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No dia 14 de Junho de 2019 foi inaugurado o Caminho de Nhá Chica, inspirado no Caminho de Santiago de Compostela e no Caminho da Fé, a rota se inicia na cidade de Inconfidentes/MG e vai até o Santuário de Nhá Chica em Baependi/MG, são cerca de 260 km cruzando as belíssimas paisagens montanhosas da Serra da Mantiqueira, é todo sinalizado com setas e placas, para mais informações há um grupo no Face com o nome "Caminho de Nhá Chica" ou visite o site: www.caminhodenhachica.com

1° Dia: Inconfidentes/Borda da Mata (21 km).

Eu percorri em Setembro de 2019, o 1° trecho, entre Inconfidentes e Borda da Mata, é o mesmo do Caminho da Fé, após Borda os caminhos se separam, o da Fé vai pra Tocos do Moji e o de Nhá Chica vai para Congonhal...

2° Dia: Borda da Mata/Congonhal (25 km).

Trecho muito bonito após uma fazenda com um haras, muito pitoresco, na metade do trecho há uma torneira ao lado da Igrejinha no bairro das Almas, o topo da Serra das Almas e Cachoeira das Almas são os destaques desse trecho...

3° Dia: Congonhal/Espírito Santo do Dourado (26km).

Trecho magnífico, logo de cara tem que superar a Serra de São Domingos, ainda na Serra, no km 07 tem fonte de água potável e mais uns 7 km depois tem o Santuário da Obediência, com estrutura de água e lanchonete, a paisagem é linda, com lindas araucárias e várias plantações de brócolis e morango, um dos trechos mais bonitos do caminho...

4° Dia: Espírito Santo do Dourado/Silvianópolis (20 km).

Trecho muito bonito e ermo até a rodovia MG-179, chegando nessa rodovia, a uns 100 mts tem uma barraca de frutas e doces mineiros onde adquiri bananas e doces, os últimos 3 quilômetros são em asfalto até Silvianópolis...

5° Dia: Silvianópolis/Careaçu (20 km).

Trecho plano e tranquilo perto dos anteriores, na saída de Silvianópolis há um belo lago chamado Lago dos Bandeirantes, próximo a Careaçu o caminho coincide com o Caminho de Aparecida até a cidade, paramos no bar da ponte para beber alguma coisa e seguimos para a belíssima Pousada Castelo...

6° Dia: Careaçu/Heliodora (24km).

Saindo de Careaçu por baixo da Fernão Dias, chegasse na Comunidade Rainha do Brasil, ali o monge Bernardo ofereceu café e batemos um papo, deixando o local passa-se por umas 3 porteiras e uma pequena trilha até pegar a estrada de terra novamente, a partir dali caminha-se por lugares muito ermos e bonitos até o km 16, ali há um comércio para abastecer e depois seguir pelos 8km finais pelo asfalto visualizando lindas montanhas...

7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).

Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...

8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).

Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...

9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).

Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...

10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).

Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...

POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...

Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍

Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍

Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).

Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).

Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.

Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.

Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).

Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.

Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.

Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).

Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).

Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).

Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).

Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.

Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).

 

Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:

http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica

 

 

 

 

 

 

 

 

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Belíssimas paisagens...

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Sinalização do Caminho com placas e setas na cor salmão...

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Subindo a Serra das Almas entre Borda e Congonhal...

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Caminhando entre Congonhal e Espírito Santo do Dourado...

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Parada do Kiko: Ponto de apoio na metade do trecho entre Inconfidentes e Borda da Mata...

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Entre Silvianópolis e Careaçu...

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Vista na Serra São Domingos em Congonhal...

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Rumo a Caxambu...

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Belíssima Cachoeira da Usina entre Natércia e Conceição das Pedras...

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Cachoeira das Almas próximo a Congonhal...

Screenshot_20200527-090615_1.jpg.3fafcfd075c17392cf2fd1cbe704d513.jpgCidade de Natércia entre as montanhas...

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Ponto de apoio 8 km antes de seguir para Heliodora...

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Pedra Branca ao fundo entre Conceição das Pedras e Cristina...

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Lugar magnífico...

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Bela paisagem com muitas plantações de banana e café em direção a Cristina, o café da região é premiado internacionalmente...

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Cachoeira artificial na pequena Soledade de Minas...

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Subindo o morro rumo a Silvianópolis...

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Pousada Casarão dos Noronha em Cristina, terra do café, muito bonita...

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Fonte de água na Serra de São Domingos em Congonhal...

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Marcos da Estrada Real na estrada para Caxambu...

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Essa cidade é muito bonita...

Screenshot_20200527-091332_1.jpg.eac14c066bcad8f673c3dff9f9ddad83.jpgEm direção a Cristina o caminho tem paisagens de encher os olhos...

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Santuário de Nhá Chica em Baependi, objetivo final do caminho, na época em reforma, por isso essa cobertura...

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      Mobilete Elétrica Monark | Projeto MOBILETE ELÉTRICA
       
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    • Por Paulo Neves
      Fala pessoal!
      Vou passar meu relato de viagem que fiz faz pouco tempo para Valizas e Cabo Polônio, no departamento de Rocha no Uruguai. Lugares sensacionais e foi bem dentro de minha expectativa do que estava procurando.
      Atualmente vivo em Pelotas, no Rio Grande do Sul então a ida pode ter sido facilitada desde aqui.
      O caminho que tomei foi o seguinte:
      1 - Ônibus de Pelotas até o Chui (Brasil)
      2 - Ônibus de  Chuy (Uruguai) até  Castillos
      3 - Ônibus de  Castillos até Valizas.
      Há uma companhia de ônibus que vai até Montevidéu desde Pelotas, mas não compensa esse trajeto já que essa passagem é muito cara (uns R$ 250,00 só a ida). Apesar de tantas baldeações e com um pouco de tempo, compensa fazer o trajeto como eu fiz.
      Para quem está em Montevidéu ou Punta del Este existem opções de ônibus até Castillos ou Valizas e até mesmo alguns que vão direto para o Parque Nacional de Cabo Polonio.
      Então vou detalhar como foi minha ida. Peguei um ônibus da empresa Embaixador de Pelotas até Chui (R$ 77,00) que demorou cerca de 4 horas. Como era noite, dormi uma noite no lado brasileiro do Chui para no outro dia pela manhã trocar dinheiro e seguir viagem. Me hospedei no hotel Turis Firper que é legal e serviram um café da manhã bom. Não se assustem com as ruas do Chui pela noite, pois são muito mal iluminadas, mas tudo tranquilo (pelo menos foi o que percebi hehe). Recomendo fazer a troca de dinheiro na fronteira, para quem passar por esse caminho, ou em Montevidéu (estive lá no ano passado). Trocar $ no Brasil (em Pelotas ou Porto Alegre) é muito ruim, pois a cotação estava péssima. Na fronteira comprei pesos uruguaios por quase o mesmo valor da cotação do dia (R$1,00 -> UY$ 9,00 dia 06/03/2020). Para quem não conhece, não há praticamente nenhuma diferença entre o Chui Brasil e o Chuy Uruguai, com exceção da língua hehehe. Há apenas uma avenida que marca a divisão entre os países. Em ambos os lados, o real é aceito, mas é sempre bom perguntar a cotação. Após fazer o câmbio (esqueci o nome da casa de câmbio, mas ela fica em uma esquina bem movimentada no lado uruguaio e está quase sempre cheia) tinha que ir para a rodoviária do Chuy que deve se distanciar cerca de 1,5 km (20 a 25 min de caminhada). A rodoviária do Chui Brasil é bem precária, enquanto que a do Chuy Uruguai é bem nova, já que foi inaugurada recentemente. Desde lá, é possível encontrar ônibus para várias partes do Uruguai em diversos horários.

      Não havia nenhum ônibus direto do Chuy até Valizas, tive que pegar um ônibus até Castillos e depois até meu destino, mas tudo muito tranquilo.
      A empresa que escolhi foi a Rutas del Sol (https://www.rutasdelsol.com.uy/es/), mas há outras disponíveis, como nas imagens que anexei com horários. A passagem custou cerca de 170 pesos (em torno de R$20,00. Os veículos eram muito bons e com ar condicionado e Wi-Fi. A viagem foi curta, cerca de 1:30 passando por algumas cidadezinhas uruguaias, inclusive Punta del Diablo (a qual já fui também e mega recomendo a visita).


      Em Castillos, que é uma pequena cidade próxima a Valizas, não há rodoviária propriamente dita e sim os postos de cada empresa que oferece serviço passando pela cidade. Logo que cheguei, procurei algo para comer em pouco tempo, já que tinha 35 min até a partida para Valizas. Fui a um restaurante que se chama "A mi gente" que fica na Rua Lavalleja e pedi um chivito (clássico sanduíche uruguaio, que parece com os nossos mesmo) que era o mais rápido. Ao lado desse restaurante, há uma padaria bem boa e com coisas baratas. Dei mandaca de não ter ido até a padaria, mas o chivito valeu também.

       
      Bom, peguei o ônibus para Valizas (UY$72,00) e em 40 min estava lá. Valizas é muito pequena, não possui asfalto e quase nenhuma iluminação pública. PERFEITO para o que eu queria... A cidade ou vila, não sei o que seria, tem o auge de movimento nos meses de dezembro a fevereiro. Como fui após o carnaval, muitas coisas já estavam fechadas e não iam funcionar diariamente, devido à baixa temporada. De fato, a cidade não estava muito cheia e sim, muito tranquila. Chegando lá fui procurar onde ficar. Havia feito uma pesquisa rápida no Booking antes de chegar e o mais barato era um local chamado Casa Ibiporã, mas resolvi andar pela cidade. Realmente não havia nada mais em conta (R$140,00 por noite sem café a manhã). Cheguei a ir até o Hostel Valizas mas eles trabalhavam das 09:00 até as 12:00 e depois das 17:00 até 21:00, mas toquei a campanhia mesmo assim e o cara que atendeu disse que não iria receber ninguém mais...Ok!!! Segui meu caminho. Achei a Casa Ibiporã e quem recebeu foi o Emiliano, um gaúcho muito legal. Havia dois quartos disponíveis, ambos com cama de casal. Eu estava com minha amiga e dormimos no mesmo quarto (R$70,00 para cada por noite). O lugar é super aconchegante e confortável. Adorei ficar lá e recomendo...




      Passei o dia na praia e passeando...
      Dica: prefira fazer comprar nos mercados da rua principal. As coisas não são tão caras (comida no Uruguai costuma ser bem caro), aceitam cartão e fica bem mais barato do que comer em restaurante. Para aquela noite, comprei algumas coisa para cozinhar no hotel.
      No outro dia, minha amiga e eu fomos até Cabo Polonio que fica  a uns 8 a 12 km de Valizas a depender do caminho. Há duas maneiras de ir: caminhando desde Valizas ou de ônibus/carro até a entrada principal do parque e depois pegar um dos veículos próprios do parque que levam os turistas até a vila de Cabo Polonio. Resolvemos ir caminhando pela manhã e voltar de ônibus à tarde. 
      Caminhando pela orla é mais fácil pois não é preciso subir as dunas, porém é mais longe, em torno de 12 km. Fomos pelo caminho que Emiliano indicou, pelas dunas tendo sempre o oceano como referência para não se perder. Com as paradas para fotos, gastei 2 horas de caminhada. Eu adoro esse tipo de passeio; minha amiga não era muito acostumada, mas gostou também. A paisagem é linda e vale a pena a experiência.


      Passamos o dia em Cabo Polonio (ninguém nos cobrou nada para entrar por essa rota de entrada) que é um charme e dá muita vontade de ficar mais tempo e dormir por lá... Contudo, Cabo é um pouco mais caro que Valizas. Recomendo levar bastante água e alguma comida pra não precisar gastar muito por lá. Cartão de crédito é aceito, mas economizar pode ser melhor.

       
      Passeamos pela vila e resolvemos ir até a estação de ônibus para saber sobre o retorno a Valizas, isso era em torno de 15:00 já. Descobrimos que o último ônibus para Valizas tinha saído às 14:30 e não haveria mais algum naquele dia. A opção seria ir até a porta de entrada do parque com os veículos deles (acho que custa uns UY$200,00) e pedir carona na rodovia para Valizas ou ir até Castillos e voltar para Valizas, mas seria uma baita volta e gasto de $. Assim decidimos voltar da mesma maneira que voltamos, caminhando pela praia/dunas......
      Antes disso, fomos visitar o Farol e os leões marinhos. Apesar da placa dizer que a visita ao Farol começa às 15:00, naquele dia iria começar às 17:00 apenas. Então não pude subir dessa vez... Mas a vista é linda de qualquer forma.
      Por volta das 16:30 iniciamos o retorno a Valizas a pé. Foi mais cansativo pois já tínhamos passado o dia caminhando, mas mesmo assim foi muito legal e lindo também. Como nessa parte do mundo costuma escurecer mais tarde nessa época do ano comparado ao sudeste do Brasil, foi tudo tranquilo, já que chegamos por volta das 18:30 e ainda estava bem claro. Nesse trajeto mesclamos entre as dunas e a costa para chegar até o destino. Como havíamos economizado um baita $, nos demos de presente um jantar em um local bom em Valizas. Fomos até o restaurante Huma e foi muito gostoso mesmo. Foi carinho (R$ 75,00 para cada) mas comemos uma entrada compartilhada, dois pratos principais e dois sucos naturais. Delicioso!
      No outro dia, acordamos cedinho para apreciar o nascer do sol na praia, que ocorreu por voltas das 06:30, depois compramos nosso café da manhã num dos mercados da rua principal, fomos para a praia novamente e esperamos até nosso horário de volta. Na mini-rodoviária de Valizas há um pequeno quadro com horários de ônibus de Valizas para várias outras partes pela Rutas del Sol, incluindo Cabo Polonio.

       Fizemos todo o trajeto de retorno até Pelotas bem tranquilamente e com segurança. Em Castillos fui até a padaria que mencionei no início do relato para comprar o almoço (empanadas e torta) e foi bem mais em conta do que o chivito que comi na ida.
      Dicas: se for lua cheia, não deixe de ir até a praia admirar o luar; não deixe também de ver o nascer do sol na praia; em Cabo Polonio há um caixa eletrônico em que você pode usar seu cartão do banco brasileiro e sacar pesos uruguaios, caso necessite.
      Bom, é isso galera!
      Qualquer dúvida ou comentário, deixem mensagens abaixo que respondo com prazer!
      Abs
    • Por Carlosfuca
      Após trabalhar no feriado de carnaval, assim que chegou quinta-feira estava eu partindo rumo a uma bela caminhada pelo Sul de Minas, na Serra da Mantiqueira, no total foram nove dias de pura diversão, tranquilidade e paz rural. Fiz meu planejamento ao meu modo, mas no decorrer do périplo eu soube que alguns trechos fazem parte do Caminho dos Anjos, e eu estava o fazendo ao contrario. Bom, como eu já havia visitado e me encantado por Aiuruoca, decidi começar por lá novamente e conhecer a Cachoeira do Batuque. Segue um relato!
      27/02/2020 - 06/03/2020 - Roteiro:
      Dia 1: Ônibus de São Thomé das Letras até Aiuruoca. Caminhada do centro de Aiuruoca até a Cachoeira do Batuque. Pernoite no Abrigo do Batuque R$40,00 (Distância 6km)
      Dia 2: Abrigo Batuque em Aiuruoca até o centro de Alagoa. Pernoite na Pousada Pica-Pau R$50,00 – (Caminhada de 25km)
      Dia 3: Cachoeira Zé Pena + Corredeira de Itaoca até a Pousada Casarão R$90,00 com café e refeição (Caminhada de 20km)
      Dia 4: Pico do Santo Agostinho ou Pico do Garrafão – altitude 2380 metros (Caminhada de 20km) Pernoite Pousada Casarão R$90,00
      Dia 5: Cachoeira do Facão e Cachoeira do Veloso – (Caminhada 7km) – Pernoite Pousada Casarão R$90,00
      Dia 6: Cachoeira Ingá e Camping do Formigão Amarelo – Pernoite R$20,00 – (Distância 19km)
      Dia 7: Cachoeira do Escorrega (Caminhada 19km) – Pernoite Chalé Formigão Amarelo R$20,00
      Dia 8: Descanso no Formigão Amarelo – diária R$20,00
      Dia 9: Ônibus para Itamonte centro (R$6,00)
      Dia1
      Mapa Aiuruoca até Batuque: https://goo.gl/maps/TFtxScMJkXp2hHoC8
      Atrasado pra pegar o ônibus das 07h30, saí praticamente correndo em direção ao ponto e cheguei no exato momento em que o ônibus passava, só deu tempo de tirar a mochila das costas e subir os degraus. Não deu 30 minutos e uma vontade horrível tomou conta de mim, com aquele sacolejo todo, de repente, eu queria era urinar, foi aí que tive que me concentrar até chegar a Cruzília, quase uma hora de puro desespero. Também me vem um latão sem banheiro e eu estava sem jeito de pedir pra parar na estrada, até esperei alguma deixa, mas depois de sobradinho ninguém mais desceu ou subiu. Umas 08h50 pensei em descer de vez e ir andando até Cruzília, mas sabia que ia melar a viagem já desde o inicio, pois a previsão em Cruzília era de chegar 09h10 e as 09h20 já saia um ônibus para Aiuruoca pela viação Sandra.
      Contudo, aguentei e a minha chegada em Aiuruoca transcorreu perfeitamente. Logo quando desembarquei, me pus a almoçar no mesmo self service de outrora, o Restaurante Central. Além de comida boa é com preço justo. R$16,00. Vale a pena! Com isso, foi só seguir caminhada até a Cachoeira do Batuque, essa cachoeira eu não havia visitado das duas vezes em que estive em Aiuruoca e nesta ocasião eu fui direto e somente pra ela, no que diz respeito a minha passagem em Aiuruoca.
      Vou contar pra vocês que a previsão do tempo não estava nada boa para se fazer caminhadas, os dias estavam chuvosos e não costumo dizer que é um dia ruim, até porque chuva é sempre bem vinda, uma dádiva, uma benção. Por isso eu disse que só não era apropriado para as andanças, mas “era o que tinha pra hoje” e assim se fez. O jeito foi proteger o que não podia molhar e bora walking and singing in the rain...
      Segui sentido Vale do Matutu, ou seja, pela rua à esquerda da Igreja Matriz até encontrar a estrada de chão batido e após 5km, virei à direita, no local tem placas indicando o Vale do Matutu e as pousadas, mais alguns metros adiante e tomei à direita novamente pra chegar até o Abrigo Batuque. Fui bem recepcionado e mesmo na chuva eu parti pra Cachoeira do Batuque, distante uns 30 minutos do abrigo. De cara, após passar uma porteira, começa uma subida num morro, daí se encontra uma via mais demarcada e com 10 minutos se encontra a placa indicando o início da trilha mais fechada até as quedas. Foram mais 15 minutos de caminho autoguiado até se chegar na imensa, surpreendente e bela Cachoeira do Batuque!
      Devido à chuva não fiquei mais que 30 minutos por ali, e voltei pro abrigo. Bom, já devo adiantar que é mais que indicado se hospedar no Abrigo Batuque.

      Cachoeira do Batuque - fev/2020
            
      Legenda1: acesso ao Abrigo Batuque        -------      Legenda2:    subir o morro ida cachu
       
            
      Legenda1: virar à esquerda            --------            Legenda2:  inicio da trilha, esquerda
      Dia 2
      Mapa Batuque até Alagoa: https://goo.gl/maps/2SLAZXdBBcTpb2S28
      Acordei cedinho, com tempo nublado e uma garoa fina, aquele aspecto do dia que não dá vontade de nada fazer. No entanto, eu tinha o anseio de caminhar, de pegar estrada, parecia um remédio que tinha que tomar na hora exata, mas sem hora marcada. Bom, eu ainda estava com uma “carga” pronta pra ser despejada a cada passo dado.
      O dia prometia o trajeto mais longo do meu planejamento, seriam pelo menos 25km do Batuque até o centro de Alagoa. Assim, ainda com o sorriso na boca comecei a pernada. Voltei, como se tivesse indo pro centro de Aiuruoca, às 06h25, mas logo tomei uma curva acentuada para a direita. As placas indicavam as distâncias até cada bairro/povoado. Neste momento nem reparei muito e nem tirei uma foto, depois de 5 minutos eu pensei comigo que deveria ter tirado uma foto só pra ter uma referência a mais.
      Em todo esse trajeto eu tive o Rio Aiuruoca como testemunha, ele sabe que com uns 14km eu tive que abandonar de vez a ideia de andar com tênis e usei um chinelo. Liberdade para meus pés, pois o calçado anterior estava apertado, após certo tempo de uso (meses) e não laceou, uma pena. E com o tênis molhado agravou mais a situação, ainda acho que demorei bastante pra trocar.
      Passaram-se poucos carros por mim, a estrada em muitos trechos estava em condições difíceis de percorrer com carro. Bom, foi chuva por vários dias, e nesta ocasião não tinha sido diferente. Mesmo assim a paisagem se fazia bonita em certos trechos, no Povoado Tamanduá eu parei no mercadinho pra abastecer de alimentos, fiz meu lanche e depois segui novamente. Já tinha se passado das 9h.
      O meu ritmo era de boa, até porque os trechos de lama não permitiam uma velocidade maior. Nesse momento eu ainda tentava evitar me “sujar” muito. Ao chegar no Bairro Nogueira, fiz mais uma parada. Na verdade eu não estava cansado e não se tem tantas subidas nem descidas íngremes e logo me acostumei com a chuva no corpo.
      Após atravessar o bairro de Campina, que se mostrou um lugar bem bonito, diga-se de passagem, eu pausei de novo. Sempre parando num abrigo ou ponto de ônibus e dessa vez do lado de uma placa que indicava 5km pra chegar em Alagoa. Opa, quase lá!
      12h10 eu já estava numa subida, uma lotação escolar subindo também encalhou bem na minha frente, a motorista abandonou por ali e continuou a pé até seu destino, o qual eu não sabia, mas o carro estava vazio, não tinha estudantes. A ideia de tirar o chinelo nas lamas mais profundas foi ganhando força até que uma hora já tava descalço direto mesmo, porém sempre prestando atenção por onde pisava.
      Passei o bairro Ouro Fala e ao chegar no centro, depois das 13h, procurei a Pousada Pica Pau, ao tocar a campainha uma senhora me atendeu, me apresentei e assim fechei a pernoite. Corri pra um banho, pois eu estava todo enlameado e andava assim na cidade e todos me olhavam, estranho rs.
      Após uma boa ducha, fui almoçar de fato no restaurante ao lado da pousada, chama-se Restaurante Pica Pau. Agora, imagina uma comida saborosa... muito bom mesmo e era self service por R$15,00. Pra esse dia só descanso...
      Dia 3
      Mapa Alagoa até Zé pena: https://goo.gl/maps/SMueaH63SD1Tm1nH9
      Mapa Zé Pena até Itaoca: https://goo.gl/maps/cSD1eh2ZtxPKpT2CA
      Mapa Itaoca até Casarão: https://goo.gl/maps/4uBVk6PySQD5BfHQ9
      Mais um dia nublado, mas despertei empolgado ainda, além da expectativa de chegar a Pousada Casarão, eu teria duas cachoeiras para visitar, a do Zé Pena e a Corredeira Itaoca. Com isso, daria em torno de 20km de caminhada.
      Voltei mais pro centrinho até dobrar na rua Jose F. Ribeiro, já em estrada de chão, (barro e lama rs), prossegui mais uma andança. Nesse dia eu já comecei a andar descalço logo de cara, já não ia ficar me preocupando muito. Até a Cachoeira do Zé Pena seriam 5,7km e uma bifurcação à esquerda. Na estrada eu passava por muitos pastos e o silêncio imperava, só os pássaros cantavam. Ainda sem muitas subidas nem descidas.
      Eita Rio Aiuruoca que baita companhia, com 3km veio a bifurcação e tomei o caminho da esquerda, tem até uma placa e no fundo se avista mais um povoado. Assim, com mais 2km eu estava próximo da cachoeira. O acesso fica atrás de uma casa, tem uma ruazinha de acesso, nesse dia estava bem lamaceira mesmo. Ainda bem que tinha uns trabalhadores e pude perguntar o caminho. Já digo que o acesso até a cachoeira tava bem dificultoso, a grama do pasto alta, muita lama e pouca sinalização, mas quando avistei a placa “welcome”, atravessei o curso d’água e na outra margem consegui chegar na queda. Como a correnteza tava bem forte devido as chuvas, só contemplei, comi meu lanche em pé mesmo, fotos e voltei.
            
      Legenda1: atravessar o leito do rio                 --------------------------      Legenda2:       Cachoeira Zé Pena
      O mesmo caminho, mas agora eu ia virar a primeira esquerda pra seguir até a Corredeira Itaoca e passar bem pelo povoado mesmo. Lugar muito simpático, não parei pra prosear mas acenava cumprimentando. Cada vez mais lama e cada vez mais rural. A chuva vinha intermitente. Os passos eram lentos e olhos atentos! Depois de 5km na mesma estrada, virei à esquerda pra já estar na rua da corredeira Itaoca, a corredeira é bem visível!
           
      Legenda1: Panorama Corredeira Itaoca          -----------------------        Legenda2:   Araucárias no caminho
      Faltavam mais uns 8km até a pousada casarão, mas ainda uma parte hard me aguardava, uma subida de 1km pra chegar até a estrada principal que liga Alagoa até Itamonte (LMG-881), muita cautela para atravessar, um pouco de dificuldade pois parecia que não andava, pisei num grampo e sorte que não furou profundo a sola do pé. Ali pensei, O que eu tô fazendo aqui? Haha. As vezes bate esse pensamento, mas é bom, imagina se fosse tudo flores?
      Ao vencer esse trecho que considerei difícil, saí na estrada e de cara um mercadinho, fiz umas compras e mais uns 6km até pousada, só que agora com asfalto e chuva também!
      Têm placas indicativas pra se chegar na pousada Casarão, e de lei que lá cheguei bem sujo, mesmo assim fui muito bem recepcionado pelo Joãozinho e sua família. Ali eu iria permanecer por 3 dias super agradáveis onde deu o tom da magia e tranquilidade dessa viagem.
      Após batermos um papo, fui me ajeitar, pois mais tarde já tinha janta! Na pousada Casarão eles fazem com que os hospedes se sintam em casa. Vale muito a pena passar por lá, seja qual tipo de viagem for a sua, o lugar tem uma ótima estrutura e chalés família, casal, etc. Bom, confira nas redes e verás.  
      Dia 4
      Mapa pico google: https://goo.gl/maps/YUXWA61rnJwAMX8G8
      Após um sono muito confortável, acordei com uma sensação ótima pra se iniciar o dia. Eu havia marcado o café da manhã as 07h com a dona Ana, e assim pude me fortalecer pra subir o Pico do Santo Agostinho ou Pico do Garrafão, que tem no seu cume 2380 metros de altitude. O céu permanecia nublado, mas não se tinha mais chuvas. O café da manhã é muito bem servido e contem, é claro, o famoso queijo parmesão artesanal de Alagoa, no dia anterior o Joãozinho havia me mostrado parte da produção e me encantei, uma pena que dessa vez eu não ia comprar pois ia pesar demais na minha mochila, senão ia trazer umas peças comigo.
      A jornada do dia seria o ponto alto da minha caminhada, alto em todos os sentidos. Muito eu esperava por esse momento e assim me pus a caminhar rumo ao Parque Estadual Serra do Papagaio. Após passar alguns sítios e chegar numa igreja, logo tomei à direita e a subida já se mostrou acentuada e constante. E era isso mesmo, já dizia o ditado quem tá na chuva é pra se molhar. No meu caso só fui presenciar chuva na volta da trilha.
      Foram quase 7km até a porteira que marca o inicio da trilha, ou seja, dali não se passa mais carro. Eu estava acompanhando um mapa wikiloc e em certo ponto me confundi um pouco depois de adentrar a porteira, mas a dica é: a trilha sobe sentido oposto ao de uma casa bonita e é subindo o morro beirando uma cerca.
           
      Legenda1: à direita e inicio aclive           ---------------------           Legenda2:    à esquerda pro pico
           
      Legenda1: pico santo agostinho encoberto                          ---------------------------           Legenda2: primeiro morro vencido
      Após vencer esse morro e com algumas paradas para recompor o fôlego, cheguei na placa indicando “Vale do Garrafão”, um pouco mais de subida até se estabilizar, foi um trecho de quase 3km, a trilha super tranquila de se guiar. Eu sempre atento aos passos pra não pisar em nada que não deveria. O visual estava neblinado o tempo todo, só por um momento que pude visualizar à minha direita o Pico do Papagaio, mas ainda foi pouco perante todo potencial de visual que aquela região tem. Logo adiante, e quase chegando na parte final da trilha, consigo visualizar o Pico do Santo Agostinho, mas rapidamente a neblina o cobriu novamente. Nesse último trecho a trilha se faz por uma mata fechada pra depois abrir nos campos de altitude.
      Eis que após 3h30min de caminhada, cheguei no grande topo do Pico do Santo Agostinho (ou Pico do Garrafão). Lá no alto andarilhei, vi todas as possibilidades de visual (neblina) e também as possibilidades de acampamento, realmente é muito bacana o espaço pra acampar lá no topo. Legal de lembrar sempre de manter uma preservação e seguir uma boa conduta em meio a natureza.
      A única coisa que me incomodava era o meu tênis! Complicado mesmo, e fazia tempo que não passava por isso. Se não fosse tal incomodo minha volta seria bem mais tranquila, no entanto tive que fazer diversas paradas e andar todo torto rs. Contudo, com 3h de trilha eu estava de volta na Pousada Casarão, de lei aquele merecido descanso!
            
      Legenda1-  inicio vale do garrafão 2,7k                                           -----------------------------------            Legenda2- visu do Pico Papagaio
                 
      Pico Santo Agostinho ou Pico do Garrafão
               
      Dia 5
      Mapa Cachoeira do Facão: https://goo.gl/maps/cpZ7gTBPjtbSGWXX8
      Já é Março, nesse dia acordei um pouquinho mais tarde, no planejamento inicial eu havia deixado pra ir até as principais cachoeiras do bairro quilombo, mas resolvi alterar e fazer um pouco mais light, afinal de contas eu fiquei bem satisfeito com o rolê até então. Por isso o novo plano era ir até a Cachoeira do Facão e depois a Cachoeira do Veloso, passei também pela Cachoeira Boa Vista, que fica bem no acesso ao Bairro do Engenho, porém a trilha se mostrou bem fechada, eu tava light rs. Andei uns 7km ao todo.
      Conforme os dias iam se passando o tempo ia abrindo de pouco em pouco, A Cachoeira do Facão que era chamada de Cachoeira da Usina antes, fica a 3km da Pousada Casarão e é só pegar a estrada sentido Alagoa e virar no Bairro Companhia. Ao descer a rua, tem uma placa indicando a trilha no meio do pasto. Trilha demarcada e depois vem um trecho íngreme, tem até umas cordas de apoio em momentos mais críticos, mas no geral é uma trilha curta e tranquila.
           
      Legenda 1 - entrada trilha cachoeira facão                  -----                     Legenda 2 - entrada trilha cachoeira facão
           
      Legenda 1 - Cachoeira do Facão por cima           -----------------                Legenda 2 - cachoeira facão por baixo

      Queda bonita, Cachoeira do Facão
      A outra cachoeira era a do Veloso, pra ir eu tive que voltar a pousada e seguir por mais uns 500 metros e pronto, à direita tem uma trilhinha e então segui pelo leito do rio pra se chegar na queda mais acima, parece ser meio fechado, mas é tranquilo. E do lado da pousada!
           
      Legenda 1: trilha saindo da estrada           --------------                     Legenda 2: Uma Queda, Cachoeira Veloso
      Dia 6
      Mapa Casarão até Formigão: https://goo.gl/maps/kPbxhpotyVD4RfBy8
      Minha última manhã na Pousada Casarão, mais um café da manhã farto e ainda pude fazer um lanche para a caminhada do dia. O destino era o Camping Formigão Amarelo em Itamonte e dar uma passada antes na Cachoeira Ingá, no bairro Quilombo. Bom, a queda eu só vi de panorama mesmo. Segui a estrada e agora com fone de ouvido eu entrei numa brisa muito dez, pus minha playlist pra funcionar e assim fiz uma caminhada agradável por demais. Veja bem, Minas Gerais ajuda também, muitas montanhas ao redor, o clima rural ameno, respirando aquele ar puro por dias já. Eis um cara mais uma vez transformado pela caminhada, eu mesmo. Com 1 hora e 30 minutos de caminhada, uma rapaz me ofereceu uma carona. Aceitei e assim pude bater um bom papo até chegar ao camping formigão amarelo, foi mais uns 10km de estrada, que ora era asfaltada ora de terra ainda. Quando começou a descida de serra eu fiquei atento e ao passar o Mercadinho do Bairro Cachoeira, veio o portão do camping, pedi pra descer e já me despedi, poxa adiantou um bom lado!
      Bati palmas e ninguém me atendia, o portão tava aberto e então adentrei pra ver se a recepção era mais pra baixo. O camping apesar de bem estruturado estava com ar de que não tinha ninguém ali por um tempo, voltei pro portão e lá tem um chalé bem do lado, vi que tinha umas roupas e resolvi chamar novamente. Daí então apareceu uma senhora e disse que estava hospedada lá e que os proprietários estavam viajando. De prontidão ela disse que ia pegar o número do whats app deles e me passou também a senha do wifi.
      Logo entrei em contato, e demonstrei interesse de pousar no chalé de baixo, que era rústico de madeira. A diária era de R$20,00. Só fui checar se estava aberto e sim, estava. Confirmado e então era só eu entregar o dinheiro no centro de Itamonte, pois lá eles têm uma funcionária numa lan house. Chamei a senhora novamente, mas acho que ela não me ouviu, então resolvi descer.
      Só deixei as coisas, relaxei um pouco e com um tempo de sobra, fui ver como era o acesso a Cachoeira da Conquista, e não estava muito a fim de fazer trilhas longas, pois estava de chinelo, não queria usar aquele tênis mais nunca rs. Quando fui sair o portão estava trancado, ou seja, a senhora saiu e nem percebeu que eu estava por lá. Arrumei um jeito de sair e segui rumo ao bairro da conquista. Descendo à direita do camping, logo virei à esquerda e segui numa boa em mais um povoado rural. Muita tranquilidade por sinal, muitos pastos e aos poucos a vista da Serra da Mantiqueira ficava mais linda. Nessa tarde o tempo já estava ensolarado. Andei por uns 40 minutos e logo percebi que não tinha nada de sinalização da Cachoeira da Conquista. Enfim, conforme o mapa que eu tava mostrava de fato o começo de um leito do rio, mas de acordo com algumas informações que colhi teria mais uns 40 minutos de trilhas. É, realmente não dava naquele momento. Uma pena!
      Andei mais um pouquinho subindo mais só pra ver se não tinha alguma placa mais acima e do nada me deparo com uma moça na beira da estrada, sentada e ouvia um som. Era a mesma senhora que me atendeu no camping, que coincidência. Ela estava rezando ali e logo voltei pra não atrapalhar! Assim, foi essa breve caminhada pelo bairro. Passei no mercadinho do bairro Cachoeirinha e fiz um rango/ lanche para aquela tarde! Na paz. Nesse dia eu devo ter andando uns 10km.
      Dia 7
      Mapa Formigão até Cachoeira Escorrega: https://goo.gl/maps/FqbvfZNNWn9mDKnJ9
      Mais uma manhã que eu acordo extremamente bem, e realmente apesar da boa disposição eu fiz mais uma mudança no roteiro, a intenção era ir para a grande Cachoeira da Fragaria, porém de ida e volta daria uns 40km e mesmo que conseguisse alguma carona ainda ficaria muito para caminhar. Então resolvi ir para a Cachoeira do Escorrega, distante menos de 10km do camping e assim peguei estrada, bem de manhã.
      Sentido Itamonte eu segui por uns 5,5 km, até que avistei a placa Usina dos Bragas, então tomei à direita rumo ao Bairro do Morro Grande. Mais 600 metros fiz uma curva à direita de novo e então em 2km eu estava próximo da Cachoeira do Escorrega, já perto da cachoeira tem uma placa indicativa. Se for de carro cobra-se estacionamento, coisa de R$5,00.
      Com uma água bem gelada, que não tive coragem de testar o tobogã natural, o lugar guarda sua beleza. São varias quedas para poder refrescar num dia de calor, ali parece que costuma lotar nos finais de semana. Bati umas fotos, comi meu lanche e fiquei numa boa ali! Paz maior não existe, o sol já era bem presente no dia. A caminhada foi sensacional! Vale muito a pena.
      Caminhada do dia: ida e volta uns 20km.
            
      Legenda 1 - indo pra Cachu Escorrega, direita                 ------------            Legenda 2 - Usina dos Braga
           
      Legenda 1 - esquerda, poucos metros       ----------------------       Legenda 2 - primeira corredeira

      Cachoeira do Escorrega - Itamonte - MG
      Dia 8 e Dia 9
      Tirei o dia pra descansar já que o camping era propicio para isso. Recomendo o Camping Formigão Amarelo, eles contam com algumas atividades como tirolesa no próprio local, tem uma cozinha comunitária, churrasqueira, banheiros com chuveiros quentes e preço bom! Esta a 13km do centro de Itamonte.
      Na minha estadia, pude refletir na pura tranquilidade, por ora comecei a relembrar a leitura de Walden ao visualizar o chalé de madeira, só que em meio aos eucaliptos o bosque.
            
      No centro de Itamonte eu ia embarcar no ônibus para São Lourenço e depois, para Três Corações (passou por Cachoeira do Carmo, Jesuania, Lambari, Cambuquira). E, por fim, embarquei num ônibus para São Thomé das Letras. Tomei ciência de um ônibus que ia até o centro de Itamonte, horário único, as 07h, a um custo de R$6,00. Esse ônibus sai de Alagoa as 06h e volta às 15h. Fica aí a dica. (o preço de Alagoa até Itamonte eu não sei). É bom até pra mim, pois quem sabe logo poderá ter outros passeios por essa região que tanto me agrada!
      Faltou com certeza a Cachoeira da Fragária, mas ainda darei um jeito de visita-la e emendando com outro pico.
      Assim é Pé de Natureza! Até a próxima!
    • Por Carlosfuca
      Rancho Wind Inn e Cachoeiras do Túnel e Itagyba em Delfim Moreira - MG
      Feriado de 15 novembro, previsão de tempo bom, então bora viajar! Dessa vez o convite veio do meu primo Fepa. O destino seria Delfim Moreira em Minas Gerais, lugar ao qual o Fepa já havia visitado outras vezes e sempre me relatava o quão bom era lá. Lugar de pura paz e boa vibe em meio à roça do sul de minas gerais. 
      Delfim Moreira se situa na Região de Itajubá e fomos de carro seguindo pela via Dutra e um trecho da Carvalho Pinto. Foi uma viagem de um pouco mais de 4 horas de duração saindo de São Paulo, capital. Passamos então por Arujá, Jacareí, Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá, Loreta e já perto de Delfim Moreira, fizemos uma pausa pra lanche em Piquete. 
      Lanchonete bem legal e com lanches bons, assim já juntamos meio que um café da manhã e um pré-almoço. Não me recordo o nome da lanchonete agora, mas é bem na entrada da cidade. Logo depois, a subida da serra começou e assim pudemos ir apreciando cada vez mais o visual da serra abaixo. O Rancho Wind Inn se encontra a 2km do centro de Delfim Moreira e ao chegarmos fomos recepcionados pelo Tuia, dono do estabelecimento.
      O Rancho Wind Inn inspira tranquilidade desde o primeiro contato, é composto por algumas Casinhas da Roça e uma área para Camping. Por vezes, funciona o Bar do Vento, com seu ambiente meio rural e meio alternativo, uma ótima pedida pra curtir e relaxar numa roda de amigos onde se flui boas vibes e bons papos. Tem área para fogueira num ambiente bem arborizado, com flores e uma vista para as montanhas. Mas, para além de tudo, existem dois diferenciais, uma vitrola onde se pode ouvir diversos discos com música boa e variada. Outro diferencial é o atendimento do Tuia, que nos deixa bem à vontade com sua recepção. Paguei no camping R$45,00 (nov/19) onde se teve incluso um café da manhã mega especial com produtos frescos diretamente da roça!  
      Mapa da Entrada pra estrada do Rancho: https://goo.gl/maps/sJYYsiPPjY7nW3Lo9
      Página do Rancho: https://www.facebook.com/Rancho-Wind-Inn-1000026003472797/
      Foram duas noites que se passaram voando, no entanto, conseguimos nos carregar com um pouco dessa atmosfera rural do sul de minas. No primeiro dia nos pusemos a relaxar no próprio rancho, só saímos mesmo pra dar um rolê pela cidade e almoçar. Um almoço super bom, saboroso e de tempero tipico de minas. (R$15,00) foi onde almoçamos nesses dois dias.
           
      Legenda: visual dos arredores - Legenda: corte de cabelo
           
      Legenda: vários discos e paz - Legenda: Caminhada na cidade
      No segundo dia acordamos cedo, a mesa já estava forrada com muitas delicias para o café da manhã. O sol já pairava lindo sobre nossos corpos e por toda extensão de Delfim, daí então foi a pedida para fazermos um rolê pelas cachoeiras mais próximas. O Fepa estava no comando do roteiro, pois ele era o conhecedor da região, e assim ele decidiu visitar primeiro a Cachoeira do Túnel. Distante uns 8km do camping, ao sair da estrada que leva ao rancho, dobramos a direita para acessar uma estrada de terra e numa bifurcação à esquerda seguimos o trecho último até a cachoeira. Nessa bifurcação contem uma placa, é bom manter a atenção. Para melhor orientação segue o link do google 
      maps: https://goo.gl/maps/t9p4CxrWCzF9a8Rj9 
      Ao chegarmos no ponto certo, exitem duas trilhas a se seguir, é bom fazer as duas, uma de cada vez. Nosso caso fomos no da direita primeiro, que é uma queda maior e não chega a passar pelo túnel, já na segunda queda, no qual pegamos a trilha da esquerda da estrada, lá sim tem que se passar por um túnel, é um trajeto curto, mas que é bom fazê-lo bem de boa. Ambas as quedas são ótimas para banho, volume bem tranquilo das águas e é possível também se refrescar sob a cachoeira de fato. Renovador e massageador natural e de graça. é só preservar para manter, na nossa experiência trombamos uma área bem limpa, e tomara que as pessoas que frequentam mantenham essa premissa.  
           
      Legenda: Cachoeira do Túnel - Legenda: Lado oposto cachu do túnel
           
      Legenda: a pose dos primos - Legenda: após atravessar i túnel
      Em seguida, partimos para a Cachoeira Itagyba, agora então voltamos sentido o centro da cidade e de lá tomamos o caminho de 1km até a porteira da cachoeira. Nessa trilha logo se aparece diversas placas de propriedade particular (Fazenda Bartira), e assim parte da trilha estava bloqueada, pudemos ver a cachoeira de longe e mesmo assim não íamos nos banhar nela pois possui um volume bem forte de água, todo cuidado é pouco. Ficamos nos perguntando e levantando respostas sobre o que deveria ter acontecido para o bloqueio. No almoço, foi nos informado que algumas pessoas estavam fazendo churrasco na beira da cachoeira e de seu leito, assim tentaram inibir de alguma forma essa prática. Contudo, a queda é bem linda e dá uma dimensão da força da natureza. 
      Mapa: https://goo.gl/maps/GEm5wrTTPBZLeAoz6
      Nosso rolê estava feito, agora mais do que nunca aquele ambiente do Rancho Wind Inn nos cairia como uma luva para passar uma tarde e noite de muita paz com os amigos de verdade! Não preciso nem falar que esse tipo de rolê fica marcado de fato por um longo tempo. Essa é minha busca na vida, na medida do possível viver dias agradáveis pode ser fruto de muita reflexão e saber o que se quer para a vida. Por vezes vale parafrasear o ditado popular de alguns mochileiros: viajar não é gasto, é investimento!
      Obs: Delfim Moreira está próximo de Marmelópolis, tenho um relato de Marmelópolis aqui, além de se ter diversas outras cachus em Delfim (Ninho da Águia, e Fazenda boa Esperança), pode-se também esticar até a cidade do Marmelo. É nóis. Bons ares!
           
      Legenda: Entrada para a cachoeira Itagyba -    Legenda: Cachoeira Itagyba
       
      Legenda: Água com seu leito Forte
       


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