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Bruno Luiz Salles T

AMAZONAS - Comunidades Ribeirinhas e Manausss

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Sempre me perguntam o por quê fui ao Amazonas, a resposta é simples: eu percebi que nós, brasileiros, conhecemos muito pouco - ou nada - sobre a nossa própria cultura. Depois que me dei conta disso, busquei me informar mais sobre os povos indígenas que aqui vivem e também sobre a nossa floresta Amazônica, tão importante para as condições climáticas! E assim me aventurei durante 11 dias (fui em fev/2018), 7 horas de barco adentro do Rio Negro (partindo de Manaus) para conhecer duas comunidades indígenas/ribeirinhas do povo Baré. 

 

Dia 1 → cheguei no aeroporto de Manaus e já senti a receptividade de alguns manauaras quando fui perguntar como ir ao centro de ônibus (é só pegar o ônibus 306 e confirmar com o motorista para saber se está indo no sentido certo)! Segui  o Local Hostel (recomendo muito mesmo) e depois saímos para almoçar. Fui para o Tambaqui de Banda, que é uma franquia de uma rede e que fica na praça principal, bem próximo do Teatro de Manaus. E lá foi sucesso total quando provei meu primeiro prato: Jaraqui Frito mais tarde, outra surpresa boa quando comi meu primeiro Tacacá de Camarão. Eita culinária sensacional!!

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Jaraqui Frito

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Tacacá de Camarão

 Dia 2 → acordei cedinho  e saí em busca do Amazon Bus. Não rolou esse passeio porque o busao tava em manutenção, acabei conhecendo o Edson em um ponto de informações para turistas (esquina do teatro com a Eduardo Ribeiro - super recomendado para quem quer saber os horários de funcionamentos dos espaços culturais da cidade), um turismologo bem gente boa que me instruiu sobre o que fazer no centro de Manaus. De lá partimos para o Marco Zero, rua em fica o Centro de Pesquisas Medicinais Indígenas (super recomendo para quem tem interesse na cultura indígena). Depois parti para um tour no Teatro Amazonas com uma ótima guia e de lá fui para o Parque do Mindu.

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A medicina indígena merece respeito !

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Teatro Amazonas

Dia 3 → peguei uma carona para o Porto da Ceasa (não é o mais conhecido) e já com um grupo (não sei se valeria a pena ir sozinho) pegamos uma lancha para fazer o passeio do encontro das águas. Recomendo esse porto (que fica distante do centro se comparado com o porto de Manaus moderna) com esse passeio se você já está com um grupo de turistas, já que costumam cobrar por lancha e não por pessoa - se tiver um grupo razoável já sai bem mais barato que fazer o mesmo passeio pelo Porto de Manaus Moderna. Passamos pelo encontro das águas, passeio obrigatório pra quem vai para Manaus, depois visitamos um criadouro de pirarucus e até brincamos de pesca (sem anzol). Depois avistamos preguiças, macacos, jacarés e vitórias régias. O próximo passeio foi para o MUSA (fica um pouco distante, se tiver com pouco tempo não recomendo ir de transporte público), que oferece trilhas e uma vista panorâmica maravilhosa da reserva.

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Encontro das águas

 

 

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Pausa para a foto com a preguiça

Ps: diferente do que parece, segurar a preguiça no colo NÃO é um ato inofensivo. Tempos depois da viagem descobri que as preguiças dormem 20h por dia, que esse tipo de atitude deixa a preguiça (e outros animais) muito estressados e que essa exploração do turismo com os animais tem consequências negativas bem graves. Fica o alerta e um texto para reflexão: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2017/10/reportagem-especial-animais-selvagens-sofrem-com-o-turismo-fast-food-na

 

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 Vista Panorâmica da Reserva no MUSA

Dia 4 → acordei bem cedinho, um pouco ansioso para o que viria pela frente. Comi meu primeiro x caboquinho (lanche de tucumã, que é uma fruta local), passei no trabalho do meu amigo pra pegar a rede emprestada (fundamental se vai fazer viagens longas com os recreios) e assim segui para o porto. Lá já dei logo de cara na entrada que saia o barco, comprei aquela farinha maravilhosa e um prato feito, segui viagem no recreio. Não demorou muito para eu conversar com o Nei, um pintor que passa uns tempos trabalhando na floresta e que me ajudou a recolocar a rede (acreditem, não é tão fácil quanto parece hehehe) para descansar nas ótimas 6/7 horas de viagem. Conversamos bastante enquanto caia uma chuva meio assustadora e, logo que ele saiu, comecei a interagir com outras pessoas até que, por coincidência, conheci a mãe do comunitário que iria me hospedar em uma das comunidades indígenas dos Baré. Chegando em Nova Esperança, Walmir me recebeu na entrada da aldeia e me deixou bem a vontade. Tomei um dos 4 banhos diários - #sqn - e fui jantar. Tive o grande prazer de conhecer o Peba Fopec, um estudioso e aventureiro que se mudou para a Amazônia porque se sentiu no dever de contribuir com o melhoramento da gestão ambiental na região. Conversamos um pouco sobre tudo e ele me contou das reuniões que estavam acontecendo horas antes entre os líderes comunitários sobre, por exemplo, a criação de um fórum para fortalecer a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista; me entusiasmei com a ideia e tomei a decisão de escrever esses depoimentos a partir desse dia para fortalecer um possível projeto de turismo de base comunitária.

 

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Comunidade Nova Esperança

 

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Cultivo de temperos

Dia 5 → dormi bem mal essa noite mas levantei com muita disposição para meu segundo dia na comunidade, o mais importante até então. Tomei uma ducha gelada e sofrida pela manha, tomei o café da manhã e pude saber mais da atuação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Amazonas para a manutenção das unidades de conservação, além das divisões territoriais na RDS. E assim fui para escola, meio cansado mas muito animado para conversar com as crianças. Chegando na sala, uma surpresa: eram umas 20 crianças de 4 a 10 anos e outras de 12 ou 14. E assim improvisei nas explicações para conseguir dialogar com aquelas fofuras heheh e parece que eles gostaram, 2 (Renatinho e Andreia) pediram ajuda nas lições de matemática e juntos com mais 1 criança assistiram minha apresentação com outros adolescentes (14-22 anos). A professora se empolgou com uns alunos mais interessados e assim eu mostrei documentários, clipes e os materiais que eu havia trazido no pen drive. Escutei várias experiências pessoais e pude compreender melhor a pluralidade dos povos indígenas e comunidades ribeirinhas da região. Encerrada a aula as 17h, tomei outra ducha bem gelada e conversei mais um pouco com Walmir, Cesar e com o Peba. Ao fim do dia presenciei o encerramento do evento com umas brincadeiras como o amigo secreto que foram bem divertidas e mostraram muito das relações que tem se construído nesse grupo de líderes comunitários.

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Professoras da escola com o Renatinho e a Andreia

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Reunião de representantes do governo com os comunitários

 

No pouco que participei das reuniões, pude perceber que há um desejo genuíno de estar em dia com a legislação ambiental, mas, para que isso aconteça, precisam ser instruídos e necessitam de investimentos para tal (público ou privado - ex: zona franca de Manaus como compensação). Outra pauta muito importante era quanto à centralização de serviços públicos para viabilizar um aporte não tão grande do governo, tendo em vista que é inviável manter estruturas de saúde e educação, por exemplo, em todas as comunidades (que são inúmeras com um número baixo de habitantes – por volta de 30 a 60).

 

 

Dia 6 → comecei o dia com uma trilha na mata com Carlison, filho do Walmir. Encontrei várias cenas inusitadas como árvores gigantes tombadas e teias de aranha. Peguei o final da reunião da Reserva de Desenvolvimento Sustentável e depois do almoço fiz um trajeto lindo até chegar em São Thomé.

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Teia de aranha na floresta

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Trajeto de lancha privada entre Nova Esperança e São Thomé (rios Cuieiras e Negro)

 

Chegando lá conheci os comunitários que me mostraram um pouco do seu trabalho e ainda ouvi Abilho e Miriam sendo muito sinceros quanto às dificuldades de revitalizar o Nheengatu (língua dos Baré). Ao fim do dia Miriam matou uma aranha cabeluda que estava perto do banheiro e assim fui dormir na rede, na expectativa de um dia de altas emoções na selva nos próximos dias.

 

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Caranguejeira picada ao meio

 

Dia 7 → depois de uma bela tapioquinha pegamos a canoa e seguimos para a trilha. Pude aguçar meus sentidos no meio da floresta, conhecendo novas espécies e tendo mais noção do perigo. Chegando em casa batemos uma bela de uma pratada e fiquei bem pesado heheh. Conversamos mais e praticamos um pouco de arco e flecha. Ao fim da noite contei do drama vivido pelos guarani (aldeia do Pico do Jaraguá) em SP.

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Trecho de canoa no Igarapé

 

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Tomando água do cipó

 

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Raízes da árvore descolando do chão

 

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Brincando com esse mito da zarabatana!

 

Dia 8 → tivemos uma manhã tranquila, conversei com Abilio e Manoel sobre as dificuldades de combater o desmatamento na região. Pela tarde, brincamos de zarabatana e arco e flecha com as crianças. E logo em seguida partimos para a canoagem para mover uma das árvores que estava caída no igarapé. Pela noite conheci a nova professora e depois montamos uma fogueira e conservamos sobre assuntos polêmicos heheh

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Dando um rolezin de canoa

Dia 9 → depois de uns problemas com a lancha que nos levaria até a Anavilhanas, enfim começamos a pesca junto com o Alzemir. E depois de duas horas tudo que tínhamos era uma piranha pequena heheheh voltamos para o almoço, brinquei de futebol com as crianças e vi o Regi subindo a árvore, aliás, me diverti muito. Pela noite nós fomos em 4 homens para a Anavilhas para focar os jacarés. Foi uma experiência incrível, o céu estava maravilhoso e a adrenalina tomou conta nos momentos de tensão.

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Deu ruim na pesca :(

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Dando baile no fut

Dia 10 → acordei cedinho e fiquei apreciando os sons da floresta. Comi 3 tapioquinhas na casa da Dona Nila, mulher guerreira e de coração muito bom. Tomamos o recreio lotado e seguimos a longa viagem de volta para Manaus. E, depois de algumas reflexões, o que ficou de Sao Thome?

1. A humildade e simplicidade da família e dos comunitários, muito diferente do que estamos acostumados nas grandes cidades.

2. Os perigos da floresta que apresentam mais um desafio para quem já vive com muito pouco.

3. As dificuldades para acessar serviços básicos de qualidade nas áreas de saúde (longas distâncias para acessar serviços), educação (falta de professores), segurança (roubos e impotência diante da exploração da floresta), saneamento básico (fossas), energia (limitada com os motores de luz), tratamento da água (potável) e resíduos sólidos (dependência da Fundação Amazonas Sustentável). Há o desconhecimento dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos.

4. O modo de vida nas comunidades ribeirinhas. As pessoas se casam e tem filhos muito cedo, o que dificulta ainda mais o acesso às oportunidades.

5. O desafio que fica de tudo isso é como superar essas privações e explorar a floresta de forma sustentável.

6. As incríveis paisagens, na terra, nos igarapes, no Rio Negro e nos céus; simplesmente apaixonante.

Ficou curioso para conhecer São as comunidades? Acesse os sites abaixo:

https://www.facebook.com/braziliando/

https://www.facebook.com/braziliando/

 

Dia 11 → acordei cedinho e parti para a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, depois do convite que recebi quando estava na comunidade. Chegando lá tive uma ótima recepção, conversei com os responsáveis por: monitorar a hidrosfera (Cris); gerir uma Unidade de Conservação (Yone); despachar os processos do Conselho (Taisa); proporcionar um treinamento para agentes ambientais voluntários (Abraham). Foi uma experiência muito interessante para compreender o funcionamento do Estado em um estado tão gigante como o Amazonas, ainda mais se tratando de uma pauta tão importante como o meio ambiente! Almocei por lá mesmo, tomei um açaí raiz e depois fui para o Centro Cultural de Povos da Amazônia, um espaço muito pouco visitado onde conheci mais das tradições dos povos indígenas e que tiveram menos influências da cultura branca. No fim do dia, sorvete de tucumã e peixe ! Manauss, até breve ❤️

 

Observações:

-Tive uma experiência incrível, mas, não recomendo essa viagem para quem se apega muito ao conforto

-Se atente aos dias que os recreios (barcos) chegam e partem dessas duas comunidades, já que não tem barco para ir e voltar todos os dias da semana

-Sou um grande admirador da cultura indígena, se você também tem interesse deixo esses dois links pra você (o primeiro com aulas gravadas de uma disciplina optativa ministrada na EACH-USP e o segundo com uma séria de curtas-metragens e reportagens sobre cultura indígena):

https://drive.google.com/drive/folders/0B7bmgiT1xyctNFNJNjY5cEN1YUU

https://apublica.org/tag/questao-indigena/

-Caso você entre em alguma reserva, é necessário pedir autorização para o governo para publicar as fotos. As autorizações devem ser solicitadas por esse email: [email protected]

-Folder com as atrações e horários (recebida em fev/2018):


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    • Por @duane.santo
      Ano passado eu fiz um mochilão pela américa do sul (Bolívia, Chile e Peru), usei o relato do Rodrigo Vix e sou super grata a ele pelo roteiro compartilhado no site, por  isso nada mais justo do que compartilhar o meu roteiro de um destino pouco conhecido por brasileiros.
      Todo ano tiro férias e procuro ficar o maior tempo possível viajando e nesse mochilão de 2017 eu conheci o Rafa, que virou meu companheiro de viagem e nessas férias de out/2018 e o roteiro foi o seguinte:
      06/10 Rio de Janeiro X Manaus
      07/10 Manaus X Selva
      08/10 Selva
      9/10 Selva X Manaus
      10/10 Manaus X Presidente Figueiredo X Manaus
      11/10 Manaus X Santarém
      12/10 Santarém X Alter do Chão
      13/10 Alter do Chão
      14/10 Alter do Chão
      15/10 Alter do Chão
      16/10 Alter do Chão
      17/10 Alter do chão X Santarém X Belém X Ilha de Marajó
      18/10 Ilha de Marajó
      19/10 Ilha de Marajó
      20/10 Ilha de Marajó X Belém
      21/10 Belém
      22/10 Belém X Rio de Janeiro
      No meu instagram eu deixei toda essa viagem nos meus destaques, quem quiser ver ou tirar alguma dúvida, pode me mandar por lá também: @duane.santo
      Na verdade quando nos conhecemos em 2017 combinamos de ir pra Colômbia, mas como o dólar subiu muito acabamos desistindo e encontramos a Amazônia como um lugar que ambos queriam conhecer. Então comecei a pesquisar tudo com o Rafael e fechamos nosso roteiro. Segue a saga (é a primeira vez que escrevo um relato, qualquer dúvida perguntem):
      Dia 1 - 06/10/18
      O grande dia da viagem chegou. Check in feito no sábado anterior (é sempre bom fazer uns dias antes) e Rafael já estava a caminho. Botei minha mochila nas costas, peguei um ônibus e depois um BRT em direção ao aeroporto do Galeão. Cheguei um pouco cedo no aeroporto, encontrei o Rafael e fomos pesar nossos mochilões em um balcão de check in desativado. O mochilão do Rafael pesava 12 kg e o meu 8kg. Distribuímos o peso para evitar problemas na hora do embarque, pois não queríamos pagar para despachar os mochilões. (50 reais é 50 reais, né mores?). Almoçamos pelo Mc Donald’s (17 reais) e logo depois embarcamos. Chegamos em Manaus 15h, pegamos um voo direto com duração de 3h. O bom de não despachar mala é que além de economizar, nós não precisamos pegar e nem rezar pra ela estar na esteira. Obs: minha mochila é de 50L, da Quechua e até hoje não tive problemas para embarcar com ela como mala de mão.
      O aeroporto de Manaus é bem pequeno, saindo do segundo andar mesmo, que é onde se desembarca, nós pegamos um ônibus de 4 reais que vai do aeroporto até o centro de Manaus,  813 (a situação do ônibus é bem precária, mas nada que nãp dê pra pegar). Entrou um cara de uma agência no ônibus e ao ver que éramos turistas ficou falando com a gente, ganhamos um tour turístico de graça, pois enquanto o ônibus ia andando ele ia contando os pontos turísticos. Se é de graça a gente já ama! Diga-se de passagem: Manaus é um calor do cão, muito abafado!
      Em Manaus ficamos hospedados no Local Hotel (gostei e recomendo – 46 a diária + 10 reais de café da manhã), descemos do ônibus no ponto próximo ao Hospital Beneficente Portuguesa e andamos por volta de 5 minutos e já estávamos em frente o Local Hostel. Fizemos check in e resolvemos ir ao mercado e na agência fechar o passeio para o dia seguinte.
      O local Hostel tem parceria com a Iguana tur (agência que fiz os passeios em Manaus) e eu soube de uma menina que fechou os passeios com eles e ganhou o transfer de graça (fica a dica- quem não se comunica se trumbica). Eu tinha fechado o passeio com eles pela internet, peguei um pacote promocional no IG deles e paguei 720 reais pra ir nas cachoeiras de presidente Figueiredo (incluso almoço) e no pacote iguana, o pacote iguana consiste em 3 dias e 2 noites na selva (tudo incluso, menos bebidas- água free).
      Após o check in no Local fomos na agência da Iguana, pois eram quase 17h e então perguntamos que horas a agência fecharia, o sinhozinho disse que na hora que desse na telha. Ok! Corremos pra sacar dinheiro, eles não aceitam cartão, ali tem quase todos os bancos próximos. Pra início de viagem saquei 1000 reais.
      Durante a semana fica um rapaz da Iguana tur dentro do local hostel fechando os passeios, mas como era sábado ele não estava lá. Passeios pagos e fomos ao mercadinho próximo do hostel comprar beliscos para esses 4 dias de passeio. Compramos um club social e água, era um mercadinho bem mequetrefe. Só comemos o club social pra não dizer que não comemos, foi desnecessário, pois comemos bem em todos os passeios e o local hostel tem bebedouro a vontade para os hóspedes. Depois descobrimos que tinha um Carrefour perto do hostel, fomos lá e compramos uma lasanha para a janta e um suquinho, além de mais um ou outro biscoitinho 😁
      Voltando pro Hostel colocamos nossa lasanha no micro-ondas e foi só sucesso! Depois da barriga cheia, arrumamos nossa mochila de ataque para os próximos 3 dias na selva e fomos dormir. Deixamos o mochilão no hostel por 1 real. O valor independe da quantidade de dias.
      O hostel fica pertinho do Teatro Amazonas, principal cartão postal de Manaus

    • Por psoares
      Segue abaixo o relato feito no meu blog de uma viagem a Serra do Tepequém -RR
      https://destinoamazonia1.blogspot.com/2018/01/viagem-serra-do-tepequem-rr.html
      Todo aventureiro certamente tem uma lista de lugares que querem conhecer, na nossa lista a um bom tempo já se encontrava a Serra do Tepequém em Roraima, um local ainda pouco conhecido pelos brasileiros sendo mais visitado pelos moradores do próprio estado.
      Como estávamos de férias no início de janeiro de 2018 e é verão no estado de Roraima saímos de Manaus-AM para desbravar a mística Serra do Tepequém e risca esse destino da nossa lista.

      Manaus / Serra do Tepequém
      Saímos de Manaus-AM no dia 03/01/2018 as 6:00 hs já estávamos na BR-174, fiz o trecho Manaus-AM / Serra do Tepequém – RR direto percorrendo aproximadamente 996 km em aproximadamente onze horas e trinta minutos de viagem.
      Não vou detalhar muito esse trecho vou apenas demonstrar como o fiz e depois faço algumas considerações.
      TRECHO
      KM (estimado)
      Manaus-AM / Presidente Figueiredo-AM
      107
      Presidente Figueiredo-AM / Entrada da Reserva Indígena-AM
      101
      Entrada da Reserva Indígena-AM / Divisa entre Estados
      47
      Divisa entre Estados / jundiá-RR (Abastecer e Banheiro)
      74
      Jundiá-RR / Rorainópolis-RR (Almoçar e Banheiro)
      139
      Rorainópolis-RR / Caracaraí-RR
      157
      Caracaraí-RR / Iracema-RR
      47
      Iracema-RR / Mucajaí-RR
      38
      Mucajaí-RR / Boa Vista-RR (Abastecer, Banheiro e Comprar Gelo)
      58
      Boa Vista-RR / Inicio da RR-203
      101
      Inicio da RR-203 / Vila do Paiva
      105
      Muitas pessoas na viagem param em Presidente Figueiredo – AM para tomara café da manhã, eu mesmo fiz isso na viagem a Boa Vista – RR no carnaval de 2017, mas perdemos quase uma hora de viagem, então dessa vez levamos algo para comer durante a viagem economizando tempo e dinheiro.
      Na ida completei o tanque de gasolina em Jundiá - RR e Boa Vista – RR onde também compramos mais gelo já que em Manaus-AM já tínhamos colocado gelo. Compre gelo em Boa Vista-RR pois fizemos amizade com um pessoal de Manaus-AM que não conseguiu comprar na Vila do Paiva (onde fica a serra), não sei se a falta é frequente.
      Se não tiver com vontade de ir ao banheiro, considere parar somente em Rorainópolis – RR (dependendo da capacidade do seu carro) para ir ao banheiro, abastecer e almoçar assim você ganha tempo.
      Nosso planejamento não incluía parada para almoço, porém a uns 30 minutos antes de chegar em Rorainópolis - RR comecei a suar frio e ter enjoo, quando cheguei no restaurante não consegui comer direito pois me deu um mal-estar muito forte, de Rorainópolis - RR até Mucajaí - RR minha esposa dirigiu com uma média de 95 k/h.
      De Mucajaí em diante eu voltei a dirigir, chegamos em Boa Vista – RR as 15:10 hs, compramos remédio, gelo e abastecemos o carro (devesse completar o tanque em Boa Vista-RR).
      Saímos de Boa Vista - RR as 15:50 hs, leve em consideração que a cidade é uma capital com um bom fluxo de carro.
      De Boa Vista – RR até a serra são aproximados 206 km de estrada, sendo metade do caminho pela BR-174 (101 km) e metade na RR-203 (105 km).
      Vale dizer que o estado de conservação da BR-174 estava ótimo em todo o trecho que andamos, já a RR-203 está em bom estado, porém próximo a serra assim que atravessar a ponte do igarapé do tucumã tem muitos buracos (Janeiro 2018).

      Considere fazer os 105 km da RR-203 em mais de uma hora de viagem, pois tem buracos, pontes estreitas onde só passam um carro por vez e a subida de 11 km da serra é pesada sendo possível subir apenas na primeira macha (Nosso carro era um Uno 1.0).

      Chegamos na Vila do Paiva - RR as 18:35 exaustos, ficamos no camping Picuá onde pagamos 20,00 por pessoa a diária, vou destacar o camping pois achei ele muito barato para a estrutura que oferece, recomento 100%.
      04/01/2018 – Enfim o Tepequém
      No dia anterior assim que chegamos armamos o nosso acampamento e fomos tomar uma sopa, logo o mal-estar voltou mais forte, tomei um remédio mas não melhorou nada.
      No dia 04/01/2018 acordei as 07:00 hs passando mal novamente, as oito tomei um café e não melhorava nem um pouco, as 08:00 hs a dona do camping perguntou se a gente iria ficar mais de um dia, foi quando eu disse que não estava me sentido bem e talvez voltasse naquele mesmo dia para Boa Vista – RR, foi ai que ela me orientou a ir no posto de saúde que ficava a uns 200 metros de lá.
      No posto de saúde fui atendido por uma enfermeira que pegou meus dados e tirou minha pressão, depois fui atendido por uma médica cubana que me examinou e me deu dois remédios que foram a salvação da viagem.
      Sei que muita gente lendo isso pode dizer que isso talvez não seja interessante de relatar, mas acho que vale ressaltar que se você não se sentir bem por lá poderá contar com atendimento médico, já que nem sempre uma viagem sai 100% do jeito que a gente planeja.
      Voltamos do posto as 10:00 hs, depois que tomei os remédios comecei a me sentir melhor, resolvemos fazer nosso almoço e sair somente a tarde para passear, não queríamos forçar nada.
      A princípio tínhamos planejado conhecer a Cachoeira do Paiva de manhã, Lago das Esmeraldas a tarde, subida do Platô na manhã seguinte e Cachoeira do Barata por ultimo, porém como eu não estava bem, cancelamos o Platô pois exige uma caminha de quase 2 h de subida e nos falaram que o Poço das Esmeraldas estava muito seco.  
      Cachoeira do Barata
      As 14:30 hs fomos conhecer a Cachoeira do Barata, o local é fácil de achar com varias placas e não precisa de guia, outra coisa legal é o fato de não pagar nada para conhecer esses locais.

      A trilha da cachoeira é um pouco difícil, mas nada impossível no local tinha crianças idosos, basta ter cuidado pois no local tem muita pedra sabão que fica muito lisa quando molhada.

      A Cachoeira do Barata tem uma água esverdeada com pedras sabão esbranquiçadas e muita floresta em volta deixando o local com um visual incrível.

      As 17:15 hs saímos da cachoeira e no caminho de volta tiramos algumas fotos ao lado da serra até umas 17:30 hs e depois seguimos para o nosso próximo destino para ver um dos por do sol mais bonitos que tive oportunidade ver na vida.

      Por do Sol no Abismo do Paiva
      As 18:00 hs chegamos no estacionamento da Cachoeira do Paiva e a temperatura já havia caído bastante, o local tem uma placa indicando a entrada da cachoeira e outra  escrita “Abismo” com uma seta para a direita (fica a uns 10 m do estacionamento).

      O abismo é na verdade é um mirante natural onde você consegue ver a Cachoeira do Paiva do alto, no local só estavam eu e minha esposa e mais um casal com uma criança, parece que essa atração não é divulgada, a paisagem junto com o silencio é incrível.


      A noite tomamos um bom café, porém o mal-estar voltou, tomei os remédios e voltei a me sentir bem.
      05/01/2018 – Segundo dia no Tepequém e Volta para Boa Vista - RR
      Na manhã do dia 05/01/2018 acordei cedo, pois não estava me sentindo bem, porém após o café da manhã voltei a me sentir melhor, definitivamente não havia condições de fazer a subida ao platô.
      As 9:00 hs seguimos para a atração mais visitada do local, a Cachoeira do Paiva.
      Cachoeira do Paiva
      A Cachoeira do Paiva também é de fácil acesso e não precisa de guia, pois na vila tem varias placas indicando o local.

      O acesso do estacionamento até a cachoeira é feito através de uma escada de madeira que dizem ter 200 degraus.

      A cachoeira é linda, tem que ter cuidado pois em alguns lugares as pedras são bastante lisas.

      Mirante do Paiva
      De quem está de frente para a cachoeira, do lado esquerdo tem uma trilha subindo que te leva até o Mirante do Paiva (Não é o mesmo do por do sol).
      A trilha é uma subida íngreme que tem que ter atenção, a paisagem do local vale todo o esforço. 

      No local da para tirar fotos de ângulos que parece que você está na beira do abismo.  

      Também é possível ter uma visão de outro ângulo da Cachoeira do Paiva. 

      Saímos da cachoeira as 12:00 hs, voltamos para o camping Picuá onde fizemos o nosso almoço, arrumamos nossas coisas no carro, descasamos e conversando com os amigos que fizemos no camping até as 14:30 hs, depois seguimos viagem para Boa Vista – RR, na descida da serra ainda paramos para tirar uma foto no portal de entrada, já que na vinda chegamos a noite.

      No caminho para Boa Vista – RR ainda paramos na sede município de Amajari - RR para comermos alguma coisa, pois tinha comido pouco no almoço, chegamos em Boa Vista – RR as 17:00 hs.

      No plano inicial da viagem na volta iriamos dormir em Caracaraí – RR a aproximadamente 141 km depois de Boa Vista - RR no sentido a Manaus-AM, porém como eu ainda não estava 100% resolvemos encerrar o dia por ali mesmo e ter uma boa noite de sono para seguir viagem no dia seguinte.
      06/01/2018 – Boa Vista – RR / Manaus – AM
      Na volta saímos de Boa Vista - RR as 7:30 hs depois de um bom café da manhã do hotel, abastecemos em Rorainópolis-RR e almoçamos Judiá - RR, as 16:00 hs chegamos em Manaus – AM.  
    • Por Sentiens Sapiens
      tenho Asperger (autismo), não tenho dinheiro, preciso chegar a Bogotá
      para audiências públicas da comissão interamericana de direitos humanos
      preciso de ajuda para chegar lá e levar o meu caso pessoalmente
      não estou a pedir dinheiro, peço apenas ajuda efetiva, preferencialmente pelo WhatsApp
      estou com dificuldades pelo autismo e violações graves que sofri / sofro
      agradeço a atenção
      (61) 9.8222-1938 
      WhatsApp apenas
    • Por renatarochap
      Sou de Belém do Pará e a princípio eu não desejava viajar pelo Norte do Brasil por achar que não ia encontrar coisas diferentes, logo, não ia ficar surpresa. Já antecipo que estava muito enganada! 😂 Meu Instagram: @renatarochap para verem as fotos e o destaque que tenho sobre esse passeio.
      Foi um amigo e eu, o qual decidimos comprar as passagens para o feriado do dia 15/11. Compramos pelo 123milhas por ser o valor mais em conta. No entanto, se vocês tiverem tempo livre pra viajar, recomendo o aplicativo “Skyscanner”, pois você adiciona o destino e ele mostrará o período mais barato! Neste período Manaus teve um feriado prolongado, pois “enforcaram” (ficaram sem trabalhar) a sexta (devido o 15/11) e a segunda (decido o dia 20/11- consciência negra). Vale ressaltar que nem todos os Estados adotam como feriado (Belém é uma das que não adota). Sendo assim, foi um período cheio de eventos na cidade. 
      Vamos pelo começo... 
      compramos as passagens pelo 123milhas, por ter data certa e ter sido o mais barato (R$567 reais) com direito somente a uma mala de mão (10kg) e uma mochila. 
      Reservamos um quarto pelo aplicativo “Airbnb”, cujo responsável foi o André, diária no valor de R$41,00 reais, localizado pelo centro da cidade. Na verdade a casa dele é de dois andares, mas o primeiro é reservado aos hóspedes... conta com uma cozinha  (geladeira, fogão, microondas, máquina de lavar, pratos, copos, talheres, etc), banheiro reservado e um quarto com ar. Super confortável! A gente praticamente só voltava pra casa para dormir, então não usamos a cozinha! No quarto da pra dormir até 3 pessoas (uma cama de casal e um colchão no chão). Pra quem quer economizar, tá ótimo. Vou deixar o whats do André se caso alguém se interessar (infelizmente não bati foto da casa :/). O local é perto do centro, eu ia andando pra lá, levava em torno de 10/15 minutos. Vale ressaltar que o centro realmente é comercial e eu achei aquela área um pouco deserta para andar, porém não tive problemas durante os retornos para casa ( e olha que eu voltava perto das 22h). Dava pra pegar uber, mas queríamos economizar o máximo possível. Se da pra andar, vamos lá... 
      contato do André: ‭(48) 9836-2438‬. Vocês podem tá pedindo imagens do local, localização e acertando reserva. Obs: tem wifi também e Netflix. O uso de energia não conta como adicional e eu achei muito legal, pois em outros locais cobraram. 
      Ah... chegamos na madrugada é perto da casa tem barzinho, um lanche bem simples nos salvou da fome (hamburguer bem servido  pra cada com uma coca de 1L - R$19 reais).
      Segue foto que peguei no aplicativo! 
       






      Chegamos na madrugada do dia 15/11. Às 8h já estávamos de pé para pernar pela cidade. Fomos andando (pesquisem no Google para saber o caminho) até o teatro Amazonas. Já fiquei encanta a cada passo que me aproximava. Rola uns passeios guisados para conhecer o interior do teatro e fomos no passeio das 11h. Valor: 20 reais. Estudante paga meia, professores, residentes e mais um que não lembro agora. Paguei no débito, pois não estava andando com dinheiro (primeiro dia e eu precisava saber como ia funcionar essas caminhadas lá. Rs! E não sei se aceitavam crédito. Recomendo o passeio, bom e barato.  Finalizado o Teatro, fomos procurar um local pra almoçar, foi quando, ao lado do teatro, nos deparamos com um bondinho, parece aqueles de Londres para turistas, sabem? 😂 Por curiosidade resolvemos nos aproximas e bingo, tinha um CAT (centro de atendimento ao turista) lá e obviamente entramos para pegar folhetos que pudessem nos ajudar. Conhecemos a Maria, uma jovem moça muito educada... a mesma disse que aquele “bondinho” faz um City Tuor pela cidade e de graça, só tínhamos que chegar cedo, pois são 50 pessoas por passeio! Horário de saída? 15h30min. Ok! Dava tempo pra almoçar. Comemos em um restaurante bem simples que tinha em uma das ruas ali por perto. Valor? R$12 reais. Era praticamente um PF, mas confesso que escolhi o local pelo ar (tava muito quente) e também tinha wifi, além de barato! Voltamos às 14h30min e já tinha uma fila formada, quase a gente não conseguia participar do passeio, então fiquem atentos aos horários. O passeio é somente no bondinho... ele passa pelo centro, pelos monumentos, pela ponte que atravessa o Rio Negro e para na praia de Ponta Negra (parada de 15minutinhos) e depois retorna para o teatro. Voltamos às 17h30. No mesmo dia ia ter um evento no teatro com entrada gratuita, às 20h, então decidimos parar em um restaurante que tinha bem ao lado do teatro (Splash) e aguardar. Tomei dois sucos de laranja (R$9,00 cada- copao) e uma fatia de pizza portuguesa (R$18,00- fatia serve bem). Meu amigo tomou cerveja (não lembro valor) e pediu algo parecido com lasanha (R$20 reais). 19h a gente vai pra fila, portão abriu às 19h30min, sendo que o evento tava pra começar às 20h, e a programação acabou sendo uma ópera! Eu sinceramente amei aquele teatro, não podem deixar de visitar. 
       
       








      Promeiro dia- 
      Entrada ao teatro - R$10,00 (meia)/ almoço R$12,00 + R$7,00 coca de 1 litro./ R$33,00 no splash, mais 10%. Comprei varias águas que perdi as contas, pois Manaus faz muito calor por não ser ventilada. Sendo assim, recomendo desde já roupas leves. 
      Dia 16/11- sexta - segundo dia. 
      Decidimos alugar um carro para ir a Presidente Figueiredo conhecer a Gruta da Judéia com a caverna (mesmo local praticamente) e a Cachoeira do Mutum. Acreditei que seria um dia em que as pessoas estariam trabalhando e assim não ia ter muita gente. 
      Primeiro ponto... pesquisamos no Google algum local para aluguel de carro. Andamos bem porque os locais lá dificilmente alugavam o carro pra um dia e com km livre, além de cobrarem caro. Vão direto a alguma “Localiza” que não tem essa frescura, além de não perderem tempo. Valor- R$135 por um gol 1.6. Ótimo carro e era o que tinha disponível. Acredito que há carros mais baratos. Eles dão com tanque cheio e você só precisa fazer seu cadastro e apresentar a carteira de motorista. Ah... tem que devolver com tanque cheio (mesmo jeito que te entregam) e lavado (lá oferecem lavagem por R$28 reais. Como não queríamos ter procurar um local pra lavar o carro nem esperar, pagamos os 28 mesmo. 
      Documentos assinados, chave em mãos, partiu viagem. Utilizei o “Waze” e coloquei presidente Figueiredo como destino. Não façam isso, joguem direto o local que querem, pois a entrada das cachoeiras ficam um pouquinho antes de Presidente Figueiredo de fato! 
      A Br pra chegar até lá é maravilhosa, um tapete de tão lisa, porém não há acostamentos, logo, é bom ter um pouco de atenção. Confesso que cheguei a dirigir a 140km/h. Já na rua de acesso às cachoeiras (foto em anexo- sinalizada com as cachoeiras que tem) bom, elas sim apresentam alguns buracos pelo caminho, então atenção redobrada. 
      A via é sinalizada mas se tiver alguma dúvida, só perguntar a quem estiver pelo caminho, mas não tem erro! Paramos primeiro na gruta. Valor- R$100 reais. Esse valor é pago pro guia e eles aceitam até 5 pessoas, no entanto o movimento estava tranquilo e decidimos não esperar por ninguém, pagamos o valor e acabamos tendo privacidade nesse passeio. É lindo, encantandor, foi uma experiência diferente (segue foto, mas recomendo verem meu Instagram que anuncie lá no começo). Você entra na floresta e vai explorando o local... vão molhar o pé, então pensem bem no sapato (fui de rasteirinha mesmo). Passeio durou quase 2h. Finalizado o passeio a gente foi direto pra Cachoeira do Mutum... levamos 30 minutos da Gruta até a entrada do Mutum, em diante é terra batida. Valor- R$10 reais de cada. Mais meia hora por uma trilha até chegar ao local. Você se mete mato a dentro até chegar ao local pra deixar o carro e segue andando, mais 5 minutos. Importante informar que fomos no período de seca, o que ajuda a visualizar as piscinas naturais formadas nessa Cachoeira, mas nesse dia acabou chovendo e o caminho de volta tava só lama! 
      Saimos de lá às 18h pois queríamos aproveitar bem. É lindo, a água é gostosa e não tinha muita gente. Acho que o fato de termos chegado tarde contribuiu pra isso e a chuva também afastou algumas pessoas, o que não reclamo, porque no final aquele lugar lindo pra caramba ficou só pra gente! 😂😍😍 Não queria sair de lá, mas tínhamos que voltar pra Manaus né?! Peguei a estrada a noite e eu não recomendo. Lembra dos buracos que falei? Pois então, cai em alguns... ou você dirige com muita calma ou vai cair neles 😂 Eu queria chegar em casa logo e no total foram 3h de estrada pra chegar e olha que eu corri bem. Enfim... não gostei de pegar a estrada a noite... ela é escura e eu queria logo chegar a Br. Chegando finalmente na Br vem aquele alívio, temos novamente uma rua sinalizada e lisa. Voltei a correr! Tomem cuidado porque as pessoas costumam andar com a farol alto e acabam nos cegando... eu peguei uma sequência e por alguns segundos eu quase  vou pra fora da estrada. Gente, foi muito rápido, mas não era a hora (livramento). São varias subidas e descidas, então as vezes é como se os carros aparecessem do nada. Recomendo saírem bem cedo e retomarem durante o dia, ou então irem sem pressa. 










      Chegamos em casa por volta das 21h e eu já estava muito cansada, então resolvemos pedir uma pizza na Splash (R$49,99 com direito a refrigerante coca) e foi nosso jantar! Acabamos não parando pra almoçar, primeiro por não encontrar algo na estrada das cachoeiras e segundo por querer aproveitar bem, então ficamos nas bolachas 😂
      Gasto do dia
      gruta R$100 (até 5 pessoas pode)/ Cachoeira do Mutum R$10 por pessoa/ R$ R$49,99 da pizza! 
       
      16-11 - terceiro dia- sábado 
      Acordamos cedo pra entregar o carro. Tivemos que encher o tanque novamente e a gasolina tava no valor de R$4,89. Gastamos R$157,23 (31L) mais R$28 da lavagem. Carro entregue (Localiza do centro) e fomos andando para o centro da cidade. No caminho paramos em uma padaria para comer algo. 
      Progamaçao do dia foi andar pelo centro, neste dia tava movimentando, pra conhecer a igreja Matriz e o mercado de lá. Aproveitei pra comprar alguns imãs como recordação. Lembrando que a gente sempre comprava água... eu já andava com uma garrafinha o dia todo. Depois do mercado pegamos um uber para conhecer a Arena (R$12 reais) mas chegando lá não deixaram entrar. Na semana que tem evento na arena eles não permitem visitação, foi quando nos informaram que ia ter jogo no domingo, às 18h. Ok! Não saiu como planejado, então resolvemos almoçar... bem perto tem uma churrascaria (Picanha não sei o que) e estávamos caçando um local com ar por causa do calor. Acabamos entrando no ambiente sem ar e nem perguntamos se tinha outra parte 🤦🏻‍♀️ Acabamos saindo na hora. Pedimos informação de outro local pra comer e nos recomendaram uma churrascaria na rua de cima (esqueci o nome de lá)... fomos andando, algo de 5 minutos! Comemos bem pedindo meia porção de feijão tropeiro, 220g de picanha, meia porção de macaxeira, um creme de cupuaçu com chocolate e água. Serviu os dois e deu uns R$70 reais. Acho que foi a primeira vez que comemos direito por lá 😂  O restaurante do centro não tivemos muita sorte! 
      Como não conseguimos visitar a Arena Amazonas, decidimos ir direto pro MUSA. A ideia era pegar o ônibus 448 na estação flores (pontos no meio da rua no estilo BRT, mas lá é BST). Infelizmente não souberam nos informar onde era e estamos preocupados com o tempo, entao pegamos um Uber pra lá (R$28 reais). Sinceramente? Não era necessário, pois depois descobrimos que era pertinho, tinha um bem na frente da arena e outro perto da churrascaria “Picanha”. Enfim... chegamos no MUSA. 
      Entradas-
      R$20 passeio sem guia 
      R$40 passeio com guia e dando direito ao serpentário. 
      R$50 passeio completo com direito a ficar na torre até às 18h, os outros passeios permitem somente até às 17h. 
      Pagamos o de 50, porém meia. 
      O local conta a história de algumas espécies de arvore, as serpentes, tem o borboletário, a parte da vitória régia e, o principal, a torre que te dá uma vista da extensão da floresta amazônica! Precisam conhecer! Bem em frente ao MUSA é o final da linha e o ônibus que levava pro centro (448) sai às 18h10- R$3,80. Descemos no centro e resolvemos ficar lá por perto do teatro e acabamos dando de cara com uma apresentacao musical. Manaus estava cheia de atrações e acredito que era por causa dos feriados prolongados 😂 Assistimos até o final e retornamos pra casa. 
      Jantamos o restante da pizza de ontem e dormimos de tão cansados! 
      Como podem perceber, fomos pra conhecer a cidade, então não tivemos vida noturna pois isso nos deixaríamos mais cansados e não iríamos seguir a programação que eu tinha montado! 






      Dia 18/11- quarto dia - domingo 
      Eu acabei não reservando o último dia pelo aplicativo por falta de atenção mesmo e ao entrar em contato com o André pra solicitar, o mesmo informa que já tava reservado para um casal. Ou seja, teríamos que sair no domingo de manhã mesmo. Durante nossas caminhadas pelo centro acabamos encontrando uma rua cheio de “hotel” e conversamos com uma moça pra poder deixar nossas coisas na manhã de domingo e cedo, sendo que as diárias começamos só às 8h, e esse horário tínhamos que estar no Porto pra participar de um passeio. 😅 Conversa vai, conversa vem, a moça disse que não teria problema... acontece que no dia que combinamos de ir nos deparamos com o local sem vaga. Sorte a nossa que na mesma rua tinham mais “hoteis” pra perguntar, até que conseguimos um de R$50 reais a diária e a moça aceitando nossas malas antes do horário de entrada. 
      Nessa rua na verdade não motéis, mas com a denominação “hotel”, pois encontramos varias casas noturnas la com mulheres na entrada, então tava na cara que usavam aqueles lugares pra isso também. Como queríamos só um local pra tomar banho e guardar nossas coisas, além de não ter muitas opções naquela altura do campeonato, aceitamos aquilo mesmo pra economizar, além de ser mais perto do porto. A mulher foi muito prestativa e passou confiança. 
      Pahamento feito e lá vamos nós para o Porto para curtir o passeio regional! Esse passeio você fecha com uma agência de turismo e antes da viagem eu entrei em contato com varias, a mais barata foi com a Yara (R$90 reais), vou deixar o contato ao final. Você sai em uma lancha que te leva pra nadar com o boto (antes era incluso e hoje separaram, valor R$20 reais- precisam participar disso, é único); em seguida fomos conhecer uma aldeia indígena que fazem suas apresentações e vendem seu material para os visitantes... lá você pode comer algumas coisas, comi formiga, por exemplo, podem pintar o rosto e só precisam contribuir com algum valor que vocês quiserem; depois disto fomos para o flutuante almoçar(incluso nos 90 reais) e você pode se servir a vontade, eles oferecem varios tipos de peixe e recomendo o pirarucu, o melhor! Não podem tomar banho nesse Rio porque tem piranhas... depois do almoço você faz um passeio curto a floresta para algumas explicações e retorna para o flutuante ao lado onde você pode fazer a pesca do pirarucu a R$5 reais, com direito a dois peixes amarrado em um barbante. Após a pesca do pirarucu você retorna ao Rio para o encontro do Rio negro e rio Solimões. Em seguida retornamos ao Porto, às 17h, e finalizamos o passeio. Eu saí apaixonada e é algo que precisam ir pra conhecer de verdade o Amazonas. 
      Corremos para o hotel para um banho e nossas coisas estavam no quarto separado (não encheram em nada). Nos arrumamos rápido, subimos a avenida principal (uma quadra) para pegar o 448 e finalmente conhecer a Arena! 😂 o ônibus para bem na frente e ficamos por volta de meia hora somente, pois às 23h tínhamos que estar no aeroporto. 
      Naquela noite estava tento a libertadores feminina, muito legal. Perdemos a visita de sábado e ganhamos a oportunidade de conhecer o local com uma partida rolando! Show de bola! 
      Pegamos o ônibus pra voltar pro hotel, ficamos um tempo lá por causa do calor (sério, a cidade é calorenta) e perto de irmos embora fomos em um lanche que tem na esquina - gastamos 17 reais ( 2 hambúrguer e duas latinhas de refrigerante). 
      Pede uber pro aeroporto - R$37 (o mais caro que pagamos).
      gastos- 
      R$90,00 passeio (individual)
      R$20,00 nado com o boto
      R$5,00 pesca do pirarucu (não fiz)
      R$7,00 minha contribuição pra pintura de rosto e pelas comidas que provei. 
      R$10,00 entrada da Arena
      R$3,80 onibus (x2)
      R$17,00 lanche 
      R$37,00 uber até o aeroporto! 
      Ahencia Yana - ‭(92) 98180-8508‬ fala que recomendaram e aí ela faz por 90 reais. 
      Gastei no total R$1.100,00 e alguma coisa, isso pq paguei caro na passagem, pois dava pra ter economizado mais ainda! 
      Estou muito feliz com a viagem e a cidade me surpreendeu... tem sua essência e recomendo muito. 
      Espero ter ajudado em algo.
      minhas filmagens estão no meu Instagram: @renatarochap nos destaques. 
       












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