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AFRICA DO SUL NAMIBIA ZIMBABWE BOTSWANA E ZAMBIA - 17 DIAS - NOV/13 - 3 RAPAZES - VIAJE EM NOSSA VIAGEM E TIRE SUAS DUVIDAS

Posts Recomendados

SENSACIONAL!!!

 

Gosto muito dos seus relatos. Cheios de dicas de passeios e o principal (pra mim): FOTOS! Já tinha a África como um destino desejado, agora com o seu relato, está no top five!

 

Compartilho o desejo do Paulera: continue postando muitas fotos! ::otemo::

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Thais, Paulera,... obrigado amiguinhos !!!

Ainda hoje posto mais ::otemo::

Paulera, ainda vou no seu tópico dar aquela agradecida por tudo. Sem você essa viagem não seria possível

 

abraços ::otemo::::otemo::::otemo::

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Não vou nem comentar as fotos já que isso é sambar na cara da sociedade!!!! ::hãã2::

Quanto as moscas e o sunset maraaaaa, me fez lembrar Alice Spring, literalmente come mosca mas mesmo com a presença dessas maledetas vale cada centavo pago!!!

Keep on please!!!! ::otemo::

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::hãã::

Dia 08

 

Acordamos antes das 5 para poder pegar o nascer do sol mais famoso da região, o da Duna 45 no Sossusvlei (não se esqueça que é um chãozim até lá)

 

Mas deixa-me explicar uma coisa antes. Mais uma vez, esqueça essa história que deserto é sinônimo de calor. Esteja sempre preparado. Pagamos TODOS os pecados no caminho. Escuro, um frio da PORRA e o carro é tipo daqueles de safari, todo aberto. Puta que pariu. Nem quando eu peguei -40ºC em Vermont (EUA) eu senti tanto frio (mentira), mas foi BEM difícil aguentar. Nem foto eu aguentava tirar (para ver como o caso é sério)!!! ::Cold::::Cold::::Cold::::Cold::::Cold::::Cold::::Cold::::Cold::::Cold::::Cold::::Cold::

 

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Ao chegar à entrada do parque que da acesso ao Sossusvlei, aconteceu justamente o que o guia tinha dito: só abria depois das 6. Ou seja, adeus nascer do sol neh?! Vimos dali mesmo, nos tremendo todo !!!Tem opções para ficar dentro também, ai deve ser diferente.

 

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Logo o parque abriu e tomamos rumo à famosa Dune 45, bem depois da entrada do parque, e subimos com tudo. Que puta visual do caraio !!! ::dãã2::ãã2::'>

 

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“Situada no deserto do Namibe, é conhecida por “Duna 45” porque fica ao quilómetro 45 da estrada que liga Sesriem a Sossuvlei. Com cerca de 170m de altura, oferece uma excelente vista sobre a região circundante.

 

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Estas dunas formaram-se ao longo de milhões de anos. Resultam dos detritos que o rio Orange depositou no Oceano Atlântico, e que foram arrastados para norte pela corrente de Benguela, sendo depois devolvidos a terra pelas marés. Aqui, o vento molda as dunas, formando padrões de cores quentes que contrastam com as superfícies brancas dos charcos de argila. O tom laranja avermelhado da areia denota a sua idade: ao longo dos anos, o ferro presente na areia oxida. Por isso, quanto mais vibrante e forte for a cor, mais antiga é a duna. As dunas do deserto do Namibe, ao contrário das do Kalahari, são dunas migratórias. O vento está constantemente a deslocá-las para o interior e a esculpi-las em diferentes formas.”

http://naoelonge.wordpress.com/2012/03/26/duna-45/

 

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A temperatura foi subindo e já dava pra tirar o casaco. Implorávamos pelo café da manha e andamos mais um pouquinho onde nosso guia estacionou o carro ao lado de uma mesinha improvisada, já em Sossusvlei, onde dividimos espaço com muitos pássaros e tomamos um belíssimo café da manhã !!!

 

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Imagem do Sossusvlei vista de cima disponível no Wikipédia

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Deadvlei: paramos o carro ali perto do Sossusvlei e partimos para a caminhada de um pouco mais de 1km para ir ver o Deadvlei !!!

Não se esqueça da água e do protetor solar, vai precisar. Aconselho também a usar um tênis. Fui de chinelo e queimei a sola do meu pé na caminhada. Quem diria que aquele frio todo iria do nada virar mais de 40 graus ?! Doeu ! ::essa::::essa::::essa::::essa::

 

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Resumo do Deadvlei: Foda !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ::otemo::::dãã2::ãã2::'> ::otemo::::dãã2::ãã2::'>

Fotos para a eternidade ! ::mmm:

 

“Dead Vlei é considerada como uma “bacia de argila branca”, localizada dentro do Parque Namib-Naukluft, na Namíbia. Também escrito como DeadVlei ou simplesmente Deadvlei, este nome significa algo parecido com “charco morto” (do Inglês dead, e do Africâner vlei, um lago ou pântano entre dunas). O local é conhecido ainda como Dooie Vlei, que é seu nome completo em Africâner, além de presumivelmente o original.

 

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Dead Vlei vem sendo aclamada por estar circundada pelas maiores dunas de areia do mundo, em que a maior delas, conhecida como “Big Daddy”, chega a alcançar a estonteante altura de 300 a 400 metros. Quanto ao solo de argila branca, este foi formado após uma grande precipitação, quando o rio Tsauchab inundou formando rasas e temporárias piscinas, onde a abundância de água permitiu a uma espécie de acácias (Acacia erioloba) a se desenvolver. Porém, a ocorrência de algumas mudanças climáticas fez com que dunas de areia invadissem a área junto ao rio, impedindo que este chegasse à região. Isto, portanto, ocasionou uma grande aridez, e transformou o local no que hoje é conhecido como Dead Vlei.

 

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As árvores então morreram, por não haver mais água suficiente para sua sobrevivência. No entanto, há ainda algumas espécies de plantas que permanecem na região, tais como a salsola e como moitas de !nara (nome local dado a uma espécie de melão originário apenas da Namíbia), adaptadas a viver somente com a névoa da manhã e com raríssimas precipitações. Os esqueletos remanescentes das árvores, que se acredita terem por volta de 900 anos de idade, agora são negros pela intensa exposição ao sol. Estando aparentemente petrificada, a madeira destas árvores não se decompõe pelo simples fato de estar seca por completo” http://pt.wikipedia.org/wiki/Dead_Vlei” (e de praticamente não haver umidade por lá). :o

 

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Depois disso demos uma passada rápida no Sesriem Canyon, o qual achei particularmente bem interessante apesar de já estar mortinho de informações e etc.

 

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“Sesriem is also known for the Sesriem Canyon, about 4 km from Sesriem itself, which is the second most important tourist attraction in the area after Sossusvlei. It is a natural canyon carved by the Tsauchab rivier in the local sedimentary rock, about a kilometre (0.6 mile) long and up to 30 meters (100 feet) deep. The name Sesriem is Afrikaans and means "six belts", given by settlers returning from the Dorsland Trek who had to attach together six belts (made of oryx hides) in order to reach buckets down into the canyon to scoop up water. The Sesriem Canyon is only two metres (6.5 feet) wide in some places, and has a portion that permanently contains water, which many animals use.” http://en.wikipedia.org/wiki/Sesriem

 

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Voltamos ao hotel para almoçar, pegar uma piscina e tirar um cochilo. ::hein:

 

Logo chegou a hora da janta e lá fomos nós. Dessa vez acho que ficaram com pena de mim e fizeram um sanduiche (o qual por sinal deixaram claro que não iriam cobrar). Esse jantar estava chique demais, a luz de velas. Um brinde a vida que amanhã tem mais estrada pela frente. ::otemo::

 

::hãã::

Dia 09

 

Acordamos com calma e fomos tomar o café da manhã (com as moscas) !!! Damn it ! Aquele lugar era lindo e chique, não combinava com essas malditas. Fizemos o checkout e partimos rumo a Windhoek. Só que dessa vez eu que fui dirigir aquela bacia... Em 10 minutos de estrada eu já quase rodei com o carro. Sabe como é né? Muito cascalho, areia !!! E a anta aqui senta o pé no freio... Sorte que praticamente não passa carro então não aconteceu nada sério... Depois disso me foquei em dobro e correu tudo certo, inclusive com outras pequenas paradas para fotos no decorrer dos mais de 320km.

 

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O caminho que o GPS traçou passava por Rehoboth, que foi justamente onde a estrada asfaltada começou. E que tapete viu ?

 

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Chegamos a Windhoek de tarde e fomos fazer o check in na Rivendell Guesthouse. Pousada bem aconchegante e barata, com um bom wi-fi (pago) e que também dispõe de café da manhã (pago).

 

Fomos depois a um shopping (Maruea Mall) ali perto para forrar o estômago. Pasme, tudo fecha as 13 hrs, menos os lugares para comer. E era sábado. Oi?! ::dãã2::ãã2::'>

 

O dia foi morto e um dos amigos passou mal, enjoado, mais a noite. Ah, antes disso, ali, na beirinha da piscina, conhecemos uma família da Angola (lá também se fala português). Conversando com a criança, que se apresentou como Elaine, descobrimos que viriam ao Brasil em janeiro. Quando perguntei o que ela sabe sobre o Brasil ela soltou a pérola: “sei que lá tem muitos bandidos”. #olharsincero ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'>

Pedi para ela repetir e filmei !

 

 

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Então a noite chegou e fomos ao recomendadíssimo Joe’s Beer House! Pela fama, não achei tão caro.

Que lugar maneiro, bem rústico, com free wifi e com pratos para deixar qualquer exigente de queixo caído. Eu pedi um frango (o mais chato né?) Adivinha o que veio? Um frango INTEIRO! ahahahah !!! ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

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Enquanto o outro amigo (Caju) sofria e quase desmaiava de náuseas, o outro (Felipe) pediu uns drinks e carne de bichos exóticos como Orix, Crocodilo, Zebra, Avestruz e Kudu. ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh::

 

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::tchann::::tchann::::tchann:: O RELATO CONTINUA NA PÁGINA 2 ::tchann::::tchann::::tchann::::tchann::::tchann::

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Não vou nem comentar as fotos já que isso é sambar na cara da sociedade!!!! ::hãã2::

Quanto as moscas e o sunset maraaaaa, me fez lembrar Alice Spring, literalmente come mosca mas mesmo com a presença dessas maledetas vale cada centavo pago!!!

Keep on please!!!! ::otemo::

 

Lá vem a Paula Adriana querer acabar com minha vontade de ir ao Alice Springs em outubro !!! mais mosca ???! ahahahahahaah !

valeu minha queridaaaaaaaaaaaaaaaa ::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

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::hãã::

Dia 10

 

Enfim chegou o dia de sair da Namíbia (ok, já tinha enjoado, assumo) !!!

Fizemos o check out e optamos por não pagar o café da manha do albergue. Joguei no GPS um lugar recomendado para papar: Craft Café (que fica num pequeno mercado local de souvenirs). É bom, mas é caro ! Não achei muito que valesse a pena (idem o tal mercado, achei bem carinho). Fizemos hora no shopping Maruea Mall (que estava aberto neste domingo de manhã) e, após comprar umas bobagens, fomos visitar uns pontos turisticos da cidade (bem superficialmente)... A igreja, a porta de um museu e o Parlamento !!! HAAHAHAHAH

 

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Agora é hora devolver o carro e a própria locadora nos deixou no aeroporto (como combinado).

 

Que forniiiiiiiiinho !!! Cruzes !!! Aproveitei o tempo livre para tirar areia do meu tênis. Acredite, não foi fácil !!! ::putz::::putz::

 

Na hora de pegar o avião, vem aquele aperto...

Um mini plane !!! Pelo menos era da Embraer para cravados 37 passageiros !!! Sinceramente, curti bem a Air Namibia. ::hein:

 

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Esse final de semana agora que eu to escrevendo esse relato aconteceu um acidente na Namibia com um avião da Embraer de uma cia de Moçambique. Gente, adorei a Air Namibia, mesmo. Foi apenas uma fatalidade que aconteceu com uma outra cia e que poderia acontecer com qualquer uma. Deixar de viajar por medo é que não dá... Mas assumo o frio na barriga ! ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

Agora você já pensou o que acontece quando você leva um pacote de batata Lays para o céu ?! Ai vai... ahahahahahah ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'>

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ZIMBABWE do dia 10, de tardinha, ao dia 12, de manha

 

 

Chegamos enfim no Zimbabwe onde do céu tudo também parecia vazio e seco. Muito seco. Doce ilusão achar que as cataratas fossem trazer vegetação e umidade para a região !

Aterrissamos em Victoria Falls airport e veio o outro susto ! O aeroporto é menor que a entrada do meu prédio (ok, é exagero, mas não é muito diferente não).

 

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Paga-se o visto e preenche-se um formulário. Para entrada única US$ 30 e para múltiplas entradas US$ 45.

 

No aeroporto deveriam ter umas 10 pessoas. 8 com placas esperando os 20 passageiros e mais uns 2 taxistas.

Pegamos um taxi para a cidade que nos cobrou, se não me engano, US$ 30 dólares. Não se assuste: tudo que você foi fazer no Zimbabwe vai ser com dólar. Se você for sacar, sacará em dólar ! Fácil !!!

Tem uns caras na rua que ficam até tentando te vender o dinheiro local deles (que nem eles mais usam) como souvenir dizendo: Olha a nota de 1 milhão !

 

Detalhe, agora sim está parecendo África. ::Ksimno::

Todos são negros nós próximos países visitados. ::cool:::'>

Namíbia parece Alemanha!!! E África do Sul tem de tudo.

 

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Chegamos ao Shoestrings (nosso hostel). Estrategicamente bem localizado no meio de Mars !!! Lá é assim. Animais na rua (uns javalis, porcos, elefantes e qualquer outro espécime) e muitas pessoas te abordando para tentar te vender algum passeio ou alguma bobagenzinha.

 

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A cidade em si não tem atrativo algum, mas tinha um mercado ! Oba ! ::tchann::::tchann::::tchann::

 

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O hostel é bem simples (bem mesmo), mas felizmente nosso quarto tinha um belo de um ar condicionado que tornou aquele lugar o melhor palácio do mundo até então, pós o banho de sol namibiano. O wifi também é cobrado, mas funciona que é uma maravilha, sem contar que o hostel também tem um restaurante (simples) e um bar com música o tempo todo.

 

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Aproveitamos para já pagar tudo e pagar também o passeio do safari no Chobe, Botswana, que tínhamos reservado por US$ 415 a cabeça por 3 dias, 2 noites... uiii !!! O atendente, que fica num anexo da recepção, chamado Munya, é bem extrovertido e o Felipe aproveitou e fechou com ele também o Bunggie do dia seguinte ! US$ 165 (Jump, Swing e Slide de cima da ponte). É claro que eu só ia ficar olhando.

 

Dicas: Não compre adaptador para tomada. A nossa redondinha entrou lá sem problemas, mas tem um pequeno truque para empurrá-la no buraco.

Para pequenas lembrancinhas, recomendo o comércio que fica dentro da estrutura do hostel. Lá que eu comprei a maior parte das lembrancinhas. É bem mais em conta que as lojinhas na rua e ninguém te torra o saco te implorando para entrar!

 

::hãã::

Dia 11

 

Acordamos cedo, no geladinho, para curtir um café da manhã, se encher de protetor/repelente e partir rumo ao parque Victoria Falls !

Ah, tinha me esquecido. Aqui tem moscas, mas também tem mosquitos. Então é isso. Se encha de repelente se não quiser ficar picado ! O que vende lá é o TABARD e eu recomendo. Ele só não serve para moscas (leve a raquete elétrica brasileira se for desesperado).

 

Já na metade do caminho, à antinha do Felipe notou que tinha esquecido o voucher para pular da ponte e voltou, me deixando com o Caju numa sombra. Aproveitamos para fotografar a população local na sua rotina diária de segunda feira.

 

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Fomos andando e já cruzamos com um elefante, muitos vendedores.

 

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Chega! Entramos no parque (já um calor dos infernos), pagando US$ 30 cada e mostrando o passaporte! Que coisa mais cara. É a síndrome dos US$ 30 viu !!! Não se esqueça do passaporte.

 

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No lado do Zimbabwe, você vê Victoria Falls na sua frente e fica na cidade de mesmo nome. No lado da Zâmbia, você vê Victoria Falls de frente (visão parcial do lado do Zimbabwe) e de cima (dependendo da época, se é de cheia ou não).

Particularmente eu não recomendaria Victoria Falls do lado do Zimbabwe se você tiver a opção de ir a Livingstone na Zâmbia porque vai ver quase a mesma coisa e a cidade Victoria Falls (Zimbabwe) é dispensável!!!

 

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O parque em si é maneiro e tem uma puta vista das cataratas. Vou ser sincero, a nossa querida Iguazu Falls dá de 10 a zero !!! Mas peraí!!! Fomos na época seca. Contudo, isso foi proposital. Apesar da queda ser bem menos bonita que quando a vazão está alta, só assim seria possível dar um mergulho na Devil’s Pool no lado da Zambia. Quem não sabe o que é isso, só continuar lendo... Já já você vai descobrir...

E pasme, dava até para ver os malucos lá fazendo esse passeio, olhando pro outro lado... Medo de pensar que em poucos dias já seria eu...

 

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Enfim, você cruza o parque andando uns 2 km e depois mais uns 2 km para voltar. É rápido. Tem parte que é bem molhada (mesmo na época seca) e praticamente chove em você !!! Proteja sua máquina e seus documentos. Outra parte é bem seca. Mesmo. Leve água porque lá é caro.

 

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Não deixe de ir até o final porque tem muitos lugares para fotos ! E é claro que fizemos os melhores e mais fotogênicos clicks ;) Ok, talvez essa vista só tenha deste lado !!! Ponto para o Zimbabwe.

 

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No pós parque, fomos para a tal ponte que liga o Zimbabwe a Zâmbia porque é do meio dela que se faz Bunggie e já é parte da Zâmbia.

 

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Você não paga o visto e sim pega uma autorização para fazer e/ou assistir (mais um motivo para você não ter que ir ao Zimbabwe se já for a Zâmbia). O trecho que se caminha é longo até chegar à ponte, o sol é forte, e pode ter certeza que alguém vai te contar uma linda história pra tentar te vender alguma coisa. E nisso zilhões de caminhões parados para entrar no país e uns baboos (macacos ladrões) aproveitam para saquear uns !!!

 

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No meio da ponte você já vê o Welcome to Zambia e chove de ambulante querendo falar com você. Nunca fiz tanta amizade, puxei assunto, conversei e foi aquela farra só. Felipe fez uma tirolesa e, enquanto se preparava para pular, fiz coro com o pessoal: PULA, PULA, PULA !!! ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

Cismaram com meu tênis colorido. Tive até que anotar em que site (aliexpress) comprei e que preço paguei (US$ 55). Um cara lá me ofereceu US$ 50, mas eu recusei. Depois me bateu a consciência pesada. Poxa, eu deveria ter dado o tênis. Mas provavelmente iria ter briga pesada ! O povo é muito simpático. O Thomas, nome de um deles, inclusive se ofereceu para tirar as fotos já que eu NÃO cheguei perto de onde o Felipe iria saltar, pelo contrário, fiquei segurando as grades do outro lado ! Fobia é foda ! ::xiu::::xiu::::xiu::::xiu::::xiu::

 

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Resumo da história. Mais US$ 65 para um cd com as fotos e vídeos do pulo (muito bem produzido e em diversos ângulos)!!! Vale lembrar que em 2012, uma turista escapou da morte depois da corda arrebentar e ela cair viva no rio. Sorte, já que são 111m. Provavelmente a corda já arrebentou perto da água. Mas ela nadou e escapou com pequenos arranhões. Sorte que ela não nadou para o lado que tinha crocodilos. Essa nasceu de novo. Eu achei a equipe atenciosa e pareceu bem seguro. Contudo, nem sonhando, obrigado! E olha que o povo lá me zuou bastante e eu ensinei português pra galera que não parava de gritar que eu era o Neymar ! HAAHAHAHHAHA !!! ::putz::::putz::::putz::

 

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De volta, já depois de 15 hrs, almoçamos e fui tentar dar uma volta na cidade. Pra que né?! Fiz uma comprinha num mercado local lá que tem beirando uma linha de trem, mas o assédio foi tão grande que fiquei com medo. ::sos::::sos::::sos:: Tavam querendo negociar nossas bermudas e prometemos voltar no dia seguinte !!! PS: todos os preços são negociáveis.

 

Apesar de tudo, me senti seguro e em nenhum momento aparentou que fossem nos fazer algum mal ! E foi assim que me senti em todos os lugares que fui na África nessa viagem.

A janta, uma bela pizza, foi no hostel, com direito a musiquinha e os turistas se perdendo nas bebidas! Até um cachorro (o maior que já vi na vida) fazia figuração na recepção!!! ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

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::hãã::

Dia 12

 

Acordamos para um café da manhã feito as pressas e já prontos para se despedir do Zimbabwe. Era hora de partir pro Safari no Chobe, em Botswana, uns 80km de onde estávamos. Para isso veio um rapaz da Kalahari (empresa que contratamos para o safari) e ele nos levou até a fronteira onde já era Kasane (Botswana) e foi onde fizemos a imigração for free (é de graça mesmo) MAS QUE POVO FEDORENTO VIU....

 

BOTSWANA - SAFARI NO CHOBE NATIONAL PARK do dia 12, de manha, ao dia 14, de tardinha

 

 

Já pulamos naquele carro lá de Safari que é grande e todo aberto o qual apelidarei daqui pra frente de Game Car !!! Tudo que se refere a animal eles chamam de Game !!! Então coloquei esse nome no carro !

 

Antes de começar o safari em si, nos levaram para a agência onde assinamos uns papéis, comemos uns lanches e partimos para um barco grande onde fizemos o primeiro (e único) passeio no Rio. Engraçado que ali é fronteira de tudo. De um lado é Namíbia, do outro é Zâmbia, do outro Zimbabwe e eu já estava confuso querendo saber onde eu estava. Acho que na Botswana, né?!!!

 

O passeio foi legal, vimos crocodilos, vários hipopótamos e outros zilhões de animais (de longe) com auxílio de binóculos e etc. Depois entendi que àquela hora, com o sol a pino, é uma péssima hora para ir atrás de animais já que eles curtem uma sombra. Elefante é o que não falta nesse Chobe viu, te contar !!!

E o parque é gigante. Selva, parte meio desértica, parte com água. Mas muito, MUITO grande. Literalmente você tá a mercê do destino nesse lugar !

 

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Depois do passeio, de volta a agência. Era a hora de almoçar e se despedir de civilização, banheiros e qualquer outra coisa por mais de 50 horas ! Ui !!!

 

Subimos no carro e já iniciamos nosso primeiro Game Drive atrás de animais já dentro do Chobe... Já começamos com milhões de gazelas saltitantes, orix e manadas de elefantes que cruzam a nossa frente quase todo instante. O guia sempre pediu para a gente se manter no carro e SEMPRE sentados. Não há proteção alguma. O carro é completamente aberto e, até onde pude notar, não estão preparados para nenhuma emergência. Seja o que Deus quiser !!!

 

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O guia também, Petros, disse sempre ter que se manter no caminho. Que se sair do caminho e se embrenhar no mato, perde o emprego. Lorota. Ele sempre saia por vontade própria e quando dava na telha. Quando a gente pedia, ele era bem ríspido ::quilpish:: : “você não ouviu o que falei no início?”. ::toma::

Tinha uma canadense junto a nosso grupo, Audrey. Pra tudo ela tinha uma pergunta e sempre o Petros tinha uma resposta (às vezes meio grossa, outras não, contudo, sempre completa). ::grr::::grr::::grr::

 

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Nosso guia era assim mesmo, de lua ! De qualquer forma posso antecipar que ele é, de longe, um dos melhores guias de qualquer coisa que eu já tive. O cara era foda ! Literalmente foda ! Os olhos dele parecem que varrem a região a cada segundo. Cada pegada na terra/ areia, ele para, as vezes da ré. Interpreta o que tá vendo e traduz para a gente.

 

“Passaram aqui 3 horas atrás um grupo de 6 leões, pela posição das pegadas, aqui aconteceu alguma coisa e eles seguiram tal direção”. Enfim, para TUDO ele dizia algo assim. Pasme, ele estava certo o tempo todo. Tudo que ele falava acontecia. Eles usam um rádio em cada Game Car e se comunicam com os outros guias. Cruzando com algum guia (não importa de que empresa seja), param, se cumprimentam e trocam informações, SEMPRE em africanês para a gente ficar a ver navios.

 

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Não importa, a audácia no nosso guia fez a gente chegar primeiro e presenciar a cena mais desejada por qualquer pessoa que já sonhou em fazer um safari: ver um ataque REAL na sua frente! Já era fim do dia quando encontramos os primeiros leões de nossa viagem. Quer dizer, leoas. Elas que caçam e cuidam dos filhotes. Os leões só aparecem quando querem acasalar e a chance de vê-los é de apenas uma vez no mês! ::love::::love::::love::::love::

 

Pois bem. Paramos ao lado das três leoas e dos filhotinhos que começaram a sair da sombra (o sol já tinha baixado) e andar rumo a um lago. É muito comum os animais beirarem os lagos que são escassos nessa época do ano. Se tivesse chovendo, teria água em qualquer lugar e seria impossível acha-los.

 

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No horizonte, avistamos um elefante. Segundo o nosso guia, parecia estar doente. Elefante não anda sozinho e sim com o grupo. E ele estava lá, perdido, sozinho. Presa fácil?! Nem nosso guia sabia. Simplesmente pediu para prestarmos atenção enquanto a leoa andava vagarosamente rumo a ele. Mas como prestar atenção?! A nosso lado, LITERALMENTE a nosso lado, estava à outra leoa com os filhotinhos observando tudo. E porque eles não nos atacam?! Segundo o nosso guia, a gente chegou devagar e mostrou respeito. Eles enxergam o carro. Mas se levantássemos ou ficássemos muito agitados, sabe Deus !!! Porque como eu já disse, não é exagero, NÃO HÁ PROTEÇÃO ALGUMA ! It’s Africa babe !!![/size] ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

Se eu não visse o que eu vi e vou relatar agora, poderia jurar que tudo era uma falcatrua e que os bichos estavam dopados ! Nananinanão !

 

A leoa, ao se aproximar do elefante, mostrou sua ira. Segundo nosso guia, o leão é um bicho ruim mesmo. Às vezes mata apenas por matar e mais nada. Neste caso, a luta estava prestes a começar e eu tava torcendo pelo elefante, é claro !!! Mas acho que era o único.

 

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A leoa saltou no elefante que se defendeu e deu-lhe uma trombada !!! PÁ ! ::dãã2::ãã2::'> ::essa::::dãã2::ãã2::'> ::essa::

 

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A leoa veio por trás, mordeu e derrubou o bichinho e a partir daí foram grunhidos eternos os quais nunca vou esquecer. O processo todo levou mais de 30 minutos e nisso já tinham uns 10 Game Cars por lá vendo ou tentando ver!!! Eu tava atordoado. ::Ksimno::

 

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A leoa, depois de se certificar que ele estava morto, VOLTOU para onde estávamos com a boca cheia de sangue e chamou as outras leoas que chamaram os outros filhinhos... Contudo, os pobres ficaram com medo de passar entre os Game Cars e sempre tinha o irmãozinho mais velho que ficava esperando o outro ir !!! Cara é incrível isso porque foi assim. Sem tirar nem por. Comunicação perfeita. No final, o banquete estava completo e o coitado do elefante, tombado, foi pro saco mesmo !!! ::grr::::grr::::grr::::grr::::grr::

 

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Era hora de ir pro camping (até porque são proibidos de dirigirem a noite por lá) e eu ainda sem acreditar no que tínhamos visto, no sofrimento do elefante agonizando minutos atrás e o quão sortudos éramos por ter visto e ter tirado mil fotos dessa cena rara. Digo rara porque ela não tem data nem lugar para acontecer, a área que o carro cobre é mínima representando a extensão de todo o território.

 

Mas uma tempestade se formava e era hora de correr para as barracas e guardar as malas que ainda estavam no jipe (ok, jipe é mais fácil, jipe será) !

 

E as barracas? PQP !!! eram barracas mesmo. Ah,.. deixa de frescura. Eu já sabia. Mas e a proteção?! Não tem. O local não é cercado. Você acampa ao relento, no meio das árvores e fomos alertados que bichos passam por ali. Simplesmente tome cuidado e não saia do perímetro que compreendia no ponto final o banheiro (um buraco que cavaram e colocaram uma lona em volta) ! Me pergunta se eu fui nesse banheiro ?! há!!!! Se algum elefante passar, não se desespere. Apenas espere !!! Elefantes não matam por matar. Eles nem comem carne. Só matam se se sentirem ameaçados.

Curiosidade: o elefante só aproveita 40% do que come,... Eles tem um péssimo sistema digestivo.

 

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O pessoal (umas 16 cabeças) fica socializando em baixo de uma tenda grande com uma fogueira e várias cadeiras enquanto o cozinheiro preparava o banquete e colocava numa mesa improvisada. Apesar de ser bem fresco, a comida estava deliciosa e me caiu como uma luva !!! A primeira noite estava fria, por causa da chuva e do vendaval que deu depois daqueles 40 e tantos graus de dia ! Dormimos cedo porque nosso próximo Game Drive iria ser ao amanhecer, umas 5 e pouca da matina, hora que os animais vão a caça e o sol tá ainda nascendo !

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Que cena mais triste a do elefante com a leoa! :cry:

 

nao gostaria de ver um ataque de jeito nenhum ......

 

(praticamente me sentindo lá ao ler seu relato Zervelis :D )

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Noooooossa, deu muita dó do elefantinho. Ele era pequeno. :cry:

 

Bem, esse foi o dia da leoa. Lei da sobrevivência.

 

this is Africa!!!

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Cara, to lendo seu relato e extasiado pelas fotos(menos voce claro... ::bruuu:: ) e informações que está postando.

 

Ano que vem será minha vez de que "Africanear", e com o tempo vou fazer várias perguntas, pois Cidade do Cabo tá no meu roteiro, bem como o Shark Cage Diving (um sonho meu), mas o safári irei fazer no serengueti e Ngorogoro, indo pela Tanzânia.

 

Enfim parabéns pelo relato!!!

 

André

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    • Por Carlosfuca
      Parte 1: Introdução e Roteiro
      O fato de poder pisar no Continente Africano está diretamente relacionado às minhas aspirações de pelo menos quatro anos pra cá. Tempo esse que pude saber que foi em África que se instalou os primeiros seres humanos do mundo, ou seja, o continente Africano é o Berço da Humanidade. De sua antiguidade clássica provem as primeiras civilizações que consolidaram diversos feitos avançados para época e que foram modelados para civilizações de outras partes. As dificuldades que se presenciam nos dias de hoje em África foi devido o advento das invasões europeias e também das invasões árabes, todo o passado de glória se perdeu e transformou no que podemos ver ainda no século XXI e o que ocorreu nos séculos anteriores de desmantelamento cultural e exploração intensa desde pelo menos o século XVI.
      De certo que existe a importância cultural (e de certa forma política), mas essa viagem teve um aspecto mais mochileiro/turístico com uma diversidade de atrações e com certeza contando com o espetáculo da natureza, a exuberante paisagem do sudeste africano. Foram 23 dias de viagem, onde parti de São Paulo dia 04 de Julho de 2017 e só retornei no dia 27 do mesmo mês.
      Antes de ir, apesar de estar próximo de se realizar um grande sonho e do que esse momento significava pra mim, o planejamento foi feito bem rapidamente utilizando o pouco de experiência que tenho em fazer meus roteiros com informações da internet. Não agendei previamente (no Brasil) nenhum "Tour", transporte ou acomodação, apenas comprei a passagem para Cidade do Cabo (Cape Town) pela Angola Airlines (TAAG) que custou R$1960,00, renovei meu passaporte e chequei se eu precisava tomar a vacina contra Febre Amarela. No caso não precisei, pois já havia tomado em 2011 quando fui pra Bolívia e essa vacina é valida por dez anos. Lógico que antes de tudo olhei os mapas, compilei os hostels no centro de Cape Town e tudo mais. Levei dinheiro em espécie e no Cartão VTM (Visa Travel Money) tudo em dólar, mas a moeda na África do Sul é o Rand (Zar). Na questão do visto para a África do Sul, pra turismo os brasileiros não precisam pagar nem agendar previamente, é apenas mostrar um passaporte contendo pelo menos 1 mês de validade antes da data de retorno pro Brasil e uma folha em branco, o visto valerá por 90 dias.
      Vou deixar pra detalhar essa encantadora e graciosa aventura nas próximas postagens, por enquanto vou deixar o esboço do roteiro. Recebi no passaporte carimbos de cinco países: África do Sul, Reino de Lesoto, Zâmbia, Zimbábue e Botsuana. A estadia foi maior na África do Sul e depois em Zâmbia, os outros três países visitei mais a região próxima das fronteiras fazendo um "Day Tour" em cada país.

      Do que eu havia planejado tudo correu muito bem, só não consegui conhecer a Ilha Robben (Robben Island) por ter chovido no dia em que eu agendei minha ida e não pude adiar porque no dia seguinte já estava marcado o inicio da viagem pelo BasBuz, uma van que percorre por toda a costa sul africana desde a Cidade do Cabo até Pretória (falarei mais sobre). Outro ponto que queria muito ir era o Museu Africano em Joanesburgo, mas não achei o local. Isto foi minimizado pelos diversos pontos altos da mochilada, como a subida na caminhada até a Montanha da Mesa (Table Mountain), o tour na Península do Cabo, a caminhada até a Tugella Falls na Cordilheira de Drakensberg, a ida as Cataratas Mosi-oa-Tunya/Victoria Falls em Zâmbia/Zimbabue, ou o Chobe Safari em Botsuana. 

       
      Dia 06/07/17
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      Dia 07/07/17
      ida ao centro comercial V&A Waterfront de manhã
      Praia - Camps bay beach à tarde
      Dia 08/07/17
      Cape Peninsula Tour (BasBuz)- Ilha das Focas, Praia dos Pinguins e Cabo da Boa Esperança
       
      Dia 09/07/17
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      Dia 16/07/17
      Amphitheatre Backpackers

      Dia 17/07/17
      Amphitheatre Backpackers

      Dia 18/07/17
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      Dia 19/07/17
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      Dia 20/07/17
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      Dia 21/07/17
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      Dia 22/07/17
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      Dia 23/07/17
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      Dia 24/07/17
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      Dia 25/07/17
      Andando por joburgo.

      Dia 26/07/17
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    • Por José Luiz Gonzalez
      Introdução
      Fala galera!
      No fim de 2018 fiz uma viagem incrível pela África do Sul que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
      Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!
      Roteiro Resumido
      1 dia na Rota Panorâmica
      3 dias de Safári no Kruger
      9 dias na Garden Route
      5 dias na Cidade do Cabo
      Roteiro Detalhado
      15/11/2018 - Voo São Paulo > Joanesburgo
      16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
      17/11/2018 - Sabie > Graskop
      18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
      19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
      20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park
      21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo > Port Elizabeth > Jeffrey's Bay
      22/11/2018 - Jeffrey's Bay
      23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Stormsrivier
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      06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo
    • Por ederfortunato
      Em dezembro de 2017, passei 3 dias no Zimbábue (relato aqui) e 15 dias na África do Sul, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, por isso, resolvi fazer um também!
      Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia(até porque tenho péssima memória).
      Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato
      África do sul
      Roteiro: Foram 8 dias na Cidade do cabo, 2 dias em Joanesburgo e 4 dias no Kruger.
      Ficou boa essa quantidade de dias para cada lugar, não mudaria, mas caso dispusesse de mais tempo, ficaria uns 14 dias na Cidade do Cabo(queria morar lá pra falar a verdade rs).
      Uma coisa que compensou fazer, foi passar 4 dias no bairro de WaterFront e 4 dias na Long Street, fiz isso pra conhecer bem cada canto da Cidade do Cabo.
      E porque não conseguia me decidir onde ficar rs.
      Depois passei 2 dias em Joanesburgo, e acredito que foram suficientes(me lembrou muito São Paulo, e como sou daqui, não curtir rs).
      Finalmente, fui para o kruger, de van, caso você também vá via terrestre, reserve 3 dias no mínimo, pois de Joanesburgo pra lá, são umas 6 horas na estrada, por isso os dias de ida/volta acabam sendo quase perdidos. Tem um aeroporto mais
      próximo do parque, o Nelspruit, mas a passagem estava cara.
      Tirei a Garden Route do roteiro, pelo que vi precisa no mínimo uns 5 dias pra aproveitar bem.
       
      Passagens: Voei com a South African Airways, que é muito boa. Já que a ideia era conhecer mais um lugar além da África do Sul, escolhi ir para o Zimbábue.
      Pesquisando, percebi que se comprasse 3 trechos de uma fez, 1º São Paulo > Victoria Fall, 2º Victoria Fall > Cape Town e 3º Joanesburgo > São Paulo,
      acabou ficando mais barato do que se comprasse a ida/volta da África do Sul para o Zimbábue, recomendo usar a ferramenta do google para fazer essas pesquisa de preço por várias cidades.
      O trecho Cape Town > Joanesburgo, comprei pela FlySafair, só $250 Reais a passagem, tem muitas outras companhias de low-cost por lá, valeu a pena.
       
      Gastos: Com hospedagem, passeios, comida e transporte gastei $1.350 dólares pelos 15 dias(fora a passagem ida/volta do Brasil).
      Vou separar por cidade, assim ajuda a ter uma ideia melhor:
      8 dias na Cidade do Cabo: $600 dólares.
      2 dias em Joanesburgo: $100 dólares.
      4 dias no Kruger: $650 dólares.
      O lugar onde gastei mais do que deveria, foi o safári no Kruger, como eu estava sozinho, acabei tendo que apelar para uma agência, que cobrou $600 dólares o pacote de 4 dias, o valor compensou, pois estava tudo incluso, mas tenho certeza que se fizesse por conta, ou se estivesse com mais pessoas, gastaria bem menos.    
      No geral, o custo lá não é alto, é possível encontrar hospedagem a menos de R$50 Reais(em hostel) e refeições de R$15 a R$50 Reais, mas os passeios acabam sendo bem caros. Fiz vários day-tour que custavam em média R$200 Reais.
      Um dica que posso dar é fazer os passeios por conta própria, alugando carro e tentar ir em mais pessoas.
       
      Dinheiro: A moeda usada na África do sul, é o Rand, ele vale mais ou menos ¼ de 1 real, então 4 Rand = 1 Real, fiz esse calculo na hora de fazer as contas.
       
      Dólar/Rand/Real, o que levar? O melhor é comprar dólar aqui e trocar lá por Rand, talvez você tenha lido que não vale a pena, pois vai fazer o cambio duas vezes, e perde nas duas, bem... a verdade é que depende. Depende o quanto você perde, é possível perder mais fazendo apenas um câmbio, o que determina isso é se a moeda trocada é forte ou fraca.
      Nesse caso, você vai perder bem mais trocando diretamente Reais por Rand, do que se fizer Real > Dólar > Rand.
      Isso porque o Real é considerado uma moeda fraca por lá, quer dizer que ninguém, na áfrica, quer comprar Reais, isso faz com que o cambio dele seja baixo, diferente do dólar, que é uma moeda forte, e faz com que as casas de câmbio queiram comprá-la(mais do que real).
      Além disso, tenha em mente que levando dólares, você consegue um cambio melhor, mas tem o inconveniente de ter que andar com muito dinheiro, então leve uma doleira pra carregar a grana embaixo da roupa, e não ande com tudo, deixe uma quantia no cofre do hostel/hotel.
       
      Câmbio: Use sites como Melhor Câmbio para achar a melhor cotação, um outro que recomendo pra quem é de SP, é o Câmbio Store(é onde geralmente compro).
      Chegando na África do Sul, troque uma pequena quantia no aeroporto, que normalmente têm taxas ruins, e deixe pra trocar o resto do dinheiro num lugar que faça "câmbio alternativo"(casas de câmbio clandestinas, onde pagam melhor e não cobram taxas), tem um que achei por indicação, que fica na 39 Strand Street, o lugar parece meio "suspeito",
      tem portões com grade, o pessoal parece mafioso, mas vai sossegado que é de boas lá rs.
       
      Cartão de crédito: Você pode optar por usar apenas cartão, é aceito na maioria dos lugares em Cape Town e Johannesburg, de várias bandeiras, seja cartão de credito ou debito, inclusive você pode sacar Rand no caixa automático, e é bem fácil achar um caixa 24.
      Além desse ser o modo mais seguro, já que não precisará andar com muito dinheiro, mas é o pior pelas taxas do banco, como IOF por transação, além da cotação de dólar que o banco usa ser bem desfavorável.
       
      Idioma: A África do Sul tem 11 línguas oficiais. Quase todo mundo fala inglês, alguns com um sotaque que eu achei bem difícil no começo(sério, no primeiro dia eu fiquei perdidão, não entendia nada).
       
      Insetos: Era uma preocupação minha antes de viajar, acho que de muita gente também, até pesquisei um repelente bem forte, mas quando cheguei lá, não usei.
      Durante o safári, que foi o lugar onde mais estive em áreas selvagens, dormi num chalé que tinha aquelas mosquiteira na cama, então não foi problema, e durante as saídas, fiquei o tempo todo dentro do carro, e em momento algum vi mosquitos nele.
      Sobre o medo de malária, o perigo existem em algumas regiões do país, mas nenhuma das que eu passei, então não me preocupei em correr atrás de vacina, mas o que pesquisei é que é bem cara é não tão eficaz.
       
      Segurança: Na Cidade do Cabo, era bem tranquilo andar durante o dia, mas a noite a recomendação era de sempre pegar táxi e não caminhar, embora eu tenha achado que não parecia tão perigoso(e olha que eu sou de São Paulo).
      Já em Joanesburgo, até de dia é complicado andar por lá, e era recomendado nunca andar sozinho.
       
      Transporte: Vale muito a pena alugar um carro, pelo que pesquisei é bem barato. Porém não tão barato que compensasse pra mim que estava sozinho, o que fez a viagem ficar um pouco mais cara, já que para chegar em muitos lugares, tive que recorrer às agências turísticas.
      Outra coisa a se levar em conta, é que muitos lugares, como Cape Point, são bem melhor aproveitados de carro próprio do que passeios de agências.
       
      Uber: boa alternativa caso não alugue um carro, em alguns casos, deve compensar bem mais. O custo é realmente muito baixo(pude perceber que a maioria dos motoristas de Uber, são de outros países vizinhos, mais pobres que a África do Sul, e que foram pra lá conseguir um trabalho melhor).
      Recomendo que compre um CHIP de celular quando chegar, para poder chamá-los de qualquer lugar, eu não comprei pois sempre conseguia Wi-FI free, mas nem sempre era garantido, e as vezes tive que apelar para o táxi.
       
      Cidade do cabo
      Ponto importante para quem pretende ir esse ano, a Cidade do Cabo está com um problema sério de falta de água, existem avisos em todos os lugares para economizar, nos hostel que fiquei, pedia para tomar banho de menos de 2 minutos!  
      o problema só deve se agravar pelo resto do ano.
      Do aeroporto para o centro da cidade, teve ter uns 25 km de distância, eu usei o My City Bus, é o sistema de transporte público da cidade, funciona como o bilhete único aqui de SP, você precisa comprar um cartão e colocar credito nele, os ônibus são ótimos.
      No aeroporto me deram um mapa com todos os pontos de parada, por isso foi fácil chegar ao meu destino, o ônibus foi direto até um terminal no centro da cidade, e de lá eu peguei outro para o meu hostel, custou $100 Rand. Caso fosse de Uber ficaria uns $300 Rand, então preferi ir de ônibus, pra já ir sentindo a vibe da cidade.
       
      Hospedagem
      Fiquei em 2 hostel nessa cidade, no Atlantic Point Backpackers, ele é muito topzera, tem ótima estrutura, quarto espaçoso(coisa rara em hostel), um banheiro por quarto, ar-condicionado, locker grande no quarto, o café da manhã é bem completo, e eles organizam muitas atividades entre os hospedes, todo dia havia algo pra fazer, além de estar bem localizado, uns 10 minutos á pé do WaterFront, preço um pouco acima da média, mas vale totalmente.
      O outro hostel foi o Cape Town Backpackers(cuidado pra não confundir com outro bem próximo chamado The Backpackers), a equipe é bem solícita e me ajudaram muito. O hostel é OK, tem um estrutura bem mais simples, como um banheiro para vários quartos, apesar de ser mais barato que o outro, acabou ficando caro, por ele não oferece café da manhã. A localização, até que é boa, mas fica distante demais da Long Street,  tipo uns 15 minutos de caminhada. Os quartos não eram limpos todos os dias. O ponto positivo era o bar dentro dele, bom lugar pra socializar, mas acho que não voltaria lá, tem outras opções melhores.
       
      O ônibus vermelho
      Você vai vê-los em todos lugar em Cape Town, são os ônibus turísticos de dois andares, que tem a parte de cima aberta, o site oficial é o City Sightseeing.
      Vale a pena dar uma olhada no site, seja para planejar e comprar o ingresso, ou para ver os pontos turísticos mais famosos e ir para lá por conta própria. Eu usei esse ônibus por uns 4 dias seguidos, e me quebrou muito o galho, pra ir de um canto para o outro da cidade, recomendo bastante.
      Um bom roteiro de um dia, nesse ônibus, é pegar o ingresso de $400 Rand, que inclui a entrada pra Montanha da Mesa. Então passar pela Long Street, depois a Montanha da Mesa, almoçar na Camps Bay e final do dia no WaterFront.
      Outra dica, eu fui comprar o ingresso no ponto 5, que fica na Long Street, um vendedor de lá me fez uma promoção muito boa, eu paguei $1120 Rand, pelo day-tour em Cape Point + o pacote Deluxe(3 dias pra andar no ônibus) + 
      O Attractions City Pass(que dá uma entrada gratuita na maioria das atrações de Cape Town, veja aqui no site o preço de cada uma delas, e calcule se vale a pena pra você comprar).
      No final, compensou bastante, se eu somar as entradas das atrações que fui, davam bem mais do que paguei, mas só por causa do pacote que o vendedor me fez, então vá lá, e se não tiver cara de pobre sem grana igual eu, tente dar uma chorada no preço rs.
       
      Lions Head
      O melhor horário para ir é no final do dia, para ver o pôr-do-sol lá de cima, pois é muito bonito. Para chegar, chamei um Uber, que me deixou no portão, não precisa pagar nada para entrar.
      A subida leva apenas 1 hora, não chega a ser difícil, apenas algumas partes mais complicadas, onde existem umas escadas e correntes pra te ajudar a subir,tirando isso é bem tranquilo. Se for mesmo no final da tarde, lembre-se de descer logo, ou pelo menos tenha uma lanterna(do celular mesmo), o caminho fica bem escuro na volta. Também vale a pena procurar pela Wally's Cave, é um caminho alternativo e um pouco mais difícil, onde se tem uma vista pra Montanha da Mesa, recomendo buscar algum vídeo no YouTube mostrando como chegar lá, não vou explicar aqui porque fica complicado(e também porque eu não lembro rs).

      Montanha da Mesa
      Uma dica importante sobre lá: É possível vê-la de várias partes da cidade, e se você perceber que o tempo está aberto, suba! 
      O clima lá é muito imprevisível e muda muito rápido, tem este site que você pode ver a condição do tempo, e se o teleférico está aberto ou fechado por causa do vento(me fudi 2 vezes indo lá a toa até descobri o site).
       
      Signal Hill
      Passeio padrão e muito bom, o ideal é ir para ver o pôr-do-sol, vale muito a pena, tem a opção de ir com ônibus vermelho, táxi, ou Uber.
      E não esqueça uma blusa pois faz bastante frio lá em cima, e leve vinho e um pouco de comida para um piquenique (ou muita pra uma farofada mesmo, ninguém vai te julgar por isso rs)
       
      Cape Point
      Ou Península do Cabo, passeio quase que obrigatório, fica a 70km da Cidade do Cabo, recomendo ir de carro para poder parar onde quiser, principalmente se fizer a rota pela costa oeste, tem muitos pontos cuja paisagem é muito bonita. Caso esteja sem carro, a maioria das agências/hostel/hotel e até o ônibus vermelho vendem esse passeio, a média de preço é a mesma, $800 Rand, incluindo uma parada em Boulders Beach, onde você pode conhecer a praia de pinguins(eu não esperava ver pinguins! na África, foi surreal), por $80 Rand a entrada. Já em Cape Point, é possível subir/descer pelo bondinho($50 Rand), ou a pé, só 20 minutos no máximo. A vista lá de cima é bem legal, além de ter uma trilha que circula por baixo pra chegar mais perto do final da rocha.
      Depois disso, é possível ir andando até o Cape of Good Hope(Cabo da Boa Esperança), deve levar uns 40 minutos numa trilha bem tranquila (caso esteja de carro, talvez seja melhor ir até lá pela estrada), para chegar lá, vá andando até uma praia que você com certeza viu lá de cima, que está à esquerda, ela se chama Dias Beach, e não é própria para banho, pois as ondas ali são bem fortes, mas dá pra andar pelo rochedo por cima dela.
      O final da trilha, no Cabo da Boa Esperança, é outro lugar obrigatório para visitar.
       
      Vinícolas
      Outro tour bem famoso, é o da rota de vinhos, é possível conseguir em qualquer agência/hostel e também no ônibus vermelho, não sei se todas fazem as paradas nas mesmas vinícolas, mas não deve ser muito diferente.
      O passeio é um bate e volta no mesmo dia, passando por várias vinícolas, e fazendo degustação de vinho em todas, além disso, a paisagem é muito bonita. Também é possível fazer por conta própria, indo diretamente nas cidades.
      A melhor e mais conhecida é Stellenbosch.
       
      Free walking tour
      Eu fiz o free walking tour deste site, eu gosto de fazer esses passeios, sempre que visito uma cidade nova, já procuro se tem algum, é a melhor forma pra conhecer a história da cidade e ainda ter algumas dicas de lugares pra visitar.
      Nesse em específico, as caminhas eram mais curtas, umas 2 horas, e havia 3 diferentes para escolher. Fiz o do centro histórico, e um outro chamado Apartheid to Freedom, valeu muito a pena esse segundo, é uma aula de história, mostrando sobre como era a vida das pessoas em Cape Town no período do Apartheid, e ver alguns objetos daquela época que ainda estão na cidade, mantidos como registro histórico(como um banco de praça escrito "apenas para brancos", é impactante).
      Não fiz o tour para o Bo-Kaap, que é o antigo bairro apenas para muçulmanos, onde as casas são coloridas, eu apenas dei uma passada por lá num outro dia, mas acredito que vale a pena conhecer mais detalhes históricos dali.
       
      Outros passeios e lugares que gostei:
       
      Two Oceans Aquarium: Fica do WaterFront, o melhor é ir às 14h00, que é quando eles alimentam os peixes, e tem um pequena palestra. Às 14h30 vá para parte de cima, para ver a alimentação dos pinguins.

      Museo do Rugby (The Springbok Experience Rugby Museum): Fica no WaterFront, ali dá pra ter uma ideia do porque o rugby é tão importante para os sul africanos, e como ele foi usado para unir a nação, fiquei com vontade de ir num jogo, mas não achei nenhum que iria acontecer enquanto estivesse lá.

      Mama Africa: Restaurante muito bom, voltado para turistas, fica na 178 Long Street, tem banda ao vivo, que toca músicas típicas.
      Se você quiser experimentar carnes exóticas, tem um prato chamado Wild Game, nele vem carne de Kudu (a melhor que comi), avestruz, javali, crocodilo e outros, custa $320 Rand, um pouco caro mas valeu muito a pena.

      Galbi Restaurant: Fica numa galeria na 210 Long Street, outro lugar com carnes exóticas, só que mais barato, o legal aqui é que você pode escolher a carne e cozinhar você mesmo! tem uma grelha em cada mesa, achei bem legal esse esquema.

      African Tradin Port: Fica no WaterFront, é uma loja gigante, uns 3 andares, vale a visita só pra ver os itens a venda, o preço é um pouco salgado, se gostar de algo, procure o mesmo item em outra lojinha, como as várias da Long Street, onde você pode negociar o preço.
       





       

       





      Hout bay
      Uma cidade costeira, próxima de Cape Town, com vários passeios interessantes,  é tranquilo ir de carro ou ir com o ônibus vermelho(a rota Mini Peninsula):

      Parque Kirstenbosch Botanical Garden, é um parque bem grande e bonito, caso você tenha vários dias disponíveis, vale fazer a visita e ficar um pouco por ali, talvez fazer um piquenique, pois é bem tranquilo e seguro pelo que percebi, no mais, é só um parque.
       
      World of Birds/Monkey Park, é um zoológico, que possui muitas aves, muitas mesmo! é quase um labirinto, e você vai passando de uma jaula pra outra, podendo chegar bem perto deles, é um ótimo lugar pra fotografar por causa disso. O único ponto ruim, é que dá uma certa dó de vê-los presos, eu li que as aves ali são resgatadas, e não poderiam ser re-inseridas na natureza, porque não sobreviveriam, mas ainda assim, dá uma dó deles.
      Existe também uma parte dedicada aos macaquinho, e é bem legal pois é possível chegar perto deles.
       
      Imizamo Yethu, é um tipo de povoado, bem pobre, e oferece visitas guiadas para conhecer aquela comunidade, a história dela, e ajudar com as instituições de caridade dali.
       
      Mariner's Wharf, é um cais, ótimo lugar para almoçar, muitos pratos de frutos do mar, e depois dá pra fazer o passeio de barco para a Seal Island, uma ilha cheia de lobos marinhos.







      Joanesburgo e Soweto

      Fiz o tour do Soweto, com uma agência chamada MoAfrika, mas acho que não foi tão bom, pelo que ouvi de outras pessoas, que fizeram outros tours, eles visitaram algumas instituições/ONG de ajuda aos moradores da região, no tour que eu fiz, não passamos por uma, e eu gostaria muito de ter conhecido.
      O passeio foi por algumas vielas de uma parte do Soweto, e entramos em uma das casas, no final teve uma apresentação de uma dança típica local, com alguns jovens, muito legal. Fizemos outras paradas, uma no museu do Hector Pieterson, que conta a história de uma revolta da população contra o governo, e da importância dos movimentos que nasceram do Soweto na luta contra o Apartheid, e a última parada foi no museu do Apartheid/museu do Nelson Mandela, os dois ficam juntos, e vale muito a visita, o tanto de informação que tem ali, é impossível ver apenas em uma dia, a maioria do material são vídeos, jornais e fotos da época, algumas partes são bem impactantes, mas sem duvida vale a visita.
       
      Minha opinião sobre esses tours do Soweto.(sinta-se livre pra pular essa parte se quiser rs). Sobre o tour em si, acho que ele é mais impactante pra quem mora em países desenvolvidos(europeus, americanos), pra quem mora aqui na América Latina, e mesmo em grandes cidades do Brasil, é possível achar pessoas em situações bem parecidas(ok, provavelmente não tão precárias como lá, devo dizer), não que deixe de ser uma boa experiência, conheço muitas pessoas que precisam de um "choque de realidade" daqueles, principalmente para lembrar que aquela é a realidade de boa parte do mundo, incluindo talvez o bairro onde elas moram. Ao mesmo tempo, me incomodou um pouco fazer esse tipo de "tour de miséria", perguntei para o guia, que era morador dali, o que os outros moradores achavam de ver vários turistas visitando o lugar, e tirando fotos deles.
      Ele explicou que, desde que as coisas por ali melhorarem, os moradores não se importariam, desde que aquela movimentação de turistas, também trouxesse uma melhora na vida deles, mesmo que pequena, eles aceitariam.
      Por isso, achei que faltou a visita em alguma instituição beneficente, no tour que fiz. E caso você vá visitar o lugar, não deixe de ajudar, da forma que conseguir, você vai sair levando algo dali, seja uma alegria pelas crianças que correm e pulam pra te abraçar, seja uma inquietação pela situação que aquelas pessoas vivem. E por levar essa lembrança, nada mais justo que deixar alguma ajuda em troca para eles.
       




      Safári
      Essa parte me deixou bem confuso antes da viagem, vários nomes e termos, vários parques, onde ir, como ir.
      Vou colocar aqui o que eu aprendi pra te ajudar a decidir.
      Existem muitas opções de safári para fazer em vários lugares da África do Sul, a maioria dos parques você pode chegar por conta, e dirigir por eles, ou contratando agência para te levar.
      Se você estiver em Cape Town, tem poucas opções, o mais perto o é Aquila Private Game Reserve, que mais parece um zoológico aberto.
      Entre os parques que merecem destaque, pelo tamanho e quantidade de animais, estão o Addo Elephant National Park, bem próximo de Port Elizabeth. O outro, e pode-se dizer o maior e melhor, é o Kruger National Park, fica a 6 horas decarro de Joanesburgo, ou pegando um voo para a cidade Nelspruit.
       
      Game drive: Você deve ter lido isso se já pesquisou, esse é o nome que as agências dão aos passeios de carro 4X4 para ver os animais dentro do parque. Esses game drive duram umas 4 horas, e são feitas ou bem no inicio ou no final do dia, num carro alto e aberto, para que os passageiros possam ver os animais e fotografar.
       
      Walk game: é uma caminhada dentro da área selvagem, juntos com dois guias armados para te acompanhar, um deles vai mostrando o lugar, ensinando sobre algumas plantas, animais que passagem por ali, muitas pegadas ou cocôs(no que eu fiz aprendi muito sobre isso rs).
      É possível ver alguns bichos, mas sempre mantendo distância, gostei mais desse passeio do que o de carro, isso porque eu gosto de andar na natureza, é mais empolgante do que andar de carro.
       
      Hospedagem: Existem várias opções, camping, tendas grandes, chalés e até casas.
      Caso você resolva ficar numa Private Reserve, algumas delas tem acomodações bem luxuosa-topzera(como a   Sabi Sand Game Reserve que eu queria ter ido, mas não deu por motivos de:$$$) e outras mais humildes que oferecem tendas em áreas mais afastadas, com banheiro compartilhado, uma espécie de camping, para quem quer uma experiência mais root's.
       
      Private Reserve ou Game Reserve: Em volta do Kruger, existem algumas áreas que são privadas, porém não possuem cercas de separação, então os animais acabam transitando para lá, e é possível ver nelas, a maioria dos animais que estão no Kruger. A vantagem aqui, é que os carros podem entrar em áreas mais difíceis, além de ter menos veículos circulando.
      Dentro dessas reservas, existem os Lodge, que são os lugares que oferecem pacotes com hospedagem/game drive/refeições.
      Da mesma forma que o Kruger, existem pra todos os bolsos.
       
      Dica de fotografia: Esqueça Go-Pro ou similares, com celular até que dá pra tirar dos animais que estejam mais próximos.
      O ideal é ter uma câmera com um bom zoom, prefira uma lente Teleobjetivas com no mínimo 200mm, pois muitos animais ficam distantes da estradas.







      Safári no Kruger
      Se o objetivo é economizar, o melhor é alugar um carro e ir por conta, reservando sua hospedagem pela internet (esse é o site oficial para escolher).
      A outra opção é fechar com uma agência, que vende pacotes all-inclusive, podendo escolher o tipo de acomodação (chalé, tenda, cabana), e o preço varia pra cada tipo.
      Eu escolhi a Viva Safaris, na ocasião ficou em $600 dólares o pacote de 4 dias, o que inclui: Transporte ida/volta de Johannesburgo para o Kruger; uma parada para os cânions Blyde River na volta; 3 noites num tipo de chalé bem confortável(eu escolhi tenda, mas deu "overbooking" e acabei ficando em chalé!); 3 jantares, 3 cafés da manhã; e um almoço(os outros almoços foram na estrada ou dentro do Kruger, mas que não ficaram caros); além dos passeios: 
      e 1 Walk Game, 3 Game Drive de 4 horas na reserva privada, e mais 1 de dia inteiro dentro do Kruger.
      Até que compensou pois foi tudo organizados por eles, recomendo pra quem não quiser pesquisar muito pra fechar cada coisa em separado, dentre as agências que pesquisei, acho que foi a de melhor custo/benefício.

      Hospedagem: Quando reservar acomodação no Kruger, jogue no google o lugar, e veja no mapa, pois algumas dizer ser dentro do Kruger, mas não são. Não que isso seja ruim, muitas dessas reservas são ótimas, eu fiquei numa delas, mas só pra você ter certeza do que tá comprando.
      Game drive: Um conselho importante: tenha paciência quando fizer os safáris! pois é possível que você fique até uma hora inteira sem ver muitos animais, o parque é muito grande mesmo. Caso você esteja dirigindo por si, se vir muitos carros parados, chegue perto pois teve ter algum animal interessante alia

      Rota: Caso resolva dirigir por conta própria, no caminho para lá, faça uma parada no cânions Blyde River, tem uma vista belíssima.







       
       
    • Por deiselourenco
      Apresentando...
      Quando a gente começa a viajar, seu corpo e sua mente vão querendo cada vez mais, é como uma droga viciante mesmo. No começo, a maioria das pessoas, eu acho, vai realizando aquele sonho que geralmente tem a ver com lugares do nosso cotidiano, que a gente vê muito na TV, nos filmes, nas músicas etc. tipo Estados Unidos e Europa. Comigo não foi diferente. Conheci esses lugares, mas aí eu fiquei com vontade de mais e mais, eaí a África começou a invadir meus pensamentos e eu só conseguia pensar em ir pra lá.
      Entretanto, por vários motivos, entre eles (principalmente) o acovardamento em ir sozinha, eu fui adiando. Já viajei sozinha várias vezes, mas na África eu não queria ir somente no roteiro tradicional: Cape Town, Joanesburgo, Safari… queria mais, e quantos países vizinhos por ali eu conseguisse ir. Por isso, viajar sozinha estava sendo um grande entrave, pois teria que alugar carro e fazer muitos trajetos sozinha, fiquei com medo do perrengue.
      Então… como a vida dá voltas, apareceu uma amiga que também queria pra ir África. Mas pro roteiro tradicional. Aos poucos fui introduzindo a beleza da Namíbia e logo ela já estava convencida a conhecer o deserto. E pra fechar o grupo (ou não), meu primo também resolveu ir. Todo mundo conseguiu conciliar as férias, a vontade de ir pra África por um ou outro motivo e resolvemos. Compramos as passagens pela Latam, ida e volta por Joanesburgo por R$ 2.027,47 com taxas, saindo de Brasília. Pausa para dizer o básico, assim que você comprar a sua passagem desligue todos os alertas de decolar.com, googleflights, viajanet ou outro que você tiver feito. Eu esqueci, e uma semana depois a mesma passagem, na mesma data, no mesmo trajeto estava R$ 300 mais barata. Enfim, bateu aquele remorso básico que poderia ter sido evitado pela simples ignorância de não ter nem ficado sabendo que a passagem estava R$ 1.700. Como dizia o sábio: santa ignorância!
      Mas beleza, passagem comprada, todo mundo me olhando um pouco torto, porque eu queria coisa demais na viagem, começaram os planejamentos e as conversas. Geralmente a gente deixa pra falar como as pessoas eram maravilhosas ou não no final, mas já vou falar logo aqui que o grupo foi sensacional, muita cumplicidade, foi muito fácil resolver tudo já que todo mundo abria mão de alguma coisa pela vontade do outro, abrir mão de algo que eu queria ver não foi tão difícil, na verdade nem me lembro mais do que abri mão, pq a viagem e a cias foram maravilhosas. Então resumindo, quem somos nós: Deise (essa que humildemente vos relata essa viagem), Gabi (minha amiga), FH (meu primo), LC (namorado da Gabi, mas só resolveu ir depois).
      Fiquei meio que encarregada de fazer o roteiro, acho que me beneficiei nessa parte, pois ia colocando o que eu queria, mas ao mesmo tempo, ia tentando encaixar o que os outros queria também, sendo bem democrática. Tipo, não faço questão de vinícola, mas um deles queria abrir mão do tubarão pela vinícola, como não colocar. Então ficamos sem tubarão, mas com vinícola e foi ótimo, todo mundo satisfeito (eu acho rsrs).
      Quanto mais eu pesquisava e procurava roteiros, via que a maioria (90%) só fazia o chamado roteiro tradicional, que é aquele do começo do texto: Cape Town, Joanesburgo, Safari. Estava difícil achar informações sobre a Namíbia, Zimbábue, Zâmbia, Botsuana, não que a gente fosse nesses países, mas eu queria ver os relatos pra ver as possibilidades. Principalmente o deslocamento entre esses países, parecia ser bem complicado fazer por terra se você não fosse fazer algum safari de no mínimo 7 dias. E não tínhamos tempo pra fazer safári de 7 dias. Daí também que surgiu a ideia de fazer esse relato, a princípio eu não faria o relato, mas acho que pode ser útil pra quem busca informações e principalmente opiniões sobre lugares fora do roteiro tradicional.
      Então continuei a busca por relatos e catando algumas informações picadas aqui e ali, montei um roteiro, que pelo visto não foi o melhor, pois toda vez que conversávamos com alguém na viagem sobre o nosso trajeto a pessoa ria. Várias vezes eles comentavam tipo: - nossa, não faz muito sentido, ou: - uau vocês fizeram um belo zigue-zague aí ein. Bom, eu prefiro culpar a falta de informações do que a minha falta de habilidade em fazer planejamento, mesmo que muito provavelmente tenha sido o segundo motivo.
      Antes de finalizar o roteiro, ainda incluímos Victoria Falls pelo lado do Zimbábue.
      Pra vocês terem uma idéia, o roteiro final foi esse, quase não tem vai e volta, SQN.
       
      roteiro.mp4
      Como chegamos nesse primor de deslocamento: simplesmente não tem como ou eu não achei outra maneira de chegar no deserto da Namíbia saindo da África do Sul que não seja de Safári, é claro que você pode alugar carro e rodar até lá, mas pensa na perda de tempo. E os tours são todos bem caros e de 6 dias no mínimo. Então, achamos (eu) melhor ir de avião até a capital da Namíbia: Windhoek, já que de lá saem vários tours para o deserto. E o deserto era a nossa principal razão de ter escolhido a Namíbia. Existem outros passeios bem famosos por lá, como o Parque Etosha, Walvis Bay etc. Mas o nosso foco era o deserto. Então fomos pra Windhoek e já saímos do Brasil com o passeio comprado pela agência Detour Africa, mas quem realmente fez o passeio foi a Wild Dogs (ótima por sinal), a Detour parece ser apenas uma intermediadora, tipo uma agência de turismo. Ops, peraí, já estou entrando realmente no relato, deixa essa parte pra depois.
      Então beleza, chegaríamos pela África do Sul, porque não teve jeito, a passagem do Brasil chegava e saía por ela, mas já teríamos o primeiro trecho de avião por fora, para a Namíbia. Aí depois, numa reunião com o grupo da viagem, já que o Zimbábue foi escolhido de última hora, deixamos ele para os últimos dias, então a África do Sul ficou no meio da viagem. Ou seja:
      07/03 Brasília -- São Paulo -- Joanesburgo
      08/03 São Paulo -- Joanesburgo
      09/03 Joanesburgo
      10/03 Joanesburgo
      11/03 Joanesburgo -- Windhoek
      12/03 Windhoek - Sossusvlei
      13/03 Sossusvlei
      14/03 Sossusvlei -- Windhoek
      15/03 Windhoek -- Cape Town
      16/03 Cape Town
      17/03 Cape Town
      18/03 Cape Town
      19/03 Cape Town
      20/03 Cape Town
      21/03 Cape Town -- Joanesburgo -- Victoria Falls
      22/03 Victoria Falls
      23/03 Victoria Falls -- Joanesburgo
      24/03 Joanesburgo -- São Paulo -- Brasília
      Aí sim, roteiro fechado, vamos para o relato. Durante o relato não vou me ater aos valores mas vou colocar um orçamento detalhado ao final, com valor das passagens, hospedagem, passeios etc. Foram 17 dias no total. Nota dramática: 17 dias inesquecíveis.
      Relato dia-a-dia
      Já faz alguns dias que voltei, e quase um mês do começo da viagem. Foram dias bem intensos e corridos então não vou lembrar com muitos detalhes de tudo que fizemos, mas vou fazer o melhor possível aqui.
      A seguir...
       
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