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hoaken

Trekking em Curitiba e Região Metropolitana

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Saalve, galera, tudo bem??

 

Gostaria de saber se vocês conhecem trilhas em Curitiba e Região Metropolitana, pra fazer trekkings novos sem ter que viajar....

Eu só conheço as trilhas de Quatro Barras e Piraquara:

 

  1. Anhangava
  2. Pão de Loth
  3. Caminho do Itupava
  4. Morro do Canal
  5. Morro do Vigia
  6. Torre Amarela

 

Conhecem alguma outra?

 

Desde já, agradeço aí, pessoal!

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1 hora atrás, Luis Tochetto disse:

Opa @hoaken, tem outras entre Campina Grande do Sul e Antonina.

  • Pico Paraná
  • Caratuva
  • Itapiroca
  • Camapuã
  • Tucum
  • Ferraria
  • Ciririca
  • Cerro Verde
  • Getúlio

Valeew, @Luis Tochetto, muito obrigado pela ajuda!

 

Dei uma pesquisada na internet, e só pra conferir, o início desses morros é assim mesmo?:

  • Antonina - Fazenda Pico Paraná: Morro Pico Paraná, Caratuva, Itapiroca, Getúlio, Ferraria, Cerro Verde e Siririca
  • Campina Grande do Sul: Camapuã e Tucum

Os de antonina, tem algum que dá pra começar por Campina Grande do Sul também, ou o acesso é somente pela Fazenda Pico Paraná msm?

 

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    • Por Mari D'Angelo
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-que-fazer-em-curitiba-especialmente-na-epoca-de-natal/
       
      1. Jardim Botânico
       
      Um dos principais cartões postais da cidade, o Jardim Botânico de Curitiba (chamado oficialmente de “Francisca Maria Garfunkel Rischbieter”, em homenagem à urbanista de mesmo nome) tem como elemento central a enorme estufa de 3 abóbadas de arquitetura art-nouveau, inspirada do Palácio de Cristal de Londres, que abriga diversas espécies de plantas tropicais. Em frente, um lindo jardim geométrico que me remete a um mini-versailles. Além disso há outros cantos muito agradáveis, como o jardim das sensações, um espaço delimitado onde foi criada uma atmosfera propícia para o contato direto com a natureza. O visitante segue uma rota com diversos exemplares de plantas e pode inclusive tocá-las, percebendo assim suas texturas, aromas etc.
       
      Informações:
      Rua Engenheiro Ostoja Roguski – Jardim Botânico – CEP 80210-390
      Segunda a domingo | Verão: das 6h às 20h / Inverno: das 6h às 19h30 | Grátis
       

       
      2. Museu Oscar Niemeyer (MON)
       
      Esse é o tipo de lugar que só pela arquitetura já vale a visita. O prédio concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer é popularmente chamado de “olho” e abriga exposição de artes visuais, arquitetura, urbanismo e design. Quando o visitamos em 2012, a exposição principal era sobre o poeta Paulo Leminski, achei incrível o modo criativo como ela foi planejada dentro do espaço todo preto. Outras exposições simultâneas acontecem espalhadas pelas 12 salas expositivas.
       
      Uma dica, o bar e restaurante “Barolho”, que fica na esquina em frente ao museu tem um ótimo custo benefício, a comida é boa e o preço escelente!
       
      Informações:
      Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cí́vico – CEP 80530-230
      Terça a domingo, das 10h às 18h | R$ 6,00 inteira / R$3,00 para professores e estudantes / Grátis para menores de 12 anos e maiores de 60
      http://www.museuoscarniemeyer.org.br
       

       
      4. Ópera de arame
       
      Outro ponto obrigatório na capital paranaense, a Ópera de arame é uma incrível construção em aço, metal, vidro e policarbonato, que dão ao prédio circular um aspecto de interação com a natureza, já que ao seu redor fica um grande lago com cascata e muito verde. O espaço foi construído em 75 dias, no local de uma antiga pedreira. É possível visitar parcialmente seu interior, e costuma estar bem cheio de turistas. O café no andar inferior também é bem agradável.
       
      Informações:
      Rua João Gava s/n – Abranches
      Terça a domingo, das 08h às 22h | Grátis
       

       
      5. Coral de Natal do Palácio Avenida
       
      Curitiba é conhecida como a Capital do Natal, a partir do fim de novembro eles começam uma série de eventos ligados a essa data (que eu particularmente amo!). O principal deles é o coral das crianças de instituições apoiadas pelo programa HSBC Educação. Voluntários chamados de Anjos de Natal as acompanham por um ano em aulas de canto e instrumentos musicais, o resultado é incrível! As apresentações acontecem no Palácio Avenida, e o público lota as ruas para assistir, chegue cedo para conseguir um bom lugar!
       
      Ok, confesso que pra muita gente essa descrição pode lembrar aquele coralzinho desafinado da escola, mas garanto que a apresentação é maravilhosa e muito emocionante. A produção conta com efeitos de luz, projeções, fogos e atuações teatrais. Assista o vídeo abaixo para conhecer um pouco desse lado mágico de Curitiba.
      A decoração de toda a cidade também é caprichada.
       
      Informações:
      http://www.natalcuritiba.com.br
       
       

       
       
      6. Torre Panorâmica
       
      Vou ser muitissímo sincera, coloquei esse ponto na lista pois acho que é importante dar a opção, mas honestamente não acho que valha perder tempo aqui, especialmente se este for curto. Encontramos o mirante com alguma dificuldade e ao subir não vi nada de muito atrativo, não sei se pelo fato de me incomodar com mirantes totalmente fechados por vidros, ou de o tempo estar fechado e chuvoso… talvez em um dia de sol seja mais interessante.
       
      Informações:
      Rua Prof. Lycio Grein de Castro Vellozo, 191 – Mercês – CEP 80710-650
      Terça a domingo e feriados, das 10h às 19h | R$ 3,50 inteira / R$1,75 para crianças de 5 a 9 anos e maiores de 60 anos / Grátis para menores de 5 anos
       
       
       
      7. Bosque Alemão
       
      Aqui sim é um ponto onde acho muito válido “perder” umas horinhas! O lugar, como sugere o nome, homenageia os imigrantes alemães na cidade. Localizado na antiga chácara da família Schaffer, dona de uma famosa leiteria, o espaço conta com diversas atrações, como o oratório de Bach que funciona com uma sala de concertos e fica na réplica de uma igreja presbiteriana, a trilha de João e Maria, um relativamente longo caminho em meio à mata verde com painéis ilustrados contando a história criada pelos irmãos Grimm (uma graça!) e o pórtico que reconstrói a fachada de uma das principais obras arquitetônicas da comunidade alemã chamada Casa Milla. Além disso o bosque conta com uma biblioteca chamada “Casa encantada” onde diariamente bruxas e fadas encenam contos para as crianças.
       
      Informações:
      Rua Nicolo Paganini com Rua Schubert (ou Rua Francisco Schäffer) – Vista Alegre
      Diariamente, das 08h às 18h
       

       
      Claro que há muito mais o que fazer em Curitiba, essas dicas foram baseadas no que fizemos em um fim de semana na cidade. Para se hospedar, recomendo muito o Motter Home Curitiba Hostel, o lugar é uma graça (fotos abaixo), o preço é bom e os funcionários são super gentis.
    • Por Rezzende
      Aeee galera mochileira, tô chegando pra passar o meu relato de viagem. Voltei pra Curitiba 2 anos e meio depois da minha primeira passagem e como prometi voltar, voltei! Precisava reparar minha falta com Curitiba pois da primeira vez, por falta de experiência, falta de planejamento ou falta de sei lá o que não deu pra ver muita coisa e fiquei devendo mesmo com Curitiba.
      Aproveitando, fiz também o passeio de trem pra Morretes e depois fui pra Ilha do Mel.
      Relatoooooooo
       
      Sábado, 18 de outubro de 2014
      Cheguei em Curitiba no início da tarde. Fui pro Curitiba Hostel, no Largo da Ordem. O hostel é bom, bem localizado, com o Bar do Alemão ao lado, apenas achei caro pelo que ele oferece. A diária custa 50 reais, o banheiro fica fora do quarto, um pouco longe e as paredes não eram a perfeição da limpeza. Não que isso torne o hostel ruim, longe disso, mas já fiquei em hostels melhores com diária mais barata. Eu, particularmente, prefiro os hostels da rede HI e esse não é associado. Mas compensa pela localização.
      Almocei no Tubas Bar, um bar com ar de rock ali perto na Praça Garibaldi, 50.
      Passei o resto da tarde ali nas redondezas do Largo da Ordem, sem nada pra fazer e tomando um chopp no Bar do Alemão. Só curtir Curitiba com bastante tempo...coisa que não tive da outra vez.
       
      Domingo, 19 de outubro de 2014
      Fui fazer a Linha Turismo. Da outra vez que passei em Curitiba não deu tempo. Acho que se eu quisesse ir nos pontos que fui usando transporte público conseguiria fazer da mesma forma e gastando bem menos, mas eu queria muito andar naquele onibus grandao com 2º andar panorâmico. A Linha Turismo custa 29 reais com direito a 4 reembarques. Peguei o onibus no ponto inicial na Praça Tiradentes às 9:20. Da outra vez que fui em Curitiba já tinha ido no Jardim Botânico e no Museu Niemeyer então dessa vez passei direto e fui descer só na Ópera de Arame já quase 11 horas. A parada na Ópera de Arame é bem rápida, só mesmo pra tirar umas fotos do lugar pois o palco fica fechado e a visitação vai só pela ponte até a entrada da ópera. Não fiquei ali nem 5 minutos. Depois fui a pé pro Parque Tanguá. Tranquilo de ir andando, só subir o morrinho à direita da ópera e entrar na primeira rua a direita ali em cima, seguir pelo plano até passar pelo cruzamento com outra rua e mais um pouquinho à frente entrar à esquerda e pronto! Chegou o Parque Tanguá! Eu não levei nem 15 minutos andando e fui devagar pois tava quente. Não desperdice um reembarque da Linha Turismo, vá andando da Ópera ao Parque Tanguá! :'> :'>
      Aaahhhhhhh o Parque Tanguáááááá
      Pare lá, pare lá, pare lá!!!

      Parque Tanguá é lindo demais, achei o lugar mais bonito de Curitiba!!! Jardim Botânico perde muito pro Parque Tanguá, aquela pedreira, as fontes, a cachoeira, o túnel lá em baixo, tudo muito bonito, show, show, show. Saí de lá 13 horas depois de trocentas fotos. :'> :'> :'>


      Passamos pelo Parque Tingui, bonito também mas achei desnecessário descer já que a linha vai passando pela lateral do parque e dá pra ir tirando boas fotos pelo caminho. O parque não vai muito lá pra trás então a maior parte dele vai margeando a rua por onde a linha passa e dá pra ir tirando boas fotos enquanto isso.
      Desci pra almoçar em Santa Felicidade. Entrei num rodízio de massas delicioso no restaurante Portal. Opção de restaurante em Santa Felicidade não falta, mas são meio caros. Peguei a Linha Turismo de novo quase 15 horas e já tava armando o temporal. Desci no Parque Barigui e saí pra esconder da chuva numa casa amarela perto do ponto de onibus. E desceu a chuva e até granizo. E o calor de 30 graus virou friozinho de 16 graus. Depois de um tempinho a chuva parou e dei uma volta pelo Parque Barigui, mas não vi nada demais. O lago é bonito. Pra terminar, fui pra Torre Panorâmica. Entrada custa 3,50. Cheguei lá em cima quase 17 horas, a chuvinha voltou mas bem fina. Como não tinha nevoeiro, a chuva não atrapalhou de ver o visual lá de cima. E enquanto chovia para um lado, para o outro o tempo era mais claro e com o tempo a chuva ia virando e para onde estava escuro dava pra ver com mais clareza. Como não tem tempo limite de permanência lá, fiquei até 18 horas e tirei fotos até das serras bem pra lá da cidade.

      Fechei a Linha Turismo descendo no mesmo ponto que entrei e fechei o dia também.
      Percebi durante todo o trecho que Curitiba tem muitos fios baixos, o onibus é alto e em vários lugares passamos muito perto da fiação. Totalmente desaconselhável ficar em pé com o onibus em movimento pois a qualquer momento um fio pode atingir a sua cabeça! Teve um ponto perto do Bosque Alemão que o onibus arrancou um fio, não sei se de telefone, luz ou outra coisa, mas pode ser perigoso. Alguns onibus tem um ganchinho na frente pra defender dos fios, mas mesmo assim é bom ter muita atenção com eles e os responsáveis pelas fiações da cidade deveriam fazer alguma coisa para segurança de todos. Fica o alerta! :'>
       
       
      Segunda-feira, 20 de outubro de 2014
      Saindo cedo do hostel, peguei a linha 304 Pinhais-Campo Comprido às 7:40 e 7 minutos depois descia na rodoferroviária de Curitiba. O horário do trem é às 8:15 mas atrasou, dizem que por causa de 3 onibus de Paranaguá que chegaram bem em cima da hora. O trem saiu às 8:30. Ele vai beeeeeeem devagar. Primeiro passando por áreas urbanas de Curitiba e Pinhais, depois algumas áreas rurais entre Pinhais e Piraquara. Esse trecho é bem monótono, o trem continua beeeeem devagar e não tem nenhuma paisagem assim espetacular. São pastos, campos, plantações, gado, araucárias e tal... lá pelo meio do passeio é que vem a parte mais interessante com túneis, viadutos, cachoeiras e rios. Infelizmente o nevoeiro pegou bem nesse trecho e deu uma prejudicada justamente onde a paisagem seria mais deslumbrante. Pouco mais abaixo teve um defeito no trem, soltou ar do sistema de freio e o trem parou. E ficou parado alguns minutos, uns 15 talvez. A chegada na estação de Morretes foi 12:30. chegou 1:15 depois do previsto. O trem vai realmente beeeeem devagar. Eu fiquei um pouco decepcionado com esse passeio pois boa parte dele é bem monótona. A parte mais bonita ficou prejudicada com o nevoeiro. O preço do trem é meio salgado, eu comprei a mais barata do vagão econômico por 72 reais e já fiz o trem de Vitória a BH que durou mais de 13 horas e é mais barato. Não é tão turístico, é mais de passageiros, viaja a 70 por hora, não tem tantas paisagens deslumbrantes, só mais ali perto de BH, mas mesmo assim não achei tão monótono quanto esse, acho que mais pela velocidade muito baixa e mesmo que o tempo tivesse bom, o trecho onde estão os principais atrativos passam em 15 minutos, o resto é basicamente passar no meio da mata, então vai mais do gosto individual de cada um. Mas tenho vontade de repeti-lo num dia de tempo firme.

      Na saída do trem, encontrei mais gente que, como eu, estavam indo pra Ilha do Mel. Fomos andando pra rodoviária. Saindo da estação em Morretes, indo para a direita mais 3 quarteirões chega na rodoviária. O próximo onibus para Paranaguá era 13:20. Enquanto esperávamos fomos fazendo amizades, éramos eu e mais 6: O Marcos de Apucarana e a namorada dele que esqueci o nome, as amigas Vivian e Paula de São Paulo e um casal francês que mora em São Paulo ha algum tempo. Tinha também um casal mais velho de Mato Grosso do Sul que pegaram um táxi na estação pra ir pra rodoviária, mas por causa das malas, sem malas pesadas não precisa, dá pra ir a pé mesmo. E fomos todos pra Paranaguá às 13:20 num onibus urbano lotadão mas que pelo menos me deixava feliz porque tinha mais velocidade que o trem . Chegamos em Paranaguá 14:30. O barco pra Ilha do Mel é 15:30. pra ir da rodoviária pra onde pega o barco é só ir andando pra esquerda, atravessar a rua em frente a entrada pra Ilha dos Valadares e seguir beirando a orla até onde vende as passagens do barco, que é num prédio laranja numa esquina onde do outro lado tem um hostel da rede HI e fica em frente onde se embarca para a ilha.

      Sobre o barco pra ilha do Mel: Em Paranaguá só tem dois barcos por dia, um pela manhã e outro à tarde. A maioria dos barcos parte de Pontal do Sul, onde tem barco de hora em hora das 8 às 17 horas e claro que em altas temporadas e finais de semana tem barcos com mais frequência. Mas então por onde ir? Depende de onde você vem e em qual horário. Eu cheguei em Paranaguá às 14:30 e o barco é 15:30. O preço do barco é 34 reais, incluída a taxa de visitação da Ilha que acho são 10 reais. Os barcos de Pontal do Sul custam 29 reais. Esses valores são de ida e volta. Se for de Paranaguá pra Pontal do Sul o onibus custa 4,70, ida e volta dá 9,40 mais 29 reais são 38,40 então, pra quem chega por Paranaguá é mais econômico ir direto de Paranaguá, isso se você tiver sorte de chegar perto do horário de um dos barcos, pois de Paranaguá são poucos barcos pra lá. O tempo de barco de Pontal do Sul é cerca de meia hora. De Paranaguá dá mais de uma hora ou quase duas. A maré interfere nisso também pois com maré baixa ou maré contrária pode demorar mais.
      O barco saiu 15:30 e chegou em Encantadas 16:50. Tranquilinho demais, o mar nem tem onda forte por ali.
      Pisei no trapiche de Encantadas, olhei pro que tinha na minha frente e pensei...sério que vou ficar aqui só 2 dias??!
      Porquê fiquei em Encantadas? Vamos a algumas objeções: Os principais pontos turísticos da ilha estão mais próximos de Nova Brasília do que de Encantadas, mas se você, assim como eu, gosta de andar, não ha problemas!!! Encantadas tem uma orla com pousadas, restaurantes e mercados em frente. Brasília fica toda pra dentro da ilha, não tem pousadas e restaurantes com pé na orla. Brasília parece mais tranquila e Encantadas mais agitada. Até durante a semana, fora de temporada com pouca gente na ilha você vê mais gente circulando em Encantadas do que em Brasília. Como eu queria algum lugar um pouquinho mais animado fui pra Encantadas e também achei Encantadas mais bonita que Brasília.
      fiquei na Pousada Marimar, que trabalha também com quartos coletivos e até já foi filiada da rede HI. Fiquei num quarto coletivo, diária 50 reais, a pousada é muuuito boa, o staff é muito legal e receptivo, tem um deck muito bom, com uma ótima vista pro por do sol e pra pegar um sol no deck de tarde, de frente pra praia, muito, muito boa mesmo. :'> ::Já passava de 17 horas, deixei minhas coisas no quarto e fui procurar comida, nem tinha almoçado ainda. A turma toda que veio no barco comigo tava comendo no restaurante Toca da Ilha que fica ali na orla mesmo um pouco mais adiante. Lá tem PF por 15 reais. Depois de almojantar, fiquei tomando cerveja com as meninas de Sampa. Me assustei com a conta pois a garrafa de cerveja lá custa módicos 10 reais!!! ainda bem que foram só duas garrafas!! Lembre-se que não foi só você que pagou um barco pra chegar lá, as comidas e bebidas também não foram parar lá sozinhas.......
       
       
      Terça, 21 de outubro de 2014
      Dia de andar, andar, andar...Vai pra Ilha do Mel? Tem disposição pra andar e quer ficar num lugar legal? Fique em Encantadas então!! Saí da pousada antes das 9 horas porque o café lá é servido tarde, só a partir de 8 horas, mas poderia ter ido mais cedo pois nesse dia um grupo grande de pessoas iam pegar o primeiro barco e serviram o café 7 horas. Se você for embora no primeiro barco, peça o café mais cedo! A equipe lá é nota 10 e vai fazer servir o café mais cedo pra você!!
      Então, o dia tava nublado, uns 21 graus, ótimo pra andar. E como andei!! A trilha de Encantadas pra Brasília sai do lado da Marimar, mas eu entrei noutra trilha perto do trapiche, dei várias voltas perdidas até encontrar a trilha certa . A trilha é muito bem visível, sinalizada em alguns lugares, dá pra fazer tranquilo e sozinho. Primeiro você vai passando por casas e pousadas que ficam ainda em Encantadas e logo depois chega na Praia de Fora. A Praia de Fora é oceânica enquanto a de Encantadas é praia de baía, então, Encantadas é mais movimentada por causa da vila mas a praia de fora é mais deserta e mais limpa. Nao parei nela pois não tinha sol e meu destino estava looonge. Passando pela trilha vi ao longe o casal francês que veio comigo no trem e no barco andando pela praia. São facilmente identificados porque o cara é um rastafari que parece o Toni Garrido e ela uma francesa típica, então de longe dá pra conhecer. No fim dessa trilha tem um morro com degraus de pedras e lá no alto você tem uma boa visão do que já andou e do que ainda vai andar, pois avista o farol láááá longe!!



      Descendo do outro lado tem a Praia do Miguel, essa sim absolutamente deserta, pois pra ir por Encantadas tem esse morro pra passar e pra ir por Brasília tem um terrível obstáculo de pedras, então só os mais animados vão pra lá.
      No fim da Praia do Miguel, momento aventura do dia, pois pra passar naquelas pedras exige estratégia eu fui pelas pedras até no ponto mais alto, tinha uma fenda no meio das pedras e pensei “por aqui não passo!!”, desisti e voltei. Pensei em ir beirando as pedras com as ondas batendo em mim. Fui até o meio, pensei que ia cair e morrer ali (momento exagero ) e ninguém ia me salvar pois tava deserto. Voltei. E agora? Volto pra Encantadas e pego um barco pra Brasília? Ali perto tinha uma placa indicando que Brasília era por ali mesmo, pelas pedras. Peguei o celular, entrei no GPS e vi que a trilha passava ali beirando a praia mesmo, então pensei “só pode ser pelas pedras mesmo”. Bora pra mais uma tentativa!! Fui de novo até o ponto mais alto, vi aquela fenda no meio das pedras mas tava um trilho meio batido lá pra baixo e pensei que outras pessoas sempre passam por ali. Então aqui entra o pulo do gato!! pulo mesmo!! a parada agora é sentar na pedra e ir escorregando, pulando, descendo, segurando, vendo como dá e passar lá pra baixo e dali é só alegria!! Venci o obstáculo e agora estou na Praia Grande, onde tem muito surfista. No fim dessa praia, outra trilha que vai pra Brasília. A gente chega no final de Brasília, já bem perto da entrada pro farol. Ali encontrei o casal francês que estava indo pro farol e agora tinha companhia. Fui andando com eles. O alto do farol é muito bonito, o MELHOR lugar da ilha pra tirar altas fotos.


      Dali fomos pra Fortaleza. Boooooaaaaa caminhada. Fomos pela praia, dá mais ou menos uma hora, mas fomos andando muito rápido pois o casal frances já ia embora da ilha naquela tarde. No caminho, pela praia, vi alguns golfinhos mortos, alguns eram só esqueleto mas tinha um que ainda tava morto recente e o frances rastafari foi tirar foto dele. A francesa ficou indignada com aquela atitude mórbida , mas ele disse que já que não tinha visto nenhum vivo o morto servia . A maré ali varia muito e esses golfinhos devem ser trazidos por ela. Eu tive sorte de ver golfinhos vivos bem perto do barco quando tava indo pra ilha do mel. Os franceses também estavam no barco, mas dormindo.. chegando na fortaleza tem uma vila e ali dá pra ver contençoes pra maré e perceber que a variação da maré ali é enorme. Cheguei na fortaleza 13 horas. Mas fui andando e parando pra fotos e tal, não fui direto. Uma placa diz que são 9 km de Encantadas até a fortaleza.
      A fortaleza é legal, histórica, tem um mirante lá em cima. Os franceses iam voltar por causa do horário, me despedi deles e fiquei mais um pouco ali aproveitando o local. Quando saí eram quase 14 horas e a maré tava bem alta, por isso voltei pela trilha e não pela praia.

      Almocei em Brasília, PF por 15 reais. Depois ainda voltei no farol com mais calma pois o tempo tinha aberto um pouco e não tinha intenção de voltar no outro dia. Peguei o ultimo barco e voltei pra Encantadas 17 horas. Fora de temporada são poucos barcos entre as duas vilas, mais ou menos de 2 em 2 horas. Custa 10 reais só ida e 18 reais ida e volta. Já tinha andado bastante mas o principal motivo pra voltar de barco é que passar de novo naquelas pedras com maré alta acho que não seria boa ideia. Andei mais de 15 km nesse dia de certeza. Quando cheguei na Marimar tinha um chegado um colega de quarto, o Alan de Curitiba, que apesar de tão perto nunca tinha ido na ilha do mel. Tinha uma holandesa também, a Patricia, que tá no Brasil ha algumas semanas fazendo trabalhos voluntários em Curitiba e tava numa passagem relampago pela ilha do mel. Jogamos umas partidas de sinuca e depois fui encontrar as meninas de SP pra tomar umas cervejas e conversar sobre o dia, a vida, filosofar e tal...

       
      Quarta, 22 de outubro de 2014
      hoje o sol deu o ar da graça. Minha intenção pra hoje era nada. Já tinha conhecido a ilha e tava de bobeira. Como o Alan ainda não conhecia e queria ir em Brasília, fui de novo com ele. Parei na Praia do Miguel, tão vazia, tão limpa, tão boa... as pedras hoje já não foram obstáculo pois já sabia como passava. Fomos no farol de novo, com sol fica bem mais bonito. Almoçamos em Brasília e voltamos no barco das 15 horas. Depois fui na gruta de Encantadas, que ainda não tinha ido, mas não achei nada demais. A gruta é pequena. Mas o visual daquela parte da ilha é bem legal. Voltei já de tardinha e fiquei no deck da Marimar, curtindo o visual e os últimos momentos na Ilha do Mel. Tinha conhecido a ilha toda, feito tudo que queria fazer mas dava vontade de ficar mais. A ilha do Mel vicia!! ficar num lugar onde não tem mais barco depois das 17 horas, onde não tem ruas, não tem carros, você dorme ouvindo o barulho das ondas, tem trilhas, natureza...perfeito!!
       
      Na quinta de manhã precisava, infelizmente, ir embora. Serviram o café mais cedo por minha causa :'> :'> e 07:30 peguei o barco pra Paranaguá. A maré tava baixíssima essa hora, o barco entrou duas vezes num banco de areia. De encantadas ele vai pra Brasília e sai de lá 8 horas. Na volta passou um navio grandão perto e deixou um mini tsunami pra gente. Tinha uma tia doidona parecendo a Doris Giesse que gritava tacalhe pau, tacalhe pau!! o barco subia e descia, tombava e destombava, frio na barriga, coração na boca e rindo da tia!! um pequeno momento pra dar um pouquinho de emoção na volta hehehe.

      Cheguei em Paranaguá 09:45, dali você vai a pé mesmo pra rodoviária e peguei o onibus pra Curitiba 10:15, de onde você vai para o resto do Brasil e o mundo!!
       
      isso é o que temos para hoje. Ilha do Mel ficou marcada pra mim, adorei aquele lugar e pretendo indicar pra todos vocês e voltar lá um dia, levando mais gente pra conhecer aquela maravilha da natureza.
    • Por dji_pedro
      PATI SELVAGEM: uma travessia de tirar o chapéu e deixar marcas
      Como toda banda de Rock a vida nos bastidores nem sempre é um mar de rosas.  É que a convivência em grupo por vezes desponta em desentendimentos que destoam do objetivo principal. É nesse contexto que o Projeto Rota das Travessias iniciado em 2016 com cinco integrantes perde alguns de seus talentos que, por hora, seguem “carreira solo” (rsrsr). Mas como o “show tem que continuar” aqui teremos uma aventura com participação de três integrantes da antiga “banda”: Eu (Djair), João e Wilson. 
      Assim como na experiência anterior em 2017, escalamos o experiente Marquinhos Soledade (@expedicao_chapada) para ser nosso guia. Dessa vez, iremos realizar a Travessia do Vale do Pati, lá no coração da Chapada Diamantina, na Bahia. Entretanto fugindo um pouco do convencional optamos por deixar esse trekking mais radical fazendo um trajeto mais selvagem.  A ideia é começá-lo em Andaraí subindo o curso do Rio Paraguaçu e seu Cânion.  É uma opção que cobra maiores cuidados tanto pelo terreno como pelo isolamento. É percurso pouco testado. Muitos evitam. É um trecho do Pati esquecido, uma rota praticada por garimpeiro. A trilha exige subir muitas pedras e paredões, bem como experimentar cruzar dezenas de vezes o lado do rio de modo a encontrar melhor caminho. Sem falar da possibilidade de ocorrência de fenômenos naturais como as temíveis cabeças d’água dentro do cânion. Os primeiros dois dias se passa numa região onde possivelmente não cruzaremos com outros caminhantes. 
      Partimos de Recife numa sexta-feira (28 de junho) num voo da Azul Linhas Aéreas com destino a Salvador. Às 23h30 já estávamos na rodoviária para pegar o confortável ônibus da empresa Rápido Federal com destino à belíssima Lençóis.  Rodamos a madrugada inteira.  Às 6h da manhã desembarcamos e seguimos para a Pousada Bons Lençóis, ali mesmo na parte central da cidade.  À tarde tomamos umas cervejas para celebrar aquele reencontro e também meu aniversario: 29 de junho, dia do santo São Pedro, estou ficando mais velho, presenteie-me com essa travessia: vamos brindar!!! 
      À noite entre outras coisas e fizemos a feira coletiva que irá nos alimentar durante os cinco dias do trekking. Compramos, pesamos e separamos os pacotes dos alimentos em quatro partes. Agora cada um pode enfim fechar suas cargueiras para a pesagem final: 23 Kg (Djair), 20 kg (Wilson) e 17 kg (João). Guardamos a fração de alimento que cabia a Marquinhos para entregá-lo em Andaraí (distante 100 quilômetros da cidade de Lençóis) na manhã seguinte onde começaremos nossa travessia.
      30 de Junho – 1º DIA (domingo)
      O domingo chega. Fretamos um taxi para nos levar à Andaraí.  Encontramos nosso guia no pátio da igreja católica naquela cidade e de lá seguimos no veículo até a estrada onde tem início nossa jornada. Donana é como os moradores conhecem aquela área, uma referência a uma antiga moradora da localidade: Dona Ana. Vamos seguir a velha trilha usada por garimpeiros. 
       

       
      Uma vegetação arbustiva é o que encontramos nos primeiros metros. Seguindo um pouco e ela vai mudando. Agora temos uma área mais preservada. Árvores maiores vão ocupando os espaços. Uma ponte de madeira marca o inicio dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Daqui pra frente à aventura começa pra valer. A trilha segue paralela ao Rio Paraguaçu. O terreno é de subida, sentimos o peso nas costas.
      Enfileirados seguimos pela trilha dentro da mata. O lado esquerdo fica o leito pedregoso do rio Paraguaçu de onde se ouve o som forte de suas águas. A certeza de que estamos optando por um trecho selvagem nos obriga a muitos cuidados. Aliás, pela primeira vez iremos realizar uma expedição utilizando equipamentos de GPS: Eu com um relógio Garmin Fênix 3 HR, enquanto Wilson carregava o indispensável SPOT G3. Esse é o instrumento mais importante, pois é capaz de acionar socorro e enviar nossa localização precisa em caso de acidentes.
      Era apenas o início de nossa travessia. Mal tínhamos completados 2 km e tivemos um susto: Wilson acabou batendo a cabeça contra uma ponta de um galho ao passar por baixo dele e o resultado foi um corte na parte superior do couro cabeludo que causou um sangramento. O kit de primeiros socorros levado por Marquinhos foi logo usado e minutos depois pudemos continuar. Ufa!
      Descemos. Seguimos agora pela margem pedregosa do Rio Paraguaçu. Esse é o tipo de terreno que iríamos enfrentar nas próximas 48 horas. A visão das pedras que formam todo o conjunto é muito bonita. Nossa caminhada exige muito equilíbrio porque temos que pular pedras imensas e andar sobre elas e descer outras tantas. Executar um pulo entre pedras com 20 kg nas costas é algo que exige bastante. É preciso jeito e sorte! 

       

      No quarto quilômetro fizemos uma pequena pausa para um descanso. Nosso guia buscou se refrescar nas águas geladas do rio eu a fazer as primeiras filmagens pra não perder nada da aventura que estava apenas começando. 30 minutinhos nessa parada e já tomamos uma subida forte à direita pelo paredão do Cânion do Paraguaçu: uma trilha dura pela encosta recoberta de arbustos. Agora já estávamos a quase 400 metros de altura em relação ao ponto inicial do trekking.
      Já era quase 2h horas da tarde. Estávamos outra vez dentro do leito do Rio Paraguaçu. Havíamos cruzado apenas de 6,5 km e fizemos a parada para o almoço. Visual deslumbrante. Comentava com o João de como tudo aquilo era admirável e do privilegio de se estar ali. A imagem das paredes do Cânion recoberta de vegetação verde em contraste com a água avermelhada, com as pedras no leito, as nuvens e o céu azulado trazia mais beleza ao cenário. 
      Marquinhos assumiu a cozinha e sobre um enorme pedra fez uma mistura que seria nosso almoço: grão de bico e atum sólido. Foi bem breve nossa parada.  Seguimos a caminhada e agora já estávamos diante de uma bifurcação de cânions. Majestoso recorte de rochas que marca o encontro de dois rios: do lado esquerdo as águas do Rio Paraguaçu e do direito as do Rio Pati.  É um marco geológico de dois grandes cânions. Pela primeira vez avistamos a boca do Cânion Pati.
       

      Às três da tarde havíamos percorridos 7,7 quilômetros quando chegamos à prainha formada do lado das águas do rio Pati onde levantamos o acampamento. Aproveitamos a área de terra, sem vegetação, para fazer uma fogueira distante uns 3 metros das portas das barracas. Depois disso foi momento de aproveitando os raios do sol cair e naquelas águas de dupla identidade. O tempo passou rápido e a noite se aproximava.

      Marquinhos como de costume assumiu a cozinha preparando macarrão, linguiça defumada, tomates, cebola: o cheiro e o sabor estavam perfeitos! Depois da janta seguimos com nossas lanternas para o meio do rio. Aproveitamos uma das imensas pedras para sentar e experimentar a imagem contemplativa do céu estrelado e o som das águas naquele lugar inóspito. 

       
      Às nove da noite estávamos em nossas barracas. Marquinhos “homem bruto” resolveu lançar seu saco de dormir próximo à fogueira para passar a noite. Cabra de coragem (rsrsrs). A temperatura estava agradável. O termômetro marcava 21 graus. Foi fácil pegar no sono dessa vez.

      01 de Julho – 2º DIA (segunda-feira)
      Acordei por volta das seis e meia da manhã imaginando como seria nossa caminhada. Vamos preparar o café e começar mais um capítulo de nossa história. O dia era bonito, eu estava tranquilo e até mesmo meio lerdo (rsrsrs), por isso me atrasei um pouco retardando a partida. Somente às 9h30 iniciamos a trilha. Há uma estimativa de que o percurso possua 9 km e que os mesmos serão bem pesados.
      O Cânion do Paraguaçu ficou ali. Nosso movimento agora é à direita, dentro do Cânion do Rio Pati. Por ele iriamos saber a razão pelo qual muitos aventureiros evitam aquela rota. O nível de dificuldade do trekking aumentou bastante já nos primeiros metros. O pula-pedra passou a ser uma constante e tirar a bota para não encharcá-la logo se mostrou ilusão e perda de tempo.  Avançar sobre rochas escorregadias é uma maluquice, mas não ha outra maneira de seguir.  
       

      Os joelhos sofrem demais com o peso nas costas somados ao impacto dos saltos entre as pedras que tem que ser precisos. É força, equilíbrio e principalmente sorte: levamos 1h42 minutos para percorrer 2 km tamanha dificuldade que o terreno apresentava. Ora estávamos de um lado do leito, ora do outro. E quando nos aproximávamos do terceiro quilômetro executando umas dessas passagens entre pedras escorregadias o companheiro João tomou uma queda. Ele escorregou batendo com a canela em numa pedra dentro do rio.  Um hematoma imenso se formou no centro de sua canela. E isso nos deixou assustados uma vez que ele poderia ter fraturado a perna. Tirá-lo dali aquela altura seria impossível salvo por helicóptero.  Levamos alguns minutos cuidando do amigo e graças a Deus tudo ficou bem: uma atadura foi colocada em volta da lesão, e seguimos ainda mais cautelosos com a certeza de que não podemos errar! 
       

      O terreno continuou duro. Percorremos mais 2,5 km e de trilha. Dessa vez fizemos uma subida violenta a direita, uma trilha dentro da mata que margeia a parede do cânion Pati. Às 12h30 curta parada, dessa vez para recobrar o fôlego. O trajeto em ziguezague pelo rio, atravessando, pulando pedras é um exercício para o corpo e mente. A beleza do cânion em sua forma esbranquiçada emoldura o cenário. Outros 20 minutos de descanso. Passamos à margem esquerda desafiando pedras e vegetação da encosta. Agora temos um “tronco” fixado junto o paredão que serve como ponte evitando o caminho por uma parte escorregadia sob nossos pés. É preciso segurar na parede. 

      Saindo da parede do cânion entramos na mata outra vez.  Aqui é necessário muito empenho, forca, determinação. Tivemos que transpor um emaranhado de pedras e arvores: uma combinação que exige do corpo. O esforço ofusca a beleza daquele trecho. A única coisa que queremos é sair daquilo para um lugar amplo e sem obstáculo.  
       
      Às 13h30 paramos dentro do Cânion para almoçar: grão de bico, atum cebola e tomate foi nosso almoço. Até ali tínhamos percorridos 7 km em 5 horas de muito esforço. Não temos a certeza da distancia exata do ponto de acampamento. Os 9 km que mencionei é uma mera especulação! Retomamos a trilha e ela continuou da mesma forma: dura e técnica. Quando completamos os 10 km já estávamos bem cansados e frustrados: percebemos que nossa ideia de quilometragem tinha ido por agua a baixo.  1 km depois se fez outra parada, estava bem claro que nosso moral estava baixo: expectativa e realidade se conflitavam. 
      Somente após percorrer mais 3 km chegamos ao nosso destino: a Toca do Guariba. Já passava das 17h30 minutos. Foi preciso correr para montar as barracas sob a luz da tarde, afinal dentro do Cânion escurece mais rápido. Foram exatos 14 km percorridos naquele dia.  A Toca do Guariba é nossa morada! Aliás, esse nome é dado pelo fato de que há um corte no Cânion que forma uma cavidade onde em geral os aventureiros buscam abrigo. É uma área protegida. O nome Toca do Guariba deriva pelo fato de que é comum avistar o macaco Bugio naquela área, eles também são conhecidos pelos nomes de Macaco Barbado ou Macaco Guariba. Não avistamos nenhum, tampouco os seus sons. Aliás, nesses quase dois dias ainda não cruzamos com ninguém na trilha. De fato estamos em local isolado.

       
      A noite chegou muito depressa. Não deu pra estar no rio e tomar banho. Dessa vez a higiene foi com lenços umedecidos. Estávamos exaustos, quebrados! Jantamos às 19h: frango, macarrão, linguiça defumada e bolo de rolo! Depois disso alguns instantes de conversa e música e às 21h já estava recolhido. O dia foi pesado! 
      02 de Julho – 3º DIA (terça-feira)
      Não consegui uma boa noite de sono. Só com o amanhecer do dia foi possível apreciar a beleza do lugar. O Rio Guariba é afluente do Rio Pati. Estamos exatamente no encontro dos Cânions. Tomamos nosso café e levantamos acabamento. Às 8h30 Deixamos as cargueiras em um ponto e fomos fazer uma breve visita dentro ao Cânion do Guariba. É um cânion estreito e belo. Passamos não mais que 1 hora. E infelizmente não tivemos a sorte de ver nem ouvir nenhum Bugio na local. 
       
      Voltamos, pegamos as mochilas e fizemos uma subida pela mata. Uma acentuada inclinação nos lançava mata acima. As pernas sofridas pelos 14 km do dia anterior reclamavam a todo instante.  A ideia é chegar à casa de seu Eduardo onde vamos dormir. Agora nosso caminho é por uma linda mata. Ela reveste a encosta do cânion dando beleza única a nossa caminhada. Estamos no alto do cânion encoberto onde é possível ouvir o som das águas do Pati. 

      Seguimos firmes e confiantes por 1 hora onde fizemos breve parada para um rápido lanche. A nossa direita estava a majestosamente Serra do Império. Continuamos. Ainda estamos na mata. No quilômetro 3,5 nos desviamos erroneamente numa bifurcação à esquerda que nos levou a um curral, ops! Logo achamos a trilha certa e seguimos.
      Após 5 km de trilha, às 11h da manhã estávamos diante da primeira residência nesses três dias de trekking: a casa de seu Joia e dona Leu.  E pra celebrar aquele encontro nada mais épico do que uma cerveja gelada. Sim, é possível tomar cervejas geladas no Vale do Pati. Comemos pão caseiro feito por Dona Leu e tomamos cerveja. Pagamos 12 reais por uma long neck (eu pagaria ate 50 reais rsrsrs). Passamos alguns minutos naquela casa humilde e acolhedora. Lavamos os rostos, enchemos nossos depósitos de água e seguimos.  O terreno de seu Joia tem um visual incrível. Curiosidade daquele lugar são os avistamentos de felinos como as onças que causam receios a nativos e aventureiros que cruzam a região. Graças a Deus não tivemos nenhum susto. Mas há muita gente que já viu, ouviu seus sons ou seus rastros.


      Percorremos 8.20 e às 12h40 estávamos na residência de Seu Eduardo atualmente sob os cuidados do Domingos, seu neto.  A casa fica aos pés do Morro do Sobradinho, a beira da Boca do Cânion Cachoeirão. Ela fica exatos três quilômetros daquela de seu Joia. Compramos refrigerantes e cervejas geladas. Isso e resultado das geladeiras alimentadas a gás butano e da energia solar que abastece a casa. 

      O cansaço dos dois dias nos fez desistir do planejamento inicial que era visitar o Cachoeirão por Baixo.  Resolvemos conter o dia conversando, tomando refringentes e cervejas e uns petiscos vendidos naquela casa.  A decisão se deu pela perspectiva que tínhamos daquele trekking. Queríamos devolver o prazer da caminhada, buscar prazer efetivo. Na nossa visão acumular a visita ao Cachoeirão fazendo o bate-volta iria nos desgastar e o que precisávamos mesmo era de um tempo pra ficar à toa entre amigos.  Acertamos também em comprar a janta ali oferecida e manter o acampamento com as barracas nas dependências da propriedade. 

      Tivemos a oportunidade de conhecer um bom sujeito Catalão: Joan, ele estava de passagem em visita ao amigo Domingos. Ali contou sua vida e sua relação com o Pati. Joan mora no Capão junto com sua esposa, de nacionalidade brasileira.  Ele relatou suas experiências com a natureza e de suas habilidades como especialista em agricultura sustentável e de sua colaboração em algumas comunidades na Chapada Diamantina.
      No meio da tarde fomos tomar banho no rio Cachoeirão, ele passa nos limites da casa.  Uma pequena descida te leva às margens, grande poço e corredeiras te convidam a cair na água. Ao fundo temos uma visão incrível das paredes dos morros que formam o vale.
      A noite chegou e o jantar oferecido foi sensacional: carne de sol, estrogonofe de frango, arroz, feijão, macarrão, farofa de cenouras, abóbora, e suco. Perfeito! Comemos divinamente e continuamos até umas 21h conversando em grupo. A noite estava estrelada. Eu, Wilson e João fizemos uma pequena fogueira próxima à barraca e às 21h30 já estávamos recolhidos.

      03 de Julho – 4º DIA (quarta-feira)
      Às 6h despertamos. Dessa vez procurei me apressar pra não atrasar o grupo. O café da manha foi preparado ali bem próximo às barracas: cuscuz e ovos. 8h15 já estávamos de saída. Tomamos o caminho a esquerda no sentido da casa de Seu Tonho. Atravessamos o leito do rio Pati sobre as pedras para seguir à margem esquerda do rio. Do lado direito margeando todo o leito uma belíssima mata acompanha o curso do rio. Essa caminhada ainda cedo ganhava muita beleza. A quantidade de sons dos pássaros trazia um encantamento fenomenal. O lado esquerdo nos acompanha o Morro Sobradinho, tocado pelos raios do sol. Tudo é maravilhoso!
      Agora temos forte subida.  Logo estamos a 178 metros de altitude em relação à casa de Domingo. O visual belíssimo já nos revela ao longe o Morro do Castelo. 2 horas depois e 5.6 quilômetros fizemos a parada de descanso naquela área conhecida como “prefeitura” que na verdade é um antigo entreposto dos antigos comerciantes e produtores de café do Vale do Pati. A imagem que temos é perfeita, uma pintura que cabe em qualquer quadro.


      Nossa próxima parada será na casa de seu Aguinaldo. Deixamos a prefeitura, atravessamos o Rio Lapinha e seguimos a trilha tendo a nossa direita o imponente Morro do Castelo.  Seguimos a trilha dentro da mata. No caminho Marquinhos à dianteira nos indica com cuidado a presença de uma cobra Jararaca ali bem no meio da trilha... Imóvel e bem camuflada ela parecia buscar os raios do sol que atravessava os altos dos galhos e folhas daquele lugar. Olhar para o chão sempre, essa e a dica! 

      Um pouco adiante tivemos a oportunidade de cruzar na trilha com Seu Antônio, Seu Tonho. Havíamos passado em frente a sua casinha, logo que saímos da casa de Seu Eduardo, lembra? Seu Tonho surgiu vindo atrás da gente, dentro da mata, na trilha estreita. Montava um burro e puxava outro que levava uma cela de carga (cangalha), seguia vocalizando comandos ao animal. Uma imagem bonita. Retrato de uma historia vida. É um som bonito que ecoava por entre a mata.  De perto assistimos como são transportados todos os suprimentos dos nativos dali. O burro é o motor, o transporte. 

      Enfim, depois de três horas de relógio, 8.4 km de distância e 426 metros de ganho de elevação chegamos à casa verde onde mora o casal. Estamos agora no Pati de Cima a 932metros acima do nível do mar. Ali fomos recebidos por dona Patrícia que nos ofereceu seus deliciosos pães caseiros e latinhas de Coca-Cola geladíssimas. Podemos apreciar os sabores ofertados diante de um visual belíssimo: estamos aos pés do Morro do Castelo.  

      Alguns minutos de descanso e seguimos às 13h com nossas mochilas de ataque rumo ao alto. São 400 metros de subidas em meia a mata atlântica preservada, uma trilha íngreme que exige muito mesmo dos joelhos e muita atenção para evitar quedas.  Levamos 1h20 minutos para completar os mais de 3 km de trilhas subindo até chegar ate o Morro do Castelo no alto dos seus mais de 1.400 metros. Numa subida tão vertical, não adiantar negar: vai doer.
      O Morro do Castelo é colossalmente bonito.  O fato de existir uma gruta que atravessa todo maciço de quartzito no local faz o morro ganhar ares ainda mais mágicos. É espetacular o conjunto da obra. Adentrar na gruta mexe com a imaginação. Ela possui aproximadamente 800 metros de extensão e para cruza-la se faz necessário o uso de lanternas: a escuridão é total. Não esqueçam as lanternas e muito, muito cuidado ao caminhar, pois há Pedras soltas e pontiagudas por todo percurso.


      Ao cruzar a extensão da gruta temos do outro lado um visual incrível do Vale do Calixto, ele está no lado oposto ao Vale do Pati. É magico, é incrível! Estamos a mais de 1.400 metros do nível do mar e para onde se olha é um mar de beleza que agrada aos olhos e ouvidos. É o som dos ventos soprando forte que impressiona. 

      Diante de tanta beleza muitos e muitos clicks, mas já é hora de retornar para Casa de Seu Aguinaldo que está 400 metros abaixo. É hora de descer aproveitando a luz do sol. Temos uma trilha dentro da mata e é bom não vacilar. Levamos 1h pra refazer o caminho de volta. 
      Ao chegar corri, junto com o João, para armar nossas barracas na área de frente à residência. Wilson preferiu contratar um pernoite num dos quartos da casa.  Nesse momento a temperatura começava baixar um pouco. O sol estava refletindo sem força nas bordas das paredes do Vale. Já estava imaginando a temperatura da água que iriamos tomar banho. Apelei por um aperitivo.  Eu e João provamos umas doses de cachaça para ver se a coragem aparecia. Nem sei se isso ajuda. Fomos ao banho: água gelada da mísera!
      Contratamos o jantar e não nos arrependemos. Dona Patrícia caprichou: carne de sol, macarrão, arroz, salada crua e suco de maracujá. João que não come carne foi contemplado com uma omelete preparada com exclusividade. Todos felizes e de barriga cheia. Ao termino do jantar, enfim seu Aguinaldo apareceu e conversamos bastante. Ele falou de sua vida, da rotina naquele lugar e os desafios de se viver ali. O clima era úmido e a temperatura na casa dos 18 graus. Não tardamos buscar o aconchego de nossas barracas, Wilson se recolheu ao conforto do quarto. É nossa ultima noite dentro do Vale do Pati.
      04 de Julho – 5º DIA (quinta-feira)
      Último dia. Acordei às 6h30. O termômetro marcava 14 graus. O som das águas do Rio Lapinha correndo, dos pássaros cantando e voando pertinho da barraca e a imagem do Morro do Castelo diante de nós marcavam o inicio daquele nosso derradeiro dia no Vale do Pati. Eu já sentia saudades de cada momento. Por outro lado, nosso amigo e guia estava com dores estomacais e apresentava também quadro de diarreia. Ficamos preocupados com a condição física dele. Ninguém merece ficar doente na trilha. Retardamos um pouco a saída. Marquinhos sinalizava que já estava tudo ok, então tínhamos que partir.

      Às 9h010 saímos da casa de seu Aguinaldo. Subimos a trilha e seguimos pulando pedras no curso do Rio Lapinha e após caminhar 1.7 km a gente chegava à Cachoeira das Bananeiras.  Seguindo o curso daquele rio e 1h 15 depois de nossa partida (2,5 km) estávamos na Cachoeira do Funil que se apresenta belíssima. Cruzamos o leito para pegar a trilha que fica na parte de cima da encosta, próxima a queda d´água. Minutos depois chegamos a Cachoeira da Altina. Ali havia um pequeno grupo de turistas. É uma cachoeira um pouco menor que a do Funil. Deixamos a Cachoeira da Altinha (nome que faz referencia a uma antiga moradora que ali lavava as roupas da família) e tomamos o caminho novamente à esquerda, atravessando o rio e subimos uma trilha íngreme pela mata.

      Chegamos à igrejinha. Percorremos 4 km contados a partir da casa de Seu Aguinaldo.  Ali é a Casa de Seu João. Ela está próxima da Ladeira da Rampa que dá acesso ao Mirante do Pati e os Gerais do Rio Preto.  Ali é uma casa que também oferece serviços de recepção aos aventureiros com comida e hospedagem.  Lavamos os rostos e tomamos nossas ultimas latinhas de refrigerante dentro do Vale. O sol do meio dia castigava forte. São os testes finais de resistência depois de cinco dias de trekking. Doente, Marquinhos sentia bastante cada passo. Tive pena do nosso Leão da Montanha.

      Ao meio dia e meio estávamos no Mirante da Rampa. 6 km separam a casa de seu Aguinaldo do Mirante do Pati. E o visual a 1.337 metros é de tirar o fôlego. Ali enxergamos toda extensão do Vale do Pat: é o lugar perfeito para fazer aquelas fotos clássicas. Mas não podemos demorar. Temos horário marcado para nosso resgate lá no Beco, em Guine. O motorista Ari nos aguarda!
      As 13h10 seguimos nossa jornada pelo magnifica planície que forma as Gerais do Rio Preto. O terreno é um platô de campo rupestre, não há arvores naquele trecho, o lugar é belíssimo. A partir do Mirante, depois de 1,3 km cruzamos o riozinho que dá nome aquele local, o Rio Preto. Seguindo por mais 3.27 km estávamos enfim diante da descida de Aleixo. Eu diria que A Rampa e a Descida do Aleixo são tecnicamente iguais. A diferença e a ordem das coisas. Assim iniciamos nossa descida sob o calor das às 14h em direção ao ponto de encontro. Percorridos mais 2.1 km de trilhas chegamos ao final de um dos trekking mais bonitos desse pais.  Foi sensacional! Agora vamos voltar pra Lençóis!
       

       























































      Pati_Selvagem_-_Uma_Aventura__-_31_-08.docx


    • Por PEDARILHO SEM DESTINO
      ola pessoal, estou em Mendoza argentina, to pensado em seguir de bicicleta para Santiago, alguém já fez esse pedal? poderia me dar dicas. obrigaddo
    • Por jessicamazoni
      Olá pessoal, 
      Estarei viajando para Orlando na primeira semana de outubro e estou com uma lista de coisas pra comprar para trekking e acampamento, gostaria de saber se alguém teria lojas para me indicar. Obrigada


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