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Olá viajante!

Bora viajar?

Ciririca, 10 anos depois

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Primeiro, vou explicar o título do tópico.

Pratico montanhismo a algum tempo, comecei frequentando a região do Marumbi e Itupava. Ali era meu quintal de casa, quase todo fds estava por lá.

Depois de algum tempo descobrimos o Pico Paraná, e mudamos o roteiro. Neste tempo o Dilson não estava na fazenda ainda, e fomos conhecendo a região aos poucos.

Mas eu já não ia com tanta frequencia, os compromissos familiares e de trabalho cada vez me tomavam mais tempo...

Nestas incursões pela serra do Ibitiraquire sempre fiquei intrigado com uma certa montanha que tinha duas "antenas" no topo. Montanha distante, que não eu sabia nem o caminho.

Com o tempo fui descobrindo coisas sobre esta montanha, seu nome, o porque das "antenas" (que na verdade são placas refletivas de sinal de microondas) e relatos do povo que ia até lá. Minha vontade aumentava cada vez mais. Como só sabia o caminho p/ o PP, cada vez que ia pra lá ficava admirando aquela montanha distante, pensando quando finalmente iria conhecê-la.

O tempo passou e acabei deixando de lado as montanhas, por pura falta de tempo e compania. Até conhecer os Montanhistas de Cristo (AMC).

Comecei a frequentar as reuniões e fazer ataques a montanhas próximas, até que fomos p/ o Tucum. Eu já sabia que o caminho p/ o Ciririca era o mesmo p/ o Tucum até uma parte, ou seja, eu irira conhecer a chacara da Bolinha, o ponto de saída p/ Camapuã, Tucum, Serro Verde e Ciririca!!!

Na subida do Tucum o que mais fiz foi tirar foto do Ciririca, e perguntar pra galera como era a trilha, as dificuldades, água, etc... eu estava ficando cada vez mais perto da montanha tão sonhada...

 

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Ciririca visto do Camapuã

 

20110402155452.JPG

Ciri e Agudo Cotia vistos do Tucum

 

Então finalmente chegou minha grande chance: a AMC faz todo ano o "Projeto 5 cumes" que consiste em criar cinco equipes e subir no mesmo dia os cinco maiores cumes do Ibitiraquire (PP, Caratuva, Itapiroca, Ferraria e Ciririca). Na mesma hora me escalei p/ a eqipe do Ciririca. Finalmente iria conhecer A montanha...

Mas por causa de compromissos das outras equipes, o projeto 5 cumes não saiu. Mas não me dei por vencido, nossa equipe foi ponta firme e fomos assim mesmo.

O tempo não poderia ter sido melhor, estávamos em pleno inverno e fazia um bom tempo que não chovia. Isso nos ajudou bastante, graças ao tempo extremamente seco pegamos uma trilha bem aberta, com pouco bambuzal p/ atravessar. Aliás este é uma das dificuldades desta trilha, os bambuzais. Levamos sorte...

A trilha começa na chacára da Bolinha, que não é o nome da dona da mesma, e sim de uma de suas cachorras que sempre acompanhava os montanhistas.

Para chegar lá é preciso pegar uma estradinha logo após o primeiro posto de gasolina, depois do posto da Polícia Rodoviária Federal. Este posto da PRF fica logo após a entrada da Estrada da Graciosa, na BR116 sentido PR->SP. Ficou confuso? É assim, passa a Graciosa, a PRF, o posto e logo após tem a estradinha. Aí é só ir até o final, sempre pela principal.

 

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Chácara da Bolinha

 

Da chácara a trilha começa subindo suavemente em direção do Camapuã, atravesando riachos e embrenhando no mato.

Quando a subida aperta um pouco chegamos na bifurcação da trilha Tucum - Ciririca. Até aqui subimos a encosta do Camapuã, agora começamos a descer e direção do Poço das Fadas.

 

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Bifurcação Tucum - Ciririca

 

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Poço das Fadas

 

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Bambus no caminho

 

No Poço das Fadas fizemos uma parada p/ um lanche e descanso. Da bifurcação até aqui descemos, isto quer dizer que agora vamos subir! A esquerda do poço a trilha segue pelo rio, hora pela esquerda, hora pela direita, hora por dentro, sempre subindo. O rio acaba, mas continuamos subindo pelo vale. Depois de um certo tempo (desculpe, mas não marquei os tempos de cada trecho) a subida termina e começamos a descer.

Neste trecho a descida é mais forte, as raizes formam uma escada natural. Vale lembrar que toda trilha é feita por dentro da mata, apenas em algumas janelas é possível ver os contrafortes do Camapuã e Tucum.

 

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Janela na mata

 

E continua a descida... neste trecho tem uma corda p/ ajudar numa descida mais radical, mas nada demais. Estamos descendo pela encosta do Camapuã/Tucum, e no final desta descida chegamos na Cachoeira do Professor.

 

20110402160523.JPG

Cachoeira do Professor

 

Nova pausa p/ descanso e lanche, e depois das fotos e algumas mastigadas voltamos a pernada. Agora começamos a subir novamente. Neste trecho, na volta, demos um perdida. Tem uma bifurcação que p/ quem está indo p/ o Ciri passa desapercebida, mas na volta gera confusão, e agora não lembro se é direita ou esquerda... ::putz::

 

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Trilha

 

A propósito, a trilha é bem definida e tem até algumas fitas de marcação. São poucas bifurcações p/ confundir, mas em alguns trechos é preciso ter um certo conhecimento de trilha p/ achar o caminho. Nas travessias do rio da Cach. do Professor e do Última Chance fique de olho nas fitas.

Voltamos p/ a trilha e encaramos mais uma subida, depois uma descida, sobe de novo e chegamos no Última Chance. Neste ponto se unem as duas trihas que dão acesso ao Ciri, a de baixo (esta que você está acompanhando) e a de cima, que vai pelo cume Do Serro Verde, Luar e Cirizinho. A trilha de cima é acessada tanto pelo Tucum como pelo Itapiroca.

 

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Ultima Chance

 

No Última Chance descansamos, almoçamos e pegamos toda a água que iriamos usar no cume. Em época de seca esta é a última água, caso não esteja na seca logo após o Última Chance tem um pequeno rio. Mas a água do Última Chance me parece melhor, e a distância entre as duas é pequena. Aliás água até aqui não é problema, e não usamos nenhum método de esterelização.

Agora é que o bicho pega!!! Começa a subida do Ciri propriamente dita. Depois de colocar 4 kg a mais na mochila, de subir e descer montanhas por cinco horas chegamos na derradeira subida, e o pior, sem a proteção das árvores e com sol a pino... ::mmm:::mmm:::mmm:

 

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Subindo o Ciririca

 

20110402161119.JPG

O cume láááá em cima

 

Neste trecho descubri a cãibra itinerante: começou na perna direita, depois passou p/ a perna esquerda, votando p/ a perna direita passando pelas costas...

Mas com determinação e sem pressa chegamos!!! 10 anos depois pude ver as placas ao vivo. Levamos 8:00 horas p/ chegar e descobrir pelo GPS do Wilson que a trilha tem quase 7 km, andamos a 1 km/h...

A vista do cume é maravilhosa, o PP a esquerda, a baía de Antonina em frente, os Agudos Lontra/Cotia/Cuíca a direira... mais ao sul a Serra da Graciosa e logo após o Conjunto Marumbi.

 

20110402161238.JPG

Chegamos!!!

 

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PP visto do cume

 

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Agudos

 

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Acampamento

 

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As placas

 

20110402161806.jpg

 

20110402161852.JPG

 

A noite foi de tempo aberto e muitas estrelas. Sem chuva e sem frio, perfeita.

 

20110402162007.JPG

Por do sol

 

No dia seguinte foi acordar, tomar café e arrumar as coisa p/ voltar. Fizemos a volta em 6:30 hs

Agradeço aos colegas de caminhada Wilson, Sérginho, Demian e Leandro, galera da AMC nota milhão!!!!!!!!!!!!!

 

20110402162109.JPG

Pronto p/ a volta

 

Ah, tivemos também a compania de Tobi, o dog!!! Um simpático cachorro da chácara que nos acompanhou até o cume e pernoitou lá conosco. Ele deve ter ficado muito feliz com a caminhada, pois ganhou várias guloseimas...

 

20110402162346.JPG

Tobi

 

Foi uma grande caminhada, em todos os sentidos. Minha mais longa e difícil trilha tinha sido a do PP, mas o Ciri é mais longe e cansativo.

E o que ficou foi a vontade de voltar lá, mas agora com mais tempo p/ pernoitar duas noites no cume e fazer um ataque ao Agudo Da Cotia, minha nova meta... ::hahaha::

 

20110402162450.JPG

Próxima meta, Agudo da Cotia

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O Fiori fez incursões a Farinha Seca recentemente, vide relatos no Altamontanha.

Fica a sugestão, lugar pouquíssimo palmilhado, bem no meio da serra da Graciosa e a do Marumbi. E sem restrições a visitação...

Pra variar está anotada no caderninho, que já virou cadernão.

  • 2 semanas depois...
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Salve moçada!

 

Segue abaixo o link inteiro do relato sobre a Travessia do Milênio:

 

http://altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=2435

 

É uma baita pernada... Se for emendar com a da Farinha Seca é possível planejar um reabastecimento na passagem pela Graciosa, evitando assim carregar muita comida. ::hahaha::

 

Divanei,

 

Não dá para aposentar com o Marumbi, para ficar perfeita precisa ainda fazer o Alfa-Ômega e depois cruzar a Serra da Prata, daí pode-se pensar em aposentadoria... ::lol4::

 

Abraços,

  • 4 semanas depois...
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Não bota pilha Divanei, que conheço um cara que fez a travessia da Serra da Farinha Seca...

Então, quando sair na Graciosa já sobe o Mãe Catira, Sete e emenda a travessia da Farinha Seca, vai sair lá no Véu de Noiva, no meio da Itupava.

Tem um relato desta travessia (feita pelo Giancarlo, o "Cover") no site da AMC http://www.montanhistasdecristo.com.br, mas como o site está em transição não sei se ainda está no ar.

 

O Cover (meu chegado, por sinal) fez essa travessia sim, mas comecou do Veu da Noiva sem passar pelo até então inatingivel Morro do Balança, q tb integra a crista principal do Farinha Seca, ja no seu extremo sul. Portanto, acredito q a travessia derradeira de tal serra deva no minimo agregar esta montanha e ainda aguarda ser feita. O Balança so foi conquistado recentemente, logo basta apenas unir as cristas. Mas pra isso vai ser necessario mta paciencia, tempo e facão. Estive na regiao este ultimo feriado e garanto: vai levar muito tempo pra essa travessia acontecer. O terreno é trash e o mato, punk.

 

 

Salve moçada!

 

Segue abaixo o link inteiro do relato sobre a Travessia do Milênio:

 

http://altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=2435

 

É uma baita pernada... Se for emendar com a da Farinha Seca é possível planejar um reabastecimento na passagem pela Graciosa, evitando assim carregar muita comida. ::hahaha::

 

Divanei,

 

Não dá para aposentar com o Marumbi, para ficar perfeita precisa ainda fazer o Alfa-Ômega e depois cruzar a Serra da Prata, daí pode-se pensar em aposentadoria... ::lol4::

 

Abraços,

 

 

Tenho conhecidos organizando já essa mega-pernada por todas as montanhas e cristas paranaenses.. no prazo de uma semana!! Mas os problemas com a Farinha Seca citados acima vem adiando esta proeza, da qual somente super-atletas farao parte. E eu quero distancia dessa insanidade, logico.. Minha pira é outra..

Postado
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Não bota pilha Divanei, que conheço um cara que fez a travessia da Serra da Farinha Seca...

Então, quando sair na Graciosa já sobe o Mãe Catira, Sete e emenda a travessia da Farinha Seca, vai sair lá no Véu de Noiva, no meio da Itupava.

Tem um relato desta travessia (feita pelo Giancarlo, o "Cover") no site da AMC http://www.montanhistasdecristo.com.br, mas como o site está em transição não sei se ainda está no ar.

 

O Cover (meu chegado, por sinal) fez essa travessia sim, mas comecou do Veu da Noiva sem passar pelo até então inatingivel Morro do Balança, q tb integra a crista principal do Farinha Seca, ja no seu extremo sul. Portanto, acredito q a travessia derradeira de tal serra deva no minimo agregar esta montanha e ainda aguarda ser feita. O Balança so foi conquistado recentemente, logo basta apenas unir as cristas. Mas pra isso vai ser necessario mta paciencia, tempo e facão. Estive na regiao este ultimo feriado e garanto: vai levar muito tempo pra essa travessia acontecer. O terreno é trash e o mato, punk.

 

Opa, aguardo o relato e as fotos!!!

  • 2 meses depois...
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A trilha de acesso ao Ferraria é por cima, pelo cume do Caratuva e Taipabaçu. Não sei se existe alguma trilha que suba o Ferraria lá de baixo..........................É claro que isso não impede ninguém de tentar... :wink: ... e caso consiga será uma pernarda de "garbo e elegância", como diria Jorge...

E conseguiram... uma galera do Clube Paranaense de Montanhismo (CPM ) conquistou o Ferraria pela crista leste, saindo do Bairro Alto - Antonina.

Tem um relato do Pedro Hauck no site pessoal http://www.pedrohauck.net/ e também no Altamontanha.com

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A trilha de acesso ao Ferraria é por cima, pelo cume do Caratuva e Taipabaçu. Não sei se existe alguma trilha que suba o Ferraria lá de baixo..........................É claro que isso não impede ninguém de tentar... :wink: ... e caso consiga será uma pernarda de "garbo e elegância", como diria Jorge...

E conseguiram... uma galera do Clube Paranaense de Montanhismo (CPM ) conquistou o Ferraria pela crista leste, saindo do Bairro Alto - Antonina.

Tem um relato do Pedro Hauck no site pessoal http://www.pedrohauck.net/ e também no Altamontanha.com

 

É, pernada de gente grande mesmo... Parabéns ao pessoal do CPM, ao Jamil e aos demais "Cachorrões da Serra" pelo feito. ::otemo::

Conversei com o Jamil algum tempo atrás (antes da conquista final) e ele me contou das dificuldades e das várias incursões à região para abrir a rota.

 

Abraço,

  • 7 meses depois...
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Reativando este tópico:

 

alguém aqui pensa em ir lá pras bandas do Ciririca agora em junho? Estarei no Paraná e poderíamos combinar uma pernada por lá.

 

Ótimo relato Otávio, parabéns. Confesso que quando estive no PP também observei o Ciririca e fiquei pensando a mesma coisa: quando é que iria chegar lá.

 

Abraço.

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Valeu!

Eu quero ir pra lá num feriado, pra dormir duas noites no Ciririca e atacar os Agudos. Ou então aproveitar e fazer a travessia Ciri-Graciosa... ::mmm:

Em julho a AMC faz o "Cinco Cumes", cinco equipes sobem as cinco maiores montanhas do Paraná (PP, Caratuva, Itapiroca, Ciririca e Ferraria) ao mesmo tempo. Pretendo estar nessa, mas quero ir pro Ferraria, que não conheço, ou PP, que faz muito tempo que não subo.

Boa sorte!!!

Postado
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Grande Otávio,

 

 

Já reserve uma vaga para mim na equipe do Ferraria... Este é um que quero conhecer e, num "5 Cumes" melhor ainda ::otemo::

 

Abraço!

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