseguimos marcar o transfer para El Chalten, ida e volta, 1150 pesos por pessoa, com a empresa LAS LENGAS. Precisamos da ajuda do hotel por que o terminal rodoviário de El Calafate, que era próximo ao hotel, foi desativado. Meu plano era ir direto lá e comprar as passagens, mas como ele foi movido para fora do centro da cidade, criou a dificuldade de ter que arrumar um táxi para ir até lá. A empresa Las Lengas busca e leva no hotel, o que poupou esse deslocamento até a rodoviária. Chegaram pontualmente e a viagem também foi muito tranquila. Fiz o pagamento diretamente ao motorista e ele mesmo me entregou o voucher para a volta, já com dia e hora marcados para nos buscar no hotel para o retorno ao aeroporto. O veículo tem um tacógrafo que apita se atingir 90km/h, o motorista fez todo o deslocamento sem qualquer sobressalto e nos deixou no nosso hotel em El Chalten por volta de 18:30 - a viagem levou cerca de 3 horas. O hotel foi o Cabanas Cerro Torre, logo na entrada da cidade a poucos metros do Centro de Informações Turísticas.

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Nossa estadia no Cabanas Cerro Torres foi bem mais ou menos. As cabanas são pequenos chalés, com uma pequena cozinha. Local espaçoso e acolhedor e com cama confortável, mas já muito velho e precisando urgentemente de melhorias. O vento forte provocava muito barulho nas instalações, além de se infiltrar pelas frestas. Tivemos alguns problemas com a calefação e a água quente, mas o frio não tava tão intenso a ponto de isso nos causar um grande transtorno. A calefação deu conta de deixar o quarto apenas um pouco frio, o que é até confortável para dormir. A limpeza também é precária, embora alguém limpe o quarto todo dia, a limpeza é muito superficial. Embaixo das camas, atras da geladeira, móveis, etc, estava tudo imundo. A diária custou 42,5U$, pagamos no cartão de crédito antecipadamente para evitar os 21% do IVA. Eles só aceitam VISA.

 


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Apesar do cansaço, ainda demos uma caminhada sem destino pela cidade. O sol só se pôs por volta de 20:00, com o céu ainda claro até quase 21:00. Temperatura na média dos 5 graus e o dia todo foi ensolarado.

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Transfer de ida e volta do aeroporto até El Calafate – 240 pesos

Transfer de ida e volta entre EL Calafate e El Chalten – 1150 pesos

Minitrekking – 2400 pesos

 

Dia 3 – El Chalten

Acordamos por volta de 8 horas e o dia estava ensolarado e com pouco vento. Nos arrumamos e seguimos direto para o Centro de Informações Turísticas para buscar recomendações de trilhas. Por conta do corre-corre do dia a dia, dessa vez chegamos ao destino menos preparados do que eu gostaria, e embora eu tivesse lido algumas coisas, não havia programado o que fazer. Teríamos 3 dias inteiros em El Chalten e queríamos fazer pelo menos as duas trilhas mais importantes, a da Laguna de Los Três e da Laguna Torre. Em conversa com a atendente, ela nos orientou a começar pela mais difícil, a da Laguna de Los Três, por que a tendência para o vento era piorar nos próximos dias e essa trilha era a que tinha o trecho mais desabrigado. Ela recomendou também o uso de bastões de caminhada, que eu planejava ter comprado antes da viagem mas acabei não conseguindo.

Adotamos as recomendações da guia e seguimos em direção a trilha da Laguna de Los Três. A entrada do Parque Nacional é na outra ponta da cidade, mas não dá nem 1km de distância. Alugamos os bastões de caminhada retráteis por de 100 pesos cada par e eles valeram cada centavo.

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Iniciamos a trilha às 10:30. Não vou ser muito detalhista sobre as trilhas pois já existem postagens muito boas aqui mesmo sobre elas, portanto vou ser sucinto. Existem duas formas de fazer essa trilha, a melhor é pegando um transfer até a Hosteria Pilar, pois partindo de lá evita uma primeira subida cansativa e faz-se um caminho em uma única direção, em vez de ida e volta como foi o nosso caso. Mas já estava tarde para ainda procuramos alguma condução até essa hosteria e portanto seguimos pelo caminho comum. De cara já tem uma subidinha um pouco puxada até um pouco depois do primeiro mirante, cerca de 1 km. Daí até o km 9, já ao pe do Fitz Roy, é bem tranquilo, relativamente plano com uma ou outra subidinha sem qualquer dificuldade, com belas paisagens e vegetações diferentes do que costumamos ver. Vimos apenas pássaros pelo local, inclusive o famoso pica-pau presente em todos os relatos que li. No final que vem a pior parte. A placa diz que a última subida leva cerca de 1 hora, mas levamos mais de 2:00h! Não somos sedentários mas estamos os dois acima do peso e a subida cansa muito, principalmente quando você pensa que depois ainda tem que voltar todo o caminho. Os bastões de caminhada ajudaram muito! Começamos às 10:30, chegamos ao pé da montanha às 14:30 e no topo dela depois de 16:30. Ficamos lá em cima por cerca de 1 hora. Embora não tenhamos passado por neve no caminho, la no alto estava nevado e a Laguna de Los Três estava congelada e coberta de neve. Iniciamos o retorno já sabendo que só chegaríamos a cidade à noite, mas já estávamos preparado pra isso com uma lanterna na mochila. Foi cansativo pra caramba, mas muito gratificante. Chegamos à cidade quase 22:00 e fomos direto pro hotel. A janta foi miojo que levamos na mochila, cozinhado no pequeno fogão da cabana, e pão. Durante toda a caminhada a trilha estava muito bem sinalizada, com placas a cada quilômetro, em um ou dois lugares tivemos alguma confusão mas rapidamente achamos o caminho. Não vimos sequer um pedaço de papel ou plástico em todos os 25km ida e volta. Lindo lugar, muito bem conservado e sinalizado e respeitado pelos mochileiros. Existem inúmeros córregos de água potável pelo local, basta levar uma garrafa vazia que sede não será um problema.

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Bastões de caminhada retráteis – 100 pesos o par. O rígido custava 60.

Pacote com 5 pães francês (equivalente hermano) – 25 pesos

Garrafa de água 1,5l – 25 pesos


 

Dia 4 – El Chalten

O tempo fechou e entrou uma forte ventania com pancadas de chuvas o dia todo. Veio a calhar pois estávamos moídos da trilha do dia anterior, então tiramos o dia para descansar e assistir uns filmes curtindo a friaca. Descansamos até mais tarde e no almoço comemos as coisas que havíamos trazido para lanche. No fim da tarde andamos pela cidade, devolvemos os bastões de caminhada, compramos algumas coisas e jantamos no Rancho Grande Hostel. Comemos um bife a milanesa com papas e ovos, que deu pra dividir pra 2 e deixar dois glutões satisfeitos. Antes da comida eles servem uma cesta com pães e um molhozinho. Bom custo benefício. Estávamos com uma garrafa de água na mão e o garçom ofereceu copos para que bebêssemos nossa própria água, sem demonstrar qualquer desconforto, além de trazer outro cesto com pães quando o primeiro acabou. O atendimento foi muito legal e acolhedor. Antes de voltar pra casa compramos algumas coisas no mercado.


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Milanesa com papas – 200 pesos

Pote de iogurte de 1l – 60 pesos

Coca cola 1,5l – 65 pesos

 

Dia 5 – El Chalten

Acordamos mais cedo dessa vez e o tempo já havia limpado novamente, embora ventasse um pouco. Não podemos reclamar do clima nessa viagem! As calças impermeáveis que comprei foram comigo na mochila pra cima e pra baixo sem serem usadas. Alugamos novamente o bastão de caminhada e fizemos a trilha para a Laguna Torre. Embora sejam quase 20km ida e volta, não cansou nem metade do que a trilha da Laguna de Los Três, pois as subidas foram bem mais suaves e menores. A Laguna de Los Tres em si própria é bem feinha, mas as montanhas ao redor são muito bonitas. O caminho também é muito bonito, belas paisagens, córregos e rios, a caminhada sem dúvida vale muito a pena. Principalmente por que você se sente seguro, sem aquele medo e preocupação com que o carioca já se habituou, lá você se sente em paz e isso te permite curtir de verdade as paisagens e a caminhada. Vale muito a pena ir até lá pra fazer as trilha. Começamos essa trilha às 09:30 e às 17:00 estávamos de volta a cidade, sem pressa e separando bastante tempo para ficar apreciando a paisagem ao fim da trilha.

Estava havendo uma vaquejada na cidade, demos uma passada pela festa comemos dois hamburgueres que estavam sendo vendidos lá, assistimos por alguns minutos mas depois fomos embora. Embora seja uma tradição, vaquejadas e eventos do gênero são muito covardes com os animais, não temos nenhum prazer em ficar assistindo. Os hamburgueres eram só o pão e uma carne normal como qualquer outra que compramos nos mercados por aqui, só que assada na brasa. Só o pão e a carne e custou 50 pesos cada. E esse era um evento local, não para turistas, e mesmo assim custou o equivalente a 9 reais.

De la fomos no Chê Empanadas e comemos algumas empanadas antes de voltar para o hotel.

Hamburguesia – 50 pesos

Empanada – 25 pesos

Bastão de caminhada – 100 pesos o par

Considerações sobre El Chalten. Cidade pequena e cara. No mercado, uma garrafa de 2l de Coca-cola sai pelo equivalente a uns 12 reais, empanadas custam entre 25 e 35 pesos, garrafas de água de 1,5l cerca de 25/30 pesos, refeições para uma pessoa na casa dos 200 pesos em diante.

Paraíso de trilhas e com opções de caminhadas para todos os gostos e condicionamentos, áreas para campings sinalizadas e organizadas, tudo limpo e impecável. Não é uma das mecas dos trilheiros à toa.


 

Dia 6 – El Chalten/El Calafate

Retorno para El Calafate. A van da Las Lengas nos buscou pontualmente conforme combinado e a viagem foi novamente tranquila até El calafate. Chegamos no Kalken Hotel por volta de 14:00, fizemos o check-in, guardamos as coisas no quarto e saímos para almoçar. Fomos ao restaurante Dona Mecha seguindo resenhas do Tripadvisor e pedimos o sanduíche de carne a milanesa (50cm) e duas “empanadas”. Foi o suficiente para nós dois. De lá fomos ao mercado e compramos pães e algumas outras coisas para fazermos sanduíches para levarmos no passeio de amanhã.

Sanduichão de ½ m - 165

Empanadas – 20 cada, 185 se comprar 10.

Não consegui encontrar a nota fiscal do mercado, se eu encontrar detalho os preços aqui. Compramos presunto, pães, tomates, alface americano, maionese e algo parecido com um requeijão.

 

Dia 7 - Minitrekking

Tomamos um café da manhã reforçado e aguardamos a chegada da van da Hielo y Aventura.

A Hielo y Aventura também faz muito bem seu trabalho, nada mais justo levando-se em consideração o preço do passeio. Não fugiu muito do explicado no site, uma van nos buscou no horário combinado, nos levou até um ônibus. O ônibus levou cerca de uma hora até o Parque Nacional em Perito Moreno. Saímos de El calafate com céu aberto, mas próximo ao glaciar estava nublado. Um funcionário entrou no ônibus e cobrou pelos ingressos de todos, é necessário estar com pesos para o pagamento pois não aceitam cartão. Uma dúvida que eu tinha era se ainda havia desconto para moradores do Mercosul, conforme vi em alguns relatos, mas não há mais. Brasileiro paga 500 pesos pelo ingresso. Depois seguimos para um pequeno porto onde um barco fez nossa travessia até o outro lado do estreito, de onde o grupo parte para a caminhada no glaciar. Entre explicações e caminhadas, levamos cerca de 1h até o pé da geleira, onde colocamos os grampões e iniciamos a caminhada. Levou cerca de 1:30 a 2:00h, conforme prometido, e visitamos 4 vales diferentes além de outras coisas pelo caminho como fendas, buracos poças e etc. O glaciar Perito Moreno é uma das coisas mais incríveis que já vi, e falo com a autoridade de quem já rodou um bocado. Assim como as pirâmides ou o grand canion, as fotos não fazem jus ao local, não conseguem transmitir a imensidão que é o lugar. Em sua maior altura, o paredão de gelo chega a medir 70 metros, o que equivale a um prédio de uns 30 andares. A caminhada foi tranquila e sem muitas exigências físicas. Leve um cartão de memória grande, vai tirar centenas de fotos.

Depois da caminhada, outro passeio de barco e o ônibus nos leva às passarelas. Num primeiro momento, eu achei que não teria muito mais o que ver de lá, mas estava redondamente enganado. Tanto na aproximação quando na caminhada em si, só visualizamos a frente da geleira e um pequeno pedaço, como as passarelas são no alto, da pra ver a vastidão da geleira, que literalmente vai até além do horizonte. É também espetacular. O céu limpou e o sol deixou tudo ainda mais bonito.

Ficamos nas passarelas por cerca de 1 hora, mas não vimos nenhum grande desprendimento de gelo, o que é uma das atrações de lá. Durante a caminhada ouvimos alguns, que soaram como trovões tamanho o volume dos pedaços que caíram.

Retornamos ao ônibus e em uma hora e pouco estávamos de volta à cidade. Tudo muito profissional e organizado, prestadores de serviço muito atenciosos e cordiais. Foi caro mas o serviço prestado foi à altura. Não há comidas nem restaurantes no local, o visitante deve levar seu lanche.

Pra janta comemos os pães e complementos que compramos no dia anterior.

 

Mini trekking – 3200 (quase 600 reais)

Entrada – 500 pesos (90 reais)


 

Dia 8 – El Calafate

Dia livre. Tomamos café da manhã no final do horário e depois saímos para andar à toa pela cidade. Caminhamos por fora da avenida principal e turística observando as casas dos reais moradores da cidade, os jardins e árvores, os muitos cachorros, enfim, a real vida no local. Caminhamos algumas horas sem destino pela cidade e já no fim da tarde paramos no restaurante San Pedro para jantar. Pedimos o prato que estava em promoção anunciado na vitrine, cordeiro com batatas rústicas. O cordeiro patagônico é um prato muito característico da região, mas infelizmente eu não reparei nas letrinhas menores. O cordeiro anunciado era cozido de outra forma, com molho chimichurri. Estava bom, mas como minha intenção era provar o cordeiro patagônico, que é assado na brasa, saí um pouco frustrado. Cada prato custou 195 pesos.

Rodamos um pouco para comprar minha lembrança de viagem. Desde minha primeira viagem que coleciono lembranças: um coliseuzinho de gesso, um gondolazinha, uma piramidezinha, essas bugigangas. Nunca foi tão difícil achar algo pra comprar, pois tudo custa um absurdo. Simples imãs de geladeira estavam custando 100 pesos (18 reais), qualquer besteirinha mais elaborada era 200, 300 pesos. Enfim, depois de muito procurar, achei um glaciarzinho sem vergonha por 60 pesos e me contentei com ele mesmo. Dessa vez improvisei nas bugigangas de viagem: trouxe uma pedrinha de El Chalten, uma pedrinha que peguei em Perito Moreno e um pequeno pinhão que retirei de uma árvore em El Calafate. Já trouxe pequenas pedras de outros lugares importantes, como Cairo, Petra e Jerusalem, gosto de verdade das pedrinhas, mas obviamente que o fato de elas serem 0800 ajudaram!

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Codeiro com papas – 195 pesos

Lembrancinha chinfrim – 60 pesos


Considerações sobre o Kalken Hotel. Hotel simples mas muito bom. Não é hostel nem guest house, é hotel com suas formalidades e características. O quarto é bem arrumado e espaçoso, com cama confortável carpete pelo chão, café da manhã buffet muito bom e pessoas muito prestativas na recepção. Eu diria que de 10 a nota deles seria 8. Recomendo. Tivemos problema com uma falta de internet que durou mais de 24 horas, o que nos dias de hoje é algo complicadíssimo, uma vez que era nossa única fonte de comunicação com o Brasil e também indispensável para as pesquisas de viagem. O café da manhã tem algumas opções de sucos, iogurtes, cereais e sementes, pães e croissant (chamam medialunas por lá), frios e a fruta da vez era abacaxi. Eu, como mochileiro, encaro um café da manhã já incluso no preço como uma oportunidade! Costumo dizer que a refeição mais importante do dia é essa, por que já está paga! Como feito um ogro e pulo o almoço tranquilamente. Recomendo este hotel. Diárias por U$47.

Considerações sobre El Calafate. Cidade caríssima e base para passeios ainda mais caros. Muito bonita e arborizada, clima frio e agradável. A cidade por si só não vale a viagem, o que justifica tudo por lá é Perito Moreno. Talvez seja um destino bom pra quem não precisa economizar, deve ter bons restaurantes e bares, mas esse não é nosso foco em viagens.


 

Dia 9 – Buenos Aires


 

Retorno ao Brasil. Por volta de 10:30 a van da VES PATAGONIA que estava agendada desde a chegada no buscou no hotel e nos levou ao aeroporto. Duas horas e meia de vôo e chegamos às 16:00 em Buenos Aires, com o próximo vôo para o Rio apenas às 06:25 da manhã do dia seguinte. Nunca havíamos visitado a capital argentina e também não tive tempo de fazer qualquer preparação para visitar a cidade. Pegamos um Uber até o Hostel Reina Madre, fizemos o check in e pegamos um mapinha e algumas informações com a recepcionista e saímos para caminhar pela cidade, que era o que dava pra fazer. O hostel é na Recoleta. Em nossa caminhada passamos pelo Cemitério da Recoleta e seguimos até a Flor Metálica, que efetivamente foi a única atração que visitamos. Almoçamos no MacDonalds. Seguimos caminhando e passamos pelo prédio da faculdade de direito e fomos até quase o obelisco da Avenida 9 de Julho. Relâmpagos e um tempo se revirando fizeram com que encerrássemos a caminhada e voltássemos para o Hostel. Compramos sanduíches no Subway, um pote de sorvete de doce de leite num mercado e já debaixo de muita chuva chegamos ao Hostel.

Uber - 108 pesos

Trio Big Mac - 140 pesos

Sanduíche do dia do Subway 15cm - 60 pesos

Pote de 1 l de sorvete – 99 pesos

Chuva e trovoadas com as capas de chuva esquecidas no hostel – não tem preço!

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Hostel Reina Madre. Barato. Pegamos um quarto com banheiro compartilhado, aproveitamos que ficaríamos apenas algumas poucas horas para economizar. O quarto tem ar condicionado, mas a recepcionista ligou em 24 graus e disse que não abaixava mais. Com o quarto sem janelas, o resultado é que fora do quarto estava mais fresco que dentro. Cama com colchão muito vagabundo, toalhas e roupas de cama encardidas. É só mesmo um lugar pra dar uma cochilada e só. Recepcionistas bem prestativas. 41U$ o quarto duplo com banheiro compartilhado.


 

Dia 10 – Rio de Janeiro

Acordamos às 4:00, nos arrumamos rápido e chamamos o Uber para retornarmos ao aeroporto. O motorista fez uma volta inexplicável para chegar e não só rodou muito mais como demorou o dobro do tempo. A corrida que tava orçada em 108 ficou em quase 180 pesos. Fuçando no aplicativo do Uber durante a fila pra checagem de segurança do embarque, vi que há uma aba específica para esse tipo de queixa e com dois cliques eu reclamei e automaticamente o aplicativo estornou o valor a mais se baseando no caminho que o motorista deveria ter feito. Ou seja, o hermano tentou me dar uma vuelta mas o sistema me protegeu e resolveu meu problema em alguns poucos instantes. E tem gente que ainda quer lutar contra... Fizemos o embarque e tivemos um vôo tranquilo de retorno ao Rio, mais 3 horas e aquele lanchinho sem vergonha de sempre e chegamos em paz e realizados com o final de mais uma viagem, o melhor investimento que o dinheiro pode fazer.

 

Espero ter ajudado aos colegas! Quem quiser alguma ajuda, me contate no e-mail [email protected], terei prazer em ajudar se puder.  Quanto tiver mais tempo dou uma melhorada no relato e anexo mais fotos.


 

 

 

 

 

 

 

 

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Muito bom! Vejo poucos relatos sobre esta época do ano e é bom ver corajosos por aqui hehe. Pretendo ir em 2018 em set/out. Parabéns!

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    • Por Paola Rafaelly
      12/12- SUCRE
      Fala gente! Vi que já tem uma galera acompanhando o relato e fico muito feliz de saber que estou ajudando alguém  Então, tentarei escrever o relato em até dois meses, afinal, quero escrever tudo bem detalhamente com preços e tudo mais, e sei que é bem chato ficar esperando um relato muito tempo. 
      Eu esqueci de falar que nós levamos todo nosso dinheiro em dólar, porque vale mais a pena, o real não compensa muito lá fora. Indico também trocarem o dinheiro aos poucos, porque você corre menos risco de perder dinheiro. Pra vocês terem noção, trocávamos nosso dinheiro aos poucos e pagávamos R$3,30 mais ou menos e quando fomos trocar da ultima vez, pagamos R$3,45, imagina quanto dinheiro não vai nesses 15 centavos.
      Bom, dito isso, vamos lá. Chegamos em Santa Cruz 1h20 e o nosso voo para Sucre seria só 11h. Passei as 10h mais entediantes da minha vida, tentando dormir naquele banco duro do aeroporto, mas sem sucesso né. Dada a hora do embarque, fizemos o check-in, foi bem tranquilo, mas façam com antecedência porque ouvi falar que sempre tem muita fila. Nós voamos com a Amaszonas e gostei da de voar com a companhia. O avião estava cheio com todos os bancos ocupados. Foi servido apenas um café com leite, mas não esperava mais que isso, eu tava na maior larica e o cafezinho deu pra dar uma enganada, uma dica é sempre levem uns snacks do Brasil, a larica vai bater e você não pensar duas vezes antes de gastar aquela grana no aeroporto. Por sorte, ainda tinha sobrado algumas comidinhas na mochila e eu comi. O voo durou uns 40min ou menos, foi bem rápido.

      Dica: Eu indico comprar a passagem aérea para Sucre, vi em muitos relatos que as estradas da Bolívia não são muitos boas e até um pouco perigosas, sem contar que a viagem é bem demorada, então invistam nisso. Compramos ainda no Brasil.
      Chegamos em Sucre e detalhe: não tínhamos nenhum boliviano, porque pensamos "ah, vamos deixar pra trocar dinheiro no aeroporto de Sucre" maior erro que cometemos. Quando chegamos no aeroporto e fomos procurar uma casa de cambio, NÃO TINHA NENHUMA! Nós fodemos legal haha Ficamos besta de como um aeroporto não tinha uma casa de cambio, e pior é que o aeroporto ficava no meio do nada, não tínhamos pra onde ir hahaha 
      Então, lá fomos nós procurar um taxista que aceitasse dólar ... Achamos um que estava cobrando Bs.60 e acabamos fechando por $10 (obvio que perdemos dinheiro). Depois de uns 20min. chegamos a Plaza de Armas. Como eu já tinha baixado o mapa da cidade e eu já tinha um hostel em mente, então foi fácil encontrar o lugar- se o mapa não tivesse nos levado para o lugar errado- mas depois de tanto andar, encontramos o bendito hostel. Ficamos no Kutur Berlin, super indico esse hostel galera, foi bom e barato, bem localizado e já tinha café incluso (melhor café da manhã da viagem). 
      Deixamos nossas coisas, tomamos uma ducha, fomos trocar dinheiro e finalmente comer. Eu estava quase desmaiando de fome, encontramos um restaurante bem legal (e barato ). Se chama Condor cafe, é um lugar bem aconchegante. Comprei um pastel de queso (com uma massa bem diferente do nosso pastel hahaha) e um refrigerante com aparência de xixi e gosto de guarana. 

       
      Depois fomos numa loja comprar agua e uma batatinha (que eu odiei). Fomos passear um pouco pela cidade e devo dizer que eu não dava nada pra Sucre, mas cheguei lá e me encontei pela cidade, ela é bem charmosa, vale a pena ficar um dia na cidade e conhecer seus principais pontos. Fomos no mirador de la Recoleta e em um outra praça, cujo nome não lemro. Fomos numa especie de parque dos dinossaouros (não é aquele pago), eu não sei porque, mas os bolivianos tem um apego com dinossauros, que eu não compreendo hahaha Depois fomos só andando e admirando a cidade. Fomos ao mercadão e acabamos comprando umas uvas com uma venderdora muito simpatica, que até nos deu umas uvas de brinde. 

      Eu queria ter mais fotos da cidade pra mostrar pra vocês, mas não vai ser possível e mais tarde eu conto o porquê. 
      Cuidado com o que vocês vão comer desse mercadão, porque os Bolivianos no geral não são muito higiênicos e algumas coisas são meio duvidosas. Se for comprar frutas, lave muito bem. Por exemplo, tinha uma mulher arrumando o cabelo da filha do lado das carnes (que também estavam com um cheiro bem estranho ). Então, fiquem espertos.
      Fomos procurar um lugar pra comprar nossas passagens para o Uyuni, a ideia inicial era comprar direto no terminal, mas não valia muito a pena porque teríamos que pagar o táxi, então íamos acabar gastando mais. Compramos no nosso hostel e pagamos um preço Ok, pagamos até mais barato do que havíamos planejado  Compramos pro dia seguinte as 18h.
      Fomos pra Plaza a noite e como estava no mês natalino a Plaza estava linda, toda iluminada <3 Ia ter meio que uma festa no hostel mas eu preferi dormir, porque eu estava morta. Dormi tão bem que nem ouvi o barulho da festa haha Já no outro dia, tomei aquele café da manhã divino do Hostel, como lá também é um restaurante, então o café da manhã é TOP. Acabei conhecendo o Tomek, da Polônia e a Francesca, da Alemanha. Ficamos conversando um bom tempo e a Francesca nos eu varias dicas do Uyuni. Saímos pra conhecer mais da cidade, mas eu já estava meio cansada da cidade, pois já tinha conhecido tudo lá  Almoçamos no hostel mesmo, encontramos o Tomek e almoçamos juntos. Não, e que almoço top hein haha Comi sopa como entrada (é sempre sopa), depois batata, arroz com mais alguma coisa, um refresco de Gergelim (horrível) e de sobremesa foi uma salada de frutas, adorei. 
      Como não tínhamos nada pra fazer, jogamos Uno com o Tomek e foi bem divertido (Uno uni as pessoas, já to avisando ). Tomek nos levou em um Cafe muito legal, que eu amei de verdade, se eu pudesse voltaria lá agora. Era uma loja de chocolate mas também uma cafeteria. Parece que eu experimentei o chocolate de verdade, o lugar se chama Para tí, se puder, vá nesse lugar.

       
      Já estava dando nosso horário, então fomos arrumar nossas coisas. Infelizmente não conseguimos nos despedir do Tomek, então tivemos que ir. Fomos pra Plaza para encontrar um táxi e acabamos encontrando um Brasileira, chamada Nádia e foi muito bom encontrar alguém da minha terra (e eu nem sabia que estava com saudades), ficamos um bom tempo conversando e quando percebi já estava um pouco atrasa para o embarque, então fomos comprar água e achar um táxi.
      Fiquem espertos com os táxis, pois assim que eles veem que você é turista,  já aumentam o preço. Eu indico perguntar sempre antes pra alguém ou algum nativo, quanto custa o táxi, porque assim você vai com o preço em mente. Se eles jogarem um preço muito diferente, já fala "no, no voy pagar eso, tengo poca plata" e ameaça ir embora, ele abaixam o preço rapidinho . Sempre pechinche, dá certo na maioria das vezes. Pegamos o táxi e depois de uns 15min chegamos. Parecia uma guerra, todo mundo gritando no seu ouvido, tentando te puxar pra agência deles haha é horrivel, foca no que você quer e não dá corda pra ninguém la hahaha chegamos no guichê pra pegar nossas passagens, comprem a passagem sempre com antecedência (pelo menos um dia antes) porque essa companhia (aviação 6 de Octubre) é a única que faz o trajeto direto pro Uyuni, então lota bem rápido.
      Pagamos a taxa do terminal e ficamos esperando dar o horário, nesse meio tempo conhecemos o Vicent, da França. Muito simpático, ele disse que ia pra Cusco na mesma época que a gente, então já trocamos contatos e combinamos de nos encontrar lá. Dado o horário nos despedimos dele e fomos pro ônibus. Tivemos que rodar o terminal inteiro pra encontrar a bosta daquele ônibus, que não estava no lugar indicado na passagem. Bolivia é terra sem lei galera, tivemos que ir pedindo informação até achar o bendito ônibus. Encontramos e fomos encarar 11h de viagem.
       
      GASTOS:
      Táxi: $10 
      Câmbio: $1= Bs.6,90 (Trocamos $165= Bs.1137)
      Água: Bs.5
      Batata: Bs.5
      Pastel de queso: Bs.9
      Refrigerante com aparência de xixi: Bs.6
      Uvas: Bs.20 
      Passagem pro Uyuni: Bs.80
      Almoço: Bs.23
      Café: Bs.9
      Água: Bs.6
      Táxi para o terminal: Bs.12
      Taxa do terminal: Bs.2,50
       
       
    • Por Micheli Cruz

      Para quem gosta de curtir um final de semana, férias, feriadão super tranquilo com a família em uma ilha paradisíaca localizada no baixo sul da Bahia irá se surpreender com os encantos naturais em que essa ilha nos proporciona.
      A idéia dessa viagem surgiu através do meu pai que é nativo e sempre convidou a família pra passar as férias e enfim concordei também a partir de 2008 em conhecer os encantos da ilha.
      A ilha de Boipeba é inserida no Arquipélago de Tinharé e é cercada de um lado pelo oceano e de outro pelo estuário do Rio do Inferno.
      Contemplada por uma floresta densa da Mata Atlântica, restinga, dunas, extensos manguezais e praias paradisíacas com coqueirais e recifes de grande valor ecológico e paisagístico.

      Quem for de Salvador enfrenta uns 300 km, a viagem é demorada. Sempre quando eu viajo vou pelo Ferryboat. Você pega uma estrada pela BA001 até a cidade de valença baixo sul da Bahia. E por Valença tem mais um trecho pela frente. A caminho você vai encontrar placas indicando Morro de São Paulo, Boipeba. Você segue o caminho onde tem escrito Boipeba, ainda vai passar por uma estrada de Barro até Torrinhas, onde você vai pegar um barco ou lancha se preferir.
      O bom de viajar pelo rio é ir descobrindo aqueles lugares que estão fora dos roteiros oficiais de turismo. Por exemplo, bares, restaurantes, flutuando no rio, frequentados pelos nativos. A dica aqui é comer ostra crua, cultivada aqui mesmo no rio.
      A maior atração de Boipeba está mesmo no mar. As piscinas naturais são de um azul tão forte e limpo que você tem a sensação de estar mergulhando num aquário. As piscinas ficam a mais de um quilômetro da praia.


    • Por leticiaMR
      Olá Pessoal,
      tudo bem?
       
      Fui para a Ilha de Boipeba, agora no reveillon.
      Eu e meu namorado começamos a nossa jornada no aeroporto de guarulhos no dia 29/12.
       
      CHEGANDO EM SALVADOR - COMO CHEGAR A ILHA
      Chegamos em Salvador ainda no dia 29/12 as 06h da manhã, de lá pegamos um Uber até o Terminal Marítimo de São Joaquim (R$40,00) ** lá o uber não esta regularizado, então vale a pena ficar de olha se tem algum CET ou PM)**
      Chegando no terminal e de se assustar, é lotado e o povo vai te atropelando, então relaxa e não deixa a muvuca te irritar. O Ferry sai lotado e demora mais de 1 hora de viagem ( até todo mundo entrar e etc e sai por R$4,80 de seg a sex) sábado e feriados R$7,50.
       
      O Ferry faz a travessia ate a cidade de Bom Despacho, de lá você toma um ônibus até a cidade de Valença. O horário dos ônibus é sincronizado com o Ferry, então na hora que você desembarcar do Ferry, não enrola muito e compra a passagem (R$23,00/pessoa) Tem uns caras que fecham o carro até Valença também, que sai um pouco mais caro que o ônibus, porém mais rápido (já que não faz parada). Sai em media uns R$30,00 por cabeça, fechando em 4 pessoas o carro.
       
      Chegando em Valença, existem 2 possibilidades
      1º Ir até o porto e pegar uma lancha direto para Boipeba (R$60,00/70,00) pessoa
      2º Pegar um ônibus até a cidade de Graciosa (R$3,50) e de graciosa pegar uma lancha de R$25,00/pessoa até Boipeba.
       
      Nos pegamos o ônibus e fomos até graciosa, pois a nossa grana era curta e vou te falar, compensa bastante. O ônibus é mega rápido e não demora nem 15 minutos pra chegar no porto de graciosa, lá já ter uma galera pra te levar.
       
      CHEGANDO EM BOIPEBA
       
      Depois da maratona de quase 5/6 horas de viagem, nos chegamos a Ilha de Boipeba
      No centrinho, onde o barco te deixa, você tem opções de mercadinhos, lanchonetes e etc, HAAAAAAA bom avisar, em Boipeba não existe caixa eletrônico e quase todos os comércios não aceitam cartão, então LEVEM DINHEIRO. Alguns estabelecimentos, até fazem um rolo ( você passa 200 no cartão e ele de dá 150). Mas nossa caminhada não terminada ali, já que o nosso camping era na Praia de Moreré (linda, maravilhosa, de tirar o folego). Ali no porto, tem uns meninos que oferecem carregar a sua bagagem nos carrinhos de rolimã por uns R$10 conto. Nos como somos roots, fomos andando.
       
      PARA CHEGAR EM MORERÉ
       
      Bom para chegar a praia, você precisa pegar um Trator, caminhamos até o ponto do trator (20 minutinhos) e de lá partimos R$10,00/pessoa. O Trator só sai com o minimo de 10 pessoas, então nos tivemos que esperar um tempo. Chegando em moreré, as opções ficam cada vez menores, existem apenas 2 mercadinhos ( que por milagre aceitavam cartão, mas os únicos lugares da praia inteira que aceitavam) Os preços são mais caros que no centrinho de Boipeba, então aconselhamos levar o máximo de coisas de casa ou comprar em Salvador e levar.
       
      CAMPING DO CEPACOL
       
      Nos ficamos no camping do cepacol, que fica na ponta esquerda da praia bem de frente pro mar.
      O camping é muito grande os dois campi ng do lado eram da mesma família. O Dono do camping é gente finíssima, assim como todo o pessoal que trabalha lá. Banheiro limpinho, lugar pra colocar a barraca com grana, uma cozinha com fogão a lenha e com alguns utensílios para cozinhas ( uma boa fazer uns rangos no camping, por que comer fora é caro, os pratos saem quase R$40/pessoa) No camping existem uns opções de café da manha MARAVILHOSAS, um pão de hambúrguer com um ovo (R$4,00) sucão daora de acerola (melhor da ilha) 4 dolatas tbm. Nenhuma opção de comida sai mais de R$10 reais. Além do mais, o camping é o mais movimentado ( se você quer uma boa bagunça. o cepacol é o lugar) Forro todos os dias, sambinha raiz. uma delicia mesmo. O valor do camping é R$20 reais a diária e se for casal ele faz por R$35 a diária.
       
      O QUE FAZER?
       
      Em geral todas as praias são muito lindas, dá pra ir andando até o centro de Boipeba e vendo as praias uma nice, a maioria tem poucos quiosques, então levem um lanchinho. Você pode pagar uma lancha e conhecer o Morro de São Paulo, saindo de moreré (R$100/pessoa) ou ir ate Castelhanos R$60,00 pessoa. Vocês tem que comer o bolinho de apim de lagosta do camping verde (em moreré), ELE É SENSASIONAL. Serio cara, parece um enroladinho de salsicha bem barrudo, e cheio de lagosta, sai 6 mangos e com uma cervejinha fica sensa.
       
      No centrinho de morerê, tem a barraca do Seu Cristóvão, que faz uma caipirinha otina R$10,00
      Mas o que vale é procurar por um PAULINHO, sai pergutando que alguém te fala onde encontrar o dito. O Paulinho pesca uma lagosta por R$40/kilo pra você meu chapa. Mas você precisa encomendar 1 dia antes. De resto o lugar é magico e qualquer coisa feita lá, vai ser incrível.







    • Por nnaomi
      Período: 01 a 09/12/2013
      Cidades: Cairú - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo (MSP)
       
      A Costa do Dendê tem natureza privilegiada com praias, baías, costões rochosos, rios, estuários, nascentes, lagoas e cachoeiras emolduradas por vegetação como manguezais, restingas e coqueirais. São 115 km de litoral. Inclui outros municípios, mas nessa viagem foi contemplado apenas Cairu, cujos locais mais famosos são Morro de São Paulo e Boipeba. Cairu deriva do tupi-guarani Aracajuru que significa Casa do Sol. Trata-se do arquipélago fluvial do Rio Una, cujas principais ilhas são Cairu, Tinharé e Boipeba. A sede da cidade de Cairu está localizada na ilha homônima e Morro de São Paulo na Ilha de Tinharé.
       
      MSP e Boipeba são duas ilhas vizinhas, tão próximas e tão distintas. É comum ficar hospedado em uma delas e conhecer a outra em um passeio bate e volta. Recomendam não dividir a estadia entre as duas ilhas, pois como são muito diferentes, ao gostar de uma, a probabilidade de antipatizar com a outra é alta. Entretanto, fiquei nas duas ilhas e gostei de ambas, cada qual com suas belezas e características peculiares. MSP tem mais infraestrutura, noites animadas, e recebe fluxo maior de turistas, já Boipeba lembra mais uma pacata vila de pescadores com praias mais tranquilas, ainda que a infraestrutura e o fluxo de turistas estejam crescendo. O que ambas têm em comum, são as belas praias e paisagens.
       
      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Ficamos hospedados na Vila de Velha Boipeba na Ilha de Boipeba e na Vila em MSP.
       
      Obs.: Além da seção "Dicas" antes do relato, há outras dicas específicas espalhadas pela página. ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Dessa forma, alguns estabelecimentos, bem como alguns dos pontos turísticos, não foram visitados por mim e, portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade se os dados são atualizados e/ou verossímeis.
       
      Índice
       
      A cidade
       
      Como chegar
       
      Quando ir
       
      Onde ir em Boipeba
       
      Onde ir em Morro de SP
       
      Onde ir em Cairu
       
      Onde ir em Valença
       
      Onde ficar em Boipeba
       
      Onde ficar em Morro de SP
       
      Onde comer
       
      Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)
       
      Mapas
       
      Sugestão de roteiros
       
      Relato de viagem
       
      Relatos 2013:
      21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
    • Por vfmarques
      Em setembro de 2017 eu fui com meus pais para California, passei 2 semana por la. Segue abaixo o roteiro e relato da nossa viagem com algumas fotos:
      Aug 31 -> Toronto to San Francisco
      Sep 1 -> San Francisco
      Sep 2 -> San Franciso
      Sep 3 -> San Fransciso to Napa
      Sep 4 -> Napa to Lake Tahoe
      Sep 5 -> Lake Tahoe
      Sep 6-> Lake Tahoe to Yosemite
      Sep 7 -> Yosemite
      Sep 8 -> Yosemite to Monterey
      Sep 9 -> Big Sur
      Sep 10 -> Solvang & Santa Barbara
      Sep 11 -> compras no outlet
      Sep 12 -> Los Angeles area
      Sep 13 -> San Diego
      Sep 14 -> San Diego
      Sep 15 -> San Diego
      Sep 16 -> voo de volta para Toronto
      Sep 1: San Franciso
      Eu ja estive em San Francisco antes, voltei de novo para passear com meus pais ja que eles nao conheciam. De manha fomos passear no cable car, fomos ate Lombart Street. De la andamos ate  Firshman's Wharf and Pier 39. Estava super quente, a temperature estava batendo records de calor.  A tarde fomos andando devagar ate o bairro italiano - North beach e depois passeamos na Chinatown.
      Em San Francisco ficamos no hotel MayFlower, muito bom. Boa localizacao, bom cafe da manha, eu recomendo.


      Sep 2: San Franciso
      Hoje de manha nos comecamos com o city hall, fiquei super decepcionada com tanta gente dormindo na rua, especialmente jovens. Em volta do city hall, so tinha mendigos. De la fomos andando ate Alamo square. Depois andamos ate o Golden Gate park e dai para Union Square. 


      Sep 3: San Fransciso to Napa
      Pegamos o carro que tinh alugado logo de manha e nossa primeira parada foi Palace of Fine arts e depois Golden Gate bridge. Infelizmente era bem cedo e estava nebilna. Fomos ate Salsalito e andamos um pouco pela cidadezinha. De la fomos fomos ate Muir Woods, o estacionamento estava lotado, tinha gente parando quase 30 minutes da entrada do parque, ja estavamos desistindo quando o estacionamento do lado do parque abriu para 2 vagas :o) depois de passear pelo parque fomos em direcao ao Napa Valley onde iamos passar a noite. A estrada eh linda, parace um mar de plantacoes de uva. Paramos em alguns vinhedos no camigo... 




      Sep 4: Napa to Lake Tahoe
      Hoje de manha nos passeamos na area do Napa Valley, fomos ate Calestoga atraves da HWY 29, cheio de vinehos gigantes e dai voltamos pela estrada Silverado Road Trail, cheio de vinhedos tambem. A tarde pegamos a estrada em direcao ao Lake Tahoe.


       

      Sep 5:  Lake Tahoe
      De manha fomos em direcao a Esmerald Bay, com varias paradas para ver a vistas. De volta a cidade, eu queria ir na gondola, mas infezmente estava fechada, como era fora de temporada so abre em fim de semanas. Sorte que estava fechada, pois o tempo mudou rapido e comecou a chover forte. No fim da tarde parou e fomos andar pela regiao, adorei esse lugar. 


      Sep 6: Lake Tahoe to Yosemite
      Saimos cedo, pois tinhamos uma viagem longa ate Yosemite. Passamos pelo Lake Mono e dai entramos na HWY 120, conhecido como Tioga Pass que so abre durante o verao, nossa que estrada linda. Ja dentro do Yosemite park, tinhamos que ir ate o outro lado para ir em direcao ao nosso hotel. Passamos for varios lugares lindos: FairView Dome, Tenaya Lake, Olmsted Point, bridalveil fall,  Yosemite village e Lower Fall. O unico problema era a fumaca e cheiro de queimado, um pecado.
       



      Sep 7: Yosemite
      Dia para explorar parte do parque. Decidimos fazer a trilha para o Lake Mirror, ate chegar na trilha paramos varias vezes para foto. Depois da trilha fomos no Majestic Yosemite Hotel e dai fomos em direcao ao Glacier Point com varias paradas, Valley View, Tunnel View, Washburn Point. A vista do Glacier Point eh demais!! Uma pena que nao ia ficar mais no parque, um lugar que concerteza quero voltar para explorar mais.




      Sep 8: Yosemite to Monterey
      Pegamos a estrada cedo em direcao a costa. Chegando em Monterey, andamos pelo Fishrman's Wharf onde almocamos. A tarde passeamos um pouco em volta do aquario, mas nao entramos la. Depois fomos em direcao a Carmel, atraves da 17-mile drive. Passamos por Carmel River state beach ate chegar em Carmel-by-the-sea


      Sep 9: Big Sur
      Infelizmente a HWY 1 estava parciamente fechada por causa de um deslizamento de terra que aconteceu em Maio. Fomos ate Pfeiffer Park onde a estrada acabava, tivemos que voltar para Monterey e pegar HWY 101, dai fizemos un detour para descer denovo na HWY 1 para dirigir entre McWay Fall and Sand Dollar Beach e voltar para Hwy 101. Nossa utima parada do dia foi San Luis Obispo onde passamos a noite.



      Sep 10:  Solvang & Santa Barbara
      De manha passamos por Pismo beach e fomos em direcao a Solvang, bem dinamarquesa. Super legal a cidade, passamos horas andando por la. Dai fomos para Santa Barbara, outra cidade super gostosa.


      Sep 11:  compras no outlet
      Hoje nos passamos o dia no Camarillo outlet e depois fomos para LA.
      Sep 12:  Los Angeles area
      Hoje andamos em volta da area de Los Angeles, acabamos nao indo na cidade. Comecamos com Beverly Hill, parando na famosa Rodeo Drive e dai passeando de carro pelas mansoes. Depois fomos para Malibu. Depois fomos para Santa Monica, andamos na promenade e no famoso pier. Nossa ultima parada do dia foi Venice beach, onde andamos na boarwalk e visitamos os canais.




      Sep 13: San Diego
      Hoje dirigimos em direcao a San Diego, parando em varias cidades no caminho. Minha parada foi Long beach, depois veio Huntington beach, cidade cheia de surfistas. Passaos por Newport, com suas marinas e Dana Point, ate chegar em La Jolla. 



      Sep 14: San Diego
      Hoje comecamos o dia visitando Mission beach,. Deois fomos para o Balboa Park. A tarde nos fomos para Old Town, Ocean beach e Cabrillo National Monument.



      Sep 15: San Diego
      Ultimo dia em San Diego, comecamos com Coronado Island. Depois fomos no Gaslamp Quarter, passando pelo Pecto park. A tarde fomos no Sea Part village, andamos pelo Embarcadero ate o USS Midway Museum. Nossa ultima parada foi little italy antes de voltar para o hotel.


       
       
       
       
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