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Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Bariloche pelo mochileiro Marioluc

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DICAS DE BARILOCHE

 

Cheguei de Bariloche dia 20/06/04.

 

Adorei as dicas do Gibão (valeu!), mas a situação tá mais ou menos assim...ainda nevou pouco,não dava pra esquiar em Cerro Catedral ( só esquibunda). Eles acreditam que a temporada iria realmente começar hoje (26/06). Independente de muito ou pouca neve, pra quem não leva o esqui a sério,Bariloche é chocante!

Voltaria lá mil vezes!

 

*O Cerro Campanário é IMPERDÍVEL ( uma das 7 melhores vistas do mundo eleita pelo National Geografic), e é!

Cerro Catedral e Cerro Otto tbém.

 

*O Cerro Campanário está incluso no Circuito Chico, os outros vc tem que agendar.

 

*Além de uns pouquíssimos ônibus que levam ao Cerro Otto, existe um taxi chamado Remi, que vc encontra em qualquer esquina, é um taxi em que vc fecha o preço antes.

Do centro até o Catedral paguei 20 pesos,como fomos em 4 pessoas, 5 pesos pra cada um...

 

*Os meios de elevação em JUNHO estavam assim: Campanário :12 pesos. Catedral 22 pesos.

 

*Uma refeição de 1° com vinho bom : 50 pesos para duas pessoas, mas tem ótimas refeições de trutas e carnes a uma média de 8 a 10 pesos.

 

*Aluguel de roupa pra esqui: 18 pesos em média ( tem mais barato, mas são roupas mais velhas).

PS: È indispensável roupa impermeável no Cerro Catedral, nos dias em que fui estavam -5°c e muito vento.

Leve protetor solar, óculos e touca na cabeça!

 

*Não perca o nascer do sol sentado no Centro Civico...demais!!!!!!!! ( amanhece perto das 9 horas).

 

*Entre um passeio e outro, dei uma patinada ( no gelo, claro) num lugar chamado NEVISKA, que fica defronte ao Lago..muito tombo da galera que não vê um patins há anos!! Inclusive eu! Saí pra tirar férias e voltei mais cansada do que fui... lá vc não consegue parar...chegava todo dia de madrugada.

 

*A comida é maravilhosa e barata, reserve uma grana pra comer comida local.

 

*Minhas dicas: El Bolicho do Alberto ( bife de chorizo);La Marmite ( lomo e fondues );Familia Weiss( javali e cervo- muito bom!)e indispensável....PILGRIM , um pub muito bacana com todo tipo de cerveja e chopp que vc imagina ou não...cervejas feitas artesanalmente na região...um som bacana, uma atendente gente boa... pra ficar até fechar!

 

*Ah! Outra dica... leve a mala o mais vazia que puder...se vc precisa comprar roupa de inverno, compre lá! è infinitamente mais barata, e o preço do excesso de bagagem pro Brasil é um abuso ( algo em torno de $8( dolares) o quilo extra.

Pra comprar aquelas indispensáveis lembrancinhas, gostei de uma loja chamada ARBOL..um cachecolzinho básico pra familia ,com otima qualidade e bom preço.

 

Curiosidade...tem dois cães que moram na loja...o Lobo e a Celeste, eles simplesmente ignoram a sua presença!Boa Viagem a quem for !

 

Nunca façam ligações dos hoteis, hosterias ou hospedagens... é o triplo do preço. Procurem os locutórios ... o minuto pro Brasil sai menos de 1 peso e 15 minutos de Internet=1peso. Não se esqueçam que quase tudo fecha entre 13:00 e 15:30 hs.

 

1) Talvez não interesse a ninguém ,porém no Circuito Chico, vc vai parar para apreciar a vista do Lago Perito Moreno... lá tem uns artesães locais...comprei um relogio del sol...da arte Mapuche local, que virou meu mimo da viagem...e não o ví em mais lugar algum. Pra quem curte este tipo de coisa!

 

2) Se puder levar alguma coisa em dolar, alguns locais pagam 1U$ =3 Pesos... o bom é ter um pouco em peso e um pouco em dolar ( o real não é muito bem aceito), e o melhor lugar para cambio que encontrei foi o Sudameris.Pergunte antes de pagar e gaste a moeda mais conveniente.

 

3) Fiz alguns passeios com uma empresa chamada Complejo de Turismo Blest´( o receptivo no aeroporto, Circuito Chico, Cerro Catedral) os demais fiz de REMI com um casal do Hotel.

Os caras são gente boa e com boa vontade. A quem interessar possa...e-mail: [email protected], fale com um cara chamado Bruno.(Gente Boa!)

 

4) Não volte pro Brasil com nenhum peso.Troque tudo por dolares ou reais...( ou gaste!). Olha que moro em SC e nem aqui eles querem trocar pesos!

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Complejo blest ( empresa de ecoturismo e aventura local)

[email protected]

 

Site oficial de Bariloche

www.bariloche.com/portugues/index.asp ( Muito, muito bom! Tem de tudo!!)

 

Neste site de bariloche, vc tbém consegue os preços da semana. Como fui em JUNHO, que ele consideram baixa temporada, as referências de preço que tenho não vão bater com a data que vc estará lá. Abraços... e retorne o contato contando como foi!

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Ola Cláudia!!! Como te disse no e-mail que vc postou, aqui fica mais fácil pois podemos corrigir, acrescentar,e afins....

1)O Circuito Chico dura 1/2 dia e o Cerro Campanário JÁ ESTÁ INCLUSO no passeio, que consiste em margear o Lago Nahuel Huapi,visitar o Cerro Campanário ( a vista mais linda que já vi na vida!),ir até a península Llao Llao, de onde se avista o hotel, depois há uma parada em um balcão natural onde se avista o Lago Moreno ( lá se vende aquele relogio del sol que falei antes!).A paisagem no caminho é maravilhosa.Vá agasalhada pois o Campanário fica a 1050 mts e venta MUITO!

 

P.S: Vou te responder por partes, pois antes escrevi um texto enorme a a conexão está caindo.

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2)um dos passeios 4 x 4 é o Refugio Neumeyer que leva até o vale Chal-Hua-Co. Depois tem uma caminhada na floresta até o Lago Verde. Este passeio pode ser de 1 ou 1/2 dia, mas como vc vai ficar só 3 dias, seria legal agendar logo apos a volta do Circuito Chico. ( Circuito Chico de manha, Refugi Neumeyer a tarde.

3) Outro passeio legal é Villa La Angostura + Cerro Bayo ( 1 dia inteiro)

4) O Cerro Catedral te consome o dia inteiro, mas é MARAVILHOSO!!!!!! Passaria uma semana lá! ( a minha turma é muito divertida e voltamos lá mais vezes, pois estava otimo!)

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Olá garota!!!

 

Nossa...isso é uma proeza....conseguir levar somente o que precisamos! Mas lá vai....vou relatar o que levei e usei!( foram 7 dias).

 

* 2 calças jeans

* 2 calças de moleton ( sem ribana em baixo)

* 3 blusas de lã com gola olimpica ( gola alta)

* 1 blusa de malha gola olimpica

* meia calça de lã

* meia calça fio 40 de lycra

* 1 botinha de trekking

* 1 japona forrada

* luva de lã

* gorro

* cachecol

* uma segunda pele de manga comprida

* pijama![:)]

 

Na necessarie:

* vitamina C ( começei a tomar 15 dias antes)

* filtro solar 30

* manteiga de cacau ( pro marido)

* hidratante ( o frio lá fora e o aquecimento dentro dos ambientes te ressecam até a alma)

* aspirina

* descongestionante para o nariz

 

 

Comprei lá e gostei:

* uma faixa parecida com aquelas que usamos no cabelo, mas de lã, mais larga, e que aquece as orelhas.

 

Espero que ajude!

 

Abraços.Junia Pimenta

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Oi, Cláudia!

Para ter mais informações sobre o clima por lá seria interessante ler este tópico inteiro, tem várias informações valiosas, inclusive a citação de alguns sites que contém dados sobre Bariloche (em geral). Pelo que pude perceber, a previsão do clima por lá em Agosto é de neve. Eu tb vou estar por lá em agosto, espero q tenhamos sorte e consigamos aproveitar tudo de bem por lá.

Alguns sites que visitei:

www.bariloche.com

www.bariloche.arg

www.bariloche.org

www.barilochepatagonia.info

www.catedralaltapatagonia.com

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Duração dos passeios que eu sei:

 

- Cerro Catedral 1/2 dia

- Circuito Chico 1/2 dia

- Cerro Oto 1/2 dia

- Cerro Bayo 1 dia (Villa La Angostura)

- Cerro Campanário (junto com Chico)

- Refúgio Neumeyer (1 dia)

 

Alessandro Barbosa

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Outros passeios possíveis prá quem tá em Bariloche

 

- Isla Victoria e Bosques del Arrayanes

- Cerro Tronador e Cascada Los Alerces (225 Km, passeio dia inteiro)

- Excursão pelo Lago Mascardi

- El Bolson e Lago Puelo (300 Km, passeio dia inteiro)

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Obrigado Junia.

Garanto que vc vai adorar San Martin, achei um lugar muito bonito, acolhedor e simpatico. Se possivel não deixe de fazer o passeio no lago, se vc for ficar onde tenha cosinha, tem um lugar ótimo par comprar comida pronta se não me engano chama Los Patos e fica na Gral Roca 1108, proximo ao cinema.

Serjão

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Olá a todos, muito útil o tópico, estou indo pela terceira vez a Bariloche, desta vez uma viagem menos mochileira, com mamãe, e pretendo ir a lugares que não conheço ainda, como San Martin e Cerro tronador. Fui no inverno de 96, quando teve pouquíssima neve, só no topo mesmo do catedral, outros picos estavam secos e esturricados, aliás tinha havido incendio no outono nas encostas norte do catedral.

espero pegar mais neve agora!

Fui também no outono, que cores! mas na verdade, as cores atingiram seu auge 10 dias depois! : (

 

A cores do nahuel huapi e outros lagos é o ponto que mais me atrai por lá, além dos bosques e da imponência da cordilheira.

 

realmente o panorama do campanario é surpreedente, vc olha aquele piquinho mixuruco, uma colina metida a besta, e nao imagina o panorama que se descortina impiedoso lá daquelas alturinhas...

 

Saudades de bariloche, ultima vez foi em 98, era tempo de real valorizado, mas a cidade pareceu muito cara, bem, eu era estudante ainda, e viajava com orcamento ainda menor que o de hoje, rss

 

Hoje a argentina parece estar mais barata, depois da desvalorizacao e da crise. lembro das noites geladas, que davam aquela fome, e eu e meu amigo iamos a um mercado comprar sopa instantanea pra fazer numa xicara com agua quente do albergue, rsss. restaurante entramos em um, o preco foi traumatico, um copo de suco por 4/5 pesos, e na epoca eram 4/5 reais, e 4/5 reais na epoca era ainda mais grana que hoje!

 

bem, quando eu voltar de bariloche passo dicas pra voces, do que minha memoria permitir, é claro...

 

abraço, até mais...

 

Ilton.

 

Fiz minha reserva de hotal pela net, aliás já paguei com o master, espero nao ter caído numa fria, mas pelas fotos parecia bem decente, saiu por 72 pesos quarto deuplo, unico porem é que fica 12 quadras do centro civico, mas nao devera ser problema, caminhar faz parte de qualquer viagem. O Nome e TANGO INN, alguem conhece? ja me avise de for uma cilada, pois ja fico preparado, rsss..

 

bem, quem quiser trocar informações, é so escrever. estarei em buenos dias 10 a 14, e 21 a 24 de julho, e em bariloche, de 14 a 21 de julho.

entao, quem estiver por lá nesses dias, é só entrar em contato, podemos sair na noite, fazer algum passeio e se ajudar com as dicas.

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Marques, não sei se o piedras blancas faz parte do mesmo complexo do cerro otto, mas o passeio é em dias diferentes e pra quem não vai esquiar, o piedras blancas é melhor. O cerro tronador é um passeio de dia inteiro em que vc fica na van e vai andando pela margem do lago Nahuel Huapi, até uma área onde ocorrem algumas avalanches na montanha e você escuta como se fosse um trovão, daí o nome tronador. Os preços eu não lembro, mas vou pesquisar e no fim de semana envio....Abraço.

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Serneiva, o passeio ao tronador pode ser feito com ou sem travessia do lago mascardi, qué estava um espetacular espenho no dia em fui. ë talvez o passeio mais lindo da regiao de bariloche, parece que só o do lago frias e puerto blest ganha desse.

paguei 92 acho,incluindo enyramnda ao parque nacional, e valeu cada centavo. unico problema e que tem pouquissimo tempo de parada. vale a pena alugar carro, inclusive com tracao nas quatro rodas. da pra chegar aos pes do tronador gigante e sesu 3500 metros. havia muita neve na base, e um bosque com sombras que duram todo o inverno.

nos meus ultimos oids dias me bariloche alugeui um carro com minha mae e fomos ate o l;ago espejo e correntoso, um show, mais lindo ate que os arredores de bariloche. em tempo: esses lagos ficam a 100 km de bariloche, perto de la angostura, que alias tem o melhor sorvete que tomei na vida, metade do preco dos sorvetes "italianos" dos jardins e leblon, e muito mais gostoso. peguei sol todos os dias, comnum dia nublado, mas luminoso. realmente faz 15 dias que nao neve me bariloche, alias so deu uma nevada mixuruca no topos das montanhas, ate fotografei as nuvens e aquela poeira branca sobre os cumes.

alias, alugar carro é emocao, peguei uma estrada com gelo que na olta do passeio virou lama...urrra, nao sei como aquele golzinho aguentou!

 

ah, pra quem esta indo a bariloche, o mais lindo da regiao é a famosa ruta de los site lagos, que vai a san martin de los andes, menos badalada, e mais exclusiva. bem, eu nao chegeui ate la, pois nao estava num carro com tracao. mas farei isso numa proxima.

 

abraco.

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Ana, desculpa ainda não ter respondido seu PM, mas cheguei a pouco e ainda tô colocando a vida em dia!

 

Qto a ônibus Pucon /Bariloche....tem onibus de linha comum. Vc vai até a Av. Colo Colo ( em Pucon) e lá ficam as agencias de onibus. Não há rodoviária em Pucon.

 

Pra quem tá em Bariloche e tiver um tempinho....VALE MUITO A PENA CONHECER San Martín de los Andes. Voltei de lá domingo (07/08) e amei de paixão!!!!! Inclusive vou abrir um tópico exclusivo sobre esse destino tão pouco explorado e conhecido dos brasileiros.

 

Bom passeio a todos...e esperamos novas dicas.

 

Abração.

Júnia Pimenta

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Ah.....pra quem vai esquiar! Ano passado aluguei japona + calça. Esse ano aluguei macacão! Mais confortável, prático e não entra neve! O preço é o mesmo ou alguns pesos mais barato. Tente escolher roupar visivelmente novas. Nas antigas, qquer costura abrindo é ponto de passagem pra neve....e não há nada pior que vc ficar molhado e com frio nessas condições.

 

Sobre as botas....troque quantas vezes for necessário pra vc se sentir confortável! A numeração varia em 1/2 numero, e esse meio número pode fazer TODA A DIFERENÇA. Calço n° 35 e a bota correspondente é 24,5....usei um dia! Me causou um hematoma na perna ( na batata da perna) que poderia ter sido evitado caso soubesse que poderia ter "cambiado" as botas no mesmo dia. Troquei por uma 25 e a diferença foi gritante.Nunca use um equipamento que te machuque!

 

+ abraços.Júnia

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Sim, o cartão de crédito é bem aceito, porém, há descontos para quem paga em efectivo ( dinheiro!) e não acrescimos para quem paga com cartão.

 

Qto a dólares x pesos é bom levar os dois. Chegaram a me pagar US$ 1,oo = 3 pesos argentinos em alguns lugares. A melhor cotação que consegui esse ano( agosto/2005) foi novamente na Metropolis de Bs As . US$ 1,00 = 2,84 pesos argentinos.

 

Novamente falando sobre o cartão...estou esperando a 1° fatura após a viagem. Como o dolar caiu, acredito que me dei bem. Espero pagar cerca de 2,40 reais , em média, por cada dólar, mas...o efeito poderia ter sido o contrário. O dolar poderia ter subido! Então...vai de cada um.

 

abração.Júnia Pimenta

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    • Por carlos.alberto1
      Olá a todos, vou relatndando aqui alguns detalhes dessa trip durante a viagem mas quando chegar vou colocar um relato mais detalhado.
       
      Se alguém tiver alguma dúvida sobre esses trechos que passei, dúvidas sobre essas estradas para montar algum roteiro ou quiser trocar uma ideia pode entrar em contato no e-mail [email protected]
       
      1° dia: saímos de Goiânia as 8 horas da manhã e chegamos em Rondonopolis no MT as 17 horas. Em geral as estradas muito boas, depois de Minérios apenas pista simples além de muitos caminhões pesados. Na cidade tivemos dificuldade para achar um hotel na rodovia mas no centro havia muitas opções. Apesar de um dia cansativo, no final da tarde tivemos uma boa surpresa com o mirante da chapada.

    • Por henriquefarage
      Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível.
      Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba.

      Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso.
       
      Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco.
       
      Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades).
      Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que?
      Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz.
       
      Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá.
       
      Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil.
       
      Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando.
       
      Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível.
      Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
    • Por Diego G Cardoso
      Olá Mochileiros
      Em Julho de 2017, fiz uma viagem de carro até Buenos Aires, ficamos uma semana na cidade. Não consegui ainda fazer o relato desta viagem para postar aqui, mas fiz uma rota alternativa para fugir da polícia corrupta argentina, ou pelo menos evitar algumas.
      No meu trajeto de ida, fiz a fronteira em Uruguaiana-RS e segui pela Ruta 14 até Bs.As., passei diversas barreiras policiais e não fui parado, somente na cidade de Mocoreta é que fui parado, ainda na província de Corrientes , notei que aquela policia é uma policia quase que municipal, na abordagem já pediram vários documentos e eu tinha todos, ai pediram para ver meu extintor de incêndio, e por azar ele estava descarregado, neste ponto foi falha minha em não olhar antes de viajar. Como já é sabido, assim que estes policiais encontram um motivo para multar começa a novela, me falaram em 1000 pesos de multa se pagasse na hora, fiz uma choradeira e mostrei que só tinha reais e que os poucos pesos que eu tinha era para o pedágio, ai o chefe do posto policial até me levou com a viatura até um banco na pequena cidade para sacar, o que achei muito estranho mas topei ir, no banco me fiz de louco e voltei para a viatura e disse que não havia conseguido sacar porque aquele banco era muito pequeno e provavelmente estrangeiros não podiam sacar ali, no caminho de retorno ao posto policial falei para o policial que só tinha R$100,00, ele acabou aceitando e me liberando. Depois desta cidade entrei na província de Entre Rios, e em todos os postos que passei não fui parado. 
      Como a melhor rota de retorno de Bs.As. era pelo mesmo caminho, e eu havia ficado muito indignado com todo o ocorrido, resolvido retornar por um caminho que havia estudado pelos mapas, e com este caminho só passei por um posto policial que acredito não ser de corruptos, pois é num trecho muito movimentado da rodovia.
      Enfim, a rota que fiz foi, retornando de Bs.As., fui até a cidade de Gualeguaychú-AR e cruzei a fronteira para o Uruguai, chegando na cidade de Fray Bentos, depois peguei a Ruta 24 até a cidade de Paysandú, depois a ruta 3 até a cidade de Bella Unión, cruzando a fronteira para o Brasil na cidade de Barra do Quaraí-RS, o trajeto é todo em asfalto de pista simples em ótimo estado, somente 2 pedágios sendo 1 na fronteira e outra dentro do Uruguai, e somente um trecho de uns 20km com buracos mas que está em reforma, e o mais importante é que não tem policiais corruptos. Com este trajeto evitei de passar pelo menos uns 5 ou 6 postos policiais. 
      Algumas observações sobre este trajeto:
      - Abasteça antes de entrar no Uruguai, pois a gasolina está mais de R$6,00 o litro;
      - Você fará uma aduana a mais, mas é bem tranquilo, não precisa nem descer do carro pois é num guichê semelhante aos postos de pedágio, rápido e sem enrolação.
      - Este trajeto tem pouco movimento, então a viagem rende bem.
      Vou anexar uma imagem da rota que fiz.

      Estou planejando em uma próxima viagem fazer outro trajeto semelhante, pelo Uruguai, mas quero fazer a rota Riviera até Fray Bentos, já vi que a estrada é um pouco pior, mas acredito que possa valer a pena, somente para não ter que viajar com medo da policia de Corrientes e Entre Rios.
      Qualquer dúvida estou a disposição dos colegas mochileiros.
      Abraço.
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