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Evandro Sanches

Itália 19 dias: setembro-outubro 2017

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Interessante o seu relato. Pena perceber que Cinque Terre mudou muito desde que eu estive lá (+ de 15 anos atrás), lembro de ter sido super tranquilo caminhar entre os vilarejos e a acomodação/comida tinha preço normal, nada de extraordinário. Lendo seu relato fiquei com muita vontade de ir pra Itália pra comer sorvete.

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Moçada, resolvi postar também algo que tive a ideia há um tempo atrás mas depois esqueci completamente, mas que gosto quando vejo outros participantes do mochileiros fazendo coisa parecida: elencar quais as experiências mais incríveis da viagem. Aqui vão:

1.      Indescritível passeio por Roma tarde da noite, a pé e quase solitariamente. Coliseu, Foro Romano, monumento a Vitorio Emanuele II, Fontana de Trevi... vão se sucedendo como se fosse natural tanta história e monumentalidade prum lugar só, mas que jamais alguém lamentará! Conciliar isso com um vinhozinho pra encerrar então...

2.      Deslocamentos de ônibus pela Costa Amalfitana, principalmente durante o dia (mas mesmo à noite tem um encanto diferenciado), um misto de vistas vertiginosas espetaculares com a mega-aventura que te fará implorar pra todas as divindades que mantenham-no vivo ao final do trajeto com aqueles motoristas insanos desbocados!

3.      Desfrutar do incrível mar verde-azulado de águas transparentes na temperatura ideal (sendo mês de outrubro, é outono por lá e talvez eu tenha dado sorte), o que foi possível tanto em Manarola (Cinque Terre), quanto na Costa Amalfitana (Ilha de Capri, Atrani e costa próxima a Sorrento – Bagni dela Regina Giovanna e arredores).

4.      Desfrutar do prazer incrível que é andar por Florença sem compromisso com nada, pra poder contemplar com tempo este museu a céu aberto que nem precisaria de mais nada pra se justificar, mas que tem ainda um acervo incomparável em seus museus de cair o queixo, além de vistas panorâmicas no Jardim de Michelangelo potencializadas pelo pôr-do-sol.   

5.      Nem na minha mais otimista perspectiva eu poderia imaginar o quanto eu agradeceria por ter encontrado aqui no mochileiros.com uma referência ao “Santafortunata Campogaio”, em Sorrento, um misto de camping com alojamentos, suas vistas incríveis, penhascos, oliveiras pra todo lado, infraestrutura incomparável (restaurante, mercado, piscinas que eu nem aproveitei) e arredores invejáveis (praias – inclusive uma de nudismo – e acesso à Ilha de Capri, basta se informar e combinar na portaria) e preço camarada.

Tudo isso entre tantas outras possibilidades, este país é mesmo incrível! 

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    • Por danilobosodre
      Olá pessoal, tudo bem?
      Eu e minha família estaremos viajando para a Europa (será a primeira vez minha e da minha irmã) esta semana.
      Gostaria de saber dicas de restaurantes, baladas, barzinhos e aqueles lugares imperdíveis (seja por garantir fotos incríveis, ou por experiências legais). Segue o nosso roteiro abaixo.
      Ahhh, sabem algum site que divulga a programação local?
       
      12 a 16/10 - Barcelona
      16 a 21/10 - Paris
      22 a 26/10 - Roma
      26 a 30/10 - Madrid
       
      Obrigada! 😃
    • Por CatarinaCSantos
      Olá! ☺️
      Vou partir de São Paulo em 30/09 para um mochilão de 18 dias na Europa.
      Estou com as passagens compradas para conhecer França, Itália e Holanda. 
      Minha dúvida no momento é se eu consigo sobreviver esses 18 dias com R$ 5.000,00 (cerca de 1.000 euros) sem contar as hospedagens.
      Saberiam dizer o custo médio por dia nesses países?
      Estou aceitando dicas dos principais pontos turísticos que eu não posso deixar de conhecer nesse roteiro e que não sejam tão caros.
       
      Obrigada! 😁
    • Por MarceloBarce
      (relato em vídeo no fim do post)
      Na primavera desse ano, fui visitar a região de Trentino-Alto Àdige, para conhecer os Dolomiti, no norte da Itália.
      Me hospedei no Youth Hostel Bolzano, que era um dos únicos na região.

      Fiz 3 dias de trilhas, mas vou falar primeiro dessa travessia que eu registrei em foto e vídeo.
      No hostel, eu conheci 3 americanos que também tinham bastante experiência em trilhas, e fui com eles.

      Era primavera (4 de junho), um dia ensolarado com previsão de chuva para o fim da tarde, fazia uns 27 graus de temperatura.
      A chuva parecia inofensiva, mas se revelou uma tempestade assustadora no alto da montanha e deixou a temperatura NEGATIVA.
      Este foi um dos dias mais incríveis, bonitos e assustadores da minha vida.
      A ROTA DA TRAVESSIA

      Tomamos um ônibus circular de Bolzano para a bela cidade de Selva di Val Gardena, 1 hora de viagem ao preço de 5 EUROS, esse seria o único custo do passeio.

      PLANO A: pegaríamos o bondinho de ski Dantercepies (bandeirinha verde do mapa, abaixo do plano B) e a partir dali, daríamos uma volta no Monte Puez, um lugar com vistas incríveis, e desceríamos pelo vale de Valunga (trecho azul do mapa).
      PLANO B: começaríamos a trilha pelo final do Plano A, o vale Valunga, e ao chegar no ponto mais alto (o coraçãozinho do mapa), voltaríamos pelo mesmo caminho.
      EMERGÊNCIA: esta foi uma rota de fuga que precisamos tomar para fugir da tempestade

       
      RELATO
      O dia estava lindo, a previsão era de sol com nuvens para a tarde toda com uma garoa no fim da tarde.


      Infelizmente, o bondinho Dantercepies estava em manutenção, e por isso fomos seguir o plano B, começando pelo vale de Valunga, que começa nesta foto acima.
      Valunga é fantástico, se parece muito com o vale de Yosemite dos EUA. Inclusive, eu diria que esta rocha em primeiro plano da foto acima é parecida com o famoso "El Capitan".
      Já estive nos 2 parques nacionais para fazer esta comparação. Os americanos que estavam comigo concordaram, hahaha.
      O legal do Valunga é que não passa carros no meio.


      As vistas eram lindas em todos os sentidos.

      Enfim, começou a grande subida do fim do plano B, uma parte muito íngreme com bastante escalaminhada e alguns trechos de neve bem perigosos em que um escorregão poderia ser fatal.
      Mas fomos com calma e cuidado, e deu tudo certo.

      A vista dali era fantástica, mas já começava a dar sinais de chuva.

      Para nossa surpresa, quando chegamos no final da subida, que era uma passagem de montanha, avistamos uma tempestade assustadora que não era visível antes.
      Do lado de onde viemos, o clima estava razoável... mas do outro lado da montanha, as nuvens estavam bem escuras e já estava chovendo:

      PRESTE ATENÇÃO naquela cidadezinha no canto inferior direito da foto, este lugar se chama Colfosco e foi nossa salvação.
      Estávamos num lugar com pouca visibilidade dos arredores, subi num ponto mais alto antes que fosse tarde, para ver qual seria a direção mais segura para fugir da tempestade:

      Repare nas duas fotos acima que a chuva já havia mudado de lugar, use a montanha pontuda (monte Sassongher) como ponto de referência.
      Foi questão de 10 minutos para eu descer e a chuva pegar a gente.
      Daí pra frente, as coisas só pioraram.
      Nosso plano de voltar pelo mesmo caminho foi por água abaixo (literalmente), porque seria impossível descer aquele trecho íngreme de neve com chuva.
      Optamos por seguir a trilha do plano A até encontrar um dos abrigos de montanha da região, que estaria a mais ou menos 2 horas de distância.



      Porém, este plano também não deu certo.
      Começou uma tempestade de granizo muito forte com MUITOS RAIOS e nós tivemos que nos separar e abaixar, para diminuir a chance de tomar um raio.
      Estimamos que a temperatura baixou para -5 graus.
      A paisagem que antes estava verde e ensolarada, ficou cinzenta, coberta de neve e granizo.
      Estávamos todos com casacos corta-vento impermeáveis, bem protegidos, mas vestindo shorts, o que obviamente tornou a experiência bem fria, apesar de suportável (graças às jaquetas).
      O local era SUPER EXPOSTO, pois se tratava de um platô gigante. O melhor que podíamos fazer era tentar ficar numa parte menos alta.

      Na foto: eu em primeiro plano, Micky de jaqueta vermelha no fundo, Nathan de preto mais ao fundo, Elsa de preto no canto esquerdo da foto.
      Foi aí que traçamos a rota de emergência!
      Nós não voltaríamos mais para Val Gardena, porque as duas rotas (plano A e B) estavam extremamente perigosas, e eram os únicos caminhos de volta.
      A prioridade agora era encontrar um abrigo para salvar a nossa pele.

      Após a chuva diminuir, nós desceríamos para a cidade de Colfosco, que fica do outro lado da montanha e tem uma trilha quase plana cercada por montanhas, que era menos exposta aos raios, mas não menos desoladora.

      Tivemos que atravessar algumas cachoeiras de lama causadas pela chuva, mas não foi difícil e deu tudo certo:

      Esta descida pela rota de emergência durou aproximadamente 1 hora e meia, e apesar dos trovões assustadores e da garoa que não parava, essa rota passou segurança.
      Claramente, foi uma decisão sensata abrir mão de retornar a Val Gardena.
      Chegando em Colfosco, batemos na porta de uma casa que tinha luzes acesas e fomos recebidos por uma senhora MUITO hospitaleira que nos deu toalhas e preparou um chá para cada um.
      Rachamos um taxi para Bolzano, que saiu 30 euros por pessoa. Se não fosse isso, o passeio inteiro teria custado apenas 10 euros de ida e volta do ônibus. Ao fim, saiu 35 euros.
      Valeu a pena? Sim, hahahahahaha.

      Abaixo, o relato em vídeo, no meu canal, para vocês terem uma noção do que foi:
       

      Obrigado, espero que gostem.
      Qualquer dúvida, é só perguntar
    • Por silviaamorim
      Gente, acabei de voltar de uma viagem pela Costa Amalfitana, na Itália, e estou ansiosa para compartilhar o que eu considerei a melhor descoberta da trip. Todo mundo sabe que a estonteante Costa Amalfitana não é dos lugares mais baratos da Itália. A imensa maioria dos passeios é pago, o que, às vezes, se torna inviável para quem está com o orçamento contado. Muita gente diz que os passeios de barco são a melhor maneira de ter uma ideia da grandiosidade dessa parte do litoral italiano, cenário de filmes e romances. Eu concordo que é um passeio bacanérrimo, mas descobri que não é a única maneira de ter uma vista privilegiada da região. Fica a dica: gastando menos de 10 euros, faça a trilha “Sentiero degli Dei”.
       

       
      Em português, isso quer dizer “Caminho dos Deuses”. Sem exageros, é quase assim que nos sentimos quando estamos lá em cima dos penhascos, percorrendo caminhos de terra estreitos, à beira de abismos e com uma visão total do mar azul, das casas encravadas nas montanhas, das plantações do famoso limão siciliano e do céu. Eu digo que é a vista mais privilegiada porque caminhamos bem pertinho das nuvens, em meio a muito verde e num silêncio relaxante. Às vezes, só interrompido pelos béééé de cabras ou algum pássaro.
       

       
      A trilha dura cerca de 3 horas. Ela começa num vilarejo chamado Bomerano e termina em Nocelle, um vilarejo perto de Positano. Não é de grande dificuldade, mas requer alguma familiaridade com trekkings porque há trechos em que o terreno é bem acidentado. Com cuidado e calma, pode ser feita pela maioria dos aventureiros. Posso dizer que o almoço-piquenique que fiz lá do alto, debaixo de uma árvore e soboreando um sanduíche de queijo Fior di Latte (tradicional da região) e presunto Parma, que comprei numa salumeria no vilarejo de Bomerano, onde começa a trilha, ficará para sempre na minha memória.
       
      Vamos às informações sobre a logística, porque, chegar ao paraíso, claro, exige esforço. A trilha começa na vila de Bomerano, em Agerola, uma cidadezinha da Costa Amalfitana, perto de Amalfi. Para chegar até lá, terá que pegar em Amalfi um ônibus comum urbano com destino a Pomeriggio. Os tickets são vendidos no quiosque de informações turísticas na praça principal de Amalfi e custam menos de 2 euros. A viagem dura uns 40 minutos. Peça para descer no ponto de Bomerano. Quando eu fui, o ônibus quase inteiro desceu nessa parada. Daí, você terá que caminhar (5 minutinhos) até o centro da vila, que se resume a uma praça, com padaria, café e uma salumeria divina. Tem uma placa bem grande em frente ao ponto de ônibus indicando a direção.
       
      Eu recomendo que você compre na salumeria o queijo Fior de Latte, o presunto Parma e o pão de focaccia e peça para a atendente montar o sanduíche pra você. Eles são muito gentis e fazem isso numa boa. Fatiam o quanto você quiser de queijo e do presunto e preparam o sanduíche. Sem fazer economia nos ingredientes, paguei 5 euros por dois sanduíches. Inesquecível!!!! Compre também água. Na trilha, há locais para reabastecer o cantil. Com a mochila pronta, comece a caminhada. A trilha sai dali pertinho da igreja e é bem sinalizada. De resto, é só afiar as canelas e contemplar.
       
      Quando chegar em Nocelle, tem ônibus para Positano. Há quem faça o caminho na ordem inversa, começando por Nocelle. Mas precisa saber que a trilha é mais árdua, porque é subida. Para mim, acabou sendo um passeio de dia inteiro, porque, como estava hospedade em Positano, precisei me deslocar até Amalfi (optei pelo ferry-boat a 8 euros e dura 20 minutos). Comecei a caminhar por volta do meio-dia e terminei depois de mais ou menos 3 horas. Sem pressa, parando para fotos, descanso e piquenique.
    • Por nestorfreire
      A Via Flaminia foi construída 220 AC pelos Gaius Flaminius, como um elo de ligação entre Roma e Ariminum (hoje Rimini). A estrada cruzava os Apeninos numa estreita passagem entre as montanhas Pietralata (889 m) e Paganuccio (976 m), à esquerda do Rio Candigliano por uma via pré romana. No período Augustan (27 AC - 14 DC) iniciou-se uma restauração desse caminho com uma série de subestruturas de rochas que foram adicionadas e a via passou a ter túneis. Essas subestruturas são visíveis hoje em dia e estão inseridas na estrada principal com rochas de até 20 m de altura.
      Percorri a Via Flaminia de bicicleta em setembro de 2017 numa cicloviagem de três dia até o Mar Adriático. Caso queira mais detalhes, só acessar o meu blog: www.giraventura.com.br
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