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Serra da Canastra à pé  (324 kms) + Extrema - MG(+-60kms) + Ubatuba  (+-200 kms) -  Julho/Agosto de 2017.


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Mudei a ordem dos roteiros que fizemos (primeiro foi Ubatuba-SP, depois Extrema-MG e por último  Serra da Canastra-MG), acho que tem poucos relatos  da Serra da Canastra à pé.

Depois de ter concluído alguns caminhos em Extrema-MG, rumamos para São Carlos para visitar um parente.

Saímos de São Carlos-SP de carro, no dia 24.07, ainda sem definição por onde começaríamos a travessia(poderia ser por Delfinopolis, São Roque de Minas, vargem Bonita, onde íamos deixar o carro). Passamos em Ribeirão Preto para compra alguns mantimentos e resolvemos dormir em Delfinopolis-MG, passamos próximo a Franca e Cassia(entre São Carlos e Cassia tem 3 pedágios  $32),  antes de chegar tem que atravessar a balsa (na ida não paga, só na volta $23 por veículo leve).

OBS. : A gasolina nesta região de Minas Gerais é caríssima,  entre $4,20 e $4,40 o litro. Enquanto no estado de São Paulo estava na faixa dos $3,80.

Chegamos à noite em Delfinopolis,  resolvemos no outro dia ficar na cidade colhendo informações sobre os trechos seguintes,  acontece  que parece que tem um lobby dos guias para não dar informação. 

Depois de conversar com a gerente da pousada Rio Grande, ficamos confiantes que daria para chegar na pousada da Vanda sem grandes atropelos. E foi assim até o final,  chegamos num destino e ia atrás de informação sobre o próximo. Não encontramos mapas detalhados sobre os trechos, somente mapa geral.

 

SERRA DA CANASTRA - MG

1° dia - 26.07.2017 - Quarta-feira
De Delfinopolis a pousada da Vanda.
Uns 40 kms em aprox. 10:30hrs(erramos um entrocamento e andamos 6 kms( 3 pra ir e 3 pra voltar) à mais ), na realidade foram 46 kms neste dia)

Tempo: frio ao amanhecer,  sol forte o dia todo (nenhuma nuvem), frio intenso à noite.

ALERTA: nos finais de semana tem que ficar atento, pois tem muito tráfego de motocross,  UM PERIGO!  Cuidado!

O hotel(hotel JP em Delfinopolis -MG) informou que ia servir café da manhã,  o que não aconteceu,  sorte que sempre carregamos frutas, doces,  castanhas. ..
Saímos por volta das 05:30hrs, chegamos ao trevo e viramos à direita  e pegamos estrada de terra com pouco movimento de veículos mas com muita poeira.
A uns 6 kms atravessamos uma ponte de cimento sem guarda-corpo e uns 50 metros viramos a esquerda.
Pegamos uma estradinha de terra com muita sombra, pouco tempo depois passamos por um camping,  sempre subindo....chegamos a portaria do complexo Paraíso. ..lindo visual da região e do lago. Mais acima vimos uma antena a direita,  e à frente o condomínio de Pedras  (são formações rochosas, sem nenhuma casa por perto). Seguimos pela estradinha até um entrocamento e viramos à direita e seguimos numa estrada com muita areia, depois de uma descida fortíssima com muita valas e pedras chegamos em outra estrada e viramos à esquerda.
Passamos ao lado de uma ponte que ia para o complexo Bateia, logo chegamos à uma fazenda de gado,   batemos um papo com o dono que nos ofereceu água e bananas maçã deliciosas. OBS.: esse é praticamente o último ponto de água  (só vi água chegando na Vanda).
Logo a seguir começou uma subida fortíssima em pedra branca, tivemos que subir bem devagar. Após essa subida caminhamos na crista da montanha um bom tempo, com um visual FANTÁSTICO,  de um lado as montanhas da Gurita à esquerda e do lado direto as da Bateia, com lindo visual de toda região.
Do lado direito vimos uma antena,  e logo a seguir tem uma bifurcação, siga à esquerda para serra branca(para a direita vai pra "roça feia"  FOI AQUI QUE ERRAMOS..), logo a seguir começa uma descida fortíssima com muitas valas e pedras,  atravessamos um pequeno riacho e encontramos um vaqueiro que nos informou um atalho  (seguindo a trilha dos motoqueiros) para a pousada da Vanda,  entramos numa mata, atravessamos um riacho, pegamos uma subida fortíssima até o topo atravessamos duas porteiras e lá de cima um visual lindíssimo e a casa da Vanda laaaaaa embaixo,  descemos bem devagar pois era bem íngreme e com pedras soltas.

HOSPEDAGEM: Pousada da Vanda 035 99997-0057; quarto coletivo com ótimas camas, limpissimo, vários  cobertores,  ventilador, banheiro compartilhado limpo com chuveiro quente.  Ótima comida. Preço: R$80 por pessoa com café da manhã e almoço excelente  incluído.

Tem espaço para camping com banho quente, ela cobra $60 por pessoa com café da manhã e almoço ou jantar.

Somente almoço ou jantar $30 por pessoa à vontade. PODE ACREDITAR, VALE O PREÇO! 


RECOMENDO,  a Vanda e o pessoal nos atenderam muito bem.
Atende todos os dias  do dia 15 de dezembro a 15 de janeiro e na última quinzena de julho.
Nos outros meses somente de sexta a domingo.
Tem que fazer reserva antecipadamente.
Obs.: como  somos intolerantes  a Glutén/leite gentilmente a dona Vanda fez arroz, tutu, ovo e frango caipira ...maravilha, ISSO NO CAFÉ DA MANHà -  MARAVILHOSÓ! !!

Algumas fotos:

Dizem que existe na SERRA DA CANASTRA o "caminho do céu ", é verdade, se o céu não for ali, está bem próximo! 

Mapa da região :

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Caminho do céu, isso mesmo esse trecho é chamado assim.....e não é que é verdade. Ficamos bem próximos do céu, com certeza!

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Tem que virar à esquerda. 

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Mais caminho do céu 

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Descendo para a pousada da Vanda

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Pousada da Vanda:

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Dona Vanda, tentou entrar em contato com as outras pousadas mais à frente (da natureza - 17kms e a dois irmãos - 22 kms(próxima a Cachoeira Casca d'anta )), mas não conseguiu, esse é outro problema de algumas localidades da Serra da Canastra,  o celular não funcionar.
Saímos mesmo assim, segundo ela,  a pousada mirante da Natureza ela tinha certeza que estava funcionando, mas a Dois Irmãos ela não tinha tanta  certeza. Então seguimos com essa preocupação, chegamos na Pousada Mirante da natureza e estava funcionando, resolvemos dormir nela,  vai que a Dois Irmãos esteja  fechada,  aí teríamos que retornar uns 5 kms morro acima  (subida fortíssima).
FONE POUSADA 2 IRMÃOS(uns 3 kms da cachoeira Casca d'anta):
37 3433-2062
37 3433-2032
Não vi os chalés por dentro, mas parece bem conservados.
Preço: $110 por pessoa com café da manhã e almoço.
Mais à frente na entrada para a cachoeira tem um camping que fornece refeição.


2° dia - dia 27.07.2017  -  Quinta-feira
Saída da pousada da Vanda e chegada a Pousada Mirante da natureza.
+-17 em aprox. 04:15hrs
Acumulado: 47 kms

Saímos depois das 07 da manhã,  depois de praticamente almoçar,( nenhuma nuvem no céu, tempo frio no início e sol forte durante todo o dia com vento gelado ) tem que passar muito protetor solar.
Uns 100 metros da pousada, depois de um mata-burro, viramos à esquerda e pegamos uma subida fortíssima com muitas pedras(Serra branca), no topo lindo visual de toda região, chegamos a uma bifurcação  (à direita vai para SJ do Barreiro), seguimos à esquerda.
Entre subidas e descidas médias chegamos a outra bifurcação  (tem um poste com um arado informando para seguir à direita) logo a seguir começa uma descida forte até uma mata,  depois começa uma forte subida até a pousada Mirante da Natureza.  Linda vista de toda região.
Resolvemos pernoitar aqui, mesmo sabendo que tem pousada próximo da cachoeira casca d'antas uns 5 kms depois(não sabíamos que a outra pousada estava funcionando).
Cometemos esse erro de dormir depois de 17 kms, pois no outro dia foi complicado.
Sugiro entrar em contato com a pousada 2 irmãos antes para verificar se está funcionando,  pois não compensa andar neste dia somente 17 kms,  os outros 5 kms é praticamente descida  (tem somente uma subida curta).

Hospedagem: Pousada Mirante da Natureza fone: 037 99919-0542 , wifi, quarto limpo,  camas boas, banheiro privado. Preço: R$100 por pessoa com café da manhã e uma refeição.  MUITO CARO PELO QUE OFERECE.
Obs.: Tem camping a $55 com jantar e café da manhã, banho quente.

Algumas fotos:

Talvez a pessoa mais conhecida e respeitada da SERRA DA CANASTRA: Dona Vanda.

O lugar onde vc verdadeiramente vai estar em casa. Pode acreditar! 

Na foto ela preparando nosso "café da manhã", só ela mesma para fazer isso. 

NOSSA SINGELA HOMENAGEM!!!

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Saindo tarde e deixando a Pousada da Dona Vanda.

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Subindo a serra Branca sem nenhuma nuvem no céu. 

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À frente a serra da canastra e a Cachoeira Casca d'anta 

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A última subida do dia,  e que subida.

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3° dia - 28.07.2017  -  Sexta-feira
Saída da pousada Mirante da Natureza e chegada após 2 kms da nascente do rio São Francisco  (PN SERRA CANASTRA) - MG
+- 32 kms em aprox. 08:15hrs
Acumulado: 89 kms

Fez frio forte à noite, acordamos às 06 horas,  tomamos o café da manhã  (tutu de feijão,  banana e maçã ) saímos depois das 7 da manhã.
Nossa intenção a principio, era descer até a entrada do PN e subir a trilha difícil da cachoeira Casca d'anta, descer e dormir na parte baixa do Parque.
Saímos da pousada e descemos 5 kms até a entrada do Parque +- 01:25hrs .
O parque abre às 08:00 horas.
Pagamos $10 cada,  deixamos nossos dados(o guarda ficou preocupado conosco, pois dizemos que se mudássemos de idéia, iríamos atravessar o parque até a portaria de São Roque de Minas) ele nos disse que seria impossível chegar antes do parque fechar às 18 horas.
Depois de alguns minutos chegamos ao início da trilha.
Obs.: a distância entre a parte alta da cachoeira Casca d'anta até SR De Minas é aprox. 37 kms, e até a portaria dava uns 32 kms.
Como já conhecíamos a Cachoeira de outra ocasião,  resolvemos não chegar até a queda d'água.
A DIFÍCIL SUBIDA: para nossa sorte o vento frio amenizada o forte calor (nenhuma nuvem no céu).
Começamos a trilha à esquerda de um quiosque,  no início a trilha é tranquila, com árvores e muita sombra, alguns mirantes para cachoeira do lado direito e do lado esquerdo lindo visual para a região,  até o meio a subida é tranquila,  depois ela desce um pouco, aí começa a parte difícil realmente.
Pedras escorregadias e grandes, passamos várias vezes perto de precipícios altíssimos, sempre com visual lindíssimo de toda região, essa parte merece atenção redobrada.
Depois de 01:15hrs chegamos ao topo, ficamos admirando aquele monumental visual e começamos uma curta descida até a parte alta da cachoeira, dessa vez passamos direto,  atravessamos um pequeno riacho e vislumbramos o início da primeira queda do pequeno Rio São Francisco, maravilha(não fomos até o mirante). 
Fomos ao banheiro, descansamos um pouco, conhecemos várias pessoas que estavam chegando de carro para conhecer o mirante, pedimos a um casal, se quando retornassem para SR de Minas poderiam nos dar carona, eles sinalizaram que sim.
Então partimos despreocupados, se não desse tempo de chegar a portaria à pé, pegaríamos carona com eles.
Nisso esquecemos de repor nossa água,  tínhamos somente 2 litros d'agua, só vimos depois de uns 2 kms, não dava pra voltar para buscar, a solução foi pedir água para os carros que passavam, logo passou um casal paulista e nos deram mais 1 litro  (muitos carros paravam e perguntavam se precisávamos de alguma coisa ).
O trecho dentro do parque é complicado: subidas e descidas  médias,  grandes retas, mas os maiores problemas são: falta de local para coleta de água e nenhuma sombra,  nossa sorte era o vento frio que soprava. Tivemos que usar muito protetor solar.
Não tem como se perder neste trecho, tem somente um entrocamento, eu particularmente não achei bonito essa parte do parque,  apesar do mirante da cachoeira, a nascente do rio São Francisco e o curral de pedras.
O visual na maioria do tempo se resume a algumas montanhas e muito mato rasteiro.
Tentamos chegar a portaria, mas às 17:10horas, a uns 3 kms depois da nascente do Rio SF uma caminhonete de Franca-SP (o jovem casal Jean e Marina e seu lindo filho Victor Hugo) parou e ofereceu carona, como já estava tarde resolvemos aceitar, mas se não parasse ninguém não teria problema,  os guardas da portaria disseram que não teria problema algum se saíssemos depois das 18 horas.
Pouco depois chegamos a portaria,  informei a eles que era para avisar ao guarda da portaria que entrei, que estávamos saindo do parque, o pessoal da portaria já sabiam que estávamos cruzando o parque.
Depois de algum tempo chegamos ao centro de SR de Minas,  gentilmente eles foram atrás de pousada na cidade para nós,  conseguimos uma depois de pedir informações a um morador.


Quanta generosidade desse lindo casal Francano, fica aqui o meu sincero agradecimento.
Eles estavam hospedados em Vargem Bonita, cidade próxima de SR de Minas.
Conversamos longamente com eles na pousada.
Depois nos despedimos trocamos telefones e à  noite eles entraram em contato conosco perguntando se estávamos precisando de alguma coisa.
SIM, ainda existem pessoas assim neste mundo.

À noite minha esposa e eu fomos a um restaurante Self-service e comemos um monte.... $20 por pessoa à vontade, comida ótima.

Hospedagem: Pousada Fazenda 037 3433-1242, centro SR de Minas,  camas ótimas,  ventilador, frigobar, wifi, tv, leite ao pé da vaca. Preço: $80 por pessoa com café da manhã.  RECOMENDO.
Obs.: é uma propriedade rural praticamente no centro da cidade.

Obs.: no final da descida do parque tem pousadas (deve dar uns 3 kms do centro de São Roque). Tem camping também.

SR de Minas: cidade pequena,  tem Bradesco (não sei se é agência ) lotérica,  e toda estrutura para atender os turistas.
Banco do Brasil e Caixa econômica Federal somente em Piumhim.

Base cachoeira casca d'anta: +-800 msnm
Topo cachoeira final da trilha no topo +-1200
Maior altitude no parque: 1400msnm

Alguma fotos :

Saindo da pousada Mirante da natureza com esse visual da Serra da Canastra  (nenhum nuvem no céu)

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Início da trilha para parte de cima da cachoeira Casca d'anta 

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Mirante 

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Trilha difícil (parte mais difícil no final do trecho)

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Longas retas sem somora e água. .

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Ponte sobre o rio São Francisco,  a primeira. 

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4° dia - 29.07.2017  -  Sábado
Saída da matriz SR de Minas ida a nascente do rio São Francisco retorno à SR de Minas  ida para Vargem Bonita
+-27 kms em aprox. 06:25hrs

1° trecho: matriz de SR de Minas a nascente só Rio São Francisco.
+- 12 kms em aprox. 03:10hrs
Altitude: matriz 725 msnm
Nascente : +- 1250 msnm

2° Trecho: matriz de SR de Minas e chegada a Vargem Bonita -MG
+-15 kms em aprox. 03:15hrs
Vargem bonita : +- 700msnm

Acumulado: 116 kms

Primeiro trecho :
O café da manhã do hotel foi ótimo,  saímos depois das 07 da manhã. Tempo bem quente e sem nuvem no céu. 
A pousada ficava na parte baixa de SRM, tivemos que subir bastante até chegar a estrada de terra que leva ao PN.
A estrada tem muita poeira, até a portaria do parque, com muitas  subidas fortíssimas,  acessamos o parque e efetuamos o pagamento de $10 por pessoa,  pegamos outra subida forte e depois subidas e descidas leves até a nascente do rio São Francisco  (resolvemos ir até lá, pois ontem estávamos com pressa de chegar antes de fechar o parque e não revi a nascente). Pegamos carona até o centro de SR de Minas com um guia local.


Segundo trecho:
Saímos da igreja matriz, pegamos outra subida forte até o trevo da cidade  (tem 2 opções: estrada asfaltada com uns 25 kms ou de terra com 15 kms). No início sol forte e depois tempo encoberto mas quente. 
Viramos à direita no trevo e logo a seguir começou a estrada de terra.
Duas subidas fortíssimas neste trecho,  mas o resto é bem tranquila.
Sempre com o PN à nossa direita.
Vários carros paravam oferecendo carona.
A uns 2 kms de Vargem Bonita pegamos estrada asfaltada com uma descida fortíssima até o centro da cidade. Lindo visual do parque nacional. Na chegada reencontramos o casal de franca que nos deram carona ontem  (estavam indo embora).
À noite fomos a uma cafeteria e comemos biscoitos de polvilho com café e em frente comemos alguns churrasquinhos.

VARGEM BONITA: cidade bem pequena, tem algumas pousadas e restaurantes,  não tem banco.

Hospedagem: Pousada beija flor fone 037 3435-1153 ou 98822-6730, bem simples,  camas boas,  limpo, wifi, tv, ventilador, preço: $60 por pessoa com café da manhã razoável.

Algumas fotos:

Início subida para PN serra da Canastra - portaria SR de Minas

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Subida íngreme com sol forte 

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Maravilhoso visual de toda região 

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Estrada de terra entre SR de Minas e Vargem Bonita - Mg

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5° dia  -  30.07.2017  -  Domingo

Saída de Vargem Bonita e chegada a parte baixa da cachoeira Casca d'anta - retorno de carona para Vargem Bonita.
+- 27 kms em aprox. 05:40hrs
Acumulado: 143 kms

Tomamos café da manhã e partimos, o tempo estava encoberto e frio.
Pegamos a avenida principal e fomos até o fim  e viramos à direita, e logo a seguir à esquerda.
Entramos numa estrada de terra com muita poeira e fortes subidas/ descidas. Passamos ao lado de SJ do Barreiro, sempre com a serra da canastra à nossa direita.
A uns 2 kms lindo visual da cachoeira,  rapidamente chegamos a portaria do parque,  efetuamos o pagamento  $10 por pessoa.
Rumamos para a parte baixa da cachoeira Casca d'anta, lindo visual da queda d'água, ficamos um pouco curtindo e voltamos à portaria para conseguir carona pra retornar à Vargem Bonita.
Dois primos  (um de Paulinia e outro de Bauru-SP(pedro, que depois encontrei na rodoviária de Piumhi, que rapazes educados) nos deram carona no carro deles  até Vargem Bonita.
Pegamos o ônibus da viação Transimao às 17:45hrs ($17,10 cada) até a cidade Piumhi, para resolver alguns problemas .

PIUMHIN: cidade mais estruturada,  tem vários bancos, pousadas e hotéis. Comércio forte.

Hospedagem: pousada São Francisco, em frente a rodoviária de Piunhi, bem simples mas limpa , camas boas, ventilador, tv, wifi, preço  $50 por pessoa com café simples.

Algumas fotos:

Serra da Canastra à nossa direita

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Rio São Francisco....Vargem Bonita é o primeiro município que ele passa

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Até parece que ia chover. ..

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6° dia  -  31.07.2017 - Segunda-feira

Fomos a Piumhim de ônibus, comprar mais suprimentos, protetor solar, sacar dinheiro.
Decidimos não ir conhecer Capitólio,  apesar de ser próximo, nossa intenção era somente caminhar.
Tem dois horário entre Piumhim e Vargem Bonita  (06:00 e 15:00hrs ), com tudo resolvido Embarcamos as 15 horas para Vargem pela viação Transimao  ($18,20 cada).
Reencontramos o Pedro na rodoviária de Piunhim,  que nos deu carona no dia anterior  (como eh bom conversar com jovem educado e culto).

Quando chegamos fomos atrás de informação sobre o trecho entre Vargem Bonita e  SJB do Glória  (cerca de 60 kms), segundo o Miguel (ciclista experiente e funcionário do posto de combustível da cidade) esse trecho é muito complicado, devido a falta de sinalização e a grande quantidade de entrocamentos existentes neste percurso,  segundo ele, certa ocasião ele mesmo teve dificuldade em achar o caminho certo. Diante disso, mudamos tudo, resolvemos ir para SJB do Glória via Pousada da Vanda. Apesar de andar mais, seria mais seguro.

Almoçamos Self-service a  $33 no restaurante stalo em Piumhi.

Hospedagem: Pousada Savana, próximo a matriz de Vargem Bonita,  camas boas, ventilador, tv, wifi, geladeira na sala. Preço  $50 por pessoa sem café da manhã.
RECOMENDO.
Obs.: durante finas de semana e feriados o preço é mais elevado.


Foto de mais um mapa da região. Devido a falta de mapas mais detalhados tivemos que seguir esse (foi muito bom)

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7° dia - 01.08.2017  -  Terça-feira

Saída de Vargem Bonita e chegada a pousada da dona Vanda.
+- 39 kms em aprox. 09::00hrs
Acumulado: 182 Kms

Tempo muito frio sem nenhuma nuvem no céu ao amanhecer.
Depois sol forte com algumas nuvens e vento frio depois das pedras da serra do rolador.

Começamos o dia com problema:
Fomos abrir a porta da pousada e a fechadura estava com problema  (não abria), ligamos para proprietária e ela veio abrir.

Saímos bem cedo,  cruzamos toda cidade,  viramos à direita no final da avenida (na verdade uma rua antes do final) logo a seguir viramos à esquerda, pegamos estrada de terra para SJ do Barreiro(a mesma que vai para a parte baixa da cachoeira Casca d'anta), depois de algumas subidas/descidas viramos à esquerda, alguns quilometros antes de SJB, na placa indicativa da fazenda dos NEVES, pegamos subidas e descidas  forte até a fazenda Laurindo Bernardes (do lado esquerdo da estrada, com criação de gado e tem avestruz) depois de uns 200 metros chegamos noutra estradinha de terra, viramos à direita e atravessamos um mata burro,  seguimos morro acima,  num entrocamento viramos à esquerda e continuamos a fortíssima subida, encontramos 3 motociclistas no topo, conversamos bastante e seguimos. LINDO VISUAL de toda região,  inclusive do PN da Serra da Canastra.
No topo tem uma porteira à esquerda,  não entre,  siga à  direita  sempre reto não vire à esquerda  em lugar nenhum  (vc vai andar com a serra da canastra sempre a sua direita; em alguns lugares verá a Cachoeira Casca d'anta ) , passará por 3 porteiras, não tem erro.
Quando vc visualizar  uma estrada de terra cortando o horizonte vc estará perto do marco onde virará à esquerda e seguirá até a pousada da dona Vanda. Não esqueça que descerá uma serra forte antes de chegar a pousada.
Como somos intolerante a lactose e Glutén, dona Vanda, carinhosamente fez um ótimo bolo para nós(ligamos para ela no dia anterior informamos que iríamos pernoitar). Ela pegou nossa roupa suja e lavou(ela tem máquina de lavar roupas). PESSOA ÓTIMA.
Depois comemos uma ótima comida e fomos dormir cedo.

Hospedagem: Pousada da Vanda, ver dias anteriores.

Altimetria e tempo:
Fazenda avestruz: 03:30 hrs de caminhada. 870 msnm
Depois pedras topo rolador: 05:05 hrs -  1325msn
Trevinho (marcos velhos SJ barreiro x pousada Mirante da natureza ): 07:30hrs
1345 msnm
Pousada dona Vanda: 08:55horas 1100 msnm

Algumas fotos:

Praça na saída de Vargem Bonita 

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Portal de saída de Vargem Bonita 

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O mesmo caminho e visual 

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Aqui vira à esquerda 

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Fazenda com avestruz

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Logo após fazenda vira-se à direita, aqui inicia a subida forte até o topo

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Subida leve

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Mais subida

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Outra subida

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Visual maravilhoso de toda região 

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Quase no topo

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Mais subida

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Depois do topo pegamos esse caminho com grama, neste trecho tem 3 porteiras. LINDOS CAVALOS. 

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Mais à frente estrada de terra, mais à frente entrocamento para pousada dona Vanda/cachoeira casca d'anta. 

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Descida Serra branca, no final pousada da Vanda

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Que visual

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Lindas montanhas 

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Chegando, de novo, na pousada da dona Vanda. Sem palavras para agradecer o acolhimento dela! OBRIGADO

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8° dia - 02.08.2017 - Quarta-feira
Saída da pousada da dona Vanda e chegada ao centro de São João Batista da Glória - Mg
+-43 kms em aprox. 10:10hrs
Acumulado: 225 kms

Acordamos mais tarde, nossa intenção era dormir a uns 30 kms de distância,  na descida da serra.
Tomamos um excelente café da manhã preparado pela Dona Vanda. Saímos despreocupados e tranquilos,  o sol estava reinando com poucas nuvens no céu.
Passamos rapidamente na pousada Babilônia para conhecer($150 por pessoa com café da manhã e almoço, muito caro).
Até o término da vale da Babilônia(tem várias opções de hospedagem) foi rápido,  depois começou uma subida fortíssima,  logo a seguir descida forte, parte em pedras de cimentos, com lindo visual de montanhas. Chegamos num entrocamento onde tem uma casa com alguns bois, seguimos reto até o topo com linda vista de outro vale.
No topo visualizamos a pousada Boa Esperança abaixo  (lindo aquilo lá). A descida foi tranquila e chegamos numa ponte com um rio transparente e começou uma subida fortíssima novamente, paramos numa pousada que tem um bar na frente  (essa pousada cobra $120 por pessoa (café da manhã e almoço) - poderíamos dormir ali, mas achávamos que as outras pousadas estavam abertas.

Chegamos ao topo e na descida visualizamos algumas cidades abaixo  (Passos...). Pensamos, agora é só descer e arrumar uma pousada,  passamos em várias na estrada, e todas fechadas,  decidimos seguir até a cidade de SJB da Glória, pensamos que era somente descida.  Ledo engano,  muitas subidas e descidas fortes e para atrapalhar, muito movimento de caminhões e carros, comemos muita poeira. No final deu tudo certo,  chegamos a praça matriz e conseguimos uma ótima pousada,  como os restaurantes ficavam distantes, fui no supermercado e comprei uns petiscos e cama.

São João Batista do Glória , cidade pequena com algumas pousadas e Restaurante. +-750msnm.

Hospedagem: Pousada Manga Rosa 035 3524-1445 , atrás da igreja matriz, camas ótimas, ventilador, tv aberta, wifi, limpo e confortável.  Preço  $66 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO

Algumas fotos:

Pequeno trecho com sombra

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Um sobe e desce dentro do belo Vale da Babilônia 

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Desendo para outro vale,  pegaremos aquela estrada subindo 

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Subindo e sendo observada pelo bezerro

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Outra descida forte e abaixo a pousada Boa Esperança 

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Ponte sobre o rio de águas cristalinas 

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Chegamos ao topo e logo abaixo a cidade de Passos -MG,  agora é só descer. .ledo engano

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Olha a subida à frente e outra e outra...

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Subindo e comendo poeira 

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Entardecendo e ainda na estrada de terra, pelo menos o visual de brinde

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Árvore seca e com lindas flores.

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No nosso planejamento inicial era para somente ir de Delfinopolis a Cachoeira Casca d'anta, mas a região é muito bonita que resolvemos ir até SJB do Glória, terminando assim nossa estada na região. Até aqui,  pois quando chegamos em Delfinopolis-MG bateu uma vontade de conhecer outros caminhos, resolvemos algumas pendências em nossa cidade,  via fone, e conseguimos mais alguns dias. COMO É BOM VIAJAR.

Tudo resolvido,  fomos atrás de informação,  nisso o dono da sorveteria da praça da matriz de Delfinopolis  (recomendo,  ótimo sorvete. E gente muito boa),  falou sobre a Cachoeira do Ouro  e do Vale da Gurita (que vimos no primeiro dia de caminhada ). Pronto vamos conhecer! Negociamos com o hotel deixar o carro  no estacionamento de novo(pois ficaríamos um dia fora). No final não cobraram pelo estacionamentorno. 

 

 

9° e 10° dia -  03 e 04.08.2017 - Quinta-feira e Sexta-feira. 
Saída de SJB do Glória e chegada a Delfinopolis-Mg (de ônibus ) - e um dia para planejar outros caminhos na região. 

 

Deixamos nosso carro no estacionamento do hotel JP em Delfinopolis, tínhamos que buscá-lo.

Pensamos em ir à pé(mais 2 dias),  mas não compensava,  pois era somente estrada de terra com muita poeira e muito trânsito de caminhões grandes e, até ali, já íamos embora para casa.

Dia 03.08.2017 - Quinta-feira 
Acordamos e tomamos café,  saímos as 10 da manhã e conversamos na praça da matriz  com pessoal da cidade de SJB do Glória (até nos convidaram para almoçar nas casas deles). Em cidades pequenas o pessoal gosta de uma boa prosa.
Almoçamos Self-service à vontade na praça  $18 por pessoa. Como o ônibus só sairia as 15:30hrs,  tirei uma soneca num banco da praça onde tem uma parada de ônibus, que vai para Delfinopolis  (COMO É BOM A LIBERDADE).
Esperamos o ônibus que faz SJB DO GLÓRIA  a DELFINOPOLIS da empresa Cisne  (só tem um horário às 15:30hrs que saiu às 15:45hrs preço: $26,40 por pessoa).
Estrada com muita poeira e trânsito de caminhões enormes transportando cana-de-açucar.
Grandes plantações de banana, sorgo, milho, cana-de-açucar, e criações de gado de leite e corte.
Do lado esquerdo rio grande e do direito a serra da canastra.
A uns 25 kms tem Ponte Alta, lugar pequeno, vi propaganda de uma pousada.
Mais 17 kms chegamos ao distrito de olhos d'água,  bem pequeno, tem somente uma pousada.
Mais uns 23 kms e chegamos a Delfinopolis,  gentilmente o motorista do Ônibus nos deixou na porta do hotel, onde ficamos semana passada e o carro ficou estacionado. Esse trecho tem aprox. 63 kms e fizemos em 3 horas, estrada ruim.

Hospedagem: hotel Jp em Delfinopolis. Ver dia anterior.
Obs.: quando deixei o carro estacionado negocie o preço a $20 por dia.
Depois percebi que estava pagando caro, então negociei o preço,  no final me cobraram $10 por dia.

Dia 04.08.2017 - Sexta-feira 

Acordamos cedo, tomamos café da manhã, fomos ligar o carro e nada...a bateria arriou. 

Tentamos dar um tranco na descida e nada..pqp.

Nisso passou um rapaz e ofereceu ajuda, demos uma Chupeta e tudo resolveu.

Como atrasamos um pouco neste dia devido ao problema no carro, resolvemos conhecer mais alguns lugares na região,  então fomos atrás de informação. O dono da sorveteria da praça matriz sugeriu a Cachoeira do ouro.

Resolvemos algumas pendências na nossa cidade, via fone, compramos algumas coisas para levar na caminhada. Fomos até a balsa para preencher o tempo. Dormimos à tarde.

 

 

Balsa entre Delfinopolis e Cassia

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    • Por mcolzani
      Eu e minha esposa Magali decidimos em setembro de 2020 fazer a travessia. Começamos a planejar e nos preparar desde então. Definimos que a melhor data seria na semana santa pois seria mais fácil de conciliar férias, folga etc e ainda daria uma margem de segurança maior caso fosse necessário estender a travessia.
      Fomos com o objetivo de caminhar no mínimo 35km/dia mas tentar fazer 40km/dia, que reduziria em um dia a travessia.
      Inicialmente iríamos seguir no sentido sul (Rio Grande x Barra do Chuí), porém na semana que antecederia nosso início a previsão indicava maior incidência de vento sul e optamos em inverter, saindo da Barra do Chuí no sentido norte.
      Saímos de Itapema/SC de carro até a rodoviária de Pelotas/RS no dia 27/03 onde deixamos nosso carro e pegamos o ônibus até Chuí. Chegando em Chuí levamos 20min até conseguir um taxi para a Barra do Chuí (lá não existe Uber/99 etc).
      Pernoitamos em um Airbnb lazarento, mas enfim, a ideia era ficar bem próximo da praia para conseguir começar a caminhada cedo.
      Obs: não conseguimos sinal de celular na Barra do Chuí.
      Dia 01
      Iniciamos a caminhada as 06:00 do dia 28/03/2021 com vento sul moderado. Nossa ideia inicial era fazer uma parada a cada 10km, porém preferimos tocar direto até Hermenegildo e nos abrigar do vento.
      Foram aproximadamente 13km até essa primeira parada. Aproveitamos para comunicar os familiares.
      Trocamos as meias e seguimos a caminhada. Logo ao passar Hermenegildo começou uma chuva leve. Vestimos a capa de chuva e continuamos.
      Poucos km a frente a chuva engrossou, porém não havia local para abrigo e continuamos a caminhada por mais 5km até encontrar um barraco de pescador onde nos abrigamos por aproximadamente 1 hora até a chuva passar.
      Ao longo do dia o sol ia e vinha. 
      Como era domingo, vários moradores de Hermenegildo passavam de carro.
      Estávamos aproximadamente no KM 38, totalmente secos quando uma chuva torrencial nos atingiu. Sem possibilidade de abrigo, seguimos até completar 40km e montamos acampamento em meio as dunas (agora sem chuva).
      Nessa noite ventou pouco, porém a chuva recente e o orvalho que se formou acabou gerando um pouco de condensação no interior da barraca.
      Jantamos, cuidamos dos pés e eu percebi a primeira bolha inesperada (bolha nos mindinhos eu já esperava).
      Distância: 41km (areia fofa)
      Dia 02
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento. Eram aproximadamente 6:45 quando começamos a caminhar com as roupas e tênis molhados.
      Decidimos racionar a água para reabastecer na casa do Sr. Ricardo que possui poço e atingiríamos entre 10 e 11 horas da manhã.
      Faltando 1 km da casa do Sr. Ricardo, avistamos uma vaca deitada na beira da praia. Minha esposa achou que ela estivesse morta, mas eu percebi movimentos de orelha. Estávamos a 50mt dela quando nos observou e levantou assustada. Virou-se contra nós e avançou em nossa direção. Nesse momento tentei chamar atenção para mim e me afastei da minha esposa. Imediatamente empunhei os bastões como se isso fosse resolver alguma coisa. A vaca recuou e virou da direção da Magali quando pedi para ela ficar parada e fui até ela. A vaca ameaçou novamente e juntos erguemos os bastões lentamente até que a vaca recuou e se afastou pelo outro lado. Lentamente nos desviamos e seguimos nosso rumo. A adrenalina subiu bastante nessa hora e o susto foi enorme. Melhor que nada aconteceu e ficou apenas por isso.
      Chegamos na casa do Sr. Ricardo e chamamos por ele. Não estava, enchemos nossas garrafas e tratamos com cloro. Enquanto isso, aproveitamos a sombra para um descanso e para trocar as meias.
      Descobri uma nova bolha se formando em baixo do outro pé.
      Quando estávamos para sair chegou um veículo com 3 homens que estavam construindo uma nova casa para o Sr. Ricardo mais aos fundos (pois a atual está quase sendo tomada pelas dunas). Conversamos um pouco e seguimos nossa caminhada.
      Por ser 2a-feira, nesse dia praticamente não tivemos contato humano. Nesse dia encontramos o único caminhante que veríamos ao longo da nossa caminhada. Nos cumprimentamos, conversamos rapidamente e cada um seguiu seu destino. Nós querendo seguir e ele querendo terminar logo.
      No meio da tarde pegamos chuva novamente. Decidimos proteger os tênis com o saco que usávamos para atravessar os arroios pois não queríamos andar novamente com os pés molhados.
      Esse foi o pior dia e a pior noite, o dia todo foi um misto de "chega, vamos desistir, etc", por sorte não passou ninguém oferecendo carona. 
      Quando paramos para acampar, ventava sudoeste e então montei a barraca abrigado por dunas nesse lado. Só havia abertura pequena para o leste e foi ai que começou nossa pior noite. Já estávamos dormindo (aproveitamos 21:30) quando o vento virou leste com chuva forte.
      Vacilei ao não reforçar o estaqueamento da porta que estava exposta ao leste e aconteceu o óbvio, o speck soltou e essa lateral "caiu". Fiquei sentado encostado no bastão para a lateral ficar de pé. Quando estiou sai à procura de algo para ancorar essa porta e achei um barril cortado que coloquei sobre o speck e enchi de arreia.
      Nessa noite continuou ventando muito e chovendo diversas vezes.
      Distância: 40km (areia fofa com bem pouca área firme)
      Dia 03
      Despertador tocou as 5:00, estava chovendo e botei o soneca para + 15min. Continuava chovendo e seguimos dormindo até aproximadamente 6:15 quando parou de chover, então comemos e saímos para caminhar já eram 8:00.
      Decidimos que 30km estaria bom para esse dia.
      Seguimos +/- a ideia do dia anterior e racionamos a água para reabastecer no Farol Albardão que estava a 7-8km de distância.
      Fomos muito bem recebidos no Albardão onde bebemos água e reabastecemos todas nossas garradas. A água lá é potável, então não tratamos nem filtramos.
      Nesse dia percebemos que uma parada a cada 10km não era sustentável e decidimos parar a cada 7km. Nesse dia comecei a sentir fortes dores na junção do fêmur com o quadril e comecei a "mancar" para não estender a perna e doer mais. Assim foi praticamente até o final da travessia.
      Outro dia que tivemos pouco contato humano e com pouco vento, dessa vez sentido leste.
      Apenas no final do dia quando chegamos na área de reflorestamento que avistamos 2 caminhões saindo de uma área indo no sentido norte.
      Quase no final do dia, avistamos um morador indo recolher sua rede. Perguntamos se conhecia algum lugar bom para acampar na região querendo ouvir um "pode acampar no lado da minha casa" mas veio um "lá naquela baleia tem uma base do reflorestamento, talvez consiga lá". A tal baleia estava a uns 3-4 km e já estava começando a anoitecer. Deveríamos nos arriscar a andar toda essa distância e chegar lá de noite correndo o risco de nem achar a base? 
      Preferimos seguir mais 1km e acampar em meio as dunas altas. Dessa vez ancorei muito bem praticamente todos os lados da barraca para não ter surpresas.
      Novas bolhas para cuidar.
      Dormimos magnificamente bem. Como todas as noites anteriores, choveu bastante durante a noite.
      Distância: 35km (areia fofa)
      Dia 04
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Nesse dia acreditamos que seria difícil manter o ritmo e terminar em 6 dias. Já aceitamos que precisaríamos de 7 dias. Porém mantivemos o desejo de fazer os 35km.
      O dia foi bastante movimentado, muitos caminhões, ônibus, etc. Sabíamos que agora a água viria apenas dos arroios, porém perto das 11:00, quando devíamos ter apenas 1 litro de água, vimos um quadricíclo vindo em nossa direção. Pedi para parar e perguntei se sabia de algum ponto de água pela frente. Conversamos um pouco e o Mauro, funcionário da empresa de reflorestamento, se ofereceu para ir pegar água na base deles. Deixamos nossas 4 garrafas de 1,5lt com ele. Uma hora depois ele passou por nós e falou que deixou as garrafas em uma placa mais a frente para que não precisássemos carregar todo o peso. Caminhamos uns 2km até chegar nas garrafas, tratamos e filtramos. Ficamos absurdamente contentes, não tinha como ficar mais contente.
      Próximo das 15:00 uma caminhonete branca nos intercepta. São funcionários da empresa de reflorestamento. Conversamos um pouco e eles falam (se pedirmos) que iriam trazer água para nós quando voltassem. Ganhamos o dia e agora não tinha mais como melhorar mesmo.
      Uma hora depois passa outra caminhonete igual (também da empresa) e pergunta se queremos algo (água, comida, fruta etc). Respondo que aceitamos qualquer coisa, mas principalmente água. Ele diz que na volta trará algo para nós.
      Continuamos a caminhada e com o sol de pondo resolvemos achar um local para acampar. Enquanto montava a barraca a esposa ficava nas dunas de olho se vinha alguma caminhonete.
      Quando terminei de montar a barraca, avistei um veículo vindo e como já estava escuro sinalizei com a lanterna.
      Dois santos que caíram do céu. Nos trouxeram 4 litros de água tratada e gelada (com pedaços de gelo ainda). Não só isso, trouxeram duas marmitas e frutas. Estávamos nos sentindo reis.
      Só então percebemos que montávamos acampamento praticamente na entrada de uma base deles e nos falaram que o movimento de caminhões ali seria a noite toda pois a operação deles é 24hrs. Nos ofereceram ficar em um alojamento vago.
      Agora certamente não tinha como melhorar. Decidimos aceitar o convite pois o local onde estávamos era de dunas baixas e o vento provavelmente iria incomodar. Caminhamos quase 2km até chegar na base e nos deparamos com o inimaginável, além de tudo que já tinham nos oferecido, poderíamos tomar um banho quente em chuveiro a gás.
      Nossa energia se renovou absurdamente nessa noite. Decidimos dormir uma hora a mais nessa noite pois não precisaríamos arrumar muita coisa pela manhã.
      Agradecemos ao pessoal que nos recebeu e principalmente ao Rodrigo (encarregado). Pegamos seu contato para agradecer novamente quando concluíssemos.
      Nesse dia outras bolhas surgiram e algumas antigas começavam a parar de incomodar.
      Distância: 42km (enfim, areia firme)
      Dia 05
      Despertador tocou as 6:00, comemos, organizamos as coisas, reabastecemos nossa água, nos despedimos do pessoal e começamos a caminhada.
      Pela distância percorrida no dia anterior, decidimos que esse dia seria de luxo, 35km bastaria.
      Saímos dá área do reflorestamento e começamos a avistar as torres geradoras de energia eólica. Que visão horrível. Você começa a enxergar elas a 20-25km de distância, então caminha, caminha, caminha e caminha ainda mais e nunca chega.
      Esse dia foi um dia caminhando olhando apenas para baixo, pois era desmotivador. Esse foi o 1o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      O vento estava moderado a forte no sentido leste, o que fez com que a maré estivesse acima do normal, nos forçando a subir para areia fofa em vários momentos.
      Ao final do dia, chegamos em um trecho de dunas baixas e já bateu aquela sensação ruim para achar um local bom para acampar. 
      Nós não queríamos ter que andar 500-700 metros para chegar nas árvores, querendo ou não é uma distância que pode fazer a diferença e em terreno ruim.
      Atravessamos o primeiro grande arroio e achamos um ponto menos exposto. Ancorei bem a barraca e dormimos igual reis.
      Distância: 38km (alternando entre areia firme e fofa)
      Dia 06
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Esse seria o primeiro dia para captar água nos arroios. Estávamos com 1 litro de água e a esperança era conseguir água com quem passasse, afinal era feriado e teríamos movimento. Passou o primeiro carro e nada de água. Logo chegamos a outro arroio grande e decidimos captar água ali e garantir. Pegamos 4,5 litros, tratamos e filtramos.
      Esse dia estava puxado, o vento resolveu querer dificultar e virou norte moderado. Foi o dia todo contra o vento, mas nada nos seguraria. Muitos arroios pela frente, já estávamos exaustos de colocar e tirar a sacola nos pés, mas assim o fizemos durante todo o dia.
      No 4o ou 5o arroio a Magali não olhou bem o terreno e entrou em uma arreia movediça, ficando com os 2 pés enterrados até acima do tênis. Falei para não tentar sair, fui até ela e puxei ela pela cargueira. Saiu fácil mas encharcou os pés e os tênis.
      Andamos, andamos, andamos e a quilometragem não andava. Parecida que estávamos em uma esteira, andava sem sair do lugar.
      Dia bem movimentado, carros, motos, ônibus, bicicletas e o primeiro cachorro de toda travessia. Esse foi o 2o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      Enfim chegamos a praia do Cassino, mas ainda tínhamos 13 km pela frente. Parece que foi a parte mais longa da travessia. A praia estava muito movimentada devido ao feriado. Às 16:30, enfim, chegamos aos molhes. Ficamos sem reação, apenas sentamos e aproveitamos o momento.
      Decidimos pegar um Uber até Pelotas e retornar direto para casa.
      Distância: 34km (areia firme)
      Distância total: 230,74 km

      Equipamentos que levamos:
      Murilo Magali Se alguém querer, posso passar também a relação dos alimentos levados.
      Tracklog
       

    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Em tempos complicados nos colocamos na estrada. Foram 26 horas dentro do ônibus. A lotação praticamente vazia, nem 15 pessoas, uma série de protocolos para evitar ao máximo qualquer contaminação. Depois de todo esse trajeto ficaríamos sós, isolados, quase uma quarentena. Sete dias completos e muitas surpresas, superações e no final um evento triste que poderia estragar toda uma viagem, mas deixa pra lá. As pessoas de boa índole não merecem que seja despendida grande atenção para os intrépidos.
      Dia 1
      Ficamos meio período na cidade de Rio Grande, um local de muita história, 9 museus (fiquei sabendo) todos fechados, muita arquitetura e praças dignas de um povo desbravador.

      Ao meio dia pegamos o circular que vai até a Barra. Descemos no último ponto antes do retorno. Recebeu-nos um aguaceiro danado. Enquanto encapávamos a cargueira e colocava a capa de chuva, tomamos o primeiro banho. Só não foi maior porque fugimos para uma varanda ali do lado. Não demorou para o proprietário aparecer. Depois de algumas curiosidades sanadas, seguimos firmes pelo asfalto até o molhes. Já na chegada encontramos um bugue, nele um homem desesperado. Pedindo ajuda. Seu filho, um amigo e o tio haviam seguido pelo molhes mar adentro. O mar enfurecera e subiu rapidamente. O homem fugiu com o carro mas os outros nem sinal, o molhes já estava praticamente tomado de água. O mar quebrava com força, rajadas de ondas cobriam metros acima do monumento. Orientei o a correr na Barra e chamar o bombeiro ou qualquer coisa (nesse momento eu não havia visto a situação do mar ainda). Quando chegamos no molhes, padre mio... Olhei para trás e lá vinha o homem, não tinha ido atrás do bombeiro ainda. Quando peguei o telefone para fazer a ligação um casal que estava em um trailer ali do lado gritou - Lá, estou vendo alguém. Guardei o telefone, os três vinham com dificuldades entre as ondas. O pai desabou em prantos, e xingamentos. Horas mais tarde fui refletir: ele não ligara para o socorro temendo a notícia horrível que receberia. No final todos ficaram bem.
      Para nós, vida que segue. Primeiro não conseguimos chegar no molhes, o mar tinha tomado toda a praia. Desviamos pela direita e saímos nas dunas. Dali seguimos com dificuldades contra o vento e sobre as dunas. Para ter uma ideia os banheiros químicos que ficam na praia estavam todos tombados. Mas não se apavoremos, toda essa situação se devia a um ciclone que estava sobre o oceano nesses dias.

      Caminhamos os 8 km até o Balneário Cassino, durante o trajeto traçamos vários planos B. Se a tempestade não passasse teríamos de esperar alguns dias, em último caso desistir. Pernoitamos num Hostel. Ventava muito. Passei a noite monitorando o ciclone e os ventos pelo app wheater. De madrugada os ventos começariam a se afastar e no sábado já estaria tudo calmo.

       
      Dia 2
      Acordamos cedo, o vento ainda soprava forte, mas o céu já estava melhor. Partimos. Na praia o mar tinha recuado um pouco, apesar do vento sul. Logo na primeira hora, depois da garoa um arco íris pintou sobre o parque eólico. Isso é um bom sinal.

      Seguimos firmes, 3 horas depois o parque eólico ainda estava às vistas. Chegamos no Naufrágio Altair. Pera lá! Chegamos perto dele, as ondas tomavam a ruína. O mar já avançara sobre a praia novamente, muitos dos canais de água se tornaram bancos de areia movediça engolindo os pés. Paramos para almoçar no Hotel Netuno, único lugar abrigado do implacável minuano (vento).

      Voltamos a marcha, agora pelas dunas. A praia estava alagada. Não demorou muito até que a Bruna fosse engolida até a cintura na areia movediça. Com muita luta conseguimos resgatá-la. Um misto de apreensão, medo e comicidade tomou conta dos dois. Às 15:00 demos por vencidos, depois de 30 km, tomamos o rumo da mata, em meio a um novo parque eólico, as poucas árvores restantes serviram de guarida.
       
      Dia 3
      Saímos cedo, ansiosos por descobrir o que o mar reservara. Pelo menos o vento já reduzira pela metade. Com a praia larga a caminhada fluiu bem. Logo cedo avistamos o Farol Sarita. Mais um desafio psicológico. Caminhamos 25 km dos 30 km, avistando o luminoso, e nada de chegar. Parecia que o negócio tinha rodinhas. Logo depois do almoço o mar voltou a complicar. A caminhada voltou a ser pela duna. Em poucos quilômetros encontramos um homem todo esfarrapado, com uma faca e olhar desafiador. Com receio, me aproximei a tentar um diálogo. Não entendi nenhuma palavra que ele disse, tratava-se de um hermitão que vive nas dunas, provavelmente.

      Enfim às 15:00 chegamos no farol, e logo à frente tentamos ir para a mata acampar. Caminhamos 3 km circulando o mangue alagado até que decidimos acampar embaixo de um arbusto na duna mesmo (sei que é burrice, mas depois do hermitão, fiquei um pouco abalado, não com medo de ser atacado, mas vai que ele se sentisse invadido...). Depois de lavar as partes no alagado, deitamos na barraca e nem lembramos mais do hermitão ou de qualquer coisa. Nessa hora o vento já havia cessado. Durante o dia, manhã, encontramos muitos carros e motos fazendo a travessia, a penas um grupo de motocross parou e falou que acampariam perto do Farol Verga, que deveríamos passar lá. Também encontramos um leão marinho e muitas, muitas tartarugas mortas.

      Dia 4
      Começamos cedinho na tentativa de fugir das dunas no período da tarde. O dia estava lindo, céu azul, vento leve, areia fina, mar calmo. Encontramos muitos carros fazendo a travessia nesse dia, também um grupo de ciclistas, que inclusive nos deram água. Logo avistamos a primeira carcaça de Jubarte, no segundo dia tínhamos visto uma Beluga morta. Mais à frente um naufrágio recente ainda bastante visível apesar das ondas.

      Logo que retomamos do almoço encontramos novamente a galera do motocross. Nos disseram que tinham feito um churrasco e esperado por nós, mas... No fim o seu Zeca falou que seria um bom lugar para acampar, e foi o que fizemos. Durante a caminhada da tarde percebemos que algumas caminhonetes iam e vinham pela praia, só não entendi o motivo. Como o mar tinha acalmado e a praia estava larga aproveitamos. Debaixo do sol forte das 14:00 uma das caminhonetes parou, um simpático senhor nos ofereceu um suco de limão, oh glória. Pensa num negócio bom, agradecidos seguimos em frente. Já eram passadas 15:00 quando chegamos no local de acampar. Definitivamente não chegaríamos a tempo de almoçar. Nesse dia alcançamos a marca importante dos 100 km andados.

      Dia 5
      Foi o dia que começamos mais cedo. Logo nas primeiras horas avistamos um senhor maltrapilho, descalço, caminhando com dificuldades. Ainda lembrando do hermitão, me aproximei. Ele com a mão dentro da bermuda, eu com cautela. Surpreendentemente entendi sua fala. Se chamava Paulo, recusou um sapato que tinha minha mochila, recusou comida, apenas aceitou água. Como tínhamos avistado um pouco antes um acampamento de trabalhadores na mata de pinus, orientei o senhor que caso precisasse chegasse lá. Nesse ponto já estávamos no Farol Verga.

      Saindo do Verga avistamos no horizonte um veículo gigante que saiu na areia e rumou para o sul. Não demorou, encontramos um carro parado com adesivos "Pet Free", não sei o que fazia ali. Uma hora depois aponta no horizonte o gigante, eram um caminhão de carregar toras, carregado. Vinha a todo vapor na areia. Passou por nós, buzinou e sumiu no norte. Paramos para almoçar quando encontramos uma carreta parada na areia. Sentamos à sombra e logo o dono dela apareceu. Curiosamente ele tinha o mesmo nome do senhor dos sucos. Conversando, explicou-nos que têm frentes de trabalho que ficam acampadas na floresta de pinus (chegam a 150 trabalhadores). Ele estava com a carreta-casa esperando um ônibus que traria o pessoal de Rio Grande e Pelotas. Quando falei do seu Paulo ele disse que já havia visto o mesmo homem andando de bicicleta na areia, de certa forma me senti aliviado por saber que ele se virava por aquelas bandas.

      Pouco depois de deixar a carreta, encontramos outra Jubarte, essa bem mais conservada. Ao tirar foto da baleia, olhamos para trás e lá estava o ônibus, descendo uma galera.

      Às 14:00 o reflorestamento que nos acompanhara acabou. Percebemos que seria possível chegar no Farol Albardão ainda naquele dia, ele já se desenhava no horizonte. Com 40 km, exaustos, com chuva, chegamos no farol. Já não esperávamos dormir lá devido a pandemia. Montamos acampamento do lado de fora do pátio da Marinha. Como o vento já rugia, fiz algumas ancoras com sacos cheios de areia que, enterrei e amarrei a barraca neles. Fomos dormir assustados com o vento, mas a amarração deu conta.

       
      Dia 6
      Acordamos de madrugada com trovões, vento e muita chuva. O dia clareou e a chuva castigava, meu maior medo não era se molhar, eram os raios. Pensamos em fazer um dia de descanso caso não passasse. Eram 07:15 quando as nuvens começaram a ceder, fizemos um desjejum e partimos, já 08:10. A chuva sumiu, mas as dunas estavam todas alagadas.

       
      Assim que começamos a caminhar começaram aparecer os problemas. Os passos de água que, até então eram raramente fundos, agora pareciam rios de desgelo. E para piorar se multiplicaram, cruzamos em média 5 por km nesse dia. Nessa manhã observamos uma infinidade de caravelas azuis na areia, assim como raízes e galhos que devem ter saído das dunas com a enxurrada (não as caravelas, que, devem ter vindo do mar).

      Só atingimos os 30 km às 17:00, quando avistamos um pedaço de mata, onde nos escondemos à noite. Além de atingir os 150 km nesse dia, tomar água muito boa drenada das dunas, encontrar um bom local para acampar, acompanhamos o segundo pôr do sol nas dunas (o primeiro havia sido no Albardão), tomamos banho fresco na água da chuva acumulada nas dunas e dormimos em meio a algazarras dos periquitos que aninham nas árvores ali.

       
      Dia 7
      Sabíamos que seria um dia longo, faltavam mais de 40 km para chegar no Balneário Hermenegildo onde teria um camping. Partimos às 06:40. O mar tinha recuado muito, as enxurradas formaram muitos canais (já secos). O chão irregular castigou os pés a manhã toda, quando ficava mais plano o conchal tornava os passos mais pesados. Nesse trecho muita vacas vigiam a praia, é grande também o número de ranchos nas dunas. Lá pelas 09:00 encontramos um negócio motorizado, feito em madeira, puxando uma carretinha cheia de entulho, com rodas largas que parecia um rolo compressor, apinhado de gente. Ainda de manhã avistamos mais dois naufrágios quase submersos na areia e no mar, um hotel destruído e um leão marinho começando a putrefação.

      Na hora do almoço se chegamos à sombra de um rancho na areia. Descansamos, aliviamos os pés e retomamos a marcha. O número de veículos que encontramos cresceu exponencialmente, muitas pessoas pescando de molinete. A praia agora alternava em trechos terríveis de irregular e outros menos, mas os pés doem até a alma. O alento é que já avistamos o Hermenegildo. No final foram 45km caminhados, além de bater os 200km. Valeu a pena. Chegamos no Camping Pachuca, o dono (incrivelmente tinha o mesmo nome dos dois outros homens que conversamos na praia nos dias anteriores) nos recebeu muito bem. Ofereceu a garagem para montar a barraca, nos trouxe pão com queijo e mortadela e ainda disse que seria cortesia da casa. Depois do banho, de barriga cheia, e diga-se de passagem a musica no rádio incrível, dormimos feito criancinhas.

       
      Dia 7
      Se demos o luxo de acordar mais tarde e sair só às 08:00. Diga-se de passagem que amanheceu chovendo. E ventando, mas o vento agora era norte e empurrou nos para o molhes. Na praia novamente, não demorou para dois cachorros, muito brincalhões nos acompanharem.

      Foram 15 km tranquilos. Com muitos passos de água, alguns fundos, inclusive. Mais um negócio estranho aconteceu, eram umas 10:00 quando passou uma patrola por nós. O maquinista ainda ofereceu carona, dispensamos numa boa. Chegamos no molhes da Barra do Chui às 11:50. Fomos recebidos por um bombeiro, todo empolgado que nos revelou estar pronto para fazer a travessia nos próximos dias. Descansamos algum tempo refletindo nosso feito.

      Tomamos as ruas do balneário até encontrar um buffet, onde fomos à desforra. De barriga inchada pegamos o ônibus para o Chui, chegamos lá a então a palhaçada. Como o ônibus para Porto Alegre era só às 22:00 ou às 12:00 do dia seguinte, fomos procurar um local para tomar banho e descansar, quem sabe passar a noite.
      Fomos em um posto Ipiranga que segundo o dono da rodoviária tinha chuveiro para os caminhoneiros. Fomos muito mal recebidos, e mesmo oferecendo para pagar fomos recusados. Segunda tentativa, uma pousada. O velhote que nos atendeu, primeiro fez cara de nojo por que talvez não estávamos muito bem trajados, segundo ele estava lotado, sei. Terceira tentativa, outra pousada. O homem que nos viu nem a porta abriu direito, após nos analisar, disse em tom ríspido que não tinha vaga e deveríamos procurar outro local. Respondi pra ele que não adiantaria procurar, o problema não era vaga, era preconceito. Nossa última investida foi um hotel de uma rede, Turis Firper, apesar de não muito barato (afinal não passamos a noite), fomos muito bem recepcionados.
      Às 22:00 tomamos o ônibus para passar 29 horas viajando até nossa terrinha. A maior dificuldade acabou sendo o chão irregular dos últimos dias, e a batalha psicológica do terceiro e quarto dias. Agora vamos descansar que a temporada de montanhas se avizinha.









       
    • Por Felipao86
      Olá viajantes,
       
      Em junho de 2019 aproveitei um feriadão para conhecer uma belíssima região de MG, famosa pelos seus queijos artesanais fenomenais. Mas se engana quem pensa que só tem queijo pra ver aqui. O lugar também é muito famoso pelo parque nacional da serra da canastra, onde se encontra a nascente do fundamental Rio São Francisco, o rio da integração nacional.
      Hospedagem: ficamos na principal cidade da região, que é São Roque de Minas, neste airbnb:  https://www.airbnb.com.br/rooms/17631730, R$327 reais por 3 diárias; Casa simples, funcional, próximo a entrada da cidade, hospedagem sem frescura.
      Os principais atrativos do lugar são a visitação às fazendas produtoras de queijo e o passeio pelo parque nacional da serra da canastra. Além disso tem alguns lugares que tem cachoeiras e piscinass naturais deliciosas.
      Clima: seco e frio, frio demais! Em alguns momentos saia o sol mas só no máximo por 2 horas;
      Preço das atrações: vou ficar devendo, porque como já tem mais de 2 anos de viagem não lembro mesmo. DE qualquer modo estaria desatualizado.
      Carro: bem, li muito a respeito, pois o dilema era se a estrada do parque que  vai até  a parte alta da cachoeira casca d´anta  era possível fazer de carro normal ou somente veículo 4x4. Após estudar bastante, chegamos a conclusao que na época seca era possível fazer o trajeto de veículo normal. O meu carro (Renault logan), é um pouco mais alto, então é mais tranquilo, mas vimos muita gente fazendo o trajeto com carro mais baixo (vi gente com honda civic). Claro que não é um percurso tranquilo, tem que ir bem devagar e estar preparado para as sacolejadas, mas chegamos sãos e salvos. Com certeza em época de chuva só é possível para 4x4;
      Você gosta de queijo? Se sim, prepare o bolso para levar cada queijo mais delicioso que o outro pra casa. É incrível como cada fazenda, mesmo próximas umas das outras, tem o seu queijo próprio, com sabor e características próprias. Como vários produtores falam, cada “mão tem um tempero diferente”. Aconselho a todo assistirem um documentário chamado “O Mineiro e o Queijo”, do Helvécio Ratton. É lindo, poético e emocionante.
      Ah, e se você não gosta de queijo, está mentindo, né? rs
      Dia 1: Chegada em São Roque + Fazenda Roça da Cidade;
      Viagem muito tranquila de BH até São Roque, a partir de BH feita em torno de 5 horas. É praticamente o mesmo trajeto até Capitólio, em Piumhi vira-se a direita e pega a rodovia até o destino. Chegamos e fomos procurar um local para almoçar, achamos um restaurante honesto com self service 20 reais por pessoa, de lá seguimos para a fazenda roça da cidade, que é logo na saída da cidade em direção a entrada do Parque Nacional. Ficamos admirando a paisagem daquela natureza exuberante e provando os queijos deliciosos e já compramos um para casa, rs. A noite saímos para comer um lanche dar uma voltinha na  praça linda da cidade.

      Dia 2: Cachoeira Casca D´Anta (Parte Baixa) + Piscinas Naturais do Tio Zezico
      Nesse dia fizemos a trilha da parte baixa da cachoeira casca d´anta, que é partir da portaria 4 do parque, em vargem bonita. De São Roque até lá são cerca de 35km em estrada de terra em ótima condições, com um belo mirante para apreciar a serra maravilhosa. A trilha é bem tranquila e a cachoeira é algo surreal de tão imponente, com um paredão majestoso e a fina queda d´agua num enorme piscinão natural. Não havia ninguém nadando, até estranhei um pouco, porque mesmo em dias frios é comum a gente ver alguém na água. Quando ia tirando a  blusa para entrar na água um grupo de turistas próximo olhou pra mim com uma cara espantada e perguntando se eu iria mesmo entrar. Claro, uai, vim até aqui pra que? Rsrs.
      Gente do céu, sem dúvida alguma foi a água mais gelada que já entrei na vida. Saí com o lábio quase roxo. E olha que estou bem acostumado com águas geladas de cachoeiras. Mas valeu a pena, posso me orgulhar de ter me banhado nas águas do Rio São Francisco!

      Após a trilha almoçamos num restaurante próximo a portaria do parque e fomos ao Morro do Carvão, cerca de 5 km a frente da portaria 4, que tem um belíssimo mirante da Serra da Canastra. Tiramos algumas fotos mas não ficamos muito tempo porque estava ventando demais.  De lá descemos até uma propriedade privada ao lado da portaria,  do Tio Zezico, onde corre um riacho que forma belas piscinas naturais, de água translúcida. Também aproveitamos para comprar mais um queijo que estava a venda por ali 😊 Voltamos para São Roque e a noite fizemos um churrasquinho no chalé que estávamos hospedados.


      Dia 3- Cachoeira Casca D´Anta – Parte Alta
       
      Dia inteirinho dedicado a rodar dentro do Parque a partir da portaria 1. Hora de por nosso carro a prova rs. Primeira parada é na famosa nascente do Rio São Francisco, onde há um monumento ao mesmo e visualizamos as primeiras águas do rio. Fica a 13 km do centro de São Roque.
      Seguimos pela estrada belíssima com vegetação extremamente fotogênica por mais 5km até um lugar chamado curral de pedras, que era um ponto de parada de tropeiros no período colonial.
      17km a frente chegamos à parte alta da cachoeira casca d´anta, onde somos agraciados com aguas translucidas, grandes piscinas naturais, um precipício enorme e um belo mirante de toda a região.  Um detalhe que não me agradou muito, achei o local um pouco inseguro, porque ali é muito alto e com um precipício enorme, acho que falta um pouco mais de sinalização.
      Na volta passamos em mais uma fazendo de queijo, que é uma mocinha de 13 anos (hoje deve estar já com uns 15-16, rs) a produtora.
      A noite saímos em um restaurante da cidade, que serve um contra-filé com queijo canastra( obvio, né?rs) delicioso.

       
      Dia 4 – Complexo do Capão Forro + Queijo do Seu Ivair + Retorno para casa
      Nesse dia fomos conhecer um completo de cachoeiras, chamado Capão Forro, que fica próximo à portaria 1 do Parque. Chegamos antes das 09:00 e ficamos lá um tempão esperando o funcionário chegar para  abrir. O lugar é lindo, são varias cachoeiras no meio de uma vegetação verdinha maravilhosa. Se não me engano são 3 ou 4 cachoeiras e  2 poços, sendo um só acessado se você pular (rs) o que não encaramos.
      Ficamos neste local a manhã inteira e após o almoço fomos conhecer a fazenda do Seu Ivair, cujo queijo é famoso por se tratar de um queijo “mofado”, extremamente delicioso. Foi o melhor queijo que comi a viagem inteira e acabei comprando uns 2 ou 3 pra casa. Batemos um papo, ele foi muito solicito em nos explicar todo o funcionamento da produção, mostrou uma ala de queijos que já estão maturando há vários anos, inclusive já vendidos, os donos estão apenas esperando o queijo envelhecer mais alguns anos para buscar. Mostrou também com muita empolgação as obras de ampliação e melhoria que estavam em curso na fazenda para aumentar a produção.
      De lá rumamos pra casa felizes e satisfeitos por termos desbravado mais um cantinho do nosso estado e do nosso país.
      Até o próximo relato!


    • Por Caçadordeviagem
      No dia 14 de Junho de 2019 foi inaugurado o Caminho de Nhá Chica, inspirado no Caminho de Santiago de Compostela e no Caminho da Fé, a rota se inicia na cidade de Inconfidentes/MG e vai até o Santuário de Nhá Chica em Baependi/MG, são cerca de 260 km cruzando as belíssimas paisagens montanhosas da Serra da Mantiqueira, é todo sinalizado com setas e placas, para mais informações há um grupo no Face com o nome "Caminho de Nhá Chica" ou visite o site: www.caminhodenhachica.com
      1° Dia: Inconfidentes/Borda da Mata (21 km).
      Eu percorri em Setembro de 2019, o 1° trecho, entre Inconfidentes e Borda da Mata, é o mesmo do Caminho da Fé, após Borda os caminhos se separam, o da Fé vai pra Tocos do Moji e o de Nhá Chica vai para Congonhal...
      2° Dia: Borda da Mata/Congonhal (25 km).
      Trecho muito bonito após uma fazenda com um haras, muito pitoresco, na metade do trecho há uma torneira ao lado da Igrejinha no bairro das Almas, o topo da Serra das Almas e Cachoeira das Almas são os destaques desse trecho...
      3° Dia: Congonhal/Espírito Santo do Dourado (26km).
      Trecho magnífico, logo de cara tem que superar a Serra de São Domingos, ainda na Serra, no km 07 tem fonte de água potável e mais uns 7 km depois tem o Santuário da Obediência, com estrutura de água e lanchonete, a paisagem é linda, com lindas araucárias e várias plantações de brócolis e morango, um dos trechos mais bonitos do caminho...
      4° Dia: Espírito Santo do Dourado/Silvianópolis (20 km).
      Trecho muito bonito e ermo até a rodovia MG-179, chegando nessa rodovia, a uns 100 mts tem uma barraca de frutas e doces mineiros onde adquiri bananas e doces, os últimos 3 quilômetros são em asfalto até Silvianópolis...
      5° Dia: Silvianópolis/Careaçu (20 km).
      Trecho plano e tranquilo perto dos anteriores, na saída de Silvianópolis há um belo lago chamado Lago dos Bandeirantes, próximo a Careaçu o caminho coincide com o Caminho de Aparecida até a cidade, paramos no bar da ponte para beber alguma coisa e seguimos para a belíssima Pousada Castelo...
      6° Dia: Careaçu/Heliodora (24km).
      Saindo de Careaçu por baixo da Fernão Dias, chegasse na Comunidade Rainha do Brasil, ali o monge Bernardo ofereceu café e batemos um papo, deixando o local passa-se por umas 3 porteiras e uma pequena trilha até pegar a estrada de terra novamente, a partir dali caminha-se por lugares muito ermos e bonitos até o km 16, ali há um comércio para abastecer e depois seguir pelos 8km finais pelo asfalto visualizando lindas montanhas...
      7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).
      Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...
      8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).
      Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...
      9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).
      Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...
      10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).
      Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...
      POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...
      Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍
      Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍
      Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).
      Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).
      Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.
      Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.
      Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).
      Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.
      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por losestradeiros
      Olá!
      Nós somos Los Estradeiros, dois grandes amigos viajando das mais diversas formas por esse Brasil afora. As vezes de fusca, as vezes de moto, as vezes de a pé e por ai vai. Viajamos SEMPRE com pouca grana, SEMPRE em busca de novas experiências, aprendizados, bons momentos, enfim tudo que a vida tem de bom pra nos mostrar. Temos um sonho de cair na estrada para viver uma longa aventura sem data para terminar. Nos ajude nessa, se inscreva no nosso CANAL NO YOUTUBE, somos meio malucos, mas muito divertidos  https://www.youtube.com/c/LosEstradeiros  SPOILER: Em nosso canal você vai encontrar VLOG's das nossas viagens, desafios em viagens (como: viajar de apé, viajar de bike), e uma série de comédia, onde nós somos 2 personagens vivendo as situações mais absurdas que você pode imaginar, cinemão de comédia mesmo. Enfim, tem muita coisa boa lá, não deixe de se inscrever 
      Acesse nossas outras redes sociais: linktr.ee/losestradeiros
      Nossos relatos são DIÁRIOS das nossas viagens, ricos em detalhes das nossas EXPERIÊNCIAS pessoais, perrengues, momentos divertidos e também informações dos lugares que passamos e os CUSTOS da viagem.
      O relato de hoje vai ser sobre uma viagem que fizemos de FUSCA pela Serra da Canastra MG, nessa viagem conhecemos:
      - Paraíso perdido;
      - Capitólio;
      - Cachoeira Casca D'anta (parte alta e parte baixa);
      - Piscinas naturais da região;
      - Cachoeira do grotão.
      Ao todo percorremos 906km pela região, GASTAMOS UM TOTAL de R$ 844,20 (Sendo: $400 com gasolina, $78,2 com pedágios, $116 com mercado, $150 com camping, $80 no paraíso perdido e $20 na casca d'anta).
      Para garantir o melhor custo dormimos alguns dias em postos de gasolina e outros em um camping em São José do Barreiro MG, fizemos nossa comida todos os dias.
      Nessa playlist estão os 4 episódios dessa viagem: 
       
      DIA ZERO (19/07/19)
      Tivemos um dia cheio, Gabriel em seu último dia de trabalho pré férias e eu passei o dia organizando as coisas da viagem e o logo do canal "Los Estradeiros", até aí tudo correndo como planejado. Bom, vou começar a nossa história indo direto para o final do dia. Por volta de 19:30, fui para casa do Gabriel buscá-lo, na volta estávamos indo em direção ao posto de gasolina, ainda perto da casa do Gabriel eis que a gasolina do Billy (o fusca) acaba (isso porque na hora estávamos falando sobre gasolina, coincidência ou não, não sei). Bom, tivemos que dar um jeito de voltar pra trás, Gabriel pegou sua moto e foi até o posto buscar gasolina.
      Depois de muito esforço finalmente conseguimos abastecer. Fomos para casa, chegando lá, mais um perrengue, a gasolina vazou por cima do tanque, tivemos que tirar um pouco em um galão para parar o vazamento. Feito isso organizamos as coisas no carro, jantamos e por volta de 1 am finalmente dormimos.

      DIA 01 (20/07/19)
      Acordamos as 5:30 am, tomamos aquele café top e as 7h saímos de casa, nosso destino é Paraíso Perdido em MG, após longos 310 km finalmente chegamos, sem nenhum problema com o Billy.
      Ao chegar no paraíso, descobrimos que teríamos que pagar, $40 por pessoa (valor fora de temporada), acabei induzindo o Biel a aceitar, pelo lado financeiro não foi nada bom, vamos ter que apertar os cintos, mas por outro lado, que lugar incrível. Grandes cânions em volta, muitas pedras e água para todo lado, várias quedas d'água, um verdadeiro paraíso.


      No final do dia, por volta de 18h, tomamos um banho e saímos do local, viemos em direção ao posto sul de Alpinópolis MG, e por aqui ficamos, fizemos nossa comida em baixo da janela do banheiro e por aqui dormimos por volta das 22:30.



      DIA 02 (21/07/19)
      Acordamos por volta de 5:30 am, tivemos uma péssima noite, porém dormimos mais do que na noite anterior. O carro é muito apertado, mas conseguimos nos ajeitar. Levantamos, tomamos um café da manhã, usamos o banheiro e as 7h saímos em direção ao nosso camping em São José do barreiro, camping tio zezico.

      Fizemos uma parada no meio do caminho no cânion de Capitólio, mas não sabemos se paramos no lugar certo. Nossa segunda parada foi na cidade de Piumhi para sacar dinheiro, uma cidade pequena mas com uma boa estrutura, porém toda cidade coberta de paralelepípedos. Chegando lá, encontramos um Bradesco e conseguimos sacar. De lá partimos para nosso camping, mais alguns km de estrada asfaltada, após passar por Vargem bonita só terra, estrada toda desnivelada, 20km de terra, após 150km finalmente chegamos no nosso camping, bem próximo a cachoeira casca dantas, um lugar muito bonito.

      O camping é muito simples, diária de 25 reais por pessoa, 2 banheiros (um deles falta telha) e uma grande área para acampar. Paramos o Billy e acampamos ao lado do rio São Francisco. Montamos nossa barraca, fizemos uma cozinha com pedras, pedaços de árvore e um plástico para evitar vento (a ideia mais sem sentido de toda viagem). Depois disso fomos conhecer as piscinas naturais que tem ao lado do camping.

      Passamos o dia mais tranquilos, ao final da tarde tomamos banho, por volta de 20h jantamos um Miojo top, depois jogamos um pouco 21 e logo pelas 22h fomos dormir.

      DIA 03 (22/07/19)
      Planejávamos acordar às 7:30, porém perdemos a hora, acordamos por volta de 9:30. Fizemos um café rápido, tomamos e fomos em direção a cachoeira casca d'anta.

      A cachoeira fica a 2km do nosso camping, fomos de a pé, chegando lá mais uma parte do nosso suado orçamento ficou na portaria, $20 para entrar.
      Fomos em direção a parte baixa da cachoeira, caminhada tranquila, 700m da portaria, um lugar incrível, a cachoeira é muito alta, a mais alta que já vi.


      Saímos de lá após um tempo e fomos em direção a parte alta, e dale subida, 3km só subindo, muita terra, pedra, mato, barro e tudo que mais se pode imaginar.

      Cansamos muito, paramos algumas vezes, escorregando outras, mas após 1h30min chegamos lá, na parte alta um rio se forma antes das quedas, de lá se vê tudo, montanhas, até são José do barreiro se vê, bem pequena a cidade. Vimos até nosso camping, bem pequeno lá de cima.



      Ficamos um pouco por lá, gravamos algumas story no Instagram, para falar da história do nosso projeto (canal no YouTube Los Estradeiros), recarregamos as energias e voltamos.
      Demoramos cerca de 1h para descer, escorregamos algumas vezes, mas não caímos. Após chegar lá em baixo comemoramos muito, mas nossos pés estavam fritando.
      Saímos de lá, tentamos pegar sinal no celular, mas nada, seguimos e já a noite chegamos no camping. Tomamos um banho, jantamos, enquanto jantávamos um rato quase subiu na minha perna, foi tenso. Após isso ficamos um pouco no fusca e por volta das 23h dormimos. Hoje está mais frio.
       
      DIA 04 (23/07/19)
      Acordamos por volta de 9:50, tomamos um café da manhã e fomos andar um pouco pela estrada, pegamos um pouco de internet, publicamos as fotos no Instagram do canal e seguimos pela estrada, mais a frente paramos em uma espécie de mirante e lá ficamos por um tempo, só pensando na vida.
      Passado um tempo um carro parou por lá, eu achei que tinham me chamado e fui até eles, mas eles só estavam vendo a cachoeira, eles riram de mim, o Gabriel riu muito, logo voltamos para o camping.
      Logo depois fomos almoçar. Hoje o almoço demorou um pouco mais, terminamos por volta de 16h. Lá pelas 17h demos um pulo nas piscinas naturais.

      As 18h voltamos e fomos tomar banho, depois do banho ficamos no fusca trocando ideia, quando de repente apareceu um cachorro chorando aqui. Passado um tempo projetei a luz da lanterna pela janela para fora do carro para procurar o cachorro e ele estava bem perto da janela, tomei um baita susto, o Gabriel riu muito.
      Após isso fomos jantar, comemos um miojo e voltamos para o Billy, ficamos conversando um pouco, jogamos um 21 e por volta de 22:30 fomos dormir.
       
      DIA 05 (24/07/19)
      Acordamos as 9h, tomamos um café, depois do café fomos arrumar o telhado do banheiro do camping (negociamos com a Neusa, a dona do camping a diária do dia seguinte, pois não teríamos grana para pagar). Logo depois fomos para a estrada pegar um sinal de internet.

      Depois voltamos para o camping e fomos para as piscinas naturais (descobri que o rio que passa ao lado da nossa barraca é o da Lagoinha). Ficamos um tempo na piscina, nadamos um pouco, o Biel ficou peidando na água (fazendo bolinhas), depois de um tempo voltamos para o camping para almoçar.


      Após o almoço arrumamos as coisas no carro e saímos para ver o pôr do sol no mirante.

      Após isso voltamos, tomamos um banho, gravamos o vídeo de apresentação do canal e fomos fazer a janta. No meio da janta o Biel lutou contra dois mosquitos gigantes enquanto eu protegia o molho e as salsichas, após isso ficamos tirando algumas fotos do céu e por volta de 22:30 dormirmos.
       
      DIA 06 (25/07/19)
      Acordamos as 5:30 AM, hoje tivemos um dia cheio. Após acordar arrumamos as coisas, tomamos um café e saímos do camping.
      Fomos em direção a Capitólio, chegando na cidade ficamos um pouco na lagoa principal, logo fomos conhecer a Prainha artificial, porém não é um lugar muito legal, um pouco sujo. Após isso fomos atrás de um adesivo da cidade, mas sem sucesso. Paramos na matriz e procuramos algum lugar para passar o dia, até que encontramos a cachoeira do grotão, que se dizia ser gratuita em um site, fomos até lá, cerca de 18km da cidade, sendo 12 de terra, chegamos lá, a novidade, tinha que pagar $15 por pessoa, ficamos tristes pois não tinhamos a grana, como já estava perto do almoço ficamos na portaria e íamos fazer comida por lá.

      Até que de repente chega um senhor em uma Mobilete (o Pezinho), disse que era o dono, logo começando a conversar com ele, fizemos amizade, expliquei a situação que estávamos sem dinheiro, ele, por ter gostado de nós, liberou nossa entrada de graça.


      Almoçamos por lá, passamos o dia, logo a tarde pezinho voltou, ficou um tempão lá conversando com a gente, muita conversa boa, na despedida ele explicou um caminho melhor para nós e seguimos, no caminho tinham uns bois e vacas na estrada, mas conseguimos passar.
      Paramos no mirante dos canyons de Capitólio (não entramos porque tinha que pagar), de lá fomos até o posto sul (o mesmo que dormimos no primeiro dia). Após um tempo lá resolvemos ir até a loja que tem em frente ao posto, uma loja de doces, queijos, etc Experimentamos uns doces, e TODAS as cachaças q tinham lá, saímos meio bêbados e não gastamos nada. Ficamos no carro conversando até a noite, depois jantamos, comemos uns chocolate e dormimos por volta de umas 23h.

      DIA 07 (26/07/19)
      Acordamos no posto por volta de 5:20, tomamos café, ganhamos um café preto da galera do restaurante. Por volta de 7h saímos. Chegamos em Jaguariúna as 11h.
       
      E assim termina essa longa viagem, foram 7 dias muito intensos pela serra da canastra, dias de novas experiências, de explorar novos horizontes, de fazer novas amizades.
      E assim fica a lição, permita-se, de a você esse presente de viver novas experiências, viver coisas que nunca imaginou, a felicidade está nas pequenas coisas e é isso que levamos dessa vida.
      Até a próxima  






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