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Introdução

Fala galera!
No fim de 2018 fiz uma viagem incrível pela África do Sul que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!

Roteiro Resumido

1 dia na Rota Panorâmica
3 dias de Safári no Kruger
9 dias na Garden Route
5 dias na Cidade do Cabo

Roteiro Detalhado

15/11/2018 - Voo São Paulo > Joanesburgo
16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
17/11/2018 - Sabie > Graskop
18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park

21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo > Port Elizabeth > Jeffrey's Bay
22/11/2018 - Jeffrey's Bay
23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Stormsrivier
24/11/2018 - Stormsrivier > Plettenberg
25/11/2018 - Plettenberg
26/11/2018 - Plettenberg > Mossel Bay
27/11/2018 - Mossel Bay
28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus
29/11/2018 - Hermanus
30/11/2018 - Hermanus > Cidade do Cabo

01/12/2018 - Cidade do Cabo
02/12/2018 - Cidade do Cabo
03/12/2018 - Cidade do Cabo
04/12/2018 - Cidade do Cabo
05/12/2018 - Cidade do Cabo > Joanesburgo

06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo

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Rota Panorâmica + Safári no Kruger

16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie (350 km 🚗) 

Nosso voo da LATAM saiu no dia 15/11 por volta das 18h e chegamos no aeroporto de Joanesburgo pouco depois das 8h da manhã.

No aeroporto mesmo fizemos o câmbio dos dólares para rand já que a ideia era sair do aeroporto direto para a região do Kruger sem passar pela cidade de Joanesburgo.

Antes de sair também passamos numa loja da vodacom para comprar um chip com plano de dados de internet para o celular. Isso foi super importante visto que alugamos carro durante toda a viagem.

Finalmente fomos até a área de locação de carro para pegar nosso carro na AVIS e já havia passado das 10h quando partimos finalmente em direção a Sabie.

Antes de chegar em Sabie, apenas fizemos uma parada no Posto ALZU que fica no meio do caminho para comer algo e dar uma descansada. Aliás, esse posto tem uma estrutura bem legal e um espaço com alguns animais que já servem de aperitivo do Kruger.

Chegamos em Sabie depois das 15h e apenas tomamos banho, descansamos, jantamos e fomos dormir pois o dia tinha sido longo e precisávamos descansar depois de voo + carro + fuso.


Aluguel de carro AVIS (6 diárias em carro categoria A e câmbio manual): US$75 (US$ 37,50 por pessoa)
Pousada Kusha Two (Quarto privativo com 2 camas): 600 rand (300 rand por pessoa)

17/11/2018 - Sabie > Graskop (Rota Panorâmica) (150 km 🚗) 

Na região de Sabie existem várias cachoeiras, mas infelizmente acabamos não tendo tempo para visitá-las. Até tínhamos a intenção de conhecer algumas na tarde do dia anterior, mas acabamos chegando em Sabie mais tarde do que o previsto.

Dessa forma, nesse dia saímos cedo para de fato começar a viagem com um dia totalmente dedicado para as atrações da Rota Panorâmica.

Saindo de Sabie, nossa primeira parada foi na Mac Mac Falls. No entanto, acabamos pulando esse lugar pois chegamos umas 8h30 e o início do horário de visitação seria apenas às 9h00.

Seguimos caminho e paramos em diversos pontos ao longo do dia seguindo a ordem abaixo:

  • The Pinnacle
  • God's Window
  • Wonder View
  • Lisbon Falls
  • Berlin Falls
  • Bourke’s Luck Potholes
  • Lowveld View
  • 3 Rondavels

Várias dessas paradas cobram um valor para visitação. Os locais onde ficamos mais tempo foram as cachoeiras Lisboa e Berlim, o Bourke’s Luck Potholes (onde também paramos pra comer) e o 3 Rondavels (onde ficamos para o pôr do sol).

Depois da última parada, voltamos de carro até a cidade de Graskop onde ficamos num hostel apenas para passar a noite antes de ir para o Kruger.


Hostel Sheri's Lodge & Backpackers (quarto compartilhado com 12 camas): 128 rand por pessoa

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Berlin Falls

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Bourke’s Luck Potholes

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Blyde River Canyon

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Three Rondavels
 

18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp (170 km 🚗) 

Esse dia acordamos bem cedo já que o portão do Kruger abriria às 5h30 e queríamos aproveitar ao máximo nosso primeiro dia de safári.

De Graskop até a entrada Phabeni Gate seria uns 50 km de estrada que levamos quase 1 hora para percorrer. Chegamos na portaria pouco depois das 6h da manhã e já havia uma fila de carros para fazer o check-in no local. Mostramos nossas reservas e fizemos o pagamento da entrada do Kruger e assim iniciamos nosso sáfari oficialmente!

Logo no começo já vimos vários impalas e é aquela euforia inicial. Mal sabíamos que mais pra frente nossa reação ao ver um impala seria a mesma que a de ver um cachorro vira-lata nas ruas das cidades brasileiras. 😂

Estávamos na estrada S1 e decidimos pegar uma bifurcação à esquerda e pegar a Sabie River Road. Mal começamos o caminho e já vimos algumas girafas distante. Pouco tempo depois tivemos a incrível sorte de ver um rinoceronte bem ao longe caminhando em nossa direção, assim decidimos parar o carro e o rinocerante praticamente veio dar um oi pra gente! Grande início de safári!

Seguimos dirigindo em direção ao acampamento mais famoso do Kruger: o Skukuza. Paramos lá para dar uma esticada nas pernas, ir ao banheiro e comer algo e depois seguimos na estrada com maior concentração de animais do Kruger: Skukuza - Lower Sabie Road. Nessa estrada vimos diversos animais como girafas, elefantes, búfalos, hipopótamos num lago e etc.

Chegamos no acampamento Lower Sabie ainda cedo e decidimos almoçar já que o dia havia começado ao som das galinhas para gente. Depois do almoço fizemos o check-in e fomos para nosso quarto descansar um pouco antes de partir para uma segunda volta no Kruger.

Por volta das 16h saímos novamente e decidimos pegar uma estrada nas proximidades do Lower Sabie onde vimos principalmente girafas e zebras. Chegamos a Lower Sabie por volta das 18h e como tínhamos ainda mais 30 minutos antes de fechar os portões, decidimos pegar a estrada em direção a Skukuza e tivemos a incrível sorte de ver vários leões em plena estrada! Ficamos ali uns 10 minutos pelo menos admirando esses bichões e agradecendo a sorte que tivemos antes de voltar ao acampamento. Chegamos ainda uns 10 minutos depois do horário permitido, mas não houve problemas (talvez pelo fato de termos chegado junto com outros vários carros que ficaram vendo os leões na estrada)

Entrada no Kruger: 372 rand por pessoa
Lower Sabie Rest Camp (EH2 Hut com 2 camas): 664 rand (332 rand por pessoa)

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Os onipresentes impalas

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Primeiro dos Big Five no Kruger: Rinoceronte

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Girafa! Não é Big Five mas quem não curte vê-las né?

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E aos 48 do segundo do tempo, uns leões aparecem em plena estrada do Kruger!

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O rei da selva separado de mim apenas por uma porta/janela do carro!
 

19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp (170 km 🚗) 

Nesse dia acordamos bem cedo novamente pois havíamos reservado um safári ao amanhecer num carro com guia diretamente no Kruger (conhecido como sunrise game drive). Fizemos isso pois queríamos ter pelo menos uma experiência de safári com um carro mais alto e com guia.

No geral, o game drive foi bem sem graça pois não vimos muitos animais e nada muito diferente do que já tínhamos visto fazendo o self drive com nosso carro alugado. No entanto, quase no fim do game drive tivemos mais um momento de sorte: avistamos um guepardo (cheetah) e começamos a observá-lo. De repente, notamos que na verdade havia vários guepardos caçando um animal que parecia uma lebre ou um bebê impala! Momento Animal Planet ao vivo e a cores! A sensação que tivemos foi que era um treinamento de caça de jovens guepardos com a orientação do pai/mãe!

Depois voltamos para o nosso quarto no acampamento e descansamos mais um pouco antes de sair novamente para mais um self drive. Dessa vez pegamos a estrada S82 e nos embrenhamos dentro de várias estradas menos famosas no interior do Kruger na direção oeste. Nesse dia vimos muitos elefantes e girafas e em determinado momento vimos uma aglomeração de carros (o que é sempre um bom sinal!) e então descobrimos o motivo: um leopardo estava no meio da mata! Ficamos um tempo por lá torcendo para o leopardo se aproximar mas ele tava bem de boa no lugar dele e então seguimos caminho.

Pegamos diversas estradas e fomos até o acampamento Berg en Dal. Depois voltamos pela Crocodile River Road em direção ao nosso acampamento e avistamos mais um leopardo com seu filhote bem ao longe, também vimos búfalos, girafas, elefantes e rinocerontes entre muitos outros animais.

Chegamos no acampamento Crocodile River e fizemos o check-in após mais um longo dia de safári dentro do Kruger. Ainda tivemos a força de vontade de sair com o carro da área do Kruger até Komatipoort (cidade nas proximidades do Crocodile River mas fora da área do Kruger) para jantar e abastecer o carro e então voltamos para nossa cabana as margens do rio.


Entrada no Kruger: 372 rand por pessoa
Crocodile River Rest Camp (CTT2 Safari Tent com 2 camas): 664 rand (332 rand por pessoa)

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Guepardos em ação

Vídeo do treinamento de caça dos guepardos

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Elefanta com seu bebê elefantinho 😃

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Elefantes por toda parte no Kruger

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Onde está Wally? Foi de longe, mas consegui ver o mais difícil dos Big Five: Leopardo!
 

20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park (220 km 🚗) 

Esse dia foi o que menos vimos animais, mas mesmo assim vimos vários elefantes, girafas e zebras! Também vimos alguns leões bem distantes entre outros animais.

Saímos do acampamento Crocodile River e pegamos a estrada S28 até as proximidades do acampamento Lower Sabie e então pegamos a estrada H10. Depois ainda seguimos mais um pouco ao norte, passando pelo Tshokwane Picnic Site e então pegamos um desvio à esquerda para pegar a S33 e depois a S36. Voltando em direção sul, pegamos a H1-2 e por fim a H4-1 de caminho de volta ao acampamento Lower Sabie onde decidimos parar para almoçar.

Depois do almoço, seguimos em direção a saída do Kruger pelo portão do acampamento Crocodile River e fomos em direção a Marloth Park onde passaríamos nossa última noite na região do Parque Nacional Kruger.

Em Marloth Park depois ainda saímos para jantar em um restaurante na região e depois logo voltamos ao hostel para descansar já que no próximo dia teríamos que acordar cedo para pegar estrada em direção a Joanesburgo.


Hostel HomeBase Kruger (quarto compartilhado de 8 camas): 200 rand por pessoa

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Zebras dando um passeio no parque...

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Várias zebras no laguinho...

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Cuidado! Girafa na pista!

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Girafas dando um rolêzinho...

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Mirante Nkumbe: nesse lugar pode sair do carro (mas quem disse que os animais respeitam as placas 🤨)
 

21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo (420 km 🚗) 

Esse dia seria apenas para deslocamento.

Acordamos cedo, tomamos um café da manhã oferecido pelo hostel e pegamos nosso carro em direção ao aeroporto de Joanesburgo. Foram quase 6h de carro para ir de Marloth Park até o aeroporto!

No caminho, paramos novamente no posto ALZU e depois seguimos viagem. Chegamos no aeroporto pouco depois das 13h e então devolvemos o carro sem quaisquer dificuldades e fomos comer algo no aeroporto enquanto esperávamos nosso voo para Port Elizabeth que saiu às 16h45.
 

Voo FlySafair de Joanesburgo para Port Elizabeth: 850 rand por pessoa (incluindo 1 bagagem despachada)

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Garden Route

21/11/2018 - Joanesburgo > Port Elizabeth (1000 km ✈️) + Port Elizabeth > Jeffrey's Bay (90 km 🚗)

O voo de Joanesburgo para Port Elizabeth foi tranquilo e em torno de 1h já pousamos no aeroporto. Saímos do desembarque e já fomos na locadora pegar nosso carro na First Car Rental e já pegamos a estrada com destino a Jeffrey's Bay onde chegamos pouco antes das 20h.

Aluguel de carro First Car Rental (14 diárias em carro categoria A e câmbio manual): US$163 + 1140 rand de taxa de devolução (já que entregamos o carro na Cidade do Cabo)
Hostel African Ubuntu Backpackers (quarto privativo com 2 camas): 190 rand por pessoa
 

22/11/2018 - Jeffrey's Bay > Cape St Francis > Jeffrey's Bay (70 km 🚗)

O dia começou frio e bastante nublado. Dessa forma, resolvemos começar o dia visitando os outlets das famosas lojas de roupa de surfe como Billabong, Rip Curl, Element, Quiksilver etc. Eu não sou muito fã de surfe e nem desse estilo de roupa, então não comprei nada. Mas confesso que também não achei os preços tão bons a ponto de querer comprar algo.

Depois demos uma passada na praia da cidade de J'Bay e também não vi nada de interessante para um turista comum. Em resumo, só recomendo Jeffrey's Bay se você curte surfar, porque a cidade em si não tem nada de interessante ao meu ver.

Dessa forma, depois do almoço resolvemos dar uma esticada até a região de Cape St. Francis que fica há uns 35 km de J'Bay. 

Cape St. Francis já é um lugar bem mais interessante. Lá tem um farol bem legal e tem uns caminhos por perto que vale a pena dar uma andada. Ficamos por ali em torno de 1h e depois voltamos e paramos num local onde tinha umas dunas de frente ao mar que também rendeu umas fotos!

Depois ainda paramos num lugar que tinha uma marina em Cape St. Francis antes de voltar para Jeffrey's Bay onde apenas demos uma caminhada na orla da praia antes de escurecer.


Hostel African Ubuntu Backpackers (quarto privativo com 2 camas): 190 rand por pessoa

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Apreciando o mar em Cape St. Francis...

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Farol de Cape St. Francis

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Dunas em Cape St. Francis
 

23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Tsitsikamma > Stormsrivier (130 km 🚗)

Saímos cedo de Jeffrey's Bay e fomos direto para uma das principais atrações da Garden Route: o Parque Nacional Tsitsikamma.

Demoramos quase 2h para chegar até lá e nosso plano era fazer as 2 principais trilhas do Parque:

  • Trilha da Ponte Suspensa
  • Trilha da Cachoeira

Nós até gostaríamos de também fazer o passeio de caiaque, mas se a gente fizesse esse passeio, não teríamos tempo para fazer a trilha da cachoeira, então descartamos essa atividade.

O clima estava perfeito, assim iniciamos nossa caminhada em direção a ponte suspensa logo que chegamos. A trilha do ponto de início até a ponte é de aproximadamente 2 km e sem grandes dificuldades no caminho. Atravessamos a ponte e vimos que a trilha ainda tinha continuação, então seguimos caminhando até um mirante e depois voltamos todo o caminho até o ponto inicial.

Depois de um rápido descanso, já seguimos em direção a cachoeira numa trilha mais difícil já que seriam 6 km até chegar a cachoeira num caminho que é o início da famosa Otter Trail. Chegamos na cachoeira e é espetacular o cenário, com uma belíssima queda d'água que vai praticamente de encontro ao mar! Ficamos por lá pelo menos 1h descansando e curtindo o local antes de voltar.

Pegamos o carro e seguimos até o nosso hostel na cidade de Stormsrivier, que é um local perfeito para se hospedar para quem for passar um dia no Tsitsikamma já que fica a poucos quilômetros dali.


Entrada no Parque Nacional Tsitsikamma: 232 rand
Hostel Tube 'n Axe (quarto compartilhado com 14 camas): 210 rand por pessoa

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A famosa ponte suspensa no Tsitsikamma

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Vista no mirante que se encontra depois da ponte suspensa

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Curtindo o visual do Tsitsikamma National Park...

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A espetacular cachoeira do Tsitikamma. Do outro lado já é o mar!

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O visual da trilha não deixa ninguém cansado...
 

24/11/2018 - Stormsrivier > Bloukrans Bridge > Robberg Nature Reserve > Plettenberg Bay (80 km 🚗)

Saímos cedo de nosso hostel em Stormsrivier e partimos direto para a Bloukrans Bridge. Chegamos lá rapidamente já que são pouco mais de 20km de distância até o local.

Eu não sou fã desse tipo de aventura, mas o Fabiano que viajou comigo fazia questão de saltar de bungee jump, então demos uma passada lá! O Fabiano estava tão animado que foi fantasiado de Branca de Neve e claro que foi a atração do lugar! 😂

Como não fizemos reserva, tivemos que esperar bastante até o salto já que saem grupos de 15 pessoas mais ou menos a cada hora e o próximo horário já estava cheio. Portanto, já fica a dica aqui: façam a reserva pelo menos um dia antes de ir! Mais detalhes, acesse o site Face Adrenalin.

Depois seguimos em direção a nossa terceira base na Garden Route: a cidade de Plettenberg Bay. Como acabamos nos atrasando mais do que o imaginado na Bloukrans Bridge, resolvemos ir diretamente para a atração que nos motivou parar em Plett: o Robberg Nature Reserve.

A principal atividade a ser feita na reserva natural Robberg é caminhar por pelo menos 1 das 3 trilhas em loop do lugar:

  • Gap Circuit (trilha curta de 2 km)

  • Witsand Circuit (trilha intermediária de 5,5 km)

  • Point Circuit (trilha difícil de 9 km)

Claro que nós escolhemos a trilha Point Circuit!

Escolhemos fazer a opção no sentido horário e a trilha foi margeando a todo momento o mar! A paisagem é bem bonita durante todo o caminho, conseguimos ver de longe vários leões marinho aproveitando o belo dia de sol que fazia e ainda tivemos a felicidade de terminar a trilha no fim do dia e aproveitar para ver o pôr do sol. 

Como fizemos a trilha num ritmo tranquilo e ainda paramos para esperar o pôr do sol, ficamos em torno de 5h no total em Robberg Nature Reserve antes de irmos para nosso hostel.


Entrada no Robberg Nature Reserve: 50 rand
Hostel Nothando Backpackers (quarto compartilhado com 8 camas): 170 rand por pessoa

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A trilha no Robberg Nature Reserve vai sempre margeando a costa!

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Vários leões marinhos curtindo o dia de sol na praia... o fedor ia longe!

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A luz do fim do dia em Robberg estava sensacional!

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E o que falar desse pôr do sol? Fechando o dia com chave de ouro!
 

25/11/2018 - Plettenberg Bay > Harkerville > Knysna > Plettenberg Bay (70 km 🚗)

Esse dia foi reservado para as trilhas da região de Harkerville.

Nosso objetivo era fazer a Harkerville Coast Hiking Trail, mas chegando ao local fomos informado que essa trilha estava fechada e nos sugeriram fazer outra trilha: a Perdekop Nature Walk.

Ao contrário da maioria das caminhadas que fizemos, a trilha Perdekop não margeia a costa, sendo feita completamente no meio da vegetação. As indicações na trilha também são escassas e inclusive nos perdemos no começo e demoramos até encontrar o caminho certo.

Essa trilha é bastante usada também para quem curte mountain bike e no caminho havia algumas placas com indicações de circuitos diferentes para quem está de bicicleta.

Depois de percorrido os quase 10 km da trilha, pegamos o carro e seguimos para ir num mirante próximo onde fica parte do caminho da Harkerville Coast Trail. Lá ficamos pouco tempo e depois pegamos o carro e fomos até Knysna.

Em Knysna visitamos as famosas Knysna Heads mas o tempo já tinha nublado bastante e a vista já não era tão bonita. Primeiramente fomos a uns mirantes para ver do alto as Kynsna Heads e depois pegamos o carro e fomos a praia próxima onde caminhamos um pouco pela praia com suas várias formações rochosas que parecem brotar da areia e do mar.

Antes de voltar para Plettenberg, ainda jantamos em Knysna com um casal de amigos brasileiros que conhecemos durante a viagem para fechar o dia.
 

Entrada em Harkerville: 70 rand
Hostel Nothando Backpackers (quarto compartilhado com 8 camas): 170 rand por pessoa

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Em algum lugar da trilha Perdekop...

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Vista no Harkerville Viewpoint (também conhecido como Kranshoek Viewpoint)

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Praia selvagem em Knysna...

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Vista no mirante das Kynsna Heads
 

26/11/2018 - Plettenberg Bay > Cango Caves > Mossel Bay (420 km 🚗)

Esse dia tínhamos planejado ser de apenas deslocamento a Mossel Bay e ir parando em alguns pontos no caminho como nas cidades de Sedgefield e ir ao Parque Nacional em Wilderness para fazer alguma trilha.

No entanto, a previsão do tempo para o próximo dia seria de chuva por toda a região, então fizemos uma mudança de planos e tentamos adaptar o roteiro de 2 dias em apenas 1, dando maior foco na visita a Cango Caves e a estrada cênica de Swartberg Pass. Com isso, nosso deslocamento total foi bem maior que o esperado.

Primeiramente voltamos a Knysna para curtir um pouco mais a região e depois seguimos em direção a 2 mirantes na região de Wilderness:

  • Map of Africa
  • Dolphin Point

Depois seguimos caminho em direção ao interior para ir até as Cango Caves. Existem 2 tipos de visitação nessa caverna: a Heritage (tradicional) e a Adventure (nossa opção é claro!).

O passeio Adventure demora em torno de 1h30 e recomendo apenas para quem não tem claustrofobia e curte emoção. O início do passeio é igual ao passeio tradicional, no qual todos visitam as galerias principais da caverna e depois partimos para uma área específica onde é necessário passar por buracos onde mal cabem 1 pessoa, engatinhar e até rastejar por certas passagens etc. Enfim, um passeio bem legal e que recomendo para quem curte um perrengue! 😁

Saímos da caverna já bem tarde e seguimos caminho para a estrada cênica de Swartberg Pass. Essa estrada é bem bonita, apesar de ser de rípio, e o carro vai margeando sempre um abismo e se sobe até uns 1600 metros do nível do mar.

Existem vários mirantes ao longo da estrada no qual paramos para tirar fotos. Uma pena que o tempo já estava fechando e quando terminamos toda a estrada, já estava escurecendo e tivemos que voltar os quase 200 km até Mossel Bay no escuro. Além disso, não conseguimos parar para conhecer nem a cidade de Prince Albert nem a famosa Oudtshoorn.

Chegamos em Mossel Bay já tarde da noite e fomos ao nosso hostel (que na verdade é um trem que foi transformado em hospedagem). Jantamos no próprio restaurante do hostel e então fomos dormir após o dia mais cansativo da viagem.


Entrada para Adventure Tour na Cango Caves: 220 rand
Hostel Santos Express (quarto privativo de 2 camas): 210 rand por pessoa

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Dizem que isso é o mapa da África... 

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Dentro de uma das galerias da Cango Caves...

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Montanhas por todos os lados da estrada Swartberg Pass...

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Vista da Cordilheira de Swartberg desde a estrada...
 

27/11/2018 - Mossel Bay

Como previsto, esse dia acabou sendo um dia forçado de descanso já que choveu sem parar durante todo o dia.

A cidade de Mossel Bay até tem alguns museus mas nenhum deles nos interessou a ponto de querer visitá-los.

Como não tínhamos planos para esse dia, resolvemos dormir até mais tarde, tomar um café da manhã com mais calma e depois, buscando na internet, descobrimos um centro comercial/shopping na cidade e partimos para lá para passar tempo visitando algumas lojas e comendo algo.

Depois apenas voltamos pro nosso hostel trem e ficamos de boa arrumando coisas e descansando, além de torcer para que o tempo melhorasse no restante da viagem.


Hostel Santos Express (quarto privativo de 2 camas): 210 rand por pessoa


28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus (315 km 🚗)

Acordamos esse dia e finalmente conseguimos ver o céu azul de Mossel Bay.

Saímos após o café da manhã em direção ao farol de Cape St. Blaise já que lá seria nosso ponto inicial para os 13 km de caminhada da St. Blaise Trail.

Estacionamos nosso carro perto do farol e então partimos para a caminhada. Logo no início começou a chover e voltamos para o carro para esperar uma melhora no tempo mas depois a chuva passou e o céu limpou totalmente.

Muitas pessoas visitam o lugar para ver apenas o farol e andar um pedacinho da trilha, mas recomendo fazer toda a trilha.

A caminhada é feita quase totalmente beirando o mar e da metade pra frente também se passa por campos de golfe onde se vê gramado verdinho, mansões, carrinhos de golfe e com sorte você achará algumas bolinhas de golfe na trilha para levar de lembrança! rs

Ao terminar a caminhada em Dana Bay, pensávamos que seria fácil pedir um táxi para voltarmos ao ponto de início mas não foi tão simples ver movimento na região. Por sorte encontramos um senhor num carro e pedimos ajuda a ele para pedir um táxi e assim conseguimos retornar para nosso carro. Portanto, ao fazer a trilha, a dica é ir de táxi de Mossel Bay para Dana Bay e fazer a trilha terminando em Mossel Bay.

Quando chegamos ao carro, já pegamos estrada pois teríamos mais de 300 km até chegar no nosso último destino na Garden Route: a cidade de Hermanus.

Para não dizer que não teve emoção na estrada, quando já estávamos há menos de 100 km de nosso destino, já estava escuro e quase atropelamos um impala que resolveu passear no meio da estrada. Portanto, é sério o papo de tomar cuidado ao dirigir à noite pela África do Sul! E isso não se resume apenas na região do Kruger ou dos locais onde há safári/game reserve por lá!
 

Hostel Hermanus Backpackers (quarto privativo de 2 camas): 300 rand por pessoa

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O céu ainda estava carregado mas logo de cara já dava para ver o potencial do lugar!

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Momento de descanso durante a trilha...

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A trilha vai sempre rodeando o mar de um lado e mansões e campos de golfe a beira-mar...

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Na parte final da trilha tem um caminho para visitar essa gruta
 

29/11/2018 - Hermanus > Cabo das Agulhas > Hermanus (250 km 🚗)

Nosso plano inicial era sair de Mossel Bay e passar em Cabo das Agulhas no caminho para Hermanus. No entanto, como acabamos saindo tarde de Mossel Bay, decidimos fazer um bate-volta para o Cabo das Agulhas nesse dia.

Saímos ainda pela manhã de Hermanus e fomos para o Cabo das Agulhas com nosso carro. Levamos quase 2h para percorrer os 110 km até o Parque Nacional da Agulhas já que pegamos os últimos 30 km em estrada de rípio.

O dia estava lindo mas o vento era bem forte por lá. Visitamos o farol e subimos até o alto da torre para ter a visão do alto do lugar e é impressionante como venta forte lá em cima!

Depois fomos andando beirando o mar até o marco da divisa entre os Oceanos Índico e Atlântico para fazer e assistir as clássicas brincadeiras de metade do corpo em cada oceano! Aliás, o mar ali é de um verde esmeralda lindo que daria até vontade de mergulhar se não fosse o frio que faz ali!

Depois voltamos e pegamos nosso carro para voltar para Hermanus onde encontramos 3 amigos do Fabiano que também estavam viajando pela África do Sul e decidimos comer e depois caminhar por um trecho da Hermanus Cliff Path

Hermanus é uma cidade famosa pela possibilidade de se avistar baleias e tivemos a sorte de ver de longe uma baleia com filhote desde a praia. 

Enfim, fizemos uma boa caminhada pela praia até chegar o fim do caminho onde decidimos parar para jantar no restaurante Dutchies e também ver o pôr do sol por lá.


Hostel Hermanus Backpackers (quarto privativo de 5 camas): 240 rand por pessoa

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Farol no extremo sul da África!

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A paisagem no ponto mais ao sul do continente africano: Cabo das Agulhas

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À esquerda o Oceano Índico, á direita o Oceano Atlântico e ao centro eu! 😁

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A paisagem de mar e montanhas ao longo da Hermanus Cliff Path...

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Tem sempre uns corajosos que se jogam no mar em qualquer lugar né? rs

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E o dia terminou com esse pôr do sol em Hermanus...
 

30/11/2018 - Hermanus > Betty's Bay > Cidade do Cabo (140 km 🚗)

O último dia antes de chegar a Cidade do Cabo começou com um céu azul lindo, então decidimos visitar alguns mirantes.

Primeiro fomos no Hoy's Koppie que é um morro onde se tem uma vista 360º da cidade de Hermanus. Depois demos uma última passada na orla da praia para ver novamente de perto o mar de Hermanus e por fim seguimos a dica da dona do hostel e fomos a um mirante onde tem salto de parapente e ficamos lá um tempo vendo um rapaz se preparando e voando pelo céu de Hermanus.

Depois pegamos estrada e andamos por quase 50 km até chegar a Betty's Bay. Lá paramos no Jardim Botânico Harold Porter onde fizemos uma caminhada até uma queda d'água que não dá pra chamar de cachoeira e depois andamos por umas trilhas leves sempre tendo as montanhas de Kogelberg de pano de fundo.

Depois de um tempo no jardim botânico, decidimos ir em Stony Point, um local perto do Jardim Botânico onde é possível ver os pinguins de Magalhães, mas chegamos quando já havia fechado para visitação. Aliás, tomem cuidado com isso pois lá fecha super cedo (acho que era 15h30 o horário de encerramento). Assim, apenas conseguimos ver os pinguins de longe! 😞

Depois pegamos o carro e seguimos viagem rumo a Cidade do Cabo pela belíssima Clarence Drive (R44), uma estrada cênica que vai margeando o mar de um lado e cadeias de montanhas do outro lado! A paisagem pela estrada é tão bonita que existem vários mirantes no caminho e era difícil não parar em cada um deles!

Dessa forma, o percurso de Betty's Bay a Cidade do Cabo que era de menos de 100 km levou quase 3h para ser feito já que paramos muitas vezes pela estrada.

Chegamos na Cidade do Cabo quase ao escurecer e já vimos a diferença no trânsito depois de tantos dias andando por cidades pequenas pela Garden Route. Deixamos nosso carro estacionado na rua e fomos fazer o check-in no hostel e não fizemos nada mais de muito relevante a não ser sair por perto para comer algo antes de dormir.
 

Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Flores dando suas caras na primavera sul-africana em Hermanus

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Hermanus com suas montanhas, lagoa e mar visto do mirante de onde tem salto de parapente

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Deve ser legal saltar de parapente com esse visual!

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Parada para descansar no Jardim Botânico em Betty's Bay...

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Pinguins em Stony Point

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Uma das muitas paisagens de tirar o fôlego ao dirigir pela estrada cênica que liga Betty's Bay a Cidade do Cabo

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Cidade do Cabo

01/12/2018 - Cidade do Cabo (Table Mountain)

O primeiro dia na Cidade do Cabo começou bastante nublado e até pensamos em adiar a subida para a Table Mountain, mas depois resolvemos subir assim mesmo já que parecia que estava melhorando o tempo.

É possível subir a Table Mountain tanto de bondinho como a pé por uma das várias trilhas existentes. Inicialmente pensamos em subir pela trilha mais popular: a Platteklip Gorge. No entanto, recebemos a recomendação de subir usando a trilha Kasteelspoort e não poderíamos ter feito melhor escolha.

A trilha Kasteelspoort se inicia na região de Camps Bay, portanto pegamos nosso carro e fomos em direção ao ponto de início de trilha onde estacionamos o carro e começamos a caminhada de umas 2h até atingir o alto da Table Mountain.

O caminho pela Kasteelspoort é bem legal pois se tem a todo momento a vista do mar, dos 12 Apóstolos, da Lion's Head e é possível até avistar a Robben Island.

Ao chegar no topo que se tem a real percepção do grande que é a Table Mountain e da quantidade de coisas que se pode ver lá em cima! Muitos ficam restritos apenas a região mais turística onde chega o bondinho mas a Table Mountain tem muito mais a oferecer!

Inicialmente chegamos onde era a antiga estação do bondinho, depois fomos andando até onde há um reservatório de água, então pegamos outra trilha para ir até Maclear's Beacon que é o ponto mais alto da Table Mountain e por fim fomos até o local mais turístico onde está a estação atual do bondinho. Falando assim parece fácil mas foi uma caminhada longa que levamos umas 2h pelo menos!

Ficamos um bom tempo lá na parte mais turística descansando e admirando a vista lá do alto e então começamos a voltar todo o caminho. Quando estávamos descendo, tivemos a oportunidade de ver o pôr do sol e terminamos os últimos 30 min de caminhada já no escuro.

Foi um dia bem longo e cansativo mas que sem dúvida valeu muito a pena! Depois tivemos força apenas de sair perto do hostel para jantar antes de dormir!
 

Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Iniciando a subida para a Table Mountain pela trilha Kasteelspoort...

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Olha essa vista da Lion's Head à direita e das praias de Clifton e Camps Bay à esquerda durante a trilha!

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Aqui perto era onde chegava antigamente o bondinho! Será que deu frio na barriga ficar aí? rs

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Aqui é possível ver o bondinho, a Lion's Head, Signal Hill e até o estádio construído para a Copa do Mundo de 2010!
 

02/12/2018 - Cidade do Cabo (Hout Bay + Chapman's Peak + Boulders Beach + Cabo da Boa Esperança) (140 km 🚗)

Mais um dia de céu azul, assim decidimos fazer o passeio até o Cabo da Boa Esperança. No entanto, se engana quem pensa que esse é o único atrativo do passeio. A lista de paradas até chegar ao destino final foi grande nesse dia!

Primeiramente saímos da Cidade do Cabo e fizemos uma parada rápida em Hout Bay, uma praia mais afastada do centro da Cidade do Cabo que é famosa também por um passeio para ver focas. Como acabamos saindo mais tarde do que prevíamos do hostel, acabamos pulando esse passeio.

Depois seguimos com nosso carro para a famosa estrada Chapman's Peak. É necessário pagar um pedágio para entrar nessa estrada cênica mas vale muito a pena pois é um caminho que renderá paisagens espetaculares e ainda possui alguns mirantes no trajeto.

No fim da Chapman's Peak chegamos na praia de Noordhoek onde fizemos uma outra parada rápida em um mirante para vê-la e então seguimos caminho passando ainda pelo bonito centrinho de Simon's Town antes de paramos na nossa próxima atração: Boulders Beach.

Boulders Beach é uma praia linda que a primeira vista até parece que você se transportou para o Caribe. Mas o vento e a temperatura da água te faz lembrar que na verdade você está mesmo no extremo sul do continente africano! É tão bonito e frio que os pinguins decidiram fazer Boulders Beach sua casa.

Lá tivemos que pagar para entrar para acessar a praia e poder ver os pinguins de pertinho! Ficamos lá um bom tempo e depois seguimos caminho até o Cabo da Boa Esperança. Para entrar também é necessário pagar e lá soubemos que tínhamos um horário limite de visitação (que era bem mais cedo do que imaginávamos!) assim tivemos que nos apressar para visitar primeiro a região de Cape Point e depois pegamos o carro e fomos visitar a famosa placa do Cabo da Boa Esperança.

Depois de visitar os principais pontos, pegamos o carro e voltamos para a Cidade do Cabo. Chegamos a cogitar passar na praia de Muizenberg para ver as famosas casinhas coloridas na praia mas acabamos descartando essa parada e fomos direto para o hostel.


Pedágio Chapman's Peak: 50 rand
Entrada em Boulders Beach: 150 rand
Entrada no Cabo da Boa Esperança: 300 rand
Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Primeira parada do dia: Praia de Hout Bay!

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Vista das montanhas e de Hout Bay no caminho para o Cabo da Boa Esperança...

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Visual show pelo caminho na estrada Chapman's Peak...

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Caribe? Não, é Boulders Beach!

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Pinguins invadindo a praia de Boulders igual paulistas em Santos durante feriado! 😂

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Cape Point: como não lembrar das aulas sobre navegação portuguesa às Índias estando aqui?

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A clássica foto na placa do Cabo da Boa Esperança!
 

03/12/2018 - Cidade do Cabo (Waterfront e Lion's Head)

Esse dia ficamos mais tempo na cama e acabamos saindo mais tarde devido ao ritmo intenso dos últimos dias e também porque a manhã iniciou chuvosa.

Saímos do hostel e fomos encontrar nossos amigos no Victoria & Albert Waterfront. O V&A Waterfront é uma espécie de marina da Cidade do Cabo que possui também shopping, comércio de rua, lugares para comer e beber etc. É um ótimo lugar pra relaxar e ficar de boa.

Decidimos ficar lá um tempo no V&A Food Market comendo, bebendo e jogando conversa fora e depois demos uma caminhada pela área e quando era por volta das 15h/16h pegamos o carro e decidimos ir para o ponto onde inicia a caminhada para a Lion's Head.

A subida para a Lion's Head leva em torno de 1 hora e não possui grandes dificuldades com exceção de um ponto quase no final. Nós fomos no fim da tarde para lá porque todos recomendavam ir para ver o pôr do sol, mas eu gostei tanto do lugar que teria até ido antes para ficar mais tempo.

Chegando ao alto da Lion's Head é possível ter uma visão 360º da Cidade do Cabo, com destaque para a vista da cadeia de montanhas da Table Mountain que fica ainda mais linda vista de cima.

Ficamos até o pôr do sol e depois começamos a descida ainda com luz natural, precisando ligar a lanterna do celular quando já estávamos quase chegando no carro. Depois apenas voltamos pro hostel e saímos para jantar pela redondeza antes de dormir.
 

Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Table Mountain vista desde V&A Waterfront

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No meio da subida a Lion's Head é possível ver os 12 Apóstolos e a praia de Camps Bay 

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Table Mountain é destaque na paisagem que se vê no alto da Lion's Head!

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Do alto da Lion's Head se pode ver o bairro de Sea Point à esquerda e a Signal Hill à direita
 

04/12/2018 - Cidade do Cabo (Rota dos Vinhos - Stellenbosch e Franschhoek) (200 km 🚗)

Esse dia combinamos juntos com o casal de amigos irmos para a região dos vinhedos que fica próximo a Cidade do Cabo.

Para quem tem interesse nesse tipo de passeio, existem várias opções:

  • Constantia: um bairro/distrito da Cidade do Cabo que existem algumas vinícolas. É o melhor lugar para quem quer ter um contato com vinhos sem ir para muito longe.
  • Stellenbosch: cidade histórica e universitária, ou seja, tem muito mais a oferecer além dos vinhos.
  • Franschhoek: cidade mais afastada mas compensa a distância pelo fato de ser uma cidade menor e com um cenário mais bonito
  • Paarl: cidade maior e menos atrativa segundo relatos que li.

Como havia várias opções, decidimos ir para a cidade de Stellenbosch e lá decidir o que fazer depois.

Chegando em Stellenbosch, passamos num centro de informação turística e pedimos sugestões de vinícolas para visitar.

Nossa primeira parada foi numa pequena vinícola familiar chamada Remhoogte. Lá fizemos a degustação tradicional que contava com 6 tipos de vinhos (quer dizer, meus 3 amigos fizeram a degustação de vinho e eu fiquei numa degustação de cerveja artesanal já que não curto vinhos).

Nossa segunda parada foi numa vinícola um pouco maior chamada Warwick. Lá também fizemos uma degustação padrão que contava com outros 6 tipos de vinhos.

De lá partimos para nossa terceira vinícola chamada Anura. Como já havíamos bebido bastante, resolvemos mudar nosso roteiro gastronômico e trocamos a degustação de vinhos por um almoço no terraço da vinícola.

Por fim, fomos na maior das vinícolas do nosso roteiro: a Tokara. Além dos vinhos, na Tokara também tem degustação de azeite de oliva, então parti para essa opção enquanto meus amigos seguiam com os vinhos!

De lá pegamos nosso carro e seguimos em direção a cidade de Franschhoek apenas para conhecer o lugar já que chegamos tarde por lá e não tinha mais nenhuma vinícola aberta para visitação após às 17h00. Pelo menos foi legal passar pela região pois a vista com as montanhas ao redor é bem bonita.

De lá seguimos em direção a Cidade do Cabo onde chegamos quando já estava quase se pondo o sol.

A título de curiosidade, vale ressaltar que encontramos a venda no free shop do aeroporto da Cidade do Cabo os vinhos de todas as vinícolas que visitamos.
 

Wine Tasting Remhoogte: 60 rand
Wine Tasting Warwick: 50 rand
Olive Oil Tasting Tokara: 50 rand
Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Nada mal fazer uma degustação de vinhos/cerveja na Remhoogte com esse cenário...

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A vínicola Warwick tem até um lago e gramado para relaxar enquanto se degusta...

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A vista que tivemos durante o almoço na Anura...

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A Tokara foi a maior e mais estruturada das vinícolas que visitamos!

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Paisagem em Franschhoek enquanto voltávamos para a Cidade do Cabo...
 

05/12/2018 - Cidade do Cabo (Kirstenbosch + Camp's Bay) > Joanesburgo (1400 km ✈️) 

Nosso último dia começou visitando o jardim botânico de Kirstenbosch. É necessário pagar para entrar nesse lugar mas vale muito a pena pois as paisagens com jardins, flores, montanhas é muito legal. Lá também tem umas passarelas nas quais se pode caminhar e ter uma visão do alto que é bem interessante também!

Depois voltamos para a Cidade do Cabo e fomos no bairro de Sea Point almoçar no MOJO Market. Ficamos um tempo lá comendo e bebendo e depois pegamos o carro e partimos para a praia de Camps Bay onde apenas demos uma caminhada pelo calcadão e pela areia da praia antes de ir embora.

Passamos no hostel onde peguei minhas coisas e o Fabiano me levou até o aeroporto onde devolvemos o carro e nos despedimos já que ele ainda ficaria mais uma noite na Cidade do Cabo enquanto eu tive que pegar o voo para Joanesburgo que saiu às 19h50.

Meu voo foi comprado pela low cost Kulula mas uns dias antes recebi um e-mail informando que eu havia ganhado um upgrade grátis para um voo da British Airways, assim troquei meu voo para o da BA. O voo levou quase 2h até a cidade de Joanesburgo onde peguei o transfer que havia contratado previamente com o hostel.

Cheguei no hostel bem tarde (por volta das 23h) e tive ainda a sorte de receber também um upgrade lá e ficar num quarto privativo com banheiro que foi ótimo já que havia chegado tarde!

Entrada no Jardim Botânico Kirstenbosch: 75 rand
Voo Kulula (upgrade para British Airways): 790 rand
Transfer do aeroporto ao hostel: 130 rand
Hostel Backpackers Connection (
quarto compartilhado com 6 camas): 180 rand

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Jardim Botânico Kirstenbosch - flores e montanhas por todos os lados!

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Jardim Botânico Kirstenbosch - flores e montanhas por todos os lados!

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O dia tava lindo mas ninguém se arriscou a entrar no mar gelado na praia de Camps Bays...

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Vista da Lion's Head desde a praia de Camps Bay

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Os 12 Apóstolos vistos desde a praia de Camps Bay
 

06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo

Essa noite em Joanesburgo serviu apenas para dormir já que meu voo de volta ao Brasil seria às 11:20. Assim que acordei por volta das 8 horas da manhã e quando fui ver meu celular, notei que a LATAM havia me enviado um e-mail informando que o voo atrasaria 2 horas e que por isso eu teria direito inclusive a alterar sem custo a data do meu retorno ao Brasil! Uma pena que não soube disso uns dias antes pois assim me organizaria melhor para pelo menos passar o fim de semana na África do Sul antes de voltar.

Sendo assim, o pessoal do próprio hostel reservou um transfer para mim e fui junto com mais 2 brasileiras para o aeroporto onde fiquei passando o tempo no free shop antes de pegar o voo de volta ao Brasil.
 

Transfer do hostel ao aeroporto: 100 rand

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Muito maneiro o relato, estarei indo para África do Sul ano que vem com meu irmão, teu roteiro tá muito bom vou querer visitar vários, se não todos esses lugares hehe.

Ansioso pelo relato de Cape Town.

Abçs!

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Cara, as tuas fotos de Cape Town estão do car****!!

 

Certeza que vou subir a Table Mountain e a Lion's Head pelas trilhas, e falando nisso, as trilhas são tranquilas em relação a segurança?

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Fala Marcio,

Não sei se vc perguntou sobre segurança quanto a ser perigoso por causa de assaltos/roubos ou quanto a dificuldades na trilha...

Na Lion's Head, sempre tem gente subindo/descendo a trilha a todo momento, é uma trilha bem conhecida então eu me senti bem seguro lá (sem contar que estava com mais um amigo junto). Quanto a dificuldade técnica, só na parte final que tem um trecho mais difícil que tem que subir uma escadinha na rocha mas que não é nada de outro mundo... todo mundo sobe sem problemas! Apenas recomendo levar lanterna (ou o celular com bastante bateria) para usá-lo quando estiver subindo (se for ver o nascer do sol) ou ao voltar (se for para o pôr do sol)

Na Table Mountain, depende muito da trilha que você for fazer. A Kasteelspoort que foi a trilha que fiz é mais vazia, então poucas pessoas andam por lá. Mas de toda forma, não me senti inseguro em momento algum por lá! Quanto a subida, é uma trilha bem mais exigente fisicamente já que são umas 2h para subir e você ainda vai precisar de pelo menos 1h para chegar ao ponto tradicional da Table Mountain (e lembrar que depois tem que voltar!).

Abraços!

 

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    • Por Alex Todeschini
      Seguindo minha filosofia de viagem, essa não poderia ser diferente, ou seja, busque um bom preço das passagens, encontre uma data que combine com sua disponibilidade e orçamento (lembrando que o cartão de crédito sempre pode dar uma ajudinha aqui) e partiu viagem.
       
      Esta foi uma viagem curta, porém cheia de expectativas alimentadas por mais de dois anos. Ao total, foram 8 dias em que eu e minha filha tivemos de fazer escolhas para tirar o máximo de proveito de um pedacinho desse país cheio de contrastes.
       

      Dia 1 (Segunda - 8/5): Chegada no aeroporto salgado filho em Porto Alegre aproximadamente às 8:15 para confirmar que a autorização de menor e tudo mais estavam de acordo, descobrimos que o juizado abriria somente as 9, tudo bem, assim temos mais tempo para fazer nada. O primeiro sinal que o universo estava a nosso favor, veio do check in, onde a gentil atendente nos deu a opção de não trocar de aeroporto em São Paulo de Congonhas para Guarulhos, local de onde partíamos para Joanesburgo. Seria um longo dia já que nosso vôo sairia de São Paulo somente às 17:30.
       
      Dia 2 (Terça - 9/5): Chegada em Joanesburgo aproximadamente às 7:45am, nosso fuso horário está 5 horas a frente. Neste momento inicia a parte tensa na imigração, pois seguindo as exigências da embaixada temos certidão de nascimento, autorização de viagem para menor, certidão de vacinação internacional e tradução juramentada já que eles não sabem ler português .Estava com o espírito pronto para rebater todas as perguntas vinda de qualquer agente federal, porém uma surpresa, a única pergunta foi se tínhamos uma caneta pois a dele parou de escrever (acredite ). Passando todos os trâmites de imigração, bagagem e câmbio, chegamos de táxi (550 ZAR) até o hostel “The Birchwood Backpacker Lodge” (75 USD para duas noites), o qual entendi o motivo da altíssima recomendação no booking.com, iniciando pelo check in programado para às 15h da tarde foi feito às 11h. Aproveitando o embalo e esquecendo qualquer sensação de cansaço da viagem, iniciamos a busca através do citysightseing.com.za para um dia nas ruas de Joanesburgo (19 USD). Chegada até o local de partida com o Uber (5 USD).
       

      Saindo do Rosebank, passamos por 2 zoológicos e vários museus, porém o foco ficou para o Museu do Apartheid (12 USD) o qual passamos quase 3 horas sem assistir todos os documentários e ler todas as descrições.
      Retornamos através de dois ônibus (a linha vermelha e a verde) sentido os efeitos da viagem.
       

      Paramos no shopping para uma refeição deliciosa porém um tanto cara (26 USD). Carregado o SIM card recebido no aeroporto (7 USD), que a propósito não foi mencionado anteriormente, mantivemos uma ótima percepção de gentileza e cordialidade do povo sul africano, exemplo foi do atendente que sem nenhuma obrigação já com a loja fechando (a propósito o comércio fecha cedo aqui) fez questão de auxiliar até que eu tivesse a Internet propriamente configurada. Agora com internet estamos prontos para retornar ao quartel general através de Uber (5 USD).
       
      Dia 3 (Quarta - 10/5): Nesta manhã apesar do relógio despertar às 7:30 não saímos da cama antes das 9am. Após um saboroso café da manhã, retomamos a programação do dia o qual tivemos a confirmação de saída de carro às 13 horas em direção ao Kruger Park com o Pieter Strydom do Big Six Tour Safaris, sendo 3 dias com 2 noites incluindo transporte, entrada nos parques e café da manhã (1007 USD). Iniciamos uma longa jornada com duas paradas para lanche (95 e 97 ZAR) e às 19:30 cruzamos as porteiras do Park que fecham às 18h, porém estávamos em comunicação com o pessoal do parque durante o trajeto evitando qualquer mal entendido diante do Rangers fortemente armados. Após acomodados no luxuoso Lodge (Já que não havia mais vagas para barracas), aproveitei o banho de banheira para relaxar e renovar as energias para o próximo dia que inicia bem cedo.
       
      Dia 4 (Quinta - 11/4): O relógio desperta pela primeira vez às 4:15 e já estava acordado (na verdade acho que nem dormi direito ansioso para sair), levamos cobertores para nossa primeira aventura em busca dos incríveis Big 5 (leão, elefante Africano, Búfalo, leopardo e o rinoceronte negro ou o branco). Ante das 5 da manhã já estávamos com as lanternas em busca de qualquer coisa que brilhasse para assim identificar o que seria.
       

      Após 3 horas de passeio por uma das estradas do Kruger Park estávamos de volta para um rápido café e assim partir do acampamento "Arpen" para o "Satara" onde tomamos um delicioso café da manhã. Em direção ao acampamento “Skukuza”, passamos por uma quantidade significativa de mamíferos e pássaros. Chegando no acampamento, compramos entre bebidas, comidas e souvenir (306 ZAR). A quantidades de animais vistos e as curiosidades da vida animal na sua mais pura realidade continuam a impressionar, sendo a última no final do dia, a observação de um crocodilo demostrantando sua exímia paciência e estratégia em busca de sua janta :'> .
       

      Seguimos em direção ao próximo e último acampamento "Pretoriuskop". Chegamos já era noite, compramos nossa janta (204 ZAR) e aproveitamos o restante do dia desfrutando uma ótima conversa em frente a cabana.
       
      Dia 5 (Sexta - 12/5): Acordamos mais tarde, às 6am para preparar nossa bagagem em direção ao Panorama Route, sendo que 6:30 já estávamos na estrada, ainda dentro do Park com esperança de ver os felinos, porém continuamos com a mesma amostragem. A próxima parada foi no hotel “Hippo Hollow Country Estate” para um fantástico e delicioso café da manhã em frente ao Rio dentro de uma área reservada onde já estávamos esperando ver outros animais (isso vicia) .
       

      Seguimos nossa rota e agora com parada na fantástica “Blyde River Canyon” (pensa em algo incrível).
       

      O próximo ponto foi a "God's Window" que estava fechada, pois com a altitude ao nível das nuvens, não temos garantia de apreciar esse cenário, porém fomos compensados na próxima parada (Lembra do outro incrível? Pois é, esse é ainda melhor) .
       

      Seguimos a descida até próxima cidade, onde a parada foi para um Waffle belga e um café delicioso (13 USD), mas waffle não vou esquecer, ainda fizemos outra parada até o fim da nossa jornada às 19:30, mas não tive coragem de tirar o gosto do waffle da boca. Durante a noite, sem muito tempo para pausa, tínhamos que preparar a programação do final de semana, com o desafio de não ter luz no hostel, coisas de África do Sul (lembrei do nosso país neste momento).
       
      Dia 6 (Sábado - 13/5): Acordamos as 7 horas para preparar e ajustar a bagagem (tivemos que fazer uma de duas bagagens para economizar 300 ZAR, já que os vôos domésticos dão direito somente a uma bagagem de mão de 7kg) para o vôo em direção a Port Elizabeth com a FlySafair (290 USD), fomos de Uber (25 USD). Chegando no aeroporto, fomos retirar o carro na “Europcar” (43 USD) alugado online pela “www.rentcar.com/pt-br”. Pegamos o mais barato, talvez tenha sido sorte mas pegamos um Kia Picanto LX com 7.000km, porém câmbio manual o que dificultou ainda mais a condução do lado inglês, talvez seja fácil para alguns, mas eu estava o tempo todo pensando que estava na contramão, além de tentar trocar a marcha com a mão direita.
       

      Após uma parada em Jeffreys Bay para comer (29 USD), continuamos a jornada até “Plettenberg”, onde apesar de uma passagem rápida, foi uma ótima opção no hostel “Nothando Backpackers Lodge” (378 ZAR) com direito a boa cerveja e ótima troca de experiência com pessoas do Canadá, Austrália, Suíça, Coréia e África do Sul.
       
      Dia 7 (Domingo 14/5): Relógio tocou às 7:30, mas como tínhamos que sair somente às 9, aproveitamos uns minutos a mais de preguiça. Fomos até o mercado comprar o café da manhã (97 ZAR) e desfrutá-lo na beira da praia.

      Chegamos meio dia no “Bungy Jump Bridge, Bloukrans” conforme agendado em “www.faceadrenalin.com” e assim sentir a euforia e adrenalina causada por um salto de ponte a 216 metros de altura , o mais alto do mundo! (1900 ZAR, sendo 233 de impostos).
       

      Depois de ver o vídeo ficou difícil não comprá-lo apesar do preço (600 ZAR com pen drive). Missão cumprida é hora de retornar a Port Elizabeth com parada em “Storms River” para um lanche (113 ZAR). Tudo conforme esperado, entregamos o carro no final do dia com tanque cheio (47 USD) e embarcamos de volta a Johannesburgo às 20:50 e tomamos um Uber (45 ZAR) até o “Terrilyn Guesthouse and Backpackers Hostel” (500 ZAR) o qual fomos muito bem recebidos por uma senhora de forte sotaque inglês. Agora é dormir e se preparar psicologicamente para a volta.
       
      Dia 8 (Segunda 15/5): Acordamos cedo porém saímos da cama somente as 8 e apesar de não estar incluído o café, essa simpática senhora compartilhou seus cookies e um bom café. Uber até o aeroporto (110 ZAR) e após o motorista desistir do GPS, chegamos ao portão de embarque "errado" e ficamos aguardando quase até perder o vôo e se dar conta de mudar. Chegando em São Paulo às 17, descobrimos que teríamos que trocar de aeroporto ou aguardar mais um hora. A escolha foi: "daqui ninguém me tira" . Era hora da última extravagância na janta (R$ 119) e chegada em Porto Alegre às 23:50.
       
      A parte boa de viagens curtas, é que aproveitamos ao máximo cada minuto de nosso tempo e a outra parte boa é que já saímos com uma lista pronta do próximo roteiro a ser realizado.
       

      Tabela com os valores gastos em cada um dos dias convertidos para reais com a cotação do dia da publicação (29-Mai-2017).

      Total gasto durante a viagem foi de R$ 6686 ou R$ 836 por dia para duas pessoas.
       
      1 ZAR = 0,25 BRL
      1 USD = 3,27 BRL
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
      É difícil não colocar uma noite sob o estrelado céu do Deserto do Saara como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo Marrocos!
      Várias empresas, hotéis e hostels oferecem roteiros até o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do Marrocos, mas como estávamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um ônibus turístico não agradava a nenhum de nós, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.
      Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!
      Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.
      A solução foi inusitada, mas não poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simpático funcionário do Riad Dar Outeba, onde estávamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no Deserto do Saara, nunca pensei que seria possível ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra “luxo” não combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experiência, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.
      O valor oficial do acampamento onde ficamos é de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo dá por volta de 60€ e inclui: Transporte ida e volta de 4×4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, café da manhã, garrafinhas de água gelada, chá de boas vindas e estacionamento em Merzouga.
      Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.
      Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando chá de menta num calor de 40º) até que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!
      Há algumas formas de chegar até os acampamentos; de 4×4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromedários. Eu estava decidida a não ir com a última opção, pois acho que é uma forma de exploração animal e apesar de saber que o corpo deles é preparado para esse tipo de clima e de “função”, não acho certo e não quis apoiar a prática. Como o quadriciclo era a opção mais cara, decidimos ir de 4×4.
      Ficamos sabendo que atualmente, para a segurança dos turistas, não é mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do Deserto do Saara, então todos eles agora ficam a uma curta distância da cidade. De 4×4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emoção de um rali pelas dunas! De dromedário o tempo é em média 1h30.
      O acampamento fica em um vale em meio às dunas e é encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e até tomadas e entradas USB! São 8 tendas e mais um espaço comum para as refeições. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme àquele lugar que parecia cenário de filme!
      Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!
      Caminhamos até o topo de uma duna, de onde a vista é de tirar o fôlego, e arriscamos algumas descidas de sandboard. Lá de cima vimos um pôr do sol tão lindo que entrou para o top 5 da minha lista imaginária!
      Mesmo não sendo tão afastado da civilização, a sensação é de estar no meio do nada. É uma emoção incrível caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um grãozinho de areia! Naquele momento estávamos animados demais para apreciar o silêncio do Deserto, mas não imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.
      Na volta para o acampamento passamos pelo “estacionamento de dromedários” e obviamente não resisti àquelas carinhas sorridentes! Eles são dóceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de não ter ido até lá sobre suas corcovas. Não é que eles não sejam bem tratados, mas vê-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados não me pareceu certo.
      Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!
      Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.
      Quando já estávamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresentação de música berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos típicos.
      De forma bastante simplificada, os berberes são o povo do deserto. Há diferentes ramificações e diferentes línguas (que são no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles é de ser um povo livre. Talvez por seu passado nômade, tenham se tornado mais abertos em relação à várias ideias, e essa foi uma das mais agradáveis surpresas da viagem.
      Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.
      E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.
      Eu sei que a essa altura você deve estar se perguntando, e os escorpiões? Nós não vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. Não fiquei descalça e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais não é muito comum vê-los durante o dia, eles preferem sair à noite quando o clima está mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpiões enormes e até cobras. Lá eles estão preparados caso avistem um, mas é sempre bom ficar atento.
      No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
       
      O Marrocos foi o destino mais diferente que já visitei até hoje! Apesar de ter sido pouco tempo, conseguimos conhecer bastante coisa em 7 dias. Estar de carro nos deu mais liberdade para explorar do nosso jeito esse maravilhoso país de paisagens, costumes e sabores tão diferentes!
      É importante entender que a cultura marroquina é muito diferente da ocidental e, assim como em qualquer outro país, é preciso respeitar suas regras e tradições, concordando ou não com elas.
       
      Como passar uma noite no Deserto do Saara?
       
      Informações básicas
      Capital: Rabat
      Moeda: Dirham Marroquino (1€ = 10DH aproximadamente)
      Língua: A língua oficial é o árabe, mas o francês também é muito falado. Há também o berbere, que é a língua do povo do deserto. Dá pra se virar bem com inglês e em alguns casos espanhol.
      Religião: O islamismo é a religião predominante. Cerca de 99% da população é muçulmana.
      Fuso horário: O Marrocos está 4 horas adiantado em relação ao Brasil (horário de Brasília) e é o mesmo horário de Portugal continental.
       
      Glossário
      Medina: Parte mais antiga da cidade, geralmente composta por uma praça central e um labirinto de ruas e becos cercados por uma muralha.
      Souks: Mercados de rua onde se vende de tudo: Temperos, roupas, artesanato, itens de decoração etc. Eles ficam sempre dentro da medina.
      Riad: Casa típica marroquina transformada em alojamento para hóspedes. Geralmente há um pátio central e os quartos são dispostos ao redor dele, espalhados pelos andares do pequeno prédio. Há desde opções mais simples, como hostels, até os riads de luxo.
      Mesquita: Local de culto religioso dos muçulmanos.
      Sukran: Obrigado
      Salaam Aleikum: Expressão usada para cumprimentar ao chegar em um lugar. Literalmente traduzido como “que a paz esteja convosco”.
       
      Como se vestir no Marrocos?
      Tanto mulheres quanto homens marroquinos usam muito o djellaba, uma espécie de túnica longa de manga comprida, com ou sem capuz, geralmente usada com calças por baixo. As mulheres geralmente usam o véu na cabeça e os homens costumam usar o babouche, uma sandália de bico pontudo aberta no calcanhar. As cores e estampas são as mais diversas possíveis.
      As mulheres de uma das vertentes do islã usam a burca, peça única que cobre todo o corpo, deixando só os olhos descobertos (as vezes cobertos com uma rede). As mãos ficam cobertas por luvas. Essa vestimenta é mais comum nas pequenas vilas do interior do país do que nas cidades maiores como Casablanca e Marraquexe.
      Para os turistas não há muitas regras. É recomendável usar roupas mais discretas como calças, saias ou vestidos longos, preferir blusas sem decotes ou alças e evitar peças muito justas. O lenço não é obrigatório para as mulheres, mas é um bom item para cobrir ombros ou pernas caso esteja se sentindo desconfortável com os olhares. É só usar o bom senso e respeitar a cultura deles que estará tudo certo!
       
      Quando viajar para o Marrocos?
      O clima no Marrocos é bem variado, até porque é um país que tem uma geografia que vai da praia ao deserto, da cidade à montanha. A minha experiência foi no começo de Junho, quase Verão. Já estava bem quente, pelos 30º, mas nada impossível de lidar. Tanto nas cidades quanto no deserto fazia muito calor durante o dia e uma brisa bem leve à noite. Nos meses de inverno a temperatura cai um pouco, há mais umidade e até neve nas montanhas do Médio e Alto Atlas.
      De modo geral as épocas mais recomendadas para visitar o Marrocos são a Primavera e o Outono, quando o clima está mais equilibrado. Se o destino for de praia, o Verão pode ser uma boa opção, assim como o Inverno, caso queira esquiar na neve.
       
      Como dirigir no Marrocos?
      Para dirigir no Marrocos não é preciso carteira de habilitação internacional. Tanto a brasileira quanto a europeia são válidas. É muito recomendado reservar o carro com antecedência.
      Há muitas blitz nas estradas, especialmente nas entradas e saídas das cidades, por isso esteja sempre atento à velocidade, cinto de segurança na frente e atrás e documentos em dia, claro! Caso leve multa, o pagamento é feito na hora. A maioria dos policiais foram simpáticos, mas eles claramente buscam algo de errado para poderem aplicar uma multa.
      As estradas são boas e tem sinalização em árabe e (geralmente) francês, mas nas cidades o trânsito é completamente caótico! Em muitos lugares há “flanelinhas” para estacionar na rua, se for o caso, negocie o preço.
      Os trajetos costumam ser longos e as vezes muito sinuosos, então o ideal é ter mais de uma pessoa para revezar na direção. Se for no verão ou mesmo um pouco antes, certifique-se de que o carro tem ar condicionado!
       
      Segurança no Marrocos
      No geral, eu me senti bastante segura no Marrocos, mas estávamos em um grupo de dois homens e duas mulheres. Talvez para uma mulher sozinha seja preciso um pouco mais de cuidado.
      Por ter lido muitos relatos preocupantes em relação à isso, estávamos atentos à possibilidade de golpes, mas com o tempo relaxamos e percebemos que apesar de existir esse tipo de perigo, a maioria dos marroquinos está realmente só querendo ajudar e ser atencioso.
      O tempo todo há pessoas oferecendo insistentemente de tudo: produtos das suas lojas nos souks, passeios, restaurantes e até drogas! Mas se não der atenção por algum tempo eles param, não há violência.
      O que existe de fato, assim como no Brasil e na Europa, são batedores de carteira. Mas é só ter atenção com seus pertences, especialmente nas Medinas, que estará tudo bem.
      Casablanca foi o lugar onde me senti mais intimidada, tanto com os olhares quanto com a dinâmica da cidade, caótica e muito suja. Mas ainda assim não houve nenhum perigo real.
      Uma coisa a ter atenção para não criar problemas é com o registro em fotos e vídeos. Se você pedir autorização prévia, eles geralmente aceitam aparecer ou deixam que fotografe seus produtos, caso contrário eles podem pedir que apague e muito provavelmente vão te dar uma bronca!
       
       
      Alimentação no Marrocos
      A gastronomia marroquina é muito rica em sabores! Ao andar pelas medinas a fome é constante, já que é impossível não se embriagar com o aroma dos temperos das mais variadas cores e paladares, sempre empilhados em formato de pirâmide.
      Os pratos mais famosos são o tajine e o cuzcuz. O primeiro é como um cozido, preparado em um recipiente que também se chama tajine e é geralmente feito de barro. A receita pode variar muito, geralmente as opções são carne, frango ou vegetariano. O cuzcuz marroquino também tem opções carnívoras e vegetarianas, sendo que a “mistura” fica por cima de uma base de cuzcuz.
      Outros itens na lista de iguarias maroquinas são o shoarma, espécie de sanduíche de carnes variadas enroladas no pão pita, entradinhas como o baba ganoush e o hummus, e ingredientes como azeitonas, tâmaras e frutos secos. Pela manhã é comum ter uma espécie de panqueca, sempre acompanhada de geléias e mel.
      No Marrocos praticamente não há bebida alcoolica. Em geral só é possível encontrar vinho, cerveja ou qualquer outra bebida em mercados grandes e afastados do centro ou em hóteis e restaurantes internacionais. O que se bebe frequentemente no país é chá de menta, faça frio ou calor!
      Não tivemos nenhum problema em relação à alimentação, mas é importante ficar atento pois nas barracas de rua não há muita higiene. Também não é recomendado consumir água da torneira.
       
      Roteiro 7 dias no Marrocos
      Nosso roteiro foi de 7 dias, ida e volta de Lisboa para Casablanca em Junho de 2019. Todo o trajeto foi feito de carro.
      Dia 1 – Lisboa -> Casablanca -> Marraquexe
      Chegada em Marraquexe no fim da tarde. Janta e passeio pela Medina.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 03:00
       
      Dia 2 – Marraquexe
      Dia inteiro em Marraquexe. Passeio pela Medina, compras no souk, visita ao Palais Bahia.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 3 – Marraquexe -> Ouarzazate -> Garganta de Dades
      Saída de Marraquexe de manhã, parada para almoço em Ouarzazate, passeio pela Garganta de Dadès e pernoite em Boumalne.
      Hospedagem: Dar Outeba
      Tempo aproximado dirigindo: 06:00
       
      Dia 4 – Garganta de Dades -> Garganta de Todra -> Merzouga (noite no deserto)
      Saída de Boumalne de manhã, passagem pela Garganta de Todra, chegada em Merzouga no meio da tarde e saída para a noite no deserto pelas 17:00.
      Leia aqui como é passar uma noite no Deserto do Saara!
      Hospedagem: Tenda no Deserto
      Tempo aproximado dirigindo: 04:00
       
      Dia 5 – Merzouga -> Casablanca
      Saída de Merzouga de manhã e chegada à Casablanca no final da tarde.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 09:00
       
      Dia 6 – Casablanca
      Visita à Mesquita Hassam II, passeio pela Medina e o Souk, caminhada na beira do mar.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 7 – Casablanca -> Lisboa
      Entrega do apartamento e saída para o aeroporto.
      Hospedagem: –
      Tempo aproximado dirigindo: 00:30
       
      A única coisa que eu mudaria desse roteiro seria o trecho de Casablanca. Só há uma atração que realmente vale a pena na cidade, a Mesquita Hassan II, então meio dia é suficiente. Acho que teria sido mais interessante conhecer Fez ou Chefchaouen.
       
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
    • Por StanlleySantos
      Fala mochileiros!
      Cheguei recentemente de um passeio no chamado "caribe brasileiro" (nome mais do que merecido, diga-se de passagem), ou Alter do Chão, para quem não conhece, e, como me surpreendi com a experiência que tive lá (principalmente em relação a gastos, uma vez que destinos exclusivamente turísticos acabam sendo por vezes temidos pelos custos de viagem), nada mais justo do que compartilhar. Então, partiu!!!

      Alter do chão lá de cima, com a ponta do cururu bem definida. Acreditem, caminhei boa parte disso aí de praia
      A época escolhida foi a segunda semana de novembro, logo após o agito derivado do tradicional Sírio de Nazaré em outubro. As passagens deram uma aliviada, e consegui pegar uma ida e volta de 400 mangos (com barco, de Manaus, você gasta quase esse mesmo valor de ida e volta, só com passagem, e fica de um dia e meio a quase três dias nos rios dos trechos, enquanto que o vôo dura nem uma hora).  Fato rápido: as praias do norte costumam estar mais bonitas na segunda metade do ano em virtude da seca, mas, diferentemente do Amazonas, que seca demais e não fica tão bacana no ponto mais baixo, certos rios do Pará secam menos e mantêm sua beleza natural em virtude da proximidade geográfica com o oceano. E com o belo rio Tapajós não foi diferente. A propósito, Santarém tem seu próprio encontro das águas, assim como Manaus, só que é Tapajós e Amazonas, ao invés do Rio Negro e Solimões (não a dupla sertaneja) da minha terrinha 

      Bando de copião, pegaram o encontro das águas amazonense e fizeram uma versão deles kkkkkkkkk  é brincadeira, mas é igualmente impressionante e belo
      Estamos em um período de calor intenso, então acreditei que iria encontrar um sol de rachar cuca no Pará, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, houve uma grande frente fria e transição de massas de ar e pressão atmosféricas (aqueles papos de previsão do tempo, não vou entrar em detalhes) que preencheu a maior parte do país com chuvas e temporais. Os cariocas sentiram isso na pele, infelizmente, e em outros estados o estrago foi menor. Mas exatamente nessa semana pegaria umas chuvas no Pará. Pois bem, vida que segue....
      Cheguei no aeroporto de STR no domingo (4), após deixar Manaus embaixo de um toró, por sorte as nuvens de chuva estavam mais no Amazonas, e no Pará ainda tinha um pouco de sol. Mais perdido que cego em tiroteio, tratei de procurar um jeito de me deslocar para Alter. Tinha apenas 5 dias disponíveis para conhecer os lugares, uma estadia boa, a meu ver, para conhecer as principais atrações, mas dessa vez não fiz um roteiro rígido para ser seguido. Conhecia uns lugares e simplesmente iria na cara e na coragem pq acredito que as viagens ficam mais interessantes assim, e é bom você saber lidar com imprevistos. Levei apenas 500 bonoros para essa viagem, e acreditem, deu e sobrou.
      Fato do aeroporto de STR: os taxistas chegam em cima de você que nem urubus numa carcaça, e os preços deles não são muito convidativos (50 pila para ir ao centro de Santarém, 100 a 120 para ir para Alter). Mas fica a dica do tio: esperem passar o bus para Santarém, pois tem uma linha que faz essa integração, ou rachem o táxi com alguém, que com certeza vai ter gente afim. De santarém tem ônibus para alter, mega fácil de pegar, e barato, vale esperar um pouquinho. Mas como não sabia desse fato, resolvi rachar o táxi com uma família que iria direto para alter

      Pessoalmente acho massa ter uma ciclovia entre a cidade e a vila turística, em Manaus não temos isso
      O táxi rachado me custou apenas 34 reais, o que foi uma boiada e tanto! Desci perto da famosa ilha do amor, já na orla da vila. O "centro" é ali mesmo, e você não vai se afastar muito dali, a não ser para os passeios para os lugares distantes. Tem pousada pra dedéu, hotéis, e redários com camping, que era o que eu estava procurando (eu prefiro acampar e ter o desconforto e privacidade da minha barraquinha ). Não lembro de ter visto hostel, mas creio que tenha sim.
      Não andei muito e logo de frente pra ilha achei um camping com redário, rústico, bem localizado, além dos donos serem bem receptivos, e com um preço MEGA em conta, considerando a sua localização. Altas vibes naquele lugar (estilo roots, espere encontrar hippies e pessoal alternativo, se você tem algum preconceito com esse tipo de gente, não recomendo o camp, mas não achei nem um pouco ruim).

      Le acampamento base. Fui muito bem tratado aqui.
      Honestamente pensei que só ia chegar no domingo com tempo de achar um lugar para ficar, mas estava no meio da tarde, e não queria perder o dia, então conheci a dona, fechei as diárias, e tratei de dar um rolê pelo lugar.

      A vila até parece meio feinha com o rio seco, mas vai por mim, lá na frente é a coisa mais linda de se ver. Detalhe para a conhecida serra da piroca 
      A vila é tranquila, mesmo nos fins de semana, confesso que achei bem vazia de gente, e desconheço a alta temporada de lá, apesar de ter chutado o mês de outubro. O lugar é cheio de moradores e visitantes latinos, no camp mesmo haviam argentinos e chilenas de passagem. O cajueiro parece ser o capim de lá, de tanto que tem, existem ruas onde você passa e sente o cheiro gostoso, de tanto caju (e cajuí) que tem no chão. Curiosamente não encontrei nenhuma bebida específica feita dele na vila. Se eu tivesse vontade de comer caju, era só olhar para uma árvore e colher.

      Caju hoje, caju amanhã, caju sempre
      Andando pela praia da ilha do amor (que na seca pode ter seu curso d'água atravessado a pé, só tomar cuidado pq dizem que tem arraia lá), decidi ir a pé para a conhecida ponta do cururu. Quando os rios secam, faixas de areia são descobertas pela água e ficam em contato com a parte mais funda e bonita do rio, em Alter há várias pontas, sendo as do cururu, pedras e muretá as mais conhecidas. Na cheia não dá para chegar nelas a pé, ou simplesmente nem dá pra acessar (por já não existirem!), sendo obrigatório pagar barqueiro para levar lá. Li que os valores não são dos melhores para quem está só, fora que eu não estava afim de fazer um passeio regrado com hora para ir e voltar, e como você deve ter visto na foto lá de cima, tinha uma mega praia formada em todas as margens da região, então resolvi botar as panturrilhas para trabalhar e ir a pé.

      Partiu ponta do Cururu
      A "andada" leva mais ou menos 1 hora e 20 minutos, de alter até chegar lá, e você fica com aquela ansiedade de estar vendo o horizonte, e não chegar perto dele, mas deu para me distrair com os achados da praia. Corais, peixes mortos e muitos mexilhões se faziam presentes na margem (de noite é possível achar caranguejos). Ah, nas praias também é possível achar MUITOS sapinhos, eles são um símbolo da vila, e representados na cultura local por esculturas e amuletos com o nome de muiraquitã (embora não seja o nome certo pro sapo em si, apesar de tentarem te convencer do oposto). Sapo na areia, embaixo de sol, durante o dia nunca tinha visto, isso me encantou.

      Eu desconheço o gênero e espécie, mas lá parece haver pelo menos 3 ou 4 espécies de diferentes cores e tamanhos, até sapinho de meio centímetro achei
      Chegando na ponta, senti na pele o porquê de chamarem aquele lugar de caribe brasileiro. Nossa, que praia sensacional!!!!!  Água semelhante à do mar (transparente e azul-esverdeada), agitada, e areia branquinha. Agradeci à Deus e à minha mãe por estar naquele momento e naquele lugar tão únicos, e com o sentimento de conquista de mais um lugar paradisíaco de nosso Brasil

      Recadinho básico pra mandar pra patroa em casa

      É vontade de ficar aqui e não sair mais, difícil imaginar uma paisagem dessas que não é no litoral

      A minha foto favorita dessa viagem. Depois das altas fotos, um bom banho
      Engraçado que só eu tinha vindo a pé, todos os demais presentes estavam nos seus barcos de passeio ou particulares, fiquei pensando no quanto que devo ser louco para fazer essas proezas, mas sem crise!! Dizem que pôr do sol é perfeito nessa ponta, mas infelizmente, em virtude desse clima de nublado e chuvas, o céu não ficou legal para o crepúsculo em nenhum dia da minha estadia. Fica para a próxima. Uma história engraçada: não ajustei meu relógio para o fuso horário do Pará, e por isso saí bem tarde da praia, achando que ainda era uma hora mais cedo  os demais barcos indo embora e eu sobrando na praia, e com mais de uma hora de caminhada no breu total. Mas como uma pessoa precavida vale por duas, tinha levado minha lanterna na bolsinha, então o "passeio noturno" foi mais divertido que frustrante. Adorei achar caranguejos na margem, nesse processo.

      Que que foi, maninho, tá olhando o q? Já me vu....
      Apesar da caminhada ter sido ótima, andar na areia dá uma fadiga aos músculos do pé, batata da perna, calcanhar, etc., e cheguei em alter pedindo um torsilax para não amanhecer com as patas doendo. Armei a barraca, fui procurar o que jantar e depois, dormir.
      2o. dia: Tsunamis aéreos e a tentativa de subir a careca
      A segunda iniciou com temporais, com direito a raios de minuto a minuto, e eu, desde a madrugada dormindo com aquele barulho gostoso de chuva batendo na barraquinha. Como a chuva estava forte durante a manhã toda, não tinha como procurar uma panificadora e comprar itens pro café, o povo do camp estava todo em off nas suas redes tbm  então o jeito era me acomodar na barraca, e planejar o que fazer pro dia, caso o temporal não parasse mais. Teve uma hora que precisei sair para improvisar uma "vala" pra água acumulada vazar, ou minha casinha provisória seria inundada 
      Depois de meio-dia, a chuva finalmente deu uma trégua, e estava na hora de andar na vila e procurar algo para comer. A falta de paciência para cozinhar algo na cozinha do camp me fez apelar para o bom e velho PF, que veio numa quantidade generosa, me fazendo dividir ela com o Robervaldo (um vendedor de arte e viajante que conheci lá, gente boa, inteligente e bom de papo, com esse deu pra conversar até sobre política sem haver atritos).
      Como o sol estava ainda tímido, mas querendo aparecer, achei que o melhor seria ir para algum lugar próximo da vila, então resolvi subir a piroca, literalmente 

      March!!!!!!

      Esse lugar é diferenciado
      Sim, é isso que você leu. Um ponto conhecido de alter, que está em praticamente todas as fotos turísticas e artísticas é a chamada serra da piroca (que está mais para morro a meu ver, mas vai da sua interpretação). A etimologia do nome é justa: significa algo como "vegetação rala" ou "careca", que tem a ver com a vegetação do alto do morro e o nosso falo masculino A trilha é sussa, vc leva uns 40 minutos andando até chegar ao topo.
      Infelizmente, nesse dia, não deu pra chegar no topo, topo mesmo, por causa de insetos, não precisa ser biólogo(a) para saber que depois de grandes chuvas certos insetos como cupins e formigas saem para namorar aos montes na mata e no céu. Pois bem! Tinha uma espécie de "muquitinho" que resolveu fazer uma verdadeira suruba galáctica bem no alto da piroca (!), não é exagero amigos, o bicho é do tamanho de um mosquito, mas eram enxames de enxames, tantos, que dava pra ouvir alto e claro o barulho das asas deles da base do morro, e o céu escurecia um pouco lá no topo. Mosquito grudando no meu corpo suado, batendo nos olhos e ouvidos obviamente incomodava bastante, além de eu não saber se eram bichos nocivos de alguma forma, então me vi obrigado a descer.

      A trilha é super de boa e demarcada na subida, mas não recomendaria para pessoas de idade e com problemas cardíacos ou de locomoção

      O máximo que deu pra subir. Ahlá a vila, o lago verde e a ilha do amor no fundo
      Como ainda haviam umas três horas de luz do dia, resolvi ficar no lago verde de bubuia, curtindo o final da tarde. Ele é bem raso por tipo, um quarto de quilômetro na seca, então pra criança brincar é mais de boa, e a água é igualmente gostosa. Tem aluguel de caiaque também. Fiquei brincando de caiaque por uma hora, e depois apenas boiando na água

      Até aqui e ainda está bem raso
      Com tempo de sobra, em comparação com o dia anterior, resolvi andar e conhecer a vila de noite. Achei o lugar relativamente tranquilo e seguro (apesar de não ter visto policiamento, o que sugere que não é bom ficar dando sopa nas ruas até tarde da noite). Além da orla para passear existe a praça central, onde tem wifi gratuito (quando está pegando), várias lojas de lembrancinhas e uma praça de alimentação. Em algumas ruas próximas há restaurantes, lanches e moradores que fazem refeições prontas a um valor ok. Particularmente não sou um "gourmet", então não fiz questão de provar as especiarias locais (até pq já provei a maniçoba num festival paraense de Manaus, uma vez, e não gostei muito, fiquei com receio de gastar muito num prato que não me agradasse), então comprar um prato do bom e velho vatapá já estava de bom tamanho 😀

      10 pila num pratão desse vale cada mordida!!!
       
      3o. Dia: Ponta do Muretá e mais caminhadas na praia
      Segundo dia consecutivo em que amanhece com as altas tempestades, não tinha muito a ser feito a não ser aguardar na barraquinha a chuva passar, e dormir ao som da chuva. De madrugada, um visitante inesperado no meu quartinho:

      Mas ein???????
      Bom, tinha conhecido a ponta do cururu, a ilha do amor, morro da piroca e lago verde, hoje poderia ser uma nova atração. Como tinha visto anteriormente no "gugrou maps", a ponta do muretá fica próxima da vila (em termos pq é mais uma hora de caminhada na praia), então não vi o motivo de não fazer essa atividade. Estava decidido.
      Dessa vez o povo do camp se juntou pra fazer um frango guisado MA-RA-VI-LHO-SO (Parabéns ao Robervaldo, nível master chef já  ).
      De tarde dei mais um rolê na vila, a procura de lembrancinhas para levar para casa, e após isso segui rumo à ponta. Não é complicado, só seguir a margem do rio pela cidade, não pela ilha do amor. A ponta do Muretá é curiosa pq ela tem um lago atrás que tem um formato triangular, assim como a ponta.

      Fonte: google maps, 2018
      A caminhada foi sussa, tirando o esforço óbvio nas pernas e pés por andar na areia, mas o segredo é ficar mais perto da água onde a areia é mais firme. A ponta do Muretá também é linda!!!! Com ondas batendo o tempo todo, e dessa vez, sem sinal de vida, salvo pelos barcos de passeio que passavam (mas não paravam) e botos que brincavam perto da praia (sim, vi botos na superfície, mas era difícil registrar os danados). A praia era só para mim naquela tarde 🤩

      Por essa tarde, declaro a ponta do Muretá território Stanlístico!  Detalhe: no horizonte é a serra da piroca e mais à direita da imagem fica a ponta do cururu

      Praise the Sun!
      O pôr do sol também ficou impedido pelas nuvens, mas foi melhor do que no cururu. Lindo demais, uma pena que tinha que voltar logo para a vila antes que anoitecesse.
      Só a nível de curiosidade, os gastos foram mínimos nesses dias: tirando as diárias do camping, só gastei um pouco com comida, leite-achocolatado-pão-queijo-presunto-ovo para café + lanche, e as lembrancinhas nesse dia, estava bem alimentado e com um espaço seguro para acampar, que pra mim era o principal. Poderia ter gastado mais, poderia, se eu quisesse fazer os passeios, mas optei por não fazer, pelo medo de chover e o passeio não valer a pena (fora que sempre gosto de fazer as coisas de forma mais independente).
      4o. Dia: despedida de Alter do chão
      Esse seria meu último dia na vila, até porque queria conhecer Santarém um pouquinho. Me recomendaram ficar em Alter pq valia mais a pena e tal, mas acabei seguindo meu coração das cartas.
      O dia seria para visitar lugares previamente visitados. Sei muito bem que deixei de visitar a ponta das pedras, que meio mundo diz ser o lugar mais bonito da região. Os valores dos barcos não estavam justos, a meu ver (prefiro não informar), e a praia infelizmente é bem isolada, sendo necessário um transporte próprio para chegar lá, se não for contratando barqueiro. A pé, pelas praias, até é possível, mas levaria o dia inteiro, fora o cansaço, então penso que essa atração serviria para me motivar mais ainda a retornar (pensando seriamente em trazer a mãe aqui em 2020). 
      Esse foi o primeiro dia em que não amanheceu chovendo, pelo contrário, fez até um solzinho forte que duraria o dia todo, então com esse tempo bonito, imaginei que daria para chegar ao topo do morro sem me deparar com os insetinhos (descobri que as chilenas que estavam acampando foram lá de noite, e chegaram no topo sem problemas, me arrependo de não ter pensado em fazer essa trilha noturna )
      Tomei um café reforçado, pois só iria retornar no meio da tarde à vila, então comecei o dia na trilha do morro. E dessa vez deu tudo certo, apesar de lá haver um outro inseto chatinho (que lembra uma abelha sem ferrão), deu para ficar lá em cima por um bom tempo, e tirar altas fotos para matar os amigos de inveja.

      Melhor vista. Reconhece aquela ponta ali?

      Agora posso dizer pra família e amigos: subi a piroca, minha gente!!!
      Após terminada essa trilha, como eu tinha gostado bastante da ponta do cururu, e como eu tinha chegado lá no final da tarde de domingo, imaginei como estaria bonita em plena quarta ensolarada. E acertei em cheio! As águas estavam bem agitadas, e com uma cor maravilhosa   aquele local digno de cartão-postal havaiano. E a melhor parte: novamente estava com a ponta só para mim 

      Que água transparente é essa, cara?

      O calor não faz muito bem pros anuros, então o jeito é procurar uma sombrinha, ne

      Ah, o paraíso

      Perfeição
      base montada, passei umas horinhas brincando na areia, nadando, ou simplesmente boiando nas ondas, e era uma felicidade sem fim! Um cabra de quase 30 com a alma de 10 brincando na praia, mas como alegria de pobre dura pouco, a fome estava batendo, e precisava retornar para a vila. Umas 13:00 me despedi daquele cantinho do céu e tratei de retornar.

      Recadinho para o povo que iria assistir o pôr do sol, antes de ir embora 🤭🤭🤭
      Almoço devorado, era hora de enfim me despedir do pessoal do camp., agradecer à anfitriã pela hospitalidade, e pegar o rumo à Santarém. Existe uma única linha que faz a integração Santarém-Alter, que passa pelas paradas de ônibus sinalizadas nas ruas. Então é só ir, comprar um chopão geladinho (vc sabe o que é chopão?), e esperar, pq se não me engano é de meia em meia hora que passa.

      Ah o Rober na breja se depedindo de mim. Obrigado a todos presentes nesses dias!
      Cheguei em Santarém no final da tarde, no centro, e fiquei perambulando pela famosa orla, procurando possíveis lugares para pernoitar (enfim, dormir numa cama!! 😭😭😭), até que encontrei o hotel alvorada. Uma casa no melhor estilo do início do século passado,um pouco rústica, comparando com o padrão de hotel e pousada atual, porém receptiva e com um ótimo custo-benefício (paguei nem 100 reais por duas diárias, isso com café e wifi incluso), com vista pro rio, e ainda localizada no centro da cidade. Definitivamente acertei em cheio  e recomendo, se você está numa estadia em Santarém, e não faz questão de muito luxo, ou quer uma experiência de vivência do homem do norte autêntica, e uma ótima localização.

      Le orla com a área recreativa

      A cultura do sapo presente também em STR.
      Com isso, só restava arrumar as coisas, tomar um banho merecido, e dormir.
      5o. Dia: conhecendo um pouquinho de Santarém
      O dia foi resumido a simplesmente conhecer alguns dos principais pontos da cidade. A mãe estava sempre mandando mensagens para eu tomar cuidado com isso e aquilo, mas confesso que dificilmente me senti inseguro em alter e STR. A cidade é razoavelmente policiada, e a impressão que tive é de que a criminalidade lá é pequena, comparando com Belém e outras regiões do estado. Além do mais, a cidade tem vários pontos em comum com Manaus, então, de certa forma me senti familiarizado ao andar por ali  
      Alguns pontos que você precisa saber se quiser conhecer a cidade:
      * Santarém, como já disse, tem um centro comercial colado com a orla, onde a maioria dos ônibus passa (incluindo o ônibus para alter). Se você se hospedar no centro, tem um retorno garantido.
      * No centro, a melhor referência de parada de ônibus é a praça Barão de Santarém (também chamada de praça São Sebastião). Lá tem museu e uma catedral, também.
      * O encontro das águas pode ser visto do início da Orla, nessa data que fui estava em reforma, mas, diferente de Manaus, onde você precisa pegar uma balsa ou um barco particular para ver a atração, o encontro dos Rios Amazonas e Tapajós é mais de boa para ver e registrar. 
      * Uber não existe lá. Mas particularmente não vi como um problema, uma vez que a cultura de mototáxi é forte, e passam muitos ônibus nas avenidas principais da cidade.
      * A orla é bem movimentada de noite, porque tem uma parte da praia que é destinada para o lazer, atividades físicas, fora o calçadão, onde as pessoas comem e fazem caminhada. Super de boa. 
      * Há um zoológico legal para visitar, mas que é de difícil acesso, é altamente recomendado você ter transporte próprio para chegar nele.
      * Há Wifi gratuito nas principais praças da cidade, é só se registrar e usar, se estiver disponível. Pela tranquilidade das pessoas usando, deu a entender que o receio de assaltos era mínimo.
      * O parque da cidade fica próximo do centro, dá para ir até a pé, mas vai de cada um.
      * O melhor horário para visitar a Orla, a meu ver, é do fim da tarde até umas 21 ou 22 horas, pelo fluxo de pessoas. Na área do conhecido bar do mascotinho tem uns restaurantes, pizzarias e bares bacanas.
      * Existem umas praias bacanas próximas do aeroporto de STR, mas que necessitam de transporte próprio (ou money para o taxi) para chegar lá, numa delas fica a badalada casa do Saulo, pela correria e ausência de transporte, acabei não indo também para esses lugares.
      O primeiro ponto que fui conhecer foi o parque municipal, gosto de espaços naturais para o convívio e prática de exercícios e ações sociais, fui me orientando pelo localizador + google maps, vi que dava para ir andando, e logo cheguei ali.

      A pista de cross para quem curte uma bike marota. 

      Uma coisa que achei muito legal do parque é a preocupação com a educação, ali existem inúmeros avisos de conscientização, e uma pegada forte para o cuidado com o meio ambiente, com foco no reaproveitamento de pneus, os mesmos foram utilizados para a trilha de mountain bike, e confecção de animais e plantas de pneus. Simplesmente show de bola! Viveiro de quelônios, de plantas, e até um minhocário foram pontos interessantes de se ver. 

      O parque pega pesado (num bom sentido) na pegada ecológica, além de ser bem arrumado. Parabéns!

      Idéias que viram inciativas que embelezam o lugar

      Espaço saúde para caminhadas e trilhas
      Depois do passeio, o próximo ponto de interesse era o Zoológico da UNAMA. Este fica praticamente na zona rural da cidade, foi meio tenso o mototáxi me deixando numa rua de terra e me dando as direções  mas o maps estava indicando que era ali mesmo, e os moradores confirmaram a direção. 
      O zoológico estava passando por uma reforma e ampliação, nessa semana em que estava indo, mas deu pra curtir. É cobrado um valor simbólico de entrada, e um valor adicional para visitar o "berçário" dos peixes-boi, segundo o rapaz que estava me atendendo era uma taxa para ajudar na compra de material para fazer o leite "manipulado" dos filhotes, pessoalmente pagar os R$ 3,00 de entrada mais os R$ 3,00 de manutenção dos viveiros dos peixes-boi vale MUITO a pena, pelo prazer de colaborar para o desenvolvimento de um espaço de lazer e conhecimento.

       

      Que gutyyyyy 🤩
      As araras-vermelhas estavam livres no espaço, eu não sei se podia fazer algo além de tirar foto com elas (até porque uma delas quase rouba minha bandana e belisca minha orelha ), mas achei isso legal, pois promove uma interação maior com os visitantes, além de dar uma liberdade maior para os animais (só as araras, no caso). De resto, haviam algumas gaiolas com espécies nativas, algumas vistas no Pará e não no Amazonas, acho sempre válido conhecer elementos da nossa fauna. Infelizmente não haviam tantos animais, comparando com outros zoológicos que visitei, mas gostei bastante do espaço (trilha no meio da mata), e como já disse, o zoo está em expansão, então provavelmente no ano que vem já existirão mais espécies em exibição.

      Era o animal mais próximo dessa visita
      Saí do Zoo na hora do almoço, então peguei dois ônibus em direção ao Shopping da cidade (acho que o único), mas não cheguei a ver nenhum restaurante bacana, então fiquei por pouco tempo lá. Creio que era melhor ter ido de tarde, até para assistir um filminho, mas sem crise!!! 
      Retornei para a pousada no meio da tarde, descansei um pouco, e de noite, fui dar mais uma volta na orla, para beliscar uma besteira ou outra, e curtir a vibe noturna da cidade. No dia seguinte seria apenas para dar uma voltinha no centro comercial, ver se tinha algo que valia a pena comprar, e pegar o vôo para Manaus, então não entrarei em detalhes.
       



      Então é isso. A viagem foi extremamente prazerosa, feita na base dos improvisos, em alguns aspectos, mas valeu cada segundo aproveitado. E ao contrário do que um ou outro pode achar ou pregar, não é um destino caro. Alter é um lugar para todos os bolsos, penso que se a pessoa consegue fazer contatos, ou se dedica um pouquinho a pesquisar sobre os lugares, ela se programa tranquilamente, e honestamente, isso nem é necessário. A corrente da boa vibe do lugar por si só te carrega sem maiores problemas. Só seguir a onda =D
      Agora às informações básicas, como de praxe em meus relatos:
      Melhor época para ir: semelhante ao Amazonas, Pará possui um período de cheia (que é mais evidente nos primeiros meses do ano e vai até o mês de Junho, mais ou menos, as águas estarão mais cheias, chuvas se farão mais frequentes), e um período de seca (de junho a novembro, onde chove bem menos e os rios dão uma secada, mas como disse, as praias ficam melhores nesse período, peguei chuva nessa semana por puro azar mesmo). Acredito que entre Agosto e novembro seja a melhor época, se você quiser evitar o movimento do final de ano. Em alter existe a famosa festa do Çairé, um grande e importante festival da região, que vale a visitada pela importância cultural.
      custos: cara, levei R$ 500,00 e gastei aproximadamente R$ 390,00, e pude ficar super de boa lá. Tomava café, almoçava, lanchava, jantava e/ou comia besteira quase todo dia, acampei em 3 dias e fiquei hospedado em um quarto próprio de hotel em 2, pude comprar lembrancinhas, e se quisesse teria comprado mais. O que realmente dói no bolso do visitante são os passeios de barco ou o transporte alugado, pois muitas atrações são de difícil acesso por terra, ou estão um pouco longe, ou mesmo em outras vilas. Penso que você vai gastar mais em alter mesmo.
      O que fazer lá: Só a vila de alter por si só possui a ilha do amor e as praias próximas como referência (atrações 0800), a trilha para a serra da piroca, o lago verde e suas adjacências. As pontas, como mostrei, podem ser acessadas por terra, mas somente durante a seca, e exige um esforcinho, então o melhor jeito de chegar nelas é de barco. Há passeios com preços variados. Existem atrações ainda mais distantes como a FLONA (que pessoalmente não me interessa por eu já ter muito contato com a floresta amazônica), a tal cidade das casinhas dos americanos, etc.
      Em Santerém também tem muitos lugares interessantes, mas que vão exigir pesquisa e um transporte próprio. De principal, o centro, o parque, o zoológico e algumas praias que ficam lá nas proximidades do aeroporto.
      Dinheiro ou cartão: leve ambos, porque há sinal de cartão em alter, e alguns bancos. Como me senti seguro andando na vila e na cidade, para mim bastou levar o dinheiro muito bem escondido e uma parte na carteira, de uso imediato. O cartão de crédito sequer foi utilizado.
      Transporte: recapitulando, em Santarém existem ônibus que circulam pela cidade quase toda, uma linha que vai para o aeroporto, e uma linha comum que vai para alter. A menos que você realmente não goste de ônibus, existem pontos de táxi e mototáxi em alguns lugares da cidade. O mototaxi é mais frequente. Em alter não vi taxi de nenhum tipo, então basicamente você se desloca por barco para certos lugares.
      Hospedagem: Tanto em Alter quanto em Santarém, lugar para ficar não falta, e tem para todos os bolsos. Pessoalmente não gostei dos preços dos estabelecimentos ofertados pelo booking, então penso que vale a pena andar um pouco e encontrar um lugarzinho bom e barato.

      Sejam felizes, e curtam bastante a vibe paraense! =D
    • Por zervelis
      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!


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