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Em Algum Lugar do Mundo

Cape Town, África do Sul: Cabo da Boa Esperança, Cape Point e Boulders Beach

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Confira um tour imperdível em Cape Town: um dia pelo Cabo da Boa Esperança e pela Boulders Beach, a praia dos pinguins. 

Roteiro para Cabo da Boa Esperança e Boulders Beach - 1 ou 2 dias

Para esse passeio, sugiro colocar o despertador pra tocar cedo e aproveitar o máximo do dia. Se tiver a oportunidade, divida essa programação em 2 dias e ainda conheça lugares lindos!

Confira o roteiro completo, com detalhes sobre todos os lugares que você pode visitar em um ou dois dias de passeio por essa região maravilhosa de Cape Town: https://emalgumlugardomundo.com.br/cabo-da-boa-esperanca-e-boulders-beach/

Cabo da Boa Esperança

Cabo_da_Boa_Esperanca_e_Boulders_Beach
 

Cape Point

Cabo_da_Boa_Esperanca_e_Boulders_Beach
A caminho de Cape Point
Cabo_da_Boa_Esperanca_e_Boulders_Beach
Farol locaiizado em Cape Point, no Cabo da Boa Esperança

Boulders Beach

Cabo_da_Boa_Esperanca_e_Boulders_Beach

Chapman's Peak

Cabo_da_Boa_Esperanca_e_Boulders_Beach

 

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    • Por Marina Soares
      Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do Sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita cabeçada e alguns perrengues, ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands (Africa do Sul e Suazilândia) ou Pula (moeda de Botswana).
      Passagem de BH x Joanesburgo R$ 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa)
      Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto depois do desembarque, há algumas casas de câmbio... o dólar havia dado uma disparada nessa época, então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu quase 11 rands.
      Fizemos a reserva do carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar. Alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar e deu tudo certo. Em questões de horas já estávamos dirigindo normalmente. O valor em reais foi cerca de R$ 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA CRUZAR FRONTEIRAS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, é feito uma cobrança (calção) no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. 
      Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa? Porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados. O carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algumas pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos. Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse parque.
      Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger National Park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien. As reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar de chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos em ficar em um Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, onde pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa, para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas. Recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada. A tal taxa por dia é paga diretamente nos acampamentos. Existem outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolso de cada um.
      Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento, rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc começa fazendo seu próprio Safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big Fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos. Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm suvenirs para comprar, mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá.

      Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador.
      Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile Bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley. Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, com as pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary. Foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso. O lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo e não dá para fazer nada a pé. O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas Tourist Information e Internet Café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve .

      Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro.
      No outro dia cedo, partimos rumo ao Soweto. Foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos.

      Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã.
      No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito. Não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada. Foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo deu certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira, foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar mais infos. Os brasileiros quando vão para "Bots" acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone, no Mokolodi Backpackers. Gostamos muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais caro, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa, que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger Park, pois são bem diferentes em tamanho e estrutura, mas ver aqueles animais em seu habitat natural, é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida... Ficamos duas noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões.
      l
      Saímos de Botswana em direção a Pretória. A estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado em cima de uma faixa amarela que era proibido... oi ??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus Rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. 
      Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, onde pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... Um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos. Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais.

      Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart.
      No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo. Primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro, a praia é linda e vale o preço.

      De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar.

      Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local.
      No dia seguinte fomos rumo a Table Montain fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trilha... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder.

      Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte.
      Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal. Tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados...
      E foi isso galera, até a próxima!!!!
       
    • Por ÁquilaChv
      Olá pessoal,
      Esse é meu primeiro relato de viagem aqui no mochileiros. Mais já tenho outros que estou acabando de escrever. Vou postar um resumido e tentar ir respondendo eventuais dúvidas conforme for aparecendo.
      Vamos lá!
      Primeiramente tenho que dizer que a África do Sul é um país muito grande. E que há roteiros para vários gostos, bolsos e climas. É difícil conhecer tudo numa só viagem. Tentamos conhecer o máximo possível numa mesma viagem, mas isso tem prós e contras. Falarei mais a seguir.
      Desde já, recomendo fortemente um estudo prévio sobre a história da África do Sul antes de ir. Há diversos livros sobre o assunto, principalmente se pesquisar em inglês. A própria wikipedia (em inglês) contém uma boa introdução sobre o assunto.
      O Apartheid, período que vigorou o sistema de segregação racial por mais de 4 décadas, foi complexo e gerou consequências que ainda hoje podem ser percebidas. A África do Sul também tem uma história bastante multicultural, com povos de origens e culturas diferentes. Assim como chineses, japoneses e coreanos são diferentes, o mesmo acontece com os povos africanos. Há inclusive diferenças físicas entre eles. Uma demonstração dessa diversidade, por exemplo, são os 11 idiomas oficiais existentes no país.
      O clima é bastante variado também, depende muito da localização. O viajante pode encontrar um clima mediterrâneo, típico de países da Europa (inclusive com vinícolas mundialmente famosas), semidesértico, savana, florestas tropicais úmidas e até neve (perto de Lesoto), etc.
      Na África do Sul come-se muito bem, em grandes quantidades e de tudo, há restaurantes de todo tipo. Em geral, é mais barato do que São Paulo para comer num restaurante bom. O vinho costuma ser mais barato que sucos e refrigerantes. O que nos chamou atenção é que no geral eles usam bastante pimenta, rs. Em relação à hospedagem, foi quase toda em Airbnb ou hospedagens encontradas no Booking que eles chamam de self-catering ou bed and breakfast, foi muito mais barato que hotéis. Aí depende da cidade, por isso recomendo sempre consultar nos dois.
      Enfim, nosso roteiro foi o seguinte:
      1ª parte: Cape Town
      13/10/2017 – 18/10/2017 2ª parte: Garden Route
      18/10/2017 – 19/10/2017: Stellenbosh 19/10/2017 – 21/10/2017: Hermanus 21/10/2017 – 22/10/2017: Oudtshoorn 22/10/2017 – 23/10/2017: Knysna 23/10/2017 – 24/10/2017: Pletterberg Bay 24/10/2017 – 26/10/2017: Tsitsikamma Park (Stormriver) 26/10/2017 – 28/10/2017: Jeffreys Bays 28/10/2017 – 29/10/2017: Port Elizabeth 3ª parte: Johannesburgo + Safari (Kruger National Park)
      29/10/2017 – 31/10/2017: Johannerburgo 31/10/2017 – 04/11/2017: Kruger Park (Safari) 04/11/2017 – 05/11/2017: Johannesburgo  
      Tentarei dividir o post em 4 partes (essa introdução + as 3 partes da viagem que postarei a seguir).
       
      Dicas gerais:
      O clima em Cape Town é bastante instável, pelo menos estava instável no período que ficamos lá. Não sei se é assim o ano todo, mas conversando com os locais eles confirmaram a instabilidade da cidade. Para quem vai para a África do Sul para conhecer apenas Cape Town e fazer a Rota Jardim, recomendo ir no verão. Também dá para apostar na meia estação, mas é preciso contar com um pouco de sorte e é bom lembrar que Cape Town está na mesma latitude que Buenos Aires – Argentina. No Kruger (mas vale para o Safari em geral), não é bom ir no verão, pois é muito quente e chove mais. O clima mais quente, além de tornar o Safari mais desgastante, deixa os animais mais escondidos. Além disso, com chuva mais abundante, faz com que os animais se movimentem menos, pois há mais pastagens e mais água para beber. Só dá para trocar dinheiro nos bancos, que não funcionam a qualquer hora e dia. Fim de semana e feriados eles estão fechados. Mas quase todo lugar aceita cartão de crédito. Os bancos cobram uma taxa para trocar dinheiro, o que achei um absurdo, pois levamos dinheiro para não pagar IOF de 6,38% e chagando lá descobrimos que há a taxa do banco. Mesmo assim compensa levar dólar e trocar lá. Fomos abordados muitas vezes por pessoas pedindo dinheiro. Tem que saber lidar com isso. Em Stellenbosh um cara tentou nos aplicar um golpe: paramos o carro no estacionamento de um shopping e um cara passou falando que tinha que validar o ticket na máquina. Seguimos o caminho apontado por ele e ele nos apontou uma ATM onde já tinha outro cara, que, ao ver nossa cara de interrogação, disse que poderia nos ajudar. Eu questionei-o dizendo que aquilo era uma ATM (para sacar dinheiro), percebi que eles estavam mal intencionados e saí andando. A guia que nos levou para a vinícola também nos contou uma história de um golpe que estavam aplicando em Cape Town. Um homem de terno que se passava por funcionário do governo estava abordando turistas e pedindo para ver a licença para transitar ali. As pessoas desconheciam a licença e, é claro, não a possuíam. Então o homem cobrava para tirar a licença ali na hora. Nossa guia disse que não havia relatos de violência e que se um cara desses (ou qualquer outro pedinte) nos abordasse era só desconversar e sair andando. Lemos alguns relatos a respeito de guardas exigindo carteira internacional para dirigir, mesmo havendo acordo internacional entre Brasil e África do Sul. Alguns viajantes relataram suspeita de haver uma tentativa de cobrar “caixinha”. No entanto, fomos parados 3 vezes por policiais e, no geral, saí com uma boa impressão da polícia Sul Africana (não deixei de ler a 3ª parte, na qual detalharei). Então, lembre-se de andar com a carteira de motorista internacional e jamais dirija depois de beber. Leia sobre a África do Sul antes de ir e, se possível, aprenda algumas palavras ou frases em algum dos 10 idiomas além do inglês. Ouvi de uma mulher sul-africana que algumas pessoas se sentem muito orgulhosas quando vêem que um turista sabe um pouco da sua língua. O idioma Xhosa é bastante interessante A hospedagem dentro do Kruger Park tem que ser reservada com bastante tempo de antecedência. Reservamos a nossa hospedagem 2 meses antes e já tinha poucas opções e ainda não estávamos na alta da temporada. A alta temporada no Kruger é no inverno.  
    • Por zervelis
      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!
    • Por marcuscoura
      Falar da África do Sul sem dúvidas é uma coisa muito fácil depois de conhecê-la.
      Em 2012, estive pensando em países curiosos e no mínimo “exóticos” de se conhecer, fugindo de países procurados como os EUA, Canadá, toda a Europa, etc...
      Dentre eles, pensei em Hong Kong, Japão, Nova Zelândia, Marrocos, Tailândia e a África do Sul.
      Aproveitando as pesquisas e a vontade que meus primos estavam de conhecer o país, não pensei duas vezes. Não me arrependo nem um pouco.
      Nosso trajeto começou em Cape Town, mas com parada em Johannesburgo. Começo falando do aeroporto que, a partir dali, já é notável a presença de lojas vendendo objetos de decoração africana, animais de madeira e uma lista diversa de presentes pequenos. Loja na qual pode ser encontrada em ambas as cidades, quase que em todas as esquinas.
      De São Paulo à Johannesburg, fizemos um vôo tranquilo, de aproximadamente 6, 7 horas. Vale lembrar que a Companhia Aérea “South African Airways” me deixou realmente surpreso pela qualidade e infra-estrutura. O avião é equipado com pequenos monitores em todas as poltronas, podendo-se assistir filmes, escutar músicas ou jogar games. Tudo isso, querendo ou não, ajuda a passar o tempo em vôo.
      Chegando em Johannesburg, pegamos um avião um pouco menor para Cape Town. Que fique o aviso... Chegando em Cape Town, a turbulência que pegamos não foi brincadeira. Natural, devido a área montanhosa e cheia de nuvens.
      Cape Town sem dúvidas é um destino quase que impossível de não se apaixonar. Muitos a comparam com Rio de Janeiro e Califórnia, por ser uma cidade praiana, moderna e bem estruturada. A única diferença é que, infelizmente, é preciso muita coragem para encarar a água das praias. Praias na qual são maravilhosas, areias brancas e águas estupidamente azuis. Águas, porém, extremamente geladas, diga-se de passagem. Fora a água, há bastante relatos de ataques de tubarões, ou seja...
      Diferente de Johannesburg, Cape Town é definitivamente mais interessante e com mais opções de passeios. Logo no primeiro dia, já fomos conhecer o Point Noturno “V&A Waterfront”, onde encontra-se os melhores restaurantes, um shopping, bares, pubs... tudo isso de frente a uma grande marina e um visual incrível.
      A nossa moeda é bem mais valorizada que o Rend, em si. Vale lembrar que, nas compras, a diferença não é tão grande pra quem acha que virou milionário na troca de moedas. Nas compras eletrônicas e até mesmo roupas, a diferença é muito pequena, porém, para se comer bem, o real é realmente valorizado, levando em conta que, em um restaurante de luxo, aqui em São Paulo, gastamos mais de R$ 100,00 muito fácil. Lá, em um ótimo restaurante, é difícil o valor passar disso.
      Outra coisa barata são os taxis. Passeamos por Cape Town muitas vezes a pé e de taxi. A diferença é bem grande do Brasil.
      Fizemos amizade com um taxista muito gente fina. O nome dela é Kenny e fica aqui a indicação: [email protected] | +27 (0) 21 913 6866.
      Outras pessoas optam por alugar ou até mesmo comprar um carro por lá. Carros que aqui no Brasil, seria uma fortuna a diária e que lá, são quase que “populares”.
      A única dificuldade é encarar a mão inversa. O volante, no caso, fica do lado direito e é um tanto assustador ficar no banco do passageiro. A sensação é bastante estranha rs.
      Um dos melhores passeios da cidade, sem dúvidas é a Table Mountain. Considerada uma das 7 maravilhas naturais do mundo. Temos duas opções. A que envolve muita disposição e adrenalina que é escalar a montanha (tarefa bem difícil), e a opção mais cômoda, que seria o “bondinho”. O interessante do bonde é que ele gira 360 graus, então é possível aproveitar a paisagem a partir dali. O ticket do bonde custa 205 Rends (adulto). Vale a pena pra quem não tem tanta disposição/coragem.
      A vista de cima é realmente de tirar o fôlego. Tem também uma cabana na qual é possível almoçar, comprar lembranças, vinhos, etc. Uma dica de lá é o lanche feito com carne de avestruz. Carne de sabor forte, porém muito boa. Vale a pena.
       
      O interessante do passeio é caminhar por toda a área da montanha e explorar a fauna e flora, além de esperar o pôr do Sol, claro. Ah! Mais uma dica... levem blusas de frio pois nesse horário, o frio é de lascar.
       
      Outros passeios interessantes são:
      - As vinícolas, onde é possível fazer a degustação de queijos e vinhos
      - O passeio ao Jardim Kirstenbosh National Botanical Garden, considerado o maior do mundo
      - A ida ao cabo das tormentas (cabo da boa esperança) onde também tem um visual incrível, sem contar a história que todo o lugar representa. Fiquei impressionado com a força do vento daquele lugar. É MUITO vento! Chega a ser engraçado.
       
      Seria um desperdício ir a África e não fazer um Safari. Escolhemos o Aquila’s Safari. Uma reserva muito bem estruturada e com diversas espécies de animais, incluindo os 5 maiores predadores do continente (The Big Five) que são: O Búfalo, o leão, o leopardo, o elefante e o rinoceronte. Logo na chegada, fomos recepcionados com taças de champagne e um “café da manhã” que mais parecia um almoço. O lugar possui piscinas, lojas, além de oferecer outras opções de passeio como o tradicional automóvel onde é possível levar um grupo de pessoas, triciclos e até mesmo helicópteros.
       
      Outra que não pode ficar de fora, é a visita a Robben Island onde encontra-se a prisão em que Nelson Mandela ficou preso. Meio angustiante, mas interessante.
       
      Diferente de Cape Town, Johannesburg é considerada a Nova York do continente. Cidade onde fica a maior concentração de todo o luxo. Hotéis, edifícios, carros importados, shoppings, acaba sendo uma cidade onde os interesses e passeios, são outros.
       
      Mesmo no meio de tudo isso, ainda fizemos um passeio ao Lion Park, onde é possível interagir com filhotes de leão e acompanhar e fotografar diversas espécies como antílopes, zebras, hienas, suricatos, leopardos, os famosos leões “tradicionais” e até mesmo leões brancos, e por fim, girafas e avestruzes que ficam soltos pelo parque.
       
      O local oferece um programa de apoio aos leões, onde é possível passar alguns meses cuidando deles, sem nenhum tipo de remuneração, mas em compensação, o local oferece abrigo (como se fossem acampamentos), comida e folgas, é claro. Tudo isso incluso em um pacote, como se fosse (se não for) um intercâmbio.
       
      Visitamos uma favela local, em que, comparada as do Brasil, é realmente triste. As pessoas ali vivem em pequenas casas de lata (muito pequenas), debaixo de um Sol muito forte. Mas não se enganem. O Sol realmente é presente, porém, o frio é muito intenso. Tivemos que fazer o Safari debaixo de Sol, e ainda com cobertores que o passeio oferece (além de champagne e bebidas não alcólicas já inclusas no passeio).
       
      Dica de restaurante em Capetown: Belthazar. Fica na marina de V&A Waterfront.
      Dica de restaurante em Johannesburg: Lekgotla. Fica na Nelson Mandela Square. (Uma boa opção seria a carne de crocodilo. Vale a pena)
       
      Bom, então essa foi a tentativa de um “pequeno” relato sobre a África do Sul haha! Super recomendo!
       
      Boa viagem!
       
       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       


    • Por Sara_dantas
      Gente, uso o mochileiros para planejar as minhas viagens desde 2007 (como membro, desde 2008). Algumas dúvidas minhas já foram respondidas aqui e postei umas dicas também, mas é a primeira vez que vou deixar um relato de viagem. Nunca fiz antes porque não consigo ser muito detalhista com valores e informações de viagens, sou mais com experiências, impressões... Mas dessa vez consegui anotar algumas coisas e, como num geral, os relatos e dicas sobre a África são mais escassos (que Europa, EUA/Canadá e América do Sul, pelo menos), talvez o meu relato possa ser útil pra alguém. Como meu namorado não pôde ir comigo, viajei sozinha, mas em Pretoria fiquei na casa de um amigo, que fez os passeios da região comigo. Vamos lá:
       
      ROTEIRO (Cape Town – Victoria Falls – Johannesburg/Pretoria)
      20/04/2016 – saída de São Paulo
      21/04 a 26/04 – Cape Town
      26/04 a 29/04 – Victoria Falls
      29/04 a 04/05 – Johannesburg/Pretoria
      04/05 – volta pra São Paulo
       
      PASSAGENS:
      Comprei todas as passagens juntas, pela South African Airways, por R$ 3.695,46 (com as taxas). Os trechos foram:
      São Paulo – Cape Town (conexão em Johannesburg)
      Cape Town – Victoria Falls (conexão em Johannesburg)
      Victoria Falls – Johannesburg
      Johannesburg – São Paulo
       
      Hospedagem:
      - Na parte Johannesburg/Pretoria fiquei na casa de um amigo que mora em Pretoria.
      - Cape Town: fiquei no Atlantic Point Backpackers, em Green Point, em quarto feminino de 8 camas. Gostei bastante, o quarto era espaçoso, o albergue era limpo, a localização era boa (dava pra ir a pé pro Waterfront e fiz alguns passeios que saíram de lá, então foi bem prático), tinha free wifi, café da manhã (bem simples) incluso, o staff foi atencioso e prestativo quando precisei. A diária foi de 265 rands, totalizando 1325 rands os 5 dias. Fiz a reserva pelo hostelworld e paguei 15% antecipadamente (U$ 13,92), ficando o restante para pagar no hostel (1126,25 rands).
      - Victoria Falls: fiquei no Shoestrings Backpackers. Dos relatos que li aqui, acho que a maioria (ou talvez todo mundo) que foi a Vic Falls ficou lá. No hostelworld só aparecia ele e um outro albergue, mas a localização dele parecia melhor, mais perto das cataratas (e todos falavam que dava mesmo pra ir a pé pra lá) e tal. Vi algumas pessoas até comentando do barulho, porque o Shoestrings é um albergue de festa, e lembro de uma menina que o achou meio sujinho, e ela não se considerava fresca. Como Victoria Falls não tem tantas opções de hospedagem, e a maioria é cara (tem tipo uns resorts na beira do rio, dá pra ver os animais da varanda) e tinha a praticidade de ir andando pras cataratas, decidi arriscar e ficar lá. Foi uma relação de amor e ódio, e se me perguntarem se eu o indico pra alguém, eu realmente não sei. Vou explicar: o quarto era horrível, meio apertado, abafado, o ventilador de teto parecia que ia cair e era de potência fraca, o banheiro era horrível, mal cuidado, em alguns o chuveiro era só o cano, não tinha a ducha, muita coisa meio que no cimento mesmo, não tinha cortinas nas janelas e eu tinha que me contorcer pra trocar de roupa sem alguém lá fora ver, e tudo com a aparência de sujo. Se eu levar em consideração só o quarto e os banheiros, FOI O PIOR ALBERGUE QUE JÁ FIQUEI NA VIDA! E eu já estive em uns 30, pelo menos, e não me considero uma pessoa fresca também. No primeiro dia que cheguei odiei tudo, chorei (houve outros problemas que vou explicar depois) e pensei seriamente eu ir pra algum outro hotel ou mesmo um dos resort, ainda que tivesse que gastar mais do que deveria (e tinha!) pra ficar em algum lugar minimamente decente. Depois da péssima primeira noite eu me acalmei e fui descobrindo as coisas legais do Shoestrings... Tinha um restaurante que, apesar de bem simples, era bem legal (inclusive vinha gente dos resorts comer lá e dizia que era a melhor comida da cidade!), o bar deles era legal, tinha uma agência de turismo em que dava pra reservar os passeios, um espaço grande e bem natureza, dois cachorros super fofos (o Mojo e o Morgan), gente tocando violão o tempo todo e um ambiente bastante favorável a fazer amigos. O Shoestrings é um centro de lazer em Victoria Falls, que é uma cidade bem pequena, e todas as noites pessoas de cidades vizinhas (até da Zâmbia) vão curtir lá. Me deu a impressão de que eles passaram a faturar mais com o bar e restaurante e acabaram descuidando da parte da hospedagem. Fui acostumando um pouco e relevando os problemas, e no fim acabei curtindo o tempo que fiquei lá. Mas eu realmente não sei se recomendo, o quarto e o banheiro eram HORRÍVEIS! A diária no dormitório (quando fiz a reserva no hostelworld o quarto era de 8 camas, mas quando cheguei lá eram 4 na verdade – e em duas das três noites fiquei sozinha) era U$ 15, paguei U$ 5,40 na reserva e U$ 39,60 lá.



       
      SEGURO VIAGEM:
      Comprei online, da assist card (graças a deus não precisei usar!). Não lembro a categoria, mas acho que foi o segundo ou terceiro mais simples. Foi uns R$ 360,00.
       
      DINHEIRO:
      Comprei 10.900 rands na cambio store, aqui em São Paulo (como ficava ruim pra buscar lá no horário comercial, paguei pra entregarem), em 2 partes: primeiro comprei 6.000 rands com a cotação de R$ 0,3420, e com o IOF e a taxa de entrega (se eu não me engano, R$ 30 ou R$ 40) ficou tudo R$ 2.082,00. Depois comprei 4900 rands com a cotação de R$ 0,3060, tudo por R$ 1.535,10.
      Eu tinha também uns U$ 200 que tinham sobrado de uma outra viagem e pra essa comprei mais até completar completar U$ 1.000, que foi o que levei. Acho que gastei mais ou menos R$ 3.000,00, um pouco menos até, pra comprar esses dólares (eu gosto de comprar na prime cash, que fica na Liberdade, em São Paulo. Geralmente é a melhor cotação e já incluem o IOF. Pena que lá não vendem rands...).
      Resumindo: levei U$ 1.000, 10.900 rands e um cartão de crédito por segurança (que só usei 2 vezes). Somando o que gastei com as passagens, a compra de moeda e o que paguei no cartão e antecipadamente nas reservas dos hostels, gastei mais ou menos uns R$ 10.400 nessa viagem. Mas sobraram uns U$ 400 (que já estão reservados pra outras viagens!) e uns 1.000 rands (que usei pra comprar várias lembranças no aeroporto), então os gastos da viagem mesmo foram menores que R$ 10.000,00. Não gastei com hospedagem em Joburg/Pretoria e, apesar de ser uma pessoa econômica e sem muitos luxos, comi bem e não me privei de muitas coisas financeiramente.
       
      1º dia – 20/04: o voo estava previsto para sair às 18h, decolamos um pouco depois. Foi bem tranquilo, pouquíssimos balanços, teve um anúncio de atar cintos por conta de turbulência quando já estávamos perto de pousar, e mesmo assim foi superleve. Não estava totalmente cheio, eu que estava sentada lá no fundão (na antepenúltima fileira) fui sem ninguém ao lado (o que tornou a viagem mais confortável). Serviram jantar e café da manhã. O jantar eu gostei, o café da manhã era sul-africano (uma mistura de linguiça, ovos, tomate, batata... Não curti, não). Achei o voo bom, num geral. Engraçado que sou alta e achei o espaço entre as poltronas razoável – dentro da realidade, e uma brasileira baixinha que conheci depois achou apertado e desconfortável.
       
      2º dia – 21/04: pousamos um pouco depois das 7h30. O meu voo pra Cape Town era às 9h10, com o embarque começando às 8h40. A fila da imigração era GIGANTE, parecia a dos EUA, só que não tinha ninguém da companhia aérea pra passar na frente as pessoas que tinham conexão. O pessoal do aeroporto foi bem grosso com um monte de gente. Fiquei mais de 1h na fila, depois tinha que pegar a bagagem e despachar de novo, antes de embarcar. Só que ninguém sabia dizer onde eu deveria despachar a mala. Um senhor falou pra eu pedir ajuda de um pessoal que estava de laranja. Achei que eles trabalhassem no aeroporto... Fui lá e um cara me ajudou. Ele pegou a minha mala e começou a correr pelo aeroporto, eu atrás quase caindo e morrendo (tenho asma, corro 10 metros e fico sem ar). Depois de correr o que pra mim pareceram 100 km, chegamos ao check in e despachei a mala às 8h45, ufa! Aí o cara me cobrou pelo serviço. Eu só tinha notas altas (tanto de rand quanto de dólar), por sorte tinha também 3 notas de um dólar, que dei a ele (que não gostou muito e reclamou. Só pedi desculpas e expliquei a situação. Tinha acabado de chegar, não tinha dinheiro trocado e achei que trabalhasse o aeroporto). Corri pra embarcar, outra fila pra passar no raio-x, mas por sorte o voo atrasou uns 20 minutos, então deu tempo (e eu pude descansar um pouco).
      Durante praticamente todo esse segundo voo o céu esteve encoberto e rolaram umas turbulências (nada muito forte). Apesar de amar viajar, eu morro de medo de avião e fico tensa nessas situações, mas estava tão cansada (eu não consigo dormir em voos, então estava virada) que acabei relaxando. Fechei os olhos e tentei descansar o máximo. Antes de pousar deu pra ver um pedaço de False Bay. Pena que o tempo estava um pouco ruim, deve ser linda a vista com o tempo aberto (PS: Por indicações de amigos, eu estava sentada na poltrona A, pois desse lado se tem a melhor vista ao pousar em Cape Town).

      No aeroporto fui a uma loja da Vodafone e comprei um chip com um pacote de 250 mega pra usar a internet. Custou 164 rands. Havia pacotes desde 100 mega até 5 giga, eu acho. Como no Zimbábue não iria funcionar, e em Joburg/Pretoria eu estaria com o meu amigo (teria internet na casa dele e era fácil pegar táxi com ele), achei que o de 250 seria suficiente (e foi mesmo, até “sobrou”). Antes de viajar, esse meu amigo e uma conhecida que viaja a trabalho pra Cape Town com frequência me disseram que um táxi do aeroporto pra Green Point custaria por volta de 250 rands e que eu não deveria pagar mais que isso. O transfer do hostel era 300 rands, então preferi pegar um táxi por conta própria. O vendedor da Vodafone me disse que conhecia uns motoristas que faziam essa corrida por uns 260 rands e chamou um pra mim. Era um rapaz de origem indiana, simpático, falou muito do Brasil. No meio da corrida fui só confirmar o preço e ele falou que era 350 rands. Apesar de tímida e discreto eu não disfarcei o meu espanto, expliquei que já tinha pesquisado e que essas corridas saíam por uns 250 rands e que o conhecido dele que me indicou o táxi falou que eu pagaria no máximo 260 rands. Eles disse que o menino devia ter se enganado e que essas pesquisas deviam ser antigas e tal. Protestei um pouco e fechamos por 300 rands, mas eu fiquei meio bolada com isso.
      Cheguei ao hostel por volta das 13h e o check in era às 15h, mas como o quarto em que eu ia ficar já estava limpo, me deixaram entrar. Tomei banho, dei uma leve descansada enquanto mandava mensagens pra família e amigos aí resolvi sair pra almoçar. Passei na recepção pra pegar algumas informações e foi como um balde de água fria. Eu tinha pesquisado e sabia que a África do Sul era como o Brasil, um pouco perigosa. Mas todo mundo falou bem da região de Green Point e em Joburg, que parecia mais perigosa, inclusive tendo “ilhas de circulação”, eu estaria com um amigo, então não estava insegura em viajar sozinha. Sabia também que o transporte público lá não era muito bom e que haveria uma certa dificuldade na locomoção, mas nada muito grave. Só que aí a menina da recepção começou a fazer mil restrições, falou pra eu não andar sozinha à noite em hipótese alguma, que eu deveria pegar táxi pra tudo, blábláblá e eu comecei a me sentir insegura. Pra piorar, o tempo não estava muito bom e a previsão era a mesma pro dia seguinte (uma sexta), só começando a melhorar a partir de sábado. E Cape Town é linda, mas é uma cidade que é melhor curtida com o tempo bom.
      Enfim, decidi arriscar e fui andando pro Waterfront (era tão perto!), basicamente uma reta de uns 700 metros. A rua não era muito movimentada e isso me deixou um pouco receosa, mas cheguei lá de boa. O local é bem legal mesmo, vários restaurantes, lojinhas, tem um shopping, apresentações na rua. Já eram umas 15h e pouca e na maior parte dos lugares as pessoas pareciam estar já bebendo. Fiquei meio sem graça e acabei comendo no McDonalds (e me senti frustrada e derrotada por isso). Não estava chovendo, mas o tempo estava encoberto e em só um momento, acho que durou 1 minuto mais ou menos, deu pra ver a Table Mountain. Dei mais umas voltas por lá e depois fui andando pra Sea Point. Minha conhecida que sempre viaja a trabalho pra Cape Town tinha me dito que lá eles abordam bastante as pessoas pedindo dinheiro, mas que era só eu ficar tranquila e dizer não que iam embora. No caminho até Sea Point fui interpelada em diversos momentos. Me mantive calma, falei que não tinha nada e continuei andando em todas as vezes. Talvez pelo que a menina da recepção tenha falado, comecei a ficar com medo e me senti muito triste por estar sozinha. Comecei a me questionar se realmente valia a pena ter feito essa viagem... Eu sabia que estava em um lugar maravilhoso, mas comecei a pensar que eu não conseguiria aproveitá-lo como queria e sonhava, tive a sensação de que havia muitas “restrições” pra uma mulher sozinha viajando por lá, e o tempo fechado não estava colaborando e sim, me deixando mais deprê. Dei uma volta no Sea Point promenade, vi o “óculos do Mandela”, em um momento deu pra ver um pedaço da Lion’s head (tudo encoberto). Já eram umas 17h e pouca, ia começar a escurecer e achei melhor voltar pro hostel. Fui andando o tempo todo com uma vontade de chorar, um aperto no peito e um nó na garganta. Eu já tinha mochilado 3 vezes sozinha pela Europa e América do Sul. Viajar sozinha me fez muito bem até, porque eu era extremamente tímida e insegura, e só comecei a me tornar mais confiante depois de ter me aventurado por conta própria. Mas minha última viagem sem companhia tinha sido em 2010. Desde então estou sempre acompanhada, só que dessa vez meu namorado não pôde vir comigo. Como meu lema é “não é ruim viajar sozinho, o ruim é deixar de viajar”, eu escolhi o destino e fui. Mas nessa volta pro hostel eu tava muito mal mesmo, questionando demais se tinha feito a escolha certa de ir sozinha pra África. Felizmente percebi depois que estava errada nos meus questionamentos, a viagem valeu MUITO a pena.
      Quando cheguei ao quarto conheci a Tatiana, uma brasileira de Fortaleza que tinha vindo no mesmo voo que eu (São Paulo – JNB, o voo dela pra Cape Town foi outro). Pior é que nós estávamos sentadas até próximas e nos vimos (ela é a baixinha que achou desconfortável). Acabamos nos tornando bastante amigas e mudamos a viagem uma da outra. Ela teve alguns problemas no aeroporto de Johannesburg e tava se sentindo meio pra baixo também. Conversamos um tempão e começamos a planejar alugar um carro pra irmos até Cape Point. Não sou uma pessoa muito religiosa, mas tenho certeza de que Deus colocou a Tati (e também a Karin, que vai entrar no meu relato daqui a pouco) no meu caminho pra fazer a viagem maravilhosa.
      Eu tava bem cansada, não tinha dormido nada, mas tentei me manter acordada até umas 21h, pra me adaptar ao fuso. Depois disso dormi.










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