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Boa tarde, mochileiros. Decidi tentar compartilhar com os senhores um pouco da minha experiência nesse segundo "mochilão". 

Tinha 15 dias de férias para tirar e estava muito em dúvida sobre qual roteiro traçar. Estava quase decidido a ir para a Costa Rica e Panamá, quando no dia da compra, decidi por ir para a Patagônia. Já tinha ido à Argentina, mas não ao sul. Conhecia apenas Buenos Aires. Pois bem, iniciou-se, então, em novembro/2017, o planejamento para essa viagem de fevereiro/2018.

Fui com, à época, minha namorada, então algumas coisas saíram mais caras do que era esperado - optamos por quartos individuais e com banheiros privativos em todos os casos. Tive dificuldade em colher algumas informações, mas vou tentar repassar tudo da melhor forma aqui pra quem, por ocasião, quiser fazer um roteiro similar e tiver as mesmas dúvidas.

Nossa viagem começou dia 10/02, saindo de Vitória/ES para São Paulo.

PS.: MUITAS FOTOS. 

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Nosso roteiro foi: 

- Vitória x São Paulo (aéreo)

- São Paulo x Buenos Aires x El Calafate (aéreo)

- El Calafate x Puerto Natales (ônibus)

- Puerto Natales x Punta Arenas (ônibus)

- Punta Arenas x Ushuaia (ônibus)

- Ushuaia x Buenos Aires x São Paulo (aéreo)

- São Paulo x Vitória. (aéreo)

Custos de passagem: R$ 3100,00 para duas pessoas, aproximadamente. Saindo de Vitória, tomei uma decisão que não havia seguido nas viagens anteriores: preocupado com a minha namorada, fiz seguro de viagem para nós dois. R$ 125,00 cada.

Detalharei a seguir.

Chegamos em São Paulo, após voar pela AVIANCA, por volta das 21h. Pelo Booking, localizei um motel/hotel relativamente perto do aeroporto. Só não sabia que, apesar de perto, era mal localizado. O nome do estabelecimento era: VISON MOTEL. Para a proposta, pernoitar apenas uma vez até que não tive problema. Lugar relativamente tranquilo PRA DORMIR. Se não me engano, custou R$ 50,00 a pernoite para nós 02. Chegamos tranquilamente com Uber no local. Apesar de "próximo", estávamos cerca de 20 minutos do aeroporto. 

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Acima, umas fotos do quarto em si.

11/02

A luta, porém, foi para, na manhã do dia seguinte, conseguir ir para o aeroporto. Tentei por 05x chamar um Uber e todos cancelavam a corrida. O tempo passando e eu, como não conhecia nada ali, ja estava ficando desesperado com medo de perder o voo. Quando, na sexta tentativa, assim que o motorista aceitou eu liguei e expliquei que queria ir para o Aeroporto pegar um voo internacional. Assim, com 5 minutos ele chegou. E então me explicou a razão de ninguém aceitar a corrida: o local era periferia e, geralmente, dali as pessoas iam para o interior de favelas. Perigo de não conhecer a cidade onde vai se hospedar.. mas enfim. Tudo certo, embarcamos em voo pela LATAM para Buenos Aires, chegando por la aproximadamente as 10h. Descemos no Aeroparque. DSC_0339.thumb.JPG.9b0459a35dd76c7c07cd3c249a5254f4.JPG

Como eu já havia comprado o chip de internet EasySim4u, procuramos uma loja da Personal para comprar um chip para minha namorada, apenas para se comunicar via whatsapp, já que fotos e videos seriam enviados tudo pelo meu chip. Encontramos um por cerca de R$ 60,00. Funcionou por toda a viagem. Ps.: todos os valores serão informados ao final, com uma planilha detalhada que fiz.

Por fim, após algumas poucas horas de espera, embarcamos em outra aeronave da LATAM para, agora, com destino a El Calafate, nosso primeiro ponto de parada. 

Chegamos nessa bela cidadezinha por volta das 16h local e dividimos um transfer com dois chineses (nunca vi tantos!!!!) até o centro da cidade, ficando mais precisamente no hotel TERRAZA COIRONES. Uma bela vista. Mas falo dele a seguir.

Nao perdemos tempo: deixamos as coisas no quarto e partimos para o centro da cidade, onde conseguimos um transporte (gratuito. A cidade oferece!! Não paguem por isso!) até o Glaciarium.  Apesar de já um pouco tarde, conseguimos chegar a tempo. Não me interessou muito o museu, então fui apenas para o Bar de Gelo. Algo extraordinário e inimaginável, até então - como muitas outras coisas vistas. 

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Todo o bar é feito de gelo, como puderam ver nas fotos. Temperatura varia entre -5 a -7ºc e, para permanecer pelos 30 minutos que permitem, é necessária a utilização dessa roupa estranha que parece de astronauta.  É possível desfrutar de alguns drinks feitos na hora, já inclusos no valor da entrada do bar.

Finalizada a experiência, esperei por alguns minutos o transfer chegar para retornarmos à cidade. O Glaciarium fica uns 20 minutos do centrinho. E a vista, pelo lado de fora, já estava me empolgando. Muito bonito o visual.

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Finalizada a ida ao Glaciarium, voltamos ao centro e conseguimos dar uma caminhada pela cidade, visitando alguns rápidos pontos. Demos uma volta (sem comprar nada) no “Paseo de Artesanos” e “La Aldea de los Gnomos”. Há algumas coisas legais, até vale a pena comprar. Mas como tinha acabado de chegar, não estava disposto a comprar nada até então.

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Por fim, fui para uma cervejaria artesanal que pesquisei antes, a fim de comer e, claro, tomar um gelo. O nome do local é LA ZORRA TAPROOM. Recomendo. O preço não é dos mais baratos, mas não espanta. Um lanche foi suficiente para cada um, além de uns dois chopps. Na foto, inclusive, o relógio já marcava 21h40. E o sol tava ali, firme e forte :D

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Dia 12/02

No segundo dia, acordamos cedo e tomamos café no próprio hotel, partindo em seguida junto ao transfer para o passeio no Perito Moreno. Antes de andar na geleira, contudo, foi feita a visita ao Parque Nacional Los Glaciares, onde, a partir das passarelas existentes, se vê e observa a geleira, que em alguns momentos se rompe e te permite ter uma das vistas mais belas possíveis. O barulho, quando acontece, parece um trovão. Difícil explicar. Hehe.

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Dali, partimos para um porto onde entramos numa embarcação rumo à base do Perito Moreno, onde começaríamos a caminhada pelas geleiras. Aqui vai uma observação: existem dois tipos de passeios que se podem fazer: o Mini Trekking, que tem duração aproximada de 1h30min, e o Big Ice, que dura pouco mais e “entra” nas cavernas de gelo. Porém, isso também depende do dia, pois a geleira se modifica sempre e, às vezes, pagarão mais pra fazer o Big Ice e não terá tanta coisa diferente. Eu fiz o Mini Trekking e, pessoalmente, saí bem satisfeito. As empresas de turismo, pelo que me constou, revendem o pacote da empresa “Hielo y Aventura”. Eu comprei direto dela, o preço é tabelado então é tudo a mesma coisa.

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Por fim, após o passeio de dia todo (necessário um dia somente pra isso), retornamos à cidade. Fomos ao hotel, tomamos um banho e, depois, fomos jantar. Ainda tinha sol: escurecia em quase todos os pontos da patagônia próximo das 22h. 

Lembra que falei lá no começo do seguro de viagem pra minha namorada? Então.. saindo do hotel, consegui a proeza de torcer o pé na escada. O pior não foi nem a torção, foi o barulho como se tivesse quebrando algo. Com sangue quente, fui mesmo assim pra rua e fomos jantar num restaurante chamado El Ovejero. Comi, bebi, andei mais e, por volta das 22h30m, retornamos pro hotel. Aí, sim: DOR. Tomei banho, deitei na cama e começou uma dor intensa no pé. Inchou demais, quase dobrou de tamanho.

Tentei aguentar por uma hora a base de uns remédios que levamos e gelo, mas estava impossível. Fomos até o hospital local e, graças ao seguro de viagem (!!), fomos atendidos e liberados (cerca de 1h20m entre atendimento, medicação e liberação). Compensou um pouco, pois a consulta e os medicamentos ficariam em cerca de R$ 180 reais. Economizei R$ 55,00, no caso.. enfim. Fui pro hotel já com a dor tranquilizada e o inchaço diminuindo. O desespero seria pelo que viria mais à frente.

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13/02

No ultimo dia na cidade de El Calafate, optei por um “free walking tour” no estilo “DIY”. Escolhi mais ou menos o que ver, contratei um taxi para os locais mais distantes e consegui, praticamente, conhecer toda a cidade. Dois dias (inteiros) são suficientes para os melhores e principais pontos da cidade. Vou aproveitar e por as fotos relativas ao Hotel. 

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Deixamos as coisas na recepção do hotel para podermos rodar a cidade. Por sinal, acredito ter sido a melhor hospedagem de toda a viagem. Um pouco mais caro, claro.. mas compensando em tudo: vista, atendimento, conforto. Após a caminhada, almoçamos no restaurante chamado La Lechuzita. Comemos em lugares melhores.. rs. 

Depois, tomamos um sorvete na sorveteria LAS OVEJITAS. Diversas opções. Lugar para conhecer o sorvete de calafate.. hehe. Recomendo a ida.

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Na parte da tarde do dia, por volta das 16h, embarcamos em um ônibus da empresa BUS ZAAHJ com destino Puerto Natales, no Chile. Importante salientar que, nesse ponto, tive MUITA DIFICULDADE em achar qualquer informação acerca do transporte entre El Calafate x Puerto Natales. Só consegui, de fato, encontrar essa empresa, faltando umas 3 semanas pra viagem. Ônibus confortável, viagem tranquila. Faz duas paradas: na fronteira pela parte da argentina e, depois, na parte chilena, onde são bem rigorosos. Não se pode entrar com nada de origem animal ou vegetal (não me deixaram entrar com uma maçã!). Nas duas paradas ventava MUITO! E não achei demorado.. levamos cerca de 20 minutos em cada parada.

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Por volta das 22h, chegamos a Puerto Natales e fomos direto para o HOSTEL VAIORA. Simples, porém bem recebidos e não nos faltou nada. Aliás, como era a primeira cidade chilena, eu ainda não havia feito câmbio de moeda. Cheguei com pesos argentinos e uns poucos dólares, que a dona do hostel trocou pra mim na cotação atual em pesos chilenos, pois no dia seguinte logo pela manhãzinha iríamos para Torres del Paine, e lá precisava de pagamento em “efectivo”, ou seja, não aceitava cartão, somente dinheiro e em moeda local. Finalizei com uma cerveja chilena pra dar sorte. 

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Praticamente só foto nesse dia, pois nao tem muita coisa a ser narrada. Grande parte do dia foi viajando. 

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14/02

Um dos passeios mais esperados, tanto pela beleza quanto pelo sofrimento. Acordamos bem cedo, tomamos um café no hostel e fomos para a rodoviária. Saímos por volta das 07h20 de lá, em direção à Torres del Paine. Deu pra dar uma cochilada. Chegamos por volta das 08h30m, se não me engano. Daí em diante, sem sinal de internet. Só se pagar no acampamento, mas era muito caro e não achei necessário. Após o cadastro, seguimos em outro ônibus até a base das torres, onde tem um primeiro acampamento e é o ponto de saída.

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Ali começou a subida. O tempo não colaborou muito. Às vezes, dava uma chuvinha bem fina, mas na maior parte do tempo esteve nublado e com um vento gelado. Eu, com o pé torcido, e minha namorada com o joelho ruim. E, pela frente, 10km de subida (depois, 10km de descida). Porém, cada passo era válido. A vista foi perfeita do começo ao fim. Depois de praticamente 05 horas subindo, fomos contemplados com as torres. Um pouco escondidas nas nuvens, mas era espetacular. Não queria descer pra não perder aquela vista... e enfrentar os 10km de retorno.. mas vamos nós.

Após quase 5h descendo também, com muita dor no pé e muita dor no joelho, conseguimos chegar na base. Em cima da hora para o último ônibus de retorno. Lembrando: fomos por nossa conta, nada de agencia de turismo. Pegamos ônibus de linha e fomos. Vale muito a pena e, pra quem tem disposição pra uma boa caminhada, é a melhor maneira. Existem os circuitos a serem feitos... mas por falta de tempo e disposição, nem cogitei. Leva mais de 01 dia.

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A parte triste: voltei tão cansado que apaguei no ônibus das torres até Puerto Natales. Como estava com minha câmera profissional, por conta da preguiça preferi guardar a lente no bolso do casaco e não na mochila dela.. acordamos na rodoviária destruídos. Saí do ônibus e fui pro hotel, tomamos um banho e fomos jantar.

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Até o presente momento, o melhor cordeiro que comi na vida, nesse restaurante chamado "El Asador Patagonico", em Puerto Natales.

Só fui dar falta da lente original (18-55) no dia seguinte, no hotel. Fiquei apenas com a lente de fotos distantes (55-200). Triste.. algo tinha que estragar o passeio hehe.

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15/02

Já indignado por conta da lente, procurei locais próximos que poderiam vender uma substituta pra mim, mas em Puerto Natales não tinha nada. Nesse dia, queria ter ido até a Cueva del Milodon e estar mais disposto a dar uma volta na cidade.. mas apenas fui até a “praia”, tirei umas fotos +- na estátua do Milodon, almoçamos e fui pra rodoviária tentar alguma informação sobre a lente. Vi alguns brasileiros de moto na cidade também. 

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Noticia boa, noticia ruim. A mulher que trabalhava no guichê da empresa de ônibus que esqueci a lente, informou que fez contato com o motorista e ele confirmou a lente no carro, dizendo que deixou no painel do mesmo para que o próximo motorista do dia desse os devidos encaminhamentos. Solicitei a ela que, se possível, me enviasse até Punta Arenas. Ela disse que poderia. Nesse momento estava aliviado.

Por volta das 17h, fui para Punta Arenas e chegamos umas 22h, se não me engano. E assim que chegamos, a mensagem da mesma funcionária: o motorista não sabia de quem era a lente, a deixou no painel do mesmo jeito mas alguém pegou. No Brasil eu não acreditaria muito nessa versão, mas vi boa vontade neles.. enfim, perdi.

Em Punta Arenas ventava demais!! Mas fomos comer, assim mesmo. Encontramos uma casa de lanches artesanais de nome KARTEN PASH. Comi um hambúrguer de cordeiro, muito bom. Não vendia bebida industrializada: só os sucos feitos por eles (geralmente misturados).

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Depois do lanche, retornamos pra casa. E com muito vento!

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16/02

A missão do dia era ir até a zona franca e procurar por uma lente, pois não tinha menor possibilidade de passar o restante da viagem somente com a lente de distância. Fui feliz e encontrei uma 18-105 por aproximadamente R$ 800,00 já convertidos (no BR não seria menos de 1200, após rapida consulta em sites de buscas).

E digo mais: comprem na zona franca. Os preços valiam muito a pena. Mas caso ainda tenham Ushuaia como próximo destino, esperem pra comprar por lá.

Aproveitei pra almoçar la na zona franca mesmo. Nesse dia, comi no DOGGIS. Um fast food de cachorro quente. Tamanho aceitável, vem um pastelzinho muito bom e um sorvete. Deu pra satisfazer o almoço tranquilamente.

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Depois de dar uma rodada na Zona Franca, resolvemos dar uma volta pela cidade por conta própria. Fomos até o cemitério (apesar de ser um cemitério, é um cartão postal da cidade). Bem bonita a construção e as arvores existentes. Passamos pelo Monumento Al Ovejero e por alguns bosques, e muitos cachorros. Não há cachorro pequeno na patagônia. Todos são gigantescos. Fomos também ao Santuário Maria Auxiliadora. Uma bonita igreja que tinha ali no centro. Depois, uma volta na orla, com uma foto na placa de PUNTA ARENAS e alguns outros pontos e, por fim, casa. Dessa vez, em Punta Arenas aluguei pelo AIRBNB. Saiu mais em conta e não me faltou nada.

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Não consegui fotografar pois nao esperava ver, mas haviam muitos golfinhos na orla. Ninguém tinha me falado dessa possibilidade. hahaha.

Ps.: sem paciência pra por marca d'agua em todas as fotos. Se por acaso alguém quiser usar alguma foto, apenas faça referência ao autor. Posso encaminhar as demais sem marca d'água.

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17/02

Acordamos nesse dia com o intuito de ir ate o museu NAU VICTORIA, onde tem os navios réplicas 1:1 de Fernao de Magalhães e Charles Darwin. Visita interessante, um dos pontos “turísticos” da cidade. No caminho, passei pela base naval do chile e tirei umas fotos.

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Depois embarcamos em um uber e fomos pro centro da cidade de novo, esticando até o “Cerro de La Cruz”. Algumas fotos, pra despedir da cidade, e depois, retorno à casa. Ps.: Lugar que também vale a visita. Tem uma bela vista da cidade.

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Poupei dinheiro: a janta foi em casa. Pão com presunto e queijo. Rs

 

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18/02

Uma das partes mais sofríveis da viagem. Ir a Ushuaia de avião, certamente, é a melhor opção. Mas, a agilidade é proporcional ao custo. Então, optei por enfrentar um ônibus por quase 12 horas. O problema: não sai de madrugada.. O ônibus saiu as 08h de Punta Arenas. Com cerca de 2h ou menos de viagem, realizamos a travessia em ferry boat do estreito de Magalhães. Uma bela vista durante todo trajeto. O “mar” azulzinho. Durou cerca de uns 30 minutos a travessia.

Realizamos mais duas paradas nas fronteiras para verificação de documentação e bagagem, e depois de 12 sofridas horas, estávamos chegando em Ushuaia. O resultado é um dia perdido, porém MUITOS REAIS economizados. A passagem ficou em cerca de R$ 200 cada, quando de avião seria uns 1200 heheh.

Mas também, há um porém: achar empresa de ônibus que faça o trajeto é muito difícil. Pesquise bem e compre, sem medo, com antecedência. Li uns dois ou três relatos de pessoas que orientam a comprar na hora. Vai por mim: se deixasse pra comprar na hora, estaria até agora em Punta Arenas. Não tinha ônibus. A empresa foi a mesma que vim de Puerto Natales a Punta Arenas: BUS SUR. Não são os melhores ônibus, mas nada a reclamar. Usem, como sugestão, o aplicativo/site BUS BUD para verificar algumas passagens.

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Agora, sim.. a cereja do bolo. Aqui passaria os últimos cinco dias da minha viagem. Chegamos na “rodoviária”, bem ao centro, por volta das 19h. Bem claro, por sinal: como toda a patagônia, o sol só ia embora por volta das 22h. Corremos até o Hostal (Hostal Rio Ona), fizemos checkin e deixamos as bagagens. Retornamos às ruas e deu tempo de ir até a Plaza Islas Malvinas, conhecer um pouco da historia e tirar uma foto na placa de Ushuaia (não ficou boa, voltamos outro dia).

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Depois, fomos procurar um lugar pra comer. Achei um restaurante que já havia visto um em El Calafate: CASIMIRO BIGUÁ. Caro, porém muito gostoso. Um garçom falava português fluentemente, conhecia até o Espirito Santo (“quem tira o mar de Minas Gerais”). Depois percebi que eles “filtram” os clientes por garçom: uns falam português, inglês, espanhol (!!), francês, etc..

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Esse cordeiro patagônico... nossa mãe! :D

Alimentados, voltamos pro hostal pra um descanso merecido.

 

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19/02

Primeiro dia em Ushuaia. Nesse dia ficamos livres pra fazermos o que quisermos. Então, rodamos a cidade, conhecemos alguns pontos dela. Há um free shop bem na rua principal. “Atlantico Sur Free Shop”. Vá por mim: VALE A PENA. E, dependendo, você encontra ainda mais barato no free shop do aeroporto. Só pra comparar: uma garrafa de absolut no Free Shop do Aeroparque, em Buenos Aires, e em Guarulhos, custava cerca de R$ 70 reais quando convertidos. No aeroporto de Ushuaia custava o equivalente a R$ 30,00. Dentre varias outras bebidas, comidas, perfumes, roupas, etc.

Pela manhã, rodamos alguns pontos. Procuramos a famosa placa de Ushuaia – Fin del Mundo, e depois almoçamos no restaurante chamado “La Casa de Los Mariscos”. Observei que os preços por aqui eram bem mais em conta do que nas cidades Chilenas. A comida era boa, tomamos um sorvete de Calafate, bem gostoso também. Em determinado momento a cidade toda ficou sem energia, então almoçamos “à luz de velas.”

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Sorvete de Calafate

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Depois do almoço, fizemos um passeio de 1h num trem/ônibus que roda pela cidade, contando um pouco sua história. Monótono, mas já estávamos lá mesmo.. então fomos. Começou a chover assim que acabamos o passeio.. então retornamos pro Hotel, já era quase 18h. Estávamos bem cansados.

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20/02

Para os três dias seguintes, optei por contratar um pacote de viagens com a empresa “Info de Ushuaia”. Paguei cerca de R$ 1000,00, individual, pelos três dias full de passeios. Nesse primeiro dia, logo pela manhã fomos até ao Parque do Fim do Mundo, com passeio pelo Trem do Fim do Mundo. Não desembolsamos mais nada, se não me falhe a memória. Renderam algumas fotos.. o passeio é monótono também. Cansa, mas a vista compensa.

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Depois, rodamos no ônibus em outros pontos turísticos. Fui sozinho, pois a chuva deu uma apertada. Prejudicou até o uso da câmera.. molhava a lente e era horrível pra limpar depois. Ai tirei umas pelo celular. Fomos até a Bahia Lapataia, ao lago Acigami e, por ultimo, na “agencia” dos correios do fim do mundo – aqui, vários brasileiros de moto chegando no local. Finalizamos pela manhã o passeio e fizemos uma rápida refeição no local chamado “MARCOPOLLO FREE LIFE”. Local barato, de comida leve.

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Depois, começaríamos talvez o passeio que mais me chamaria a atenção, porém o tempo não deu a devida colaboração.

Por volta das 15h, entramos num catamarã rumo as Islas Lobo, Pajaro e Tierra del Fuego, além do farol do fim do mundo.

Durou umas 04 horas de passeio e, mesmo com chuva, foi sensacional. Um frio de rasgar, ventando muito, mas o contato com a natureza daquele lugar foi top. Leões marinhos, aves nativas da região, pinguins e até uma baleia que deu o ar da graça bem próximo à orla, navegando lentamente há menos de 100 metros da embarcação.  Mesmo com o mau tempo, iria de novo sem problema. Apreciamos tudo que pudemos. Ao desembarcarmos, fomos até a lanchonete MARCOPOLLO novamente. Preço bom, comida boa.. melhor alternativa hehe. Fizemos a janta por lá mesmo, e depois fomos para o hotel por volta das 21h30min.

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Pinguins de Madagascar? 

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Intruso

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Kattegat ao fundo. :D

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Acompanhando, parabéns pela viagem maravilhosa!

A Patagônia está no meu topo de lugares para ir. Ainda não consegui por falta de planejamento. Mas acabei de voltar do Atacama determinado a ir a Patagônia assim que der. Seu relato está inspirador!

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    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por kevin_a
      Ola pessoal, estive lendo sobre e o que tenho entendido é que, as melhores formas de encontrar onde dormir pode ser nos postos, restuarantes e preferencia em lugares onde caminhoneiros fica.
       Estou certo??
      Farei um mochilão para Recife e la estarei com um couchsurfing. Mas estarei por alguns dias na cidade conhecendo e re-vendendo bagatelas pra ter algum dinheiro pra comida. Então como acredito enquanto saia da cidade procurarei formas de achar como dormir. Ja peguei varias dicas de como pegar carona (Esteja em lugares onde os carros não passem a mto velocidade, perto de postos, restaurante e pontos policias e tenha um sorriso. Tambem não especificar no cartaz apenas a cidade de destino, sse não tambem cidades perto), se tiverem alguma outra dica, gostaria. Mas principalmente sobre lugares para dormir
    • Por Daniela Alvarez
      Estivemos em Valparaíso em setembro de 2018, em uma viagem pelo Chile, que também contemplava as cidades de Santiago e San Pedro do Atacama, com seu espetacular deserto. Tudo isso relatado em posts descritivos de cada cidade.
      Nos hospedamos na parte baixa da cidade. Ficamos 2 noites no hostel Casa Plan, um charmosíssimo prédio que funciona como hostel, café, galeria de arte e espaço cultural. Excelentes quartos, banheiros e áreas comuns. Tudo bonito, espaçoso e muito confortável. E ainda tem a simpatia e atenção do Gabriel, idealizador desse lugar múltiplo. Teríamos ficado uma noite a mais. Saímos com a sensação de não termos conhecido tudo.
      Valparaíso é uma cidade que requer tempo. É pequenina, mas tão adorável e que desperta tantos sorrisos, que te deixa pensando por que os amigos recomendam ir, mas ninguém fala que você vai embora com muita vontade de ficar.
      Na rua vende-se de tudo: fruta, comida pronta, papel higiênico, cigarro, remédio fora da caixa, desinfetante, roupa, tudo. Pessoas dançando no meio da calçada, de alegria ou embriaguez, também chamaram nossos olhares, em meio àquela oferta de tudo e qualquer coisa, que não tem como não nos vidrar.
      E antes de conhecermos a cidade, conhecemos os cachorros. Já tínhamos reparado que os cães de rua em Santiago eram bem cuidados, mas em Valpo, como eles a chamam, os cachorros são parte não só da cidade, como da vida das pessoas, que espalham potes de água e até casinhas por todos os cantos. Eles caminham pela cidade como pessoas e dormem no sol da praça como idosos aposentados.
      A cidade baixa é conectada à cidade alta por funiculares, que levam a diferentes paisagens dos inúmeros miradouros que nos permitem não só admirar a vista, mas também entender a construção da primeira cidade portuária do Chile e fuga de muitos presos políticos durante a ditadura de Pinochet.
      A parte alta é dividida em cerros, que são como bairros. Cerro Alegre e Cerro Concepcion são os mais charmosos. São repletos de casas coloridas de zinco e de casarões transformados em hotéis, lojinhas e restaurantes, grafite e arte por todo lado. Lemos em algum lugar que Valparaíso é uma mistura de Santa Teresa, Bairro Alto, Olinda e Caminito. É mesmo. Mas é muito além.
       

       

       

       

       

       
       
      Cerro Cárcel
      Um pouco fora do circuito turístico de Valparaíso fica o Cerro Cárcel, local onde funcionava uma prisão de tortura para presos políticos e que, mantendo-se toda a estrutura para que detalhes da história do país jamais fossem esquecidos, ignorados e tampouco modificados, foi transformado em parque e centro cultural. As salas são exatamente do tamanho das celas, com suas micro janelas no alto com barras de ferro, lembrando a todo tempo onde estamos. Fotografias de mulheres presas se espalham pelas paredes, com seus nomes e um sensível relato das roupas que vestiam e do local em que estavam no exato instante em que foram capturadas.
      Uma homenagem forte a um jovem militante assassinado ali, com um testemunho duro e detalhado de um amigo que assistiu à crueldade sem nada poder fazer. Gonzalo Muñoz Aravena.
      O coração doeu ao lermos e, de certa forma, revivermos toda aquela história entre aquelas mesmas paredes, onde quanto à energia que ali paira não há arte que acalente.

       

       

       

       
      O edifício faz parte do Parque Cultural de Val Paraíso, que é ao mesmo tempo centro cultural e parque aberto para a  comunidade.
      O parque abre de quarta a domingo, das 10h às 18h no inverno e das 10h às 21h, no verão.
      Endereço: Calle Cárcel, 471
       

       

       

       

       
      O que faltou fazer?
      - Não visitamos a La Sebastiana, casa museu do Neruda em Valpo. Ela fica mais distante, em um cerro mais alto. Nos arrependemos imenso, mas não tivemos tempo.
      - Walking Tour para saber mais da história da cidade. 
       
      Dicas
      - Tours 4 Tips - caminhadas guiadas de cerca de 3 horas em que você paga o quanto quiser para o guia. 
      - Pan de Magia - uma pequena casinha  roxa e amarela na cidade alta que serve empanadas deliciosas e baratas. Fica na Calle Almirante Montt, 738. 
       
      https://www.instagram.com/trip_se_/
       



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