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Trilhando a Patagônia - 2017, Torres Del Paine, El Calafate, El Chaltén e Ushuaia, a busca de um sonho!

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Adorei teu relato, eu vou pra El Calafate e El Chalten em fevereiro, e deu vontade de conhecer a Patagonia chilena lendo isso!!!

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Em 2017-12-15 em 18:55, Iamlully disse:

Adorei teu relato, eu vou pra El Calafate e El Chalten em fevereiro, e deu vontade de conhecer a Patagonia chilena lendo isso!!!

Olá! Fico muito contente que gostou!!! :)

Se você tiver tempo, eu sugiro que vá sim!!! Mesmo com tempo ruim vale MUITO a pena! rsrsssr

De qualquer forma, de todos os lugares que eu fui, El Chatén foi o que eu mais gostei, e voltarei com certeza o mais breve possível!!! kkkk

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Relato sensacional e detalhado. Veio em boa hora pois tirando TDP, que não consegui reservar os campings, estarei em Calafate, Ushuai e Chalten entre 9 e 21/01. Mais um realizando o sonho de conhecer a patagônia e seus encantos gelados. Obrigado pela contribuição, suas listas de roupas, acessórios e apps serão bem úteis em minha primeira mochilada internacional. Forte abraço!

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Olá Fernando!

Obrigado pelo comentário! Aproveite bastante, a Patagonia é animal!!! rsrsrsrsr Mesmo sem TDP valerá muito a pena! Sem contar que TDP ficará de desculpas para vc voltar! Kkkkk ;)  

Qualquer dúvida estou por aqui! Não esquece de relatar aqui no Mochileiros a sua volta!!!

 

Grande abraço!!!

 

27 minutos atrás, Fernando de Souza Barreto disse:

Relato sensacional e detalhado. Veio em boa hora pois tirando TDP, que não consegui reservar os campings, estarei em Calafate, Ushuai e Chalten entre 9 e 21/01. Mais um realizando o sonho de conhecer a patagônia e seus encantos gelados. Obrigado pela contribuição, suas listas de roupas, acessórios e apps serão bem úteis em minha primeira mochilada internacional. Forte abraço!

 

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Em 18/12/2017 em 01:37, AAC disse:

Olá Fernando!

Obrigado pelo comentário! Aproveite bastante, a Patagonia é animal!!! rsrsrsrsr Mesmo sem TDP valerá muito a pena! Sem contar que TDP ficará de desculpas para vc voltar! Kkkkk ;)  

Qualquer dúvida estou por aqui! Não esquece de relatar aqui no Mochileiros a sua volta!!!

 

Grande abraço!!!

 

 

Rapaz queria muito TDP nessa trip, mas no fundo fiquei satisfeito pois tenho a ambição de fazer o circuito O e precisarei de tempo só pra essa aventura rs.

Pode deixar que no retorno farei meu relato! Obrigado!

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Amigo, esqueci de perguntar. Consigo alugar barraca, manta e saco de dormir em Chalten? Estou indo leve pra trip pois ficarei em hostels nos destinos anteriores, mas queria muito acampar em Chalten. Viu algo do tipo por lá ou Calafate? Pois passarei em Calafate antes e depois de Chalten.

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2 horas atrás, Fernando de Souza Barreto disse:

Amigo, esqueci de perguntar. Consigo alugar barraca, manta e saco de dormir em Chalten? Estou indo leve pra trip pois ficarei em hostels nos destinos anteriores, mas queria muito acampar em Chalten. Viu algo do tipo por lá ou Calafate? Pois passarei em Calafate antes e depois de Chalten.

Fala Fernando!

Sim cara, é de boa alugar equipamentos lá sim, eu me lembro de 3 lojas na av principal, (San Martin),  a Camping Center, Viento Oeste e Patagonia Hikes. Não sei preços, mas vc consegue de boa!

E não deixe de experimentar os Hambúrgueres da BBQ e o sorvete de Super Dulce de Leche nesta mesma avenida! rsrsrsrsrs

Abraços!

 

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    • Por LLoschi
      Olá Mochileiros e Mochileiras!
      Vim aqui deixar meu relato de viagem ao Chile e Patagônia por algumas razões. Uma delas é por conta de uma das minha cias de viagem, a minha avó. Acredito que muitas pessoas talvez tenham até vontade de fazer uma viagem dessas com pais, ou avós ou até mesmo crianças e tenham receio por acharem muito "selvagem". Mas tem como fazer uma viagem dessa ficar acessível a essas pessoas e ainda sim ser incrível para todos. A outra razão é para compartilhar algumas dicas e perrengues pelos quais passamos e ajudar outros viajantes.
      Escolhemos viajar em outubro pois li que era quando inicia a temporada de passeios na Patagônia. O bom é que o clima já está bem mais ameno comparado ao inverno, porém, ainda não é a alta temporada, o que torna os passeios menos caros (eu não disse baratos, ok?) e as atrações menos cheias de gente. Saímos de Brasília no dia 11 de outubro à noite, pela GOL e fizemos conexão no Rio de Janeiro. Como nosso voo para Santiago era só no dia 12 de manhã, dormimos em um hotel perto do Galeão. 
      SANTIAGO
      1º DIA - SEXTA-FEIRA
      O voo para Santiago foi bem tranquilo, acho que pelo RJ são 4h20 de duração. Nem tínhamos pousado na capital e já estávamos maravilhadas lá de cima com a majestosa Cordilheira dos Andes. Foi o primeiro (de muitos) contatos que tive com as paisagens de tirar o fôlego do Chile. Vai vendo...

      Como chegamos sem nenhum peso optei por trocar alguns no aeroporto, algo que desse para pegar uma condução até o nosso apartamento e outras despesas iniciais. A cotação do aeroporto é bem ruim, o ideal é trocar o resto depois no centro da cidade. Se bem me lembro, no dia que chegamos estava 1 real = 160 pesos. Pesos trocados, optei por pegar um táxi pois estava com a minha avó. Sei que dá para pegar Uber, porém, como ainda não é legalizado, fiquei com medo de não conseguir encontrar o ponto de embarque. Outra coisa que também é possível são os ônibus para o centro, mas deixarei para quando eu voltar sozinha. Ao chegar vários taxistas irão te abordar, nem olhe para o lado, vá direto para as empresas credenciadas de táxi. O preço para o bairro de Providência é de R$ 20.000 pesos (cerca de R$ 120 reais).
      Chegamos no nosso apartamento (aluguei pelo Air Bnb e achei um excelente custo benefício. A hospedagem saiu por R$ 1092 reais para 4 dias. Muito organizado, excelente localização, ótima receptividade e uma vista.....ah meu bem, veja por você mesmo....) Vou deixar o link aqui para quem se interessar: https://www.airbnb.com.br/rooms/21106715


      Feito o check-in fomos direito para o centro de Santiago com dois objetivos: trocar pesos e comprar um chip de dados de internet para o meu celular. A Afex (a mesma casa de câmbio do aeroporto) fica na Rua Augustinas e estava com uma cotação boa. Trocamos por 1 real = 177 pesos, ou 1000 pesos = R$ 5,65, além de alguns pesos argentinos para a viagem até El Calafate. O chip eu comprei por R$ 2 mil pesos de um vendedor ambulante brazuca que estava no centro. Com o chip já instalado eu fui na farmácia Cruz Verde, fiz uma recarga de R$ 5 mil pesos. Depois fui na loja da Entel, que fica do lado e pedi orientações ao vendedor para a instalação do pacote de dados. Tudo configurado, fomos direto para o shopping Costanera Center almoçar e conhecer o mirante "Sky Costanera". Porém, aqui, vai mais uma dica importante: atente-se às condições meteorológicas para não jogar seu dinheiro fora. Como chegamos em um dia ensolarado, céu aberto, eu pensei: por que não? Porém, chegando lá em cima, percebi que as cordilheiras estavam todas encobertas por "Smog", que é aquela névoa de poluição comum em grandes metrópoles. Ou seja, pagamos salgados 15 mil pesos (cerca de R$ 90 reais) para ver prédios e carros, o que já dava pra ver bem legal da varanda do nosso apto. Terminada nossa experiência, fizemos umas comprinhas de comida no supermercado Jumbo (depois voltarei a falar desse mercado), pegamos um táxi no subsolo do shopping (mais seguro do que pegar na rua, pois os da rua são muito exploradores) e voltamos para casa.
       
      2 DIA - SÁBADO
      Sábado de manhã fomos dar uma caminhada pelos bairros de Providência e Bellavista, para conhecer a região. Sugeri à minha vó que fôssemos caminhando até a famosa casa do Pablo Nerura, La Chascona, porém, chegando lá, percebemos que era impraticável entrarmos, pois são muitos degraus para conhecer tudo e seria muito cansativo para a minha avó. Retornamos ao nosso apartamento para encontrar a minha tia que havia acabado de chegar do Brasil e seguimos de metrô até o Bairro Paris-Londres. Lá é bem pitoresco, tem umas ruas de paralelepípedo e uma arquitetura diferente. É lá também que tem um memorial para as vítimas da Ditatura do Pinochet, mas quando chegamos, infelizmente, tinha acabado de fechar, então só fizemos umas fotos na entrada mesmo. Mais uma dica: se pretende trocar câmbio no sábado, fique atento, pois as casas fecham ao meio dia, ok?

      Seguimos andando pelo centro, com várias lojas e comércio variado até chegarmos na Plaza de armas. Conhecemos a Catedral e em seguida o Mercado Municipal. O prédio do mercado é bem bonito, entramos, demos uma olhada e saímos, pois achamos o cheiro de peixe um pouco desagradável...rsrsrs mas vimos muitas pessoas por lá comendo a famosa Centolla, o caranguejo gigante das águas geladas da Antártida. Colocamos na cabeça que não sairíamos do Chile sem provar essa iguaria, porém, em outro lugar. De lá, seguimos para o Bairro Bellas Artes, onde tomamos um café. Depois, voltamos para o apartamento para descansar um pouco e à noite fomos conhecer o famoso Pátio Bellavista, onde tem diversos bares e restaurantes e costuma ser bem movimentado à noite.reservar 
      3º DIA - DOMINGO
      Separamos o domingo para conhecer uma vinícola, por indicação de amigos fomos até à Santa Rita. Aqui vai mais uma dica: reserve com antecedência, para conseguir mesa no restaurante. Infelizmente, como deixei para comprar no dia, não havia mais vagas no restaurante e acabamos almoçando no café que fica dentro da vinícola, que tem uma comida bem mais ou menos. Para chegar até a vinícola fizemos uma simulação de quanto custaria se fôssemos de Uber. Cerca de 15 mil pesos, quase 90 reais. Então optamos por ir de metrô até a estação Las Mercedes e de lá pedimos um Uber, que nos custou 5 mil pesos. O passeio foi bem legal, compramos o tour em Português que tinha a degustação de 3 vinhos, além de alguns tipos de queijos. Acho que foi 16 mil pesos, se não me engano. A vinícola é bem bonita, os vinhos são muito gostosos e têm um bom preço. Saí de lá com apenas uma garrafa pois queria voltar para o Brasil com rótulos de várias vinícolas. O tour demorou cerca de 1h,  almoçamos e pegamos uma charrete (carreta como eles chamam) até a porta da vinícola para tentar pegar um ônibus até a estação de metrô, pois como o lugar é meio fora de mão ficamos com receio de nenhum uber querer nos buscar. Por sorte, passou um táxi na porta pedindo 15 mil pesos para nos deixar na estação do metrô. Eu disse: "moço está muito caro". Ele respondeu: "10 mil pesos". Eu retruquei: "O uber nos deixou aqui por 5 mil". Depois de pechinchar ele acabou topando e voltamos até o metrô pelo mesmo preço da ida. 

      Chegamos em Providência por volta de 17h e minha ideia era ainda subir o Cerro San Cristobal, pois tinha lido que lá é muito bonito, tem uma vista panorâmica da cidade e um por- do-sol divino. Porém, como era domingo estava lotado, uma fila imensa para entrar e o parque fecha às 18h. Por conta disso, acabamos não conseguindo conhecer o cerro, vai ter que ficar para uma próxima visita à cidade. À noite fomos jantar no restaurante famoso "Como água para chocolate", porém, não achei nada demais. O ambiente é bacana, mas a comida é bem sem tempero. Sou mais a minha...hehehehe
      4º DIA - SEGUNDA-FEIRA
      Separamos esse dia para conhecer o Cajon del Maipo, mais precisamente a represa Embalse El Yeso. Optamos por alugar um carro e ir por conta própria, para termos a liberdade de decidir quanto tempo iríamos ficar e também pelo fato de eu ser traumatizada com excursão. Reservei com antecedência pela internet um carro na Chilean - United rent a car, no Bairro Bellavista, cerca de 500m a pé do nosso apartamento. O bom é que poderíamos retirar o carro lá e devolvê-lo no dia seguinte no aeroporto, onde precisaríamos ir para tomar nosso voo para Punta Arenas. Pegamos um carro comum, compacto, com ar condicionado. Deu conta legal do passeio, mas o clima ajudou bastante também. GPS do celular ligado, seguimos em direção ao Cajon del Maipo e o bom desse passeio é que não só o destino é lindo, mas todo o caminho também. E como estávamos por conta própria, podíamos parar na estrada para tirar fotos e admirar as belezas do caminho. 

      De modo geral achei a estrada bem tranquila, mas como eu disse, o dia estava lindo e o clima ajudou muito. Depois de passar pela porta da represa a estrada fica um pouco pior, com curvas bem sinuosas e o chão de terra. Nesse trecho em especial é bom ir devagar e ficar bem atento, pois o espaço é bem estreito para dois carros passarem. Ao chegar mais perto da represa, para nossa surpresa: um grande engarrafamento. O lugar estava muito, mas muito cheio. E como têm trechos que não passam dois carros, você tem que esperar um monte de carro descer para conseguir subir. Muita gente já ia largando o carro pelo meio do caminho e subindo a pé, mas o sol estava muito forte e minha vó estava no carro, então esperamos cerca de 1h para conseguir subir. Depois, ficamos sabendo que aquele dia (15 de outubro) é feriado no Chile, então se eu puder te dar uma dica é: evite ir em domingos e feriados para não passar por isso.  No dia em que fomos tinham vendedores ambulantes, banheiro químico, etc. Não sei se é assim todo dia ou se estava assim por conta do feriado. Então aproveite para tirar a aguinha do joelho no restaurante que tem antes da entrada de acesso à represa (El Tarro). Outra opção (bem mais barata) é levar seu próprio lanche. O clima lá é muito doido, estava quente, um sol de rachar e do nada dava uma rajada de vento congelante! Vá de roupas confortáveis, use muito protetor solar e leve um bom casaco para os momentos de vento. Perrengues à parte, o lugar é muito bonito e todo passeio valeu muito a pena.

      PUNTA ARENAS
      5º DIA - TERÇA-FEIRA
      Saímos bem cedinho para o aeroporto rumo ao nosso primeiro destino da Patagônia chilena: Punta Arenas. E por que escolhemos essa cidade? Pois o sonho da minha avó (e confesso, meu também) era conhecer os pinguins de Magalhães, uma colônia que pode ser visitada de barco a cerca de 40 minutos da cidade. Mas vou contar dessa cilada  passeio já já.
      Continuando, fomos até Punta Arenas de Sky Airlines, uma empresa low cost do Chile e a viagem foi ótima, sem nenhum contratempo. Chegando no aeroporto retirei o carro que havia reservado pela Avis, dessa vez um carro melhor, pois íamos pegar algumas estradas mais longas com ele. Detalhe importante: como iríamos cruzar a fronteira até a Argentina, foi preciso fazer uma solicitação à empresa com 10 dias de antecedência da viagem para que eles providenciassem a documentação necessária a ser apresentada. Sem isso você não consegue atravessar a fronteira. Segundo detalhe importante: ao chegar no nosso hotel (link para o hotel: https://www.booking.com/hotel/cl/finis-terrae.pt-br.html) me dei conta de que havia perdido o meu papel da PDI (que eles te dão na imigração quando você entra no país). Sem esse papel você pode ter problemas para sair do Chile. Por sorte, havia a poucas rua do hotel um prédio da PDI e foi bem fácil para eu tirar uma segunda via. 
      Como não tínhamos nada programado para esse dia acabamos indo conhecer a famosa Zona Franca de Punta Arenas e achamos uma loja com preços incríveis para comprar casacos e roupas de frio. Não lembro o nome, mas é uma loja de departamento grande, é bem fácil de achar. Fizemos nossas compras e voltamos à cidade. À noite fomos jantar em um restaurante chamado La Marmita, bem aconchegante e perto do nosso hotel. Gostamos tanto de lá que voltamos no dia seguinte para almoçar. O Ceviche e a Centolla são bem gostosos!

      6º DIA - QUARTA-FEIRA
      Esse, para mim, foi o dia mais marcante da viagem. Se por um lado, eu amei, por outro, odiei. Vou dizer por que. Contratamos o passeio até a Isla Magdalena com a empresa Solo Expediciones. Não é nem um pouco barato são 63 mil pesos por pessoa (Cerca de R$ 380 reais), mas para mim valia tudo para ver os pinguinzinhos em seu habitat natural. E lá fomos nós, às 6h30 da manhã até a agência para pegar o traslado. Um ônibus nos levou até um porto para tomar o barco bote até a Isla Magdalena. Juro, devia ter umas 30 pessoas e o barco era bem pequeno, parecia uma cápsula motorizada. Só de ver aquilo já me deu uma agonia, mas tudo bem, eu estava lá para me aventurar. Quem me conhece sabe que eu tenho problema com barco, pois enjoo muito fácil e por isso mesmo tomei um remédio antes de ir. Só que eu não tinha noção de como era o tal estreito de Magalhães. Parecia que o nosso barquinho estava participando do programa "Pesca mortal" do Discovery, ele pulava tanto, mas tanto, que eu não aguentei nem 10 minutos antes de perder a minha dignidade na frente de todos. Não teve jeito, fiquei os 40 minutos da ida passando muito, mas muito mal mesmo. O bom é que assim que o barco atracou e eu coloquei os dois pés em terra firme o enjoo passou na hora e pude curtir os meus tão sonhados pinguins.  Dica: lá tava fazendo um dia lindo, muito sol, e mesmo assim a sensação términa era de -3º. Ou seja, vá bem agasalhado. Mesmo assim, a 1h que passei com os pinguins me fez esquecer todo o perrengue que eu passei, foi muito incrível a experiência.


      Na volta o barco circundou a Isla Marta para o pessoal ver e fotografar os Leões Marinhos, mas eu ainda estava muito nauseada e só conseguia pensar em voltar logo para terra firme e recuperar a minha dignidade. Esse dia foi a primeira aventura de verdade que a minha vó viveu na viagem, pois não foi fácil se segurar dentro daquele barco com um mar tão revolto. Se você gosta muito de pinguins e não curte barcos, uma opção é visitar a Pinguineira Otway, que tem acesso a partir do continente.
      Retornamos do passeio as 13h, almoçamos e já pegamos estrada até Puerto Natales. Sobre essa estrada: ela faz parte da Ruta del fim del mundo e foi a melhor que eu dirigi na minha vida. Muito bem pavimentada, pouco movimentada, muitas belezas pelo caminho. Dá vontade de meter o pé, hehe, mas tem que tomar cuidado com os ventos laterais que desestabilizam o carro. São pouco mais de 3h de Punta Arenas até a cidade que é a porta de entrada para o parque Torres del Paine. Dica importante: encha o tanque do carro antes de sair de Punta Arenas, pois não existe um posto sequer entre uma cidade e a outra.

       
      PUERTO NATALES
      Como essa época do ano no Chile demora bastante para escurecer, chegamos lá em Puerto Natales por volta das 18h e ainda conseguimos pegar um belo pôr-do-sol na praça da cidade. Fiquei impressionada com a quantidade de cachorros de rua que existem por lá e são todos muito lindos, dá vontade de levar pra casa. Fizemos o check-in no hotel (Link para do hotel: https://booki.ng/2T5VvVf), demos uma volta no centrinho e fomos jantar em um restaurante muito bom chamado Cafe Kaiken. Lá, experimentei o famoso prato chileno Lomo a lo pobre, que é uma carne de vaca com dois ovos fritos em cima, cebola e batata frita. Estava muito gostoso!

      7 º DIA - QUINTA-FEIRA
      Seguindo a programação, reservamos todo o dia para conhecer o parque Torres del Paine. Na minha opinião, o segundo ponto alto da viagem, um dos lugares mais bonitos que já conheci. Existem inúmeras opções de conhecer o parque, seja a pé, seja de carro, seja de excursão. Como estava com a minha vó, optamos por ir de carro, no esquema bate e volta e, para mim, foi muito lindo e suficiente. Existem duas estradas que dão acesso ao parque, uma mais longa e uma mais curta. Nós fizemos a mais longa na ida (é bem mais bonita e também em melhor condições) e a mais curta na volta (depois percebemos que apesar de mais curta não é mais rápida, porque tem muita curva, é de terra e não é bem sinalizada). Na ida, além de ver as lindas montanhas de gelo no horizonte, vimos muitos animais, ovelhas, vacas, cavalos, tem um mirante lindíssimo do lago Sarmiento já perto da entrada do parque. Logo mais a frente, nos deparamos com a cena mais linda, um guanaco sozinho pastando na beira da estrada com as montanhas cobertas de gelo ao fundo. Emocionante!


      Seguimos direto em direção às Lagunas Amarga e Azul, pois além de muito bonitas são os trechos do parque com maior chance de ver os Guanacos, animais que parecem uma mistura de Lhama com camelo. E não foi diferente do esperado, tem muitos mesmo, inclusive tome cuidado pois eles correm no meio da rua e podem pular na frente do carro.

      Fizemos fotos incríveis e quando nos preparávamos para entrar na Portaria Sarmiento percebemos que o carro estava com 1/4 de tanque. Que amadorismo da nossa parte! Já tinham me alertado que lá não existem postos de gasolina, mas foi uma distração nossa mesmo. A única solução que encontramos para não inviabilizar nosso passeio foi voltar até Puerto Natales, abastecer e retornar ao Parque, desta vez direto para a portaria Sarmiento. Chegando lá de volta, pagamos o ingresso para entrar no parque (21 mil pesos por pessoa, vale ressaltar que pode ser pago no cartão de crédito) e nos deram um mapinha bem completo com todas as atrações do parque. De cara já vimos o trajeto que poderia ser feito de carro e seguimos em direção ao salto grande e ao lago Nordenskjöld. No meio do caminho, paramos para tirar fotos no mirador deste lago, que é maravilhoso e seguimos para a cafeteria Pudeto, onde fizemos um lanchinho (mais uma vez, se quiser economizar, leve seu próprio lanche). Em seguida subimos de carro para o mirante do salto grande, paramos o carro, fizemos uma caminhada rápida e já demos de cara com o paraíso.


      Desse ponto é possível fazer uma caminhada de aproximadamente 1h até o Mirador Cuernos, porém não fizemos pois estávamos com a minha vó e achamos melhor poupá-la pois ainda tinha muitas coisas para ver. Seguimos pela estrada de carro em direção ao lindíssimo lago Pehoé, onde também tem um mirante que nos rendeu mais um show de fotos e vista espetacular. Nossa próxima parada era o Lago Grey, então não perdemos tempo e rumamos para lá, pois já começava o cair da tarde. Estacionamos o carro e fizemos uma caminhada bem agradável de uns 30 minutos por um bosque que tem uma ponte bem bacana que passa por cima do rio Pingo. Seguimos em frente até chegar ao lago, que tem uma prainha toda de pedra. Contemplamos, fizemos fotos, porém decidimos não caminhar até o mirador Grey por dois motivos: já estava escurecendo e a vó já demonstrava sinais de cansaço, então como já íamos ver glaciares na Argentina, resolvemos voltar.

      Para otimizar nosso retorno a Puerto Natales voltamos pela estrada que passa pela sede administrativa do parque (aquela mais curta que eu falei antes). Foi um pouco tensa a volta, pois já era tarde, o sol começou a cair e a estrada é bem sinuosa, escura, tem muito coelho que se joga na frente do carro (ainda bem que não atropelamos nenhum) e é bem estreita, sem sinalização...enfim, a volta definitivamente não foi legal, talvez se não tivéssemos perdido tempo no passeio pela falta de combustível na ida a gente tivesse conseguido voltar mais cedo e não passar por isso. À noite, para recuperar as energias fomos direito para o restaurante comer. Desta vez escolhemos um chamado El Bote, que tem a melhor carne que eu já comi em toda a minha vida (carne mechada). Serve muito bem duas pessoas, sobrou bastante, e olha que eu comi muito! 
      EL CALAFATE
      8º DIA - SEXTA-FEIRA
      Escolhemos dar um pulo para conhecer a Patagônia Argentina, mais precisamente o Parque Nacional Los Glaciares, onde tem um dos glaciares mais bonitos do mundo, o Perito Moreno. Seguimos para El Calafate ainda de manhã e cruzamos a fronteira sem problemas, pois toda a documentação estava correta. Dica importante: existem dois caminhos para El Calafate, um mais curto e um mais longo. Tanto o pessoal da locadora de carros, quanto da fronteira nos alertou para evitarmos o mais curto, pela condição ruim da estrada. Então optamos, por segurança, pegar o caminho mais longo, que é cerca de 4h30 de viagem saindo de Puerto Natales. Não tem posto de gasolina durante um longo trecho, então encha o tanque antes de sair de Puerto Natales.
      Na entrada da província de Santa Cruz, já na argentina, os policiais pediram para abrirmos o porta-malas, mas só deram uma olhada por cima e já nos liberaram. Na primeira cidadezinha já paramos em uma loja para comprar um chip Argentino de celular para acesso de dados de internet. Não foi tão fácil configurar dessa vez pois precisava ligar na operadora e informar alguns dados, mas o rapaz da loja foi bem gente boa e nos ajudou. Apenas pediu para quebrarmos o chip quando terminasse a viagem, já que estava com os dados dele. Continuamos a viagem, mais longa e bem mais tediosa que as anteriores, pois são muitos trechos sem absolutamente nada para se ver, apenas campos de vegetação rasteira, trechos com retas sem fim, parecia que nunca ia chegar no nosso destino. Finalmente chegamos em El Calafate por volta de 15h e fomos direto para o hotel fazer o check-in e deixar as malas (Link do hotel: https://www.booking.com/hotel/ar/aca-el-calafate.pt-br.html) Logo na recepção nos informaram que se quiséssemos conhecer o Glaciar Perito Moreno ainda naquele dia teríamos que sair naquela hora. Então, apesar do cansaço foi o que fizemos, pois não teríamos outra oportunidade de fazê-lo.
      O acesso ao parque para o Perito Moreno é uns 80km de El Calafate, a estrada é bem tranquila. Logo na entrada do Parque você tem que pagar para entrar (custa 600 pesos o ingresso por pessoa, cerca de R$ 70 e é possível pagar com cartão de crédito). Dentro do parque a estrada também é bem bonita, apenas é preciso ficar atento às curvas. Chegamos no tão esperado Perito Moreno e para nossa surpresa era o horário em que as excursões estavam indo embora, o que eu achei ótimo, pois quanto menos gente, melhor. Lá, tem uma placa com todas as trilhas que podem ser feitas pelas Plataformas. Ao todo, são 5, com tempos e níveis de dificuldade diferentes. Independentemente da trilha, as vistas são espetaculares. Se fizer silêncio você consegue ouvir barulhos como se fossem explosões, do gelo se desprendendo e caindo na água. De arrepiar.

      Minha vó acabou não descendo com a gente pois ficou com medo de se cansar muito na volta, além disso, o pessoal do hotel foi sacana e fez um terrorismo com o lance das escadas, disseram que era muito exaustivo, etc. Então eu e minha tia descemos pela trilha central, de cerca de 1h enquanto minha vó ficou no mirante lá do alto, perto do restaurante. Quando estávamos voltando acabamos descobrindo que tem um acesso diferente para pessoas com mobilidade reduzida para um mirante que é um pouco mais abaixo e melhor, mas já era bem tarde quando descobrimos e ela acabou não conseguindo descer. À noite voltamos para a cidade para comprar chocolates artesanais no centrinho e jantar. Eu comi no pior lugar da minha vida, um restaurante chamado San Pedro. Além do atendimento péssimo, o bife era muito duro e sem gosto. Fiquei com uma péssima impressão da comida Argentina, pois vinha comendo muito bem no Chile. Quando retornamos ao hotel tivemos uma desagradável surpresa: o padrão de tomada deles é completamente diferente do nosso e do chileno! Nós não tínhamos adaptador, então tivemos que pedir para deixar nosso celulares carregando na recepção.
      9º DIA - SÁBADO
      Fizemos uma reserva antecipada do passeio Rios de Hielo para conhecer mais glaciares do parque. Acordamos bem cedo, pegamos o carro e seguimos para o Puerto Punta Bandera, um acesso diferente do parque Los Glaciares de onde saem embarcações. Estávamos com poucos pesos argentinos e eu já sabia que a gente teria que pagar novamente a entrada do parque, mas não sabia se eles aceitavam cartão por essa outra entrada de acesso ao parque. Perguntei para a empresa que nos vendeu o passeio e eles não souberam nos informar (o que eu achei absurdo). Perguntei no hotel e eles nos disseram que aceitava. Pois bem, fomos até o tal porto e para nossa surpresa, a entrada do parque por esse acesso é apenas em dinheiro. Por conta disso, minha tia desistiu de fazer o passeio e voltou para a cidade, o que foi muito chato. O barco saiu do porto às 9h e foi navegando pelo lago argentino em direção ao primeiro glaciar, o Upsala. No caminho já é possivel ver vários icebergs enormes e todo mundo corre pra fora do barco para tirar foto, mas nesse dia estava nublado em bem frio, então tava difícil ficar muito tempo lá fora.


      Depois de um bom tempo de navegação chegamos ao Glaciar Upsala, ele é muito, mas muito grande. Não é permitido às embarcações chegar muito perto dele, pois ele está regredindo. Então o barco para em frente a um enorme bloco de gelo para as pessoas fotografarem. Em seguida, ele segue pelo outro braço do lago Argentino em direção ao glaciar Spegazzini, no caminho vemos mais diversos pedaços enormes de gelo até chegar bem pertinho do glaciar e para para mais um tempo de fotos.

      O passeio terminou por volta de 14h30 (sim, ele é bem longo e eu achei muito tempo de passeio, até um pouco cansativo). Depois descobri que tem um passeio de 1h de duração que visita outro glaciar, acho que teria sido melhor fazer este. Terminado o passeio retornamos ao centro de El Calafate para comermos e abastecermos o carro, pois voltaríamos no mesmo dia a Puerto Natales. Se eu já tinha achado a estrada cansativa na ida, a volta foi muito pior, pois choveu durante todo o trajeto. Para coroar nossa volta, o pessoal da fronteira do Chile nos pediu para tirar todas as malas do carro para passar no raio X, muito bom para quem já estava podre de cansada. rsrs
      Em Puerto Natales, já de noite, fomos direto para o restaurante comer (voltamos ao El Bote, pois gostamos muito da comida e do atendimento) e dormimos no mesmo hotel que havíamos nos hospedado antes.
      PUNTA ARENAS - SANTIAGO
      10º DIA - DOMINGO
      Acordamos bem cedinho, abastecemos o carro e pegamos estrada para Punta Arenas, rumo ao aeroporto. Nosso voo para Santiago era meio dia e chegamos por volta de 15h30. Como nosso voo para o Brasil era no dia seguinte, optamos por ficar hospedadas perto do aeroporto (Link do hotel: https://www.booking.com/hotel/cl/lq-by-la-quinta-santiago-aeropuerto.pt-br.html) Como tínhamos tempo de sobra, fizemos o check in e fomos de uber para o supermerado Jumbo, que fica dentro do Costanera Center. Lá tem uma adega excelente, com muitas opções boas de vinhos a preços ótimos. Fizemos as nossas compras, até comprei uma malinha de mão para trazer as minhas garrafas (trouxe 7 no total na bagagem de mão). Eles também te dão plástico bolha de graça para embalar os vinhos. À noite voltamos ao hotel, jantamos e retornamos ao Brasil no dia seguinte às 15h muito cansadas, mas felizes pela grande experiência que tivemos no Chile. Com certeza algo que levarei por toda a minha vida! Gracias, Chile!
       
       






    • Por Eduardo Melo Ferreira
      17 DIAS PELA ARGENTINA!
      ·         Dia 1:
      Essa foi apenas nossa segunda experiência internacional, a primeira foi para o Chile. O diferencial é que nesta Sâmera e eu fizemos tudo por nossa conta, quer dizer, com o grande auxílio de vocês aqui do Mochileiros.com, claro!!
      Nossa jornada iniciou-se na segunda feira dia 10 de setembro na cidade de Paulínia/SP, quando a deixamos as 19h sentido Campinas de Uber para pegar o ônibus para o aeroporto de Guarulhos, partindo as 20H. Chegamos às 22:30 e a noite foi longa, nosso vôo partiria somente ás 06:41h (para ser exato). Optamos pela compra de Múltiplo destino pela companhia Aerolíneas Argentinas.
      Vôo saiu no horário marcado e 09:20h chegávamos ao Aeroparque. Tínhamos quase seis horas de espera pela conexão e aproveitamos para trocar nosso dinheiro. A cotação estava R$1,00 - $8,00 Pesos. Trocamos o máximo que conseguimos pois na Patagônia a cotação era desvantajosa, o que verificamos realmente depois! O segundo e longo vôo partiu também no horário exato 15:22h chegando em Ushuaia ás 19h.
      Optamos por ficar hospedados por AirBNB. Melhor coisa que fizemos!! Nosso Host, Sr. Oscar já nos aguardava no aeroporto de Ushuaia. Sabe daquelas pessoas que passam rapidamente por sua vida, mas deixam boas marcas para sempre? Então, ele e sua esposa Nora são dessas pessoas!! No caminho para a cabana, ele sugeriu se não gostaríamos de parar em um supermercado para comprar alimentos, água, etc. Nós estávamos tão cansado que não havíamos pensado nisso. Ponto para o sr. Oscar! Sua cabana é muito aconchegante e fica no pé da montanha. Tinha tudo para uma hospedagem tranquila. Combinamos que no dia seguinte ele nos levaria para alguma das opções em Ushuaia ainda a definir de acordo com o clima. Chegamos com chuva e gelo! Um frio e um vento absurdo! Patagônia nos dava boas-vindas...rs   
      Apartamento Las Terrazas de Nora y Oscar: https://goo.gl/RHdFRV
      ·         Dia 2:
      Amanheceu, tomamos nosso café e saímos da cabana para aguardar nosso super host. A comunicação entre dois mineiros e um argentino nem sempre foi fácil, mas sempre divertida. Decidimos ir para o Parque Nacional Terra do Fogo. Queria subir a Laguna Esmeralda, mas como havia chovido muito na noite anterior, fomos desencorajados. Senhor Oscar nos cobrou $1.200,00 pesos para levar e para buscar. Para se ter uma ideia, as agências cobram não menos que $2 mil por pessoa!! Seguimos pela linda estrada de terra até a entrada do Parque. Nós dois já maravilhados pois havia muita neve nos cantos da pista. Paisagens, claro de tirar o fôlego. Primeira parada no mirador da Laguna Verde! Lindíssima. Em seguida fotos na famosa placa do fim da Ruta N.03! E caminhamos pelas passarelas que margeiam a baia Lapataia.
      Voltamos para o carro e o Senhor Oscar nos sugeriu uma trilha curta! Claro, topamos na hora. Confesso que para Ushuaia, pelo pouco tempo que ficamos, acabei sem saber o que fazer.. Ele nos deixou ao lado do Centro de Visitantes Alakush, próximo ao início da trilha. Combinamos que as 16h ele nos buscaria.
      Iniciamos nossa primeira trilha, super motivados pela paisagem, vegetação, clima, tudo diferente do que estamos acostumados. Trilha tranquila, margeando o lago de nome Roca. Ao nosso lado, uma montanha linda, coberta pela neve ia nos “vigiando”.
      Depois de 1:20h chegamos ao final da trilha que é onde fica a placa de divisa entre os Argentina e Chile! Que sensação da hora de estar ali entre dois países muito queridos! A trilha leva o nome da placa “Hito XXIV”. Recomendo muito. Trilha leve! Vale salientar o cuidado e o quão bem sinalizada é a trilha. Aliás, todas as que eu vi na Patagônia.. sonho isso para minha cidadezinha no sul de Minas (Caldas-MG)!
      Retornamos e entramos no Centro de Visitantes Alakush para comer, tomar um café e conhecer o local, faltavam 30 minutos para o sr. Oscar nos buscar. Ele claro, foi pontual!
      No caminho de volta ele nos sugeriu ir ao ponto de partida do “Tren Del Fin Del Mundo”. Achamos bem bonitinho, mas não é o tipo de passeio que nos interessou. Em seguida, de volta para Ushuaia ele, por conta, decidiu que nos levaria para conhecer a pista de esqui do Glaciar Martial. Uma grata e grátis surpresa! E para nossa alegria, nevou!! Haha – mineiro nunca tinha visto neve!! Estava muito liso, assim decidimos não subir até o Glaciar. Mas valeu muito a pena! Gracias Sr. Oscar!!
      ·         Dia 3:
      Nosso anjo em forma de Host disse que conseguia desconto para o passeio de Catamarã para o Canal de Beagle – 20%! Claro que aceitamos. Pagamos um total de $2.320,00 Pesos. Menos da metade que pagaríamos por intermédio de uma agência! – Dica, comprem direto nos quiosques!! Ainda compensará!!
      O passeio é turistão, mas as paisagens, sem palavras! Ushuaia é linda demais!!! O Farol é muito bonito, ali, pequeno no meio daquela imensidão entre a água do mar e as cordilheiras. Vimos uma espécie de pinguins que claro, não me lembro o nome, muitos pássaros e os escandalosos e muito fedidos leões marinhos. Sério, nunca senti um cheiro tão fedido na vida...kkk
      Retornando à Ushuaia, decidimos caminhar pela cidade, almoçar um belo Chorizo ($1.000,00), colocar um chip no celular e enviar uns postais. Em seguida fazer o tour pelo Museu do Presídio ($600,00 Pesos). Bastante interessante e confesso que a ala que continua intacta é bem pesada, sombria. Retornamos a pé para a cabana depois de andar muito por Ushuaia... pensa numa subida infinita. O importante foi achar!! Kkk
       
      ·         Dia 4:
      Dia de deixar Ushuaia. Nosso grande amigo e host Oscar nos levou, antes despedimos de sua muito simpática e atenciosa esposa, Sra. Nora. Confesso que nos emocionamos ao despedirmos. O bom de viajar é isso, além das paisagens, momentos, as boas pessoas que encontramos pelo caminho fazem valer muito a pena!
      Novamente, as Aerolíneas Argentinas foram pontualíssimas. Partiu exatamente no horário marcado, as 11:10h com destino a El Calafate.
      Continua...
       
       
       
       
       
       
       














    • Por isaribeiro
      Oi pessoal, tudo bem?
       
      Acho que uma das melhores partes de viajar é poder escrever um relato depois e tentar ajudar esse fórum maravilhoso que tanto me ajuda. Essa foi minha segunda viagem internacional, sendo que a primeira foi um mochilão no Peru e esta uma viagem confortável com o meu namorado para a Patagônia argentina em plena primavera.
      Como esse fórum é voltado para mochileiros, não vou entrar em detalhes com questão de quanto gastei com alimentação, transporte e outras comodidades, pois me planejei bastante para GASTAR, principalmente com comida e vinhos, coisas que amo.  Caso tenham alguma dúvida específica nessa questão, ficarei feliz em responder os comentários.
       
      INTRODUÇÃO:
      PASSAGENS:
      Dividimos a viagem nas seguintes datas:
      16/10 – 18/10: BUENOS AIRES
      18/10  –  22/10: EL CALAFATE
      22/10 – 26/10: USHUAIA
      26/10 – 27/10: EL CALAFATE
       
      Todos os voos foram Aerolíneas e não tivemos problema com atraso.
      Compramos a passagem múltiplo destino BSAS – CALAFATE – BRASIL em uma promoção do Melhores Destinos no Viajanet por R$ 1.600,00 incluindo as taxas e deixamos para comprar a de Ushuaia mais para a frente, imaginando que seria a mesma coisa que comprar LIMA – CUSCO. Não achei muitas informações sobre isso, um voo nacional, de apenas 1h não seria tão caro, certo? pensei. ERRADO. Ao colocar o rastreador na passagem, fomos surpreendidos por valores acima dos mil reais e bateu aquele desespero. Ir de ônibus não era uma opção por causa do nosso tempo limitado e cancelar Ushuaia também não.
      Depois de alguns meses conseguimos comprar a passagem CALAFATE – USHUAIA por R$ 772,40, o que é considerado ótimo para esse trecho. Simulando o mesmo roteiro com uma passagem múltiplos destinos incluindo Ushuaia, daria em torno de dois mil, então acabou que não fez tanta diferença.
       
      Transfer em Buenos Aires, Ezeiza – Palermo com a Class Receptivo: R$ 100,00
       
      Transfer Aeroparque – Ezeiza: GRÁTIS se seu voo for conexão da Aerolíneas. Se não for, o ônibus da Tienda Leon custa uns ARS 1.000 e o táxi tem corrida fechada por ARS 780.
       
      HOSPEDAGENS:
      Todas as hospedagens foram em apartamentos.
       
      Buenos Aires, 3 noites:
      https://www.airbnb.com.br/rooms/12705538
      R$ 428,05
      Muito bom apartamento, próximo do centro de Palermo, com ótimos restaurantes ao redor, há poucas quadras do Rosedal e perto do metrô.
       
      El Calafate, 4 noites:
      https://goo.gl/uLQPxo
      US$: 153,24
      Foi a melhor hospedagem da viagem, chalé fofo, confortável, quentinho e próximo do centro. A dona da hospedagem, Paola, e sua cachorrinha fazem o lugar ainda melhor.
       
      Ushuaia, 4 noites:
      https://goo.gl/Cn41vx
      US$ 159,32
      Apartamento muito bom, moderno, equipado com a ressalva que além de um pouco longe da Av. San Martin (cerca de 2km) fica no alto de umas ladeiras. Para descer é fácil mas a subida era impraticável.
       
      CÂMBIO:
      Levei:
      RS 1.000,00
      EUR 250,00
      USD 200,00
      Cotação do real em Buenos Aires na agência Mais Brazucas (Florida 656 PB 1, Buenos Aires, em frente a Zara) foi de ARS 9,45. Melhor cotação que achamos.
      Cotação Dólar em Ushuaia foi de ARS 35
      Cotação Euro em Ushuaia foi de ARS 39
      O real estava entre ARS 8,50 tanto em El Calafate e em Ushuaia.
      DICA: PRESTEM ATENÇÃO NO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DAS CASAS DE CÂMBIO!! Principalmente em El Calafate. Quando fomos, fechava as 18hrs e não abria no domingo. Em Ushuaia as lojas fecham no almoço e voltam só as 16hrs. Existe uma casa de câmbio em cada cidade, não olhamos o paralelo.
      Voltei com 50 dólares e alguns pesos. Não usei cartão de crédito, esse dinheiro que levei foi para praticamente tudo: passeios, comida, transporte, compras... salvo passagens, minitrekking, pinguinera terrestre e as hospedagens de BSAS e Ushuaia, tudo foi pago na Argentina.
      O total aproximado da viagem foi de R$ 5.000,00, lembrando que as únicas coisas que não foram divididas por 2 foram os passeios, compras pessoais e passagens. Se você for uma pessoa econômica, vai conseguir fazer essa viagem por uns 4 mil e dependendo dos passeios, por 3 mil, fácil. O mais caro que achei foi comida em restaurante, em torno de ARS300-500 os pratos mas indo de 2, considerando o tamanho gigante das refeições, tem como dividir tranquilamente. Você também acha empanadas beeem recheadas, pizzas por poucos pesos e os mercados sempre são uma boa opção. 
       
      CLIMA:
      Não achei sobre o clima da Patagônia em outubro/primavera em nenhum lugar, o que foi a principal motivação de escrever esse relato.
      Em Buenos Aires, dos 3 dias que ficamos, fez sol e calor insuportáveis e no último dia choveu de manhã, mas logo o céu abriu. 
      Dos 4 dias que ficamos em El Calafate, a maioria foi de céu limpo e solzão e o último dia foi de chuva torrencial e céu fechadíssimo. A temperatura média era de uns 8° de dia, 2° a noite e no dia da chuva foi de 2° o dia inteiro (com direito a neve nas montanhas). Quando voltamos para pernoitar na cidade 1 semana depois, ainda estava chovendo. Foi onde passei mais frio, as roupas "térmicas" que comprei no Brasil não deram conta. Chegando em Ushuaia tive que comprar uma calça urgente.
      Dos 4 dias que ficamos em Ushuaia, todos foram de céu limpo e sol com temperatura média de 10°, o degelo nas montanhas era visível. 
      Não sofremos com os ventos patagônicos, acredito que por causa do fim do inverno, mas senti que estavam começando a voltar.
       
      Dito isso, vamos ao relato.
       
    • Por BrunaKC
      Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia!
      Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.
      Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem.
      A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena.
      Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo.
      Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. 
      Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. 
      Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias.
      Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito!
      Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa.
      Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. 
      O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. 
      Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos.
      Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia.
      O melhor ainda está por vir!
      Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo.
      Até logo, aventureiro!










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