O Caminho dos Naufragados é uma trilha centenária localizada no extremo sul da ilha de Florianópolis. Seu percurso é de 2.300m e é considerada de nível fácil e de esforço moderado.
Para chegar até lá, temos a opção de ônibus urbano (paga-se apenas uma passagem de R$4,50 - mar 22).
Saindo do terminal do centro, o TICEN, pega-se o ônibus para o terminal TIRIO e, de lá, para Caieiras da Barra do Sul.
Aos domingos as saídas são bem escassas, então é necessário planejar o dia para o passeio.
Do terminal TIRIO seguimos até o ponto final da linha, o que leva quase 60 minutos.
Saltamos em frente a um estacionamento. Descendo a principal, já encontramos a indicação para a trilha.
Desça 50m para não entrar pelo estacionamento. A entrada correta é numa pequena rua mais abaixo.
Esta acima é a entrada correta para a trilha.
A melhor coisa é que nem precisamos muito esforço para chegar no começo e também para sair da trilha. O deslocamento de ônibus facilita muito, mas, se preferir ir de carro ou moto, o estacionamento cobra R$ 20,00 pelo período.
A entrada é muito bem sinalizada. Só é uma pena que a placa informativa esteja bem desbotada e vandalizada.
No dia que escolhi estava fazendo 30°C e a umidade estava bem alta (10/03/2022). Pelo menos o caminho é todo arborizado e estava um vento bem refrescante que ajudou muito.
Eram 10:20h quando iniciei o percurso.
Nos primeiros 7 minutos é só subida. O terreno é bem limpo e o caminho largo.
Apesar do calor, resolvi ir equipado com botas, calças e camiseta de mangas compridas com proteção UV, além de um chapéu e mochila. Nesta, levava água, lanche, kit de primeiros socorros e equipamentos fotográficos, num total de 9 Kg.
Levei 2 celulares também, ambos rodando o APP Alpine Quest com os mapas da região e da trilha. A marcação do tempo do percurso fiz no Strava.
Os primeiros 8 minutos são bem puxados devido à inclinação acentuada. Porém, o terreno, apesar de ter chovido na noite anterior, proporcionava boa aderência. Acredito que daria para ir de tênis tranquilamente... mas... não costumo ariscar em trilha. Uma torção no tornozelo durante uma aventura pode tomar proporções dramáticas quando nos aventuramos sozinhos.
Devemos ficar atentos ao caminho e, nas bifurcações, escolha SEMPRE o caminho da ESQUERDA!
Acima, se fôssemos pela direita sairíamos lá no caminho do Farol.
Durante o percurso, encontrei poucas pessoas na ida e muitas durante a volta. É uma região bem segura e muitos moradores utilizam o caminho para o deslocamento rotineiro.
A região faz parte do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e é uma importante referência de conservação da Mata Atlântica.
Nesta época de verão de intenso calor, os córregos e nascentes estavam praticamente secos.
Este seria um dos pontos em que um pequeno córrego costuma atravessar a trilha. Ainda tinha alguns peixinhos no pequeno olho d´água restante.
As poucas placas informativas da trilha estão muito destruídas, tanto pela ação do tempo quanto pela depredação humana.
No terço final do caminho, encontramos um rio de águas bem claras e mornas, de onde os moradores locais fazem a captação para abastecerem suas casas.
Por ser um caminho relativamente curto, em pouco mais de 40 minutos de movimentação chegamos ao final da trilha.
E a recompensa pelo esforço... É uma praia simplesmente paradisíaca!
Águas incrivelmente transparentes... mornas... Azuis! Parece até Cancún (estive por lá em 2020), até pelas areias branquinhas e finas...
Ah, e o melhor de tudo... Sem a muvuca das praias mais badaladas! Para se chegar aqui, só pela trilha ou através de barcos.
Inclusive, quem quiser retornar pelo mar tem várias ofertas no lugar.
Temos até a opção de comer no local, com pequenos restaurantes improvisados servindo refeições e bebidas. Aceitam até cartão de crédito (acima de R$30,00 de gasto) e de débito, além de PIX.
Daqui, pode-se passar boas horas curtindo o mar ou se aventurando pelas outras trilhas que partem deste lugar, como a que leva ao farol e canhões.
Mas esses outros caminhos, contarei no próximo episódio! 🤠👍
Acompanhe o passeio na íntegra nesse vídeo que gravei para o Canal Trips & Flicks.
O Caminho dos Naufragados é uma trilha centenária localizada no extremo sul da ilha de Florianópolis. Seu percurso é de 2.300m e é considerada de nível fácil e de esforço moderado.
Para chegar até lá, temos a opção de ônibus urbano (paga-se apenas uma passagem de R$4,50 - mar 22).
Saindo do terminal do centro, o TICEN, pega-se o ônibus para o terminal TIRIO e, de lá, para Caieiras da Barra do Sul.
Aos domingos as saídas são bem escassas, então é necessário planejar o dia para o passeio.
Do terminal TIRIO seguimos até o ponto final da linha, o que leva quase 60 minutos.
Saltamos em frente a um estacionamento. Descendo a principal, já encontramos a indicação para a trilha.
Desça 50m para não entrar pelo estacionamento. A entrada correta é numa pequena rua mais abaixo.
Esta acima é a entrada correta para a trilha.
A melhor coisa é que nem precisamos muito esforço para chegar no começo e também para sair da trilha. O deslocamento de ônibus facilita muito, mas, se preferir ir de carro ou moto, o estacionamento cobra R$ 20,00 pelo período.
A entrada é muito bem sinalizada. Só é uma pena que a placa informativa esteja bem desbotada e vandalizada.
No dia que escolhi estava fazendo 30°C e a umidade estava bem alta (10/03/2022). Pelo menos o caminho é todo arborizado e estava um vento bem refrescante que ajudou muito.
Eram 10:20h quando iniciei o percurso.
Nos primeiros 7 minutos é só subida. O terreno é bem limpo e o caminho largo.
Apesar do calor, resolvi ir equipado com botas, calças e camiseta de mangas compridas com proteção UV, além de um chapéu e mochila. Nesta, levava água, lanche, kit de primeiros socorros e equipamentos fotográficos, num total de 9 Kg.
Levei 2 celulares também, ambos rodando o APP Alpine Quest com os mapas da região e da trilha. A marcação do tempo do percurso fiz no Strava.
Os primeiros 8 minutos são bem puxados devido à inclinação acentuada. Porém, o terreno, apesar de ter chovido na noite anterior, proporcionava boa aderência. Acredito que daria para ir de tênis tranquilamente... mas... não costumo ariscar em trilha. Uma torção no tornozelo durante uma aventura pode tomar proporções dramáticas quando nos aventuramos sozinhos.
Devemos ficar atentos ao caminho e, nas bifurcações, escolha SEMPRE o caminho da ESQUERDA!
Acima, se fôssemos pela direita sairíamos lá no caminho do Farol.
Durante o percurso, encontrei poucas pessoas na ida e muitas durante a volta. É uma região bem segura e muitos moradores utilizam o caminho para o deslocamento rotineiro.
A região faz parte do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e é uma importante referência de conservação da Mata Atlântica.
Nesta época de verão de intenso calor, os córregos e nascentes estavam praticamente secos.
Este seria um dos pontos em que um pequeno córrego costuma atravessar a trilha. Ainda tinha alguns peixinhos no pequeno olho d´água restante.
As poucas placas informativas da trilha estão muito destruídas, tanto pela ação do tempo quanto pela depredação humana.
No terço final do caminho, encontramos um rio de águas bem claras e mornas, de onde os moradores locais fazem a captação para abastecerem suas casas.
Por ser um caminho relativamente curto, em pouco mais de 40 minutos de movimentação chegamos ao final da trilha.
E a recompensa pelo esforço... É uma praia simplesmente paradisíaca!
Águas incrivelmente transparentes... mornas... Azuis! Parece até Cancún (estive por lá em 2020), até pelas areias branquinhas e finas...
Ah, e o melhor de tudo... Sem a muvuca das praias mais badaladas! Para se chegar aqui, só pela trilha ou através de barcos.
Inclusive, quem quiser retornar pelo mar tem várias ofertas no lugar.
Temos até a opção de comer no local, com pequenos restaurantes improvisados servindo refeições e bebidas. Aceitam até cartão de crédito (acima de R$30,00 de gasto) e de débito, além de PIX.
Daqui, pode-se passar boas horas curtindo o mar ou se aventurando pelas outras trilhas que partem deste lugar, como a que leva ao farol e canhões.
Mas esses outros caminhos, contarei no próximo episódio! 🤠👍
Acompanhe o passeio na íntegra nesse vídeo que gravei para o Canal Trips & Flicks.
Trips & Flicks: Caminhos dos Naufragados
Espero que as informações lhe sejam úteis e que lhe inspirem a conhecer ou a retornar a este lugar tão especial.
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Um grande abraço e até breve!