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Amanda Abreu

Relato - Travessia Couto x Prateleiras - PNI

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Depois de conhecer as Prateleiras e também o pico das Agulhas Negras, meu próximo objetivo era o Morro do Couto. Assim como Agulhas Negras e Prateleiras, o Morro do Couto fica localizado no Parque Nacional do Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro, sendo considerado o 8° ponto mais alto do Brasil com 2680 metros de altitude. 

A travessia aconteceu no dia 11/03/18. A intenção era subir o Morro do Couto, seguir até Prateleiras, e depois retornar para a portaria passando pelo Abrigo Rebouças, totalizando um percurso de 12 km. 

 

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O quase planejamento da aventura começou na semana que antecedeu o domingo do possível passeio. Eu e o meu namorado Rafael, conversamos sobre o período sem trilhas que estávamos passando, e surgiu a ideia de voltar ao PNI. Itatiaia é cidade próxima de onde moramos, então, colocaríamos gasolina no carro, chamaríamos os amigos, e partiu. O valor da entrada por pessoa é tranquila, apenas R$17,00. 

O problema para ir começou quando nos dois dias que antecederam o dia 11, choveu bastante e a probabilidade de chuva para os próximos dias na região era muito grande. Procuramos em diversas fontes alguma forma de saber melhor qual a previsão mais aproximada para o PNI, mas todos diziam que a possibilidade de chuva era de 90% e em outros alertava até para tempestades. Ate que um site nos orientou melhor e conseguimos ver que iria chover nas cidades próximas a partir das 9:00 da manhã. Então, avisamos os amigos que sairíamos bem cedo e faríamos pelo menos parte do trajeto ate as 9:00. Mas, sábado a noite choveu, e choveu muito; quem estava interessado de ir, desinteressou.  Mesmo morrendo de medo de ser uma furada, de sair pra estrada e acabar pegando chuva forte e melando todo passeio, decidimos ir. 

Arrumamos as coisas e combinamos de sair ate umas 5:30. Era umas 6:00 e estávamos na estrada. O tempo ainda não dava sinais de que rumo tomaria, mas nossa esperança era de que ate uma 9hrs ficaria tudo bem. Em uma parte da Via Dutra, vi um tempo fechado que me preocupou, mas eu já sabia, por idas anteriores, que o clima pode ser totalmente diferente lá em cima. Quando começamos a avistar os picos imponentes do parque, percebemos que o dia estava lindo, sem nuvens e com um lindo sol.

Estávamos na portaria do parque as 8:15. Para fazer essa travessia, o horário limite de acesso é ate as 10. A travessia pode ser feita sem guia, mas, se você não conhece nada de trilhas, e ainda não se sente a vontade de encarar uma trilha sem um acompanhamento, o melhor é ir com alguém experiente. Nós fizemos sem guia, mas antes, coletamos informações suficientes sobre o que viria pela frente. O acesso para a trilha do Couto é uma estrada a partir do estacionamento. Subida bem íngreme, mas, conforme andávamos dava pra ver quão bonito estava a paisagem.

Fomos ate uma antena e pouco depois começamos nosso primeiro ponto com subida nas pedras. Durante a caminhada conversamos sobre aquela ser uma trilha boa para levar crianças de uns 10 anos. Já na subida de pedras, aumentamos a idade devido ao tipo de desafio.

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Chegamos ao topo do Couto. A paisagem estava incrível, o lugar dá uma visão muito ampla do parque e nos deu uma sensação de liberdade sem igual. Não ficamos muito, pois íamos para o segundo desafio: chegar ate Prateleiras. São mais 4,5km de trilha.

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Na saída encontramos um pai com seu filho, que nos fez relembrar da nossa conversa anterior. Tivemos que perguntar a idade do menino, e imagine nossa surpresa ao ver uma criança de nove anos chegando lá em cima, com um sorriso no rosto e super empolgado. 

Tive duvidas se eu conseguiria concluir a caminhada. A partir do momento que começamos o trajeto ate prateleiras percebemos que aquela trilha seria um exercício de paciência, cooperação e humildade; digo que até de coragem. Nessa parte, os totens (pedrinhas empilhadas) encontrados no caminho foram de grande ajuda. Eles davam a dica de qual o próximo caminho a se seguir, porque em alguns momentos as trilhas sumiram e andamos mato afora, mantendo o foco no nosso objetivo. O terreno la é sem árvores e tem somente mato rasteiro, que devido a estação do ano estava um pouco maior em alguns pontos, e também havia água e barro (é, você vai sujar sua bota sim). Durante o trajeto você tem a opção de abortar a travessia utilizando a trilha sinalizada que leva até o abrigo. Fizemos pequenas pausas para comer, descansar e tirar alguma foto. A próxima foto é da vista do mirante que encontramos no caminho, fácil de identificar por causa de uma plaquinha.

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Em certo ponto mais na frente, passamos pela toca do índio; pedras enormes que formavam uma passagem. Vale lembrar que durante o percurso, a toca do índio foi o único local com sombra generosa. Durante todo percurso, as sombras são muito raras. Fora isso, tivemos sombra em algumas pedras que encontramos no caminho. É importante não esquecer o filtro solar, e se der, use até uma manga longa. Pegamos um dia bem quente, afinal, era verão e o tempo estava aberto. Não se esquecer de levar água e também lanchinhos rápidos.

Prateleiras estava ficando cada vez mais perto. Estávamos chegando ao nosso objetivo, e insistir na travessia foi a melhor escolha que fizemos. A paisagem é gratificante e as histórias pra contar sempre serão muitas. 

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Quando chegamos ate as Prateleiras, e dessa vez não fomos até a base, retornamos pela trilha até o abrigo. Passamos pela cachoeira das Flores que estava com um bom fluxo de água que a deixou ainda mais bonita. 

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Chegando ao abrigo, fizemos nossa pausa maior com direito a uma sopa.  Bem antes das 17:00 retornamos pela estrada a caminho da portaria. Chegamos ao posto Marcão as 17:15. No caminho de retorno podíamos ver ao longe, parte do que foi nosso objetivo e analisar um pouco do que tínhamos andado.

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Quando vamos ao PNI, sempre retornamos para casa já com vontade de voltar. Depois da travessia, pensei sobre não ter tirado uma foto que pudesse registrar a visão que se tem da paisagem ao longo do caminho, se é que isso é possível. Uma visão ampla e incrível de pedras, trilhas, subidas e descidas que te faz sentir um máximo por estar explorando aquele lugar sem igual. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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    • Por Demetriusrj
      Fala Galera, iniciei este post, pois quero dividir com vocês minha ansiedade sobre a programação do final de semana.
       
      A parada é a seguinte:
       
      No dia 30 de junho eu e um grupo de amigos subiremos as PRATELEIRAS, desceremos e começaremos a caminha até o antigo abrigo Massenas. Acamparemos neste local e no dia 01 de julho continuaremos a nossa caminhada.
       
      Quando retornar posto fotos.
       
      Até lá.
    • Por Augusto
      Oi pessoal.
      Abaixo segue o relato dessas 2 travessias.
       
      Por muitos anos qualquer travessia no PNI era proibida; muita gente fazia, mas sempre na surdina.
      Para muitos a Serra Negra era a única opção, já que não passava pelo interior do Parque Nacional e contornava ele pelo norte, mas em 2007 o PNI reabriu a Travessia Rui Braga que liga a parte alta à parte baixa e oficializou a Serra Negra, mas seguindo pelo trecho: Rebouças - Aiuruoca - Serra Negra - Mauá.
      E com isso, reles mortais como nós pudemos realizar travessias com autorização do Parque e com isso no mês de Julho marquei com o Sandro (do Fórum Mochileiros) fazermos as 2 travessias juntas e com quase 1 mês de antecedência solicitei ao PNI a Autorização para fazer a Rui Braga.
      Antes de chegar na Vila de Maromba, íamos subir a Pedra Selada.
       
      Fotos da Pedra Selada:
       
      Eu, a Márcia, a Sophia (nossa filha) e o Sandro seguiríamos de Sampa em direção à Visconde de Mauá e enquanto eu o Sandro iríamos sair de Maromba na caminhada em direção ao PNI pela travessia da Serra Negra e depois emendar com a Rui Braga, a Márcia e a Sophia iam ficar hospedadas em Maromba por 4 dias para depois nos pegar no final da travessia da Rui Braga, já na parte baixa do PNI.
      Nosso plano era chegar no Domingo, 11 de Julho em Maromba a tempo de ainda assistir a final da Copa do Mundo, mas como o técnico Dunga não ajudou, assistir Espanha x Holanda não estava nos planos. A prioridade agora era subir a Pedra Selada só para dar uma aquecida nos músculos.
      Por volta das 07:00 hrs saímos de Sampa e com algumas paradas pela estrada, chegamos em Visconde de Mauá pouco antes das 13:00 hrs e logo fomos procurar um lugar para comer.
       

      Saciados da fome, seguimos por uns 12 Km por uma estrada de terra, sentido leste em direção à base da Pedra Selada, margeando o Rio Preto e pouco depois das 14:00 hrs cruzamos o pequeno bairro de Campo Alegre e de lá já era possível avistar a Pedra Selada em todo o seu esplendor à frente.
       

      Chegamos pouco antes das 14h30min chegamos na bifurcação que leva à sede da Fazenda e aqui não tem como errar, pois existe até uma placa indicativa da Pedra Selada.
       

      Já na sede é cobrado uma taxa para se fazer a trilha e estacionar o carro.
       

      As 14h40min eu e o Sandro iniciamos a subida e por razões óbvias a Márcia e a Sophia ficaram na sede, já que o desnível é de mais de 700 metros e o total da trilha chega a uns 2,5 Km.
       

      Ao longo da subida a trilha segue um trecho de descampado para depois entrar na mata fechada e ao longo dela vamos encontrando algumas placas de cachoeiras e altitudes.
       


      Cruzamos com um riacho e passamos próximo dele várias vezes, sendo possível descansar em alguns bancos estrategicamente colocados em alguns mirantes.
       

      A trilha é bem demarcada e segue pelo lado direito da Pedra até atingir a crista e de lá o ataque até o topo por uma subida muito íngreme.
       

      Poucos metros antes do cume encontramos vestígios de acampamento na trilha, mas que não eram muito confortáveis e as 16:00 hrs alcançamos nosso objetivo.
       

      A altitude aqui é de 1755 metros e o visual é de 360º.
      A Pedra tem mesmo o formato de uma sela de cavalo por isso o nome que recebe.
       

      Estávamos de um dos lados do cume e pudemos perceber que no outro lado o acesso ao topo só é feito com equipamento de escalada.
       


      Existe aqui um livro de assinaturas onde deixamos as nossas também e as 16h40min iniciamos a descida.
      Ainda passamos por um abrigo semi-abandonado próximo da trilha, que vimos do topo.
       

      Ao chegarmos na sede ficamos um pouco mais de tempo, pois naquele momento estava acontecendo o jogo da final da Copa do Mundo e estava ainda em 0 x 0 e somente quando já estava escuro seguimos para a Pousada em Maromba.
       

      A estrada até lá é toda de terra e somente pequenos trechos são asfaltados, mas de péssima qualidade e depois de passarmos as Vilas de Visconde de Mauá e de Maringá chegamos na Praça da Igreja em Maromba por volta das 20:00 hrs.
      Ficamos em pousadas diferentes, mas em frente à Igreja Matriz de Maromba e depois de deixar as coisas nas pousadas fomos procurar algum restaurante que ainda estivesse aberto naquele Domingo.
      Pelo horário (por volta das 21:00 hrs) só fomos encontrar um restaurante funcionando próximo da Igreja e junto ao Rio Preto.
      A comida era boa e farta, mas o rio, que passava nos fundos do restaurante, exalava um cheiro de esgoto que incomodava quando chegávamos perto.
      Não era um Rio Tietê, mas parece que estão querendo chegar lá; uma pena.
      Depois do jantar marcamos de se encontrar no dia seguinte por volta das 08h30min em frente à Praça para seguirmos em direção ao início da trilha.
       
       
      Continua no 2º dia

    • Por drezz
      Na real esse é um relato pessoal e subjetivo que provavelmente não ajudará ninguém, só vou contar minha experiência pra não esquecer, rs.
       
       
      Decidi essa viagem de última hora pois percebi que algumas folgas no trabalho, feriado prolongado e final de semana davam uma boa combinação para uma viagem curta. Após pesquisar os lugares próximos de SP capital, encontrei o Parque Nacional do Itatiaia- RJ na divisa com o estado de São Paulo.
      Decidi ficar apenas na parte baixa do parque, devido à minha dificuldade de mobilidade (sem carro), além de que as cachoeiras estão localizadas ali.
      Saí de casa umas 4h30 do dia 18 de junho para pegar um ônibus no terminal Tietê às 6h. Esse ônibus me levaria até Arujá, uma cidade próxima e ao lado da Rodovia Dutra. O motorista me deixou num posto de gasolina, aproximadamente 7h30 da manhã, e então começou a aventura...
      Eu já havia feito uma plaquinha com o escrito “RJ” no dia anterior, falei com alguns caminhoneiros no posto de gasolina porém nenhum iria para o Rio de Janeiro, por conseguinte, decidi ficar na beira da estrada com a bendita plaquinha.
      Andei um pouco e acredito que tenha se passado uns 15 minutos até eu alcançar uma Kombi que estava parada no acostamento, com o pisca ligado.
      Perguntei pra onde estavam indo, e o motorista disse que iria para Taubaté realizar alguns serviços de montagens. Pedi carona e consegui, ufa... XX, super gente boa, gritava pra caramba (rs), contou da filha e da sua aventura de ter saído do nordeste pra vir pra SP sem conhecer ninguém, sem lenço e sem documento.
      Devo ter chegado em Taubaté umas 9h30, e fiquei num ponto bem x da estrada, meio afastado da cidade. Empunhei a plaquinha e me preparei pra esperar a carona. Passado uns 2 minutos, um caminhão parou mais a frente, no acostamento. Fui correndo para que ele não desistisse da carona e subi de uma forma bem desajeitada!
      O nome desse carona é Adriano, faz esse trajeto todos os dias e vive no Rio (quando possível). Conversamos bastante no caminho, até paramos pra tomar um café e o Adriano pagou um pão-de-queijo pra mim.

       
      Ele me deixou em Itatiaia, em frente a uma passarela, umas 11h30. Agradeci e passei meu número, caso rolasse mais alguma carona (ele disse que me levaria pra Brasília pro Encontro de culturas da Chapada).
      Cruzei a passarela e andei umas 5 quadras rumo ao parque, até que eu consegui mais uma carona, na rua principal mesmo... O senhor que me deu carona trabalhava num hotel do parque e, após eu pagar a taxa de ingresso do parque, ele me deixou na entrada do camping.
      No momento em que eu estava descendo do carro dele e pondo minha mochila nas costas, um outro carro parou ao meu lado e uma senhora se ofereceu pra me levar até o camping Aldeia dos Pássaros, lá embaixo.
      Nossa, que descida do caramba! Aliás, um detalhe: aquele parque e só subida (e descida)! Que exercício para as pernas!
      Enfim, conversei com essa senhora, Eliana, no pequeno trajeto e ela me disse que tem uma propriedade lá, ao lado do camping, e me convidou para tomar um chá e conhecer o filho dela, já que ele conhecia as trilhas por ali e poderia ir comigo.
      Fui para o camping Aldeia dos Pássaros, montei minha barraca e fiquei um pouco no riacho atrás do local, li um pouco do meu livro e entrei na água. Aproximadamente umas 13h eu decidi tentar conhecer alguma cachoeira e aproveitar que o dia estava lindo. Subi, subi, subi e subi mais um pouco (devo ter andando uns 5 km) até conseguir uma carona com um casal até o museu. Lá era bem próximo do lago Azul e eu passei um tempinho por ali...
      Eu soube que um ônibus desceria pelo parque às 17h, porém decidi voltar mais cedo porque o tempo ficou meio fechado. Eu levei uns 40 minutos descendo do museu até o camping, tranquilo. Tomei banho, tive problemas com lagartixas, cozinhei algo pra comer e começou a chover, umas 18h. Depois disso, fui dormir...
      No dia seguinte, acordei bem cedo e fui para as cachoeiras mais distantes (Maromba, véu da Noiva e Itaporani). Consegui duas caronas pra subir e, chegando lá fiz amizade com um guardaparques chamado Alex, que tirou várias fotos minhas nas cachus. A água estava geladíssima, mas eu entrei no Véu da Noiva e na Itaporani.
      Itaporani
       
      véu da noiva
       
      Na volta, consegui uma carona com um pessoal que estava no camping tb, então foi bem fácil. No momento em que eu saí desse carro, um rapaz veio falar comigo: era o filho da Eliana, a senhora que me deu carona no acampamento, que disse que iriam me ajudar e me convidou pra fazer uma trilha ali perto. Neste dia mesmo, passamos um tempo conversando nas pedras do riacho, eu , ele (Giovanni) e uma amiga dele, Marcela. Depois, nada mais aconteceu, fui dormir bem cedo.
      Terceiro dia, 20 de junho, acordei cedo, fui para as pedras e encontrei o Giovanni por ali logo cedo, que me convidou para tomar um chá na casa dele. Colhemos as ervas para o chá e entramos para conversar com a mãe dele. Eliana foi uma grande dançarina e conhece quase o mundo todo, até conversamos um pouco em francês. Foi incrível!
      O dia estava bem feio e chuvoso, então Eliana me convidou para conhecer Penedo, a cidade mais próxima dali. Passamos um dia bem agradável, almoçamos num restaurante barato por ali, comprei um licor de pimenta (delícia!) e voltamos para o parque ao anoitecer...
      No dia 21, eu fui acordada pelo Giovanni, que bateu na minha barraca me convidando para tomar café na casa dele. Fui, logo em seguida nos preparamos pra fazer uma trilha secreta beirando o riacho.
      Acho que andamos por aproximadamente 40 minutos, até que decidimos parar numa pedra pra comer umas frutas. Ficamos lá por uns 15 minutos, até que surgiu uma galeeera! Levei um susto no primeiro momento, mas depois descobri que eram estudantes de engenharia florestal e estavam fazendo umas coletas na região para uns projetos no parque. Eles sentaram com a gente e comeram algumas coisas antes de cruzarem o rio. Eles realmente eram muito legais e combinamos de nos encontrar à noite para beber o meu licor de pimenta.
      À noite, Giovanni e eu fomos ao alojamento desse pessoal e passamos um tempo bem agradável por ali. Eles me convidaram para participar da coleta do dia seguinte e eu decidi adiar a minha partida por mais um dia, para poder participar dessa expedição.
      No dia seguinte, foram me buscar na entrada do camping 7h30, fomos ao alojamento e terminamos de organizar tudo para a trilha. Esse foi um dia muito interessante pois eu aprendi muita coisa sobre as plantas e as técnicas usadas na floresta. A galera subia em árvores de 20 metros, usávamos perneiras, cruzamos o rio várias vezes, etc. Foi realmente incrível!

       
      Nos despedimos à noite, quando o motorista da UFRRJ foi busca-los no alojamento e eu fui para o camping. Nessa noite eu tive medo à noite, pois eu era a única pessoa no camping e consegui queimar uma lâmpada que apagou todas as outras. Ou seja: sozinha, no escuro, na floresta, com barulhos estranhos.
      No dia seguinte eu fui embora, peguei o ônibus das 7h45, que me deixou na mesma passarela pela qual eu cheguei. Atravessei a passarela e fui a um posto de gasolina do lado do pedágio. Um caminhão parou, perguntei para onde o motorista ia... Ele respondeu que estava indo para o Paraná e passaria por São Paulo. Pedi uma carona, consegui! Seu nome era Donizete, muito firmeza também, me deixou na marginal Tietê e até saiu da rota por um momento para me deixar em segurança na calçada.
       
       
       
      Enfim, como eu escrevi antes, esse foi mais um relato pessoal e subjetivo que provavelmente não ajudará ninguém. Talvez o único proveito que se tira disso é o de que é possível viajar de carona, e que provavelmente assim se conhecerá pessoas incríveis. Muito eu ouvi para não fazer essa viagem, por ser mulher e sozinha nas estradas e na floresta, por isso espero que esse relato incentive as mulheres a viajarem sim, a se libertarem.
      Quando você abre sua janela para o mundo, ele mostra quão lindo é e quanta coisa boa há. Gratidão!
    • Por Carol Montoaneli
      Eu nem lembro direito quando foi a última vez que fiz um relato e larguei aqui... acho que até sei... foi um relato que eu fiz quando fiz a trilha em Salkantay, mas eu voltei pro Brasil querendo voltar e acho que acabei fazendo o relato por "osmose". Mas eu acho que faz teeeeeempo que senti esse "ziriguidum" louco dentro do meu peito!
      Sabe aquela agitação toda que você não se aguenta consigo mesmo? Voltei pra casa feliz da vida! Cheguei no trabalho gritando feito uma louca em plena segunda-feira "BOM DIA PESSOAS!!! EU TÔ VIVA!!!"
       
      e agora tô aqui... enquanto não "vomitar" toda essa explosão de sentimentos, acho que não vou conseguir voltar pro meu estado normal.
      Eu não sou muito boa para passar informações técnicas, até por que existem outros relatos aqui com essas informações. Acho que a minha intenção é mostrar que existe muita coisa além da nossa zona de conforto. muita coisa além da rotina casa-trabalho ... enfim... acho que a minha intenção é fazer com que outras pessoas se encantem pelo Parque Itatiaia assim como eu me encantei!
       
      Eu já falei um zilhão de vezes isso aqui e quem acompanha os meus insanos relatos já tá mais que acostumado... sempre uso o mochileiros.com como o meu "queridinho" para tirar dúvidas sobre os roteiros que fico bolando... e quando volto... gosto de contar as atrapalhadas pra todo mundo dar risada! Como desgraça pouca é bobagem... SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA! haha
       
      Minha primeira viagem sozinha foi pra Chapada Diamantina. Lá eu conheci a Pamela! Trocamos face e nos falávamos com frequência, mas nunca mais conseguimos fazer uma trilha juntas.
       
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      em uma das minhas "andanças pelo facebook" comecei a trocar ideia sobre trilhas e equipamentos com um cara e comecei a acompanhar os videos dele... achei bacana e tal.
      dai eu descobri que ele era namorado da Pamela! Pronto! Já conclui na hora : ela é legal! ele tb deve ser!
       
      Marcamos de ir pra Agulhas Negras! Sonho de qq maluco, né?!
      Não queríamos contratar guia. conseguimos equipamentos emprestados pq já tinham me avisado que existe "um cume falso" e o "cume verdadeiro" onde fica instalado o livro.
      Nunca usei equipamento de rapel. mas eu tinha a certeza que não era nada mega impossível. Só prender as cordas no lugar certo e tava tudo lindo! SÓ QUE NÃO! kkk
       
      Bom... consegui fazer as reservas pro camping do abrigo rebouças nesse link. Fiz com 1 mês de antecêdencia! Ficamos a semana inteira acompanhando a previsão do tempo... Fiquei um tempão xavecando São Pedro pra ver se ele colaborava! O FDS foi incrível! Pedrão merece até um beijo na boca
      http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/reservas.html
       
      Mochila prontinha... era só cair na farra! feriado do dia das crianças no parque Itatiaia!
       

      Chegamos no parque por volta das 7h da matina no sabado. Tivemos uma desistência e paguei a multa equivalente ao valor da estadia de uma pessoa fora o ingresso. Isso tem tudo detalhadinho no site.
      eu não vou ficar entrando muito em detalhes pq eu mesma me perco na minha própria explicação!
       
      Decidimos fazer couto e prateleiras no sabado (dia 12/10) dia e agulhas no domingo (13/10).
      Perna pra que te querooooooooooooooooo
       

       

       

       
      Posso falar? A vista do Couto é incrível e a subida é mamão com açúcar!
      Dizem que o Couto é o 9º pico mais alto do Brasil. Charmoso a beça! eu fiquei apaixonada!
       

       
      Depois de barrinhas e sessão fotos... hora de descer a pirambeira, né?!
       

      daí você olha essa foto e pensa "por favor... defina mamão com açúcar!"
       
      Passeio sussa!!! De meio dia!!! vale a pena e super recomendo!!! Seguimos para prateleiras!
      Bom... aqui começa a minha saga! Prateleiras é lindo! Uma graça! Um charme! Encantador!!!! Ela lá e eu aqui! hauahauhauhauahauhauahauhauhauhauah
       
      Eu tenho um amigo que diz "quando a Montanha chama, você tem que ir!"
      Na boa? Eu não ouvi a Imponente Prateleiras me chamar! Fui de bedelhuda! Eu queria muito subir Agulhas, Couto e Sino.
      Pico do Sino ficava inviável pra gente... muito distante e como Couto era passeio de meio dia, topamos ir pra prateleiras. Mas eu não ouvi em nenhum momento o som da Montanha me chamar.
       

       
      Subimos! Subimos! Subimos! Era pedra que não acabava mais! Um frio que me matava! odeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeio frio! que fiquei bem claro! kkk
       
      Dai você começa a olhar pra um lado e não tem nem ideia de como "montar" naquele amontoado de pedras! Olha pra outro e só pensa no giro do macgyver.
      Cara! nunca apanhei tanto! ou talvez já tenha apanhado o suficiente pra esquecer de tudo! kkk
       

       

       
      Imagina a seguinte situação.... você precisa passar pro cima de uma pedra grande... beeeeeem grande e seu pé não alcança. Você meio que dá um pulinho e não alcança e volta pra dar impulso.
      Você olha pra baixo e vê um vão enorme. Um monte de pedras ... uma em cima da outra... TRAVEI! Meu irmão.... posso falar? acho que mais um pouquinho eu me borrava ali mesmo!
      meu olho encheu d´agua! Dai eu falei que não queria continuar. Não sei... não queria, parei e comecei a chorar!
      Dali mais uns pouquinho eu pensei "poxa! todo mundo vai e a vista de lá de cima deve ser incrível". A Pamela voltou, me buscou. O Samuel me ajudou a descer da tal pedra que eu tava empacada e grudada feito mula e continuamos.
       
      Eles já tinham ido até o cume umas duas vezes. Mas em um determinado trecho "nos perdemos". Não estávamos sozinhos lá... tinha uma galera escalando.
      Eu olhava pra cima.. naquele paredão que não via fim e de repente a pessoa sumia no meio das nuvens. Cara! quase me borrei - parte 2! hauahauhauahauhaauhauahuahauh
       
      Samu pediu pra gente esperar um pouquinho pra tentar achar o acesso. eu e a Pamela ficamos um tempinho lá batendo papo e eu .. me acalmando...kkk
      Uma outra pessoa que tava lá escalando com o grupo ajudou a encontrar o acesso e seguimos. Cruzamos o caminho com outros grupos que estavam voltando, batemos papo... aquela coisa de sempre que todo mundo que se enfia nessas roubadas tá mais que acostumado...kkk
       

       
      Continuamos a subir! Subir! Subir!
       
      na boa... não sei o que aconteceu comigo... eu olhava pra um lado e via um monte de pedras gigantes amontoadas. Eu não tinha nem coragem de tirar foto. Eu só ficava pensando como aquelas pedras tinham parado lá "Desmoronamento. é óbvio"
      Daí meu brilhante raciocínio chegou a uma não tão brilhante conclusão: "se desmoronou uma vez, pode desmoronar novamente!"
       
      grudei na pedra e chorei! chorei! chorei! "Deus!!!! nunca matei! Nunca roubei! sou muito nova pra morrer!!!"
       
      O bagulho ficou tenso pro meu lado!
       
      Dai eu acalmava e subia! faltando 100 metros para atingir o cume (detalhe importante... parece que lá em cima tem um trecho chamado de pulo do gato e precisa de equipo de rapel) eu comecei a ficar nervosa! Faltou ar! sentei! e tremia mais que vara verde!
       
      Dai o Samuel e a Pamela decidiram voltar pq viram que eu tava com medo de verdade... até então... eu não tinha dado conta que estava assustada com tudo aquilo!
      Na minha cabeça eu só estava impressionada... atolada com um monte de problemas pessoais e só tava precisando relaxar, descansar!
      Tava achando um pouco de frescura e que logo, logo tudo aquilo ia passar!
       
      Daí o Samu falou "Carol! A montanha estará aqui pra sempre. E você só tem uma chance com a sua vida! Você não tá legal... você tá com medo! Depois quando vocÊ pegar mais confiança a gente volta!"
      E descemos... ai gente... fiquei me sentindo uma frouxa, sabe?! A 100 metros do cume e eu desço?
      Mas o Samu veio conversando de boa comigo "não é competição... você não é melhor ou pior que ninguém! você não precisa provar absolutamente nada! A gente só tá aqui pra curtir!"
       
      Fiquei frustrada, mas quando comecei a descer senti um alivio que vocês não tem ideia!
       
      Pegamos o caminho da roça e voltamos pro camping! Ah! posso falar? Aquela história que pra descer todo santo ajuda... BALELA! maior mentira do mundo! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
       
      Armamos a barraca correndo pq tava quase na hora de anoitecer.
      no camping não tem iluminação, mas tem a área de banheiro + cozinha! Bem bacana e dá pra descartar o lixo lá também!
       
      jantar? CACHORRO QUENTE DE SOJA!!!!
      Eu e a Pamela somos vegetarianas... mas o Samu não reclamou! hauahauhauhauahauhauahauhauhauahauha
       

       
      aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!! eu já ia me esquecendo!!!!!!! tenho que contar.....
      rasguei minha calça toda! hauahauhauhauahauhauahauhauahuah
      Eu sentava na pedra pra poder apoiar e descer, né?! Gente... não deu outra! só comecei a sentir um ventinho! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
       
      Lembrei agora pq ia comentar... um frio do Mal! frio mesmo! frio a beça, sabe?! Chegou a negativo no camping.... daí antes de dormir... tava lá com todas as roupas do mundo, enrolada no saco de dormir e costurando as calças! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Então minha gente... dica preciosa que aprendi com uma amiga querida (que AINDA não conheço pessoalmente): kit reparo (linha, agulha e silver tape)
       
      de repente eu só escuto o Samu falando : "Cara! olha o tamanho desse rato?! Ele tá aqui olhando pra mim e não vai embora!" kkkkkkkkkkkkkkkkkk
       
      bom... depois do rato, depois da calça costurada igual a minha cara, depois do susto.. dormi feito uma criança... SÓ QUE NÃOOOOOO! que frio era aquele????
      eu tava com muita roupa! nem conseguia me mexer direito. tava com um coberto ainda e um saco de dormir bom e mesmo assim o frio não me deixava em paz!
       
      de manhã acordei com a claridade! o solzinho gostoso tava invadindooooo a minha barraca. mas ainda não tava esquentando...kkk
      mas mesmo assim... eu tava tão feliz por ver o solzinho!kkk
       

       

       

       
      Deixamos tudo bem arrumadinho no carro e partimos para o "ataque"
       

       

       

       

       

       
      Posso falar? Essa trilha é pra gente grande! Agulhas Negras chega a ser apavorante em alguns trechos, mas eu tava bem mais tranquila que Prateleiras.
      Claro que a Pamela e o Samuel estavam de olho em mim a todo tempo pq eles devem ter percebido que tenho um certo "medinho de altura", mas até então... a minha ficha não tinha caído.
      Usamos a corda que o Samu tava carregando pra subir um trechinho "canaleta" que não dava aderência alguma...kkk
       

       
      E em seguida esperamos o Samu guardar a corda para continuarmos.
      Quando eu vi o que estava esperando a gente, comecei a suar frio de novo! Naquele momento eu tinha percebido que tinha muito medo de altura!
      Imagina a cena: Do meu lado direito um imenso paredão. Do meu lado esquerdo uma pedra bem baixa e bem ingrime (acho que se eu rolasse ali, não morreria, mas daria um certo trabalho...kkk)
      dai no meio do caminho uma fenda de aproximadamente um metro. Só que você tem que passar essa fenda em pé pq do outro lado entre o tal paredão e a tal pedra baixa tem um vão de aproximadamente uns 15 metros.
       
      Samuel com toda paciência do mundo estendeu a mão e falou "vem Carol! Tamo juntos! Vai ser tranquilo!"
      Ai gente... só de lembrar meu olho enche d´agua de novo! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
       
      passinho por passinho! Samuel falava pra eu não olhar pra baixo. Dai a Pamela já começava a rir : "se ela não olhar pra baixo, como ela vai saber onde tem que pisar!"
      Ai eu não sabia se ria ou se chorava!
      Meu coração acelerou! Comecei a suar frio! Meu olho encheu d´agua e fui andando de ladinho... passinho por passinho! Respiração completamente ofegante!
      Quando consegui atravessar o tal trechinho cabuloso, sentei no chão e fiquei.... fiquei... fiquei....
       

       
      Voltamos pra trilha... subimos... subimos... subimos... era pedra que não acabava mais!
       

       

       

       

       

       

       
      E depois de todo o sacrifício.... O tão desejado PICO DAS AGULHAS NEGRAS!!! ebaaa!!!
      Estávamos tãooooooo felizes!!!!!!! tão felizes!!!! tão felizes!!!! que nem cabia na cara o sorriso de tão largo!
      Mas daí a gente começou a caminhar (o que é bem difícil) lá em cima e percebemos que o livro estava no outro cume! Nossa! Naquele momento tudo fez sentido!
       
      Lembra que eu tinha falado que o meu amigo tinha me avisado? Tinha o tal "cume falso" e o "cume verdadeiro" onde o livro estava instalado?
      Na hora o sorrisão largo sumiu da minha fuça! kkk
       
      Quando eu olhei o tamanho da fenda, vi o trecho que precisaria ser percorrido com o equipamento de rapel, falei "Aqui é meu limite! Se vocês quiserem ir até lá pra assinar.. eu fico aqui esperando bonitinha! Mas eu não arredo o pé daqui!" kkk
       
      A Pâmela também não tava muito confortável com a ideia de ir até o outro cume. Samuel olhou, olhou e disse que tava tranquilo até ali! hahahahaha
      Sinceramente... eu não sei se eles queriam ir até lá. Claro que eu queria, né?! Mas os cumes tem aproximadamente 1 ou 2 metros de diferença de altura!
      Eu precisei infelizmente reconhecer minhas limitações e entender que morro de medo de altura pra não colocar em risco a minha vida!
       
      mas posso falar? Me senti vitoriosa quando cheguei lá em cima! Olhei pra baixo... fiquei admirando tudo que estava ao redor!
      Eu acho que posso ficar falando aqui durante dias.... mas eu não vou conseguir explicar o "ziriguidum" louco que bate dentro da gente!
      Eu tava tão feliz... tão contente com tudo o que estava vendo... tava me sentindo plena! realizada!
       
      Eu só gritava.. agradecia a Deus mais uma vez por ter conseguido chegar no cume com segurança!
      Pamela e Samuel foram meus anjinhos da guarda! Sempre tenho "alguns deles" me ajudando, me estendendo a mão pra que eu nunca me esqueça que nunca chegaremos a lugar nenhum sozinhos!
      O dia tava lindo e irradiante... e a previsão do tempo tava dizendo que ia rolar nuvens durante o dia... bobagem! São Pedro foi parceirão e não nos deixou na mão! kkk
       
      Eu acho que não existe explicação lógica pra tentar entender pq subo ou desço montanhas... mas quando escuto o som delas chamando... apenas vou.... cantarolando .. feliz da vida... as vezes passando perrengue... as vezes sento pra chorar no caminho... mas sempre tenho um amigo no caminho pra me estender a mão, me levantar e me ajudar a continuar.
      Toda vez que eu chego lá em cima (não importa se é o 6 maior do Brasil ou uma pirambeira louca que tá no caminho) lembro do quão feliz sou por estar viva e poder aproveitar tudo isso!
      Toda vez eu lembro da importância de ser grata a tudo o que me acontece e principalmente.. me lembro o quanto é bom poder conquistar tudo isso ao lado dos meus amigos!!!
       
      Pamelita !!!! Samuuuu!!!! AMO VOCÊS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
       

       

       

       

       

       

       

       
       
      Nem preciso falar que o caminho de volta pra casa nem foi tão facil assim, né?! Tô com a perna roxa até agora por causa de um tombo!
      mas tudo bem! eu tô feliz porque Agulhas me chamou e eu fui!!!!!!!!
       
       
      Esse pico (apesar de não ter conseguido assinar o livro) foi a minha vitória, sabe?!
      E essa eu vou dedicar ao meu sobrinho lindo que sempre me recebe com um sorriso lindo no rosto! Apesar de nem ter completado 3 anos é a pessoinha que mais me ensina que a vida é simples e não precisamos chorar por causa das pequenas bobagens!
      Se ele estivesse lá comigo, com certeza ele faria como sempre faz comigo.. me puxado e falado "Titia.. não chora! tá tudo bem!" rsrsrsrsrs
       
      Super recomendo Agulhas, viu gente!
      Mas só subam se ela chamar...rsrsrs
       
      Próxima parada? Ainda não sei, mas tô escutando o som do Pico da Bandeira me chamar!!!!
       
       
      beijão a todos!!!
      Carol Montoaneli
       
       
      https://www.facebook.com/CarolDeMochila


    • Por rodrigo0o
      Falae pessoal, tudo blz?
       
      Após me inscrever no site, e encontrar por aqui grandes parceiros de viagens, chegou minha vez de entrar pra turma dos relatos, começando pela travessia mais recente que fiz, agora na Páscoa (Serra Negra + Rui Braga juntas).
       
      Preparativos:
       
      Para que essa travessia seja bem sucedida, alguns pontos são essenciais. Vamos a eles:
       
      - Obter autorização prévia do PN de Itatiaia para realização das Travessias, através do site http://www4.icmbio.gov.br/parna_itatiaia/
      - Obter informações com o PNI sobre as condições das trilhas e locais de acampamento;
      - Definir se a trilha será feita com ou sem guia;
      - Procurar seguir todo o cronograma definido, respeitando principalmente os horários;
      - Levar kit de primeiros socorros, mochilas cargueiras (para distribuição correta de peso), roupas de frio e alimentação leve;
       
      Nessa etapa, gostaria de deixar meu grande agradecimento ao Augusto, que me ajudou com todas as dicas possíveis sobre essas travessias, já que nos baseamos basicamente em seu relato (e no relato do Sandro também) para concluirmos as travessias.
      Como fizemos as travessias sem guia e sem GPS, nos baseamos nos relatos e mapas da região (levamos impressos para consulta).
       
      A viagem:
       
      Dia 1:
      Eu e Wagner saímos do RJ na quarta à noite (na companhia do meu amigo Washington, que teve a árdua missão de nos levar até Maromba e retornar com meu carro para o RJ – isso pq, como a Val e o Marcelo não encontraram mais passagens para Itatiaia ou Resende, e para chegar em Maromba via ônibus é bem complicado, vendi a minha passagem e do Wagner e optamos por “resgatar” a Val e o Marcelo em Cachoeira Paulista, e de lá seguir pra Maromba).
      Chegamos em Maromba às 04:30hs, e acampamos na Fazenda Santa Clara (R$ 15,00/dia), local de encontro com os outros companheiros que fariam a trilha (Marcelle, Emílio, Estela, Michelle e Eduardo).
       
      Dia 2:
      Acordamos e aguardamos a chegada do pessoal, o que atrasou um pouco o início da nossa caminhada, pois o carro do Emílio apresentou alguns problemas no trajeto até Maromba.
      Às 13:30hs iniciamos a caminhada, na pousada onde a mãe da Marcelle ficou hospedada, seguindo em direção a Cachoeira do Escorrega. Na bifurcação de subida da Cachoeira, seguimos à direita pela ponte, seguindo pela bifurcação da direita por um pequeno trecho de estrada de terra e uns 50 mts antes do término dela, que vai dar em uma casa, saímos à esquerda até cruzar uma cerca de arame e dali para frente foi só seguir morro acima. Após 30 minutos de subida, encontramos um ponto de água, o que só aconteceu novamente 3 horas depois (um ponto de água fora da trilha, indicado por uma placa).
      Após um longo percurso de subida, por mais 1:30hs, optamos por acampar em um grande descampado que encontramos, de frente a face norte da Serra Negra, já que pelo horário avançado que iniciamos a trilha não conseguiríamos chegar ao nosso destino pretendido para o primeiro dia, que eram as Cabanas do Aiuruoca.
      Montamos acampamento, fizemos o jantar com a água que tínhamos disponível e fomos descansar para o segundo dia, pois teríamos uma grande diferença para tirarmos no dia seguinte.
       
      Dia 3:
       
      Acordamos sendo brindados com um magnífico nascer do Sol, pois estávamos a uma altura bastante elevada do nível do mar, e o Sol foi nascendo por baixo das nuvens....visão espetacular!!!
      Logo desmontamos acampamento e seguimos viagem rumo as Cabanas. Após 30 minutos encontramos uma fonte de água, onde limpamos nossos utensílios, fizemos nosso café da manhã e nos reabastecemos para continuarmos a jornada.
      Após mais um trecho de subida (onde encontramos com o Felipe e um amigo, que fizeram a trilha no sentido do parque), e de termos seguido pela esquerda quando encontramos uma placa em uma bifurcação, chegamos à Ladeira da Misericórdia. Após descermos a Ladeira passamos por algumas cercas contornando o morro, até chegarmos a uma casa onde havia mais um ponto de água.
      Ao final da descida chegamos em uma estrada larga de terra, onde seguimos novamente à esquerda, em mais uma subida, rumo a Pousada do Sr. Rangel.
      Encontramos mais um ponto de água, próximo a uma casa de alvenaria, onde logo após fizemos uma pausa para descanso “forçado” devido a um grupo de bois que nos encarava no meio de nossa trilha... ãã2::'>
      Após contornarmos os bois seguimos pela estrada, que após uma entrada à direita no leva a Pousada do Sr. Rangel.
      Após mais uma pausa para descanso e bate-papo com o Sr. Rangel, seguimos viagem rumo as Cabanas do Aiuruoca, onde decidimos que passaríamos nossa segunda noite.
      Continuamos nossa subida, passamos por uma casa de madeira com um curral, onde deixamos parte dos alimentos em excesso que estávamos levando, para aliviar nosso peso, e no final da tarde finalmente chegamos as Cabanas do Aiuruoca, duas rústicas construções de madeira utilizadas pelos boiadeiros como abrigo quando na lida com o gado praqueles lados da serra, agora também é possível alugá-las ligando para o telefone (24)33871433.
      Montamos acampamento próximo às Cabanas, nos lavamos da maneira possível nas águas congelanteS da Cachoeira e fizemos o jantar felizes da vida por termos água em abundância dessa vez...
      Após o jantar ficamos proseando por um bom tempo na barraca gigante em que dormiram Estela, Michelle e Eduardo, e após isso fomos dormir para o terceiro dia de caminhada que nos aguardava.
       
      Dia 4:
      Acordamos, tomamos café e levantamos acampamento para o longo caminho que nos esperava, pois já era o quarto dia de viagem e ainda tínhamos a Rui Braga pela frente.
      Como nosso cronograma estava muito apertado, resolvemos seguir a dica que nos foi dada pelo Sr. Rangel e seguimos direto para a Pousada Alsene, ao invés de seguirmos a trilha original do PNI, que passa pela Invernada e segue rumo ao Abrigo Rebouças (com esse atalho, fizemos em meio dia o que levaríamos mais de um dia para fazer).
      Para seguirmos direto para o Alsene, tivemos que pegar uma trilha que se inicia do lado contrário do rio Aiuruoca onde estávamos, então começamos o dia passando por dentro das gélidas águas do Aiuruoca, em um local bem próximo as Cabanas, onde uma trilha a direita nos leva em direção ao Alsene (a trilha original segue próxima aos Apiários que se encontram próximos as Cabanas).
      Seguimos pela trilha, que se dividia em trechos de mata fechada e trechos de estrada aberta (sempre em subida) onde encontramos, após 2:30hs de caminhada um ponto de água (cheio de sanguessugas!!!)
      Por volta de meio-dia chegamos enfim a Pousada Alsene (fechada pelo IBAMA por contaminar os rios da região com esgoto), onde descansamos um pouco e decidimos se iríamos continuar a travessia até a parte baixa do PNI (Rui Braga).
      Após nossa pausa, seguimos rumo ao Posto Marcão, pela estrada que liga Itamonte ao Posto (estrada em péssimas condições para tráfego de veículos de passeio).
      Por volta das 14:00hs chegamos ao Posto Marcão, onde algumas pessoas resolveram não seguir a trilha, por falta de condições físicas (a Marcelle teve uma virose estomacal) ou equipamentos adequados(Estela, Mi e Edu).
      Nos despedimos de nossos companheiros e, às 14:40hs, devidamente autorizados, seguimos a difícil missão de fazermos a Rui Braga em um dia praticamente (nosso resgate nos esperaria em Itatiaia às 13:00hs do dia seguinte) eu, Wagner Marcelo e Val.
      Após uma hora de caminhada por uma estrada larga, que apresenta até alguns pedaços de asfalto, iniciamos oficialmente a travessia Rui Braga.
      O início da Rui Braga é bem marcado por totens (pedras menores colocadas em cima de pedras maiores, para indicar que estamos no caminho certo). Porém, ao decorrer da trilha, a vegetação se encontra bastante densa, a trilha está muito mal marcada e passamos por alguns percalços para conseguirmos chegar ao nosso objetivo do dia, que era o Abrigo Massena.
      Após nos perdermos um bocado em uma região onde havia um charco (onde a Val afundou até a altura da coxa), passarmos por uma mata fechada ao anoitecer, e por capim elefante que nos cobria completamente já na escuridão da noite, foi com grande alívio que avistamos o Abrigo, às 19:15hs, mas praticamente sem estoque de água.
      Montamos acampamento dentro do Abrigo, comemos o que foi possível sem água e fomos dormir para o último longo dia que teríamos pela frente.
       
      Dia 5:
      Acordamos bem cedo, e após avaliarmos o local à luz do dia, vimos que fizemos um caminho totalmente diferente do Augusto e do Sandro, pois não passamos (nem avistamos) as ruínas do posto meteorológico que eles relataram. Pelo menos nosso objetivo foi alcançado...
      Seguimos por uma trilha ao leste, em direção ao Abrigo Macieiras, que eram nosso caminho para a parte baixa do parque.
      Esse trecho apresenta uma trilha muito fechada, com charcos no início, depois mata bem fechada com taquaruçu e muitos espinhos pelo caminho, o que dificultou bastante esse último dia de trilha.
      Após alguns machucados e muitos rasgos na roupa, chegamos ao final da travessia às 14:30hs, onde Washington já nos aguardava para nosso resgate.
       
       
      Considerações Finais:
       
      - Seguir os relatos do Augusto e Sandro se mostrou uma boa opção, principalmente na Serra Negra, onde a trilha está em condições muito melhores que a Rui Braga, mas, ao nos basearmos no tempo que eles gastaram para concluir cada trecho da travessia nos equivocamos, e se não fosse pelo atalho sugerido pelo Sr. Rangel, dificilmente teríamos conseguido concluir a Rui Braga.
      - A Rui Braga, apesar de ter sido reaberta pelo PNI parece estar ainda abandonada, principalmente o trecho final, onde os espinhos tornam muito difícil a travessia.
      - O PNI agora cobra por acampamento também na travessia (R$ 6,00/noite).
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