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México, Belize e Guatemala

Relato de Viagem

 

Olá, Mochileiros. Meu nome é Caio Andrade, sou de Manaus – Amazonas, e junto com minha esposa, Gilci Helena, somos apaixonados por viagens.

Diferente do que aconteceu com o Mochilão que fiz pelo Peru-Bolívia-Chile, eu não encontrei quase nenhuma informação sobre o mochilão México-Belize-Guatemala. Então, eu fui coletando informações isoladas de outros relatos e também do Instagram da maravilhosa Gabi (@viajandocomgabi). Por este motivo, resolvi fazer este relato o mais rápido possível.

Gostaria de informar (e pedir desculpas para quem gosta) que este relato não terá fotos, mas apenas o relato detalho junto com valores, pois é isso que realmente importa. Caso você queira ver algumas fotos e alguns vídeos sobre o roteiro, visite o meu perfil no Instagram (@caioandrade.adv).

Gostaria de ressaltar que 

Então, vamos ao que interessa!!!

 

Roteiro, Duração e Transporte

O meu mochilão começou em 12.06.2019 e terminou em 03.07.2019, e perfiz o seguinte roteiro: Cancún (Mex) > Tulum (Mex) > Caye Caulker (Blz) > Flores (Gua) > Antígua (Gua) > San Cristóbal de Las Casas (Mex) > Cidade do México (Mex).

Todo o meu trajeto foi feito por ônibus e shutles (minivans). No México, a empresa que domina o transporte é a ADO, que atende todo país. Para montar minha planilha de gastos, eu entrei no site da ADO, simulei os trajetos e obtive os valores. O site não aceita compras com cartões internacionais. Porém, comprando com antecedência no guichê da ADO, assim que você chegar no México, você terá descontos absurdos. Por exemplo: o trajeto San Cristóbal – Cidade do México estava custando cerca de 1.600 pesos, mas como comprei com dois dias de antecedência, ele saiu por 870 pesos.

Já na Guatemala, os trajetos são feitos por shuttles (minivans), que são extremamente desconfortáveis, sem encosto para sua cabeça e você não consegue descansar. Ainda procuramos em varias agencias uma minivan que tivesse encosto para cabeça, mas TODOS não tinham. Então, prepare o seu corpo e o seu emocional.

 

Hospedagem

Todas as minhas hospedagens foram reservadas pelo Airbnb, pois queria pagar tudo antes da viagem e também porque eu queria ter mais comodidade e privacidade. A hospedagem é um dos pequenos luxos que eu e minha esposa nos permitimos durante a nossa viagem. Rsrsrs

Uma dica muito importante: como eu não sabia os valores de certos passeios e precisava montar minha planilha de gastos, eu entrei em contato com o hotel que havia reservado e perguntei os valores dos passeios, visto que todos os hotéis de cidades turísticas oferecem esse serviço. Também já fiz isso pelo booking e funciona também.

 

Qual moeda levar

NÃO LEVE REAIS. Fiz isto apenas uma vez quando fui para o Chile e me arrependi. Muitos “nacionalistas” pregam que temos que devemos levar reais, pois, se levarmos dólares, faremos dois câmbios e pagaremos mais. MENTIRA. Já viajei para Chile, Argentina, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Venezuela, Peru e Equador, e em TODOS esses países, eu tive mais vantagem levando dólares do que reais. Sem contar que algumas cidades pequenas, como Antígua, San Cristóbal, Caye Caulker, não têm casa de câmbio que aceitem reais.

 

 

1oDia – 12.06 (Cancún – México)

Primeiramente, queria destacar o programa fidelidade Km de Vantagens, do Ipiranga. Foi graças a ele que consegui comprar milhas aéreas da Multiplus pela metadade do preço regular, o que me deu uma economia de mais de R$1.600.

O voo de Manaus para Cancún estava muito caro. Pesquisando, encontrei uma passagem mais barata para a Cidade do México. Como eu queria ganhar tempo, comprei uma passagem pela Interjet, empresa low cost, para Cancún e saiu mais barato.

Nosso voo chegou em Cidade do México às 07:30h e logo fui fazer o câmbio dos dólares que levei. No terminal 1, há excelentes cotações. Quanto mais distante do portão de desembarque, melhor será a cotação. Consegui um câmbio de USD 1 = 18,07 pesos mexicanos no CI Banco.

No aeroporto, comprei um chip. O mais barato com internet ilimitada por 10 dias custa 100 pesos. Comprei um chip no primeiro quiosque que vi por 300 pesos e andando mais um pouco descobri esse de 100.

Fizemos nosso check-in na Interjet e chegamos em Cancún às 15h. Fora da sala de desembarque há um guichê da ADO que oferece translado para a estação do centro por 86 pesos. Na estação da ADO, compramos nossa passagem para Tulum e tivemos desconto. Pegamos um táxi para o nosso apartamento.

Nosso apartamento ficava localizado bem em frente ao Mercado 28, um mercado de artesanato e restaurantes, e a 15min andando da estação ADO. Não ficamos na zona hoteleira, pois estava muito caro.

Desfizemos as malas, trocamos de roupa e fomos andar pela cidade. Almoçamos/jantamos no Mr. Habanero; pedimos tacos e burritos. Em quase todos dos restaurantes mexicanos, são oferecidos nachos com molhos picantes como entrada, sem qualquer custo.

Passamos no supermercado e compramos água, café e sabão.

 

Gastos:

Chip: 300 

Café espresso: 112

Chip: 100

ADO (do Aeroporto para o Centro): 172 (86 p/p)

Passagem para Tulum: 238 (119 p/p)

Taxi da rodoviário para o hotel: 80

Mr Habanero: 410

Supermercado (água, sabão e café): 47,60

TOTAL: 1459,60 pesos

 

 

2oDia – 13.06 (Cancún – México)

Como eu e Gilci estávamos comemorando dois anos de casados, resolvemos fazer uma sessão de fotos. A sessão foi na Praia Delfines, uma praia muito linda e com poucas pessoas. Depois das fotos, fomos para o apto trocar de roupa, pois ele estava de vestido e eu de roupa social. 

Resolvemos voltar para a praia Delfines. Todos os ônibus com a sigla R2 e a palavra Hotel passam pela zona hoteleira e pela praia Delfines. Muito fácil de chegar. Passamos o dia na praia, comi algumas mangas e piñas coladas. Na praia, há um letreiro de Cancún e sempre tem fila para tirar fotos.

Voltamos para o apto e comemos sushi no restaurante Akky, o mais barato que encontramos.

 

Gastos:

Ônibus: 24 (12 p/p)

Salgadinhos: 35,50

Manga: 35

Pina colada de 1 litro: 150

Manga: 30

Ônibus: 24 (12 p/p)

Tacos: 99

Helado: 30

Sushi Akky: 418

Total: xxxx pesos mexicanos

 

*Desculpe qualquer erro ortográfico. Estou escrevendo do aeroporto internacional da cidade do México. Na próxima postagem, irei ter mais cuidado. 

 

 

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3oDia – 14.06 (Cancún – México)

Dia de conhecer a famosa Isla Mujeres. Para chegar na ilha, nós fizemos o seguinte caminho: pegamos um ônibus próximo do terminal ADO do centro. O nome do ônibus é R6 ou R1, e estará escrito a Puerto Juarez. O trajeto custa 10 pesos e te deixa bem em frente ao Porto. A travessia para a ilha custa 300 pesos ida e volta. O ferry Ultramar é o melhor e o mais recomendado.

Andamos um pouco na ilha e fomos para praia Norte, que é a parte mais bonita da ilha. A praia é simplesmente incrível, com uma cor exuberante. Você consegue alugar sombrinha e cadeiras por 200 a 300 pesos. O aluguel dura até às 17h.

Saímos da praia norte às 16h e ficamos andando pela rua de artesanato. Voltamos de ferry e pegamos novamente um ônibus, que nos deixou bem perto do terminal do centro. Como estávamos cansados, não saímos à noite e pedimos comida pelo aplicativo Rappi.A comida japonesa é muito barata, pois pescados são muito baratos.

Gastos:

Kombi para Puerto Juarez: 20 (10 p/p)

Ultramar: 600 (300 p/p)

Salgadinho e sorvete: 105

Aluguel de cadeiras: 300

Paletas: 50

Churros: 75

Ima: 100

Ônibus para ADO: 20 (10 p/p)

Água e salgadinhos: 120

Comida Japonesa (Rappi): 365

Total: 1.755 pesos.

 

 

4oDia – 15.06 (Cancún –México)

Passeio para Cozumel. Acordamos bem cedo e fomos para a estação de ônibus. Pegamos uma minivan da Playa Express em direção a Playa de Carmen. Custa 42 pesos por pessoa e nos deixa bem perto do porto de onde saem os ferrys para Cozumel. O ferry que escolhemos custa 340 pesos ida e volta por pessoa. O trajeto dura 30 minutos e é muito enjoativo, pois balança muito.

Antes de você chegar no porto, haverá pessoas lhe oferecendo a travessia para Cozumel por 180 pesos ida e volta, mas recomendo veementemente que não contrate, pois a travessia não é feita por ferry, mas sim por lanchas minúsculas. Se o ferry enorme já balança, você pode imaginar como deve ser a travessia.

 Assim que chegamos em Cozumel, contratamos um passeio para conhecer o Cielo e Cielito, que custa 700 pesos. Este passeio não pode ser feita por conta própria, como eu queria fazer, pois o Cielito só pode ser alcançado por via marítima (lancha ou catamarã).

Neste passeio está incluído snorkel pelo recife de Palancar, Colombia, El Cielo e Cielito, e dura cerca de 4h00. Os recifes são deslumbrantes e você consegue admirar vários peixes, inclusive pudemos ver uma tartaruga, arraias e estrelas marinhas. O cielito é de outro mundo, simplesmente lindo. A água é de um azul transparente.

Assim que voltamos a Cozumel, já pegamos o ferry de volta. Não conhecemos as outras praias de Cozumel. Pegamos um ônibus ADO que custa 45 pesos para Cancún. O trajeto dura uma hora e te deixar no terminal do centro.

Gastos:

Van para Playa: 84 (42 p/p)

Ticket para Cozumel: 680 (340 p/p)

Ima: 100

Chocolate: 70,50

Paseo El Cielo: 1400 (700 p/p)

Propina: 40

Churros: 80

Propina: 20

Passagem para Cancún pela ADO: 90 (45 p/p)

Água e nachos: 35

Comida japonesa: 285

Total: 2.884,50

 

 

5oDia – 16.06 (Cancún e Tulum – México)

Este foi nosso último dia em Cancún e queria dizer que ela não é tudo aquilo que eu imaginava. Cancún é extremamente famosa e esperava praias extraordinárias, como as que conheci em San Andrés, na Colômbia, porém as praias de Cancún não são tão bonitas. As realmente lindas são de Isla Mujeres e Cozumel.

Acordamos cedo e fomos para o Mercado 28. Compramos algumas lembrancinhas e comemos conchinita (sanduba de pernil assado de forno desfiado), que é maravilhoso. Pegamos táxi para ADO e de lá pegamos nosso ônibus para Tulum.

Chegamos em Tulum às 14h. Assim que cheguei, já queria dar uma volta pela via principal. Mas consegui andar apenas 20min e já voltei para o hotel, pois estava um calor dos infernos. No final da tarde, quando a temperatura estava mais agradável, saímos para conhecer a cidade.

Compramos o passeio para Chichen-Itza no próprio hotel e custou 1280 pesos por pessoa. Aproveitei para comprar chocolates, salgadinhos e biscoitos para levar para o passeio. Também compramos um vinho branco mexicano.

Gastos:

Lembranças: 45

Quadro para parede: 300

Conchinita: 140

Taxi para ADO: 35

Chichen-itza: 2.560 

Vinho: 273

Pan de Chocolate: 65

Pan de Chocolate (repetimos, pois estava uma delícia): 75

Gelado: 40

Total: 3.253

 

 

6oDia – 17.06 (Tulum – México)

Dia de conhecer Chichen-Itza.

Primeiramente, gostaria de dar uma dica: se puder, faça o passeio para Chichen-Itzá por contra própria, pois você conseguirá aproveitar melhor este incrível centro arqueológico. Como eu estava inseguro de como fazer por conta própria, contratei o passeio por agência e me arrependi, pois o passeio “enrola” muito em outros lugares e fica pouco tempo em Chichen-Itza.

Para ir por conta própria, você compra a passagem pela ADO, cujo ônibus sai toda 9h e 12h, e lhe deixa na entrada de Chichen-Itza. A volta é as 16h.

Seguindo: acordamos cedo e fomos para o iTour, agência que contratamos (e que não recomendo). O ônibus do passeio era super confortável, porém o guia tinha uma voz rasgada, com problemas na dicção, e nos lembrava uma voz de pessoa bêbada. Fomos para o restaurante da empresa, mas primeiro passamos por uma apresentação de um xamã que, segundo o nosso guia, era o sexto xamã mais poderoso do mundo. Porém o cara era uma fraude. Ele disse para um turista: “Você é médico na sua cidade”. O cara disse que não era médico, mas engenheiro, e o xamã: “mas você tem tido sonhos sobre medicina”, e o turista: “Também não”. Daí vocês já tiram o constrangimento que ficou naquele momento. Hehehehehe

No lado do restaurante, há uma grande loja de artesanatos. Os atendentes falaram que era uma cooperativa de povoados descendentes dos maias, porém o nome da loja é o mesmo da empresa dona do ônibus e do restaurante. Estranho, não é????????

Nesta loja, pegaram nossos nomes e tiraram fotos. Depois nos ofereceram um cartão postal com nossos nomes e uma tequila com nossas fotos. Como estava tudo caro, não comprei nenhum.

Almoçamos comidas típicas, experimentamos tequila e depois fomos Chichen-Itza. Lá, havia um guia turístico que possuía uma boa dicção, graças a deus. O templo de Kulkucan, que é considerado uma das sete maravilhas do mundo moderno, é deslumbrante. Não há palavras exatas para descrever como é estar diante de uma incrível construção dos maias.

Nosso guia nos mostrou quase todas as construções e suas histórias, porém ele não nos mostrou o cenote sagrado, onde os maias faziam sacrifícios humanos. Então, por favor, não esqueça de cobrar isso do seu guia.

Passamos cerca de 2h em Chichen-Itza (por isso recomendo que faça por conta própria) e fomos para um Cenote. Este era tão meia-boca que esqueci o nome.

De volta para casa, o cara do ônibus tentou nos empurrar tequila, água, coca, chocolate, repelente, mezcal e ainda queria propina no final. Não comprei nada e nem dei qualquer gorjeta, pois estava pu** com o passeio.

À noite, comemos pizza e sorvete.

Gastos:

Água: 18

Espresso: 30

Paleta: 50

Água: 40

Ima: 50

Churros: 60

Helado: 40

Água: 25

Sabão: 17

Pizza: 250

Sorvete: 40

 

 

7oDia – 18.06 (Tulum – México)

Dia de conhecer as Ruínas de Tulum e os Cenotes.

Dica: não cometa o erro de alugar bicicletas. Eu tinha visto em alguns relatos pessoas dizendo que era muito bom andar de bicicleta em Tulum, pois é uma cidade pequena e as ruinas e cenotes eram perto. NÃO É BEM ASSIM. É perto quando você anda de moto ou carro, mas de bicicleta é mais demorado, sem contar o sol escaldante.

Alugamos uma moto para usarmos por 12h, por 500 pesos. A bicicleta está por 160 pesos. Fomos para as ruínas de Tulum, caminhamos bastante do estacionamento para a entrada. Não contratamos guia. Depois, fomos para o Cenote Cavalera, pois vi algumas postagens falando que era muito bonito. MENTIRA. O Cenote fica atrás de uma casa e é minúsculo, com muitas pessoas (pois é o mais perto da cidade) e sem espaço para mergulhar, simplesmente horrível. Ficamos apenas 5minutos. O negócio é tão ruim que há uma placa na entrada dizendo que não devolvem o dinheiro em hipótese alguma.

Então, resolvemos ir em direção ao Cenote Dos Ojos (25 minutos de moto de Tulum), porém quando estávamos quase na metade do caminho, percebemos que não havia nenhuma moto ou bicicleta na estrada, mas apenas carros, ônibus e caminhão. Ficamos com medo de sermos parado pela policia, pois nós éramos os únicos diferentes. Por isso resolvemos voltar e ir para o Gran Cenote. Este Cenote é muito bonito e vale o nome, pois ele tem espaço fechado, outro aberto e ainda uma área com areia.

Voltamos para Tulum, entregamos a moto, comemos bife tacos, e um garçom tirou nossa foto para “ficar no mural de clientes do Brasil”, uma hora depois ele estava nos oferecendo uma tequila com nossa foto. Kkkkk

Pegamos nosso ônibus na ADO em direção a Belize.

Gastos:

Aluguel da moto: 500

Gasolina: 46

Estacionamento: 50

Entrada nas ruinas: 150 (75 p/p)

Cenote Calaveras: 200 (100 p/p)

Grand Cenote: 380 (190 p/p)

Aluguel de snorkel e locked no Gran Cenote: 110

Almoço: 370

Sorvete: 80

Táxi: 40

 

*Continua...

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@caio.andrade555 Ótimo relato!!!  Obrigado por compartilhar!

Vou ficar no aguardo do restante. :)

Viajo dia 27 desse mês e vou fazer o seguinte roteiro: CDMX>SAN CRIS>PALENQUE>FLORES>CAYE CAULKER>BACALAR>PLAYA DEL CARMEN>COZUMEL>CANCÚN>HOLBOX>CANCÚN.

 

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8º Dia – 19.06 (Caye Caulker – Belize)

Nosso ônibus parou no posto da imigração, na madrugada, para darmos saída do México. Diferentemente do que li em alguns relatos de viagem, eu e minha esposa não precisamos pagar nenhuma taxa de saída, ainda que tenhamos passado mais de sete dias.

Vale ressaltar que quando entramos novamente no México, por estrada, os policiais da imigração perguntaram quantos dias iríamos passar, nós falamos sete dias e não precisamos pagar nada.

Alguns metros depois, já estávamos no posto de imigração. Ocorreu tudo bem na entrada e não chegaram nossas malas.

O ônibus nos deixou na “rodoviária” e já havia pessoas vendendo o translado para Caye Caulker pela Belize Express. Compramos nosso boleto e pegamos um táxi para o porto. No porto, trocamos o nosso boleto pelo ticket e embarcamos no Belize Express.

Chegando em Caye Caulker, tivemos que pegar uma “táxi” (na verdade é carrinho de golfe), pois nós viajamos com malas e era impossível andar com elas nas ruas de areia.

Nosso hotel ficava na avenida principal, bem próximo ao Ice and Beans, a maior cafeteria da ilha.

A tarde, passeamos pela ilha e ficamos em um restaurante, que tinha um lindo píer, balanços e redes no mar.

Lembrando que na ilha não há praias como imaginamos, com areias branquinhas e tal. A praia pública principal, “The Split”, não possui praia, mas tem um dos melhores bares, o Lazy Lizard.

Algo interessante de Caye Caulker é que ela é uma cidade que dorme muito cedo. Às 21h não havia quase ninguém nas ruas. Os bares e quiosques estavam todos fechados. Então, não espere uma vida noturna agitada. Aproveita a cidade na manhã e tarde. rs

Dólares de Belize.

Belize Express: 32

Taxi: 5

Restroom: 1

Taxi para hotel: 5

Hotel: 71

Piña colada e tacos: 23

Café: 12

Água e chocolate: 3

 

9º Dia – 20.06 (Caye Caulker – Belize)

Neste dia, acordamos um pouco tarde e fomos passear novamente pela ilha (que se resume a uma via principal). Não fizemos mergulhos, objetivo principal de muitos viajantes, pois todos eram muito caros para o meu suado bolso. Sem contar que Belize, por si só, é um lugar muito caro. Então, resolvemos apenas curtir as “praias”.

Fomos para o Koko King, uma praia de verdade privada, localizada ao norte da ilha. Você precisa pegar uma lancha para chegar neste lugar, mas não se preocupe, pois ela é de graça. A travessia duras apenas alguns minutos. Passamos o dia desfrutando da praia, aproveitando para tirar muitas fotos. Pedimos nachos e piñas coladas.

Na praia, ao tentar subir no píer, eu acabei lesionando minha costa e fique com dores horríveis na região do pescoço e ombro. Não conseguia movimentar minha cabeça.

No final da tarde, aproveitamos para assistir o lindo pôr do sol e terminamos o dia comendo lagosta assada, especialidade da ilha.

Eu perdi minhas anotações de valores deste dia. Desculpe.

 

 

10º – 21.06 (Flores – Guatemala)

Saímos cedo de Caye Caulker e pegamos nosso ônibus para Flores. O ônibus era minúsculo, sem apoio para a cabeça e com defeito no condicionador de ar. Então, imagine o calor infernal que estava dentro daquele veículo.

Chegamos em Flores às 14h. Ele te deixa bem em frente ao letreiro “Eu amo Petén”. De lá, fomos para o nosso hotel.

Comprei remédio, pois ainda estava com muitas dores no pescoço. Encontramos uma banquinha perto do nosso hotel e passamos um bom tempo comendo tortilhas e tzinquiche. Este último é uma tortinha típica da Guatemala, que é feita de fungos que cresce nas árvores em período de chuva. Uma verdadeira delícia.

Troquei meus dólares para quetzales diretamente no hotel.

Quetzales

Remédio: 6

Água: 8

Passeio para Tikal: 240

Entrada para ver o amanhecer: 500

Tortinhas e tzinquiche: 40

 

 

11º – 22.06 (Flores – Guatemala)

Este foi o dia para conhecer Tikal, a maior cidade maia, que coloca Macchu Picchu e Chichen-Itza no bolso. Você tem duas opções de passeios: a) passeios regulares que começam as 8h; b) passeio para ver o nascer do sol.

Eu escolhi a opção b e foi a melhor escolha, pois é fascinante ver o nascer do sol de cima de uma das pirâmides maias e nós conseguimos tirar ótimas fotos, pois o portão do parque ainda não tinha sido aberto e consequentemente não havia quase ninguém.

Tikal é simplesmente ESPETACULAR. Para quem gosta de história, como eu, presenciar aquelas construções é indescritível; você sente vontade de chorar. São 26 quilômetros quadrados de construção, sendo que apenas 30% delas foram escavadas. Daí você pode imaginar a magnitude daquele lugar.

É uma pena que poucas pessoas conheçam e desfrutem dessa zona arqueológica. Eu falo mais sobre isso no meu instagram.

O shuttle nos pegou às 2:50h, para nos levar a Tikal. O nosso guia nos conduziu pelo meio da floresta até o Templo da Serpente (Templo 4), de onde assistimos o nascer do sol. Víamos aquela floresta imensa com os topos das outras pirâmides aparecendo e, na trilha sonora, havia o barulho da floresta. Parecia uma cena de filme.

Ficamos em Tikal até as 12h. Voltamos para o nosso hotel, para trocarmos de roupa e pegar nosso ônibus.

Gostaria de ressaltar um fato muito importante. Quando estávamos no ônibus (shuttle) de Belize para Flores, eu comprei com o motorista do ônibus as passagens para Antígua. Me arrependi.

Quando falamos para a gerente do nosso hotel que havíamos comprado as passagens diretamente com o motorista, ela ficou super assustada e pediu para mostrar o comprovante. Ela olhou e falou que aquela agência era melindrosa, que vários viajantes já haviam sido enganados por ela.

Imagine o medo que eu senti. Imediatamente fomos para a agência que o motorista disse que poderíamos trocar nosso comprovante por tickets. A Agência era pequena e escura, e não havia ninguém nela. Esperamos um pouco e apareceu uma pessoa. Mostramos nosso comprovante e, para glorificar de pé, ele era válido e nossos assentos no ônibus já estavam reservados. O alívio foi grande, mas ele seria completo apenas quando eu estivesse sentado dentro do ônibus.

Fomos para o letreiro e esperamos o nosso ônibus. Ele chegou cerca de 20h e nos levou para uma rodoviária próxima. Esperamos outras pessoas e saímos às 21h.

Deu tudo certo. Graças a Deus. Mas fica a dica: não compre nada com terceiros. Vá direto na agência e pesquise na internet se ela é confiável.

Gastos:

Refri e água: 25

Creme dental e água: 18

Bolacha e remédio: 10

Água: 7

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12º – 23.06 (Antígua – Guatemala)

Trocamos de ônibus na Cidade da Guatemala, capital, e chegamos em Antígua às 08h. Deixamos nossas malas no hotel.

O melhor lugar para trocar os dólares é em um banco (que não lembro o nome), que fica localizada bem ao lado esquerdo da praça principal. Ele tem a melhor cotação e exige o seu passaporte e endereço.

Fomos em várias agências e o preço para o lago é tabelado. Então, resolvemos fechar com o nosso hotel.

À noite, saímos para conhecer a “vibe” da cidade.

Gastos:

Café: 70

Manga: 5

Imã: 20

Quadro: 95

Lembrança: 55

Almoço: 160

Paletas: 35

Jantar: 140

Água e bolacha: 38

 

 

13º Dia – 24.06 (Antígua – Guatemala)

O ônibus nos pegou às 05:30h em direção à Panajachel. Na agência Magic Travel, contratamos o guia por 50 quetzals por pessoa, e não valeu a pena, pois ele não sabia explicar muito bem sobre a história e não tinha domínio sobre o grupo. Então, geralmente tínhamos que ficar esperando algumas pessoas que tinham se afastado do grupo.

Visitamos os três povoados e o de Santiago tem os artesanatos mais baratos. Não esqueça de pechinchar bastante, pois eles sempre baixam os valores.

As agências, geralmente, não incluem os miradores nos passeios. Então, certifique-se se o passeio está incluído. Se não tiver, você pode contratar um tuk-tuk, que te leva nos miradores.

Voltamos para Antígua e jantamos/almoçamos uma massa deliciosa no Pasta Nostra.

Gastos

Café da manhã: 53

Presentes: 85

Guia turistico: 100

Ima: 20

Sorvete: 11

Máscara Maia: 30

Jantar: 150

 

 

14º Dia – 25.06 (Antígua – Guatemala)

Este foi o nosso dia de descanso. Passamos o dia passeando, tirando fotos e conhecendo os centros de artesanatos.

Gastos:

Café da manhã: 107

Almoço: 100

Jantar: 104

 

 

15º Dia – 26.06 (San Cristóbal – México)

Nosso shuttle nos pegou às 05:30h. Shuttle (minivan) muito desconfortável, sem encosto para cabeça. Provavelmente você não conseguirá dormir, pois você não terá onde colocar a cabeça para descansar. Horrível.

Na fronteira, nossa saída da Guatemala foi super tranquila, assim como nossa reentrada no México.

Caso você informe que passará mais de sete dias no México, os policiais pediram que você pague a taxa de entrada no Banco que fica bem em frente ao posto de imigração. Nós iriamos passar oito dias, contando com o da nossa entrada, porém falamos que seriam apenas sete dias e não precisamos pagar nada.

San Cristóbal é incrível e foi a cidade que mais me agradou no México. Cidade do México é muito São Paulo, Cancún é muita propaganda, e só, Tulum é legal, mas San Cristóbal tem uma “vibe” muito legal; cidade pequena, onde você pode andar tranquilamente e aproveitar a cordialidade de um povo muito hospitaleiro.

E vou contar algo que impactou a nossa viagem. Assim que chegamos no nosso hostel em San Cristóbal, recebi uma mensagem do nosso hotel em Antigua, informando que havia esquecido uma coisa no hotel. Eles mandaram a foto e o idiota que vos escreve (eu) havia esquecido o vestido de casamento da minha esposa.

Imagine o que eu senti quando vi aquela foto, e como eu falaria isso para a Gilci??????? Criei coragem, falei e ela apenas ficou calada, o que me deu mais medo. Hehehe

Como Antígua é relativamente perto de San Cristóbal, cerca de 10h, pedi que a gerente do Hotel Colibri, de Antigua, enviasse o vestido pela agência que nós usamos e que eu o pagaria na rodoviária. Eu estava confiante que pagaria o mesmo valor que eu tinha pagado, até porque era apenas uma sacola com vestido, nem iria ocupar uma cadeira.

Porém, a gerente informou que havia contato uma outra agência e informaram que o valor seria 300 dólares. Mais caro que o próprio vestido. Eu, utilizando um lugar da minivan, paguei menos de 50 dólares, como um vestido poderia ser 300 dólares? Até agora eu acredito que foi a gerente do hotel que colocou esse preço e queria ganhar alguns dólares na nossa costa, pois eu pedi para ela enviar o vestido por correios, que eu enviaria o dinheiro antes, porém ela informou que não poderia fazer isso. Filha da ****.

Então, caro mochileiro, caso esteja planejando conhecer Antígua, por favor, traga o vestido da minha esposa para o Brasil ou coloque nos correios! Você será bem recompensado

Gastos.

Banho: 10

Oxxo: 53

Táxi: 40

Desodorante: 56

Restaurante: 460

Vinhos: 230

 

 

16º Dia – 27.06 (San Cristóbal – México)

Pela manhã, fomos ao Carajillo, a cafeteria mais famoso de San Cristóbal. Dica: prove o máximo de cafés em San Cristóbal, pois aquela região de Chiapas é considerada a melhor região cafeicultora do México.

Depois, fomos conhecer os principais pontos turísticos da cidade; passamos um ponto tempo na feira de artesanatos e também fomos na feira municipal.

Também provei grilos fritos, com manteiga e pimenta. Ele é bem crocante e saboroso. Vale a pena provar.

No final da tarde, ficamos na praça principal assistindo apresentação da banda de rua Cuchá-cucha.

À noite, jantamos no restaurante El Quixote.

Gastos:

Café: 100

Paes: 12

Xícara: 100

Boneca: 60

Café: 21

Grilo: 60

Pipoca: 15

Gastone: 5

Cucha-cucha: 109

Restaurante El Quijote: 400

Cacao Nativo café: 27

Água: 20

Passeio para Canon: 700 (350 por pessoa)

 

 

17º Dia – 28.06 (San Cristóbal – México)

Dia de conhecer o famoso Canon del Sumidero. Eles oferecem os passeios com os miradores e sem os miradores. Por tudo que é mais sagrado, compre o passeio com os miradores, pois visão é simplesmente incrível. Pode tirar dúvida no meu instagram.

Nosso ônibus saiu às 08h e o trajeto dura cerca de 1:30h. Primeiro, passeamos pelo rio Grijalba, que corta o Canon. Ver aquelas paredes de 1000 metros é muito “top”. Depois, fomos para os Miradores. Ao todos são três e o melhor é o último, pois você consegue ter uma visão muito mais ampla. E não esqueça de subir no segundo andar da loja de artesanatos. Eles irão querer lhe segurar no primeiro andar, mas fuja para o segundo. Visão MARAVILHOSA.

Na volta, conhecemos uma cidade pequena que não lembro o nome, mas foi lá que provei o Pozol, uma bebida típica feita de cacau.

À noite, comemos uma massa e tomamos vinho.

Gastos:

Café com galletas: 76

Oxxo: 45

Banheiro: 10

Pipoca: 20

Cocada: 24

Helado: 60

Pozol de cacao: 15

Uma diária a mais no hostel: 187,50

Jantar: 285

Jamon (presunto): 150

Vinho: 540

 

 

18º Dia – 29.06 (San Cristóbal – México)

Dia de descanso.

Passamos o dia passeando, tomando café, fomos à igreja do cerro e “escalamos” aquela escadaria que nunca terminava. Heheheh

Também participamos de uma degustação de cafés na Carajillo, que acontece todas as quartas e sábados. Totalmente gratuita.

À noite, fomos para rodoviária de onde embarcamos em direção à Cidade do México.

Café: 42

Imas: 115

El Quixote: 400

Doce: 10

Fresa com crema: 25

Pipoca: 25

Água: 14

Café: 290

Pan de chocolate: 29+58

Táxi para ADO: 40

 

*Pessoal, lembrando que eu estou apenas fazendo um relato sucinto da nossa viagem, focando nos que fizemos enos valores. Se você quiser ver fotos ou saber minhas impressões sobre a viagem, visite o meu insta (@caioandrade.adv).

*Caso queira a minha planilha de gastos, por favor, informe o seu email.

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Em 17/07/2019 em 13:47, caio.andrade555 disse:

8º Dia – 19.06 (Caye Caulker – Belize)

Nosso ônibus parou no posto da imigração, na madrugada, para darmos saída do México. Diferentemente do que li em alguns relatos de viagem, eu e minha esposa não precisamos pagar nenhuma taxa de saída, ainda que tenhamos passado mais de sete dias.

Vale ressaltar que quando entramos novamente no México, por estrada, os policiais da imigração perguntaram quantos dias iríamos passar, nós falamos sete dias e não precisamos pagar nada.

Alguns metros depois, já estávamos no posto de imigração. Ocorreu tudo bem na entrada e não chegaram nossas malas.

O ônibus nos deixou na “rodoviária” e já havia pessoas vendendo o translado para Caye Caulker pela Belize Express. Compramos nosso boleto e pegamos um táxi para o porto. No porto, trocamos o nosso boleto pelo ticket e embarcamos no Belize Express.

Chegando em Caye Caulker, tivemos que pegar uma “táxi” (na verdade é carrinho de golfe), pois nós viajamos com malas e era impossível andar com elas nas ruas de areia.

Nosso hotel ficava na avenida principal, bem próximo ao Ice and Beans, a maior cafeteria da ilha.

A tarde, passeamos pela ilha e ficamos em um restaurante, que tinha um lindo píer, balanços e redes no mar.

Lembrando que na ilha não há praias como imaginamos, com areias branquinhas e tal. A praia pública principal, “The Split”, não possui praia, mas tem um dos melhores bares, o Lazy Lizard.

Algo interessante de Caye Caulker é que ela é uma cidade que dorme muito cedo. Às 21h não havia quase ninguém nas ruas. Os bares e quiosques estavam todos fechados. Então, não espere uma vida noturna agitada. Aproveita a cidade na manhã e tarde. rs

Dólares de Belize.

Belize Express: 32

Taxi: 5

Restroom: 1

Taxi para hotel: 5

Hotel: 71

Piña colada e tacos: 23

Café: 12

Água e chocolate: 3

 

9º Dia – 20.06 (Caye Caulker – Belize)

Neste dia, acordamos um pouco tarde e fomos passear novamente pela ilha (que se resume a uma via principal). Não fizemos mergulhos, objetivo principal de muitos viajantes, pois todos eram muito caros para o meu suado bolso. Sem contar que Belize, por si só, é um lugar muito caro. Então, resolvemos apenas curtir as “praias”.

Fomos para o Koko King, uma praia de verdade privada, localizada ao norte da ilha. Você precisa pegar uma lancha para chegar neste lugar, mas não se preocupe, pois ela é de graça. A travessia duras apenas alguns minutos. Passamos o dia desfrutando da praia, aproveitando para tirar muitas fotos. Pedimos nachos e piñas coladas.

Na praia, ao tentar subir no píer, eu acabei lesionando minha costa e fique com dores horríveis na região do pescoço e ombro. Não conseguia movimentar minha cabeça.

No final da tarde, aproveitamos para assistir o lindo pôr do sol e terminamos o dia comendo lagosta assada, especialidade da ilha.

Eu perdi minhas anotações de valores deste dia. Desculpe.

 

 

10º – 21.06 (Flores – Guatemala)

Saímos cedo de Caye Caulker e pegamos nosso ônibus para Flores. O ônibus era minúsculo, sem apoio para a cabeça e com defeito no condicionador de ar. Então, imagine o calor infernal que estava dentro daquele veículo.

Chegamos em Flores às 14h. Ele te deixa bem em frente ao letreiro “Eu amo Petén”. De lá, fomos para o nosso hotel.

Comprei remédio, pois ainda estava com muitas dores no pescoço. Encontramos uma banquinha perto do nosso hotel e passamos um bom tempo comendo tortilhas e tzinquiche. Este último é uma tortinha típica da Guatemala, que é feita de fungos que cresce nas árvores em período de chuva. Uma verdadeira delícia.

Troquei meus dólares para quetzales diretamente no hotel.

Quetzales

Remédio: 6

Água: 8

Passeio para Tikal: 240

Entrada para ver o amanhecer: 500

Tortinhas e tzinquiche: 40

 

 

11º – 22.06 (Flores – Guatemala)

Este foi o dia para conhecer Tikal, a maior cidade maia, que coloca Macchu Picchu e Chichen-Itza no bolso. Você tem duas opções de passeios: a) passeios regulares que começam as 8h; b) passeio para ver o nascer do sol.

Eu escolhi a opção b e foi a melhor escolha, pois é fascinante ver o nascer do sol de cima de uma das pirâmides maias e nós conseguimos tirar ótimas fotos, pois o portão do parque ainda não tinha sido aberto e consequentemente não havia quase ninguém.

Tikal é simplesmente ESPETACULAR. Para quem gosta de história, como eu, presenciar aquelas construções é indescritível; você sente vontade de chorar. São 26 quilômetros quadrados de construção, sendo que apenas 30% delas foram escavadas. Daí você pode imaginar a magnitude daquele lugar.

É uma pena que poucas pessoas conheçam e desfrutem dessa zona arqueológica. Eu falo mais sobre isso no meu instagram.

O shuttle nos pegou às 2:50h, para nos levar a Tikal. O nosso guia nos conduziu pelo meio da floresta até o Templo da Serpente (Templo 4), de onde assistimos o nascer do sol. Víamos aquela floresta imensa com os topos das outras pirâmides aparecendo e, na trilha sonora, havia o barulho da floresta. Parecia uma cena de filme.

Ficamos em Tikal até as 12h. Voltamos para o nosso hotel, para trocarmos de roupa e pegar nosso ônibus.

Gostaria de ressaltar um fato muito importante. Quando estávamos no ônibus (shuttle) de Belize para Flores, eu comprei com o motorista do ônibus as passagens para Antígua. Me arrependi.

Quando falamos para a gerente do nosso hotel que havíamos comprado as passagens diretamente com o motorista, ela ficou super assustada e pediu para mostrar o comprovante. Ela olhou e falou que aquela agência era melindrosa, que vários viajantes já haviam sido enganados por ela.

Imagine o medo que eu senti. Imediatamente fomos para a agência que o motorista disse que poderíamos trocar nosso comprovante por tickets. A Agência era pequena e escura, e não havia ninguém nela. Esperamos um pouco e apareceu uma pessoa. Mostramos nosso comprovante e, para glorificar de pé, ele era válido e nossos assentos no ônibus já estavam reservados. O alívio foi grande, mas ele seria completo apenas quando eu estivesse sentado dentro do ônibus.

Fomos para o letreiro e esperamos o nosso ônibus. Ele chegou cerca de 20h e nos levou para uma rodoviária próxima. Esperamos outras pessoas e saímos às 21h.

Deu tudo certo. Graças a Deus. Mas fica a dica: não compre nada com terceiros. Vá direto na agência e pesquise na internet se ela é confiável.

Gastos:

Refri e água: 25

Creme dental e água: 18

Bolacha e remédio: 10

Água: 7

 

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    • Por [email protected]
      Estamos programando uma viagem de 10 dias, sendo dividido da seguinte forma;
      Do dia 30/10 ao dia 03/11 Cidade do México
      do dia 03/11 a 06/11 Playa del Carmen
      de 06/11 a 09/11 Cancún
      Gostaríamos de indicação de Hotel ou Apto para alugar, para curtimos o dia dos mortos pois, sabemos que e´ grande a aglomeração na Av. La reforma, por isso, gostaríamos de um lugar que fique o mais próximo possível no sistema Bom, Bonito e Barato.
      Do mesmo modo gostaríamos de sugestões para ficarmos em Playa del Carmo.
      estaremos viajando em três pessoas do dia 30/10 a 03/11 e depois encontraremos outra turma em Playa del Carmen, totalizando 8 pessoas.
      Desde já agradeço que puder nos ajudar quanto a hospedagem e experiencias na Cidade do México no dia dos mortos.
    • Por mimanenti
      Data da viagem:30/12/2018 a 22/01/2019
      Havana
      Cienfuegos
      Playa Giron/Playa Larga
      Santa Clara
      Camaguey
      Bayamo/Sierra Maestra
      Santiago
      Remédios
      Cayo Santa Maria
      Varadero
      Havana
      Estimativa de gastos:€100,00 dia com transporte, alimentação,passeios, cervejas,etc,etc, etc
      €2300,00 x +- 1,10 = 2530,00 cuc
      CAD 600,00 / 1,41= 425,50 cuc NAO LEVEM NAO VALE A PENA 
      Às vésperas de completar 1 ano da minha viagem,em meio a pesquisas para as próximas viagens,me peguei com uma imensa saudade.Então revendo minhas fotos,minhas anotações e mensagens no grupo do telegram(medo de ser hackeada 🤣)resolvi fazer esse relato,contando um pouco sobre minha aventura e de meu esposo,nos 23 dias dias que ficamos  lá por Cuba,com alguns valores,e contar um pouquinho sobre as 10 cidades que passamos.
      Bem começando pelas passagens aéreas.Moro no sul de SC,em Criciúma,então optamos por comprar a passagem partindo de Porto Alegre,compramos pelo site:almundo.com.br no mês de junho e pagamos por volta de R$7,500 pela copa airline parcelada em 1+ 6 😂 sem juros (muito importante) com uma escala de 5 horas no Panamá.
      O detalhe é:NUNCA VIAJAMOS DE AVIÃO imagina a tensão 😬
      Embarcamos no dia 30/12 às 12:30 horário de verão,chegamos no Panamá por volta de 16:40 horário local(3h a menos).
      Passado o cagaço da decolagem e da aterizagem,pensei que o troço não ia parar nunca 🤣,fomos a caça da Tarjeta Turística.Encontramos em um guichê por $20,00 cada,e não me lembro qual foi,pq fomos em vários e já havia acabado,pela época do ano.
      Vencida a missão da Tarjeta,era a hora que ser extorquido, digo,comer algo e avisar a família que estávamos vivos.
      Partimos para a segunda parte da nossa aventura às 20:26 e desembarcamos em Havana às 23:50.
      Em Cuba tivemos o auxílio da Irina Cascaret,para as reservas e para fazer a comandancia.Optei por fechar com ela por querer algo mais seguro,do que chegar lá de mala e cuia e ter de procurar local,pois íamos chegar de madrugada praticamente,claro que gastamos um pouco mais,mas nada que não estive no nosso orçamento.
      Voltando a nossa chegada,saímos do avião e fomos seguindo o fluxo,já que não tínhamos a mínima ideia do que ia acontecer,sabia que tinha que passar na imigração e tals,mas era só.Passamos pela imigração,tiraram nossa foto e só.Não nos perguntaram nada 😧.Pegamos nossas malas,demorou uns 30 minutos.
      Caminhamos em direção a saída,nos abordaram pedindo o comprovante de vacina da febre amarela,fiz seguro saúde,mas não nos pediram.Continuamos caminhando,ao chegar em uma outra saída uma moça nós abordou,pedindo o papel da alfândega.Que alfândega?😬😂Voltamos preenchemos um formulário sobre pertences, dinheiro e tals,e enfim conseguimos sair.
      Ao sair me sentia naquelas cenas de filmes,muita gente com plaquinhas aguardando os turistas,eu ia passando e nada de encontrar meu nome,ia ficando meio tensa a cada passo que dávamos,procurei e não encontrei o táxi que havíamos combinado com a Irina.Ouve um engano na data da nossa chegada,acharam que íamos chegar dia 31/12 às 23:50 não dia 30/12 e quase ficamos na rua por conta disso.Conto mais adiante.
      Voltando a nossa chegada,como percebemos que esqueceram de nós,aguardamos um pouco,quem sabe o taxista estava só atrasado,ledo engano.
      Trocamos 300 CAD na cadeca e fomos em busca de um táxi,o que não é difícil de encontrar,já que na saída do aeroporto tem vários táxis oficiais, porém foi caro 30cuc + 5cuc de gorjeta.Tivemos que pagar pois era por volta de 01:00,ou pagávamos ou ficamos lá até o dia amanhecer 😢
      Partimos em direção a felicidade,digo Havana.
      Tudo muito escuro,(já sabia disso,não me preocupei)poucas pessoas nas ruas, exceto em alguns bares,fomos contemplando o que era possível na escuridão.Chegamos ao nosso endereço:Calle Neptuno, apartamento de dona Maria Lídia.Não tinha interfone,o taxista ligou de seu telefone para ela,que atendeu e disse que não estava esperando nenhuma Micheli! Oi?😶Como assim?Começou a dar um frio na barriga,logo passou pq pensei:na rua a gente não fica.
      Passado uns 10 minutos,uma senhora sorridente aparece no saguão,era dona Maria Lídia,que me explicou que estava nos esperando no dia 31/12.
      Devidamente acomodados,conversamos um pouco com nossa anfitriã,e fomos dormir.No caso meu marido foi,eu fiquei sentada na varanda, até às 03:00hs para poder enviar mensagem para nossa família, sim,enviamos mensagem de texto,não vale a pena comprar 1 chip lá,acaba rápido.
       
      1°  dia 31/12 Tomamos café na casa de dona Maria Lídia,e saímos sem rumo por Havana vieja.Passamos pelo famoso La Floridita,não entramos,fomos até a Calle Obispo e compramos cartões de internet,a propósito ficamos 1:30 na fila.
      Continuamos a caminhar e fomos parar na Plaza de Armas, conseguimos conectar a internet,voltamos por outro lado da praça e passamos pela La Bodeguita del médio, estava bem movimentado,entrei tirei uma foto do garçom fazendo os mojitos e saímos.
      Voltamos para a casa de dona Maria Lídia, descansamos e saímos próximo as 21:00 pois combinamos com nossos amigos aqui do grupo de nós encontramos no capitólio neste horário.Pude conhecer pessoalmente, pessoais incríveis: Débora,Marcela,Larissa,Luiza e Renan amigos que Cuba me deram 💗
      Fomos até o restante Km 0 jantamos e depois saímos caminhando em direção a Plaza Vieja.
      Chegamos havia alguns turistas ficamos um pouco por lá depois retornarmos para casa.
      No retorno voltamos desviando de água e ovos,sim os Cubanos jogam pelas janelas água suja e ovos.
      Chegamos sãos e salvos sem nenhuma baixa, digo ninguém do nosso grupo foi atingido 🤣
      Gastos 
      Diária 25 cuc
      Café da manhã 10 cuc 
      Táxi 35 cuc
      Água 4,25 cuc
      Internet 20 cuc 4 cartões de 5 horas
      Compras mercado 10 cuc
      Gorjeta 3 cuc
      Restaurante 30 cuc
      2° dia 01/01 Havana
      Um dia vagando por Havana Vieja😊
      Gastos
      Diária 25 cuc
      Café da manhã 10 cuc
      Mercado 13,60 cuc 
      Jantar 14,70
      3° dia 02/01 Havana - Cienfuegos 
      Dia de partir para Cienfuegos, combinamos com Irina um táxi para as 14:00, porém acordamos com o telefone de dona Maria Lídia tocando,era Irina,nos avisando que o taxista não iria.Assim trocamos dinheiro na Cadeca e partirmos para o terminal rodoviário da Viazul.
      Chegando no terminal,não havia passagens.Havia várias pessoas como nós:de mochila nas costas e sem passagens.Algumas pessoas estavam em frente ao terminal oferendo táxi,logo foram organizando as pessoas em grupos, conforme seus destinos.Ficamos em um grupo com 2 franceses e um alemão,meu esposo fez aula de francês por 1 ano em 2007 aproveitou pra exercitar 😂 enquanto aguardavamos.
      Depois de aproximadamente 1 hora,nos levaram para um carro que iria para cienfuegos,embarcamos no carro já havia um casal:de brasileiros 🤣 Não lembro a hora que saímos de Havana,mas chegamos as 15:30hs,encontramos facilmente a casa que iríamos nos hospedar.
      Ficamos na casa da dona Norma,muito próxima ao malecon.Deixamos nossas coisas e fomos"almoçar" e andar sem rumo 
      Gastos
      Diária 25,00 cuc (dona Maria Lídia)
      Café da manhã 10 cuc
      Táxi parque central- rodoviária/cienfuegos:70 cuc
      Almoço 10,00
      Gorjeta 1,00
      Mercado 6,00
      Cerveja 3,00
      Janta 11,50
      4° dia Cienfuegos 03/01
      Tomamos café na casa de dona Norma,e partimos em direção ao centro da cidade,a fim de organizar nosso bate e volta no dia seguinte a Playa Giron e Playa Larga(Baía dos cocinos)a casa fica um pouco distante do centrinho,em torno de uns 3 kms.Chegamos e fomos a um posto de informações turísticas, depois até o terminal da viazul e reservamos nossas passagens.Coloquei Cienfuegos em nosso roteiro devido a proximidade a Baía dos Porcos,na cidade em si,não tinha nada específico que quisesse conhecer,assim perambulamos bastante, chegamos a visitar a casa de um Canadense casado com uma Cubana que está organizando sua residência,para receber turistas.Estavamos caminhando,vimos um triciclo e perguntamos se era táxi,não era,mas nos rendeu uma visita a casa,em pleno sábado enquanto as mulheres faziam faxina 🤣 quando que no Brasil,colocaríamos 2 estranhos em nossa casa? Jamais! Voltamos para a casa de Dona Norma felizes com a experiência.
      Gastos
      Diária 25 cuc
      Café da manhã 10 cuc
      Mercado 14,40 cuc
      Janta 11,00 cuc
      Gorjeta 1,60
      Banheiro 1,00
      5 ° dia 04/01
      Tomamos nosso café e partiu terminal da viazul,que fica a uns 20 minutos da casa de dona Norma, andando rapidamente.
      Nossa primeira experiência com a viazul foi tranquila.Quase todas as passagens foram reservadas 1 dia antes do embarque,apenas com exceção de Santiago de Cuba,que compramos poucas horas antes.Cheguem com pelo menos 30 minutos de antecedência,para fazer tipo um check in e despachar as bagagens, como não tínhamos malas o embarque foi rápido.
      Chegamos em Playa Giron as 09:30 e já compramos a passagem de volta,para as 15:00 hs
      Não tem muito o que fazer além do Museu Giron que fica bem em frente ao "terminal da viazul"
       
      Visitamos o museu e queríamos ir a Playa Larga,porém não tinha ônibus, então fomos até o terminal da viazul e a atendente nós arrumou um táxi,e partimos.
      Em 20 minutos chegamos a Playa Larga,fomos em um Ford 1956,nossa primeira experiência com os autos.
      O motorista nos levou e nos deixou lá 😬 pagamos 20 cuc só pra ir,e a volta ao Deus sabe como seria.
      Ficamos na praia um pouco,tomamos uns mojitos e para meu esposo rolou o primeiro banho de mar no Caribe.
      Ficamos um tempo na praia,depois rumamos sem direção,a procura da "saída" da cidade para pegarmos o ônibus de volta a Cienfuegos.Como não tínhamos noção de distância da praia para "saída"fomos caminhando sem rumo, só vai.
      Chegamos a "saída"/entrada" de Playa Larga e a título de curiosidade,tem um tanque na entrada,isso mesmo,um tanque que foi usado para expulsar os ianques,na tentativa da invasão da Baía dos Porcos.
      Enfim chegamos ao local onde o ônibus iria passar,esperamos,esperamos, esperamos até que chegou com 2 horas de atraso 😤.
      Voltamos para Cienfuegos jantamos e fomos descansar.
      Gastos
      Diária 25 cuc
      Café da manhã 10 cuca
      Viazul 28 cuc
      Táxi 20 cuc
      Mercado 8 cuc 
      Bar Playa Larga 10 cuc
      Jantar 15,80 cuc






    • Por victoralex
      Espaço aéreo do México, 10 de novembro de 2019
      Salud a todos! Tenho a alegria de estar a 10006m de altitude, segundo o radar do avião, em algum ponto entre Minatitlán e Tuxtla Gutierrez, com um fim de tarde de lua cheia pulsando na janela, ouvindo a maravilhosa cantora mexicana Natalia Lafourcade e retornando a São Paulo para poder contar pra vocês a experiência fantástica que tive nos meus últimos 8 dias passados nesse país encantador que é o México. A priori, iria passar apenas 4 dias a trabalho em Puebla para um congresso acadêmico, mas acabei chegando 4 dias antes para conhecer um pouco do que é a terceira maior metrópole do mundo, a Cidade do México. Como muito do que procurei sobre a viagem foi mais uma vez usando o repositório do Mochileiros, é minha obrigação deixar um bom e completo relato para ustedes! Compartilharei o relato também no Medium, para democratizar a experiência! Aliás, leitores do Medium, deem uma olhada no mochileiros, têm muuita coisa legal :)
      A viagem teve duas partes. A primeira, minha irmã Thais me acompanhou na Cidade do México, aproveitando a compania, tirou umas férias merecidas :). Depois, durante o congresso em Puebla, ela foi pra Cancún e fiquei visitando quando tinha tempo entre uma apresentação de paper e outra :)
      1. Cronograma
      A viagem aconteceu entre 2 e 10 de novembro de 2019, com o seguinte cronograma:
      2/nov/2019: Voo SP-CDMX, saída 23h, chegada 6h30
      3 a 6/nov/2019: Cidade do México
      7 a 9/nov/2019: Puebla e Cholula
      10/nov/2019: Voo CDMX-SP, saída 16h40, chegada 5h30
       
      2. Gastos
      Vou botar os gastos em dólares, já que a cotação varia bastante. 
      Passagem aérea: US$ 970 (SP-CDMX ida e volta)
      Hospedagem: 3 diárias no METRO Boutique Hostal, na CDMX, em quarto privativo (mas banheiro compartilhado) para duas pessoas: US$ 200/2 pessoas = US$ 100 por pessoa.
      Obs: a hospedagem em Puebla foi pago pelo congresso rsrs.
      Comida, presentes, passeios: US$ 300.
      Total sem passagem aérea: US$ 400
      Total com passagem aérea: US$ 1370
      Na época que viajei (novembro de 2019) peguei o dólar ao redor de 4. 
       
      3. Relato
      Dia 1 e 2 - Sábado, 2/nov/19: Saída SP-CDMX, voo às 23h, chegada às 6h30 no Domingo, dia 3/nov
      Chegamos no dia 3 de novembro de manhãzinha. Como o check-in do hostel era só a partir das 14h, deixamos as coisas no storage do próprio hostel, tomamos café lá (isso foi bem legal da parte deles) e saímos para andar.
      Como era um domingo, a Paseo de la Reforma estava fechada para carros, então, como aqui em SP acontece com a Av Paulista, a avenida estava cheio de gente, ciclistas, corredores, dogs e famílias. Foi bem legal. Uma coisa que é diferente da Paulista Aberta nesse ponto é que lá eles separam a avenida em dois: uma só para atletas e ciclistas, onde o pessoal pode treinar sem problemas de ter uma criança atravessando correndo a rua ou um ambulante vendendo algo, e outra parte para as famílias e pessoas que só querem passear na avenida. Achei sensacional (alô Bruno Covas!). Nesse ponto, como ficamos em Roma Norte, um bairro sensacional, parecido com o bairro de Pinheiros em São Paulo em questão de cultura, restaurante e arte, o caminho até o monumento do El Ángel de la Independencia dá uns 15 min. Fomos até lá e depois andamos toda a Paseo até o parque, onde fica o Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México.

      El Ángel de la Independencia, na Paseo de la Reforma. Em obras, como todo o México by that time.

      Calçadão da Paseo de la Reforma. Avenidas muito mais largas que a Avenida Paulista
      O Museu de Antropologia em si é muito legal. Mas recomendaria ir em algum dia diferente de domingo. Neste dia, o museu é de graça para mexicanos, o que o deixou totalmente abarrotado de gente. Como não havia mapas nem indicações de como fazer o trajeto do museu, a gente não conseguiu aproveitar tanto. Fomos direto nos setores externos (jardins, muito banaca) e também na Pedra do Sol, la famosa... Passamos apenas umas 2h dentro do museu, porque realmente não havia condições de ficar mais tempo lá de tanta gente que tinha. Um colega foi no parque e pro museu de história natural. Disse que tem uma vista bem legal da cidade, mas infelizmente não conseguimos ir

      A Pedra do Sol, que não, não é o calendário maia e nem asteca!
      Depois do museu, passamos em frente ao Auditorio Nacional para retirar meus ingressos pro show da Natalia Lafourcade (se você não sabe quem é ela, pare de ler e vá ouvir essa mulher maravilhosa. Coloquei um vídeo mais pra baixo), cantora mexicana que gosto muito e que coincidentemente, estaria tocando na CDMX durante a nossa estadia. O Auditorio em si é muito legal, e mesmo para quem não tem evento pra ir lá, vale a pena dar uma passada na frente de dia. É majestoso.
      Depois do Museu, almoçamos em uma Taquería chamada El Fogoncito, muito boa por sinal. O cardápio não fica só por conta de tacos, mas de muitas coisas mexicanas. Foi um ótimo portão de entrada pra comida local. Comemos perto da Paseo, no cruzamento da Rua Leibnitz com a Rua Victor Hugo (mi nombre rsrs).
      A noite, encontrei um amigo da minha namorada, chamado Rodrigo, cara sensacional, em um dos bares da Av. Álvaro Obregón, em Roma Norte, do lado do Hostel. Mais uma vez, recomendo totalmente o bairro só pelos restaurantes e bares. Essa avenida ficava bem pertinho de onde a gente tava, além de ter muita coisa nos miolos do bairro. Por exemplo, visitei muitas livrarias ao redor, muitas lojas de arte e cultura, e também umas lojas místicas, pra quem gosta! É realmente a Pinheiros/Santa Cecília da CDMX.
      Depois descanso já que tivemos um voo longo e  no próximo dia iríamos para Teotihuacan.
      Dia 3 - Segunda, dia 4 de novembro de 2019: Pirâmides de Teotihuácan, o dia inteiro e show da Natalia Lafourcade às 20h
      O plano era passar a manhã e a tarde em Teotihuácan e voltar umas 17h porque a noite eu tinha o show no Auditorio Nacional. Para ir até Teotihuacan por conta é bem fácil. Você tem que pegar o metrô até uma das rodoviárias, especificamente o terminal rodoviário Autobuses del Norte. Vá de metrô, é bem barato, menos de R$ 1,00 a passagem (aliás, todo o México é barato. E isso é ótimo para nós brasileiros). De lá, atravesse a rua e compre a passagem ida e volta para as pirâmides. O totem que vende as passagens é de uma cia específica, que não tem erro já que o próprio símbolo da empresa são as pirâmides. Se localiza, ao olhar para a rua, dentro do terminal rodoviário, à sua direita, no fim da rodoviária. 
      A passagem não é cara e inclui ida e volta. A ida tem horário específico, e a volta você simplesmente espera na rua na frente do sítio arqueológico. Literalmente hehe. 
      O passeio é bem legal. O busão te deixa na frente do parque, você paga a entrada e se vira lá dentro. De cara estará com a Citadela, e mais pra frente vai ter as duas pirâmides maiores (Sol e Lua), além das intermediários. Minha dica é também ir no museu que tem lá dentro. Dá pra entender um pouco o contexto do negócio, além de ter uma maquete sensacional. 
      O passeio é incrível, e o que me impressionou foi a magnitude do negócio. É enorme. Não se esqueça de levar chapéu, protetor solar e snacks, já que você ficará bastante tempo lá (um dia inteiro), além de que não há sombras para fugir do Sol. Logo, prepare-se! Há chapéus vendendo na entrada do parque, caso você se esqueça. 

      Delante a la Pirámide del Sol, en Teotihuácan
      Depois do passeio, como disse, a volta é bem simples, basta sair do parque e esperar na rua qualquer ônibus passar. Acabamos esperando uns 15 min e pá, passou um ônibus. Como a demanda era maior que a oferta, nos primeiros 15 minutos de volta fizemos o trajeto de pé dentro do busão, mas depois o pessoal foi saindo e conseguimos sentar. Aliás, todo o México é assim. Se fosse definir o país em uma palavra é: desorganização. Não importa se estávamos numa rodovia federal, estávamos de pé em um ônibus num trajeto de 1,5h a priori..uma loucura! 
      De volta a CDMX, passamos numa Taquería que nos recomendaram chamada Taquería El Califa, é famosinha e nos recomendaram. Os pratos são bem grandes e vale bem a pena. Fomos na filial da Paseo da Reforma, mas passei na frente na filial de Roma Norte também. 
      De noite, tinha o maravilhoso show da Natalia Lafourcade! Aqui em baixo tem um vídeo da minha música favorita dela, pra quem não conhece! E mais uma vez, o Auditorio Nacional em si é espetacular! Vale a pena dar uma passada lá na frente, é bem bacana mesmo.
      O show foi impecável, com certeza um dos melhores shows da minha vida. Se tiver a oportunidade de ir em algum evento cultural no destino da sua viagem, vá! É muito bacana ver os mexicanos em seu cotidiano. A grande maioria do público era local. O mais legal é que nesse último disco dela os sons estão bem folclóricos, o que fez o show ser uma baita homenagem à cultura mexicana! Além de ter muitos convidados cantando junto. Foi animal, experiência única!


      Auditorio Nacional, dia de show da Natalia Lafourcade!
       
      Dia 4 - Terça, dia 5 de novembro de 2019 - Museu Frida Kahlo pela manhã, Templo Mayor e Lucha Libre
      Dia 4 começou e tínhamos já agendado com antecedência o Museu Frida Kahlo para manhã às 10:30. O bairro que o museu fica é bem legal, o que vale já a visita mesmo antes do seu horário no museu. O bairro chama Coyoacán e, além do museu e da casa do Trosky, já famosos, o bairro tem muita feirinha, comércio, além também de, no caminho do metrô para o museu, você passará pela Cineteca Nacional. Não chegamos a parar porque tínhamos horário, mas gostaria de ter passado um tempo por lá!
      O museu em si é um espetáculo. Acredito que foi o lugar que mais gostei na CDMX. Aproveitando a dica do meu irmão, que também foi pra lá anteriormente, foque nos pincéis, no estúdio, nas tintas. O museu é menos obras da Frida e do Diego Rivera e muito mais o estilo de vida deles. E isso é beeem legal. 
      A casa é um charme, toda colorida, e você vai se autoguiando pelos quartos e aposentos. Para tirar foto, tem que pagar mais, o que não fizemos. No nosso caso, só foi possível tirar foto do jardim, que também é lindo. Você consegue ver a cama onde ela pintava depois do segundo acidente, os quartos, a cozinha, o jardim...e também tinha uma exposição temporário com os vestidos de Frida Kahlo. Senti coisas lá muito fortes! A vida que essa mulher teve foi cheeeia de desafios e, mesmo depois de um caso de pólio, dois acidentes, traições, ela ser o marco que foi e com tanta influência não só no meio artístico mas também como uma bandeira do movimento feminista, isso é fudido. Um passeio que mesmo eu, que não conhecia muito das obras dela, me fez ficar muito mais interessado e encantado. 
      Uma dica é realmente reservar o passeio com bastante antecedência. Há preços diferenciados para estudantes e para estrangeiros. Peguei o de estudante, como aluno de doutorado, que é 1/4 do preço dos estrangeiros, e deu tudo certo! Lá você vai entender o porquê reservar antes: existem duas filas. Uma para o pessoal que tem horário marcado e outra para quem vai comprar na hora. Posso te afirmar com certeza que a fila de quem ia comprar na hora estava 10 vezes maior. Vacilaram! Então não cometa esse erro e reserva essa caceta já!

       

      Museo Frida Kahlo
      De lá o plano era ir até o Zócalo e conhecer o centro histórico. Como começou a chover muito, ficamos apenas no Museu do Templo Mayor, e decidi conhecer o resto do Zócalo no dia seguinte. O Templo Mayor é um passeio bem legal. O preço não é salgado e é interessante saber que o centro da CDMX já foi cercado pelo povo mexica, com pirâmides e um centro político e cultural bem diferente do pós colombiano. O museu destaca ainda o massacre espanhol dos povoados antigos e também tem uma maquete bem legal do que era o Zócalo antes da invasão espanhola. E claro, as ruínas em si. 

      Ruínas do Templo Mayor
      Com a chuva, acabamos fazendo hora por lá até das umas 18h para ir direto para a Lucha Libre! E que passeio sensacional! São dois lugares que ocorrem as luchas libres na CDMX: Arena Coliseo e Arena México. Fomos na Arena México, por estar relativamente perto de Roma Norte. Compramos os ingressos umas 18h30, e a luta começava às 20h. O evento em si é bem bacana. Claramente, tudo é muito bem encenado, as lutas não são verdadeiras, mas você se diverte demais! E o mais engraçado são que, mesmo com boa parte do público ser turista, há uma quantidade relevante de mexicanos que frequentam as lutas e torcem como se fossem de verdade! Gritam o nome e tudo. Achei maneiro!

      ¡Lucha libre!
      Depois da luta, casa e sono.
      Dia 5 - Quarta, 6/nov/19: Zócalo, Palácio Belas Artes, Palácio Nacional (só passar em frente), centro histórico e ida pra Puebla
      Como não tinha conseguido visitar direito o Zócalo no dia anterior por conta da chuva intensa, acabei por voltar de manhã para o centro para conhecer. O centro em si, pra quem também é de São Paulo, se assemelha muito à região da Praça da Sé. Primeiro por ser muito bonito (quem não teve a chance de passar pelo menos um dia no centro de SP, faça-o! É bem legal!). Segundo porque, assim como SP, não é o principal ponto turístico da cidade. Aqui em SP, por exemplo, podemos colocar Av Paulista, MASP e Ibirapuera na frente da Praça da Sé e ainda, tenho certeza que você pensaria duas vezes em recomendar o centro de SP para um gringo ir sozinho por conta da violência. Lá na CDMX é a mesma coisa! Em todos os sentidos. Há muitos moradores de rua como em SP (aliás, a Cidade do México se assemelha a São Paulo de uma forma inacreditável! Por isso que gostei tanto hehe). Tem até uma rua que o povo fica com aquelas plaquinhas de "compro/vendo ouro", que nem na Sé!
      Primeiro fiquei passeando pela praça em si. Como era pós Dia de Muertos, a praça estava toda decorada de flores, para o Festival de las Flores, logo depois do Dia de Muertos. Estava muito bonito. A praça é enorme, e você passa um tempo só se impressionando com a imensidão do negócio. Minha dica é primeiro visitar o Palácio Nacional, que fica lá na praça, a Catedral Metropolitana, que também é muito legal e depois ir andando até o Palácio Belas Artes, uma caminhada de uns 20 minutos com calma. Infelizmente no dia que eu fui estava tendo um evento diplomático no Palácio Nacional, o que significou que não pude entrar no Palácio em si, só apreciar do lado de fora. Então acabei fazendo o caminho até o Palácio Belas Artes, que também é belíssimo. Lá dentro não tem muita coisa o que fazer, mas só a caminhada vale a pena

      Zócalo todo enfeitado para o Festival das Flores

      Festival de las Flores

      Catedral Metropolitana

      Palacio Bellas Artes
      Um dos motivos que tinha deixado o Zócalo por último era que estava pensando em comprar souvenirs por lá antes de ir pra Puebla. Aí que descobri uma coisa muito importante, e aí vai a dica pra vocês: como SP, no centro não há souvenirs. Então pensei: "onde em SP compraria souvenirs? Reposta: Avenida Paulista!". E foi tiro e queda: peguei um metrô e voltei pra Paseo de la Reforma uma última vez e tá lá: cheio de souvenirs para vender nas calçadas. Aproveite essa dica preciosa e não espere souvenirs no centro histórico!
      Depois, voltei a pé para Roma Norte para almoçar e pegar minhas coisas para partir para Puebla, o grande motivo da viagem (que era a trabalho hehe). E aí uma das boas surpresas e histórias da viagem. Parei num restaurante chamado Eno, em Roma Norte. Um restaurante sensacional, em que pedi um prato que vinha umas fatias de abacate, arroz, um pollo e frijoles. Mas a melhor coisa não foi a comida. De frente pra mim, na mesa da frente, tinha uma garota tomando um café. Ela percebeu que eu tava me deliciando com o prato, tirando umas fotos e panz, e perguntou o que eu estava comendo. Respondi que estava comendo frijoles com avocado e pollo, então ela virou e falou, em espanhol: "legal...posso experimentar?". E não deu outra, ela pegou umas garfadas e adorou o prato também! Depois ainda me ofereceu metade do pan de muertos que ela estava comendo pra mim..e claramente eu aceitei! Hehe. Ficamos uns 15min trocando ideia e descobri que ela era uma mexicana que vivia na California nos últimos 20 anos, tinha saído com 8 anos do México. E não só isso, mas aquele dia era o primeiro dia dela no México depois de 20 anos!! Histórias que só viajando a gente consegue escutar  Infelizmente tinha horário de ônibus para Puebla e acabei saindo, mas esse episódio reflete muito do que o México e, especialmente os mexicanos são: alegres, simpáticos e que não se assustam em abordar um estranho pra dividir um prato ou trocar uma ideia! Algo muuuuito semelhante com nós brasileiros. Quem nunca trocou ideia com estranhos em algum bar e acabou tendo um ótimo papo também? Um dos grandes momentos da viagem! 😜 

      Almuerzo incrível que encantou até a moça da mesa da frente  Aliás, essa cerveja é do baralho: Bocanegra. Não deixem te procurá-la!
      Depois, busão para Puebla, chegando de noite e dando check-in no hotel.  
       
      Dia 6 - Quinta, 7/nov/19: Primeiro dia de congresso e centro de Puebla de noite.
      Durante o dia foi o primeiro dia da conferência que me levou até o México, então nada demais em termos turísticos. De noite, fomos para o centro de Puebla para conhecer o Zócalo de lá e também jantar, junto com outros congressistas. 
      O centrinho de Puebla é bem legal! Me lembrou muito Ouro Preto-MG. Como em muitos pontos do México, há Wi-Fi grátis nas ruas, o centro era iluminado, com um coreto e muitos bancos e a praça cheia! Coisa de cidade do interior, literalmente! Paramos num restaurante nos arredores da praça que se chama Vittorio's, que serve tanto comida poblana como comida italiana (??) hehe. E acabamos pedindo a prata da casa, o prato mais típico de Puebla, o Mole Poblano. Um prato delicioso, porém bem forte. Aliás, toda comida do México é forte, em termos intestinais. Ia muito mais vezes no banheiro do que aqui no Brasil. É muito tempero! E o mole poblano não foge disso: um peito de frango com arroz coberto por um molho marrom fortíssimo e saboroso! Mas senti ele durante toda a madrugada hehe, if you know what I mean. Enfim, nada que um mezcal no fim da refeição não ajude na digestão! Valeu muito a pena!

      Zócalo de Puebla

      Praça no Zócalo de Puebla
       
      Dia 7 - Sexta, 8/nov/19: Segundo dia de congresso e el mágico pueblo de Cholula!
      Esse talvez tenha sido um dos grandes dias da viagem. Primeiro porque no congresso em si eu não iria apresentar e também não havia muitos tópicos do meu interesse, o que me deu uma manhã livre. Acabei indo para o que os poblanos chamam de "El mágico pueblo de Cholula". 
      Cholula é uma cidadezinha (ou duas cidades, porque são dois povoados) a menos de 10km de Puebla. Se Puebla é Ouro Preto, Cholula é Tiradentes, Brumadinho...cidades menores ainda, mas igualmente históricas! Caso queira saber mais sobre Cholula, recomendo esse link aqui: https://quasenomade.com/uma-visita-ao-pueblo-magico-de-cholula/
      Cholula foi o que mais me encantou no México. Para começar porque a maioria dos turistas são mexicanos. Acho que os únicos gringos que vi lá era eu e os colegas congressistas que trouxe a noite pra lá! Depois, porque a cidade é toda arquitetada como uma cidade do interior. Há uma praça? Sim! Tem coreto? Sim! Tem igreja ao redor da praça? Sim, muitas delas! Aliás, Cholula é conhecida como a mais espanhola das cidades mexicanas justamente por ter muita, mas muita igreja. E elas são bem charmosas! Tem bares? Sim! Tem vida noturna? Sim! Tem história? Muita! É totalmente encantador. Vamos em partes.
      A primeira grande coisa que se vê quando se chega em Cholula é uma colina enorme com uma igreja construída lá em cima. O que você vai descobrir é que, essa colina na verdade é uma pirâmide pré-colombiana construída pelo povo que vivia na região antes dos espanhóis chegarem! O que dizem é que os espanhóis não sabiam disso e, quando chegaram, viram apenas uma colina e resolveram construir uma igreja lá em cima. Seria realmente uma coincidência ou uma forma explícita de varrer a cultura pré colombiana? Aposto na segunda opção  O que importa é que a partir do Séc XX os mexicanos começaram a escavar a colina e descobriram que, em termos de base, a pirâmide que tem lá era a maior do México, maior ainda que Teotihuácan! Incrível! Há inclusive um túnel que você demora 15min pra atravessar que dá no Sítio Arqueológico. É muito legal mesmo! 

      Paróquia Nsa Sra dos Remédios, no topo da colina, que na verdade, era a maior pirâmide do México

      Subida para a Paróquia Nossa Sra dos Remédios, em cima da colina de Cholula

      Vista de Cholula lá de cima da colina! Reparem no vulcão Popocatépetl soltando fumacinha. 2 semanas depois, ele entraria em erupção!

      Túnel para as ruínas das pirâmides!

      Ruínas do que foi a maior pirâmide, em termos de base, do México, em Cholula.
      Mas a cidade não se resume só à pirâmide! Para começar, mais um exemplo da ótima hospitalidade dos mexicanos, em especial do pueblo de Cholula. Chegando lá, fui no centro turístico do povoado. Lá, uma moça, chamada Veronica, me atendeu e me explicou em 15min TUDO o que tinha que ver na cidade. Me deu um guia inclusive do que comer e o que fazer durante um dia inteiro lá. Ela adorou o fato de eu ser brasileiro, já que eles não recebem muitos gringos por lá! E ainda me convidou para assinar um livrinho da cidade com meu nome e pra eu escrever umas palavras lá! Muito fofinha! Mas o mais legal que ela me disse foi: naquele exato dia era aniversário da cidade, e ia rolar um evento pirotécnico ali do lado a partir das 18h. Com certeza iria!
      De manhã ainda deu tempo de subir na colina em si e conhecer a igreja lá de cima. Mas o show a parte é a vista panorâmica lá de cima da cidade de Cholula e de Puebla com uma visão privilegiada do vulcão Popocatépetl, que fica nos arredores de Puebla. E aqui vai mais uma dica: suba na igreja pela manhã, quando as nuvens ainda não bloqueiam a visão para o vulcão. No fim da tarde as nuvens bloqueiam o vulcão, e você perde toda a vista.
      Como Cholula era relativamente perto da universidade que estava sediando o congresso e tinha coisa para fazer a tarde por lá, acabei voltando para assistir a alguns seminários pela tarde na conferência, mas já tinha colocado na minha cabeça que tinha que voltar para Cholula a noite. Estava apaixonado pelo pueblo. Ele realmente é mágico!
      A noite, voltei e levei dois colegas do congresso para lá também. E fomos direto nos posicionar em cima da colina para ver as celebrações de aniversário do povoado, como a Veronica tinha recomendado! E que coisa irresponsável! Eles colocaram umas estruturas de metal, uns 6 pilares em que se acendia um pavio que fazia um show pirotécnico da base até o topo. E tudo isso com um monte de gente no chão assistindo, sem uma margem de segurança. Para vocês terem uma ideia, uma das estruturas explodiu, o que fez um esqueleto de metal subir muitos, mas muitos metros pro alto e cair na colina. Ainda bem que não atingiu ninguém, mas foi por um triz. Mas é isso, nada simboliza mais o México do que isso: dedo no cu e gritaria! Haha. Apesar de perigoso, foi sensacional! Experiência única. Pra quem dúvida do perigo que foi isso, se liguem: 
      Haha, loucura, não?
      Depois da pirotecnia, fomos ao centrinho, tiramos umas fotos das igrejas de noite e paramos um bar por lá de cerveja artesanal. E mais uma vez, uma das grandes histórias da viagem: os garçons e garçonetes estavam tão abismados que éramos gringos visitando Cholula que, de 5 em 5 minutos vinham na nossa mesa perguntar se estava tudo certo, tudo bem com a bebida, com a comida, etc...Gostaram tanto da gente que nos deram um vale chopp para uma próxima vez! Guardei de recordação haha.

      Um pouco do charme del mágico pueblo de Cholula e suas muitas igrejas

      Praça de Cholula!
      Depois de umas cervejas e ótimo papo, voltamos pro hotel que ainda faltava mais 1 dia de congresso. E também o último dia de viagem. E sabia que minha história com Cholula ainda não tinha acabado...  
       
      Dia 8 - Sábado, dia 9/nov/19: Último dia de congresso, teleférico e bar em Puebla e...Cholula novamente!
      Sábado durante a manhã e até o fim da tarde foi de congresso. A parte turística começou lá pelas 17h. Fim de conferência, partimos para a Zona Histórica de Los Fuertes. Vamos à contextualização: Puebla foi a cidade que abrigou a Grande Batalha de Puebla contra os franceses em 5 de maio de 1862, durante a segunda intervenção francesa no México por Napoleão III. Depois os franceses acabaram entrando no ano seguinte, mas o México foi defendido com sucesso numa batalha época realizada em Puebla, no dia 5 de maio de 1862. E isso é orgulho dos mexicanos, que comemoram o 5 de Mayo todos os anos como feriado nacional. Foi um dos grandes momentos que moldaram a identidade mexicana e é um dos principais feriados do país.
      Pois bem, a tal Grande Batalha aconteceu em Puebla e a Zona de los Fuertes têm os fortes remanescentes da guerra, muito bonito! A área de visitação é um parque, numa zona alta da cidade, de onde se dá pra ter uma vista panorâmica da cidade, além de ter um teleférico que leva até o centro da cidade. 

      Vista panorâmica de Puebla a partir da Zona de los Fuertes. Um privilégio ver o pôr-do-sol de lá
      Nesse dia, encontrei a minha irmã, que estava comigo antes no CDMX e que tinha passado uns dias em Cancún enquanto eu estava trabalhando. E o melhor, era o aniversário dela! Nos encontramos lá em cima e descemos no teleférico de noite, com uma vista fenomenal da cidade e com uma guia explicando todos os pontos de Puebla lá de cima! É muito legal e bem barato, recomendo total fazer esse trecho de teleférico! 
      Chegando no centro de Puebla, para comemorar o aniversário da Thais, minha irmã, escolhemos o bar chamado San Pedrito Licorería. É um bar animal, com música boa e ótimas cervejas e mezcais. Ficamos um tempo lá até nos direcionar advinha para onde? Sim! Cholula novamente! Pegamos um Uber para Cholula para exatamente o mesmo bar, San Pedrito, mas com filial em Cholula. O porquê? Como minha irmã tinha acabado de chegar na cidade, queria que ela se encantasse um pouco com a magia que é el mágico pueblo de Cholula  E foi sensacional! Noite bem animada, com direito à placa no bar com alerta do quê se deve fazer em caso de terremoto haha (segue foto).

      E não é que 1 semana depois que eu voltei pra SP, o vulcão de Puebla não entrou em erupção? Os avisos são reais!
      Dia 9 - Domingo, dia 10/nov/19: Volta, com voo às 16h40 na CDMX e chegada às 6h da manhã do dia 11/nov em GRU.
      Nada demais, só a volta ;(
       
      4. Conclusão
      Essa foi a nossa viagem pro México! Conhecemos pouco, mas do que conhecemos, conseguimos ir bastante à fundo! Desde CDMX até Puebla e a magia de Cholula  
      O grande aprendizado dessa viagem é algo que tenho sentido em todos os países latino-americanos que tenho visitado: como a nossa identidade cultural é forte. O México é parecido com o Brasil em muitos detalhes. E nesse sentido, SP se assemelha muito com a CDMX. Posso dizer que temos inclusive os mesmos problemas: trânsito, desorganização, burocracia, desigualdade...etc, porém os pontos positivos são tão bons quanto! A gente é alegre, gosta de falar alto, conversar, somos receptivos com gringos, tratamos bem o visitante, gostamos de música e estamos a todo momento valorizando a nossa cultura latino-americana, algo que o México não me decepcionou. A comida, os sons, as paisagens, todas foram espetaculares, o que me faz ter com certeza a mais profunda vontade de voltar e conhecer mais desse país incrível
      Caso tenham alguma dúvida, não hesitem em responder aqui no Fórum ou mandar um e-mail! Até!
      ¡Viva a Latinoamerica, viva el México!
       
       


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