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Karen M.

Serra da Canastra

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Olá pessoal,

Estou planejando uma viagem em grupo (10-12 pessoas) a Serra da Canastra no final de novembro/ início de dezembro.
A ideia é sair de van de SP na sexta a noite e aproveitar o sábado e domingo inteiros lá.
Sei que esta época é chuvosa, mas alguém que já foi sabe dizer se chega a prejudicar demais os passeios ou dá para aproveitar?
Preciso de dicas de hospedagem e empresas que façam os passeios de 4x4 também!
Se tiverem dicas de vans que fazem o transporte até lá, também fico agradecida!

Valeu!

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Qual cidade vai? São Roque, Vargem Bonita, Delfinópolis ou Capitólio?

Pra ir pro parque nacional o melhor é por São Roque. 

Dentro do parque só de 4x4, carro baixo não entra. Sugiro sempre ir o mais cedo possível, a portaria abre as 8 recomendo estar lá nesse horário, pois as 9 ja vai estar totalmente lotada.

A chuva lá, pelo menos as que peguei, são pancadas curtas... e nessa época já é quente lá... eu não me incomodei, e fui de moto.

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    • Por Robinson Venturin
      Sou novato no site.
      Porém sou apaixonado por caminhadas longas, já fiz várias travessias e vários caminhos a pé.
       
      Conheço muito o vale da Babilônia e a Serra da Canastra, sempre fui de carro ou de moto, porém agora estou
      querendo atravessá-los a pé, eu e minha esposa com mochila nas costas.
      Quem interessar segue a jornada, já aviso que são muitos Km andados por dia, e o nível de subidas é médio alto, porém
      a estrada é ótima para caminhar e a paisagem e principalmente a hospitalidade do lugar vale a pena!!!!
       
      1º dia. Saída de São João Batista do Glória dormindo em cima do Morro das Cruzes ( lugar magnífico de díficil acesso) 23 Km
      2º dia. Morro das Cruzes até o alto da Serra Branca neste ponto atravessamos a Babilônia ( pense num lugar deserto, pensou?? é muito mais.......) 18 km.
      3º dia. Serra Branca fazer uma visita na parte Baixa da Cachoeira Casca Danta, a maior cahoeira de MG e uma das maiores do Brasil, e chegar até
      São José do Barreiro, uma pequenina cidade de aproximadamente 3 mil hab. onde tem um artesão mui talentoso em animais de madeira, comida ótima!! 22 Km
      4º dia. São José do Barreiro passando por Vargem Bonita e chegar até São Roque de Minas, uma longa caminhada 39 Km
      5º dia. São Roque de Minas, entrando no parque nacional indo até a nascente do Rio São Francisco, visitando currais de Pedra e iniciando a travessia inteira do parque Da Serra da Canastra na parte alta onde iremos dormir em um distrito chamado São João. 50 a 55 Km, porém é muito plano, sem dificuldades.
      6º dia. São João até a saída da portaria de Sacramento, onde cocluiremos a travessia da parte alta do parque. 35 a 40 Km. de lá para frente é de carro né!!!
       
      A data é em novembro, ainda não definimos os dias, não vale a pena ir em feriados o movimento de motos e trilheiros é intenso o que dificulta a caminhada devido a poeira.
      Quem interessar, é bom tirar uns dias a mais para a empreitada, como todo caminheiro sabe....haver imprevistos ( chuvas, bolhas,etc..) e demorar mais que os 6/ 7 dias.
       
      Abraços.
      Robinson
    • Por takami
      Salve galera, fiz uma edição de como foi a minha viagem a Serra da Canastra.
      Os lugares visitados foram as cachoeiras da região de S. José do Barreiro, Vargem Bonita, São Roque de Minas, parque nacional da serra da canastra, São Joao Batista da Canastra e Delfinópolis.

      Realmente os lugares são muito bonitos, alguns é necessário um 4x4 principalmente se for descer ou subir a Serra Branca, ou então se decidir ir a cachoeira do Fundão dentro do Pq da Serra da Canastra. De resto é tranquilo, a não ser em caso de chuva, as estradas se tornam perigosas.
      Segue o link do youtube onde postei  a minha edição das filmagens na Serra da Canastra:
       
      Um abraço a todos!!
    • Por Nique Varela
      Férias! Finalmente...
       
      Porém não tive tempo de planejar muito bem, a data veio meio de surpresa. Minha irmã decidiu embarcar na aventura.
      Pegamos o carro às 00:30 de terça no RJ, era um dia frio e chuvoso, mas insisti. Nunca acredito nas previsões do tempo, nem mudo de idéia por causa delas. . Na estrada chuva e uma parte com nevoeiro na BR-354 ( guardem esse nome), pista de mão dupla, estreita... não recomendo passar por lá com o tempo assim, muitos galhos caidos e pouca visibilidade.
      Chegamos no hotel às 10:30( demoramos por conta do tempo.
      Ficamos no Rib's Hotel, localizado em Piumhi, distante 20 km do trevo de Capitólio. Diária= 149,00/ 2 pessoas. Somando 5,10+ 5,10 do pedagio + gasolina = 18, ainda assim saiu mais barato que todas as hospedagens que pesquisei.
      O café da manhã é muiiito bom! Camas e chuveiro excelentes.
       
      Terça- feira:
      Desembarcamos as malas, tomamos um banho, uma esticada nas pernas e fomos almoçar no restaurante Tropeiro ( indicado pelo gerente do hotel). Comida muito boa, preço justo. O tempo estava bem ruim, não daria pra aproveitar uma cachoeira . Então fomos conhecer a Usina de Furnas, que fica 40 km distante do trevo de capitolio. Na volta paramos no mirante do Canion.. liiindo. Valtamos à Capitolio, olhamos os mercados e compramos algumas coisas para o dia seguinte.
       
      Quarta- feira
      O sol apareceu e em homenagem a ele fizemos a Trilha do Sol. A entrada beira a MG050, sobe de carro 4 km por estrada de terra até chega na Pousada. Lá paga-se 35,00. A trilha é super tranquila, composta por 3 quedas d'agua ( Grito, Poço Dourado e No limite). Passamos o dia lá, cachoeira pra nós duas apenas. Algumas pessoas encontramos pelo caminho, mas iam embora rápido. Levamos uma bolsa térmica com cervejas( está escrito que não pode, mas burlamos o sistema....rs). Saimos por volta das 15h e fomos para Lagoa Azul 20,00, de novo cachu só pra gente. Fializamos o dia no Tropeiro, bebendo cerveja e comendo aperitivo. Não há absolutamente nada pra ser feito na cidade, então a idéia e dormir cedo.
       
      Quinta-feira
      Mais um dia de sol, fizemos Paraíso Perdido. Fica depois da entrada de Furnas, então calculo 46km do trevo de capitolio. O lugar é lindo, você sobe a cachoeira a pé. Quando chegamos, mais ou menos às 10:30 , havia algumas pessoas, porém 1 hr depois estavamos sozinhas novamente. Cachoeira só nossa! Levamos cerveja( está escrito que não pode) e lanche. Lá passamos o dia. Queríamos relaxar e curtir cada minuto daquele paraíso vazioooo.
      Saindo de lá, tentamos cachoeira do Lobo, mas fica distante 20 km do trevo de capitolio, chegamos quase às 18h e foi recomendado que para não entrar Voltamos e paramos no Tropeiro..kkkk
       
      Sexta- feira
      Arrumamos as malas, colocamos no carro. Hoje era o dia de ir pra Canastra no final do dia,então tomamos café e fomos curtir o resto do dia em Capitolio. Fizemos o passeio de lancha de 2h( 70,00). Lindo ver os Canions ali debaixo. Agua boa demais para tomar banho. Saimos do passeio direto para o Restaurante do Rio Turvo, comemos a famosaTraíra recheada. boooooa demais. 76,00 para duas pessoas. Dali fomos para a Cascatinha. Fica em frente ao Mirante do Canion, mas do outro lado da pista. É tipo Paraiso Perdido com menos agua. De lá fomos pra São Roque de Minas, porta de entrada pro Parque da Serra da Canastra.
    • Por paulo_vet
      Salve Pessoal
       
      Vou contar para vcs um pouco da minha viagem a Serra da Canastra (São Roque de Minas) no feriado de junho e colocar algumas impressões que eu tive para ajudar quem estiver planejando viajar para a Serra
       
      07-06-12: Saímos de Jaboticabal (próximo a Ribeirão Preto) as 6:30 da manhã..seriam qse 400 km de estrada e estávamos em 2 carros em um total de 7 pessoas!! Fazia tempo que estava chovendo e a previsão do tempo para o feriado não era nada animadora e ainda por cima iriamos acampar.. estávamos apreensivos em relação as barracas e ao frio mas desistir de uma viagem JAMAIS. Pegamos chuva a viagem inteira, sem um minuto de trégua!!!Chegamos em São Roque de Minas perto das 11 hras e fomos direto almoçar aquela comida mineira maravilhosa... Conversando com as pessoas de como estava o tempo e a previsão... continuava nada animador e qdo falávamos que iriamos acampar todos faziam cara de espanto e pena!!!hehehehe..
      Após o almoço fomos para o camping PICARETA reservado atraves da Tamandua Ecoturismo por 15R$ a diária a estrada até la estava extremamente escorregadia.. aqui vou falar do camping: Seu Chico o dono e toda a sua família são pessoas realmente especiais, aquele jeitinho mineiro calmo e de bem com a vida, extremamente atencioso, convidou a gente para um cafezinho e um queijo mineiro, nos emprestou lona para podermos estender sob as barracas. O lugar do camping tbem é especial, um lugar lindo e tranquilo próximo relativamente a entrada 1 do parque. Só temos a agradecer ao atendimento e ao camping..a noite ainda rolava uma roda de sanfona do seu Chico..realmente quem quiser acampar pode ir para lá!!!
      Arrumamos a barraca e fomos até o centro da cidade buscar um americano que eu conheci pelo CouchSurfing e que iria acampar com a gente. No primeiro dia como chovia mto e isso ja era 4 da tarde fizemos pequenas trilhas pela redondeza do camping.
       
      08-06-12 - Esse foi o dia que iriamos conhecer a famosa Casca Danta a maior cachoeira do Parque. Quando eu li no site da serra e nos relatos não tinha entendido a distância entre a parte baixa e a alta da cachoeira..o acesso de carro pela parte alta fica em Sao Roque de Minas na entrada 1 do Parque e é extremamente longe chegar a pé da portaria até a cachoeira portanto é necessário estar de carro ou alugar um transporte 4x4 na cidade que faz esse translado. Ja para a parte baixa da cachoeira vc tem que ir a Vargem Bonita que fica aproximadamente 40 km de São Roque de Minas.. entre a parte alta e baixa da cachoeira existe uma trilha de aproximadamente 1:30 h que é muito legal..foi o que fizemos ..primeiramente fomos a Vargem Bonita conhecer a parte baixa e depois fizemos a trilha até a parte alta..uma trilha longa e com um visual muito bonito..nesse dia a chuva deu uma trégua temporária pelo menos na ida.. na volta começou a chover forte e os trechos escorregadios tornaram um pouco mais perigoso o caminho... na verdade não sei se foi pela chuva ou pela falta de sinalização mas nos perdemos da trilha na volta e tivemos que fazer uma boa parte do caminho no meio dos arbustos pois não achávamos a trilha mas sabíamos que tínhamos que descer e ir na direção esquerda..foi o que fizemos, após alguns arranhões e tombos conseguimos novamente achar a trilha... Outra coisa que eu indico para quem for fazer esse percurso é levar lanche pq não existe restaurante em nenhuma das duas portarias portanto levem comida!!! Chegamos na cidade por volta das 19 hras e fomos jantar em um restaurante muito bom que eu não lembro exatamente o nome mas acho que era Zangaia ou algo assim... feijão tropeiro dos bons!!!
       
      09-06-12 - Esse dia reservamos com a empresa de turismo o passeio de 4x4 para a parte alta da cachoeira pois devido as chuvas as estradas não estavam legais para irmos de carro normal.. Fechamos um pacote por 45R$ por pessoa em uma passeio que fez a parte alta da cachoeira Casca Danta, Rolinhos, Nascente do Rio São Franscisco, Curral de Pedra..Ai realmente conhecemos o Cerradão... tivemos a sorte de ver o raro e ameaçado de extinção PATO MERGULHÃO, emas, gaviões e com um pouco de esforço e no binóculos o que segundo o guia era um tamandua bandeira..mas vimos ele do tamanho de um gato ou seja não contou...
      A noite ficamos no camping com o resto do pessoal que estava la, conversando, bebendo...e a chuva havia dado trégua..não tivemos nenhum problema com barracas molhadas ou frio!!!
       
      10-06-12 - Acordamos 6:30 da manha e fomos fazer a trilha do camping até a Cachoeira do CAPÃO FORRO...uma trilha de aprox 1 hora e 10 minutos sendo que em uma parte da trilha tem que escalar um paredão..ela é mais curta porem tem esse trecho que é mais complicado...para quem nao quiser se arriscar existe possibilidade de ir por terra estrada mesmo... La nessa cahoeira tem como tomamos banho... estava MUITO geladaa agua, poré,m vale a pena..vc sai revigorado da agua!!!
      Meio dia era hora de levantar acampamento e retornar a realidade
       
      IMPRESSÕES:
       
      - realmente um lugar que eu indico para quem quiser viajar e acampar
      - não desanimem se o clima não estiver favorável pois nós tínhamos todos os motivos para desistir p causa da chuva e mesmo assim fomos e aproveitamos MUITO!!!
      - camping Picareta extremamente recomendado pela hospitalidade do Seu Chico, pela localização e beleza do lugar
      - é extremamente necessário estar de carro ou alugar uma 4x4 para fazer os passeios pois as atrações são longe uma da outra na minha opinião..
      - Acho muito legal fazer a trilha que liga a parte baixa da alta da Casca Danta
      - Torcer para ter mais sorte que a gnte para ver tamandua ou lobo guará!!!
       
      Vou postar algumas fotos em breve
       
      Abraço e boa viagem..espero ter ajudado quem esta programando uma visita a Serra da Canastra!!!!
    • Por marcelovisk
      "Esse relato transcreve a travessia feita pelo Parque Nacional da Serra da Canastra, entre os dias 01 a 05 de maio de 2008, partindo de Passos-MG até a Cachoeira Casca D'anta, visitando também algumas cachoeiras e atrações em Furnas e retornando a Passos.
      Espero que gostem..."
      Marcelo Morais.
       
      Há muito tempo planejava fazer essa travessia que se dá no Parque Nacional da Serra da Canastra, localizada no sudoeste de MG. O problema era a falta de informação sobre as rotas, locais para acampar, distancias, companhia e logística para a volta.
       
      As coisas começaram a clarear quando consegui uns arquivos de GPS de uns colegas que fazem trilhas de motos. Num dia, fiz um passeio de moto pelo caminho a ser percorrido na travessia. Vi que era tranqüilo apesar de longo, e tinha bastante local pra comer, acampar e curtir belas paisagens.
       
      No inicio de Abril, minha amiga Priscila me fez um convite para se juntar a ela e uns amigos dela para fazermos a travessia. Como ainda estava me recuperando de um acidente em uma trilha na Chapada Diamantina, não dei certeza se poderia ir, mas estava alucinado com a idéia. Imediatamente comecei a rever os mapas, imagens de satélite e arquivos do caminho por onde passaríamos, mesmo que ainda eu não fosse, serviria de ajuda para o pessoal que iria.
       
      A intenção inicial do pessoal era caminhar sem peso nas costas e para isso contariam com um carro de apoio durante a caminhada, esse carro seria uma camionete, mas com a desistência do dono, acabou ficando por conta do fusca da nossa amiga Priscila. A direção do fusca seria revezada pelo grupo à medida que alguém estivesse cansado.
       
      O grupo que no início seriam 18 pessoas se resumiu a 7 pessoas no dia da partida:
       
      Marcelo, téc. eletrotécnico, estudante de matemática, responsável pelo planejamento e navegação do grupo.
      Náriman, enfermeira, professora e responsável pela área médica da aventura.
      Priscila, téc eletrotécnica, estudante de eng. Civil, fotógrafa e responsável pelo transporte.
      Rodrigo Bob, estudante de eng. mecânica da UNICAMP e perito em combustão de gases.
      André Clone, físico e caçador de petróleo.
      Luciano, engenheiro eletricista e doutorando em eng.
      Marcio Véi, Doutorando em Ed. Física e escritor.
       
      ...só fera!!! Hehehehhe!!!!
       
       
      30 de abril de 2008 - quarta-feira
       
      Ainda não conhecia a maioria das pessoas do grupo, só pelas mensagens trocadas por e-mail, mas todos se encontraram na minha casa em Passos-MG, para de lá partirmos rumo à Serra da Canastra. O pessoal acabou chegando tarde, pois vinham cada um de uma cidade diferente: Franca - SP, Varginha - MG e Campinas - SP.
       
      A intenção inicial era partir em dois carros para a Pousada Boa Esperança (Pousada do Eninho) na quarta a noite mesmo, mas o pessoal chegou muito cansado e resolvemos dormir em Passos mesmo. Ficamos tomando uma cerveja e discutindo os últimos detalhes da caminhada.
       
       
      01 de maio de 2008 - quinta-feira
       
      Levantamos já um pouco tarde, arrumamos toda a bagagem no fusca, passamos numa padaria para tomarmos um bom café da manha e partimos rumo a São João Batista do Glória.
       
      Para se chegar a São João Batista do Glória, ou simplesmente “Glória”, como o pessoal costuma a falar por aqui, é necessário entrar na cidade de Passos e perguntar o caminho, pois não há sinalização na cidade e o caminho é um tanto quanto confuso. Ao conseguir pegar a estrada para o Glória, chega-se ao Rio Grande, 11 km depois, onde toma-se uma balsa para atravessar o rio. De lá são mais 5 km até a cidade.
       
      Chegamos ao Rio Grande e pegamos uma grande fila para a balsa, uma vez que em épocas de feriados, uma grande quantidade de jipeiros, motoqueiros e pessoas em carros comuns, percorrem esse trajeto. Portanto, não fiquem chateados se pegarem a balsa no Glória ou em Delfinópolis cheia. Eu já tive que esperar 3 horas. A vantagem é que a balsa funciona 24 horas e para usá-la, se paga uma taxa do R$ 4,00 por carro na volta (a ida é grátis).
       
      Chegamos ao Glória, as 11:30 e de lá pegamos a estrada rumo a Pousada Boa Esperança (mais conhecida como Pousada do Eninho), que fica há 25 km e 40 min de lá. Do Glória há várias estradas que vão para vários locais na no Parque Nacional da Serra da Canastra. Mas todas são sinalizados, é só ficar de olho nas placas e escolher o caminho certo para onde se quer ir. Para o nosso destino é só seguir as placas indicando “Vale do Céu”. A estrada é boa, mas a nossa colega Priscila conseguiu atolar o fusca!
       
      Ficamos um tempo conversando lá na pousada do Eninho, e acabei conhecendo por coincidência o editor do Mochileiros.com “Vareja”. Deixei o meu carro lá, pegamos umas ultimas informações com o pessoal e partimos para a caminhada as 13:10 h acompanhados apenas pelo fusca de apoio e dois cachorros que viviam por alí.
       
      Pousada Boa Esperança
      Estrada Delfinópolis Casca D’anta
      Delffinópolis - MG
      Fone: (35) 3524-1426 (Enio e Gasparina)
      Camping: R$ 18,00 (com café da manhã)
      Almoço ou jantar: 12,00
      Chalés: R$ 70,00 (por pessoa/por dia, com uma refeição e café da manhã incluso).
      http://www.canastra.com.br/hospedagem/boaesperança.index.htm
       
      Do Eninho pode-se seguir 2 caminhos até a Pousada da Vanda (nosso segundo destino). O primeiro caminho é a chamada “trilha do Facão” e pode ser percorrida à pé ou de moto, tem cerca de 18 km. O segundo caminho, mais tradicional, possui 22 km é uma estrada por onde pode-se passar carro. Resolvemos ir pelo caminho da estrada por causa do nosso carro de apoio.
      A estrada é bem manjada e não tem erro, se não sair dela, não se perde. Depois de 6 km e 1:20h de caminhada, inicia-se uma subida mais forte por uma estrada chamada “estrada calçada”, pois ela é toda de paralelepípedos. De lá pode-se observar uns vales muito bonitos.
       
      Após percorrermos uns quilômetros chegamos até a Pousada Quilombo, de lá pode-se visitar a cachoeira do Quilombo, que fica a 4 km de lá, ou continuar pela estrada até chegar ao Vale da Babilônia. Logo que se avista o Vale, vê-se uma enorme Cruz escrita “Babilônia – Vale dos Bernardes – Guimarães, Ribeiros, Fortunatos”. A partir desse ponto percorremos a estrada toda paralelamente ao chapadão da Babilônia, em uma estrada praticamente plana, passando por algumas pousadas e fazendas. O visual do vale e show!
       
      10 km e 3 horas depois do inicio da caminhada passamos pela Pousada Babilônia, onde paramos para fazer um super lanche. A caminhada estava super tranqüila, estávamos caminhando no ritmo de passeio, batendo papo e tirando fotos. É possível caminhar mais rápido e diminuir o tempo até a pousada da Vanda.
      Próximo à pousada Babilônia, há uma cachoeira bem grande que os nativos chamam de “Cachoeira do Dão” outros de “Cachoeira das Cobras”, da estrada dá pra se vê-la bem nítida.
       
      Como estava ficando tarde, resolvemos não visitar a cachoeira, pois o tempo estava se fechando e ainda tínhamos que andar um tanto. A partir desse ponto resolvemos dar uma “apertada no passo” pra chegar mais cedo e não pegar chuva, o que foi inevitável. Pegamos uma chuvinha quando estávamos quase chegando a Pousada da Vanda. Durante todo o dia o clima se manteve fresco e agradável, o que ajudou a não desgastar muito o pessoal.
       
      Aos 20 km de caminhada, às 18:45 h chegamos a propriedade do “Sô Zezico”, um Sr. Muito gente fina conhecido por ser o fornecedor de gasolina para os motoqueiros e jipeiros que passam pela serra. R$ 3,00 o litro! 2 km depois, as 19:15 h chegamos ao nosso destino no primeiro dia, a Pousada da Vanda.
       
      Pousada da Vanda
      Serra Branca
      Fone: (35) 9997-0057
      Pernoite: R$20,00 (quarto coletivo)
      Almoço ou Jantar: R$10,00
      Café da manhã: R$6,00
      Cerveja em lata: R$ 2,00
      Refrigerante lata: R$ 2,00
       
      Na pousada negociamos o preço e acabamos optando por um quarto coletivo, tipo albergue, por R$ 30,00 por pessoa com o jantar e café da manha incluso. Achamos um preço justo. O jantar foi show de bola!!! Frango caipira, carne cozida, arroz, salada, mais algumas outras coisas que não lembro e uma cachaça especial que tínhamos levado (pros mineiros isso é sagrado!!!). Os quartos e os banheiros são bons. A Vanda disse que o pessoal não costuma ficar acampado lá, mas se quiserem podem acampar também, ela não quis dizer o preço, mas deve ser em torno de R$ 10,00.
      Durante a noite choveu e fez muito frio, mas deu pra dormir muito bem e confortável, tirando os roncos do Márcio!!
       
      02 de maio de 2008 - sexta-feira
       
      Levantamos as 09:00 h tomamos aquele big café da manhã, com o melhor pão de queijo que já comi. Arrumamos as bagagens tiramos umas fotos de uns pássaros exóticos que tem lá na pousada e partimos as 10:50 h rumo a subida da Serra Branca.
       
      A Serra Branca é o morro mais íngreme que temos que subir durante o percurso, tem um desnível de 240 m e uns 3 km de subida, fizemos a subida em 1h sem problemas. A visão lá de cima é muito bonita, e dá pra ver todo o vale que percorremos no dia anterior. A partir desse momento, começamos a caminhar por cima do Chapadão da Babilônia. Por um longo trecho bem plano. Isso facilitou bastante a caminhada.
       
      Depois de caminhar uns 6 km, no alto da serra, chega-se a uma bifurcação onde tem uma placa com indicação de 2 caminhos. Os dois caminhos chegam à Cachoeira Casca D’anta, porém primeiro, à direita, você vai por São José do Barreiro, e Estrada do Rolador. O segundo caminho segue para a cachoeira, sentido vão dos cândidos e Igrejinha.
      Siga o caminho menor, ou seja, sentido Vão dos Cândidos (Placas azuis).
       
      A partir desse entroncamento, há uma terceira opção que é uma "trilha alternativa" que vai por caminhos onde passam gado e motos. A intenção inicial era descobrir e mapear essa trilha no GPS, mas no alto da serra estava uma neblina muito densa, onde não se conseguia ver mais do que 100 m adiante, e o sinal do GPS estava muito falho. Mas eu conversei com alguns nativos e eles disseram que dá para passar por lá sem problemas. A referencia é “vale e caminho da mineradora de diamantes”. Esse caminho se inicia próximo à placa da Serra da Babilônia, passa por dentro de um grande vale e termina bem próximo à Casca D’anta.
       
      Continuando nossa caminhada pelo alto do Chapadão da Babilônia, as 14:00 h encontramos com um grupo de motociclistas desesperados porque um deles caiu e quebrou o braço. A sorte era minha namorada ter levado sua super caixa de primeiros socorros. Resumindo: ela deu uma injeção pra dor e uns comprimidos para acalmar o cara, colocou o braço dele no local enquanto os amigos dele arrumaram um carro com um nativo e uma ambulância para levá-lo ao hospital de São Roque de Minas... A gente não sabia quem tava mais desesperado, o cara do braço quebrado ou os amigos dele!!! No fim deu tudo certo.
       
      As 15:30 h chegamos a um ponto que é chamado de descida da Serra da Babilônia. A referência é um muro de pedras junto a um mata burros. Da placa até o muro de pedras são cerca de 4,5 km. A partir desse local começa a descida que é tranqüila porém a estrada está um pouco mais precária do que as outras por onde passamos. O tempo deu uma melhorada e deu pra apreciar o belo visual da Serra da Canastra ao fundo com a Casca D’anta ainda pequenininha de longe. Após a descida da Babilônia subimos o ultimo morro que nos leva a “Igrejinha”. Esse local é um morro alto que funciona como uma espécie de mirante 360º. Lá em cima tem um restaurante e uma área de camping muito legal... Vale muito a pena ficar uma noite lá.!! O visual é nota 1000. Da pra ver toda a Serra da Canastra por um lado e a Serra da Babilônia por outro.
       
      Saindo de lá continuamos a caminhada e chegamos ao nosso destino às 18:15, já bastante cansados. No Camping Dois Irmãos, o Sr. Vicente nos recebeu muito bem. Esse camping é mais conhecido como “Zé de Lima”, o antigo proprietário. Inclusive as placas ainda estão com o nome do Zé de Lima.
      A esposa dele preparou aquele jantar especial para nós, com frango caipira, macarrão, batatas, arroz, carne de porco cozida e salada. Além daquela cachaça sagrada né!!! Ficamos ali no restaurante dele até tarde conversando... depois montamos as barracas e fomos dormir. O camping é muito bem estruturado e fica há 5 minutos da Portaria do IBAMA.
       
      Restaurante e Camping Dois Irmãos
      Sitio Cachoeira Casca D’anta (Parte Baixa)
      São Roque de Minas- MG
      (37) 9951-8567 (Sr. Vicente e Ileuza)
      Almoço ou jantar para quem está acampado: R$ 10,00
      Almoço ou jantar para quem não está acampado: R$ 12,00
      Café da manhã: R$ 6,00 (servido até as 9.00h)
      Camping R$ 10,00
       
       
      03 de maio de 2008 – sábado
       
      Levantamos um pouco tarde e acabamos perdendo o café da manha. Comemos uns biscoitos e frutas que levamos e partimos para a cachoeira Casca D’anta. A intenção era visitar a parte baixa e a alta da cachoeira mas a trilha que leva à parte alta estava interditada por questões de segurança. Pra mim que já fui lá 2 vezes não fez diferença, mas o pessoal ficou um pouco decepcionado.
       
      Na portaria do IBAMA é necessário pagar uma taxa de R$ 3,00 por pessoa e você pode entrar e sair quando necessário dentro do mesmo dia. Antigamente podia-se acampar na área da cachoeira, mas há alguns anos atrás teve uma tromba d’água que saiu levando barracas e pessoas pelo rio São Francisco abaixo. Depois foi proibido.
       
      Ficamos na cachoeira até por volta de 13 horas, depois voltamos ao restaurante do Sr. Vicente almoçamos e fomos procurar uma forma de irmos embora. A intenção era voltar para Passos só no domingo, mas algum iluminado teve a idéia de passarmos o domingo conhecendo a área de Furnas. Eu como trabalho lá, já conheço tudo mas a maioria da turma ainda não conhecia.
       
      Fechamos um acordo com o Sr. Vicente e pagamos a ele R$ 50,00 para ele nos levar até a cidade de Vargem Bonita, 22 km da cachoeira. Em Vargem Bonita uma turma pegou um ônibus as 17:00 h para Piumhi onde pegaram outro ônibus, as 18:40 h para Furnas. Eu segui no fusca e me encontrei com a turma em Furnas. Lá nos hospedamos na casa do pai do Marcio Véi, onde comemos muito bem... ficamos de papo furado o resto da noite.
       
      04 de maio de 2008 – domingo
       
      Nesse dia, rolou o maior transtorno, levantei cedo e fui com a Priscila, Bob e Náriman, buscar meu carro na pousada do Eninho, 40 km de Furnas, quando faltavam 500 m pra chegar, lembrei que tinha deixado a chave do carro em Furnas... Acabei encontrado de novo, nosso amigo Vareja que estava hospedado lá no Eninho. E aí Vareja!!!
      Voltamos a Furnas, deixamos o Bob e Priscila junto com o restante da turma e voltei lá no Eninho com a minha namorada pra buscar o carro. Acabei chegando de volta as 16:00 h. Perdi quase o dia todo nesse vacilo.
       
      Enquanto isso, o pessoal visitou a Cachoeira do Filó, que fica às margens da rodovia MG-050, 3 km de Furnas e a Cachoeira Lagoa Azul (R$ 5,00), a 8 km de Furnas, na verdade, não sei porque ela se chama lagoa azul, porque ela é verde!!. Depois foram almoçar no famoso Restaurante do Turvo, onde por aqui se come uns dos melhores pratos de peixes da região. Pra finalizar visitaram o mirante da Usina Hidrelétrica de Furnas e o Mirante do “VHF” um morro de onde se vê grande parte do lago e do Rio Grande depois da Usina. O visual e o por do sol são fantásticos!!!
       
      A noite voltamos à passos, onde cada um pegou seu carro e seguiram para suas cidades. Isso fechou o sensacional feriado do trabalhador.
       
       
      Distâncias:
      Passos – Porto do Glória 11 km 15 min carro
      Porto do Glória – São João Batista do Glória 05 km 05 min carro
      São João Batista do Glória – Pousada Boa Esperança 25 km 40 min carro
      Pousada Boa Esperança – Pousada da Vanda (estrada) 22 km 08 h a pé
      Pousada Boa Esperança – Pousada da Vanda (trilha do facão) 18 km 04 h a pé
      Pousada da Vanda – Camping 2 Irmãos 25 km 07 h a pé
      Camping 2 Irmãos – Cachoeira Casca D’anta 1,3 km 20 min a pé
      Camping 2 Irmãos – Vargem Bonita 22 km 40 m carro
       
       
      Gastos:
      em torno de R$ 150,00 incluindo gasolina do fusca, lanches, jantar, camping, taxas do ibama e passagem de ônibus.
       
      Suprimentos:
      barraca, lanches leves, frutas, anorak, saco de dormir, isolante térmico, binóculo, água (não achamos muitas nascentes), maquina fotográfica, poucas roupas, mapas, lanterna, cachaça, kit 1º socorros.
       
      Obs.:
      no percurso, não há telefones públicos nem sinal de telefone celular. No camping do Sr. Vicente você poderá fazer ligações a cobrar usando o celular dele. Acho que tem sinal da operadora Vivo próximo ao camping dele.
       
      pessoal, espero que tenham gostado do relato e que ele seja útil para alguem. tenho os mapas da travessia, se alguem tiver interesse, me mandem um e-mail que eu envio. não sei se dá pra colocar aqui, são 6 páginas e esta em formato .pdf. Qualquer dúvida é só perguntar!
      [email protected]
      Abraços e se alguem aparecer por aqui, faça contato!
      Marcelo Morais
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