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Serra da Mantiqueira à pé (2a Parte) - +- 465 kms - Jul/2018


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Quando estamos fazendo essas travessias, muitas gente pergunta se não temos medo. Claro que temos, são perigos reais: cobras venenosas, atropelamento, assaltos, hipotermia, insolação. .. mas a recompensa é muito grande, lindos visuais, ótimas comidas, ar puro, povo maravilhoso, e tudo mais. .

Depois de fazer o caminho de Cora Coralina, resolvemos fazer outra parte da serra da Mantiqueira  (alguns mapas informam que a serra da Mantiqueira vai até a Divinolandia), então fizemos uma parte do Caminho da Fé que também passa por essa serra.

Acordar bem cedo,  ouvir os pássaros,  respirar ar puro e, ainda, conseguir ver e registrar uma cena dessa,  não tem preço:

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Outra atração da serra da Mantiqueira é a pedra do Baú,  subida em grampos de aço,  forte subida até o topo. Recompensa: lindo visual 360° de toda região,  não tem preço que paga!

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  • 1 mês depois...
  • Membros de Honra

Os primeiros 9 dias foram feitos pelo Caminho da fé. Como têm vários relatos deste caminho, farei um pequeno resumo do trecho.

1° dia - 22.07.2018 - Domingo
Saída de Águas da Prata e chegada em Andradas - Mg
+-32 kms em aprox. 08 horas

Trecho com subidas e descidas fortes. Trecho com alguns pontos de água.
Sinalização boa.

Andradas: pequena cidade, com boa estrutura para receber os peregrinos. Estão montando outra pousada familiar na entrada da cidade. Tem todos os bancos.

Hospedagem: Pousada pastre, centro, reformado, camas ótimas, roupas de cama branquissimas, tv compartilhada, banheiro privado. Preço: $60 por pessoa com café da manhã(servem a hora que programar). RECOMENDO.

 

2° dia - 23.07.2018 - Segunda-feira 
Saída de Andradas e chegada pousada dona Sônia em Tanguá - Mg
+-28 kms em aprox 09 horas (acompanhamos outros peregrinos)
Acumulado: 60 kms

Trecho com muitas subidas e descidas fortes. Sinalização deficientes(algumas setas apagadas). Alguns pontos de água.  Lindo visual de montanha.

Taguá: pequeno distrito, tem somente a pousada da dona Sônia. Não tem agência bancária e nem caixa eletrônico.

Hospedagem: Pousada Dona Sônia, Tanguá, camas ótimas, banheiro compartilhado, limpo.
Preço: $65 por pessoa com café da manhã e almoço ou jantar.  RECOMENDO.

Amanhecendo e já enfrentando as subidas

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Nosso filho fez alguns trechos conosco. Chegando a Andradas-Mg (ao fundo a serra dos Lima)

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Linda vista de Andradas-Mg da serra dos Lima 

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  • 3 semanas depois...
  • Membros de Honra

3° dia - 24.07.2018 - Terça-feira
Saída da pousada da dona Sônia e chegada a Inconfidentes - Mg
+-24 Kms em aprox. 06 horas
Acumulado: 84 kms

Dona Sônia preparou ótimo café da manhã bem cedo.  Saímos com o tempo frio e sem nuvens.
Pouco tempo depois chegamos a Crisolia, paramos no bar da Zeti para tomar um cafezinho e prosear.
Saímos logo,  rapidamente chegamos a Ouro Fino, paramos no monumento do menino da porteira.
Atravessamos a cidade e pegamos estrada de terra com pouco movimento de veículos até a cidade de Inconfidentes, nossa intenção era dormir em Borda da Mata, mas nosso filho não estava muito bem e decidimos dormir aqui.
Trecho com algumas subidas e descidas médias.
Comemos Self-service a  $32,90 o quilo no restaurante do hotel.

Inconfidentes: cidade pequena, com algumas pousadas  (tem no centro e na zona rural(ao lado do caminho da fé)). Comércio bom.

Hospedagem: Pousada Martinelli, centro, camas ótimas, tv aberta, wifi, ventilador, banheiro privado, limpo. Preço  $60 por pessoa com café da manhã.  RECOMENDO

No 4° dia vimos várias pegadas na estrada de um grande felino com um ou dois filhotes, próximo a uma fazenda. Segundo um fazendeiro, nesta região têm aparecido onças. PORTANDO TODO CUIDADO É POUCO,  principalmente para quem gosta de caminhar durante à noite (esses animais caçam à noite).

4° dia - 25.07.2018 - Quarta-feira
Saída de Inconfidentes e chegada a Borda da Mata - Mg
+- 21 kms em aprox. 04:30hrs
Acumulado: 105 kms

A pousada deixou nosso café da manhã pronto na noite anterior no nosso apartamento.
Saímos cedo. Trecho com sudidas e descida médias.
Comemos ótimo Self-service a  $14 por pessoa à vontade no restaurante embaixo do hotel

Borda da Mata: cidade pequena, bom comércio e boa estrutura para os peregrinos.

Hospedagem: Pousada San Diego, camas ótimas, tv aberta, wifi, ventilador, banheiro privado, limpo.  Preço  $50 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO

Sol dando as caras

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Chegando a Ouro Fino

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Monumento Menino da porteira 

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Trecho sombreado

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Lindo visual de montanha 

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5° dia - 26.07.2018 - Quinta-feira
Saída de Borda da Mata e chegada a Tócos do Moji - MG
+-18 kms em aprox. 08 horas(estávamos acompanhando uma peregrina com problema físico)
Acumulado: 123 kms

O hotel deixou café da manhã no nosso apartamento na noite anterior.
Saímos pouco depois das 05 da manhã.  Acompanhamos uma peregrina que estava com problema no joelho,  íamos na frente e aguardávamos ela chegar, com isso perdemos muito tempo.
Trecho com subidas e descidas fortes e longas. Tempo frio no amanhecer e muito calor à tarde.
Comemos Self-service à vontade por  $16 por pessoa à vontade.

Tócos do Moji: cidade pequena, com algumas pousadas familiares, tem posto do Bradesco e bb. Bom comércio.

Hospedagem: pousada São Geraldo, próxima a praça central, camas ótimas, tv aberta, wifi, ventilador, banheiro privado, limpissimo. Preço  $35 por pessoa sem café da manhã. RECOMENDO.

 

6° dia - 27.07.2018 - Sexta-feira
Saída de Tócos do Moji e chegada a Estiva - Mg
+-22 kms em aprox. 04:50hrs
Acumulado: 145 kms

A pousada não oferece café da manhã, comemos as frutas que compramos no dia anterior e saímos,  passamos na padaria e tomamos um cafezinho.
Dia bem frio no início da manhã,  tempo aberto com muito sol.
Trecho com subidas e descidas fortes e longas. Lindíssimo visual de montanha.
À noite ficamos curtindo o eclipse da lua
Chegamos e já fomos no restaurante na praça matriz e comemos Self-service a  $35,90 o kg.

Estiva: cidade pequena, tem uma pousada boa e outra mais simples no centro da cidade. Tem outra pousada rural a alguns quilômetros. Comércio bom.

Hospedagem: Pousada Poka, praça matriz,  camas ótimas, tv aberta, wifi, ventilador, banheiro privado, limpo. Preço  $55 por pessoa sem café da manhã.  RECOMENDO

Subida depois de Borda da Mata

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Grandes árvores 

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Amanhecendo depois de Tócos do Moji,  subida forte 

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Plantação de eucaliptos 

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Lindo visual de montanha 

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Descemos aquela montanha

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Terminando subida forte e longa 

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Chegando em Estiva

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Leiteiro pelo caminho 

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Que visual!

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  • 2 semanas depois...
  • Membros de Honra

7° dia - 28.07.2018 - Sábado
Saída de Estiva e chegada a Consolação - Mg
+-20 kms em aprox. 04:15hrs
Acumulado: 165 kms

Pousada disponibilizou café da manhã antes das 06 da manhã.
Saímos com o tempo frio, ontem teve o eclipse da lua, hoje ela estava soberba até às 07 da manhã.
Trecho com algumas retas, subidas e descidas fortes, com lindo visual de montanha.

Consolação: pequena cidade, tem lotérica e comércio pequeno. Tem 2 pousadas que fornecem refeições.

Hospedagem: Pousada da dona Elsa, camas boas, ventilador, tv aberta coletiva, banheiro compartilhado, limpo. Preço  $65 por pessoa com café da manhã e almoço ou jantar. RECOMENDO

 

8° dia - 29.07.2018 - Domingo
Saída de Consolação e chegada a Paraisópolis - Mg
+-22 kms em aprox. 04:40hrs
Acumulado: 187 kms

Pousada disponibilizou café da manhã às 05:30hrs, saímos pouco depois com tempo frio e céu aberto.
Trecho bem tranquilo com muitas retas e poucas subidas e descidas fortes. Lindíssimo visual de montanha, próximo à Paraisopolis visualizamos a Pedra do Baú.
Comemos Self-service à vontade por  $15 por pessoa na praça da matriz.

Paraisópolis: cidade pequena com boa estrutura ao turista. Comércio bom.

Hospedagem: hotel da praça,  centro, camas boas, ventilador, tv aberta, wifi, limpo mas um pouco velho,  por isso o mais barato.  Preço  $55 por pessoa com café da manhã.

Ontem teve o eclipse, neste dia apesar do nevoeiro a lua estava soberba

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Lindo vale antes de Consolação 

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É por isso que viajo

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Chegando a Paraisopolis, ao fundo a pedra do Baú 

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Linda flora

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  • 2 semanas depois...
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Planejamos fazer até A Pousada Barão Montês,  próximo de Campos do Jordão-SP, daqui atravessaríamos o complexo da Pedra do Baú através duma trilha até São Bento do Sapucaí-SP. Mas choveu muito, resolvi (minha parceira não estava disposta e não foi) conhecer o Bauzinho de carona, pois a trilha é um pouco complicada. 

 

9° dia - 30.07.2018 - Segunda-feira
Saída de Paraisopolis e chegada a Pousada Barão Montês - SP
+-41 kms em aprox. 09:20hrs(*)
Acumulado: 228 kms
(*) tempo efetivo de caminhada,  paramos cerca de uma hora para comer doce em Cantagalo, na praça de Luminosa e comer omelete restaurante depois da pousada da dona Inês  (subida da luminosa).

1° trecho: Paraisopolis x Bairro Cantagalo
+- 16 kms em aprox. 03:40hrs
Trecho bem tranquilo até bifurcação para São Bento do Sapucaí,  depois início de subida forte.

2° trecho: Bairro Cantagalo x Luminosa.
+-6 Kms em aprox. 01:45hrs
Paramos na pousada do Jucemar em Cantagalo para comer o excepcional doce de figo em calda, infelizmente não tinha,  comemos doce de cidra.
Esse trecho se resume a uma reta, uma subida média até divisa e uma fortíssima descida.

3° trecho: Luminosa a Pousada Barão Montês-campista, Campos do Jordão-SP.
+-18 kms em aprox.

.Até dona Inês +- 01 hora,  1130msnm. (Uma pequena reta depois começa a subida).
.Até restaurante +- 00:45hrs - .1400msnm  (somente subida forte), comemos ótimo omelete com salada $10 cada. RECOMENDO.  Serve truta, leitão, frango caipira, bifes..de $18 a $35 por pessoa o prato.

.Até divisa Minas Gerais x São Paulo: +-1 horas - 1720msnm. Trecho mais difícil da subida da Luminosa. 2 subidas fortes, começa uma descida leve, aí a gente pensa: pronto agora começa a descida...ledo engano, é quando começa a subida mais forte de todas,  sorte que ela é curta. Então reserve um pouco de energia para ela.

.até asfalto: +-00:45hrs  - 1685msnm. Trecho com algumas subidas e descidas leves, dentro de um bosque.

.Asfalto x Pousada Barão Montês:
+-1 hora -  +-1720msnm, trecho bem tranquilo. No início descida até entrada da pesca na motanha, depois subidas médias com curvas fechadas. Depois reta e descida até pousada.

Hospedagem: Pousada Barão Montês, camas boas, wifi, quarto/banheiro  compartilhado, aquecedor, não pega celular. Preço: $65 por pessoa com café da manhã. Tem restaurante com ótima comida a $20 por pessoa.

Sem nenhuma nuvem no céu 

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Trecho de subida antes do bairro do Cantagalo

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Antes da descida para Luminosa 

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Ao fundo trecho de subida forte,  a famosa "subida da Luminosa"

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Iniciando a subida da Luminosa, antes da pousada da dona Inês 

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Subida forte, à direita pequena cachoeira 

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Lindo visual de montanha 

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Lindíssimo visual com destaque para a pacata Luminosa 

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Uma pequena descida e mais à frente subidas fortes

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Chegando ao topo e a Campos do Jordão-SP 

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Trecho de asfalto 

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Chegando à pousada Barão Montês 

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Lindo visual da pedra do baú e de toda região. LINDO ISSO AQUI!

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Acordamos bem cedo, fomos até a rodovia e pegamos carona até São Bento do Sapucaí-SP, onde começamos a caminhar. 

 

10° dia - 01.08.2018 - Quarta-feira
Saída de São Bento do Sapucaí- SP e chegada a GONÇALVES-MG
+-22 kms em aprox. 05:15hrs
Acumulado: 250 kms

1° trecho: SB do Sapucaí x Mirante:
+- 04:00hrs  - 1560msnm
Uns 4 quilômetros de reta depois somente subida forte, tem dois caminhos, hoje fizemos o caminho dos Venâncios, lindíssimo visual de montanha. Alguns trechos com calçamento. Até o mirante o sol deu as caras.

2° trecho - Mirante x Gonçalves.
+- 01:15hrs - +-6 kms
Depois do mirante pegamos estrada de terra descendo até igreja do lado esquerdo, seguimos reto, antes do entrocamento para Monte Verde começou a chover (deixamos nossas capas de chuva no carro em Águas da Prata).
No entrocamento pegamos carona com um senhor,  que nos levou até a porta da pousada.
Comemos um comercial $18 dr contra-filet na entrada da cidade, retornamos à pousada e dormimos a tarde.
Hoje choveu muito e fez frio.

Hospedagem: Pousada Arco-iris, praça matriz, camas ótimas, tv aberta, wifi, banheiro privado, limpo  (apartamento).
Preço: $75 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO

Tempo encoberto na região que íamos passar

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Visual no meio da subida 

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Atravessamos pinguela num caminho alternativo,  mais à frente retornamos à estrada 

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Visuais de tirar o fôlego 

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Entrando na região de Gonçalves 

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Parte da descida até Gonçalves 

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Logo após a chuva apertou e tivemos que pegar carona 

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11° dia - 02.08.2018 - Quinta-feira
Saída de Gonçalves e chegada a
Cambuí - Mg
+-28 kms em aprox. 06:40hrs
Acumulado: 278 kms

1` trecho: Gonçalves x Bairro dos Costas (Paraisopolis-Mg) 09 kms
Distrito tem 3 pousadas (+-$80 por pessoa e mais 2 (uma bem cara outra mais barata. (Pousada Lua de Pedra; Pousada Monjolo e chacara verde). Tem pequeno comércio.
+-02:00hrs  - 1240msnm

Trecho com subidas e descidas fortes. Choveu na madrugada e estrada ficou com muito barro.

2° trecho: Distrito de Costas x Bairro Campos dos Raposos. +-6 Kms
+-01:20hrs - 1210msnm
Pequeno bairro, tem restaurante, pequena pousada, chalés  para alugar com boa estrutura.

3° trecho: Bairro Campos dos Raposos x Córrego do Bom Jesus - MG. +- 10 Kms em aprox. 02:10hrs - 880msnm
Trecho com subida forte e uma descida fortíssima de uns 5 kms.
Cidade pequena, tem somente uma pousada e bom comércio.

4` trecho: Córrego do Bom Jesus x Cambuí - Mg +-5 kms - +-01 hora
900 msnm
Trecho em rodovia asfaltada, sem acostamento com muito movimento de veículos

Cambuí: Cidade pequena, com vários hotéis, boa estrutura para os turistas,  bom comércio.

Hospedagem: Zé Maria Hotel,  fone 035 3431-1930, próximo praça matriz,  camas ótimas, tv aberta, wifi, ventilador, banheiro privado,  limpo, quarto pequeno. Preço  $60 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO
Comemos Self-service a  $22 por pessoa à vontade.


12° dia - 03.08.2018 - Sexta-feira
Saída de Cambuí e chegada ao Posto Cometa
+-12 kms em aprox. 02:15hrs
Acumulado: 290 kms

O tempo estava encoberto sinalizando chuva, como deixamos nossas capas de chuva em Águas da Prata, fomos torcendo para não chover. Depois de terminar a subida forte e longa começou a chuviscar,  aceleramos o passo e a chuva apertou, paramos num posto para esperar um pouco,  depois desse prazo a chuva não passou, pegamos uma carona até o centro de Cambuquira. Almoçamos Self-service à vontade por  $19,90, próximo a prefeitura da cidade, servida no fogão à lenha, muito bom. Aguardamos mais um pouco e pegamos circular rodoviária  ($2,50 cada). Compramos passagem até Extrema ($7,50 cada).
Estava sendo realizado o festival de música na cidade, por sorte conseguimos uma pousada próxima à matriz $66 por pessoa sem café da manha (muito barulho).

Como paramos um dia para conhecer o Bauzinho,  tivemos que pular um trecho.

13° dia - 04.08.2018 - Sábado
Neste dia não caminhamos.
Pegamos ônibus até Bragança Paulista($7,25 cada) e de lá para Pedra Bela - SP($9,25 cada) pela viação Cambuí.  Ficamos hospedados na Pousada Pedra Bela(dona Jacira- falecida) fone: 11 4037-1591. preço  $60 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO
Fica a aproximadamente a uns 2 quilômetros antes de Pedra Bela (pra quem vem de São Paulo).

Tempo frio com muita neblina num trecho forte na saída de Gonçalves -Mg

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Estrada com muito barro, foi dificil caminhar por aqui

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Mais subidas fortes e muito barro 

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Trecho de descida sem barro,  grande plantação de verduras. 

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Linda casinha 

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Distrito de Paraisopolis - Mg

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Começamos um fortíssima descida, com lindo visual 

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Idem

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Idem 

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Chegando a Cambuí - Mg

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Trecho da Fernão Dias entre Cambuí e Extrema. Tivemos que chegar de carona, devido às fortes chuvas com raios. 

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Nosso filho retornou de São Paulo, e fizemos alguns trechos juntos. 

14° dia - 05.08.2018 - Domingo
Saída de Pedra Bela-Sp e chegada a Munhoz - MG
+-27 kms em aprox. 06:10hrs
Acumulado: 317 kms

A pousada gentilmente preparou café da manhã antes das 06 da manhã.
Pegamos estrada asfaltada sem acostamento à esquerda do posto de abastecimento antes de Pedra Bela,  seguimos em frente com algumas subidas e descidas médias. Chegamos num distrito de Toledo -Mg, tomamos um cafezinho numa padaria e seguimos pela mesma estrada, com subidas e descidas fortes até Munhoz.
Comemos Self-service à vontade por  $16 por pessoa à vontade no  único restaurante aberto no centro.

Munhoz: pequena cidade, comércio bom, tem pousadas.

Hospedagem: Pousada Serras Verdes, 035 99950-2032, camas ótimas, tv aberta, wifi, banheiro privado,  alguns apartamentos estão reformados. Preço: $45 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO

15° dia - 06.08.2018 - Segunda-feira
Devido a forte chuva e ao frio, resolvemos dormir mais uma noite em Munhoz-Mg, na mesma pousada. Tentamos carona para Bueno Brandão ou Socorro-Sp, mas a estrada estava intransitável.
Comemos Self-service a  $35 o quilo na praça Matriz.

À direita vai para Toledo 

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Lindo visual de montanha 

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Trecho com pouco movimento de veículos 

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Ponte estreita

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Subida forte e longa 

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Sem comentários 

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Essa é a mais longa tirolesa do Brasil, fica em Pedra Bela-Sp 

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    • Por mcolzani
      Eu e minha esposa Magali decidimos em setembro de 2020 fazer a travessia. Começamos a planejar e nos preparar desde então. Definimos que a melhor data seria na semana santa pois seria mais fácil de conciliar férias, folga etc e ainda daria uma margem de segurança maior caso fosse necessário estender a travessia.
      Fomos com o objetivo de caminhar no mínimo 35km/dia mas tentar fazer 40km/dia, que reduziria em um dia a travessia.
      Inicialmente iríamos seguir no sentido sul (Rio Grande x Barra do Chuí), porém na semana que antecederia nosso início a previsão indicava maior incidência de vento sul e optamos em inverter, saindo da Barra do Chuí no sentido norte.
      Saímos de Itapema/SC de carro até a rodoviária de Pelotas/RS no dia 27/03 onde deixamos nosso carro e pegamos o ônibus até Chuí. Chegando em Chuí levamos 20min até conseguir um taxi para a Barra do Chuí (lá não existe Uber/99 etc).
      Pernoitamos em um Airbnb lazarento, mas enfim, a ideia era ficar bem próximo da praia para conseguir começar a caminhada cedo.
      Obs: não conseguimos sinal de celular na Barra do Chuí.
      Dia 01
      Iniciamos a caminhada as 06:00 do dia 28/03/2021 com vento sul moderado. Nossa ideia inicial era fazer uma parada a cada 10km, porém preferimos tocar direto até Hermenegildo e nos abrigar do vento.
      Foram aproximadamente 13km até essa primeira parada. Aproveitamos para comunicar os familiares.
      Trocamos as meias e seguimos a caminhada. Logo ao passar Hermenegildo começou uma chuva leve. Vestimos a capa de chuva e continuamos.
      Poucos km a frente a chuva engrossou, porém não havia local para abrigo e continuamos a caminhada por mais 5km até encontrar um barraco de pescador onde nos abrigamos por aproximadamente 1 hora até a chuva passar.
      Ao longo do dia o sol ia e vinha. 
      Como era domingo, vários moradores de Hermenegildo passavam de carro.
      Estávamos aproximadamente no KM 38, totalmente secos quando uma chuva torrencial nos atingiu. Sem possibilidade de abrigo, seguimos até completar 40km e montamos acampamento em meio as dunas (agora sem chuva).
      Nessa noite ventou pouco, porém a chuva recente e o orvalho que se formou acabou gerando um pouco de condensação no interior da barraca.
      Jantamos, cuidamos dos pés e eu percebi a primeira bolha inesperada (bolha nos mindinhos eu já esperava).
      Distância: 41km (areia fofa)
      Dia 02
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento. Eram aproximadamente 6:45 quando começamos a caminhar com as roupas e tênis molhados.
      Decidimos racionar a água para reabastecer na casa do Sr. Ricardo que possui poço e atingiríamos entre 10 e 11 horas da manhã.
      Faltando 1 km da casa do Sr. Ricardo, avistamos uma vaca deitada na beira da praia. Minha esposa achou que ela estivesse morta, mas eu percebi movimentos de orelha. Estávamos a 50mt dela quando nos observou e levantou assustada. Virou-se contra nós e avançou em nossa direção. Nesse momento tentei chamar atenção para mim e me afastei da minha esposa. Imediatamente empunhei os bastões como se isso fosse resolver alguma coisa. A vaca recuou e virou da direção da Magali quando pedi para ela ficar parada e fui até ela. A vaca ameaçou novamente e juntos erguemos os bastões lentamente até que a vaca recuou e se afastou pelo outro lado. Lentamente nos desviamos e seguimos nosso rumo. A adrenalina subiu bastante nessa hora e o susto foi enorme. Melhor que nada aconteceu e ficou apenas por isso.
      Chegamos na casa do Sr. Ricardo e chamamos por ele. Não estava, enchemos nossas garrafas e tratamos com cloro. Enquanto isso, aproveitamos a sombra para um descanso e para trocar as meias.
      Descobri uma nova bolha se formando em baixo do outro pé.
      Quando estávamos para sair chegou um veículo com 3 homens que estavam construindo uma nova casa para o Sr. Ricardo mais aos fundos (pois a atual está quase sendo tomada pelas dunas). Conversamos um pouco e seguimos nossa caminhada.
      Por ser 2a-feira, nesse dia praticamente não tivemos contato humano. Nesse dia encontramos o único caminhante que veríamos ao longo da nossa caminhada. Nos cumprimentamos, conversamos rapidamente e cada um seguiu seu destino. Nós querendo seguir e ele querendo terminar logo.
      No meio da tarde pegamos chuva novamente. Decidimos proteger os tênis com o saco que usávamos para atravessar os arroios pois não queríamos andar novamente com os pés molhados.
      Esse foi o pior dia e a pior noite, o dia todo foi um misto de "chega, vamos desistir, etc", por sorte não passou ninguém oferecendo carona. 
      Quando paramos para acampar, ventava sudoeste e então montei a barraca abrigado por dunas nesse lado. Só havia abertura pequena para o leste e foi ai que começou nossa pior noite. Já estávamos dormindo (aproveitamos 21:30) quando o vento virou leste com chuva forte.
      Vacilei ao não reforçar o estaqueamento da porta que estava exposta ao leste e aconteceu o óbvio, o speck soltou e essa lateral "caiu". Fiquei sentado encostado no bastão para a lateral ficar de pé. Quando estiou sai à procura de algo para ancorar essa porta e achei um barril cortado que coloquei sobre o speck e enchi de arreia.
      Nessa noite continuou ventando muito e chovendo diversas vezes.
      Distância: 40km (areia fofa com bem pouca área firme)
      Dia 03
      Despertador tocou as 5:00, estava chovendo e botei o soneca para + 15min. Continuava chovendo e seguimos dormindo até aproximadamente 6:15 quando parou de chover, então comemos e saímos para caminhar já eram 8:00.
      Decidimos que 30km estaria bom para esse dia.
      Seguimos +/- a ideia do dia anterior e racionamos a água para reabastecer no Farol Albardão que estava a 7-8km de distância.
      Fomos muito bem recebidos no Albardão onde bebemos água e reabastecemos todas nossas garradas. A água lá é potável, então não tratamos nem filtramos.
      Nesse dia percebemos que uma parada a cada 10km não era sustentável e decidimos parar a cada 7km. Nesse dia comecei a sentir fortes dores na junção do fêmur com o quadril e comecei a "mancar" para não estender a perna e doer mais. Assim foi praticamente até o final da travessia.
      Outro dia que tivemos pouco contato humano e com pouco vento, dessa vez sentido leste.
      Apenas no final do dia quando chegamos na área de reflorestamento que avistamos 2 caminhões saindo de uma área indo no sentido norte.
      Quase no final do dia, avistamos um morador indo recolher sua rede. Perguntamos se conhecia algum lugar bom para acampar na região querendo ouvir um "pode acampar no lado da minha casa" mas veio um "lá naquela baleia tem uma base do reflorestamento, talvez consiga lá". A tal baleia estava a uns 3-4 km e já estava começando a anoitecer. Deveríamos nos arriscar a andar toda essa distância e chegar lá de noite correndo o risco de nem achar a base? 
      Preferimos seguir mais 1km e acampar em meio as dunas altas. Dessa vez ancorei muito bem praticamente todos os lados da barraca para não ter surpresas.
      Novas bolhas para cuidar.
      Dormimos magnificamente bem. Como todas as noites anteriores, choveu bastante durante a noite.
      Distância: 35km (areia fofa)
      Dia 04
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Nesse dia acreditamos que seria difícil manter o ritmo e terminar em 6 dias. Já aceitamos que precisaríamos de 7 dias. Porém mantivemos o desejo de fazer os 35km.
      O dia foi bastante movimentado, muitos caminhões, ônibus, etc. Sabíamos que agora a água viria apenas dos arroios, porém perto das 11:00, quando devíamos ter apenas 1 litro de água, vimos um quadricíclo vindo em nossa direção. Pedi para parar e perguntei se sabia de algum ponto de água pela frente. Conversamos um pouco e o Mauro, funcionário da empresa de reflorestamento, se ofereceu para ir pegar água na base deles. Deixamos nossas 4 garrafas de 1,5lt com ele. Uma hora depois ele passou por nós e falou que deixou as garrafas em uma placa mais a frente para que não precisássemos carregar todo o peso. Caminhamos uns 2km até chegar nas garrafas, tratamos e filtramos. Ficamos absurdamente contentes, não tinha como ficar mais contente.
      Próximo das 15:00 uma caminhonete branca nos intercepta. São funcionários da empresa de reflorestamento. Conversamos um pouco e eles falam (se pedirmos) que iriam trazer água para nós quando voltassem. Ganhamos o dia e agora não tinha mais como melhorar mesmo.
      Uma hora depois passa outra caminhonete igual (também da empresa) e pergunta se queremos algo (água, comida, fruta etc). Respondo que aceitamos qualquer coisa, mas principalmente água. Ele diz que na volta trará algo para nós.
      Continuamos a caminhada e com o sol de pondo resolvemos achar um local para acampar. Enquanto montava a barraca a esposa ficava nas dunas de olho se vinha alguma caminhonete.
      Quando terminei de montar a barraca, avistei um veículo vindo e como já estava escuro sinalizei com a lanterna.
      Dois santos que caíram do céu. Nos trouxeram 4 litros de água tratada e gelada (com pedaços de gelo ainda). Não só isso, trouxeram duas marmitas e frutas. Estávamos nos sentindo reis.
      Só então percebemos que montávamos acampamento praticamente na entrada de uma base deles e nos falaram que o movimento de caminhões ali seria a noite toda pois a operação deles é 24hrs. Nos ofereceram ficar em um alojamento vago.
      Agora certamente não tinha como melhorar. Decidimos aceitar o convite pois o local onde estávamos era de dunas baixas e o vento provavelmente iria incomodar. Caminhamos quase 2km até chegar na base e nos deparamos com o inimaginável, além de tudo que já tinham nos oferecido, poderíamos tomar um banho quente em chuveiro a gás.
      Nossa energia se renovou absurdamente nessa noite. Decidimos dormir uma hora a mais nessa noite pois não precisaríamos arrumar muita coisa pela manhã.
      Agradecemos ao pessoal que nos recebeu e principalmente ao Rodrigo (encarregado). Pegamos seu contato para agradecer novamente quando concluíssemos.
      Nesse dia outras bolhas surgiram e algumas antigas começavam a parar de incomodar.
      Distância: 42km (enfim, areia firme)
      Dia 05
      Despertador tocou as 6:00, comemos, organizamos as coisas, reabastecemos nossa água, nos despedimos do pessoal e começamos a caminhada.
      Pela distância percorrida no dia anterior, decidimos que esse dia seria de luxo, 35km bastaria.
      Saímos dá área do reflorestamento e começamos a avistar as torres geradoras de energia eólica. Que visão horrível. Você começa a enxergar elas a 20-25km de distância, então caminha, caminha, caminha e caminha ainda mais e nunca chega.
      Esse dia foi um dia caminhando olhando apenas para baixo, pois era desmotivador. Esse foi o 1o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      O vento estava moderado a forte no sentido leste, o que fez com que a maré estivesse acima do normal, nos forçando a subir para areia fofa em vários momentos.
      Ao final do dia, chegamos em um trecho de dunas baixas e já bateu aquela sensação ruim para achar um local bom para acampar. 
      Nós não queríamos ter que andar 500-700 metros para chegar nas árvores, querendo ou não é uma distância que pode fazer a diferença e em terreno ruim.
      Atravessamos o primeiro grande arroio e achamos um ponto menos exposto. Ancorei bem a barraca e dormimos igual reis.
      Distância: 38km (alternando entre areia firme e fofa)
      Dia 06
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Esse seria o primeiro dia para captar água nos arroios. Estávamos com 1 litro de água e a esperança era conseguir água com quem passasse, afinal era feriado e teríamos movimento. Passou o primeiro carro e nada de água. Logo chegamos a outro arroio grande e decidimos captar água ali e garantir. Pegamos 4,5 litros, tratamos e filtramos.
      Esse dia estava puxado, o vento resolveu querer dificultar e virou norte moderado. Foi o dia todo contra o vento, mas nada nos seguraria. Muitos arroios pela frente, já estávamos exaustos de colocar e tirar a sacola nos pés, mas assim o fizemos durante todo o dia.
      No 4o ou 5o arroio a Magali não olhou bem o terreno e entrou em uma arreia movediça, ficando com os 2 pés enterrados até acima do tênis. Falei para não tentar sair, fui até ela e puxei ela pela cargueira. Saiu fácil mas encharcou os pés e os tênis.
      Andamos, andamos, andamos e a quilometragem não andava. Parecida que estávamos em uma esteira, andava sem sair do lugar.
      Dia bem movimentado, carros, motos, ônibus, bicicletas e o primeiro cachorro de toda travessia. Esse foi o 2o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      Enfim chegamos a praia do Cassino, mas ainda tínhamos 13 km pela frente. Parece que foi a parte mais longa da travessia. A praia estava muito movimentada devido ao feriado. Às 16:30, enfim, chegamos aos molhes. Ficamos sem reação, apenas sentamos e aproveitamos o momento.
      Decidimos pegar um Uber até Pelotas e retornar direto para casa.
      Distância: 34km (areia firme)
      Distância total: 230,74 km

      Equipamentos que levamos:
      Murilo Magali Se alguém querer, posso passar também a relação dos alimentos levados.
      Tracklog
       

    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Em tempos complicados nos colocamos na estrada. Foram 26 horas dentro do ônibus. A lotação praticamente vazia, nem 15 pessoas, uma série de protocolos para evitar ao máximo qualquer contaminação. Depois de todo esse trajeto ficaríamos sós, isolados, quase uma quarentena. Sete dias completos e muitas surpresas, superações e no final um evento triste que poderia estragar toda uma viagem, mas deixa pra lá. As pessoas de boa índole não merecem que seja despendida grande atenção para os intrépidos.
      Dia 1
      Ficamos meio período na cidade de Rio Grande, um local de muita história, 9 museus (fiquei sabendo) todos fechados, muita arquitetura e praças dignas de um povo desbravador.

      Ao meio dia pegamos o circular que vai até a Barra. Descemos no último ponto antes do retorno. Recebeu-nos um aguaceiro danado. Enquanto encapávamos a cargueira e colocava a capa de chuva, tomamos o primeiro banho. Só não foi maior porque fugimos para uma varanda ali do lado. Não demorou para o proprietário aparecer. Depois de algumas curiosidades sanadas, seguimos firmes pelo asfalto até o molhes. Já na chegada encontramos um bugue, nele um homem desesperado. Pedindo ajuda. Seu filho, um amigo e o tio haviam seguido pelo molhes mar adentro. O mar enfurecera e subiu rapidamente. O homem fugiu com o carro mas os outros nem sinal, o molhes já estava praticamente tomado de água. O mar quebrava com força, rajadas de ondas cobriam metros acima do monumento. Orientei o a correr na Barra e chamar o bombeiro ou qualquer coisa (nesse momento eu não havia visto a situação do mar ainda). Quando chegamos no molhes, padre mio... Olhei para trás e lá vinha o homem, não tinha ido atrás do bombeiro ainda. Quando peguei o telefone para fazer a ligação um casal que estava em um trailer ali do lado gritou - Lá, estou vendo alguém. Guardei o telefone, os três vinham com dificuldades entre as ondas. O pai desabou em prantos, e xingamentos. Horas mais tarde fui refletir: ele não ligara para o socorro temendo a notícia horrível que receberia. No final todos ficaram bem.
      Para nós, vida que segue. Primeiro não conseguimos chegar no molhes, o mar tinha tomado toda a praia. Desviamos pela direita e saímos nas dunas. Dali seguimos com dificuldades contra o vento e sobre as dunas. Para ter uma ideia os banheiros químicos que ficam na praia estavam todos tombados. Mas não se apavoremos, toda essa situação se devia a um ciclone que estava sobre o oceano nesses dias.

      Caminhamos os 8 km até o Balneário Cassino, durante o trajeto traçamos vários planos B. Se a tempestade não passasse teríamos de esperar alguns dias, em último caso desistir. Pernoitamos num Hostel. Ventava muito. Passei a noite monitorando o ciclone e os ventos pelo app wheater. De madrugada os ventos começariam a se afastar e no sábado já estaria tudo calmo.

       
      Dia 2
      Acordamos cedo, o vento ainda soprava forte, mas o céu já estava melhor. Partimos. Na praia o mar tinha recuado um pouco, apesar do vento sul. Logo na primeira hora, depois da garoa um arco íris pintou sobre o parque eólico. Isso é um bom sinal.

      Seguimos firmes, 3 horas depois o parque eólico ainda estava às vistas. Chegamos no Naufrágio Altair. Pera lá! Chegamos perto dele, as ondas tomavam a ruína. O mar já avançara sobre a praia novamente, muitos dos canais de água se tornaram bancos de areia movediça engolindo os pés. Paramos para almoçar no Hotel Netuno, único lugar abrigado do implacável minuano (vento).

      Voltamos a marcha, agora pelas dunas. A praia estava alagada. Não demorou muito até que a Bruna fosse engolida até a cintura na areia movediça. Com muita luta conseguimos resgatá-la. Um misto de apreensão, medo e comicidade tomou conta dos dois. Às 15:00 demos por vencidos, depois de 30 km, tomamos o rumo da mata, em meio a um novo parque eólico, as poucas árvores restantes serviram de guarida.
       
      Dia 3
      Saímos cedo, ansiosos por descobrir o que o mar reservara. Pelo menos o vento já reduzira pela metade. Com a praia larga a caminhada fluiu bem. Logo cedo avistamos o Farol Sarita. Mais um desafio psicológico. Caminhamos 25 km dos 30 km, avistando o luminoso, e nada de chegar. Parecia que o negócio tinha rodinhas. Logo depois do almoço o mar voltou a complicar. A caminhada voltou a ser pela duna. Em poucos quilômetros encontramos um homem todo esfarrapado, com uma faca e olhar desafiador. Com receio, me aproximei a tentar um diálogo. Não entendi nenhuma palavra que ele disse, tratava-se de um hermitão que vive nas dunas, provavelmente.

      Enfim às 15:00 chegamos no farol, e logo à frente tentamos ir para a mata acampar. Caminhamos 3 km circulando o mangue alagado até que decidimos acampar embaixo de um arbusto na duna mesmo (sei que é burrice, mas depois do hermitão, fiquei um pouco abalado, não com medo de ser atacado, mas vai que ele se sentisse invadido...). Depois de lavar as partes no alagado, deitamos na barraca e nem lembramos mais do hermitão ou de qualquer coisa. Nessa hora o vento já havia cessado. Durante o dia, manhã, encontramos muitos carros e motos fazendo a travessia, a penas um grupo de motocross parou e falou que acampariam perto do Farol Verga, que deveríamos passar lá. Também encontramos um leão marinho e muitas, muitas tartarugas mortas.

      Dia 4
      Começamos cedinho na tentativa de fugir das dunas no período da tarde. O dia estava lindo, céu azul, vento leve, areia fina, mar calmo. Encontramos muitos carros fazendo a travessia nesse dia, também um grupo de ciclistas, que inclusive nos deram água. Logo avistamos a primeira carcaça de Jubarte, no segundo dia tínhamos visto uma Beluga morta. Mais à frente um naufrágio recente ainda bastante visível apesar das ondas.

      Logo que retomamos do almoço encontramos novamente a galera do motocross. Nos disseram que tinham feito um churrasco e esperado por nós, mas... No fim o seu Zeca falou que seria um bom lugar para acampar, e foi o que fizemos. Durante a caminhada da tarde percebemos que algumas caminhonetes iam e vinham pela praia, só não entendi o motivo. Como o mar tinha acalmado e a praia estava larga aproveitamos. Debaixo do sol forte das 14:00 uma das caminhonetes parou, um simpático senhor nos ofereceu um suco de limão, oh glória. Pensa num negócio bom, agradecidos seguimos em frente. Já eram passadas 15:00 quando chegamos no local de acampar. Definitivamente não chegaríamos a tempo de almoçar. Nesse dia alcançamos a marca importante dos 100 km andados.

      Dia 5
      Foi o dia que começamos mais cedo. Logo nas primeiras horas avistamos um senhor maltrapilho, descalço, caminhando com dificuldades. Ainda lembrando do hermitão, me aproximei. Ele com a mão dentro da bermuda, eu com cautela. Surpreendentemente entendi sua fala. Se chamava Paulo, recusou um sapato que tinha minha mochila, recusou comida, apenas aceitou água. Como tínhamos avistado um pouco antes um acampamento de trabalhadores na mata de pinus, orientei o senhor que caso precisasse chegasse lá. Nesse ponto já estávamos no Farol Verga.

      Saindo do Verga avistamos no horizonte um veículo gigante que saiu na areia e rumou para o sul. Não demorou, encontramos um carro parado com adesivos "Pet Free", não sei o que fazia ali. Uma hora depois aponta no horizonte o gigante, eram um caminhão de carregar toras, carregado. Vinha a todo vapor na areia. Passou por nós, buzinou e sumiu no norte. Paramos para almoçar quando encontramos uma carreta parada na areia. Sentamos à sombra e logo o dono dela apareceu. Curiosamente ele tinha o mesmo nome do senhor dos sucos. Conversando, explicou-nos que têm frentes de trabalho que ficam acampadas na floresta de pinus (chegam a 150 trabalhadores). Ele estava com a carreta-casa esperando um ônibus que traria o pessoal de Rio Grande e Pelotas. Quando falei do seu Paulo ele disse que já havia visto o mesmo homem andando de bicicleta na areia, de certa forma me senti aliviado por saber que ele se virava por aquelas bandas.

      Pouco depois de deixar a carreta, encontramos outra Jubarte, essa bem mais conservada. Ao tirar foto da baleia, olhamos para trás e lá estava o ônibus, descendo uma galera.

      Às 14:00 o reflorestamento que nos acompanhara acabou. Percebemos que seria possível chegar no Farol Albardão ainda naquele dia, ele já se desenhava no horizonte. Com 40 km, exaustos, com chuva, chegamos no farol. Já não esperávamos dormir lá devido a pandemia. Montamos acampamento do lado de fora do pátio da Marinha. Como o vento já rugia, fiz algumas ancoras com sacos cheios de areia que, enterrei e amarrei a barraca neles. Fomos dormir assustados com o vento, mas a amarração deu conta.

       
      Dia 6
      Acordamos de madrugada com trovões, vento e muita chuva. O dia clareou e a chuva castigava, meu maior medo não era se molhar, eram os raios. Pensamos em fazer um dia de descanso caso não passasse. Eram 07:15 quando as nuvens começaram a ceder, fizemos um desjejum e partimos, já 08:10. A chuva sumiu, mas as dunas estavam todas alagadas.

       
      Assim que começamos a caminhar começaram aparecer os problemas. Os passos de água que, até então eram raramente fundos, agora pareciam rios de desgelo. E para piorar se multiplicaram, cruzamos em média 5 por km nesse dia. Nessa manhã observamos uma infinidade de caravelas azuis na areia, assim como raízes e galhos que devem ter saído das dunas com a enxurrada (não as caravelas, que, devem ter vindo do mar).

      Só atingimos os 30 km às 17:00, quando avistamos um pedaço de mata, onde nos escondemos à noite. Além de atingir os 150 km nesse dia, tomar água muito boa drenada das dunas, encontrar um bom local para acampar, acompanhamos o segundo pôr do sol nas dunas (o primeiro havia sido no Albardão), tomamos banho fresco na água da chuva acumulada nas dunas e dormimos em meio a algazarras dos periquitos que aninham nas árvores ali.

       
      Dia 7
      Sabíamos que seria um dia longo, faltavam mais de 40 km para chegar no Balneário Hermenegildo onde teria um camping. Partimos às 06:40. O mar tinha recuado muito, as enxurradas formaram muitos canais (já secos). O chão irregular castigou os pés a manhã toda, quando ficava mais plano o conchal tornava os passos mais pesados. Nesse trecho muita vacas vigiam a praia, é grande também o número de ranchos nas dunas. Lá pelas 09:00 encontramos um negócio motorizado, feito em madeira, puxando uma carretinha cheia de entulho, com rodas largas que parecia um rolo compressor, apinhado de gente. Ainda de manhã avistamos mais dois naufrágios quase submersos na areia e no mar, um hotel destruído e um leão marinho começando a putrefação.

      Na hora do almoço se chegamos à sombra de um rancho na areia. Descansamos, aliviamos os pés e retomamos a marcha. O número de veículos que encontramos cresceu exponencialmente, muitas pessoas pescando de molinete. A praia agora alternava em trechos terríveis de irregular e outros menos, mas os pés doem até a alma. O alento é que já avistamos o Hermenegildo. No final foram 45km caminhados, além de bater os 200km. Valeu a pena. Chegamos no Camping Pachuca, o dono (incrivelmente tinha o mesmo nome dos dois outros homens que conversamos na praia nos dias anteriores) nos recebeu muito bem. Ofereceu a garagem para montar a barraca, nos trouxe pão com queijo e mortadela e ainda disse que seria cortesia da casa. Depois do banho, de barriga cheia, e diga-se de passagem a musica no rádio incrível, dormimos feito criancinhas.

       
      Dia 7
      Se demos o luxo de acordar mais tarde e sair só às 08:00. Diga-se de passagem que amanheceu chovendo. E ventando, mas o vento agora era norte e empurrou nos para o molhes. Na praia novamente, não demorou para dois cachorros, muito brincalhões nos acompanharem.

      Foram 15 km tranquilos. Com muitos passos de água, alguns fundos, inclusive. Mais um negócio estranho aconteceu, eram umas 10:00 quando passou uma patrola por nós. O maquinista ainda ofereceu carona, dispensamos numa boa. Chegamos no molhes da Barra do Chui às 11:50. Fomos recebidos por um bombeiro, todo empolgado que nos revelou estar pronto para fazer a travessia nos próximos dias. Descansamos algum tempo refletindo nosso feito.

      Tomamos as ruas do balneário até encontrar um buffet, onde fomos à desforra. De barriga inchada pegamos o ônibus para o Chui, chegamos lá a então a palhaçada. Como o ônibus para Porto Alegre era só às 22:00 ou às 12:00 do dia seguinte, fomos procurar um local para tomar banho e descansar, quem sabe passar a noite.
      Fomos em um posto Ipiranga que segundo o dono da rodoviária tinha chuveiro para os caminhoneiros. Fomos muito mal recebidos, e mesmo oferecendo para pagar fomos recusados. Segunda tentativa, uma pousada. O velhote que nos atendeu, primeiro fez cara de nojo por que talvez não estávamos muito bem trajados, segundo ele estava lotado, sei. Terceira tentativa, outra pousada. O homem que nos viu nem a porta abriu direito, após nos analisar, disse em tom ríspido que não tinha vaga e deveríamos procurar outro local. Respondi pra ele que não adiantaria procurar, o problema não era vaga, era preconceito. Nossa última investida foi um hotel de uma rede, Turis Firper, apesar de não muito barato (afinal não passamos a noite), fomos muito bem recepcionados.
      Às 22:00 tomamos o ônibus para passar 29 horas viajando até nossa terrinha. A maior dificuldade acabou sendo o chão irregular dos últimos dias, e a batalha psicológica do terceiro e quarto dias. Agora vamos descansar que a temporada de montanhas se avizinha.









       
    • Por Caçadordeviagem
      No dia 14 de Junho de 2019 foi inaugurado o Caminho de Nhá Chica, inspirado no Caminho de Santiago de Compostela e no Caminho da Fé, a rota se inicia na cidade de Inconfidentes/MG e vai até o Santuário de Nhá Chica em Baependi/MG, são cerca de 260 km cruzando as belíssimas paisagens montanhosas da Serra da Mantiqueira, é todo sinalizado com setas e placas, para mais informações há um grupo no Face com o nome "Caminho de Nhá Chica" ou visite o site: www.caminhodenhachica.com
      1° Dia: Inconfidentes/Borda da Mata (21 km).
      Eu percorri em Setembro de 2019, o 1° trecho, entre Inconfidentes e Borda da Mata, é o mesmo do Caminho da Fé, após Borda os caminhos se separam, o da Fé vai pra Tocos do Moji e o de Nhá Chica vai para Congonhal...
      2° Dia: Borda da Mata/Congonhal (25 km).
      Trecho muito bonito após uma fazenda com um haras, muito pitoresco, na metade do trecho há uma torneira ao lado da Igrejinha no bairro das Almas, o topo da Serra das Almas e Cachoeira das Almas são os destaques desse trecho...
      3° Dia: Congonhal/Espírito Santo do Dourado (26km).
      Trecho magnífico, logo de cara tem que superar a Serra de São Domingos, ainda na Serra, no km 07 tem fonte de água potável e mais uns 7 km depois tem o Santuário da Obediência, com estrutura de água e lanchonete, a paisagem é linda, com lindas araucárias e várias plantações de brócolis e morango, um dos trechos mais bonitos do caminho...
      4° Dia: Espírito Santo do Dourado/Silvianópolis (20 km).
      Trecho muito bonito e ermo até a rodovia MG-179, chegando nessa rodovia, a uns 100 mts tem uma barraca de frutas e doces mineiros onde adquiri bananas e doces, os últimos 3 quilômetros são em asfalto até Silvianópolis...
      5° Dia: Silvianópolis/Careaçu (20 km).
      Trecho plano e tranquilo perto dos anteriores, na saída de Silvianópolis há um belo lago chamado Lago dos Bandeirantes, próximo a Careaçu o caminho coincide com o Caminho de Aparecida até a cidade, paramos no bar da ponte para beber alguma coisa e seguimos para a belíssima Pousada Castelo...
      6° Dia: Careaçu/Heliodora (24km).
      Saindo de Careaçu por baixo da Fernão Dias, chegasse na Comunidade Rainha do Brasil, ali o monge Bernardo ofereceu café e batemos um papo, deixando o local passa-se por umas 3 porteiras e uma pequena trilha até pegar a estrada de terra novamente, a partir dali caminha-se por lugares muito ermos e bonitos até o km 16, ali há um comércio para abastecer e depois seguir pelos 8km finais pelo asfalto visualizando lindas montanhas...
      7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).
      Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...
      8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).
      Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...
      9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).
      Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...
      10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).
      Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...
      POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...
      Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍
      Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍
      Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).
      Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).
      Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.
      Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.
      Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).
      Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.
      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por casal100
      Resolvemos, dessa vez, fazer alguns roteiros distintos: beira-Mar, trilhas em montanhas e travessia.
      Começamos por Ubatuba, foram 10 dias de caminhada, por algumas das principais praias; depois pegamos nosso veículo e fomos fazer alguns roteiros em Extrema-MG e, por último,  a grata surpresa: TRAVESSIA DA SERRA DA CANASTRA-MG, que lugar maravilhoso: belas cachoeiras, trilhas fortes, flora e fauna exuberante, povo amigável, queijos deliciosos(alguns entre os melhores do mundo na sua categoria) sem contar a culinária mineira. Tudo de bom.
    • Por casal100
      Fizemos a maioria dos caminhos que passam pela Serra da Mantiqueira(Estrada Real, Caminho da Fé, Crer....), alguns mais de 1 vez.
      É quase unanimidade entre os caminhantes que, indiscutivelmente, a Serra da Mantiqueira têm as mais bonitas paisagens e, nós concordamos integralmente. São caminhos que proporcionam lindas fotos,  clima agradabilíssimo, povo acolhedor e simpático, ingredientes que definiram esse roteiro.
      Foram quase 50 dias e mais de 1.100 quilômetros de muitas alegrias, felicidade e paz,  poucas tristezas e decepções.
      Começamos e terminamos na MAGNÍFICA cidade de Campos do Jordão-SP, depois de rever vários lugares (passei alguns invernos nesta bela cidade, quando eu era "bacana"). A cidade se transformou,  criaram vários roteiros turísticos, belas e caras casas dos novos e velhos "bacanas", ótimos restaurantes, atrações mil,  pousadas e hotéis de todo tipo e preço, tem até o refúgio do peregrino, comércio bom, povo hospitaleiro, clima perfeito e, ainda por cima fomos no verão,  baixa temporada,  onde com facilidade encontramos boa hospedagem com preços menores que muitas hospedagem em cidades pequenas.

      Outra coisa que pesou em escolher fazer essa travessia é que a região se assemelha muito com um projeto que temos em mente, que é a travessia entre Punta Arenas x Arica no Chile,  então serviu como treinamento.
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