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StanlleySantos

Santarém x Alter do chão 2018 - roteiro econômico na terra do carimbó

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Relato monstro.

 

man , só uma dúvida....

tenho 7 dias .. Belém a Manaus com parada em Santarém.. To querendo fazer todos trechos de avião pelo tempo q tenho... porém queria ver o cotidiano dos encontros etc, posso fazer com passeios invés de pega barca e nesses dois dias  curtir isso?

  • Gostei! 1

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Boa noite jovem! Sim, eu escrevo horrores, e gosto de relatos detalhados, então......rs

 

Sobre sua dúvida, olha, eu não entendi direito, seria fazer passeios contratados para conhecer tudo?

Santarém é possível conhecer em um  dia, se vc souber as direções, é uma cidadezinha tranquila e pequena. A maior parte das atrações ficam no centro mesmo. Agora as praias é um pouco complicado pq apesar de serem próximas do aeroporto, são de difícil acesso para quem não tem transporte próprio e tal. Mas se vc puder ir para alter (e recomendo), as praias de santarém podem ser "puladas".

 

Agora Alter, vc pode fazer um passeio de barco com os barqueiros que ficam na orla, no caso vc conhece as principais praias em um dia. É uma alternativa boa para quem não pode passar muito tempo. Só fica ciente que vai ser bem corrido. Dá pra subir o morro da piroca a qualquer hora do dia sem bronca, se puder emendar no roteiro....Um dia realmente não rola para curtir devidamente alter, mas dá pra fazer um passeio pelas praias e assistir o pôr do sol em alguma.

E mais uma coisa: a Amazônia está no período de chuvas, então tenha em mente que pode pegar tempo ruim.

  • Obrigad@! 1

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11 horas atrás, StanlleySantos disse:

Boa noite jovem! Sim, eu escrevo horrores, e gosto de relatos detalhados, então......rs

 

Sobre sua dúvida, olha, eu não entendi direito, seria fazer passeios contratados para conhecer tudo?

Santarém é possível conhecer em um  dia, se vc souber as direções, é uma cidadezinha tranquila e pequena. A maior parte das atrações ficam no centro mesmo. Agora as praias é um pouco complicado pq apesar de serem próximas do aeroporto, são de difícil acesso para quem não tem transporte próprio e tal. Mas se vc puder ir para alter (e recomendo), as praias de santarém podem ser "puladas".

 

Agora Alter, vc pode fazer um passeio de barco com os barqueiros que ficam na orla, no caso vc conhece as principais praias em um dia. É uma alternativa boa para quem não pode passar muito tempo. Só fica ciente que vai ser bem corrido. Dá pra subir o morro da piroca a qualquer hora do dia sem bronca, se puder emendar no roteiro....Um dia realmente não rola para curtir devidamente alter, mas dá pra fazer um passeio pelas praias e assistir o pôr do sol em alguma.

E mais uma coisa: a Amazônia está no período de chuvas, então tenha em mente que pode pegar tempo ruim.

pq não queria fazer os trechos de barco, e sim de avião pq meu tempo é curto. porém o trajeto de barco vemos os encontros e rotina dos ribeiros .. obg man

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Ahhhhh entendi.

Mano, considerando que vc tem 7 dias para conhecer 3 cidades, sendo duas capitais, não pegue barco. Ele subirá o rio no sentido Manaus e vc perderá MUITO tempo só nisso. Deixe para uma estadia mais longa e faça tudo de aviãozinho mesmo.

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    • Por mcm
      Como já mencionei no relato (3 dias no Qatar) que efetivamente começa esta viagem, Depois de 2 anos sem férias (troca de emprego = menos férias), 2019 era novamente vez das férias de 20 dias. Alvo era novamente Ásia. Japão, China, Indonésia, Filipinas, Coreia, o leque era grande. Com as passagens no Brasil escalando Himalaias, já na virada do ano comecei a prestar muita atenção nas promoções que surgiam no celular (Melhores Destinos) e email. E eis que surge a Qatar com 3 pratas para a China, partindo de São Paulo. Achei o preço muito bom, e logo fechamos. Ainda acho que foi um ótimo preço – no entanto foi a passagem mais cara de todas as viagens que já fizemos nesta década.
      Como era pela Qatar, tivemos a chance de programar um stop-over em Doha e conhecer a cidade, o que relatei aqui. 
      Antes do relato, vou traçar umas considerações gerais.

      China?
      Sim, China! Conheço uma penca de outras pessoas que já foram, mas quase todas a negócios. Mergulhei em relatos – li diversas vezes os dois excelentes relatos que tinham aqui no mochileiros.com – e identifiquei que, se por um lado é um lugar moderno e em constante modernização, teríamos problemas com língua, costumes e afins. Presumidamente mais que em outros cantos do mundo em que já estivemos. Isso nos atraiu, de certa forma, e gerava uma certa ansiedade e curiosidade. Aquela coisa de sair da zona de conforto.

      Mas onde na China?
      País grande demais, tinha de escolher onde ir. Chegada e partida de Pequim, que era nosso porto. De cara buscamos as cidades mais ‘famosas’ (ao menos no nosso subconsciente), Xangai e Hong Kong. HK, aliás, hoje pertence à China, mas funciona meio que de modo separado. É China, mas não é. É por aí. Entre Pequim e Xangai tem Xian, famoso local dos guerreiros de Terracota. Rapidamente Xian entrou também. Por serem cidades grandes, alocamos uma quantidade razoável de dias para cada cidade (5 em Pequim, 4 em Xangai, 4 em HK), para permanecer mais dias nas cidades e se deslocar menos. País continental, quanto mais deslocamento, menos tempo curtindo. Imaginamos também o tempo de deslocamento *dentro* das cidades.
      Mas sobrava alguma folga. Fiquei fascinado com Zhangjiajie, mas Katia não se empolgou tanto. De modo que acabou sacada da viagem – ficou para uma próxima vez. Adoraria ir ao Tibete, mas a longa distância e o eventual perrengue (eventualmente a entrada fica proibida) me fizeram descartar também. Entre outras opções consideradas, no fim das contas incluí Pingyao nos dias faltantes. Ficava entre Pequim e Xian e parecia uma charmosa cidade pequena, coisa que faltava no nosso roteiro. Era tipicamente um lugar que incluiríamos num fim de viagem (tipo Cesky Krumlov, Bled, Bruges), mas que acabou no começo por força logística.
      Olhando para trás, eu mudaria muito pouco. Talvez cortasse um dia de HK, e teria incluído um para Suzhou. O galho é que as distâncias são grandes, ainda que preenchidas de forma veloz pela formidável malha ferroviária chinesa.
      Tendo mais tempo, teria ido a Hua Shuan, explorado os arredores desde Pingyao, mais ainda os arredores de Xian, Tibete e tantas outras coisas que tem por lá.
      Como foi?
      Foi ótimo, deu tudo certo. Curtimos demais, andamos demais, conhecemos demais, maravilhamo-nos demais. Tivemos menos problemas que o esperado.
      Quando voltei, sonhei com a China durante toda a semana seguinte. De noite saciava a seca assistindo a Pula Muralha e 2 a Mais, 2 interessantes e divertidos canais no Youtube com temática chinesa.

      Visto 
      Rolou certa burocracia para emissão do visto. Felizmente moramos muito perto do consulado, então resolvíamos tudo rapidamente. Em nossa primeira ida, Katia não podia entrar de bermuda (!!), tinha de ser calça abaixo do joelho. As instruções dizem para preencher todos lugares onde iremos e estaremos (hotéis), e assim fizemos. Chegando lá, descobrimos que, mais importante que isso, é manter a formatação de 4 páginas. Então, contradizendo as instruções, melhor suprimir informação. No fim das contas, refazer o formulário. Para fechar, precisávamos de 2 entradas (iríamos a Hong Kong no meio da viagem, e, embora seja tecnicamente China, conta como saída), mas isso nos foi negado por conta de o passaporte ter validade somente até o fim do ano. Para 1 entrada, ok. Para 2, precisava de 9 meses de validade. Mas o cônsul deu a dica: se vc renovar o passaporte, te dou entradas múltiplas. Pensei rapidamente e optei por essa alternativa. Renovamos, ainda usamos na viagem ao Peru semanas antes, e depois pegamos o visto. Tudo certo, amém.

      Escrita, língua, etc.
      Segundo o Lonely Planet a China tem 8 grandes grupos de dialetos. Dentre vários outros pelo país... O mandarim é o mais famoso e oficial, o cantonês vem em seguida. Sobre a escrita está dito que sabendo de 1200 a 1500 dá pra se virar. Sabendo de 2000 a 3000 já dá pra ler jornal. Um indivíduo mais educado usa de 6000 a 8000 dos caracteres. Ou ideogramas, seja como for.
      Era para eu ter aprendido minimamente alguma coisa de chinês, mas a verdade é que aprendi praticamente nada além de oi e obrigado em chinês. Lá se vão os tempos em que cheguei a aprender cirílico para me virar na Rússia, agora tenho tido cada vez menos tempo de planejar.
      Foi bem complicado de se comunicar em geral – e, ainda assim, foi menos complicado do que eu esperava. Talvez tenha criado expectativas de quase não comunicação. Mas existe gestual, existe mímica, existem as palavras que a galera já sabe (beer!) e existem os tradutores. Seja do google, seja algum local – usei algumas vezes, e usaram comigo também. Quando digo que foi complicado se comunicar é pra reforçar o que se diz em geral: são raros os que falam inglês.
      Comparativamente, eu diria que deve ser próximo ao que um estrangeiro se depara ao visitar uma cidade brasileira: não há praticamente nada em inglês.
      Levamos o nosso livrinho icoon, de ilustrações que ajudariam na comunicação, achando que finalmente dessa vez iríamos precisar! Mas não usamos. Na hora da dificuldade, ou rolava a desistência, ou chamavam alguém que falava inglês, ou usávamos algum tradutor digital. Compramos o icoon no começo da década. Hoje parece defasado.
      Ah, de tanto ouvirmos galera contando até três para tirar foto, memorizamos algo como “i, ar, san”..., ou coisa semelhante. Então sabemos contar até 3 em chinês.

      Pessoas
      Em 10 entre 10 relatos que li, a galera relatava que se depararam com chineses que não eram lá muito amigáveis, ou que eram antipáticos, ou que se recusavam a ajudar, etc. Alguns textos chegavam a desprezar a população local. Acho que tive sorte: só tivemos contato com pessoas legais. Em diversas ocasiões em que caímos no lost in translation as pessoas buscaram nos ajudar. Chamavam alguém que falava alguma coisa em inglês, ou usavam algum aplicativo tradutor local, ou facilitavam logo as coisas (uma guarda não conseguia nos fazer entender que precisávamos do passaporte para obter os ingressos de um museu, então decidiu nos dar logo os ingressos), usavam as mãos, ou muito simpaticamente nos faziam entender que não haveria como nos comunicarmos, etc. Claro que vimos fura-filas (mas só pegamos micro-filas) e outras coisas de que nem me lembro direito, mas nada que se comparasse ao que li antes de viajar. Achamos os chineses pessoas legais e sorridentes em geral.
      E lá rolou uma coisa que vivemos na Índia, que é a galera pedir para tirar foto conosco (ou efetivamente nos fotografar). Curtimos bastante, tiramos várias fotos juntos.
       
       
       
       
       
      Filas
      Novamente, dez entre dez relatos sobre a China me alertavam para eu relaxar e me acostumar ao fato: haverá filas. Relaxei e esperei por isso. E, creiam, não peguei filas na China. Nem eu acredito nisso. Deve ser até manchete de jornal, mas é verdade. Não me refiro a fila de 2 ou 3 pessoas à sua frente, nem considero isso. Tô falando das filas de que se espera na China, quilométricas, com dezenas ou centenas de pessoas. Não pegamos. De novo: li que era para esperar por isso, e, repito, li isso em TODOS os relatos. Mas nada. Era uma surpresa atrás da outra. Na chegada na imigração (onde?), na hora de comprar ingresso (cadê a fila?), na hora de entrar na atração (fila, onde?), seja para entrar no Aeroporto ou estação de trem (para embarcar tinha, naturalmente), nada. No nosso último dia, enfim, nós vimos uma fila – para entrar na Praça da Paz. Era dessas que esperávamos ao longo de toda a viagem. E desistimos, o combinado era conhecer o Mausoléu do Mao somente se não houvesse fila. Era um sábado pela manhã. Até hoje fico impressionado com isso, e por isso repito: não pegamos fila na China. 

      Comidas
      Busquei sempre comer coisas locais, evitei ao máximo a tentação da comida ocidental (mas cedemos à indiana!). Acho que tolero bastante comida apimentada, mas houve umas duas vezes em que estava MUITO apimentado (tive de comer em etapas, ehehehe). Comemos desde churrasquinho de rua até em restaurantes um pouco mais refinados – mas nem tanto, o Lonely Planet classificava com dois cifrões de um máximo de 3. Comi muita coisa boa, e outras tantas que não me disseram nada. Não desgostei de coisa alguma, mas em muitas vezes achei que não havia muito sabor. Pode ser em decorrência de as coisas não terem muito sal nem muito açúcar (ou melhor, de ter muito pouco de cada). Por exemplo, num trem eu comprei uma pipoca. Parecia ser de sal, mas não tinha gosto nem de sal, nem de açúcar. Fui até o vagão restaurante atrás de um saquinho de sal (a conversa foi desenrolada via tradutor deles) – e não tinha! A pipoca era daquele jeito mesmo.
      Visitamos diversos food stalls. Sempre que havia algum, percorríamos. Era muito bacana, vimos diversas coisas das quais não fazemos ideia do que se trata. Vimos comidas com cores maravilhosas – lembro de comer uma massinha com recheio algumas vezes, que pelo visto eles coloriam. Não sei o que era, mas eu gostava, era levemente doce. Lembro de ver diversos bichos e partes de bichos nos espetos. Algumas coisas identificávamos, outras não sei até hoje. Muito diferente e distante do que estamos habituados. Patas de galinha, rabo de alguma coisa, pata de porco (ao menos parecia), sapo, alguma coisa que se parecia com um pintinho, tudo isso vimos em espeto para churrasco. Comi espetinhos do que presumo que era carne de porco e ou carneiro. Era bom e geralmente barato. Katia comeu espetinho de polvo, e também gostou. Comemos vários quitutes (?) que comprávamos pela beleza, mas o sabor, como falei, não me dizia muita coisa. Não havia regra: comemos muito bem em locais bem populares e guerreiros. Comemos bem em restaurantes mais caros. Não comemos mal em canto algum. Em geral curtimos muito, mas observávamos mais do que comíamos. Via de regra, em viagem, só temos uma refeição – a janta.
      Ah! Em n cantos eu li e em n ocasiões ouvi: “não coma comida de rua”. Ignoramos. E foi muito legal!
      Segue então um flood de fotos de comida:
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       

      Chás
      Bebemos inúmeros chás de garrafinhas, que comprávamos em qq vendedor de rua. No fim da viagem já conseguíamos identificar alguns de que gostávamos mais. Chás mais refinados de casas de chá, não fomos. Eventualmente pedimos nos restaurantes, mas preferimos sempre cerveja, ahahaha. A rigor, não somos muito de chá, embora eu, carioca, beba muito Mate. Café é uma coisa que achei bem cara por lá. 
      Compramos (pó? granel? de) chá numa lojinha de Pingyao, que levamos para o resto da viagem. Esses eram muito bons. Então tomávamos chá antes de dormir todas as noites, pq em toda hospedagem na China tem garrafa térmica – tal qual Inglaterra.
       


      Restaurantes
      Os pratos vão chegando conforme ficam prontos, não tem isso de servir tudo junto. Tal qual outros cantos da Ásia, aliás. Os pratos são sempre apimentados. Vc pode evitar de comer os pedaços de pimenta, no entanto. Eu sugiro treinar o paladar. Ou apelar para comidas ocidentais, o que evito – e evitei. Eu não sou de comer pimenta no dia a dia (Katia sim, todos os dias), mas encaro numa boa. Achei a comida na China bem mais apimentada que na Índia, por exemplo (na Índia não comi carne).
      Esqueça essa coisa de carne sem gordura, sem osso, sem cartilagem. Lá vai tudo.
      Na China não tem 10% na conta. Em HK tem.

      Pagamentos
      Nós, turistas, pagamos em cash mesmo. Mas vi a galera local pagando tudo com celular via QR code.

      Google
      Toda a plataforma google é bloqueada, é verdade. Nada de gmail, nada de google.com, nada de maps, nada de Instragram, nada de whatsapp.... Mas whatsapp funcionou em alguns poucos momentos, não entendi o pq. Funcionou eventual e pontualmente entre Pingyao e Xangai. 
      Isso NÃO se aplica a Hong Kong e Macau, onde o google funciona normalmente. Muita gente que não vive sem google acaba pagando por um VPN para burlar a censura. Katia fez isso e funcionou. Eu desencanei e preferi ficar sem google mesmo. Em geral, achei a Internet lenta por lá, provavelmente por ser controlada.
      A rede social predominante por lá é o we chat. Vimos em vários cantos.

      Mapas
      Li em diversos cantos que o google maps seria inútil por lá. Como o Google é bloqueado e sequer é possível baixar os mapas para ver offline, de fato não haveria como. No meu caso o google maps até aparecia, acho que os mapas ficaram no cache. Mas atesto: o google maps na China é fora de prumo, não é preciso. A dica é usar o maps.me – esse app foi salvador! Em alguns casos é até melhor que o google maps – ele fornece, por exemplo, a rota a pé de um ponto a outro, mesmo offline. Baixei os mapas antes e marquei alguns dos pontos que eu havia mapeado. Funcionou quase 100%, somente um ou outro ponto que estava mapeado errado. Então #ficaadica, na China usar MAPS.ME.

      Templos
      Via de regra limpíssimos e quase sempre parecendo novíssimos (repintados, ou conservados, seja o que for). Exceção somente para templos menores que visitamos em Pingyao, que pareciam estar mais empoeirados.

      Hábitos
      Vimos e ouvimos escarradas sim. Arrotos também. É relativamente comum, embora praticado por pessoas mais velhas. Mas não vi essa prática em locais públicos muito limpos, como metrô, estação de trem etc. – digo, não via escarrar no chão, nesses casos a galera ia escarrar na lixeira. Em HK ouvimos muito menos.
      Confesso que não vi, ou não reparei, se a galera come de boca aberta – essa era outra impressão que li de outros viajantes. Também não vi xixi em copo ou crianças com a parte da bunda aberta (mas a verdade é que não reparei). 
      Mas vi campanhas educativas pelas cidades, sobretudo em vídeos no metrô: parar para pedestres atravessarem, estacionar em faixas determinadas, não fazer xixi nas ruas (e sempre havia banheiros públicos grátis!).

      Banheiros
      Encontrados com muita facilidade em tudo quanto era canto. Em Pequim, por exemplo, todo hutong tem banheiro. Às vezes mais de um e próximos uns dos outros. Eram sinalizados nas cidades, e em geral limpos. Para mulheres era mais complicado por conta do padrão chinês/asiático (squat position) – Katia conta que nem todos os femininos tinham privadas ‘ocidentais’ ou divisórias.
       
       
      Limpeza
      As ruas (e parques, e praças, e tudo quanto era lugar) das cidades onde estivemos na China são em geral MUITO limpas. Sem padrão de comparação com a imundície das grandes cidades brasileiras. Vi sim pessoas jogando coisas no chão na maior cara de pau, mas sempre havia alguém para limpar isso também. Lixeiras eram encontradas com facilidade.
      HK é visivelmente mais suja. Mas, ainda assim, muito menos que o Rio de Janeiro, por exemplo.
      Vale dizer: via de regra os jardins são MUITO bem cuidados, lindos. E as flores parecem perfumadas. Cheguei a desconfiar que borrifam perfume nos jardins.

      O trânsito e as ruas
      Em Pequim é tipo Brasil: o pedestre está em último na escala de prioridades. O mais forte vem em primeiro lugar. Bicicletas e elétricas têm pista exclusiva, no canto das avenidas. Largamente desrespeitada por carros, que por muitas vezes vi estacionados nelas, quando não havia divisória. Geralmente motos e elétricas transitam por lá, na área reservada a elas, mas não era incomum estarem nas calçadas também. Tal qual Brasil, ciclistas e motociclistas entendem que sinalização de trânsito serve apenas para carros. Seja sinal vermelho ou mesmo contramão. Habituados ao esquema Brasil, atravessávamos a rua do nosso jeito também. Em regra, ao atravessar ruas e avenidas, olhe para todos os lados, inclusive para trás. Lembre-se, vc como pedestre está em último na escala de preferências. Dito isso, reitero: para brasileiros não é muito diferente do que vivemos no dia a dia.
      Em geral as placas de proibido bicicleta, em áreas de pedestres, são solenemente ignoradas por bicicletas mecânicas, elétricas e motos. Buzinas avisam que vc deve sair da frente de quem tem prioridade na prática.
      Achei o trânsito mais organizado em Xian e Shanghai; Pingyao não conta muito. Em Hong Kong era mais 1º mundo.
      Em Hong Kong, nada de motos e bicicletas e elétricas. Lá havia trams e ônibus dois andares.

      Metrô e transportes internos
      Muito tranquilo de se usar. Máquinas com menu em inglês em todas as estações. Basta indicar a sua estação final e pagar que tudo se resolve. Necessário guardar os bilhetes até a saída. Se vc decidir mudar de planos durante a viagem? Sem galho, só pagar a diferença na estação de saída (tem guichê para isso). Metrôs novos e modernos, e muito, muito limpos. Em Pequim o painel de cada vagão indicava em qual porta sair na estação seguinte. Muito útil no rush! Mas não era em toda e qq linha.
      Tendo um guia à mão, é bom saber qual a melhor saída para sua atração. Poupa tempo. De qq forma, as estações têm mapa.
      Em vários vagões reparamos em vídeos educativos que (presumo) o governo patrocine para educar os modos da galera. Do tipo: ceder lugar aos mais velhos, grávidas ou portador de necessidades; não cuspir; não sujar; deixar o lado esquerdo livre nas escadas rolantes (neste caso funcionava somente algumas vezes, tipo Brasil), etc. Mas não vi galera retirando a mochila das costas em vagões lotados.
      Para entrar no metrô vc sempre precisa passar por raio x e detector de metais. Mas só pra constar, a inspeção é leve. Em HK não tem isso de raio x e detector. 
      Vimos algumas estações com guardas. Eles entravam em alguns vagões também. Esses guardas do vagão sempre desembarcam e aguardam sinal de embarque para retornar. E impedem outros de entrar quando o sinal toca. Vimos tbm pessoas pedindo informações a eles.
      Ônibus é complicado pq todas as infos estão em chinês. Mas em HK andamos de ônibus, as infos estavam bem descritas em inglês em cada ponto.

      Leões nas portas
      Isso é algo que vc vai ver em tudo quanto é canto. Seja cidade pequena, seja nos grandes centros. As entradas estão guarnecidas por dois leões de pedra. Normalmente o macho está com a pata sobre uma bola e a fêmea tem a pata sobre um filhote (parece esmagar, mas na verdade está acariciando – ou protegendo?). Estão lá para espantar maus espíritos.
       
      Tomada
      Levamos um adaptador universal, mas não foi necessário. A tomada de dois pinos funciona numa boa por lá – em um lugar que ficamos em Pequim ficava meio mole. Mas deu pra carregar geral.

      Compras
      Não fizemos (não fazemos habitualmente).

      Segurança
      Relaxe. Não há padrão de comparação com grandes cidades brasileiras.

      Hospedagem
      Cidade – hotel - diária
      Beijing - 161 Wangfujing Courtyard Hotel – 405 CNY
      Pingyao - Pingyao Hongyuyuan Guesthouse – 92 CNY
      Xian - So Young City Center Hostel Huiya Tianmu Shop – 138 CNY
      Shanghai Blue Mountain Bund Youth Hostel – 499 CNY
      ibis Hong Kong Central and Sheung Wan – 473 HKD
      Novotel Beijing Xin Qiao – 437 CNY
      Via de regra escolho a região onde ficar em 1º lugar, e depois o mais barato que não seja (muito) esculhambado. Localização, quarto casal com banheiro, nada de não reembolsável. Nesse caso, acho que elevamos o padrão um pouco. E achei os hotéis nas grandes cidades bem caros. A diferença, por exemplo, entre os preços pagos em Xangai e Pingyao, de 5x, não se traduz na qualidade. Esperava por preços de hotéis mais na linha Sudeste Asiático. Mas eles estavam mais para Singapura grandes maiores.
      Em cada região, escolhi onde ficar. Wangfujing e arredores em Pequim, centrão em Pingyao, dentro da muralha em Xian (diria hoje que é desnecessário, mas felizmente dei sorte de ficar relativamente perto do Muslim Quarter), perto (mas nem tanto assim...) do Bund em Xangai e HK eu acabei não ficando onde queria, que era do outro lado do rio. Por conta dos preços, e da qualidade que eu via, acabei optando por uma boa promoção (não reembolsável, mas foi o jeito) do Ibis. Foi ótima opção, acertei sem querer (mas se voltasse ficaria mais perto do Soho). Na volta em Pequim, tinha reservado um albergue (Station hostel) e depois vi uma promoção do Novotel mais barato que o albergue (mas ambos caros). Achei aquilo bizarro, e não recusei o esquema-patrão.
      Padrão dos banheiros de hotéis, pousadas e albergues que ficamos era ter: 2 escovas com pasta, 1 pente. Xampu e sabão líquido, 1 sabonete sólido. 

      Transportes
      Trecho - preço por cabeça
      Avião:
      RJ x SP – Gol – 162 BRL
      SP x Doha x Pequim – Qatar - 1500 BRL
      Trens:
      Beijing West – Pingyaogucheng – 183 CNY
      Pingyaogucheng - Xian North – 150 CNY
      Xian North - Shanghai Hongqiao – 670 CNY
      Avião:
      Shangai Hongqiao x Hong Kong – China Eastern – milhas
      Hong Kong x Pequim - China Southern – milhas
      Pequim x Doha x SP – Qatar - 1500 BRL
      SP x RJ – Latam – 132 BRL
      Comprei tickets de trem adiantadamente com a China Highights, agência online. Pedi para entregar no nosso hotel em Pequim. Paga-se taxa para tudo isso, optei pela comodidade. E deu tudo certinho. Tickets estavam lá no nosso hotel quando chegamos, instruções foram perfeitas, tickets todos certinhos conforme compramos. A ideia, que li em 10 entre 10 relatos, de filas e miscommunication para comprar nas estações de trem me levaram ao conforto de antecipar essa parte por agência.
      Usamos trens D e G, que são de alta velocidade. G é o de mais alta. Trens (e metrô) tinham informações e anúncios em inglês. Mas não era tudo traduzido, era somente o necessário.
      Sobre os trens, preferimos sempre os de noite, como qualquer outro transporte. Olhando para trás, talvez pegasse algum sleeper. Rola um barato também de viajar de dia, observar visual e tal. De noite é dormir, ou ler (e sempre lia o guia, livro, Piauí, etc.) OU ainda netflix. Dez entre dez relatos e guias dizem que estrangeiros não tem como comprar passagens pela inet no site oficial, e nem mesmo nas máquinas automáticas das estações. Nem tentei. 
      Eu faria os trechos internos para e de Hong Kong de trem também, mas em ambos os casos me tomaria um dia inteiro de viagem, mesmo em alta velocidade. Então optamos por avião. Acabou que consegui usar milhas de longa data que tinha da Flying Blue, e que estavam prestes a expirar!, para emitir passagens para os dois trechos. Amem!
       
    • Por rafaelaneto
      Oi pessoal! Meu nome é Rafaela, tenho 16 anos atualmente e sou de Belo Horizonte. Sempre gostei muito de viajar. Quando meus pais começaram a ganhar mais dinheiro já comecei a planejar várias viagens e eles sempre confiaram em mim. Enfim, até meu aniversário de 15 anos só tinha conhecido Orlando e alguns estados brasileiros. Quando ele foi chegando perto, pedi minha mãe para ir pra Ásia como presente e ela deixou, apesar de não ter vontade. Meu irmão e meu pai não foram porque meu pai tinha acabado de esgotar nosso dinheiro investindo e também não tinham vontade de ir. Então fomos eu e minha mãe passar 20 dias por Tailândia e Camboja em dezembro de 2017 (um ano e meio de viagem, por isso esse relato não vai ser rico em detalhes e em tópicos, mas não queria deixar de publicar)
      PASSAGEM AÉREA
      Por causa do tal investimento a viagem sempre ia sendo adiada (não a data, mas o dia de comprar passagem), o que acabou aumentando muito os custos da passagem aérea. Compramos a passagem dia 18 de novembro para viajar dia 8 de dezembro. Resultado: 4564 reais por pessoa sem parcelamento (pela LATAM). Ida SP - Londres - Bangkok. Volta no dia 28 Bangkok - Paris - SP. Teve ainda o vôo BH - SP comprado uma semana antes por 700 reais por pessoa. Os vôos internos foram pela Bangkok Airways. Não achei o email com os valores, mas foi cerca de 1200 reais por pessoa 3 vôos. Olhando 3 meses antes vi passagens saindo de BH por 3.000 reais. Resultado: PLANEJEM AS COISAS E COMPREM COM ANTECEDÊNCIA
      HOTÉIS|ROTEIRO
      Aproveite os hotéis do sudeste asiático: os preços são ótimos e são charmosos. Mesmo com pequena antecedência foi fácil reservar, apenas em Phi Phi que foi meio complicado - e um pouco mais caro. Breve descrição e preços da época de onde ficamos:
      8 - 10: Viagem de BH à SP. Conexão de 6 horas. SP à Londres com conexão de 8 horas. Londres à Bangkok.
      10 - 15: Hotel Royal Bangkok Chinatown em Bangkok - R$?? - Lindo, café da manhã legal com opções locais e internacionais, muitos chineses fazendo compras, localização boa bem na bagunça de BKK, piscina gostosa.

      15 - 17: EMAN-SIM BOUTIQUE HOTEL em Phnom Penh - R$358 - Lindinho, ótima localização, piscina de borda infinita no topo, funcionários gentis

      17 - 21: River Bay Villa em Siem Reap - R$362 - Localização fora do centro mas confortável

      21 - 22:  Lada Krabi Express em Krabi - R$115 - Apenas para passar a noite. Normal, limpo, localização boa e tinha que tirar os sapatos para entrar rs
      22 - 24: (não achei nos registros do Booking) em Phi Phi - Bem localizado e limpo. Mas apertado e... dava para ouvir Karaokê em chinês a noite toda. Estávamos de bom humor e não nos incomodou. 
      24 - 27:  iRest Ao Nang Krabi em Praia de Aonang - R$670 - Quarto enorme, sem piscina e relativamente mal localizado.

      27 - 28: Viagem de Krabi à Bangkok. Conexão de 6 horas. Bangkok à Paris com conexão de 8 horas. Paris à São Paulo. São Paulo à BH. Ufa!
      CONSIDERAÇÕES|FOTOS
      Geral
      - Amamos
      - Tínhamos franquia para despachar mas levamos somente 2 malas de mão e 2 mochilas
      - Se atente as exigências das roupas dos templos
      - Roteiro sem correria. Ideal era ter tirado um dia de Siem Riep e por em Phi Phi
      - Estava bem quente. Em Bangkok chuviscava o tempo todo e nas praias o sol não abriu nenhum dia  Mas estavam lindas mesmo assim...
      - Lembre-se que janeiro é uma boa época na Ásia mas inverno na Europa. 2 mochilas inteiras foram ocupadas com roupas de inverno.
      - Tudo é muito barato
      - Oficiais da imigração nem respondiam meu bom dia, só carimbavam meu passaporte e conversavam com os colegas na língua deles 
      - Pessoal do hotel, restaurantes e lugares turísticos falavam inglês perfeito
      - Não comi comida tailandesa (!!). Sou bem enjoada então ia em restaurantes internacionais
      - Me tornei vegetariana depois de ver pato assado em BKK

      - Muitas comidas de rua, principalmente porco e frutos do mar. Tinha também muitos vendedores de frutas. Tomei suco de romã in natura todos os dias (MUITO bom)

      - Sempre que saíamos levávamos o cartão do hotel com o endereço em língua local e também do lugar que queríamos ir
      - Taxi e tuc tuc são baratos e assim nos locomovemos. Era bem divertido! O ideal era combinar o preço antes. Tivemos problema apenas uma vez, quando o taxista insistia em ligar o taxímetro. Ele começou a xingar em tailandes. Saímos do carro
      - Não sofremos com o jet leg. Dormimos e acordamos no horário normal
      - Vimos vários monges, nos lugares turísticos, templos e aeroportos (em ala reservada junto com deficientes e grávidas)
      - Em 20 dias vimos 2 amigos brasileiros em Bangkok e 2 casais em Phi Phi
      - Moeda tailandesa é o baht. Cotação era 10 baht = 1 real
      - Compramos um Iphone para meu irmão 1000 reais mais barato e uma GoPro mais barata também
      Europa
      - Aproveitamos as conexões. Saímos pelo centro das cidades e comemos por lá. Gostamos mais de Paris, tudo é muito lindo, artístico. Londres parecia abandonada. 

      Bangkok

      - O aeroporto de Bangkok é enorme, mas o que mais chamou atenção foi a poluição (provavelmente é). Pousamos e decolamos lá 6 vezes e em todas sentimos o "estrondo" do avião passando por ela, também não dava para ver nada lá em baixo
      - Realmente pediram o certificado de vacinação da febre amarela
      - Bangkok é enorme (8 milhões) e incrível. As pessoas, os cheiros, as comidas, a bagunça, os templos com os prédios: fantástica
      - BKK é lotada de chineses de excursão. Chega a ser engraçado
      - Muuuuuitas motos e um trânsito muito bagunçado
      - Visitamos alguns templos
      - Fizemos massagem (muito boa e barata)

      - Fomos no MBK shopping para jantar e voltamos com uma mala recheada de compras 😅 . Parece um Brás ou Feira Shop (de BH) mais organizado. Bem barato
      - O melhor passeio na cidade e da viagem foi voltando do Grande Palácio. Tentamos achar uma entrada para o rio da cidade, mas estava difícil. Acabamos escolhendo um bequinho qualquer (beco mesmo! sem iluminação, estreito e sujo). Aconteceu o maior serendipity da vida ao chegar no restaurante Eat Sight Story Deck. As fotos falam melhor:

      (queria colocar o vídeo, mas não consegui colocar aqui. para quem quiser ver, está no meu Instagram @faelamart)
      Phnom Penh
       
      - Quase perdemos o vôo porque esquecemos que era internacional e tinha imigração para sair (muito demorada aliás). Além do aeroporto ser muito grande... 
      - Não sabia dizer o nome da cidade e não sei até hoje
      - O visto é feito na horas e foi cerca de 30 dolares. Não precisou de foto e nem perguntas
      - Fomos no museu que fala do triste genocídio cambojano

      - Vimos muitas crianças saindo da escola com seus uniformes lindos
      - É uma cidade pequena em expansão, muitas obras para todos os lados
      - Complicado andar na rua porque tem poucas calçadas

      - O pessoal de lá tem menos $$$ mas mesmo assim são bem mais acolhedores que a vizinha Tailândia
      - Se o trânsito de BKK é doido, aqui as pessoas são. Muitas crianças dirigindo moto, sem capacete e com 2,3,4 pessoas na garupa (!!!)

      - Compramos no dia uma passagem para Siem Reap pelo bookmebus.com
      - Fomos por uma companhia de correios chamada Post VIP Van e durou umas 4 ou 5 horas. Tinham cerca de 12 assentos e tinham 7 pessoas com o motorista. Na estrada vimos muitas pessoas vendendo gasolina na garrafa pet e mato. Na parada para o banheiro *atenção para o banheiro* vimos pela única vez insetos para comer

      Siem Reap
      - Bem mais turistas que a capital - Centrinho gostoso, muitas opções de restaurante

      - Visitamos Angkor Wat por um dia e foi incrível. Segundo ponto alto da viagem (para mim, porque minha mãe detestou ficar vendo "coisa velha"). Atenção de novo para fotos:

      Krabi
      - Foi apenas de passagem para pegar o barco para Phi Phi (compramos pelo hotel no dia mesmo)
      - Essa região é de maioria muçulmana
      Koh Phi Phi
      - A ilha mais famosa do país 
      - Parece bastante com a Vila de Jericoacoara
      - O tempo não ajudou muito e nem o tempo curto. Aproveitamos pouco mas amamos
      - Conversamos muito com o capitão do passeio de barco. Foi um dia maravilhoso pelas ilhas Maya Bay, Bamboo e outras

      Ao Nang
      - Preferimos Phi Phi
      - Fomos apenas em algumas praias
      CONSIDERAÇÕES FINAIS
      Minha mãe se apaixonou pelo sudeste asiático e eu mais ainda. Queremos voltar e recomendo à todos que vão conhecer essa região incrível!!!
      Obrigada por ler meu primeiro relato e que venham os próximos  
       
       
       
       
       
       
       







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    • Por mcm
      Depois de 2 anos sem férias (troca de emprego = menos férias), 2019 era novamente vez das férias de 20 dias. Alvo era novamente Ásia. Japão, China, Indonésia, Filipinas, Coreia, o leque era grande. Com as passagens no Brasil escalando Himalaias, já na virada do ano comecei a prestar muita atenção nas promoções que surgiam no celular (Melhores Destinos, amem) e email. E eis que surge a Qatar com 3 pratas para a China, partindo de São Paulo. Achei o preço muito bom, e logo fechamos. Ainda acho que foi um ótimo preço – no entanto foi a passagem mais cara de todas as viagens que já fizemos nesta década.
      Como era pela Qatar, tivemos a chance de programar um stop-over em Doha e conhecer a cidade, então agendamos 3 dias por lá. Depois vi que o habitual era reservar um ou dois dias (de fato, suficientes!). Mas nessa viagem buscamos ficar mais tempo nos lugares e quicar menos de lugar em lugar.
      Nossa ida começou na sexta-feira. Saí do expediente de tarde, fomos para o Galeão. Chegamos a Guarulhos de noite, e uma longa espera nos aguardava: o voo da Qatar partia às 3 da madrugada. Feito o checkin, fomos curtir esquema-patrão na sala da Latam, aguardando o embarque. Longas horas de voo pela frente, mas que foram tranquilas (ao menos para mim): dormi a maior parte.

      Doha
      Chegada em Doha no começo da madrugada, fui fazer um câmbio rápido (cotação de compra e venda de USD no Qatar praticamente não tem spread, mas há cobrança de taxa...) e logo pegamos um taxi para nosso hotel. Chegamos apenas para dormir. Mas já deu pra ver que estávamos no meio de uma zona em ampla reforma. O Qatar está empreendendo maciças reformas e construções urbanas com vistas à Copa do Mundo. Diversas áreas estão com obras praticamente 24hs por dia, e nossa região era uma delas. Reservei pela proximidade com o Souq Waqif e pela ótima promoção da Accor. Achei que foi bom negócio de qq jeito.
      Taxi até o hotel deu 50 pratas. Fomos dormir às 2 da matina.
      Dia1. Acordamos cedo e partimos para passear e reconhecer a área. Como visto na noite anterior, parece um mega canteiro de obras. Fomos andando, e não havia calçada ou área para os pedestres num trecho. Muita coisa grande e moderna sendo levantada. Rapidamente chegamos na zona do Souq. Ainda amanhecendo, tudo fechado. 
      Desviamos em direção ao Emir Palace. Tinha lido que galera expulsa de lá, e é verdade. Ao menor sinal de aproximação, lá desceu o carro com segurança para nos avisar pra vazar da área. Tinha uma mesquita interessante, mas não vimos entrada. Sinal de que ou estava fechada e/ou não era para turistas.
      Fomos conferir então a área do Falcon Souq, onde vendem falcões. Isso mesmo, mercado de falcões! Mas também tudo fechado. Essa nossa mania de sair cedo de manhã eventualmente acarreta nisso. Tranquilo, a ideia tbm é ver a cidade amanhecer. Esbarramos num ‘estacionamento’ de camelos e ficamos curtindo os bichos um pouco. O Souq foi acordando e fomos curtindo vendo o panorama. Ainda assim, por mais que tenha atividades no Souq ao longo do dia – e tem --, o quente mesmo ali é quando o sol cai. Aí enche. As famílias locais (e turistas) chegam para jantar nos diversos restaurantes, além de curtir as atividades paralelas que rolam por lá (mercado, atrações para crianças, eventos, exposições, etc.).
      Fomos então ver a mesquita que fica logo ali do lado, e que na verdade é um centro cultural. Al Fanar Jumma Masjid. Erramos a entrada, mas logo achamos. Fomos bem recebidos e ficamos vendo uma exposição muito bacana que rolava na entrada. Era sobre o islamismo, contando a história da religião, fotografias e etc. Tudo em inglês. E então fomos recebidos e a partir de então ciceroneados por um cara muito bacana, mas que infelizmente me esqueci o nome! Via de regra nós – enquanto turistas -- somos muito bem recebidos em mesquitas pelo mundo, particularmente na Ásia. Não foi diferente em Doha. A mesquita em si é bacana, mas o principal mesmo é toda a apresentação e conversa que tivemos por lá. E ainda saímos com brindes, além de livros sobre o islã. Foi lá que tivemos conhecimento de que estávamos na época do Ramadã, o que afetaria fortemente nossa visita ao país.
      De lá seguimos para o MIA, o Museu de Arte Islâmica, uma das principais atrações do Catar. Fomos andando, já debaixo de um sol mais forte, mas tolerável para cariocas.
      Andando para lá, conhecemos também o Corniche, que é o calçadão local à beira mar. Ou beira baía talvez seja mais apropriado. Naquela hora estava bem vazia. Chegando no MIA, os guardas da entrada informaram que havia um problema, sem especificar qual, e que o museu estava excepcionalmente fechado por algumas horas. Ok, fomos então passear no belo parque MIA, adjacente ao museu. Fomos até uma pontinha, curtindo diversos visuais muito bacanas. Mas estava tudo vazio, tudo fechado. Podia ser pelo clima (em lugares muito quentes as coisas só abrem quando o sol dá um arrego), podia ser pelo ramadã. Ainda que vazio, o parque conta com transporte em carrinhos de golfe gratuitos para quem quiser se deslocar rapidamente. Alto padrão! 

      Dica: Existe uma passagem subterrânea não muito bem sinalizada do Souq para o Corniche, e vice-versa. Bem mais seguro e poupa tempo de atravessar os sinais de trânsito, que demoram bastante para abrir para o pedestre.
      Voltamos ao MIA, que seguia fechado “temporariamente”. Então desistimos. Na saída, um motorista de Limo nos abordou. Embora isso, conforme nosso radar, seja furada na certa, optei por ouvir a oferta. Ele me mostrou lá os lugares onde nos levaria, e estavam todos no meu radar para visitar. Levaria algumas horas e o preço era 250 QAR. Recusei. Depois de algum tempo caiu para 200 QAR, mas recusei novamente. Não precisava de alguém à minha disposição e iria naqueles lugares depois de taxi mesmo, a um custo bem menor. Voltamos ao Souq, mas as poucas coisas abertas estavam fechando. O Souq fecha de tarde, na realidade. Então pegamos um taxi até o Aspire Park, que é também onde fica o Villagio Mall.
      Visitar shoppings é algo muito fora do nosso padrão de viagem. É raro, e, quando ocorre, geralmente é para usar o banheiro! Mas abrimos exceção para essa pérola de Doha, tínhamos curiosidade de ver a parada estilo Veneza de lá. Explicando melhor: é um shopping de luxo, em que construíram um canal emulando os canais de Veneza. Tem gôndola e tudo o mais por lá. E uma parada desenhada no teto que dá uma impressão (de certa forma) de que é o céu. É curioso, interessante, meio kitsch para uns. Tem ainda uma réplica de Milão também, em outra parte. Fora isso, é um shopping como qq outro, mas cheio de lojas de alta grife. Como era ramadã, a maioria das lojas estavam fechadas. E, numa determinada hora do meio da tarde, o shopping fechou também.
      Aproveitamos para passear um pouco pelo Aspire Park, que – novidade! – estava vazio àquela hora. Possivelmente pela combinação de sol forte + ramadã. Não havia mais o que fazer, então pegamos o taxi de volta. Os taxis ficaram na faixa de 30 QAR cada trecho.

      Estacionamos no Souq e ali ficamos. Vimos o Doha bus (aquele ônibus turístico de dois andares) completamente vazio numa ocasião, e com UMA alma dentro noutra. Vimos o sol caindo e as pessoas chegando cada vez e maior número ao Souq. Enfim, finalmente vimos vida intensa! Descobrimos que durante o ramadã o MIA só abre de manhã e de noite (!). 
      Reparamos na extrema limpeza, e um forte motivo para tal: um esquadrão de garis atentos a qualquer indício de sujeira, e que logo um deles corre para limpar. Era impressionante, tanto a quantidade de garis como a limpeza geral (exceto pelos cocôs de pombos). Outra coisa que reparamos são os banheiros públicos. No Souq tinha 2, salvo engano. Eventualmente com uma prayer room por perto.
      Demos um rolê pelo Corniche para curtir o entardecer, e aí vimos o esquema dos barcos por lá. Eu achava que saíam barcos com galera, grandes grupos e tal. Nada disso, os barqueiros ficam pescando turistas por lá, um esquema meio Varanasi. Só que os barcos são grandes, nada de barco a remo e tal. Uma saída não deve ser barata, embora tenha recebido ofertas de 50 QAR para o casal. Recusamos, Katia achou que o mar não estava calmo o suficiente para ela curtir. Ficamos passeando pelo Corniche, que é bem bacana.
      Na janta decidimos esbanjar e fomos no Parisa, restaurante de comida persa. O restaurante em si já é uma atração, diversas pessoas param e entram para fotografar. E a comida estava uma delícia! Comemos muito, bem além da fome, por pura gula. Comprovamos como o Souq muda completamente de noite, com muita gente nas ruas e restaurantes de lá. Lugar muito bacana. O pós janta pesada deu aquele bode maneiro de fim de dia, mas ainda assim fomos esticar até o Corniche novamente, para curtir o visual do skyline de Doha. Ficamos lá de relax um bom tempo, mas o sono batia vorazmente em mim. Já era tarde, voltamos para dormir.
       
       

      Dia 2. Acordamos um pouco mais tarde. Fui fazer câmbio – a casa de câmbio do Souq não aceitou meus dólares velhos, então fui a um banco. Em seguida fomos finalmente no MIA. Um espetáculo de arquitetura, acerco e exposição. Ficamos umas horinhas por lá, curtindo com calma.
       
       
       

      Chamei um Uber para conhecermos Katara, que é descrito como uma cultural village. É mais que isso. Tem um Q de shopping Downtown. Tem shopping, restaurantes, cinema, praia, galerias, uma enorme arena (!), mesquita, etc. Mas, como era de dia e era ramadã, tinha tudo isso e estava praticamente tudo fechado.
      O lugar parece ser bem bacana – quando tem gente e as coisas estão abertas! Vimos gente na mesquita, todos os restaurantes estavam fechados, a praia estava com acesso fechado (!) – e, uau!, havia barracas de praia de vidro e com ar condicionado! Vimos áreas de reza na praia, separadas por sexo. E vimos uns gringos curtindo a praia (mas ninguém de biquíni!) num canto mais ao lado aberto ao público. O calor convidava para a praia, estava muito quente.
       
       
       
       
      Curtimos um tempo por lá e chamamos um uber para conhecer outra área: The Pearl. É um mega bairro inteiramente construído artificialmente sobre o mar. Muitos estrangeiros moram por lá. Selecionamos uma área para desembarque – especificamente onde o google maps apontava “The Pearl – Qatar” -- e partimos. Para variar, tudo fechado! Algumas vezes era estranho, dava uma certa sensação de apocalipse. Que logo se dissipava, pq víamos alguém na rua. Então não era fim do mundo.
      Tudo muito bacana, e também com um Q de shopping downtown. Edificações, lojas, restaurantes, shopping (aberto mas com todas as lojas fechadas), etc. Curtimos um tempo ali e optamos por ir andando para uma outra área mapeada.
      Andar por ali não é muito comum – o lugar é meio Barra da Tijuca – mas conseguimos, era perto. Fomos para uma área que emulava Veneza (sim, de novo!) a céu aberto. Qanat Quartier era o nome, salvo engano. Àquela altura já sabíamos que encontraríamos tudo fechado, então fomos no espírito de andar pelo bairro mesmo. É bem divertido, pra falar a verdade – e até bonito, tudo colorido, novinho e tal (mas tem quem não goste). Tem os canais, as pontes reproduzindo originais italianas, mas não tinha gôndola rolando naquela tarde. Diversas áreas beirando os canais com restaurantes, bem bacana e agradável (mas não rola álcool no Qatar!). Rodamos bastante pela área até que encontramos uma loja de sucos aberta. Um oásis! Estávamos a seco desde o MIA (tudo fechado, ramadã...), finalmente havia algo para beber! Demos uma pausa por lá, saboreamos o suco, e partimos de volta para o Souq.

      Chegamos lá no fim de tarde, e ficamos curtindo a galera chegando. Sempre comprávamos uns refrigerantes locais (ou turcos!) que ficávamos saboreando num dos vários bancos da região, observando a galera. Famílias chegando, crianças brincando com pombos e cavalinhos, o exército de garis sempre a postos para limpar qq coisa...
       
       

      Teríamos mais um dia em Doha e, diante da situação (ramadã, tudo fechado durante quase todo o dia), decidimos descolar algum tour para o dia seguinte. O mais comum é o tour pelo deserto, que geralmente inclui manobras radicais nas dunas e passeio de camelo. Meio que Natal (RN), né? Katia tem horror a essas manobras radicais e ambos dispensamos passeio de camelo. Então dispensamos esse passeio. Optamos por um outro que seguia até um antigo forte no noroeste do país, Al Zubarah. Único patrimônio da Unesco no Qatar. Os preços variam aqui e ali, mas são todos bem caros. Fechamos num hotel da região (era mais barato do que vimos no nosso hotel – salvo engano na faixa de USD 200). 

      Nesse dia, depois da esbanjada (excelente!) do dia anterior, jantamos num guerreiro local que saiu bem baratinho. Comida saborosa (mas adoramos comida árabe em geral), bem na rua principal do Souq. Tudo escrito em árabe no restaurante (Al Refaa), mas o moço do lugar falava inglês e nos deu pequenas porções de cada coisa. 
      De noite fomos no Museu Nacional. Em tempos de ramadã, como falei, os museus abrem de manhã e de noite. O museu fica perto do Souq, mas caminhar em Doha não é lá muito usual. Pegamos um taxi (ficou na tarifa mínima de 10 QAR) e logo chegamos. O museu é sensacional. A arquitetura dele já é coisa pra se admirar (preferencialmente de dia e com drone, ehehehehe), mas o conteúdo, as exposições, tudo excelente. Conta a história do país, mas ultrapassa isso. Tem coisa típica de museu de ciências naturais também. Muita gente no museu naquela noite, muitas famílias. Tudo em inglês. Ficamos umas duas horinhas. Na volta não havia taxi, mas sim um desses avulsos (“limo”) que queria cobrar o dobro do preço. Recusamos e fomos andando para fora do museu. Pegamos um taxi comum para o hotel.
       
       

      Dia 3. Cedo pela manhã o carro passou e nos levou para o tour. A guia/motorista era francesa, a Fanny. Que nos falou que a população local é majoritariamente estrangeira – com visto de trabalho com prazo determinado. Sobretudo nos últimos anos com a preparação para a Copa do Mundo, há ainda mais estrangeiros – toda a mão de obra braçal é importada. E as obras seguem em três turnos, ou seja, tem gente pra caramba metendo a mão na massa por lá. Aproveitamos para sair perguntando coisas sobre o Qatar ao longo da viagem, onde observamos obras e obras e obras e mais obras. Além de algumas estradas novinhas em folha padrão primeiro mundo com 3 ou 4 faixas.
      O Qatar sofre com um bloqueio imposto pela Arábia Saudita e aliados, supostamente por apoiar o terrorismo. Mas a razão real é meio nebulosa. De todo modo são alguns países na região apenas. Em função do bloqueio, a Qatar Airways precisa dar uma volta ainda maior para chegar a São Paulo, sem poder cruzar o céu da Arábia Saudita. O bloqueio levou o Qatar a buscar fontes alternativas de suprimentos, inclusive passando a produzir produtos que antes vinham da Arábia (importou vacas para produzir leite!). O bloqueio segue até hoje, mas o Qatar pelo visto já aprendeu a lidar.
      Outro ponto interessante que abordamos é a ausência de pobreza (ao menos não vimos). Disse ela que de fato não existe. A maioria expressiva da população é de expatriado, com visto temporário de trabalho. Ou seja, se está lá, está a trabalho, tem renda. Mendigar ou pedir esmola é proibido. Os eventuais desafortunados locais são cobertos por maciças campanhas de doações e caridade que existem pelo país (eu mesmo vi várias propagandas). Aliás, ¾ da população de lá é masculina – provavelmente em função das obras.
      Um dos lugares que queríamos visitar naquele dia, na volta, era a chamada Grand Mosque. Mas disse a Fanny que agora estava mais complicado visitar (ramadã?), sendo necessário marcar hora, ir com guia, etc. Como estávamos quebrando a cara nos lugares que tentávamos visitar, e como a mesquita não era exatamente perto, optamos por deixar de lado.
      Enfim, chegamos a Al Khor, uma vila de pescadores ao norte de Doha. Já uma coisa mais local e tal. Na hora em que chegamos o mercado de peixe estava em baixa (ou era o calor, ou era o ramadã, não sei). Coisa meio rápida e logo partimos para o forte.
       

      O forte de Al Zubarah me deu uma sensação de Velho Oeste americano muito bacana. Fazia um calor daqueles sinistros. Não tinha mais ninguém. E, a rigor – embora isso eu já soubesse --, não tem muito o que ver. É o forte, algumas explicações e fim. Os acessos às torres e partes altas estavam fechados. Fizemos uma hora escrutinando o local, depois de ler as paradas, e ao redor do forte. O forte em si é bem bacana, ainda que simples e pequeno. E tinha esse adicional, ao menos para mim, de sensação de estar num filme de western do Sergio Leone.

      Enfim, essa foi nossa manhã e parte do começo da tarde. Voltamos para Doha e estacionamos um tempo no hotel (um crime, mas no pico do sol não havia gente nas ruas e não havia mais o que conhecer que estivesse aberto) até o sol baixar e sair.
      Como estávamos do lado da região de Mushraib, fomos lá conferir melhor. Tem vários museus – mas fechados àquela hora em tempos de ramadã, pra variar. Fomos dar um rolê no Corniche novamente, mas nesse dia a poluição no ar estava mais pesada (é muita obra!), mal dava para ver o skyline do outro lado.
      Nesse dia curtimos um lugar guerreiro de espetinhos, muito bom e muito barato! E muito popular. E ainda jantamos muito bem em outro lugar (Bandar Aden) também muito popular e barato – estava lotado e com fila de espera mais cedo). Diferença de preço de prato de frango para carneiro era praticamente 100% -- e ainda assim o carneiro estava num preço muito bom, além de muito saboroso.

      Rodamos também pelo Falcon Souq novamente, para ver os falcões. Embora quase tudo fechado, havia algumas lojas abertas. Vimos falcões empoleirados, presumidamente para venda. Tipo periquito, passarinho, sei lá. E um hospital de falcões! Por ali é também onde ficam os camelos (estacionamento de camelos?!) e também cavalos. Estávamos com parte do delicioso pão que sobrou da janta no Bandar Aden e um dos cavalos queria porque queria nosso pão (que estava embalado, mas ele sentia o cheiro, pelo visto – e era muito bom mesmo).
       

      Ainda ficamos rodando pela área, parando para um chá aqui e um café ali, curtindo toda aquela vida noturna, antes de retornarmos para dormir.
       
       
       
      Dica: O metrô estava em implantação no Qatar quando estivemos lá. Uma linha tinha até começado a operar experimentalmente, mas não usamos. Na verdade, nem mesmo nos deparamos com uma estação pela frente –havia uma nos arredores do Souq, especificamente no Mushraib, bem perto de onde estávamos, mas caminhando em direção ao mar de obras. Vai ter tram também – vimos uma das estações e os trilhos e tal, também no Mushraib.

      Dia 4. No último dia acordei bem cedo para uma caminhada matinal de despedida. Rodei pelo Souq. Tudo fechado, conforme esperado. Mas o interessante era ver mercadorias das lojas fechadas expostas. No máximo cobertas por panos e tal. Mas expostas a eventuais ladrões que quisessem arriscar. Claro que ficava imaginando isso no Brasil, onde rouba-se até flor de canteiro. Vi pessoas que pareciam polir o chão com areia (!!). Havia uma barraca vendendo ingressos para a Amir Cup, que rolaria dias depois. Ingresso mais caro, para a final, era 100 QAR. Bem mais em conta que ingressos no Brasil.
      Segui para o Corniche, curti o sol matinal por lá (e quase ninguém no calçadão!), e voltei. Chamamos um Uber e partimos para o aeroporto. Sobraram QAR, que converti para yuan chineses, nossa próxima parada. As acho que teria valido mais a pena converter para USD, sinceramente. Enfim, adeus Qatar!
       
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl.
       
      1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00 Reais
           Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente.
       
       
      2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina
           Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque.  
       
      3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi ฿1.000 Baht, Chip ฿600,00 Baht, Hostel ฿340,00 Baht)
           Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares  no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = ฿31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por ฿600,00 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por ฿400,00 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias ฿340,00 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização.
       

           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        
       


       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais
       
      (((((Continua no próximo post)))))
       
       
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    • Por ricardo.barros
      Pessoal, segue breve relato de uma viagem que fiz mês passado para Madri, tudo surgiu muito de repente, estava sem ideia de onde iria passar as férias até que vi uma passagem "barata" da Air China, e comprei, com antecedência de somente uma semana. Tinha a missão de fazer a viagem mais econômica possível, por este motivo optei por deixar a gastronomia espanhola um pouco de lado, e também por estar indo sozinho não via muito sentido em ir jantar em um restaurante, qualquer fast food já me satisfazia. A meta era tudo por menos de 5 mil reais, mas extrapolei um pouco, os detalhes estão na planilha em anexo.
      Outro ponto é que como estava com cartão de crédito estourado era uma viagem quase que toda em dinheiro vivo, então levei um pouco acima do mínimo exigido para entrar na Espanha de acordo com meu período de viagem (810 euros), mas voltei com uma boa parte sem gastar.
       
      AÉREO: Air China (Passagem aérea ida e volta GRU/MAD = 509,98 USD = R$ 2.116,41)
      Não havia voado com ela antes, o avião é o moderno Boeing 787-9 (Dreamliner) aperto tradicional no assento de uma econômica, atendimento cordial, sem novidades. A única coisa que me chateou foi que não consegui fazer o check-in online em nenhuma ocasião, o que fez com que na ida tivesse que ir no corredor (amo janela).
       
      IMIGRAÇÃO: Aeroporto Barajas T1
      ENTRADA: Desembarcamos na parte velha do aeroporto, onde ficam as low-cost. Pouquíssima fila. Na imigração foi bem tranquilo, me perguntaram apenas o motivo da viagem, o que fazia no Brasil, se conhecia alguém por lá, e pediu para ver o comprovante de hospedagem. Menos de 2 minutos e já estava indo buscar minha mala, que num golpe de sorte chegou a esteira no mesmo instante. O aeroporto é bem sinalizado, basta procurar pelas placas indicando o metrô (losango vermelho, esqueci de tirar foto) e prepare-se pra caminhar por uns 20 minutos, pq a estação fica perto do T2. Podia ter pegado o Shuttle entre terminais mas preferi caminhar pra conhecer o aeroporto, e também esticar as pernas depois de 9h35 de voo.
      SAÍDA: Logo após o controle de passagens já chega a fila para o raio X, e além do processo normal de aeroporto eles também verificam se sua mão não contém vestígios de drogas e explosivos, passando um pano úmido na palma e parte superior dela e colocando num detector de íons que rapidamente analisa (menos de 10 segundos) e dá o resultado. Depois carimbam a saída do país e você entra na área internacional (air-side). O duty free tem preços bem melhores que os daqui, aproveitei para comprar uns chocolates para a família.
       
      METRÔ [Do aeroporto para qualquer lugar no centro da cidade, Zona A = EUR 7,50 / Viagem única (sencillo) entre estações no centro = EUR 1,60]
      Usei muito pouco na viagem, fiz mais de 90% dos deslocamentos a pé. Os trechos que fiz de metrô foi apenas para sair do aeroporto até o Hostel, e depois de ficar gripado em 3 ocasiões (da estação Atocha para o Hostel, e ida e volta até o Santiago Bernabeu).
      Ao chegar na estação do metrô do T2 do aeroporto, vai enxergar várias máquinas onde é possível comprar bilhetes pagando com cartão de crédito (Tarjeta) ou dinheiro. Dá pra mudar para o idioma inglês e francês salvo engano, mas eu que não entendo nada de espanhol consegui me virar nesse idioma mesmo). Você basicamente insere o nome da estação de destino e já te aparece o preço na tela, só pagar com cartão ou colocar as notas/moedas na máquina.
      DICA: Quem for comprar em dinheiro igual eu, leve uma nota de 10 euros, pois o troco máximo das máquinas não é maior que 20 euros.
      O bilhete do metrô é um cartão (não precisa de fazer nenhum cadastro na máquina), importante que você guarde ele pra recarregar depois, caso queira fazer outras viagens.O metrô é bem interligado, mas prepare-se para fazer no mínimo 2 baldeações se quiser ir para a zona central). A viagem leva cerca de 40 minutos.
       
      UBER: HOSTEL > AEROPORTO (EUR 23,14 = BRL 109,14)
      Só usei Uber para sair do Hostel até o aeroporto devido o horário do voo ser muito cedo. A corrida foi lá pelas 4:30 da manhã. O trajeto durou uns 25 minutos.
       
      TREM
      Utilizei duas vezes os trens da Renfe, nos bate-e-volta a Toledo (30 minutos) e Córdoba (1h40). Ambos saem da Estação Atocha. Comprei as passagens em dinheiro no balcão de atendimento da empresa, já que infelizmente as máquinas de venda só aceitavam cartão de crédito.
      Dica: Quem for comprar a passagem para Toledo na hora vá bem cedo pois esgota rápido devido à quantidade de gente. Eu cheguei na estação era perto de 11h e peguei uma baita-fila, fui o último a conseguir ida e volta para o período da tarde daquele dia.
      Há controle de raio-X devido aos atentados de 2011, e os trens não são tão pontuais assim, porém a viagem é sempre rápida e confortável. Os assentos reclinam consideravelmente.
       
      ACOMODAÇÃO: Hostel Generator Madri (BRL 640,51 - 7 diárias)
      LOCALIZAÇÃO: Numa travessa da Gran Vía, MUITO perto de locais como Porta do Sol (10 minutos a pé) e Plaza Mayor (15 minutos a pé)
      INSTALAÇÕES: Muito boas, no térreo tem bar com uma tela enorme (sempre ligada em alguma partida), uma área com mesas onde são servidas algumas refeições e mais uma tela enorme, área de convívio com puffs, cadeiras, sala de jogos e máquinas automáticas de venda de água e doces. O que falta para ser nota 10 é somente uma Lavanderia. Possui 3 elevadores, e tem um rooftop, que me esqueci de ir.
      QUARTO: Fiquei em um quarto misto com 8 camas divididas em 4 beliches, cada uma conta com um gaveteiro próprio e numerado, bem grande até, mas que não dá pra colocar uma mala inteira dentro. Eu levei uma mala pequena (10kg) e deixava fora com um cadeado com segredo. Com um outro cadeado simples eu trancava meu gaveteiro, não tive nenhum problema com isso.
      As únicas coisas que me incomodaram eram o banheiro bem em frente às camas, (vejam nas fotos abaixo como é próximo, em uma porta fica o vaso e na outra o chuveiro) e ainda com a pia do lado externo, ou seja, escovar os dentes por exemplo se faz na frente de todo mundo!. Eu acabei tomando banho todos os dias em um banheiro que fica no corredor, assim não atrapalhava quem já estava dormindo.O outro ponto negativo é que a beliche não é indicada para quem tiver mais de 1,80m por conta de ser fechada, eu (1,84m) tive dificuldade em esticar toda a perna, tinha que subir o travesseiro.
      A beliche é bem firme, ou seja, não é qualquer movimento que faz que mexe ela, atrapalhando menos o colega de cima/baixo. Na cabeceira de cada tem uma tomada normal e outra USB, luz de leitura, cesto para guardar coisas e um espaço que também dá pra guardar uma garrafa de água por exemplo



      Dica: Na Espanha o padrão de tomada atende o Brasileiro, veja na foto acima como consegui plugar o carregador do meu celular sem nenhum adaptador
       
      PASSEIOS (VISÃO GERAL)
      Meu roteiro segue na planilha que anexei aqui, mas resumia-se basicamente a conhecer os principais pontos da cidade, e ir a alguns museus, coisa que gosto muito. Tive a sorte de durante a minha viagem ter o Dia Nacional dos Monumentos e Sítios (18/04) onde quase todos os museus estavam aberto de graça. Nesse dia entrei no Reina Sofia e no Museu Arqueológico Nacional sem pagar nada.
      Outra coisa importante é que andei muito a pé, a média por dia era de uns 6km, em Toledo foi mais de 10. Fui com tênis de corrida para não ganhar muitas bolhas. Infelizmente fiquei gripado na metade da viagem, isso atrapalhou um pouco o ânimo de andar, comprei pastilha pra garganta (EUR 9,20) e comprimido (acho que era uns 10 euros) mas não adiantou muita coisa.
      Vou descrever minhas impressões de alguns dos lugares pelos quais passei:
       
      Porta do Sol: Uma praça que não achei nada demais, mas que tem bastante gente.
      Plaza Mayor: Linda, viva e cheia de energia. Tem muitos bares em volta dela.

       
      Mercado de San Miguel: Muito pequeno, muito charmoso, e muito cheio, qualquer horário que vá. Você compra o que quer comer e depois tenta a sorte de achar um lugar nos balcões que ficam lá dentro. Eu levei bem uns 10 minutos até achar um banquinho pra sentar, mas depois de pouco tempo cedi para uma senhora e terminei de comer em pé mesmo.
      Os preços variam bastante, dependendo do que estiver a fim de comer, eu peguei duas empanadas (EUR 7,00) e um copo de cerveja (EUR 5,00). Achei caro.


       
      Palácio Real: Imponente, mas não me convenceu a entrar nele. Fiquei só olhando de fora mesmo, numa próxima talvez...

      Templo de Debod: Esse eu gostei mesmo, qualquer coisa relacionado ao Egito me capta instantaneamente. Fica no meio de um parque aberto, várias pessoas correndo, sentadas no gramado curtindo a tarde, um dos melhores lugares que conheci lá. A mancada foi ter esquecido de voltar lá para ver como é dentro dele (no dia dessa foto já tinha fechado)

      Plaza de España: Outro lugar legal, tem muita mulecada que fica por lá tbm...vale a foto da Estátua de Cervantes e suas criações (Don Quixote e Sancho Pança)
      Parque Retiro: Fui já era bem tarde mesmo, é gigantesco, chuto ser umas 2,5x maior que o Ibirapuera. Minha segunda mancada foi não ter voltado lá quando tinha mais luz do sol, vale a pena gastar metade de um dia inteiro só passeando entre os bosques, talvez arriscar andar de barco no Estanque.

      BALADA (Pubcrawl oferecido no Hostel todos os dias = EUR 15,00)
      Fui só uma vez, e meio de surpresa (já que não estava programando algo do tipo), tava conversando com um Inglês no bar do Hostel e chegou um cara que trabalhava lá e perguntou se queríamos ir. Topamos, embora fosse uma segunda feira. Juntou galera de dois Hostels e fomos em 2 bares (um se chamava Nomad, o outro não lembro) e um clube (F***ing Monday), esse tava lotado, os outros dois estavam bem fracos. O ritmo que toca é Reggaeton, como curto Metal nem precisa dizer o que achei da música, mas a experiência como um todo vale a pena, deu pra conversar com bastante gente (marroquino, americano, italiano, e brasileiro tbm).
      O esquema é bem simples, vai andando de um local até o outro, é tudo bem perto, e vc tem direito a um shot (chupito) de Tequilla em cada lugar e descontos em cerveja (acho que era 10 euros e cerveja a vontade). Nos dois bares a Tequilla era bem vagabunda, fazia efeito nenhum, só no clube que deu pra ver que era melhor (José Cuervo).
      Saí 5h30 da manhã, e não repeti mais porque cansa passar o dia inteiro andando e ainda ficar a noite toda em pé. O resultado foi que só acordei depois as 14h30 e perdi metade de um dia na cidade.

       
      Toledo: Lugar incrível, lembra muito as cidades medievais da Toscana, o esquema de explorar é inclusive o mesmo: se perder nas vielas da cidade entre uma atração e outra.
      CURTI: A Catedral Primada de Toledo, tem uma torre em estilo meio gótico, e uns trabalhos em gesso muito bacanas; as Termas Romanas, que é outro tema que curto, e que basicamente são restos de um sistema de água e banhos de uns 2.000 anos atrás, e as Cuevas de Hercules, tudo gratuito (na igreja não entrei em nenhum passeio, só dei uma breve olhada interna no lado gratuito de quem vai pra missa); as vistas da parte alta da cidade; o Alcazar de Toledo, que só vi de fora e a Ponte San Martín.
      NÃO CURTI: A Igreja Cristo Luz (EUR 3,00), muito pequena, tem sua história por ter influência arquitetônica da época que ficou sob domínio árabe, mas dá pra ver bastante de fora, inclusive o que achei mais legal, um trecho de uma estrada da Era Romana.


      Córdoba: Definitivamente foi o ponto alto da viagem para mim. E não era esperado, pois tinha planejado ir para Segóvia, pois estava relativamente caro a passagem de trem para lá, porém como já estava perto do final da viagem e vi que tinha economizado bastante, decidi ir. E definitivamente não me arrependo, pois me deu uma ideia de como é a Andaluzia.
      Muito fácil sair da estação de trem e entrar no centro histórico, dá uns 15 minutos a pé, por umas praças (Jardines de La Victoria) cheias de Tangerina nas árvores, muito bonito. Logo depois se avistam as muralhas da cidade e o interior te dá a sensação de estar em uma mistura de Portugal com Grécia, devido a coloração branca das casas, ao estilo arquitetônico que remete ao colonial e à decoração das varandas com flores.
      As ruas são bem apertadas, e estava tudo muito mais cheio por lá devido a ser Sexta-Feira santa, estava tendo uma procissão que passava por alguns pontos turísticos inclusive, e acabou atrapalhando um pouco pois terminava na Mezquita-Catedral e por isso o horário de visita estava reduzido. Como ia comprar o ingresso ali na hora e eu tinha chegado bem quando havia encerrado o primeiro período de visitação (até 11h) eu decidi ver todos os outros pontos da cidade e voltar pra lá às 13h30 (meia hora antes de iniciar o segundo período de visitação, das 14h às 16h). Deu certo e não peguei uma fila muito grande quando voltei.
      Impressionante ver a mistura de culturas que há nesse lugar, encontra-se vestígios da ocupação Romana, Visigoda, Árabe, tudo num lugar só. A ponte Romana é muito bonita, embora estivesse apinhada de gente, mas a cereja do bolo é a Mezquita (EUR 10,00), vale cada centavo e muito mais, é um lugar único, aquele cheiro de incenso típico de igrejas católicas mesclado com um mihrab (nicho de oração árabe). Indescritível. Depois que saí ia passar nos Jardins de Los Reyes mas tinha fechado mais cedo por causa do feriado.
      Sem dúvidas vale dedicar uns dois dias a essa cidade, numa viagem com foco na Andaluzia.



      Santiago Bernabéu (EUR 25,00): Imperdível para quem gosta de futebol, mesmo que pouco. O Tour te leva as arquibancadas superiores, a sala de troféus que é quase um museu, aos vestiários e ao nível do campo (mas você não entra no gramado, fica só na área técnica) e no banco de reservas. Um detalhe que me chamou a atenção é o Wi-fi gratuito do lugar que tem um alcance gigantesco, já da rua da pra acessar, com uma velocidade ótima.

      Museo do Prado (EUR 0,00): ENORME, muito interessante para quem gosta de pinturas das eras medieval e renascentista, mas se prepare para pegar uma fila gigantesca caso não tenha comprado o ingresso com antecedência, ou se quiser aproveitar o horário de visitação gratuita (das 18h até as 20h, todos os dias). Cheguei 17h30 e a fila já dobrava um quarteirão do museu, que é imenso, chuto que tinha umas 300-400 pessoas. Gostei bastante das Pinturas Negras de Goya. Tem guarda-volume gratuito.
      Museu Reina Sofia (EUR 0,00): ENORME, mas a menos que você curte arte moderna (não é meu caso) vai se entediar rapidamente. De novo fila, como era dia dos Monumentos a entrada era livre, e a fila grande. Lá dentro tem guarda volumes, você deposita uma moeda de 1 euro e pega ela de volta quando sair. Fiquei umas 3h30 lá dentro, tentando fazer a pena o ingresso gratuito, mas não achei nada que me interessasse além do quadro de Guernica (Pablo Picasso), um painel gigante que te faz pensar bastante sobre a temática da pintura.
      Museu Naval (EUR 3,00): Foi o único museu que paguei, pois eles "sugerem" uma doação de 3 euros para a manutenção das instalações, e como a abordagem é bem incisiva e feita pessoalmente (diferente dos museus americanos onde apenas fica uma caixa para depositar a doação) fica difícil não pagar. Tem uma coleção interessante de material que remete ao poderio da Marinha Espanhola, vale a visita.
      Museu Arqueológico Nacional (EUR 0,00): O que mais gostei, tem muita coisa para ver, conta toda a História da península, e tem um acervo muito grande de cada era, desde a pré-História, passando pela época de dominação Grega, Romana, Visigoda, Árabe até a Reconquista e Idade Contemporânea. Também não paguei nada por entrar no dia dos Monumentos, e não tinha tanta gente assim igual aos outros museus.

       
      Enfim, isso é só um pouco de tudo o que vi por lá. Definitivamente valeu a visita.
      ORÇAMENTO FÉRIAS.xlsx


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