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leandr0d0rock

Mochilão sem roteiro e com pouco dinheiro.. Bolívia..

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Que maneiro, cara! :D Eu tô pensando em fazer a mesma coisa, meter o loco e viajar pra Bolivia no final do ano sem data pra voltar. Compartilho dos mesmos comentários que meus amigos fazem o porquê da Bolívia hahah 

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Em 17/01/2018 em 01:02, leandr0d0rock disse:

Salve, salve galera do mochileiros...

Quero dizer que antes de começar esse relato, foram várias leituras de relatos aqui no mochileiros... Relatos que me motivaram tanto a ir para esse mochilão, quanto para relatar as minhas experiências vividas em território boliviano...
 Pra inicio de conversa, eu leio relatos desde 2014... quando me despertou a vontade imensa de viajar pela América do Sul.. Inicialmente pretendia fazer o roteiro clássico (Chile, Peru e Bolívia)... Mas.. a grana sempre curta.. me impediam de dar passos mais largos.. Mas em 2017 fui demitido do meu emprego.. e decidi ir pra onde eu conseguisse ir... Sou professor de História e Geografia.. logo estar em qualquer um dos países citados me faria imensamente feliz...
 Em outubro de 2017 comprei passagem só de ida para Santa Cruz de la Sierra.. Até pensei em comprar a passagem de volta... mas... "meti o loco".. conversei comigo mesmo (sempre faço isso.. tipo louco na rua)... e pensei: VOU PRA ONDE O DINHEIRO DER!!! E quando a grana acabar eu volto... Mas em Novembro.. acabei decidindo que iria pra Bolívia somente.. E que os pontos mais altos da trip ficariam por conta de La paz, Uyuni e Sucre... E o meu principal objetivo era entender (ou pelo menos tentar) o cotidiano do boliviano nos relevos altiplanos... Sua história, sua cultura, sua culinária, folclores, etc...
Bem... Aqueles comentários dos amigos aconteceram é claro... tipo: O que vc vai fazer na Bolívia? Tem alguma coisa boa la? ahhh e sem contar naqueles comentários do tipo: Mano.. lá é pobre.. é isso.. é aquilo...Mas o pai aqui não deu a mínima.. Digo mais.. Sou de São Paulo.. Acho que não há cidade no mundo mais desigual.. e com mais bandido por metro².. rsrsrs.. então qualquer golpe pelo mundão a fora a gente sobrevive... kkkk..
E Chega o grande dia.. a ida..Comprei passagem só de ida pela Latam: São Paulo x Santa Cruz de la Sierra (Com conexão de mais de 12h em Lima.. custou R$499,00)..

1° dia - 28/12

Sai de SP dia 28/12 rumo a Santa Cruz de la Sierra
Decolamos as 8h e cheguei em Lima as 10h (no fuso horário peruano.. -3h)

Chegando em Lima.. decidi sair pra dar um rolê, pois o meu vôo para Santa Cruz seria só 00h30... Então cambiei uns 200 reais e parti para terras peruanas...
Ahh vale lembrar que meu idioma nesse mochilão foi o popular "portunhol"... Dar uma estudada ajuda.. e o google tradutor foi super utilizado na Bolívia.. Pq no Peru?! kkkkk.. O esperto aqui não ativou o Roaming e nem comprei chip internacional... logo nem wi-fi eu tinha... Achei que seria possível comprar um chip no Peru sem Burocracias... mas...sai a caça de uma lan house.. kkkk.. acredite, em Lima pelo menos, todas as praças que passei tinha Wi-fi.. logo todo mundo usava o celular.. me fu....
Fui para Miraflores.. um bairro bem turistão.. ajuda pra quem fala portunhol.. os peruanos foram muito gentis em tentar me entender... hahaha.. A frase mais falada foi: "Habla despacio por favor"? hahaha.. sé loco...  O taxi do aeroporto até lá me custou 100 soles.. 50 na ida e 50 na volta com o mesmo taxista.. Gente boa...manja de portunhol.. de política, futebol e de Peru...

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Miraflores é lindo!!! Mas estava sem comunicação com a família... e andando pelas ruas de lima encontro um desse:

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Sim.. Um orelhão... kkkk e mais 2 soles de moeda.. liguei pra minha mãe... e disse: to vivo.. o avião não caiu... hahaha e to ligando de um orelhão... hilário...  Andei pra caraleo... mais não fiquei cansado... fiquei tão anestesiado com Lima.. que nem tirei fotos.. o que os meus olhos registraram ta aqui e ninguém me tira... Tirar fotos é bacana e tal.. mas nada substitui sua presença no espaço que vc quer estar..  e como um gordo que sou.. foto da comida eu tirei.. hahaha.. 

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Foram 12 soles por essa belezura de macarrão com pollo e papas.. hahaha acompanhado de meio litro de chicha super gelada!!

Depois do rango.. dei mais umas voltas.. e já deu 18h.. horário marcado com o Taxista.. Não curto andar a noite em lugares que não conheço.. por segurança..
Ahh me falaram que o trânsito em Lima era caótico... hahahaha... eu fico pensando que nome se dá ao trânsito de São Paulo??? Mas é tipo Marginal tietê sentido ZL às 17h... é ruim.. mas dá pra tolerar.. eu acabei dormindo...
Voltei para o Aeroporto, fiz o check in e dormi lindo num mezanino... foram umas 3 horinhas de sono gostoso...

2° dia 
A conexão acabou e 00h30 decolamos para Santa Cruz de la Sierra..
Manos.... nunca fiquei com c... na mão em um vôo como nesse dia.. pqp.. foi turbulência do começo ao fim... só de lembrar me da agonia.. chuva.. Foram 3h de tortura.. e no pouso aquela derrapada.. o avião saiu até de lado... ufaa cheguei...
As 4h30, horário da Bolívia... Pequei a mochila e bora pra imigração... foram 30 minutos... jogo rápido.. Fui com Rg novinho...passei na Aduana.. suave.. sem caô... 5h10 estava na rua... 
Não sabia pra onde ir... tinha uns soles no bolso e uns 200 reais.. cambiei no aeroporto.. deu uns 500 bols..
Tomei um mate de coca.. e esperei clarear...tava chovendo.. e eu tava sedento a uma cama macia e a um banho.. E tava decidido... ia dormir em Santa Cruz..

Umas 6h30 peguei um taxi por 60 bols até a plaza 24 de Sethembier..  E ainda chovendo fui no Resindecial Ikandire na Calle sucre, do lado da praça... quarto privado com "baño" compartilhado por 55 bols.. com desayuno... deixei minha mochila lá.. e fui dar um role.. tirar umas fotos.. ver o que tinha de bom por lá....

Depois do descanso e algumas voltas por Santa Cruz, foi possível perceber como os crucenhos ocupam os espaços públicos da cidade, as praças estão sempre lotadas no final de tarde. Achei bacana e registrei o momento..

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Essa foi a primeira impressão que tive de Santa Cruz...  E mandei um até logo para Santa Cruz, pois passei por lá na volta... No outro dia parti para La Paz, onde eu teria as melhores e as piores experiências da viagem...

Comprei a passagem para La Paz pela Transcopacabana por 220 bols - bus cama.. Achei caro... mas.. não achei mais barato por bus cama.. lembrando que seriam quase 20h de viagem... 

 

 

 

 

Muito bom!

Pensar que todas as praças nem quase todo pais da america do sul tem wifi .. e o brasil nem banco pra sentar tem ... uhauhauhah

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Opa cara, blz? fiz Bolívia Chile Peru ano passado e de longe a Bolívia foi ponto alto da trip.... Entrei via Corumbá pelo trem da morte... Uyuni é sensacional e La Paz muito loka.... Acompanhando....

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fico fazendo a conversão dos relatos, bolivia, colombia, peru, ate mesmo uruguai .. ta show de bola..... vou p argentina, lá ta osso de caro man

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9 horas atrás, tiagofas disse:

Opa cara, blz? fiz Bolívia Chile Peru ano passado e de longe a Bolívia foi ponto alto da trip.... Entrei via Corumbá pelo trem da morte... Uyuni é sensacional e La Paz muito loka.... Acompanhando....

vou fazer uruguai, colonia sacramento e buenos.. proximo sera o seu trip cara, creio que seja melhor trip da america fato, e mais barata comparando uruguai e buenos

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Sim... fiz buenos Aires e sacramento em 2015.... Argentina tava bem cara e com macri hj dizem estar pior... E sacramento como eh soh turismo tbm eh bem cara. .. Bolívia e Peru são bem baratos... Já o Atacama eh caríssimo assim como todo Chile ... tô planejando Colômbia no meio do ano e pro ano que vem quero ir pra Cuba  

Abraços 

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3° dia - La Paz

Antes de começar, algumas considerações:
* Foram umas 20h de viagem.
* Eu achei caro, mas o bus era muito confortável (o melhor da trip)
* E La Paz era o meu principal desejo na Bolívia... A galera curte Uyuni e tal.. mas os aspectos culturais me chamam mais atenção do que os naturais.. E La Paz tem tudo isso e muito mais..
* Ahh e to demorando pra relatar pq a vida ta corrida... rsrs

Sai de Santa Cruz pensando: "Vou dormir a viagem toda".. hahaaha.. dormi e acordei umas 30 vezes e sempre parecia estar no mesmo lugar. A estrada de Santa Cruz para La  Paz é muito boa em 70% da viagem. E justamente nessa parte dormi bem.. Durante a noite, após pegar aquela confiança no piloto, apaguei.. Detalhe: Só eu de estrangeiro no Bus... Vi um cara com a camisa do santos... Até cheguei e cumprimentei, tipo, "eai santista"? hahaha.. o cara me deixou no vácuo.. kkk.. Depois eu vi que ele era boliviano...

Nas paradas... tudo muito caro (para os padrões bolivianos é claro), mas como a grana era curta, logo eu já achei absurdo os preços... Comprei 5L de água em Santa Cruz.. Como tomo bastante.. foi toda.. biscoitos e salgadinhos são fundamentais... hahaha..

O bus da transcopacabana (bus cama) é mega confortável.. tem uma tela pra ver filmes e séries... como meu fone estava na mala despachada.. tive que alugar um fone.. Alugar??? Sim... Como o meu portunhol é apurado.. o rapaz que ofereceu o serviço falou tão rápido que eu nem entendi do que se tratava.. só vi os fones na mão dele... e pensei: é esse mesmo. Acredite, paguei 10 bols.. achando que tinha comprado... hahahhahah.. no final da viagem ele passou recolhendo e eu fiquei com cara de c...

Antes de chegar.. num tédio danado.. abri a cortina e me deparei com as paisagens abaixo:

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Particularmente eu acho muito louco.. hahaha geógrafo é foda... 

Mais umas horinhas de viagem.. e pela janela começo a visualizar a loucura de El Alto.. literalmente falta ar.. rsrrs

 

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Loucura o relevo do lugar... inicialmente.. parece uma quebrada... pra quem é de SP ou RJ.. Mas são casas enormes sem acabamento.. Para pagar menos impostos.. acho válido, pensando em governos que sempre exploram com impostos.. a melhor forma de ter "reembolso".. rsrsrs

Cheguei...

Maaaaannooooo do céu... cadê o ar pra respirar... vale lembrar que:
1° Sou gordo
2° Sedentário
3° Fumante
Haahaha já estaria cansado em SP.. imagina a 3600 m de altitude... Sensação horrível... com 2 malas pesadas... sai do bus... fui no posto de informações turísticas do terminal de buses... cheguei no dia 31/12... a hora que abri a boca.. a mocinha me disse: es brasileño?? e eu com o sorriso no rosto respondi: si hermana... rsrrss ela falou bem da Bahia.. rsrsr foi o que eu entendi.. kkkk falam muito rápido.. mas são super simpáticos... Como nem sabia que estaria lá no dia 31/12.. rsrsrs.. não sabia onde ia ficar... um taxista encostou e disse tem um hotel perto da calle das brujas.. por 70 bols... eu disse.. é muito caro...tava sem bateria... sem ar... com fome.. precisando de banho... fui... 
* taxi 15 bols.

Cheguei no hotel uma puta escadaria.. mano, eu não conseguia dar dois passos sem sentir meu coração saindo pela boca.. rsrsrs.. mas não era 70bol.. era 90... falei na cara dele.. nem fudendo... rsrsrs
Perguntei prum gringo, na rua, onde ficava calle sagarnaga... sei lá de onde ele era.. mas me entendeu e falava português melhor que eu... hahaha... Eu nunca botei fé na altitude.. manos.. o bagulho é foda... dava 2 ou 3 passos e parava.. respirava 10 minutos...rsrss eu andei uns 500 metros em meia hora... pqp..  cheguei na rua por cima.. era um morro bruto... parei no Hostal Maya inn.. luxo por 70 bols.. hahaha detalhe:

* Hostal Maya inn
* Habitação privada com tv acabo, banho e ducha compartilhado.
* Desayuno
* E o mais importante de tudo... ELEVADOR!!! Esse detalhe foi fundamental

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Tomei um banho e sai pra me aclimatar... tava louco pra tomar cerveja, mas não conseguia nem comer...tava dificil respirar.. Estava próximo da Praça São Francisco.. e pra variar a praça a noite estava linda.

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Decoração de Natal..  e Praça sempre cheia...

La Paz é como toda cidade grande.. tem gente de todo lugar da Bolívia.. Mochileiro pra caramba de todas as partes do mundo... E tem que ficar ligeiro...  "Vagabundo" tem em todo lugar.. Quem é de SP ta ligado... é um olho no gato e outro no peixe... vi vários vacilando e sendo furtado... virada de ano... passei sóbrio.. e com muita falta de ar... Quando começou a esvaziar a praça fui pro hostal... pra não vacilar, pois, dava dois passos e parava.. rsrsrs

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muito bom o relato cara... 

Passamos no Ambulatório Medicina do Viajante no Emílio Ribas (muito bom e de graça, só agendar pelo site... recebemos orientações e tomamos vacina da febre amarela com certificado) e o médico nos receitou um remédio para altitude. Não me lembro o nome , mas era um diurético... Agora faz todo sentido hahahaha... Tinha que tomar de 8 em 8 horas um dia antes de chegar em altitudes elevadas.. começamos no trem da morte e a cada meia hora batia vontade de urinar... Também acionamos seguro viagem, só que em San Pedro do Atacama ele não cobria... fizemos por conta e solicitamos reembolso (inclusive da medicação).. O que sentimos do soroche foi um pouco de tontura nos dois primeiros dias e formigamento nas mãos e pés... além de comer bem menos que o normal... mas só nos primeiros dias.... 

http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/

tbm fiz geografia, mas não atuo na área.... 

 

 

abração

 

 

 

 

 

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    • Por joshilton
      Olá viajantes, preciso de ajuda para verificar se esse roteiro "funciona" realmente.
      Sairei de Manaus no dia 04 de maio de 2019, chegando a Cumbica e já saindo para Barra Funda, pegando o busão com destino a Corumbá. Tudo no mesmo dia, pois o ônibus sai a noite de São Paulo. Chegando em Corumbá no dia 5. Vou até a Fronteira e compro as passagens para Santa Cruz. Chegando a Santa Cruz, dia 6 pernoito 1 dia. Saio de Santa Cruz no dia 7 com destino a Sucre, chegando no dia 8, onde pretendo passar 2 dias, até o dia 10. Saio para Potosi e chego no mesmo dia, pernoito até o dia 11. Vou a Uyuni e pernoito até o outro dia, 12. Salar de 3 dias, até o dia 15, Volto a Uyuni e saio direto a La Paz, chegando dia 16.
      Aí vem mais duvidas, pois quero pernoitar no Titicada, se possível junto com os nativos. Se tem pacotes dede La Paz ou tenho que ir a Copacabana.
      Lí muitos e muitos comentários aqui, porém não li nada a esse respeito.
      Se tem ônibus de Copacabana direto a Santa Cruz
      Como sobram dias, qual cidade dessas citadas que poderei passar mais dias, ou quais locais a visitar ? Se fosse você, para onde iria mais ? 
      Agradeço aos comentários
    • Por Heraclito Frederico
      12 dias de viagem pela Bolívia
      Puerto Quijarro, Santa Cruz de La Sierra, Vallegrande, La Higuera, Cochabamba, La Paz (El Alto), Copacabana, Isla del Sol, Isla de la Luna, Sucre.
       
      Eu e minha irmã fizemos uma viagem pela Bolívia. O período total, incluindo os trajetos dentro do Brasil de chegar na fronteira e voltar para casa, levou 15 dias. Na Bolívia mesmo foram 12 dias.
       
      Fizemos a viagem falando português. Claro que aprendemos um pouco de espanhol nesses 12 dias de Bolívia. Os comerciantes e mesmo na rua as pessoas compreendem e conseguimos nos comunicar. Não tivemos problemas de comunicação para locomover, comer ou em reclamar do serviço prestado. Fizemos isso em português e na medida que aprendemos um pouco do espanhol, passamos a fazer no “portunhol”.
       
      A viagem começou pegando voo para Campo Grande. Depois de descer do avião, saímos do aeroporto para a rodoviária de Campo Grande, pegamos ônibus coletivo. Foi bem tranquilo, as informações recebidas das pessoas na rua facilitaram se locomover na cidade.
       
      Na rodoviária de Campo Grande pegamos o último ônibus do dia 1º de junho de 2017 para Corumbá. O ônibus saiu às 23:59. Parece difícil de acreditar, mas eu e minha irmã passamos frio na rodoviária. Foi uma noite com temperatura diferente da que esperávamos. Tivemos que tirar as roupas da mochila e vestir. Muito frio, o vento ajudou a esfriar mais. Pouco antes das 23:59 entramos no ônibus e acordamos no outro dia cedo em Corumbá.
       
      Em Corumbá andamos a pé e de ônibus coletivo. Tem um ônibus que leva até a fronteira, acho que a passagem custa R$ 3,25. Em Corumbá conhecemos a chipa, um biscoito que parece pão de queijo, mas com formato diferente.
       
      Na fronteira a demora maior é passar pelo desembaraço do lado do Brasil, depois disso, no lado da Bolívia, é mais rápido.
      Minha irmã trocou parte de seus reais logo na primeira banquinha de câmbio de Puerto Quijarro, logo que entrou na Bolívia. Eu pensei em trocar depois, sonhei com uma cotação melhor, porém não deu certo. Ela conseguiu trocar cada real por 2,08 bolivianos. Este câmbio foi o melhor durante toda a viagem. Na maioria dos lugares trocam 1 real por 2 bolivianos.
       
      O câmbio ajuda bastante, converter os reais em bolivianos. O custo das coisas na Bolívia, em comparação com os preços praticados no Brasil, sai em conta. A exceção fica por conta de alguns locais turísticos com preços em dollar.
       
      Em Puerto Quijarro andamos a pé e de táxi. Na Bolívia é bem tranquilo andar de táxi, os preços, se comparados com os do Brasil, são mais em conta, tenha atenção somente em combinar o preço antes da viagem. Outra coisa, os carros são mais velhos.
       
      De Puerto Quijarro para Santa Cruz de La Sierra fomos de trem, no Ferrobus. O preço da passagem de trem (Ferrobus) é a mais cara para sair de Quijarro e chegar a Santa Cruz, são 235 bolivianos. As outras opções, trem da morte ou ônibus, custam em média 70 bolivianos.
       
      Conversamos com um taxista de Quijarro, ele disse que há universidade na cidade com curso de medicina, que sua mulher faz o curso. Há também na cidade shopping China, mas não chamou nossa atenção, os preços estão em dólar.
       
      No final da tarde fomos para o terminal pegar o trem (Ferrobus). A maioria dos passageiros no dia que viajamos não eram bolivianos. A poltrona do trem é boa, dá para dormir, lá pelas 20:00 oferecem a janta – é vendida a parte - o prato é arroz e pollo com papas (frango com batata frita). Na manhã seguinte chegamos em Santa Cruz.
       
      Em Santa Cruz conhecemos a “Plaza 14 de Septiembre”. Há alguns cafés próximos, um museu com algumas exposições, tinha o kiosko e yarituses (artes bolivianas), há também uma casa de cultura próximo da praça com exposição de quadros e apresentação musical. Andamos na cidade para conhecer os mercados, feiras e biblioteca. Vimos uma rua que é movimentada à noite, há várias portinhas com “mariachi – músicos com estilo mexicano”.
       
      Na Bolívia o principal prato dos restaurantes visitados foi “pollo com papas” (frango com batata frita). É muito comum, se quiser ser rápido para receber o almoço ou janta, peça um.
       
      Depois de Santa Cruz fomos conhecer Vallegrande. Pegamos van em Santa Cruz, na praça Oruro. Desta praça saem vários para Vallegrande. O motorista da van corria, fazia ultrapassagem de forma um pouco perigosa, mas chegamos. Para chegar a Vallegrande passamos por Samaipata, disseram que há algumas ruínas, registros históricos, parece ser interessante conhecer Samaipata.
       
      Na praça principal de Vallegrande (Plaza 26 de Enero) tem internet com acesso livre, pode aproveitar para mandar mensagem. Nos lados da praça ficam uma igreja, a prefeitura, o centro cultural da cidade e um café interessante para beber chá de coca. Ficamos numa pousada bem legal em frente a praça. À noite fez muito frio, mas frio mesmo, e o chuveiro só caia água fria, minha irmã acabou deixando a torneira aberta esperando para a água esquentar, mas nada de “água caliente”.
       
      A casa da cultura é o ponto para quem quer pegar um mapa da cidade e orientações sobre a Rota de Che Guevara. Se quiser comer algo, o mercado da cidade é a indicação, tem Api e outros sucos, tem algumas opções de bebidas alcóolicas (não lembro os nomes, só sei que comprei e bebi com minha irmã uma garrafinha).
       
      A Rota de Che é feita uma parte na cidade, visitando o hospital, o antigo campo de pouso de aviões e onde estão os restos mortais dos demais guerrilheiros. A outra parte é conhecer La Higuera e a Quebrada del Churro (acredito que se escreva assim).
      Para ver a parte da cidade preferimos ir com guia para ouvir as histórias, foi cobrado 45 bolivianos por pessoa. Isso é acertado na casa da cultura, ao lado da prefeitura. O guia vai mostrar caminhando ou no táxi, se for no táxi ele cobra mais 30 bolivianos. Conhecemos a lavanderia do hospital, local que aparece nas fotos com Che Guevara já morto. O guia disse que depois de morto, já na lavanderia, os militares abriram para a população ver o corpo, aos fotógrafos e jornalistas. Há também o campo de pouso dos aviões para visitar, este local foi desativado para os aviões e hoje está um museu de recordações de Che. Foi muito interessante visitar, viver isso, passar por este local e sentir que ainda há chama acesa daquele pensamento de Che vivo. O local de enterro de Che Guevara, pelo relato do guia, foi descoberto 30 anos depois de sua morte, que ocorreu 1967. A descoberta se deu porque um militar que participou da operação de captura e morte falou que Che estava enterrado no campo de pouso, que não tinha sido levada para outro lugar.
       
      Vallegrande e La Higuera são locais de resistência e luta, pois em conversa com o guia, mesmo depois desses acontecimentos, de sua representação simbólica em monumentos de recordação na cidade, a região é muito de direita, mesmo com a eleição vencida por Evo Morales, e continua a prefeitura tendo alcalde (prefeito) de orientação de direita. Por outro lado, essa parte do turismo é aproveitada, porque vem comemorando a data da morte de Che e neste ano de 2017 vão promover o evento de 50 anos sem Che.
      O outro local a visitar são os túmulos com os restos mortais de outros combatentes da guerrilha. O local fica atrás de uma área do rotary club da cidade. A guerrilha teve participação de mulher, teve a guerrilheira argentina Tania.
       
      Para conhecer La Higuera acertamos com o taxista 250 bolivianos pela viagem. Ele nos levou e trouxe. No meio do caminho ele vai mostrando os locais que Che passou. Nós não fizemos a trilha da “quebrada del Churro”, por onde o grupo de Che passou. Acho que perdi nesse ponto, vale a pena fazer a trilha, todos que fizeram gostaram. Em La Higuera tem a escola que Che ficou preso com os demais companheiros e, por informação do guia, onde foi morto pelos militares. Essa escola não funciona hoje mais para o ensino, é hoje local para recordações e visitas. Foi erguida uma a nova escola.
       
      Ergueu-se também um monumento de Che bem na frente da pracinha de La Higuera e outro ao lado da escola nova, onde há o monumento da cabeça de Che. Dentro da escola nova há fotos de eventos com familiares de Che e de Fidel.
       
      Já na escola em que Che ficou preso há várias mensagens nas paredes, bandeiras, quadros contando parte da história e um que chamou a atenção, o de que Che e seus companheiros eram procurados e havia recompensa.
       
      Pelo relato do guia, Che veio para a Bolívia por causa do país estar numa posição geográfica central na América do Sul, já havia base do partido comunista, seria campo para fazer escolas de guerrilha. Porém, o serviço americano de espionagem teve informações da presença de Che na Bolívia e daí os guerrilheiros enfrentaram uma propaganda contrária forte com recompensa por informações e captura. O guia disse que os guerrilheiros se separaram em dois grupos, um com Che e outro com Joaquim. Por estas condições adversas, Che já não poderia aparecer, a propaganda também inflava o povo contra a guerrilha, pois dizia que vinham para tomar as terras, uma propaganda que ganhou forças visto o relato do guia de ter havido reforma agrária na Bolívia anos antes da chegada de Che.
       
      Outro fato dito pelo guia era que os exercícios de reconhecimento dos terrenos, nesta altura do tempo, eram feitos à noite, de madrugada. E numa dessas madrugadas, um camponês avistou o grupo de Che passar por suas terras e logo avisou o exército boliviano, que cercou o terreno e de emboscada renderam o grupo. Che levou um tiro na perna e foi ajudado a ir à escola de La Higuera por dois companheiros. A escola de La Higuera serviu de prisão até sua morte e dos companheiros. Há também o relato de que a captura do Che foi comunicada por telégrafo com a mensagem de “De buen dia a papa” (acredito que se escreva assim). Che recebeu a identificação de “papa” na comunicação dos militares.
       
      Voltamos para Vallegrande no meio da tarde. Na rodoviária da cidade tentamos comprar as passagens para Cochabamba, porém estavam os ônibus lotados. Daí nos deram ideia de pegar uma van até Mataral, cidade em beira de estrada, pois poderíamos pegar um ônibus para Cochabamba. Porém, não foi possível. Em Mataral, deram-nos outra ideia, ir para Comarapa, e de lá sim conseguiríamos ir a Cochabamba.
      Em Comarapa conseguimos as passagens para Cochabamba.
       
      As distâncias na Bolívia, a depender da região, são relativamente pequenas, mas leva-se muito tempo de viagem. Há muitas estradas sem asfalto (ou com trechos asfaltados), passa-se por encostas de morro (ou da cordilheira), do lado da estrada é um precipício, por pequenos córregos. Nesta viagem a Cochabamba sentimos o ônibus passar por estrada de chão, poças de água ou pequenos córregos, brincamos até que, se o ônibus pifasse ou ficasse preso num buraco, todos desceriam para empurrar, os gringos, as chulas, todos ajudariam.
       
      Chegamos em Cochabamba de madrugada, por volta das 4:00, muito frio, esta noite eu não consegui dormir, sentei do lado dum boliviano das ancas largas, ele não se comportava no assento dele.
       
      Procuramos um alojamento para terminar a noite. Encontramos um bem esculhambado e ficamos nele, não havia opção naquele horário, nem poderíamos correr o risco de ficar andando de madrugada.
       
      Em Cochabamba conhecemos um museu arqueológico de uma universidade local (San Simon), subimos até o Cristo de la Concordia por teleférico, visitamos mercados e feiras. Andar em Cochabamba é tranquilo, pelo menos no centro, há indicação dos nomes das ruas nas esquinas. Experimentamos a pamonha deles (huminta).
       
      No dia seguinte fomos para La Paz, chegamos à noite. Ficamos num hotel (diária de 160 bolivianos para duas pessoas, duas camas) na zona turística, próximo do mercado das bruxas e do museu da coca. Nesta noite, depois de deixar as coisas no hotel e seguindo as orientações do taxista, formo a um pub inglês próximo do hotel (The English Pub). Olha, eu como visitante da Bolívia, preferia ir num bar boliviano, confesso que não gostei do pub inglês.
       
      No outro dia fomos andar no mercado das bruxas e no mercado Camacho. Conhecemos o El Alto, lá convertemos mais reais em bolivianos, cada 1 real por 2,06 bolivianos. Andamos de teleférico para o El Alto. Lá no final da linha vermelha do teleférico tem uma feira, muita coisa é vendida lá. Peças usadas de carro velho, roupa, comida, equipamentos de celulares e o que costumamos a ver por aqui nas feiras de produtos chineses. No El Alto há terminal e uma rodoviária informal onde há saídas de ônibus para todo lugar.
       
      Em La Paz visitamos a Plaza Murillo, onde fica a sede do parlamento boliviano. Nós entramos na Assembleia dos Deputados no grupo visita das criancinhas das escolas. Foi divertido visitar o parlamento boliviano no meio dos chicos e chicas. Em La Paz comemos carne de Ilama. Não é servido a carne de llama em qualquer restaurante, onde nós encontramos foi em dois restaurantes próximos do mercado das bruxas. O preço é dado em dólar. O prato foi 95 bolivianos e veio com batata frita e poderia se servir do buffet com as demais opções.
       
      De La Paz fomos para Copacabana. Adoramos o lugar, ficamos pouco tempo. Em Copacabana ficamos numa pousada que da janela do quarto dava para ver o lago Titicaca. Comemos trucha com arroz e batata frita, assim que chegamos num conjunto de barraquinhas próximo ao lago. O peixe é muito bom. Andamos ali pela frente do trapiche, onde os barcos param, no final da tarde. Muito frio. Depois andamos pelas ruas do centro de Copacabana, é pequena a cidade. À noite comemos nas barraquinhas de comida da feira na rua. Minha irmã comeu carne de Alpaca, acredito que seja parente da Ilama.
       
      No outro dia visitamos as Islas de la Luna e del Sol. Tiramos fotos lindas. O local é lindo. Fizemos uma trilha na Isla del Sol. Cansamos bastante e com falta de ar, destaque para a altitude de algo em torno de 4 km acima do nível do mar.
       
      Quando termina a trilha tem a fonte da juventude, os turistas são quem param pra molhar as mãos, o rosto, alguns bebem a água. Depois, já na margem, tem uns bares. Comi trucha novamente e minha irmã pediu sopa, mas não gostou, ficou reclamando da sopa, pois tinha cabelo e reclamou ao dono do bar. Neste momento percebi que reclamar em português é compreensível ao boliviano, não precisa gastar o portunhol. O dono do bar entendeu perfeitamente a reclamação em português e minha irmã entendeu o espanhol dele.
       
      Depois de Copacabana, voltamos para La Paz. Estava acontecendo a festa do Gran Poder. No hotel, em La Paz, vimos um pouco do Gran Poder pela janela, as ruas cheias, muitos bêbados, assim como carnaval no Brasil. Chamei minha irmã para conhecer a festa, mas ela não se animou, também estava no final, logo depois acabou a música.
       
      A coisa chata que aconteceu comigo foi comprar um cartão de memória pro meu telefone numa dessas barraquinhas de coisas da china. Meu telefone estava cheio de fotos e vídeos, sem espaço para mais nada. O que aconteceu, no dia em que estava em Sucre, percebi que o telefone não reconhecia o cartão de memória, enfim, perdi minhas fotos e vídeos que tinha transferido para o cartão de memória. Essa parte foi a mais chata, perdi muitas fotografias e vídeos, com destaque para as paisagens de Copacabana, do lago Titicaca e das ilhas.
       
      Na programação que a irmã fez ainda faltava visitar Sucre e Potosi, mas o tempo era curto. Resolvemos comprar passagens de avião para ir de Sucre a Santa Cruz, com objetivo de conhecer pelo menos Sucre. Então, deixamos de conhecer Potosi.
      De La Paz fomos de ônibus para Sucre. Chegamos em Sucre bem cedo, procuramos por pousada, mas as opções boas eram muito caras e as outras eram de quartos compartilhados. Uma que tinha propaganda e indicações boas para ficar, não abriu as portas quando batemos. Ficamos num alojamento próximo da plaza 25 de Mayo, o banheiro era compartilhado, não havia fechadura na porta pelo lado de dentro. Encostamos a mesinha na porta, isso serviria apenas de sinal para acordar se alguém abrisse a porta à noite ou durante o dia.
       
      Em Sucre conhecemos o mercado central, o mercado negro, o parque Bolivar, a Ricoleta (aqui fica o museu indígena e barraquinhas de artesanato e roupas bolivianas). Indicamos conhecer o museu do Sombrero, há opções boas de chapéu, os preços são razoáveis. Eu e minha irmã compramos, cada um, um sombrero que custou na faixa de 110 bolivianos. Do lado do museu do sombrero fica a fábrica. Outro lugar para visitar é o cemitério, minha irmã que fez questão de conhecer.
       
      Em Sucre há bons cafés próximos da Plaza 25 de Mayo, há também o chocolate de Sucre, comemos um chocolate recheado de coca, bem gostoso.
       
      De Sucre voltamos para Santa Cruz de La Sierra por avião. O aeroporto fica distante da cidade de Sucre, pagamos ao taxista pela corrida 60 bolivianos.
       
      No retorno à Santa Cruz não visitamos nada de desconhecido, fomos na plaza 14 de Septiembre e ficamos por ali. Compramos mais alguns artesanatos ali próximo da praça, tivemos que converter mais reais em bolivianos. Minha irmã conseguiu converter cada real por 2,06 bolivianos, já quando fui converter os meus reais me deram 2,05 bolivianos por cada real, disseram que havia abaixado o preço naquela tarde.
       
      Fomos de Santa Cruz para Puerto Quijarro de ônibus (70 bolivianos cada passagem). Daí pra frente foi passar pela fronteira e chegar em casa. A única coisa que tem para contar de mais interessante é que em Campo Grande, enquanto esperamos o avião, fomos conhecer o parque da cidade (Parque das Nações Indígenas), do lado há o Museu de Cultura com nome da Universidade local, Dom Bosco (este museu estava fechado) e o Shopping Campo Grande. De mais, pegamos o voo em Campo Grande, eu voltei para Brasília e minha irmã para Palmas.
    • Por u2aninha
      Viajei em novembro de 2017 para Santa Cruz de La Sierra, depois  Sucre,  Uyuni,  fiz o passeio de um dia no salar e voltei para Santa Cruz.Estava só e fiquei em Santa Cruz na casa de uma amiga que mora lá, a Denise.
      Preparativos de viagem:
      Voo Rio de Janeiro – Santa Cruz -Comprei a passagem pela gol  saindo do Rio de Janeiro com conexão em Guarulhos, se tivesse comprado a passagem com um mês de antecedência teria economizado uns 250 reais, mas estava verificando as datas com minha amiga, então acabei comprando na penúltima semana de outubro por R$ 1486,09 pelo Santos Dumont que é mais perto da minha casa.Esse valor inclui uma bagagem despachada de até 23 Kg. Se eu fosse somente a Santa Cruz, seria possível não levar mala no bagageiro, pq Santa Cruz é quente e abafada. Não usei nem calça jeans lá e olha que peguei uma frente fria..rs.
      Voo santa cruz –sucre - Comprei também passagem de Santa Cruz para Sucre ida e volta pelo site da Bolivariana aviacion –BOA por 571 BO (bolivarianos). A amazonas também oferece o mesmo voo.  Os preços são semelhantes a diferença são os horários.  Claro que usando o cartão de crédito, então tem IOF sobre esse valor. ATENÇÃO: Comprei o voo doméstico para o aeroporto Viru-Viru mas minha amiga me disse que deveria ter pesquisado se tinha voo para o outro aeroporto que é mais central, daí gastaria menos de transporte.
      Fiz as reservas de hotéis no booking.com. Os dois hotéis que paguei lá, então não teve IOF.
      Passagem ônibus sucre –uyuni - Eu li em um blog que vc pode comprar com antecedência no site: ticketsbolivia.com.bo. Eu tentei comprar mas meu cartão dava erro. Liguei para o banco mas mesmo assim não funcionou.
      Mal da altitude - Como planejei ir a lugares bem mais altos que Santa Cruz, tomei o Diamox, remédio para o mal de altitude uma semana antes, comecei com dois por dia e no final, três por dia e lá eu tomei 4 por dia. Não fui ao médico, peguei a dica aqui em uma viagem anterior à Bolívia, quando estive em La Paz e Copacabana. 
      ATENÇÃO: Eu sou saudável! Não tome o remédio se vc tem problemas de saúde, especialmente de coagulação ou pressão alta. Essas duas doenças eu tenho certeza que o diamox não é recomendado pq os médicos da minha irmã e de uma amiga proibiram.
      Custo de transportes:
      R$ 1486,09 passagem gol rio –santa cruz de La sierra-rio
      R$ 289,25 passagem  boa santa cruz-sucre-santa cruz (com 6,38% de IOF e 1R$=2,10 BO)
      R$ 114,29 passagem 6 octobre sucre-uyuni-sucre (1R$=2,10 BO)
      Hostel Solariega Sucre – suíte 125 BO
      Hostel Ciel de Uyuni – suíte 125 BO
       
      Dia 5/11
      Meu voo era 6:25h para Guarulhos, mas a zebrinha pensou que voo internacional são 2h de antecedência, chegou no aeroporto antes dos funcionários! Pode chegar com uma hora tranquilamente.  Tomei um caputino em Guarulhos por  R$12,50 para matar o tempo da conexão que era 7:30h até 10:20h.
      Cheguei em santa cruz de La sierra 11:30h e minha amiga tinha tratado um motorista. O aeroporto Viru-Viru fica distante da cidade,  custou 90 BO.
      Minha amiga disse que não conhecia nenhum lugar para trocar reais, mas eu lembrei que aqui já tinha lido relato de cambio de reais, então troquei 200 reais. 1R$=1,8BO. NUNCA FAÇA CAMBIO NO AEROPORTO!
      Deixei as coisas na casa dela, que fica em um bairro bem bonitinho, Equipetrol e fomos caminhando (ninguém caminha no bairro!) até um restaurante, Trivento, muito chique! Como taças, talheres...pedi um prato de 65BO e uma taça de vinho por 19BO. A conta não incluiu gorgeta (chamada de propina). Eu vou colocar aqui os restaurantes que estive com Denise, por mera curiosidade, mas que fique claro que eles fogem ao nosso estilo mochileiros.
      Depois descansamos um pouco e fomos ao teatro com os amigos dela, super legais Beth e Alex.  Daí partimos para uns beslisquetes no LORCA perto da praça principal da cidade a 24 de setembro. Lá vc pode pedir um prato para dividir com 2 ou mais amigos por 150BO.
      6/11
      Chamei um uber para ir a Plaza 24 de setembro por 18 BO, pague no dinheiro para não ter IOF! Já levei uma garrafinha de água pq vc vai andar sempre com uma! Lá troquei reaias a 2,10 BO. Tem várias casas de cambio perto da praça e tem uns caras trocando na rua, mas sempre rola medo de notas falsas! Claro que usei aquelas bolsinhas de cintura que ficam dentro da roupa.  Voltei no mesmo uber para a casa da Denise, peguei minhas roupinhas e fui para Viru-Viru, paguei 80 BO no uber.
      Tomei um voo anterior ao que tinha comprado. De novo a neura de perder o voo. Cheguei em Sucre 12:05h. o taxi local me cobrava 50 BO e diante da minha cara de “NO, gracias”, chegaram a oferecer 30BO, mas ai fui no balcão de informação e me disseram que poderia pegar uma van a 8BO. Claro que nem pensei, entrei na vanzinha. Se vc tiver com  mala, eles colocam em cima da van, mas a minha era pequena. Detalhe não tinha wi-fi no aeroporto para chamar uber.
      O motorista da van me deixou em um ponto próximo do hotel, dizendo que eram três quadras. Na verdade seis quadras. Cheguei no hostel, onde reservei um quarto com banheiro privativo. O quarto era simples. Dava para ouvir o barulho das crianças de um colégio no Recreio.  Do hostel descendo a rua, vc chega a pé na Praça principal da cidade. A localização é boa.
      Peguei um taxi para o terminal. Presta atenção que os taxis são lotadas! Esqueceram de me dizer isso e eu só notei quando entrou uma senhora no meu taxi. Perdi vários carros com passageiro. Custo 5 BO.
      No terminal comprei a passagem para Uyuni na 6 de octobre que fica no subsolo do terminal. A passagem é direto. Consegui convencer o vendedor a me vender a volta, pq ele dizia que teria que comprar em Uyuni. Imagina se não tem volta! Resolvi comprar a passagem mais cara, a tal de cama a 120 BO individual. O semi-leito era 80 BO. Achei que a diferença de 20 reais é pequena por um pouco de conforto. Afinal iria viajar de 22h até 5:30h. Notei que o vendedor me mostrou a foto dos dois ônibus vermellhos que eu iria pegar. Deve ter turista pegando ônibus errado.
      Voltei para o hotel e peguei 8BO pq estava cansada de andar, daí o taxi me deixou na porta do hotel. Sai para comer e achei um hostel perto da praça onde comi sanduiche de frango com batata frita e limonada e usei o wi-fi a 36 BO.
      Como era segunda muita coisa não abria. Então acabei indo conhecer a casa do tesouro com uma visita guiada em espanhol. Como tenho interesse em  mineração, achei interessante. Não lembro o valor mas deve ter sido 20BO.
      Dormi um pouco no hotel – Isso também é férias! Dormi na sessão da tarde..luxo!
      Sai a noite para jantar, comi pizza em cone. Duas mais um refri de 600ml por 30 BO, essa pizza fica bem de frente para a catedral.
      Passei em uma farmácia na esquina da praça e comprei umas coisinhas para levar no busão: água, biscoitinhos, lenço de papel, bala...26,40BO.
      Uber equipetrol Plaza ida e volta – 40 BO
      Uber aeroporto viru viru -80 BO
      Transporte aeroporto sucre até hostel = 8 BO
      Taxi centro – terminal ida e volta = 10 BO/pessoa
      Sanduiche com refri – 36 BO
      Museu do tesouro = 20 BO
      Pizza com refri = 30 BO
      Dia 7/11
      Sai bem cedo do hostel e fui ao terminal por 5BO. Lá vc precisa pagar uma taxa para embarcar no subsolo mesmo a 2,50 BO. Ao lado tem um balcão de informação para turista. Aproveitei para pegar um mapinha de Sucre e umas dicas, pq na véspera tava tudo fechado. O ônibus estava lá na plataforma 9. Bem tranquilo.
      O ônibus saiu pontualmente 9:30h, como minha bolsa era pequena, ela viajou embaixo de minhas pernas.  O ônibus pegou poucos passageiros no caminho e deu uma parada em Potosi mas não pudemos descer. Estava preocupada pq Potosí é uma das cidades mais altas da mundo, mas fiquei bem.
      A parada do almoço é inacreditável. No meio do nada um restaurante familiar pequeno com comidas típicas e caminhoneiros. 20 min. Paguei 1 BO para ir ao banheiro com direito a papel higiênico fracionado. Depois de usá-lo uma senhora aponta um baldinho que vc tem que mergulhar em um galão para encher e jogar na privada. Não tem onde lavar as mãos.
      No restaurante eu não entendi o cardápio, mas não ouvi nada que parecesse vegetariano ou pollo (frango).  Sei que tinha sopa e depois o prato principal. Comprei água a 5BO. Nenhum turista almoçou. Então leve biscoitinhos!
      Cheguei a Uyuni e a primeira impressão é bem típica da Bolívia: parece uma cidade de faroeste com muita poeira e ninguém na rua.Estava esfriando.  Fui andando até o hotel que havia reservado, paguei os 125 BO pelo quarto com banheiro privativo. Subi então até o terceiro andar..aí o bicho pegou, parecia que estava levando uma tonelada nas costas, que tava fazendo uma maratona. Me joguei na cama até a cor voltar...rs.
      O quarto era limpo e amplo, uma cama de casal e uma de solteiro, quentinho e com vista para a cidade.
      Sai para comprar lanchinhos para o dia seguinte, água, achei mais caro que Sucre, mas é normal em cidade turística.
      Contratei o passeio com a esmeralda Tour, por conta de um relato na internet que recomendava a operadora. Custou 200 BO, mas já haviam me oferecido por 150BO. Para minha grata surpresa, o passeio de um dia não terminava as 17:30h e sim 19:30h pois incluía o por do sol!
      Voltei para o hotel, zap zap com a família, banho quentinho e sai bem agasalhada para pizza com refri a 51BO. A senha do wi-fi do restaurante não entrou de jeito nenhum. Muitos turistas comendo.
      Taxi terminal = 5 BO
      Taxa embarque = 2,5 BO
      Água =5BO
      Passeio salar = 200 BO
      Jantar = 51 BO
      8/11
      Acordei, tomei o café da manha que estava razoável. O café em si é bem ruim. Durante toda viagem não tomei nenhum bom  como o nosso. O hotel não repõe os itens do café. Se ficar lá, recomendo acordar cedo para comer.
      Deixei minha mala na recepção e fui para o esmeralda tours. Na calçada do escritório tem muita lojinha de artesanato e restaurantes. Tudo no mesmo lugar.
      Comprei imãs, elástico de cabelo e água..lembrancinhas.No horário combinado me colocaram em um carro com outras pessoas que trataram em outras agências. Então contrata a operadora mais barata, pq no final eles trabalham de forma associada.
      A primeira parada é no cemitério de trens que é colado na cidade. Parada para fotos. O contraste dos trens enferrujados com céu azul e terreno cinza claro é bonito.
      Seguimos para o meio do nada, só sal e fotos. Daí seguimos para Cochani um povoado que vive de artesanato de sal e tem um museu. Não entrei no museu e achei os artesanatos carinhos.
      Parada de almoço no hotel de sal, onde o motorista coloca a comida que ele levou nas mesinhas com banquinhos, ambos forrados com tecidos coloridos. Comemos quinoa, batata cozida, legumes e carne de lhama, eu não comi esse ultimo. Coca cola quente ou água mineral. Bebi água. Banheiro a 5BO.
      Parada do vulcão extinto com lago onde tinham poucos flamingos e lhamas na vegetação verde. Achei bem bonita a paisagem, com diferentes cores.
      Daí a Ilha dos cactos gigantes, vc paga 30 BO para entrar e usar o banheiro. Não tem como vc usar o banheiro pagando menos, o que é uma boa razão para fazer a trilha da Ilha. Nem preciso dizer que parei diversas vezes para sentar nas pedras, beber água e recuperar o fôlego. Na saída perdi o ticket e queria usar o banheiro. Minha sorte é que o Ju, brasileiro que estava no mesmo carro comigo, me emprestou o ticket dele.
      Daí veio a melhor parte do passeio na minha opinião: o pôr do sol! Lindo mesmo. O guia Moisés foi maravilhoso, fez um vídeo do grupo aproveitando a perspectiva, tirou excelente fotos e acho que a melhor foto minha da viagem! Chegamos em Uyuni a noite e fui jantar pizza em um restaurante com wi-fi. Precisa dizer que estava viva e voltado para Sucre.
      Passei no hotel para pegar minha malinha, aproveitei para usar o banheiro, escovar os dentes, passar uma água no rosto e me preparar para esperar o ônibus.
      Fui para o terminal, que não é um terminal, apenas uma rua (uma depois da Calle Peru) com vários ônibus nas calçadas. Os restaurantes por ali só servem frituras e comidas bem típicas, mas a questão de higiene tem que ser observada, ok? Sentei para tomar uma coca cola.
      Na hora marcada lá estava eu no minha poltrona cama individual quando uma senhora exibiu sua passagem com mesma poltrona que a minha, mostrei a ela meu ticket e ela acabou ficando na poltrona a frente que por sorte estava vazia. Depois passou um funcionário que ficou com meu ticket e me deixou sem nada. Se aparecesse outro passageiro querendo meu lugar eu não teria nada para provar!
      Durante a madrugada o ônibus parou varias vezes na estrada e eu acordava estranhando a demora.
      Ilha de cactos gigantes =30 BO
      Banheiro no hotel de sal = 5 BO
      Jantar pizza = 60 BO (foi um pouco mais caro mas não lembro o valor exato)
      Coca cola =12 BO
      9/11
      Finalmente cheguei a Sucre e fui para o hotel, paguei uma diária a  mais para dormir de 6h ate 12h.  Estava muito cansada.
      Deixei minha malinha na recepção e fui tentar visitar Sucre mas esqueci que La tudo chega entre 12 -14:30h então restou o mirante perto do museu indígena de têxtil. Bem bonitinho o mirante com um café e uma feirinha de artesanato na rua do museu. Lá comprei umas lembrancinhas. Fui ao mercado central, lá so vende comida, mas ao redor tem lojas de artesanatos que achei tem carinhas. Perto desse mercado vi anúncios de cambio de reais, mas não olhei a cotação. Era cambio informal.
      Fui almoçar na rua mesmo do hostel, perto da praça, onde vi um anuncio na entrada. 18 BO e comi salada, sopa, espaguete com vegetais e frango, suco de laranja e ainda salada de fruta de sobremesa.
      Acabou toda minha grana. Daí voltei ao hotel para pegar a mala e pedi para pagar a estadia em dólares e me devolverem os bolivianos que havia dado. Deu 20 dolares e peguei 135 BO.
      Infelizmente conheci pouco de Sucre. Deveria ter ficado mais um dia.
      Peguei um taxi até as vans que vão para o aeroporto no final da Calle (rua) Camargo por 5BO, peguei a van por 8BO e lá no aeroporto paguei a taxa de embarque de 11BO. O taxi do hotel até o aeroporto seria 50 BO.
        A van so parte quando esta cheia e leva 40 min no maximo para chegar.  O banheiro do aeroporto foi mo melhor fora o da casa da minha amiga..rs.  Tomei um caputino a 18 BO no segundo andar, tava bom! Lá tem tb restaurante, caso vc prefira almoçar lá. O aeroporto, exceto pelo banheiro, parece uma rodoviária.
      Parei de tomar diamox!
      Em santa cruz paguei 80 BO para equipetrol o bairro da minha amiga. Foi difícil achar o uber, pq o aplicativo me mandava esperar em um lugar e o motorista ficou em outro.
      Taxi terminal hostel = 5 BO
      Almoço = 18 BO
      Taxi para van aeroporto = 5 Bo
      Van aeroporto = 8 BO
      10/11
      Taxi para a praça 24 de setembro 20 BO. Na casa de cultura em frente a praça peguei um mapinha e dicas para ir a Samaipata.  Fui a catedral e no mirante, onde vc paga 3BO, mas não achei a vista bonita não.  Fui então ao museu de historia nacional que gostei muito.
      Almocei no irish pub em um centro comercial ao redor da praça. Frango ao curry com arroz e salada a 60 BO refri a 5 BO.  Como tudo fecha no almoço, isso te  obriga a almoçar. Minha amiga disse que eu não conseguiria wi-fi no centro. No irish tem.
      Era aniversário da cidade de Potosi, então a associação das pessoas nascidas lá fizeram uma festa na praça com banda, discurso, coca cola, bolo, TV e dança.  Fui a uma lojinha de artesanato e achei mais barato que Sucre, mas fiquei com a impressão de ser de acordo com a cara do cliente.
      Voltei para casa da Denise e encontrei com ela. Fomos ao zoológico aproveitar o fim de tarde, ingresso 10 BO, 14 BO de uber.  A ilha dos macacos é bonitinha, mas a jaula dos felinos parece pequena demais para eles.
      Pegamos um uber para o supermercado por 19BO. Lá comprei vinho, chocolate e cerveja para trazer. Na volta chuvinha e tomamos um  taxi 15 BO.
      Fomos a um restaurante chic: o Bistrô. Mesa para 5 pessoas, três pediram truta, eu frango e Denise polvo, vinho e água mineral e um carpacio de entrada. Deu 155 BO para cada.
      Taxi ida e volta equipetrol praça = 40 BO
      Museu indígena – grátis
      Almoço irish pub = 70 BO (com dois refris)
      Zoológico = 10 BO
      11/11/17
      Ficamos na piscina da casa da Denise conversando. Almoçamos no shopping por 30 BO ventura mall e a noite fomos ao Sark restaurante de frutos do mar. Uma mesa de 9 pessoas, pedimos 10 pratos para compartilhar e duas garrafas de vinho. Minha amiga me ofereceu o jantar, então não sei quanto foi.  Recomendo a causa (me disseram que é comida peruana) de polvo.
      Almoço no ventura mall = 30 BO
      Taxi ida e volta 30 BO.
      12/11
      Voltando ao ritmo mochileira, sai bem cedinho de casa com uber para a av Omar Chávez Ortiz com a Calle Soliz Olguin, onde fica o transporte alternativo para Samaipata. O uber saiu por 21 BO. Segundo me informaram os ônibus tem horários limitados e as vans saem quando lotam. Como era domingo, achei que lotaria fácil. Só que não era uma van, era um carro em péssimas condições, com pneu meio careca. Custou 30 BO. Cheguei bem 3h depois em samaipata, onde vários taxis te oferecem para levar ao El fuerte. O motorista da van me disse que a ultima van para retornar era as 19h. Mas era domingo, então é bom vc perguntar.
       Achei melhor ir ao museu onde tem um centro de informação turística.  Lá usei o banheiro de graça. Bem limpinho e sobre o El fuerte: o ingresso custa 50 BO e da direito a visitar tb  o museu, Pode ir de taxi que custa 100 BO, para levar, esperar 2h e voltar ou mototaxi 50 BO pelo mesmo serviço. Como estava só e não tinha nenhum taxi lotando que eu pudesse dividir, encarei o mototaxi que fica na rua do mercado municipal. Preferi fazer a trilha cedo pq se houvesse algum imprevisto teria tempo para resolver e voltar para Santa Cruz. Claro que andar de moto na carretera me fez pensar que se houvesse um acidente, seria muito, muito ruim, bom...o motorista não achava que deveria ficar em uma pista só...então olhinhos cerrados na ida e na volta.
      Na entrada da trilha paguei os 50 BO e guardei o ticket com carinho. A trilha é de 2km, mas acho que é só ida..rs. No início, até o segundo mirante, é bem íngreme, mas depois fica tranquila. Leve água pq não a vende nada lá dentro. Gastei apenas 1h 30 min na trilha, parando para tirar fotos e observar. Bem bonita! A trilha é super bem sinalizada e limpa, mas só achei um guardinha no 5 honorários.  Se tiver problemas de saúde não faça a trilha sozinha.  Não achei perigoso pq só tem uma entrada e no domingo tinha muita gente. O calor era intenso. Então levei casaco a toa mesmo. Indo de Samapaita para El fuerte vc passa por um camping balneário Mama Pascuala com lama preta no fundo do rio.
      Voltei para a cidade com meu mototaxista, fui na feira nas ruas em volta do mercado municipal para observar as cores e as pessoas. Comprei uma água a 5 BO, uma toalha para Mami e percebi que as lojas de artesanato estavam fechadas pois era domingo. Fui almoçar no La chakana na praça mesmo: espaguete com molho branco e cogumelos a 40 BO, coca cola 10 BO. Durante meu almoço solitário tocou one do U2! Que dia perfeito. Carreguei meu celular lá mesmo e depois esperei até o museu reabrir. Fiquei lá um bom tempo. Peça para assistir o vídeo.  Não achei um imã de Samaipata para vender! 
      As 15:55h estava no escritório da cooperativa que fica bem pertinho da praça esperando a van. 30 BO e voltei em uma van, mas o motorista era doido nas ultrapassagens a prova de anjo da guarda.
      Desci no ponto final da van e peguei um taxi a 20 BO para a casa da minha amiga, onde encarei uns ovos mexidos de jantar. Estava cansada.
      Taxi equipetrol ponto van samaipata  ida e volta = 40 BO
      Van samaipata ida e volta = 60 BO
      Entrada do El fuerte + museu =  50 BO
      Mototaxi ida e volta = 50 BO
      Almoço La Chakana = 50 BO
      13/11
      Acordei tarde, tomei café rapidinho e fui a Plaza 24 setembro comprar umas lembrancinhas que esqueci, daí 20 BO para o ventura mall, onde paguei 10 BO para o micro ônibus do parque guembe. Ele saiu do shopping pontualmente as 10:30h com muitos funcionários do parque. Ele fica bem perto do supermercado tia.
      Na bilheteria passei o cartão de credito 180 BO. Disseram que o ultimo ônibus de volta era 16:45h. Lá tem 14 piscinas. Estava calor e eu tive um dia de madame. Para não perder tempo, decidi não almoçar e beliscar na beira da piscina: batata frita e coca cola. 26 BO. Visitei o aviário, que é uma gaiola gigante onde vc entra e fica com os pássaros e também o borboletário. O orquidário tava feinho sem flores. Recomendo que vc vá dia de semana pq as piscinas são próximas e final de semana deve ser cheio.
      Paguei 10 BO para voltar ao shopping e de lá peguei o taxi para casa a 13 BO.
      A noite voltei ao shopping com Denise e comi a melhor pizza de cogumelos da minha vida na FAMOSA. Tomei uma caipivodka 88 BO.
      Ônibus parque guembe ida e volta do ventura mall = 20 BO
      Entrada do parque = 180 BO
      Lanche = 26 BO
      Taxi ida e volta do ventura equipetrol = 30 BO
      Pizza + caipi = 88 BO
      14/11
      Café da manhã e uber para o aeroporto. O voo era 12:05h. Não tem taxa de embarque.
      Nos taxis e ubers que peguei a maior parte tocava  cumbia que eu achei que parecia bastante com as tonadas (será esse mesmo o nome?) de Parintins.
      Uber aeroporto = 80 BO.
      legenda das fotos na ordem:
      1.Catedral da Plaza 24 Setembro Santa Cruz de La sierra
      2. Plaza 25 Mayo Sucre
      3. Vista cidade de Uyuni
      4. Praça da cidade de Uyuni
      5. Cemitério de trens
      6. Hotel de sal parada almoço
      7.Vulcão extinto
      8. Ilha dos cactos gigantes
      9. Pôr do Sol- foto cedida pela namorada do Ju.
      10. Ilha dos macacos zoológico Santa Cruz de la Sierra
      11. Pedra talhada de El fuerte Samaipata
      12. Parque Güembe Santa Cruz de La sierra
       
       
       












    • Por elaine.sena
      Olá!
      Resolvi fazer o relato da minha viagem que foi beem tranquila, não passei nenhum perrengue e me surpreendi com a Bolívia!
      Fui pra Bolívia pela Gol, pra Santa Cruz em um vôo bem rápido. Não tinha milhas, então minhas passagens não ficaram tão baratas. Os valores colocarei abaixo.
      Cheguei em Santa Cruz as 13:00 e ja comprei minhas passagens de avião de Sucre para Santa Cruz pela Amaszonas, mas NÃO recomendo essa companhia, mais na frente eu conto o porquê !
      Peguei um transporte coletivo para o centro, já tinha lido que o táxi cobraria um valor maior ja que o aeroporto fica distante da cidade.
      No ônibus pedi socorro para um rapazinho que me informou onde descer e pegar um táxi para o terminal bimodal, onde eu pegaria um ônibus no mesmo dia para La Paz.
      Assim eu cheguei no tal terminal e já comprei nossas passagens pra La Paz. O terminal é bem movimentado, mas nada que fosse diferente das rodoviárias daqui. Nesse terminal foi onde encontrei o melhor câmbio durante a minha viagem: R$ 1,00 - Bs 1,88.
      Depois encontrei um brasileiro q mora em Santa Cruz e ele disse que em câmbios no centro dá pra encontrar R$ 1,00 - Bs 2,00, mas não tive a sorte de de encontrar!
      Valores para 2 pessoas
      Passagens são Paulo - santa cruz: R$2.200,00
      Passagens Santa Cruz - La Paz:
      Bs 260,00
      Passagens Sucre - Santa Cruz:
      Bs 800,00
      Táxi para terminal
      Bs 15,00
       
      Dica
      SEMPRE peça desconto em tudo, eles aceitam tão facilmente que achei q devia ter pedido um desconto maior!
    • Por thiagoluizalves
      Hey!
       
      Segue meu relato para Bolívia realizado entre 20 de Janeiro á 03 de Fevereiro de 2016.
       
      Vou postar os relatos aos poucos e para ver fotos acesse os links que estarão em cada post.
       
      Dúvidas, me questione aqui ou mande e-mail para [email protected]
      Obrigado.
       
      T. Luiz


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