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Em meio ao sertão da Bahia, eis que surge um paraíso natural, todo verdinho, com rios de águas geladíssimas e uma paisagem de tirar o fôlego. Praticamente um mandacaru que, em plena seca, floresce: o Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Como já estávamos na Bahia visitando a família do meu namorado, fomos para a Chapada de carro. Nos hospedamos na Casa Colonial, na cidade de Lençóis (a melhor cidade-base na nossa opinião, bem no início do Parque). O hotel é muito bem localizado, na praça principal da cidade. Apesar de ainda precisar de certos ajustes pode ser bem novo, foi uma ótima relação custo-benefício. Café da manhã caseiro e bem farto, funcionários super simpáticos e o conforto do quarto foram pontos positivos. Voltarei a me hospedar lá sem dúvida.

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Fachada do hotel Casa Colonial

 

Check-in feito, foi hora de andar pela cidade, comprar os copinhos de shot (que aqui são chamados de copos de cachaça) pra nossa coleção e arranjar um lugar para comer. Paramos no restaurante Grisante. Cerveja gelada e um ótimo parmegiana a preço justo. Super indicado. Depois, fomos dormir que o dia seguinte prometia.

Saímos cedinho do hotel rumo a Fazenda Pratinha, localizada no município de Iraquara, a cerca de 75km de Lençóis. O valor da entrada é de R$40,00. Eu particularmente achei o preço bastante salgado para o que é oferecido: visita à Gruta Azul, Gruta Pratinha e banho no Rio Pratinha. O lugar é maravilhoso e a água quase transparente. Mas tudo o mais que você for fazer lá dentro é pago a parte: tirolesa (R$20,00), flutuação (R$40,00), stand up, caiaque e pedalinho (R$20,00 cada) e fotos subaquáticas (valor a combinar). O estacionamento não é pago, mas tem um flanelinha (até aqui!) que cobra uma “ajudinha”. Almoçamos por lá mesmo. A Fazenda possui um restaurante e uma lanchonete, bem como uma bela loja de artesanatos. Os banheiros e vestiários são limpos e existe uma pousada para quem quiser pernoitar no local.

Gruta da Pratinha
Rio Pratinha

 

Depois do almoço, foi hora de conhecer o Morro do Pai Inácio. Na base do morro há um estacionamento gratuito e uma barraquinha de caldo de cana, lotada de gringos. Um simpático guia na entrada nos cobra a taxa de R$6,00, que é para manutenção e proteção ambiental. A trilha, apesar de curta, é de dificuldade moderada, com muita subida em meio a pedras e rochedos. Mas o esforço é recompensado com uma das paisagens mais lindas que eu já vi. A visão da Chapada é de 360°, até onde os olhos alcançam. Além disso, de tempos em tempos, um guia do local conta a lenda que deu origem ao nome do morro, com direito a um pulo lá de cima. É ver pra crer.

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Vista do alto do morro do Pai Inácio

 

 

No dia seguinte, fomos logo pela manhã ao Rio Mucugezinho, onde está localizado o Poço do Diabo. Paramos o carro e logo veio o guardador cobrar os R$10,00 para estacionar. No Mucugezinho não é cobrada taxa de entrada. Existe uma loja de artesanato e um belo restaurante de comida caseira (gastamos R$50,00 com bebida para duas pessoas).

O rio se encontra logo no início da trilha. Tem local para banho e descanso. A água não corre rápido, o que é ideal para famílias com criança. Existe a oportunidade de fazer tirolesa e rapel, pagos a parte. Descendo a pé pela trilha por mais 15 minutos, chegamos ao Poço do Diabo. A água com cor de Coca-Cola estava muuuuuito gelada, apesar do forte calor. Não é aconselhável saltar das pedras no Poço, pois existe uma infinidade de rochas no fundo do rio.

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Poço do Diabo visto de cima

 

Em todos os passeio, há a escolha de contratar um guia. Realmente não achamos necessário e fizemos todos por conta própria. Saindo do Mucugezinho após o almoço, fomos até a Cachoeira da Fumaça. Ou tentamos ir. Porque nenhum de nós se atentou ao horário. A trilha de 12 km é indicada para ser iniciada até as 13h por conta do horário do pôr do sol. O orientador do início da trilha não nos barrou, mas desaconselhou que subíssemos nessa dia, com risco de descermos já a noite.

Voltamos então no dia seguinte e fizemos todo o percuso. São 6 km de subida com alguns mirantes e paradas para descanso. Depois de 2h horas, chegamos ao alto da Cachoeira da Fumaça, com seus impressionantes 340 metros de altura, o que a torna a segunda maior queda d´agua brasileira. A Cachoeira tem esse nome porque a água evapora antes de tocar no chão. E a impressão que dá é a de que ela vira fumaça. Infelizmente não estava chovendo muito na região e a quantidade de água era bem pouquinha.

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340 metros de queda d´água

Outros relatos de viagem no meu blog mmviaja.wordpress.com

  • Gostei! 1

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Farei em um dia seu Roteiro... Pratinha c paí e Muguzinho... E no Segundo Arredores de lençóis.. Como Ribeirão do meio e outros q n recordo.. Muito bom.. Parabéns! 

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O lance da pratinha eh tudo dinheiro.. Qlqer coisa paga.  Eh o ponto mais"mercenário " Mas n sei se o local eh privado.. Parece ser! 

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    • Por Heloisa Amaral Antunes
      Oi pessoal, tudo bem? 
      Estou indo passar um tempo no Jalapão e depois vou para Lençóis na Chapada Diamantina. Procurei na Internet informações sobre deslocamento por ônibus entre municípios principais na rota entre as duas cidades, como Barreiras, mas não consegui informações. Preciso fazer um deslocamento barato. Alguém teria uma dica para dar? Obrigada desde já!
    • Por alanasm
      Olá pessoal.
      Estou pensando em fazer a trilha do Vale do Pati juntamente com o meu namorado.
      Tenho uma pequena experiência com trekkings, mas só fiz com agências e não conheço a Chapada Diamantina.
      Gostaria de saber se é recomendável fazer o trekking por conta e ir acampando durante  caminho? Existem campings com alguma infraestrutura por lá?
       
      Se não for recomendável ir por conta, alguém possui um contato de um guia com preços razoáveis?
      Obrigada!
    • Por Jean Pedro de Quadros
      De dia 9 ao dia 14 de Julho, 2018.
      Passagem Azul de Poa a Salvador: 600 reais com uns 3 meses de antecedencia, meu amigo que foi comigo pagou 800 porque comprou depois
      Aluguel de carro: 687 reais do dia 9 ao dia 15 (fiquei 1 dia a mais com o carro em Salvador)
      Gasolina: 320 reais
      Guia Ibicoara, Joao 320 reais os dois dias com a entrada do Buracao incluido - recomendo
      Hostel Ibicoara - 160 reais os 2 dias com cafe da manha
      Guia Itaete, Orlando 300 reais os dois dias - recomendo
      Pousada Aconchego, 300 reais com almojanta e cafe da manha
      Dia 9 - DESLOCAMENTO SALVADOR IBICOARA - chegamos em Salvador de manha alugamos um carro e fomos direto para Ibicoara, chegamos por volta das 10h da noite, sao quase 500k e pegamos um acidente passando Mucuge. Ficamos no Hostel Ibicoara, com o Fabio, carioca gente boa, nos serviu cafe da manha as 6h30 nos dois dias que ficamos la, trocamos ideia sobre nosso roteiro e ele curtiu muito, vao pegar so as mais loucas da Chapada disse ele, roteiro brocador! Falamos com o guia Joao, lenda na cidade e otimo guia, e deixamos acertado passar na sua casa e pousada para sair as 7h, ele iria nos acompanhar nos proximos dois dias.
      Dia 10 - CACHOEIRA DA FUMACINHA - Saimos cedo e fomos de carro ate a entrada da trilha, estrada muuuuito ruim, em torno de 40 minutos ate o povoado do Baixao - ha opcoes de dormir la e evitar esse trajeto de carro cedo ate la -, depois uma trilha dificil de 18 km ida e volta, mas fizemos em menos de 3h ate a entrada da fenda da cachoeira, absurda, linda demais! Vale toda a caminhada ate la, sao mais de 100 metros a Fumacinha!! Ficamos umas 2h la, ate que chegou um novo grupo e ai voltamos, nos banhamos em mais uma cachoeiras menores e no rio na volta, e em torno de 2h30 fizemos o trajeto (o Joao nos levou por um caminho alternativo na volta, que tem uns pocos e atalha bastante, falou que nao leva todo mundo ali, so quem esta ´´bom de pulo`` hahaha). Chegamos no hostel antes das 6h da tarde (Fabio falou que fizemos muito rapido que normalmente o pessoal chega perto das 8h da noite), bem cansados, comemos algo e fomos dormir.
      Dia 11 - CACHOEIRA DO RIO NEGRO + CACHOEIRA DO BURACAO - Saimos tambem as 7h e fomos para a trilha da Cachoeira do Rio Negro, que e uma cachoeira nao muito explorada em Ibicoara, mas ela e muito top, tem 50 metros, um poco enorme e a trilha e tranquila, fizemos os 6km ida e volta em 1h20 a ida e a volta 1h. De principio nao iamos nela, mas valeu muito a pena, ficamos sozinhos la de boas. Saimos as 10h30 de onde deixamos o carro para a Buracao, que e a mais famosa da regiao, o Joao nos levou por cima dela, dois dois lados, animal! (Nao e todo mundo que o Joao leva ali tambem) Descemos a trilha que leva em torno de 3h ida e volta, trilha facil/tranquila de 8km ida e volta! Que lugar e que cachoeira!! Como voce tem que usar o colete nessa cachoeira que e bastante explorada na regiao, pode-se entrar pelo canyon nadando, ir atras da cacheoira, subir em algumas pedras, e uma experiencia incrivel!! Aproveitamos e por volta das 4h da tarde voltamos que teriamos em torno de 90 km de chao numa estrada pessima e mal sinalizada, nos informamos muito e usamos o gps, mas cuidado que essa estrada e bastante ruim, mas deu tudo certo. Chegamos Itaete por volta das 8h na Pousada do Aconchego, que fica na Colonia, um povoado no interior do interior Itaete, a dona Landinha, dona da pousada foi muito querida nos serviu um almojanta muito bom isso nos 2 dias apos voltarmos das cachoeiras, e tambem um cafe da manha otimo, com direito a cuzcuz e tapioca. Conversamos por telefone com o guia Orlando e deixamos tudo certo nossa saida para Cachoeira Encantada as 7h30 da manha do dia seguinte.
      Dia 12 - CACHOEIRA ENCANTADA - Saimos da pousada as 7h30 e deixamos o carro na entrada da cachoeira, o caminho e de dificuldade media, muito bonito e em torno de 5h ida e volta, pinturas rupestres, canyon impressionante e a cachoeira de 230 metros imponente, estavamos nos dando conta o privilegio de ser as unicas pessoas na Terra de estar ali na cachoeira naquele dia, unico! Umas da cachoeiras mais impressionantes que ja vi!! Curtimos e voltamos mais devagar, tomamos banho numa cachoeira menor na volta e voltamos para a pousada, almocojantamos por volta das 6h e descansamos apos os 14 km de ida e volta ate a Cachoeira Encantada. O Orlando foi muito parceiro durante o dia todo, otimo guia tomou uma ceva merecida com nos apos o dia irado!!
      Dia 13 - CACHOEIRA DO HERCULANO + CACHOEIRA DO BOM JESUS - Saimos novamente as 7h30 e fomos para o Herculano, trilha nivel media de menos de 4h ida e volta e 10km, tambem muito bonita a trilha, pedras enormes. Chegamos la e nao deixa a desejar a nenhuma das outras cachoeiras que fomos, impressionante, sao 3 quedas de mais de 100metros e um poco enorme acho que o maior de todas as que fomos, nadamos la, tomamos banho!! Na volta, Orlando nos apresentou um lugarzinho abencoado, banheira do Herculano, uma piscina natural num paredao, demais!! Ficamos ali relaxando um tempo! Tem foto abaixo. Saimos, pegamos o carro e fomos para a entrada da Cachoeira do Bom Jesus, em torno de 7km e 2h30 a ida e volta da trilha de nivel facil, estavamos cansados ja de todos os km dos dias anteriores, sem esperar tanto dela, mas nos surpreendeu, que cachoeira! O sol batendo forte nos seus 60 metros inclinado..tem pedra que da pe logo abaixo das quedas, muito top ficar ali, valeu demais ir em mais essa!! Na volta o Orlando, que conhecia o Fabio do Hostel Ibicoara, ficava zuando ele e falando como se fosse ele do nosso roteiro, "os caras brocaram!! hahahaha vieram la do sul pegaram so as monstruosas", uma figura! Almocojantamos na dona Landinha, tava de novo muito bom e descansamos, foram 63 km de trilhas em 4 dias!
      Dia 14 - POCO ENCANTADO + POCO AZUL  - Saimos da pousada as 9h30 pois era nosso dia mais tranquilo, tinhamos a viagem da volta e sabiamos bem os horarios,  chegamos as 10h30, melhor visibilidade do poco fica entre as 10h e 13h30, fomos la e ao entrar bateu o sol que estava querendo se esconder antes, muita sorte, nao se pode entrar mas e muito bonito apesar de ser uma contemplacao apenas de 15 minutos, vale a pena, sao 30 reais para ajudar na preservacao! Saimos de la e fomos para o Poco Azul, entrando as 13h, melhor horario era das 12h30 as 14h, entrao tava demais a agua, e possivel nadar e fazer snorkel por 20 minutos, que sensacao unica, muito top tambem. Tambem 30 reais justos para o lugar e para ajudar! Almocamos ali do lado do Poco Azul comida caseira bem boa e suco natural otimo de qualquer fruta que tu imagine! Saimos de la por volta das 3h e dirigimos os mais de 400km de volta ate Salvador com a sensacao de dever cumprido e dias incriveis!! O roteiro e pesado e exige disposicao, cuidado e preparo, mas e possivel e demaisss!!
      Segue fotos abaixo, em ordem: Cachoeira da Fumacinha, Cachoeira do Rio Negro, Cachoeira do Buracao, Cachoeira do Herculano, banheira do Herculano, Cachoeira do Bom Jesus, e  Poco Azul.


       




    • Por filipe ladeiro
      Quinta-Feira - 30/03/2017 - 20:00 - A previsão era de chuva, e se estendia por toda Bahia, durante a semana da trilha salvador ficou submersa, raios e trovoadas se alastraram pela cidade e justamente no dia de pegar viagem, piorou.
      As trovoadas e as inundações tomavam conta da cidade de salvador, alcançando quase uma totalidade do interior da Bahia, que enfrentava uma frente fria violenta, essa que, demorou de chegar pra fechar o verão. E assim também foi na Chapada Diamantina, nosso destino. Mas já era tarde, ou era a hora, o que era certo é que não tínhamos como adiar a viagem pois, a programação já estava feita e assim iriamos fazer, com a força e objetivo de chegarmos até o nosso limite, e assim realmente foi que aconteceu. Na vontade de Deus, fizemos a viagem mais marcante de nossas vidas, não pelo fato de deslumbrar sobre paisagens e banhos de cachoeiras, mas por ter conhecido a natureza selvagem, por ter aprendido novas experiências de vida e a vivência no mato, e assim aprender a respeitar e saber até aonde podemos ir.
      Mochilas prontas, partimos...

      Na noite de quinta, saímos de Salvador, a equipe estava formada, cassio, Filipe, Jonatas e Jadson com destino a Feira de Santana, aonde encontramos nosso amigo Chico, trocamos os carros e seguimos viagem rumo ao Capão. Às 03:30 chegamos.
       
      31/03/2017 - Sexta Feira
      05:00 - Depois de um descanso rápido no carro, arrumamos as mochilas, preparamos o corpo e a mente para engrenar uma forte subida e pesada rumo a cachoeira da fumaça, e assim foi, as 05:30 partimos pra vencer a subida subida longa, pesada, sobre uma neblina densa, forte, que pairava sobre o capão inteiro, uma subida que requer um preparo, e um descanso para subir com calma ainda mais com o fato de estar com bastante peso.


       
      Subimos, paramos, descansamos, e continuamos a subir....

      Parada pra curtir a neblina


       
      Subida estava gostosa, estava propícia pra uma trilha perfeita, clima frio, de ar-condicionado, sem sol, vento gelado, paramos para registrar algumas fotos naquele clima, sombrio de neblina, ja tínhamos subido mais de 1:30hr quando Chico começou a passar mal, indigesto e tendo calafrios, suando frio, se arrepiando, com tontura, sensação de desmaio, mesmo depois de algumas paradas para que se recuperasse, em uma ultima parada, respeitamos o momento dele, ficamos 40 min parados, sentados, para que ele se recuperasse, mas nao teve jeito, o ponto final da viagem para chico tinha chegado.

       
      Decidimos de logo em comum acordo, descer novamente o que já tínhamos subido, e retornar ao capão para tomarmos solução do que faríamos. Voltamos pro Capão, chegando às 11:00 hrs, pegamos informação que, um ônibus partia de Palmeiras às 12:20, seguimos rumo a palmeiras e para enviar Chico, de volta para Feira, ele que estava disposto a voltar pra sua terra para que fosse medicado pois estava preocupado com o que estava sentindo.
      E assim foi, partiu um dos nossos, e os ficante retornaram para o Capão.
      Mas a viagem estava apenas começando, muita coisa ainda vinha pela frente, partimos pro capão e fomos direto para Purificação
      Passamos nas Angélicas e subimos para purificação, aproveitar nossa sexta- feira, porque sábado iriamos retornar a subir a fumaça e partir em direção ao Vale do XXI novamente.



       
      Descemos da purificação, retornamos pro capão e fomos pra Seu Dai, fizemos nosso hango, fomos na vila, um chuvisco leve havia pairado no capão desde o cair da noite, no final da tarde, era possível ouvir as trovoadas e relâmpagos, a noite começou com chuva e assim continuou....
       
      01/04/2017 - Sábado
      05:00 - Levantamos e arrumamos novamente nossas coisas, pois hoje era dia de vencer o XXI, sobre uma leve garoa contínua, essa que foi constante durante toda a noite, saímos de seu Dai, paramos o carro no inicio pra fumaça e partimos mais uma vez em direção ao que viemos, tentar alcançar o XXI
       
      Partindo Rumo ao destino planejado







       
      E assim, subimos a fumaça, pegamos o lajedo do gerais da fumaça, bifurcando a esquerda sentido palmital, e descendo a direita em direção ao Córrego Verde.
      A partir da descido do córrego verde que começamos a entender que não iriamos ultrapassar nossos limites.
      O córrego verde estava completamente encharcado e a trilha destruída.
      A trilha pelo leito do rio sobre as pedras estava demasiadamente escorregadia, pedras verdes de limo, com água correndo por cima, estávamos andando sobre pedras navalhas deslizando, agora não tinha mais jeito, era descer o córrego verde em direção ao córrego branco, descer a cachoeira do XXI e chegar ao local de acampamento.
      Porém..
      Um incêndio forte e devastador no ano passado, acabou destruindo completamente a trilha do córrego verde, e assim foi aberta uma trilha alternativa, beirando barranco, e muitas vezes leito do rio, a recomendação e o que ouvimos diversas vezes foi em não trilhar se estivesse minimamente úmido, pois o nome já diz por si próprio. A trilha do XXI é feita sempre quando está tudo seco, pedras secas, trilha seca, sem limo, sem escorregões.
       
      A descida com cuidado TRIPLICADO, era com muita cautela, pois estávamos com peso, a mochila jogava, e todo momento a atenção era sempre pouca, a dificuldade da trilha era latente, a trilha devastada, com arvores caídas por todos os lado, raízes pra fora, nos fez perder muito tempo até chegarmos ao córrego branco, que por pior que seja, o branco era pior que o verde, as pedras do córrego branco estavam quiabo. Forçando os joelhos, descendo devagar, muita agua passando por nós, sinal de que a chuva encheu as nascentes e fez minar agua para todos os lados.

      Enfim, chegamos ao final do Branco, maaas o dilema começou a partir desse momento, ja era 15 hrs, no final do córrego branco, estávamos em cima da cachoeira do XXI, de frente pro vale, a neblina não nos deixava enxergar o que tinha nas nossas frentes, as montanhas estavam escondidas na fumaça, e a chuva pairava sobre nós, com isso tínhamos que descer o XXI e chegar ao local do acampamento, rodamos para achar a descida por 2 horas, pegamos trilhas erradas, beirando o precipício, pedras escorregando, o GPS batia certo, porém era inacreditável achar que a descida seria tão tensa, Cássio rodopiou por cima do vale, exploramos por cima do paredão, escalamos e beiramos as ribanceiras do vale, retornamos para o final do córrego branco, completamente desolados em não achar a descida para o acampamento.
      Naquele momento estávamos sem rumo, sem prumo, naufragados no meio de uma imensidão verde, de pedras, água e montanhas, a natureza tomava força e dominava a gente, chegamos a conclusão que não teríamos tempo hábil para descer e ali naquele momento as 17:15, não tínhamos lugara para passar a noite, o frio, a chuva e a neblina estavam ganhando força, e era imediato achar um lugar para nos abrigarmos, porém estávamos dentro de um Cânion, dentro de um rio, nao tinhalugar plano para ao mínimo que fosse armar uma barraca.
      Voltamos subindo o corrego branco, batendo em retirada, para que tivesse um unico lugar aonde pudessemos passar a noite, e nao ao relento, de baixo de chuva de frio, molhado, esperando o dia amanhacer para retornar.
      O PERRENGUE ESTAVA SENDO FORMADO.
      Mas eu que surge, um presente de Deus uma pedra no MEIO do rio, em que conseguimos armar somente uma barraca a maior para quer entrasse os 04, armamos a barraca com a noite chegando.. a chuva ganhando força, abrigamos com a lona e logo ao lado da barraca na beira do paredão do vale, uma proteção nas pedras em que não molhava, assim pudemos armar a barraca levar a mochila para beira do paredão nos abrigarmos, como se fosse uma mini-caverna. Um presente de Deus, naquele momento você agradece, aquilo era somente o que se precisava, um lugar seco, para se aquecer, depois de armar a barraca, e a certeza de que o mínimo que precisávamos era aquilo e assim nos foi dado.
      02/04/2017 - Domingo
      Na noite anterior A noite caiu rapido, a chuva ganhou força, e ficamos analisando o que nos aconteceu e aonde conseguimos nos abrigar, foi tenso chegar, não foi possível descer o XXI, mas foi aquele local que nos foi dado para a viagem ter um proposito .
      Na hora bate o desespero, bate a aflição, mas a equipe foi safa, em armar a barraca, sem passar desespero uns para os outros, trabalhamos em agilidade, em pensar, em agir, em resolver o problema, a barraca nao molhou, todos conseguiram dormir, a chuva deu trégua, o rio não subiu, acordamos em meio novamente a neblina as 05:00 porém sem chuva, isso foi a chave de ouro, levantamos, desarmamos acampamento, e tomamos rumo pro capão novamente, subindo o córrego branco, bifurcando para o córrego verde, mas nada ainda havia terminado, estava tudo muito molhado, as pedras como sempre sabão, a trilha estava demorada devido aos cuidados redobrados, muitas quedas, muitos momentos de tensão, Cassio tomou uma queda feia, entrou dentro de duas pedras enormes, o que salvou ele foi a mochila.. que prendeu nas pedras, se nao fosse isso seria pior, continuamos a luta do córrego verde, paramos algumas vezes para descansar, da í apertamos o passo para o capão, demos uma pausa no mirante do capão, agora já sem neblina, descansamos e descemos a fumaça, chegando no capão as 16 hrs.
      Daí em diante foi pegar estrada pra Salvador e guardar a experiência.
      Foi tenso, foi quase um perrengue, mas foi aprendizado, muito bom passar por isso, nos prova que somos mais do que pensamos, e outra nunca faça o XXI se estiver minimamente úmido, e se for, tenha uma equipe com você de confiança.
      Valeuu !!!!
       












    • Por PedrãodoBrasil
      Travessia Chapada Diamantina Extreme (10 Dias, 176 km)
       

       
      (Ibicoara x Lençóis) Sul x Norte
       
      01 a 11 Setembro 2018
       
       
       
      Integrantes
       
      *Formiga (Guia)      https://www.facebook.com/formigueiro.formiga
      *Pedrão do Brasil (Idealizador do Trekking)
       
      *Luciano
       
      *Karla
       
      Saída de Vitoria no dia 30 de Agosto de 2018. Chega em Lençóis as 14:20 hs.
      Ida para o Beco Hostel. (www.obecohostel.com.br)
       
       
      Dia 31 ida para Ibicoara.
      Saímos de Lençóis cedo e fomos para Ibicoara, local onde o trekking iniciou. Nos Hospedamos no Refúgio da Família X no Campo Redondo.
       
      Dia 01 de Setembro ida a Cachoeira do Buracão.
      Liga ímpar e a melhor e mais bonita cachoeira da Chapada Diamantina.
      Inicio 10:00 hs
      Término 16:00 hs
      Ida e volta 7 km.
       
      Dia 02 Setembro. início da travessia extreme.
      Ida ao Baixão, onde se iniciou o Trekking, fizemos Cachoeira da Fumacinha por baixo
      Chegada ao entroncamento as 12:00 hs. Fumacinha as 13:00 hs.
      Acampamento entroncamento, Próximo a fenda as 16:00 hs.
       
      Inicio 09:30
      Termino as 16:00.
      12 km
      Dia 03 Setembro
      Saída do entroncamento (canyon da Fumacinha.) As 07:30 hs. Subida da fenda. Trilha da Fumacinha por cima.. Trilha da toca do vaqueiro.
      Trilha do Gerais do Macho Bomba.
      Pernoite na trilha. (Cela de descida para o Rio Mucugê)
       
      Inicio 09:00 hs
      Termino as 17 hs.
      24 km
      Dia 04 Setembro
      Saída da cela as 08 hs. Descendo até o Rio Mucugê, passando pela Matinha.
      Parada na Cachoeira da Matinha .Logo seguimos para Mucugê.
      Chegando por volta das 17:30 hs.
      Pernoitamos no (www.hostelmucuge.com.br)
      Inicio 08:30 hs
      Término 17:30 hs
      22 km
      Dia 05 Setembro.
      Saída as 09:30 hs.
      Pegando trilha para o encontro dos Rios Mucuge e paraguassu, passando pela AABB.
      Logo em seguida paramos na lapa do caboclo.
      Logo e seguimos para cachoeira do tomba cachorro. Local de nosso pernoite.
      Inicio 09:30 hs
      Término  17:00 hs.
      21 km
      Dia 06 Setembro
      Saída da  cachoeira Tomba Cachorro as 09:00 hs. Chegada no cachoeirao por cima as 12:00 hs.
      Chegada na igrejinha a tarde, triha irada e com subida bem suave, pois a trilha do Gerais do Rio Preto é muito boa.
      Inicio 09:00 hs
      Término 17:30 hs
      20 KM
      Dia 07 Setembro
      Fomos a Cachoeira do Funis já no Vale do Paty. Afinal a trip merece um bom descanso com Banho.
      Inicio 10:00 hs
      Término 15:00 hs e um merecido descanso.
      10 KM.
      Dia 08 Setembro
      Saída igrejinha as 08:30 h.
      Subida rampa. Gerais Rio Preto . Descida ladeira quebra bunda.
      Rancho.
      Gerais Vieira.
      Córrego das galinhas..
      Bomba.
      Capão
       
      Inicio 08:00 hs
      Término 19:30 hs
      28 km
       
      Dia 09 Setembro.
      Capão Dia de descanso
      Dia 10 Setembro.
      Capão
      Subida fumaça.
      Águas claras
      Poney
       
      Inicio 09:00 hs
      Termino as 16 hs
      16 km
      Dia 11 Setembro
      Poney
      Trilha lençóis x pai Inácio
      Gruta do lapão (Passando por dentro dela)
      Lençóis
      16 km
       
      176 KM
      Hard
       
       





























































      20180910_123055.mp4






      20180911_085808.mp4











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