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Relato: 3 semanas na África do Sul - Safári no Kruger + Garden Route + Cidade do Cabo


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Introdução

Fala galera!
No fim de 2018 fiz uma viagem incrível pela África do Sul que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!

Roteiro Resumido

1 dia na Rota Panorâmica
3 dias de Safári no Kruger
9 dias na Garden Route
5 dias na Cidade do Cabo

Roteiro Detalhado

15/11/2018 - Voo São Paulo > Joanesburgo
16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
17/11/2018 - Sabie > Graskop
18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park

21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo > Port Elizabeth > Jeffrey's Bay
22/11/2018 - Jeffrey's Bay
23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Stormsrivier
24/11/2018 - Stormsrivier > Plettenberg
25/11/2018 - Plettenberg
26/11/2018 - Plettenberg > Mossel Bay
27/11/2018 - Mossel Bay
28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus
29/11/2018 - Hermanus
30/11/2018 - Hermanus > Cidade do Cabo

01/12/2018 - Cidade do Cabo
02/12/2018 - Cidade do Cabo
03/12/2018 - Cidade do Cabo
04/12/2018 - Cidade do Cabo
05/12/2018 - Cidade do Cabo > Joanesburgo

06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo

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Rota Panorâmica + Safári no Kruger

16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie (350 km 🚗) 

Nosso voo da LATAM saiu no dia 15/11 por volta das 18h e chegamos no aeroporto de Joanesburgo pouco depois das 8h da manhã.

No aeroporto mesmo fizemos o câmbio dos dólares para rand já que a ideia era sair do aeroporto direto para a região do Kruger sem passar pela cidade de Joanesburgo.

Antes de sair também passamos numa loja da vodacom para comprar um chip com plano de dados de internet para o celular. Isso foi super importante visto que alugamos carro durante toda a viagem.

Finalmente fomos até a área de locação de carro para pegar nosso carro na AVIS e já havia passado das 10h quando partimos finalmente em direção a Sabie.

Antes de chegar em Sabie, apenas fizemos uma parada no Posto ALZU que fica no meio do caminho para comer algo e dar uma descansada. Aliás, esse posto tem uma estrutura bem legal e um espaço com alguns animais que já servem de aperitivo do Kruger.

Chegamos em Sabie depois das 15h e apenas tomamos banho, descansamos, jantamos e fomos dormir pois o dia tinha sido longo e precisávamos descansar depois de voo + carro + fuso.


Aluguel de carro AVIS (6 diárias em carro categoria A e câmbio manual): US$75 (US$ 37,50 por pessoa)
Pousada Kusha Two (Quarto privativo com 2 camas): 600 rand (300 rand por pessoa)

17/11/2018 - Sabie > Graskop (Rota Panorâmica) (150 km 🚗) 

Na região de Sabie existem várias cachoeiras, mas infelizmente acabamos não tendo tempo para visitá-las. Até tínhamos a intenção de conhecer algumas na tarde do dia anterior, mas acabamos chegando em Sabie mais tarde do que o previsto.

Dessa forma, nesse dia saímos cedo para de fato começar a viagem com um dia totalmente dedicado para as atrações da Rota Panorâmica.

Saindo de Sabie, nossa primeira parada foi na Mac Mac Falls. No entanto, acabamos pulando esse lugar pois chegamos umas 8h30 e o início do horário de visitação seria apenas às 9h00.

Seguimos caminho e paramos em diversos pontos ao longo do dia seguindo a ordem abaixo:

  • The Pinnacle
  • God's Window
  • Wonder View
  • Lisbon Falls
  • Berlin Falls
  • Bourke’s Luck Potholes
  • Lowveld View
  • 3 Rondavels

Várias dessas paradas cobram um valor para visitação. Os locais onde ficamos mais tempo foram as cachoeiras Lisboa e Berlim, o Bourke’s Luck Potholes (onde também paramos pra comer) e o 3 Rondavels (onde ficamos para o pôr do sol).

Depois da última parada, voltamos de carro até a cidade de Graskop onde ficamos num hostel apenas para passar a noite antes de ir para o Kruger.


Hostel Sheri's Lodge & Backpackers (quarto compartilhado com 12 camas): 128 rand por pessoa

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Berlin Falls

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Bourke’s Luck Potholes

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Blyde River Canyon

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Three Rondavels
 

18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp (170 km 🚗) 

Esse dia acordamos bem cedo já que o portão do Kruger abriria às 5h30 e queríamos aproveitar ao máximo nosso primeiro dia de safári.

De Graskop até a entrada Phabeni Gate seria uns 50 km de estrada que levamos quase 1 hora para percorrer. Chegamos na portaria pouco depois das 6h da manhã e já havia uma fila de carros para fazer o check-in no local. Mostramos nossas reservas e fizemos o pagamento da entrada do Kruger e assim iniciamos nosso sáfari oficialmente!

Logo no começo já vimos vários impalas e é aquela euforia inicial. Mal sabíamos que mais pra frente nossa reação ao ver um impala seria a mesma que a de ver um cachorro vira-lata nas ruas das cidades brasileiras. 😂

Estávamos na estrada S1 e decidimos pegar uma bifurcação à esquerda e pegar a Sabie River Road. Mal começamos o caminho e já vimos algumas girafas distante. Pouco tempo depois tivemos a incrível sorte de ver um rinoceronte bem ao longe caminhando em nossa direção, assim decidimos parar o carro e o rinocerante praticamente veio dar um oi pra gente! Grande início de safári!

Seguimos dirigindo em direção ao acampamento mais famoso do Kruger: o Skukuza. Paramos lá para dar uma esticada nas pernas, ir ao banheiro e comer algo e depois seguimos na estrada com maior concentração de animais do Kruger: Skukuza - Lower Sabie Road. Nessa estrada vimos diversos animais como girafas, elefantes, búfalos, hipopótamos num lago e etc.

Chegamos no acampamento Lower Sabie ainda cedo e decidimos almoçar já que o dia havia começado ao som das galinhas para gente. Depois do almoço fizemos o check-in e fomos para nosso quarto descansar um pouco antes de partir para uma segunda volta no Kruger.

Por volta das 16h saímos novamente e decidimos pegar uma estrada nas proximidades do Lower Sabie onde vimos principalmente girafas e zebras. Chegamos a Lower Sabie por volta das 18h e como tínhamos ainda mais 30 minutos antes de fechar os portões, decidimos pegar a estrada em direção a Skukuza e tivemos a incrível sorte de ver vários leões em plena estrada! Ficamos ali uns 10 minutos pelo menos admirando esses bichões e agradecendo a sorte que tivemos antes de voltar ao acampamento. Chegamos ainda uns 10 minutos depois do horário permitido, mas não houve problemas (talvez pelo fato de termos chegado junto com outros vários carros que ficaram vendo os leões na estrada)

Entrada no Kruger: 372 rand por pessoa
Lower Sabie Rest Camp (EH2 Hut com 2 camas): 664 rand (332 rand por pessoa)

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Os onipresentes impalas

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Primeiro dos Big Five no Kruger: Rinoceronte

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Girafa! Não é Big Five mas quem não curte vê-las né?

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E aos 48 do segundo do tempo, uns leões aparecem em plena estrada do Kruger!

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O rei da selva separado de mim apenas por uma porta/janela do carro!
 

19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp (170 km 🚗) 

Nesse dia acordamos bem cedo novamente pois havíamos reservado um safári ao amanhecer num carro com guia diretamente no Kruger (conhecido como sunrise game drive). Fizemos isso pois queríamos ter pelo menos uma experiência de safári com um carro mais alto e com guia.

No geral, o game drive foi bem sem graça pois não vimos muitos animais e nada muito diferente do que já tínhamos visto fazendo o self drive com nosso carro alugado. No entanto, quase no fim do game drive tivemos mais um momento de sorte: avistamos um guepardo (cheetah) e começamos a observá-lo. De repente, notamos que na verdade havia vários guepardos caçando um animal que parecia uma lebre ou um bebê impala! Momento Animal Planet ao vivo e a cores! A sensação que tivemos foi que era um treinamento de caça de jovens guepardos com a orientação do pai/mãe!

Depois voltamos para o nosso quarto no acampamento e descansamos mais um pouco antes de sair novamente para mais um self drive. Dessa vez pegamos a estrada S82 e nos embrenhamos dentro de várias estradas menos famosas no interior do Kruger na direção oeste. Nesse dia vimos muitos elefantes e girafas e em determinado momento vimos uma aglomeração de carros (o que é sempre um bom sinal!) e então descobrimos o motivo: um leopardo estava no meio da mata! Ficamos um tempo por lá torcendo para o leopardo se aproximar mas ele tava bem de boa no lugar dele e então seguimos caminho.

Pegamos diversas estradas e fomos até o acampamento Berg en Dal. Depois voltamos pela Crocodile River Road em direção ao nosso acampamento e avistamos mais um leopardo com seu filhote bem ao longe, também vimos búfalos, girafas, elefantes e rinocerontes entre muitos outros animais.

Chegamos no acampamento Crocodile River e fizemos o check-in após mais um longo dia de safári dentro do Kruger. Ainda tivemos a força de vontade de sair com o carro da área do Kruger até Komatipoort (cidade nas proximidades do Crocodile River mas fora da área do Kruger) para jantar e abastecer o carro e então voltamos para nossa cabana as margens do rio.


Entrada no Kruger: 372 rand por pessoa
Crocodile River Rest Camp (CTT2 Safari Tent com 2 camas): 664 rand (332 rand por pessoa)

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Guepardos em ação

Vídeo do treinamento de caça dos guepardos

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Elefanta com seu bebê elefantinho 😃

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Elefantes por toda parte no Kruger

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Onde está Wally? Foi de longe, mas consegui ver o mais difícil dos Big Five: Leopardo!
 

20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park (220 km 🚗) 

Esse dia foi o que menos vimos animais, mas mesmo assim vimos vários elefantes, girafas e zebras! Também vimos alguns leões bem distantes entre outros animais.

Saímos do acampamento Crocodile River e pegamos a estrada S28 até as proximidades do acampamento Lower Sabie e então pegamos a estrada H10. Depois ainda seguimos mais um pouco ao norte, passando pelo Tshokwane Picnic Site e então pegamos um desvio à esquerda para pegar a S33 e depois a S36. Voltando em direção sul, pegamos a H1-2 e por fim a H4-1 de caminho de volta ao acampamento Lower Sabie onde decidimos parar para almoçar.

Depois do almoço, seguimos em direção a saída do Kruger pelo portão do acampamento Crocodile River e fomos em direção a Marloth Park onde passaríamos nossa última noite na região do Parque Nacional Kruger.

Em Marloth Park depois ainda saímos para jantar em um restaurante na região e depois logo voltamos ao hostel para descansar já que no próximo dia teríamos que acordar cedo para pegar estrada em direção a Joanesburgo.


Hostel HomeBase Kruger (quarto compartilhado de 8 camas): 200 rand por pessoa

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Zebras dando um passeio no parque...

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Várias zebras no laguinho...

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Cuidado! Girafa na pista!

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Girafas dando um rolêzinho...

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Mirante Nkumbe: nesse lugar pode sair do carro (mas quem disse que os animais respeitam as placas 🤨)
 

21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo (420 km 🚗) 

Esse dia seria apenas para deslocamento.

Acordamos cedo, tomamos um café da manhã oferecido pelo hostel e pegamos nosso carro em direção ao aeroporto de Joanesburgo. Foram quase 6h de carro para ir de Marloth Park até o aeroporto!

No caminho, paramos novamente no posto ALZU e depois seguimos viagem. Chegamos no aeroporto pouco depois das 13h e então devolvemos o carro sem quaisquer dificuldades e fomos comer algo no aeroporto enquanto esperávamos nosso voo para Port Elizabeth que saiu às 16h45.
 

Voo FlySafair de Joanesburgo para Port Elizabeth: 850 rand por pessoa (incluindo 1 bagagem despachada)

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Garden Route

21/11/2018 - Joanesburgo > Port Elizabeth (1000 km ✈️) + Port Elizabeth > Jeffrey's Bay (90 km 🚗)

O voo de Joanesburgo para Port Elizabeth foi tranquilo e em torno de 1h já pousamos no aeroporto. Saímos do desembarque e já fomos na locadora pegar nosso carro na First Car Rental e já pegamos a estrada com destino a Jeffrey's Bay onde chegamos pouco antes das 20h.

Aluguel de carro First Car Rental (14 diárias em carro categoria A e câmbio manual): US$163 + 1140 rand de taxa de devolução (já que entregamos o carro na Cidade do Cabo)
Hostel African Ubuntu Backpackers (quarto privativo com 2 camas): 190 rand por pessoa
 

22/11/2018 - Jeffrey's Bay > Cape St Francis > Jeffrey's Bay (70 km 🚗)

O dia começou frio e bastante nublado. Dessa forma, resolvemos começar o dia visitando os outlets das famosas lojas de roupa de surfe como Billabong, Rip Curl, Element, Quiksilver etc. Eu não sou muito fã de surfe e nem desse estilo de roupa, então não comprei nada. Mas confesso que também não achei os preços tão bons a ponto de querer comprar algo.

Depois demos uma passada na praia da cidade de J'Bay e também não vi nada de interessante para um turista comum. Em resumo, só recomendo Jeffrey's Bay se você curte surfar, porque a cidade em si não tem nada de interessante ao meu ver.

Dessa forma, depois do almoço resolvemos dar uma esticada até a região de Cape St. Francis que fica há uns 35 km de J'Bay. 

Cape St. Francis já é um lugar bem mais interessante. Lá tem um farol bem legal e tem uns caminhos por perto que vale a pena dar uma andada. Ficamos por ali em torno de 1h e depois voltamos e paramos num local onde tinha umas dunas de frente ao mar que também rendeu umas fotos!

Depois ainda paramos num lugar que tinha uma marina em Cape St. Francis antes de voltar para Jeffrey's Bay onde apenas demos uma caminhada na orla da praia antes de escurecer.


Hostel African Ubuntu Backpackers (quarto privativo com 2 camas): 190 rand por pessoa

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Apreciando o mar em Cape St. Francis...

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Farol de Cape St. Francis

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Dunas em Cape St. Francis
 

23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Tsitsikamma > Stormsrivier (130 km 🚗)

Saímos cedo de Jeffrey's Bay e fomos direto para uma das principais atrações da Garden Route: o Parque Nacional Tsitsikamma.

Demoramos quase 2h para chegar até lá e nosso plano era fazer as 2 principais trilhas do Parque:

  • Trilha da Ponte Suspensa
  • Trilha da Cachoeira

Nós até gostaríamos de também fazer o passeio de caiaque, mas se a gente fizesse esse passeio, não teríamos tempo para fazer a trilha da cachoeira, então descartamos essa atividade.

O clima estava perfeito, assim iniciamos nossa caminhada em direção a ponte suspensa logo que chegamos. A trilha do ponto de início até a ponte é de aproximadamente 2 km e sem grandes dificuldades no caminho. Atravessamos a ponte e vimos que a trilha ainda tinha continuação, então seguimos caminhando até um mirante e depois voltamos todo o caminho até o ponto inicial.

Depois de um rápido descanso, já seguimos em direção a cachoeira numa trilha mais difícil já que seriam 6 km até chegar a cachoeira num caminho que é o início da famosa Otter Trail. Chegamos na cachoeira e é espetacular o cenário, com uma belíssima queda d'água que vai praticamente de encontro ao mar! Ficamos por lá pelo menos 1h descansando e curtindo o local antes de voltar.

Pegamos o carro e seguimos até o nosso hostel na cidade de Stormsrivier, que é um local perfeito para se hospedar para quem for passar um dia no Tsitsikamma já que fica a poucos quilômetros dali.


Entrada no Parque Nacional Tsitsikamma: 232 rand
Hostel Tube 'n Axe (quarto compartilhado com 14 camas): 210 rand por pessoa

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A famosa ponte suspensa no Tsitsikamma

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Vista no mirante que se encontra depois da ponte suspensa

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Curtindo o visual do Tsitsikamma National Park...

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A espetacular cachoeira do Tsitikamma. Do outro lado já é o mar!

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O visual da trilha não deixa ninguém cansado...
 

24/11/2018 - Stormsrivier > Bloukrans Bridge > Robberg Nature Reserve > Plettenberg Bay (80 km 🚗)

Saímos cedo de nosso hostel em Stormsrivier e partimos direto para a Bloukrans Bridge. Chegamos lá rapidamente já que são pouco mais de 20km de distância até o local.

Eu não sou fã desse tipo de aventura, mas o Fabiano que viajou comigo fazia questão de saltar de bungee jump, então demos uma passada lá! O Fabiano estava tão animado que foi fantasiado de Branca de Neve e claro que foi a atração do lugar! 😂

Como não fizemos reserva, tivemos que esperar bastante até o salto já que saem grupos de 15 pessoas mais ou menos a cada hora e o próximo horário já estava cheio. Portanto, já fica a dica aqui: façam a reserva pelo menos um dia antes de ir! Mais detalhes, acesse o site Face Adrenalin.

Depois seguimos em direção a nossa terceira base na Garden Route: a cidade de Plettenberg Bay. Como acabamos nos atrasando mais do que o imaginado na Bloukrans Bridge, resolvemos ir diretamente para a atração que nos motivou parar em Plett: o Robberg Nature Reserve.

A principal atividade a ser feita na reserva natural Robberg é caminhar por pelo menos 1 das 3 trilhas em loop do lugar:

  • Gap Circuit (trilha curta de 2 km)

  • Witsand Circuit (trilha intermediária de 5,5 km)

  • Point Circuit (trilha difícil de 9 km)

Claro que nós escolhemos a trilha Point Circuit!

Escolhemos fazer a opção no sentido horário e a trilha foi margeando a todo momento o mar! A paisagem é bem bonita durante todo o caminho, conseguimos ver de longe vários leões marinho aproveitando o belo dia de sol que fazia e ainda tivemos a felicidade de terminar a trilha no fim do dia e aproveitar para ver o pôr do sol. 

Como fizemos a trilha num ritmo tranquilo e ainda paramos para esperar o pôr do sol, ficamos em torno de 5h no total em Robberg Nature Reserve antes de irmos para nosso hostel.


Entrada no Robberg Nature Reserve: 50 rand
Hostel Nothando Backpackers (quarto compartilhado com 8 camas): 170 rand por pessoa

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A trilha no Robberg Nature Reserve vai sempre margeando a costa!

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Vários leões marinhos curtindo o dia de sol na praia... o fedor ia longe!

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A luz do fim do dia em Robberg estava sensacional!

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E o que falar desse pôr do sol? Fechando o dia com chave de ouro!
 

25/11/2018 - Plettenberg Bay > Harkerville > Knysna > Plettenberg Bay (70 km 🚗)

Esse dia foi reservado para as trilhas da região de Harkerville.

Nosso objetivo era fazer a Harkerville Coast Hiking Trail, mas chegando ao local fomos informado que essa trilha estava fechada e nos sugeriram fazer outra trilha: a Perdekop Nature Walk.

Ao contrário da maioria das caminhadas que fizemos, a trilha Perdekop não margeia a costa, sendo feita completamente no meio da vegetação. As indicações na trilha também são escassas e inclusive nos perdemos no começo e demoramos até encontrar o caminho certo.

Essa trilha é bastante usada também para quem curte mountain bike e no caminho havia algumas placas com indicações de circuitos diferentes para quem está de bicicleta.

Depois de percorrido os quase 10 km da trilha, pegamos o carro e seguimos para ir num mirante próximo onde fica parte do caminho da Harkerville Coast Trail. Lá ficamos pouco tempo e depois pegamos o carro e fomos até Knysna.

Em Knysna visitamos as famosas Knysna Heads mas o tempo já tinha nublado bastante e a vista já não era tão bonita. Primeiramente fomos a uns mirantes para ver do alto as Kynsna Heads e depois pegamos o carro e fomos a praia próxima onde caminhamos um pouco pela praia com suas várias formações rochosas que parecem brotar da areia e do mar.

Antes de voltar para Plettenberg, ainda jantamos em Knysna com um casal de amigos brasileiros que conhecemos durante a viagem para fechar o dia.
 

Entrada em Harkerville: 70 rand
Hostel Nothando Backpackers (quarto compartilhado com 8 camas): 170 rand por pessoa

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Em algum lugar da trilha Perdekop...

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Vista no Harkerville Viewpoint (também conhecido como Kranshoek Viewpoint)

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Praia selvagem em Knysna...

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Vista no mirante das Kynsna Heads
 

26/11/2018 - Plettenberg Bay > Cango Caves > Mossel Bay (420 km 🚗)

Esse dia tínhamos planejado ser de apenas deslocamento a Mossel Bay e ir parando em alguns pontos no caminho como nas cidades de Sedgefield e ir ao Parque Nacional em Wilderness para fazer alguma trilha.

No entanto, a previsão do tempo para o próximo dia seria de chuva por toda a região, então fizemos uma mudança de planos e tentamos adaptar o roteiro de 2 dias em apenas 1, dando maior foco na visita a Cango Caves e a estrada cênica de Swartberg Pass. Com isso, nosso deslocamento total foi bem maior que o esperado.

Primeiramente voltamos a Knysna para curtir um pouco mais a região e depois seguimos em direção a 2 mirantes na região de Wilderness:

  • Map of Africa
  • Dolphin Point

Depois seguimos caminho em direção ao interior para ir até as Cango Caves. Existem 2 tipos de visitação nessa caverna: a Heritage (tradicional) e a Adventure (nossa opção é claro!).

O passeio Adventure demora em torno de 1h30 e recomendo apenas para quem não tem claustrofobia e curte emoção. O início do passeio é igual ao passeio tradicional, no qual todos visitam as galerias principais da caverna e depois partimos para uma área específica onde é necessário passar por buracos onde mal cabem 1 pessoa, engatinhar e até rastejar por certas passagens etc. Enfim, um passeio bem legal e que recomendo para quem curte um perrengue! 😁

Saímos da caverna já bem tarde e seguimos caminho para a estrada cênica de Swartberg Pass. Essa estrada é bem bonita, apesar de ser de rípio, e o carro vai margeando sempre um abismo e se sobe até uns 1600 metros do nível do mar.

Existem vários mirantes ao longo da estrada no qual paramos para tirar fotos. Uma pena que o tempo já estava fechando e quando terminamos toda a estrada, já estava escurecendo e tivemos que voltar os quase 200 km até Mossel Bay no escuro. Além disso, não conseguimos parar para conhecer nem a cidade de Prince Albert nem a famosa Oudtshoorn.

Chegamos em Mossel Bay já tarde da noite e fomos ao nosso hostel (que na verdade é um trem que foi transformado em hospedagem). Jantamos no próprio restaurante do hostel e então fomos dormir após o dia mais cansativo da viagem.


Entrada para Adventure Tour na Cango Caves: 220 rand
Hostel Santos Express (quarto privativo de 2 camas): 210 rand por pessoa

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Dizem que isso é o mapa da África... 

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Dentro de uma das galerias da Cango Caves...

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Montanhas por todos os lados da estrada Swartberg Pass...

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Vista da Cordilheira de Swartberg desde a estrada...
 

27/11/2018 - Mossel Bay

Como previsto, esse dia acabou sendo um dia forçado de descanso já que choveu sem parar durante todo o dia.

A cidade de Mossel Bay até tem alguns museus mas nenhum deles nos interessou a ponto de querer visitá-los.

Como não tínhamos planos para esse dia, resolvemos dormir até mais tarde, tomar um café da manhã com mais calma e depois, buscando na internet, descobrimos um centro comercial/shopping na cidade e partimos para lá para passar tempo visitando algumas lojas e comendo algo.

Depois apenas voltamos pro nosso hostel trem e ficamos de boa arrumando coisas e descansando, além de torcer para que o tempo melhorasse no restante da viagem.


Hostel Santos Express (quarto privativo de 2 camas): 210 rand por pessoa


28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus (315 km 🚗)

Acordamos esse dia e finalmente conseguimos ver o céu azul de Mossel Bay.

Saímos após o café da manhã em direção ao farol de Cape St. Blaise já que lá seria nosso ponto inicial para os 13 km de caminhada da St. Blaise Trail.

Estacionamos nosso carro perto do farol e então partimos para a caminhada. Logo no início começou a chover e voltamos para o carro para esperar uma melhora no tempo mas depois a chuva passou e o céu limpou totalmente.

Muitas pessoas visitam o lugar para ver apenas o farol e andar um pedacinho da trilha, mas recomendo fazer toda a trilha.

A caminhada é feita quase totalmente beirando o mar e da metade pra frente também se passa por campos de golfe onde se vê gramado verdinho, mansões, carrinhos de golfe e com sorte você achará algumas bolinhas de golfe na trilha para levar de lembrança! rs

Ao terminar a caminhada em Dana Bay, pensávamos que seria fácil pedir um táxi para voltarmos ao ponto de início mas não foi tão simples ver movimento na região. Por sorte encontramos um senhor num carro e pedimos ajuda a ele para pedir um táxi e assim conseguimos retornar para nosso carro. Portanto, ao fazer a trilha, a dica é ir de táxi de Mossel Bay para Dana Bay e fazer a trilha terminando em Mossel Bay.

Quando chegamos ao carro, já pegamos estrada pois teríamos mais de 300 km até chegar no nosso último destino na Garden Route: a cidade de Hermanus.

Para não dizer que não teve emoção na estrada, quando já estávamos há menos de 100 km de nosso destino, já estava escuro e quase atropelamos um impala que resolveu passear no meio da estrada. Portanto, é sério o papo de tomar cuidado ao dirigir à noite pela África do Sul! E isso não se resume apenas na região do Kruger ou dos locais onde há safári/game reserve por lá!
 

Hostel Hermanus Backpackers (quarto privativo de 2 camas): 300 rand por pessoa

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O céu ainda estava carregado mas logo de cara já dava para ver o potencial do lugar!

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Momento de descanso durante a trilha...

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A trilha vai sempre rodeando o mar de um lado e mansões e campos de golfe a beira-mar...

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Na parte final da trilha tem um caminho para visitar essa gruta
 

29/11/2018 - Hermanus > Cabo das Agulhas > Hermanus (250 km 🚗)

Nosso plano inicial era sair de Mossel Bay e passar em Cabo das Agulhas no caminho para Hermanus. No entanto, como acabamos saindo tarde de Mossel Bay, decidimos fazer um bate-volta para o Cabo das Agulhas nesse dia.

Saímos ainda pela manhã de Hermanus e fomos para o Cabo das Agulhas com nosso carro. Levamos quase 2h para percorrer os 110 km até o Parque Nacional da Agulhas já que pegamos os últimos 30 km em estrada de rípio.

O dia estava lindo mas o vento era bem forte por lá. Visitamos o farol e subimos até o alto da torre para ter a visão do alto do lugar e é impressionante como venta forte lá em cima!

Depois fomos andando beirando o mar até o marco da divisa entre os Oceanos Índico e Atlântico para fazer e assistir as clássicas brincadeiras de metade do corpo em cada oceano! Aliás, o mar ali é de um verde esmeralda lindo que daria até vontade de mergulhar se não fosse o frio que faz ali!

Depois voltamos e pegamos nosso carro para voltar para Hermanus onde encontramos 3 amigos do Fabiano que também estavam viajando pela África do Sul e decidimos comer e depois caminhar por um trecho da Hermanus Cliff Path

Hermanus é uma cidade famosa pela possibilidade de se avistar baleias e tivemos a sorte de ver de longe uma baleia com filhote desde a praia. 

Enfim, fizemos uma boa caminhada pela praia até chegar o fim do caminho onde decidimos parar para jantar no restaurante Dutchies e também ver o pôr do sol por lá.


Hostel Hermanus Backpackers (quarto privativo de 5 camas): 240 rand por pessoa

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Farol no extremo sul da África!

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A paisagem no ponto mais ao sul do continente africano: Cabo das Agulhas

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À esquerda o Oceano Índico, á direita o Oceano Atlântico e ao centro eu! 😁

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A paisagem de mar e montanhas ao longo da Hermanus Cliff Path...

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Tem sempre uns corajosos que se jogam no mar em qualquer lugar né? rs

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E o dia terminou com esse pôr do sol em Hermanus...
 

30/11/2018 - Hermanus > Betty's Bay > Cidade do Cabo (140 km 🚗)

O último dia antes de chegar a Cidade do Cabo começou com um céu azul lindo, então decidimos visitar alguns mirantes.

Primeiro fomos no Hoy's Koppie que é um morro onde se tem uma vista 360º da cidade de Hermanus. Depois demos uma última passada na orla da praia para ver novamente de perto o mar de Hermanus e por fim seguimos a dica da dona do hostel e fomos a um mirante onde tem salto de parapente e ficamos lá um tempo vendo um rapaz se preparando e voando pelo céu de Hermanus.

Depois pegamos estrada e andamos por quase 50 km até chegar a Betty's Bay. Lá paramos no Jardim Botânico Harold Porter onde fizemos uma caminhada até uma queda d'água que não dá pra chamar de cachoeira e depois andamos por umas trilhas leves sempre tendo as montanhas de Kogelberg de pano de fundo.

Depois de um tempo no jardim botânico, decidimos ir em Stony Point, um local perto do Jardim Botânico onde é possível ver os pinguins de Magalhães, mas chegamos quando já havia fechado para visitação. Aliás, tomem cuidado com isso pois lá fecha super cedo (acho que era 15h30 o horário de encerramento). Assim, apenas conseguimos ver os pinguins de longe! 😞

Depois pegamos o carro e seguimos viagem rumo a Cidade do Cabo pela belíssima Clarence Drive (R44), uma estrada cênica que vai margeando o mar de um lado e cadeias de montanhas do outro lado! A paisagem pela estrada é tão bonita que existem vários mirantes no caminho e era difícil não parar em cada um deles!

Dessa forma, o percurso de Betty's Bay a Cidade do Cabo que era de menos de 100 km levou quase 3h para ser feito já que paramos muitas vezes pela estrada.

Chegamos na Cidade do Cabo quase ao escurecer e já vimos a diferença no trânsito depois de tantos dias andando por cidades pequenas pela Garden Route. Deixamos nosso carro estacionado na rua e fomos fazer o check-in no hostel e não fizemos nada mais de muito relevante a não ser sair por perto para comer algo antes de dormir.
 

Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Flores dando suas caras na primavera sul-africana em Hermanus

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Hermanus com suas montanhas, lagoa e mar visto do mirante de onde tem salto de parapente

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Deve ser legal saltar de parapente com esse visual!

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Parada para descansar no Jardim Botânico em Betty's Bay...

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Pinguins em Stony Point

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Uma das muitas paisagens de tirar o fôlego ao dirigir pela estrada cênica que liga Betty's Bay a Cidade do Cabo

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Cidade do Cabo

01/12/2018 - Cidade do Cabo (Table Mountain)

O primeiro dia na Cidade do Cabo começou bastante nublado e até pensamos em adiar a subida para a Table Mountain, mas depois resolvemos subir assim mesmo já que parecia que estava melhorando o tempo.

É possível subir a Table Mountain tanto de bondinho como a pé por uma das várias trilhas existentes. Inicialmente pensamos em subir pela trilha mais popular: a Platteklip Gorge. No entanto, recebemos a recomendação de subir usando a trilha Kasteelspoort e não poderíamos ter feito melhor escolha.

A trilha Kasteelspoort se inicia na região de Camps Bay, portanto pegamos nosso carro e fomos em direção ao ponto de início de trilha onde estacionamos o carro e começamos a caminhada de umas 2h até atingir o alto da Table Mountain.

O caminho pela Kasteelspoort é bem legal pois se tem a todo momento a vista do mar, dos 12 Apóstolos, da Lion's Head e é possível até avistar a Robben Island.

Ao chegar no topo que se tem a real percepção do grande que é a Table Mountain e da quantidade de coisas que se pode ver lá em cima! Muitos ficam restritos apenas a região mais turística onde chega o bondinho mas a Table Mountain tem muito mais a oferecer!

Inicialmente chegamos onde era a antiga estação do bondinho, depois fomos andando até onde há um reservatório de água, então pegamos outra trilha para ir até Maclear's Beacon que é o ponto mais alto da Table Mountain e por fim fomos até o local mais turístico onde está a estação atual do bondinho. Falando assim parece fácil mas foi uma caminhada longa que levamos umas 2h pelo menos!

Ficamos um bom tempo lá na parte mais turística descansando e admirando a vista lá do alto e então começamos a voltar todo o caminho. Quando estávamos descendo, tivemos a oportunidade de ver o pôr do sol e terminamos os últimos 30 min de caminhada já no escuro.

Foi um dia bem longo e cansativo mas que sem dúvida valeu muito a pena! Depois tivemos força apenas de sair perto do hostel para jantar antes de dormir!
 

Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Iniciando a subida para a Table Mountain pela trilha Kasteelspoort...

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Olha essa vista da Lion's Head à direita e das praias de Clifton e Camps Bay à esquerda durante a trilha!

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Aqui perto era onde chegava antigamente o bondinho! Será que deu frio na barriga ficar aí? rs

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Aqui é possível ver o bondinho, a Lion's Head, Signal Hill e até o estádio construído para a Copa do Mundo de 2010!
 

02/12/2018 - Cidade do Cabo (Hout Bay + Chapman's Peak + Boulders Beach + Cabo da Boa Esperança) (140 km 🚗)

Mais um dia de céu azul, assim decidimos fazer o passeio até o Cabo da Boa Esperança. No entanto, se engana quem pensa que esse é o único atrativo do passeio. A lista de paradas até chegar ao destino final foi grande nesse dia!

Primeiramente saímos da Cidade do Cabo e fizemos uma parada rápida em Hout Bay, uma praia mais afastada do centro da Cidade do Cabo que é famosa também por um passeio para ver focas. Como acabamos saindo mais tarde do que prevíamos do hostel, acabamos pulando esse passeio.

Depois seguimos com nosso carro para a famosa estrada Chapman's Peak. É necessário pagar um pedágio para entrar nessa estrada cênica mas vale muito a pena pois é um caminho que renderá paisagens espetaculares e ainda possui alguns mirantes no trajeto.

No fim da Chapman's Peak chegamos na praia de Noordhoek onde fizemos uma outra parada rápida em um mirante para vê-la e então seguimos caminho passando ainda pelo bonito centrinho de Simon's Town antes de paramos na nossa próxima atração: Boulders Beach.

Boulders Beach é uma praia linda que a primeira vista até parece que você se transportou para o Caribe. Mas o vento e a temperatura da água te faz lembrar que na verdade você está mesmo no extremo sul do continente africano! É tão bonito e frio que os pinguins decidiram fazer Boulders Beach sua casa.

Lá tivemos que pagar para entrar para acessar a praia e poder ver os pinguins de pertinho! Ficamos lá um bom tempo e depois seguimos caminho até o Cabo da Boa Esperança. Para entrar também é necessário pagar e lá soubemos que tínhamos um horário limite de visitação (que era bem mais cedo do que imaginávamos!) assim tivemos que nos apressar para visitar primeiro a região de Cape Point e depois pegamos o carro e fomos visitar a famosa placa do Cabo da Boa Esperança.

Depois de visitar os principais pontos, pegamos o carro e voltamos para a Cidade do Cabo. Chegamos a cogitar passar na praia de Muizenberg para ver as famosas casinhas coloridas na praia mas acabamos descartando essa parada e fomos direto para o hostel.


Pedágio Chapman's Peak: 50 rand
Entrada em Boulders Beach: 150 rand
Entrada no Cabo da Boa Esperança: 300 rand
Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Primeira parada do dia: Praia de Hout Bay!

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Vista das montanhas e de Hout Bay no caminho para o Cabo da Boa Esperança...

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Visual show pelo caminho na estrada Chapman's Peak...

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Caribe? Não, é Boulders Beach!

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Pinguins invadindo a praia de Boulders igual paulistas em Santos durante feriado! 😂

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Cape Point: como não lembrar das aulas sobre navegação portuguesa às Índias estando aqui?

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A clássica foto na placa do Cabo da Boa Esperança!
 

03/12/2018 - Cidade do Cabo (Waterfront e Lion's Head)

Esse dia ficamos mais tempo na cama e acabamos saindo mais tarde devido ao ritmo intenso dos últimos dias e também porque a manhã iniciou chuvosa.

Saímos do hostel e fomos encontrar nossos amigos no Victoria & Albert Waterfront. O V&A Waterfront é uma espécie de marina da Cidade do Cabo que possui também shopping, comércio de rua, lugares para comer e beber etc. É um ótimo lugar pra relaxar e ficar de boa.

Decidimos ficar lá um tempo no V&A Food Market comendo, bebendo e jogando conversa fora e depois demos uma caminhada pela área e quando era por volta das 15h/16h pegamos o carro e decidimos ir para o ponto onde inicia a caminhada para a Lion's Head.

A subida para a Lion's Head leva em torno de 1 hora e não possui grandes dificuldades com exceção de um ponto quase no final. Nós fomos no fim da tarde para lá porque todos recomendavam ir para ver o pôr do sol, mas eu gostei tanto do lugar que teria até ido antes para ficar mais tempo.

Chegando ao alto da Lion's Head é possível ter uma visão 360º da Cidade do Cabo, com destaque para a vista da cadeia de montanhas da Table Mountain que fica ainda mais linda vista de cima.

Ficamos até o pôr do sol e depois começamos a descida ainda com luz natural, precisando ligar a lanterna do celular quando já estávamos quase chegando no carro. Depois apenas voltamos pro hostel e saímos para jantar pela redondeza antes de dormir.
 

Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Table Mountain vista desde V&A Waterfront

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No meio da subida a Lion's Head é possível ver os 12 Apóstolos e a praia de Camps Bay 

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Table Mountain é destaque na paisagem que se vê no alto da Lion's Head!

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Do alto da Lion's Head se pode ver o bairro de Sea Point à esquerda e a Signal Hill à direita
 

04/12/2018 - Cidade do Cabo (Rota dos Vinhos - Stellenbosch e Franschhoek) (200 km 🚗)

Esse dia combinamos juntos com o casal de amigos irmos para a região dos vinhedos que fica próximo a Cidade do Cabo.

Para quem tem interesse nesse tipo de passeio, existem várias opções:

  • Constantia: um bairro/distrito da Cidade do Cabo que existem algumas vinícolas. É o melhor lugar para quem quer ter um contato com vinhos sem ir para muito longe.
  • Stellenbosch: cidade histórica e universitária, ou seja, tem muito mais a oferecer além dos vinhos.
  • Franschhoek: cidade mais afastada mas compensa a distância pelo fato de ser uma cidade menor e com um cenário mais bonito
  • Paarl: cidade maior e menos atrativa segundo relatos que li.

Como havia várias opções, decidimos ir para a cidade de Stellenbosch e lá decidir o que fazer depois.

Chegando em Stellenbosch, passamos num centro de informação turística e pedimos sugestões de vinícolas para visitar.

Nossa primeira parada foi numa pequena vinícola familiar chamada Remhoogte. Lá fizemos a degustação tradicional que contava com 6 tipos de vinhos (quer dizer, meus 3 amigos fizeram a degustação de vinho e eu fiquei numa degustação de cerveja artesanal já que não curto vinhos).

Nossa segunda parada foi numa vinícola um pouco maior chamada Warwick. Lá também fizemos uma degustação padrão que contava com outros 6 tipos de vinhos.

De lá partimos para nossa terceira vinícola chamada Anura. Como já havíamos bebido bastante, resolvemos mudar nosso roteiro gastronômico e trocamos a degustação de vinhos por um almoço no terraço da vinícola.

Por fim, fomos na maior das vinícolas do nosso roteiro: a Tokara. Além dos vinhos, na Tokara também tem degustação de azeite de oliva, então parti para essa opção enquanto meus amigos seguiam com os vinhos!

De lá pegamos nosso carro e seguimos em direção a cidade de Franschhoek apenas para conhecer o lugar já que chegamos tarde por lá e não tinha mais nenhuma vinícola aberta para visitação após às 17h00. Pelo menos foi legal passar pela região pois a vista com as montanhas ao redor é bem bonita.

De lá seguimos em direção a Cidade do Cabo onde chegamos quando já estava quase se pondo o sol.

A título de curiosidade, vale ressaltar que encontramos a venda no free shop do aeroporto da Cidade do Cabo os vinhos de todas as vinícolas que visitamos.
 

Wine Tasting Remhoogte: 60 rand
Wine Tasting Warwick: 50 rand
Olive Oil Tasting Tokara: 50 rand
Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Nada mal fazer uma degustação de vinhos/cerveja na Remhoogte com esse cenário...

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A vínicola Warwick tem até um lago e gramado para relaxar enquanto se degusta...

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A vista que tivemos durante o almoço na Anura...

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A Tokara foi a maior e mais estruturada das vinícolas que visitamos!

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Paisagem em Franschhoek enquanto voltávamos para a Cidade do Cabo...
 

05/12/2018 - Cidade do Cabo (Kirstenbosch + Camp's Bay) > Joanesburgo (1400 km ✈️) 

Nosso último dia começou visitando o jardim botânico de Kirstenbosch. É necessário pagar para entrar nesse lugar mas vale muito a pena pois as paisagens com jardins, flores, montanhas é muito legal. Lá também tem umas passarelas nas quais se pode caminhar e ter uma visão do alto que é bem interessante também!

Depois voltamos para a Cidade do Cabo e fomos no bairro de Sea Point almoçar no MOJO Market. Ficamos um tempo lá comendo e bebendo e depois pegamos o carro e partimos para a praia de Camps Bay onde apenas demos uma caminhada pelo calcadão e pela areia da praia antes de ir embora.

Passamos no hostel onde peguei minhas coisas e o Fabiano me levou até o aeroporto onde devolvemos o carro e nos despedimos já que ele ainda ficaria mais uma noite na Cidade do Cabo enquanto eu tive que pegar o voo para Joanesburgo que saiu às 19h50.

Meu voo foi comprado pela low cost Kulula mas uns dias antes recebi um e-mail informando que eu havia ganhado um upgrade grátis para um voo da British Airways, assim troquei meu voo para o da BA. O voo levou quase 2h até a cidade de Joanesburgo onde peguei o transfer que havia contratado previamente com o hostel.

Cheguei no hostel bem tarde (por volta das 23h) e tive ainda a sorte de receber também um upgrade lá e ficar num quarto privativo com banheiro que foi ótimo já que havia chegado tarde!

Entrada no Jardim Botânico Kirstenbosch: 75 rand
Voo Kulula (upgrade para British Airways): 790 rand
Transfer do aeroporto ao hostel: 130 rand
Hostel Backpackers Connection (
quarto compartilhado com 6 camas): 180 rand

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Jardim Botânico Kirstenbosch - flores e montanhas por todos os lados!

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Jardim Botânico Kirstenbosch - flores e montanhas por todos os lados!

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O dia tava lindo mas ninguém se arriscou a entrar no mar gelado na praia de Camps Bays...

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Vista da Lion's Head desde a praia de Camps Bay

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Os 12 Apóstolos vistos desde a praia de Camps Bay
 

06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo

Essa noite em Joanesburgo serviu apenas para dormir já que meu voo de volta ao Brasil seria às 11:20. Assim que acordei por volta das 8 horas da manhã e quando fui ver meu celular, notei que a LATAM havia me enviado um e-mail informando que o voo atrasaria 2 horas e que por isso eu teria direito inclusive a alterar sem custo a data do meu retorno ao Brasil! Uma pena que não soube disso uns dias antes pois assim me organizaria melhor para pelo menos passar o fim de semana na África do Sul antes de voltar.

Sendo assim, o pessoal do próprio hostel reservou um transfer para mim e fui junto com mais 2 brasileiras para o aeroporto onde fiquei passando o tempo no free shop antes de pegar o voo de volta ao Brasil.
 

Transfer do hostel ao aeroporto: 100 rand

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Fala Marcio,

Não sei se vc perguntou sobre segurança quanto a ser perigoso por causa de assaltos/roubos ou quanto a dificuldades na trilha...

Na Lion's Head, sempre tem gente subindo/descendo a trilha a todo momento, é uma trilha bem conhecida então eu me senti bem seguro lá (sem contar que estava com mais um amigo junto). Quanto a dificuldade técnica, só na parte final que tem um trecho mais difícil que tem que subir uma escadinha na rocha mas que não é nada de outro mundo... todo mundo sobe sem problemas! Apenas recomendo levar lanterna (ou o celular com bastante bateria) para usá-lo quando estiver subindo (se for ver o nascer do sol) ou ao voltar (se for para o pôr do sol)

Na Table Mountain, depende muito da trilha que você for fazer. A Kasteelspoort que foi a trilha que fiz é mais vazia, então poucas pessoas andam por lá. Mas de toda forma, não me senti inseguro em momento algum por lá! Quanto a subida, é uma trilha bem mais exigente fisicamente já que são umas 2h para subir e você ainda vai precisar de pelo menos 1h para chegar ao ponto tradicional da Table Mountain (e lembrar que depois tem que voltar!).

Abraços!

 

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    • Por felipenedo
      Fala Viageiros!
       
      Vou contar um pouco dessa deliciosa viagem para o Sul da Bahia no início do ano.
       
      Mas antes, quem puder, segue lá a página no Instagram: @profissaoviageiro
      No YouTube também: Profissão Viageiro
      Em breve vou postar vídeos de todas as viagens!
       
      Para mais detalhes e fotos, acessem o blog: www.profissaoviageiro.com
       
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      Dia 2
       
      Era o dia do mergulho em Abrolhos.
      Já havia deixado tudo organizado com antecedência com a operadora de mergulho que escolhi. Lá em Caravelas existem algumas que fazem o passeio.
      O que acontece é que algumas não fazem o bate e volta no mesmo dia, e isso já limita um pouco a oferta. Outro detalhe é que não é todo dia que existem saídas para o bate e volta. Sendo assim, é importante para quem tem o tempo contado, fazer a reserva primeiro antes de organizar o roteiro, porque nem sempre vai encontrar saída no dia escolhido.
      Para dormir embarcado lá em Abrolhos, existem opções de 2, 3, 4 dias. Até mais caso alguém queira é possível encontrar.
      Quando fui da primeira vez para lá, fiz o de 2 dias. Dessa vez foi no bate e volta mesmo.
      Bom, para chegar lá no horário, tive que acordar absurdamente cedo. A estrada estava linda com a névoa no meio dos coqueiros e o sol nascendo ao fundo... Lindo!!! Mas não tem nem acostamento na estrada, então não quis arriscar parar o carro no canto da estrada. O pessoal lá não é muto bom de volante e o horário ainda sugere gente com sono dirigindo!
      Me encontrei com o pessoal da agência no píer de Caravelas e lá descobri que a menina que tinha feito minha reserva não tinha anotado que eu iria fazer o mergulho...... Inacreditável...
      A sorte é que deu tempo do pessoal da agência ir buscar o equipamento par mim e no fim eu consegui fazer o mergulho, mas fiquei bem puto na hora.
      É um longo caminho até Abrolhos... Nessa lancha que é considerada rápida, foram 3 horas.
      Durante o trajeto não tem muito o que ver, especialmente em época que não é das baleias visitarem a região, mas quando chega lá, vale todo o cansaço!
      A água do mar é maravilhosa! Todo o arquipélago é muito bonito! Um lugar especial!!!


       
      A maioria das pessoas do barco não iria mergulhar, então logo que parou o pessoal já partiu para um snorkel perto de uma das ilhas, e eu me juntei a eles enquanto não chegava a hora do meu mergulho.
      Estava cheio de tartarugas nesse lugar. Muito lindo!

       
      Depois fui chamado de volta ao barco para me arrumar para o mergulho. Diferente de muitos outros lugares, eles faziam apenas 1 cilindro o pacote. Mas beleza...
      A parte ruim foi na hora que pulei na água... Minha câmera fotográfica travou e não funcionou o mergulho inteiro... Bem decepcionante!
      Mas o mergulho foi lindo. Foi um mergulho raso, mas cheio de vida em uma água maravilhosa!
      De volta ao barco o almoço estava pronto. Estava boa a comida.
      Fomos então para perto de outra ilha onde um casal iria mergulhar novamente e enquanto isso fui fazer um snorkel. Mais uma vez muito bonito o lugar.

       
      Depois o barco partiu lentamente passando pelas demais ilhas e aproveitei para tirar umas fotos.

       
      Essas cabras que são algo muito louco lá!

       
      Normalmente se pode descer em uma das ilhas para passear e ver as aves bem de pertinho, mas dessa vez por conta da pandemia a descida estava proibida.
      Como tudo para empresas estatais é motivo para fechar, não trabalhar e não pensar, essa pandemia está ajudando muito nessas metas de empresas públicas. Então estava proibida a descida em uma ilha inabitada!
      Bra zil zil zil!
       
      E foi isso. Depois de algumas horas muito bem aproveitadas iniciamos nossa volta. Mais 3 horas até o píer de Caravelas.

       
      Então seguimos para Prado, onde passamos os próximos dias.
       
       
      Dia 3
       
      Esse dia ficamos em Prado mesmo e pegamos praia na Praia Novo Prado.
      A praia tem estrutura de restaurantes e uma longa faixa de areia. Passamos uma tarde bem gostosa lá.

       
      A praia estava bem tranquila e fizemos até umas fotos mais bacanas por lá!

       
      De noite fomos para o point de Prado, o Beco das Garrafas!

       
      Andamos por lá e escolhemos um restaurante bacana para jantar.

       
      E fomos pras cabeças! Pedimos um Camarão na Moranga para 4 pessoas!
      A Tati come muito pouco, então minha missão era comer por 3 pessoas e meia! Hahahaha!!!!!
      A missão foi árdua! Eu comi em um nível digno de programa de TV – Man X Food, versão Prado!
      Bom, fiz o que podia, mas ainda sobrou um restinho. Sobrou bem pouco, mas foi realmente muita comida!
      Eu tenho um bom histórico de suor de carne, mas hoje foi dia de suor de camarão!!!! Cheguei de volta à pousada molhado de suor e sem conseguir me mexer direito!!!

       
      E foi isso, preciso me recuperar dessa orgia!
       
       
      Dia 4
       
      Esse dia era da visita ao Parque Nacional do Descobrimento, que fica em Prado.
      Lá a visita é guiada e eu fiz a reserva com alguma antecedência com o pessoal. Foi bem tranquilo.
      O parque estava deserto. Nós éramos os únicos visitantes do dia. Tudo bem que era época de pandemia e isso obviamente diminuiu muito as visitas, mas mesmo assim, o parque é muito pouco visitado em tempos normais. Não dá para entender...
      Fora do Brasil, qualquer pracinha arrumadinha ganha divulgação e recebe um monte de visitantes. Aqui, esses locais são esquecidos, mesmo sendo tão bacanas.
      O parque não tem uma estrutura boa, consequência óbvia de qualquer administração pública nesse país. Nem banheiro para visitantes tem. Tivemos que usar o banheiro dos funcionários.
      Já as pessoas foram ótimas! Desde a reserva da data até depois da visita que ainda tive contato com eles. Todos muito simpáticos e prontos para nos ajudar.
      Nosso guia foi o Márcio e adoramos ele! Foi muito legal ter feito o passeio com ele!

      Fomos com meu carro parando nas atrações do parque.
      Primeiro paramos na linda Gameleira e ficamos lá um tempo contemplando aquela linda obra da natureza!

       
      Depois paramos na torre de observação de incêndios do parque, onde um elevador (que está quebrado) leva o pessoal da brigada de incêndio para um observatório bem alto onde se tem uma ótima visão do parque e de eventuais focos de incêndio.

       
      De lá fomos para um mirante e ficamos curtindo um pouco aquele verde sem fim!

       
      Em seguida fomos para o lago que fica logo abaixo do mirante. O lugar é bonito e ficamos um tempinho por lá, aproveitando para tomar um lanche.
      A partir de lá saí para andar um pouco pelo parque e tirar umas fotos.

       
      Saímos para mais um trecho de carro onde também aproveitamos para descer um pouco e caminhar pela região.
      Depois voltamos para o lago e ficamos por lá.
      Voltamos então para a entrada do parque para a última trilha do passeio, a Trilha do Macaco.
      No final ainda batemos um papo com o Marcio sobre o parque e ele nos contou a história dele como guia. Eu vou postar isso lá no meu YouTube em breve!
      Eu ainda fiquei ali na região da entrada do parque tirando umas fotos de aves antes de ir embora. Até que rendeu algumas fotos!
      E foi isso, fomos embora com a vontade de voltar em breve para explorar mais esse lindo parque!
       
      Praia de Guaratiba – Prado
       
      Como ainda tínhamos algumas horas de sol, fomos para a Praia de Guaratiba, no sul de Prado.
      A praia é bonita e bem grande!
      Eu cheguei pela entrada principal, que não fica dentro dos condomínios de lá, que são predominantes por ali.
      Paramos no restaurante/barraca logo na entrada da praia para pedir algo para comer. O lugar já estava perto da hora de fechar e o cara era muito chucro. Eu quase tive que pedir desculpar por querer gastar meu dinheiro com ele! Inacreditável!
      Aí como não tinha muita opção, fomos procurar outro lugar e recebemos a indicação que dentro dos condomínios havia restaurantes abertos na beira da praia.
      Encontramos um lugar bem bonito e apesar do horário conseguimos comer e fomos bem atendidos.
      De bônus estava rolando um Rock N’ Roll dos bons no som! Eu não gosto de música na praia, mas um bom Rock não tem como reclamar!
      O peixinho estava ótimo!
      Depois de comer fomos tirar umas fotos porque a luz já estava ficando ótima!

       
      E assim encerramos o dia.

       
      De noite voltamos para o centrinho para jantar e passear um pouco.
      Não foi das melhores experiências porque paramos em um barzinho fora do Beco das Garrafas, bem na praça principal da cidade.
      A galera da cidade leva suas caixas de som para os bares e liga elas na maior das alturas, independente se outras caixas já estão ligadas e os carros na frente já estejam com seus porta-malas abertos com som no último volume.
      Quando percebi, estava no meio de um inferno auditivo e então pedi para o pessoal do bar embalar para viagem minhas coisas e fui embora o mais rápido possível.
      Comi no hotel e já logo capotei!
       
       
      Dia 5
       
      Era o dia de sair de Prado e conhecer a Ponta do Corumbau. Fiquei um tempo ainda passeando ali na região da pousada para tirar umas fotos antes de partir.

       
      Fui então em direção à Ponta do Corumbau. Lá iria encontrar um casal de amigos que vieram de Caraíva para nos encontrar.

       
      A ponta do Corumbau tem uma boa estrutura de restaurantes, pousadas e um grande resort. É uma praia muito bonita, porém mais movimentada.
      Mas andando um pouquinho para longe da muvuquinha ao redor dos restaurantes, a praia já fica deserta e se pode curtir toda essa beleza bem tranquilo!

       
      Ficamos curtindo o dia inteiro por lá, um lugar muito lindo!

       
      A Gio e o Ross tinham hora para ir embora, pois tinham que pegar um buggy de volta para Caraíva. Acabei acompanhando-os até a saída do buggy.
      Depois voltei andando por dentro, na entrada da reserva indígena que tem ali.
      Já estava escurecendo e resolvi jantar antes de seguir para a próxima base, que seria em Cumuruxatiba, ainda no município de Prado.
      Que sorte que fiquei por lá, porque pude presenciar um pôr do sol de tirar o fôlego!!

       
      Depois do espetáculo da natureza chegou a janta. Estava tudo ótimo!
      Então parti para Cumuru porque esse dia já estava terminando!
       
       
      Dia 6
       
      Acordei e fui conhecer a minha pousada, que era bem legal.
      Depois parti para o café da manhã e fui conversar com o dono da pousada para ver com ele algumas dicas de praias da região.
      Nesse dia escolhemos a praia Japara Mirim. Era uma praia ao sul do centro de Cumuru que parecia bem bonita!
      Chegando lá a previsão se confirmou, era uma praia linda e estava praticamente deserta!

       
      A praia possui lindas falésias e um mar lindo!
      Curtimos a tranquilidade da praia o dia inteiro!!!
      Em certo momento uma linda cachorrinha veio para perto de nós. E a partir desse momento ela não desgrudou mais da gente. Nós a chamamos de Mãezinha!
      Ela era tão magricela e tinha acabado de ter filhotes. Ficamos com muito dó.
      Começamos a dar nossa comida para ela. Pobrezinha, estava morrendo de fome.

       
       
      Bom, ela passou o dia inteiro co m a gente e nós demos absolutamente toda a comida que tínhamos levado para ela.
      Fomos caminhando até a praia vizinha, a Japara Grande. Lá existe um restaurante e é bem mais movimentado. Lá a vantagem é que o rio é bem bonito na chegada à praia!

       
      Voltamos para Japara Mirim para aproveitar o restinho do dia e fazer mais carinho na Mãezinha, que fez todo o passeio conosco.

       
      Só que na hora de ir embora foi muito triste. ☹
      A Mãezinha percebeu a movimentação e já foi nos acompanhando nos olhando, muito ansiosa.
      Assim que entramos ela saiu na frente pela estrada de saída da praia.
      Talvez o que passe pela cabeça dela é que se dessa vez ela correr muito mesmo, ela vai finalmente conseguir ficar perto de alguém que tratou ela bem, mesmo que por tão pouco tempo.......
      Quando conseguimos ultrapassar ela na estradinha ela saiu correndo em disparada atrás do carro e aquela cena de abandono olhando pelo retrovisor foi uma cena terrivelmente triste.
      Aí eu comecei a pensar, quantas vezes essa pobrezinha já passou por isso? Quantas vezes ela "foi abandonada" e saiu correndo atrás de alguém que ela só queria dar amor???
      E é isso que eu não consigo entender... Como que as pessoas por aí conseguem abandonar um cachorro que já foi parte da família?????? Como alguém consegue se olhar no espelho depois de ter visto seu cachorrinho ficando para trás pelo retrovisor???????
      Uma pessoa dessas não tem mais nada por dentro, sério....
       
      Eu estou viajando de férias, muito longe de casa e dependendo de hospedagens e transportes que não permitem animais. Naquele momento nós não poderíamos fazer muito. E infelizmente não tem como sair pegando todo cachorrinho e gatinho abandonado que encontramos nessas viagens, especialmente passando por regiões mais pobres que não existe nenhum controle para que esses vira-latihas não se reproduzam e só aumentem o problema. São muitos!
      Bom, o que me restou foi passar em uma loja de rações e comprar um monte de ração para levar lá nos dias seguintes, mesmo que fora da minha rota, para tentar dar um mínimo de comida para essa pobrezinha, que mesmo nessa condição tão ruim e sendo enxotada por outras pessoas só por chegar perto, só tinha amor e carinho para oferecer.
      Queria poder fazer mais.
      Foi triste demais.

      De noite pegamos um açaí e ficamos no hotel. Estávamos bem cansados.

       
       
      Dia 7
       
      Era o dia de conhecer a Barra do Cahy e eu estava com ótimas expectativas para esse dia!
      Antes paramos para conhecer a praia central de Cumuruxatiba, a Praia do Píer.
      A praia era linda e com estrutura de restaurantes e pousadas. Essa praia era mais movimentada que outras que fui.

       
      Depois partimos para a Barra do Cahy, que não fica muito longe de Cumuru.
      Lá existe um estacionamento pago para deixar o carro.
      Logo na entrada já se chega pelo restaurante que tem na praia. A maioria das pessoas ficam perto do restaurante e acabam usando a sua estrutura. Os preços são bem salgados por lá!

      Como nós tínhamos nossas bebidas e comidas, fomos andando pela praia e encontramos um coqueiro bacana para nos dar sombra em uma parte bem bonita da praia. Montamos nosso acampamento por lá.
      E aqui estamos acomodados onde tudo começou para nosso Brasil!
      Apesar de por muito tempo a praia Coroa Vermelha em Porto seguro ser considerada a primeira praia do Brasil, hoje se sabe por estudos de pesquisadores que o primeiro local de desembarque dos portugueses foi na Barra do Cahy, aqui no município de Prado.
      A praia é muito tranquila sem dúvida uma das mais bonitas do Sul da Bahia. Não deve estar tão diferente da “Ilha de Santa Cruz” que foi avistada pelos portugueses mais de 500 anos atrás. Torço muito para que continue assim!
      Preservar lugares como esse é tão importante!
      Um pouquinho mais para frente, encontramos a Cruz e placa em homenagem ao reconhecimento da Barra do Cahy como a primeira praia do Brasil.

      A Terra de Vera Cruz!
       
      “Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças — ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos. Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro.
      XXX
      Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.” - Pero Vaz de Caminha
       
      Bom, depois de passar um dia tão agradável e com tanta história, fomos para a foz do Rio Cahy, um pouco mais para frente ainda.
      A beleza do lugar é de tirar o fôlego!

      Ainda entrei no rio para nadar um pouco e curtir aquele lugar. O mar ali é meio agitado, então o lado do rio é a melhor escolha para relaxar.

      Antes do fim do dia a praia já estava deserta e curtimos o pôr do sol sozinhos!
      Conseguimos até fazer umas fotos ao estilo largados e pelados!!! 
      Já no caminho de volta ainda tive que parar para apreciar mais um pouco o lugar.
       
      Na estrada da volta presenciamos uma cena dessas inusitadas... Eu que já não dirijo muito devagar, vou vendo um cara no retrovisor chegando rápido perto de mim. Naquela estrada de terra, a velocidade do cara não era muito segura, ainda mais com uma pick up dessas pequenas com a caçamba carregada, inclusive com uma antena parabólica nela. Na hora que ele foi me ultrapassar tinha uma lombada na pista e foi bem a hora que ele acelerou mais... Meu, o cara voou com aquela pick up e metade das coisas que ele tinha na caçamba saíram voando pela estrada para todos os lados!!! 
      Foi muito engraçado! Cena de filme de comédia! O pior é que o cara era local. Ele conhecia a estrada.
      Provavelmente estava meio bêbado, igual a maioria da galera lá que está dirigindo ou andando de bike de noite. As leis lá não são iguais as daqui, e isso a gente percebe rápido!!!
      De noite depois de um belo banho, fui para o centrinho de Cumuruxatiba para jantar.
      Apesar das opções mais sofisticadas de lá, nesse dia acabei pegando um lugar mais voltado para os locais! Bem gostosa a comida!
      Ainda fui buscar a ração no carro para alimentar os cachorrinhos famintos que andavam por lá!

      Ainda deu tempo de um pudim no famoso Uh Tererê de Cumuru!

       
       
      Dia 8
       
      Infelizmente já era hora de deixar Cumuruxatiba. Realmente adoramos Cumuru! Saímos já fazendo planos de quando voltaríamos!
      Tomei café da manhã, dei uma última voltinha e parti!
      Antes de cair na estrada, tive a experiência de usar um “posto de gasolina” local. 
      Esse era em uma mecânica. A gasolina vem em garrafas pet de 2 litros. Sensacional!!!
      Não vou negar que para alguém que mora em São Paulo como eu moro, isso não seja um pouco impressionante... Abastecer o carro com garrafas pet e um funil no meio da cidade na porta de uma loja que armazena essa gasolina sei lá em que condições e por quanto tempo... É bem bizzaro! Um belo choque de realidade desse nosso Brasil.
      O outro Brasil não consegue nem aprovar lei que libera o sistema de self service em postos oficiais e fiscalizados, igual é nos EUA...
      Bom, vencida essa etapa, parti para Caraíva.
      No caminho tive que parar para fotografar essa obra de arte!

       
      Quando cheguei em Caraíva, fiquei assustado como aquele lugar mudou. Gente para todos os lados, estacionamento lotado, ônibus de excursão... Minha nossa!
      Aí parei o carro, deixei algumas coisas que não iria usar dentro do carro e fui para a travessia. Existe uma casinha que cobra um ticket ecológico para entrar, mas não é obrigatório. Eu acabei pagando, mas não precisava.
      Só tem que pagar a travessia para o pessoal já dentro do píer.
      Quando chega do outro lado, o pessoal vem oferecer de levar as malas e as pessoas de charrete.
      Eu sou absolutamente contra o uso de charrete. Tudo que escraviza um animal, eu sou contra. Decidi não pegar e levar eu mesmo. Foi uma decisão complicada... Minha pousada era meio longe e andar naquela terra fofa com a mala na cabeça foi muito complicado... Muito mesmo!
      Para quem não sabe, Caraíva é uma vila de pescador que virou point. Pousadas para todos os lados. A vila não tem asfalto, é uma terra fofa por toda a vila que as pernas ficam queimando se andar muito por lá.
      Praticamente não existem carro na vila. O que tem além das charretes são os buggys que o pessoal usa como taxi, mas eles não ficam rodando por lá, então é bem difícil de pegar um se não for lá no centrinho.
      Nesse dia acabei indo na praia lá em Caraíva mesmo. A praia lá é bonita, mas existem outras mais bonitas na região.

       
       
      Pegamos um pôr do sol incrível por lá!

      Saí já de noite da praia e acabei parando em um restaurante bem movimentado no centrinho, na beira do rio.
      Aí foi uma cervejinha e um delicioso pastel de arraia que animou minha noite.
      Daí foi só caminhar até a pousada e dormir
       
       
      Dia 9
       
      Dia de visitar a Praia do Espelho.
      Tomei um café em um lugar bem na frente da pousada. Depois parti para a travessia do rio para ir buscar o carro.
      Não é muito longe o caminho até a Praia do Espelho. O estacionamento lá é pago.
      Um amigo meu estava hospedado lá no Espelho e fui encontrá-lo assim que cheguei.
      Essa é outra praia que está tão diferente desde a última vez que vim. Cheia de gente para todos os lados.

       
      Depois de um tempo ali na muvuquinha eu acabei indo para o outro lado da praia, cruzando o rio.
      Essa parte da praia eu gostei muito mais. É uma parte quase deserta. No mar um monte de tartarugas marinhas!
      Foi bem mais bacana ficar desse lado e aproveitei para fazer umas fotos da Tati por lá.

       
      Mais para o final do dia a praia já estava bem mais tranquila e fui caminhar pela praia.

       
      E assim o dia foi acabando.

       
      Na hora de ir embora ainda paramos no mirante e também na vendinha que fica no estacionamento. Aí mandamos um creme de Açaí com Cupuaçu. Uma delícia!
      Já em Caraíva fomos jantar mas estava tudo tão absurdamente caro que resolvemos mandar só um lanche e ir dormir.
      O problema é que nessa noite teve uma festa em uma praia que para se chegar tinha que passar na frente da minha pousada. A pousada não tem absolutamente nenhum isolamento acústico e a noite inteira ficou passando gente falando alto e buggys barulhentos que pareciam estar dentro do quarto. Foi difícil de dormir essa noite.
       
       
      Dia 10
       
      Já era o dia de ir embora de Caraíva, mas ainda deu tempo de visitar a Prainha. A Prainha é uma praia de rio bem bonita no lado oposto do centrinho.
      Peguei um buggy para chegar lá, pois era uma caminhada razoável.

       
      Chegando lá foi uma grata surpresa. A Prainha é linda! E não tinha quase ninguém lá esse dia. Estava maravilhoso!

       
      Aí enquanto eu estava fotografando uns pássaros, aconteceu uma coisa bem chata. Acabei fazendo um resgate de um filhote de passarinho.
      Teve uma  festa na noite anterior aqui na prainha e tinha muito saco de lixo com as coisas da noite anterior espelhadas por aqui. Eu estava passando e achei bem estranho uns barulhos de passarinho vindo de um monte de saco de lixo. Acabei parando para investigar, mas eu achei que era algum pássaro tentando comer restos que estariam em volta dos sacos. Procurei um monte e não achei nada. Foi quando percebi que o barulho vinha de dentro do saco!
      Acabei vendo uma pequena movimentação dentro do saco e chamei a Tati para me ajudar e filmar tudo.
      Tinha muita garrafa em cima dele, qualquer coisa poderia fazer as garrafas mexerem e esmagarem o pobrezinho. Ainda bem que a coleta de lixo não tinha chegado ainda.
      Eu realmente não faço ideia de como ele foi parar dentro do saco de lixo. Ele era muito bebezinho ainda.
      Os pais estavam por perto respondendo aos chamados, mas sem poder fazer nada.
      Então depois que eu o tirei de lá, fiquei procurando algum lugar seguro para deixá-lo. Não encontrei nada muito bom, então fizemos um “ninho” com uma toalha velha que achamos por lá e colocamos ele dentro.
       

      Os pais já correram levar comida para ele, que estava morrendo de fome!
      Ele até que ficou uns minutos por lá, mas logo já pulou e foi para o mato. Subiu em um galho e por lá ficou.
      Ele é um Papa Capim de Costas Cinzas - Sporophila ardesiaca.
      Não tinha muito mais o que fazer, mas ele aparentemente estava bem. Acho que ele era muito novo para estar fora do ninho e não é fácil sobreviver assim tão pequeno solto na natureza, mas ele estava lá e os pais estavam por perto levando comida... Sei lá. Ele já conseguia se empoleirar bem e eu acho que só podia torcer para o melhor.
      Fiquei feliz de estar atento e poder ajudar esse nenenzinho! Espero que ele tenha ficado bem!

       
      Aí infelizmente chegou a hora de voltar para poder seguir viagem. Como não tinha como chamar um buggy, fui andando até a pousada. O problema foi que a areia estava pegando fogo naquela hora. Mesmo com o chinelo foi um sofrimento até chegar na pousada, pois a areia é fofa e o pé afundava até a metade.
      Aí na hora de ir para o centro para pegar o barquinho para a travessia, não resisti e chamei uma charrete para nos ajudar. Eu não tinha condições nenhuma de carregar aquela mala na volta. Mas para não sobrecarregar o cavalinho, eu fui andando do lado. O importante era aquela mala chegar lá!
      A ideia nesse dia era conhecer a Praia do Sahy. Como já era meio tarde, parei em um lugar para almoçar e pensar no que fazer no dia.
      Acabei parando em uma pousada que servia comida que o dono era um cara bem bacana!
      Comemos bem, curtimos um som, e o cara nos levou para ver a vista de Caraíva lá do fundo do terreno dele.

       
      Ele nos aconselhou a não ir para a praia nesse dia, porque a maré já estava cheia. Ele ainda nos arrumou de nos levar de carro para a praia no dia seguinte. A opção que 90% das pessoas fazem é ir caminhando desde Caraíva. Ir de carro era show!
      Então segui para Trancoso que era o próximo destino e fiquei de acordar bem cedo no dia seguinte e voltar até lá para ir nessa praia tão bem falada.
      Já em Trancoso, fui para o Quadrado dar uma volta e jantar. O Quadrado de Trancoso é uma grande praça no centro que está cheia de lojas e restaurantes sofisticados.

      Na hora de dormir dei azar de novo. O quarto da pousadinha não tinha nem vidro na janela. A casa do lado foi alugada por um monte de adolescentes que ficaram fazendo festa até altas horas. Que desgraça!
       
       
      Dia 11
       
      Depois dessa noite mal dormida cai da cama cedinho e segui para Caraíva. No horário cheguei lá e partimos para a Praia do Sahy.
      Deixa eu contar como é o esquema lá...
      Como comentei, a maioria das pessoas vem andando desde Caraíva até a Praia do Sahy. Ir de carro tem uma grande dificuldade... O acesso à praia é feito por dentro de uma fazenda. Apenas as pessoas que moram dentro da fazenda podem autorizar visitantes entrarem. Então ou você conhece alguém lá, ou não consegue entrar de carro, porque seu nome tem que estar na portaria da fazenda de manhã.
      Ouvi uma história que o dono da fazenda é um doleiro desses vagabundos que toda hora aparece em noticiário criminal. Uma tristeza essa país...
      Agora vamos ao que interessa... Essa praia é sensacional!

       
      Existem 2 bares mais arrumadinhos na praia, mas eles ficam tocando música, então ficamos bem longe deles.

       
      Ficamos cada hora em um lugar da praia, aproveitando a beleza de cada canto.

       
      Também fizemos snorkel naquele mar lindíssimo!

       
      Mais para o final do dia fomos até a foz do rio e paramos em uma barraquinha para comprar uma cerveja.
      Nessa parte perto do rio, fica uma argila branca que a mulherada passa para hidratar a pele e fazer uma graça para as fotos. A Tati deu uma geral com a argila!!!! 

       
      O pior é que a pele fica muito macia mesmo! Impressionante!
      Bom, como sempre, decidimos ir embora quando já estava quase escuro. Pouquíssimas pessoas na praia ainda.
      Um pequeno detalhe que não nos foi avisado, é que a pessoa da portaria só fica lá até um pouco antes das 5 da tarde. Depois vai embora e só consegue abrir a porta o pessoal que mora lá.......
      Quando descobri isso, fiquei meio desesperado... Tentamos voltar lá na praia e o pessoal das casas não queria por nada ir até a portaria com a gente...
      Um cara que iria passar a noite na praia até ofereceu de compartilhar o peixe que ele iria assar durante a noite com a gente, caso não conseguíssemos sair.
      Eu não conseguia nem sonhar em ter que passar a noite lá ao relento. Porque a galera que iria passar a noite lá tudo tinha barraca e mantimentos. A gente não tinha nem água!
      Nisso falei para a Tati ir falar com o cara da barraca que compramos a cerveja. Por sorte ele iria sair e disse que a gente poderia sair com ele.
      Minha nossa, que sorte!
      O cara demorou muito para sair, mas no final deu tudo certo!
      O pessoal lá é meio estranho, para falar o mínimo... Tinha um outro carro que depois apareceu que parecia que estava na mesma situação que eu. Precisava que alguém abrisse a porta para eles saírem. Ele estava um pouco para trás da gente.
      Só para não ajudar esse cara, eles abriram a porta rapidinho, saíram e mandaram eu sair rápido. Aí fecharam a porta correndo e o cara ficou lá... Os caras ficaram com aquela cara de missão cumprida só porque conseguiram prejudicar o outro cara. Achei bem zoado. A educação dessa galera é.... diferente.
      E foi isso nesse dia.
       
       
      Dia 12
       
      Dia de conhecer o Parque do Pau Brasil!
      Depois de mais uma noite mal dormida por causa da festinha dos adolescentes, fiz o check out e saí da pousada bem chateado. Parti para o parque com as malas no carro porque depois de lá já iria para Arraial d’Ájuda.
      O parque do Pau Brasil está sob concessão da iniciativa privada, então o esquema já é bem melhor que o Parque do Descobrimento. Uma estrutura melhor e mais organizada.

       
      O passeio foi feito no carro do parque, e por isso foi cobrado um valor extra.
      Fizemos várias trilhas dentro do parque e nos deparamos com lugares lindos.
      Vimos muitas bromélias no caminho.
      Quando uma árvore desse tamanho cai, abre um clarão na mata que é insano. Isso é um monstro que vai abrindo caminho por onde passa.

       
      E tem também essa árvore que parece árvore de desenho animado! Dá para imaginar tirando a cabeça de dentro com um bicho grudado no nariz!
      Ela é oca e dá para ver um pontinho de luz lá em cima!
       

       
      Mas a principal atração do parque é sem dúvida o Pau Brasil. Existem árvores de aproximadamente 1.500 anos nesse parque!!!!
      É realmente emocionante ver a força da natureza e estar diante de um gigante desses!

       
      Conhecemos 2 árvores que tinham aproximadamente essa idade.

       
      Uma curiosidade sobre o Pau Brasil é que as árvores crescem muito devagar. Uma árvore de 2 metros de altura já pode ter mais de 50 anos.
      Outra curiosidade é que o Pau Brasil tem espinhos apenas enquanto é “jovem”. Quando a árvore cresce, ela deixa de ter espinhos.
      Paramos depois desse encontro em um mirante.
      E partimos para a última trilha do passeio, até a cachoeira Salto do Jacuba.
      Essa trilha deu um medinho porque fizemos uma parte dela sozinho, porque o guia foi até a sede encontrar outros visitantes que haviam chegado.
      A trilha não é difícil, mas o medo de pisar em uma cobra não era pequeno. Acabamos indo bem devagar para tomar todo cuidado.
      A cachoeira fica em uma região bem bonita com umas mesas de pique nique. O rio é muito bonito com a água limpinha!
      E a cachoeira é bem legal!
      O único problema é o medo de entrar no poço dela, porque existem muitas cavernas e locais escuros que para aparecer uma cobra ali não custa nada!

       
      Eu me arrisquei um pouco ali, mas não cheguei a entrar debaixo dela.

       
      Aproveitamos para fazer umas fotos porque o lugar merecia!!!

       
      E foi isso. Voltamos para a sede, ficamos lá um pouquinho e andamos até um mirante ali perto. Depois seguimos para Arraial.
      No caminho, encontramos um restaurante bem caseiro que nos deliciamos com um belo arroz, feijão e macarrão!!
      Em Arraial ficamos em uma pousada bem bacana! Fizemos o check in e já corremos pegar uma praia em Arraial mesmo.
      Ficamos na Praia do Araçaipe e depois na Praia do Apagar-Fogo, já bem na margem do rio, de frente para Porto Seguro.
      Ali é lotado de condomínios que fecham o acesso para a praia. O acesso fica limitado aos pequenos corredores públicos que existem ali. Enquanto na rua, você vai andando na beira da praia, mas a única coisa que vê são muros altos.
      A vantagem dessas praias é que fazem parte de uma grande faixa de areia que facilita para encontrar um lugar tranquilo para montar o acampamento!

       
      As praias são bonitas e estavam limpas.

       
      Foi um passeio bacana, mas sem nada de especial. Na volta paramos no cento para nosso almojanta. Um peixinho delicioso!
      De noite fomos para o centrinho e mandamos essa extraordinária barca de açaí para encerrar o dia com estilo!

       
       
      Dia 13
       
      Pegando dicas de praias com o pessoal de lá, nos sugeriram visitar a Praia Taípe, mais para o sul, indo em direção à Trancoso.
      Seguimos essa dica e fomos então curtir nosso último dia de praia em Taípe.
      Chegando lá, ficamos um pouco decepcionados com o lugar. Tinha inclusive 2 ônibus de turismo da CVC estacionados lá. Definitivamente não era isso que estávamos procurando. Como a praia tem estrutura de restaurante, fica uma bela muvuca ali.
      O estacionamento é pago.
      Bom, andamos um pouco por ali e avistamos mais ao sul uma parte da praia que parecia bem mais bonita e tranquila, cheia de coqueiros. Decidimos então voltar para o carro e tentar a sorte naquela direção.
      A estrada não beira o mar bem de perto, então precisa procurar onde que se tem acesso às praias pelo trajeto.
      Um pouco antes de chegar em Trancoso achamos um acesso por dentro de um condomínio para a Praia do Rio da Barra.

       
      Ali a praia era muito mais bonita e tranquila. Achamos um coqueiro para chamar de nosso e já nos instalamos!

       
      Obvio que aproveitamos para mais uma sessão de fotos!

       
      Já mais para o final do dia fomos até a foz do Rio da Barra. Lindo demais ali!
      O privilégio de pegar esse pôr do sol no último dia inteiro de praia!

       
      E como sempre só saímos da praia depois que o último raio de sol se apagou.
      De noite fomos para o centrinho de Arraial para passear e jantar.
      Assim como em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda também tem a sua passarela do Álcool! E a gente não poderia deixar passar a oportunidade de beber um Capeta!!!!!

       
      Quem passou a formatura do 3º colegial em Porto Seguro sabe quantas histórias boas começam com um porre de Capeta!!!!
      E sob efeito do Capeta, fomos para a pousada!
       
       
      Dia 14
       
      Já com clima de despedida, ainda teríamos uma manhã em Arraial. Decidimos ficar curtindo a pousada para não ter que se envolver em nenhuma correria nesse dia. De tarde pegaríamos um ônibus de Porto Seguro para Ilhéus.
      Eu aproveitei que a pousada ficava em uma ária de bastante verde e saí para tirar umas fotos dos bichos. A Tati já foi direto para a piscina

       

       
      Depois eu deixei o carro para lavar, porque dava até vergonha de devolver o carro na situação que ele estava, e fui para a piscina também.

       
      Mas infelizmente chegou a hora de nos despedirmos de Arraial. ☹
      Olha que anúncio maravilhoso nesse carro que estava na balsa!

       
      Aí devolvemos o carro no aeroporto e pegamos um Uber para a rodoviária que fica do lado do aeroporto. Embarcamos no horário e fomos para Ilhéus.
      Em Ilhéus o pessoal da pousada não conseguia informar direito o endereço da pousada e perdemos um tempinho até achar o lugar. Realmente não consigo entender como que com tanto aplicativo de localização alguém tem dificuldade de informar a localização da sua pousada, mas...
      Como já era de noite, não fizemos mais muita coisa esse dia.
       
       
      Dia 15

      Tomamos café na pousada e já partimos para a praia, pois o tempo era curto. Nosso voo de volta para São Paulo era no meio da tarde.
      Pegamos praia na Praia do Milionários que era a mais próxima da pousada. Dizem que é uma das melhores praias de lá e uma das poucas com mar próprio para banho.
      Olha, foi uma decepção absurda.
      A praia estava imunda! Era difícil achar um lugar que não se deitasse em cima de algum tipo de lixo. A galera é muito porca!
      Se essa é uma das melhores praias por lá, imagino as piores... Que pena.
      Mas era isso para o momento e aproveitamos os últimos minutos de férias na Bahia por lá mesmo.

       
      E como não tinha outra saída, tivemos que fechar as coisas e voltar para casa!
      Olha, foram 2 semanas especiais que passamos lá! De verdade! A Tati não conhecia nada e eu já conhecia uma boa parte dos lugares que visitamos. Mas acho que a emoção foi a mesma que a dela. Lugares lindos, alto astral, sol, natureza exuberante e muitas fotos e histórias que se fosse escrever tudo aqui deixaria ainda mais longo o post.
      Olha, não tem uma semana que passa que não brincamos de largar tudo aqui e abrir uma pousada em Cumuruxatiba!!! 
      Quem sabe!
      E é isso viageiros, qualquer coisa que eu puder ajudar com as dúvidas de vocês desses lugares é só perguntar!
       
      Abraço!
       
      Profissão: Viageiro
      Insta: @profissaoviageiro
       

    • Por arielbrothers
      E estamos de volta pessoal! Para quem não nos conhece, eu e minha esposa recentemente aproveitamos a pandemia e a impossibilidade de viajar e lançamos um blog das nossas viagens antigas. O blog é osmochilinhas.com, mas também iremos postar na íntegra os relatos aqui. E chegou a hora de falarmos da nossa viagem para a África do Sul em 2017. Os relatos são em forma de diário e eu costumo escrever bastante hehehehe. Para quem quer só pegar as dicas, mapas e preços (embora defasados) das cidades e atrações visitadas, pode pular direto para o post de resumo. Sem mais delongas, segue o relato:
      ÁFRICA DO SUL 1º Dia - Chegando em Joanesburgo e partindo rumo à Neilspruit (14/11/2017)
       
      Começou em 2017, e nos anos posteriores, diversas promoções para a África do Sul. Desde antes da Copa do Mundo que ocorreu lá em 2010, por toda sua história, grande parte dela muito triste, era um país que entrou nos meus planos e, em 2017, aproveitamos o início das promoções para realizar esse sonho. A média das passagens estava em torno de R$1.700 ida e volta saindo de São Paulo. Como infelizmente não moramos em São Paulo e comprar o trecho até lá separado iria sair pelo mesmo preço, compramos a passagem inteira Porto Alegre - São Paulo - Joanesburgo por 2.100 reais. Mal sabíamos que alguns anos depois sairiam outras promoções com preços de até 1.200 reais ida e volta de São Paulo!
      Depois de um dia inteiro viajando, chegamos em Joanesburgo dia 14 de novembro às 9h da manhã no Aeroporto OR Tambo, um dos maiores aeroportos da África (que não é um país) e principal hub do continente, uma das diversas vezes que passaríamos por este aeroporto durante nossa viagem.
        Partindo para mais uma aventura!
      A imigração foi bem tranquila, brasileiros não precisam de visto para a África do Sul e, após algumas perguntas básicas pelo agente da imigração, depois que falei que era funcionário público nos passaram na hora com um grande sorriso: "welcome to south africa".     Welcome to South Africa!
        A fim de não perder nenhum dia no nosso corrido roteiro e também de economizar transporte do aeroporto para a cidade, visto que ele fica bem afastado do centro, já seguimos direto do aeroporto em direção ao Kruger Park, deixando pra conhecer Joanesburgo na volta de lá (e assim poupar ter que duas vezes até o aeroporto para retirar o carro alugado). O transporte intermunicipal público na África do Sul, além de não ser muito organizado em questão de horários das linhas de ônibus, não compensa em questão de valores para duas pessoas (às vezes até para uma), em comparação a alugar um carro. Alugar um carro na África do Sul é muito barato, gasolina também por lá é bastante barato, bem mais barato do que se fossemos utilizar o transporte público, além do que as rodovias na África do Sul são espetaculares, padrão de primeiro mundo e a prática de aluguel de carros é uma coisa bastante popular e utilizada por todos, principalmente estrangeiros que visitam o país.
      Já deixamos o carro reservado e pago aqui do Brasil mesmo pelo site rentalcars.com, o melhor site para aluguel de carros na África do Sul junto com o rentcars.com. E vale a pena reservar com antecedência e através do próprio site, que contempla diversas locadoras pelo mundo, tanto pelos descontos que se consegue, quanto pela praticidade.
      No aeroporto, trocamos alguns Dólares por Rands, a moeda sul-africana. Como a cotação era boa (embora cobrassem uma pequena taxa) e davam uma garantia de devolução dos Rands ao fim da viagem pela mesma cotação da compra, já trocamos o suficiente para nossas despesas até que voltássemos para Joanesburgo (no fim sobrou até chegarmos em Cape Town). Dinheiro trocado, nos dirigimos então para o guichê da locadora de carros da companhia Budget.
      Como dito, pela popularidade do aluguel de carros no país, a fila para retirar o carro é grande. A maioria do pessoal que desembarca no OR Tambo a primeira coisa que faz é se dirigir para as locadoras. Quando chegou nossa vez, já de cara nos deparamos com uma grande característica dos sul-africanos: o inglês com sotaque carregado. Acho que foi o país que visitamos que mais tivemos dificuldade de compreender o inglês de certas pessoas na rua, e isso que é a língua oficial do país (ou talvez exatamente por isso, já que o inglês deles foi se moldando ao longo dos anos à sua maneira de falar). Na verdade, o país conta com 11 línguas oficiais, além de outras tantas reconhecidas e, como ficamos sabendo mais tarde, o inglês é usado apenas como "língua comum", utilizada somente quando precisam se comunicar com alguém que não entende a mesma língua que a pessoa, praticamente os estrangeiros só (nota-se inclusive um certo desdém pelo inglês). Resumindo, tivemos bastante dificuldade de entender todas as instruções do atendente da locadora mas no fim deu tudo certo. Conseguimos inclusive escapar do golpe do GPS: o atendente informou que era 30 reais a mais o aluguel do GPS. Quando íamos fechar o valor, descobrimos que esse valor era por dia, e recusamos.
      Outra característica que nos chamou atenção na prestação de serviços sul-africana é a confiança. Quando nos passou os documentos do carro, já nos foi avisado os locais onde o carro tinha pequenos arranhões e, depois na devolução não há uma inspeção minuciosa, tu simplesmente estaciona o carro na garagem e põe a chave numa caixa de devolução. Também só nos foi informado o local do carro e fomos sozinhos até a garagem, onde ficam todas as chaves nas respectivas ignições (o que no fim fez a gente demorar um pouquinho para achar o nosso hehehehe).
      Dá pra fazer em qualquer DETRAN do Brasil, variando de estado para estado a forma de fazer e a taxa de emissão (no RS por exemplo, bastava na época somente pagar uma taxa de R$60,00). Superadas as tarefas burocráticas de início de viagem, iriamos enfrentar então um dos maiores desafios dessa viagem: dirigir um carro na mão inglesa pela primeira vez. O mais difícil não é nem trocar as marchas com a mão direita, e sim se orientar na faixa contrária do trânsito, com os cruzamentos invertidos (bem bizarro). Como a Juliana é motorista profissional, ela foi a que experimentou primeiro o desafio. Na infinidade de cruzamentos e viadutos da saída do aeroporto fomos se guiando somente pelas placas, já que nosso GPS off-line do maps.me ainda não havia carregado o mapa da cidade, mas foi tranquilo. Quando chegamos na auto estrada propriamente o GPS começou a funcionar e aí nos tranquilizamos e seguimos rumo à Neilspruit.     Rindo, mas de nervosos
      Mas porque Neilspruit se nosso objetivo em ir para o leste era visitar o Kruger Park? Os turistas mais experientes, chegando no horário que chegamos normalmente pegam o carro e fazem os 400 km que separam o aeroporto OR Tambo do Kruger Park em umas 3 horas (devido a excelente qualidade das estradas), chegando no parque ainda antes do horário do check in às 14 horas. Mas nós, sabendo dos nossos limites, tanto físicos quanto à questão de ter que se adaptar à mão inglesa, já prevíamos que iríamos chegar no parque lá pelo final da tarde e, embora o parque feche os portões às 17h, mesmo que chegássemos a tempo de pegar os portões abertos, iríamos "perder" um dia inteiro de parque e uma diária à toa, o que não é barato. Optamos então por pousar essa primeira noite em Neilspruit, umas das cidades bases de quem visita o Kruger e a que encontramos a hospedagem mais barata e, assim no outro dia sair bem cedo e aproveitar de bônus uma manhã inteira no parque. Inclusive, muitos viajantes fazem isso, não se hospedam dentro do parque e sim nas cidades ao redor, somente visitando-o durante o dia. Voltando à estrada, como já havia comentado, as auto estradas sul-africanas são espetaculares! Muito bem asfaltadas, sinalizadas e com várias pistas largas. O limite de velocidade é 120 km/h que dá pra se alcançar sem nem perceber, até com o nosso carrinho alugado Hyundai 1.0.
          Espetaculares estradas sul-africanas
      Também, a manutenção é ininterrupta. Cada mínima rachadura no asfalto que avistávamos no caminho já havia toda uma equipe de manutenção sempre numerosa a postos para consertar (o que acaba atrasando um pouco a viagem até hehehe).   Qualquer buraquinho na pista já tem uma galera pra consertar
      O problema é que conta com muitos e caros pedágios (chegamos a pagar o equivalente a 38 reais em um). Mas como o aluguel de carro e a gasolina é barata (na época estava na média de 13 Rands o litro, um pouco mais de 3 reais), nós brasileiros não podemos reclamar. A paisagem é plana com muitos campos e poucas belezas naturais como árvores e rio. O que mais nos chamou a atenção são as muitas usinas termoelétricas no caminho, com aquelas chaminés típicas de usinas nucleares e muitos conjuntos habitacionais que foram construídos por Nelson Mandela durante seu mandato presidencial, aos moldes dos conjuntos habitacionais do minha casa minha vida aqui no Brasil (bem parecidas as construções inclusive).
              Muitas usinas termoelétricas e conjuntos habitacionais pelo caminho
      Já com mais de duas horas de viagem, paramos para comer num paradouro na beira da estrada. O paradouro que parecia um mini shopping, nos revelou outra característica do país: a infestação de fast foods internacionais! Dificilmente se encontra algum restaurante ou lanchonete caseiro ou local, a não ser em nível bem rudimentar de bairro mesmo. A maioria ou é fast food ou é aqueles restaurantes gourmet (que acabam tendo preços em conta pra nós brasileiros). Sendo assim, comemos uma fatia de pizza numa lanchonete estilo domino´s de "almoço". Depois de almoçados, seguimos viagem agora com a minha vez de experimentar a direção. Se com carros "normais" já não tenho muita habilidade para dirigir, com mão inglesa então... Toda hora batia a minha mão esquerda no vidro procurando a manopla de câmbio para trocar a marcha hahahaha. Seguindo a 80 km/h numa estrada que permite até 120, umas 3 horas depois chegamos finalmente em Neilspruit.
      A cidade tem um certo ar de interior misturado com cidade grande. Para quem é do RS, pode-se comparar com a cidade de Caxias por exemplo. Apesar de contar com ruas limpas e bem organizadas, conseguimos achar nossa pousada somente com a ajuda do GPS, já que ficava numa zona residencial bem "escondida" e chegamos já quase no final da tarde. Com os ombros destroçados de tão tensos de dirigir do lado errado da estrada tantas horas, nem fizemos check in e já pedimos direto duas cervejas superfaturadas no bar do hostel para tomar.
      Experimentamos de cara as duas cervejas mais populares do país: a Castle e a Black Label. Muito boas! Aliás, as cervejas e vinhos da África do Sul estão ainda hoje em 1º lugar no nosso ranking das bebidas que tomamos fora do Brasil.
      Castle, principal cerveja da África do Sul   A pousada que escolhemos foi a Old Vic Travellers Inn, essencialmente pelo preço, já que iriamos só passar a noite mesmo. No entanto, essa pousada fica numa área com bastante verde, aos fundos da reserva natural de Neilspruit, com casas de madeira de vários andares que permitem uma vista privilegiada de toda a natureza da região e com bastante áreas comuns externas super agradáveis para se reunir, fazer um churrasco ou tomar uma coisinha em volta da fogueira à noite. Lugar perfeito para se relaxar por uns vários dias.
        Pousada Old Vic Travellers Inn
      E a pousada é mais voltada para relaxar mesmo, não tendo nenhuma pretensão de ser um hostel, contando somente com um quarto compartilhado, que foi o que nós ficamos. Pegamos nossos latões então (lá na África do Sul os latões vem com 500 ml) e sentamos numas espreguiçadeiras na varanda com vista para a área verde para desestressar da viagem de carro.     Descansando um pouquinho
      Feito o check in na pousada, perguntamos para o dono, Dave, um australiano (ou neo zelândes, não lembro) apaixonado por safáris, o que se percebe pelas milhares de fotos dele espalhados pelo local, se havia algum mercado próximo onde pudéssemos comprar nossa janta. Mostrando conhecer o Brasil, ele nos explicou que, diferente do nosso país, na África do Sul não existem mercadinhos de bairro a cada esquina. Na mesma linha dos restaurantes e lanchonetes no país, este nicho é dominado quase que exclusivamente por grandes franquias de supermercados (e são gigantes mesmo os supermercados na África do Sul) sendo estes as mega franquias SPAR, Checkers, Choppies, Pic n Pay (este o mais "popular"), entre outros. Além disso, lá tudo fecha muito cedo, em média 17h da tarde a maioria do comércio já encerrou suas atividades. Pensávamos que isso acontecia somente ali por se tratar de uma cidade do interior mas depois descobriríamos que é dessa forma em todo o país, inclusive em cidades grandes como Joanesburgo e Cape Town. Sabendo já que não teríamos janta, fomos conhecer o resto das áreas da pousada. Descendo a parte de trás da casa principal, mais área verde e, inclusive, descobrimos um "mini-zoológico" por ali com algumas aves, tartarugas, coelhos e vários filhotes de avestruzes, além de um lagarto gigantesco!
          "Mini zoo" dentro da área da pousada
      Também tinha uma piscina bem bonita e convidativa, com algumas fontes na borda e numa área bem privativa. Só que, como fica no meio das árvores, não batia sol, fazendo a água ser muito gelada ainda mais já no começo de noite. Mesmo assim, a Juju encarou o mergulho (já que estávamos pagando né hehehe).       Piscininha show de bola!
      Apesar dos vários recantos agradáveis na área externa, mal caiu a noite e a pousada parecia ter virado uma casa fantasma (pra quem tá acostumado com hostels né... estranha), inclusive com as luzes do pátio todas apagadas. Sem nada pra fazer e com o frio que fazia à noite, comemos umas barrinhas de cereais que trouxemos na mochila só pra não dizer que fomos dormir de barriga vazia e nos recolhemos, a ideia era acordar bem cedo para seguir rumo ao Kruger Park!
      Nosso Quarto
    • Por ju_emcapetown
      Oi, tudo bem galera?

      Aqui é a Juliana, eu moro em Cape Town a 8 anos já. Eu vim fazer um intercâmbio aqui e acabei me apaixonando e me mudando para cá depois de 6 meses. Fiz minha faculdade aqui, e continuo morando e trabalhando em Cape Town. 

      Na época da facu eu trabalhei bastante com turismo, e além disso trabalhava como gerente de uma pousada aqui. Hoje em dia trabalho como engenheira, mas como curto bastante turismo, eu ainda ajudo a galera com dicas, desconto com as empresas que eu ainda tenho contato da época que trabalhava em turismo e etc.

      Anyways, queria deixar uma mensagem aqui falando que estou disponível para ajudar quem estiver vindo para cá. Preço? Não tem porque cobrar, faço porque gosto, que tal você me pagar um café e está tudo certo?

      Aqui está meu Instagram caso voces queiram ajuda: @ju_emcapetown
      Fiquem a vontade para me contactar! Estou ai para ajudar..
      Amo Cape Town e amo viajar!
    • Por Schumacher
      Dia 1
       
      Em janeiro de 2020, antes da pandemia assolar o mundo, parti para minha única viagem internacional no ano. Segui de ônibus de Floripa a Porto Alegre, embarcando no voo da Cabo Verde Airlines até a ilha do Sal (826 reais pela ida).
       
      A cia aérea deixou a desejar bastante, pois o avião não era grande, as telas de vídeo estavam desligadas, não havia tomadas, o jantar estava quase congelado e nem café da manhã foi servido.
       
      Dia 2
       
      Ao desembarcar às 6 e meia, tirei o visto ao custo de 3400+2500 escudos cabo-verdianos (110 escudos = 1 euro). Tive o azar de ir antes da isenção do visto começar a valer.
       
      Fui até a via principal em frente ao aeroporto e parei a primeira picape cheia de gente em direção à distante cidade de Santa Maria. Esse meio de transporte me custou apenas 100 escudos, enquanto que um táxi sairia por 15 euros!
       
      Deixei a mochila no quarto compartilhado do albergue Xamedu Sal, que fica na borda da parte menos subdesenvolvida da cidade, e saí a caminhar pela parte arenosa a leste. Duas noites nessa hospedagem me custaram 3469 escudos.
       

       
      Uma das praias mais famosas no mundo para a prática de kitesurfe fica ali, tamanho o vento. Contei uns 70 equipamentos no mar ao mesmo tempo! Uma pena que haja lixo por todo lado.
       

       
      Voltei atravessando a salina que ainda opera e que dá nome à ilha do Sal.
       
      Na virada pra tarde, almocei a tradicional cachupa (feijão, milho, ovo e alguma carne) por 3 euros no Café del Mar. Água de meio litro por 150 escudos, salgado.
       

       
      Em seguida, segui pela praia principal, onde fica um píer e a maioria dos turistas brancos. As construções são mais bonitas por aqui e há diversas lojas de souvenires.
       

       
      Caminhei uma eternidade entre resorts até a praia de Ponta Negra. Bem bonita.
       
      Na volta à rua Pedonal, me deliciei com sorvete italiano na Gira Mundo: 3 bolas por 350 escudos.
       
      Mais além, fui ao restaurante d'Angela degustar mariscos. Entre os disponíveis, pasmem, cracas (500 escudos)! E não era ruim, apenas difícil de comer. Um caneco de cerveja (250 escudos) acompanhou a refeição do final da tarde, quando o vento já começava a resfriar.
       

       
      Conheci uma sueco-brasileira (Janine) no albergue. Juntos e com mais duas francesas, fomos tomar uma no Buddy Bar, onde rolava som ao vivo. Peguei uma caipirinha de grogue, o destilado local, por 400 escudos.
       
      Por fim, comemos um kebab no Camara Camara, por 300 escudos.
       
      Dia 3
       
      Depois de pegar um bolo e um suco de baobá num mercadinho (quase sempre de posse chinesa), fui até a CV Bike, onde aluguei uma bicicleta decente por 16 euros a diária. Queria ter saído mais cedo, mas só consegui partir às 10 e meia.
       
      O começo é uma subida reta pelo asfalto, com vento lateral - e tudo seco à volta.
       
      Em Murdeira, há um condomínio bacana e uma praia linda. Vi uma águia-pescadora lá, enquanto admirava a vista das areias negras.
       

       
      Quase chegando ao aeroporto, desviei pela estrada de chão que passa pelo sertão até Palmeira. Foi um trecho complicado.
       
      Esse povoado é onde fica o porto da ilha. Almocei na Casa dos Pescadores uma cavala por 400 escudos e uma água de 1,5 l por 150.
       
      Atravessei as casinhas coloridas, antes de novamente pegar a estrada não asfaltada. Primeiro parei na baía azulada de Regona, antes do ponto mais distante que chegaria, Buracona. Por 3 euros, tive acesso ao olho azul (que já não estava mais azul devido à hora tardia), bem como atrações acessórias.
       

       
      Retornei por outro caminho, de areia quase fofa e pedras, até Terra Boa, o local de cultivo. Precisei passar por uma favela lotada de lixo pra atingir Espargos, a capital da ilha do Sal.
       

       
      Nem parei, prosseguindo pelo asfalto morro abaixo até Santa Maria, quase ininterruptamente, pois o sol já estava se pondo.
       
      Cheguei às 6 e meia, bem no horário em que a loja das bikes estava fechando.
       
      Também deu tempo de chegar no restaurante d'Angela antes do happy hour de frutos do mar acabar. Peguei o polvo (500 escudos).
       
      Depois do banho, me uni a uns colombianos e a outra brasileira (Andyara) para a janta no restaurante d'Fogo, onde comemos peixe por 350 escudos. Pedi uma cerveja grande; me trouxeram 1 litro por 350 escudos.
       
      Em seguida, curtimos brevemente no Ocean Bar, antes da balada fechar. A festa continuou no Buddy Bar, mas pela 1 e pouco, voltamos pra dormir.
       

       
      Dia 4
       
      Acordei tarde, só a tempo de pegar minhas coisas, almoçar um espaguete (3 euros) no Café del Mar e pegar um transporte coletivo Hiace (van) pro aeroporto, por 100 escudos. Só sai quando lota, mas esse foi rápido.
       
      Lá, esperei até o embarque atrasado com a Binter CV para a ilha de São Vicente. Por sorte, não precisei enfrentar a bruma seca, que é o vento carregado de areia do Saara que atinge as ilhas nessa época, e que fez um casal de brasileiros precisar aguardar 4 dias a mais pra deixar essa ilha!
       
      Já em São Vicente, desci e aguardei na via principal por um aluguer (outra forma de chamar as vans), mas como demorou a passar, negociei com um taxista que já levava outra pessoa para que eu pagasse 300 escudos - o preço normal seria 1000.
       
      Ingressei no Basic Hotel, que fica numa baita ladeira um pouco fora do centro. Uma suíte privativa saiu por 2170 escudos.
       
      No Fortim do Rei, em ruínas, aparentemente fica a melhor vista de Mindelo, a capital da ilha. Dá para se ver o centro de construções portuguesas, a marina e o porto, a praia da Laginha e as casas coloridas no morro.
       
      Desci com o sol já baixo em direção ao centro e beira-mar. Logo tomei uma batida de frutas num quiosque por 260 escudos. Tentei caminhar mais, mas não me senti muito seguro por lá, então depois de atravessar umas quadras, parei num restaurante para jantar. A pizza vegetariana no Cocktail saiu por 450 escudos + caneco de cerveja por 200 escudos.
       
      Subi o morro de volta pro hotel e lá permaneci.
       
      Dia 5
       
      Dei uma volta pelo centro durante a manhã, depois do pequeno almoço incluído no hotel. Ingressei no interessante Museu do Mar (200 escudos), que fica numa torre à beira-mar e conta a história marítima de São Vicente e Cabo Verde.
       

       
      Depois, almocei uma cachupa (280 escudos) no Dokas, ao lado do terminal de balsas.
       
      Enquanto aguardava a balsa pra ilha seguinte, relaxando na incrível praia da Laginha, um cara veio me incomodar pedindo dinheiro insistentemente, fato corriqueiro nesses meus dias em Cabo Verde…
       

       
      Subi na embarcação, que levou uma hora e custou 800 escudos por trecho. Balançou um bocado; uns quantos gorfaram.
       

       
      No desembarque na ilha montanhosa de Santo Antão, comprei uns pastéis baratíssimos (10 escudos cada!) de uma ambulante, e peguei um aluguer para Ribeira Grande (400 escudos). O trajeto longo pela costa é bem cênico.
       
      Enquanto o sol se punha, caminhei pelas vielas de Ribeira Grande, em busca do melhor mirante.
       
      Me hospedei no Residencial Luatur, onde uma suíte privada básica saiu por 4479 escudos para 2 noites. Jantei lá mesmo: lula com legumes (500 escudos) + suco natural de maracujá (150 escudos).
       
      Dia 6
       
      O café incluído estava bom. Depois dele, esperei até às 10 e meia pelo aluguer para Cruzinha (300 escudos). O trajeto até lá é bem bonito, mas levou uma hora e meia.
       
      Por formações de paleodunas, comecei então a trilha de 14 km até a Ponta do Sol. O caminho é sobre areia inicialmente e calçada de pedras na maior parte do tempo. Sempre acompanhado pelo mar à esquerda, montanhas à direita e vento por todos os lados, é trabalhoso pelas inúmeras subidas e descidas.
       

       
      Passei pelas vilas de Formiguinhas, Corvo e Fontainhas, mas somente nos dois últimos encontrei uma fonte abundante de água, já que estava no período seco. Ali também ficam terraços agrícolas.
       

       
      Ultrapassei uns quantos franceses, a nacionalidade estrangeira não-lusófona mais presente nas ilhas. Quatro horas e meia depois de começar, entrei na cidade de Ponta do Sol.
       
      Fui direto pro restaurante bem-conceituado Caleta de Sol. Lá me deliciei com um filé de peixe marinado grelhado (500 escudos).
       

       
      Em seguida, tomei um aluguer para Ribeira Grande (100 escudos). Como não havia o que fazer, fui pro hotel. Mais além, jantei uma pizza grande por 400 escudos.
       
      Dia 7
       
      O café da manhã demorou, mas tive que esperar até às 11 horas pelo aluguer para a Cova do Paúl, uma cratera vegetada onde eu começaria outra trilha. Duzentos e cinquenta escudos, uma hora e muitas paisagens cênicas depois, fui o último a deixar a van, sobre a cratera vulcânica.
       

       
      A reserva natural que a abrange é uma área importante, pois permanece verde mesmo durante a seca, ao contrário da maioria de Cabo Verde.
       

       
      Desci e contornei a cratera, onde há cultivos agrícolas. Após leve subida, veio um abismo em ziguezague, coberto de neblina.
       
      Um tempo depois essa dissipou, sendo possível ver os vilarejos abaixo. Ainda levei um tempo para atingi-los.
       

       
      Não havia aluguer algum na primeira vila após a trilha, então continuei descendo. Quando vi um ônibus com o letreiro do aluguer pendurado, o chamei. No entanto, era uma excursão privada de estudantes americanos. Apesar disso, me deram carona.
       
      Parei para almoçar com eles no Divin' Art em Ribeira Grande, um restaurante mais caro com música ao vivo - paguei mil contos num prato grande cheio de coisas + bebida + sobremesa. Com eles, também aproveitei a carona até o porto, onde pegamos a balsa de volta para São Vicente.
       

       
      Ao desembarcar, segui para o restaurante Caravelas, onde tomei uma cerveja tranquilamente (220 por 500 ml). Um tempo depois, comi um hambúrguer (250 escudos).
       
      Por fim, fiz o check-in no albergue Simabô Backpackers. Por um quarto privado, paguei 1745 escudos, só que o chuveiro gelado deixou a desejar. Fui dormir cedo.
       
      Dia 8
       
      Às 6 e meia já estava de pé, dividindo um táxi com o senhor mochileiro português Raul até o aeroporto (1000 no total). Voaria em breve até Praia, numa conexão até a ilha do Fogo. O custo para os dois voos foi de 62 libras esterlinas.
       

       
      No aeroporto de Praia há uma casa de câmbio que cobra a cotação oficial de 110 escudos por euro, menos uma comissão que fica em no máximo 5%. Uma opção interessante, já que os bancos e a maioria dos comércios cobra 10%.
       
      Como não passam coletivos ali, eu e o portuga rachamos um táxi de 700 escudos ( o preço normal era 1000).
       
      Caminhei um bocadinho pelo centro, um pouco mais movimentado que o das outras ilhas. Entre os pontos interessantes, entrei no museu etnológico (200 escudos).
       

       
      Em seguida, comi 3 salgados de frango (70 escudos cada) na pastelaria Vilu. A sobremesa foi na sorveteria Nhamii, onde 3 bolas artesanais saíram por 260 escudos.
       
      Desci a escadaria até o Mercado Sucupira, onde ficam as vans, mas só consegui um táxi de volta ao aeroporto, por 500 escudos.
       
      Aguardei algumas horas até o embarque a São Filipe, capital da ilha do Fogo. Enquanto aguardava, eis que surgiu no aeroporto o casal de colombianos (Daniel e Ângela) que conheci em Sal.
       
      Ao descer do voo de somente 25 minutos de duração, dividimos um táxi de 400 escudos até a hospedagem, que coincidentemente era a mesma!
       
      Saímos para dar uma volta na cidade, naquele fim de dia. A cidade é pequena mas bonitinha, bem colorida. Aproveitamos para comprar produtos locais: pão (15), queijo de cabra (100), chouriço (100) e vinho (800). Os dois primeiros foram comprados dentro da casa de uma senhora; já o terceiro, numa loja de eletrodomésticos/bar/mini-mercado!
       

       
      Jantei um prato de peixe delicioso na Casa Anilda e Albino por 600 escudos. Lá, um quarto duplo grande com pequeno-almoço saiu por 2217 escudos.
       
      Passamos o resto da noite conversando e tomando o vinho.
       
      Dia 9
       
      Café da manhã razoável. Após, nós 3 negociamos um táxi de ida, espera e volta para Chã das Caldeiras. O total foi de 7 mil escudos, mas como eu não retornaria com os colombianos, minha parte foi menor.
       
      O percurso levou quase uma hora e meia, passando por vilarejos e paisagens, até a entrada no Parque Natural do Fogo, quando primeiro avistamos o cone vulcânico principal, com 2829 metros acima do nível do mar. A estrada original foi soterrada pela lava vulcânica da erupção mais recente, em 2015!
       

       
      Enquanto os dois subiam no pico pequeno, cone formado nessa erupção, fiquei ao redor tirando fotos. Apesar da altitude de Chã das Caldeiras ser de 1800 metros, a temperatura durante o dia é quente, ao contrário da noite.
       
      Depois, vimos o vilarejo com as casas parcialmente cobertas pela lava, e as novas casas em construção. Numa dessas, compramos vinho (750 escudos).
       

       
      Em seguida, almoçamos na Casa de Marisa, a hospedagem e restaurante mais chique da cidade. Ali também são feitos passeios guiados, mas com preços bem salgados. O peixe de almoço me custou 900 escudos.
       

       
      Enquanto meus camaradas voltavam pra São Filipe, eu caminhei até o Parque Florestal de Monte Velha, mas não achei nada de mais lá.
       
      Depois do banho de chaleira, jantei os produtos típicos locais que eu havia comprado: pão, chouriço (linguiça), queijo de cabra e vinho.
       
      Sem internet na Casa de Ciza e Rose (3500 escudos para um quarto por 2 noites), fui dormir cedo.
       

       
      Dia 10
       
      Tomei o café da manhã bom, enquanto o dia amanhecia pelas 7 h. Logo mais, parti rumo ao vulcão.
       
      Comecei a caminhada a cerca de 1750 m de altitude, atravessando o trecho inicial entre vinhedos. Ao dobrar 90 graus para a direita, começou a subida pra valer. Havia dois possíveis trajetos de ida; escolhi o mais reto, mas acabou sendo a opção errada, pois ao chegar à parte mais inclinada tempos depois, fiquei sem ter pra onde ir, pois havia um trecho de areia negra fofa bem difícil de subir.
       
      Dessa forma, tive que me reorientar pro outro caminho. Naquela altura, foi preciso escalar rochas com as mãos, por mais um longo pedaço.
       

       
      Passei um trio de Cabo Verde que estava subindo e alguns europeus com guia descendo, para enfim chegar à borda da cratera, fétida de enxofre. Continuei até o topo do pico, a 2829 metros, onde cheguei cerca de 3 horas após o início.
       

       
      Para descer, escolhi o caminho menos usual e mais íngreme que vai em direção ao pico da última erupção. Só que essa parte foi dificultosa, pois além de forçar os joelhos, as pedras estavam soltas demais. Certa hora, decidi descer quase deslizando pela areia fofa, o que fez com que eu acelerasse o passo de uma vez.
       
      Na borda do tal pico inferior, onde o calor ainda era sentido, coletei umas rochas de enxofre e depois segui pela areia dura até Chã das Caldeiras, chegando apenas 6 horas depois de começar.
       
      Faminto e desidratado, tomei um litro de água e comi dois pratos cheios de comida da hospedagem, que estavam deliciosos (o melhor da viagem). Setecentos escudos para tal.
       

       
      Posteriormente, fiquei relaxando por ali. De jantar, apenas frutas.
       
      Dia 11
       
      Pelas 6 e meia o transporte coletivo bateu a porta. Hora de voltar pra São Filipe, por mil escudos.
       
      Ao chegar, fiquei vagando pelo centro para matar o tempo até meu voo do final da tarde para Praia. Antes de caminhar ao aeroporto, almocei no Sabor di Lena - o prato do dia custou apenas 250 escudos.
       
      Esperei então pelo voo. Ainda bem que todos os aeroportos que passei possuem wi-fi grátis. O voo custou 50,5 libras. Ao descer, peguei um táxi na rua até Achada Santo Antônio (700 escudos).
       
      A hospedagem para as 3 noites seguintes seria a Praiadise Hostel (5610 escudos para todo período). A recepção não foi tão boa, já que pedintes me abordaram com insistência, e me xingaram quando neguei a dar esmola.
       
      Procurei ao redor um lugar para jantar; acabei parando no bar Só Sabi, onde comi um prato de feijão por 400.
       

       
      Apesar dos muitos beliches, só havia eu e um senhor francês no dormitório, e ninguém na área comum, então fui dormir cedo.
       
      Dia 12
       
      Tomei o café da manhã incluído. Em seguida, atravessei o que parecia ser uma favela para pegar o coletivo até a Cidade Velha (apenas 80 escudos!). Essa foi a primeira capital de Cabo Verde e a primeira cidade fundada por europeus nos trópicos, em 1462.
       

       
      Caminhei lentamente por suas ruas de pedra, observando as construções que em conjunto são um Patrimônio da Humanidade. As mais emblemáticas são o pelourinho, a catedral, o convento de São Francisco e a fortaleza de São Filipe. Essa última fica no alto de um morro, com vista pra toda cidade, e tem detalhes no interior, que custa 500 escudos pela visita.
       

       
      Num restaurante na orla (Praça do Mar), ingeri um prato de frango por 600 escudos.
       
      Uns tempos depois, peguei a volta pro bairro Plateau (centro) de Praia. Acabei parando sem querer numa van de missionários brasileiros. Tive que me segurar para não dizer que sou ateu.
       
      Tomei aquele sorvete e segui a sugestão dos colegas colombianos: visitei o Museu Amílcar Cabral (200 escudos). Esse cara foi o responsável pela independência não só de Cabo Verde, como também Guiné-Bissau! E lá estava em carne e osso a viúva dele!
       

       
      Voltei caminhando à Achada Santo Antônio. Fui à Pizzaria Terrazza Itália, onde pedi uma de tomate e rúcula (800 escudos) e um caneco de chope (250 escudos). A boa aqui é chegar até às 17:30 h, pois várias pizzas custam 650 escudos.
       
      Depois disso, anoiteci no albergue.
       
      Dia 13
       
      Após o café, caminhei até a estação de coletivos do mercado Sucupira para pegar um até Tarrafal, extremo norte da ilha de Santiago. Demorou mais de uma hora para encher o veículo e uma e meia para chegar, por 500 escudos. Por muita coincidência, quem estava sentado esperando quando cheguei era Raul, o portuga.
       
      Descemos no campo de concentração, cujo apelido "carinhoso" é campo da morte lenta. Para lá foram enviados os portugueses que eram contra o regime fascista de Salazar, e também os estrangeiros que lutavam pela independência das colônias africanas. Paga-se 200 escudos para acessar o local.
       

       
      Caminhamos até o primeiro restaurante que vimos, onde tivemos um prato de peixe espinhento (chicharro) por 350 escudos.
       

       
      Em seguida, admiramos a orla, primeiro no ponto de mergulho Kingfisher, e depois na própria praia, ambos com um mar belo.
       

       
      Entramos na igreja da praça principal e regressamos ao final da tarde, passando pela bonita Serra da Malagueta ao pôr do sol.
       
      Jantei garoupa com legumes no Só Sabi (400 escudos), e me retirei ao albergue.
       
      Dia 14
       
      Consegui dividir um táxi com mais 2 pro aeroporto; ainda bem, pois não tinha mais dinheiro para pegá-lo sozinho.
       
      Com atraso, voei de SATA por quase 4 horas até Ponta Delgada, a capital do arquipélago dos Açores. O entretenimento se resumiu a uma revista, mas ao menos a refeição foi substancial.
       
      Ao descer, presenciei um estado atmosférico que eu não via desde que saí do Brasil: chuva!
       
      Nem precisei abrir a boca na imigração. Ao atravessá-la, comprei o bilhete de ônibus (ANC AeroBus) do aeroporto ao centro de Ponta Delgada (6,5 euros para ida e volta).
       
      Caminhei admirando as ruas que possuem construções no mesmo estilo das mais antigas de Florianópolis, pois os açorianos foram os que primeiro povoaram a Ilha da Magia.
       

       
      Jantei carne de porco alentejano por 6 euros no Café Trianon, ao lado da Igreja Matriz.
       
      Depois disso, passei mais uma hora e tanto caminhando aleatoriamente pelas vielas de pedra. A arquitetura dessa cidade é deveras interessante. E a noite é uma tranquilidade só.
       
      Passei a noite no albergue Bruma Hostel, cujo dono é um simpático mineiro. Dezoito euros por um lugar adequado e com café da manhã.
       
      Dia 15
       
      A refeição estava boa. Após ela, saí a vagar pelo centro histórico, agora podendo ver com mais detalhes as formas e cores preservadas das casas, igrejas, praças e edifícios governamentais.
       

       
      Almocei no Magia do Sabor. Durante a semana eles possuem um buffet por 7 euros, mas como era sábado, não rolou. Optei então por um prato de frango com salada e refri por 5,6 euros.
       
      Cheguei a uma conclusão: o português africano é fácil de entender, o de Portugal razoavelmente, mas o de São Miguel (Açores), impossível!
       
      Em sequência, peguei minha mochila e retornei ao aeroporto, para pegar a continuação do voo num turboélice da SATA para a ilha do Pico, com escala na ilha Terceira.
       
      Ao desembarcar, fui recepcionado pelo Terry Costa, diretor do Montanha Pico Festival, que me fez o convite para participar. Primeiro, me mostrou um pouco dos arredores, que são bem pouco desabitados, mas cheios de verde entre rochas vulcânicas.
       
      À noite, nos encontramos com os demais fotógrafos no Atlântico Teahouse, onde jantamos. Logo depois, visitamos a exposição onde estavam minhas fotos - foi bem bacana!
       

       
      Partimos enfim para uma expedição fotográfica noturna. Pena que o tempo não ajudou muito.
       
      Repousei numa casa separada para o evento, junto com Toma, um cineasta da Croácia, e Austeja, uma fotógrafa da Lituânia.
       
      Dia 16
       
      Pela manhã, só dei uma volta a pé entre a paisagem protegida das parreiras cultivadas em currais vulcânicos, um Patrimônio da Humanidade.
       
      Almocei com Terry e Toma na Pastelaria Linu na cidade de Madalena, onde tive uma massa por 7 euros.
       
      À continuação, fomos em direção à Montanha do Pico, que estava coberta de nuvens e vento. Paramos na Casa da Montanha, onde eu apresentei a minha história ao público que participava do festival. Foi recompensador para mim, pois nunca havia dado uma palestra a um público internacional e grande.
       
      Após o chá com bolachas, o grupo percorreu uma trilha com o diretor do parque, que compartilhou seu conhecimento sobre a geologia da montanha.
       

       
      Passei no hipermercado SolMar de Madalena no retorno, onde comprei os cafés da manhã e jantares dos dias seguintes.
       
      Comi vendo TV e depois fui dormir.
       
      Dia 17
       
      De manhã, fui com o Terry até Madalena, o maior povoado da ilha, para uma entrevista na Rádio Pico, a primeira de minha vida!
       

       
      Depois, comprei as passagens de barca para Faial, a 3,6 euros cada trecho.
       
      Fiquei passeando e fotografando os arredores até a hora do almoço. Esse foi no snack-bar Duas Maravilhas, um prato feito de 6 euros.
       
      Prossegui na orla em direção à Candelária, onde estava hospedado. Na altura de Criação Velho, fiquei surpreso com a paisagem das vinhas entre labirinto de rochas, combinada com um moinho e com a montanha que finalmente se revelava. Esse é um Patrimônio da Humanidade.
       

       
      Cheguei à casa já no final da tarde. Jantei e fiquei vendo TV. Enquanto isso, meus estranhos colegas de casa faziam um ritual espiritual com cacau.
       
      Dia 18
       
      Peguei o ônibus da manhã (único) até Madalena (1,10 euros - tarifa varia de acordo com a distância), onde tomei a balsa das 8:15 h para Faial. Travessia confortável de meia hora até a cidade de Horta.
       
      Na chegada, fui recebido com um arco-íris. O maior centro urbano de Faial é pequeno. Suas edificações baixas e coloridas são lindas. Além disso, já igrejas e um verde profundo nos campos atrás.
       

       
      Pedi um sandes (sanduíche) de atum (1,45 euros) num dos vários cafés, antes de prosseguir para a praia de Porto Pim. De areia mais clara que a típica vulcânica, ali ficava um forte, uma estação baleeira e os cabos submarinos de telecomunicação entre  Europa e América.
       

       
      Em um dos raros ônibus para fora de Horta, fui levado até a entrada do Vulcão dos Capelinhos, por 2,55 euros. Paguei outros 10 euros pelo ingresso no centro de interpretação. Esse local faz parte do geoparque dos Açores e possui uma história interessante, além da paisagem surreal.
       

       
      Até 1957, não havia nada além do farol que ali se encontra. Então, eis que surgiu no meio do mar um vulcão, que entrou em erupção continuamente por 13 meses, adicionando um bom pedaço de terra à ilha e provocando a emigração de quase metade dos seus habitantes.
       
      No meio da tarde, precisei voltar. Só que isso foi uma tarefa bem ingrata: sem autocarro (ônibus), fiquei mais de uma hora caminhando em direção à longínqua Horta até conseguir uma boleia que me deixou no aeroporto. De lá, peguei um táxi por 10 euros até a estação de balsa. Se não fizesse isso, ia acabar a perdendo…
       
      Preparei minhas coisas pro dia seguinte e fui dormir bem cedo.
       
      Dia 19
       
      Às 6 e 45 já estava de pé. Logo depois, peguei uma carona com um dos funcionários da Casa da Montanha, para ir até lá.
       
      Tive que pagar 20 euros de ingresso. Assim que o relógio bateu 8 e meia, iniciei a subida, sob frio e nuvens. Fui tirando as camadas conforme ascendia pelo fluxo de lava entre a vegetação verde arbustiva.
       
      Passei por uma das furnas, cones vulcânicos secundários. Horas depois, surgiu o sol. Continuei progredindo tranquilamente, ainda que o trajeto fosse íngreme.
       

       
      Sobre a camada de nuvens e encarando um vento considerável, cheguei à grandiosa cratera principal. Dali até o topo, chamado Piquinho, foi escalada com as mãos.
       

       
      Quatro horas depois de começar, cheguei ao ponto mais alto de Portugal, com 2351 m. A descida, por sua vez, levou pouco mais de 1 hora e meia. Só que meus tênis abriram um rasgo em ambas as solas.
       
      Com sorte, logo chegou uma dupla que me deu carona até Madalena. Lá fiquei à espera do ônibus para casa.
       
      À noite, tomei um vinho português e fiquei conversando com a colega.
       
      Dia 20
       
      Peguei uma carona até Cachorro (nomeado devido a uma formação rochosa em tal formato). De lá, continuei pelo litoral norte até Lajido, onde há um grande escorrimento de lava do tipo pahoehoe.
       

       
      Nesse povoado também fica a Casa dos Vulcões e o Centro de interpretação da paisagem da cultura da vinha da Ilha do Pico. Comprei o ingresso combinado de 8 euros, visitando primeiro o museu interativo que trata da geologia. Há até mesmo um simulador de terremoto.
       
      Como no inverno ambos museus fecham para almoço, tive que ficar aguardando até o segundo centro abrir. E não havia um estabelecimento sequer aberto em menos de 2 km para que eu pudesse comer.
       
      No estabelecimento seguinte, li sobre o processo de produção e da designação da área como patrimônio, além de provar um vinho licoroso da ilha.
       
      Após a visita curta, caminhei até o aeroporto, onde comi um salgado e peguei o ônibus para Madalena (0,95 euros). Lá, visitei mais um museu, o do vinho.
       
      Como o sistema estava fora do ar, pude ver de graça. Embora algumas informações fossem repetidas, em relação ao museu anterior, esse é mais completo - só não há a degustação. E pra completar, há um bosque de dragoeiros, árvore endêmica da Macaronésia.
       

       
      Esperei o Terry, que levou eu e Toma para jantar num lugar meio chique em São Roque - ainda bem que ele pagou, pois o jantar de polvo e etc que eu pedi na Casa Âncora custou 20 e muitos euros.
       
      Dia 21
       
      Fiz uma boquinha tranquilamente, indo em seguida à Galeria Costa, terreno onde ficam as obras de arte dos participantes do festival, em meio a jardins. Minha missão era a de fotografar de formas inusitadas.
       

       
      Missão cumprida, voltei à casa, preparei o almoço e aguardei a carona pro aeroporto. Voltei a Ponta Delgada com a SATA.
       
      Apenas passaria a noite lá. Dessa vez escolhi o albergue Azores Dreams, mais próximo, ao custo de 15 euros, incluso café da manhã.
       
      Dia 22
       
      A continuação do voo foi de manhã cedo para Funchal, na ilha da Madeira (os dois voos juntos custaram só 38,7 euros). Retirei o carro da empresa Surprice, que saiu de graça pra mim, reservando com pontos na EasyRentCars.
       
      As primeiras coisas notadas ao chegar são a quantidade de turistas estrangeiros, bem maior que Açores, e o número grande de túneis. Através de alguns desses, cheguei na Ponta de São Lourenço. Essa é uma área protegida onde fica uma trilha popular, donde se vê uma península rica em formações geológicas, e de vegetação diversa do resto da ilha.
       

       
      Passei 2 horas e meia caminhando ali. Na saída, peguei um sanduba (3 euros) num dos furgões, e parti pro interior da Madeira.
       
      Em meio à floresta Laurissilva, Patrimônio da Humanidade, subi até outra trilha: vereda dos balcões. Essa é bem fácil; leva até um mirante de onde se vê as florestas, os penhascos, algumas vilas e aves (só vi tentilhões e bis-bis).
       

       
      Já escurecia, então segui a Santana. Primeiro, comprei uns produtos típicos da Madeira no hipermercado Continente: vinho e bolo de mel de cana. Continuando, vi as casas típicas de colmo.
       
      Depois, tive certa dificuldade em achar um lugar pra jantar. Acabei tendo pizza (8,5 euros pela média) no estabelecimento Malta Gira.
       
      Para me hospedar, fiquei com uma casinha joia alugada pelo AirBnb, em Santana mesmo, por 107,5 reais.
       
      Dia 23
       
      Tomei meu iogurte com granola e piquei a mula. Primeira parada foi morro acima, no Parque Florestal de Queimadas, onde fazia 7 graus de temperatura.
       

       
      Visitei a casa típica de Santana mobiliada. Depois, caminhei um pouco nessa floresta Laurissilva, de verde infinitivo e água. O problema é que minhas meias ficaram encharcadas, graças aos buracos nos tênis.
       
      Em seguida, parada rápida nas ruínas de São Jorge (em reparos) e no miradouro da Vigia. Mesmo eu tendo comida no carro, precisava de alguma proteína salgada, então comi um tipo de sanduíche típico chamado "prego especial no bolo do caco", no Bar e restaurante Arco, por 4 euros. Vista pro mar.
       

       
      Continuei a contornar a ilha. Parada seguinte no miradouro Véu da Noiva - cascatas. Mais além, em Ribeira da Janela e em Porto Moniz. Esse último vilarejo possui uma orla turística, baseada em piscinas naturais.
       

       
      Cheguei a tempo de curtir o pôr do sol na Ponta do Pargo, o ponto mais a oeste da Madeira, onde fica um farol e minha hospedagem. Jantei no restaurante próprio, onde tive a sorte de ser servido por um chef e um garçom brasileiros, que me fizeram uma baita feijoada com caipirinha por 7 euros.
       

       
      Dormi no quarto privado do residencial, por 77 reais.
       
      Dia 24
       
      Não sabia que havia café da manhã, então acabei comendo o que eu havia comprado. Mesmo assim, os solícitos brasileiros me prepararam um rango pra levar, que eu acabei comendo à noite.
       
      Ao sair, tentei ver algo no mirante da Garganta do Diabo, mas havia apenas um filete de água. Sendo assim, segui em direção a Funchal.
       
      Fiz uma parada antes, em dois mirantes: Cabo Girão e Pico dos Barcelos.
       

       
      Em sequência, comprei uns artigos necessários, como os tênis, na Decathlon.
       
      Pra achar um lugar pra almoçar foi duro, pois às 15 h já não se servia mais. Por isso, acabei comprando num supermercado mesmo e comi no carro.
       
      Após, visitei o Jardim Botânico da Madeira (6 euros). Num declive, ficam jardins temáticos, alguns deles bem interessantes, como o das suculentas e o geométrico, além das plantas nativas da Madeira.
       

       
      Para o pôr do sol, me dirigi ao Cristo Rei, uma estátua a la Cristo Redentor, num mirante.
       
      Depois de lá, dei entrada na Quinta das Malvas, um casarão do século 19. Paguei 21,7 euros pela suíte privada, com café da manhã mas sem TV. Terminei meu vinho da Madeira, licoroso.
       
      Dia 25
       
      Deixei o carro na hospedagem, pois seria incômodo guiar nas vielas do centro, além de caro pra estacionar. Assim, desci a ladeira a pé.
       

       
      Há um bocado de construções antigas, como igrejas, palácios e fortes, bem como praças e museus. Na orla, dois transatlânticos alemães despejavam um monte de turistas europeus.
       

       
      Visitei dois dos museus. Um deles é dedicado ao madeirense mais famoso: Cristiano Ronaldo. Por 5 euros, se vê uma sala recheada de troféus de um dos melhores jogadores do mundo.
       
      O outro museu chama-se Madeira Story Centre. De uma forma bem didática, conta sobre a história e cultura da região.
       
      Entre esses museus, almocei o prato do dia com atum na Petisqueira Atlantic (5,5 euros).
       
      Passeei aleatoriamente por umas horas, apreciando a parte histórica. Por fim, peguei um ônibus (1,95 euros) de volta à hospedagem.
       
      Preparei minhas coisas, abasteci e devolvi o carro no aeroporto, para então aguardar o voo pra Lisboa pela easyJet (46,5 euros).
       
      Ao desembarcar, fui de metrô (50 centavos cartão + 1,5 euros passagem) até a hospedagem Urban Garden Hostel, onde passei duas noites num quarto compartilhado com café por um total de 25 euros.
       
      Dia 26
       
      Em seguida ao café da manhã meio fraco, andei até o museu de história natural e ciência. O ingresso combinado com o jardim botânico saiu por 6 euros. Achei divertida a parte interativa, sobretudo a seção de física. Já o jardim, esse não é tão interessante.
       

       
      Almocei no indiano Bengal Tandoori por 6,9 euros. A sobremesa foi na sorveteria Amorino (4 bolas por 4,7 euros), localizada no calçadão central da rua Augusta.
       
      Continuei a caminhar pelo centro histórico, cheio de turistas e edifícios interessantes. O que não gostei foi do fato de me tentarem vender drogas a todo momento.
       

       
      Terminei a caminhada com o sol se pondo na orla. Voltei ao albergue, onde esperei meu colega português Rodrigo, que levou a mim e sua namorada para jantar no restaurante A Obra. O prato de comida refinada com vinho saiu por 19 euros por pessoa. Ao menos, pudemos tomar a aguardente caseira à vontade.
       
      Continuamos a festa em duas baladas: a primeira, Crew Hassan, gratuita e cheio de estrangeiros, a segunda, Desterro, meio oculta e ao custo de 5 euros.
       
      Dia 27
       
      Acordei tarde. Fui até a estação final Cais do Sodré, onde tomei o trem até Belém (3,2 euros das passagens + outro cartão).
       
      Lá visitei o Museu Nacional de arqueologia e o Mosteiro dos Jerônimos (12 euros pelos dois). O museu possuía 3 exibições: Egípcios, Lusitânia romana e tesouros portugueses. Quanto ao mosteiro, ele lhe dá acesso ao claustro, ao andar superior da igreja e a uma linha do tempo.
       

       
      Ao sair de lá, a chuva estava forte. Como os restaurantes mais em conta estavam já fechados, fiquei com o Cais de Belém. Escolhi uma entremeada no carvão por 6,8 euros.
       
      Com a tarde chegando ao fim e eu molhado e com dores na coluna desde o dia anterior, regressei. Peguei minha mochila e toquei pro aeroporto.
       
      Às 21 h, fui de Vueling até Barcelona, onde passei a noite no aeroporto.
       
      Dia 28
       
      Sem dormir direito, de manhã fui de Norwegian até San Francisco, com conexão em Londres-Gatwick. O segundo voo foi de 10 horas e meia de duração, sem comida ou sequer água pra beber, já que era um voo de baixo custo. Ainda bem que levei.
       
      Tive aquela recepção nada amigável dos agentes de imigração, que me mandaram pra sala de interrogatório e me deram um chá de cadeira de quase 3 horas!
       
      Desgastado, peguei o trem (BART) até o centro de San Francisco, por 10,2 dólares. Se eu fosse usar mais esse transporte, valeria comprar um cartão Clipper (3 dólares), para usufruir de tarifas menores.
       
      Desci próximo à hospedagem Found Hotel, onde eu ficaria num quarto compartilhado por uns 125 reais a diária. Antes disso, porém, parei pra comer no Burger King (2 sanduíches por 6 dólares), o primeiro lugar aberto que vi. Parecia um manicômio aquilo…
       

       
      Dia 29
       
      Comecei o dia me assustando com a quantidade de sem-tetos e gente maluca no centro de San Francisco. Não lembro de ter visto igual em outro país de primeiro mundo!
       
      Comprei rango num mercado e saí a caminhar ao redor dos prédios altos. Parei na loja de roupas baratas Dress for Less, onde adquiri alguns itens, como tênis por 10 dólares.
       
      Almocei num Subway (30 cm por 8,1 dólares). Depois embarquei num ônibus para a área da ponte Golden Gate (4,5 dólares). Já havia estado aqui em 2011, mas essa vista ainda me deixa de boca aberta.
       

       
      Passei o resto da tarde por lá, entre a neblina que surgia e sumia constantemente. Antes de partir, entrei na Sports Basement, uma loja enorme de artigos esportivos.
       
      Retornei ao centro caminhando. Primeiro passei pelas casas bacanas em frente à marina. Em seguida, jantei biryani de frango (10,8 dólares) no indiano Naan Curry. Saí de lá explodindo e soprando fogo.
       
      Voltei o resto do caminho tortuoso e fui dormir.
       
      Dia 30
       
      O jetlag de 8 fusos bateu no meio da noite. Quando decidi sair da cama, conheci o centro cívico e depois peguei um ônibus até a Ocean Beach (3 dólares).
       
      No supermercado Safeway, comprei uma marmita por 7 dólares e comi na beira da praia, só que o vento estava desagradável.
       
      Assim, entrei de uma vez no Golden Gate Park. Esse parque municipal maior que o Central Park de NY é repleto de atrações esportivas e naturais. Passei muitas horas ali, caminhando e fotografando.
       

       
      Quando o final da tarde se aproximava, encontrei um casal de brasileiros, que me deram uma carona de volta. Fiquei no shopping Westfield Centre. Lá eu jantei frango teryaki (10,1 dólares) numa lanchonete chinesa, que tenta enganar com o nome Sarku Japan.
       
      Dia 31
       
      De manhã, fui no ponto retirar as diversas encomendas que havia feito com a Amazon. Foi um parto trazer todas aquelas caixas de volta ao hotel, 1,5 km distante. Consegui fazer tudo caber em duas mochilas, a tempo do check-out.
       
      Almocei comida coreana no quiosque Sorabol, no shopping. Escolhi bulgogi com kimchi, miojo, arroz e brócolis (10,8 dólares).
       
      Depois, fiquei zanzando pelos bairros a nordeste até escurecer. Passei pela Chinatown, pela rua sinuosa Lombard e pelos píers da orla, todas essas atrações imperdíveis.
       

       
      Jantei no chinês Panda Express (11,8 dólares). Então, parti pro aeroporto.
       
       
      Dia 32
       
      De madrugada, peguei o primeiro vôo do dia, pela Avianca, até San Salvador (El Salvador). Que bom que tive a fileira inteira livre pra mim, então pude dormir.
       
      O segundo foi para Lima (Peru), enquanto que o terceiro chegou em Guarulhos na manhã seguinte, para então retornar a Floripa. Fim!
       
      Curtiu o relato resumido? Então confere o completo desses e mais de outros 100 países em meu blog de viagem Rediscovering the World
    • Por felipeffernandes
      Fala galera!
      Estava tentando montar um mochilão pela Europa neste ano, sendo que viajaria com a minha irmã. Mas, com esse lance todo da pandemia e a alta das moedas mais fortes, pensamos num outro destino: África do Sul.
      Pesquisando sobre as atrações e lendo alguns relatos aqui, também despertamos interesse por conhecer a Namíbia. 
      O que não está muito claro pra nós é se seria possível conhecer estes dois países, já que temos um orçamento meio limitado.
      A ideia seria fazer Safari na Namíbia (Etosha), dar um rolê no deserto e seguir para a África do Sul, Cape Town.
      Rola fazer isso? Se sim, quantos dias levaria, no mínimo? E quanto eu iria gastar? 
       
      Agradeco desde já! 
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